Categoria: MUNDO

  • Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

    Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

    Donald Trump faz nesta terça-feira (24) pronunciamento do “Estado da União” diante do Congresso; um integrante do gabinete não estará na sede do legislativo para garantir continuidade de governo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump realizou na terça-feira (24) o tradicional discurso anual sobre o Estado da União e chamou atenção ao adotar o protocolo do “sobrevivente designado”, uma prática comum nos Estados Unidos desde a Guerra Fria.

    O protocolo do sobrevivente designado é utilizado pelo governo dos Estados Unidos durante grandes eventos em que todos os principais líderes do país estão reunidos. O objetivo é garantir a continuidade da liderança nacional caso ocorra algum evento catastrófico durante a cerimônia.

    Todos os anos, uma autoridade elegível para a Presidência é escolhida para não comparecer ao evento e permanecer em um local seguro e sigiloso até o fim da sessão. Caso um desastre atinja toda a linha sucessória presente no Capitólio, essa pessoa assume o comando do país.

    Normalmente, o escolhido é um membro do Gabinete presidencial. O nome costuma ser divulgado apenas pouco antes do início do discurso. No evento mais recente, o sobrevivente designado foi o Secretário de Assuntos dos Veteranos, Doug Collins.

    A escolha ocorre de forma estratégica e confidencial, por razões de segurança. Por isso, poucos detalhes são revelados sobre o processo de seleção.

    Para ser designado, é necessário cumprir os requisitos constitucionais para a Presidência dos EUA: ser cidadão nato, ter ao menos 35 anos de idade e residir no país por 14 anos. Ainda assim, há registros históricos de exceções controversas, como no caso da ex-secretária de Estado Madeleine Albright, nascida na atual República Tcheca, e o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, nascido na Alemanha.

    A prática remonta à Guerra Fria (1947-1991), período marcado pelo temor de ataques nucleares. O Ato de Sucessão Presidencial de 1947 estabeleceu a ordem de sucessão para garantir estabilidade institucional caso o presidente e seus sucessores imediatos fiquem impossibilitados de exercer o cargo.

    Após a escolha, o sobrevivente designado é levado a um local seguro e distante do evento. Em alguns casos, a autoridade é deslocada para mais de 100 quilômetros do Capitólio. Em 2000, durante o governo Bill Clinton, um dos escolhidos permaneceu a cerca de 144 quilômetros de Washington.

    Em 1996, Donna Shalala, então secretária de Saúde e Serviços Humanos, foi a escolhida. Ela permaneceu na Casa Branca e chegou a pedir pizza para sua equipe enquanto aguardava o fim do discurso. “Eu vi o presidente quando ele saiu e quando ele voltou”, disse à ABC News. “Ele disse: ‘Não faça nada que eu não faria.’”

    Geralmente, os sobreviventes designados são membros do Gabinete. Doug Collins foi escolhido em 2025 e novamente em 2026. Em 2024, o nome indicado foi o então secretário de Educação, Miguel Cardona.

    Na linha de sucessão presidencial, antes que o sobrevivente designado assuma, cinco autoridades estariam à frente: o vice-presidente, o presidente da Câmara dos Representantes, o presidente pro tempore do Senado, o secretário de Estado e o secretário do Tesouro.

    PROTOCOLO VIROU TEMA DE SÉRIE

    O cargo ganhou destaque na cultura pop com a série “Sobrevivente Designado”, da Netflix, estrelada por Kiefer Sutherland. A trama acompanha um integrante de menor escalão do gabinete que se torna presidente após um ataque terrorista matar todos os que estavam à frente na linha sucessória.

    Ao contrário do que a produção sugere, porém, a chamada “maleta nuclear” que acompanha o presidente não é um botão de ataque imediato. Ela contém documentos, códigos e planos estratégicos para diferentes cenários, incluindo respostas militares e procedimentos de segurança.

    Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

  • Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

    Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

    Bill Gates, cofundador da Microsoft, admitiu ter tido casos extraconjugais com mulheres russas e pediu desculpas pela sua ligação a Jeffrey Epstein. “Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, garantiu.

    O cofundador da Microsoft, Bill Gates, admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas enquanto estava casado com sua ex-esposa, Melinda French Gates, e pediu desculpas por sua ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, garantindo, no entanto, que não fez “nada de ilícito”.

    Segundo revelou o The Wall Street Journal, o bilionário disse aos funcionários de sua fundação, na terça-feira, que voou em um avião particular com Epstein e passou algum tempo com ele nos Estados Unidos e no exterior, mas negou ter participado de qualquer crime.

    “Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, disse Gates na reunião. “Para deixar claro, nunca passei tempo com as vítimas, as mulheres que o cercavam.”

    Gates admitiu, contudo, que teve dois casos extraconjugais durante o casamento com Melinda French Gates, que pediu o divórcio em 2021, após uma relação de quase 30 anos.

    “Tive casos extraconjugais, um com uma jogadora de bridge russa que conheci em eventos de bridge e outro com uma física nuclear russa que conheci por meio de atividades comerciais”, disse aos funcionários.

    Em um e-mail de 4 de julho de 2013 enviado a Boris Nikolic, principal conselheiro de Gates para ciência e tecnologia, Epstein mencionou duas mulheres com quem alegava que Gates teria tido casos.

    “Bill corre o risco de passar de homem mais rico a maior hipócrita, Melinda se tornar motivo de chacota, e as doações desaparecerem como consequência”, disse Epstein a Nikolic.

    Poucas semanas depois, Epstein enviou um e-mail de “demissão” para si mesmo, no qual parecia escrever como Nikolic, afirmando que esteve “envolvido em uma grave disputa conjugal entre Melinda e Bill”.

    O mesmo e-mail indicava que Nikolic teria ajudado Gates a obter medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas”.

    Bill Gates admitiu ainda que sua ligação com Epstein impactou outras pessoas dentro da Fundação Gates. “Peço desculpas a outras pessoas que foram envolvidas nisso por causa do erro que cometi”, disse, destacando que isso “é o oposto dos valores e objetivos da fundação”.

    Citado pela BBC, um porta-voz da organização afirmou que Gates “falou com franqueza” e “assumiu a responsabilidade por suas ações”.

    Vale lembrar que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, no final de janeiro, três milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein. Trata-se de mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens, em grande parte “pornografia”.

    Entre os nomes citados, dos mundos das artes, dos negócios, do esporte e da política, está o de Bill Gates. Há registro de dois e-mails de 18 de julho de 2013, aparentemente escritos por Epstein e que teriam como destinatário Bill Gates.

    Cabe ressaltar que Bill Gates não foi acusado de qualquer irregularidade por nenhuma das vítimas de Epstein, e o fato de seu nome constar nos arquivos não implica qualquer tipo de atividade criminosa.

    Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em uma prisão federal em Nova Iorque, com um lençol amarrado ao pescoço, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual.

    Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

  • Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

    Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

    Dados do Comitê para a Proteção de Jornalistas revelam ainda que dois terços destas mortes (86) são atribuídas às Forças de Defesa de Israel; dos 129 jornalistas assassinados em 2025, a maioria (104) ocorreu durante conflitos

    Ao longo de todo ano passado, 129 profissionais de imprensa morreram no exercício da profissão, de acordo com relatório da Organização não-Governamental (ONG) Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgado nesta quarta-feira (25).

    Trata-se do maior número de mortes já documentado pelo comitê desde que a organização começou a fazer esses registros, há mais de três décadas.

    Os dados da organização, que tem sede em Nova York (EUA), revelam ainda que dois terços destas mortes (86) são atribuídas às Forças de Defesa de Israel. 

    Dos 129 jornalistas assassinados em 2025, a maioria (104) ocorreu durante conflitos. Cinco países concentram 84% das mortes: Israel (86 profissionais de imprensa motos), Sudão (9 mortes), México (6), Rússia (4), e Filipinas (3). 

    Embora o número de profissionais de imprensa assassinados na Ucrânia e no Sudão tenha aumentado, a maioria esmagadora dos casos se refere a vítimas palestinas.

    No relatório, o Comitê lembra que “os conflitos armados atingiram níveis históricos em todo o mundo”, assim como os assassinatos de jornalistas que alcançaram “um recorde sem precedentes”.

    Para o CPJ, a impunidade é um dos principais motivos para a alta dos assassinatos de jornalistas.

    “O crescente número de mortes de jornalistas em todo o mundo é alimentado por uma cultura persistente de impunidade para ataques à imprensa: muito poucas investigações transparentes foram conduzidas.”

    “O fracasso contínuo dos líderes de governo em proteger a imprensa ou responsabilizar seus atacantes também estabelece as bases para mais assassinatos, inclusive em países que não estão em guerra”, afirma a organização, ao citar as mortes na Índia, no México e nas Filipinas.

    Para a presidente da organização Jodie Ginsberg, esses assassinatos acontecem em um momento em que o acesso à informação é “mais importante do que nunca”.

    “Os ataques à imprensa são um dos principais indicadores de ataques a outras liberdades. Muito mais precisa ser feito para evitar esses assassinatos e punir os perpetradores. Todos nós estamos em risco quando os jornalistas são mortos por veicular uma notícia.”

    No relatório, o Comitê lembra que “os assassinatos de jornalistas violam o direito internacional humanitário”, que estipula que profissionais de imprensa são civis e nunca devem ser alvos deliberados. 

    AlvosDentre os casos citados pelo CPJ, estão Hossam Shabat, um correspondente palestino de 23 anos da Al Jazeera no Qatar, morto em março de 2025 em um ataque israelense a seu carro perto do hospital Beit Lahia, no Norte de Gaza.

    Shabat era um dos jornalistas mais conhecidos que ficou em Gaza para informar sobre a guerra de Israel ao território sitiado. Israel acusou Shabat de ser um atirador do Hamas sem fornecer qualquer evidência das acusações.

    Outro caso citado pela ONG, é o do repórter da Al Jazeera, Anas al-Sharif, que alertou publicamente que sua vida estava em perigo depois de difamações repetidas e infundadas por Israel.

    Após anos de ameaças, Al-Sharif foi assassinado em agosto de 2025, ao lado de três outros jornalistas da Al Jazeera e dois freelancers, após um ataque a uma tenda que abriga jornalistas perto do Hospital Al-Shifa.

    Gangues e estados autoritários

    Além dos conflitos armadas em todo o mundo, a organização também cita um estado de direito fraco, facções criminosas com liberdade para praticar crimes, e líderes políticos corruptos como fatores que teriam propiciado a morte de profissionais de imprensa nos seguintes países: Bangladesh, Colômbia, Guatemala, Honduras, Índia, México, Nepal, Peru, Filipinas, Paquistão e Arábia Saudita.

    “Em alguns desses países, esses assassinatos se tornaram comuns. Pelo menos um jornalista foi morto no México e na Índia todos os anos nos últimos 10 anos, e pelo menos um jornalista foi morto em Bangladesh e na Colômbia – assim como por Israel – todos os anos nos últimos cinco anos.”

    Drones

    A CPJ chama a atenção ainda para a alta no número de ataques a profissionais de imprensa com uso de drone. De acordo com a organização, o número passou de duas mortes em 2023, para 39 óbitos em 2025. 

    Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os drones têm sido usados por ambos os países para ataques e vigilância.

    “Em 2025, a Rússia intensificou sua guerra de drones, usando-os para atacar repetidamente civis na Ucrânia, incluindo jornalistas. Os quatro jornalistas mortos na Ucrânia em 2025 foram atingidos por drones russos”, informou o CPJ, sinalizando que o ano passado foi o primeiro em que o CPJ assassinatos de jornalistas por drones, durante a guerra Rússia-Ucrânia. 

    *Com informações da RTP

     

    Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

  • EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

    EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

    É a primeira vez que americanos operam o modelo furtivo ao radar F-22 no Estado judeu, sinalizando opção de ataque semelhante ao de 2025; Trump mantém ameaça de guerra enquanto equipes de negociação retomam as conversas sobre programa nuclear de Teerã em Genebra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um movimento significativo no seu cerco militar ao Irã, o governo de Donald Trump enviou uma esquadrilha do mais poderoso caça do arsenal americano para Israel. É a primeira vez que o F-22 Raptor opera no Estado judeu.

    Os aviões estavam havia uma semana em Lakenheath, no Reino Unido. Ao menos 12 deles decolaram na terça-feira (24) rumo a um ponto não revelado do sul de Israel, provavelmente a base aérea de Nevatim. Segundo relatos da imprensa israelense, um dos caças teve um problema e voltou, sendo incerto se seguiu viagem depois.

    A chegada dos F-22 ocorre às vésperas da crucial reunião entre equipes negociadoras do Irã e dos Estados Unidos sob a mediação de Omã em Genebra, na Suíça, marcada para esta quinta (26).

    Trump ameaça atacar os iranianos caso não haja um acordo acerca do programa nuclear dos aiatolás. O americano quer o fim do enriquecimento de urânio pelo país, e também insiste no desmantelamento das capacidade de lançamento de mísseis balísticos dos persas.

    Teerã rejeita ambas as coisas, mas diz renunciar à bomba atômica e ofereceu diluir os 400 kg de urânio enriquecido a 60%, capaz de ser usado em talvez 15 artefatos de baixo rendimento, que produziu de forma acelerada de 2022 para cá.

    Em troca, quer o relaxamento das sanções que foram retomadas pelos EUA depois do fracasso do acordo de 2015 sobre o programa nuclear. Em 2018, Trump deixou o arranjo, que trocava as punições por diversos limites à capacidade de enriquecimento de urânio do Irã.

    No seu discurso sobre o Estado da União, na noite de terça, Trump voltou a dizer prefere uma solução diplomática, mas que está pronto para atacar. Ele afirmou de forma exagerada que destruiu o programa iraniano com o ataque feito a três instalações nucleares em junho passado, mas que os aiatolás querem “começar tudo de novo”.

    O inédito ataque de 2025 ocorreu no escopo da guerra de 12 dias entre Israel e o Irã, na qual as capacidades de defesa aérea da teocracia foram severamente degradadas. Teerã lançou cerca de 600 dos seus estimados 2.000 mísseis balísticos, mas depois do bombardeio americano apenas fez uma retaliação simbólica e previamente combinada contra uma base dos EUA no Qatar, encerrando o conflito.

    Agora tudo é diferente. Trump mobilizou o maior poderio aeronaval desde a guerra de 2003 contra o Iraque na região. Segundo a ONG americana Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais há hoje 18 navios de guerra americanos em torno do teatro de operações do Irã, 2 deles porta-aviões.

    É muito poder de fogo, mas parece insuficiente para uma guerra de maior duração visando a derrubada do regime. Em 2003, eram 55 navios contra o ditador Saddam Hussein, 5 deles porta-aviões, e havia o componente terrestre que não está presente no atual cerco.

    Segundo a inteligência israelense, o nível atual de forças americanas, sem contar a provável ajuda do Estado judeu, dá para cerca de uma semana de guerra em alta intensidade. Isso tudo leva ao cenário já especulado pelo próprio Trump de um ataque focado.

    Aí entra o simbolismo do F-22. O Raptor é um caça furtivo aos radares usado para superioridade aérea -destruir inimigos e abrir caminho abatendo inimigos e desabilitando baterias antiaéreas. Eles foram empregados desta forma no ataque de 2025, no qual as bombas em si foram despejadas pelos B-2.

    Bombardeiro também furtivo ao radar, o B-2 pode fazer missões de longo alcance, como em junho, quando um grupo deles voou diretamente dos EUA e voltou, em 37 horas de ação apoiadas por aviões-tanque. Agora, o Reino Unido vetou o uso de suas bases para servir de escala numa ação, sugerindo uma repetição de 2025.

    A inédita presença dos F-22 em Israel sinaliza que essa opção está mesmo na mesa, restando saber se um ataque duro para decapitar o regime teria o efeito de encerrá-lo ou apenas forçaria mais negociações.

    Para analistas como o iraniano radicado nos EUA Trita Parsi, se houver risco existencial, Teerã irá retaliar com força contra bases americanas na região e Israel -país que já está em alerta máximo. Outro foco de ação deve ser o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás liquefeito do mundo.

    Além disso, matar o líder Ali Khamenei e as cabeças da teocracia pode ter o efeito de jogar o país ou numa ditadura militar ou em guerra civil, ambos caminhos desastrosos.

    Ausentes da discussão estão os milhares de manifestantes contrários ao regime, cujos megaprotestos fizeram Trump prometer ajuda que não veio em janeiro, abrindo caminho para uma repressão que matou talvez mais de 5.000 pessoas.

    EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

  • Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica queda das tarifas em discurso no Congresso

    Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica queda das tarifas em discurso no Congresso

    Republicano disse que ‘até democratas’ sabem que tarifas eram positivas para o país; presidente dos EUA realizou primeiro discurso do Estado da União em meio a desafios econômicos

    WASHINGTON, EUA, E PELOTAS, RS (CBS NEWS) – Diante de republicanos e democratas reunidos no Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a decisão que derrubou parte de sua política tarifária, durante o discurso do Estado da União, na noite desta terça-feira (24).

    Com a presença dos membros da Suprema Corte, Trump lamentou a decisão que tornou ilegais as tarifas sobre produtos vendidos aos EUA, um dos maiores golpes sofridos no segundo mandato. “Decisão muito lamentável”, disse o presidente, olhando para os juízes responsáveis pela decisão.

    Ele ainda disse que as tarifas eram positivas para o país e que até “os democratas” sabem disso, mas não querem admitir. Os parlamentares democratas presentes aplaudiram os membros da Corte enquanto o presidente falava.

    Ele afirmou, ainda, que “a boa notícia” é que “quase todos os países e empresas querem manter os acordos” estabelecidos com os EUA por temerem que novos pactos sejam mais prejudiciais do que aqueles já firmados. “Eles continuarão a trabalhar no mesmo caminho bem-sucedido que negociamos antes do envolvimento lamentável da Suprema Corte”, disse.

    A decisão da corte restringiu o uso da IEEPA como base para a imposição de tarifas comerciais amplas. Os magistrados entenderam que a lei -tradicionalmente acionada em contextos de sanções e ameaças externas- não autoriza medidas dessa natureza sem autorização específica do Congresso. O placar foi de 6 votos a 3 contra o governo.

    Apesar do revés judicial, esta terça também marcou o início da aplicação de tarifas globais de 10% anunciadas por Trump com base em outro dispositivo legal, a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O mecanismo permite ao presidente impor tarifas temporárias para enfrentar “problemas fundamentais” no balanço de pagamentos dos EUA, sem necessidade de aval prévio do Legislativo.

    A legislação autoriza a adoção de tarifas amplas sob a justificativa de combater déficits considerados “grandes e graves” e distorções estruturais no sistema internacional de pagamentos. Especialistas, no entanto, afirmam que o uso recorrente desse instrumento pode gerar disputas judiciais e tensões com parceiros comerciais.

    O discurso ocorreu em meio à escalada das disputas comerciais iniciadas por Trump, que têm como alvo tanto adversários estratégicos quanto aliados históricos. As medidas provocaram reações imediatas de governos estrangeiros e aumentaram a incerteza nos mercados internacionais.

    Esta foi a primeira vez que Trump dividiu o plenário com membros da Suprema Corte desde a decisão que limitou sua política tarifária. Tradicionalmente, os ministros comparecem ao discurso do Estado da União, embora mantenham postura institucional de distanciamento.

    Na semana passada, ao ser questionado se os ministros continuavam convidados, Trump respondeu com desdém. Como o placar foi de 6 a 3 contra o governo, afirmou inicialmente que apenas três estariam convidados. Em seguida, declarou: “Eu não poderia me importar menos se eles comparecerem.”

    Além da defesa das tarifas, Trump exaltou de forma geral a política econômica de seu governo, afirmando que a economia está mais “pujante” do que nunca e que a inflação está “despencando”, apesar de dados oficiais mostrarem que as pressões sobre os preços permanecem acima da meta do Federal Reserve.

    Ele também celebrou o fim de políticas de DEI (diversidade e inclusão) no país e destacou sua agenda de “dominância energética”, afirmando que a produção americana de petróleo aumentou e que o país recebeu 80 milhões de barris de petróleo venezuelano.

    A oposição criticou as falas de Trump após o fim do discurso. Para o deputado democrata Glenn Ivey, o discurso foi permeado por desinformação sobre o que está acontecendo com a economia dos EUA. “No fim das contas, ele está tentando dizer ao povo americano que está tudo bem com a economia, mas eles sabem que não está.”

    ENERGIA E DATA CENTERS DE IA

    Trump também afirmou que as principais empresas de tecnologia farão um “compromisso de proteção ao consumidor de energia” para construir suas próprias usinas para data centers de IA.

    “Estamos dizendo às grandes empresas de tecnologia que elas têm a obrigação de prover suas próprias necessidades energéticas”, afirmou. “Em muitos casos, o preço da eletricidade vai cair substancialmente.”

    Os custos de energia elétrica são uma questão sensível às vésperas das eleições de meio de mandato. Trump prometeu durante a campanha cortar os custos de energia pela metade dentro de um ano após assumir o cargo, mas os preços da eletricidade subiram em média 8% em todo o país.

    Microsoft e OpenAI se comprometeram a manter os custos de eletricidade sob controle. A Casa Branca anunciou em janeiro planos para fazer as gigantes de tecnologia pagarem pela geração adicional de energia na operadora de rede que atende grandes concentrações de data centers na Virgínia e na Pensilvânia.

    Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica queda das tarifas em discurso no Congresso

  • Ataque a faca deixa ao menos quatro mortos nos EUA; agressor também morreu

    Ataque a faca deixa ao menos quatro mortos nos EUA; agressor também morreu

    Ataque com faca em Gig Harbor, Washington, resultou em quatro mortos; agressor foi morto por um policial após esfaquear vítimas em uma rua residencial

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pelo menos quatro pessoas foram mortas a facadas nesta terça-feira (24) em Gig Harbor, no estado de Washington, nos Estados Unidos. O agressor, um homem de 32 anos, foi morto por policiais.

    Três adultos morreram no local. A quarta vítima foi socorrida em estado grave a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos, segundo a emissora KING 5. O ataque ocorreu na 87th Avenue Court NW. O suspeito, que ainda não foi identificado pelas autoridades, foi morto por um policial.

    Agentes do xerife do condado de Pierce foram acionados pouco antes das 09h no horário no local (11h em Brasília). Inicialmente, foi informado que o suspeito teria descumprido uma ordem de restrição. Mais tarde, a polícia esclareceu que a medida ainda não estava em vigor, pois não havia sido oficialmente entregue ao homem.

    Uma testemunha relatou que viu o homem com o que parecia ser um picador de gelo. Ainda segundo o relato, voltou para dentro de casa e trancou a porta, mas o suspeito tentou arrombá-la sem sucesso.

    O caso está sob investigação da Equipe de Investigação da Polícia do Condado de Pierce. O policial envolvido foi afastado administrativamente, conforme o protocolo do departamento.

    Ataque a faca deixa ao menos quatro mortos nos EUA; agressor também morreu

  • Stephen Hawking surge em fotografia na ilha de Epstein

    Stephen Hawking surge em fotografia na ilha de Epstein

    Departamento de Justiça dos EUA divulgou mais imagens dos arquivos Epstein e, em uma delas, o famoso cientista britânico surge ao lado de duas mulheres em biquíni na ilha que era do magnata

    Stephen Hawking é a mais recente figura a aparecer nos arquivos de Jeffrey Epstein, depois de terem sido compartilhadas novas imagens do processo.

    Em uma nova foto, o professor e cientista surge ao lado de duas mulheres em biquíni, e cujos rostos surgem tapados. 

    Não são revelados detalhes sobre a data e o local onde a imagem foi registrada embora, segundo o The Mirror, o cenário se pareça com o existente em outras imagens registradas na ilha Little Saint James, que pertencia a Epstein, nas Ilhas Virgens Americanas.

    A relação entre os dois não é novidade. Vale lembrar que Hawking visitou, em março de 2006, a ilha do agora conhecido predador sexual para uma conferência focada em questões sobre a gravidade. Na época não eram conhecidas as acusações contra Jeffrey Epstein.

    Imagens compartilhadas apenas em 2015 mostravam o cientista britânico em um churrasco nas propriedades de Epstein e em uma viagem de submarino.

    O professor de Cambridge é mencionado pelo menos 250 vezes nos arquivos Epstein, embora não haja qualquer indício de que a sua aparição nos documentos implique qualquer irregularidade da sua parte.

    Stephen William Hawking, foi um físico teórico e autor britânico, reconhecido pela sua contribuição para a ciência, sendo um dos cientistas mais conceituados do século. Hawking era portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que paralisa progressivamente os músculos do corpo. Morreu em 14 de março de 2018.

    Já Jeffrey Epstein, de 66 anos, foi preso no dia 6 de julho de 2019, por acusações de tráfico sexual. O multimilionário foi encontrado morto na sua cela, cerca de um mês depois, tendo vindo a comprovar, através da autópsia, de que se tratou de um suicídio. 

    O Departamento de Justiça norte-americano tem vindo a divulgar os arquivos do criminoso desde o ano passado, e onde constam o nome de várias figuras públicas.

    Stephen Hawking surge em fotografia na ilha de Epstein

  • Mulher que esteve 24 anos desaparecida conta o que a levou a sair de casa

    Mulher que esteve 24 anos desaparecida conta o que a levou a sair de casa

    Michele Smith desapareceu em dezembro de 2001. Foi encontrada bem de saúde 24 anos depois e pediu às autoridades que não revelassem o seu paradeiro

    A mulher que foi encontrada com vida, na última sexta-feira (20), depois de ter estado 24 anos em paradeiro desconhecido revelou às autoridades os motivos que a levaram a sair de casa.

    Michele Lyn Hundley Smith desapareceu em dezembro de 2001, quando tinha 38 anos, depois de ter saído de casa, supostamente, para ir fazer compras de Natal na região de Virginia, nos Estados Unidos.

    Durante anos ninguém soube o que teria acontecido até que, na semana passada, as autoridades viriam  a  descobrir que a mulher, que é mãe de três filhos, teria desaparecido por vontade própria.

    A mulher, que declarou querer manter anonimato sobre a sua atual vida, revelou entretanto, que na origem da sua fuga estão “divergências domésticas contínuas”.

    “Me deixe apenas dizer que não houve alegações de qualquer irregularidade em relação à sua partida”, informou o xerife do condado de Rockingham, Sam Page, à revista People, referindo-se ao fato dela não ter sido vítima de nenhum crime, como sequestro.

    “Ela disse que foi embora… devido a problemas domésticos contínuos na época”, acrescentou, referindo, contudo, que não há registros na polícia de que alguma vez tenha havido queixa para incidentes domésticos.

    O desaparecimento de Michele Hundley Smith, há 24 anos, levou várias agências na Carolina do Norte e da Virgínia, incluindo o FBI, a procurá-la por “inúmeras” horas e seguindo várias pistas de investigação na época. As investigações foram, contudo, infrutíferas e sabe-se agora que a mulher estava vivendo uma nova vida, não muito longe de casa.

    Muitos acharam a situação preocupante porque ninguém acreditava que Michele fosse capaz de sair de casa por vontade própria, deixando os três filhos, de sete, 14 e 19 anos para trás. Estavam enganados.

    A descoberta e a reação da família

    A polícia recebeu no dia 19 de fevereiro, quinta-feira, informações sobre o paradeiro de Michele e no dia seguinte estabeleceram contato com a própria, que pediu anonimato e para que não fosse revelada a sua nova localização.

    “Durante anos não sabíamos se devíamos esperar ou fazer o luto. A minha maior questão é ‘O que aconteceu naquele dezembro? O que te fez ir abandonar? O que aconteceu?’”, questionava uma familiar, citada pelo Daily Mail. 

    Após a descoberta, também a sua filha Amanda publicou um longo desabafo nas redes sociais, em que descreve um misto de alegria, raiva e tristeza, além da incerteza sobre uma possível reaproximação. 

    “Quanto às minhas opiniões e sentimentos em relação à minha mãe… Estou extasiada, estou irritada, estou de coração partido, estou completamente confusa! Será que voltarei a ter uma relação com a minha mãe? Sinceramente, não sei responder a essa pergunta, porque nem eu sei. A minha reação inicial seria sim, com certeza, mas depois penso em toda a dor… Mas, mesmo assim, a minha mãe é apenas humana, tal como todos nós”, escreveu, lembrando que durante o tempo que conviveu com Michele nunca lhe faltou amor.

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  • Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

    Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

    Homem foi detido no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, após ingerir mais de um quilo de cocaína para traficar em Portugal; suspeito foi levado para o hospital, onde acabou por expelir a substância

    Um homem de nacionalidade estrangeira foi preso ao chegar ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com mais de um quilo de droga no organismo, que pretendia traficar para Portugal.

    Em um comunicado enviado à imprensa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) informa que “um cidadão de nacionalidade estrangeira, do sexo masculino, com 39 anos” foi interceptado ao pousar em Lisboa, vindo de São Paulo, no Brasil.

    “No seguimento do controle fronteiriço, e após ter apresentado declarações inconsistentes quanto aos motivos da viagem, acabou admitindo ter ingerido cápsulas contendo produto entorpecente”, pode ler-se nessa mesma nota.

    “Por razões de salvaguarda da sua integridade física, foi de imediato acionado o transporte para unidade hospitalar, onde permaneceu internado sob vigilância policial até à completa expulsão do produto transportado do interior do organismo”, continua o comunicado.

    Ao todo, a PSP contabilizou, depois, um total de 1.174,9 gramas de cocaína, que se encontravam dentro do suspeito.

    O homem foi, por isso, preso e “sujeito às formalidades legais previstas no Código de Processo Penal, encontrando-se o processo sob direção do Ministério Público”.

    A detenção foi feita através da Divisão de Segurança Aeroportuárias e Controlo Fronteiriço do aeroporto de Lisboa da PSP, sob a coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras.

    No comunicado, a polícia local reafirma ainda o seu compromisso e empenho permanente no combate ao tráfico internacional de droga, reforçando os mecanismos de controlo nas fronteiras aéreas e contribuindo para a proteção da comunidade, da segurança interna e do espaço europeu.

    Apesar de ter saído de um voo em São Paulo, a polícia não confirmou se a nacionalidade do homem era brasileira.

    Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

  • Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso

    Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso

    Entre as mulheres democratas, é esperado o retorno ao uso do branco -após muitas terem optado pelo rosa no ano passado- como já ocorreu em outros discursos de Trump. Teresa Leger Fernández, presidente do Caucus das Mulheres Democratas, afirmou que o branco remete às sufragistas, que vestiam a cor em protestos pelo direito ao voto.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O discurso do Estado da União do presidente dos EUA, Donald Trump, deve ser marcado por protestos de democratas, que planejam ações que vão desde o uso de uma cor específica até a presença de pessoas afetadas pelo ICE, a polícia de imigração, e vítimas de Jeffrey Epstein, financista condenado por abuso sexual.

    Entre as mulheres democratas, é esperado o retorno ao uso do branco -após muitas terem optado pelo rosa no ano passado- como já ocorreu em outros discursos de Trump. Teresa Leger Fernández, presidente do Caucus das Mulheres Democratas, afirmou que o branco remete às sufragistas, que vestiam a cor em protestos pelo direito ao voto.

    A preocupação surge em meio às pressões do governo Trump para aprovar o Save America Act -projeto de lei que, segundo a Casa Branca, visa evitar que não cidadãos votem nos EUA. Para os democratas, há risco de que a legislação restrinja o direito de voto feminino, devido a uma combinação de barreiras burocráticas, financeiras e logísticas que afetariam desproporcionalmente o público feminino.

    Entre os pontos criticados, as democratas destacam que mais de 70 milhões de mulheres nos EUA mudaram seus sobrenomes após o casamento, o que significa que seus nomes atuais não coincidem com os das certidões de nascimento. Elas temem que, caso a legislação seja aprovada, mulheres cujo nome atual não corresponda exatamente aos documentos de nascimento ou cidadania possam ser impedidas de se registrar para votar.

    “As sufragistas vestiam branco enquanto protestavam, marchavam e faziam greve de fome pelo direito ao voto, que as mulheres finalmente conquistaram em 1920. Cento e seis anos depois, Trump e os republicanos querem tirar esse direito”, afirmou Fernández. “As mulheres não estão seguras na América de Trump, enquanto os custos continuam subindo, o acesso à saúde se torna cada vez mais limitado e a violência vira manchete diária.”

    Outro grupo que deve marcar presença no evento são algumas das vítimas de Jeffrey Epstein. O Partido Democrata acusa Trump de não ter divulgado todos os documentos relacionados ao caso e de acobertar homens poderosos que teriam atuado ao lado de Epstein.
    A deputada Emily Randall afirmou que a presença das vítimas tem como objetivo “lutar pela democracia, lutar por transparência e responsabilidade”. “Temos que garantir que a história de meninas e mulheres não será apagada. Estamos nos levantando não apenas por nós, mas por pessoas ao redor do mundo que vivem esse tipo de atrocidade.”

    Outro desafio de Trump está relacionado à sua política anti-imigração, uma das principais promessas de sua campanha. Ações truculentas de agentes de imigração mataram dois cidadãos americanos em janeiro, gerando críticas até de membros do Partido Republicano.

    A deputada Ilhan Omar deve comparecer ao evento acompanhada de pessoas que tiveram a vida afetada pela presença do ICE. Em discurso nesta terça, ela afirmou que a fala de Trump será “repleta de mentiras” e criticou a operação em Minnesota que mobilizou milhares de agentes de imigração para o estado.

    “Americanos não conseguem pagar seguros de saúde ou empréstimos, estão afogados em financiamentos estudantis, e apenas metade dos arquivos do Epstein foram divulgados. A verdade é que nosso país respira por aparelhos, e os americanos estão pagando o preço”, completou.

    Democratas também organizam um boicote ao evento: ao menos 20 congressistas afirmaram que não comparecerão ao discurso e planejam, simultaneamente, um protesto no National Mall. Os políticos justificam que não podem tratar a atual situação política como normal nem dar a Trump a audiência que ele busca.

    “Eu não vou comparecer ao Estado da União. Nunca perdi um, mas não podemos tratar isso como normal. Não vou dar a ele a audiência que ele anseia para as mentiras que conta”, disse o senador democrata Adam Schiff.

    A deputada Shontel Brown, de Ohio, também defendeu o boicote: “Não podemos tratar isso como um momento normal enquanto nossa democracia está sob ameaça. Não podemos continuar trabalhando normalmente sob um governo que acredita estar acima da lei.”

    Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso