Categoria: MUNDO

  • Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

    Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

    Estudo aponta para mais casos no sul da região

    Um estudo científico alerta que o aumento global das temperaturas deve provocar, ao longo dos próximos anos, mais infecções pelo vírus Chikungunya, transmitido por mosquitos, e que provoca dores nas articulações. 

    Essa infecção viral é comum em regiões de clima tropical, onde há milhões de casos de infecção por Chinkungunya todos os anos. Segundo o estudo, ela pode vir a se espalhar por mais 29 países, incluindo grande parte do continente europeu.

    A situação na região sul da Europa é a mais alarmante. A pesquisa, publicado no Journal of Royal Society Interface e divulgada nesta quarta-feira (18) pelo jornal britânico Guardian, identifica Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal como os seis países sob maior risco de epidemias associadas ao Chikungunya. 

    Transmitido por mosquitos Aedes, principalmente os das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus, que sobrevivem e se reproduzem em ambientes quentes, o vírus não tem, pelo menos por enquanto, o mesmo impacto nos países mais ao norte da Europa. 

    No entanto, segundo o autor principal do estudo, Sandeep Tegar, citado pelo Guardian, “é apenas uma questão de tempo” até que essa realidade se altere e que a doença também se expanda para essas regiões.

    Com base em uma análise sobre o impacto da temperatura no tempo de incubação do vírus no Aedes albopictus, os cientistas concluíram que a temperatura mínima que permite infecção fica na casa dos 2,5 graus Celsius (°C). 

    O patamar é substancialmente menor do que o apontado por estudos anteriores. Já a temperatura máxima favorável à transmissão da doença varia entre os 13°C e os 14°C.

    Até o momento, estimava-se que a transmissão da infecção só ocorreria em temperaturas mínimas de 16 °C a 18 °C. Os novos dados indicam que o risco de surtos de chikungunya poderá abranger mais regiões e se prolongar por períodos mais longos do que se previa.

    A infecção pelo vírus Chikungunya provoca dores intensas e debilitantes nas articulações, que podem se prolongar por vários anos. A doença é potencialmente fatal em crianças e idosos.

    O Chikungunya não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa, mas de acordo com um artigo publicado no portal do Hospital da Luz e redigido pelo médico Saraiva da Cunha, já foram documentados casos de “transmissão de mãe para filho na gravidez e no perinatal e na sequência de transfusões de sangue contaminado”.

    O vírus, detetado pela primeira vez em 1952 no Planalto Makonde, na Tanzânia, atingiu em grande escala a França e a Itália, no ano passado. Ambos os países registraram centenas de casos de infecção, após vários anos com poucas ocorrências em toda a Europa.

    Aquecimento global

    Os invernos frios da Europa costumavam ser uma barreira à atividade dos mosquitos Aedes, mas devido ao aquecimento global, a realidade agora é outra e estes atuam durante todo o ano no Sul da Europa. Os cientistas prevêm que, nos próximos anos, a situação tende a piorar e que os surtos de infecções sejam cada vez mais intensos.

    Em declarações ao jornal Guardian, os autores do estudo mostraram-se alarmados com os resultados da análise. Sandeep Tegar, do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia (UKCEH) aponta para o ritmo galopante de aumento nas temperaturas na Europa que, segundo afirmou, “é aproximadamente o dobro” da média global. Considerando que “o limite inferior de temperatura para a propagação do vírus é muito importante”, as novas estimativas são chocantes.

    De acordo com a Dra. Diana Rojas Alvarez, que lidera a equipe da Organização Mundial da Saúde sobre vírus transmitidos por picadas de insetos e carrapatos, a doença transmitida pelo Chikungunya pode ser devastadora, com até 40% das pessoas afetadas a sofrerem de artrite ou dores agudas, mesmo cinco anos após a contaminação.

    Apesar do clima ter um enorme impacto na propagação destes casos, a Dra. Alvarez disse ao Guardian que é também responsabilidade da Europa “controlar estes mosquitos para que não se espalhem ainda mais”.

    A dirigente da OMS alerta para a necessidade de educar a comunidade europeia sobre a eliminação de água parada – onde os mosquitos se reproduzem – e para a importância de usar roupas compridas e de cores claras para a prevenção de picadas, bem como o uso de repelente.

    Além disso, ela faz um apelo às autoridades de saúde para que criem sistemas de vigilância para a doença.

    Paralelamente, o principal autor do estudo, Sandeep Tegar afirma que a pesquisa conduzida por sua equipe fornece ferramentas necessárias para que as autoridades locais saibam quando e onde agir.

     

    Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

  • Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

    Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

    Thomas P. vai a julgamento após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G. na montanha de Grossglockner, na Áustria

    Nesta quinta-feira (19), o alpinista Thomas P. vai a julgamento na Áustria após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G., na montanha de Grossglockner. O caso aconteceu há mais de um ano e a mulher teria morrido congelada após ter sido, supostamente, deixada no local.

    Thomas é acusado de ter deixado Kerstin desprotegida e exausta perto do cume, em condições climáticas adversas, nas primeiras horas da manhã de 19 de janeiro de 2025. A tragédia ocorreu depois que o casal escalou a montanha de 3.798 metros.

    Segundo a revista ‘People’, a promotoria alega que, por ser o alpinista mais experiente, o homem “o guia responsável pela excursão” e não voltou atrás nem pediu ajuda a tempo de socorrer a namorada. Thomas é acusado de cometer erros desde o início e os promotores apontaram uma série equívocos que ele teria cometido, destacando que ele tentou a viagem mesmo que sua namorada “nunca tivesse feito uma excursão alpina dessa duração, dificuldade e altitude, além de haver condições invernais desafiadoras”. Os investigadores também alegam que ele saiu duas horas atrasado e não levou “equipamento de emergência suficiente para um acampamento”.

    Thomas nega as acusações e seu advogado, Karl Jelinek, descreveu a morte da mulher como “um acidente trágico”. “Ambos se consideravam suficientemente experientes, adequadamente preparados e bem equipados”, disse ele. Ambos tinham “experiência alpina relevante” e estavam “em ótimas condições físicas”, disse a defesa.

    Registros fotográficos da montanham mostram o momento em que o casal se aproxima do cume, por volta das 20h50 do dia 18 de janeiro. O homem relatou que os dois estavam bem durante a subida e que não tiveram problemas, com o advogado de defesa enfatizando que a situação mudou drasticamente em poucos instantes e a mulher teria começado a se sentir mal. Às 00h35 do dia 19 de janeiro, Thomas ligou para a polícia de montanha.

    O homem teria deixado a namorada para buscar ajuda, escalando o cume e descendo pelo outro lado. Os promotores dizem que ele a deixou às 2h da manhã e afirmam que ele não usou cobertores térmicos de alumínio ou outros equipamentos para protegê-la do frio e esperou até as 3h30 da manhã antes de notificar os serviços de emergência.

    O acusado diz que ele está “profundamente arrependido” pela morte da mulher. “Acima de tudo, ele gostaria de expressar suas sinceras condolências à família da falecida”, disse Jelinek.

    Se considerado culpado, Thomas P pode pegar até três anos de prisão. E um veredito de culpado também pode ter implicações para outros alpinistas e para a responsabilidade que eles poderão ter por seus companheiros no futuro.

    Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

  • Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

    Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

    Grupo foi atingido na região de Castle Peak, na Serra Nevada, durante forte tempestade de inverno. Seis pessoas sobreviveram e aguardam resgate, enquanto equipes de emergência atuam sob risco elevado de novas avalanches

    Dez esquiadores estão desaparecidos após uma avalanche atingir um grupo na região de Castle Peak, na Serra Nevada, no norte da Califórnia, em meio a uma forte tempestade de inverno que atinge o estado.

    De acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Nevada, a avalanche foi registrada por volta do meio-dia de terça-feira. O grupo era formado por 16 pessoas, incluindo quatro guias. Seis conseguiram sobreviver e aguardam resgate no local, enquanto dez seguem desaparecidas.

    As buscas mobilizam 46 equipes de emergência, que atuam com esquis e veículos de neve. Segundo o capitão Russell Greene, as operações avançam com cautela devido ao risco elevado de novas avalanches.

    “Levamos máquinas de neve, motos de neve e equipes esquiando. Estamos usando diferentes estratégias para chegar até eles. Será um processo lento e cuidadoso”, afirmou à emissora local KCRA-TV.

    Os seis sobreviventes mantêm contato com as autoridades por meio de dispositivos de emergência capazes de enviar mensagens de texto. Eles foram orientados a buscar abrigo e improvisaram uma proteção com lona enquanto aguardam o resgate.

    “Eles estão fazendo o melhor possível. Encontraram um local mais protegido, montaram um abrigo improvisado e aguardam ajuda”, disse Greene.

    Antes do incidente, o Centro de Avalanches da Serra Nevada já havia emitido alerta para risco elevado na região, válido até a manhã de quarta-feira. O aviso indicava possibilidade de grandes avalanches em áreas remotas durante a noite.

    A Califórnia enfrenta uma sequência de tempestades, com chuvas intensas e grande volume de neve nas áreas mais altas. Na região do Lago Tahoe, próxima ao local da avalanche, foram registrados entre 60 e 90 centímetros de neve nas últimas 36 horas, segundo Brandon Schwartz, diretor do Sierra Avalanche Center. A neve continuava a cair em ritmo intenso.

    Diversas estações de esqui no entorno do Lago Tahoe foram fechadas total ou parcialmente por causa das condições extremas. Autoridades de outros condados também reforçaram as buscas pelos desaparecidos.
     
     

     

    Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

  • Congresso do Peru derruba presidente e declara cargo vago às vésperas das eleições

    Congresso do Peru derruba presidente e declara cargo vago às vésperas das eleições

    O novo presidente vai ser escolhido nesta quarta-feira (18), às 16h (horário de Brasília).

    DOUGLAS GAVRAS
    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17) uma moção para destituir o presidente interino José Jerí. Ele era o oitavo presidente em dez anos e era alvo de duas investigações de suposto tráfico de influência.

    O novo presidente vai ser escolhido nesta quarta-feira (18), às 16h (horário de Brasília).

    Ele assumiu a Presidência em 10 de outubro passado, substituindo Dina Boluarte, que foi destituída por incapacidade para continuar no cargo.
    A decisão ocorre em um momento delicado para o país, com eleições gerais marcadas para 12 de abril.

    O presidente interino do Congresso, Fernando Rospigliosi, havia anunciado que são 115 os congressistas habilitados a votar, sendo que a maioria necessária para aprovação da censura é de 58 votos.
    Do lado de fora do Congresso, manifestantes pediam a destituição do presidente, acusando-o de má conduta.

    Jerí nega ter cometido qualquer crime e afirma ter moral suficiente para permanecer no comando do país até as próximas eleições.

    O Congresso necessitava de uma maioria simples para aprovar a censura e em seguida apontar um novo presidente do Legislativo para assumir interinamente o posto de presidente do país.

    A aprovação rápida pela censura está ligada à campanha eleitoral, que já conta com mais de 30 candidatos presidenciais.

    O candidato Rafael López Aliaga (Renovação Popular) pressionava pela renúncia de Jerí, enquanto o embaixador dos Estados Unidos em Lima, Bernie Navarro, defendeu a continuidade do governo, afirmando que a mudança frequente de presidentes não é normal.

    Jerí teve um início promissor, mas sua popularidade caiu para 37% devido às investigações que envolvem supostas atividades de tráfico de influência.

    Essas investigações começaram após um encontro secreto com um empresário e se ampliaram com alegações de sua interferência em contratações no governo.

    Relembre os presidente do Peru desde 2016
    – Ollanta Humala (jul.11-jul.16) Ultimo líder peruano a concluir o mandato
    – Pedro Pablo Kuczynski (jul.16-mar.18) Eleito em 2016, renunciou antes de ser destituído por denúncias de corrupção
    – Martín Vizcarra (mar.18-nov.20) Foi vice de PPK, destituído pelo Congresso por denúncias de corrupção
    – Manuel Arturo Merino (10.nov.20-15.nov.20) Era presidente do Congresso, renunciou por falta de apoio
    – Francisco Sagasti (nov.20-jul.21) Presidia o Congresso, assumiu para completar mandato
    – Pedro Castillo (jul.21-dez.22) Eleito em 2021, foi destituído ao tentar um autogolpe
    – Dina Boluarte (dez.22-out.25) Foi vice de Castillo, deposta pelo Congresso por ‘incapacidade moral’
    – José Jeri (out.25-fev.26) Presidia o Congresso, deve completar mandato até as eleições de 2026

    Congresso do Peru derruba presidente e declara cargo vago às vésperas das eleições

  • Mulher morta por ex-marido nos EUA conseguiu green card e queria visitar Brasil

    Mulher morta por ex-marido nos EUA conseguiu green card e queria visitar Brasil

    O pastor Romulo Souza relembra que foi quem fez a cerimônia do casamento de Adriana e afirma que, para ela, a religião era importante. Lá, ela gostava de ajudar na cozinha e também dirigia um círculo de oração. “Vai fazer muita falta”, lamenta o pastor.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A brasileira Adriana Barbosa, que morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido Marcos Marques-Leal nos Estados Unidos, era uma pessoa presente na Brazil Gospel Church, localizada perto de Farmington, onde ela vivia.

    O pastor Romulo Souza relembra que foi quem fez a cerimônia do casamento de Adriana e afirma que, para ela, a religião era importante. Lá, ela gostava de ajudar na cozinha e também dirigia um círculo de oração. “Vai fazer muita falta”, lamenta o pastor.

    Brasileira, ela vivia havia quase vinte anos nos Estados Unidos , onde teve duas filhas. Segundo Rômulo, devido à situação migratória de Adriana, ela não visitava o Brasil fazia anos, mas uma viagem estava nos planos próximos.

    “A Adriana tinha acabado de conseguir o green card e ela falava para mim que queria ir ao Brasil. Estava guardando dinheiro, mas, infelizmente, não pôde ir. Depois de mais de 20 anos morando aqui nos Estados Unidos, quando finalmente consegue, acontece [a tragédia]”, diz Souza.

    Ele relata que Adriana contou sobre os problemas no matrimônio e relatou que procurou advogados durante o fim do casamento até que conseguiu uma medida protetiva contra o ex.

    “Ele não podia se aproximar dela. Acredito que talvez tenha sido isso o que tenha o deixado muito zangado. Não sei o que o levou a cometer essa loucura”, afirma o pastor.

    Segundo ele, as duas filhas de Adriana pediram que ela fosse enterrada na cidade em que vivia. Por isso, a igreja está coletando doações para conseguir fazer um sepultamento, uma homenagem e também ajudar as filhas, que agora estão sem a mãe e sem o pai.
    Até agora, já conseguiram reunir US$ 22 mil, cerca de R$ 112 mil. “Essa vaquinha já foi feita para ir diretamente para a filha. O dinheiro não vai passar na mão de ninguém e é para elas terem esse suporte. Estamos fazendo um esforço para ajudá-las e confortá-las neste momento.”

    A reportagem não conseguiu acesso à defesa do ex-marido de Adriana. De acordo com relatos da polícia, após esfaquear a ex-mulher, ele teria tentado se matar e ficou gravemente ferido. Por isso, foi encaminhado para o hospital. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde de Marcos.

    Mulher morta por ex-marido nos EUA conseguiu green card e queria visitar Brasil

  • Donald Trump se veste como Nicki Minaj em fotografia de IA publicada pela cantora

    Donald Trump se veste como Nicki Minaj em fotografia de IA publicada pela cantora

    Na foto, disponível nas redes sociais da artista, o presidente americano aparece em um carro junto da cantora, que nos últimos anos se declarou grande fã dele em diversas ocasiões e participou de diferentes eventos em sua homenagem.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Nicki Minaj homenageou Donald Trump ao publicar uma fotografia gerada por inteligência artificial nesta terça-feira (17), data dedicada ao Dia do Presidente dos Estados Unidos. Na foto, disponível nas redes sociais da artista, o presidente americano aparece em um carro junto da cantora, que nos últimos anos se declarou grande fã dele em diversas ocasiões e participou de diferentes eventos em sua homenagem.

    Nas imagens em questão, os dois vestem roupas rosas, e o presidente americano ainda usa calça jeans, colares prateados e, numa delas, faz um sinal de “OK” com uma das mãos. Até o momento da publicação desta nota, a postagem já havia ultrapassado 220 mil likes e 20 mil compartilhamentos. Entre reações às fotos, parte dos comentários condenaram a postagem de Minaj, que já vinha recebendo diversas críticas negativas por suas declarações recentes.

    A publicação também levou ao compartilhamento de fotografias alternativas, produzidas artificialmente, em que a cantora e Trump aparecem ao lado do bilionário Jeffrey Epstein, preso pela denúncia de liderar uma rede de crimes sexuais e morto em 2019, em referência às diversas citações ao presidente americano em novos documentos relacionados ao caso que vieram ao público nas últimas semanas.

    Entre os episódios recentes que marcaram a onda de críticas contra Minaj estão a sua participação em um evento do departamento do Tesouro dos Estados Unidos, no começo do ano, em que a artista se juntou ao próprio Trump e disse não se abalar com as reações negativas do público.

    Além disso, nos últimos meses, ela também compareceu a um evento promovido pelo grupo trumpista Turning Point USA, em que afirmou admirar Trump e o vice-presidente J.D. Vance, e apareceu ao lado de Erica Kirk, viúva do influenciador trumpista Charlie Kirk, morto em 2025, num evento ligado à direita americana, entre outras ocasiões.

    Donald Trump se veste como Nicki Minaj em fotografia de IA publicada pela cantora

  • Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

    Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

    A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Em um revés para o governo Trump, a juíza Cynthia Rufe proibiu, em caráter liminar, a censura de uma exposição localizada no Parque Histórico Nacional da Independência, na Filadélfia. A mostra, instalada em 2010 na Casa do Presidente, contava a história de nove pessoas que foram escravizadas.

    A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos.
    De acordo com a decisão, o governo usou como base um decreto de março do ano passado que combate o chamado “revisionismo histórico”. Nela, afirma que existia um esforço coletivo para reescrever a história da nação, substituindo fatos objetivos por uma “narrativa distorcida impulsionada pela ideologia”.

    O decreto diz que exposições não deveriam conter conteúdos que depreciam americanos do passado ou do presente, mas sim destaquem “grandeza, progresso e realizações do povo americano”. Segundo essa determinação, as exposições minavam as conquistas dos EUA ao apresentar princípios sob uma “luz negativa”.

    A juíza do caso citou a obra “1984”, de George Orwell, para sustentar a liminar e comparou a situação ao conceito orwelliano de revisão histórica. A obra apresenta uma sociedade sob um governo totalitário, cuja informação é manipulada e é massivamente vigiada.

    Na decisão, Rufe conclui que, ao remover os 34 painéis da mostra, o governo agiu como se a verdade não fosse mais evidente, mas sim uma propriedade dos governantes para ser “escondida ou sobrescrita”.

    Ela compara a atuação governamental ao Ministério da Verdade, instituição presente no livro de Orwell, que se encarregava de estabelecer o que é falso e o que é verdadeiro, e ao Departamento de Registros, que destruía documentos para reescrevê-los conforme a conveniência política. Também usou o termo “Big Brother” para contestar a premissa de o governo escolher sozinho qual mensagem transmitir à sociedade.

    Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

  • Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

    Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

    Kristin Carbot foi flagrada nos braços do CEO da Astronomer, Andy Byron, durante um concerto dos Coldplay, em julho do ano passado. Agora, vai recordar a experiência e explicar como deu a volta à situação.

    Kristin Cabot, a mulher que foi flagrada abraçada ao CEO da Astronomer, Andy Byron, durante um show do Coldplay, vai dar uma palestra sobre estratégias de comunicação — e os ingressos custarão cerca de 800 dólares (cerca de 4 mil reais).

    Kristin Cabot, ex-diretora de recursos humanos da Astronomer, é especialista em comunicação de crise. Ela se viu no centro de uma polêmica em julho do ano passado, depois de ser flagrada em um momento romântico com Andy Byron durante um show em Massachusetts, expondo publicamente o relacionamento extraconjugal que mantinham.

    O momento viralizou principalmente pela reação assustada do casal ao perceber que seus rostos estavam sendo exibidos nos telões do estádio.

    Kristin e Andy eram colegas de trabalho na mesma empresa. Desde 2023, Byron integrava o conselho de administração da Astronomer, onde atuava como diretor-executivo. Cabot, por sua vez, havia se juntado à equipe em novembro de 2024, como diretora de recursos humanos.

    Agora, Kristin está pronta para relembrar a experiência e explicar como lidou com a situação. Daqui a dois meses, em 16 de abril, ela participará de uma conferência sobre comunicação de crise, em Washington, D.C., ao lado de outros especialistas. A sessão terá duração de 30 minutos e será intitulada: “Kristin Cabot: Taking Back the Narrative” (“Kristin Cabot: Retomando o Controle da Narrativa”, em tradução livre).

    No palco, a americana pretende explicar como alcançou sucesso por meio de estratégias de comunicação e oferecer conselhos que custarão caro: os ingressos variam entre 750 e 875 dólares — o equivalente a cerca de 635 a 740 euros.

    A polêmica e o vídeo viral

    A reviravolta na vida de Andy e Kristin começou quando foram flagrados pela tradicional “Kiss Cam” durante o show do Coldplay em Massachusetts. A prática é comum nas apresentações da banda: as câmeras focalizam casais na plateia, e as imagens são exibidas nos telões.

    Andy Byron e Kristin Cabot foram um dos casais escolhidos para esses minutos de fama — algo que provavelmente prefeririam evitar. Isso porque Andy era casado, e as imagens acabaram revelando sua infidelidade ao mundo.

    Ao perceberem que estavam sendo exibidos, os dois rapidamente se afastaram, visivelmente constrangidos, e tentaram esconder o rosto. A situação foi tão inusitada que até Chris Martin comentou no palco: “Ou eles estão tendo um caso ou são muito tímidos”, disse o vocalista.

    O vídeo foi amplamente compartilhado nas redes sociais, e muitos passaram a investigar a identidade dos protagonistas. Em pouco tempo, descobriu-se que se tratava de Andy Byron, CEO da Astronomer, e Kristin, diretora de recursos humanos da mesma empresa.

    Em meio à polêmica, quem acabou se beneficiando foi a própria empresa, que admitiu estar recebendo uma “atenção surreal”.

    “Os holofotes têm sido fora do comum e surreais para a nossa equipe e, embora eu nunca tivesse desejado que acontecesse assim, a Astronomer agora é um nome conhecido”, escreveu o empresário em sua página no LinkedIn, acrescentando que “a missão da empresa” é mais importante do que “qualquer momento”.

    Tanto Andy Byron quanto Kristin Cabot deixaram a empresa após a repercussão do caso.

    Na época, também foi revelado que o ex-marido de Kristin estava presente no mesmo show. O casal já estava separado e morando em casas diferentes havia várias semanas.

    Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

  • Inglaterra: GPS “engana” entregador e o leva à rota mortal

    Inglaterra: GPS “engana” entregador e o leva à rota mortal

    Motorista ficou atolado após aplicativo indicar rota pela histórica Broomway, trilha de mais de 600 anos conhecida por marés rápidas, nevoeiro intenso e histórico de acidentes no Reino Unido

    Um funcionário da Amazon acabou seguindo uma rota considerada a mais perigosa da Grã-Bretanha depois de confiar nas orientações do GPS enquanto fazia uma entrega na Ilha de Foulness, em Essex, na Inglaterra.

    O caso ocorreu na noite de sábado, 14 de fevereiro, quando o entregador se dirigia a uma residência na ilha. Com o celular ao lado e o sistema de navegação ativado, ele seguiu o trajeto indicado pelo aplicativo, que sugeriu a passagem pela Broomway, uma trilha histórica que não é recomendada nem para veículos nem para pedestres.

    Antes do início do caminho há, inclusive, uma placa de advertência informando que a Broomway não possui sinalização e é extremamente perigosa para quem tenta atravessá-la. Ainda assim, possivelmente por ser noite e não ter percebido o aviso, o motorista avançou pela rota centenária e acabou ficando preso no lodo.

    Sem conseguir prosseguir, ele abandonou o veículo e comunicou o ocorrido à empresa. No dia seguinte, a Amazon acionou um agricultor da região, que conseguiu retirar o carro atolado.

    A polícia foi informada apenas na manhã de domingo, por volta das 11h30, horário local. Segundo relato citado pelo jornal The Independent, um veículo de entregas havia entrado na Broomway. Equipes da Guarda Costeira de Southend foram enviadas ao local e, após confirmarem que não havia ninguém em perigo, deixaram a área.

    A Broomway tem quase 10 quilômetros de extensão e mais de 600 anos de história. No passado, era utilizada principalmente por agricultores e viajantes, antes da construção de estradas modernas. O trajeto é conhecido por ser rapidamente encoberto por marés e por nevoeiros densos que dificultam a orientação, mesmo para pessoas experientes.

    Atualmente, a área também integra um campo de tiro do Ministério da Defesa britânico, com acesso permitido apenas quando os exercícios não estão em andamento e os portões estão abertos.

    Ao longo dos anos, pelo menos 100 pessoas morreram ao tentar atravessar a Broomway. O último registro oficial de morte no local data de 1919. Ainda assim, o histórico de fatalidades faz com que a trilha seja conhecida como o “caminho mais perigoso” da Grã-Bretanha.

    Inglaterra: GPS “engana” entregador e o leva à rota mortal

  • Obama esclarece comentário sobre aliens: "Não vi qualquer prova. Mesmo!"

    Obama esclarece comentário sobre aliens: "Não vi qualquer prova. Mesmo!"

    O ex-presidente dos Estados Unidos veio garantir, mais uma vez, que não viu “qualquer prova” de que os extraterrestres são reais durante os seus mandatos na Casa Branca. A explicação ocorre depois de declarações de Barack Obama numa entrevista.

    Depois de afirmar, sem rodeios, que os extraterrestres “são reais”, o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou atrás para esclarecer suas próprias declarações.

    Em uma publicação no Instagram, na legenda do mesmo trecho que viralizou, Obama escreveu: “Eu estava tentando manter o espírito da rodada rápida, mas já que isso ganhou atenção, deixe-me esclarecer”.

    “Estatisticamente”, começou explicando o ex-presidente, “o universo é tão vasto que as chances de existir vida em algum lugar são grandes”. No entanto, ponderou: “As distâncias entre os sistemas solares são tão enormes que a probabilidade de termos sido visitados por alienígenas é pequena”.

    Obama também fez questão de reforçar — como já havia dito no podcast em que falou inicialmente sobre o tema — que nunca viu “qualquer prova” da existência de aliens enquanto esteve na Casa Branca.

    “Eu não vi qualquer evidência durante a minha presidência de que extraterrestres tenham feito contato conosco. Mesmo!”, garantiu.

     
     
     

     
     
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    As declarações iniciais do ex-presidente surgiram em entrevista ao youtuber e podcaster Brian Tyler Cohen, compartilhada no sábado, 14 de fevereiro.

    No fim do quadro de perguntas em “formato relâmpago”, Cohen perguntou: “Os alienígenas são reais?”.

    Obama respondeu, de forma categórica: “São reais, mas eu não os vi. E não estão sendo mantidos na Área. Não existe nenhuma instalação subterrânea, a menos que haja uma grande conspiração e tenham escondido isso do presidente dos Estados Unidos”, brincou.

    Logo depois, o youtuber perguntou qual foi a “pergunta que ele mais quis ver respondida ao se tornar presidente”. Ainda no clima da conversa sobre extraterrestres, Obama respondeu, rindo: “Onde estão os aliens?”.

    De onde vem a teoria sobre aliens na Área 51?
    A Área 51 é uma instalação militar da Força Aérea dos Estados Unidos localizada em Groom Lake, no sul do estado de Nevada.

    O complexo “não é acessível ao público e funciona sob vigilância 24 horas por dia”. Segundo a Enciclopédia Britânica, os funcionários da Área 51 chegam ao local de avião, partindo de um terminal restrito no Aeroporto Internacional McCarran, em voos não identificados autorizados a cruzar o espaço aéreo da região. Para aumentar o sigilo, imagens de satélite da instalação foram censuradas até 2018.

    Atualmente, a Área 51 pode ser vista no Google Maps. Ainda assim, seu único uso oficialmente confirmado é como centro de testes de voo. Mas como os extraterrestres entraram nessa história?

    A explicação remonta a 1989, quando Robert Lazar afirmou ter trabalhado com tecnologia extraterrestre no complexo. Ele contou ao jornalista George Knapp que teria visto fotografias de autópsias de alienígenas dentro das instalações e alegou que o governo dos Estados Unidos utilizava o local para examinar naves alienígenas recuperadas.

    Apesar de Lazar ter sido desmentido, suas declarações alimentaram uma onda de teorias da conspiração envolvendo o governo norte-americano — a maioria relacionada à vida extraterrestre.

    “De acordo com a CIA, os voos de teste do U-2 e de outras aeronaves militares posteriores são responsáveis por muitos dos avistamentos de OVNIs na região. Não há evidências de contato extraterrestre na Área 51 nem em qualquer outro lugar”, destaca a mesma fonte.

    Obama esclarece comentário sobre aliens: "Não vi qualquer prova. Mesmo!"