Categoria: MUNDO

  • Francesa é forçada a se prostituir com quase 500 homens e ex pega 25 anos

    Francesa é forçada a se prostituir com quase 500 homens e ex pega 25 anos

    Vítima afirmou ter sido submetida a tortura, violência sexual e prostituição forçada pelo ex-companheiro durante sete anos. Caso ganhou repercussão após ela dizer que encontrou coragem para denunciar os crimes inspirada em Gisèle Pelicot.

    Um tribunal da França condenou neste sábado (23) um homem a 25 anos de prisão por estupro agravado, tortura e violência contra a ex-companheira em um caso que chocou o país e ganhou repercussão após a vítima afirmar ter encontrado coragem para denunciar os abusos inspirada na francesa Gisèle Pelicot.

    O condenado é Guillaume Bucci, ex-gerente bancário de 51 anos, acusado de submeter a então companheira a anos de violência física, psicológica e sexual entre 2015 e 2022.

    Durante o julgamento, Bucci alegou que as práticas aconteciam de forma consensual dentro de uma relação sadomasoquista e afirmou que nunca imaginou estar machucando a parceira.

    A vítima, identificada como Laeticia R., de 42 anos, contestou a versão e relatou em tribunal que foi manipulada psicologicamente e passou anos vivendo sob medo constante.

    Segundo o depoimento, o relacionamento começou com propostas que ela acreditava serem fantasias sexuais consensuais, como amarrações e palmadas. No entanto, a situação rapidamente evoluiu para episódios extremos de violência.

    “Senti que estava morrendo por dentro”, declarou Laeticia durante o julgamento.

    Mãe de quatro filhos, ela contou que o ex-companheiro a pressionou gradualmente a manter relações sexuais com outros homens e, posteriormente, a se prostituir.

    De acordo com o relato da vítima, Bucci chegou a obrigá-la a ir até um posto de estrada na véspera de Natal de 2015 para abordar desconhecidos enquanto ele acompanhava tudo por telefone.

    Ela afirmou ainda que foi forçada a manter relações com amigos, colegas e estranhos escolhidos pelo ex-companheiro, além de ser obrigada a registrar os nomes dos homens com quem se envolvia.

    Laeticia disse ter perdido a conta do número de parceiros após se aproximar de 500 homens.

    Durante o processo, Guillaume Bucci admitiu alguns atos de violência, incluindo estrangulamentos, queimaduras e práticas sexuais degradantes, mas insistiu que tudo fazia parte de jogos sexuais consentidos.

    O tribunal rejeitou a argumentação da defesa e determinou pena de 25 anos de prisão. A decisão prevê que ele cumpra ao menos dois terços da condenação antes de solicitar liberdade condicional.

    O advogado da vítima afirmou que Laeticia decidiu denunciar os abusos após acompanhar o caso de Gisèle Pelicot, mulher francesa que se tornou símbolo internacional de combate à violência sexual após revelar que foi dopada pelo próprio marido e abusada durante anos por diversos homens.

    Dominique Pelicot, ex-marido de Gisèle, foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão.

    No caso de Laeticia, porém, os investigadores não apontaram uso de drogas ou sedativos para cometer os abusos.
     
     

     

    Francesa é forçada a se prostituir com quase 500 homens e ex pega 25 anos

  • Idosa estrangula criança em parque aquático após levar respingo

    Idosa estrangula criança em parque aquático após levar respingo

    Mulher de 68 anos foi presa nos Estados Unidos acusada de agredir um menor dentro de parque aquático. Segundo a polícia, criança sofreu arranhões no pescoço após ser atacada por ter jogado água na suspeita

    Uma mulher de 68 anos foi presa após agredir uma criança em um parque aquático nos Estados Unidos. O caso aconteceu no sábado, no Cowabunga Bay, na cidade de Draper, no estado de Utah.

    Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Polícia de Draper e publicadas pela emissora ABC 4, a suspeita, identificada como Marjorie Aliprandi, foi acusada de agressão e abuso infantil.

    De acordo com o relato da polícia, a confusão começou enquanto a criança brincava na água próxima a uma fonte do parque e acabou respingando água na mulher.

    Irritada com a situação, Marjorie teria segurado a criança pelo pescoço na tentativa de fazê-la parar de jogar água nela.

    O boletim policial afirma que a vítima sofreu arranhões na região do pescoço e relatou às autoridades que sentiu pressão durante a agressão, embora não tenha perdido a consciência.

    Após o incidente, a criança contou o que havia acontecido à mãe, que acionou a polícia imediatamente.

    Um salva-vidas do parque aquático presenciou a agressão e confirmou aos agentes que a mulher atacou o menor dentro da área da piscina.

    A polícia não informou a idade da criança nem divulgou detalhes sobre a audiência judicial da suspeita.
     
     

     

    Idosa estrangula criança em parque aquático após levar respingo

  • Turbulência provoca 10 feridos em voo entre Austrália e Hong Kong; veja

    Turbulência provoca 10 feridos em voo entre Austrália e Hong Kong; veja

    Passageiros relataram sensação de queda livre após avião enfrentar forte turbulência durante trajeto entre Austrália e Hong Kong. Objetos voaram pela cabine, pessoas bateram no teto da aeronave e oito vítimas precisaram de atendimento hospitalar

    Dez pessoas ficaram feridas após uma forte turbulência atingir um voo da Cathay Pacific que fazia o trajeto entre Brisbane, na Austrália, e Hong Kong, na manhã de sábado.

    Segundo a emissora australiana 9 News, os feridos são quatro passageiros e seis integrantes da tripulação. Oito deles precisaram ser encaminhados ao hospital após o pouso.

    A companhia aérea confirmou o incidente e informou que os atendimentos foram realizados assim que o Airbus A350-900 aterrissou no Aeroporto Internacional de Hong Kong, às 6h45 no horário local. De acordo com a Cathay Pacific, todas as vítimas sofreram apenas ferimentos leves.

    Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o cenário de caos dentro da aeronave após a turbulência. Bandejas, bebidas, recipientes de comida e objetos pessoais ficaram espalhados pelos corredores e assentos do avião.

    Em entrevista ao jornal South China Morning Post, passageiros relataram momentos de pânico durante o voo.

    “Parecia que o avião estava despencando”, afirmou um dos ocupantes. Outro descreveu a sensação como “cair de uma torre de queda livre”.

    Segundo os relatos, a turbulência começou de forma repentina justamente no momento em que a tripulação iniciava o serviço de café da manhã.

    “Havia celulares voando, cafés batendo no teto e comida espalhada por todos os lados. As pessoas gritavam e entraram em pânico”, contou um passageiro à rede australiana ABC.

    Ele afirmou ainda que a aeronave sofreu duas quedas bruscas em sequência.

    “A primeira pegou todo mundo de surpresa. Cerca de 15 ou 20 segundos depois, aconteceu de novo. Quem tinha acabado de conseguir sentar ou se segurar foi lançado outra vez”, relatou.

    De acordo com a testemunha, passageiros sem cinto de segurança chegaram a bater no teto da aeronave.

    O voo seguiu até Hong Kong sem necessidade de pouso de emergência. Ainda segundo os passageiros, quatro médicos que estavam a bordo ajudaram a prestar atendimento aos feridos durante o restante da viagem.

    “Não havia outro lugar para pousar. Eles atenderam as vítimas na parte de trás do avião enquanto continuávamos voando”, disse.

    A Autoridade Aeroportuária de Hong Kong informou que recebeu um alerta sobre o incidente antes da aterrissagem e acionou equipes de bombeiros e ambulâncias para atender a ocorrência.
     
     

    Turbulência provoca 10 feridos em voo entre Austrália e Hong Kong; veja

  • Netanyahu diz que vai intensificar ataques contra o Hezbollah no Líbano

    Netanyahu diz que vai intensificar ataques contra o Hezbollah no Líbano

    Em meio a negociações para cessar-fogo com Irã, primeiro-ministro diz que Exército de Israel vai ‘acelerar ainda mais’. Netanyahu afirma ter recebido promessa de Trump de que trégua não afetará ofensiva contra milícia libanesa

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira (25) que vai intensificar os ataques contra o Hezbollah, grupo extremista apoiado por Teerã no Líbano.

    Desde o início da guerra no Irã, mais de 3.000 pessoas foram mortas por bombardeios israelenses no Líbano, de acordo com o Ministério da Saúde do governo libanês. Destas, cerca de 600 ocorreram depois de 16 de abril, quando entrou em vigor um cessar-fogo entre Tel Aviv e o Hezbollah -repetidamente violado pelas duas partes.

    Ataques do Hezbollah contra Israel, por sua vez, mataram 11 soldados israelenses no mesmo período de trégua. No total, desde o início da guerra, 18 militares e cinco civis foram mortos por drones explosivos da milícia libanesa enviados contra posições militares e cidades no norte de Israel.

    “Estamos em guerra contra o Hezbollah e intensificaremos nossos ataques”, disse Netanyahu em um vídeo divulgado nesta segunda. “O Exército de Israel não está tirando o pé do acelerador. Pelo contrário, eu disse para acelerar ainda mais.”

    O premiê disse ainda ter recebido uma promessa do presidente americano, Donald Trump, de que o cessar-fogo em negociação com o Irã não impediria Israel de atacar o Líbano. No passado, Teerã exigiu que o Hezbollah fizesse parte de qualquer acordo para interromper a guerra.

    Desde o início da trégua de 16 de abril, as Forças Armadas israelenses ocuparam parte do sul do Líbano, realizando bombardeios aéreos frequentes e destruindo vilarejos onde, segundo os militares, o Hezbollah atua.

    De acordo com o direito internacional, a destruição de estruturas civis só é legítima se houver uma ameaça iminente ou presença militar inimiga no local. Ao destruir vilarejos já ocupados por suas tropas, Israel pode estar cometendo crimes de guerra com o possível objetivo de criar uma região despovoada no sul do Líbano, segundo grupos como a Anistia Internacional.

    O vídeo gravado por Netanyahu nesta segunda desencadeou uma retirada em massa de libaneses dos subúrbios ao sul de Beirute, onde Tel Aviv diz que estão os líderes do Hezbollah. Diferentemente do sul do país, a capital libanesa não foi mais atingida por Israel desde 16 de abril.

    A nova ameaça do premiê israelense também coloca em risco as discussões diretas entre Tel Aviv e o governo do Líbano, liderado pelo presidente Joseph Aoun. Os dois países não possuem relações diplomáticas oficiais ou uma fronteira internacionalmente estabelecida -a chamada “Linha Azul”, demarcada pela ONU em 2000, é considerada o limite provisório entre os territórios.

    Uma autoridade americana ouvida sob condição de anonimato pela agência de notícias Reuters disse que o Hezbollah rompeu o cessar-fogo em diversas ocasiões com o objetivo de prejudicar as negociações entre os governos israelense e libanês, e que os EUA consideram que Israel tem o direito de responder a esses ataques.

    Também nesta segunda, o Hezbollah voltou a dizer que o povo libanês tem o direito de derrubar o governo de Aoun. Já o ministro das Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich, disse que “para cada drone lançado [pelo Hezbollah], dez prédios deveriam cair em Beirute”.

    Netanyahu diz que vai intensificar ataques contra o Hezbollah no Líbano

  • Papa Leão 14 pede desaceleração da IA para impedir que tecnologia domine ser humano

    Papa Leão 14 pede desaceleração da IA para impedir que tecnologia domine ser humano

    Em sua primeira encíclica, pontífice afirma que sistemas de inteligência artificial priorizam desinformação e conflito. Documento critica exploração de trabalhadores nessa indústria e, em nome da Igreja, pede perdão pela escravidão

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – Em sua primeira encíclica, dedicada à inteligência artificial, o papa Leão 14 alertou para os riscos dos seus efeitos sobre o trabalho e novas formas de escravidão, sobre guerras e um colonialismo “de rosto inédito”, sobre a desinformação e a dependência digital.

    O pontífice pediu que os católicos permaneçam “fiéis à verdade”, que invistam em educação digital, que cuidem das relações com “presença física” e priorizem a justiça e a paz. Da comunidade internacional cobrou “quadros jurídicos adequados” e “vigilância independente”. E instigou a classe política a agir para “reduzir a velocidade onde tudo se acelera”.

    Chamada de “Magnifica humanitas” (humanidade magnífica, em latim), o texto de 245 parágrafos foi publicado nesta segunda-feira (25) pelo Vaticano, pouco mais de um ano depois da eleição do americano Robert Prevost, 70. Seu subtítulo é “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial.”

    “Desarmar a IA significa subtraí-la à lógica da competição armada, que hoje não é apenas militar, mas também econômica e cognitiva”, escreveu Leão 14. “[Desarmar] não significa renunciar à tecnologia, mas impedir que ela domine o ser humano. Significa retirá-la dos monopólios, torná-la discutível, contestável e, portanto, habitável.”

    Encíclicas são textos aprofundados sobre temas escolhidos pelo papa. Direcionadas a todos os católicos -hoje cerca de 1,4 bilhão-, são consideradas uma indicação das prioridades do pontificado.

    O texto está organizado em cinco capítulos, além de introdução e conclusão, e contextualiza o tema da IA sob o ponto de vista teológico e da Doutrina Social da Igreja, centrada nos princípios do bem comum. “Nas escolhas relativas a fluxos econômicos e plataformas digitais, na gestão dos dados e dos algoritmos, não se pode permitir que poucos sujeitos orientem sozinhos os processos”, diz.

    Para o papa, o mercado de trabalho é uma das áreas mais expostas a riscos. “É desejável que a tecnologia alivie o homem de trabalhos pesados, repetitivos ou perigosos”, afirma. “Porém, o princípio geral deve continuar a ser a proteção dos postos de trabalho e do papel insubstituível da pessoa. O objetivo de maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrifiquem sistematicamente o emprego.”

    Ao citar “novas formas de escravidão”, afirma que parte significativa do funcionamento da economia digital é baseada no “trabalho silencioso” de pessoas que realizam “atividades pouco visíveis”, como “etiquetagem de dados, moderação de conteúdos e treino de modelos”. Em muitos casos, “são jovens, majoritariamente mulheres, que trabalham arduamente por uma remuneração mínima”.

    “Os corpos dessas pessoas ficam marcados, feridos e desgastados para que o fluxo computacional possa continuar ininterruptamente”, diz. “Essa realidade desafia profundamente a consciência moral de nosso tempo.”

    O papa também reconhece que a Igreja Católica não condenou veementemente a escravidão transatlântica até o século 19 e fez um pedido de desculpas pessoal. “Isso constitui uma ferida na memória cristã”, escreveu ele. “Por isso, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão.”

    O papa aborda o uso da IA em conflitos, nos quais atua com fator de aceleração. “A guerra visível é acompanhada por formas híbridas: ataques cibernéticos, manipulação da informação, campanhas de influência, automatização de decisões estratégicas”, escreveu. O risco é que a técnica, “dissociada da ética e da responsabilidade”, torne mais rápida e impessoal “a decisão sobre a vida e a morte”.

    A paz é um dos temas centrais desse início de pontificado e, nas últimas semanas, motivou atritos entre o papa e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu vice, J. D. Vance. “A guerra não é só combatida, mas também preparada culturalmente através de narrativas simplistas, lógicas de amigo-inimigo, desinformação e medo”, diz Leão 14.

    “Hoje, mais do que nunca, é importante reafirmar que foi superada a teoria da ‘guerra justa’, invocada com demasiada frequência para justificar qualquer guerra. (…) Para enfrentar os conflitos, a humanidade dispõe de instrumentos muito mais eficazes (…), como o diálogo, a diplomacia e o perdão.”

    Leão 14 fala de um colonialismo de “rosto inédito”, em novas “terras raras do poder”. “Inteiros territórios, sobretudo aqueles com menor relevância geopolítica e maior fragilidade estrutural, são atualmente atravessados por uma nova lógica de extração: a dos fluxos sanitários, perfis epidemiológicos, mapas genéticos e dados demográficos.”

    Tudo isso para, segundo ele, “desenvolver modelos preditivos, orientar estratégias de investimento, antecipar crises e, sobretudo, selecionar quem e o que importa”.

    O documento dá ênfase aos impactos da IA na comunicação, setor em que age como “poderoso multiplicador” de desinformação. “Ferramentas que poderiam favorecer o debate e a participação são frequentemente utilizadas para construir narrativas distorcidas e anular as distinções entre o verdadeiro e o falso, misturando dados e opiniões”, afirma o papa.

    Para ele, “só a busca partilhada da verdade factual, assumida como bem comum, pode dar origem a uma correta comunicação”. E destaca o papel do jornalismo. Promover uma “ecologia da comunicação”, diz, “implica o reforço dos organismos intermédios, um jornalismo sério e espaços de debate onde prevaleçam a argumentação e a averiguação, em vez da reação impulsiva”.

    Nas conclusões, Leão 14 pede que os fiéis cuidem das relações presenciais. “O coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade. Convido a preservar os lugares e os momentos em que a presença física continua a ser decisiva: a mesa partilhada, a comunidade cristã que se reúne, a visita a quem está só, o serviço aos pobres.”

    E defende a educação para a vida digital, ajudando os mais jovens a reconhecer riscos. “Educar as novas gerações para acreditarem que a evolução das tecnologias não segue um percurso inevitável, mas que pode ser orientada pela responsabilidade pessoal e coletiva”, diz o documento.

    Nesta segunda, o papa rompeu com a tradição do Vaticano e participou pessoalmente da apresentação da encíclica, na sala do Sínodo, no Vaticano. Antes, esse tipo de documento costumava reunir somente cardeais e outros especialistas.

    Falando em inglês, ele disse que a Igreja era chamada, em momentos importantes da história, a decifrar “coisas novas” à luz do Evangelho e da dignidade humana. Há 135 anos, Leão 13 escreveu a encíclica “Rerum novarum” (das coisas novas), em que defendia melhores condições para trabalhadores no contexto da Revolução Industrial. Foi a primeira encíclica social da história.

    “Hoje, enfrentamos uma transformação de magnitude parecida, com consequências talvez até maiores”, afirmou o papa. “A inteligência artificial já impacta muitas áreas de nossas vidas e influencia decisões que moldam a convivência humana. Ela também está mudando drasticamente a forma como a guerra é travada.”

    Além de cardeais integrantes da Cúria Romana, estava presente no evento Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA), uma das principais startups de IA do mundo, dona do chatbot Claude. A empresa está em disputa com o Pentágono, nos EUA, sobre o uso de suas ferramentas para fins militares.

    Em seu discurso na apresentação da encíclica, Olah afirmou que existe “uma possibilidade real” de a IA substituir o trabalho humano “em larga escala”. “Se isso acontecer, apoiar aqueles que forem substituídos será um imperativo moral de proporções históricas”, disse. “Todo laboratório de IA de ponta… opera dentro de um conjunto de incentivos e restrições que às vezes podem entrar em conflito com a prática correta”, acrescentou.

    O empresário ainda saudou o engajamento da Igreja com a tecnologia. “As questões levantadas pela IA são maiores do que a comunidade de pesquisa em IA”, disse, ao pedir “críticos sérios e ponderados” que possam desafiar as empresas e ajudar a direcionar a criação de novos sistemas em uma direção positiva.

    Olah destacou três áreas que, segundo ele, exigem atenção urgente: o risco de perdas generalizadas de empregos, a necessidade de garantir que os benefícios da IA sejam estendidos globalmente e a questão ainda não resolvida de como interpretar o comportamento cada vez mais complexo e, por vezes, opaco dos sistemas. “O desenvolvimento da IA está concentrado em um punhado de nações ricas. Como podemos garantir que os ganhos da IA sejam compartilhados globalmente?”, questionou.

    Antes da publicação da “Magnifica humanitas”, o tema da IA vinha sendo mencionado frequentemente por Leão. Durante viagem ao continente africano, em abril, afirmou que o avanço dessa tecnologia poderia alimentar “conflitos, medo e violência”.

    Na última sexta (22), disse que, com a tecnologia, “experimentamos um eclipse do sentido do que significa ser humano”. Dias antes, havia aprovado a criação da Comissão Interdicasterial sobre a IA, para a troca informações sobre o tema dentro da Santa Sé.

    O tema da inteligência artificial começou a ganhar atenção do Vaticano ainda sob Francisco. Em 2020, foi lançado o Apelo de Roma pela Ética na IA, documento que tentava atrair governos e empresas para o compromisso de uma responsabilidade coletiva no uso da tecnologia.

    Em 2024, Francisco foi o primeiro pontífice a participar de uma reunião de cúpula do G7. Seu discurso teve como tema justamente a IA. Para ele, era preciso que seu desenvolvimento fosse rigorosamente supervisionado para preservar a vida e a dignidade humana.

    Papa Leão 14 pede desaceleração da IA para impedir que tecnologia domine ser humano

  • Terremoto de magnitude 6,6 atinge região o Chile, diz USGS

    Terremoto de magnitude 6,6 atinge região o Chile, diz USGS

    O epicentro do terremoto foi localizado a 12 quilômetros ao sul de Calama, segundo a Rádio Biobío

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu a região de Antofagasta, no Chile, nesta segunda-feira (25), de acordo com o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). O tremor aconteceu a uma profundidade de 119,7 km.

    O Centro Sismológico Nacional da Universidade do Chile informou que o epicentro foi localizado a 12 quilômetros ao sul de Calama, segundo a Rádio Biobío.

    O tremor ocorreu às 17h52 e atingiu uma profundidade de 94 quilômetros, de acordo com os dados preliminares divulgados pelo órgão especializado.

     

    Terremoto de magnitude 6,6 atinge região o Chile, diz USGS

  • Presidente do Irã determina retomada do acesso à internet no país

    Presidente do Irã determina retomada do acesso à internet no país

    Governo iraniano anuncia restauração do acesso à internet após 89 dias de restrições impostas durante conflito com Israel e EUA; bloqueio foi considerado o mais rígido no país até então

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, determinou que o acesso à internet seja restabelecido no país após quase 90 dias de restrição.

    Ordem foi emitida hoje e busca a volta da internet ao patamar anterior ao conflito. A agência estatal iraniana Fars News afirmou que o acesso voltará ao “status anterior” às restrições, mas ainda não há prazo para a normalização.

    Restrição vigorava desde o fim de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã. Desde então, apenas parte dos iranianos conseguiu acessar a rede por meio de VPNs caras e avançadas, enquanto a maioria ficou sem internet por 87 dias.

    O bloqueio foi considerado o mais rígido no país até então. De acordo com o grupo de monitoramento NetBlocks, este seria o dia 89º dia sem internet no país.

    Decisão foi tomada por um órgão ligado à vice-presidência e encaminhada ao presidente. “De acordo com o comunicado da base de informações do governo, essa sede (…) aprovou o retorno da internet internacional ao seu status anterior, e essa decisão será anunciada para implementação após a aprovação do presidente”, informou a agência Fars News, em comunicado.

    Bloqueio quase total foi determinado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. O órgão, responsável por assuntos de segurança, justificou as medidas como parte da estratégia de proteção durante o conflito.

    O país persa já impôs o bloqueio da internet em outros períodos de crise. Proibições semelhantes aconteceram durante as manifestações do início deste ano, e a guerra de 12 dias contra Israel em junho de 2025.

    Mesmo em períodos normais, o acesso à internet no Irã é restrito. O governo amplia o uso de uma intranet própria para serviços como o ensino online.

     

    Presidente do Irã determina retomada do acesso à internet no país

  • Rússia anuncia ataque inédito e pede que estrangeiros deixem Kiev

    Rússia anuncia ataque inédito e pede que estrangeiros deixem Kiev

    Governo Putin diz que vai alvejar centros de comando e decisão de Zelenski, além de indústrias de defesa. Ação é retaliação pela morte de 21 estudantes em bombardeio e poderá usar supermíssil novamente

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia emitiu um alerta inédito nesta segunda-feira (25), dizendo que vai atacar centros de decisão e comando da Ucrânia. Pela primeira vez desde que invadiram o vizinho, em 2022, os russos pediram para que estrangeiros deixem Kiev. Moradores da capital também devem se afastar de prédios do governo.

    O comunicado foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores, que justificou a operação como uma retaliação pela morte de 21 estudantes em um dormitório na região ocupada de Lugansk, no leste ucraniano.

    A ação, ocorrida na sexta (22), foi uma das mais mortíferas contra civis do lado russo no conflito, e gerou críticas do presidente Vladimir Putin. No domingo (24), ele lançou um pesado ataque aéreo contra a região de Kiev, que matou 4 e deixou 80 feridos.

    O bombardeio envolveu 600 drones e 90 mísseis, inclusive modelos hipersônicos Kinjal e Tsirkon. Também foi empregado ao menos um supermíssil Orechnik, um modelo feito para guerras nucleares que só havia sido utilizado duas vezes na guerra, e nunca contra a região de Kiev.

    O uso do Orechnik gerou protesto na Europa. O míssil balístico de alcance intermediário pode atingir alvos a até estimados 5.000 km. A arma foi desenhada para aniquilar capitais do continente, afinal, e Putin já havia dado dois sinais antes.

    Na semana retrasada, havia feito um teste com seu novo míssil intercontinental pesado, o Sarmat. Na passada, lançou de surpresa três dias de exercícios nucleares, os maiores do pós-Guerra Fria, algo que usualmente só ocorre em outubro.

    Neles, foram testadas armas estratégicas, aquelas que visam destruir cidades e ganhar guerras, como mísseis lançados do solo Iars e o Sineva, modelo disparado de submarinos. Em conjunto com a vizinha Belarus, foi simulado o uso de mísseis balísticos Iskander-M, para emprego de ogivas nucleares táticas, de uso mais restrito ao campo de batalha.

    O ataque ao dormitório em Lugansk somou-se a um acirramento da campanha de ataques com drones da Ucrânia contra alvos russos, particularmente instalações de sua indústria petrolífera.

    Com a crise no Oriente Médio, os Estados Unidos relaxaram sanções à venda do óleo russo para tentar segurar os preços globais da commodity. Isso levou à maior entrada de petrodólares na Rússia desde antes do conflito com a Ucrânia.

    A guerra contra o Irã tirou o foco de Donald Trump do conflito europeu, o que levou ao congelamento de negociações que se arrastavam desde o ano passado. Com isso, ambos os lados escalaram a violência em campo, chegando ao inédito alerta russo.

    Segundo uma pessoa da área militar em Moscou disse à Folha de S.Paulo, há muito tempo o governo Putin debate se deveria promover um ataque mais devastador contra o governo de Volodimir Zelenski -talvez mirando o próprio presidente.

    Até aqui, tal ação era vista como inócua, pois países preparados para essa hipótese têm capacidade de manter governos funcionais. Como a decapitação do regime teocrático do Irã mostrou, países que se preparam para tal hipótese têm capacidade de seguir com governos funcionais mesmo num evento extremos desses.

    No caso dos centros de comando militares de Kiev, o governo local já pulverizou sua estrutura pelo país há anos. Seja como for, um ataque direto ao quarteirão em que fica a sede do governo, na rua Bankova, sempre pode ter impacto psicológico.

    O mesmo observador disse, contudo, que dificilmente Zelenski seria atingido, e que há o risco de tal ação exacerbar a resistência dos ucranianos. Após algum avanço no começo do ano, as forças de Putin seguem com a linha de frente estagnada.

     

    Rússia anuncia ataque inédito e pede que estrangeiros deixem Kiev

  • Após Trump e Putin, Xi recebe premiê do Paquistão, mediador da guerra no Irã

    Após Trump e Putin, Xi recebe premiê do Paquistão, mediador da guerra no Irã

    Xi Jinping recebeu o primeiro-ministro do Paquistão em meio às negociações envolvendo a guerra no Irã e à disputa por influência global. Encontro também reforçou a dependência econômica e estratégica de Islamabad em relação à China

    (CBS NEWS) – Poucos dias depois de receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o líder chinês Xi Jinping recebeu nesta segunda-feira (25) o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, em Pequim. O encontro acontece em um momento em que o Paquistão ganha protagonismo internacional ao atuar como mediador improvável nas negociações ligadas à guerra no Irã.

    A visita marca os 75 anos das relações diplomáticas entre China e Paquistão, mas também reforça a estratégia de Pequim de se apresentar como centro da diplomacia global em meio às principais crises internacionais.

    A narrativa construída pelo governo chinês começou com a passagem de Trump, seguiu com a visita de Putin e agora se amplia com a recepção de Sharif, aliado político do presidente americano.

    Antes do início da reunião, Xi afirmou que, “apesar das instabilidades do cenário internacional, a China sempre priorizou suas relações com o Paquistão”. Já Sharif defendeu o multilateralismo e destacou a parceria estratégica entre os dois países.

    Além da crise no Oriente Médio, um dos principais temas discutidos foi o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC, na sigla em inglês), projeto de infraestrutura considerado peça central da iniciativa chinesa Cinturão e Rota.

    O programa prevê o escoamento de produtos chineses pelo porto de Gwadar, no Paquistão, e é visto por pesquisadores como um dos projetos mais importantes para a economia paquistanesa. Islamabad busca renegociar condições consideradas mais favoráveis dentro do acordo.

    Apesar da pauta econômica dominar oficialmente o encontro, a guerra no Irã aparece como pano de fundo das negociações. Há expectativa de que Xi e Sharif tenham discutido especialmente a situação do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

    Joshua Kurlantzick, pesquisador do Council on Foreign Relations, afirma que o Paquistão obteve ganhos diplomáticos importantes ao participar das negociações envolvendo o Irã e ao estreitar relações com Washington, mas avalia que ainda há dúvidas sobre a duração desse novo protagonismo.

    “A questão mais difícil é saber se Islamabad conseguirá transformar este momento em algo duradouro. E, historicamente, isso não inspira muita confiança”, afirmou.

    Nos últimos anos, Sharif intensificou a aproximação com os Estados Unidos. Em setembro do ano passado, o premiê paquistanês e o marechal Asim Munir participaram de uma reunião de alto nível com Donald Trump na Casa Branca.

    Ao mesmo tempo, o Paquistão continuou dependendo fortemente da China, inclusive em meio às tensões recentes com a Índia, quando utilizou armamentos chineses durante o conflito.

    Segundo Kurlantzick, o encontro em Pequim também funciona como um lembrete de que Islamabad continua profundamente dependente do apoio chinês.

    “O Paquistão deve à China cerca de 30% de sua dívida externa, e os armamentos chineses foram fundamentais no recente impasse militar com a Índia. O Paquistão precisa muito mais da China do que a China precisa do Paquistão”, declarou.

    Após Trump e Putin, Xi recebe premiê do Paquistão, mediador da guerra no Irã

  • Explosão em mina de carvão na China mata pelo menos 90 pessoas

    Explosão em mina de carvão na China mata pelo menos 90 pessoas

    Explosão em mina de carvão na província de Shanxi matou ao menos 90 trabalhadores e mobilizou centenas de socorristas. Tragédia é considerada o acidente mais mortal da mineração chinesa desde 2009

    Pelo menos 90 pessoas morreram após uma explosão de gás em uma mina de carvão na província de Shanxi, no norte da China. O acidente, ocorrido na sexta-feira (22), é considerado o mais letal do setor de mineração no país desde pelo menos 2009.

    Segundo a agência estatal Xinhua, a explosão aconteceu na mina Liushenyu, localizada no condado de Qinyuan. No momento do acidente, 247 trabalhadores estavam no subsolo.

    A mina pertence à Shanxi Tongzhou Group Liushenyu Coal Industry, empresa criada em 2010 e controlada pelo grupo Shanxi Tongzhou Coal Coking Group.

    Equipes de resgate seguem mobilizadas no local, enquanto as autoridades investigam as causas da explosão. Shanxi é uma das principais regiões mineradoras de carvão da China.

    O presidente chinês Xi Jinping pediu que as equipes “não poupem esforços” no atendimento aos feridos e nas buscas por vítimas. Ele também determinou uma investigação rigorosa sobre o acidente e cobrou responsabilização dos envolvidos, segundo a Xinhua.

    O primeiro-ministro Li Qiang também pediu transparência na divulgação das informações e punição rigorosa aos responsáveis.

    De acordo com a imprensa estatal, executivos da empresa responsável pela mina foram detidos após a tragédia.

    As autoridades locais enviaram sete equipes médicas e de resgate para a região, somando 755 profissionais envolvidos na operação.

    A China reduziu significativamente o número de mortes em minas de carvão desde o início dos anos 2000, após reforçar normas de segurança e fiscalização. Ainda assim, acidentes graves continuam ocorrendo no setor.

    Em 2009, uma explosão em uma mina na província de Heilongjiang matou 108 pessoas e deixou outras 133 feridas.

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