Categoria: MUNDO

  • Everest: guias teriam envenenado alpinistas para receber seguro fraudado

    Everest: guias teriam envenenado alpinistas para receber seguro fraudado

    Guias de montanha do Everest teriam envenenado secretamente alpinistas para provocar resgates de helicóptero dispendiosos, como parte de um esquema de fraude de seguro de mais de R$ 100 milhões

    Guias do Monte Everest, nas Cordilheira dos Himalaias, foram acusados ​​de envenenar secretamente alpinistas para provocar resgates de helicóptero, como parte de um esquema de fraude de seguros multimilionário.

    De acordo com o ‘Kathmandu Post’, tudo começava com alpinistas sendo obrigados a simular emergência médica, depois os guias chamavam um helicóptero para levar a vítima a um hospital próximo, enquanto um falso pedido de indenização à seguradora é elaborado.

    O Departamento Central de Investigação (CIB) da Polícia do Nepal identificou duas formas pelas quais o golpe é aplicado.

    De acordo com o jornal ‘The Sun’, o primeiro caso envolve turistas que não querem descer a montanha a pé. Algumas expedições às montanhas podem levar até três semanas a pé, por isso os guias orientam os alpinistas a simular uma emergência médica para que um helicóptero seja enviado em vez de descerem eles mesmos.

    A outra forma envolve guias fazendo os alpinistas acreditarem que estão sofrendo de uma emergência médica. A uma altitude de 10.000 pés (aproximadamente 3.000 metros), o mal da altitude é extremamente comum, com sintomas que incluem dores de cabeça e formigamento. Essa queda na saturação de oxigênio no sangue geralmente pode ser resolvida com repouso ou hidratação.

    No entanto, o CIB revelou que alguns guias são instruídos a assustar os turistas, fazendo-os acreditar que a evacuação imediata é a única coisa que os salvará. Mas se ainda assim, os alpinistas não pedirem resgate, alguns guias dão comprimidos para o mal de altitude e quantidades excessivas de água para induzir os sintomas desejados.

    Em um caso relatado na investigação, o fermento em pó chegou a ser misturado na comida para deixar os turistas passando mal.

    Os guias tentarão fazer isso com várias vítimas para maximizar o dinheiro que ganham.

    Embora um único helicóptero possa transportar vários passageiros de uma só vez, as faturas são elaboradas como se cada um necessitasse de sua própria aeronave.

    O que deveria ser um aluguel de £3.000 (cerca de R$ 21 mil) de repente se transforma em uma cobrança de £9.000 (quase R$ 62 mil).

    Uma vez no hospital, os relatórios médicos são falsificados usando as assinaturas digitais de médicos que nunca estiveram envolvidos nos atendimentos – muitas vezes sem o seu conhecimento. Em alguns casos, são criados registros de admissão falsos para turistas que estavam bebendo cerveja na cantina enquanto supostamente recebiam tratamento.

    Ainda de acordo com o ‘The Sun’, os hospitais pagam até 25% do valor da indenização às empresas de trekking e mais 20 a 25% aos operadores de resgate por helicóptero. Os responsáveis ​​por essas operações enriquecem com os lucros.

    Entre 2022 e 2025, foram confirmados centenas de casos de fraude, resultando em uma perda impressionante de £15 milhões (mais de 100 milhões de reais).

    O governo intensificou os esforços para tentar conter o problema, e o CIB (Criminal Investigation Bureau) acusou 32 pessoas no início deste mês em relação ao golpe.

    Everest: guias teriam envenenado alpinistas para receber seguro fraudado

  • Menino de 12 anos morre após rotina de terror dentro de casa

    Menino de 12 anos morre após rotina de terror dentro de casa

    Criança foi mantida sem comida, presa e submetida a abusos extremos pelas mães adotivas, segundo investigação. Caso chocante revela cenário de tortura prolongada e expõe violência contra irmão mais novo. Justiça analisa responsabilidade das acusadas

    Duas mulheres, de 44 e 46 anos, estão sendo julgadas na província de Ontário, no Canadá, acusadas de submeter seus filhos adotivos a abusos extremos, que culminaram na morte do mais velho, de 12 anos, em 2022.

    Segundo a imprensa local, incluindo o Toronto Sun, o menino foi vítima de “extrema crueldade” por parte das mães, Brandy Cooney e Becky Hamber, que agora respondem na Justiça por diversos crimes.

    De acordo com as investigações, a criança era mantida em condições degradantes, privada de liberdade e alimentação adequada, além de sofrer tortura. O menino, que tinha o porte físico de uma criança de cerca de 6 anos, morreu após uma parada cardiorrespiratória causada por hipotermia severa e desnutrição.

    A Radio-Canada informou que, nos nove dias anteriores à morte, ele perdeu 5,8 quilos. Quando foi encontrado, estava caído no chão do quarto, vestindo um traje de mergulho molhado.

    O irmão mais novo, de 10 anos, também era vítima de abusos. Segundo relatos, as crianças eram submetidas a práticas como imobilização com braçadeiras plásticas, uso forçado de trajes de mergulho e capacetes de hóquei. O ambiente de violência era tão intenso que o menino mais novo pedia para permanecer na escola o maior tempo possível.

    Os irmãos viviam com o casal desde 2017, na cidade de Burlington. Inicialmente acolhidos como parte de um programa de adoção, eles foram posteriormente adotados pelas mulheres.

    Nas redes sociais, as acusadas mantinham uma imagem de vida familiar estável, publicando fotos de refeições elaboradas e presentes para as crianças. No entanto, as autoridades apontam que essa imagem era apenas uma fachada.

    Mensagens trocadas entre as duas, obtidas durante a investigação, indicam desprezo pelos filhos. Segundo os investigadores, elas se referiam a si mesmas como “guardas prisionais” e demonstravam satisfação com os abusos cometidos.

    O julgamento teve início em outubro e suas últimas sessões ocorreram em março. Em tribunal, ambas se declararam inocentes das acusações, que incluem homicídio, cárcere privado e negligência.

    A defesa sustenta que o menino sofria de um transtorno alimentar não tratado e que essa condição teria levado à morte.

    A sentença deve ser anunciada em breve, em data ainda não divulgada.
     
     

    Menino de 12 anos morre após rotina de terror dentro de casa

  • Macron critica imprevisibilidade dos EUA e defende Europa estável

    Macron critica imprevisibilidade dos EUA e defende Europa estável

    Presidente francês cobra diplomacia, critica decisões sem aviso e reforça apoio ao Japão diante dos impactos da guerra no Oriente Médio. Líder também defende alianças independentes e menos dependência de grandes potências globais

    O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quarta-feira, em Tóquio, que a Europa representa um polo de “previsibilidade” no cenário internacional, em contraste com decisões consideradas instáveis por parte dos Estados Unidos.

    “Sei bem que, às vezes, a Europa pode ser vista como um continente mais lento do que outros”, disse Macron diante de empresários e investidores japoneses, durante visita oficial ao Japão.

    “A previsibilidade tem valor, nós mostramos isso ao longo dos últimos anos e, arrisco dizer, também nas últimas semanas, estamos onde vocês sabem que estaremos”, afirmou. “Não é algo ruim, nos tempos atuais, acreditem em mim”, completou.

    Sem citar diretamente Donald Trump, o líder francês criticou países que dizem agir rapidamente, mas sem garantir estabilidade.

    “Alguns dizem: ‘vamos mais rápido’, mas não sabem se depois de amanhã ainda estarão no mesmo lugar, nem se amanhã não tomarão uma decisão que possa prejudicá-los sem sequer avisar”, declarou.

    A fala faz referência à guerra iniciada há mais de um mês por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

    O impacto já é sentido globalmente, especialmente no Japão, que depende da região para cerca de 95% de suas importações de petróleo.

    Antes de se reunir com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Macron destacou os efeitos do conflito. “Estamos vendo impactos dramáticos nos preços da energia”, afirmou, acrescentando: “A Europa está ao lado de vocês”.

    “Com a mesma consistência, também estamos ao lado do direito internacional e do retorno da diplomacia”, disse, reforçando a defesa de uma “solução negociada”.

    O presidente francês também incentivou empresários japoneses a fortalecerem laços com a Europa.

    “Olhem para a França e para a Europa com novos olhos”, afirmou. “Precisamos fazer muito mais e com mais intensidade nas parcerias, especialmente em áreas como computação quântica, inteligência artificial, semicondutores, espaço e defesa”.

    Macron disse ver convergência entre estratégias europeias e japonesas para “construir uma prosperidade equilibrada no século XXI”, baseada em “paz” e “valores democráticos”, sem depender de grandes potências.

    “A crescente tensão entre as duas maiores potências cria problemas para todos nós”, afirmou.

    Ele também defendeu a criação de uma “coalizão dos independentes”, envolvendo países europeus, asiáticos e economias emergentes como Índia e Brasil.

    “Não queremos que nossas soluções tecnológicas dependam de uma grande potência que queira nos subjugar. Não queremos que nossos modelos econômicos sirvam a agendas geopolíticas que não são as nossas”, concluiu.

    A visita oficial ao Japão inclui encontros institucionais e deve ser seguida por viagem à Coreia do Sul.
     

     
     

    Macron critica imprevisibilidade dos EUA e defende Europa estável

  • Ataque do Irã deixa 14 feridos em Israel, incluindo criança em estado gra

    Ataque do Irã deixa 14 feridos em Israel, incluindo criança em estado gra

    Mísseis atingem regiões centrais do país e provocam ferimentos por estilhaços. Serviços de emergência prestam atendimento às vítimas, enquanto autoridades relatam queda de destroços e aumento das tensões no conflito entre Irã, Israel e aliados dos Estados Unidos

    Serviços de emergência de Israel informaram que 14 pessoas ficaram feridas após novos ataques com mísseis lançados pelo Irã, nesta terça-feira. Entre as vítimas está uma menina de 11 anos em estado grave.

    As equipes médicas estão “prestando atendimento e transferindo 14 feridos para hospitais, incluindo uma menina de 11 anos em estado grave, com ferimentos por estilhaços nos membros, além de uma mulher de 36 anos e um adolescente de 13 anos (…) também feridos por estilhaços”, informou o Magen David Adom (MDA), serviço equivalente à Cruz Vermelha no país.

    Segundo o comunicado, outras 11 pessoas sofreram ferimentos leves, mas não foram divulgados detalhes sobre os locais atingidos.

    A polícia israelense afirmou ter recebido relatos sobre “queda de destroços de armamentos e munições” na região de Tel Aviv e em áreas do centro do país.

    Entre 6h20 e 9h (horário local), o Exército de Israel detectou três lançamentos de mísseis vindos do Irã, além de outro disparo originado no Iêmen.

    Desde o início da ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã tem respondido com ataques contra território israelense e também contra alvos militares e estratégicos de aliados de Washington no Oriente Médio.
     
     

     

    Ataque do Irã deixa 14 feridos em Israel, incluindo criança em estado gra

  • Jornalista dos EUA é sequestrada durante cobertura em Bagdá, diz governo

    Jornalista dos EUA é sequestrada durante cobertura em Bagdá, diz governo

    Shelly Kittleson foi capturada enquanto trabalhava na capital iraquiana. O governo local deteve um suspeito ligado a milícias pró‑Irã, e os EUA acionaram o FBI para auxiliar nas buscas. Washington havia alertado a repórter sobre ameaças antes da viagem

    A jornalista norte‑americana Shelly Kittleson foi sequestrada enquanto trabalhava em Bagdá, segundo informou o governo do Iraque nesta terça‑feira (31). A Casa Branca confirmou o caso e afirmou que acompanha a situação em coordenação com autoridades locais.

    Kittleson atua como repórter independente e colabora com veículos internacionais como BBC, Politico e Al‑Monitor. Ela estava no país para uma cobertura quando foi capturada por homens armados. O Al‑Monitor divulgou que o governo dos Estados Unidos havia alertado a profissional sobre ameaças e recomendado que ela evitasse viajar ao Iraque.

    O Ministério do Interior iraquiano informou que uma operação foi iniciada para localizar a jornalista e identificar os responsáveis. Um suspeito foi detido. De acordo com autoridades americanas, ele teria ligação com o grupo Kataib Hizballah, milícia alinhada ao Irã.

    O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a jornalista já havia recebido ameaças e que o governo trabalha com o FBI para tentar garantir sua libertação o mais rápido possível. O Departamento de Defesa reforçou o alerta para que cidadãos americanos deixem o Iraque imediatamente e evitem viagens ao país, incluindo profissionais da imprensa.

    O sequestro ocorre em um momento de tensão na região. O Iraque mantém cooperação militar com os Estados Unidos, mas também abriga grupos armados apoiados pelo Irã. Além disso, organizações como Estado Islâmico, Al‑Qaeda e outras facções insurgentes continuam ativas no território.

    Até a última atualização, nenhum grupo havia assumido a autoria do sequestro. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra homens colocando uma mulher em um carro enquanto outros veículos acompanham a ação. As autoridades ainda não confirmaram a autenticidade das imagens.

    Jornalista dos EUA é sequestrada durante cobertura em Bagdá, diz governo

  • Trump critica aliados europeus e descarta ação no Estreito de Ormuz

    Trump critica aliados europeus e descarta ação no Estreito de Ormuz

    Presidente cobra apoio de países como Reino Unido e França em meio à guerra com o Irã e afirma que responsabilidade por desbloquear rota não é dos EUA. Tensões aumentam com recusa de europeus em colaborar com operações militares

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou aliados europeus por não apoiarem a campanha de bombardeios conduzida por EUA e Israel contra o Irã e descartou qualquer intervenção para reabrir o Estreito de Ormuz.

    Trump iniciou a terça-feira com publicações nas redes sociais pedindo que outros países “vão buscar o seu próprio petróleo!” e “comecem a aprender a lutar por si próprios”.

    Desde o início da ofensiva militar, em 28 de fevereiro, o Irã bloqueia o Estreito de Ormuz, o que provocou alta nos preços globais de petróleo e gás.

    O presidente direcionou críticas especialmente ao Reino Unido e à França.

    “A todos esses países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar da decapitação do Irã, tenho uma sugestão: número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e número 2, criem coragem, vão até o estreito e simplesmente TOMEM-NO”, escreveu.

    Pouco depois, também criticou a França, afirmando que o país é “muito pouco prestativo” por “não permitir que aviões com destino a Israel, carregados com equipamento militar, sobrevoem o território francês”.

    Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump voltou a descartar uma ação direta dos Estados Unidos para reabrir a passagem marítima.

    “Não é da nossa alçada. Isso não é para nós. É para a França. É para quem estiver usando o estreito”, disse.

    O republicano também mencionou a China como um dos países que deveriam assumir responsabilidade pela reabertura da rota estratégica.

    “Da última vez que verifiquei, era para existir uma grande e poderosa Marinha Real Britânica pronta para fazer esse tipo de coisa”, afirmou.

    Enquanto isso, a reação europeia segue dividida. A Espanha proibiu o uso de bases militares e do espaço aéreo do país por forças norte-americanas em operações contra o Irã, alegando que a ação viola o direito internacional.

    Já a Itália também negou apoio logístico. Segundo o jornal Corriere della Sera, Roma não autorizou o uso da base de Sigonella, na Sicília, por falta de pedido formal dos Estados Unidos.

    O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que “não há qualquer esfriamento ou tensão com os Estados Unidos”, e os norte-americanos conhecem tão bem quanto os italianos “as normas que regem a sua presença na Itália desde 1954”.

    Trump critica aliados europeus e descarta ação no Estreito de Ormuz

  • Influenciadora chinesa morre aos 39 após AVC durante transmissão ao vivo

    Influenciadora chinesa morre aos 39 após AVC durante transmissão ao vivo

    Wang Yefei sofreu uma hemorragia no tronco cerebral enquanto fazia uma live e não resistiu. A influenciadora mantinha rotina exaustiva de trabalho, que incluía longas transmissões diárias, e vinha relatando dores frequentes nas semanas anteriores ao colapso

    A influenciadora chinesa Wang Yefei, de 39 anos, morreu após sofrer uma hemorragia no tronco cerebral, um tipo grave de AVC. Com cerca de 130 mil seguidores, ela era conhecida por suas longas transmissões dedicadas à venda de roupas femininas.

    O colapso ocorreu na manhã de 9 de março. De acordo com os portais Jimu News e VNExpress, Yefei estava ao vivo quando comentou que não se sentia bem. Em seguida, levou as mãos à cabeça e ao pescoço, demonstrando dor intensa. Ela ainda conseguiu pedir que a equipe chamasse o serviço de emergência, mas perdeu a consciência antes da chegada dos socorristas. A morte e a causa foram confirmadas pouco depois.

    Relatos da imprensa chinesa apontam que Yefei mantinha uma rotina extremamente exaustiva, com transmissões diárias que chegavam a durar entre sete e dez horas. Nas últimas semanas, ela vinha reclamando de dores de cabeça frequentes e recorria a analgésicos para conseguir manter o ritmo de trabalho.

    A notícia da morte abalou familiares, amigos e seguidores. Uma amiga próxima, que assistia à live no momento do colapso, disse estar “completamente chocada”. Segundo ela, Yefei dormia apenas quatro ou cinco horas por noite e centralizava todas as etapas do negócio, desde as vendas até o envio das peças.

    A amiga também destacou o comprometimento da influenciadora com o público: “Ela nunca foi de reclamar. Mesmo que tivesse dor nas costas ou dor de cabeça, nunca demonstrava isso durante a transmissão ao vivo e sempre dizia que estava bem.”

    Ela acrescentou que Yefei mantinha uma relação próxima com suas seguidoras: “Ela nunca aumenta muito o preço das roupas. Ela tem quatrocentas ou quinhentas seguidoras no grupo de fãs do WeChat, todas fãs genuínas que realmente a apreciam. Ela controla rigorosamente a qualidade, o estilo e o preço das roupas, e é por isso que conquistou tantos fãs fiéis.”

    Influenciadora chinesa morre aos 39 após AVC durante transmissão ao vivo

  • Trump sugere que países comprem petróleo dos EUA ou peguem por conta própria no estreito de Hormuz

    Trump sugere que países comprem petróleo dos EUA ou peguem por conta própria no estreito de Hormuz

    O estreito de Hormuz, por onde escoa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, está praticamente fechado desde o início do conflito, causando uma disparada no preço do barril mundialmente.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump afirmou na terça-feira que países que não ajudaram os Estados Unidos na guerra contra o Irã deveriam comprar petróleo americano ou ir ao estreito de Hormuz e pegar o óleo por conta própria.

    O republicano citou os aliados Reino Unido e França, também membros da Otan, como pouco colaborativos no conflito, que já dura mais de um mês.

    O estreito de Hormuz, por onde escoa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, está praticamente fechado desde o início do conflito, causando uma disparada no preço do barril mundialmente. Agora, Teerã quer impôr uma espécie de pedágio para navios que voltem a passar pela rota marítima, enquanto ainda mantém o veto a embarcações americanas e israelenses.

    “Todos esses países que não conseguem obter combustível de aviação por causa do estreito de Hormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na ‘decapitação’ do Irã, tenho uma sugestão: primeiro, comprem dos EUA -nós temos de sobra. Segundo, criem um pouco de coragem tardia, vão até o estreito e simplesmente peguem”, escreveu o presidente em um post na Truth Social.

    “Vocês vão ter que aprender a lutar por si mesmos. Os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá por nós. A parte difícil já foi feita. Vão buscar o próprio petróleo”, acrescentou.

    Em outro post, Trump criticou a França por não deixar que aviões com destino a Israel, carregando suprimentos militares, sobrevoassem o território francês. “A França tem sido MUITO INÚTIL”, escreveu Trump, em suas habituais maiúsculas. “Os EUA vão SE LEMBRAR”, completou.

    Aliados desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA e o Reino Unido têm uma cooperação de longa data em defesa e no compartilhamento de informações de inteligência. Desde o início do conflito, porém, Trump vem reclamando da falta de apoio do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

    Num primeiro momento, o governo do premiê trabalhista vetou o uso de bases aéreas para eventuais ataques ao Irã, o que levou Trump a fazer queixas públicas. Sob pressão, Starmer recuou e disse que permitiria o uso de suas bases para o que chamou de “ataques defensivos”.

    O chefe de governo britânico tenta adotar uma postura pragmática em relação ao seu partido e à opinião pública, que tende a ver com cautela o envolvimento com guerras no Oriente Médio após o alinhamento total de Tony Blair à invasão do Iraque pelos EUA, em 2003.

    O tom mais duro de Trump contra países aliados ocorre um dia após o governo da Espanha anunciar que não permitirá o uso do seu espaço aéreo por aviões militares dos EUA que participam da guerra.

    A decisão ocorre semanas após o primeiro-ministro Pedro Sánchez, um dos líderes europeus mais críticos de Trump, negar à Casa Branca o uso das bases de Rota e Morón para atacar Teerã. Após a decisão, o presidente americano ordenou que seu governo avaliasse o corte de todos os laços comerciais com o país europeu.

    Trump sugere que países comprem petróleo dos EUA ou peguem por conta própria no estreito de Hormuz

  • Morre anestesista que infectou 275 pacientes com hepatite C

    Morre anestesista que infectou 275 pacientes com hepatite C

    Juan Maeso foi condenado a mais de 1.900 anos de prisão por contaminar pacientes em hospitais na Espanha. Ele deixou a prisão em 2023 por problemas de saúde e teve um dos casos mais graves da medicina no país

    O anestesista espanhol Juan Maeso, que ficou conhecido por contaminar 275 pessoas com hepatite C entre 1988 e 1998 em hospitais de Valência, na Espanha, morreu aos 84 anos.

    Ele havia sido condenado a 1.933 anos de prisão pelo contágio em massa, mas deixou a cadeia em 2023 após obter liberdade condicional por causa do estado de saúde debilitado, segundo o jornal El Mundo.

    O caso veio à tona em 1998, quando autoridades identificaram um número incomum de infecções por hepatite C em quatro hospitais da cidade, um público e três privados. As investigações apontaram que o foco do surto era o próprio anestesista, que também era portador do vírus.

    O julgamento começou em 2005 e foi considerado um dos maiores já realizados no país. Pela dimensão do caso, foi necessário montar uma estrutura especial para acomodar 153 advogados, 114 promotores e cerca de 600 testemunhas, entre pacientes, médicos e diretores hospitalares.

    Durante o processo, ficou comprovado que Maeso aplicava em si mesmo parte das substâncias anestésicas que seriam usadas nos pacientes, utilizando a mesma agulha.

    O primeiro caso de contaminação atribuído ao médico ocorreu em 15 de dezembro de 1988, em uma menina de cinco anos. O último foi registrado em 27 de janeiro de 1998, em uma paciente de 51 anos internada após fratura no quadril.

    Após 17 meses de julgamento, em 2007, Maeso foi condenado a 1.933 anos de prisão e ao pagamento de mais de 20 milhões de euros em indenizações. A sentença foi confirmada dois anos depois.

    Ele permaneceu preso até 2023, quando foi libertado por motivos de saúde. Seu quadro se agravou nos últimos meses, até a confirmação da morte nesta terça-feira, 31 de março.

    Morre anestesista que infectou 275 pacientes com hepatite C

  • Vídeo de crianças encenando funeral em Gaza viraliza e choca a web; veja

    Vídeo de crianças encenando funeral em Gaza viraliza e choca a web; veja

    Imagens mostram grupo de crianças encenando cenas de morte e resgate em campo de refugiados, refletindo a realidade da guerra. Vídeo viraliza nas redes sociais e provoca comoção ao expor o impacto do conflito na infância.

    Um vídeo que mostra crianças em Gaza simulando um funeral tem circulado nas redes sociais e chamado atenção para o impacto do conflito na infância. As imagens evidenciam como o ambiente em que essas crianças crescem influencia diretamente suas brincadeiras.

    No registro, divulgado por um criador de conteúdo palestino, cinco crianças de cerca de dois ou três anos aparecem reunidas em torno de uma única boneca. Em vez de brincadeiras comuns, como dar banho, alimentar ou colocar para dormir, elas simulam um funeral ou o transporte de feridos em macas.

    Segundo a Al Jazeera, o vídeo foi gravado em um campo de refugiados na região e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    “Esse vídeo de crianças em Gaza brincando de funeral com uma boneca é de deixar qualquer um sem palavras. Tudo o que elas veem é morte e destruição”, escreveu um usuário. Outro comentou que as imagens refletem uma “infância perdida”.

    “É de partir o coração. As crianças estão reproduzindo o que veem no dia a dia. Pode ser um funeral ou até um resgate, mas é uma das coisas mais tristes que já vi”, disse uma mulher em publicação no Facebook.

    O contexto da guerra ajuda a explicar a repercussão. Desde o início do conflito entre Hamas e Israel, em outubro de 2023, mais de 70 mil pessoas morreram na região, segundo autoridades locais.

    Dados das Nações Unidas indicam que cerca de 80% das construções em Gaza foram destruídas ou danificadas durante a guerra.

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    Vídeo de crianças encenando funeral em Gaza viraliza e choca a web; veja