Categoria: MUNDO

  • Irã lança ataque resposta contra bases militares dos EUA no Golfo

    Irã lança ataque resposta contra bases militares dos EUA no Golfo

    A ofensiva ocorre como retaliação à ação conduzida por EUA e Israel contra o Irã, segundo informações divulgadas pela agência Fars.

    Bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio — localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait — passaram a ser alvo de ataques atribuídos à Guarda Revolucionária Iraniana. A ofensiva ocorre como retaliação à ação conduzida por EUA e Israel contra o Irã, segundo informações divulgadas pela agência Fars.

    Na madrugada de sábado (28), no horário local, Teerã foi atingida por bombardeios em uma operação coordenada entre Washington e Tel Aviv. O episódio se deu após semanas de negociações tensas e pressão americana para que o governo iraniano encerrasse seu programa nuclear. Os Estados Unidos mantêm 19 bases militares no Oriente Médio, além de outras instalações utilizadas com base em alianças regionais, formando a maior rede de presença militar estrangeira do mundo.

    De acordo com levantamento de 2024 do Congresso dos EUA, oito dessas bases são controladas diretamente pelos americanos e outras 11 contam com tropas e equipamentos. O Kuwait abriga cinco bases; Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Síria possuem duas cada; Egito, Jordânia, Omã e Catar contam com uma.

    A maior instalação é a base de Al Udeid, no Catar, que concentra cerca de 10 mil militares e capacidade para até 100 aeronaves. O local sedia o quartel-general do Centcom, responsável por operações no Oriente Médio, Egito, Ásia Central e partes do sul da Ásia. Em 2025, Al Udeid foi atacada pelo Irã em resposta a bombardeios contra instalações nucleares iranianas. Em janeiro, entrou em alerta máximo e recebeu baterias móveis Patriot.

    No Kuwait, Camp Arifjan funciona como centro logístico e abriga cerca de nove mil soldados. Já a base naval no Bahrein, com sete a nove mil militares, é estratégica por comportar porta-aviões, navios de combate e submarinos nucleares. A base de Muwaffaq Salti, na Jordânia, reúne cerca de dois mil soldados e aeronaves da 332ª divisão da Força Aérea dos EUA. A Prince Sultan, com 2,3 mil tropas, protege rotas de petróleo e possui sistemas Patriot e THAAD.

    Globalmente, os EUA mantêm cerca de 170 mil tropas em aproximadamente 800 instalações militares espalhadas por dezenas de países, sendo 128 bases distribuídas em 51 nações. O investimento anual supera US$ 70 bilhões. Segundo Vitelio Brustolin, professor da Universidade Federal Fluminense e pesquisador de Harvard, essa estrutura é essencial para conter adversários e projetar poder. “Os novos documentos estratégicos dos EUA deixam claro que a segurança das Américas como parte central da segurança nacional direta e prioritária para os EUA, diferentemente de Ásia e Europa, onde o foco é secundário. Mas isso não significa necessariamente os EUA busquem novas bases militares na América Latina”, afirmou Brustolin.

    Irã lança ataque resposta contra bases militares dos EUA no Golfo

  • Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

    Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

    Donald Trump confirmou os ataques realizados contra o Irã, este sábado. Disse ainda que eliminou “ameaças iminentes” à segurança dos Estados Unidos e que a “hora de liberdade” do povo iraniano está chegando.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado os ataques ao Irã, afirmando que eliminou “ameaças iminentes” à segurança do país.

    “As forças armadas dos Estados Unidos iniciaram uma grande operação de combate no Irã. Nosso objetivo é defender os americanos por meio da eliminação das ameaças iminentes do governo iraniano”, disse em um vídeo compartilhado na rede Truth Social.

    O presidente americano afirmou que as “atividades do Irã” afetam diretamente os Estados Unidos, assim como outros aliados.

    “Durante 47 anos, o regime iraniano gritou: ‘Morte à América’ e conduziu uma campanha interminável de derramamento de sangue”, continuou, mencionando também a crise na Embaixada dos EUA entre 1979 e 1981, quando 66 pessoas foram feitas reféns por 444 dias.

    “Tem sido terrorismo, e não vamos mais tolerar isso”, ressaltou, acrescentando que o Irã estava reconstruindo seu programa nuclear e desenvolvendo mísseis de longo alcance.

    Dirigindo-se diretamente ao povo iraniano, Trump afirmou: “A hora da liberdade está próxima”, mas deixou um alerta: “Bombas cairão por todos os lados”.

    “Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês”, disse, acrescentando que esta será “a única chance em várias gerações”, já que “nunca receberam” ajuda de um presidente dos Estados Unidos.

    “Nenhum presidente esteve disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite”, concluiu.


    Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje pelo menos três explosões no centro e norte de Teerã, pouco depois de Israel ter anunciado que tinha lançado ataques contra a República Islâmica.

    O ministério da Defesa israelense informou que Israel lançou um “ataque preventivo contra o Irã” para “eliminar as ameaças” ao seu país, após o que os alarmes antimísseis soaram no território israelense.

    O ataque ocorre numa situação de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar no país persa.

     

    Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

  • Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

    Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

    O Banco Central da Bolívia (BCB) queimou as cédulas que estavam sendo transportadas no avião militar que sofreu o acidente na sexta-feira perto do aeroporto internacional de El Alto, deixando pelo menos 20 mortos e 28 feridos.

    Pelo menos 20 pessoas morreram na sexta-feira após um acidente com um avião militar boliviano, que transportava dinheiro em cédulas, no aeroporto de El Alto, perto de La Paz, informaram os bombeiros. “20 pessoas foram contabilizadas”, informou o coronel Pavel Tovar à imprensa, no local do acidente. 

    O avião saiu da pista durante o pouso, atingindo vários veículos em uma estrada próxima.

    A autoridade de navegação aérea e aeroportos bolivianos (NAABOL) informou em comunicado que uma “aeronave da Força Aérea Boliviana C-130”, proveniente da cidade de Santa Cruz (leste), se envolveu em um acidente no “aeroporto internacional de El Alto”, o que levou à suspensão temporária das operações.

    O avião transportava cédulas emitidas pelo Banco Central, que ficaram espalhadas pelo chão, obrigando a polícia a intervir com gás lacrimogêneo para afastar uma multidão que tentava recolhê-las, segundo imagens de televisão.

    Banco da Bolívia queima dinheiro transportado por avião que caiu

    O Banco Central da Bolívia (BCB) queimou as cédulas que estavam sendo transportadas no avião militar que sofreu o acidente na sexta-feira perto do aeroporto internacional de El Alto, deixando pelo menos 20 mortos e 28 feridos.

    “Essas cédulas não são válidas, são ilegais, não estão em circulação e, portanto, estamos procedendo à queima, e qualquer pessoa que possua essas cédulas está cometendo um ato ilegal”, disse à imprensa, em El Alto — segunda cidade mais populosa da Bolívia — o presidente interino do BCB, David Espinoza.

    Militares e policiais realizaram então a queima do dinheiro que ficou espalhado após o acidente do avião militar Hércules C-130, pertencente à Transportes Aéreos Bolivianos (TAB), uma divisão de carga da Força Aérea Boliviana (FAB). 

    O avião pousou à tarde no aeroporto de El Alto, mas ao tocar o solo saiu da pista e percorreu cerca de um quilômetro, até parar fora do perímetro do terminal aéreo, colidindo com cerca de 15 veículos que circulavam pelo local, por causas que ainda estão sendo investigadas.

    O acidente deixou um saldo de pelo menos 15 mortos e 28 feridos, que recebem atendimento médico em diferentes hospitais de La Paz e El Alto, segundo informou a ministra da Saúde, Marcela Flores.

    O Ministério da Defesa informou em comunicado que a aeronave, proveniente da cidade oriental de Santa Cruz, transportava “valores destinados ao Banco Central da Bolívia”.

    De acordo com imagens divulgadas pela imprensa local e vídeos publicados nas redes sociais, muitas pessoas tentaram se aproximar do local para recolher as cédulas espalhadas após o acidente, o que levou os bombeiros a utilizar jatos de água para dispersá-las e, posteriormente, com a chegada da polícia, foi usado gás lacrimogêneo para afastar a multidão das proximidades da aeronave.

    Os distúrbios continuaram à medida que mais pessoas chegavam ao local, e algumas chegaram a atacar policiais e bombeiros, dificultando o resgate e a busca por vítimas e feridos. O incidente levou ao envio de 600 militares e 160 policiais.

    O procurador de La Paz, Luis Carlos Torres, confirmou à imprensa que 12 pessoas foram detidas por causa dos distúrbios.

    Marcela Flores lamentou que a multidão tenha apedrejado ambulâncias que foram ao local prestar atendimento médico às vítimas. 

    As agressões de “pessoas que tentavam se apropriar do dinheiro transportado” também atingiram jornalistas e profissionais da imprensa que cobriam o evento, denunciou a Associação Nacional de Jornalistas da Bolívia (ANPB) em comunicado, lamentando que uma equipe do canal estatal Bolivia TV “tenha sido alvo de agressões diretas”, colocando “em risco a integridade física de sua equipe técnica e jornalística”.

    Jornalistas de outros veículos também “foram atacados com pedras, sofrendo ferimentos graves no exercício de sua função”, acrescentou o comunicado.

    O BCB explicou em comunicado que o dinheiro transportado no avião era proveniente de Santa Cruz e composto por cédulas de 10, 20 e 50 bolivianos, como parte da décima entrega programada em um contrato assinado em 2025 com o banco central para substituir papel-moeda desgastado.

    As autoridades econômicas explicaram que o processo de monetização — ou seja, a autorização para que as cédulas circulem legalmente — só é realizado após o material ser recebido e armazenado nos cofres do BCB, o que não ocorreu com essas cédulas. Por isso, elas não têm valor legal, e sua posse e utilização constituem crime.

    O ministro da Defesa da Bolívia, Marcelo Salinas, também afirmou em coletiva de imprensa que o dinheiro transportado pelo avião “não tem valor legal”, pois não foi oficialmente emitido pelo BCB e não possui número de série, e que “tentar utilizá-lo é um crime”.

    Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

  • EUA e Israel atacam Irã; Trump fala em "ameaças iminentes"

    EUA e Israel atacam Irã; Trump fala em "ameaças iminentes"

    O ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram este sábado um “ataque preventivo” contra Irã para “eliminar ameaças”. Foram ouvidas explosões em Teerão.

    Num vídeo, compartilhado na Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou “grandes operações de combate” contra o país persa, defendendo que “as atividades ameaçadas de Teerão colocam em risco direto os Estados Unidos”.

    O ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.

    Trump queria um acordo para restringir o programa nuclear do Irã e vê uma oportunidade de atacar o regime nas dificuldades internas com a crescente dissidência, após protestos que o regime enfrenta em todo o país.

    EUA e Israel atacam Irã; Trump fala em "ameaças iminentes"

  • As imagens do ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

    As imagens do ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

    Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã, denominada como “Operação Fúria Épica”. O objetivo é eliminar “ameaças iminentes do governo iraniano”, defendendo que o Irã não deve ter armas nucleares.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado, ataques contra a República Islâmica, em um momento em que Washington e Teerã estavam negociando os programas nuclear e militar iranianos. A última rodada de negociações ocorreu na última quinta-feira, e a próxima estava prevista para esta segunda-feira. 

    Já circulam várias imagens que mostram nuvens de fumaça em diferentes regiões do Irã, assim como multidões nas ruas.

    Veja as imagens acima.

    O Departamento de Defesa dos Estados Unidos nomeou a ação como “Operação Fúria Épica”.

    Vale destacar que o presidente dos Estados Unidos, assim como o primeiro-ministro de Israel, já confirmaram os ataques. Ambos dirigiram uma mensagem de esperança ao povo iraniano, pedindo que, quando os ataques terminarem, assumam o controle do país.

    Donald Trump afirmou que o objetivo “é defender os americanos”, eliminando “as ameaças iminentes do governo iraniano”. Já Netanyahu declarou que o Irã não pode possuir armas nucleares, classificando o governo como um “regime terrorista assassino”.

    “Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês”, afirmou Trump em um vídeo compartilhado na rede Truth Social.

    De acordo com a imprensa internacional, foram ouvidas explosões nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, assim como na capital iraniana, Teerã.

    Presidente do Irã está “em perfeitas condições de saúde”

    O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, “está em perfeitas condições de saúde”, informou a mídia estatal iraniana, enquanto o país enfrenta um ataque em larga escala por parte dos Estados Unidos e de Israel.

    “Pezeshkian está em perfeitas condições de saúde”, informaram várias agências iranianas, entre elas a Mehr e a Tasnim.

    “Cabe destacar que, há algumas horas, áreas de Teerã foram alvo de um ataque aéreo americano-sionista”, acrescentaram.

    Vale lembrar que este ataque ocorre em um contexto de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos sobre uma possível ação militar contra o país persa.

    As imagens do ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

  • Suprema Corte de Israel suspende ordem que encerraria operações de ONGs em Gaza

    Suprema Corte de Israel suspende ordem que encerraria operações de ONGs em Gaza

    Governo israelense queria dados de todos os funcionários para evitar desvio de ajuda; ONGs alegam que compartilhar informações representa risco à segurança

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte de Israel suspendeu nesta sexta-feira (27) uma medida que encerraria operações de 37 ONGs humanitárias estrangeiras no país e nos territórios palestinos controlados por Tel Aviv. As organizações estavam ameaçadas de ter que deixar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia neste fim de semana, após se recusarem a cumprir as exigências do governo israelense para que pudessem permanecer.

    A Corte havia sido acionada nesta semana por uma coalizão representando várias dessas ONGs. O consórcio solicitava a suspensão liminar da aplicação dessa medida enquanto aguardava uma análise judicial completa.

    “Sem tomar qualquer posição, uma ordem provisória temporária é emitida por este meio”, afirmou a corte em uma decisão que responde a uma petição das organizações internacionais, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Oxfam, que buscam reverter a proibição após o governo de Israel revogar seu status no país.

    Entre as exigências de Israel, estava o compartilhamento da lista de nomes e informações de contato de todos os funcionários. No entanto, os grupos de ajuda afirmam que compartilhar esses dados seria um risco à segurança, visto que centenas de trabalhadores foram mortos ou feridos durante a guerra em Gaza.

    O Estado de Israel disse que as exigências tinham como objetivo evitar o desvio de ajuda por grupos terroristas palestinos, segundo a imprensa local.

    A ONU, a União Europeia e outros atores internacionais criticaram essa decisão de Israel, que havia dado às ONGs até a meia-noite de 31 de dezembro de 2025 para se adequarem às novas exigências.

    Suprema Corte de Israel suspende ordem que encerraria operações de ONGs em Gaza

  • Estamos discutindo tomada amigável de Cuba, diz Trump

    Estamos discutindo tomada amigável de Cuba, diz Trump

    Líder cubano Miguel Díaz-Canel promete defender país de ‘qualquer agressão terrorista’ dos EUA; tensão entre os países aumentou nesta semana após incidente com barco terminar em quatro mortos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na sexta-feira (27) uma “aquisição amigável” de Cuba. “Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Mas estão conversando conosco e talvez façamos uma aquisição amigável de Cuba”, disse Trump a repórteres.

    O tom vai de encontro à fala, nesta quinta-feira (26), do líder cubano Miguel Díaz-Canel, que afirmou que a ilha caribenha se defenderá de “qualquer agressão terrorista”.

    Díaz-Canel se pronunciou após um incidente na costa do país envolvendo uma lancha registrada no estado americano da Flórida terminar com quatro mortos e seis feridos na quarta (25).

    “Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu ele no X.

    O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se pronunciou na rede social. “Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais.”

    O incidente com o barco pode deteriorar ainda mais a relação entre os dois países, que vinha piorando desde que Washington capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. Caracas interrompeu a entrega de petróleo a Cuba, levando o país a uma grave escassez de combustíveis.

    O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou ter ordenado a abertura de uma investigação em conjunto com outros órgãos, e o congressista cubano-americano Carlos A. Giménez exigiu “uma investigação imediata sobre esse massacre”.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quarta que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo sua nacionalidade. “Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar”, afirmou.

     

    Estamos discutindo tomada amigável de Cuba, diz Trump

  • Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

    Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

    Ilha vive crise energética agravada por bloqueio dos Estados Unidos

    Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento” com as dificuldades enfrentadas pela população após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelo Estados Unidos (EUA) a partir do final de janeiro deste ano.

    O aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado são alguns dos problemas que pioraram nas últimas semanas.

    A arquiteta Ivón B. Rivas Martinez, de 40 anos, mãe solo de um filho de 9 anos, afirmou à Agência Brasil que os apagões em Havana, antes programados, se tornaram imprevisíveis e com maior duração.“Antes, havia cerca de quatro horas sem energia por dia na capital, depois aumentou para cinco horas. Com o agravamento da crise, esse tipo de planejamento não é mais possível. Ninguém sabe quantas horas podem ser. Hoje houve 12 horas de apagão”, diz a cubana.

    No final de janeiro, o governo Donald Trump ameaçou com tarifas os países que vendessem petróleo para a nação caribenha e classificou Cuba como “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos EUA, citando, como justificativa, o alinhamento político de Havana com Rússia, China e Irã.

    A crise energética de Cuba é ainda mais grave nas províncias do interior da ilha de quase 11 milhões de habitantes, onde os apagões podem durar quase o dia todo.

    “Minha tia do interior precisava sair cedo todos os dias para comprar o que ia consumir, porque, se comprasse mais do que isso, estragaria. No interior do país, quase o dia inteiro ficava sem eletricidade”, acrescenta Ivón Rivas.

    O economista cubano aposentado Feliz Jorge Thompson Brown, de 71 anos, tio de Ivón, tinha 6 anos quando triunfou a Revolução de 1959, pondo fim ao governo militar de Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA.

    Feliz Jorge avalia que o atual momento é o período mais difícil de Cuba, até mesmo que a década de 1990, chamada de “período especial”, quando a queda do bloco socialista liderado pela União Soviética privou Cuba dos principais parceiros comerciais.

    “Este é o momento mais difícil que o país já enfrentou. A situação energética é muito grave. É [o momento] mais cruel e severo do que durante o período especial, tanto material, quanto espiritualmente mais desafiador”, diz o também morador de Havana.

    Serviços são prejudicados; preços disparam

    Segundo Ivón Rivas, os apagões afetam todos os serviços de Havana, tanto de água, porque as bombas param de funcionar, quanto de telefonia e internet.

    “Quando você tenta sacar dinheiro no banco, se não há eletricidade, os caixas eletrônicos não funcionam. Se você precisa realizar algum tipo de procedimento legal e o cartório não tem energia, eles não conseguem trabalhar. É muito difícil”, completa.

    Após o endurecimento do embargo energético dos EUA, a arquiteta observou um aumento mais intenso dos preços de itens básicos de consumo.

    “Nessas últimas semanas, a diferença é que os preços aumentaram em um ritmo muito mais acelerado do que antes. Arroz, o óleo, a carne de frango, que são alimentos básicos para os cubanos, ficaram muito mais caros”, acrescenta a moradora de Havana.

    Com cerca de 80% da energia do país gerada por termelétricas, alimentadas por combustíveis, a nova medida do governo Trump reduziu a possibilidade de compra de petróleo no mercado global, o que era agravado pelo bloqueio naval dos EUA à Venezuela a partir do final de 2025.

    Situação mais difícil que no “período especial”

    O cubano Feliz Jorge Brown avalia que, diferentemente da crise atual, havia na década de 1990 uma juventude que conhecia os avanços sociais da Cuba revolucionária, o que facilitava enfrentar as dificuldades daquela época.

    “No período especial, as pessoas compreendiam toda a situação e sua magnitude. Hoje, há alguma incerteza porque muitos não vivenciaram plenamente os primeiros anos da Revolução”, comenta o economista, que, recentemente, voltou a trabalhar em uma consultoria contábil.

    Além disso, ele argumenta que o Estado tem perdido capacidade, em comparação com a década de 1990, de fornecer a cesta básica de alimentos subsidiada.

    “A situação se torna complexa porque o Estado carece dos meios necessários para fornecer integralmente a cesta básica que foi sistematicamente distribuída a toda a população ao longo de todos os anos da Revolução”, completa o economista.

    A família Thompson, formada por oito irmãos, descende de um casal de imigrantes jamaicanos. Segundo Feliz, toda a família se beneficiou da saúde e da educação gratuitas de Cuba.

    “Tive a sorte de me beneficiar de todas as conquistas dos primeiros anos da Revolução e posteriores. Todos em nossa família nos demos bem, a maioria de profissionais com bons trabalhos: professores, engenheiros, médicos e assim por diante”, conta.

    Por muitos anos, Feliz Jorge praticou atletismo, chegando a representar o país em competições internacionais. O sucesso cubano em olimpíadas é apontado como parte do investimento do Estado no esporte.

    Trump endurece bloqueio a Cuba

    O aperto do cerco econômico a Cuba é mais uma tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas.Para o governo cubano, a nova medida é uma política “genocida” que busca privar o povo cubano dos seus meios de subsistência. O bloqueio econômico contra a ilha já dura 66 anos.

    Para a cubana Ivón Rivas, o discurso do governo dos EUA contradiz o resultado da política de bloqueio.

    “Seu discurso é que quer ajudar o povo de Cuba, que quer favorecer o povo de Cuba, e no final é o povo que está sendo estrangulado, é o povo cubano que está sufocando com toda essa política”, critica.

    Pandemia de covid-19

    Segundo avaliam os cubanos entrevistados, a situação econômica de Cuba começou a piorar com a pandemia. Na época, o turismo, principal atividade econômica do país, foi afetado pela política de isolamento para combater a covid-19 em todo o mundo.

    A arquiteta Ivón Rivas diz que a situação está mais difícil desde a pandemia, mas piorou nas últimas semanas. “Eu diria este é o período mais difícil que já enfrentamos em termos de escassez de combustível e energia porque muitos problemas convergiram ao mesmo tempo”, diz.

    Além da covid-19, a ilha viveu o endurecimento do embargo econômico do primeiro governo de Donald Trump (2017-2021), com centenas de novas sanções, medidas que foram mantidas no governo de Joe Biden (2021-2025).

    No novo governo Trump, foram acrescentadas medidas para limitar a exportação de serviços médicos por Cuba, uma das principais fontes de recursos do país no exterior.

    Transporte

    Uma das principais consequências do endurecimento do embargo, segundo percebido por Ivón e Feliz, foi a diminuição na oferta de transporte público e o encarecimento do transporte privado, o que tem reduzido a mobilidade em Havana.

    Enquanto o transporte privado encareceu a ponto de se tornar inviável para muitos cubanos, o transporte público está com linhas reduzidas.

    “O transporte público já sofria com falta de peças de reposição, agora, devido à escassez de combustível, está ainda mais reduzido. As linhas regulares da cidade oferecem apenas uma viagem pela manhã e outra à tarde. E algumas linhas nem sequer garantiam isso”, reclama Ivón.

    Além disso, a arquiteta aponta que os veículos elétricos introduzidos recentemente pelo governo também têm alcance limitado. “Estes têm se mantido mais ou menos estáveis, mas também têm diminuído porque ainda há necessidade recarregá-los.”

    O economista Feliz Jorge avalia que a oferta de transporte deve ter caído pela metade. Devido ao novo trabalho, ele tem viajado entre províncias do país.

    “Antes, os trens circulavam a cada quatro dias; agora, circulam a cada oito dias. No caso dos ônibus nacionais, as pessoas enfrentam muitas dificuldades com apenas duas viagens semanais diretas para as capitais provinciais”, comenta ele.

    Saúde e medicamentos

    A crise energética também tem agravado o acesso aos medicamentos e à saúde pública, na avaliação dos cubanos entrevistados. Ivón Rivas lembra que os médicos são pessoas comuns do povo e, por isso, têm dificuldade de se locomover.

    “Como resultado, muitas consultas foram canceladas e o atendimento de emergência passou a ser priorizado”, disse a arquiteta. Ela acrescenta que a falta de medicamentos afeta toda a sociedade, não apenas os que precisam dos remédios.

    “Muitas pessoas dependem de medicamentos para a saúde mental e, enquanto os tomam, mantêm-se controladas e estáveis. Mas, se interromperem o tratamento, ocorrem acidentes que afetam toda comunidade”, exemplifica.

    O economista e ex-atleta Feliz Jorge pondera que o Estado não teria mais recursos para bancar todos os remédios gratuitamente, como chegou a fazer em épocas mais prósperas.

    “Apesar disso, as pessoas continuam indo aos hospitais para consultas, para ver o médico e procuram dar um jeito de conseguir o medicamento, seja no mercado paralelo ou por meio de familiares que trazem para elas”, disse.

    Educação e cultura

    Os cubanos entrevistados avaliam que a educação vem conseguindo ser mantida, apesar da escassez de combustíveis. Segundo Ivón Rivas, as crianças menores costumam estudar sempre perto de casa.

    “Não é muito difícil para as crianças do ensino fundamental chegarem à escola. Os alunos do ensino médio também costumam ter escolas bem próximas e podem até ir a pé”, comenta.

    O acesso à cultura também tem sido possível. O filho de Ivón, Robin, de 9 anos, segue matriculado em uma aula de música gratuita próxima da sua residência, o que tem possibilitado a diversão e a interação social do menino.

    “É uma boa opção porque não custa nada, é gratuito e do Estado. Existem muitos lugares com centros culturais que continuam funcionando e oferecem essa oportunidade”, destaca.

    “Mudança de regime”

    Para a arquiteta moradora de Havana Ivón Rivas, a política dos EUA não deve conseguir atingir seu objetivo, que é a da mudança de regime político na ilha.

    “O cubano acorda e só pensa em garantir comida para sua família. Os jovens que estão insatisfeitos têm outras aspirações. O que eles querem é emigrar. Não vejo nenhuma campanha ou ninguém nas ruas protestando”, diz.

    Para o economista Feliz Thompson, Cuba incomoda os EUA porque conseguiu superar índices sociais dos seus vizinhos caribenhos seguindo modelo político e econômico alternativo ao determinado por Washington para a América Latina.

    “Está comprovado que o bloqueio e a política de bloqueio contra Cuba são verdadeiramente desumanos e cruéis e que restringem e maltratam o povo cubano. Cuba não está sozinha e continuará avançando”, finaliza.

    Cubanos relatam cotidiano em Havana: “Pior momento que já vivemos”

  • Sequestro de ex-banqueiro ucraniano termina em morte; filho é preso

    Sequestro de ex-banqueiro ucraniano termina em morte; filho é preso

    Um homem, de 34 anos, teria atraído o pai – o ex-banqueiro ucraniano Alexandru Adarici – para uma emboscada com o objetivo de obter 250 mil euros (cerca de 1,6 milhões de reais) em criptomoedas, na Itália

    Um homem foi detido esta sexta-feira (27) em Barcelona, Espanha, por suspeitas de ter participado no sequestro e morte do próprio pai, um ex-banqueiro ucraniano, para obter 250 mil euros (cerca de 1,6 milhões de reais) em criptomoedas.

    Segundo conta a agência de notícias italiana ANSA, o crime ocorreu em Milão, na Itália, no final de janeiro e a Polizia di Stato deu hoje cumprimento a um mandado de prisão europeu por “sequestro agravado por morte”.

    Alexandru Adarici, de 54 anos e de nacionalidade ucraniana e romena, foi encontrado morto após cair da janela do hotel em que estava hospedado em Milão, em 23 de janeiro. Sabe-se agora que o filho, de 34 anos, “participou” no sequestro do ex-banqueiro e gestor de negócios, obrigando-o a “transferir 250 mil euros em criptomoedas”.

    O homem teria atraído o pai para uma emboscada na qual participaram, pelo menos, outras quatro pessoas que estão agora sendo procuradas pelas autoridades italianas. 

    A investigação, de acordo com o procurador de Milão, Rosario Ferracane, se concentrou inicialmente em duas pessoas que foram vistas saindo do hotel após a queda de Adarici e apurou que havia pelo menos três pessoas dentro do quarto, além do ucraniano e do filho. No exterior, estava outro cúmplice vigiando. 

    Já o procurador Marcello Viola indicou em comunicado que as investigações “permitiram apurar que o suspeito, depois de convencer o pai – um empresário ativo, juntamente com ele, no setor financeiro e de investimentos – a ir a Milão para participar de uma ‘reunião’ de trabalho, contribuiu para o seu sequestro com o objetivo de forçá-lo a transferir 250.000 euros em criptomoedas”.

    O suspeito, após ser interrogado pelas autoridades espanholas, contou que foi sequestrado com o pai “por algumas pessoas” e que foi instruído a voltar para Espanha sem denunciar o crime. 

    O corpo da vítima foi encontrado com sinais de violência no pescoço e nos pulsos, compatíveis com o fato de ele ter sido amarrado e espancado. No entanto, resta ainda saber se o homem morreu antes ou depois de cair pela janela. 

    Sequestro de ex-banqueiro ucraniano termina em morte; filho é preso

  • Ex-presidente Bill Clinton depõe hoje ao Congresso dos EUA em caso Epstein

    Ex-presidente Bill Clinton depõe hoje ao Congresso dos EUA em caso Epstein

    Ex-presidente dos Estados Unidos aparece em arquivos relacionados a Epstein, mas ele não foi implicado em nenhum crime

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton depõe hoje no Congresso norte-americano sobre o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein. A ex-secretária de Estado e esposa de Bill, Hillary Clinton, depôs ontem sobre o mesmo assunto.

    Bill depõe perante o Comitê da Câmara dos Representantes dos EUA. De maioria republicana, os congressistas investigam as atividades e os relacionamentos políticos mantidos por Epstein, condenado por abuso e tráfico sexual.

    Ex-presidente aparece em arquivos relacionados a Epstein, mas ele não foi implicado em nenhum crime. Em documentos do caso, o ex-presidente aparece em uma foto com o torso nu em uma jacuzzi na companhia de Epstein. Em outra imagem, o ex-líder democrata aparece nadando com uma mulher de cabelo escuro, que parece ser Ghislaine Maxwell, cúmplice do criminoso sexual.

    Viagens em jato particular. Bill reconhece que viajou no avião de Jeffrey diversas vezes no início dos anos 2000, em missões humanitárias relacionadas à Fundação Clinton, mas afirma que nunca esteve na ilha particular do financista, no Caribe.

    Clinton ressalta que rompeu laços com Epstein antes dele ser condenado por crimes sexuais, em 2008. O ex-presidente destaca que o fato de seu nome ser mencionado em arquivos do caso não constitui prova alguma de que ele tenha se envolvido nas práticas criminosas de Epstein.

    Bill pediu para que seu depoimento fosse feito em público. O Congresso norte-americano, porém, não permitiu, mas alegou que as transcrições dos depoimentos poderão ser divulgadas posteriormente.

    Hillary Clinton depôs ontem sobre o mesmo tema. Ela afirmou não ter nenhuma informação sobre o esquema sexual mantido por Epstein.

    Ex-primeira-dama também pediu que o presidente Donald Trump seja convocado a depor “sob juramento”. Isso porque o republicano também aparece várias vezes nos documentos de Epstein. Assim como Bill, Trump também nega ter participado dos atos criminosos de Jeffrey.

    Epstein mantinha relações com uma extensa rede de executivos, políticos, celebridades e acadêmicos. A divulgação dos documentos teve repercussões internacionais, incluindo as prisões, no Reino Unido, do ex-príncipe Andrew e de Peter Mandelson, ex-embaixador nos Estados Unidos..

    Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, quando foi sentenciado a 13 meses de prisão. Na época, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram à polícia que o empresário havia abusado sexualmente da garota em sua mansão. Outras possíveis vítimas foram descobertas e foram encontradas fotos de meninas na casa dele.

    Ele se livrou de pegar prisão perpétua. O bilionário fechou um polêmico acordo que o livrou de ficar encarcerado pelo resto da vida e fez com que ele fosse registrado na lista federal de criminosos sexuais. Enquanto preso, podia sair para trabalhar seis dias por semana.

    Epstein voltou a ser preso em 2019, acusado de tráfico sexual. Ele foi denunciado por traficar dezenas de meninas, explorá-las e abusá-las sexualmente. Desse caso, o bilionário se declarou inocente e sempre negou as acusações. Após um mês na cadeia, ele foi encontrado na cela e foi declarado morto aos 66 anos. A causa da morte divulgada oficialmente foi suicídio.

    Após pressão e atraso, o Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de três milhões de páginas de arquivos do caso Epstein. Os documentos, liberados pelo órgão no último dia 30, incluem milhares de fotos e vídeos, alguns registrados pelo próprio bilionário condenado por crimes sexuais. A publicação dos arquivos era esperada até o dia 19 de janeiro, o que não ocorreu.

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