Categoria: MUNDO

  • Estátua de Churchill vandalizada em Londres: "Criminoso de guerra"

    A estátua de Winston Churchill em Londres foi vandalizada por manifestantes pró-Palestina, que deixaram mensagens de protesto. Há, pelo menos, uma pessoa detida

    A estátua do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill na Praça do Parlamento, em Londres, foi vandalizada durante a noite por manifestantes pró-Palestina.

    Foram também escritas as palavras “groetjes uit den Haag”, que se traduzem como “saudações de Haia” em neerlandês.

    Segundo a rádio britânica GB News, a estátua foi vandalizada por várias pessoas por volta das 3h00 desta sexta-feira e há pelo menos um detido.

    Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido entre 1940 e 1945 e 1951 e 1955, era um forte defensor do sionismo. Churchill defendia a Declaração Balfour, que apoiava a criação de um “lar nacional para o povo judeu” na Palestina e chegou a apelar à retirada das forças britânicas do local. 

    Estátua de Churchill vandalizada em Londres: "Criminoso de guerra"

  • Mulher engana segurança outra vez e viaja dos EUA à Europa sem passagem

    Mulher engana segurança outra vez e viaja dos EUA à Europa sem passagem

    Svetlana Dali ficou conhecida depois de conseguir viajar de Newark, nos Estados Unidos, até Paris, na França, sem ter nem passagem, nem identificação. Caso aconteceu em 2024 e foi conhecido o ano passado. Menos de um ano depois fez o mesmo, mas desta vez foi presa na Itália

    Svetlana Dali ganhou destaque em abril do ano passado quando um vídeo mostrou que ela conseguiu enganar funcionários do Aeroporto Internacional JFK, em Nova York, e, sem passagem ou passaporte, viajar dos EUA até França. Esta semana, a cidadã russa voltou a fazer o mesmo.

    Mas se esse primeiro episódio, que aconteceu ainda em 2024, acabou em Paris, a situação mais recente aconteceu em Milão, em Itália, onde Dali pousou vinda do estado norte-americano de Nova Jersey.

    Segundo uma fonte próxima das autoridades, citada pela CNN Internacional, tudo aconteceu na quarta-feira, quando, por volta das 18 horas locais, a mulher conseguiu, sem passagem, embarcar em um avião de United Airlines, a partir do Aeroporto Internacional de Newark.

    Durante o voo de aproximadamente 7h00, os funcionários descobriram que a mulher estava viajando sem bilhete, tendo sido presa quando a aeronave pousou na cidade italiana, às 7h09 locais (3h09 em Brasília) desta quinta-feira.

    “A segurança é a nossa maior prioridade”, detalhou a companhia aérea em comunicado citado pela CNN Internacional, informando que a situação “está sendo investigada”, assim como existe colaboração da empresa com as entidades competentes.

    Também o FBI se pronunciou, informando que estavam sabendo da situação, assim como estavam participando nesta investigação, juntamente com as autoridades aeroportuárias.

    O ano passado, Dali foi condenada por embarcar em um voo sem bilhete ou identificação, uma situação que deixou muitos surpreendidos, dadas as regras rígidas dos aeroportos.

    Nessa situação pela qual foi condenada e que se passou em novembro de 2024, Dali conseguiu evitar uma zona onde a sua identificação deveria ter sido verificada, tendo também passado pelos funcionários da porta de embarque, onde se misturou com outras pessoas.

    Já no avião, Dali escondeu-se em um dos banheiros durante a maior parte da viagem. Uma das comissárias de bordo conseguiu convencê-la a sair, mas depois ela saiu e sentou, e, quando questionada sobre quem era, respondeu que se chamava Amy Hudson.

    A tripulação conseguiu convencê-la a sentar-se já no final do voo, e, ao pousar, foi detida. No mês seguinte, em dezembro de 2024, foi extraditada para os EUA, onde é residente. Já depois de ser ouvida tentou remover uma pulseira eletrônica e tentou pegar um ônibus para o Canadá, mas acabou sendo presa em Buffalo, ainda no estado de Nova York.

    Durante o julgamento o advogado de Svetlana Dali tentou ainda culpar o aeroporto, dizendo que a sua cliente não sabia que eram precisas identificação e passagem para embarcar em um voo internacional.

    Na sentença, o ano passado, Dali disse que acreditava que estava sendo envenenada por alguém e que o que todas as ações que tinha tomado eram para “proteger a sua vida.”

    Vale destacar ainda que a viagem entre Nova Jersey e Paris não foi a sua primeira tentativa, já que no mesmo mês que conseguiu enganar os funcionários do aeroporto já tinha tentado fazer o mesmo no estado de Connecticut. Em fevereiro de 2024 foi também encontrada fechada no banheiro do Aeroporto Internacional de Miami.

    Mulher engana segurança outra vez e viaja dos EUA à Europa sem passagem

  • EUA e Irã farão novas negociações, e escalada militar continua

    EUA e Irã farão novas negociações, e escalada militar continua

    Os rivais negociaram de forma indireta nesta quinta-feira (26) em Genebra, sob a mediação de Omã. Segundo o chanceler do país árabe, Badr al-Busaidi, houve “progressos significativos” nas conversas, que foram descritas por autoridades americanas a diversos meios de comunicação como “difíceis” e “frustantes”.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Apesar do acúmulo de preparativos para um ataque dos Estados Unidos ao Irã, delegações dos dois países decidiram continuar negociando sua disputa acerca do programa nuclear do país persa na semana que vem em Viena.

    Os rivais negociaram de forma indireta nesta quinta-feira (26) em Genebra, sob a mediação de Omã. Segundo o chanceler do país árabe, Badr al-Busaidi, houve “progressos significativos” nas conversas, que foram descritas por autoridades americanas a diversos meios de comunicação como “difíceis” e “frustantes”.

    À frente da delegação do Irã, o chanceler Abbas Araghchi disse que as conversas foram “as mais sérias até aqui” e que “um bom progresso foi feito em algumas questões, mas ainda há diferenças em certas áreas”. Os americano ainda não se pronunciaram.

    De todo modo, as negociações continuam e serão focados segundo o omani em “aspectos técnicos e nucleares”. A capital austríaca é sede da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), cujo diretor-geral, o argentino Rafael Grossi, esteve como observador nos debates na Suíça.

    As negociações começaram às 10h15 (6h15 em Brasília) na residência do embaixador de Omã, durando três horas até um intervalo no qual os lados rivais consultaram seus governos. Às 17h50 (13h50 em Brasília), foram retomadas, durando mais 1 hora e 50 minutos.

    Como nas fracassadas conversas de 2025 e nas duas rodadas anteriores agora, o diálogo foi indireto: um lado passa suas propostas para o chanceler omani, Badr al-Busaidi, que a transmite para o outro.

    A delegação americana foi comandada pelo negociador Steve Witkoff e pelo genro de Trump Jared Kushner, que representa os interesses empresarias do sogro, causando ojeriza entre diplomatas.

    A última vez em que houve negociações diretas entre os rivais foi na costura do acordo nuclear de 2015, pelo qual o Irã se comprometia a reduzir sua capacidade de enriquecimento a níveis civis, 3,75%, reduzia seus estoques do material e desmantelava equipamentos vitais.

    A AIEA era responsável pela verificação do arranjo, que em troca aliviou sanções ocidentais ao país. Em 2018, denunciando os termos do acordo e apontando para o fato de que ele não impedia na prática o acesso à bomba se descumprido, Trump o deixou.

    As sanções foram retomadas, assim como a hostilidade. A partir de 2022, Teerã praticamente dobrou seu estoque de urânio enriquecido para 440 kg, e elevou seu enriquecimento a 60%, segundo a AIEA. Isso permite produzir de 10 a 15 bombas de baixo rendimento.

    O impasse e as guerras de Israel após o ataque terrorista do Hamas, grupo bancado por Teerã, em 2023 levaram a crise para o campo militar. Tel Aviv conseguiu reduzir drasticamente as capacidades dos prepostos do Irã na região, a começar pelo libanês Hezbollah.

    Os arquirrivais trocaram fogo aéreo em 2024 e, em junho passado, o Estado judeu começou uma guerra de 12 dias com bombardeios de lado a lado que expôs o Irã como um tigre de papel, apesar dos danos em Israel.

    Trump entrou na briga para encerrá-la, atacando pela primeira vez três alvos do programa nuclear. Deu-se por satisfeito, mas quis aproveitar os protestos contra o regime contra o regime para ameaçar os aiatolás. Voltou a trás para ganhar tempo em janeiro, mas começou a montar um grande cerco aeronaval ao Irã, o maior desde a Guerra do Iraque em 2003.

    Ao mesmo tempo, os EUA reabriram as negociações, que nesta quinta chegaram a um ponto agudo, com o presidente americano maximizando suas demandas públicas e ameaçando atacar.

    Segundo o americano Wall Street Journal, as demandas de Trump seguem maximalistas: ele quer o fim do programa nuclear e zero enriquecimento de urânia, oferecendo como contrapartida apenas reduções mínimas nas sanções.

    Os iranianos, diz o WSJ, querem voltar a algo parecido com 2015, com uma redução na capacidade de enriquecimento por até cinco anos. Com efeito, o site americano Axios afirmou que a primeira parte das conversas foi “frustrante” para Washington.

    Com efeito, como nas rodadas anteriores, houve até aqui apenas declarações iniciais, e cautelosamente otimistas, do lado do Irã e dos mediadores omanis.

    Aumentando a tensão, a movimentação militar de Trump continua de vento em popa. Nesta quinta, o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, deixou a escala que fez em Creta para rumar à costa de Israel, de onde pode participar de um ataque coordenado mirando o oeste do Irã. O navio e sua escolta devem chegar à região até o fim da semana.

    Ao todo, os americanos mobilizaram até aqui 18 navios de guerra, nível semelhante ao de ataques pontuais do passado, mas não próximo dos 55 usados na guerra de 2003, por exemplo. Há uma grande variedade de aeronaves, cerca de 200 ao todo, em diversas bases e no dois porta-aviões enviados.

    Em mais um sinal de que está acompanhando de perto a movimentação de seu maior rival estratégico, a China divulgou nesta quinta imagens de 11 caças de quinta geração americanos F-22 que foram enviados à base de Ovda, no sul de Israel.

    A divulgação ocorreu por meio da empresa MizarVision, que vem publicando constantemente fotos detalhadas do posicionamento de ativos militares americanos na crise do Oriente Médio, facilitando a vida de planejadores militares aliados seus no Irã.

    Outros F-22 e o modelo também furtivo ao radar F-35 atravessaram o Atlântico rumo ao Oriente Médio nesta quinta, quando também foi divulgada uma imagem de Diego Garcia, base britânica usada pelos americanos no Índico que é a única da região fora do alcance de mísseis iranianos.

    Chegaram por lá caças F-16, aviões de patrulha marítima P-8 e cargueiros pesados, mas não bombardeiros estratégicos -o Reino Unido vetou por ora o uso do local para eles, gerando protestos de Trump.

    Por fim, em um movimento visto como preparatório para aliviar eventual pressão no seu flanco norte em caso de guerra, Israel bombardeou posições do Hezbollah no leste do Líbano.

    A tensão é generalizada. Mais de dez países, inclusive o Brasil, recomendaram a saída de seus cidadãos do Irã e pediram para que viagens ao país fossem evitadas. Empresas aéreas como a holandesa KLM já anunciaram a suspensão de seus voos para Israel.

    EUA e Irã farão novas negociações, e escalada militar continua

  • Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo

    Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo

    Casanova e outros nove cubanos residentes nos Estados Unidos entraram armados em águas territoriais do país caribenho na manhã de quarta. Quando abordados pela guarda costeira, abriram fogo, ferindo um militar.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Michel Ortega Casanova, um dos quatro cubanos mortos pela guarda costeira do país na quarta-feira (25), buscava “acender uma faísca” para incitar uma revolta na ilha, disse nesta quinta (26) à agência de notícias AFP um de seus companheiros de militância anticomunista na Flórida.

    Casanova e outros nove cubanos residentes nos Estados Unidos entraram armados em águas territoriais do país caribenho na manhã de quarta. Quando abordados pela guarda costeira, abriram fogo, ferindo um militar.

    Quatro deles morreram, incluindo Casanova, e outros seis ficaram feridos -eles estariam detidos pelo regime no hospital Arnaldo Milian Castro, em Santa Clara, a 250 quilômetros de Havana, de acordo com relatos ouvidos pela Reuters.

    Segundo o regime, o objetivo dos homens era realizar uma “infiltração com fins terroristas”. Wilfredo Beyra, membro da organização anticastrista Partido Republicano de Cuba, com sede na Flórida, disse que Casanova “queria combater essa narcotirania criminosa e assassina, e ver se isso acendia uma faísca e o povo se erguia e os apoiava”.

    “Eu lhe disse que esse não era o momento de fazer ações desse tipo pela liberdade de Cuba, que precisávamos esperar”, acrescentou Beyra. Por outro lado, o ativista disse que “muitos grupos” de cubanos na Flórida estão dispostos a pegar em armas “pela liberdade da sua pátria”. “Michel era um desses”, concluiu.

    Até aqui, Casanova foi o único dos mortos a ser publicamente identificado pelas autoridades cubanas, que disseram que todos os envolvidos são cidadãos do país com residência nos EUA. O barco utilizado por eles para invadir as águas territoriais cubanas tinha matrícula americana.

    No barco, segundo a mídia cubana, os tripulantes estavam armados com fuzis, coquetéis molotov e pistolas, e vestidos com roupas camufladas e coletes à prova de balas.

    Na quinta, o líder do regime, Miguel Díaz-Canel, disse que “Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”.

    O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se pronunciou na mesma rede social. “Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos EUA desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais.”

    A comunidade de cubanos exilados na Flórida tem um longo histórico de ações contra o regime comunista, incluindo ataques terroristas contra hotéis nos anos 1990 e a derrubada de um avião em 1976 que matou 73 pessoas. Havana acusa Washington de tolerar e, em alguns casos, colaborar com as atividades criminosas desses grupos.

    O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, disse que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo sua nacionalidade. “Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar”, afirmou o secretário de Estado.
    “Não vamos basear nossas decisões no que os cubanos nos disserem, vamos conduzir nossa própria investigação”, disse Rubio.

    O diplomata, que tem ascendência cubana, negou que os mortos fizessem parte de uma operação militar americana.

    A relação entre os EUA de Donald Trump e Cuba passa por uma das maiores tensões dos últimos anos depois que a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por parte de forças americanas interrompeu a entrega de petróleo à ilha comunista.

    Com isso, e uma intensificação no embargo de Washington contra Havana, o país vive uma grave escassez de combustíveis, com impactos diretos na população. Os cubanos vivem hoje longos apagões e veem o lixo se acumular nas ruas e o transporte público se tornar cada vez mais limitado.

    Estima-se que Cuba produza menos da metade do petróleo de que necessita, ficando o restante por conta de aliados. Até o começo do ano, a Venezuela era o principal, seguida de México e Rússia, mesmo após uma queda nos envios em 2023.

    Mas sem Caracas, que está impedida pelos EUA de comercializar com Cuba após a intervenção, a ilha é palco de apagões que chegam a 20 horas diárias em algumas regiões. A crise se dá em um contexto que já era de escassez generalizada de remédios, instabilidade econômica e êxodo massivo.

    Nesta quarta, o Departamento do Tesouro americano disse que empresas dos EUA podem revender petróleo venezuelano a Cuba -desde que ele seja destinado a empresas privadas.

    Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo

  • Refugiado cego morre após ser abandonado por agentes de imigração dos EUA

    Refugiado cego morre após ser abandonado por agentes de imigração dos EUA

    Nurul Amin Shah Alam, 56, era natural de Mianmar e estava refugiado nos EUA. Ele estava desaparecido desde o dia 19 de fevereiro, quando foi abandonado sozinho e sem bengala em uma cafeteria após ser liberado da prisão no condado de Erie. As informações são da CNN.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um refugiado com deficiência visual foi achado morto em Buffalo, no estado de Nova York, dias depois de ser abandonado por agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos.

    Nurul Amin Shah Alam, 56, era natural de Mianmar e estava refugiado nos EUA. Ele estava desaparecido desde o dia 19 de fevereiro, quando foi abandonado sozinho e sem bengala em uma cafeteria após ser liberado da prisão no condado de Erie. As informações são da CNN.

    Corpo de Nurul foi encontrado na terça-feira em um local distante 6 km da cafeteria onde ele foi deixado pelos agentes de imigração. A polícia de Nova York instaurou procedimento para apurar o caso e determinar as circunstâncias da morte do refugiado logo após sua liberação da custódia.

    Perícia apontou que a causa provável da morte está relacionada a problemas prévios de saúde de Nurul. A hipótese de que o homem tenha sido assassinado foi descartada, disse o porta-voz da cidade de Buffalo, Nick Beiling.

    Nurul era praticamente cego e mal falava inglês. Ele foi detido pelas autoridades americanas no ano passado acusado de agressão, invasão de propriedade privada e porte de arma.

    Na ocasião, ele se perdeu durante uma caminhada e acabou na varanda da casa de uma mulher, que acionou a polícia. Na chegada dos agentes, o homem teria resistido e pegado uma haste de cortina, que ele usava como bengala, para se defender, segundo o advogado dele relatou à imprensa local.

    Refugiado ficou alguns meses preso, mas fez um acordo judicial e deveria ter sido colocado em liberdade. Entretanto, enquanto Nurul aguardava a liberação da cadeia, agentes penitenciários notificaram a Patrulha de Fronteia dos EUA, que havia emitido contra ele uma ordem de detenção migratória.

    Agentes da patrulha pegaram Nurul e o deixaram na cafeteria. A família e o advogado do homem não foram notificados de sua liberação para buscá-lo e levá-lo para casa em segurança, dada sua deficiência visual. Ele era casado e pai de dois filhos.

    Prefeito de Buffalo criticou a conduta dos agentes de imigração e afirmou que a morte de Nurul era “evitável”. “Um homem vulnerável -quase cego e incapaz de falar inglês- foi deixado sozinho em uma noite fria de inverno, sem qualquer tentativa conhecida de deixá-lo em um local seguro. Essa decisão da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA foi antiprofissional e desumana”, declarou o prefeito de Buffalo, Sean Ryan.

    Defensoria Pública de Buffalo também lamentou a morte do refugiado. Até o momento, a Patrulha de Fronteira dos EUA não se manifestou sobre o assunto.

    Refugiado cego morre após ser abandonado por agentes de imigração dos EUA

  • Os salários surpreendentes do Papa e dos cardeais

    Os salários surpreendentes do Papa e dos cardeais

    Descobrindo a remuneração e as vantagens da liderança da Igreja

    A Igreja Católica é frequentemente associada a votos de pobreza e simplicidade. Mas a realidade financeira de seus principais líderes conta uma história mais complexa. Os cardeais recebem salários elevados, vivem sem pagar aluguel em residências espaçosas e desfrutam de diversos benefícios. No entanto, o falecido Papa Francisco buscou mudar essa tradição cortando os salários dos cardeais e optando por morar em uma modesta casa de hóspedes em vez dos tradicionais apartamentos papais. Suas ações levantaram questões sobre o equilíbrio entre os ensinamentos da Igreja sobre pobreza e as práticas financeiras do Vaticano.

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  • O mundo está evoluindo – O quanto devemos nos preocupar?

    O mundo está evoluindo – O quanto devemos nos preocupar?

    Nosso planeta está mudando a cada hora, e nem tudo são boas notícias.

    Acredita-se que a Terra tenha cerca de 4,54 bilhões de anos, pelo menos segundo a Sociedade Planetária. E a cada hora, a cada minuto, nosso planeta ancestral está evoluindo. Mas nem tudo são boas notícias. Por exemplo, evidências científicas sugerem que o campo magnético vital da Terra está enfraquecendo. Além disso, correntes oceânicas cruciais estão perigosamente desequilibradas. E você sabia que nosso planeta está girando mais rápido, o que efetivamente torna os dias mais curtos? Sim, o mundo que chamamos de lar está em constante transformação. Então, o quanto devemos nos preocupar?

    O mundo está evoluindo – O quanto devemos nos preocupar?

  • Jovem conta o que sentiu ao ser atingida por raio

    Jovem conta o que sentiu ao ser atingida por raio

    Georgia Rizzi, de 16 anos, e sua amiga, foram atingidas na quadra de tênis da escola, em Mount Helena, no leste da cidade. Rizzi disse que ouviu um “alto estrondo” e que o raio pegou em uma cesta de basquete antes de feri-las.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Três pessoas e um cachorro foram atingidos por raios em um evento “incrivelmente raro” ocorrido hoje em Perth, na Austrália Ocidental. O animal não resistiu.

    Duas delas eram adolescentes: Georgia Rizzi, de 16 anos, e sua amiga, foram atingidas na quadra de tênis da escola, em Mount Helena, no leste da cidade. Rizzi disse que ouviu um “alto estrondo” e que o raio pegou em uma cesta de basquete antes de feri-las.

    “Me lembro de sentir dor na cabeça e minha coluna vibrar. Comecei a chorar porque senti [entorpecimento] nos pés”, disse Georgia Rizzi, em entrevista à Australian Broadcasting Corporation (ABC).
    Rizzi e sua amiga tiveram dificuldade para ficar de pé após o raio.

    Elas foram encaminhadas por uma ambulância para um hospital, onde foram feitos exames, incluindo monitoramento da frequência cardíaca. Em seguida, foram liberadas e orientadas a monitorar os sintomas.

    Um idoso que passeava com o seu cachorro também foi atingido: Michael Day, de 78 anos, caminhava no subúrbio de Hamersley. Um porta-voz do serviço de ambulância local confirmou à ABC que Day foi transferido para o hospital com ferimentos “graves”.

    O cachorro de Day, chamado Messi, morreu no local. A filha do idoso, Karen, disse à ABC que a camiseta do pai “foi rasgada” quando ele foi atingido, acrescentando que Michael ainda está no hospital com “muita dor”, mas que a família está “muito aliviada” por não ter sido nada mais grave. “Todo mundo está chocado”, acrescentou ela.

    Uma forte tempestade de verão provocou caos em Perth na manhã desta quinta-feira. Além de três pessoas atingidas pelo raio, uma casa também pegou fogo, segundo o 9 News Australia.

    O gerente do serviço de ambulância classificou como “incrivelmente raro” três pessoas serem feridas por raios em um único dia. “Estou nessa profissão há quase 15 anos e nunca ouvi falar de algo assim, especialmente aqui na Austrália Ocidental”, disse Deane Coxall.

    “É um evento incrivelmente infeliz e improvável; eu ficaria muito surpreso se víssemos isso novamente.”

    Jovem conta o que sentiu ao ser atingida por raio

  • Clinton depõe, diz não conhecer Epstein e desafia Trump a depor

    Clinton depõe, diz não conhecer Epstein e desafia Trump a depor

    Hillary Clinton foi ouvida esta quinta-feira (26), pelo Congresso dos EUA, no âmbito dos crimes cometidos por Jeffrey Epstein. A democrata diz que não conhecia o empresário e que o Comitê não se pode basear em entrevistas para esta investigação, esta é uma investigação “séria.” Desafia ainda a investigação a chamar Donald Trump a depor.

    A ex-candidata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, está prestando depoimento nesta quinta-feira na Câmara dos Representantes, no âmbito da investigação parlamentar sobre Jeffrey Epstein.

    Na sua declaração inicial, que Clinton já publicou nas redes sociais, a também ex-secretária de Estado de Barack Obama (entre 2009 e 2013) afirmou que não tinha qualquer informação sobre os crimes cometidos por Epstein.

    “Como declarei no meu depoimento sob juramento em 13 de janeiro, não tinha ideia das suas atividades criminosas”, disse, acrescentando que não conhecia Epstein.

    “Nunca voei em seu avião nem visitei sua ilha, suas casas ou seus escritórios. Não tenho nada a acrescentar a isso”, afirmou.

    Em sua declaração inicial, Clinton também desafiou o comitê a convocar Donald Trump para depor, dizendo: “Se este comitê está realmente interessado em descobrir a verdade sobre os crimes de tráfico de Epstein, não se basearia em entrevistas sensacionalistas para obter respostas do nosso atual presidente sobre seu envolvimento; perguntaria diretamente a ele, sob juramento, sobre as dezenas de milhares de vezes em que seu nome aparece nos arquivos de Epstein.”

    Vale destacar que ser mencionado nos arquivos de Epstein não significa que as pessoas citadas estejam ligadas aos crimes cometidos pelo empresário.

    Enquanto Hillary Clinton afirma não se lembrar de uma única vez em que tenha falado ou se encontrado com Epstein, seu marido, Bill Clinton, já negou ter conhecimento dos crimes cometidos pelo empresário, que envolvem prostituição, tráfico de pessoas e exploração de menores.

    Em sua comunicação, Clinton afirmou ainda que “Jeffrey Epstein era hediondo, mas está longe de ser o único”.

     Abaixo, pode ler na íntegra a declaração inicial:



    FBI reteve acusações contra Trump?

    A ex-secretária de Estado também afirmou que a comissão deveria investigar relatos de que o Departamento de Justiça teria retido entrevistas do FBI nas quais uma sobrevivente acusa Trump de crimes graves.

    Hillary Clinton disse ainda que exigiria o testemunho de promotores da Flórida e de Nova York para esclarecer por que Epstein teria recebido tratamento preferencial, além do depoimento do secretário de Estado, Marco Rubio, e da procuradora-geral, Pam Bondi.

    Clinton sustentou que as investigações em curso têm como objetivo “proteger um partido político e um funcionário público, em vez de buscar a verdade e a justiça para as vítimas e sobreviventes”.

    Em seu depoimento, Hillary Clinton também criticou o governo Trump por ter encerrado o Escritório de Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado e reduzido em 70% a equipe dedicada a assuntos civis e estrangeiros relacionados à prevenção do tráfico humano.

    “O relatório anual sobre tráfico humano, exigido por lei, foi atrasado por meses. A mensagem da administração Trump para o povo americano e para o mundo não poderia ser mais clara: combater o tráfico humano já não é uma prioridade dos EUA sob a Casa Branca de Trump”, afirmou Clinton, classificando a situação como uma “tragédia” e um “escândalo”.

    Congressistas com “muitas perguntas”

    Membros da comissão, de maioria republicana, foram até Chappaqua, no estado de Nova York, onde os Clinton residem, para ouvir primeiro Hillary Clinton e, na sexta-feira, o ex-presidente Bill Clinton. Será a primeira vez que um ex-presidente dos EUA é obrigado a depor perante o Congresso.

    O congressista democrata Robert Garcia, membro da comissão, também acusou a Casa Branca de esconder documentos que mencionariam Donald Trump, alguns dos quais, segundo a imprensa, detalham acusações de abuso sexual contra uma menor.

    “O Departamento de Justiça continua encobrindo os fatos, orquestrado pela Casa Branca, e vamos exigir a divulgação dos documentos restantes nos próximos dias”, afirmou Garcia, acrescentando que pretende convocar Trump para depor.

    O presidente da comissão, o republicano James Comer, afirmou que os congressistas têm “muitas perguntas” a fazer, ressaltando que o objetivo é compreender vários aspectos do caso Epstein.

    “Neste momento, ninguém está acusando os Clinton de qualquer irregularidade. Eles serão submetidos ao devido processo legal, mas temos muitas perguntas”, explicou Comer.

    Bill Clinton, que viajou várias vezes no jato privado de Epstein e foi fotografado com ele, afirmou em 2019 que não mantinha contato com o financista havia mais de uma década, enquanto Hillary Clinton tem dito que mal o conhecia.

    O Departamento de Justiça divulgou, em 30 de janeiro, mais de três milhões de páginas relacionadas ao caso Epstein, algumas com trechos censurados, afirmando ter cumprido sua obrigação legal de esclarecer o processo.

    Desde a divulgação dos arquivos, várias figuras públicas foram mencionadas devido a contatos anteriores com Epstein, embora a simples menção de um nome não implique qualquer irregularidade.

    Os Clinton inicialmente se recusaram a comparecer, alegando tratar-se de uma tentativa de desviar a atenção da relação passada entre Trump e Epstein, mas aceitaram depor após ameaças de acusação por obstrução ao Congresso.

    Assim como no caso da cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, cujo depoimento foi colhido por videoconferência a partir da prisão onde cumpre pena de 20 anos, os depoimentos dos Clinton deverão ser divulgados posteriormente.

    Clinton depõe, diz não conhecer Epstein e desafia Trump a depor

  • Reunião entre EUA e Irã sobre programa nuclear é interrompida após 4 horas

    Reunião entre EUA e Irã sobre programa nuclear é interrompida após 4 horas

    Enviados de ambos os países tentam chegar a acordo acerca do programa atômico da teocracia há anos, até aqui sem sucesso; Trump montou um grande cerco militar a Teerã e promete atacar em caso de fracasso nas conversas, mas escopo da ação é incerto

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Após quatro horas, as negociações que acontecem hoje entre os Estados Unidos e o Irã, em Genebra, foram interrompidas e serão retomadas ainda nesta tarde. O presidente Donald Trump deve decidir sobre um possível ataque ao país com base no resultado do encontro, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

    Negociadores fizeram uma pausa após o início da terceira rodada de conversas. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, disse que reunião será retomada ainda hoje. “Estivemos trocando ideias criativas e positivas em Genebra hoje, e agora os negociadores dos EUA e do Irã fizeram uma pausa. Retomaremos as negociações ainda hoje. Esperamos avançar mais”, publicou ele no X, sem dar detalhes.

    O mediador de Omã afirmou ter esperança de que o Irã e os Estados Unidos avancem nas negociações sobre a disputa nuclear. Segundo ele, os dois países trocaram “ideias positivas e criativas”, apesar das preocupações americanas com o programa de mísseis balísticos de Teerã. O Irã havia declarado na quinta-feira que demonstraria flexibilidade nas negociações indiretas, que estão sendo realizadas em Genebra em meio a um enorme aumento da presença militar dos EUA no Oriente Médio.

    Os dois países retomaram as negociações este mês, buscando superar um impasse de décadas sobre o programa nuclear de Teerã. Washington e outros países ocidentais acreditam ter como objetivo a construção de armas nucleares. Teerã nega essa acusação. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, têm negociado indiretamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

    Desde janeiro, cada parte afirma que está aberta ao diálogo, mas também a uma operação militar. As duas delegações chegaram antes das 10h (6h de Brasília) à residência do embaixador de Omã, país mediador, perto de Genebra, segundo correspondentes da AFP. Washington deseja um acordo que garanta, entre outras coisas, que Teerã não desenvolva armas atômicas, um receio antigo das potências ocidentais.

    O programa balístico iraniano é outro tema de discórdia. Washington quer abordar o tópico, assim como o apoio de Teerã a grupos armados hostis a Israel. Mas Teerã é reticente, o que reduz a perspectiva de um acordo. “O tema das negociações (…) está concentrado na questão nuclear”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei. Ele afirmou ainda que o país vai pressionar para obter o fim das sanções a que está submetido e pretende reiterar o seu direito “ao uso pacífico da energia nuclear”.

    Para o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, isso é “um grande problema”. “Temos que falar sobre outros temas, que vão além do programa nuclear”, advertiu poucas horas antes da retomada das negociações na Suíça.

    SEQUÊNCIA DE NEGOCIAÇÕES

    Os EUA afiram que o Irã desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e bases militares americanas, disse Trump. Teerã alega ter limitado o alcance de seus mísseis a 2.000 km, se defendeu e afirmou que as acusações de Trump são “grandes mentiras”.

    O Irã dispõe de um amplo arsenal, em particular os Shahab-3, que podem alcançar Israel, seu inimigo declarado, e alguns países do leste da Europa. Apesar das divergências, Teerã considera que um acordo está “ao alcance da mão”, segundo o chefe da diplomacia, Abbas Araghchi, que lidera a delegação iraniana nas negociações. Para ele, esta é uma “oportunidade histórica”.

    Os dois países já dialogaram recentemente em Omã e em Genebra. Uma tentativa anterior de diálogo chegou ao fim quando Israel atacou o Irã em junho, o que deu início a uma guerra de 12 dias na qual os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas. Em janeiro, surgiram novas tensões entre Washington e Teerã, quando o governo do Irã reprimiu com violência os protestos que desafiaram o poder dos aiatolás na República Islâmica.

    Reunião entre EUA e Irã sobre programa nuclear é interrompida após 4 horas