Categoria: MUNDO

  • Homem é morto pela polícia ao tentar esfaquear músico no Arco do Triunfo

    Homem é morto pela polícia ao tentar esfaquear músico no Arco do Triunfo

    Os antecedentes do agressor apontam para um possível atentado terrorista. A procuradoria antiterrorismo da França foi encarregada do caso.

    ANDRÉ FONTENELLE
    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – Um homem foi morto a tiros por policiais ao tentar esfaquear um dos músicos de uma banda militar que se apresentava sob o Arco do Triunfo, um dos principais monumentos de Paris. O incidente ocorreu às 18h locais (14h de Brasília) desta sexta-feira (13), na hora da tradicional cerimônia de renovação da chama do túmulo do Soldado Desconhecido.

    Os antecedentes do agressor apontam para um possível atentado terrorista. A procuradoria antiterrorismo da França foi encarregada do caso.

    O presidente Emmanuel Macron, que está na Alemanha para uma conferência, qualificou o atentado como terrorista em post nas redes sociais. “Saúdo a coragem e o sangue frio exemplares dos nossos policiais e militares: eles puseram fim ao ataque e evitaram o pior”, escreveu.

    Ao correr em direção à banda, o autor do ataque, um francês identificado como Brahim B., foi atingido por vários tiros disparados pelos policiais militares que faziam a segurança do monumento. Ele morreu horas depois no hospital Georges Pompidou, próximo à Torre Eiffel. O músico da Guarda Republicana sofreu ferimentos leves. Até o início da noite, não se sabia a motivação do ataque, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez.

    Nascido em 1978, Brahim morava em Aulnay-sous-Bois, cidade da periferia norte de Paris, segundo a imprensa francesa. Em 2013, foi condenado a 17 anos de prisão na Bélgica, por tentativa de assassinato de três policiais, no ano anterior, na cidade de Molenbeek. Cumpria a obrigação de comparecer diariamente à delegacia local.

    Na época do julgamento, teria dito que queria se vingar dos belgas pela proibição da burca, véu que cobre todo o corpo feminino usado em alguns países muçulmanos e proibido em parte da Europa, seja por representar a submissão da mulher, seja por dissimular o rosto de quem o usa.

    A polícia fechou o acesso ao local. O trânsito na praça de l’Étoile, onde fica o Arco do Triunfo, em uma das extremidades da avenida Champs-Elysées, foi interrompido por algumas horas.

    Homem é morto pela polícia ao tentar esfaquear músico no Arco do Triunfo

  • Fotos impressionantes do Carnaval fora do Brasil

    Fotos impressionantes do Carnaval fora do Brasil

    Há quem use fantasias do Halloween ou aproveite a festa para fazer brincadeiras com mensagens políticas!

    Com certeza, o maior Carnaval do mundo acontece no Brasil e os povos dos outros países sabem bem disso! Mas, apesar da folia no exterior não ter a proporção da festa brasileira, outras nações também realizam celebrações grandiosas e os estrangeiros entram no espírito da data mais irreverente do ano.

    Fotos impressionantes do Carnaval fora do Brasil

  • Macron defende inelegibilidade de políticos antissemitas na França

    Macron defende inelegibilidade de políticos antissemitas na França

    “Para o futuro, desejo que uma pena de inelegibilidade obrigatória seja instituída para os atos e declarações antissemitas, racistas e discriminatórias”, discursou Macron. “Em 20 anos, a hidra antissemita não parou de progredir. Ela se imiscuiu em cada interstício da nossa sociedade”, acrescentou.

    ANDRÉ FONTENELLE
    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu na manhã desta sexta (13) que políticos antissemitas se tornem inelegíveis. A declaração foi dada no jardim do Palácio do Eliseu, onde o francês plantou um carvalho em homenagem a uma vítima de um crime de ódio contra os judeus ocorrido 20 anos atrás.

    “Para o futuro, desejo que uma pena de inelegibilidade obrigatória seja instituída para os atos e declarações antissemitas, racistas e discriminatórias”, discursou Macron. “Em 20 anos, a hidra antissemita não parou de progredir. Ela se imiscuiu em cada interstício da nossa sociedade”, acrescentou.
    O presidente francês referiu-se aos atentados do Hamas de 7 de outubro de 2023 em Israel como um pogrom, termo que vem da palavra russa para “destruição”, usado para descrever massacres contra judeus desde o século 19.

    Macron também denunciou “o antissemitismo de extrema-esquerda que disputa com o de extrema-direita” e “o antissemitismo que utiliza a máscara do antissionismo para progredir sem alarde, que, numa inversão histórica vertiginosa, pretende fazer dos judeus genocidas”.

    Críticos do governo do premiê Binyamin Netanyahu acusam Israel de cometer genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em 2023. A fronteira entre essas críticas e o antissemitismo tem sido motivo de constante controvérsia na política francesa.

    O principal partido da ultraesquerda francesa, A França Insubmissa (LFI), e seu líder, Jean-Luc Mélenchon, são constantemente acusados de antissemitismo, pecha que rejeitam. Mas personalidades de outros partidos, como o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin, pré-candidato à presidência na eleição de 2027, também já se referiram às ações israelenses em Gaza como genocídio.

    Plantar um carvalho, árvore conhecida pela longevidade, foi a forma escolhida por Macron para homenagear Ilan Halimi, sequestrado, torturado e morto aos 23 anos, em 2006, por uma quadrilha que ficou conhecida como “a gangue dos bárbaros”.
    Vendedor em uma loja de celulares, Halimi foi encontrado agonizante três semanas após seu sequestro no porta-malas de um automóvel, com inúmeros hematomas, cortes e queimaduras. Ele morreu horas depois no hospital.

    O chefe da quadrilha, Youssouf Fofana, foi preso dias depois na Costa do Marfim, país de origem de seus pais. Ele confessou que buscava uma vítima judia “porque eles são forrados de grana”. Em 2009, Fofana foi condenado à prisão perpétua. Outros envolvidos foram condenados a penas entre seis meses e 18 anos de prisão, conforme a participação no crime.

    Macron defende inelegibilidade de políticos antissemitas na França

  • Trump diz que visitará a Venezuela em data ainda não definida

    Trump diz que visitará a Venezuela em data ainda não definida

    “Visitarei a Venezuela”, disse o republicano ao responder a uma pergunta de um jornalista na Casa Branca. Depois, ele acrescentou a respeito da data: “Ainda não decidimos”.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje que visitará a Venezuela, embora não tenha especificado a data.

    “Visitarei a Venezuela”, disse o republicano ao responder a uma pergunta de um jornalista na Casa Branca. Depois, ele acrescentou a respeito da data: “Ainda não decidimos”.

    Trump ordenou uma operação militar na Venezuela em 3 de janeiro que terminou com a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Foi a intervenção mais grave na região desde a remoção de Manuel Noriega do Panamá em 1989.

    O presidente afirmou ainda que as relações dos Estados Unidos com a Venezuela são “muito boas” e que reconhece Delcy Rodríguez como a governante oficial. “Temos um relacionamento muito bom com a presidente da Venezuela”, disse ele a jornalistas.

    Questionado se reconheceria Rodríguez como a governante oficial, ?Trump respondeu: “Sim, ?já fizemos isso”. “Eu diria que a relação que temos agora com a Venezuela é nota 10”, acrescentou ?o presidente norte-americano.

    Trump diz que visitará a Venezuela em data ainda não definida

  • Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão por envolvimento em assassinato nos EUA

    Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão por envolvimento em assassinato nos EUA

    Ela foi considerada culpada de participar dos assassinatos de Christine Banfield e Joseph Ryan em 2023. Além do período presa, terá que cumprir mais dois anos de liberdade condicional. À época, ela mantinha um relacionamento com

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A babá brasileira Juliana Peres Magalhães foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a 10 anos de prisão por homicídio. A sentença foi proferida no condado de Fairfax (no estado da Virgínia) na tarde desta sexta-feira (13).

    Ela foi considerada culpada de participar dos assassinatos de Christine Banfield e Joseph Ryan em 2023. Além do período presa, terá que cumprir mais dois anos de liberdade condicional. À época, ela mantinha um relacionamento com

    Brendan Banfield, pai da família para a qual trabalhava e marido de Christine.

    Segundo a investigação, ele e Juliana elaboraram um plano para matar a mulher que envolvia o uso de um site fetichista e treinamento de tiro. Em depoimento, a brasileira disse que o objetivo do crime era permitir que eles pudessem ficar juntos.

    Juliana está presa desde a época do crime e aceitou um acordo com a Procuradoria de Fairfax, no qual confessou participação na trama e se declarou culpada pela morte de Ryan. Antes do acordo, ela respondia por homicídio em segundo grau (que tem uma pena maior) e uso ilegal de arma de fogo.

    Com a colaboração na investigação, a acusação foi reclassificada para “manslaughter”, um tipo de homicídio com pena menor, de no máximo dez anos de prisão. Além disso, como parte do acordo, a promotoria do caso recomendou que a brasileira deveria ser condenada a uma pena semelhante ao período que ela já cumpriu de prisão, que somam pouco mais de dois anos.

    A brasileira leu um depoimento em que pediu desculpas às famílias afetadas. “Eu não vou me perdoar pela dor que causei. Não o que eu possa fazer. Há tantos arrependimentos, sei que meu remorso não trará paz a ninguém. Eu me perdi em uma relação, ultrapassei todos os limites e coloquei entes queridos em risco.”

    Durante a leitura da sentença, porém, a juíza afirmou que não poderia aceitar a recomendação e decidiu condená-la pela pena máxima para o crime, que foi de dez anos.

    “Suas ações foram deliberadas, motivadas por interesse próprio e demonstraram um profundo desprezo pela vida humana. Então, sejamos claros: você não merece nada além do encarceramento e de uma vida de reflexão sobre o que fez à vítima e à família dela. Que isso pese intensamente sobre a sua consciência”, afirmou a juíza Penney S. Azcarate. A magistrada afirmou que o caso foi um dos o caso de “homicídio mais grave que o tribunal já viu”.

    Em entrevista a jornalistas após o veredito, o advogado da babá brasileira, Ryan Campbell, afirmou que sente “profunda solidariedade com a família Banfield e com a família de Joe Ryan”. “O que eles enfrentaram foi terrível. Quando ficou claro que o correto a fazer era cooperar, fizemos todo o possível para colaborar e ajudar na condenação de Brendan Banfield”, disse Campbell.

    OS ASSASSINATOS

    De acordo com os autos do processo, Juliana e Brendan criaram um perfil falso em um site de fetiches, se passando por Christine. Por meio desse perfil, marcaram um encontro com Ryan na casa da família. O plano era matar Christine e fazer parecer que o crime havia sido cometido por ele.

    Juliana teria sido responsável pela morte de Joseph, já Brendan foi considerado culpado pelos assassinatos em um veredito divulgado no fim de janeiro -ele assassinou a mulher a facadas. Ele também foi condenado por uso de arma de fogo e por colocar uma criança em perigo -a filha do casal, então com quatro anos, estava na residência no momento do crime. A sentença dele será proferida no início de maio, porém a expectativa é que ele seja condenado a prisão perpétua.

    A posutra de Brendan foi classificada pela Promotoria como “monstruosa” por cometer os crimes e ainda mentir no banco das testemunhas. Segundo a acusação, ele desejava construir uma vida com Juliana e não via outra forma de fazê-lo sem matar a esposa.

    Segundo o jornal The New York Times, durante a audiência, o advogado de Brendan, John Carroll, alegou que Juliana teria iniciado conversas com um jornalista interessado em comprar sua história. De acordo com mensagens apresentadas no tribunal, o plano seria produzir um documentário para a Netflix sobre o caso.

    Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão por envolvimento em assassinato nos EUA

  • Mulher abusava sexualmente e drogava a própria irmã de 13 anos

    Mulher abusava sexualmente e drogava a própria irmã de 13 anos

    De acordo com o relato, os abusos ocorriam quando as duas ficavam sozinhas. A irmã teria convencido a adolescente de que aquele comportamento era “normal entre irmãs”.

    Harriet Richards tinha 13 anos quando começou a ser abusada sexualmente pela própria irmã mais velha. Durante dois anos, segundo relato divulgado pelo Scottish Daily Mail, a adolescente foi dopada, forçada a consumir álcool e coagida a participar de atos sexuais transmitidos pela internet para desconhecidos.

    A agressora era Jassey Snooks, então com 26 anos, mãe de dois filhos e irmã de Harriet. A proximidade familiar tornou o caso ainda mais devastador. “Ela não era uma vizinha ou uma amiga da família. Era minha irmã mais velha. Era a pessoa em quem eu mais confiava”, afirmou Harriet, que vive na Inglaterra e decidiu tornar pública sua identidade para encorajar outras vítimas.

    De acordo com o relato, os abusos ocorriam quando as duas ficavam sozinhas. A irmã teria convencido a adolescente de que aquele comportamento era “normal entre irmãs”. Harriet disse que passou a viver em silêncio e medo. “Fiquei cada vez mais fechada. Aprendi a guardar segredos, mas é exatamente isso que os abusadores querem”, declarou.

    A vítima afirmou que levou 14 anos para compreender a gravidade do que havia sofrido. “Era incesto e pedofilia. Reconhecer isso foi como libertar um demônio”, disse.

    A decisão de denunciar a irmã provocou divisão na família. Harriet contou com o apoio dos pais, Amanda e Jeremy. Jassey era filha de um relacionamento anterior da mãe.

    No mês passado, 17 anos após os crimes, Jassey Snooks, ex-auxiliar de educação especial e atualmente com 44 anos, foi condenada por incitar uma criança à prática de atos sexuais. A Justiça determinou pena de 16 meses de prisão, suspensa por 18 meses, além da inclusão do nome dela no registro de agressores sexuais por dez anos. Ela também deverá participar de um programa de reabilitação por 30 dias e cumprir 175 horas de serviço comunitário.

    Harriet afirmou que ficou insatisfeita com a decisão judicial. Para ela, a irmã representa “um perigo para a sociedade” e deveria cumprir pena em regime fechado. Ainda assim, considerou o fim do processo como uma vitória pessoal e o encerramento de uma longa batalha que agora lhe permite reconstruir a própria vida.

    Hoje com 30 anos, Harriet vive ao lado do companheiro, Dale, com quem teve um filho, atualmente com dez meses. Recentemente, ela se formou como personal trainer e afirma que, aos poucos, está retomando o controle da própria trajetória.

    “Perdi família, amigos e relacionamentos e, em alguns momentos, perdi a mim mesma. Tive dificuldades para comer, dormir, trabalhar e seguir em frente. Mas me esforcei para ser a melhor versão de mim mesma para o meu filho”, declarou em comunicado. “A vergonha e a culpa não são mais minhas”, concluiu.
     

    Mulher abusava sexualmente e drogava a própria irmã de 13 anos

  • ONG registra cerca de sete mil mortos em protestos no Irã

    ONG registra cerca de sete mil mortos em protestos no Irã

    Levantamento da HRANA indica número de vítimas superior ao reconhecido pelo governo iraniano após protestos iniciados em dezembro. Organização também contabiliza quase 53 mil detidos, enquanto autoridades restringem comunicações e enfrentam pressão internacional

    Pelo menos 7.002 pessoas morreram durante a repressão aos protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro no Irã, segundo levantamento divulgado pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, HRANA, citada pela Associated Press. A organização afirma que milhares de outras pessoas seguem desaparecidas.

    Com sede nos Estados Unidos, a HRANA mantém uma rede de colaboradores dentro do Irã para verificar informações sobre mortes e prisões. A Associated Press ressalta, no entanto, que não conseguiu confirmar os dados de forma independente, já que as autoridades iranianas restringiram o acesso à internet e às chamadas internacionais.

    De acordo com a entidade, o número de vítimas vem sendo atualizado gradualmente à medida que novas informações são cruzadas, apesar das dificuldades de comunicação com o interior do país.

    Em 21 de janeiro, o governo iraniano reconheceu 3.117 mortes durante os protestos, a maioria de manifestantes. Organizações de direitos humanos contestam esse balanço e afirmam ter dados que indicam um número significativamente maior de vítimas, além de dezenas de milhares de detenções.

    Até quarta-feira, a HRANA contabilizava 52.941 pessoas presas em decorrência das manifestações, incluindo integrantes do movimento reformista que apoiaram a campanha presidencial de Masoud Pezeshkian em 2024, mas que posteriormente se afastaram do atual presidente.

    A nova onda de protestos teve início em 28 de dezembro, em Teerã, liderada por comerciantes e setores econômicos impactados pela desvalorização do rial e pela alta inflação. As manifestações se espalharam para centenas de cidades em todo o país.

    Inicialmente, as autoridades demonstraram certa tolerância em relação aos atos, mas posteriormente intensificaram a repressão. Manifestantes passaram a ser classificados pelo governo como terroristas com suposta ligação aos Estados Unidos e a Israel.

    Em meio à escalada de tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou realizar ataques contra o Irã e enviou uma frota naval para a região. Posteriormente, passou a exigir um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O governo de Teerã aceitou retomar o diálogo com Washington, e um primeiro encontro entre representantes dos dois países ocorreu na última sexta-feira, em Omã.
     
     

     

    ONG registra cerca de sete mil mortos em protestos no Irã

  • Menino de 2 anos recebe coração “queimado” e mãe pede milagre; entenda

    Menino de 2 anos recebe coração “queimado” e mãe pede milagre; entenda

    Criança está em estado grave após transplante realizado na Itália com órgão que teria sido danificado durante o transporte. Família denunciou o caso, autoridades investigam possível negligência e menino aguarda novo coração para sobreviver

    Um menino de dois anos e três meses está em estado grave após receber um transplante de coração que teria chegado “queimado” ao hospital. A cirurgia foi realizada em 23 de dezembro no Hospital Monaldi, em Nápoles, na Itália. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o órgão pode ter sido danificado durante o transporte, possivelmente devido ao uso inadequado de gelo seco. A família registrou queixa junto às autoridades italianas e afirma que agora “espera por um milagre”.

    “O tempo está passando rápido, meu filho não está bem e está em estado grave. Há 50 dias ele luta entre a vida e a morte. Só peço que outro coração chegue logo. Hoje ele ainda pode passar por um segundo transplante, mas não sabemos se amanhã isso será possível. Se não surgir um novo coração em 48 horas, ele pode não resistir”, disse a mãe da criança, identificada como Patrizia, ao jornal Corriere della Sera. O nome do menino foi preservado.

    De acordo com o veículo italiano, o coração saiu de Bolzano no dia 23 de dezembro, após a morte do doador. Durante o transporte até Nápoles, o órgão não teria sido conservado de forma adequada e chegou inutilizado.

    O chefe da equipe médica e dois cirurgiões responsáveis pelo procedimento foram suspensos. O hospital também decidiu interromper temporariamente os transplantes pediátricos por precaução. A instituição abriu uma investigação interna para apurar como um órgão inviável foi implantado.

    O Ministério Público de Nápoles indiciou seis pessoas, tanto em Bolzano quanto em Nápoles, por suspeita de negligência. As investigações apuram duas hipóteses principais: falhas na conservação e no transporte do órgão, incluindo o uso de gelo seco, e possíveis irregularidades na realização do transplante.

    “Só nos disseram que o transplante não tinha dado certo. Agora sabemos que colocaram no meu filho um coração que não funcionava”, afirmou a mãe.

    A criança foi novamente incluída na lista europeia de transplantes pediátricos e aguarda um novo órgão. Segundo Patrizia, o menino foi diagnosticado com cardiomiopatia dilatada aos quatro meses de vida, mas levava uma rotina praticamente normal enquanto aguardava na fila há dois anos.

    “Recebemos a ligação para o transplante e, desde então, ele está internado em coma induzido”, relatou.

    De acordo com a mãe, o filho não acordou da anestesia, permanece sedado e não pode se movimentar. Ela afirmou ainda que só soube dos detalhes do caso dias depois, por meio da imprensa. “No hospital, apenas nos informaram que o transplante não havia sido bem-sucedido. Não imaginávamos o que tinha acontecido durante o transporte”, disse.

    Apesar da situação, Patrizia reconheceu o esforço da equipe médica. “Mesmo com todos os problemas, os médicos estão fazendo tudo o que podem. Tentaram de todas as formas fazer o novo coração funcionar, mas não foi possível”, concluiu.
     
     

    Menino de 2 anos recebe coração “queimado” e mãe pede milagre; entenda

  • Tensão aumenta e EUA enviam maior porta-aviões ao Oriente Médio

    Tensão aumenta e EUA enviam maior porta-aviões ao Oriente Médio

    Movimentação do USS Gerald R. Ford reforça presença militar na região em meio à pressão de Donald Trump por um acordo nuclear com o Irã. Deslocamento coloca dois grupos de ataque de porta-aviões na área e sinaliza possível escalada nas tensões

    O maior porta-aviões dos Estados Unidos, o USS Gerald R. Ford, recebeu ordens para deixar o Mar das Caraíbas e seguir para o Oriente Médio, segundo uma fonte não identificada ouvida pela Associated Press. A decisão consolida informações de que a Casa Branca avalia uma possível ação militar contra o Irã em meio a tensões crescentes sobre o programa nuclear do país.

    A movimentação do USS Gerald R. Ford, noticiada inicialmente pelo The New York Times, vai colocar dois porta-aviões e seus navios de guerra acompanhantes na região. O porta-aviões USS Abraham Lincoln, acompanhado por três contratorpedeiros lançadores de mísseis, já está no Oriente Médio há mais de duas semanas.

    Fontes disseram à AP que as instruções para a nova rota do USS Ford foram dadas sob condição de anonimato, por envolver questões sensíveis de estratégia militar. A mudança representa uma reversão repentina nas operações do navio, que havia sido deslocado do Mar Mediterrâneo para o Caribe no ano passado, quando os EUA intensificaram a presença militar na região antes de uma operação que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

    A concentração de poder naval no Oriente Médio também desafia a recente estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos, que vinha enfatizando prioridades no Hemisfério Ocidental em detrimento de outras regiões geopolíticas.

    O presidente Donald Trump disse recentemente que considera enviar uma segunda força de ataque de porta-aviões ao Oriente Médio caso as negociações com o Irã não avancem.

    O USS Gerald R. Ford iniciou sua missão em junho de 2025, o que significa que sua tripulação estará embarcada há cerca de oito meses nas próximas semanas. Não está claro quanto tempo o navio permanecerá no Oriente Médio, mas a nova missão pode se estender por um período excepcionalmente longo.

    A Casa Branca ainda não comentou oficialmente a nova movimentação militar.

     

    Tensão aumenta e EUA enviam maior porta-aviões ao Oriente Médio

  • Após ser estuprada, adolescente é devorada viva por porcos na Rússia

    Após ser estuprada, adolescente é devorada viva por porcos na Rússia

    Jovem de 17 anos foi atacada por funcionário da fazenda da família, ficou inconsciente e sangrando no local. Segundo o tribunal, os animais reagiram ao sangue e passaram a atacá-la. Homem foi condenado a 23 anos de prisão por homicídio e violência sexual

    Um tribunal da região de Krasnoyarsk, na Rússia, condenou a 23 anos de prisão em regime fechado o trabalhador rural Igor Zykov, de 42 anos, pelo assassinato da adolescente Milena Shevelyova, de 17. O caso ganhou repercussão internacional após detalhes do crime serem divulgados pelo tabloide britânico The Sun.

    Segundo as autoridades, Zykov trabalhava na fazenda da família da jovem e teria agido por vingança contra o pai dela, seu empregador. De acordo com o processo, ele entrou no celeiro no fim do dia, supostamente com a intenção de incendiar o local, mas encontrou Milena alimentando os porcos.

    Conforme relatado em juízo, o homem, que estaria embriagado, agrediu a adolescente com socos e golpes. Depois de deixá-la inconsciente e com ferimentos sangrando, roubou o celular dela e fugiu.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- East2West  

    Em comunicado citado pelo The Sun, o tribunal afirmou: “Zykov agrediu a garota, roubou seu telefone celular e, após ela perder a consciência por causa dos golpes, a deixou em um chiqueiro com ferimentos sangrando. Os porcos reagiram ao sangue e começaram a atacar a garota”.

    O tabloide também publicou que, segundo o portal russo Readovka, “o homem deixou deliberadamente a jovem para ser devorada pelos porcos, pois sabia que os animais atacariam o corpo”.

    O laudo pericial apontou que Milena morreu em decorrência de hemorragia massiva após o rompimento da artéria femoral. Ela ainda estava viva quando os animais a atacaram, segundo as conclusões apresentadas no tribunal.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- East2West  

    Zykov confessou o homicídio, mas negou ter cometido violência sexual. Investigadores, no entanto, afirmaram que provas forenses confirmaram o abuso. Ele foi condenado por homicídio, atos sexuais violentos e furto.

    No dia do crime, os pais da adolescente estavam fora de casa. Preocupados porque ela não atendia ao telefone, pediram ao namorado, de 18 anos, que fosse até a propriedade. A imprensa local relatou que o jovem encontrou a cena e saiu em estado de choque, pedindo socorro. A ambulância foi chamada, mas Milena já havia morrido.

    O réu já tinha antecedentes criminais, incluindo uma condenação anterior por matar o próprio irmão. Após cumprir pena, havia conseguido emprego na fazenda da família da vítima. O caso provocou comoção na comunidade local e ampla repercussão internacional.
     
     

     

    Após ser estuprada, adolescente é devorada viva por porcos na Rússia