Categoria: MUNDO

  • Ataque com drones iranianos causa incêndio em refinaria no Kuwait

    Ataque com drones iranianos causa incêndio em refinaria no Kuwait

    Incêndios em unidade estratégica ocorrem em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Autoridades confirmam ausência de feridos, enquanto região enfrenta novos ataques e impactos no mercado global de petróleo

    Um ataque com drones atribuído ao Irã provocou incêndios em várias unidades da refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, informou a agência estatal Kuna, com base em dados da Kuwait Petroleum Corporation.

    “A Kuwait Petroleum Corporation informou que a refinaria de Mina Al-Ahmadi foi alvo de um ataque com drones na madrugada de hoje, que provocou incêndios em várias unidades operacionais”, disse a agência.

    Em comunicado, a estatal afirmou que equipes de bombeiros atuaram para conter as chamas e destacou que não houve registro de feridos.

    O Kuwait possui três refinarias de petróleo, e a unidade de Mina Al-Ahmadi já havia sido atingida em outros momentos do conflito. As instalações são fundamentais para a economia do país, já que sem elas a produção de petróleo precisaria ser interrompida por falta de processamento do combustível.

    A retomada das operações, nesses casos, costuma ser lenta por questões de segurança, o que pode manter os poços praticamente inativos até a normalização das atividades.

    A empresa também informou que a Autoridade Pública do Meio Ambiente do Kuwait monitora a qualidade do ar e que, até o momento, não foram identificados impactos negativos.

    Minutos antes do anúncio do incêndio, o governo kuwaitiano afirmou que suas defesas aéreas estavam interceptando ataques. “As defesas aéreas do Kuwait estão repelindo ataques hostis de mísseis e drones”, informou o Estado-Maior do Exército na rede X, acrescentando que “as explosões ouvidas foram resultado dessas interceptações”.

    O episódio ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizam ataques contra o Irã, alegando impasses nas negociações sobre o programa nuclear do país, que Teerã afirma ter fins pacíficos.

    Em resposta, o Irã intensificou ações contra interesses americanos e israelenses na região e bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

    Também nesta quinta-feira, as Forças de Defesa de Israel informaram que um ataque iraniano deixou um homem de 22 anos gravemente ferido na cidade de Harish, no centro de Israel. “Os sistemas de defesa permanecem operacionais para interceptar a ameaça”, disseram em comunicado.

    A imprensa estatal iraniana, por sua vez, informou que ataques dos Estados Unidos na província de Alborz, no norte do país, deixaram ao menos oito mortos e 95 civis feridos.

    O conflito já provocou mais de 3 mil mortes, principalmente no Irã e no Líbano, que passou a integrar a guerra após ações do grupo Hezbollah contra Israel.
     
     

     

    Ataque com drones iranianos causa incêndio em refinaria no Kuwait

  • Países do Golfo e Ásia avaliam medidas para contornar bloqueio do Estreito de Ormuz

    Países do Golfo e Ásia avaliam medidas para contornar bloqueio do Estreito de Ormuz

    Em meio às demandas por petróleo e derivado, navios cobrem distâncias longas para entregas e ocorrem reviravoltas no fluxo; Reino Unido convocará mais uma reunião de planejadores militares na próxima semana

    Países do Golfo Pérsico e da Ásia começam a avaliar medida para contornar o Estreito de Ormuz e continuar a exportar petróleo e gás, em meio ao bloqueio iraniano diante da guerra com os Estados Unidos e Israel.

    Funcionários e executivos da indústria afirmaram ao Financial Times que novos oleodutos podem ser a única maneira de reduzir a vulnerabilidade duradoura dos países do Golfo à interrupção no estreito, embora tais projetos sejam caros, politicamente complexos e levem anos para serem concluídos.

    O conflito atual evidenciou o valor estratégico do oleoduto Leste-Oeste de 1.200 km da Arábia Saudita, entregando 7 milhões de barris de petróleo por dia ao porto do Mar Vermelho em Yanbu, contornando completamente Ormuz.

    O Iraque, especificamente, começou a exportar petróleo bruto usando caminhões-tanque através da Síria, segundo o Ministério do Petróleo do país. Membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Iraque é extremamente dependente de suas exportações da commodity, que representam cerca de 90% das receitas de seu orçamento.

    Também enfrentando problemas pela rota tradicional, a Coreia do Sul negou a possibilidade de pagar taxas a Teerã pela passagem de petróleo e gás, após relatos da mídia local. “Revisar o pagamento de taxas de trânsito de Ormuz é completamente falso e não é algo em consideração”, disse um porta-voz do governo à Reuters.

    O Reino Unido convocará mais uma reunião de planejadores militares na próxima semana para discutir “opções viáveis” para tornar o Estreito de Ormuz “seguro para navegação”, disse o Ministério da Defesa britânico nesta quinta-feira. A Grã-Bretanha acusou o Irã de manter a economia mundial como refém, enquanto diplomatas de mais de 40 países realizaram conversas sobre maneiras de pressionar Teerã a reabrir a rota hoje.

    Em meio às demandas por petróleo e derivado, navios cobrem distâncias longas para entregas e ocorrem reviravoltas no fluxo. De acordo com rastreamento e fontes da Bloomberg, o STI Solace, um petroleiro de 250 metros de comprimento, está agora passando pela África Ocidental transportando diesel. Após ser carregado no Reino Unido na segunda metade de março, o petroleiro está a cerca de um terço do caminho de uma viagem de mais de 19.312 km até a Austrália.

    O que torna o envio particularmente chamativo é a direção da viagem: a Europa geralmente importa diesel em vez de exportá-lo.

    Países do Golfo e Ásia avaliam medidas para contornar bloqueio do Estreito de Ormuz

  • Argentina ré por injúria racial no Rio está de volta ao seu país

    Argentina ré por injúria racial no Rio está de volta ao seu país

    Justiça autorizou retorno de Agostina Páez após pagamento da fiança de R$ 97 mil; crime de injúria racial praticado pela advogada ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar em Ipanema, zona sul do Rio

    A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar de Ipanema, na zona sul da capital fluminense, em janeiro deste ano, já está de volta ao seu país.

    Segundo o jornal argentino La Nácion, a advogada pousou em Buenos Aires na noite desta quarta-feira (1).  

    À imprensa local, ela disse estar arrependida de ter reagido mal no episódio. Na denúncia, Agostina se referiu a um negro, empregado de um bar, de forma pejorativa, e ao deixar o estabelecimento usou a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar os gestos do animal. Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas racistas para os outros dois funcionários do bar, o que caracterizou três crimes.

    Volta

    Na terça-feira (31), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a volta da advogada a seu país natal, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica. No entanto, ela continuará respondendo ao processo de injúria racial. 

    Ela chegou a ser presa por algumas horas no dia 6 de fevereiro, mas foi solta com a ordem de usar tornozeleira eletrônica. 

    Após ter retirado a tornozeleira eletrônica e pagar fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos, determinada pela Justiça, a advogada argentina Agostina Páez, pode deixar o país.

    O crime de injúria racial praticado pela advogada ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar da Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, zona sul do Rio. Agostina Páez discutiu com funcionários do bar por causa de uma suposta cobrança indevida na conta. 

    A argentina usou termos pejorativos e chamou um funcionário de momo, macaco em espanhol, e fez gestos imitando um macaco, registrados por uma câmera de segurança da região.

    A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, determinou o pagamento da caução, entre outras medidas, para a advogada argentina deixar o país. 

    A liminar foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso. 

    Argentina ré por injúria racial no Rio está de volta ao seu país

  • Donald Trump demite procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi

    Donald Trump demite procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi

    O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi e o substituto interino será Todd Blanche, que ocupa atualmente o cargo de vice-procurador-geral e é ex-advogado pessoal de Trump

    O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos, esta quinta-feira (2). A informação foi revelada pela CNN Internacional e, pouco depois, confirmada pelo chefe de Estado através da sua rede social.

    “Pam Bondi é uma grande patriota e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um trabalho excepcional ao supervisionar um combate maciço do crime em todo o país, com os homicídios descendo para o nível mais baixo desde 1900”, começou escrevendo, sem citar dados oficiais.

    Trump continuou: “Adoramos a Pam, e vai transitar para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve”.

    Pam Bondi será substituída pelo “muito talentoso e respeitado” vice-procurador-geral Todd Blanche, também ex-advogado pessoal de Trump, no caso relacionado com os pagamentos secretos à atriz pornográfica Stormy Daniels.

    Notícias ao Minuto
    © Reprodução/ Truth Social/ Donald Trump  

    Segundo a imprensa norte-americana, Trump estaria ficando frustrado com Bondi em várias frentes, exatamente, com a forma como tinha lidado com os documentos do caso Epstein e com o fato de não ter investigado um número suficiente dos adversários pessoais e políticos do presidente.

    Na quarta-feira, Trump teria falado pessoalmente com Bondi sobre a possibilidade de ser substituída e na conversa, que uma fonte descreveu ao mesmo meio como “dura”, o presidente norte-americano teria dito à procuradora-geral que receberia um cargo diferente posteriormente.

    A ex-procuradora-geral da Florida, de 60 anos, tomou posse no ano passado prometendo que não faria política com o Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês), mas rapidamente iniciou investigações contra adversários de Trump, sujeitando-se a críticas de que a agência era utilizada como instrumento de vingança para promover a agenda política e pessoal do presidente. 

    Bondi, destaca a agência AP, subverteu a cultura de independência do DoJ relativamente à Casa Branca, supervisionando demissões em massa de funcionários de carreira e agindo de forma agressiva para investigar os adversários percebidos do presidente republicano.

    A demissão de Bondi ocorre após o afastamento, em março, de Kristi Noem, ex-secretária da Segurança Interna , após críticas crescentes à sua liderança no departamento, a conhecida como ‘Barbie do ICE’ tem vindo a estar envolvida em polémica, incluindo pela condução da repressão da imigração e na resposta a catástrofes.

    Donald Trump demite procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi

  • Criança de um ano morre engasgada com unha postiça da mãe

    Criança de um ano morre engasgada com unha postiça da mãe

    Criança de um ano estava na companhia da mãe quando ela percebeu que a criança não conseguia respirar. A mulher tentou pedir ajuda, mas não conseguiu salvar o filho que morreu vítima de asfixia

    Um menino com cerca de um ano de idade morreu em Los Polvorines, na Argentina, ao se engasgar com uma unha postiça da mãe.

    Segundo o jornal Todo Notícias, a mãe da criança, Aylin Saucedo, uma manicure profissional, estava trocando a fralda ao filho quando percebeu que ele estava engasgando. A mulher agiu rapidamente tentando retirar a unha da boca da criança, mas ele acabou por a engolir.

    “Corri para a  rua para pedir ajuda à minha vizinha, mas ela não pôde fazer nada. A minha tia veio em seguida, mas também não conseguiu ajudar. Então, corri para o hospital”, contou, recordando que tudo se passou de forma muito rápida. 

    A criança chegou ao hospital já sem vida tendo a autópsia determinado que não havia outras lesões no corpo e que o menino morreu vítima de asfixia, depois de as suas vias aéreas terem ficado obstruídas por objetos presos na garganta, escreve o meio de comunicação argentino.

    A investigação ao sucedido continua em aberto, estando os investigadores trabalhando para reconstruir o contexto em que o fato ocorreu e determinar se houve algum tipo de responsabilidade ou se tratou de um acidente doméstico. Por enquanto, não há suspeitos.

    Conflito com funeral do menino

    Porém, a tragédia fica marcada ainda por um episódio de violência e um conflito marcado com questões relacionados com o funeral de Dante Valentín Bermudes Rumi.

    Ao saber do sucedido, o pai da criança deslocou-se para o hospital, onde agrediu o novo companheiro de Aylin e o ex-sogro. 

    Depois disso, a mulher deslocou-se a uma delegacia da polícia para apresentar uma queixa, momento em que o pai do menino decidiu contratar os serviços funerários de uma empresa, sem o conhecimento da mãe.

    Segundo denuncia Aylin, ele pagou à empresa para que não lhe desse detalhes sobre as cerimônias, tendo ela ficado afastada do momento. Aylin  teve 45 minutos para se despedir do filho, tendo este depois sido sepultado sem a sua presença.  

    Criança de um ano morre engasgada com unha postiça da mãe

  • Homem é preso por manter filho de 11 anos trancado em jaula

    Homem é preso por manter filho de 11 anos trancado em jaula

    Um homem de 63 anos foi detido em La Plata após a polícia encontrar o filho de 11 anos preso em uma estrutura de madeira dentro de casa. O menino, que tem autismo, foi resgatado em situação de vulnerabilidade. A mãe assumiu os cuidados, e o caso segue sob investigação

    A situação veio à tona depois que vizinhos ouviram os gritos do menino, que é autista, e acionaram a polícia. Ao chegarem ao local, os agentes também ouviram os pedidos de socorro do lado de fora e entraram imediatamente na residência.

    Dentro da casa, os policiais encontraram a criança confinada na estrutura improvisada. O caso está sendo investigado como privação ilegítima de liberdade. Além de manter o menino preso, o homem teria disparado tiros para o alto naquele mesmo dia, aparentemente para intimidá‑lo. Ao ser detido, afirmou que mantinha o filho trancado por “questões de segurança”.

    Quando foi resgatado, o menino apresentava sinais claros de vulnerabilidade: estava sem camisa, descalço e usando apenas uma fralda de pano, além de demonstrar forte angústia, segundo o portal Todo Notícias.

    O homem, identificado pelas iniciais E.R.C., foi preso e permanece sob custódia da Unidade Funcional de Instrução nº 1 de La Plata. A criança foi entregue aos cuidados da mãe, e os serviços de proteção à infância foram acionados para garantir acompanhamento, assistência e medidas de proteção.

    Homem é preso por manter filho de 11 anos trancado em jaula

  • Grécia sob um manto vermelho: poeira do Saara transforma cidades; veja

    Grécia sob um manto vermelho: poeira do Saara transforma cidades; veja

    Fenômeno intenso atingiu diversas regiões, reduziu a visibilidade, provocou chuva de lama e afetou voos. Autoridades alertam para riscos à saúde devido à alta concentração de partículas no ar e recomendam evitar exposição

    Uma grande quantidade de poeira vinda do deserto do Saara, no norte da África, atingiu a Grécia nesta quarta-feira e deixou o céu com uma coloração avermelhada em várias regiões do país.

    Apesar das imagens impressionantes, o fenômeno representa uma situação meteorológica severa e pode trazer riscos à saúde, segundo a imprensa local. Os mesmos ventos que transportaram a poeira também provocaram rajadas intensas e chuva de lama, fenômeno que ocorre quando a precipitação se mistura com partículas em suspensão, deixando o ar mais pesado e difícil de respirar.

    Diante do cenário, autoridades recomendaram que a população permaneça em casa, com portas e janelas fechadas.

    A poeira também cobriu o céu da ilha de Creta, especialmente na região de Heraklion, reduzindo significativamente a visibilidade. Por causa das condições climáticas, três voos internacionais que deveriam pousar no Aeroporto Nikos Kazantzakis precisaram ser desviados para outros destinos, como Chania, Atenas e Corfu.

    A situação foi agravada pela passagem da tempestade Erminio, que trouxe chuvas intensas, trovoadas e ventos fortes em todo o país.

    Especialistas alertam que a alta concentração de partículas no ar pode afetar o sistema respiratório, principalmente em grupos mais vulneráveis.

    O fenômeno não é exclusivo da Grécia. Episódios semelhantes já foram registrados em Portugal, quando a poeira do Saara também chegou ao país. Nessas situações, a recomendação é evitar atividades físicas ao ar livre, reduzir a exposição a poluentes e, sempre que possível, permanecer em ambientes fechados.

    Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem redobrar os cuidados e limitar ao máximo a exposição ao ar contaminado.

    Grécia sob um manto vermelho: poeira do Saara transforma cidades; veja

  • Trump promete atacar Irã com “extrema dureza”nas próximas duas semanas

    Trump promete atacar Irã com “extrema dureza”nas próximas duas semanas

    Presidente dos EUA diz que ofensiva pode ocorrer nas próximas semanas caso não haja acordo e promete atingir infraestrutura estratégica iraniana. Declarações aumentam pressão internacional e ampliam temores sobre impactos no petróleo e na economia global

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país deve intensificar os ataques contra o Irã nas próximas semanas. A declaração foi feita após mais de um mês de conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o território iraniano.

    “Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, disse o presidente em discurso na Casa Branca.

    “Se não houver acordo, vamos atacar todas as suas usinas de energia com muita força e, provavelmente, ao mesmo tempo”, acrescentou.

    Trump também afirmou que, após o fim da guerra, o Estreito de Ormuz deve voltar a operar normalmente. Segundo ele, o Irã depende da exportação de petróleo para reconstruir sua economia, o que poderia levar à queda dos preços e à recuperação dos mercados.

    O presidente ainda pediu que países dependentes do petróleo que passa pela região assumam a proteção da rota estratégica. “Vão até o estreito, tomem controle, protejam e usem”, declarou.

    Nas últimas semanas, Trump tem criticado aliados da OTAN e outros países por não apoiarem a campanha militar contra o Irã.

    Ao justificar a ofensiva, o presidente voltou a afirmar que Teerã estaria tentando reconstruir seu programa nuclear em locais diferentes dos já atingidos. “O regime buscava reconstruir seu programa nuclear em outro lugar, deixando claro que não pretendia abandonar a intenção de obter armas nucleares”, disse.

    “Permitir que esses terroristas tenham uma arma nuclear seria uma ameaça intolerável”, completou, ao defender a operação militar iniciada em conjunto com Israel.

    Trump não detalhou quando pretende encerrar a ofensiva nem se haverá envio de tropas terrestres ao Irã, apesar do reforço militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Também não comentou a situação da relação com a OTAN após críticas recentes à falta de apoio dos aliados.
     
     

    Trump promete atacar Irã com “extrema dureza”nas próximas duas semanas

  • Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula

    Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula

    Presidente reforçou alerta sobre impactos nos preços dos combustíveis e que a expectativa do governo é publicar que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (1º) a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, classificando o conflito como “desnecessário”. Lula disse ainda que é “mentirosa” a justificativa usada pelos dois países sobre o desenvolvimento de armas nucleares por parte da nação persa.

    “Os Estados Unidos da América do Norte se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã, alegando que, no Irã, tinha arma nuclear ou que estavam tentando fazer arma nuclear. É mentira”.

    “Eu digo que é mentira porque eu fui, em 2010, ao Irã, fazer um acordo. E fizemos um acordo que, depois, os EUA não aceitaram nem a União Europeia. Fizemos um acordo para que o Irã pudesse enriquecer o urânio com os mesmo métodos que o Brasil, porque, aqui, nossa Constituição diz que a gente só pode utilizar para fins pacíficos”, afirmou o presidente em Fortaleza, durante entrevista ao vivo à TV Cidade.

    Lula fez menção ao último ano de seu segundo mandato, quando, durante uma visita oficial ao Irã, costurou um acordo sobre enriquecimento de urânio para fins energéticos e não militares. O acordo acabou fracassando pela falta de apoio do governo dos EUA, comandado na época por Barack Obama.

    “Não tem arma nuclear lá. Ou seja, se tem uma divergência política entre Israel, Estados Unidos e Irã, não precisava terminar em guerra. Eles achavam que tinham acabado a guerra porque mataram o Khamenei. Não acabaram a guerra. O Irã é um país com quase 100 milhões de habitantes e uma cultura milenar”, acrescentou o presidente.

    Preço do diesel

    Lula voltou a manifestar preocupação com a escalada no preço do óleo diesel no Brasil, que depende da importação de 30% do que consome.

    Impactado pela volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional, o combustível é a base do transporte rodoviário de cargas, o que atinge cadeias produtivas de alimentos e produtos.O presidente reforçou que está em curso um monitoramento para identificar aumentos abusivos e que o governo tomou todas as medidas possíveis para conter o encarecimento.

    “Nós estamos, com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, fiscalizando, e vamos ter que colocar alguém na cadeia. [A fiscalização] está ativa, minha ordem é para estrada, posto de gasolina”.

    “A Petrobras baixa o preço, mas não chega na bomba. Quando a gente tinha a BR Distribuidora, podia chegar na bomba, porque o posto era nosso”, observou Lula, comparando a situação atual com a que existia antes da privatização da BR Distribuidora, no governo Bolsonaro.  

    A expectativa do governo federal é publicar, ainda nesta semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro.

    A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo ministro Dario Durigan, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação.

    A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados.

    A iniciativa tem como objetivo conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, diante da defasagem entre os preços internos e o mercado internacional. Cerca de 80% dos estados brasileiros já indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado, segundo o Ministério da Fazenda.

    Um mês de guerra

    Os ataques combinados de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano completaram um mês nesta semana, ainda sem perspectiva concreta de um acordo que ponha fim ao conflito.

    Autoridades importantes do país persa estão entre os mortos, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei.

    O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota controlada pelo Irã por onde circulam cerca de 20% dos carregamentos de petróleo no mercado internacional. Como consequência, o preço no barril já aumentou cerca de 50%. Pesquisadores já apontam riscos ambientais e climáticos associados ao conflito.

    Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula

  • Trump publica decreto restringindo voto por correio nos EUA

    Trump publica decreto restringindo voto por correio nos EUA

    Apesar das críticas ao sistema eleitoral por meio dos correios, Trump votou pelo correio neste mês em uma eleição na Flórida; críticos dizem que medidas para restringir o voto podem dificultar que minorias compareçam às urnas

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto na tarde desta terça-feira (31) que restringe o voto por correio no país. O republicano critica essa modalidade de votação há anos e, durante a assinatura da medida, voltou a repetir que a fraude pelo correio “é lendária” -ele não apresentou provas que sustentem a alegação.

    O decreto prevê o uso de dados federais para que autoridades de cada Estado verifiquem os cidadãos que têm direito de votar. Também exige que as cédulas de voto por correio sejam enviadas apenas aos eleitores incluídos em uma “Lista de Cidadãos” que deve ser criada pelos departamentos de Segurança Interna e Administração da Previdência Social.

    Além disso, o texto estabelece que essas cédulas usem envelopes de votação seguros com códigos de barras únicos, permitindo rastreamento e maior controle sobre a integridade do voto.

    A nova decisão escala as tensões sobre o sistema eleitoral americano, que é constantemente alvo de de críticas do presidente, que afirma que as eleições de 2020, quando ele venceu para Joe Biden, foram roubadas.

    Neste ano, Trump já afirmou que quer “nacionalizar as votações de meio de mandato [as midterms]”, que acontecem em novembro -nos EUA, os pleitos são organizados por cada estado, que define regras como registro de eleitores, formato de votação e apuração.

    Além disso, ele tem pressionado o Congresso a aprovar o Save America Act, projeto que prevê, entre outras coisas, que os cidadãos sejam obrigados a apresentar documento na hora de votar.

    Críticos dizem que medidas para restringir o voto podem dificultar que minorias compareçam às urnas. Hoje, o partido republicano é maioria tanto na Câmara quanto no Senado, mas o presidente teme perder o controle do Congresso em meio a impopularidade, piora da economia e guerra contra o Irã.

    O secretário de comércio Howard Lutnick, presente na assinatura da nova medida, sugeriu que o governo Trump vai usar deste decreto para pressionar os estados a adotarem medidas mais rigorosas para a votação por meio do serviço postal -os correios são controlados pelo governo federal nos EUA.

    “Os estados administram as eleições”, afirmou o secretário. “Se quiserem usar o United States Postal Service [os correios], terão que obter um código, um código de barras do serviço postal, colocá-lo no envelope, e teremos um envelope por voto.”

    O presidente, porém, já admite que a medida deve ser barrada por juízes. “Talvez isso seja testado, talvez não seja”, disse Trump no Salão Oval. Isso porque a Constituição dos EUA determina que cabe aos estados definirem as regras para as eleições, e o Congresso deve aprovar as leis eleitorais federais. Assim, não caberia ao Executivo qualquer a autoridade em relação ao pleito.

    Apesar das críticas ao sistema eleitoral por meio dos correios, Trump votou pelo correio neste mês em uma eleição na Flórida. O republicano já disse em entrevista a repórteres que decidiu usar a votação pelo correio porque é o presidente e não poderia estar no estado, já que “tinha muitas coisas diferentes para fazer”.

    Trump publica decreto restringindo voto por correio nos EUA