Categoria: MUNDO

  • Zelensky reúne-se com presidente dos EAU: "O terror não pode prevalecer"

    Zelensky reúne-se com presidente dos EAU: "O terror não pode prevalecer"

    Os presidentes da Ucrânia e dos Emirados Árabes Unidos reuniram-se para discutir a situação no Oriente Médio e a implementação de sistemas de defesa aérea nos países que estão sendo atacados pelo Irã. Volodymyr Zelensky salientou que é preciso “proteger vidas”.

    Os presidentes da Ucrânia e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) se reuniram neste sábado para discutir a situação no Oriente Médio, o bloqueio no estreito de Estreito de Ormuz e a implementação de sistemas de defesa aérea ucranianos nos Emirados.

    Em uma publicação na rede social X, Volodymyr Zelensky afirmou que Mohamed bin Zayed Al Nahyan agradeceu à equipe ucraniana pelo trabalho realizado nos EAU com sistemas de proteção aérea contra drones.

    “Para a Ucrânia, isso é uma questão de princípio: o terror não pode prevalecer em nenhuma parte do mundo. A proteção precisa ser suficiente em todos os lugares. É por isso que estamos abertos a trabalhar juntos para que, de forma estratégica, possamos fortalecer nossos povos e a proteção da vida em nossos países”, afirmou Zelensky.

    E acrescentou: “A Ucrânia tem experiência relevante nessa área — nossas cidades, infelizmente, têm sido atacadas diariamente ao longo de quatro anos de guerra. Os ucranianos desenvolveram um sistema de proteção com alto nível de interceptação de drones e mísseis inimigos. Essa abordagem sistemática e a integração de experiências é exatamente o que estamos oferecendo aos nossos parceiros”.

    Em outra publicação, divulgada mais tarde, o presidente ucraniano afirmou que equipes de Kyiv já estão trabalhando com os EAU “há várias semanas” para “ajudar a proteger vidas”.

    “Durante esse período, nossos especialistas tiveram reuniões com representantes das forças de segurança e defesa dos EAU. Eles estão trabalhando para fortalecer a proteção contra ameaças aéreas”, explicou Zelensky. “Nosso objetivo conjunto com nossos parceiros é aumentar a segurança. Hoje, a Ucrânia não apenas precisa de ajuda, como também está pronta para apoiar quem nos apoia”, acrescentou.

    Atacada quase diariamente por centenas desses equipamentos, agora produzidos em grande escala por Moscou, a Ucrânia desenvolveu uma série de sistemas de defesa relativamente baratos e eficazes, incluindo interceptadores.

    Esse conhecimento tem despertado grande interesse nos países do Golfo, que também são alvo de drones semelhantes, lançados pelo Irã em resposta a ataques de Israel e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.

    Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a Ucrânia se tornou um dos países mais avançados do mundo na área de drones militares.

    Atualmente, o país conta com centenas de fabricantes produzindo milhões desses equipamentos — desde pequenos drones de ataque do tipo FPV até interceptadores projetados para destruir drones inimigos em pleno voo.

    Zelensky reúne-se com presidente dos EAU: "O terror não pode prevalecer"

  • Telefone da Casa Branca é identificado como 'ilha de Epstein', diz jornal

    Telefone da Casa Branca é identificado como 'ilha de Epstein', diz jornal

    Ao discar o número da Casa Branca, celulares com sistema Android da marca Google Pixel mostravam a identificação do telefone como “Ilha de Epstein”.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O jornal The Washington Post afirmou que o telefone oficial da Casa Branca foi identificado como ‘Ilha de Epstein’ em ligações feitas por repórteres à residência do presidente Donald Trump nesta semana.

    Segundo a publicação, a seção de estilo ligou para a sede do Executivo federal dos Estados Unidos nesta quarta-feira (25) para descobrir qual a marca do vestido usado por Melania Trump. Ela havia sido anfitriã de um evento com 11 primeiras-damas para a apresentação de um robô humanoide.

    Mas, ao discar o número da Casa Branca, celulares com sistema Android da marca Google Pixel mostravam a identificação do telefone como “Ilha de Epstein”. A referência é, claro, ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, cuja amizade com o presidente americano colocou Trump sob escrutínio público.

    Em iPhones, no entanto, nenhuma identificação era exibida. Após ser procurada pelo jornal, o Google afirmou que o problema foi causado por uma edição falsa no Google Maps, que acabou sendo temporariamente incorporada ao sistema de identificação de chamadas de alguns dispositivos Android.

    De acordo com a empresa, a alteração foi revertida e o usuário responsável foi impedido de fazer novas edições por violar as políticas da plataforma. Posteriormente, as ligações voltaram a exibir apenas o número, sem nome associado.

    Um funcionário da Casa Branca, ouvido sob condição de anonimato pelo Washington Post, afirmou que a identificação exibida nos aparelhos é externa e não tem relação com os sistemas internos da instituição.

    Trump e Epstein se conheceram ainda nos anos 1990. Em entrevistas anteriores, Trump chegou a descrever Epstein como alguém “divertido” e afirmou que ele gostava de mulheres jovens -comentário que, à época, não teve maior repercussão pública, mas foi posteriormente revisitado após as acusações contra o financista virem à tona.

    A relação entre os dois, segundo Trump, terminou em meados dos anos 2000. O então empresário afirmou que rompeu com Epstein antes de as investigações criminais contra ele ganharem destaque.

    O novo lote de arquivos sobre o financista divulgado pelo governo americano em dezembro de 2025 inclui trechos sobre Trump. O presidente é citado em documentos que incluem uma denúncia de abuso sexual contra uma menor de idade, supostamente ocorrido há mais de 30 anos em Nova Jersey, sem detalhes adicionais nem indicação de investigação posterior.

    Trump nega qualquer envolvimento em crimes, afirma não ter conhecimento das irregularidades cometidas por Epstein e diz que as acusações fazem parte de uma conspiração contra ele. O presidente não responde formalmente por acusações ligadas ao escândalo.

    Epstein foi preso em 2019 e acusado de comandar um esquema de tráfico sexual envolvendo menores de idade. Ele morreu no mesmo ano em uma prisão federal em New York, em circunstâncias oficialmente classificadas como suicídio.

    Telefone da Casa Branca é identificado como 'ilha de Epstein', diz jornal

  • Huthis do Iêmen confirmam ataque com mísseis contra sul de Israel

    Huthis do Iêmen confirmam ataque com mísseis contra sul de Israel

    Os rebeldes Huthis do Iêmen anunciaram hoje ter lançado uma salva de mísseis balísticos contra o sul de Israel, afirmando tratar-se da primeira fase de uma intervenção militar direta em apoio ao Irã e aos aliados no Oriente Médio.

    Em uma declaração transmitida pela televisão, o porta-voz do braço militar dos houthis, Yahya Sarea, afirmou que os ataques foram lançados contra “alvos militares sensíveis” no sul de Israel e realizados em coordenação com o que chamou de operações em andamento do Irã e do Hezbollah no Líbano.

    A declaração dos houthis, que até então haviam limitado sua resposta à guerra no Irã a ameaças, surgiu horas depois de as Forças de Defesa de Israel (FDI) informarem, na madrugada, que detectaram um míssil lançado em direção ao seu território a partir do Iêmen.

    “Os sistemas de defesa aérea estão operacionais para interceptar a ameaça”, informaram as FDI em seu canal no Telegram, antes de declarar a situação como encerrada.

    O grupo rebelde justificou os ataques como resposta à ofensiva contínua dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e ao que descreveu como uma escalada de violência contra facções aliadas no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinos.

    Sarea declarou que a operação “atingiu com sucesso seus objetivos” e alertou que novos ataques devem ocorrer.

    “As nossas operações continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados (…) e até que cesse a agressão contra todas as frentes de resistência”, afirmou.

    O porta-voz declarou na sexta-feira à noite, antes do ataque, que essas condições incluem “o estabelecimento de qualquer nova aliança com os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã” e o “uso do Mar Vermelho para realizar operações hostis” contra Teerã ou contra qualquer país muçulmano.

    O ataque dos houthis ocorre um mês após Estados Unidos e Israel terem lançado ataques aéreos contra o Irã, considerado o principal pilar do chamado “Eixo da Resistência”, que inclui os houthis e outros grupos armados do Oriente Médio.

    A nova campanha militar houthi aumenta o risco de intensificar ainda mais o já instável conflito regional.

    A posição geográfica do grupo ao longo do Mar Vermelho, especialmente próxima ao estratégico estreito de Bab el-Mandeb, lhe dá capacidade de interferir em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

    Ataques anteriores contra navios que passavam pela região obrigaram empresas de navegação a desviar suas rotas para evitar o sul da África, destacando os impactos econômicos globais da escalada houthi.

    Durante a guerra em Gaza, os houthis lançaram mais de 1.800 ataques contra Israel em apoio à Palestina, incluindo mísseis balísticos, de cruzeiro, hipersônicos, drones e embarcações, segundo dados fornecidos pelos próprios insurgentes iemenitas.

    A maioria desses ataques é interceptada por Israel, sem causar vítimas ou danos significativos.

    Huthis do Iêmen confirmam ataque com mísseis contra sul de Israel

  • Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"

    Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"

    O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o governo de Havana, afirmando que “Cuba é a próxima”, sendo o seu próximo alvo a seguir ao Irã. O secretário de Estado, Marco Rubio, já tinha dito, recentemente, que “talvez agora seja o momento” para uma mudança do regime cubano.

    O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Cuba, afirmando que o país será o “próximo” em sua lista, depois do Irã.

    A declaração de Donald Trump aconteceu durante um fórum de investimentos em Miami, onde ele também elogiou amplamente as Forças Armadas dos EUA, especialmente por ações recentes na Venezuela e no Irã.

    “Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Vocês nunca vão precisar usá-lo’. Mas às vezes temos que usar. E Cuba é a próxima, aliás. Mas finjam que eu não disse isso, por favor. Finjam que eu não disse”, afirmou durante a conferência na sexta-feira, 27 de março.

    “Por favor, por favor, por favor, mídia, ignorem essa declaração”, disse em tom aparentemente irônico. “Muito obrigado. Cuba é a próxima”, concluiu.

    Pode ver este momento abaixo:

    A ameaça direcionada ao governo de Havana não é novidade. Trump já afirmou diversas vezes que acredita que a atual administração cubana está à beira do colapso, em meio a uma grave crise econômica no país.

    O plano dos Estados Unidos para Cuba ainda não foi detalhado. Até agora, Trump apenas sugeriu que poderia haver uma tomada de controle do país — que pode ou não ser “amigável”.

    “O governo cubano está conversando conosco e está em uma situação muito difícil”, disse Trump na Casa Branca em 27 de fevereiro. “Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba”, afirmou.

    A tensão entre os dois países aumentou após um incidente em 25 de fevereiro, quando a Guarda Costeira cubana matou quatro tripulantes de uma lancha registrada nos Estados Unidos, que não teria obedecido a uma ordem de parada em águas cubanas.

    Desde então, Trump vem reforçando que Cuba “vai cair muito em breve”, alegando que Havana demonstra grande interesse em fechar um acordo com os Estados Unidos.

    “Cuba está em seus últimos momentos como é hoje; terá uma nova vida grandiosa, mas está em seus últimos momentos como é agora”, declarou em outra ocasião.

    Mais recentemente, na sexta-feira, 27 de março, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou o tema, afirmando que “talvez agora seja o momento” para uma mudança no regime cubano.

    “Precisamos mudar o sistema que governa o país e seu modelo econômico. Esse é o único caminho se as pessoas quiserem um futuro melhor. Temos dito isso de forma clara e repetida há muitos anos”, declarou Rubio após uma reunião com ministros do G7, nos arredores de Paris.

    As repetidas ameaças dos EUA levaram Cuba a adotar medidas preventivas. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que as forças armadas cubanas estão se preparando para um possível ataque.

    “Nossas forças armadas estão sempre prontas e, de fato, nestes dias estão se preparando para a possibilidade de uma agressão militar”, disse em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News.

    A declaração não surpreende, já que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia denunciado que os Estados Unidos “ameaçam publicamente Cuba quase todos os dias com a derrubada à força da ordem constitucional”.

    Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"

  • Anacondas, pítons e até crocodilo encontrados em cave de prédio na Itália

    Anacondas, pítons e até crocodilo encontrados em cave de prédio na Itália

    Anacondas, cobras pitons e não só, foram encontrados atrás de uma parede falsa na cave de uma edifício, no sul de Itália. A descoberta foi feita durante uma operação destinada a combater a posse ilegal de animais silvestres exóticos.

    Várias anacondas, pítons, jiboias e até um crocodilo foram encontrados escondidos em um porão, atrás de uma parede falsa, em um prédio de apartamentos na cidade de Sannicandro di Bari, na região da Apúlia, no sul da Itália.

    A descoberta foi feita por agentes da polícia militar italiana (Carabinieri) durante uma operação de fiscalização territorial voltada ao combate da posse ilegal de fauna silvestre exótica. A Unidade CITES (responsável pelo combate ao tráfico de espécies protegidas) contou com o apoio de agentes da Unidade do Parque de Altamura.

    A operação “revelou diversos exemplares de répteis de grande porte, pertencentes a espécies consideradas potencialmente perigosas para a segurança pública e protegidas”, informou a autoridade em comunicado, acrescentando que os animais “eram mantidos ilegalmente e em condições incompatíveis com suas necessidades”.

    Foram encontrados e apreendidos os seguintes animais:

    Um crocodilo jacaré-de-óculos (Caiman crocodilus), com mais de 1,5 metro de comprimento, mantido dentro de um freezer usado como aquário improvisado;

    Um lagarto varano-da-savana (Varanus salvator), com aproximadamente 1,5 metro de comprimento, com garras e mordida potencialmente perigosas;

    Duas anacondas-verdes (Eunectes murinus), com cerca de 5 metros de comprimento e 60 kg cada;

    Uma anaconda-amarela (Eunectes notaeus) e uma anaconda-boliviana (Eunectes beniensis);

    Quatro exemplares de píton-birmanesa (Python bivittatus), cada uma com aproximadamente 3 metros de comprimento;
    Quatro jiboias (Boa constrictor), cada uma com 2 a 3 metros de comprimento.

    “A posse de animais exóticos e particularmente perigosos em contextos criminosos é um fenômeno que causa grande alarme social: em muitos casos, eles são usados como instrumento de intimidação ou demonstração de poder”, diz o comunicado.

    A investigação levou até um homem com vários antecedentes criminais, atualmente foragido, que foi denunciado às autoridades judiciais. Todos os animais foram apreendidos e levados para instalações autorizadas e adequadas, garantiram as autoridades.

    Anacondas, pítons e até crocodilo encontrados em cave de prédio na Itália

  • Agente do Serviço Secreto dos EUA atira acidentalmente na própria perna

    Agente do Serviço Secreto dos EUA atira acidentalmente na própria perna

    Segurança da ex-primeira-dama Jill Biden atirou acidentalmente na própria perna durante o serviço; disparo ocorreu enquanto o agente manuseava sua arma profissional “durante uma missão de proteção”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um agente especial do Serviço Secreto dos Estados Unidos que integra a equipe de segurança da ex-primeira-dama Jill Biden atirou acidentalmente na própria perna durante o serviço, na manhã de hoje, informou um funcionário da agência federal em comunicado à imprensa internacional.

    Disparo acidental ocorreu enquanto o agente manuseava sua arma profissional “durante uma missão de proteção”, no Aeroporto Internacional da Filadélfia, segundo o porta-voz do Serviço Secreto dos EUA. Conforme divulgado em comunicado por Anthony Guglielmi, o incidente ocorreu hoje por volta das 8h30 locais (7h30, no horário de Brasília).

    O agente, que não teve a identidade divulgada, ficou ferido, mas não corre risco de morrer, conforme Guglielmi. Segundo apurado pela CNN internacional, espera-se que o incidente seja investigado pelo Gabinete de Responsabilidade Profissional do Serviço Secreto dos EUA, enquanto o caso levanta novos indícios de que os agentes da agência federal norte-americana atuam em missões sob forte pressão.

    A ex-primeira-dama estava no aeroporto na manhã de hoje, mas não presenciou o incidente. Nenhuma outra pessoa, além do agente, foi ferida pelo disparo acidental, acrescentou Guglielmi.

    O agente ferido recebeu assistência médica ainda no aeroporto e foi encaminhado a um hospital da região, em condição estável, ainda segundo o porta-voz do Serviço Secreto. Procurado pela CNN, o gabinete da primeira-dama se recusou a comentar o caso.

    Agente do Serviço Secreto dos EUA atira acidentalmente na própria perna

  • EUA afirmam ter retirado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

    EUA afirmam ter retirado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

    O ouro, segundo o secretário do Interior dos EUA Doug Burgum, será usado em refinarias e em investimentos industriais nos Estados Unidos; norte-americano disse ter passado mais de dez horas reunido com Delcy Rodríguez em Caracas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou na quarta-feira (25), em Houston, que o governo norte-americano trouxe da Venezuela US$ 100 milhões (R$ 525 milhões) em ouro após viagem ao país, em meio à aproximação de Washington com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

    Burgum disse que os Estados Unidos retiraram ouro venezuelano após uma viagem oficial ao país. Segundo o secretário, o carregamento foi levado fisicamente para território norte-americano. Ele afirmou ainda, durante a conferência CERAWeek, no Texas, que esse tipo de remessa de metais preciosos entre Venezuela e EUA não ocorria havia mais de 20 anos, de acordo com relato publicado pela CNBC.

    O ouro, segundo Burgum, será usado em refinarias e em investimentos industriais nos Estados Unidos. O secretário disse que o material será destinado a fins comerciais e de consumo, enquanto Washington tenta ampliar sua presença econômica no país sul-americano.

    A viagem ocorreu no início de março e incluiu encontros com representantes dos setores de petróleo e mineração. Burgum disse ter passado mais de dez horas reunido com Delcy Rodríguez em Caracas, atuando como intermediário de empresários interessados em iniciar operações na Venezuela. O Jornal de Negócios, em texto distribuído pela Lusa, destaca que ele apresentou a viagem como parte de uma tentativa de abrir negócios bilaterais nas áreas de energia e mineração.

    A fala de Burgum ocorre em meio a uma aproximação entre Washington e Caracas. Em 4 de março, Delcy recebeu o secretário do Interior dos EUA para uma reunião focada em energia e mineração, descrita pelo governo venezuelano como uma cooperação “sem limites”. A visita de dois dias a Caracas foi apresentada pela AFP como a segunda de um integrante do gabinete de Donald Trump desde a derrubada de Nicolás Maduro.

    A agenda também inclui novos movimentos de abertura econômica no país. Segundo a AFP, Burgum chegou acompanhado de representantes de mineradoras americanas, enquanto a estatal Petróleos de Venezuela anunciou novos contratos de fornecimento ao mercado norte-americano. A reportagem também cita que os EUA autorizaram a retomada de voos diretos para a Venezuela pela primeira vez desde 2019.

    Burgum também tratou a mineração venezuelana como uma frente estratégica para os EUA. Segundo ele, a atividade no país estaria “em colapso”, limitada a garimpos artesanais controlados por gangues, e haveria interesse dos EUA em explorar não só metais preciosos, mas também outros recursos minerais. No mesmo contexto, a EFE relata que o secretário afirmou ter encontrado disposição do governo de Rodríguez para modernizar o setor e criar condições para novos investimentos.

    EUA afirmam ter retirado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

  • Barcos que levavam ajuda a Cuba desaparecem no mar

    Barcos que levavam ajuda a Cuba desaparecem no mar

    Governo do México estava realizando buscas; velerios saíram de Isla Mujeres na semana passada; embarcações eram tripuladas por nove pessoas de diferentes nacionalidades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta sexta-feira (27) que está preocupado após o desaparecimento de dois veleiros que estavam a caminho da ilha para levar ajuda humanitária. As embarcações zarparam de Isla Mujeres, no México, há uma semana, mas não chegaram a Havana como previsto.

    “De nosso país, fazemos todo o possível na busca e salvamento desses irmãos de luta”, afirmou Díaz-Canel em sua conta no X. A Marinha do México informou na quinta-feira (26) que deflagrou uma operação para localizar os barcos, tripulados por nove pessoas de diferentes nacionalidades.

    As embarcações eram esperadas para atracar em Cuba entre terça (24) e quarta (25), mas não houve comunicação por parte delas nem confirmação de sua chegada, disse ainda a Marinha.

    Os veleiros fazem parte da flotilha Nuestra América Convoy, que reúne organizações sociais de diferentes países para ajudar a ilha diante do agravamento da crise humanitária e energética. Voluntários no México abasteceram embarcações na semana passada com arroz, lenços umedecidos para bebês, feijão, fórmula infantil, medicamentos e outros suprimentos.

    “Os capitães e as tripulações são marinheiros experientes, e ambas as embarcações estão equipadas com sistemas de segurança e equipamentos de sinalização adequados”, disse um porta-voz da iniciativa em comunicado à Reuters.

    “Estamos cooperando plenamente com as autoridades e continuamos confiantes na capacidade das tripulações de chegar a Havana com segurança.”

    Cuba não recebe combustíveis há três meses por causa do bloqueio imposto por Donald Trump, segundo revelou Díaz-Canel. A ilha tem convivido com apagões de até 20 horas diárias, hotéis fechados, voos cancelados e suspensão de coleta de lixo. Na capital, a falta de combustível já compromete serviços básicos.

    O bombeamento e a distribuição de água foram interrompidos na semana passada em alguns pontos, deixando moradores com acesso limitado ao recurso. O regime cubano negocia com os EUA uma forma de encerrar o bloqueio.

    Barcos que levavam ajuda a Cuba desaparecem no mar

  • Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

    Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

    Chanceler brasileiro participou da reunião de ministros no G7

    O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou países que fazem da destruição promovida nas guerras oportunidades para a obtenção de lucros. O chanceler brasileiro encontra-se na França, onde participou como convidado da reunião entre ministros no G7 – grupo formado pelas sete maiores economias do planeta.

    Em entrevista nesta sexta-feira (27) ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Vieira defendeu, como forma de evitar situações como a atual, em que conflitos locais tenham efeitos negativos globais, a “construção e preservação de mecanismos e cooperação e convivência entre os países”.

    O chanceler argumentou que os conflitos de hoje são diferentes daqueles ocorridos durante as grandes guerras mundiais. 

    “Elas [as guerras atuais] se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes, como vimos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia”, disse o ministro.

    Lucros com a guerra

    Nesse cenário, acrescentou, “há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, o que, segundo ele, causou grave impacto na economia mundial globalizada.

    A posição brasileira com relação a esses conflitos já é bastante conhecida: construir e preservar mecanismos de cooperação e convivência entre os países, bem como preparar mecanismos que promovam o entendimento e a prevenção dos conflitos.

    “Este é também um dos papéis importantes que as Nações Unidas têm entre seus encargos, assim como os de manter a paz e a segurança internacional”, acrescentou.

    Mauro Vieira reiterou que o Brasil procura se manter em uma posição de equidistância, propondo negociações, na busca por uma razão que leve as partes a saírem da guerra. E, dessa forma, “salvar as vidas de civis e militares; e as infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas na região”.

    Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

  • Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Catherine Wieland alegava que estava doente psicologicamente e conseguiu uma licença, no entanto foi flagrada curtindo férias em Cancún, no México; a mulher foi condenada ontem a 28 semanas de prisão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma britânica que recebeu mais de £ 23 mil (R$ 160 mil) em benefícios sociais alegando ansiedade foi condenada por fraude depois de ser flagrada em uma viagem no México.

    Catherine Wieland, 33, afirmou por mais de dois anos que estava doente psicologicamente. Segundo a BBC, ela alegou ao Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido estar mal a ponto de não conseguir sair de casa, cozinhar ou se lavar sozinha.

    O órgão, no entanto, encontrou evidências de que ela surfou em Cancún e fez tirolesa durante uma viagem ao México. A apuração também apontou que Wieland visitou o parque temático Thorpe Park três vezes no período em que recebia o benefício.

    Confrontada com extratos bancários, a mulher tentou justificar a situação aos investigadores. “Não sabia que não era permitido sair de casa”, teria dito, conforme citação do jornal britânico.

    A mulher também usou parte do dinheiro em serviços de beleza e lazer. Ela fez 76 agendamentos de beleza, passou por 60 bares, clubes e restaurantes, e pagou por procedimentos como manicure, sessões de bronzeamento e consultas em um dentista na Harley Street, em Londres.

    Após a viagem ao México, ela ainda enviou uma avaliação afirmando que sua condição tinha piorado. O caso envolve pagamentos do PIP (Personal Independence Payment) — benefício destinado a pessoas com deficiência ou limitações de saúde.

    Wieland foi condenada ontem a 28 semanas de prisão, que pode ser convertida a outros tipos de pena. Ela se declarou culpada por não informar mudança das condições psicológicas apresentadas anteriormente.

    A britânica terá de devolver o valor recebido. À Justiça, o governo argumentou que o dinheiro saiu dos contribuintes entre 2021 e 2024.

    O parlamentar do Reino Unido Andrew Western disse que o caso é um exemplo de abuso do sistema. “Isso é um insulto a cada contribuinte que trabalha duro e às pessoas que realmente dependem do PIP. Wieland mentiu repetidamente, explorou o sistema até o último centavo e ainda teve a audácia de dizer que sua condição estava piorando enquanto fazia tirolesa e surfava no México”, afirmou à imprensa local.

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem