Categoria: MUNDO

  • Israel ataca capital Beirute após matar ao menos 12 em operações no sul do Líbano

    Israel ataca capital Beirute após matar ao menos 12 em operações no sul do Líbano

    Exército israelense afirma ter operado com precisão; apartamento foi destruído, segundo agência AFP. Forças de Tel Aviv estão expandindo operações no território libanês para áreas nunca antes ocupadas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel afirmou ter lançado um ataque aéreo contra Beirute, capital do Líbano, após ataques anteriores no sul do país terem matado pelo menos 12 pessoas nesta quinta-feira (28).

    “Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel atacaram Beirute com precisão. Mais detalhes em breve”, disse um curto comunicado publicado nesta manhã. Um militar libanês disse à agência AFP que o ataque atingiu um apartamento ao sul de Beirute, na área de Choueifat.

    O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses no sul do país mataram pelo menos 11 pessoas, incluindo duas crianças, e feriram outras 21 nesta quinta. O Exército libanês acrescentou que um soldado foi morto em um ataque separado “enquanto dirigia na estrada” na região de Nabatieh.

    O Ministério afirmou que um dos ataques foi realizado contra um prédio na cidade de Sidon, onde matou cinco pessoas, incluindo duas mulheres, e feriu 21, cinco delas crianças. A agência de defesa civil do Líbano, por sua vez, disse à AFP que houve oito ataques à cidade de Tiro, no sul do país, desde a noite de quarta, além de outros nos arredores.

    O cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor em 17 de abril, mas não foi respeitado por ambos os lados. As forças israelenses seguem atacando diariamente alvos no sul libanês que afirma serem ligados ao grupo Hezbollah.

    No início da semana, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu havia afirmado que intensificaria os ataques contra o Hezbollah. Nesta quarta, O Exército de Israel cumpriu a ameaça e declarou todo o território do Líbano ao sul do rio Zahrani uma “zona de guerra”, cobrindo como espaço potencial de operações aéreas e terrestres uma área inédita neste século e que vai além da que ocupou de 1982 a 2000.

    A expansão das operações foi anunciada pelo porta-voz em língua árabe do Exército israelense, Avichay Adraee, acompanhada de uma ordem de retirada de todos os habitantes ao sul do rio, incluindo cidades maiores e até então fora da zona de exclusão, como Tiro, na costa, e Nabatieh, esta já além do rio Litani -ambas já atingidas por novos ataques.

    A divisa geográfica do rio Litani é o limite ao sul do qual se retiraram as forças de Israel após a invasão no início da década de 1980 e da ocupação do território libanês; é também ao sul desse rio que ainda opera a frágil missão da ONU (Unifil), cujo mandato termina no fim do ano sem resultados esperados e sem renovação prevista.

    As ordens para que civis se retirem para o norte do rio Zahrani, portanto, indicam nova fase do conflito entre Israel e o Hezbollah, o que sugere planejamento e disposição de Tel Aviv de ampliar sua presença militar em uma área ainda maior do território vizinho.

    De acordo com o Ministério da Saúde libanês, mais de 3.200 pessoas morreram desde o início dos ataques, sendo ao menos 600 após o cessar-fogo. Mais de 1,2 milhão foram deslocadas pelo conflito desde que o Hezbollah se juntou à reação do Irã aos ataques de Israel e Estados Unidos, no fim de fevereiro.

    Israel ataca capital Beirute após matar ao menos 12 em operações no sul do Líbano

  • EUA e Irã concordam em prolongar cessar-fogo por 60 dias, diz imprensa americana

    EUA e Irã concordam em prolongar cessar-fogo por 60 dias, diz imprensa americana

    Documento delineando destino do urânio enriquecido por Teerã ainda precisaria ser aprovado por Trump. Países trocaram ataques nos últimos dias em meio a novas investidas de Israel contra o Líbano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para prolongar o cessar-fogo entre os dois países por mais 60 dias, de acordo com relatos da imprensa americana publicados nesta quinta-feira (28). Autoridades dos EUA falaram sob condição de anonimato ao portal Axios e à agência de notícias Reuters em meio a nova troca de fogo na região e a investidas de Israel contra o Líbano.

    Segundo essas autoridades, os dois lados do conflito no Oriente Médio finalizaram um documento se comprometendo com a trégua e estabelecendo um ponto de partida para mais negociações, em especial sobre o destino do urânio altamente enriquecido em posse do Irã. O texto, entretanto, ainda precisaria da aprovação do presidente Donald Trump.

    O republicano tem dado declarações contraditórias nos últimos dias, ora insinuando que um acordo está próximo, ora dizendo que a guerra, que já dura três meses, vai continuar por “mais um tempo” -quando iniciou o conflito contra o Irã ao lado de Israel, Trump prometeu que ele duraria, no máximo, seis semanas.

    Ao mesmo tempo, o presidente está sob pressão de aliados no Partido Republicano que são contrários a qualquer acordo de paz que não inclua, de forma decisiva, a retirada ou destruição do urânio enriquecido do Irã.

    O senador Lindsey Graham, influente membro do Congresso americano, disse no último dia 23 que se a guerra chegar ao fim enquanto o país persa “ainda possuir a capacidade de destruir infraestrutura petrolífera dos países do Golfo, o Irã será uma força dominante que necessitará uma solução diplomática. Isso seria uma enorme mudança no equilíbrio de forças na região e, com o tempo, um pesadelo para Israel”.

    EUA e Irã concordam em prolongar cessar-fogo por 60 dias, diz imprensa americana

  • Israel rompe com a ONU após suposta inclusão em lista de violência sexual em conflitos

    Israel rompe com a ONU após suposta inclusão em lista de violência sexual em conflitos

    Israelense Danny Danon afirma que organização colocou país em mesma relação que Hamas; Nações Unidas não confirmam. Representante repudia suposta ação e faz referência a texto do New York Times com acusações de estupro de palestinos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O embaixador de Israel na ONU anunciou, nesta quinta-feira (28), a suspensão das relações com o secretário-geral da organização, António Guterres, ao denunciar a suposta decisão, ainda não tornada pública, de incluir Israel na lista de países responsáveis por violência sexual em conflitos.

    “Estamos fartos desse secretário-geral”, declarou o embaixador Danny Danon em uma mensagem de vídeo publicada no X. A missão israelense esclareceu que isso significa o “congelamento” de suas relações com o gabinete do secretário-geral da ONU até o final de seu mandato, em 31 de dezembro de 2026.

    “A decisão de incluir Israel na lista e nos acusar de usar violência sexual como arma de guerra é ultrajante”, afirmou Danon. “O secretário e sua equipe continuam espalhando mentiras contra Israel para nos colocar, juntamente com os terroristas do Hamas, na mesma lista. Isso é inaceitável”, acrescentou.

    As Nações Unidas não confirmaram a informação e, até o momento da publicação deste texto, não se pronunciaram.

    “A decisão vergonhosa e absurda da ONU de incluir entidades israelenses no anexo do relatório sobre CRSV [violência sexual relacionada a conflitos] é mais uma prova da verdadeira natureza da ONU: uma organização politizada e corrupta que abandonou seus princípios fundadores e tem como missão principal atacar sistematicamente Israel”, disse Oren Marmorstein, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, em publicação no X.

    Segundo Danon, Israel convidou representantes da ONU para irem ao país verificar as acusações. “Eles optaram por não vir e preferiram continuar com a campanha contra Israel. Vimos a mentira no New York Times e agora vemos outra mentira vinda da ONU”, diz, em referência a texto publicado pelo jornal americano que compila denúncias de violência sexual contra palestinos em prisões israelenses.

    Um dia após a publicação do texto, Israel divulgou um relatório de 300 páginas em que acusa o grupo terrorista Hamas e outras facções palestinas de “violência sexual sistemática” e “em larga escala” durante o ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, e contra os reféns sequestrados.

    O artigo do New York Times reúne entrevistas com homens e mulheres que relatam estupros, torturas sexuais e humilhações atribuídas a guardas prisionais, soldados, colonos e interrogadores de Israel. O texto é assinado por Nicholas Kristof, colunista do jornal desde 2001.

    Em paralelo, o Parlamento de Israel aprovou uma lei que cria um tribunal militar especial para julgar palestinos acusados de participar dos ataques do Hamas. O projeto recebeu apoio tanto da coalizão governista quanto da oposição; nenhum dos 120 parlamentares votou contra.

    O tribunal especial julgará suspeitos capturados durante ou após o ataque liderado pelo Hamas. Também serão julgadas pessoas acusadas de manter ou abusar de reféns na Faixa de Gaza. Segundo a imprensa israelense, cerca de 400 devem ser levados a julgamento.

    Mais recentemente, na última semana, a organização Global Sumud Flotilla, que organiza flotilhas com destino à Gaza, acusou soldados de Israel de agressões e estupros de ativistas detidos na última missão do grupo. Foram mais de 400 detidos, que em seguida foram deportados para a Turquia.

    O serviço prisional israelense negou as acusações. “São falsas e inteiramente sem base factual. Todos os prisioneiros e detidos são mantidos de acordo com a lei, com toda consideração pelos seus direitos básicos e sob a supervisão de equipe prisional treinada e profissional”, afirmou um porta-voz em comunicado.

    Em vídeos divulgados pela organização, parte dos deportados é deslocada de maca ao chegar à Turquia, e outros mostram marcas de feridas e hematomas que teriam sido resultado de violência praticada por soldados.

    A deportação dos ativistas estrangeiros ocorreu um dia após uma avalanche de críticas internacionais, que culminaram numa crise diplomática, devido à divulgação de um vídeo pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir, que mostrava os ativistas detidos com as mãos amarradas e a testa apoiada no chão enquanto o hino nacional israelense era reproduzido em volume alto.

    Diversas nações -incluindo França, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Itália, Irlanda e Turquia- repudiaram o ato e até mesmo representantes dos Estados Unidos, aliado de Tel Aviv, criticaram o episódio. O embaixador Mike Huckabee disse que, apesar de a flotilha ser uma “ação estúpida”, Ben-Gvir “traiu a dignidade” de Israel pela forma como agiu.

    O chanceler israelense, Gideon Saar, acusou Ben-Gvir de prejudicar a imagem internacional do país, o que evidenciou um racha na coalizão governista. Já o premiê Binyamin Netanyahu disse ter ordenado a deportação dos ativistas, mas afirmou que “a maneira como Ben-Gvir lidou com eles não está de acordo com os valores e normas de Israel”.

    Israel rompe com a ONU após suposta inclusão em lista de violência sexual em conflitos

  • Ex-funcionário da CIA escondia 300 barras de ouro dentro de casa

    Ex-funcionário da CIA escondia 300 barras de ouro dentro de casa

    Autoridades dos Estados Unidos encontraram mais de 300 barras de ouro, US$ 2 milhões em espécie e relógios de luxo na casa de um ex-funcionário da CIA acusado de fraude e desvio de recursos públicos

    Um ex-agente da CIA está sendo acusado de desviar dinheiro público e mentir sobre o próprio currículo para obter benefícios militares nos Estados Unidos. Durante uma operação realizada na casa de David Rush, na Virgínia, autoridades federais encontraram uma fortuna impressionante escondida no imóvel: 303 barras de ouro, cerca de US$ 2 milhões em dinheiro vivo e quase 30 relógios Rolex de luxo.

    Segundo documentos judiciais obtidos pela emissora NBC, Rush alegava que as barras de ouro eram usadas para “despesas relacionadas ao trabalho”.

    O ex-funcionário é acusado de apropriação indevida de recursos públicos e fraude relacionada às suas credenciais militares.

    De acordo com o jornal New York Post, David Rush teria inventado parte significativa do currículo para conseguir um cargo de alto escalão no governo americano. Embora tenha servido na Marinha dos Estados Unidos entre 1997 e 2015, ele deixou as Forças Armadas naquele ano e não voltou a atuar em nenhum outro ramo militar.

    Mesmo assim, segundo a investigação, Rush afirmava ocupar o posto de capitão da ativa para receber cerca de US$ 77 mil em benefícios de licença militar aos quais não teria direito. Ao mesmo tempo, ele recebia salário como executivo.

    A CIA informou, em nota, que abriu uma investigação interna após identificar possíveis violações da lei.

    “Depois que a investigação interna da CIA encontrou indícios de irregularidades, o diretor da agência, John Ratcliffe, encaminhou o caso ao FBI para investigação criminal”, afirmou o órgão.

    O FBI declarou que trabalha em conjunto com a CIA e o Departamento de Justiça para apurar completamente o caso.

    “Estamos comprometidos em esclarecer os fatos, garantir a responsabilização e buscar justiça de acordo com a lei”, informou a agência federal.

    David Rush foi preso e permanece sob custódia policial.

    O caso também levantou questionamentos sobre os sistemas de verificação de segurança do governo americano, responsáveis por monitorar agentes de inteligência e evitar fraudes, corrupção ou possíveis ameaças à segurança nacional.
     
     

    Ex-funcionário da CIA escondia 300 barras de ouro dentro de casa

  • O que aconteceu com a garota do Zoológico de Berlim que chocou o mundo?

    O que aconteceu com a garota do Zoológico de Berlim que chocou o mundo?

    O que aconteceu com a garota que chocou o mundo na década de 1970?

    Baseado em um livro best-seller, ‘Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Pr-stituída’ foi um dos filmes mais comentados do início dos anos 80, um conto angustiante sobre uma adolescente presa em Berlim Ocidental devastada pelo crime nos anos 1970, sobrevivendo de drogas e da venda de seu corpo. E o aspecto mais chocante do filme é que tudo era verdade. Christiane Felscherinow sobreviveu ao seu calvário e brevemente desfrutou do status de celebridade na Europa e nos Estados Unidos. No entanto, a tentação nunca esteve longe e ela logo voltou aos velhos hábitos, presa e condenada em várias ocasiões por posse de substâncias ilícitas e abuso de drogas. Mas o que aconteceu depois disso? Será que Christiane F. foi capaz de superar seus demônios pessoais?

    O que aconteceu com a garota do Zoológico de Berlim que chocou o mundo?

  • Jill Biden diz que pensou que Joe Biden estava tendo um AVC em debate

    Jill Biden diz que pensou que Joe Biden estava tendo um AVC em debate

    Ex-primeira-dama afirmou ter ficado “aterrorizada” ao ver o desempenho do marido contra Donald Trump nas eleições de 2024. Debate marcou o início da crise que levou Biden a desistir da corrida pela reeleição

    A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, revelou que chegou a pensar que o marido, o ex-presidente Joe Biden, estivesse sofrendo um AVC durante o debate contra Donald Trump na campanha presidencial de 2024.

    “Fiquei assustada, porque nunca tinha visto o Joe daquele jeito, nem antes nem depois. Nunca”, afirmou Jill em entrevista à CBS News, que será exibida na íntegra no próximo domingo, 31 de maio.

    “Eu não sei o que aconteceu”, disse. “Enquanto assistia, pensei: ‘Meu Deus, ele está tendo um AVC’. E isso me aterrorizou.”

    O debate entre Joe Biden e Donald Trump aconteceu em junho de 2024, quando o democrata ainda tentava a reeleição para um segundo mandato na Casa Branca

    Durante o confronto televisionado, Biden apareceu com dificuldades na voz, respostas confusas e lapsos verbais. Em determinado momento, ele perdeu a linha de raciocínio ao responder sobre política tributária e acabou migrando para o tema da saúde, chegando a ficar alguns segundos em silêncio enquanto tentava encontrar as palavras.

    Dias depois, Biden reconheceu que havia tido uma “noite ruim”, mas garantiu que continuaria na disputa presidencial, apesar da pressão de aliados e eleitores para que desistisse da candidatura.

    Um mês após o debate, porém, o então presidente anunciou a saída da corrida eleitoral e declarou apoio à vice-presidente Kamala Harris.

    Com a decisão, Biden se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a abandonar uma campanha pela reeleição desde Lyndon B. Johnson, que desistiu da disputa em março de 1968.
     

     


    Jill Biden diz que pensou que Joe Biden estava tendo um AVC em debate

  • EUA realizam novos ataques contra o Irã apesar das negociações em curso

    EUA realizam novos ataques contra o Irã apesar das negociações em curso

    Ataques americanos aconteceram após Donald Trump acusar Teerã de “enrolar” nas negociações. Militares dos EUA atingiram drones iranianos e uma base em Bandar Abbas, região estratégica para o transporte global de petróleo

    As forças dos Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã nesta quarta-feira, após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que Teerã está “enrolando nas negociações”.

    Segundo autoridades americanas ouvidas pela agência Associated Press sob condição de anonimato, o Comando Central dos EUA derrubou quatro drones iranianos que representavam ameaça na região do Estreito de Ormuz.

    Os militares americanos também atingiram uma estação de controle terrestre em Bandar Abbas, cidade estratégica localizada no estreito e que abriga a principal base da Marinha iraniana. De acordo com os relatos, o local se preparava para lançar um quinto drone.

    Os ataques aconteceram após Trump demonstrar confiança de que sua gestão está avançando em uma solução para o conflito, apesar das negociações seguirem incertas.

    O presidente americano tenta costurar um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz e apresente como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito que enfrenta resistência entre republicanos.

    A tensão internacional ocorre em meio à aproximação das eleições legislativas nos Estados Unidos, que definirão o controle do Congresso, em um cenário de preocupação com o aumento dos preços dos combustíveis e do custo de vida.

    Trump, no entanto, negou que o calendário eleitoral esteja influenciando sua estratégia.

    “Eles acharam que poderiam esperar porque ‘ele tem as eleições legislativas’, mas eu não me importo com isso”, declarou.

    “Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos ficar, ou então teremos de concluir nosso objetivo”, acrescentou.

    Os novos bombardeios ocorreram após operações consideradas “defensivas” realizadas na segunda-feira contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irã. Washington afirma que tem atuado com cautela devido ao cessar-fogo considerado frágil, mantido há algumas semanas.

    Um dos principais impasses nas negociações envolve o estoque de urânio enriquecido do Irã. Os Estados Unidos querem que Teerã entregue o material em troca do alívio das sanções econômicas.

    Trump afirmou que não se sentiria “confortável” caso Rússia ou China recebessem esse urânio.

    Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã possui atualmente 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60%, nível próximo dos 90% necessários para uso militar.

    Outro ponto em discussão é se o cessar-fogo incluirá também as operações de Israel contra o Hezbollah, no Líbano.

    O memorando em negociação prevê tréguas entre EUA, Irã e grupos aliados, mas mantém o direito de Israel agir em legítima defesa.

    Trump também defendeu que países como Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Paquistão passem a integrar os Acordos de Abraão, firmados durante seu primeiro mandato para normalizar relações diplomáticas com Israel.

    Segundo diplomatas do Golfo ouvidos pela AP, a proposta gerou “silêncio atônito”, embora outras fontes afirmem que houve reações positivas nos bastidores.

    EUA realizam novos ataques contra o Irã apesar das negociações em curso

  • Ex-procuradora-geral dos EUA Pam Bondi está com câncer de tireoide

    Ex-procuradora-geral dos EUA Pam Bondi está com câncer de tireoide

    Aliada de Donald Trump passou por tratamento para câncer de tireoide e se recupera; revelação ocorre em meio à indicação dela para conselho da Casa Branca voltado à inteligência artificial

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A ex-procuradora-geral dos EUA Pam Bondi foi diagnosticada com câncer de tireoide pouco depois de deixar o Departamento de Justiça, revelou nesta terça-feira (26) o site Axios.

    Bondi, 60, passou por tratamento e está em recuperação. A mulher foi demitida em abril pelo presidente Donald Trump após 14 meses no cargo, sob pressão por causa da condução e da divulgação de arquivos do caso Jeffrey Epstein.

    A ex-assessora da Casa Branca Katie Miller também comentou o caso. “Pam tem estado silenciosamente lutando contra o câncer nas últimas semanas, tem um coração de ouro”, escreveu em uma postagem no X após a publicação da reportagem.

    O Axios divulgou a informação ao noticiar que Trump a nomeou para um comitê consultivo voltado à política de inteligência artificial. Ela deve integrar a partir de agora o Conselho Presidencial de Assessores de Ciência e Tecnologia, e será a responsável por facilitar o contato entre o governo e gigantes da tecnologia.

    Vice-presidente dos EUA celebrou a nomeação. “Pam tem sido um recurso extremamente valioso para a equipe do presidente, e estou muito feliz por ela e por todos nós que ela continuará envolvida no enfrentamento de algumas das questões mais importantes”, falou JD Vance.

    O ANÚNCIO DA SAÍDA DE PAM BONDI

    Trump anunciou a demissão dela nas redes sociais, com elogios à procuradora. Ele escreveu que Bondi é uma “Grande Patriota Americana” e uma “amiga leal” que serviu como sua procuradora-geral no último ano. No lugar dela, assumiu o vice, Todd Blanche, que agora é procurador-geral interino do país.

    Republicano teria ficado frustrado com a liderança de Bondi à frente do Departamento de Justiça. O jornal The New York Times relatou que ele não gostou da forma como ela lidou com os arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, tema que acompanhou o mandato dela.

    A demissão ocorreu em meio a críticas sobre cortes e retenções na divulgação de documentos do caso Epstein. Parlamentares afirmam que as edições e a não divulgação de parte do material ultrapassam os limites de uma lei aprovada pelo Congresso em novembro, enquanto o Departamento cita prerrogativas legais e “sigilo profissional” para as omissões.

    Bondi ganhou projeção nacional como aliada de Trump e integrou a equipe que o defendeu em um julgamento de impeachment em 2020. Ela também esteve entre republicanos que o apoiaram quando ele foi acusado de pagar pelo silêncio de uma atriz pornô durante a campanha de 2016.

    Antes de chegar ao governo federal, ela foi procuradora-geral da Flórida por oito anos e foi a primeira mulher a ocupar o cargo no estado. Ela priorizou temas como tráfico humano e defendeu leis estaduais mais duras contra traficantes.

    Ex-procuradora-geral dos EUA Pam Bondi está com câncer de tireoide

  • Brasileiro é preso em Paris por suspeita de estupro de crianças em pré-escola

    Brasileiro é preso em Paris por suspeita de estupro de crianças em pré-escola

    O brasileiro trabalhava como professor de música em pré-escolas e foi preso em Paris por suspeita de estupro, agressão e exposição sexual de crianças

    *Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

    Um brasileiro que trabalhava como professor de música em pré-escolas foi preso em Paris na sexta-feira, 22, por suspeita de estupro, agressão e exposição sexual de crianças. O nome dele não foi divulgado, desta forma a defesa não foi localizada.

    O jornal francês Le Monde informou que pelo menos outras 16 pessoas foram presas na quarta-feira, 20, por suspeita de envolvimento em casos de violência física e sexual contra crianças em pré-escolas da capital francesa.

    Outro professor também foi detido no mesmo dia do brasileiro e, assim como ele, permanece em prisão preventiva. Em nota divulgada pela Rádio França Internacional (RFI), o Ministério Público de Paris afirmou que os dois foram acusados de “atos de natureza sexual”.

    Segundo o Le Monde, a investigação começou em janeiro, após o programa “Cash Investigation”, da emissora pública France 2, revelar casos de violência e falhas na supervisão em uma creche. Na ocasião, um jornalista infiltrado gravou funcionários gritando com crianças e uma monitora beijando um aluno na boca.

    Com a repercussão do caso, foram abertas investigações judiciais e administrativas. Desde então, o número de denúncias de estupro, agressão sexual e violência em pré-escolas da capital francesa não parou de crescer.

    A RFI afirmou que o brasileiro, que não teve a identidade revelada, trabalhou na Saint-Dominique, uma das creches investigadas.

    Segundo a rádio, pais de alunos da instituição já tinham denunciado o professor entre setembro e dezembro do ano passado, após os filhos reclamarem que ele gritava. Na época, no entanto, ainda não haviam denúncias de violência sexual. Após as reclamações, ele foi transferido para a pré-escola Volontaires, em outro bairro.

    Com a exibição da reportagem do “Cash Investigation”, responsáveis pelas crianças reconheceram o brasileiro nas imagens e se reuniram. Eles relataram mudanças no comportamentos de seus filhos e passaram a suspeitar que algo havia ocorrido.

    “Percebemos que as crianças eram vítimas de violência sexual dentro da pré-escola, incluindo estupros cometidos por vários monitores, entre eles este cidadão brasileiro”, afirmou à RFI a mãe de uma menina de 3 anos, sob condição de anonimato.

    Segundo a mulher, o brasileiro seria o responsável pelos estupros, com a ajuda de pelo menos outros dois funcionários da creche. “Talvez, com os depoimentos de outras crianças, os investigadores consigam esclarecer isso e definir o papel de cada um”, afirmou.

    Outro pai ouvido pela rádio, também sob condição de anonimato, disse ter se dado conta da gravidade do caso após assistir a reportagem do “Cash Investigation”.

    “Como gostamos muito de música na família, meu filho ia frequentemente às oficinas no período da tarde. Quando saiu a reportagem na TV, fizemos perguntas ao nosso filho para saber o que ele tinha visto, ouvido ou sofrido de violência. Ele começou a nos dizer que essa pessoa o obrigou a dar beijos nas partes íntimas”, disse o homem, que tem um filho de 4 anos.

    A RFI afirmou que ele registrou denúncias formais em fevereiro contra o brasileiro e outros três assistentes da instituição.

    “Ele atuava com outra monitora. Eles isolavam as crianças em dupla. Ou eles os forçavam [a dar beijos] ou a monitora dava beijos nas nádegas deles enquanto o outro tirava fotos ou fazia vídeos”, acrescentou o pai.

    Segundo a associação Pequenos Heróis de Saint-Do, que representa os pais dos alunos, a monitora citada pela criança é a mesma que apareceu nas imagens do “Cash Investigation” beijando um aluno na boca.

    Em 17 de maio, a procuradora de Paris, Laure Beccuau, afirmou à rádio RTL que a Procuradoria de Paris havia aberto investigações sobre incidentes envolvendo cerca de 84 creches, 20 escolas primárias e 10 centros de educação infantil.

    Segundo o Le Monde, desde o início de abril, 78 funcionários de escolas foram suspensos em Paris, incluindo 31 por suspeita de violência sexual.

    Brasileiro é preso em Paris por suspeita de estupro de crianças em pré-escola

  • EUA atacam mais um barco no Pacífico e deixam um morto

    EUA atacam mais um barco no Pacífico e deixam um morto

    Estados Unidos conduz há vários meses uma campanha de ataques no Pacífico e no Caribe contra navios que são apresentados, supostamente, como participando em atividades de tráfico de droga

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os EUA (Estados Unidos da América) confirmaram que um ataque militar contra uma embarcação no Oceano Pacífico deixou um morto na terça-feira (26).

    O Comando Sul do exército dos EUA informou que o ataque atingiu suspeitos de tráfico. A organização militar declarou na internet que a embarcação passava por rotas de drogas no Caribe.

    Dois tripulantes sobreviveram e a Guarda Costeira americana iniciou o resgate. Os militares acionaram o serviço de busca logo após o ataque, e nenhum soldado dos EUA ficou ferido.

    MORTES ACUMULADAS E FALTA DE PROVAS

    Os EUA afirmam que combatem o narcoterrorismo na região, mas não mostraram provas. Até o momento, o governo americano não apresentou dados públicos que liguem os barcos atingidos ao crime organizado.

    As operações militares começaram em setembro e já deixaram pelo menos 194 mortos. O balanço de vítimas foi divulgado pela agência de notícias AP (Associated Press).

    EUA atacam mais um barco no Pacífico e deixam um morto