Categoria: MUNDO

  • Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

    Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

    Presidente dos Estados Unidos afirma que Diego Garcia é estratégica em caso de confronto com o Irã e diz que eventual perda do controle britânico representaria ameaça a aliado. Casa Branca afirma que publicação reflete posição oficial do governo

    O presidente norte-americano voltou a mudar de posição ao alertar nesta quarta-feira o Reino Unido para não entregar uma base militar estratégica no oceano Índico. Segundo ele, a estrutura será fundamental caso os Estados Unidos realizem um ataque contra o Irã. “Não cedam Diego Garcia!”, escreveu Donald Trump, em letras maiúsculas, na rede Truth Social, poucas horas depois de o Departamento de Estado reiterar apoio ao acordo britânico que prevê a devolução das ilhas Chagos à Ilha Maurício e o arrendamento da área onde fica a base.

    Na terça-feira, o Departamento de Estado informou que iniciará na próxima semana negociações com Maurício sobre a base conjunta entre Estados Unidos e Reino Unido em Diego Garcia, considerada de alta importância estratégica.

    A decisão de Londres de devolver o arquipélago das Chagos a Maurício irritou inicialmente Trump. No começo do mês, no entanto, ele afirmou compreender “tal acordo”, ao mesmo tempo em que defendeu a permanência da presença militar norte-americana na região, classificada por ele como sensível.

    Na publicação mais recente, Trump declarou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, “não deve, em hipótese alguma, perder o controle de Diego Garcia ao assinar um contrato de arrendamento de 100 anos que é, no mínimo, precário”.

    “Esse território não deve ser retirado do Reino Unido e, se isso acontecer, será um ataque ao nosso grande aliado”, acrescentou.

    O presidente norte-americano afirmou ainda que “se o Irã decidir não chegar a um acordo sobre o programa nuclear, os EUA podem ver-se obrigados a utilizar Diego Garcia e o aeródromo localizado em Fairford, Inglaterra, para repelir qualquer potencial ataque de um regime altamente instável e perigoso”.

    Trump já ameaçou Teerã em diversas ocasiões com uma intervenção militar caso as negociações em andamento não resultem em um entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

    Questionada sobre a aparente mudança de posição, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse: “Esta publicação deve ser considerada a política do Governo Trump”.

    “Quando se vê isso na Truth Social, sabe-se que vem diretamente do presidente Trump”, acrescentou.
     

     

    Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

  • Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

    Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

    Israel autorizou colonos a comprarem terras na região para invadir e tomar a região

    O Brasil e quase 100 países divulgaram comunicado nesta quarta-feira (18) em que condenam a expansão de Israel na Cisjordânia. 

    No domingo (15), o governo de Israel aprovou a reabertura do registro de terras na Cisjordânia ocupada, o que permitirá aos colonos israelenses comprarem terras definitivas na região. Os palestinos consideram a medida uma “anexação de fato”

    No comunicado, os países afirmam que a decisão unilateral de Israel é contrária ao direito internacional.  

    “Reiteramos a nossa rejeição a todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Tais medidas violam o direito internacional, minam os esforços em curso em prol da paz e da estabilidade na região, vão de encontro ao Plano Abrangente e colocam em risco a perspectiva de alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito”, diz a nota conjunta, divulgada no fim do dia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE).

    Os países reafirmaram o compromisso em adotar medidas, com base no direito internacional e em resoluções das Nações Unidas, para “contribuir para a concretização do direito do povo palestino à autodeterminação e para enfrentar a política ilegal de assentamentos no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, bem como políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação”.

    “Reiteramos que uma paz justa e duradoura, com base nas resoluções relevantes das Nações Unidas, nos termos de referência de Madri, incluindo o princípio de terra por paz, e na Iniciativa de Paz Árabe, encerrando a ocupação israelense iniciada em 1967 e implementando a solução de dois Estados — na qual dois Estados democráticos, uma Palestina independente e soberana e Israel, vivam lado a lado em paz e segurança, dentro de suas fronteiras seguras e reconhecidas, com base nas linhas de 1967, inclusive no que diz respeito a Jerusalém — continua sendo o único caminho para garantir segurança e estabilidade na região”, concluem.

    Cisjordânia

    A Cisjordânia está entre as áreas reivindicadas pelos palestinos para compor um futuro Estado próprio. A maior parte do território fica sob controle militar israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente.

    O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que o registro de terras é uma medida de segurança vital, enquanto o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que se trata de uma “resposta adequada aos processos ilegais de registro de terras promovidos pela Autoridade Palestina”, segundo a Agência Reuters. 

    Já a presidência palestina condenou a ação, ao afirmar que trata-se de “uma anexação de fato do território palestino ocupado e uma declaração do início de planos de anexação que visam consolidar a ocupação por meio de atividades de colonização ilegais”.

    Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

  • Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

    Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

    No início do mês, Donald Trump afirmou que os EUA mantinham conversas “no mais alto nível” com Cuba, mas não revelou detalhes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem mantido conversas secretas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador cubano Raúl Castro, informou o portal americano Axios nesta quarta-feira (18), citando três autoridades que falaram sob a condição de anonimato.

    Um alto funcionário do governo ouvido pelo Axios afirma que não se trata de negociações, mas de discussões sobre o futuro da ilha. Raúl Castro sucedeu o irmão, Fidel Castro (1926-2016), e comandou Cuba de 2008 a 2018.

    Segundo o site, Rubio, que nasceu nos EUA e é filho de cubanos, manteve essas conversas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro à margem do regime, hoje comandado por Miguel Díaz-Canel.

    O Departamento de Estado dos EUA e a embaixada cubana em Washington não comentaram.

    As conversas ocorrem durante uma das maiores crises registradas na ilha nos últimos anos, com a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano desde a captura do ditador Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, por forças americanas em Caracas.

    Desde então, há registros de filas extensas para a compra de combustível e de apagões de até 20 horas por dia em algumas regiões da ilha.

    Diante da crise, dois navios mexicanos foram enviados para Havana com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária. Na segunda-feira (16), o governo espanhol informou que também enviaria alimentos e suprimentos de saúde.

    Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu nesta quarta o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, no Kremlin, em Moscou, e criticou as novas restrições impostas à ilha caribenha. Segundo agências estatais russas, o líder classificou as sanções de inaceitáveis.

    “Agora é um período especial, novas sanções. Você sabe como nos sentimos sobre isso”, afirmou Putin, de acordo com a agência oficial russa. “Não aceitamos nada desse tipo.”

    O governo de Donald Trump ameaça impor tarifas contra países que queiram vender combustível para Cuba. O republicano também já afirmou que considera a ilha uma “nação falida” e instou Havana a firmar um acordo com os EUA. Ele disse ter descartado, no entanto, a ideia de uma operação destinada a derrubar o regime.

    Avaliações da CIA indicam que a ilha enfrenta um colapso econômico, especialmente nos setores de agricultura e turismo. Entretanto, o serviço de inteligência dos EUA adota cautela sobre a possibilidade de queda do regime.

    No início de fevereiro, Trump afirmou que os EUA mantinham conversas com Cuba “no mais alto nível”, mas o governo americano tem sido discreto e se recusa a fornecer detalhes sobre o conteúdo ou sobre as pessoas envolvidas nos diálogos.

    Raúl Castro, que hoje tem 94 anos, está aposentado desde que deixou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, em 2021.

    Ele protagonizou, junto ao ex-presidente americano Barack Obama, uma aproximação inédita com os EUA em meados da década de 2010, logo revertida no primeiro governo de Donald Trump.

    Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

  • Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

    Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

    Com ameaça de ação dos EUA, Estado judeu determinou mobilização interna a retaliação inevitável, como ocorreu no ano passado; Tel Aviv deve participar do conflito e pode adicionar grande pode de fogo à amada de Trump, mas defesa aérea é motivo de preocupação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.

    O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.

    Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.

    O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.

    Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.

    Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.

    Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.

    No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.

    Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.

    Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.

    O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.

    O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

    Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

  • Trump acelera preparação de ataque ao Irã

    Trump acelera preparação de ataque ao Irã

    Apesar de negociação sobre programa nuclear prosseguir, sinais de que os EUA poderão atacar a teocracia se acumulam; nesta semana, força de ataque aéreo na região foi dobrada, com envio de caças F-22 usados no bombardeio do ano passado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Apesar dos relatos de progresso nas negociações para evitar uma nova guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos aceleraram nesta semana a mobilização militar ofensiva em preparação para atacar o Irã.

    Após enviar dois grupos de porta-aviões e diversos ativos para a região, as forças de Donald Trump estão empreendendo uma movimentação frenética de aeronaves para o teatro de um eventual conflito.

    Só de segunda-feira (16) até esta quarta (18), foram ao menos 78 aviões de caça e ataque deslocados, mais que o dobro do que já havia em três principais bases americanas sob a jurisdição do Centcom (Comando Central da Forças Armadas dos EUA) -isso sem contar as 90 aeronaves a bordo do USS Abraham Lincoln.

    Esse aviões estão sendo apoiados por uma armada voadora de aviões-tanque. Só na manhã desta quarta, havia 20 modelos KC-135 e KC-46 no ar cruzando o Atlântico vindos dos EUA, e uma fila com dezenas de voos de ida e volta de cargueiros C-17 da região para bases europeias.

    Além disso, seis aviões-radar E-3 e pelo menos um raramente usado U-2 já estão na Europa, a poucas horas da ação. São aeronaves essenciais para qualquer ação coordenada, organizando o trabalho de caças, aviões de ataque a solo e bombardeiros. Todos os números são tirados de monitores de tráfego aéreo, e pode haver mais ativos a caminho.

    Chama a atenção a composição do contingente, que saiu dos EUA e de bases na Europa: além de 36 caças leves F-16 e mais 12 aviões de ataque F-15, há 12 F-22 e 18 F-35 relatados pelos monitores. Os dois últimos são modelos de quinta geração, furtivos a radar.

    O F-22, em particular, é o avião mais poderoso da frota americana. Seu emprego, provavelmente numa base da Jordânia, sugere o potencial uso do bombardeiro “invisível” B-2, numa combinação usada no ataque americano a instalações nucleares do Irã em junho passado.

    Nele, os F-22 serviram com F-35 de escolta para os bombardeiros de R$ 11 bilhões, enquanto outros caças abriam o caminho alvejando defesas aéreas iranianas. Nesse cenário, é possível especular uma novo ataque mais cirúrgico para decapitar a teocracia islâmica instalada em Teerã desde 1979.

    Mas analistas militares observam que o poderio mobilizado insinua uma guerra mais ampla do que bombardear o aiatolá Ali Khamenei e comandantes de sua Guarda Revolucionária. Isso implica vários riscos, dado que o país não é indefeso como a Venezuela, atacada em janeiro.

    Para tanto, seguindo a cartilha do Pentágono, tudo começa com o uso intensivo do míssil de cruzeiro Tomahawk. Há cerca de 600 unidades da arma de precisão rondando o Irã. Trump já tem na região o Lincoln e sua escolta de três destróieres, e um total de ao menos 12 navios de guerra.

    Na semana que vem eles já sejam apoiados por um segundo grupo de porta-aviões, centrado no maior modelo do tipo no mundo, o USS Gerald R. Ford. O navio e sua escolta estavam no Caribe, onde participaram da operação que capturou o ditador Nicolás Maduro e sua mulher.

    Nesta quarta, ele estava perto do estreito de Gibraltar, entrando no Mediterrâneo e podendo estar em posição de apoiar um ataque ao Irã pelo flanco oeste já neste fim de semana se mantiver a velocidade atual de 24 nós (44 km/h).

    Por fim, há o fator Israel, aliado central dos EUA na região. O Estado judeu, segundo a imprensa local, elevou seu alerta militar e pode participar do ataque aos arquirrivais iranianos, repetindo a parceria do curto conflito de junho passado. Potência nuclear, o país tem cerca de 300 aviões capazes de alvejar o Irã.

    Isso tudo pode sinalizar apenas pressão de Trump para que os aiatolás aceitem um acordo acerca de seu programa nuclear. Na terça, delegações de ambos os países debateram indiretamente o tema, sob a mediação de Omã, em Genebra.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi particularmente otimista, falando em progresso e novas reuniões. Os americanos foram mais discretos, apenas relatando anonimamente que esperam uma proposta iraniana em duas semanas.

    Talvez este seja o prazo para uma decisão de Trump sobre atacar. Na noite de terça, o vice-presidente J. D. Vance afirmou à Fox News que “ficou bem claro que o presidente tem linhas vermelhas que os iranianos não estão ainda dispostos a aceitar e negociar”.

    Já nesta quarta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que “houve um pouco de progresso, mas estamos muito longe em algumas questões”. “O Irã seria sábio em fazer um acordo.”

    PROTESTOS AGRAVARAM CRISE

    A crise entre os países remonta à Revolução Iraniana, que nasceu sob o signo da tomada da Embaixada dos EUA em Teerã. Décadas de hostilidade mútua chegaram a um zênite com o ataque do ano passado, em apoio à guerra de 12 dias que Israel travava com seu arqui-inimigo.

    Sucedeu um cessar-fogo, mas a situação política da teocracia degenerou devido a uma crise econômica que levou milhares à rua no fim de 2025. Logo, os atos viraram protestos contra o regime em si e foram violentamente reprimidos.

    Trump prometeu ajuda os manifestantes e, no começo do ano, quase atacou o Irã. Mas voltou atrás, convencido por Israel a ganhar mais tempo de preparo e pressionado por aliados regionais a não causar caos no comércio de petróleo -20% do produto e do gás mundiais passam pelo estreito de Hormuz, cuja costa norte é controlada por Teerã.

    Não por acaso, os iranianos estão fazendo nesta semana exercícios navais por lá e anunciaram manobras conjuntas com russos e chineses, buscando dissuadir os americanos. Uma corveta de Moscou, a Stoiki, já fez manobras com barcos iranianos nesta quarta. Teerã também está reforçando instalações militares, como imagens de satélite mostram.

    O republicano acabou abandonando a retórica de apoio aos atos, embora tenha falado que seria bom ver o regime cair. E acelerou o cerco militar enquanto mudava o foco para o programa nuclear, que fora objeto de um acordo que ele mesmo deixou em 2018.

    Aquele arranjo suspendia sanções em troca da renúncia à bomba atômica e instalação de mecanismos de verificação da produção pacífica de urânio enriquecido. Teerã quer renovar esse acordo, mas Trump quer o fim total do programa.

    Além disso, com apoio de Israel, pede também o fim do programa de mísseis balísticos do país persa, algo que Teerã diz ser inegociável. Na guerra de 2025, apesar de dominada nos ares, a teocracia causou bastante estrago no Estado judeu.

    Trump acelera preparação de ataque ao Irã

  • Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

    Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

    Presiente Lula deve discursar durante a plenária de alto nível

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta quarta-feira (18) em Nova Délhi, capital da Índia, para uma visita a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi. O primeiro compromisso de Lula amanhã (19) será a participação na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no mundo.

    O evento começou na segunda-feira (16) e Lula deve discursar durante a plenária de alto nível, ao lado de outros chefes de Estado e grandes executivos do setor. O evento dará sequência ao chamado “processo de Bletchley”, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança, governança e colaboração global em IA.

    Também serão debatidos assuntos relacionados a fontes de recursos para a democratização da tecnologia, bem como seu uso para empoderamento social, inovação e desenvolvimento social. Esta será a primeira vez que um presidente brasileiro comparecerá a um evento global de alto nível sobre o tema. 

    Na sexta-feira (20), o governo brasileiro está organizando o evento paralelo chamado IA para o bem de todos, que var tratar das perspectivas brasileiras para o futuro da inteligência artificial. O encontro vai contar com a presença de ministros de Estado – representando as pastas de Ciência, Tecnologia e Informação, Gestão e Inovação nos Serviços Públicos, Educação, Saúde e Comunicações.

    Esta é a segunda viagem de Lula à Índia no atual mandato e uma retribuição à visita do primeiro-ministro indiano ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do Brics.

    “A agenda representa novas oportunidades de cooperação bilateral, especialmente em termos econômicos, turísticos, agrícolas, energéticos e sustentáveis”, destacou a Presidência, em comunicado.

    Agenda bilateralBrasil e Índia mantêm parceria estratégica desde 2006 e, durante a visita, devem ser firmadas parcerias sobre terras raras e minerais críticos. Também está prevista a assinatura da declaração Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro.

    A visita será oportunidade para o reforço político às negociações de ampliação do acordo de comércio Mercosul-Índia, além de oficializar o novo prazo de validade de vistos de negócios e turismo, de cinco para dez anos, entre os países.

    São esperados ainda avanços nas colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano.

    Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Atualmente, a Índia é o 10° destino das exportações do Brasil. Entre os produtos mais exportados estão óleos brutos de petróleo, açúcares e melaços, gorduras e óleos vegetais, e minério de ferro.

    De acordo com o governo, as relações entre Brasil e Índia passam por um momento de ascensão, sustentadas por complementaridades econômicas e tecnológicas.

    Um dos acordos firmados entre o Brasil e a Índia – durante visita do primeiro-ministro Modi, no ano passado – foi o conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos. São eles: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.

    A Índia também é uma potência farmacêutica e de tecnologia em saúde e devem ser firmados acordos no setor para atração de investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil.

    Lula e Narendra Modi têm posições coincidentes na pauta internacional e devem firmar documento sobre temas como desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza.

    Lula ainda participará da inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Índia. A instituição está organizando um fórum empresarial que já conta com a participação de mais de 300 empresários brasileiras, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.

    Coreia do Sul

    Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente Lula se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático. Também está previsto um fórum empresarial com cerca de 230 empresários brasileiros.

    O governo brasileiro pretende, com a viagem, ampliar o comércio entre os dois países e, para isso, deve ser assinado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica. As ações devem alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.

    O comércio bilateral Brasil-Coreia do Sul chegou a US$ 10,8 bilhões em 2025. O país ocupa o 13° lugar de destino das exportações brasileiras e entre os principais itens vendidos estão óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool, e café não torrado.

    Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

  • Mpox: nova recombinação de cepas é identificada pela OMS

    Mpox: nova recombinação de cepas é identificada pela OMS

    Organização Mundial da Saúde reconhece nova variante do vírus, formada por clados Ib e IIb, após casos no Reino Unido e Índia

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu no último sábado, 14, a circulação de uma nova cepa de mpox, formada pelos clados Ib e IIb do vírus MPXV. A situação acontece após a confirmação de dois novos casos nos últimos meses.

    O primeiro foi identificado em dezembro de 2025 no Reino Unido e envolvia um paciente com histórico de viagem ao Sudeste Asiático. O segundo foi confirmado na Índia, no dia 13 de janeiro deste ano, em uma pessoa que havia viajado para um país da Península Arábica, onde reside.

    A análise dos genomas virais indicou que os dois indivíduos foram infectados pela mesma cepa recombinante, com uma semelhança de 99,9%. Como os casos ocorreram com intervalo de várias semanas, a OMS sugere a hipótese de que possam existir infecções não notificadas. Clinicamente, ambos apresentaram manifestações semelhantes às observadas em outros clados, e nenhum evoluiu para quadro grave.

    A OMS também afirma que a origem da recombinação ainda é desconhecida e destaca que a circulação desse vírus já envolve pelo menos quatro países. Como os dois casos identificados apresentam grande semelhança genética, a agência avalia que a variante pode estar mais disseminada do que os registros atuais indicam.

    O órgão ainda ressalta que testes laboratoriais convencionais de diferenciação de clados podem não detectar vírus recombinantes, sendo necessário o sequenciamento genômico para confirmação.

    Nos dois casos, o rastreamento de contatos foi concluído e não houve identificação de casos secundários. Ainda não está claro se a nova variação apresenta diferenças clínicas em relação às anteriores. Por isso, as autoridades continuam investigando as características fenotípicas da cepa.

    Segundo a OMS, a recombinação é um processo natural que pode acontecer quando dois vírus relacionados infectam o mesmo indivíduo e trocam material genético, produzindo um terceiro.

    Mesmo com o reconhecimento da recombinação, a avaliação de risco da OMS não mudou. Ela continua sendo considerada moderada para homens que fazem sexo com homens (com parceiros novos e/ou múltiplos) e para trabalhadores do sexo ou outras pessoas com múltiplos parceiros sexuais ocasionais. O perigo é baixo para a população em geral, sem fatores específicos de risco.

    A agência reforçou que mantém vigilância global da mpox e oferece orientação técnica e apoio aos países, incluindo acesso a diagnósticos e vacinas por meio de mecanismos de coordenação internacional. A OMS também trabalha para a criação de um grupo internacional de coordenação para a provisão de vacinas contra a doença.

    Vale lembrar que os critérios utilizados para aplicação da vacina seguem as orientações da OMS e priorizam grupos de risco. Saiba mais aqui.

    O que é a mpox?

    A mpox, também conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato físico próximo e direto, incluindo relações sexuais.

    Também pode acontecer de forma indireta, por meio do contato com materiais contaminados, pela inalação de partículas respiratórias infecciosas (em casos limitados) e da mãe para o filho.

    Os principais sintomas são erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. Os sinais geralmente duram de duas a quatro semanas.

    O recomendado é, ao apresentar os sintomas, buscar ajuda médica. No Brasil, a vacinação contra mpox foi iniciada em 2023, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso provisório de um imunizante conhecido como Jynneos ou Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic. Ele deve ser aplicado em duas doses, com um intervalo de quatro semanas entre elas.

    Aos países, a OMS faz as seguintes recomendações:

    – Manter vigilância epidemiológica e notificação rápida;

    – Realizar sequenciamento genômico em todos os casos confirmados no início de surtos e amostras representativas (=10%) em transmissão comunitária;

    – Priorizar sequenciamento em casos importados, incomuns ou graves;

    – Garantir manejo clínico adequado e práticas robustas de prevenção e controle de infecção;

    – Fortalecer estratégias de vacinação para populações-chave;

    – Integrar serviços de HIV/IST e mpox;

    – Buscar eliminar transmissão humano a humano onde a circulação é baixa;

    – Informar viajantes em risco.

    Mpox: nova recombinação de cepas é identificada pela OMS

  • Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

    Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

    Estudo aponta para mais casos no sul da região

    Um estudo científico alerta que o aumento global das temperaturas deve provocar, ao longo dos próximos anos, mais infecções pelo vírus Chikungunya, transmitido por mosquitos, e que provoca dores nas articulações. 

    Essa infecção viral é comum em regiões de clima tropical, onde há milhões de casos de infecção por Chinkungunya todos os anos. Segundo o estudo, ela pode vir a se espalhar por mais 29 países, incluindo grande parte do continente europeu.

    A situação na região sul da Europa é a mais alarmante. A pesquisa, publicado no Journal of Royal Society Interface e divulgada nesta quarta-feira (18) pelo jornal britânico Guardian, identifica Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal como os seis países sob maior risco de epidemias associadas ao Chikungunya. 

    Transmitido por mosquitos Aedes, principalmente os das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus, que sobrevivem e se reproduzem em ambientes quentes, o vírus não tem, pelo menos por enquanto, o mesmo impacto nos países mais ao norte da Europa. 

    No entanto, segundo o autor principal do estudo, Sandeep Tegar, citado pelo Guardian, “é apenas uma questão de tempo” até que essa realidade se altere e que a doença também se expanda para essas regiões.

    Com base em uma análise sobre o impacto da temperatura no tempo de incubação do vírus no Aedes albopictus, os cientistas concluíram que a temperatura mínima que permite infecção fica na casa dos 2,5 graus Celsius (°C). 

    O patamar é substancialmente menor do que o apontado por estudos anteriores. Já a temperatura máxima favorável à transmissão da doença varia entre os 13°C e os 14°C.

    Até o momento, estimava-se que a transmissão da infecção só ocorreria em temperaturas mínimas de 16 °C a 18 °C. Os novos dados indicam que o risco de surtos de chikungunya poderá abranger mais regiões e se prolongar por períodos mais longos do que se previa.

    A infecção pelo vírus Chikungunya provoca dores intensas e debilitantes nas articulações, que podem se prolongar por vários anos. A doença é potencialmente fatal em crianças e idosos.

    O Chikungunya não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa, mas de acordo com um artigo publicado no portal do Hospital da Luz e redigido pelo médico Saraiva da Cunha, já foram documentados casos de “transmissão de mãe para filho na gravidez e no perinatal e na sequência de transfusões de sangue contaminado”.

    O vírus, detetado pela primeira vez em 1952 no Planalto Makonde, na Tanzânia, atingiu em grande escala a França e a Itália, no ano passado. Ambos os países registraram centenas de casos de infecção, após vários anos com poucas ocorrências em toda a Europa.

    Aquecimento global

    Os invernos frios da Europa costumavam ser uma barreira à atividade dos mosquitos Aedes, mas devido ao aquecimento global, a realidade agora é outra e estes atuam durante todo o ano no Sul da Europa. Os cientistas prevêm que, nos próximos anos, a situação tende a piorar e que os surtos de infecções sejam cada vez mais intensos.

    Em declarações ao jornal Guardian, os autores do estudo mostraram-se alarmados com os resultados da análise. Sandeep Tegar, do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia (UKCEH) aponta para o ritmo galopante de aumento nas temperaturas na Europa que, segundo afirmou, “é aproximadamente o dobro” da média global. Considerando que “o limite inferior de temperatura para a propagação do vírus é muito importante”, as novas estimativas são chocantes.

    De acordo com a Dra. Diana Rojas Alvarez, que lidera a equipe da Organização Mundial da Saúde sobre vírus transmitidos por picadas de insetos e carrapatos, a doença transmitida pelo Chikungunya pode ser devastadora, com até 40% das pessoas afetadas a sofrerem de artrite ou dores agudas, mesmo cinco anos após a contaminação.

    Apesar do clima ter um enorme impacto na propagação destes casos, a Dra. Alvarez disse ao Guardian que é também responsabilidade da Europa “controlar estes mosquitos para que não se espalhem ainda mais”.

    A dirigente da OMS alerta para a necessidade de educar a comunidade europeia sobre a eliminação de água parada – onde os mosquitos se reproduzem – e para a importância de usar roupas compridas e de cores claras para a prevenção de picadas, bem como o uso de repelente.

    Além disso, ela faz um apelo às autoridades de saúde para que criem sistemas de vigilância para a doença.

    Paralelamente, o principal autor do estudo, Sandeep Tegar afirma que a pesquisa conduzida por sua equipe fornece ferramentas necessárias para que as autoridades locais saibam quando e onde agir.

     

    Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

  • Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

    Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

    Thomas P. vai a julgamento após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G. na montanha de Grossglockner, na Áustria

    Nesta quinta-feira (19), o alpinista Thomas P. vai a julgamento na Áustria após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G., na montanha de Grossglockner. O caso aconteceu há mais de um ano e a mulher teria morrido congelada após ter sido, supostamente, deixada no local.

    Thomas é acusado de ter deixado Kerstin desprotegida e exausta perto do cume, em condições climáticas adversas, nas primeiras horas da manhã de 19 de janeiro de 2025. A tragédia ocorreu depois que o casal escalou a montanha de 3.798 metros.

    Segundo a revista ‘People’, a promotoria alega que, por ser o alpinista mais experiente, o homem “o guia responsável pela excursão” e não voltou atrás nem pediu ajuda a tempo de socorrer a namorada. Thomas é acusado de cometer erros desde o início e os promotores apontaram uma série equívocos que ele teria cometido, destacando que ele tentou a viagem mesmo que sua namorada “nunca tivesse feito uma excursão alpina dessa duração, dificuldade e altitude, além de haver condições invernais desafiadoras”. Os investigadores também alegam que ele saiu duas horas atrasado e não levou “equipamento de emergência suficiente para um acampamento”.

    Thomas nega as acusações e seu advogado, Karl Jelinek, descreveu a morte da mulher como “um acidente trágico”. “Ambos se consideravam suficientemente experientes, adequadamente preparados e bem equipados”, disse ele. Ambos tinham “experiência alpina relevante” e estavam “em ótimas condições físicas”, disse a defesa.

    Registros fotográficos da montanham mostram o momento em que o casal se aproxima do cume, por volta das 20h50 do dia 18 de janeiro. O homem relatou que os dois estavam bem durante a subida e que não tiveram problemas, com o advogado de defesa enfatizando que a situação mudou drasticamente em poucos instantes e a mulher teria começado a se sentir mal. Às 00h35 do dia 19 de janeiro, Thomas ligou para a polícia de montanha.

    O homem teria deixado a namorada para buscar ajuda, escalando o cume e descendo pelo outro lado. Os promotores dizem que ele a deixou às 2h da manhã e afirmam que ele não usou cobertores térmicos de alumínio ou outros equipamentos para protegê-la do frio e esperou até as 3h30 da manhã antes de notificar os serviços de emergência.

    O acusado diz que ele está “profundamente arrependido” pela morte da mulher. “Acima de tudo, ele gostaria de expressar suas sinceras condolências à família da falecida”, disse Jelinek.

    Se considerado culpado, Thomas P pode pegar até três anos de prisão. E um veredito de culpado também pode ter implicações para outros alpinistas e para a responsabilidade que eles poderão ter por seus companheiros no futuro.

    Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

  • Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

    Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

    Grupo foi atingido na região de Castle Peak, na Serra Nevada, durante forte tempestade de inverno. Seis pessoas sobreviveram e aguardam resgate, enquanto equipes de emergência atuam sob risco elevado de novas avalanches

    Dez esquiadores estão desaparecidos após uma avalanche atingir um grupo na região de Castle Peak, na Serra Nevada, no norte da Califórnia, em meio a uma forte tempestade de inverno que atinge o estado.

    De acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Nevada, a avalanche foi registrada por volta do meio-dia de terça-feira. O grupo era formado por 16 pessoas, incluindo quatro guias. Seis conseguiram sobreviver e aguardam resgate no local, enquanto dez seguem desaparecidas.

    As buscas mobilizam 46 equipes de emergência, que atuam com esquis e veículos de neve. Segundo o capitão Russell Greene, as operações avançam com cautela devido ao risco elevado de novas avalanches.

    “Levamos máquinas de neve, motos de neve e equipes esquiando. Estamos usando diferentes estratégias para chegar até eles. Será um processo lento e cuidadoso”, afirmou à emissora local KCRA-TV.

    Os seis sobreviventes mantêm contato com as autoridades por meio de dispositivos de emergência capazes de enviar mensagens de texto. Eles foram orientados a buscar abrigo e improvisaram uma proteção com lona enquanto aguardam o resgate.

    “Eles estão fazendo o melhor possível. Encontraram um local mais protegido, montaram um abrigo improvisado e aguardam ajuda”, disse Greene.

    Antes do incidente, o Centro de Avalanches da Serra Nevada já havia emitido alerta para risco elevado na região, válido até a manhã de quarta-feira. O aviso indicava possibilidade de grandes avalanches em áreas remotas durante a noite.

    A Califórnia enfrenta uma sequência de tempestades, com chuvas intensas e grande volume de neve nas áreas mais altas. Na região do Lago Tahoe, próxima ao local da avalanche, foram registrados entre 60 e 90 centímetros de neve nas últimas 36 horas, segundo Brandon Schwartz, diretor do Sierra Avalanche Center. A neve continuava a cair em ritmo intenso.

    Diversas estações de esqui no entorno do Lago Tahoe foram fechadas total ou parcialmente por causa das condições extremas. Autoridades de outros condados também reforçaram as buscas pelos desaparecidos.
     
     

     

    Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos