Categoria: MUNDO

  • Trump recua de novo e adia ultimato para depois da Páscoa

    Trump recua de novo e adia ultimato para depois da Páscoa

    Nova moratória de ataques a sistema energético vem depois de Irã recusar proposta dos americanos; antes, o presidente havia feito ameaças; medida dá tempo para chegada de soldados para ação terrestre

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em mais um capítulo da nebulosa negociação entre Estados Unidos e Irã acerca de uma trégua na guerra que assola o Oriente Médio, Donald Trump disse que vai estender sua moratória a ataques contra o sistema energético da teocracia até a segunda-feira após a Páscoa, 6 de abril.

    A medida foi anunciada, como é usual, na rede do presidente, a Truth Social. Segundo ele, “ao contrário do que diz a mídia das fake news”, as conversas com o Irã “vão muito bem”.

    Recapitulando, o americano havia ameaçado atacar o sistema de energia do país persa, uma promessa para o caso de o Irã não reabrir o estreito de Hormuz feita em ultimato no sábado (21), que foi suspensa na segunda (23) até o sábado (28).

    Trump havia apresentado, por meio do Paquistão, um plano de 15 pontos que incluía itens já acomodados pelo Irã em negociações anteriores, como a renúncia à bomba atômica, mas também diversos temas inaceitáveis para o regime, como o total desmantelamento de suas capacidades nucleares e de seu programa de mísseis ofensivos.

    Nesta quinta, o Irã deixou claro rejeitar a proposta.

    Segundo a agência de notícias Reuters, Teerã considerou a proposta “unilateral e injusta”, mas deixou a porta aberta para negociações. Por sua vez, a iraniana Tasnim informou que a teocracia já enviou, por meio de turcos e paquistaneses, sua visão maximalista para o fim do conflito.

    Ela pede o fim da guerra, garantias concretas para evitar novos ataques e compensações pelos danos sofridos. Além disso, o Irã diz que vai manter o controle sobre Hormuz. A Tasnim não disse o que o Irã falou sobre seu programa nuclear, mas a posição do regime é conhecida até agora: se recusa a abrir mão da capacidade de enriquecimento de urânio.

    Antes do novo adiamento do ultimato, Trump havia criticado o Irã na mesma rede social. Ele escreveu que “os negociadores iranianos são muito diferentes e estranhos”.

    “Eles estão nos implorando para fazer um acordo, mas publicamente dizem que estão só ‘olhando para nossa proposta’. ERRADO!!! É melhor eles levarem a sério agora, antes que seja tardiamente, porque quando aquilo acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA, e não será bonito”, escreveu com as usuais maiúsculas na rede Truth Social.

    Mais tarde, numa reunião na Casa Branca, ele disse a repórteres que não descarta “ficar com o petróleo do Irã”. “Vamos ver se eles querem [um acordo]. Se não, nós somos o pior pesadelo deles. No meio-tempo, nós vamos simplesmente explodi-los”. Depois, fez a surpreendente postagem.

    O americano pode estar ganhando tempo, apenas, como já disseram temer os iranianos. Além dos eventuais ataques ao sistema energético, os EUA se preparam para a hipótese de ações terrestres, ou ameaçam isso. Com o cenário, o petróleo subiu para US$ 105 o barril Brent.

    Nesta sexta (27) deverá chegar à região o primeiro grupo de 2.500 fuzileiros navais em uma flotilha, enquanto outro deverá chegar até o fim da próxima semana, a tempo do novo ultimato. Há relatos de que até 2.000 paraquedistas de elite do Exército também podem ser mobilizados.

    A especulação é de um ataque à ilha de Kharg, centro de exportação de 90% do petróleo do Irã, embora seja uma ação arriscada. Outra hipótese é tentar tomar trechos da costa de Hormuz, igualmente perigoso e insustentável no médio prazo.

    Trump recua de novo e adia ultimato para depois da Páscoa

  • Mauro Vieira conversa com chanceler do Irã sobre guerra no Oriente Médio

    Mauro Vieira conversa com chanceler do Irã sobre guerra no Oriente Médio

    Ministros trataram de impactos do conflito ao redor do mundo e perspectivas de negociação; diplomata brasileiro falou com Abbas Araghchi por telefone nesta quinta (26)

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou nesta quinta-feira (26) com o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, sobre a guerra no Oriente Médio, iniciada após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o país persa.

    Segundo o Itamaraty, os chanceleres trataram por telefone do atual estágio da guerra, da situação local, dos principais impactos globais do conflito e das perspectivas para uma saída negociada. A ligação foi feita de Paris, onde o brasileiro se encontra para reunião de chanceleres do G7.

    No Brasil, um dos principais efeitos da guerra foi o aumento do preço do óleo diesel como consequência do fechamento do estreito de Hormuz, uma das principais rotas de petróleo e gás natural do mundo.

    Mauro Vieira prestou solidariedade pelas vítimas dos ataques militares ao Irã. Com Aragchi, o chanceler brasileiro já travou diálogo direto com 11 países desde o início da guerra.

    No início do mês, a oposição da Câmara dos Deputados convocou Vieira para prestar esclarecimentos acerca da posição do Brasil sobre o conflito. O requerimento foi aprovado pela bancada bolsonarista, diante da ausência da base governista na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

    Após os primeiros ataques, o Brasil se manifestou de maneira oficial condenando a agressão americana, que rompeu com as negociações que vinham sendo feitas até o momento entre as partes.

    Na sessão, Vieira condenou os ataques americanos e iranianos e afirmou que não se pode deixar que o Irã se arme e busque armamento nuclear.

    Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã começaram no final de fevereiro deste ano. Nas primeiras ofensivas, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, foi morto. Como resposta, o Irã está concentrando uma ação militar no Oriente Médio contra seus vizinhos árabes no golfo Pérsico.

    Na última quarta-feira (25), quase um mês após o início da guerra, a televisão estatal persa informou que o regime iraniano rejeitou uma proposta apresentada pelos EUA para encerrar o conflito. A negativa foi divulgada com tom duro e irônico a despeito dos bombardeios incessantes feitos pelas forças americanas e por Israel e da crise energética que provoca instabilidade global.

    Ainda de acordo com a emissora Press TV, uma autoridade do regime afirmou que a medida buscava pôr fim ao que classificou de “guerra imposta”, mas deixou claro que a decisão sobre o fim do conflito cabe exclusivamente ao Irã.

    Antes, o regime já havia rebatido a afirmação de Donald Trump de que haveria negociações em andamento para encerrar o conflito. Em fala feita na mesma emissora, o porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari disse que Trump estaria “negociando consigo mesmo” e negou a possibilidade de uma trégua no curto prazo. “Pessoas como nós nunca conseguirão se dar bem com pessoas como você [Trump]”, afirmou. “Como sempre dissemos, nenhum de nós fará um acordo com vocês. Nem agora nem nunca.”

    Mauro Vieira conversa com chanceler do Irã sobre guerra no Oriente Médio

  • Apesar de recuo do Chile, governo Lula deve seguir apoiando candidatura de Bachelet à ONU

    Apesar de recuo do Chile, governo Lula deve seguir apoiando candidatura de Bachelet à ONU

    Escolha de ex-presidente chilena como primeira secretária-geral da história também é endossada pelo México; José Antonio Kast, ultradireitista recém-empossado no Chile, falou em ‘divergências’ ao retirar apoio

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá seguir na defesa da candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para o cargo de secretária-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) -mesmo após o governo chileno retirar o apoio ao nome dela.

    No anúncio feito na segunda-feira (23), Santiago, hoje sob o comando do ultradireitista José Antonio Kast, afirmou que as divergências com alguns dos principais atores envolvidos no processo tornaram a candidatura inviável.

    A escolha de Bachelet -que seria a primeira mulher a chefiar a ONU na história da organização- tinha o apoio conjunto de Brasil e México e estava sendo impulsionada por Lula e pelo antecessor de Kast, o esquerdista Gabriel Boric. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também já disse que manterá o endosso a Bachelet.

    Segundo auxiliares do presidente Lula, a ausência do apoio do Chile pode dificultar a conquista do cargo e deve ser utilizado contra a chilena por seus adversários na disputa.

    A corrida pela Secretaria-Geral terá Rebeca Grynspan, escolhida por Costa Rica, o senegalês Macky Sall, candidato do Burundi, e Rafael Grossi, apoiado pela Argentina de Javier Milei. O primeiro debate está marcado para a semana de 20 de abril.

    Lula já havia declarado apoio a Bachelet no momento da inscrição da chilena ao cargo. Ela foi a única mulher à frente da presidência do Chile (2014-2018) e já ocupou a cadeira de diretora-executiva da ONU Mulheres, além de ter sido alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos de 2018 a 2022.

    Se eleita, ela sucederia o atual secretário-geral, Antonio Guterres, cujo mandato encerra em 31 de dezembro de 2026.

    Kast tomou posse como presidente do Chile no último dia 11, solenidade para a qual havia convidado o presidente Lula durante reunião dos dois em viagem oficial ao Panamá. O brasileiro chegou a confirmar oficialmente a presença na cerimônia -mas cancelou de última hora, enviando o chanceler Mauro Vieira como representante.

    O cancelamento não foi oficialmente esclarecido pelo governo brasileiro, que anunciou o recuo um dia após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmar que iria à posse. Lá, o senador criticou a ausência do petista, disse que Lula tinha “ódio no coração” e que foi “pequeno” por faltar a posse.

    Integrantes do governo brasileiro negaram relação entre a ausência de Lula e a presença de Flávio, que deverá ser o principal opositor do presidente nas eleições deste ano, e atribuíram a mudança de planos ao momento sensível vivido no Brasil, na época, com a alta de preços do óleo diesel graças à guerra no Irã.

    Na passagem pelo Chile, o chanceler brasileiro entregou a Kast uma carta-convite para visitar o Brasil.

    A agenda entre Lula e Kast previa um encontro bilateral no Palácio Presidencial Cerro Castillo, em Viña del Mar. Entre os temas previstos estavam discussões sobre comércio exterior, investimentos e turismo. Em seguida, o brasileiro participaria da cerimônia de posse no Congresso Nacional chileno, em Valparaíso.

    Apesar de recuo do Chile, governo Lula deve seguir apoiando candidatura de Bachelet à ONU

  • Espanhola de 25 anos consegue autorização para eutanásia após disputa judicial com o pai

    Espanhola de 25 anos consegue autorização para eutanásia após disputa judicial com o pai

    Depois de uma batalha judicial de dois anos, a jovem espanhola de 25 anos conseguiu que lhe fosse dado consentimento para morrer. Assim serão os últimos momentos de Noelia Castillo, que é hoje eutanasiada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A jovem Noelia Castillo Ramos, 25, conseguiu autorização para se submeter a uma eutanásia nesta quinta-feira (26) na Espanha, após um processo judicial de quase dois anos, de acordo com informações da imprensa local.

    Em outubro de 2022, após ser vítima de uma agressão sexual coletiva, Noelia se jogou do quinto andar de um edifício. A queda causou uma lesão medular irreversível, com paraplegia da cintura para baixo, dores neuropáticas crônicas e incontinência. Em 2024, alegando depressão e sofrimento físico contínuo, solicitou a eutanásia.

    O pedido foi aprovado pela Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, mas o pai da jovem apresentou sucessivos recursos judiciais para impedir o procedimento, sob o argumento de que ela não teria condições psicológicas de decidir sobre a própria morte.

    Todas as instâncias da Justiça espanhola rejeitaram os recursos. O Tribunal Constitucional, instância máxima do Judiciário, não identificou violação de direitos fundamentais. Na sequência, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, em Estrasburgo, também negou pedido para suspender o procedimento, em decisão de março de 2026.

    Em entrevista a um programa do canal Antena 3, Noelia disse que nunca duvidou da decisão. “A felicidade de um pai não tem que estar acima da felicidade de uma filha”, afirmou. “Quero ir em paz e parar de sofrer.”

    A eutanásia é legal na Espanha desde 2021. Para ter acesso ao procedimento, é necessário ter diagnóstico de doença grave e incurável ou condição crônica incapacitante, sofrimento considerado intolerável e pedido voluntário reiterado, além de avaliação por mais de um profissional de saúde e validação por comissão independente.

    No Brasil, a eutanásia é proibida e pode ser enquadrada como crime. O CFM (Conselho Federal de Medicina) reconhece como conduta ética a ortotanásia –suspensão de tratamentos que apenas prolongam a vida–, geralmente associada a cuidados paliativos.

    Espanhola de 25 anos consegue autorização para eutanásia após disputa judicial com o pai

  • Maduro volta a se apresentar à Justiça nos EUA, e Trump promete novas acusações

    Maduro volta a se apresentar à Justiça nos EUA, e Trump promete novas acusações

    Maduro e sua mulher, Cilia Flores, estão detidos em NY há quase três meses e só saíram da prisão antes para a primeira audiência, em que o chavista se declarou “prisioneiro de guerra”

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O ditador venezuelano Nicolás Maduro compareceu nesta quinta-feira (26) a um tribunal de Nova York pela segunda vez desde sua captura na operação militar dos Estados Unidos de 3 de janeiro.

    O juiz distrital dos EUA Alvin Hellerstein prometeu emitir uma decisão em breve sobre se ele ordenará ao governo Trump que permita que o país sul-americano cubra as despesas legais incorridas por Maduro e sua esposa, que também é ré no caso.

    Maduro, de 63 anos, e sua mulher, Cilia Flores, 69, estão detidos no Brooklyn há quase três meses e só saíram da prisão antes para a primeira audiência, em que o chavista se declarou “prisioneiro de guerra” e afirmou ser inocente das acusações de tráfico de drogas.

    O casal chegou para a audiência por volta das 12h30 (horário de Brasília). Maduro e Cilia permaneceram sentados e usando fones de ouvido, acompanhando a tradução simultânea, enquanto defesa e promotoria discutiam como custear suas despesas legais. O juiz Alvin Hellerstein é o responsável pelo caso.

    O governo venezuelano arcar com as despesas, mas isso requer autorização do governo americano, o que o advogado de Maduro, Barry Pollack, argumenta que fere os direitos constitucionais de seu cliente à defesa legal. O juiz disse que ainda irá tomar uma decisão, mas que não irá arquivar o caso por uma disputa de honorários advocatícios.

    A dúvida sobre os honorários e a representação legal de Maduro é um problema desde o início do caso. Ele tinha um advogado nomeado pelo tribunal, que foi trocado por Pollack. Bruce Fein se juntou ao caso, afirmando ter informações de pessoas próximas a Maduro, mas foi afastado após protesto de Pollack.

    A defesa de Maduro e de Cilia pediu a Hellerstein que adiasse o processo criminal devido à decisão da administração Trump de não permitir que Caracas pagasse seus honorários advocatícios, o que, segundo eles, violou efetivamente o direito dos dois réus à assistência jurídica no caso.

    Enquanto o venezuelano estava no tribunal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Maduro enfrentará outras acusações judiciais posteriormente.

    “Ele foi processado por apenas uma fração das coisas que fez. Outras acusações serão apresentadas, como vocês provavelmente sabem”, disse ele a repórteres antes de uma reunião de gabinete na Casa Branca.

    A Venezuela solicitou às Nações Unidas a libertação “imediata” de Maduro, que foi capturado em uma incursão dos EUA em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios.

    Por outro lado, em 6 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recuou de uma afirmação que o governo de Trump promoveu ao preparar o terreno para removê-lo do poder na Venezuela: a acusação de que ele liderava o cartel de drogas chamado Cartel de los Soles.

    A acusação foi redigida pelo Departamento de Justiça em 2020. Em julho de 2025, copiando a linguagem dela, o Departamento do Tesouro classificou o Cartel de los Soles de organização terrorista.

    Grupos de manifestantes, tanto a favor quanto contra Nicolás Maduro, se reuniram em frente ao tribunal federal em Manhattan. Alguns deles carregavam cartazes com os dizeres “Libertem Maduro” e “Tirem as mãos da Venezuela”.

    Maduro governou a Venezuela a partir de março de 2013 até sua queda, quando Delcy Rodríguez, sua vice, assumiu a presidência interina e começou a mudar as relações com os Estados Unidos. Ele é acusado de diferentes crimes, incluindo narcoterrorismo e posse ilegal de armas.

    Ele está preso no Centro Metropolitano de Detenção, no Brooklyn, uma penitenciária com controles rigorosos, onde permanece sozinho e sem acesso à internet ou jornais.

    Segundo meios estrangeiros, relatos indicam que ele passa o tempo lendo a Bíblia e se comunica brevemente com sua família e advogados. Seu filho, o deputado nacional Nicolás Maduro Guerra, afirmou que ele e Flores estão “bem, fortes e otimistas”.

    Um dia antes da audiência, Maduro Guerra disse que seu pai é “um homem de fé, um trabalhador que se reconhece como filho de Deus”.

    No país latino, com a queda de Maduro e sob pressão dos Estados Unidos, Delcy enfrenta dificuldades em liderar a Venezuela, que possui grandes reservas de petróleo, mas uma economia em crise.

    A líder interina recentemente aprovou uma lei de anistia e reformou leis para garantir acesso aos recursos naturais do país. Neste mês, os Estados Unidos restabeleceram laços diplomáticos com a Venezuela.

    Maduro volta a se apresentar à Justiça nos EUA, e Trump promete novas acusações

  • Apostador crava ataques ao Irã e lucra R$ 5 milhões; caso levanta suspeita

    Apostador crava ataques ao Irã e lucra R$ 5 milhões; caso levanta suspeita

    Operações na Polymarket anteciparam ataques envolvendo EUA e Israel contra Irã, com taxa de acerto incomum e investigação sobre possível insider trading

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um trader anônimo já faturou quase US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) desde 2024 com previsões certeiras sobre eventos militares envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã. O caso foi revelado pela CNN.

    Ele passou a ser alvo de suspeitas de uso de informação privilegiada. Muitas das apostas, feitas no Polymarket, uma das principais plataformas de apostas online do mundo, foram registradas horas antes de os ataques virarem públicos.

    O apostador cravou 93% das apostas com valor acima de US$ 10 mil (R$ 52,3 mil). No total, ele lucrou quase US$ 967 mil, cerca de R$ 5,05 milhões na cotação atual

    Horas antes de ataques israelenses em outubro de 2024Horas antes de ataques aéreos americanos contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025Horas antes do ataque conjunto surpresa EUA-Israel em fevereiro de 2026 (que iniciou a guerra atual)Trader usou contas diferentes, mas apostas pertencem à mesma operação. A descoberta foi feita pela Bubblemaps, empresa de análise que rastreia transações em blockchain. A Polymarket ainda não comentou o caso, segundo a CNN.

    “Tudo isso é um forte sinal de atividade de insider trading [que faz uso de informação privilegiada], com base na quantia que ele ganhou, nos mercados em que apostou, no timing das suas operações, nas taxas de sucesso dessas apostas e no fato de que elas estão conectadas. Isso é bastante suspeito, na minha opinião”, disse Nick Vaiman, CEO da Bubblemaps, à CNN.

    As apostas foram feitas na versão internacional do Polymarket, que está fora do alcance das regulamentações americanas. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), agência federal que regula os mercados de previsão, aprovou no ano passado que o Polymarket começasse a oferecer negociações para clientes americanos. Seu site voltado para os EUA ainda não está totalmente operacional, mas especialistas dizem que americanos podem acessar facilmente o site estrangeiro usando uma VPN (rede privada virtual).

    A taxa de acerto do apostador surpreendeu. Segundo Todd Phillips, professor de finanças da Georgia State University, a maioria dos traders de alta frequência costuma ter uma taxa ligeiramente acima de 50%. A análise da Bubblemaps mostrou que o trader em questão teve uma taxa geral de vitórias de 83%, e de 93% nas apostas acima de US$ 10 mil.

    Parece que essa pessoa ou teve uma sorte incrível ou estava fazendo insider trading [uso de informação privilegiada]. Ter taxas de acerto na faixa de 80% a 90% é simplesmente bom demais para ser verdade. Quando olho para isso, acho que algo suspeito está acontecendo. Todd Phillips, à CNN

    Não é possível cravar que o investidor teve acesso a dados confidenciais. Segundo o especialista, também não dá para descartar a possibilidade de uma sorte fora do normal. Embora suas apostas mais lucrativas estivessem relacionadas ao Irã, ele também fez dezenas de apostas menores em vários eventos esportivos.

    A guerra no Irã colocou holofotes em plataformas como Polymarket e Kalshi, outro site popular de previsão. Parlamentares e órgãos de fiscalização do governo levantaram preocupações sobre potencial uso de informação privilegiada e os chamados “mercados da morte”, após apostas de alto perfil sobre o destino do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em fevereiro.

    Apostador crava ataques ao Irã e lucra R$ 5 milhões; caso levanta suspeita

  • Trump faz ameaça ao Irã e cobra acordo “antes que seja tarde demais”

    Trump faz ameaça ao Irã e cobra acordo “antes que seja tarde demais”

    Presidente dos EUA eleva o tom, cobra negociações e critica postura de Teerã, enquanto governo iraniano nega diálogo formal. Declarações também incluem ataques à OTAN e ampliam tensão em meio ao conflito.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o Irã precisa “levar as coisas a sério antes que seja tarde demais”, ao comentar a falta de acordo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.

    Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou os negociadores iranianos como “muito diferentes” e “estranhos”, e alertou que, sem um acordo, “não haverá volta e não vai ser bonito”.

    Segundo ele, há uma contradição na postura do Irã. De um lado, autoridades estariam “implorando” por um acordo. De outro, afirmam publicamente que estão apenas “analisando a proposta” dos Estados Unidos.

    Trump criticou essa posição e disse que ela é “falsa”, defendendo que o fim da guerra interessa ao próprio Irã, que, segundo ele, foi “militarmente aniquilado e sem qualquer possibilidade de recuperação”.

    O presidente voltou a elevar o tom e pressionou o governo iraniano a negociar de forma “séria”.

    As declarações contrastam com a versão oficial de Teerã. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araqchi, afirmou que não existem “negociações ou conversas” com os Estados Unidos, embora tenha reconhecido o envio de “mensagens” por parte de Washington, que não configurariam um diálogo formal.

    Na mesma publicação, Trump também criticou a OTAN e afirmou que os Estados Unidos “não precisam da aliança para nada”.

    “O países da OTAN não fizeram nada para ajudar [os Estados Unidos] contra a nação louca, agora dizimada, que é o Irã”, escreveu.

    “Os Estados Unidos não precisam de nada da OTAN, mas ‘nunca se esqueçam’ deste momento muito importante na História”, acrescentou.

    A Casa Branca, por sua vez, não confirmou se apresentou um plano de 15 pontos ao Irã para encerrar o conflito, mas indicou que existem contatos em andamento.

    Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, Teerã teria rejeitado a proposta por considerá-la “excessiva” e reiterado que pretende definir os próprios termos para o fim da guerra.
     
     

    Trump faz ameaça ao Irã e cobra acordo “antes que seja tarde demais”

  • Mulher entra em audiência dirigindo, mente e leva bronca de juiz; veja

    Mulher entra em audiência dirigindo, mente e leva bronca de juiz; veja

    Acusada de dívida, ela participou da sessão virtual atrasada e tentou justificar a situação, mas foi desmentida ao vivo. Juiz encerrou a audiência após acusá-la de mentir durante o julgamento

    Uma mulher que respondia na Justiça por uma acusação de dívida acabou chamando atenção durante uma audiência virtual ao entrar na sessão atrasada e, aparentemente, dirigindo. O episódio terminou com uma advertência do juiz responsável pelo caso.

    Kimberly Carroll participou da audiência nesta segunda-feira, nos Estados Unidos, após já ter sido declarada à revelia em um processo movido por uma empresa de cobrança, no valor de 1.788,08 dólares.

    A sessão começou de forma conturbada e ganhou ainda mais tensão quando a mulher entrou na chamada por vídeo. Ao notar a situação, o juiz Michael McNally reagiu imediatamente.

    “Minha senhora, você não pode estar dirigindo ao mesmo tempo”, afirmou. Kimberly respondeu dizendo que estava “no banco do passageiro, não estou dirigindo”.

    O magistrado, que atua há anos no tribunal do Michigan, explicou que não poderia dar continuidade à audiência com alguém dentro de um carro, especialmente em movimento.

    A mulher pediu desculpas e alegou que não conhecia a regra. Disse ainda que estava a caminho da casa de um familiar por conta de uma emergência.

    Desconfiado, o juiz começou a questionar a versão apresentada e pediu que ela mostrasse quem estava ao volante.

    Diante do pedido, Kimberly hesitou e afirmou que precisava pedir autorização ao suposto motorista antes de filmá-lo, o que aumentou ainda mais a suspeita.

    Sem aceitar as explicações, o juiz encerrou a audiência. “Você mentiu para mim”, disse, antes de finalizar a sessão.

    .

    Mulher entra em audiência dirigindo, mente e leva bronca de juiz; veja

  • Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irã, diz jornal

    Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irã, diz jornal

    Envios estariam perto de serem concluídos e incluem também ajuda humanitária. Segundo o Financial Times, cooperação militar pode marcar apoio direto de Moscou a Teerã e aumentar a tensão com os Estados Unidos.

    A Rússia está perto de concluir o envio de drones, medicamentos e alimentos ao Irã, segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times com base em fontes dos “serviços de inteligência ocidentais”.

    De acordo com a publicação britânica, autoridades dos dois países iniciaram conversas reservadas sobre o fornecimento de drones poucos dias após o início dos ataques contra Teerã, em 28 de fevereiro.

    “Espera-se que os envios estejam concluídos até o fim deste mês”, informou o Financial Times.

    Caso se confirme, o envio de drones representaria “a primeira evidência” de apoio militar direto de Moscou ao governo iraniano.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, minimizou as informações. “Há muitas falsidades circulando”, afirmou, acrescentando que a Rússia mantém um “diálogo contínuo com a liderança iraniana”.

    Por outro lado, Moscou admitiu o envio de ajuda humanitária. Segundo o jornal, mais de 13 toneladas de medicamentos já foram entregues ao Irã por meio do Azerbaijão.

    Especialistas ouvidos pelo Financial Times afirmam que o Irã já utilizou mais de três mil drones de ataque desde o início do conflito e agora busca modernizar seu arsenal com tecnologia russa.

    Ainda segundo a reportagem, a Rússia já teria fornecido ao Irã “informações, imagens de satélite e dados sobre alvos”. Além disso, desde 2023, Moscou vem desenvolvendo drones com base em modelos iranianos, adaptados para driblar sistemas de defesa aérea e transportar cargas mais pesadas.

    O Irã também teria solicitado sistemas mais avançados de defesa aérea, como o S-400, mas o pedido teria sido recusado por Moscou devido ao risco de “escalada das tensões com os Estados Unidos” e à complexidade do treinamento necessário, de acordo com as fontes ouvidas pelo jornal.
     
     

    Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irã, diz jornal

  • Adolescentes criam “nudes” com IA e 59 menores viram vítimas nos EUA

    Adolescentes criam “nudes” com IA e 59 menores viram vítimas nos EUA

    Dois jovens de 14 anos admitiram ter produzido centenas de imagens falsas de nudez usando IA e fotos de colegas. O caso abalou uma escola na Pensilvânia, levou 59 menores a se identificarem como vítimas e resultou em suspensão, trabalho comunitário e forte reação das famílias.

    As autoridades dos Estados Unidos revelaram que dois adolescentes de 14 anos criaram centenas de imagens de nudez manipuladas com inteligência artificial usando fotos de colegas. O caso, ocorrido entre 2023 e 2024 em uma escola privada de Lancaster, na Pensilvânia, resultou na suspensão dos jovens e na aplicação de trabalho comunitário. Até agora, foram identificadas 59 vítimas menores, embora o número real seja maior.

    De acordo com informações divulgadas pela Associated Press, os adolescentes coletaram fotos de anuários escolares, redes sociais como Instagram e TikTok e outras plataformas. Em seguida, utilizaram ferramentas de IA para combinar essas imagens com fotografias de conteúdo sexual envolvendo adultos. Em tribunal, os dois admitiram ter produzido pelo menos 350 montagens desse tipo.

    Mais de 100 pais e estudantes compareceram à audiência para ouvir os relatos das vítimas. Muitas descreveram o impacto emocional de ver suas imagens associadas a conteúdo pornográfico. Entre os depoimentos, surgiram expressões como “pedófilos, doentes, pervertidos”, dirigidas aos réus ao longo da sessão. Uma das jovens afirmou: “Nunca vou perceber por que razão é que fizeram isto […]. Destruíram a minha inocência.” Outra relatou que era “insuportável sentir tudo isto uma e outra vez”. Uma terceira vítima disse que um dos adolescentes demonstrou “falsa empatia”, já que chegou a ouvi-las falar sobre o sofrimento causado antes de ser identificado como um dos responsáveis. Outra testemunha contou que precisou de acompanhamento psicológico para conseguir se sentir segura ao sair de casa, mesmo que fosse apenas “para uma volta no seu bairro.”

    As imagens foram descritas como “insuportáveis” e capazes de ter “destruído inocência”, segundo relatos apresentados no tribunal.

    Os adolescentes não pediram desculpas durante a audiência. A sentença determinou 60 horas de serviço comunitário, proibição de contato com as vítimas e pagamento de indenização, cujo valor não foi divulgado. O juiz informou que o caso poderá ser arquivado no futuro, desde que os jovens não voltem a se envolver em incidentes semelhantes, mas destacou que, se fossem adultos, a conduta poderia resultar em prisão. Ele aconselhou os réus a “aproveitarem a oportunidade para examinarem” quem são.

    O advogado Nadeem Bezar, que representa dez das vítimas, afirmou que o processo não deve terminar com essa decisão. Segundo ele, pretende avançar com ações “contra a escola e qualquer outra pessoa que seja considerada culpada pela criação e disseminação dessas imagens.” Bezar disse ainda que não teve acesso às fotografias, mas espera que a investigação determine “quando, onde e como é que a escola soube, como é que os rapazes criaram essas imagens, quais as plataformas que usaram para as criar e como é que elas foram disseminadas.”

    Adolescentes criam “nudes” com IA e 59 menores viram vítimas nos EUA