Categoria: MUNDO

  • EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes

    EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes

    O Comando Sul dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira que uma força militar conjunta realizou um ataque letal contra uma embarcação ligada a organizações classificadas por Washington como terroristas, matando os três tripulantes da embarcação.

    A operação foi realizada pelo Comando Sul no âmbito da Operação Lança do Sul, quando a embarcação navegava em águas internacionais do Oceano Pacífico, próximo à Colômbia.

    O ataque resultou na morte de três homens identificados pelo comando militar como “narcoterroristas”. Nenhum integrante das forças norte-americanas ficou ferido.

    Esse foi o terceiro ataque desse tipo nesta semana. O primeiro, divulgado na terça-feira, deixou dois sobreviventes — algo incomum nessas operações que, desde o início em agosto, deixaram menos de 10 sobreviventes e quase 200 mortos.

    Os Estados Unidos lançaram a missão em setembro do ano passado na área de responsabilidade do Comando Sul, com o objetivo declarado de aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em uma operação militar norte-americana em Caracas e levado para Nova York no último dia 3 de janeiro.

    Paralelamente, Washington conduz desde então uma campanha de ataques no Pacífico e no Caribe contra embarcações apresentadas como envolvidas em atividades de tráfico de drogas supostamente destinadas aos Estados Unidos.

    O governo do presidente Donald Trump nunca apresentou provas concretas que comprovassem que as embarcações alvo estavam, de fato, envolvidas no tráfico.

    Especialistas e representantes da Organização das Nações Unidas classificaram as mortes como execuções extrajudiciais.

    Segundo a imprensa norte-americana, um órgão interno de fiscalização do Departamento de Defesa vai investigar a legalidade dos ataques realizados no Pacífico e no Caribe.

    O objetivo é verificar, especialmente, se os chamados “ciclos conjuntos de seis fases de direcionamento” estão sendo seguidos corretamente.

    De acordo com uma fonte ouvida pela emissora NBC, essas etapas vão desde a definição do alvo até a avaliação do ataque, incluindo análise de inteligência e a tomada das decisões finais.

    EUA atacam nova embarcação no Pacífico e matam os três tripulantes

  • PCC e CV são incluídos em lista de sanções do Tesouro dos EUA

    PCC e CV são incluídos em lista de sanções do Tesouro dos EUA

    Inclusão de facções brasileiras foi anunciada nesta quinta-feira (28) pelo governo Donald Trump. Organizações da Colômbia e da Venezuela também integram listagem do Departamento de Estado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – As facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) foram classificadas como organizações terroristas transnacionais e entraram oficialmente para a lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Tesouro norte-americano.

    As facções passaram a integrar a Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN) da OFAC hoje. Na prática, ativos das organizações ou de pessoas ligadas a elas nos EUA podem ser bloqueados, e transações com instituições financeiras americanas ficam proibidas.

    Esta é a principal lista de sanções do governo dos EUA. A inclusão na OFAC faz parte de um pacote de medidas anunciado pelo governo Donald Trump contra as facções brasileiras. A partir de 5 de junho, também deve entrar em vigor a classificação formal dos grupos como “organizações terroristas estrangeiras” (FTO, na sigla em inglês).

    O modelo a valer oficialmente em 5 de junho segue classificações já usadas pelos EUA contra cartéis latino-americanos. A medida já foi aplicada a grupos como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.

    A designação permite o congelamento de ativos e restringe o acesso ao sistema financeiro americano. Também proíbe que cidadãos, empresas e entidades dos EUA forneçam “apoio material” aos grupos.

    O enquadramento amplia restrições migratórias e aumenta riscos legais para empresas que mantenham relações com pessoas ou organizações vinculadas às facções. O OFAC costuma alertar sobre riscos de negócios em áreas controladas por grupos designados como terroristas.

    O combate ao tráfico de drogas nas Américas é uma das prioridades da administração Trump. Integrantes do governo americano defendem a medida há meses. O tema vinha sendo tratado por autoridades do Departamento de Estado.

    O governo Lula afirma temer impactos sobre a soberania brasileira e possíveis efeitos na área de segurança pública. Em março, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após os primeiros sinais de que a medida poderia ser adotada.

    PCC e CV são incluídos em lista de sanções do Tesouro dos EUA

  • Após 2 horas, reunião de Trump termina sem decisão sobre acordo com Irã

    Após 2 horas, reunião de Trump termina sem decisão sobre acordo com Irã

    Além de Trump, estiveram presentes o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance; EUA e Irã estão em negociações desde o mês passado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A reunião do presidente Donald Trump na Sala de Situação da Casa Branca durou cerca de duas horas e terminou sem uma decisão final sobre um novo acordo com o Irã.

    Alto funcionário do governo diz que negociações estão próximas de acordo. Segundo a imprensa americana, no entanto, ainda existem pontos em discussão, como o desbloqueio de fundos para os iranianos.

    Alto escalão do governo americano participou da reunião. Além de Trump, estiveram presentes o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance.

    Mais cedo, o presidente citou condições inegociáveis para fechar acordo com Teerã. Ele falou a repórteres que, como parte de qualquer acordo, o Irã “deve concordar que nunca terá uma arma nuclear ou bomba” e que o “Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto”.

    Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, no entanto, disse à mídia estatal que a república islâmica “se despediu da linguagem do ‘você deve’ há 47 anos”, após a revolução de 1979. “Quanto ao entendimento (…) as trocas de mensagens continuam, mas ainda não foi alcançado nenhum acordo final”, acrescentou.

    EUA e Irã estão em negociações desde o mês passado. Os países entraram em guerra no final de fevereiro, quando os EUA e Israel realizaram ataques que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e outras autoridades do alto escalão do regime iraniano.

    O conflito, que em tese duraria apenas um mês, já se arrasta há cerca de três meses. A guerra também ganhou dimensões maiores ao levar o Líbano para o meio do conflito após o grupo libanês Hezbollah sair em defesa do Irã.

    Após 2 horas, reunião de Trump termina sem decisão sobre acordo com Irã

  • Justiça manda retirar nome de Trump do Kennedy Center

    Justiça manda retirar nome de Trump do Kennedy Center

    Decisão judicial aponta que o espaço cultural não pode ser renomeado sem a aprovação do Congresso americano

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou a retirada do nome de Donald Trump do Kennedy Center e barrou o fechamento temporário da instituição.

    Christopher Cooper proibiu o governo Trump de fechar o Kennedy Center para reparos. O juiz federal em Washington também considerou ilegal a decisão do conselho de acrescentar o nome de Trump ao prédio e ao site do centro.

    Juiz deu 14 dias para que o nome de Trump seja removido. Na decisão, ele escreveu que o estatuto do Kennedy Center deixa claro que o espaço leva o nome do presidente John F. Kennedy e que só o Congresso pode mudar isso.

    Cooper também disse que a obra de reparo pode avançar. Ele afirmou que a liminar não impede o centro de seguir com os trabalhos de capital já planejados, que o processo mostra serem necessários.

    A porta-voz do Kennedy Center disse que a instituição vai recorrer. Roma Daravi afirmou: “Estamos confiantes de que, na apelação, o tribunal vai manter a decisão do conselho de reconhecer as contribuições históricas do presidente Trump para o nosso centro cultural nacional”.

    Justiça manda retirar nome de Trump do Kennedy Center

  • Governo Trump lança site 'aliens.gov' em novo ataque contra imigrantes nos EUA

    Governo Trump lança site 'aliens.gov' em novo ataque contra imigrantes nos EUA

    Endereço trata estrangeiros em situação irregular como alienígenas, mapeia detenções e tem seção para delações. Republicano reforça termo judicial controverso no país por ser expressão pejorativa para se referir a imigrantes

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump lançou nesta sexta-feira (29) o site aliens.gov, no qual trata imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos como alienígenas, em novo ataque à população migrante do país.

    O site trata a questão como se fosse um segredo de Estado revelado, brincando com o imaginário em torno de alienígenas nos EUA e surfando na estreia do filme de ficção científica “Dia D” (Disclosure Day, no original), prevista para o próximo dia 12, de Steven Spielberg.

    “Por 60 anos, o governo dos EUA manteve um segredo bem guardado. Aliens têm caminhado entre nós, vivido em nossas vizinhanças e interagido conosco no nosso cotidiano”, afirma o texto de abertura, com letras verdes finas sobre um fundo imitando o espaço sideral.

    “Eles compraram nas mesmas lojas, participaram das mesmas aulas que nossas crianças e viveram existências humanas aparentemente normais. Com uma exceção -eles não pertencem a este lugar”, diz o texto.

    Além do texto introdutório, carregado dos tons xenofóbicos que Trump usa desde sua primeira campanha à Presidência, o site traz um mapa com todos os locais em que imigrantes foram detidos nos EUA, listando nacionalidades e supostos crimes cometidos pelos envolvidos.

    “Se você testemunhou a abdução de um alien, não se assuste. O alien está em boas mãos. Nós vamos cuidar dele… e retorná-lo de modo seguro para seu lugar de origem”, afirma o texto, logo acima de uma tarja vermelha incentivando denúncias ao ICE, a agência de imigração do país.

    O site tenta ainda reforçar a já distante imagem antissistema de Trump, afirmando que o republicano foi o primeiro a falar do “perigo real dos aliens a toda a família americana”.

    “Incontáveis presidentes, congressistas e autoridades sabiam exatamente o que estava acontecendo. Em vez de proteger cidadãos americanos, eles escolheram encobrir isso e até acelerara a invasão. Até que um homem finalmente teve a coragem de dizer a verdade.”

    O termo “alien” é usado no sistema legal americano para se referir a qualquer estrangeiro não cidadão americano. Dada a semântica pejorativa da expressão, seu uso tornou-se controverso, e chegou a ser substituído durante o governo de Joe Biden pelo termo “não cidadão”.

    Trump restaurou o uso da expressão em seu primeiro dia de retorno à Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, em decreto presidencial nomeado “Protegendo o povo americano da invasão”, no qual utiliza o termo 33 vezes.

    Somente até dezembro de 2025, menos de um ano desde seu retorno à Presidência, o republicano havia deportado 113 mil imigrantes, ante 50 mil durante período semelhante, ainda sob Biden, em 2024.

    Além do aumento substancial das deportações, as ações das agências de imigração, como o ICE e a Patrulha da Fronteira, fortalecidas por orçamentos turbinados, levaram medo a comunidades migrantes com batidas e detenções sem mandado, agentes mascarados e famílias separadas.

    As ações chegaram a seu ponto mais crítico em janeiro deste ano, quando protestos irromperam por todo o país contra a política migratória trumpista.

    Em dois deles, em Minnesotta, dois cidadãos americanos foram assassinados durante abordagens. Renee Good e Alex Pretti foram mortos a tiros por agentes migratórios, cujas ações foram defendidas por Trump, autoridades do governo e aliados com declarações contraditórias antes que investigações fossem instauradas.

    Governo Trump lança site 'aliens.gov' em novo ataque contra imigrantes nos EUA

  • Trump deve tomar hoje 'decisão final' sobre acordo de paz

    Trump deve tomar hoje 'decisão final' sobre acordo de paz

    Trump sugeriu que algumas exigências cruciais dos Estados Unidos estavam sendo atendidas no acordo com o Irã

    O presidente norte-americano deve tomar hoje uma decisão final sobre o acordo de paz em discussão com o Irã, anunciou o próprio Donald Trump na sua rede social. “Vou ter agora uma reunião na ‘situation room’ [uma sala ultra-segura na Casa Branca] para tomar uma decisão final”, escreveu Trump.

    O chefe de Estado norte-americano sugeriu que algumas exigências cruciais dos Estados Unidos estavam sendo atendidas.

    “A concretização de um acordo final depende do fim da atitude da parte norte-americana”, declarou, por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em uma conversa com o homólogo de Omã, denunciando “as exigências excessivas, bem como as posições mutáveis e contraditórias” dos EUA.

    Trump referiu depois os compromissos que o Irã deve assumir e os pontos que considera já adquiridos.

    “O Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares. O estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente” e Teerã deve comprometer-se a proceder à desminagem total daquela via navegável, indicou Donald Trump, sobre uma exigência considerada prioritária pelos Estados Unidos.

    “Os navios retidos no estreito pelo nosso bloqueio naval, incrível e sem precedentes, que será agora levantado, podem regressar a casa”, afirmou.

    O urânio enriquecido “será retirado pelos Estados Unidos […] em estreita coordenação com a República Islâmica do Irã e a Agência Internacional da Energia Atômica, e DESTRUÍDO”, disse Trump, referindo igualmente uma exigência crucial de Washington.

    “Não haverá qualquer transferência de dinheiro, para já”, destacou.

    “Outras questões, de muito menor importância, foram resolvidas”, assegurou.

    Trump confirmou as conversas de alto nível um dia depois de a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) ter revelado que os negociadores dos EUA e do Irã tinham chegado a um acordo provisório para prolongar o frágil cessar-fogo por 60 dias e iniciar novas conversas sobre o programa nuclear iraniano.

    Na publicação na sua rede social, o Presidente republicano insistiu que o Irã “deve comprometer-se a nunca possuir uma arma nuclear ou uma bomba atômica” e que o estreito de Ormuz “deve ser reaberto de imediato, sem pedágios”.

    A mensagem de Trump surgiu depois de a Casa Branca ter anunciado, na quinta-feira, que os negociadores dos EUA alcançaram um acordo preliminar com o Irã, pendente da aprovação final do Presidente norte-americano, embora Teerã tenha negado a existência de um entendimento fechado.

    Informações divulgadas pela imprensa apontaram que o acordo ia permitir a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita iniciada em 28 de fevereiro, e prolongar por 60 dias o cessar-fogo em vigor para negociar um acordo nuclear.

    Do mesmo modo, os Estados Unidos levantariam o bloqueio naval aos portos iranianos e negociariam o levantamento das sanções e a libertação de fundos iranianos congelados.

    Trump deve tomar hoje 'decisão final' sobre acordo de paz

  • Aluno é atacado em formatura e festa acaba em batalha nos EUA

    Aluno é atacado em formatura e festa acaba em batalha nos EUA

    Cerimônia em escola de ensino médio na Virgínia foi interrompida após homem invadir o local perto do palco. Polícia analisa imagens para apurar quantas pessoas participaram da confusão e o que motivou o incidente.

    A cerimônia de formatura de uma escola de ensino médio na Virgínia, nos Estados Unidos, terminou em confusão depois que um homem da plateia invadiu o local no momento em que um dos estudantes caminhava em direção ao palco.

    Evan J. Williams Jr., de 20 anos, foi preso e acusado de conduta desordeira e de causar danos a uma propriedade privada pelo incidente, ocorrido na manhã da última quarta-feira, na John Marshall High School.

    Um vídeo do momento foi compartilhado nas redes sociais e mostra como uma ocasião de celebração se transformou em uma grande confusão, deixando familiares dos alunos em choque.

    Quatro seguranças da escola intervieram imediatamente. Segundo informações divulgadas posteriormente, ninguém ficou ferido.

    A responsável pela segurança escolar da Virgínia, Nicole Daily, informou que cerca de 50 agentes do departamento escolar e do Departamento de Polícia de Richmond atuaram para acalmar os ânimos e restabelecer a ordem, permitindo que a cerimônia fosse retomada.

    Os agentes também foram distribuídos em pontos como a área do estacionamento, para evitar possíveis retaliações na saída do evento.

    A polícia analisa imagens das câmeras de segurança do local para tentar identificar quantas pessoas estiveram envolvidas e o que pode ter motivado o incidente.

    O superintendente Jason Kamras afirmou que esse tipo de comportamento não será tolerado. “Seja qual for a animosidade ou as preocupações que possam ter com alguém da comunidade, deixem isso em casa ou não venham à cerimônia de formatura”, disse, durante entrevista coletiva.

    Kamras também lamentou que a confusão tenha ofuscado os estudantes da John Marshall, que alcançaram uma taxa de conclusão de 100% neste ano, prejudicando o que deveria ser um dia de celebração.

    Confira as imagens do momento que interrompeu a cerimônia de formatura dos alunos no vídeo acima.

    Aluno é atacado em formatura e festa acaba em batalha nos EUA

  • Homem é acusado de deixar o pai de 72 anos morrer de fome na Argentina

    Homem é acusado de deixar o pai de 72 anos morrer de fome na Argentina

    Aposentado de 72 anos foi encontrado em estado grave de desnutrição, com pneumonia e diversos hematomas. Segundo a investigação, ele vivia sob os cuidados do filho, que foi preso e acusado de abandono agravado

    Um homem de 41 anos foi preso na Argentina acusado de abandonar o próprio pai, de 72 anos, em condições extremas de negligência. Segundo a investigação, o aposentado Francisco Morán morreu após sofrer um grave quadro de desnutrição dentro da casa onde vivia com o filho, Sergio Morán, na cidade de Godoy Cruz, na província de Mendoza.

    A Justiça argentina enquadrou o caso como abandono de pessoa agravado, crime que pode ser aplicado quando a omissão provoca danos graves à saúde ou a morte da vítima.

    De acordo com as autoridades, Sergio Morán permaneceu foragido por semanas após o início das investigações. Ele foi localizado no último dia 24 de maio pelo Sistema de Reconhecimento Facial utilizado pelo Ministério da Segurança e Justiça da província e acabou preso na mesma região onde ocorreu o caso.

    A situação veio à tona em 10 de maio, quando equipes do Serviço de Emergências Coordenado foram acionadas para atender uma ocorrência na residência da família. Ao entrarem no imóvel, socorristas encontraram Francisco Morán em estado de abandono e extrema fragilidade física.

    Segundo os relatos dos profissionais que participaram do atendimento, o idoso repetia constantemente que estava com fome.

    Além das condições de saúde da vítima, os agentes constataram que a casa apresentava falta de higiene e tinha pouquíssimos alimentos disponíveis.

    Francisco foi levado em estado grave para a Clínica Santa Clara, em Godoy Cruz. Os médicos diagnosticaram desnutrição severa, pneumonia, edema pulmonar e diversos hematomas espalhados pelo corpo e pelo rosto.

    Apesar dos esforços da equipe médica, o aposentado morreu cerca de 24 horas após a internação.

    A Promotoria sustenta que Sergio Morán era responsável pelos cuidados do pai e que ambos moravam na mesma residência. Os investigadores agora tentam determinar há quanto tempo o idoso vivia nessas condições e se houve omissão prolongada por parte do filho.

    O caso causou forte repercussão na Argentina e segue sob investigação. As autoridades aguardam a conclusão dos laudos periciais para esclarecer todos os detalhes que cercam a morte de Francisco Morán.

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    Homem é acusado de deixar o pai de 72 anos morrer de fome na Argentina

  • EUA determinam que CV e PCC são organizações terroristas

    EUA determinam que CV e PCC são organizações terroristas

    Decisão foi divulgada pelo Departamento do Estado e ignora tentativa do Brasil de barrar rotulação. Governo Lula buscava negociar um pacote com Trump para combater o crime organizado

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Os Estados Unidos decidiram determinar que o CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) são organizações terroristas, nesta quinta-feira (28).

    A decisão acontece após a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ao presidente Donald Trump, além de outros membros do gabinete americano, como Marco Rubio, do Departamento do Estado, e JD Vance, vice-presidente dos EUA.

    Pelas redes sociais, Rubio afirmou que as organizações criminosas “são as mais perigosas do Brasil”. “Seu alcance se etende por toda a nossa região e ao nosso país. A administração Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar o financiamento e recursos narcoterroristas.”

    Em entrevista a jornalistas na quarta-feira, Flávio tinha dito que Rubio pareceu ser favorável à designação. “Ele me pareceu mais favorável a isso”, disse o pré-candidato que afirmou ter passado cerca de 30 minutos com o secretário.

    A decisão já era esperada e, uma reportagem do UOL no início de março mostrou que o martelo já estava batido sobre esta definição. Segundo o The New York Times, em reportagem publicada também em março, os EUA avaliavam a designação após lobby de dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre eles Flávio e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

    Apesar disso, o governo Lula tentava evitar que esta designação fosse imposta pelos EUA, pelo receio de influenciar nas eleições e interferência americana no Brasil. Lula afirmou que, durante a conversa de mais de três horas que teve com Trump há cerca de 20 dias, o assunto não foi tratado, mas foi entregue a proposta de uma cooperação entre os dois países.

    Chefe da assessoria especial de Lula, Celso Amorim, comentou sobre a designação nesta quinta-feira antes do anúncio. “O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Equiparar o crime organizado ao terrorismo, contudo, não é útil. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todas as formas de criminalidade.”

    Em março, em evento em Dallas, no estado dos Texas, Flávio chegou a falar que, se encontrasse com o presidente Donald Trump, não pediria que o PCC e CV fossem considerados terroristas, pois ele mesmo faria isso.

    “Não vou pedir para o Trump designar ninguém, eu vou designar PCC e CV como terroristas. Já que o Lula não teve coragem de fazer”, disse.

    A classificação do que é terrorismo varia em cada país. A versão mais aceita é a que o classifica como uma ação violenta deliberada contra civis que têm por objetivo intimidar a população ou o governo, normalmente em associação a uma causa política e/ou religiosa.

    Segundo o Departamento de Defesa, os EUA classificam grupos terroristas quando eles integram alguns critérios, como a violência e a ameaça ao território americano –as organizações, claro, tem que ser estrangeiras. Antes do anúncio, a pasta já havia manifestado que considerava ambas as organizações como um “perigo” para a região.

    A partir desta designação é criminalizado qualquer tipo de apoio, bloqueio de recursos e isolamento destas organizações. De acordo com o departamento, integrantes destas organizações não podem entrar nos EUA e podem ser expulsos se já estiverem no país.

    Além disso, bancos americanos com contas destes membros devem bloquear fundos ligados ao grupo e reportar ao governo. O Brasil, porém, discorda da denominação, uma vez que no território brasileiro a designação de terrorismo é aplicada para atos violentos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito para provocar terror social generalizado.

    As conversas sobre a possibilidade de designar facções criminosas brasileiras como terroristas acontecem desde o ano passado.

    O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, que participou de um dos encontros com integrantes do governo Trump, afirmou que os americanos não deram espaço para o Brasil apresentar qual a sua interpretação em relação ao terrorismo e apenas solicitaram informações a respeito do funcionamento das facções.

    Ele defende que, apesar dos perigos de crimes praticados pelas organizações, elas não são terroristas, já que o termo só seria aplicado para grupos que praticam atos de terror com objetivo político ou ideológico.

    Apesar dos esforços do governo federal, no ano passado, parlamentares e governadores da direita brasileiros solicitaram ao governo Trump a classificação do Comando Vermelho como grupo terrorista. O governo Cláudio Castro (PL) chegou a enviar um documento para Washington com o pedido. A facção tem origem no Rio de Janeiro.

    Por outro lado, o governo Lula trabalhava para tentar evitar essa classificação e encaminhou, no fim do ano passado, uma proposta para que os países firmassem um acordo para combate ao crime organizado.

    Porém, o governo dos EUA considerou a proposta inadaquada e sugeriu, como mostrou uma reportagem da Folha de S.Paulo, que o Brasil recebesse estrangeiros capturados nos EUA e exigiu um plano para acabar com o PCC e CV.

    Na visão do governo Lula, a designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.

    Oura preocupação é que as leis antiterrorismo dos EUA preveem punições não apenas para as facções, mas também para pessoas e instituições financeiras que possuam ou tenham conhecimento de fundos relacionados a essas organizações.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou em uma série de reportagens, o CV e o PCC já estão presentes em todos os estados brasileiros e exercem hegemonia em ao menos 13 deles. As facções também expandiram sua atuação para além das fronteiras: o CV mantém negócios com ao menos oito países da América Latina, enquanto o PCC tem presença em ao menos 16 nações.

    FACÇÕES NA MIRA DO GOVERNO TRUMP

    O PCC foi incluído em 2021 na lista de organizações designadas do Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA), o que resulta no confisco de todas as propriedades e ativos nos EUA ligadas a seus membros e proibição de instituições e cidadãos americanos de manterem qualquer relacionamento comercial com a facção. Mas o grupo criminoso não foi classificado como organização terrorista.

    Em visita a Brasília em maio do ano passado, o responsável pelo setor de sanções do Departamento de Estado, David Gamble, pediu formalmente que o Brasil adotasse a designação de organizações terroristas para o PCC e CV. Representantes do Ministério da Justiça rejeitaram o pedido.

    A Lei Antiterrorismo brasileira, de 2016, define como atos terroristas aqueles motivados por “xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.

    A definição do que é terrorismo varia em cada país. A versão mais aceita interacionalmente é a que o classifica como uma ação violenta deliberada contra civis que têm por objetivo intimidar a população ou o governo, normalmente em associação a uma causa política e/ou religiosa.

    Governadores de direita e parlamentares da oposição pressionam pela votação de um projeto de lei de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) que equipara facções criminosas brasileiras a organizações terroristas.

    EUA determinam que CV e PCC são organizações terroristas

  • Teerã nega acordo com os EUA para prolongar cessar-fogo

    Teerã nega acordo com os EUA para prolongar cessar-fogo

    A agência de notícias estatal do Irã desmentiu o relato dos EUA sobre um acordo, afirmando que o documento não está finalizado e que, quando isso acontecer, será feito um anúncio público

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para prolongar o cessar-fogo entre os dois países por mais 60 dias, de acordo com relatos da imprensa americana publicados nesta quinta-feira (28).

    Autoridades dos EUA falaram sob condição de anonimato ao portal Axios e à agência de notícias Reuters em meio a nova troca de fogo na região e a investidas de Israel contra o Líbano.

    Segundo essas autoridades, os dois lados do conflito no Oriente Médio finalizaram um documento se comprometendo com a trégua e estabelecendo um ponto de partida para mais negociações, em especial sobre o destino do urânio altamente enriquecido em posse do Irã. O texto, entretanto, ainda precisaria da aprovação do presidente Donald Trump.

    Horas depois, entretanto, a agência de notícias estatal do Irã desmentiu o relato, afirmando que o documento não está finalizado e que, quando isso acontecer, será feito um anúncio público.

    Trump tem dado declarações contraditórias nos últimos dias, ora insinuando que um acordo está próximo, ora dizendo que a guerra, que já dura três meses, vai continuar por “mais um tempo” -quando iniciou o conflito contra o Irã ao lado de Israel, Trump prometeu que ele duraria, no máximo, seis semanas.

    Ao mesmo tempo, o presidente está sob pressão de aliados no Partido Republicano que são contrários a qualquer acordo de paz que não inclua, de forma decisiva, a retirada ou destruição do urânio enriquecido do Irã.

    O senador Lindsey Graham, influente membro do Congresso americano, disse no último dia 23 que se a guerra chegar ao fim enquanto o país persa “ainda possuir a capacidade de destruir infraestrutura petrolífera dos países do Golfo, o Irã será uma força dominante que necessitará uma solução diplomática. Isso seria uma enorme mudança no equilíbrio de forças na região e, com o tempo, um pesadelo para Israel”.

    Nesta quarta (27), os EUA fizeram novos ataques ao Irã, tendo como alvo um local militar que, segundo autoridades, representava uma ameaça às forças americanas e ao tráfego marítimo comercial no estreito de Hormuz.

    O funcionário, que falou sob condição de anonimato, afirmou que os militares americanos também interceptaram e abateram vários drones iranianos que representavam ameaça semelhante.

    Horas depois, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea dos EUA, que teria sido de onde partiu a ofensiva contra seu território.

    O Kuwait afirmou durante a madrugada ter respondido a ataques com mísseis e drones e posteriormente condenou as ações iranianas, classificando-as de uma “perigosa escalada”. O Ministério das Relações Exteriores do país ainda exigiu que Irã interrompa os ataques e afirmou que mantém direitos de tomar medidas para preservar sua segurança.

    Teerã nega acordo com os EUA para prolongar cessar-fogo