Categoria: MUNDO

  • Brasileiro morre em acidente de moto na Argentina a caminho do Atacama

    Brasileiro morre em acidente de moto na Argentina a caminho do Atacama

    O motociclista Erinaldo Cleibson de Aquino chegou a ser socorrido, mas morreu no local

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um brasileiro de 43 anos, natural de Limoeiro (PE), morreu após um acidente de moto na província de Jujuy, na Argentina, enquanto seguia rumo ao Atacama, no Chile.

    Erinaldo Cleibson de Aquino viajava em expedição desde o dia 8 de maio. Ele seguia em um grupo de seis amigos, incluindo o irmão e o cunhado.

    O objetivo do grupo era chegar ao Deserto do Atacama, no Chile. De acordo com a declaração de Emanuel Péricles, cunhado da vítima, ao Jornal do Commercio, Aquino perdeu o controle em uma curva e bateu em uma mureta de proteção.

    O motociclista chegou a ser socorrido, mas morreu no local. O grupo agora aguarda na cidade de Susques a liberação do traslado do corpo de volta à cidade de Limoeiro, no agreste pernambucano. As motos devem ser levadas de volta por um reboque.

    Erivaldo Aquino, irmão do motociclista, que também viajava com o grupo, lamentou o acidente no Instagram. “Meu amado irmão! Viajou comigo e foi para os braços do pai”, diz o texto publicado nos Stories.

    Loja de tecidos e aviamentos do qual Erinaldo era sócio também prestou homenagem via Instagram. Na rede social, a empresa Erivaldo Tecidos publicou: “Em memória de Erinaldo, sua luz e paixão pela liberdade sempre viverão”.

    Erinaldo Aquino era presidente do motoclube Asas do Capibaribe. De acordo com amigos e familiares, a viagem ao Atacama era um sonho do motociclista. Ele deixa três filhos, de 18, 15 e 12 anos.

    Brasileiro morre em acidente de moto na Argentina a caminho do Atacama

  • Israel deporta ativistas após vídeo do grupo amarrado e ajoelhado causar crise diplomática

    Israel deporta ativistas após vídeo do grupo amarrado e ajoelhado causar crise diplomática

    Integrantes da iniciativa chegaram na Turquia nesta quinta (21); há quatro brasileiros entre eles. Reino Unido, EUA Polônia e Itália estão entre os países que criticaram o governo de Tel Aviv

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel anunciou nesta quinta-feira (21) que deportou todos os ativistas estrangeiros que integravam uma flotilha com destino à Faixa de Gaza e foram interceptados pelas forças de Tel Aviv no mar Mediterrâneo.

    A libertação dos detidos ocorre um dia após uma avalanche de críticas internacionais, culminando numa crise diplomática, devido à divulgação de um vídeo pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir, que mostrava os ativistas detidos com as mãos amarradas e a testa apoiada no chão enquanto o hino nacional israelense era reproduzido em volume alto.

    As reações, inclusive, continuaram nesta quinta. O Reino Unido convocou o encarregado de negócios de Israel para prestar esclarecimentos, num gesto que é considerado uma reprimenda diplomática. O Ministério das Relações Exteriores disse que o vídeo “viola os padrões mais básicos de respeito e dignidade”.

    Na Polônia, o chanceler Radoslaw Sikorski pediu que Ben-Gvir seja proibido de entrar no país. Já o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, defendeu que a União Europeia deveria discutir sanções ao ministro israelense.

    Até mesmo Estados Unidos, aliado de Tel Aviv, criticaram o episódio. O embaixador americano Mike Huckabee disse que, apesar da flotilha ser uma “ação estúpida”, Ben-Gvir “traiu a dignidade” de Israel pela forma como agiu.

    No dia anteriores, outros governos, incluindo França, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Itália, Irlanda e Turquia também criticaram o tratamento dispensado aos ativistas detidos.

    Os cerca de 430 integrantes da flotilha foram retirados de suas embarcações e ficaram detidos em Israel antes da deportação. Quatro brasileiros estão no grupo: Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens; Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da Global Sumud Brasil; Thainara Rogério, desenvolvedora de software; e Cássio Pelegrini, médico pediatra.

    Segundo organizadores da flotilha no Brasil, a expectativa é que eles cheguem na Turquia ainda nesta quinta.

    Ainda de acordo com organizadores da flotilha, os ativistas foram deportados no Aeroporto Ramon, no sul de Israel. Em um comunicado, o grupo jurídico Adalah acrescentou que os membros da iniciativa haviam sido mantidos na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito.

    A Turquia anunciou que enviaria aviões para Israel para repatriar seus cidadãos.

    A mais recente flotilha era composta por quase 50 barcos e havia partido do sul da Turquia na quinta (14) da semana passada. Os organizadores afirmam que a missão tinha como objetivo levar ajuda humanitária ao território palestino e desafiar o bloqueio naval mantido por Israel.

    Na segunda (18), os ativistas anunciaram que forças de Israel haviam começado a subir a bordo das embarcações. Vídeos divulgados em seguida mostram militares israelenses disparando contra ao menos dois barcos. Tel Aviv afirmou que suas forças fizeram apenas “disparos de advertência”.

    Esta foi a terceira tentativa do grupo, em um ano, de alcançar a Faixa de Gaza por via marítima. Missões anteriores também foram interceptadas por Israel em águas internacionais. O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, classificou a iniciativa mais recente de “projeto mal-intencionado”.

    Israel deporta ativistas após vídeo do grupo amarrado e ajoelhado causar crise diplomática

  • Calor 'histórico' se estende à Europa: "Temperaturas muito altas"

    Calor 'histórico' se estende à Europa: "Temperaturas muito altas"

    Agência meteorológica espanhola fala num “episódio de temperaturas muito altas para a época do ano”. Na França, o calor chega na sexta-feira, e as temperaturas podem “ultrapassar em mais de 10°C” os registros geralmente observados no final de maio

    Em Portugal, o cenário meteorológico mudou esta semana, com a chegada do calor e com registo, até, de temperaturas próximas dos 36ºC em algumas regiões, ao contrário daquele que foi o panorama no início do mês de maio. Mas não é só por lá que o tempo de verão está se instalando: Espanha, França e Itália, por exemplo, estão noticiando uma “subida drástica das temperaturas” por estes dias.

    Na Espanha, um “episódio de temperaturas muito altas para a época do ano” é esperado em grande parte do país, segundo a agência meteorológica espanhola (AEMET).

    Dentro das variações que podem ocorrer na península, tudo indica que este episódio de calor será caracterizado pela “intensidade” e por atingir níveis “típicos de pleno verão”, segundo a AEMET.

    De acordo com as previsões atuais, a situação poderá persistir pelo menos até meados da próxima semana, com temperaturas máximas generalizadas de 34ºC nas principais localidades e de 36 a 38ºC nos vales do Guadiana e do Guadalquivir. A AEMET emitiu um aviso amarelo para Badajoz e Biscaia.

    O El Mundo destaca que as temperaturas previstas são “mais típicas do auge do verão do que da segunda semana de maio”.

    Na França, por sua vez, a subida de temperatura deverá começar na sexta-feira e irá afetar particularmente o sudoeste do país, onde os termômetros podem chegar aos 35°C — em Paris, por exemplo, as máximas deverão variar entre 28º e 30ºC.

    “O tempo vai mudar drasticamente na França nos próximos dias, com o forte regresso da alta pressão sobre a Europa Ocidental. Impulsionado por um fluxo de sul a sudoeste associado a uma frente fria ao largo da costa de Portugal, o ar quente da Península Ibérica vai subir em direção ao país, provocando uma subida drástica das temperaturas”, explica o canal meteorológico La Chaîne Météo, que acrescenta que, em alguns locais, as temperaturas podem “ultrapassar em mais de 10°C” os registros geralmente observados no final de maio. 

    “A prematuridade, a duração e a intensidade deste episódio é o que o torna notável, ou mesmo histórico para a época”, nota ainda o mesmo canal.

    Itália também espera temperaturas acima dos 30ºC no próximo fim de semana.

    O Corriere della Sera noticia que se espera uma subida tanto das temperaturas mínimas e como das temperaturas máximas, um fenômeno que se agravará ao longo do fim de semana. “O primeiro fim de semana de verão chega à Europa”, escreve o mesmo jornal.

    Em Portugal, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê para hoje uma nova subida da temperatura, com as máximas a variarem entre os 30 e os 35 graus Celsius na grande maioria do território do continente, com exceção de alguns locais da faixa costeira ocidental, podendo atingir 37 e 38 graus no Alentejo, Vale do Tejo e alguns vales dos rios na parte mais interior das regiões Norte e Centro.

    Também a temperatura mínima irá subir, prevendo-se que em alguns locais do Alentejo e do Algarve, sejam registados valores próximos de 20 graus, ou seja, noites tropicais.

    Calor 'histórico' se estende à Europa: "Temperaturas muito altas"

  • Embaixador americano condena "ações desprezíveis" de ministro israelense

    Embaixador americano condena "ações desprezíveis" de ministro israelense

    Embaixador dos Estados Unidos em Israel criticou duramente o ministro Itamar Ben Gvir após divulgação de vídeo em que ativistas pró-Palestina aparecem algemados e ajoelhados. As imagens provocaram reação internacional e foram condenadas até por integrantes do governo israelense

    O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, criticou nesta quinta-feira as “ações desprezíveis” do ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, após a divulgação de um vídeo em que o político aparece repreendendo e humilhando ativistas pró-Palestina da flotilha interceptada por Israel.

    Apesar de ser considerado um aliado próximo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Huckabee se juntou à onda de críticas internacionais e também às condenações feitas por integrantes do próprio governo israelense.

    “A flotilha foi uma manobra publicitária estúpida, mas Ben Gvir traiu a dignidade do seu país”, escreveu o embaixador nas redes sociais.

    O vídeo divulgado pelo ministro provocou forte repercussão internacional e já havia sido criticado por Netanyahu e pelo chanceler israelense, Gideon Saar.

    Nas imagens, Ben Gvir aparece caminhando entre ativistas internacionais algemados e ajoelhados no porto de Ashdod, para onde foram levados após os barcos da flotilha “Global Summit” serem interceptados pela Marinha israelense em águas internacionais.

    Enquanto segura uma bandeira de Israel, o ministro afirma no vídeo:

    “É assim que recebemos aqueles que apoiam o terrorismo. Bem-vindos a Israel.”

    As imagens mostram dezenas de ativistas ajoelhados, com a cabeça baixa, cercados por policiais armados, enquanto o hino nacional israelense toca em caixas de som.

    Em alguns momentos, os ativistas aparecem com o rosto pressionado contra o chão e as mãos amarradas nas costas enquanto são conduzidos pelas autoridades israelenses.

    Benjamin Netanyahu classificou as imagens como “incompatíveis com os valores de Israel”. Já o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, acusou Ben Gvir de ter “prejudicado deliberadamente” a imagem do país com “esse espetáculo vergonhoso”.

    As forças israelenses interceptaram os barcos da flotilha na costa do Chipre na segunda-feira. Na quarta, começaram a transferir centenas de ativistas pró-Palestina, incluindo dois portugueses, para o sul de Israel.

    Na noite de terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores israelense informou que os 430 integrantes da flotilha haviam sido colocados em embarcações israelenses e levados para o território do país.

    A organização de direitos humanos Adalah denunciou a operação.

    “Depois de partirem rumo a Gaza para entregar ajuda humanitária e desafiar o bloqueio ilegal, esses participantes civis foram retirados à força de águas internacionais”, afirmou a entidade.

    A flotilha era formada por cerca de 50 embarcações que partiram da Turquia na semana passada com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza, devastada por dois anos de guerra.
     

    Embaixador americano condena "ações desprezíveis" de ministro israelense

  • Substância misteriosa deixa 3 mortos e bombeiros em quarentena nos EUA

    Substância misteriosa deixa 3 mortos e bombeiros em quarentena nos EUA

    Equipes de resgate passaram mal com náuseas, tontura e vômitos após atenderem ocorrência em residência no Novo México. Autoridades investigam qual substância provocou os sintomas, enquanto a principal hipótese para as mortes é overdose

    Três pessoas morreram e ao menos 12 bombeiros foram colocados em quarentena após serem expostos a uma substância tóxica ainda não identificada em Mountainair, no estado do Novo México, nos Estados Unidos.

    As informações foram divulgadas pela agência Associated Press (AP). O caso aconteceu na quarta-feira, quando equipes de emergência foram chamadas para atender uma ocorrência em uma área rural da cidade após suspeita de overdose.

    Ao chegarem à residência, os bombeiros encontraram quatro pessoas inconscientes. Três delas morreram no local, enquanto uma quarta vítima foi socorrida e segue internada.

    Durante o atendimento, vários bombeiros começaram a passar mal. Alguns relataram náuseas, tontura, tosse e vômitos pouco tempo depois de entrarem na casa.

    A substância responsável pelos sintomas ainda está sendo analisada pelas autoridades. Como medida de precaução, os bombeiros afetados foram colocados em isolamento.

    O prefeito de Mountainair, Peter Nieto, afirmou que a investigação segue em andamento, mas disse que a principal hipótese para as mortes é overdose.

    Ele também esclareceu que os sintomas apresentados pelos socorristas não têm relação com vazamento de gás natural nem intoxicação por monóxido ou dióxido de carbono.

    Uma bombeira voluntária que participou da ocorrência, mas permaneceu do lado de fora da residência, contou que foi assustador ver os colegas começarem a passar mal.

    “Está chegando a um ponto em que precisamos viver com medo até mesmo quando estamos salvando vidas”, afirmou Antonette Alguire à Associated Press.

    Segundo ela, os bombeiros começaram a tossir ainda durante o resgate e no trajeto até o hospital. Em seguida, surgiram outros sintomas, como tontura e vômito.
     

    Substância misteriosa deixa 3 mortos e bombeiros em quarentena nos EUA

  • Rússia faz ameaça nuclear, e EUA testam míssil

    Rússia faz ameaça nuclear, e EUA testam míssil

    Rússia encerrou os maiores exercícios nucleares desde a Guerra Fria em meio à escalada de tensão com a Otan e países bálticos. Movimentação militar reacendeu temores de uma nova corrida armamentista e elevou alertas sobre risco de conflito nuclear global

    (CBS NEWS) – A Rússia voltou a elevar o tom de sua retórica nuclear nesta quinta-feira (21), dia em que encerra os maiores exercícios atômicos realizados pelo país desde o fim da Guerra Fria. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, esse tipo de movimentação “sempre é um sinal”.

    Os Estados Unidos também realizaram, na véspera, um teste de rotina com seu principal míssil nuclear, o Minuteman-3. O lançamento já estava programado havia meses, embora Washington tenha cancelado exercícios semelhantes em ocasiões anteriores para evitar aumento de tensões internacionais.

    O cenário na Europa é de crescente preocupação. A declaração de Peskov chamou atenção justamente porque, em situações desse tipo, a prática costuma ser tratar exercícios militares como manobras rotineiras voltadas apenas à autodefesa.

    A escalada acontece em meio ao aumento do atrito entre a Rússia e os países bálticos, integrantes da ala leste da Otan e considerados os membros mais vulneráveis da aliança militar ocidental.

    Nos últimos dias, Moscou e governos vizinhos trocaram acusações, enquanto novos alertas envolvendo drones elevaram a tensão na região. Pela segunda vez, após episódios semelhantes na Letônia e na Lituânia, a Estônia emitiu nesta quinta-feira um alerta de violação de espaço aéreo.

    Caças da Otan, responsáveis por patrulhar os céus dos países bálticos, que não possuem Força Aérea própria, voltaram a ser acionados. Desta vez, porém, não houve confirmação sobre a origem do drone.

    A suspeita é de que os aparelhos tenham sido lançados pela Ucrânia, como ocorreu anteriormente. A diferença agora é que os países bálticos acusam a Rússia de interferir eletronicamente nos drones para desviá-los intencionalmente e gerar instabilidade na região.

    Do lado russo, o Kremlin afirmou que Estônia e outros países vizinhos estariam permitindo que a Ucrânia utilize seus territórios e espaços aéreos para lançar ataques contra infraestrutura energética e cidades russas.

    O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, classificou a acusação como “ridícula”. Já o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que fazer parte da aliança militar não protegerá os países bálticos de possíveis retaliações.

    Segundo uma fonte próxima ao governo russo ouvida pela Folha em Moscou, o discurso ameaçador ainda não representa uma ação concreta, mas reflete um temor crescente dentro da elite política do país: a possibilidade de Vladimir Putin testar os limites da Otan enquanto Donald Trump continuar na presidência dos Estados Unidos.

    A avaliação é que o distanciamento cada vez maior de Trump em relação aos aliados europeus, agravado pelas divergências envolvendo a guerra no Irã, poderia abrir espaço para um teste de força contra a aliança militar ocidental.

    O risco de uma escalada, no entanto, envolve diretamente a possibilidade de um conflito nuclear em larga escala.

    Não por acaso, o principal foco da propaganda russa durante os exercícios militares foi justamente o uso de armas nucleares táticas, aquelas destinadas ao campo de batalha, em Belarus, principal aliado de Moscou na região.

    Belarus já havia recebido ogivas nucleares russas em 2023. Desta vez, os exercícios simularam o uso de mísseis Iskander, com alcance de até 500 quilômetros, lançados a partir de plataformas móveis escondidas em áreas florestais.

    A Rússia também divulgou imagens de aviões de ataque Su-25 operando em Belarus, alimentando suspeitas de que bombas nucleares de gravidade também tenham sido deslocadas para o país vizinho.

    A demonstração de força teve como alvo principal os europeus, preocupados com a proximidade das armas nucleares da fronteira da Otan. Mas o exercício também incluiu simulações de guerra global.

    Foram exibidas operações envolvendo submarinos, bombardeiros e lançadores de mísseis intercontinentais, sistemas voltados ao uso de armas estratégicas capazes de destruir cidades inteiras.

    A movimentação militar coincidiu ainda com a visita de Vladimir Putin ao presidente chinês Xi Jinping, encerrada na quarta-feira (20). O encontro buscou reforçar a imagem de unidade entre Rússia e China contra o Ocidente, embora Moscou não tenha conseguido avançar em um novo acordo para construção de gasoduto destinado ao mercado chinês.

    A Rússia possui atualmente o maior arsenal nuclear do planeta, seguida de perto pelos Estados Unidos. Em capacidade operacional, Moscou é considerada mais avançada em tecnologias hipersônicas e possui maior variedade de sistemas de lançamento.

    Na prática, porém, os dois países mantêm poder suficiente para destruir um ao outro, além de provocar consequências globais devastadoras.

    Em fevereiro, Donald Trump abandonou o último tratado de controle de armas nucleares entre Washington e Moscou. O presidente americano argumentou que um novo acordo precisaria incluir também a China, considerada hoje a terceira maior potência nuclear em ascensão.

    Especialistas alertam que o fim dos mecanismos internacionais de controle e a percepção de que possuir armas nucleares poderia ter evitado os ataques americano-israelenses contra o Irã neste ano aumentam o risco de uma nova corrida armamentista nuclear.

    Rússia faz ameaça nuclear, e EUA testam míssil

  • Porta-aviões dos EUA chega ao Caribe após indiciamento de ex-líder cubano

    Porta-aviões dos EUA chega ao Caribe após indiciamento de ex-líder cubano

    Chegada do porta-aviões USS Nimitz ao Caribe aumenta tensão entre EUA e Cuba após indiciamento do ex-líder cubano Raúl Castro. Movimento militar acontece em meio a ameaças do governo Donald Trump e alertas de parlamentares americanos contra uma possível ação militar na ilha

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O porta-aviões USS Nimitz, dos Estados Unidos, chegou ao Caribe nesta quarta-feira (20), em meio à crescente tensão do governo de Donald Trump com o regime de Cuba, segundo anúncio das Forças Armadas americanas.

    O grupo de ataque é composto pelo porta-aviões, seu grupo aéreo embarcado, um destróier de mísseis guiados e um navio de suprimentos. Juntos, “são o epítome de prontidão e presença, alcance e letalidade incomparáveis e vantagem estratégica”, publicou o Comando Sul dos EUA nas redes sociais.

    A força-tarefa pode transportar mais de 60 aeronaves de combate e conta com sistema avançado de armas, comando, comunicações e inteligência.

    Em paralelo ao anúncio do Comando Sul, três senadoes democratas americanos apresentaram uma resolução para impedir o uso das Forças Armadas dos EUA contra Cuba. “Nossos militares não devem ser enviados para situações de risco quando não há benefício claro para os EUA”, afirmou o congressista Tim Kaine, da Virgínia.

    O senador Adam Schiff (Califórnia), que também assina o documento, disse que “o regime repressivo cubano tem oprimido sua população e sufocado o progresso econômico de seu povo há décadas”. Ainda afirmou, no entanto, que “por mais que deseje o fim do regime e um futuro melhor para o povo cubano, não há indícios de que Cuba represente uma ameaça significativa à segurança” americana. “Trump não tem autoridade legal para invadir ou atacar mais uma nação soberana sem a aprovação do Congresso ou a comprovação de uma ameaça iminente”, acrescentou.

    O anúncio da movimentação ocorre no mesmo dia em que o governo Trump indiciou formalmente o ex-líder cubano Raúl Castro. O cubano enfrenta quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronave, segundo documentos judiciais do caso.

    O atual líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o indiciamento é uma “manobra política, desprovida de qualquer fundamento legal”. Já o secretário de Justiça interino dos EUA, Todd Blanche, afirmou que a Casa Branca espera que Castro compareça ao país “por vontade própria ou de outra forma para ir para a prisão”.

    O movimento desta quarta se assemelha ao que precedeu a captura do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, realizada pelas Forças Armadas americanas em janeiro, quando ele foi levado ao território dos EUA para ser julgado. À época, antes da operação, o venezuelano foi indiciado por uma série de crimes relacionadas a tráfico de drogas.

    Díaz-Canel já havia afirmado na segunda-feira que Cuba “tem o direito absoluto e legítimo de se defender contra um ataque militar” e que uma possível operação “causaria um banho de sangue com consequências incalculáveis”.

    Mais cedo nesta quarta, Trump disse que Cuba é um “Estado pária que abriga forças militares estrangeiras hostis” e enquadrou as ações de seu governo em relação à ilha caribenha como parte de um esforço mais amplo para expandir a influência dos EUA na região.

    “Das praias de Havana às margens do Canal do Panamá, expulsaremos as forças da ilegalidade, do crime e da ingerência estrangeira”, afirmou o presidente americano. Nos últimos meses, seu governo já orquestrou uma série de operações em águas internacionais contra embarcações que afirma serem usadas por “narcoterroristas”.

    O republicano também afirmou que o indiciamento de Castro era um “momento muito grande”, embora tenha dito que não haveria uma escalada das tensões. “Eu não acho que seja necessária [uma escalada]. O lugar [Cuba] está caindo aos pedaços. É uma bagunça, e eles meio que perderam o controle”, disse Trump.

    Submetida pelos Estados Unidos a um embargo desde 1962, a ilha enfrenta desde janeiro um bloqueio petroleiro imposto pelo governo Trump, que desencadeou uma severa crise energética e humanitária.

    Porta-aviões dos EUA chega ao Caribe após indiciamento de ex-líder cubano

  • Trump diz que negociações com Irã estão “por um fio”

    Trump diz que negociações com Irã estão “por um fio”

    Presidente dos Estados Unidos afirmou que acordo com Teerã pode ser fechado em poucos dias, mas voltou a ameaçar retomada dos ataques militares caso não obtenha respostas consideradas satisfatórias logo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã estão “por um fio” e indicou que o cenário segue dividido entre um possível acordo para encerrar a guerra e a retomada dos ataques militares contra Teerã.

    Desde que anunciou, na segunda-feira, a suspensão de novos ataques para abrir espaço às negociações diplomáticas, Trump vem alternando discursos de otimismo com ameaças de retomar a ofensiva militar.

    “Vamos ver o que acontece. Ou chegamos a um acordo ou tomaremos medidas um pouco mais drásticas. Mas espero que isso não aconteça”, declarou o presidente americano a jornalistas nesta quarta-feira, durante passagem pela Base Aérea de Andrews, em Maryland.

    “Estamos por um fio, podem acreditar. Se não obtivermos as respostas certas, as coisas podem mudar muito rapidamente. Estamos todos preparados para agir. Precisamos das respostas corretas. Elas precisam ser totalmente satisfatórias, 100% satisfatórias”, acrescentou.

    Trump afirmou ainda que um acordo com o Irã evitaria perdas humanas e reduziria os impactos do conflito.

    “Um acordo pouparia muito tempo, energia e vidas”, disse o republicano, acrescentando que as negociações poderiam ser concluídas “muito rapidamente ou em poucos dias”.

    O presidente americano também revelou que chegou a ficar a uma hora de autorizar a retomada dos ataques contra o Irã, mas decidiu adiar a ofensiva prevista para terça-feira após pedidos de países do Golfo Pérsico para que as negociações diplomáticas continuassem.
     

     
     

    Trump diz que negociações com Irã estão “por um fio”

  • Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel

    Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel

    A Global Sumud Flotilla (GSF) acusa as autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos 428 militantes, incluindo quatro brasileiros que foram detidos e ainda estão desaparecidos

    Pelo menos 428 ativistas de direitos humanos que atuam na Palestina estão desaparecidos. A denúncia é da Global Sumud Flotilla (GSF), que acusa as autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos militantes.

    Quatro brasileiros que foram detidos ainda estão desaparecidos:

    • Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens;
    • Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da GSF no Brasil;
    • Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil e cidadã espanhola e
    • Cássio Pelegrini, médico pediatra.

    As três mulheres foram presas juntas. Pelegrini estava no penúltimo barco interceptado, que quase chegou a Gaza, ficando a menos de 100 milhas náuticas da costa. Segundo lideranças da GSF, até o momento, não há nenhuma notícia sobre os brasileiros. Além de o Estado de Israel não atualizá-las sobre seu paradeiro nem seu estado de saúde, foram proibidos o atendimento consular e o contato com advogados.

    A preocupação é de que sofram torturas, violência sexual e outros tipos de agressão. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv informou que todos os ativistas serão levados ao porto de Ashdod e serão encaminhados ao centro de detenção de Ktzi’ot. A expectativa é de que as visitas consulares sejam permitidas nesta quinta-feira (21).

    Pela contagem da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2008 até a última segunda-feira (18), 7.455 palestinos foram assassinados, contra 375 mortes de israelenses. Do total de vítimas fatais do lado palestino, a maioria (4.421) era civil e foi morta em Gaza, Rafah e Khan Yunis, por ataques aéreos. 

    A Palestina contabiliza, ainda, mais de 165 mil feridos, com concentração de casos na Cisjordânia. Pouco mais de 72 mil morreram pela inalação de gás lacrimogêneo.

    Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel

  • Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

    Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

    O processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído

    Uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge a África pode demorar de seis a nove meses para ficar pronta para ser aplicada na população. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante coletiva de imprensa em Genebra.

    De acordo com o consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Vasee Moorthy, o processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído.

    Segundo Moorthy, há uma vacina sendo desenvolvida para combater especificamente a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos na África, mas não há doses do imunizante disponíveis para ensaios clínicos neste momento. “Esta deve ser a vacina priorizada como a mais promissora contra a cepa Bundibugyo”.

    “A informação que temos é que isso provavelmente levará de seis a nove meses”, destacou.

    Uma outra vacina candidata para combater a doença, segundo o consultor, também está em desenvolvimento, cujas doses para ensaios clínicos podem estar disponíveis em cerca de dois ou três meses. “Há muita incerteza. Vai depender dos resultados de testes em animais para que ela possa ser considerada uma vacina promissora”.

    Números

    A OMS contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas por ebola em surtos registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.

    Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC, embora a própria OMS admita ter ciência de que a escala do surto na região é muito maior do que os números apontam.

    Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos em pessoas que haviam passado pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu pela doença e o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha.

    Entenda

    No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

    Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito das 13 amostras colhidas.

    Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país.

    Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de ebola, também do vírus Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.

    No dia seguinte, o diretor-geral da OMS, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

     

    Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses