Categoria: MUNDO

  • Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

    Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

    O processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído

    Uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge a África pode demorar de seis a nove meses para ficar pronta para ser aplicada na população. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante coletiva de imprensa em Genebra.

    De acordo com o consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Vasee Moorthy, o processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído.

    Segundo Moorthy, há uma vacina sendo desenvolvida para combater especificamente a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos na África, mas não há doses do imunizante disponíveis para ensaios clínicos neste momento. “Esta deve ser a vacina priorizada como a mais promissora contra a cepa Bundibugyo”.

    “A informação que temos é que isso provavelmente levará de seis a nove meses”, destacou.

    Uma outra vacina candidata para combater a doença, segundo o consultor, também está em desenvolvimento, cujas doses para ensaios clínicos podem estar disponíveis em cerca de dois ou três meses. “Há muita incerteza. Vai depender dos resultados de testes em animais para que ela possa ser considerada uma vacina promissora”.

    Números

    A OMS contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas por ebola em surtos registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.

    Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC, embora a própria OMS admita ter ciência de que a escala do surto na região é muito maior do que os números apontam.

    Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos em pessoas que haviam passado pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu pela doença e o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha.

    Entenda

    No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

    Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito das 13 amostras colhidas.

    Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país.

    Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de ebola, também do vírus Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.

    No dia seguinte, o diretor-geral da OMS, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

     

    Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

  • Restrição religiosa nas Maldivas impede autópsia de mergulhadores italianos

    Restrição religiosa nas Maldivas impede autópsia de mergulhadores italianos

    Uma restrição religiosa impede que as autópsias sejam feitas nas Maldivas, onde devem ocorrer apenas os processos de identificação e investigação inicial; cinco mergulhadores italianos morreram na tragédia

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os últimos dois corpos dos mergulhadores italianos mortos nas Maldivas foram resgatados hoje (20/5). Agora, as autópsias só deverão ser realizadas após o processo de repatriação para a Itália.

    Uma restrição religiosa impede que o procedimento seja feito nas Maldivas, onde devem ocorrer apenas os processos de identificação e investigação inicial.

    Dois corpos restantes foram recuperados no interior de uma caverna e levados à superfície. Após a identificação no necrotério em Malé, capital das Maldivas, será iniciado o procedimento para repatriar os corpos, afirmou o porta-voz do governo do país, Mohamed Hussain Shareef, à Reuters.

    Cinco cidadãos italianos, todos mergulhadores experientes, participavam de uma exploração em uma caverna profunda no atol de Vaavu, na quinta-feira (14/5). Um dos corpos foi recuperado no mesmo dia, enquanto outros dois foram encontrados na terça-feira (19), a cerca de 60 metros de profundidade.

    Mergulhador da Força Nacional de Defesa das Maldivas, que participava das buscas, também morreu no sábado (16). Segundo as autoridades, ele sofreu complicações relacionadas à descompressão após ser hospitalizado.

    Com a complexidade da operação, mergulhadores especializados da Finlândia, com experiência em resgates extremos em cavernas submarinas, foram acionados para auxiliar nas buscas. As autoridades das Maldivas seguem investigando as circunstâncias do acidente.

    POR QUE NÃO É PERMITIDA AUTÓPSIA NAS MALDIVAS

    Após a repatriação dos corpos, as autópsias serão realizadas na Itália. Nem mesmo o primeiro mergulhador encontrado, Gianluca Benedetti, passou pelo procedimento nas Maldivas.

    “No momento, não tenho conhecimento de nenhuma iniciativa desse tipo aqui nas Maldivas. É um país onde autópsias raramente são realizadas”, disse Damiano Francovigh, embaixador da Itália no Sri Lanka, ao jornal Il Messaggero.

    Motivo é religioso. As Maldivas são oficialmente um país muçulmano sunita, e a tradição islâmica valoriza a preservação e a integridade do corpo após a morte.

    Por isso, exames invasivos costumam ser evitados, salvo em situações judiciais muito específicas ou em casos que envolvam riscos à saúde pública. Nessas circunstâncias, a prática ainda depende de autorização.

    Procuradoria de Roma abriu uma investigação por homicídio culposo e pretende realizar autópsias assim que os corpos chegarem à Itália. O procedimento é considerado fundamental para determinar as causas exatas das mortes.

    Grupo teria mergulhado entre 50 e 60 metros de profundidade, uma atividade considerada extremamente arriscada e que exige treinamento avançado e equipamentos específicos. Entre as hipóteses investigadas estão falta de oxigênio, desorientação ou falhas técnicas durante a expedição submarina.

    Restrição religiosa nas Maldivas impede autópsia de mergulhadores italianos

  • Governo Trump indicia Raúl Castro, ex-presidente de Cuba

    Governo Trump indicia Raúl Castro, ex-presidente de Cuba

    Ex-líder cubano é acusado ainda de destruição de aeronave e conspiração para matar cidadãos americanos. Miguel Díaz-Canel diz que indiciamento é ‘manobra política, desprovida de qualquer fundamento legal’

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O governo Trump indiciou nesta quarta-feira (20) Raúl Castro, 94, ex-presidente de Cuba. A informação foi divulgada inicialmente por uma fonte à agência de notícias Reuters.

    O homem foi acusado de conspiração para matar cidadãos americanos, quatro homicídios e destruição de aeronaves. A confirmação, também dada por outros jornais como a CNN, antecipa um anúncio esperado para a tarde desta quarta-feira (20), durante um evento em homenagem à população cubana, em Miami.

    Indiciamento tem como base um incidente de 1996, em que jatos cubanos derrubaram aviões operados por um grupo de cubanos exilados. Quatro pessoas morreram na ocasião. O evento desta tarde vai homenagear estas vítimas.

    O indiciamento aumenta a campanha de pressão contra o governo comunista da ilha. Agora, a acusação precisa ser aprovada por um grande júri para seguir.
    O processo criminal contra Castro lembra a acusação anterior de tráfico de drogas contra o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. A acusação contra Maduro foi usada pelo governo Trump para justificar a operação de janeiro que capturou o venezuelano, que se declarou inocente.

    Em março, Trump ameaçou que Cuba “seria a próxima” depois da Venezuela. Desde então, as sanções e pressões econômicas contra a ilha se intensificaram.

    O principal promotor federal em Miami, Jason Reding Quiñones, é um aliado de Trump. Além do caso envolvendo Castro, ele também supervisiona uma investigação sobre o ex-diretor da CIA John Brennan, um adversário de longa data de Trump.

    Mais cedo, legisladores da Flórida fizeram uma declaração pública pedindo o indiciamento de Castro. “Esperamos que o dia da justiça tenha, finalmente, chegado”, disse Mario Diaz-Balart, republicano e sobrinho da primeira esposa de Fidel Castro, Hilda Caballero Brunet.

    Castro apareceu em público em Cuba pela última vez no início deste mês. Desde então, não há evidências de que ele tenha deixado a ilha ou de que o governo permita sua extradição.

    QUEM É RAÚL CASTRO

    Raúl Castro é irmão de Fidel Castro, o revolucionário e inimigo de longa data dos Estados Unidos. Enquanto Fidel liderou o governo comunista da ilha por décadas, Raúl Castro deixou o cargo de presidente de Cuba em 2018.

    Dois anos após deixar a presidência de Cuba, Raúl Castro entregou a liderança do partido comunista em 2021. nesta quarta-feira (20), quem preside Cuba e lidera o partido é Miguel Díaz-Canel.

    Raúl Castro era ministro da Defesa de Cuba durante o incidente de 1996, que culminou no seu indiciamento nesta quarta-feira (20). O governo cubano argumentou que o ataque foi uma resposta legítima à invasão dos aviões no espaço aéreo cubano.

    Os Estados Unidos condenaram o ataque e impuseram sanções, mas não tinham apresentado acusações criminais contra nenhum dos irmãos Castro até nesta quarta-feira (20). O Departamento de Justiça acusou três oficiais militares cubanos em 2003, mas eles nunca foram extraditados.

    PRESSÃO SOBRE CUBA

    Tensões entre Washington e Havana subiram nos últimos meses, com a situação piorando após a prisão de Nicolás Maduro na Venezuela. O governo Trump descreveu o atual governo comunista de Cuba como “corrupto e incompetente” e segue pressionando por uma mudança de regime.

    O ápice da pressão aconteceu quando Trump implementou um bloqueio e ameaçou com sanções os países que fornecem combustível a Cuba. Com isso, interrupções no fornecimento de energia tornaram-se ainda mais frequentes e danos economia foram causados.

    Em uma rara visita à ilha, o chefe da CIA, John Ratcliffe, disse que os EUA auxiliariam Cuba em questões econômicas e de segurança “se houver mudanças fundamentais”. O recado foi transmitido a pedido do presidente Donald Trump.

    CUBA ESTÁ SOB SANÇÕES DOS EUA HÁ MAIS DE 60 ANOS

    Os EUA mantêm um embargo econômico amplo contra a República de Cuba há seis décadas. Em fevereiro de 1962, o presidente John F. Kennedy proclamou um embargo comercial entre os países, em resposta a certas ações tomadas pelo governo cubano, e instruiu os Departamentos de Comércio e do Tesouro a implementar o embargo, que permanece em vigor até nesta quarta-feira (20).

    Ao longo dos anos, as sanções foram se fortalecendo. O bloqueio impõe sanções contra navios que atracam em portos cubanos, proibindo-os de entrar nos EUA por seis meses. Além disso, impede que entidades de outros países que operem com mais de 10% de capital estadunidense façam qualquer tipo de comercialização com Cuba.

    Em outubro de 2024, a Assembleia Geral da ONU aprovou, pela 32ª vez consecutiva, a necessidade de acabar com o embargo. Esta resolução foi aprovada por 187 países, tendo apenas uma abstenção -da Moldávia- e dois emblemáticos votos contrários: dos Estados Unidos e de Israel.

    Joe Biden suavizou ação contra Cuba e excluiu país da lista de patrocinadores do terrorismo. Às vésperas de deixar o poder, o então presidente dos EUA editou a lista como parte de um gesto para garantir que Havana liberte prisioneiros políticos, e abrindo espaço para investimentos e um maior comércio com a ilha.

    Meses depois, Trump incluiu o país novamente na lista. “Em 2024, o regime cubano não cooperou plenamente com os Estados Unidos em matéria antiterrorista”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, em um comunicado que especifica que outros quatro países – Venezuela, Coreia do Norte, Irã e Síria – permanecem na lista.

    Cuba nega a existência de presos políticos e acusa os opositores de serem “mercenários” dos Estados Unidos. “São eles que se recusam a cooperar com Cuba e outros países na luta contra o terrorismo, o que é compreensível. O histórico de cumplicidade e participação de agências governamentais americanas no terrorismo está bem documentado”, acusou o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, na rede social X, à época.

    Governo Trump indicia Raúl Castro, ex-presidente de Cuba

  • Engenheiro processa Google após ser demitido por protesto contra Israel

    Engenheiro processa Google após ser demitido por protesto contra Israel

    O funcionário distribuiu panfletos no escritório do Google DeepMind, em Londres. Ele questionou se o salário dos colegas valia a pena e acusou a empresa de fornecer tecnologia militar para forças que cometem genocídio

    (UOL/CBS NEWS) – Um engenheiro de inteligência artificial processa o Google sob a acusação de ter sido demitido injustamente após protestar contra o uso de tecnologias da empresa pelo governo de Israel.

    O funcionário distribuiu panfletos no escritório do Google DeepMind, em Londres. Ele questionou se o salário dos colegas valia a pena e acusou a empresa de fornecer tecnologia militar para forças que cometem genocídio.

    O engenheiro também enviou e-mails para incentivar a sindicalização. Ele criticou a decisão do Google de 2025 de abandonar a promessa de não criar armas que ferem pessoas e sistemas de vigilância.

    O profissional de origem palestina relatou um sentimento de frustração. “Você ia todo dia e sentia que estava traindo a humanidade e o seu povo”, disse o engenheiro, que pediu anonimato e considerava o trabalho um sonho de infância.

    A ação corre em um tribunal do Reino Unido. O trabalhador alega que atuou como denunciante e sofreu discriminação por acreditar que ninguém deve ser cúmplice de crimes de guerra.

    O Google DeepMind contesta a versão do ex-funcionário. A empresa diz que ele pediu demissão em setembro, o que o engenheiro nega, e afirma que não demite por opiniões ou atividade sindical.

    MUDANÇAS NAS REGRAS E CONTRATOS MILITARES

    A alteração nas diretrizes de inteligência artificial do Google em 2025 causou crise interna. Segundo funcionários ouvidos sob anonimato, ao menos dez pessoas pediram demissão por não concordarem com os novos usos da tecnologia.

    A empresa fechou recentemente um acordo com o Pentágono. O contrato ocorreu após a concorrente Anthropic se recusar a retirar barreiras que impediam o uso de seus sistemas para armas autônomas.

    O Google também enfrenta protestos por um contrato bilionário com Israel. Oficiais israelenses afirmaram que a tecnologia de computação em nuvem fornecida pela empresa ajudou nas operações de combate durante o conflito em Gaza.

    APOIO LEGAL AO TRABALHADOR

    A organização de justiça tecnológica Foxglove apoia o ex-funcionário no processo. Rosa Curling, diretora do grupo, criticou a postura da gigante de tecnologia diante das denúncias.

    A diretora afirma que a empresa puniu o engenheiro por tentar recuperar políticas éticas. “Em vez de ouvir seus alertas, a empresa revidou contra esse importante ato de denúncia interna ao demiti-lo”, disse Curling.

    Engenheiro processa Google após ser demitido por protesto contra Israel

  • Xi tenta projetar China como pivô da diplomacia global em encontro com Putin

    Xi tenta projetar China como pivô da diplomacia global em encontro com Putin

    Ao receber Vladimir Putin em Pequim após encontro com Donald Trump, Xi Jinping tenta reforçar a imagem da China como centro da diplomacia global em meio às guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

    (CBS NEWS) – A China tenta se consolidar como peça central da diplomacia global em meio às guerras na Ucrânia e no Irã ao apresentar a visita do presidente da Rússia, Vladimir Putin, a Pequim, nesta quarta-feira (20), como exemplo de que o país está se tornando um “ponto focal da diplomacia mundial”.

    A expressão foi usada pelo jornal Global Times, ligado ao governo chinês, para reforçar a ideia de que a China, sob a liderança de Xi Jinping, busca ocupar posição de equilíbrio estratégico no cenário internacional ao receber, em poucos dias, tanto o presidente russo quanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Se na semana passada Xi tentou demonstrar estabilidade na delicada relação com os americanos, agora, ao lado de Putin, o objetivo é destacar o peso crescente de Pequim em uma ordem internacional considerada fragmentada pelos chineses.

    Já Putin busca reafirmar a forte parceria entre Moscou e Pequim.

    Segundo as chancelarias dos dois países, o encontro celebrou os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa, além dos 30 anos das relações estratégicas entre Rússia e China. Também estiveram na pauta temas como energia, economia e defesa.

    Como forma de se contrapor à ordem liderada pelos Estados Unidos e reforçar o papel chinês como mediador diplomático, os dois líderes divulgaram uma declaração conjunta em defesa da multipolaridade e de novos modelos de relações internacionais.

    Durante a cerimônia de assinatura dos acordos, Xi Jinping afirmou que China e Rússia são contra “qualquer intimidação unilateral e ações que tentem reverter a história”.

    Putin, por sua vez, declarou que os dois países exercem um papel estabilizador nas relações internacionais.

    Para Chong Ja Ian, professor de ciência política da Universidade Nacional de Singapura, Putin quer fortalecer a relação estratégica com a China e evitar sair enfraquecido após a recente visita de Trump a Pequim.

    Já os chineses tentam transmitir a imagem de uma potência central da política global.

    “A impressão que Pequim e Xi provavelmente querem transmitir é a de que a República Popular da China se tornou o epicentro da política mundial. Se isso é realmente verdade, é outra história”, afirmou o especialista.

    Ele ressalta que Pequim ainda enfrenta dificuldades para alcançar os resultados desejados em conflitos e crises internacionais, como no Oriente Médio, na guerra da Ucrânia e na Venezuela.

    Na avaliação de analistas, Moscou é hoje quem mais depende da aliança.

    Enfraquecida pelas sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia e pressionada pelos altos custos da guerra, a Rússia passou a depender fortemente da parceria com poucos aliados, especialmente a China.

    Apesar disso, Putin chega ao encontro em posição um pouco mais favorável do que em reuniões anteriores. O conflito no Oriente Médio elevou a dependência chinesa do petróleo russo após o fechamento do Estreito de Ormuz, obrigando Pequim a diversificar as fontes de abastecimento.

    Dados do Kremlin indicam que as exportações de petróleo russo para a China cresceram mais de um terço no primeiro trimestre de 2026.

    Mesmo assim, Moscou continua altamente dependente da China para a compra de bens manufaturados, como carros, eletrônicos e maquinário.

    “As circunstâncias no Oriente Médio fizeram da Rússia uma fonte ainda mais importante de petróleo e gás para a China. Isso dá a Moscou maior poder de negociação relativo, embora a Rússia continue mais dependente de Pequim do que o contrário”, explicou Chong Ja Ian.

    Segundo o Kremlin, um dos principais temas do encontro foi o projeto do gasoduto Poder da Sibéria 2.

    Embora importante para a China, o projeto é visto como uma alternativa vital para Moscou diante da queda nas exportações de gás para a Europa.

    O gasoduto, travado por divergências sobre preços, poderá transportar cerca de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano para a China e é considerado estratégico para Pequim em meio aos riscos nas rotas marítimas provocados pela guerra no Oriente Médio.

    O Kremlin informou que os líderes fecharam um importante acordo energético, mas os detalhes não foram divulgados.

    Xi tenta projetar China como pivô da diplomacia global em encontro com Putin

  • Urso abre garrafa de Coca-Cola sozinho em zoológico e viraliza

    Urso abre garrafa de Coca-Cola sozinho em zoológico e viraliza

    Vídeo gravado em um parque na China mostra urso-negro-asiático abrindo uma garrafa de refrigerante com a boca e bebendo tudo sozinho. Cena impressionou visitantes e levou o zoológico a reforçar regras contra alimentação irregular dos animais

    Um urso de um zoológico na China surpreendeu visitantes ao abrir sozinho uma garrafa de Coca-Cola e beber todo o refrigerante de uma vez.

    O episódio aconteceu no dia 12 de maio, no Parque Jinjiangshan, na cidade de Dandong, e foi registrado em vídeo. As imagens viralizaram nas redes sociais pela habilidade do animal.

     
     
     
    5
    No vídeo, após um visitante jogar a garrafa para dentro do recinto, o urso aparece segurando o refrigerante com as duas patas e usando a boca para abrir a tampa antes de beber a Coca-Cola.

    Segundo o site What’s The Jam, um porta-voz do parque afirmou que o animal aprendeu sozinho a abrir garrafas.

    “Ninguém ensinou ele. O urso aprendeu sozinho”, disse o representante do zoológico, acrescentando que “a saúde do urso está ótima” e que ele continua seguindo “uma dieta à base de peixes”.

    As imagens também mostram outras garrafas vazias espalhadas pelo local, indicando que provavelmente não era a primeira vez que o animal consumia refrigerante.

    Após a repercussão do caso, os responsáveis pelo parque afirmaram que irão reforçar as medidas contra a alimentação irregular dos animais, para impedir que visitantes continuem oferecendo bebidas e alimentos inadequados.

    @jornalextra Os visitantes do Parque Jinjiangshan, em Dandong (China), ficaram surpresos com a habilidade de um urso preto em abrir uma garrafa de Coca-Cola sozinho e tomar o líquido de uma vez. A garrafa da bebida foi lançada para o mamífero por um visitante, em 12 de maio. Leia a reportagem completa no blog PAGE NOT FOUND, no site do @jornalextra #jornalextra #blog #pagenotfound #mundo #urso #ursopreto #china #dandong #parquejinjiangshan #cocacola #coquinhagelada #curiosidade som original – Jornal Extra

    O Parque Jinjiangshan é considerado o maior parque da cidade de Dandong e fica localizado na encosta sul da montanha Jinjiang.

    O animal que aparece nas imagens é um urso-negro-asiático, espécie de porte médio conhecida pela pelagem preta brilhante. Esses animais são nativos do nordeste da China e vivem em florestas montanhosas, alimentando-se de frutas, nozes, insetos e pequenos animais, como peixes.

    Na natureza, a espécie enfrenta ameaças como perda de habitat e caça ilegal.
     
     

     

    Urso abre garrafa de Coca-Cola sozinho em zoológico e viraliza

  • Tragédia nas Maldivas: autoridades recuperam últimos corpos de turistas

    Tragédia nas Maldivas: autoridades recuperam últimos corpos de turistas

    Cinco italianos morreram após um acidente durante mergulho em cavernas submarinas nas Maldivas. As autoridades investigam se o grupo ultrapassou a profundidade prevista durante a exploração no atol de Vaavu

    As autoridades das Maldivas recuperaram na manhã desta quarta-feira (20) os corpos dos dois últimos turistas italianos que morreram em um acidente de mergulho ocorrido na quinta-feira passada. A informação foi confirmada pelo governo local e divulgada pela agência Reuters.

    “Os dois mergulhadores restantes foram retirados da caverna e levados à superfície”, informou um funcionário do gabinete de imprensa do país. Todos os corpos foram encaminhados para um necrotério na capital, Malé.

    Segundo o jornal italiano La Stampa, os corpos recuperados são de Giorgia Sommacal e Muriel Oddenino.

    As duas integravam o grupo de cinco italianos que participava de uma excursão de mergulho em cavernas submarinas no atol de Vaavu, ao sul de Malé, e não conseguiu retornar à superfície.

    Os corpos dos mergulhadores haviam sido localizados na segunda-feira. Dois foram retirados da água na terça-feira, enquanto o primeiro já havia sido recuperado na semana passada.

    O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou a localização dos quatro italianos desaparecidos. Em comunicado, a Força de Defesa Nacional das Maldivas informou que os corpos foram encontrados dentro da caverna durante uma operação conjunta de busca e resgate.

    Durante as buscas, um integrante da equipe de resgate também morreu após sofrer doença descompressiva subaquática, condição causada por alterações bruscas de pressão durante o mergulho.

    “A morte demonstra a dificuldade da missão”, afirmou Mohamed Hussain Shareef, porta-voz da presidência das Maldivas.

    Entre as vítimas do acidente, considerado o pior já registrado nesse destino turístico do Oceano Índico, estão uma professora de biologia marinha, a filha dela e dois jovens pesquisadores ligados à Universidade de Gênova.

    O que aconteceu?

    As autoridades das Maldivas investigam diferentes hipóteses para o acidente, incluindo a possibilidade de o grupo ter mergulhado em uma profundidade muito maior do que a prevista.

    O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que os cinco turistas morreram durante uma expedição de mergulho no atol de Vaavu.

    “Os mergulhadores teriam morrido ao tentar explorar cavernas a cerca de 50 metros de profundidade. A investigação ainda está em andamento pelas autoridades das Maldivas”, afirmou o governo italiano.

    O ministério acrescentou que acompanha o caso desde a primeira notificação e mantém contato com os familiares para prestar assistência consular.

    Segundo a imprensa local, os cinco turistas estavam a bordo do barco de mergulho Duke of York e entraram na água na manhã de quinta-feira, próximo à região de Alimathaa. O desaparecimento foi comunicado pela tripulação após o grupo não retornar à superfície até as 13h45 no horário local.

    As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, de 51 anos, professora da Universidade de Gênova e ecologista marinha; sua filha, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; o biólogo marinho Federico Gualtieri; e Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho natural de Pádua e gerente de operações da empresa Albatros Top Boat.
     
     

     

    Tragédia nas Maldivas: autoridades recuperam últimos corpos de turistas

  • EUA dizem que ataque que matou crianças em escola iraniana é “complexo”

    EUA dizem que ataque que matou crianças em escola iraniana é “complexo”

    Chefe do Comando Central dos Estados Unidos afirmou que investigação sobre bombardeio em Minab é difícil porque escola funcionava dentro de uma base militar iraniana. Ataque deixou 155 mortos, incluindo 120 crianças, segundo a ONU

    O chefe do Comando Central dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira que a investigação sobre o ataque que matou mais de 150 meninas em uma escola iraniana, na cidade de Minab, em 28 de fevereiro, é “complexa”, porque o prédio atingido ficava dentro de uma base militar iraniana.

    “É uma investigação complexa. A própria escola estava localizada em uma base ativa de mísseis de cruzeiro da Guarda Revolucionária Islâmica. É uma situação mais complexa do que um ataque convencional”, declarou o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, durante audiência na Comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

    Durante uma discussão tensa com o deputado democrata Adam Smith, Cooper reforçou que “os Estados Unidos não atacam civis deliberadamente”.

    “O povo iraniano não é nosso inimigo. Neste caso, o adversário é a Guarda Revolucionária Islâmica”, afirmou o militar.

    Adam Smith criticou a postura do governo americano e lembrou que, em outros episódios semelhantes, o Exército dos EUA reconheceu erros rapidamente, mesmo antes da conclusão das investigações.

    “Está bastante claro o que aconteceu ali”, disse o parlamentar, lamentando que já tenham se passado cerca de 80 dias desde o bombardeio sem que o Pentágono tenha assumido responsabilidade pelo ataque.

    O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, já havia pedido, em março, que os Estados Unidos concluíssem rapidamente a investigação sobre o bombardeio.

    Segundo a ONU, o ataque deixou 155 mortos, sendo 120 crianças.

    O bombardeio ocorreu durante a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.
     
     
     

    EUA dizem que ataque que matou crianças em escola iraniana é “complexo”

  • Fundador da Mango foi assassinado pelo filho? Tudo o que se sabe

    Fundador da Mango foi assassinado pelo filho? Tudo o que se sabe

    Jonathan Andic, filho do fundador da Mango, Isak Andic, está a ser investigado pelo homicídio do pai, tendo sido hoje detido. O documento judicial que decretou a sua prisão preventiva, alega que o motivo do assassinato terá sido a “obsessão” por dinheiro de Jonathan.

    Jonathan Andic, filho mais velho de Isak Andic, está sendo investigado por suspeita de ter assassinado o próprio pai. A Justiça da Espanha afirmou nesta segunda-feira que existem “indícios suficientes” de que a morte do empresário não foi acidental.

    Isak Andic foi o fundador da Mango, uma das maiores redes de roupas da Europa, conhecida internacionalmente por suas lojas de moda feminina, masculina e acessórios.

    Segundo documentos judiciais obtidos pelo jornal El Español, as autoridades acreditam que Jonathan Andic, de 45 anos, teve uma “participação ativa e premeditada” na morte do pai, ocorrida em dezembro de 2024, durante uma trilha em uma região montanhosa próxima a Barcelona.

    Os investigadores afirmam que o possível crime teria sido motivado por uma “obsessão” de Jonathan por dinheiro e herança.

    A decisão judicial menciona um episódio em que Jonathan teria pressionado o pai a antecipar parte da herança ainda em vida.

    Segundo o documento, Isak teria se sentido “obrigado” a aceitar parte das exigências para manter uma relação próxima com o filho, embora não fique claro se a divisão de patrimônio chegou a acontecer.

    A versão contradiz depoimentos anteriores dados por Jonathan, nos quais ele afirmava ter uma boa relação com o pai e negava conflitos familiares relevantes.

    A Justiça aponta ainda que a relação entre os dois teria piorado drasticamente em meados de 2024, quando Jonathan descobriu que Isak pretendia alterar o testamento e criar uma fundação beneficente voltada ao apoio de pessoas em situação de vulnerabilidade.

    Segundo os investigadores, a partir desse momento Jonathan teria mudado completamente de comportamento.

    O documento afirma que ele tentou se reaproximar do pai e chegou a admitir que sua relação com dinheiro “não era saudável”.

    Para a Justiça espanhola, a sequência de acontecimentos reforça a hipótese de motivação financeira para o suposto assassinato.

    Os investigadores também apontam uma relação considerada “ruim” entre pai e filho, possível interesse financeiro ligado à fundação planejada por Isak, além de uma suposta manipulação emocional exercida por Jonathan.

    Segundo o processo, Jonathan teria ainda registrado por escrito sentimentos de “ódio”, “ressentimento”, “pensamentos sobre morte” e culpa em relação ao pai.

    Em determinado trecho, o documento afirma que o suspeito via apenas “uma solução” para seu problema financeiro: receber a herança enquanto o pai ainda estivesse vivo ou “apagar a memória” de Isak.

    As suspeitas contra Jonathan começaram logo após a morte do empresário, durante os primeiros interrogatórios feitos pela polícia da Catalunha.

    Segundo fontes ligadas ao caso ouvidas pelo jornal El País, o primeiro depoimento foi considerado “confuso” e emocionalmente instável. Já o segundo, apesar de mais calmo, apresentou contradições.

    “A testemunha apresentou versões incompatíveis, deixou pontos obscuros e descreveu fatos incoerentes com a perícia feita no local”, afirmou uma fonte próxima da investigação.

    As principais divergências envolvem o momento da queda de Isak Andic de uma encosta de aproximadamente 150 metros.

    Jonathan afirmou que caminhava um pouco à frente do pai, próximo ao fim da trilha, quando ouviu pedras caindo. Ao olhar para trás, disse ter percebido que Isak havia despencado da montanha.

    No entanto, dados extraídos dos celulares dos dois indicariam localizações e horários diferentes dos relatados pelo suspeito.

    As suspeitas aumentaram ainda mais depois que investigadores descobriram que Jonathan havia visitado a região onde o pai morreu dois dias antes do ocorrido.

    O empresário admitiu a visita, alegando que queria conhecer o percurso previamente para preparar a caminhada e garantir o bem-estar do pai.

    Outro elemento considerado importante pela investigação surgiu após a autópsia de Isak Andic.

    Segundo o jornal El Español, o exame apontou ausência de ferimentos nas mãos compatíveis com uma tentativa de se agarrar a algo ou se defender durante uma queda acidental.

    Jonathan Andic foi detido nesta segunda-feira em Barcelona e levado ao Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, onde prestou depoimento a uma juíza.

    Após a audiência, a Justiça fixou fiança de 1 milhão de euros para que ele não permanecesse preso preventivamente. O valor foi pago.

    Além disso, Jonathan teve o passaporte apreendido, está proibido de deixar a Espanha e deverá se apresentar semanalmente às autoridades judiciais.
     
     
     

    Fundador da Mango foi assassinado pelo filho? Tudo o que se sabe

  • Homem mata ex-mulher na rua na Espanha; testemunhas acorrentam suspeito

    Homem mata ex-mulher na rua na Espanha; testemunhas acorrentam suspeito

    Crime ocorreu em uma praça pública e foi testemunhado por várias pessoas, que reagiram e acorrentaram o suspeito até a chegada da polícia; suspeito foi preso no domingo (17) por abuso e ameaças e foi liberado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um homem matou nesta terça-feira (19) a ex-companheira em plena rua de Figueres, na Espanha, após ser detido e solto duas vezes em dois dias. Testemunhas que presenciaram o crime reagiram e acorrentaram o suspeito até a chegada da polícia.

    Crime ocorreu em uma praça pública e foi testemunhado por várias pessoas. Segundo o jornal El País, o suspeito, um espanhol de 48 anos, matou a ex-companheira -uma mulher trans hondurenha de 33 anos- a facadas que atingiram o tórax, braços, costas e pescoço e, depois, caminhou até uma fonte para lavar o sangue das mãos.

    Serviços de emergência foram acionados. A vítima, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

    Vídeos mostram momento em que suspeito é cercado por testemunhas. Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que o suspeito é derrubado por pessoas que estavam no local. Ele foi imobilizado e acorrentado até a chegada da polícia. Outras imagens também registraram o ataque à mulher.

    Suspeito foi preso no domingo (17) por abuso e ameaças e foi liberado. Ele acabou sendo detido novamente na segunda (18), por agressão, abuso, danos à propriedade e violação de uma ordem de restrição, de acordo com a publicação.

    Homem aceitou acordo judicial por violência doméstica. Ele teria recebido uma pena de prisão de seis meses e uma ordem de restrição que o proíbe de se aproximar da vítima a menos de 250 metros e de se comunicar com ela por um ano e quatro meses”.

    Assassinato ocorreu horas depois. O crime contra a ex-companheira ocorreu na madrugada de terça-feira.

    Homem mata ex-mulher na rua na Espanha; testemunhas acorrentam suspeito