Categoria: MUNDO

  • Ataque russo mata criança e deixa mortos e feridos em Odessa; imagens

    Ataque russo mata criança e deixa mortos e feridos em Odessa; imagens

    Bombardeio atingiu áreas residenciais durante a madrugada e deixou ao menos três mortos, incluindo uma criança, além de dez feridos. Autoridades locais denunciaram a ofensiva, enquanto a Rússia relatou ataques com drones em seu território

    Um ataque russo atingiu a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, na madrugada desta segunda-feira, e deixou ao menos três mortos, entre eles uma criança. A informação foi divulgada pelo chefe da administração militar da região, Serhiy Lyssak.

    Em mensagem publicada no Telegram, ele afirmou que “na sequência do ataque inimigo levado a cabo esta noite, lamentamos, infelizmente, três mortos, incluindo uma criança”. Segundo Lyssak, o bombardeio atingiu áreas residenciais e também deixou ao menos dez feridos, dois deles em estado grave.

    Localizada às margens do Mar Negro, Odessa é uma das principais cidades portuárias da Ucrânia, com cerca de um milhão de habitantes, e tem sido alvo frequente de ataques desde o início da guerra.

    Do lado russo, o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, afirmou que forças ucranianas realizaram “ataques massivos com drones” desde a manhã de domingo. Segundo ele, a ação deixou ao menos oito feridos e provocou danos em prédios residenciais e casas.

    Ataque russo mata criança e deixa mortos e feridos em Odessa; imagens

  • Passageira dá à luz em pleno voo: "Vai ter de chamar o bebê de Kennedy"

    Passageira dá à luz em pleno voo: "Vai ter de chamar o bebê de Kennedy"

    Uma passageira que estava a bordo de um voo da Caribbean Airlines – que fazia a ligação de Kingston, na Jamaica, para Nova York, EUA – entrou em trabalho de parto durante a viagem e o bebê acabou por nascer momentos antes de o avião pousar no Aeroporto Jonh F. Kennedy.

    Uma passageira que estava a bordo de um voo da Caribbean Airlines entrou em trabalho de parto no sábado, momentos antes de o avião aterrissar no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, nos Estados Unidos. A aeronave havia partido de Kingston, na Jamaica.

    Segundo uma gravação obtida pela CBS News, o bebê nasceu a bordo do voo 005 da Caribbean Airlines pouco antes das 12h (horário local) de sábado.

    “Diga a ela que vai ter que chamar o bebê de Kennedy”, brinca um controlador de tráfego aéreo na gravação.

    Diante da situação, o Boeing 737 Max 8 acabou se transformando em uma sala de parto improvisada, após o piloto solicitar um pouso de emergência.

    “Temos uma passageira grávida que está em trabalho de parto neste momento”, informou o piloto.

    O avião recebeu autorização para pousar, e uma equipe médica foi mobilizada para prestar atendimento.

    Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde da mãe e do bebê.

    Este não foi o primeiro nascimento em um voo com destino ao Aeroporto John F. Kennedy. Em 2015, uma mulher de 33 anos também entrou em trabalho de parto durante a viagem, e o bebê nasceu com a ajuda de um médico e de uma enfermeira que estavam a bordo.

    Na ocasião, o avião pousou cerca de duas horas após o nascimento, e mãe e filho foram levados ao hospital em estado de saúde estável.

    Passageira dá à luz em pleno voo: "Vai ter de chamar o bebê de Kennedy"

  • "Estamos nos tornando indiferentes à violência", alerta Papa Leão XIV

    "Estamos nos tornando indiferentes à violência", alerta Papa Leão XIV

    Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao papa Francisco. 

    Pela primeira vez desde que se tornou representante máximo da Igreja Católica, o papa Leão XIV presidiu a missa do Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o mundo, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos. 

    “Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, disse Leão XIV, neste domingo (5).

    O líder religioso criticou a falta de sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio.

    “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”.

    Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao papa Francisco. “Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, ponderou o líder católico.

    Leão XIV citou o exemplo de Cristo para defender o diálogo e a cooperação como forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e conflitos.

    “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, acrescentou o papa;

    Ele lembrou que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”.

    “Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, disse o papa, insistindo na crítica à indiferença. “Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!”

    Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à celebração litúrgica deste domingo, concluída com o papa apelando a todos que “façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”. “Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”

    "Estamos nos tornando indiferentes à violência", alerta Papa Leão XIV

  • Resgate de piloto: Irã nega versão de Trump e diz que resgate "falhou"

    Resgate de piloto: Irã nega versão de Trump e diz que resgate "falhou"

    Trump anunciou que um piloto norte-americano, desaparecido após o abate de um caça pelas tropas iranianas, foi resgatado no Irã, mas Teerão diz que a missão “falhou”. Entenda os detalhes do conflito.

    Um dia após o Irã ter abatido um avião de combate norte-americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um piloto que estava desaparecido havia sido resgatado. No entanto, o Irã afirmou que a missão “falhou”. Afinal, o que se sabe?

    Na sexta-feira, um caça F-15 foi abatido pelo Exército iraniano, sendo a primeira aeronave norte-americana a cair em território do Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

    Um dos dois pilotos conseguiu se ejetar com segurança e foi rapidamente resgatado com vida pelas tropas dos EUA, que iniciaram uma intensa operação de busca e salvamento pelo outro tripulante. Ao mesmo tempo, o Irã prometia uma recompensa para quem entregasse o “piloto inimigo”.

    As buscas se concentraram em uma região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irã.

    Pouco depois, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter abatido outra aeronave norte-americana envolvida nas operações de resgate.

    Na noite de sábado, Trump anunciou que o piloto havia sido retirado do Irã com segurança, garantindo que ele “sofreu ferimentos, mas ficará bem”.

    O presidente também afirmou que a operação envolveu “dezenas de aeronaves” e que os EUA monitoraram a localização do piloto “24 horas por dia”, planejando cuidadosamente o resgate.

    Posteriormente, acrescentou que o piloto estava “gravemente ferido” após ser resgatado “das profundezas das montanhas do Irã” em plena luz do dia.

    CIA participou do resgate com campanha de desinformação: “confusos”

    Um alto funcionário do governo Trump disse à NBC News que o resgate do segundo piloto foi possível graças a uma operação da Agência Central de Inteligência (CIA), que incluiu uma campanha de desinformação.

    Segundo ele, a CIA espalhou informações dentro do Irã de que as forças norte-americanas já haviam localizado o piloto e estavam retirando-o do país.

    “Enquanto os iranianos estavam confusos e incertos sobre o que estava acontecendo, a Agência utilizou suas capacidades únicas e sofisticadas para procurar — e encontrar — o norte-americano”, afirmou o responsável em comunicado.

    “Foi uma verdadeira busca por uma ‘agulha no palheiro’, mas neste caso era uma vida americana corajosa escondida em uma fenda na montanha, invisível não fosse pelas capacidades da CIA”, acrescentou.

    A CIA informou rapidamente o Departamento de Defesa e a Casa Branca sobre a localização do piloto, e o presidente ordenou uma missão de resgate imediata, executada “com audácia e precisão”, enquanto a agência continuava fornecendo informações em tempo real.

    Irã afirma que tentativa de resgate “falhou”

    Na manhã deste domingo, após o anúncio de Trump, o Irã afirmou ter impedido o resgate do piloto e declarou que atingiu várias aeronaves norte-americanas.

    “As aeronaves inimigas invasoras no sul de Isfahan, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar C-130, foram atingidas (…) e a tentativa de resgatar o piloto falhou”, disse o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, coronel Ebrahim Zolfagari, segundo a agência Tasnim.

    Para sustentar a versão, a televisão estatal iraniana divulgou um vídeo que mostra várias aeronaves destruídas a cerca de 45 quilômetros ao sul de Isfahan. Ainda assim, autoridades norte-americanas afirmam que os próprios EUA destruíram essas aeronaves devido a problemas técnicos.

    Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã, que respondeu com ataques a alvos israelenses, bases norte-americanas e infraestruturas civis e energéticas em países vizinhos.

    Em março, as forças iranianas afirmaram ter atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez, desde o início do conflito, que a mídia relata a derrubada de um caça.

    Resgate de piloto: Irã nega versão de Trump e diz que resgate "falhou"

  • Irã afirma ter destruído três aeronaves dos EUA; vídeo

    Irã afirma ter destruído três aeronaves dos EUA; vídeo

    O Irã alega ter destruído três aeronaves dos Estados Unidos durante a operação de resgate ao piloto desaparecido desde sexta-feira. A situação é contestada por altos funcionários, que permaneceram em anonimato, que dizem que as aeronaves foram destruídas devido a problemas técnicos.

    O Irã afirma ter destruído um avião de transporte C-130 e outros dois helicópteros Black Hawk durante a operação de resgate — ou tentativa de resgate — dos Estados Unidos ao piloto norte-americano desaparecido desde sexta-feira.

    A informação, como outras relacionadas ao conflito no Oriente Médio, é contestada pelas duas partes, com Teerã e Washington apresentando versões diferentes sobre o ocorrido.

    Autoridades de alto escalão dos Estados Unidos afirmam que tiveram de destruir duas de suas próprias aeronaves durante a missão de resgate, segundo o Wall Street Journal. O jornal informou que a fonte não detalhou qual foi o problema, apenas que foi necessário destruir os equipamentos.

    A informação é reforçada pela Associated Press (AP), que também menciona a destruição de duas aeronaves — supostamente dois aviões de transporte — que teriam apresentado falhas técnicas. A situação obrigou os Estados Unidos a enviar outra aeronave para concluir o resgate.

    Já a Reuters noticiou que uma autoridade confirmou que as forças norte-americanas tiveram de destruir pelo menos uma aeronave durante a missão, também devido a problemas técnicos.

    Por outro lado, o Irã afirma ter destruído três aeronaves no total e, para sustentar a alegação, a televisão estatal iraniana divulgou um vídeo em que aparecem várias aeronaves destruídas. As imagens teriam sido captadas a cerca de 45 quilômetros ao sul da cidade de Isfahan.

    O vídeo pode ser visto na galeria acima.

    A Guarda Revolucionária do Irã também comentou o caso, afirmando em comunicado que as aeronaves foram destruídas durante a operação e classificando o episódio como uma “nova derrota humilhante” para os Estados Unidos.

    Do lado norte-americano, ainda não houve um posicionamento oficial detalhado. Em sua publicação anunciando que o piloto teria sido resgatado, o presidente Donald Trump fez questão de afirmar que “não houve uma única morte americana”, sem mencionar possíveis perdas materiais.

    “Resgatamos ele!”, escreveu Trump na Truth Social. “Esta é a primeira vez na história militar que dois pilotos americanos são resgatados separadamente, em pleno território inimigo. O fato de termos conseguido realizar ambas as operações sem que um único americano fosse morto ou sequer ferido apenas comprova, mais uma vez, que alcançamos uma superioridade aérea esmagadora sobre os céus iranianos”, acrescentou.

    Pouco depois, a versão foi contestada pelo Irã. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, coronel Ebrahim Zolfagari, afirmou que “a tentativa de resgate falhou” e que o piloto ainda estaria atrás das linhas inimigas.

    Irã afirma ter destruído três aeronaves dos EUA; vídeo

  • Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait

    Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait

    Um ataque iraniano causou “danos significativos” a duas centrais elétricas e de dessalinização no Kuwait, anunciou hoje o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do emirado.

    Duas usinas de energia e dessalinização foram atingidas por drones hostis no contexto da hedionda agressão iraniana, resultando em danos materiais significativos e na paralisação de duas unidades de geração de energia, sem registro de vítimas”, informou o ministério.

    As equipes de emergência estão trabalhando para “garantir a continuidade dos serviços”, já que “a segurança e a estabilidade dos sistemas de eletricidade e água são uma prioridade absoluta”, acrescentaram as autoridades em comunicado.

    A estatal de petróleo do Kuwait informou que um complexo na região costeira de Shuwaikh foi atingido por drones iranianos na madrugada de domingo, provocando um incêndio. Até o momento, não há registro de vítimas.

    “O edifício foi totalmente evacuado por precaução e está sendo realizada uma avaliação dos danos”, acrescentou a Kuwait Petroleum Corporation.

    A empresa garantiu que “todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para garantir a segurança do local e dos funcionários”.

    Horas antes, o Exército do Kuwait havia informado que o país sofreu um novo ataque com mísseis e drones e pediu à população que seguisse as orientações de segurança.

    “As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente sob ameaça de mísseis e drones hostis”, escreveu o Estado-Maior na rede social X.

    O Ministério das Finanças do Kuwait anunciou que “o complexo governamental da Cidade do Kuwait foi alvo, na noite de sábado, de um drone hostil”, que causou “danos materiais significativos”.

    A guerra atualmente em curso no Oriente Médio foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, aos quais Teerã respondeu com lançamentos de mísseis e drones contra Israel e outros países da região.

    O Irã realizou ataques contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Também neste domingo, os Emirados Árabes Unidos relataram um ataque com mísseis e drones, após o Irã mirar a indústria de alumínio no país do Golfo.

    “Os sistemas de defesa aérea dos EAU foram ativados em resposta à ameaça de mísseis e drones”, declarou o Ministério da Defesa, acrescentando que “os sons ouvidos em todo o país são resultado das operações em andamento contra esses ataques”.

    Em comunicado divulgado pela agência estatal iraniana IRNA, os militares do Irã afirmaram ter atacado instalações da indústria de alumínio nos Emirados Árabes Unidos, além de alvos militares dos EUA, incluindo no Kuwait.

    Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait

  • Itália limita reabastecimento em 4 aeroportos face à falta de combustível

    Itália limita reabastecimento em 4 aeroportos face à falta de combustível

    Uma subsidiária da gigante petrolífera britânica BP anunciou restrições ao reabastecimento de aviões em quatro aeroportos italianos – todos com ligações a Portugal – devido à escassez de combustível provocada pelo conflito no Médio Oriente.

    Em um boletim aeronáutico, a empresa Air BP Italia informou que as restrições afetam os aeroportos de Bolonha, Milão Linate, Treviso e Veneza Marco Polo, devendo permanecer em vigor, a princípio, até quinta-feira.

    O aeroporto de Milão Linate tem voos regulares para Lisboa e Porto, enquanto Bolonha e Veneza Marco Polo operam ligações para a capital portuguesa, e Treviso conta com voos para o Porto.

    De acordo com o boletim, citado pela agência de notícias italiana Adnkronos, as restrições de abastecimento não se aplicam a voos de emergência médica nem a voos governamentais com duração superior a três horas.

    O grupo Save, responsável pelos aeroportos de Treviso, Veneza Marco Polo e Verona, minimizou a medida e afirmou que “as restrições de combustível não são significativas”.

    Em comunicado, a empresa destacou que o problema afeta apenas um fornecedor e que “existem outros nos aeroportos do grupo que abastecem a maioria das companhias aéreas”.

    O grupo reforçou que as operações aéreas não estão sendo comprometidas, já que “não foi imposta nenhuma restrição a voos intercontinentais ou dentro do Espaço Schengen, e as operações seguem normalmente”.

    Também no sábado, a primeira-ministra da Itália concluiu uma visita ao Golfo Pérsico com um apelo à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, uma rota marítima essencial para o mercado de petróleo.

    Giorgia Meloni se reuniu nos Emirados Árabes Unidos com o presidente do país, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na última etapa de uma viagem de dois dias que também incluiu passagens pela Arábia Saudita e pelo Qatar.

    Durante o encontro, os dois líderes discutiram a “necessidade de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.

    Em cerca de 48 horas, Meloni também se encontrou em Doha com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, a quem ofereceu a capacidade industrial italiana para ajudar na recuperação de infraestruturas energéticas danificadas.

    Nas três paradas da viagem, Meloni destacou a urgência de reabrir o Estreito de Ormuz para garantir o fornecimento de hidrocarbonetos e reduzir os impactos da crise.

    A Líbia é o principal fornecedor de petróleo para a Itália, em parte porque a estatal italiana Eni atua no país desde 1959, mas Roma também importa petróleo da Arábia Saudita, de países africanos como o Egito e de nações do Oriente Médio, como o Iraque.

    Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, que respondeu com o fechamento do Estreito de Ormuz e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    A atual situação provocou uma alta nos preços do petróleo e de outras commodities.

    Itália limita reabastecimento em 4 aeroportos face à falta de combustível

  • Idoso é detido pela morte da ex-mulher após 33 anos: "Nova perspetiva"

    Idoso é detido pela morte da ex-mulher após 33 anos: "Nova perspetiva"

    Um homem de 68 anos foi detido por ser suspeito de ter assassinado a ex-mulher, que foi encontrada morta há 33 anos. O caso estava arquivado, mas “novas informações e pistas” culminaram na detenção do ex-marido da vítima, que residia num lar de idosos em Everett, nos Estados Unidos.

    Um homem de 68 anos foi preso na quarta-feira, suspeito de ter assassinado a ex-mulher, encontrada morta em novembro de 1992. O caso estava arquivado, mas foi “revisado com uma nova perspectiva” após familiares apresentarem “novas informações e pistas”, o que levou à prisão do ex-marido da vítima, que vivia em um asilo em Everett, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

    Janice Randle foi encontrada morta na cama, com a filha bebê ao lado, em um berço. O marido, James Robert Randle, afirmou às autoridades que a mulher “provavelmente havia sofrido uma overdose, já que tinha histórico de uso de analgésicos”. Há 33 anos, Janice e James estavam em processo de divórcio e viviam separados, segundo comunicado do Gabinete do Xerife do Condado de Pierce.

    Embora a investigação inicial tenha tratado o caso como uma possível overdose, a autópsia revelou que não havia drogas no organismo da vítima no momento da morte. A partir disso, o caso passou a ser considerado homicídio, apesar de, na época, só terem sido reunidos “fragmentos de informação, sem nada substancial que estabelecesse causa provável para uma prisão”.

    “O caso foi revisado com uma nova perspectiva quando familiares surgiram com novas informações e relatos de confissões do ex-marido de Janice. Essas novas pistas levaram a uma investigação aprofundada, que estabeleceu causa provável contra o ex-marido, hoje com 68 anos, que vivia em um asilo”, informaram as autoridades, acrescentando que Janice teria “morrido em decorrência de uma luta violenta com o ex-marido”.

    Segundo a emissora KIRO, afiliada da CBS News, James teria confessado o crime em conversas com os irmãos e com uma das filhas.

    “Na verdade, ele contou ao irmão como encenou a cena do crime. […] Mais tarde, também confessou o homicídio a uma das filhas. Disse que teve que colocar um travesseiro sobre a cabeça da esposa, Janice, e afirmou, sobre o crime: ‘Saiba que fui eu’”, relatou um promotor adjunto.

    O homem foi apresentado à Justiça na quinta-feira e se declarou inocente das acusações. Ainda assim, permanece preso com fiança fixada em um milhão de dólares (cerca de 868 mil euros).

    Katie Wakin, filha de Janice e enteada de James, afirmou à KIRO que ninguém da família “jamais duvidou” de que ele fosse responsável pela morte da mãe, mas que, na época, não tinham “como provar”. Ela e os irmãos — incluindo a irmã que foi encontrada perto do corpo — ainda estão lidando com a perda da mãe e, agora, com a investigação envolvendo o pai.

    “A nossa mãe foi tirada dela; ela não tem memórias da mãe. Minha mãe a amava muito, muito mesmo. Ela ama o pai, mas sabe que ele precisa ser responsabilizado, e está disposta a deixar isso de lado para garantir que a justiça seja feita e que a história da nossa mãe seja contada”, disse.

    As autoridades destacaram que “as provas descobertas durante a nova investigação contradizem o relato original apresentado em 1992 e ajudaram a esclarecer o que realmente aconteceu”.

    “Este caso é um exemplo marcante de como avanços tecnológicos e novas práticas investigativas podem levar à justiça, mesmo décadas depois. Acima de tudo, é um testemunho do empenho incansável de detetives e investigadores que se recusaram a deixar que a história de Janice fosse esquecida”, concluíram.

    Idoso é detido pela morte da ex-mulher após 33 anos: "Nova perspetiva"

  • Trump confirma que piloto americano foi resgatado no Irã: 'Ficará bem'

    Trump confirma que piloto americano foi resgatado no Irã: 'Ficará bem'

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irã, na sexta-feira (3).

    Uma intensa operação de busca e resgate foi iniciada após a queda de um caça F-15, enquanto o Irã também prometia uma recompensa para quem entregasse o “piloto inimigo”.

    Donald Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde a queda da aeronave, está ferido, mas que “vai ficar bem”, acrescentando que ele se refugiou “nas traiçoeiras montanhas do Irã”.

    O republicano afirmou ainda que o resgate envolveu “dezenas de aeronaves” e que os Estados Unidos estavam monitorando a localização do piloto “24 horas por dia e planejando cuidadosamente sua recuperação”.

    O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

    As buscas se concentraram em uma região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irã.

    Pouco depois da declaração de Trump, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter abatido outra aeronave norte-americana, que participava das operações de resgate do piloto.

    “Uma aeronave inimiga americana que buscava o piloto de um caça abatido foi destruída por combatentes islâmicos na região sul de Isfahan”, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.

    Na sexta-feira, o exército iraniano já havia anunciado que tinha abatido um caça norte-americano. Um dos dois pilotos foi resgatado com vida pelos Estados Unidos logo após o incidente.

    Em comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, a polícia informou que o avião foi derrubado na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.

    Também na sexta-feira, o exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, do tipo A-10, que “caiu nas águas do Golfo”, segundo comunicado lido na televisão estatal do Irã.

    O jornal norte-americano New York Times, citando duas fontes das autoridades dos EUA, informou que a aeronave caiu perto do Estreito de Ormuz, e que o piloto foi resgatado.

    Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, que respondeu com ataques a alvos israelenses, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

    Em março, forças iranianas afirmaram ter atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez, desde o início do conflito, que há relatos do abate de um caça confirmados por meios de comunicação.

    Trump confirma que piloto americano foi resgatado no Irã: 'Ficará bem'

  • Filho de senador democrata surge em troca de e-mails com Epstein

    Filho de senador democrata surge em troca de e-mails com Epstein

    O filho do senador democrata Ron Wyden – que tem sido um dos mais críticos quanto a Jeffrey Epstein – surge nos novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano. O nome do filho aparece numa troca de e-mails para marcar uma reunião com o predador sexual.

    O senador democrata Ron Wyden tem sido um dos mais críticos da administração de Donald Trump pela forma como lidou com os arquivos do predador sexual Jeffrey Epstein. No mês passado, após a divulgação de novos documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), foi revelado que o nome do filho de Wyden aparecia nos registros.

    Sete anos depois de Epstein ter deixado a prisão, após sua primeira condenação, Adam Wyden entrou em contato com o pedófilo para marcar uma reunião.

    De acordo com os documentos, o filho do senador foi apresentado a Epstein por meio de um amigo em comum chamado Jonathan Farkas, marido da embaixadora dos Estados Unidos em Malta.

    “Adam, meu amigo Jeffrey Epstein, que administra cinco bilhões, pediu para entrar em contato. Ele quer ver seu histórico e está considerando investir em você”, escreveu Farkas em 27 de abril de 2016, segundo o New York Post.

    Há ainda outro e-mail na conversa que teria ajudado a organizar o encontro entre o filho do senador democrata e Epstein.

    Segundo os documentos, Adam Wyden e Jeffrey Epstein se reuniram no dia seguinte ao envio do e-mail, às 10h, na casa do magnata no Upper East Side, em Nova York.

    Em uma mensagem enviada após o encontro, Wyden elogiou a “paixão e dedicação dele ao negócio”. “Eu vivo e respiro esse trabalho e levo minha integridade e reputação muito a sério”, escreveu.

    Vale destacar que não há indícios de que Adam Wyden soubesse das atividades ilegais de Jeffrey Epstein ou que tenha se tornado seu cliente.

    Já o amigo Jonathan Farkas aparece em várias trocas de e-mails com o predador sexual em 2017, nas quais pede a Epstein que lhe diga se a mulher com quem estava se envolvendo era “prostituta”.

    O que diz o senador Ron Wyden?

    Ron Wyden tem sido uma das vozes mais críticas no caso Jeffrey Epstein, transformando o tema em uma de suas principais pautas nos últimos quatro anos.

    O senador, que integra a Comissão de Finanças, chegou a defender, em discurso feito em julho, que se “siga o dinheiro” de Epstein. Ele quer que o Tesouro apresente um “dossiê sobre Epstein que contenha informações úteis” sobre as transações financeiras do magnata.

    “Não converso com meus filhos sobre as atividades comerciais deles. Minha investigação começou há quatro anos e segue inalterada”, afirmou ao New York Post.

    Um porta-voz do Comitê Nacional Republicano criticou Wyden, afirmando que “por meses, Ron Wyden contou mentiras sobre o presidente Trump” e que “agora se sabe que é porque está desesperado para encobrir o rastro do dinheiro de Epstein que leva diretamente à sua família”. Ele também pediu que o senador revele “imediatamente quanto sua família lucrou com Jeffrey Epstein”.

     

    Filho de senador democrata surge em troca de e-mails com Epstein