Categoria: MUNDO

  • Recém-casada, mulher de sargento é detida pelo ICE nos EUA

    Recém-casada, mulher de sargento é detida pelo ICE nos EUA

    Hondurenha de 22 anos vive no país desde bebê e foi presa ao tentar se registrar como esposa de militar. Caso expõe entraves no sistema migratório e pode separar o casal poucos dias após o casamento

    A hondurenha Annie Ramos, de 22 anos, foi detida por autoridades de imigração dos Estados Unidos dentro de uma base militar poucos dias após se casar com o sargento do Exército Matthew Blank. A jovem vive no país desde bebê, mas nunca conseguiu regularizar sua situação migratória.

    O casal oficializou a união no fim de março e, logo depois, seguiu para a base de Fort Johnson, no estado da Louisiana, onde pretendia iniciar a vida juntos. No dia 2 de abril, acompanhados por familiares, eles chegaram ao local para registrar Annie como esposa de militar, o que garantiria acesso a benefícios e daria início ao processo de obtenção do green card.

    Durante o atendimento, Blank apresentou sua certidão de nascimento, enquanto Annie mostrou o passaporte hondurenho. Ao ser questionada sobre visto ou residência permanente, ela confirmou que não possuía nenhum dos documentos.

    A situação levou a uma série de comunicações internas na base, que acionaram agentes do serviço de imigração. Pouco depois, o casal foi informado de que Annie seria detida.

    “Eu nunca imaginei que fazer o correto – registar a minha mulher para que ela pudesse receber a identificação militar, aceder aos benefícios a que tem direito por ser minha esposa, e dar início ao processo para o seu cartão de residente permanente – iria levar a que ela fosse levada de mim”, afirmou o sargento, em comunicado citado pela ABC News. “Em vez de nos prepararmos para o nosso futuro juntos, estou agora a lutar pela liberdade dela”, acrescentou.

    Annie chegou aos Estados Unidos com apenas 20 meses de idade, de forma irregular, segundo a advogada Jessie Schreier, mas nunca conseguiu regularizar sua situação.

    “Annie Ramos encontra-se atualmente detida para cumprimento de uma ordem de expulsão emitida em 2005, quando tinha apenas 20 meses de idade. A qualquer momento, essa ordem pode ser executada, resultando na sua deportação para um país que ela nunca conheceu. A deportação de Annie separá-la-ia tragicamente do seu marido, o sargento-ajudante do Exército dos Estados Unidos Matthew Blank, que se prepara para a possibilidade de uma terceira missão no estrangeiro”, afirmou a advogada.

    A jovem é elegível para o programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), mas a iniciativa está suspensa para novos pedidos há mais de um ano, em razão de disputas judiciais. Annie também é bolsista da organização TheDream.US, que apoia estudantes sem documentos.

    “Deter uma estudante de bioquímica de 22 anos que vive aqui há duas décadas e é casada com um sargento do exército dos Estados Unidos, que se prepara para uma missão, não nos torna mais seguros [enquanto país] – enfraquece uma família militar, compromete os nossos valores fundamentais e revela o quanto caímos como nação”, afirmou Gaby Pacheco, presidente e CEO da organização. “Annie Ramos deve ser libertada e devolvida à sua família. E o nosso país e o nosso presidente devem usar este momento para acordarem”, acrescentou.

    Mesmo diante da repercussão, autoridades do Departamento de Segurança Interna dos EUA indicaram que a deportação pode ocorrer. Um porta-voz afirmou que Annie foi detida “depois de ter tentado entrar numa base militar”.

    “Ela não tem estatuto legal para estar neste país e foi-lhe emitida uma ordem final de expulsão por um juiz. Esta administração não vai ignorar o Estado de direito. Ela atravessou ilegalmente a fronteira sul e entrou nos Estados Unidos em fevereiro de 2005. Depois de não ter comparecido à sua audiência de imigração, foi-lhe emitida uma ordem final de expulsão por um juiz a 7 de abril de 2005”, declarou.

    Na época da decisão judicial, Annie ainda não tinha completado dois anos de idade.

    Apesar do cenário, o sargento afirma que continuará lutando pela esposa. “Tenho orgulho em servir este país. Tenho orgulho em ser marido dele. Vou permanecer ao lado dela, independentemente do que seja preciso”, disse.

    A mãe de Blank, Jen Rickling, também saiu em defesa da nora, que descreveu como “ternurenta, inteligente e dedicada”, destacando que ela “ensina catequese” e ama o filho “com todo o coração”.

    “Eu acredito neste país. E acredito que podemos fazer melhor do que isto – pela Annie, por outras famílias militares, e pelos nossos valores. O meu filho e a minha nora deviam poder construir as suas vidas juntos aqui, na nação que o meu filho se comprometeu a servir”, afirmou.

    Atualmente, Annie Ramos está detida em uma unidade do serviço de imigração em Basile, na Louisiana, segundo registros oficiais do governo dos Estados Unidos.

    Recém-casada, mulher de sargento é detida pelo ICE nos EUA

  • Israel ignora cessar-fogo e ataca Líbano, e bombardeios matam quase 300, diz Beirute

    Israel ignora cessar-fogo e ataca Líbano, e bombardeios matam quase 300, diz Beirute

    Para Trump e Netanyahu, trégua não se aplica ao país árabe; Paquistão, mediador do acordo, nega afirmação. Tel Aviv faz maior ataque contra o território libanês desde o início da guerra; Hezbollah afirma ter direito de retaliar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas após o anúncio do cessar-fogo na guerra contra o Irã, Israel ignorou parte da trégua e direcionou esforços militares ao Líbano. Segundo o premiê Binyamin Netanyahu, Tel Aviv lançou a maior ofensiva contra o país vizinho desde o início do conflito.

    O saldo, segundo a Defesa Civil libanesa, é de pelo menos 254 mortos e mais de mil feridos. Teerã, por sua vez, ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.

    O Líbano foi arrastado para o conflito após o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, ter atacado o Estado judeu dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Israel revidou e hoje ocupa militarmente o sul do território.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que espera que o país seja incluído na trégua. Nas negociações, Teerã condicionou sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados na região.

    Inclusive, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que costurou o plano, afirmou que as partes haviam aceitado um cessar-fogo “em todos os lugares” onde há conflito.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, disse que Beirute não faz parte do acordo. Seu vice, J. D. Vance, afirmou posteriormente que os EUA não haviam concordado com incluir o Líbano na trégua e declarou que “os iranianos precisam dar o próximo passo ou Trump tem opções para voltar à guerra”. Ele ainda instou o regime do Irã a negociar “seriamente” e repetiu que “se eles [iranianos] quebrarem o acordo, verão sérias consequências”.

    O Exército de Israel informou ter feito uma ofensiva contra cerca de cem alvos do Hezbollah em diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Beqaa, no leste, e o território ao sul, descrevendo a operação como o “maior ataque” à infraestrutura do grupo desde o início da guerra.

    A Defesa Civil do Líbano afirmou que 254 pessoas foram mortas, incluindo dezenas de profissionais de saúde, e que 1.165 ficaram feridas. A Presidência escreveu, em comunicado, que Israel cometeu um massacre. Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu que países aliados ponham fim aos ataques israelenses.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ligou para o comandante do Exército do Paquistão para denunciar o que considerou uma violação do acordo por parte de Israel.

    Mais cedo nesta quarta, o embaixador do Irã nas Nações Unidas afirmou que Tel Aviv deveria respeitar o acordo e que qualquer ataque teria consequências. As Forças Armadas da República Islâmica também afirmaram que irão apoiar “as frentes de resistência” no Líbano, no Iêmen e no Iraque.

    O Hezbollah afirmou que tem o direito de retaliar e solicitou que os moradores deslocados devido ao conflito evitem voltar para suas casas antes que um acordo de cessar-fogo com o Líbano seja anunciado.

    O mesmo pedido foi feito pelo Exército do Líbano. O número de deslocamentos forçados ultrapassou a marca de um milhão de pessoas nesta semana, agravando o cenário de catástrofe humanitária no país.

    A maioria dos ataques desta quarta ocorreu em áreas civis, segundo Tel Aviv. Horas antes da ofensiva, o Exército emitiu alertas para algumas áreas do sul de Beirute e do sul do Líbano. Nenhum aviso foi dado para o centro da capital, que também foi atingido.

    O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee, afirmou que o Hezbollah teria se deslocado de seu reduto no sul de Beirute para regiões mais mistas da cidade. Imagens verificadas pela agência de notícias Reuters mostram explosões em prédios em áreas residenciais, além de edifícios em chamas.

    Um dos ataques atingiu Corniche al-Mazraa, uma das principais vias da capital. Segundo relatos, o clima era de pânico nas ruas. Na cidade de Sidon, no sul libanês, prédios residenciais foram destruídos. Imagens da Reuters mostram dezenas de moradores e socorristas vasculhando os escombros.

    O coordenador do Médicos Sem Fronteiras no Líbano, Christopher Stokes, disse que os ataques são inaceitáveis. Médicos da organização estão recebendo um grande fluxo de pacientes na capital. “Um paciente chegou ao hospital sem as duas pernas. A situação é caótica”, afirmou.

    Os bombardeios desta quarta ainda atingiram um prédio na região de Tiro, no sul do país, pouco depois da emissão de uma nova ordem de retirada de civis naquela área. A cidade de Nabatieh, no sul, também foi atacada.

    Em pronunciamento, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo não incluirá o Hezbollah. Em relação ao Irã, disse que o urânio enriquecido será removido do país por “acordo ou pela força”. E acrescentou que, mesmo durante a trégua, Tel Aviv mantém o “dedo no gatilho”.

    Diante da incerteza sobre a situação, alguns países europeus se manifestaram. Espanha e França pediram que a trégua inclua o Líbano. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse em uma entrevista a uma rádio que é “inaceitável” que Israel mantenha os ataques contra o país vizinho.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) também condenou os bombardeios israelenses. Já o Irã prometeu retaliar após o que chamou de “massacre brutal” contra Beirute.

    Trump recuou novamente e aceitou na terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo do conflito. Antes de aceitar o acordo, o americano ameaçou obliterar a infraestrutura civil do Irã e disse que “uma civilização inteira” morreria naquela noite.

    Em postagem na rede Truth Social, Trump disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra o estreito de Hormuz durante a trégua -Teerã disse que o fará por duas semanas “em coordenação com as Forças Armadas” iranianas.

    O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este acordo somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados.

    Israel ignora cessar-fogo e ataca Líbano, e bombardeios matam quase 300, diz Beirute

  • Trump avalia punir países da Otan por falta de apoio na guerra, diz jornal

    Trump avalia punir países da Otan por falta de apoio na guerra, diz jornal

    Presidente dos EUA pressiona aliados a participar da operação para reabrir o estreito de Hormuz
    Republicano pode adiar encontro com Xi Jinping, no fim deste mês, se não houver resposta de Pequim

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump avalia medidas para punir países da Otan por falta de apoio na guerra contra o Irã. Informação é do The Wall Street Journal.

    Plano em estudo na Casa Branca prevê retaliações a aliados que, na visão do governo, atrapalharam os EUA durante o conflito. Entre as opções citadas pelo jornal está transferir tropas americanas de alguns países para os que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio.

    A Otan é uma aliança militar formada por mais de 30 países. Entre eles, os EUA e nações europeias, como França, Itália e Reino Unido.

    Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia aparecem como possíveis destinos de unidades deslocadas. A mudança, se ocorrer, pode aumentar a presença militar americana mais perto da Rússia e elevar a tensão no Leste Europeu.
    Outra hipótese discutida seria fechar uma base militar dos EUA na Europa. Segundo o WSJ, a medida poderia atingir instalações na Espanha ou na Alemanha.

    Espanha e Alemanha foram citadas no relato por terem se posicionado contra aspectos da ofensiva. O governo espanhol barrou o uso do espaço aéreo por aviões americanos envolvidos na operação contra o Irã, enquanto a Alemanha criticou a ação, apesar de abrigar centros importantes de apoio militar dos EUA.

    Trump tem aumentado as críticas públicas à aliança e cobrado mais participação dos aliados em operações no Oriente Médio. Nos últimos dias, ele também pressionou por apoio para a reabertura do Estreito de Hormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo.

    Em março, Trump afirmou nas redes sociais que países da Otan “não fizeram absolutamente nada” para ajudar os EUA no Irã. Depois, disse que os americanos não precisavam da aliança e voltou a ameaçar retirar o país do tratado.

    Autoridades europeias ouvidas pelo jornal dizem que não foram consultadas antes do início dos ataques ao Irã. Esse fator, de acordo com o relato, teria dificultado a coordenação de uma resposta militar conjunta nos primeiros dias da guerra.

    A Casa Branca reforçou hoje o discurso de que a Otan falhou em apoiar os EUA durante o conflito. A secretária de imprensa Karoline Leavitt citou palavras de Trump ao afirmar: “Eles foram postos à prova e falharam.”

    Leavitt disse que o governo considera negativa a postura da aliança nas últimas semanas. “É bastante triste que a Otan tenha dado as costas ao povo americano nas últimas seis semanas, quando é justamente esse povo que financia sua defesa”, afirmou.

    As declarações ocorreram poucas horas antes de uma reunião entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Antes do encontro, Rutte conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o Departamento de Estado informou que o diálogo incluiu as operações contra o Irã, a guerra na Ucrânia e a divisão de encargos entre os aliados.

    Os EUA têm papel central na Otan desde a criação da aliança, em 1949. Em 2025, os demais integrantes aprovaram um aumento significativo dos gastos com defesa, dentro de um plano com metas até 2035.

    Trump avalia punir países da Otan por falta de apoio na guerra, diz jornal

  • Carro bate em poste e pega fogo, matando dois adolescentes nos EUA

    Carro bate em poste e pega fogo, matando dois adolescentes nos EUA

    Mateo Dávila e Alessia Tucci, de 17 e 16 anos, vítimas da tragédia, eram namorados e estudavam na Downtown Doral Charter Upper School, na cidade de Doral

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Dois adolescentes, alunos de uma escola na Flórida, nos EUA, morreram após o carro em que estavam pegar fogo em um acidente.

    Vítimas são Mateo Dávila e Alessia Tucci, de 17 e 16 anos. Segundo a imprensa local, eles eram namorados e estudavam na Downtown Doral Charter Upper School, na cidade de Doral. Somente os dois estavam no carro e morreram no local.

    Carro saiu da pista, bateu em um poste e pegou fogo. Segundo a CBS News Miami e a NBC Miami, quando as equipes de emergência chegaram ao local, o veículo já estava tomado pelas chamas. Incêndio foi controlado pelos bombeiros.

    Causa do acidente não foi esclarecida. Também não foi possível identificar quem estava dirigindo. A unidade de homicídios no trânsito do Miami-Dade Sheriff’s Office assumiu a investigação. Até o momento, as autoridades não divulgaram outras informações sobre as circunstâncias da colisão.

    Direção disse que a comunidade escolar está em luto e ofereceu apoio psicológico a estudantes e funcionários. “Incentivamos os pais a conversarem abertamente com seus filhos e a monitorarem de perto seu bem-estar. Pais com qualquer preocupação ou que precisem de apoio adicional devem entrar em contato com a escola”, diz o texto

    “Toda a nossa comunidade está de luto pela perda inimaginável de dois de nossos queridos alunos. Nossas mais sinceras condolências estão com suas famílias, amigos, professores e funcionários de nossas escolas. Esses estudantes deixaram um impacto duradouro em todos que os conheceram e farão muita falta”, disse a escola, em nota.

    Time de basquete da escola publicou homenagem a Dávila nas redes sociais. “Rest in peace to our beloved player Mateo Davila. You and your family will always be in our hearts.”, escreveu a equipe em uma postagem no Instagram.

    Colegas relataram choque ao saber da morte dos dois estudantes, descritos por amigos como um casal. “Eu estava em choque. Eu não queria acreditar, até que um dos meus outros amigos me mandou mensagem em particular e, eu não sei, na verdade eu não tenho palavras”, disse Rubin Abreu à CBS News Miami.

    Outro aluno disse que o clima na escola era de comoção nas horas seguintes à notícia. “Todos estão muito chocados agora. Tudo está muito recente e emocional”, afirmou Alexandra Izquierdo à NBC6.

    Carro bate em poste e pega fogo, matando dois adolescentes nos EUA

  • Oposição a Trump volta a defender fim de poder de guerra do presidente

    Oposição a Trump volta a defender fim de poder de guerra do presidente

    Para deputados, cessar-fogo não é suficiente e parlamentares precisam votar para encerrar conflito de vez; após silêncio, aliados republicanos endossam trégua anunciada por presidente e falam em ‘boas notícias’

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Após o anúncio de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, democratas afirmam que a trégua de duas semanas não é suficiente, continuam criticando a postura do presidente que sugeriu dizimar uma nação em poucas horas e pedem o fim do recesso parlamentar para votar pelo fim definitivo da guerra -nesta semana, os parlamentares não trabalham graças à Páscoa.

    Enquanto isso, republicanos que permaneceram, em sua maioria, em silêncio após as ameaças em tom genocida de Trump falam que a trégua é uma “boa notícia” e afirmam que o presidente conseguiu um feito sem precedentes. Eles ignoraram as 13 mortes de militares americanos, os dois caças abatidos pelo Irã e os 175 mortos na escola para meninas no sul do país -uma investigação preliminar aponta que os EUA foram responsáveis pelo ataque.

    A tentativa de aprovar uma resolução para interromper a guerra no Irã também foi ventilada no início dos ataques, mas a medida não obteve os votos necessários para avançar no Congresso. Agora, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, tem retomado a discussão e publicou nas redes sociais que esta vai ser a quarta vez que tentam passar o projeto -e que republicanos deveriam apoiá-lo.

    “Após ameaças do presidente de extinguir uma civilização inteira, os republicanos devem se juntar a nós para votar pelo fim desta guerra de uma vez por todas”, escreveu Schumer. Antes, ele afirmou ter ficado feliz com o recuo de Trump, mas disse que o presidente “está buscando desesperadamente uma saída para suas bravatas ridículas”.

    “[Trump] nos deixou em uma situação pior que quando [o conflito] começou”, prosseguiu Schumer, pedindo que os congressistas aprovem a resolução para “acabar com esta guerra de vez”.

    Já Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, concorda que o cessar-fogo não é suficiente. Em entrevista à emissora CNN, ele pediu que os parlamentares encerrem o recesso para votar pelo fim da guerra -o Congresso dos EUA só volta a funcionar no dia 13.

    A deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez, democrata de Nova York, mantém uma linha semelhante a de Schumer. Para ela, a decisão pelo cessar-fogo “não muda nada”. “O presidente ameaçou cometer genocídio contra o povo iraniano e continua a usar essa ameaça como instrumento de persuasão”, afirma.

    Assim como outros parlamentares da oposição, ela sustenta que congressistas poderiam tentar dar início ao processo de impeachment ou invocação da 25ª emenda, que trata do que acontece quando um presidente é incapaz de exercer seus poderes e deveres e é forçado a passar seu cargo ao vice.

    “Não podemos mais arriscar o mundo nem o bem-estar da nossa nação. Seja por iniciativa de seu gabinete ou do Congresso, o presidente deve ser destituído do cargo. Estamos brincando com fogo”, disse AOC, como é conhecida a parlamentar.

    O senador Raphael Warnock afirmou que os Estados Unidos nunca deveriam ter entrado na guerra. “Donald Trump nos levou ao precipício de um desastre global ao escolher a guerra em vez da diplomacia. Perdemos vidas americanas. Matamos civis inocentes, incluindo mais de cem menininhas preciosas, com nossas bombas.”

    Críticas também foram ecoadas por antigos aliados de Trump que decidiram romper com o presidente, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene e a influenciadora e podcaster de direita Candace Owens. Elas classificaram as ameaças como maldosas. Antes do anúncio do cessar-fogo, Owens também pediu para invocação da 25ª emenda. “Ele é um genocida lunático. Nosso Congresso e Exército precisam intervir.”

    Em geral, aliados de Trump se mantiveram em silêncio. O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, não comentou sobre a possibilidade dos EUA destruir completamente o Irã e apenas repostou o anúncio de Trump que anunciava a trégua de duas semanas.

    Alguns republicanos, entretanto, elogiaram o recuo e voltaram a defender a guerra. O senador Rick Scott, por exemplo, publicou que o cessar-fogo era uma “ótima notícia” e que este é um forte passo para responsabilizar o Irã e o que acontece quando “se tem um líder que coloca a paz por meio da força acima do caos e políticas fracas de apaziguamento”.

    “O Irã NUNCA deve ter uma arma nuclear, o Estreito de Hormuz DEVE estar completamente aberto, e nosso país e nosso grande aliado Israel nunca mais devem ser ameaçados pelo Irã ou seus aliados”, disse Scott. A deputada Anna Paulina Luna também elogiou a postura do presidente e repetiu que o Irã era visto como uma ameaça existencial aos EUA.

    Oposição a Trump volta a defender fim de poder de guerra do presidente

  • Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

    Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

    Ministra das Relações Exteriores acusa presidente colombiano de interferir em assuntos internos do país; ex-vice-presidente do Equador, Jorge Glas foi condenado por caso de corrupção em 2025

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, convocou o embaixador equatoriano na Colômbia na quarta-feira (8) para consultas após comentários feitos no início desta semana pelo presidente colombiano Gustavo Petro.

    A convocação de Arturo Félix é a mais recente retaliação na disputa entre Bogotá e Quito, que acusa Petro de se imiscuir em assuntos internos equatorianos. Na diplomacia, o gesto significa descontentamento com o país do qual o embaixador é convocado.

    Petro disse nas redes sociais na segunda-feira (6) que o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que está cumprindo pena por corrupção, é um preso político e pediu ao presidente do Equador, Daniel Noboa, que o libertasse ou o entregasse à Colômbia, citando a nacionalidade colombiana de Glas.

    Em resposta a Petro, Noboa escreveu nas redes sociais que chamar Glas de preso político constitui um ataque à soberania e uma violação do princípio de não intervenção em assuntos internos.

    “Há um funcionário corrupto na prisão que deve prestar contas ao Equador”, disse ele.

    Glas, vice-presidente durante o governo de Rafael Correa, de 2013 a 2017, foi condenado em junho do ano passado por associação ilícita em caso de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht. Também foi condenado por suborno relacionado ao financiamento de campanhas entre 2012 e 2016 e uso indevido de fundos públicos após o terremoto de 2016 no país.

    “Estamos tomando medidas para expressar, para reiterar, o forte protesto do Equador à Colômbia em relação aos termos usados pelo presidente Petro e à interferência em decisões tomadas por diferentes poderes do Estado equatoriano”, disse Sommerfeld a uma rádio local.

    “Tentamos manter uma relação cordial com nossos vizinhos”, acrescentou. Mas “isso não exime o Equador da responsabilidade de exigir que a Colômbia resolva as questões de segurança e controle de fronteiras”.

    O Equador, cujo líder de direita Noboa se alinhou estreitamente com os Estados Unidos, tem entrado em conflito frequentemente nos últimos meses com a Colômbia, liderada por Petro, esquerdista e adversário de Donald Trump.

    Diferenças relacionadas à segurança de fronteira e abordagens quanto ao combate ao tráfico de drogas provocaram, uma disputa comercial em fevereiro, com ambos os governos impondo tarifas sobre importações de seu vizinho.

    As tensões também aumentaram com as recentes queixas colombianas sobre uma bomba encontrada em seu território após um bombardeio militar apoiado pelos Estados Unidos no lado equatoriano da fronteira.

    Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

  • Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

    Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

    Para Trump e Netanyahu, trégua não se aplica a Beirute; Paquistão, mediador do acordo, nega afirmação; Ministério da Saúde libanês fala em dezenas de mortos e feridos; Hezbollah afirma ter direito de retaliar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas após o anúncio do cessar-fogo na guerra contra o Irã, Israel ignorou parte da trégua e direcionou esforços militares ao Líbano. Segundo o premiê Binyamin Netanyahu, Tel Aviv lançou a maior ofensiva contra o país vizinho desde o início do conflito. O saldo, segundo o governo local, é de dezenas de mortos e feridos. Teerã, por sua vez, ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.

    O Líbano foi arrastado para o conflito após o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, ter atacado o Estado judeu dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Israel revidou e hoje ocupa militarmente o sul do território.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que espera que o país seja incluído na trégua. Nas negociações, Teerã condicionou sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados na região. Inclusive, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que costurou o plano, afirmou que as partes haviam aceitado um cessar-fogo “em todos os lugares” onde há conflito. Donald Trump, por sua vez, disse que Beirute não faz parte do acordo.

    O Exército de Israel disse que realizou uma ofensiva contra cerca de cem alvos do Hezbollah em diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Beqaa, no leste, e o território ao sul, descrevendo a operação como o “maior ataque” à infraestrutura do grupo desde o início da guerra.

    O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que 89 pessoas foram mortas, incluindo 12 profissionais e saúde, e que 700 ficaram feridas. A Presidência escreveu, em comunicado, que Israel cometeu um massacre. Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu que países aliados ponham fim aos ataques israelenses.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ligou para o comandante do Exército do Paquistão para denunciar o que considerou uma violação do acordo por parte de Israel.

    Mais cedo nesta quarta, o embaixador do Irã nas Nações Unidas afirmou que Tel Aviv deveria respeitar o acordo e que qualquer ataque teria consequências. As Forças Armadas da República Islâmica também afirmaram que irão apoiar “as frentes de resistência” no Líbano, no Iêmen e no Iraque.

    O Hezbollah af irmou que tem o direito de retaliar e solicitou que os moradores deslocados devido ao conflito evitem voltar para suas casas antes que um acordo de cessar-fogo com o Líbano seja anunciado.

    O mesmo pedido foi feito pelo Exército do Líbano. O número de deslocamentos forçados ultrapassou a marca de um milhão de pessoas nesta semana, agravando o cenário de catástrofe humanitária no país.

    A maioria dos ataques desta quarta ocorreu em áreas civis, segundo Tel Aviv. Horas antes da ofensiva, o Exército emitiu alertas para algumas áreas do sul de Beirute e do sul do Líbano. Nenhum aviso foi dado para o centro da capital, que também foi atingido.

    O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee, afirmou que o Hezbollah teria se deslocado de seu reduto no sul de Beirute para regiões mais mistas da cidade. Imagens verificadas pela agência de notícias Reuters mostram explosões em prédios em áreas residenciais, além de edifícios em chamas.

    Os bombardeios desta quarta ainda atingiram um prédio na região de Tiro, no sul do país, pouco depois da emissão de uma nova ordem de retirada de civis naquela área.

    Diante da incerteza sobre a situação, alguns países europeus se manifestaram. Espanha e França pediram que a trégua inclua o Líbano. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse em uma entrevista a uma rádio que é “inaceitável” que Israel mantenha os ataques contra o país vizinho.

    Trump recuou novamente e aceitou na terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo do conflito. Antes de aceitar o acordo, o americano ameaçou obliterar a infraestrutura civil do Irã e disse que “uma civilização inteira” morreria naquela noite.

    Em postagem na rede Truth Social, Trump disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra o estreito de Hormuz durante a trégua -Teerã disse que o fará por duas semanas “em coordenação com as Forças Armadas” iranianas.

    O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este acordo somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados.

    Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

  • Oposição de Israel ataca Benjamin Netanyahu por cessar-fogo com o Irã

    Oposição de Israel ataca Benjamin Netanyahu por cessar-fogo com o Irã

    Líder oposicionista afirma que Israel ficou fora de decisões estratégicas e chama cessar-fogo de “desastre diplomático”. Enquanto governo apoia trégua de duas semanas, ataques continuam no Líbano e condições do acordo ainda geram incertezas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder da oposição israelense, Yair Lapid, classificou como um desastre diplomático o acordo de cessar-fogo com o Irã e criticou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

    Yair Lapid afirmou que Israel ficou de fora de decisões essenciais para a própria segurança nacional. “Nunca houve um desastre diplomático como este em toda a nossa história”, disse o político no X, antigo Twitter.

    O líder da oposição elogiou o trabalho dos militares, mas apontou falhas estratégicas no governo. “Netanyahu falhou diplomaticamente, falhou estrategicamente e não atingiu nenhum dos objetivos que ele próprio estabeleceu”, completou Lapid.

    A oposição avalia que a postura do primeiro-ministro causou prejuízos de longo prazo ao país. Segundo Lapid, levará anos para reparar os danos causados pela arrogância, negligência e falta de planejamento do governo atual.

    TRÉGUA COM IRÃ

    O governo de Israel declarou apoio à suspensão dos bombardeios contra o Irã. O acordo prevê uma pausa de duas semanas nos ataques.

    A pausa exige a reabertura imediata do Estreito de Hormuz pelo governo iraniano. A trégua também condiciona a suspensão dos ataques à interrupção de agressões contra os Estados Unidos, Israel e países vizinhos.

    O gabinete de Netanyahu declarou apoio aos esforços americanos para conter as ameaças do Irã. Em nota, o governo israelense afirmou que apoia a ação para garantir que Teerã não represente risco nuclear, de mísseis ou terrorista.

    O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a suspensão dos ataques ao Irã por duas semanas, mas confirmou que a trégua militar não se aplica ao Líbano. O comunicado oficial deixou claro que a decisão exclui as operações militares no território libanês.

    A posição de Israel contraria a declaração do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Ele havia afirmado antes que o acordo de paz incluía o fim da campanha israelense no Líbano.

    O Exército israelense exigiu que os moradores da cidade libanesa de Tiro saiam de suas casas imediatamente. Os militares ordenaram a fuga para o norte do rio Zahrani e alertaram que vão atacar a região.

    A agência de notícias estatal libanesa NNA relatou a continuidade dos bombardeios no sul do país. Um ataque aéreo na madrugada de hoje contra um prédio perto de um hospital matou quatro pessoas, de acordo com a Reuters.

    A imprensa estatal libanesa também registrou ataques contra outras cidades e um posto médico. Esses bombardeios deixaram feridos e confirmaram a manutenção da ofensiva de Israel na região.

    Condições do acordo com o Irã

    O momento exato para o início do cessar-fogo com os iranianos ainda não está definido. A imprensa israelense afirma que a trégua começa assim que o governo do Irã reabrir o estreito.

    O governo de Israel espera que os ataques iranianos continuem até a reabertura do canal. Enquanto essa exigência não for atendida, o acordo de suspensão dos ataques não entra em vigor de forma integral.

    Oposição de Israel ataca Benjamin Netanyahu por cessar-fogo com o Irã

  • Macron celebra a trégua entre Irã e EUA como 'algo muito bom' e pede inclusão do Líbano

    Macron celebra a trégua entre Irã e EUA como 'algo muito bom' e pede inclusão do Líbano

    Líderes mundiais reagem ao cessar-fogo entre EUA e Irã com apoio, mas também alertas sobre a necessidade de negociações duradouras. Países destacam importância da estabilidade no Oriente Médio e da segurança no estreito de Hormuz

    (CBS NEWS) O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou nesta quarta-feira (8) como “algo muito bom” o anúncio de trégua entre Estados Unidos e Irã, quando se cumpria o prazo fixado por Washington para destruir o país.

    “Esperamos que possa ser plenamente respeitado em toda a região e permita a realização de negociações que resolvam de maneira duradoura as questões nucleares, balísticas e regionais relacionadas ao Irã”, acrescentou.

    Israel, que entrou no conflito há mais de um mês ao lado dos Estados Unidos, expressou apoio à decisão de suspender os bombardeios por duas semanas, mas afirmou que a trégua “não inclui o Líbano”.

    No entanto, o Paquistão, que atuou como mediador, havia dito que o Líbano estava incluído no acordo.

    “Nosso desejo neste contexto é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano”, acrescentou Macron.

    Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, celebrou o cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7), segundo seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

    Ele pediu às partes que trabalhem para alcançar um acordo de paz de longo prazo no Oriente Médio.

    Acrescentou que o chefe da ONU “faz um apelo a todas as partes no conflito atual no Oriente Médio para que cumpram suas obrigações nos termos do direito internacional e respeitem os termos do cessar-fogo, a fim de abrir caminho para uma paz duradoura e abrangente na região”.

    Países como Austrália e Indonésia também celebraram o cessar-fogo.

    O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, deu as boas-vindas à trégua, ao mesmo tempo em que criticou a retórica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Trump concordou com um cessar-fogo de duas semanas menos de duas horas antes do prazo que havia dado a Teerã para reabrir o estreito de Hormuz ou enfrentar ataques devastadores à sua infraestrutura civil.

    O anúncio nas redes sociais representou uma mudança brusca em relação ao início do dia, quando ele afirmou que “toda uma civilização morrerá esta noite” caso suas exigências não fossem atendidas.

    Albanese disse em entrevista à Sky News que a retórica é preocupante.

    “Não acho apropriado usar uma linguagem como essa vinda do presidente dos Estados Unidos, e acredito que isso causará alguma preocupação”, afirmou.

    Embora tenha apoiado os ataques dos EUA ao Irã nos primeiros dias da guerra, Albanese demonstrou desconforto com o conflito nas últimas semanas.

    Na semana passada, o premiê disse que queria mais clareza de Trump sobre os objetivos da guerra, ao mesmo tempo em que defendia uma desescalada por todas as partes.

    Trump criticou a Austrália nesta semana pela falta de apoio.

    “A Austrália não nos ajudou”, disse em entrevista, citando também Japão e Coreia do Sul.

    Nesta quarta (8), a Indonésia pediu que todas as partes respeitem a soberania, a integridade territorial e a diplomacia, em comunicado da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Yvonne Mewengkang.

    O Iraque, onde o conflito deixou mais de cem mortos, afirmou por meio de seu Ministério das Relações Exteriores que “acolhe com satisfação” a decisão, mas pediu um “diálogo sério e sustentável” entre Estados Unidos e Irã.

    O Japão declarou que são necessárias “medidas concretas” para reduzir a tensão, incluindo garantir a passagem segura de navios pelo estreito de Hormuz.

    A quarta maior economia do mundo depende fortemente dessa rota, por onde passava cerca de 70% de seu petróleo bruto antes da guerra.

    “Esperamos que se chegue a um acordo definitivo por meio da diplomacia o mais rápido possível”, disse o porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara.

    “A China saúda o anúncio das partes envolvidas sobre a celebração de um acordo de cessar-fogo”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, acrescentando que o país continuará trabalhando para restaurar a paz no Oriente Médio.

    A Coreia do Sul também saudou a trégua e expressou esperança de que ela permita a circulação segura de navios, incluindo os seus, pelo estreito de Hormuz.

    “O governo da Coreia do Sul espera que as negociações entre ambas as partes sejam concluídas com sucesso e que a paz e a estabilidade no Oriente Médio sejam restabelecidas o mais rápido possível”, declarou o Ministério das Relações Exteriores.

    A Nova Zelândia comemorou o cessar-fogo, mas alertou que ainda há “muito trabalho” a ser feito para garantir a paz.

    “Embora seja uma notícia encorajadora, ainda há muito trabalho importante a ser feito nos próximos dias para garantir um cessar-fogo duradouro”, disse o porta-voz do ministro das Relações Exteriores, Winston Peters..

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  • Jovem morre ao cair de carro durante “brincadeira” em rodovia nos EUA

    Jovem morre ao cair de carro durante “brincadeira” em rodovia nos EUA

    Adolescente caiu de carro em alta velocidade após se inclinar para fora da janela e foi atingida por vários veículos. Caso ocorreu em rodovia nos Estados Unidos e levanta alerta sobre riscos e falta de uso de cinto de segurança

    Uma jovem de 18 anos morreu após cair de um carro em movimento e ser atropelada por vários veículos em sequência em uma rodovia nos Estados Unidos. O caso aconteceu no último fim de semana na Interestadual 35, em Oklahoma, segundo o New York Post.

    A vítima foi identificada como Lani Hicks. De acordo com as autoridades, ela estava no carro com quatro amigos quando decidiu se sentar na janela do banco dianteiro, deixando parte do corpo para fora do veículo.

    O carro era conduzido por uma jovem de 19 anos, identificada como Mylie Campbell, que continuou dirigindo em alta velocidade enquanto Lani permanecia nessa posição. Em determinado momento, a adolescente caiu na pista e acabou sendo atingida por vários veículos que vinham logo atrás.

    Lani morreu ainda no local. Os demais ocupantes do carro não ficaram feridos, mas, segundo a polícia, nenhum deles utilizava cinto de segurança no momento do acidente.

    Em comunicado, a Patrulha Rodoviária de Oklahoma informou que não há indícios de consumo de álcool ou drogas. “Nossos corações estão com a família de Lani neste momento incrivelmente difícil, e eles permanecem em nossos pensamentos e orações enquanto esta investigação é concluída”, afirmou um porta-voz.

    A jovem era natural da cidade de Ardmore e estudava artes na Eckerd College. Ela deixa os pais e uma irmã.

    Após a tragédia, familiares e amigos criaram uma campanha no GoFundMe para ajudar com os custos do funeral. “Lani tinha uma personalidade vibrante que contagiava a todos com alegria. Sua morte repentina deixou sua família e amigos devastados, e a perda é profundamente sentida por toda a comunidade”, diz a descrição.

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