Categoria: MUNDO

  • Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países africanos; veja quais

    Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países africanos; veja quais

    Autoridades americanas emitiram um alerta com a recomendação de que os cidadãos americanos não viajem para República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul

    Os Estados Unidos restringiram a entrada de viajantes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul após o avanço do surto de ebola na África Central.

    As autoridades americanas emitiram um alerta no início desta semana com a recomendação de que os cidadãos americanos não viajem para os três países africanos. Na quinta-feira, 21, o Departamento de Segurança Interna divulgou as restrições para os viajantes.

    De acordo com o comunicado, de quinta-feira, 21, todos os cidadãos americanos e residentes permanentes legais (LPRs), que estiveram na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à chegada aos Estados Unidos, devem retornar ao país apenas pelo Aeroporto Internacional Washington Dulles (IAD), em Washington, capital dos Estados Unidos, para triagem reforçada.

    “Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) do Departamento de Segurança Interna (DHS) aplicarão triagem de saúde pública reforçada no IAD em resposta ao surto de Ebola”, diz o comunicado.

    Na segunda-feira, 18, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar “preocupado” com o surto de ebola.

    A Embaixada dos EUA em Kampala, capital do Uganda, suspendeu temporariamente todos os serviços de emissão de vistos.

    “Neste momento, o CDC avalia o risco imediato para o público em geral dos EUA como baixo, mas continuaremos a avaliar a evolução da situação e podemos ajustar as medidas de saúde pública à medida que informações adicionais se tornam disponíveis”, disse a agência de saúde num comunicado.

    Emergência pública internacional

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no domingo, 17, que o surto de doença pelo vírus ebola no Congo e em Uganda é uma emergência de saúde pública de importância internacional.

    A principal autoridade de saúde pública da África confirmou pela primeira vez um novo surto de ebola na província de Ituri, no Congo, na sexta-feira. Até sábado, haviam sido relatados 336 casos suspeitos e 88 mortes. Todos os casos estão no Congo, exceto dois registrados na vizinha Uganda.

    Autoridades de saúde afirmam que o surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara para a qual não existem tratamentos ou vacinas aprovados, tornando o combate muito mais difícil. Embora mais de 20 surtos de ebola tenham ocorrido no Congo e em Uganda, incluindo 17 no Congo desde que a doença surgiu no país em 1976, esta é apenas a terceira vez que o vírus Bundibugyo é registrado.

    Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países africanos; veja quais

  • Trump volta a atacar Stephen Colbert após último episódio do Late Show

    Trump volta a atacar Stephen Colbert após último episódio do Late Show

    Presidente dos EUA publicou as críticas em sua rede social. CBS encerrou o programa alegando queda de audiência

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, voltou a atacar o apresentador e comediante Stephen Colbert após o último episódio do The Late Show, exibido na quinta-feira (21) após 11 temporadas na CBS.

    O programa, apresentado por Colbert desde 2015, quando ele substituiu David Letterman, chegou ao fim com uma festa recheada de estrelas no Teatro Ed Sullivan, em Nova York.

    “Colbert finalmente está fora da CBS. Impressionante que tenha durado tanto tempo! Sem talento, sem audiência, sem vida. Você poderia pegar qualquer um na rua e seria melhor do que esse completo idiota”, escreveu Trump na madrugada desta sexta, na plataforma Truth Social.

    Quando o cancelamento foi anunciado, em julho do ano passado, Trump já havia escrito que “absolutamente amava” que Colbert tivesse sido demitido. O apresentador respondeu ao vivo com um “go fuck yourself” -ou “vá se ferrar”-, que foi censurado na transmissão.

    Em dezembro, Trump voltou a pedir o fim do programa, chamando o comediante de “um naufrágio patético, sem talento”. A relação azedou ainda mais quando Colbert chamou de “suborno bem gordo” o acordo de 16 milhões de dólares da CBS com o presidente, referente a uma suposta edição tendenciosa de uma entrevista com Kamala Harris em 2024.

    A CBS afirma que o cancelamento foi uma decisão puramente financeira, motivada pela queda de audiência e pelas mudanças nos hábitos dos espectadores. No último episódio, Paul McCartney cantou “Hello, Goodbye” no mesmo palco onde os Beatles estrearam nos Estados Unidos, em 1964.

    “Nós pensávamos que os Estados Unidos era a terra da liberdade, a maior democracia”, disse o beatle, apontando para Colbert. “Era. Ainda é, espero.”

    Trump volta a atacar Stephen Colbert após último episódio do Late Show

  • 'Pablo Escobar brasileiro' é julgado na Bélgica em processo marcado por impasses

    'Pablo Escobar brasileiro' é julgado na Bélgica em processo marcado por impasses

    Segundo a imprensa belga, a sentença interlocutória foi emitida nesta sexta-feira, 22, mas a decisão final só deve ser anunciada após a conclusão do julgamento, que será retomado em 7 de setembro

    A Justiça da Bélgica emitiu nesta sexta-feira, 22, a sentença interlocutória do julgamento do brasileiro Sergio Roberto de Carvalho, conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, segundo a imprensa belga. A sentença interlocutória é uma decisão tomada no meio do processo, antes da sentença final. No caso desta sexta, o tribunal respondeu a pedidos preliminares das defesas dos réus, discutidos nas audiências realizadas em março e abril. A decisão final só deve ser anunciada após a conclusão do julgamento, que será retomado em 7 de setembro.

    Segundo o jornal francês Le Monde, ao lado do belga Flor Bressers, Carvalho é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa responsável por enviar drogas de portos do Brasil para a Europa, principalmente por Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda. O grupo teria movimentado pelo menos 45 toneladas de drogas, com lucro de € 500 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões na conversão atual).

    Carvalho foi detido na Hungria em junho de 2022, em uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e da Polícia Judiciária de Portugal. Um ano depois, ele foi extraditado para a Bélgica. No Brasil, o homem era conhecido como Major Carvalho, por ter ocupado esse posto na Polícia Militar do Mato Grosso do Sul. Ele foi expulso da corporação em 2018, após ter sido condenado na Justiça Federal por tráfico de drogas.

    Ele usou identidades falsas para viver em diferentes países da Europa. Na Espanha, Carvalho usava o nome Paul Wouter e vivia na cidade costeira de Marbella. Ele chegou a ser alvo de um pedido de condenação de 13 anos por tráfico de drogas, mas antes da decisão, os juízes receberam um atestado de óbito datado de 29 de agosto de 2020, que afirmava que Wouter havia morrido de covid-19.

    Foram as autoridades brasileiras que alertaram a Justiça da Espanha de que as impressões digitais de Wouter coincidiam com as de Carvalho – e que acreditavam que o óbito era falso. As investigações apontaram ainda que ele tinha bases em Portugal, Dubai e Ucrânia.

    Julgamento polêmico na Bélgica

    Segundo o jornal belga Het Laatste Nieuws (HLN), ao todo, mais de 30 réus estão sendo julgados por supostas ligações com o caso, que ficou conhecido na Europa como “Samba”, devido ao braço brasileiro da organização criminosa. O julgamento teve início em 2024, mas tem enfrentado polêmicas desde então.

    Em setembro do ano passado, o advogado Louis De Groote, que representa o empresário holandês Bastiaan K., apontado como responsável pela lavagem de dinheiro do grupo, teve o pedido de fala rejeitado pelo juiz durante uma audiência, mas se pronunciou mesmo assim e foi retirado da sala por policiais.

    Após o episódio, as defesas apresentaram dezenas de pedidos para tentar afastar os magistrados. Um dos recursos, apresentado ao Tribunal de Apelação de Gante, foi aceito, o que levou à anulação da composição anterior da corte e à nomeação de três novos juízes.

    O HLN informou que os advogados tentaram alegar ainda que a substituição poderia sugerir parcialidade. No entanto, na sentença interlocutória, o tribunal considerou que se tratou de uma decisão administrativa objetiva e que não houve qualquer interferência de conteúdo no processo criminal.

    Outro ponto questionado pelas defesas é o local onde o julgamento está sendo realizado. O caso é julgado pelo Tribunal Correcional de Bruges, cidade a cerca de 100 quilômetros de Bruxelas, mas as sessões foram realizadas no Palácio da Justiça, na capital belga, por questões de segurança.

    O HLN afirmou que os advogados dos acusados alegaram que o tribunal não teria jurisdição para se reunir em Bruxelas. No entanto, os juízes decidiram que, apesar de estar fisicamente sediado na capital belga, o tribunal tem jurisdição sobre o distrito de Flandres Ocidental. As defesas também se opuseram às medidas de segurança adotadas, que incluem a presença de uma dupla de policiais ao lado de cada um dos principais réus.

    “Este é o prédio mais fortemente protegido da Bélgica. Vocês acham que meu cliente pode de repente sair voando com um guarda-chuva como Mary Poppins?”, questionou De Groote. Nesse aspecto, os magistrados concordaram parcialmente com as defesas. Eles determinaram que a escolta policial deve continuar, mas que os agentes devem manter distância suficiente para que os acusados possam consultar seus advogados e trocar informações sem serem incomodados.

    'Pablo Escobar brasileiro' é julgado na Bélgica em processo marcado por impasses

  • Aliado de Trump faz manobra para impedir votação que limitaria poder de guerra do presidente

    Aliado de Trump faz manobra para impedir votação que limitaria poder de guerra do presidente

    Presidente da Câmara suspende a deliberação quando ficou claro que lei seria aprovada. Texto exige que Casa Branca busque aprovação do Congresso para continuar conflito; Legislativo entra em recesso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Mike Johnson, foi forçado a realizar uma manobra a fim de evitar que o governo sofresse grave derrota e visse aprovada uma lei restringindo os poderes de guerra de Donald Trump.

    A votação, marcada para acontecer nesta quinta-feira (21), seria a quarta tentativa do Partido Democrata de aprovar uma medida que obrigue Trump a pedir autorização do Congresso para continuar a guerra no Irã. Johnson suspendeu a deliberação quando ficou claro que não teria votos suficientes para barrá-la.

    Com isso, o aliado de Trump ganhou tempo para o presidente –graças ao feriado prolongado do Memorial Day nos EUA, o Congresso entra em recesso nesta quinta e só retorna no dia 1º de junho. Entretanto, membros do Partido Republicano que se rebelaram contra Trump e se opõem à guerra disseram ao jornal The New York Times que, da próxima vez que a medida for ao plenário, será aprovada.

    Se isso acontecer, a lei ainda precisa passar pelo Senado, também controlado pelos republicanos, antes de ir à sanção presidencial, quando certamente será vetada. Em seguida, os deputados e senadores precisariam derrubar o veto por uma maioria de dois terços em sessão conjunta, algo que, por enquanto, é bastante improvável.

    Ainda assim, o descontentamento com o presidente entre a base republicana cresce. Na terça-feira (19), o Senado americano avançou uma lei semelhante à da Câmara, conseguindo superar o número de votos necessário graças à rebelião de um único senador republicano, Bill Cassidy, da Louisiana. No domingo (17), Cassidy foi derrotado nas primárias por um candidato apoiado por Trump e terá que deixar a Casa no ano que vem.

    Trump enfrenta hoje seus piores números de aprovação em meio a uma guerra impopular que ameaça aumentar os preços nos EUA e no mundo e pode resultar em um desastre eleitoral em novembro, quando os americanos renovam a Câmara e dois terços do Senado nas eleições de meio de mandato.

    Os democratas pretendem se aproveitar do mau momento do governo. Membros da oposição vem acusando repetidamente o presidente de iniciar o conflito de maneira ilegal, uma vez que a Constituição americana dá apenas ao Legislativo o poder de declarar guerra.

    A Casa Branca argumentou inicialmente que o conflito não se tratava de uma guerra aberta e, portanto, não necessitaria de aprovação do Congresso. Depois, disse se basear em uma cláusula regimental segundo a qual o presidente tem 60 dias para buscar apoio do Legislativo a fim de conduzir uma guerra.

    Quando esse prazo se esgotou, o Executivo passou a dizer que, com o cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã desde o dia 8 de abril, o prazo de 60 dias estava congelado.

    Em mais um sinal de que seu controle sobre o partido não é absoluto, Trump viu nesta quinta congressistas republicanos abandonarem os planos de votar um projeto de US$ 72 bilhões (R$ 360 bilhões) destinado a financiar a política de deportação em massa do governo.

    O movimento foi uma resposta às exigências do presidente relacionadas a gastos considerados controversos até mesmo por seus correligionários, como a criação de um fundo de US$ 1,8 bilhão para indenizar supostas vítimas da “instrumentalização política” do governo e outro de US$ 1 bilhão para a construção do novo salão de festas da Casa Branca.

    O fundo de instrumentalização pode beneficiar aliados de Trump e pessoas condenadas pelos ataques ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, quando uma turba apoiada pelo então presidente em seu primeiro mandato invadiu o Congresso para tentar impedir a certificação da vitória do democrata Joe Biden.

    Aliado de Trump faz manobra para impedir votação que limitaria poder de guerra do presidente

  • Novo caso de hantavírus é confirmado nos Países Baixos

    Novo caso de hantavírus é confirmado nos Países Baixos

    Confirmam-se agora 12 casos da doença e três vítimas mortais

    A Organização Mundial de Saúde informou, esta sexta-feira (22), que foi registrado um novo caso de hantavírus, nos Países Baixos.

    Trata-se de um membro da tripulação do navio Hondius, onde o surto foi inicialmente detectado. A vítima saiu do navio em Tenerife, Espanha, e viajou depois para o seu país de origem, onde se encontra em isolamento desde então.

    Na publicação que faz nas suas redes sociais, a OMS recorda que até ao momento foram reportados um total de 12 casos da doença, e que há três vítimas mortais.

     

    O cruzeiro que levava quase 150 pessoas numa viagem a alguns dos locais mais remotos do planeta, tornou-se o foco da atenção do mundo inteiro quando um passageiro holandês morreu a bordo no último dia 11 de abril, tornando-se o primeiro de três mortes atribuídas ao hantavírus.

    A mesma entidade, recorda que mais de 600 possíveis casos continuam sendo acompanhados pelas autoridades sanitárias, em mais de 30 países.

    Novo caso de hantavírus é confirmado nos Países Baixos

  • Com guerra, censura à internet no Irã chega a 83 dias, e repressão a dissidentes cresce

    Com guerra, censura à internet no Irã chega a 83 dias, e repressão a dissidentes cresce

    Teerã estabelece conexão mais cara para pré-autorizados enquanto população não consegue pagar por aplicativos que permitem acessar sites de fora. Comandante da polícia anunciou que 6.500 ‘espiões e traidores’ foram presos desde o início do conflito; jornalista japonês está entre eles

    TEERÃ, IRÃ, E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã completou 83 dias de apagão da internet. Poucas horas depois do início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o país, em 28 de fevereiro, o governo bloqueou o acesso a todos os sites estrangeiros. Em janeiro, durante uma onda de protestos contra o governo que deixou milhares de mortos pelas forcas de segurança, a rede já tinha ficado bloqueada por 20 dias.

    Segundo a NetBlocks, organização que monitora censura à internet, o apagão do Irã é o mais longo já registrado em um país conectado digitalmente -já dura mais tempo que o bloqueio à internet em Mianmar durante o golpe de Estado em 2021, que foi de 72 dias.

    Integrantes e pessoas próximas ao governo iraniano argumentam que a censura à internet é necessária por segurança. Primeiro, por dizerem que as forças israelenses e americanas usaram rastreamento de celular para localizar os líderes militares assassinados durante o início da guerra. Segundo, por afirmarem que a internet e, principalmente, as redes sociais estavam sendo usadas por potências estrangeiras para insuflar uma tentativa de golpe contra o atual governo.

    Anteriormente, muitas redes sociais, como o Instagram, e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, já eram bloqueados no país. Mas boa parte da população baixava aplicativos de VPN (sigla em inglês para Rede Privada Virtual), que escondem a origem do usuário e permitem burlar a restrição.

    Desde o início da guerra, no entanto, o preço das VPNs confiáveis, que realmente funcionam, explodiu. Os custos variam muito, conforme o consumo de gigabytes, mas hoje é preciso desembolsar cerca de US$ 5 a US$ 10 por mês, segundo informaram à Folha iranianos que são usuários desses serviços. No ano passado, o equivalente a US$ 0,20 (no câmbio atual) era suficiente e ainda era possível obter “configurações” em comunidades do Telegram para ter VPN gratuita.

    Agora, em um país onde o salário mínimo está em cerca de US$ 70, boa parte da população acaba sem acesso.

    Quem não tem VPN só consegue entrar na internet iraniana, que é completamente separada da global. São aplicativos de mensagens, sites de comércio eletrônico, redes sociais e mecanismos de busca iranianos, além de veículos de notícia locais autorizados pelo governo.

    Sem VPN, o único site estrangeiro acessível é a busca do Google. No entanto, todos os sites não iranianos que aparecem como resultados da busca estão bloqueados, até endereços como Wikipedia.

    Os principais prejudicados são pequenos empresários que dependiam da internet para trabalhar, desde comerciantes que vendiam seus produtos online, pelo Instagram, até profissionais liberais. Um professor de inglês contou à Folha que costumava dar nove aulas por dia pela internet, e metade de seus estudantes era de fora. Perdeu todos esses alunos.

    Zeynab Dezfouly fazia 70% das vendas de suas bolsas e chapéus de crochê pelo Instagram quando a internet foi bloqueada. Com o fim da loja online, ela passou a vender na rua, em dois mercados, na oficina de costura e em um site local iraniano, que está fora do bloqueio imposto pelo governo. Mesmo assim, acumula perda de 50% no faturamento

    Há cerca de um mês, o governo lançou um serviço especial para empresários autorizados, o que levou críticos a chamarem a rede no Irã de “internet por classes”.

    O programa Internet Pro oferece a empresários pré-aprovados um acesso especial -mas custa caro, e é só para quem passa por um processo de triagem.
    Já existe um mercado paralelo para venda de Internet Pro para pessoas que não seriam qualificadas. No tráfico de acesso privilegiado à internet, os preços são ainda mais altos.

    Além disso, alguns poucos políticos, veículos de imprensa, diplomatas e pessoas com boas conexões no governo conseguem os chamados “SIM cards brancos”, que dão acesso irrestrito à rede.

    Desde janeiro, o governo confisca e prevê prisão para quem tiver acesso por Starlink (empresa de internet de Elon Musk) não autorizado.

    Pessoas ligadas ao governo iraniano afirmaram à Folha que a internet no país vai continuar bloqueada por tempo indeterminado, porque a rede é encarada como uma ameaça à segurança nacional.

    A China é vista como um modelo a ser seguido.

    Lá vigora o bloqueio a vários sites estrangeiros. No modelo da grande muralha digital, existem sites chineses semelhantes aos ocidentais, de redes sociais, por exemplo, que são sujeitos a monitoramento e censura do governo.

    Os jovens iranianos estão entre os mais insatisfeitos com o bloqueio da internet.

    “Tiraram a nossa felicidade”, disse à Folha Paniz, 19, estudante que era usuária frequente de TikTok e Instagram. Agora ela só os acessa muito de vez em quando, porque não tem dinheiro para pagar a VPN.

    Rahim, dono de uma banca de venda de nozes no Grand Bazaar, em Teerã, usa VPN.

    “Eu acompanho diariamente as contas do Donald Trump e as informações do governo iraniano, gosto de comparar o que todos falam e sentir nas redes sociais o que estão dizendo”, diz Rahim. Ele paga o equivalente a US$ 6 em uma VPN que dura 15 dias. Mas diz achar injusto, por saber que grande parte das pessoas não tem dinheiro para isso.

    REPRESSÃO

    O acesso à internet não é o único alvo de repressão do governo iraniano nos últimos meses. Desde o início da guerra, Teerã aumentou o número de prisões e execuções de dissidentes e confiscos de bens.

    Segundo o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, ao menos 21 pessoas foram executadas e mais de 4.000 foram presas por acusações ligadas à segurança nacional desde o final de fevereiro. Os executados eram acusados de ter ligação com protestos, com grupos da oposição, ou de fazer espionagem.

    De acordo com o site de notícias iraniano Asriran, o comandante geral da polícia do Irã (Faraja), general Ahmad-Reza, anunciou que 6.500 “espiões e traidores” foram presos desde o início da guerra. Grande parte estaria ligada aos protestos de janeiro.

    O secretário de Justiça da província do Azerbaijão Ocidental, Nasser Atabati, anunciou o confisco dos bens de 129 pessoas consideradas ameaças à segurança do Estado, por supostamente terem cooperado com países hostis. “Ações decisivas e dissuasórias contra traidores, mídia hostil e elementos ligados ao inimigo poderoso vão continuar.”

    Um dos presos foi o jornalista japonês Shinnosuke Kawashima, chefe da sucursal da TV NHK em Teerã. Kawashima e um jornalista iraniano de sua equipe foram detidos e levados para a temida prisão Evin em 20 de janeiro, após cobrirem os protestos de oposição ao governo.

    Após intensas negociações entre os governos do Irã e do Japão, o jornalista foi solto sob fiança no início de abril e está em prisão domiciliar. Ele aguarda seu julgamento e não pode deixar o país.

    Nesta quinta-feira (21), a Justiça iraniana anunciou a execução de dois homens acusados de integrar grupos terroristas separatistas que estariam envolvidos em ataques contra forças de segurança e complôs para assassinatos no oeste do Irã.

    Com guerra, censura à internet no Irã chega a 83 dias, e repressão a dissidentes cresce

  • Hematomas e fraturas: ativistas da flotilha falam em tortura em Israel

    Hematomas e fraturas: ativistas da flotilha falam em tortura em Israel

    Vários ativistas da Freedom Flotilla chegaram à Turquia com marcas de agressão, alegando terem sido torturados pelas forças israelitas enquanto estiveram detidos. Pelo menos um dos membros da iniciativa humanitária, sofreu fraturas devido à agressão

    Alguns dos membros da flotilha interceptada por Israel desde segunda-feira estão chegando à Turquia com inúmeros hematomas e marcas de agressão que a organização da Freedom Flotilla alega serem provas da tortura que sofreram em Tel Aviv.

    As marcas têm formas que se assemelham a círculos e a cilindros, aparentando ter sido feitas por bastões ou cassetetes. À sua volta, criou-se uma marca azul e roxa. Nas costas de um dos ativistas da flotilha há, pelo menos, dez hematomas deste gênero – são só aqueles que é possível ver nas imagens compartilhadas pela Freedom Flotilla.

    Em outra fotografia há, de novo, uma marca circular, e um hematoma roxo que preenche quase a totalidade da parte superior de um braço. Outro homem tem a coxa completamente roxa. Na testa, parece ter um corte.

     
     
     

     
     
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    A Freedom Flotilla compartilha ainda um vídeo dos ativistas que chegaram à Turquia onde é possível ver vários em macas e cadeiras de rodas, aparentemente dentro de uma unidade de saúde e recebendo cuidados médicos. Pelo menos um dos ativistas teria ficado com fraturas, supostamente, devido às agressões que sofreu às mãos das forças israelenses.

    A polêmica começou quando o ministro da Segurança Nacional de Israel,  Itamar Ben-Gvir, surgiu em vídeo perante centenas de ativistas de mãos amarradas atrás das costas e ajoelhados no chão, de cabeça baixa. Ele agitou a bandeira de Israel, dizendo: “Bem-vindos”, em uma clara provocação.

    No próprio dia em que o vídeo do ministro se tornou viral, o próprio primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, veio condenar as ações de Ben-Gvir: “A forma como o ministro Ben Gvir lidou com os ativistas da flotilha não está em consonância com os valores e normas de Israel”.

    As Forças Armadas de Israel realizaram, entre segunda e terça-feira, a interceção em águas internacionais dos cerca de 50 barcos da flotilha humanitária, que tentavam chegar à Faixa de Gaza com cerca de 430 ativistas a bordo.

    Hematomas e fraturas: ativistas da flotilha falam em tortura em Israel

  • Maldivas: Mergulhadores terão entrado em túnel errado e ficado sem ar

    Maldivas: Mergulhadores terão entrado em túnel errado e ficado sem ar

    Grupo de mergulhadores teriam se enganado no túnel de saída. “Perceber que você está no caminho errado e que resta pouco ar é assustador”, destaca uma especialista

    Os cinco mergulhadores italianos, que perderam a vida em uma gruta subaquática nas Maldivas, podem ter sofrido um “erro de orientação”. Estas são as primeiras conclusões apresentadas pelo mergulhadores finlandeses que participaram na recuperação dos corpos. A investigação continua.

    O grupo desapareceu durante um mergulho à gruta de Thinwana Kandu. Os cinco mergulhadores tinham experiência e estavam participando em uma expedição. O guia da expedição foi a primeira morte confirmada, depois de o seu corpo ter vindo à superfície, no dia em que a expedição tinha começado.  Os outros corpos foram recuperados esta semana.

    A reconstituição realizada pelos investigadores da organização DAN Europe — especializada em segurança e medicina do mergulho — sugere que o grupo pode ter se desorientado durante a saída da caverna e acabou entrando em um túnel sem saída. A conclusão acontece depois de os especialistas finlandeses terem encontrado os corpos num corredor sem saída dentro do complexo subaquático.

    “Dali não havia saída”, explicou Laura Marroni, diretora executiva da organização, ao jornal italiano La Repubblica.

    Segundo a especialista, a caverna começa com uma grande câmara naturalmente iluminada e com fundo arenoso. A partir desse ponto, estende-se um corredor com cerca de 30 metros de comprimento e três metros de largura que conduz a uma segunda câmara completamente escura.

    Entre ambas existe um banco de areia que, ao entrar, pode ser atravessado com facilidade, mas que, durante o regresso, gera uma espécie de “ilusão da parede de areia”. À esquerda desse banco existe outro túnel mais curto e sem saída. 

    Os corpos teriam sido encontrados neste segundo túnel, o que leva a crer que os mergulhadores teriam sido enganados pela falsa parede de areia, que os levou a seguir pela saída errada.

    “Os corpos foram encontrados dentro daquele túnel, como se o tivessem confundido com o túnel correto”, explicou Marroni.

    O especialista salientou que, naquela profundidade e com cilindros de ar convencionais, os mergulhadores tinham apenas alguns minutos de margem de segurança dentro da segunda câmara. “Perceber que está no caminho errado e que resta pouco ar é assustador. Então você respira mais rápido e o suprimento diminui ainda mais.”

    Mergulhadores morreram no atol de Vaavu

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália anunciou que cinco compatriotas tinham morrido em um acidente ocorrido durante um mergulho no atol de Vaavu, nas Maldivas. “Os mergulhadores teriam falecido ao tentarem explorar algumas grutas a 50 metros de profundidade. A investigação do acidente ainda está em curso pelas autoridades das Maldivas”, referiu em comunicado.

    As vítimas são a professora de Ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, à sua filha Giorgia Sommacal, que também era aluna da universidade, à investigadora Muriel Oddenino, o biólogo marinho Federico Gualtieri e o guia Gianluca Benedetti.

    Os corpos foram todos recuperados esta quarta-feira e com isso as autoridades tiveram acesso às câmaras GoPro que os mergulhadores usavam e cujas imagens serão agora analisadas para perceber o que realmente poderá ter acontecido ao grupo. 

     

    Maldivas: Mergulhadores terão entrado em túnel errado e ficado sem ar

  • Irã reconstrói poder militar mais rápido que EUA previam, diz TV

    Irã reconstrói poder militar mais rápido que EUA previam, diz TV

    As Forças Armadas iranianas estão se reconstituindo mais rapidamente do que o estimado pelos Estados Unidos. O Irã estaria recebendo ajuda da China para sua reconstrução

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Irã reiniciou parte de sua produção militar durante o cessar-fogo que começou em abril com os Estados Unidos.

    As Forças Armadas iranianas estão se reconstituindo mais rapidamente do que o estimado. Segundo fontes da inteligência americana para a CNN, o Irã já retomou parte de sua produção de drones, recuperando-se dos ataques conjuntos entre EUA e Israel.

    O Irã continua como uma ameaça. A reconstrução inclui a substituição de locais de mísseis, lançadores e produção de sistemas de armas essenciais que foram destruídos durante o conflito atual. Isso é uma preocupação particular para os aliados de Donald Trump. Caso o presidente dos Estados Unidos retome os bombardeios na região, o Irã poderia aumentar sua capacidade de produção de mísseis, o que é uma ameaça para os aliados de Trump no Golfo.

    O Irã estaria recebendo ajuda da China para sua reconstrução. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse à emissora americana CBS que a China está fornecendo “componentes para fabricação de mísseis” ao Irã. Entretanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, negou a alegação durante uma entrevista coletiva.

    Apesar dos danos, o Irã mantém capacidade de produzir mísseis balísticos. Segundo fontes da inteligência americana, a reconstrução balística do Irã não começa do zero e milhares de drones iranianos ainda existem.

    A existência dos mísseis pode ameaçar o Estreito de Hormuz. O Irã divulgou nesta quarta um mapa de “zona marítima controlada” no Estreito de Hormuz, com objetivo de estender o monitoramento das Forças Armadas iranianas para a passagem de navios na região. O país bloqueou quase todo o tráfego marítimo desde o início do conflito com americanos e israelenses, em fevereiro.

    Donald Trump diz que o Irã pode sofrer caso as negociações para o fim da guerra fracassem. Durante uma entrevista nesta semana, Trump disse que os EUA podem atacar o Irã para forçá-lo a fechar o acordo. A proposta mais recente de paz enviada pelo governo iraniano foi recusada pelo republicano.

    Irã reconstrói poder militar mais rápido que EUA previam, diz TV

  • Brasileiro morre em acidente de moto na Argentina a caminho do Atacama

    O motociclista Erinaldo Cleibson de Aquino chegou a ser socorrido, mas morreu no local

    Brasileiro morre em acidente de moto na Argentina a caminho do Atacama

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um brasileiro de 43 anos, natural de Limoeiro (PE), morreu após um acidente de moto na província de Jujuy, na Argentina, enquanto seguia rumo ao Atacama, no Chile.

    Erinaldo Cleibson de Aquino viajava em expedição desde o dia 8 de maio. Ele seguia em um grupo de seis amigos, incluindo o irmão e o cunhado.

    O objetivo do grupo era chegar ao Deserto do Atacama, no Chile. De acordo com a declaração de Emanuel Péricles, cunhado da vítima, ao Jornal do Commercio, Aquino perdeu o controle em uma curva e bateu em uma mureta de proteção.

    O motociclista chegou a ser socorrido, mas morreu no local. O grupo agora aguarda na cidade de Susques a liberação do traslado do corpo de volta à cidade de Limoeiro, no agreste pernambucano. As motos devem ser levadas de volta por um reboque.

    Erivaldo Aquino, irmão do motociclista, que também viajava com o grupo, lamentou o acidente no Instagram. “Meu amado irmão! Viajou comigo e foi para os braços do pai”, diz o texto publicado nos Stories.

    Loja de tecidos e aviamentos do qual Erinaldo era sócio também prestou homenagem via Instagram. Na rede social, a empresa Erivaldo Tecidos publicou: “Em memória de Erinaldo, sua luz e paixão pela liberdade sempre viverão”.

    Erinaldo Aquino era presidente do motoclube Asas do Capibaribe. De acordo com amigos e familiares, a viagem ao Atacama era um sonho do motociclista. Ele deixa três filhos, de 18, 15 e 12 anos.

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