Categoria: MUNDO

  • Trump ameaça tarifa de 50% contra China se país ajudar o Irã

    Trump ameaça tarifa de 50% contra China se país ajudar o Irã

    Presidente dos EUA endurece discurso contra possível apoio militar chinês ao Irã, ameaça tarifas pesadas e anuncia bloqueio no Estreito de Ormuz após fracasso das negociações, aumentando tensão no Oriente Médio e risco de escalada no conflito

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 50% sobre produtos da China caso o país forneça apoio militar ao Irã no contexto da guerra no Oriente Médio.

    “Se forem apanhados a fazer isso, serão alvo de direitos aduaneiros de 50%, o que é exorbitante”, afirmou Trump em entrevista à emissora Fox News, após a CNN divulgar a possibilidade de Pequim enviar sistemas de defesa antiaérea a Teerã.

    De acordo com a CNN, a China estaria se preparando para enviar esse tipo de armamento nas próximas semanas, com base em informações de três fontes ligadas a áreas de inteligência e defesa dos Estados Unidos, que falaram sob condição de anonimato.

    Duas dessas fontes indicaram ainda que há indícios de que a China estaria tentando enviar os equipamentos por meio de países terceiros, como forma de ocultar a origem do material, segundo a emissora.

    Apesar de minimizar a probabilidade de envio de armas, Trump reforçou o tom de ameaça econômica. “Duvido que o fizessem, porque tenho uma relação com eles e acho que não o fariam, mas talvez o tenham feito um pouco no início”, disse. “Mas se os apanharmos a fazer isso, vão ter de pagar tarifas de 50%”, acrescentou.

    No sábado, ao falar com jornalistas na Casa Branca, o presidente já havia feito um alerta semelhante, afirmando que a China poderia “ter grandes problemas” caso enviasse armamento ao Irã.

    Trump tem viagem prevista a Pequim entre os dias 14 e 15 de maio, quando deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping. O encontro ocorre após o adiamento de uma cúpula anterior em razão da escalada do conflito com o Irã.

    A nova ameaça surge depois de Trump anunciar que a Marinha dos Estados Unidos iniciará um bloqueio no Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações com Teerã.

    “Instruí a nossa marinha para procurar intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago portagens ao Irão. Ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar”, declarou.

    As negociações presenciais foram encerradas durante a madrugada, após cerca de 21 horas de conversas, deixando em aberto a continuidade de um cessar-fogo considerado frágil, com duração de duas semanas.

    Segundo a delegação norte-americana, o impasse ocorreu porque o Irã se recusou a assumir o compromisso de abandonar o desenvolvimento de uma arma nuclear.
     
     

     

    Trump ameaça tarifa de 50% contra China se país ajudar o Irã

  • Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

    Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

    Presidente dos Estados Unidos critica duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais, questiona sua atuação política e afirma que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Papa Leão XIV e afirmou que o pontífice é “terrível em política externa”, em referência às posições do Vaticano sobre o Irã e a Venezuela. Em publicação nas redes sociais, ele também pediu que o papa “deixe de agradar à esquerda radical”.

    “O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, em uma longa mensagem na qual afirmou que o líder religioso deveria “concentrar-se em ser um grande Papa, não um político”, pois, segundo ele, “está a prejudicar a Igreja Católica”.

    “Não quero um Papa que ache que está bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (…). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.

    Trump também sugeriu que Leão XIV foi escolhido para o cargo por ser norte-americano, dizendo que isso teria sido visto como uma forma de facilitar a relação com ele, e afirmou que o pontífice deveria “estar grato”.

    “Leão devia se dar ao trabalho de ser Papa, usar o bom senso, deixar de agradar à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político”, acrescentou.

    O presidente ainda fez uma comparação pessoal e afirmou: “Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente MAGA (‘Make America Great Again’). Ele compreende isso, e o Leão não”.

    As declarações ocorrem em meio a divergências públicas entre o Vaticano e a Casa Branca. Desde o início de seu pontificado, Leão XIV tem adotado um tom cauteloso, mas crítico, em relação a conflitos internacionais, condenando a guerra no Irã e defendendo soluções diplomáticas.

    No sábado, durante um pronunciamento no Vaticano, o papa fez um apelo direto aos líderes mundiais para que evitem a escalada de tensões e priorizem o diálogo. Sem citar países, ele pediu o fim de qualquer “demonstração de força” e defendeu que os governos “se sentem à mesa do diálogo e da mediação”, em um contexto que coincide com as negociações recentes entre Estados Unidos e Irã.
     
     
     

    Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

  • Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

    Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

    Demolição do antigo Mandarin Oriental, em Brickell Key, foi a maior da cidade em uma década e abre espaço para novo complexo de alto padrão, que combinará hotel e residências com entrega prevista para 2030

    Um hotel localizado em uma das áreas mais exclusivas de Miami, na Flórida, foi demolido neste domingo em uma operação que durou menos de 20 segundos. A implosão do prédio de 23 andares foi registrada em vídeo e rapidamente compartilhada nas redes sociais.

    O edifício era o antigo hotel Mandarin Oriental, situado em Brickell Key, uma ilha artificial. De acordo com a agência Associated Press, essa foi a maior implosão realizada em Miami na última década, após dois anos de planejamento.

    Inaugurado há cerca de 25 anos, o hotel foi derrubado para dar lugar ao complexo Residências Mandarin Oriental, que reunirá hotel e unidades residenciais. A previsão é que o novo empreendimento seja concluído até 2030.

    Durante a operação, moradores que vivem a até 244 metros do local foram orientados a permanecer dentro de casa, com portas e janelas fechadas. Já outras pessoas acompanharam a demolição a partir de pontos considerados seguros.

    Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

  • Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

    Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

    Autoridades apontam milhares de vítimas, incluindo centenas de crianças, após ataques de Israel e EUA; Teerã reagiu com ofensivas e fechamento do Estreito de Ormuz, enquanto Trump ameaça bloqueio naval e amplia risco de escalada no conflito

    As autoridades do Irã informaram neste domingo que 3.375 pessoas morreram, entre elas 383 crianças, em decorrência dos bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos no país desde o dia 28 de fevereiro.

    Os dados foram divulgados pelo diretor do Instituto de Medicina Legal iraniano, Abbas Masjedi, em declaração à agência estatal IRNA, reproduzida pela EFE. Segundo ele, das vítimas fatais, 2.875 eram homens e 496 mulheres ao longo de 39 dias de conflito.

    De acordo com Masjedi, a maior parte das crianças mortas tinha entre 1 e 12 anos. Ele também destacou que há vítimas estrangeiras entre os mortos, incluindo cidadãos de países como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.

    Em resposta aos ataques, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e realizou ofensivas contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

    Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha norte-americana pode iniciar “imediatamente” um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, após o encerramento das negociações com o Irã sem um acordo.

    Trump também declarou que os Estados Unidos estão prontos para agir no “momento apropriado” contra o Irã, ressaltando que as ambições nucleares de Teerã foram determinantes para o fracasso nas tentativas de encerrar o conflito.

    Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

  • Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

    Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

    Após derrotar Viktor Orbán, novo líder promete reaproximação com União Europeia e Otan, sinaliza apoio à Ucrânia e fala em restaurar instituições democráticas, além de responsabilizar aliados do governo anterior por corrupção

    (CBS NEWS) – O futuro primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, deixou claro ao mundo que pretende alterar radicalmente a política externa de seu país, que há anos adota uma postura crítica à União Europeia e favorável à Rússia. Em seu primeiro discurso após derrotar Viktor Orbán nas urnas, Magyar prometeu que Budapeste será, a partir de agora, um parceiro próximo das instituições ocidentais.

    “Os húngaros disseram sim à Europa”, disse o político de direita a apoiadores depois que Orbán, no poder há 16 anos, reconheceu o resultado da eleição.

    “A Hungria será uma forte aliada da UE e da Otan [aliança militar liderada pelos EUA], e minha primeira viagem ao exterior será à Varsóvia”, afirmou. A visita à capital da Polônia, país que vive rápida militarização após a invasão da Ucrânia, é uma sinalização clara de apoio a Kiev contra Moscou.

    “Depois, irei a Viena e a Bruxelas para recuperar o financiamento da UE”, prosseguiu Magyar -graças à autocratização crescente da Hungria e a casos de corrupção do governo Orbán, o bloco europeu deixou de repassar € 19 bilhões (R$ 110 bilhões) ao país nos últimos anos.

    “Peço que o primeiro-ministro não tome medidas que limitem nossas ações no futuro”, afirmou, em aparente referência ao temor de que o controle de Orbán do país possa se perpetuar mesmo com o autocrata fora do poder -ele passou anos aparelhando o Judiciário e colocando a mídia sob controle de aliados.

    “Nossas instituições foram capturadas ao longo de 16 anos”, disse Magyar, que pediu as renúncias do presidente do país, um aliado de Orbán que foi eleito indiretamente pelo Parlamento, e dos chefes do Tribunal Constitucional, da Procuradoria da República e do órgão regulador de mídia. “Vamos restaurar o sistema de freios e contrapesos”, afirmou.

    Ao fim do discurso, sem citar diretamente Orbán, Magyar disse que vai responsabilizar aqueles que “saquearam” a Hungria, e concluiu: “Representarei todos os húngaros, incluindo aqueles fora do país”.

    Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

  • Tumulto em ponto turístico no Haiti deixa pelo menos 30 mortos pisoteados

    Tumulto em ponto turístico no Haiti deixa pelo menos 30 mortos pisoteados

    Tragédia ocorreu na Citadelle Laferrière, Patrimônio Mundial da Unesco, e envolveu turistas e estudantes; autoridades ainda investigam as causas do pisoteamento, enquanto equipes de resgate alertam que número de vítimas pode aumentar

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pelo menos 30 pessoas morreram pisoteadas no sábado (11) durante um tumulto na Citadelle Laferrière, um ponto turístico no norte do Haiti.

    Estudantes e turistas estavam no local participando de um evento. O ponto turístico é reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco. Ainda não há informações sobre a causa do tumulto.

    O número de vítimas ainda pode aumentar. A informação é de Jean Henri Petit, chefe da Defesa Civil da região, que confirmou o local exato do incidente e coordena os alertas de resgate.

    A Citadelle Laferrière atrai milhares de visitantes por sua importância histórica. A fortaleza foi erguida no início do século 19, logo após a independência do Haiti em relação à França, sendo um dos locais mais populares do país.

    Tumulto em ponto turístico no Haiti deixa pelo menos 30 mortos pisoteados

  • Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'

    Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'

    Trump acusou o Irã de promover “extorsão global” ao ameaçar a segurança da passagem, uma das mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Segundo ele, a justificativa iraniana de possível presença de minas no estreito gera insegurança deliberada e impede a livre circulação

    SÃO PAULO, SP (FOLHARPESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (12) que ordenou o início de um bloqueio naval ao estreito de Hormuz, após o fracasso de negociações com o Irã no Paquistão.
    Em publicação na rede Truth Social, ele disse que a Marinha americana passará a interceptar qualquer embarcação que tente entrar ou sair da rota marítima e também aquelas que tenham pago pedágios a Teerã, classificando a prática de ilegal.

    Trump acusou o Irã de promover “extorsão global” ao ameaçar a segurança da passagem, uma das mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Segundo ele, a justificativa iraniana de possível presença de minas no estreito gera insegurança deliberada e impede a livre circulação.

    “Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do estreito de Hormuz”, disse Trump, que se opõe à ideia de o Irã cobrar pedágio dos navios para atravessarem a via marítima.

    “Instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”, afirmou.

    O presidente também afirmou que forças americanas começarão a destruir eventuais minas na região e ameaçou responder militarmente a qualquer ataque contra navios dos EUA ou embarcações civis.

    O republicano disse ainda que as negociações recentes duraram cerca de 20 horas, mas fracassaram no ponto central: o programa nuclear iraniano. Segundo Trump, Teerã se recusou a abandonar suas ambições atômicas, o que, em sua avaliação, inviabiliza qualquer acordo mais amplo.

    Ele voltou a afirmar que o Irã “nunca terá uma arma nuclear” e responsabilizou o regime por provocar “ansiedade, deslocamento e sofrimento” em escala global.

    As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã na capital do Paquistão, Islamabad, terminaram sem que os países em guerra chegassem a um acordo, jogando na incerteza o futuro do frágil cessar-fogo entre os dois países adversários na guerra no Oriente Médio.

    O vice-presidente americano J. D. Vance, que liderou a delegação dos EUA, afirmou que o Irã optou por não aceitar os termos americanos, incluindo a proibição de construir armas nucleares. “Precisamos de um compromisso firme de que eles não buscarão armas nucleares e que não buscarão os meios que lhes permitiriam obtê-las rapidamente”. Vance afirmou que esse era o objetivo central do presidente dos Estados Unidos.

    Por sua vez, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou neste domingo que Washington foi incapaz de conquistar a confiança de Teerã

    No que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas -a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Paquistão.

    O vice-presidente americano, J. D. Vance, disse em entrevista coletiva neste sábado (11), já manhã de domingo (12) no Paquistão, ter feito uma oferta final ao Irã nas conversas -e afirmou que voltará ao seu país.

    “Conversamos por 21 horas”, disse o vice de Donald Trump em breve declaração à imprensa em um hotel de Islamabad, capital paquistanesa, país que serve de mediador no conflito. “Voltaremos aos EUA sem um acordo. Deixamos muito claro quais são nossos limites, no que poderíamos ceder e no que não poderíamos, e eles escolheram não aceitar nossos termos.”

    A fala contradiz declarações anteriores da delegação iraniana, que dizia esperar mais discussões no domingo. Após a entrevista de Vance, entretanto, a TV estatal do país persa confirmou o fim das negociações, colocando a culpa do fracasso em “exigências excessivas” dos EUA.

    “A boa notícia é que tivemos discussões significativas com os iranianos. A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que é uma notícia muito pior para o Irã do que para os EUA”, disse o vice-presidente americano. Não está claro se haverá nova rodada de discussões em outro momento ou se os países retomarão os bombardeios na guerra, que já matou milhares de pessoas em toda a região.

    “Precisamos ver um compromisso [do Irã] de que não buscarão uma arma nuclear e de que não buscarão ferramentas que tornem possível o desenvolvimento de uma arma nuclear”, afirmou Vance -o Irã sempre negou desejar a bomba, embora tenha enriquecido urânio a níveis muito superiores do necessário para usos civis.

    “Fomos muito flexíveis, mas, infelizmente, não tivemos progresso”, disse o vice de Trump. “Vamos embora daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento que é a nossa melhor e última oferta. Veremos se os iranianos aceitam”, concluiu Vance, que falou à imprensa ao lado do enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do genro do presidente, Jared Kushner.

    No sábado, naquele que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas -a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Brasil.

    A delegação iraniana era composta por mais de 70 membros e encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os iranianos chegaram no Paquistão ainda na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Eles levaram sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola para meninas próxima a um complexo militar.

    As conversas aconteceram no hotel cinco estrelas Serena, com jardins e arquitetura mourisca, que é um dos edifícios mais fortificados de Islamabad e tem o próprio esquema de segurança. O endereço fica nas proximidades do hotel Marriott, palco de um dos piores ataques terrorista do Paquistão, em 2008, quando um caminhão que carregava 600 kg de explosivos abriu um buraco de sete metros de profundidade e deixou, entre os mortos, o embaixador da República Tcheca.

    Islamabad reforçou o esquema de segurança com milhares de agentes na cidade, incluindo tropas paramilitares e do Exército, que montaram postos de controle e bloqueios por toda a capital. Lojas e escritórios foram fechados.

    Também no sábado, a emissora estatal iraniana afirmou que a delegação de Teerã apresentou demandas relacionadas ao estreito de Hormuz, à liberação de ativos iranianos bloqueados, ao pagamento de reparações para cobrir danos causados pela guerra e um cessar-fogo que alcance toda a região.

    A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

    Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.

    Na sexta, o americano publicou nas redes sociais que a única razão pela qual os iranianos ainda estavam vivos era para negociar um acordo. “Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, a não ser a extorquir o mundo por meio de vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual eles ainda estão vivos hoje é para negociar!”

    Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'

  • China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump

    China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump

    Presidente dos EUA reage a suspeitas de apoio militar de Pequim a Teerã e eleva tensão internacional; negociações de paz fracassam após impasse sobre programa nuclear iraniano e exigências de Washington

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra a China ao comentar a possibilidade de envio de armamentos ao Irã. Segundo ele, uma eventual ajuda militar de Pequim ao regime iraniano pode trazer consequências sérias.

    “Se a China fizer isso, terá grandes problemas, ok?”, afirmou, sem detalhar quais seriam as medidas adotadas por Washington.

    A declaração ocorreu após informações divulgadas pela CNN apontarem que a inteligência americana identificou indícios de que o governo chinês estaria se preparando para enviar sistemas de defesa aérea ao Irã. Entre os equipamentos citados estariam mísseis portáteis antiaéreos, conhecidos como MANPADS.

    O governo chinês reagiu e negou qualquer envolvimento. Em comunicado, a embaixada chinesa em Washington afirmou que o país “nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito” e classificou as acusações como falsas. Também pediu que os Estados Unidos evitem “alegações infundadas” e contribuam para reduzir a escalada de tensão.

    Trump não confirmou se já tratou do tema diretamente com o presidente chinês, Xi Jinping. Os dois líderes têm um encontro previsto para as próximas semanas, e há expectativa de uma possível visita de Xi aos Estados Unidos ainda neste ano.

    Apesar do clima de tensão internacional, o presidente americano também comentou as negociações que vinham sendo realizadas com o Irã e adotou um tom de desinteresse em relação a um eventual acordo. “Independentemente do que aconteça, nós vencemos”, disse. “Para mim, tanto faz se fizermos um acordo ou não.”

    As tratativas ocorreram no Paquistão, com participação de representantes de alto escalão dos dois países. Do lado americano, a delegação foi liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado por nomes como Steve Witkoff e Jared Kushner. Já o Irã foi representado por autoridades como o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    Mesmo com relatos de avanços iniciais, divergências centrais impediram um entendimento, especialmente em torno do controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

    No desfecho das negociações, JD Vance confirmou que não houve acordo. Segundo ele, o principal entrave foi a recusa iraniana em aceitar as exigências americanas relacionadas ao programa nuclear.

    “Mas a verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear”, afirmou Vance durante uma breve coletiva de imprensa em Islamabad.

    “Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações”, completou.

    As conversas duraram cerca de 21 horas e foram consideradas de alto nível, com comunicação constante entre Vance, Trump e outros membros do governo americano. O encerramento sem acordo reforça o clima de incerteza e mantém abertas as tensões entre Washington e Teerã.
     
     

     

    China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump

  • Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

    Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

    Teerã afirma que exigências “irracionais” travaram negociações, enquanto Washington cobra compromisso contra armas nucleares; apesar do fracasso, lados indicam que diálogo pode continuar e não descartam um acordo futuro

    O governo do Irã afirmou que não esperava um acordo imediato com os Estados Unidos nas primeiras negociações realizadas entre os dois países. A declaração foi feita após o fracasso das conversas em Islamabad, que tinham como objetivo avançar para um entendimento sobre o conflito no Oriente Médio.

    Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, o resultado já era previsível desde o início. “Era evidente desde o início que não devíamos esperar chegar a um acordo numa única sessão [de negociações]. Ninguém estava à espera disso”, disse à televisão estatal.

    Ele também indicou que o diálogo não está encerrado e que novas tratativas devem ocorrer com apoio de aliados regionais. “Estou certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir”, afirmou.

    Antes disso, a emissora estatal IRIB informou que as negociações fracassaram por causa das exigências dos americanos. “A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim”, comunicou.

    Do lado americano, o vice-presidente JD Vance confirmou o encerramento das tratativas sem acordo. Segundo ele, o impasse ocorreu porque Teerã não aceitou abrir mão de seu programa nuclear.

    “A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear”, declarou.

    “Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações”, acrescentou.

    Vance também afirmou que Washington deixou uma proposta final na mesa. “E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam”, disse.

    A menção a uma proposta final tem sido interpretada por veículos de imprensa internacionais como um indicativo de que as negociações podem continuar, mantendo aberta a possibilidade de um acordo mais amplo no futuro.
     
     

     

    Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

  • Vou expor tudo”: brasileira ameaça Trump e Melania após caso Epstein

    Vou expor tudo”: brasileira ameaça Trump e Melania após caso Epstein

    Ex-modelo diz ter informações comprometedoras e faz acusações nas redes; episódio envolve deportação, ligação com aliado do presidente e relatos sobre contato com círculo próximo ao financista Jeffrey Epstein

    Após Melania Trump negar qualquer ligação com Jeffrey Epstein, uma conta na rede X atribuída à ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, publicou uma série de mensagens com acusações e ameaças direcionadas à primeira-dama e ao presidente Donald Trump.

    Nas postagens, posteriormente apagadas, a autora afirmava que pretendia revelar informações comprometedoras. “Vou destruir seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Vou até o fim –não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei sobre quem você é e quem é o seu marido. Não tenho mais nada a perder na minha vida. […] Tome cuidado comigo”, dizia a mensagem.

    Amanda Ungaro foi casada com Paolo Zampolli, aliado de Trump. Segundo o jornal The New York Times, Zampolli teria tomado conhecimento de que a ex-mulher estava presa em Miami sob acusações de fraude e, a partir disso, entrou em contato com David Venturella, do ICE, para informar que ela estaria em situação migratória irregular.

    Após esse episódio, Ungaro foi deportada em outubro de 2025. Ao New York Times, Zampolli negou ter solicitado qualquer tipo de favorecimento às autoridades e disse que apenas buscou entender o caso.

    O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou, em nota, que a deportação ocorreu porque a brasileira estava com o visto vencido há um longo período. “Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por razões políticas ou favoritismo é falsa”, afirmou o órgão.

    Nas publicações, a ex-modelo também alegou ter uma relação antiga com Melania. “Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida –todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive mandando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Claramente havia algo errado, mas não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou –porque eu tenho caráter”, escreveu.

    De acordo com o New York Times, o casal presidencial mantinha proximidade com Zampolli e Ungaro no passado. Em resposta, um porta-voz de Melania afirmou que ela “não tem conhecimento nem envolvimento nos assuntos pessoais de Zampolli e de Ungaro” e que “não teve nenhum contato ou envolvimento” com o ICE.

    Em entrevista ao jornal O Globo, Ungaro relatou que, ainda adolescente, viajou em uma aeronave ligada a Epstein. Segundo ela, havia cerca de 30 meninas a bordo, descritas como “bonitas e bem novinhas”, mas “mais parecidas com estudantes do que com modelos”, além do bilionário e de sua então companheira, Ghislaine Maxwell.

    O relacionamento com Zampolli começou pouco tempo depois desse episódio e se estendeu por quase 20 anos. Atualmente, Ungaro acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica. Os dois travam uma disputa judicial pela guarda do filho, de 15 anos, nos Estados Unidos.

    Vou expor tudo”: brasileira ameaça Trump e Melania após caso Epstein