Categoria: MUNDO

  • EUA dizem que 41 pessoas são monitoradas para hantavírus no país

    EUA dizem que 41 pessoas são monitoradas para hantavírus no país

    Grupo inclui cidadãos repatriados, outros passageiros do cruzeiro e contatos indiretos. Monitorados devem evitar contato social por seis semanas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos monitoram 41 pessoas por possível exposição ao hantavírus após o surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (14) pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) do país.

    Inicialmente os EUA monitoravam 18 passageiros repatriados. Na segunda-feira (11), autoridades do país disseram que 17 cidadãos americanos e um britânico com dupla nacionalidade haviam sido levados das Ilhas Canárias, na Espanha, para os EUA, após a identificação do surto.

    O aumento do número de pessoas monitoradas se deve à necessidade de rastrear contatos indiretos ligados ao surto. Segundo o CDC, estados como Geórgia, Texas, Arizona, Califórnia, Virgínia e Nova Jersey acompanham pessoas que desembarcaram anteriormente do navio na costa africana ou que podem ter sido expostas ao vírus durante deslocamentos.

    “Os departamentos de saúde estaduais têm monitorado a situação diariamente, incluindo a verificação de sintomas e temperatura”, disse Brendan Jackson, especialista do CDC em patógenos de alto risco. A quarentena recomendada é de seis semanas.

    Do grupo de repatriados, 16 pessoas foram encaminhadas ao Centro Médico da Universidade de Nebraska, que possui estrutura especializada para doenças infecciosas de alto risco.

    Outras duas foram levadas para a Universidade Emory, em Atlanta. Segundo as autoridades, trata-se de um casal, e um dos passageiros apresentava sintomas. De acordo com o hospital universitário, o paciente sintomático está em uma unidade de biocontenção, enquanto o outro, assintomático, permanece sob observação.

    No domingo (10), após o desembarque dos passageiros do navio, agências de notícias divulgaram que os americanos repatriados não seriam necessariamente colocados em quarentena, conforme havia dito uma importante autoridade de saúde.

    A discussão ocorreu em meio a tentativas das autoridades de diferenciar quarentena obrigatória de monitoramento ativo. Segundo o governo americano, nem todos os indivíduos acompanhados estão isolados em unidades hospitalares, mas muitos receberam orientação para restringir contatos sociais e observar sintomas durante o período de incubação.

    O surto no navio de cruzeiro está ligado à cepa Andes do hantavírus, a única com possibilidade de transmissão entre pessoas.

    Diferentemente de outras cepas, geralmente transmitidas por contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, a Andes pode se espalhar em situações de contato próximo e prolongado entre humanos, segundo autoridades sanitárias.

    A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou na quarta-feira (13) oito casos da cepa Andes entre os passageiros do MV Hondius. Três pessoas que estiveram a bordo morreram.

    A organização segue afirmando que é baixo o risco de uma pandemia global.

    EUA dizem que 41 pessoas são monitoradas para hantavírus no país

  • Reino Unido tem ao menos quatro candidatos para o lugar de primeiro-ministro

    Reino Unido tem ao menos quatro candidatos para o lugar de primeiro-ministro

    Insatisfeitos pressionam Starmer (foto) a renunciar em disputa estratégica dentro do Partido Trabalhista. Secretário de Saúde deixa cargo, amplia crise, mas não lança desafio formal à liderança de premiê

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – A saída de Wes Streeting do gabinete de Keir Starmer, nesta quinta-feira (14), aumenta a pressão dentro do Partido Trabalhista para que o primeiro-ministro apresente sua renúncia nos próximos dias. O secretário de Saúde se preparava, segundo a imprensa britânica, para lançar um desafio formal à liderança do premiê, mas não chegou a esse ponto. Talvez por não ser o único integrante da legenda a cobiçar o cargo nem mesmo o favorito.

    Além de Streeting, que pertence à ala mais direitista dos Labours, almejam abertamente o posto ou têm seu nome lançado por aliados Angela Rayner, ex-vice de Starmer, Andy Burnham, prefeito da Grande Manchester, e Ed Miliband, o atual secretário de Energia.

    Em sua carta de renúncia, endereçada a Starmer, Streeting pediu a saída do primeiro-ministro e sugeriu a realização de um pleito aberto pela liderança. Qualquer um que tenha apoio de ao menos 20% dos parlamentares da sigla eleitos (81), teria condição de concorrer. Starmer entra na lista automaticamente se não renunciar, daí a enorme pressão por um gesto de sacrifício.

    Streeting já teria apoio declarado de 80 parlamentares para entrar na disputa. Era um dos membros mais combativos do gabinete e tem no currículo um dos poucos sucessos visíveis da atual gestão, a diminuição das filas no NHS, o sistema público de saúde britânico -debilitado nas últimas décadas por sucessivos governos conservadores.

    O parlamentar é visto como um centrista, na linha do ex-premiê Tony Blair, o que não é exatamente uma vantagem no caso dos trabalhistas. Em sua carta a Starmer, Streeting afirmou que já está claro que o premiê “não liderará o partido nas próximas eleições gerais” e que seus integrantes querem que o próximo debate “seja uma batalha de ideias, não de personalidades ou de faccionalismo mesquinho”.

    Ainda que seja protagonista do pior momento político de Starmer, Streeting, segundo pesquisa interna conduzida pela própria legenda, não teria força suficiente em um embate direto contra o premiê, diferentemente de outros postulantes ao posto.

    Andy Burnham, primeiro prefeito eleito da região metropolitana de Manchester, em 2017, bateria Starmer com larga vantagem, segundo o levantamento. Reeleito duas vezes, é chamado de “rei do Norte” por suas disputas frequentes com o governo central. Para concorrer ao comando trabalhista, no entanto, teria que voltar a ser parlamentar. Isso só aconteceria se algum aliado em Westminster renunciasse, e o partido deixasse Burnham disputar o cargo vago em uma eleição suplementar.

    Talvez a aliada mais próxima de Starmer na construção da vitória histórica sobre os conservadores em 2024, Angela Rayner, também uma figura popular na ala mais à esquerda dos trabalhistas, foi secretária de Habitação até o ano passado.

    Acusada de sonegar impostos na compra de uma propriedade, acabou renunciando. Sintomaticamente, divulgou nesta quinta, horas antes da carta de Streeting, que seu processo tributário havia sido concluído, sem que ficasse provado dolo de sua parte.

    Ed Miliband, por sua vez, já foi líder dos trabalhistas na década passada, com fracasso diante dos conservadores na eleição de 2015. Seu desempenho como secretário de Energia é elogiado, ainda que o setor seja um dos flancos frequentemente explorados por rivais políticos de Starmer e setores negacionistas da crise do clima na imprensa britânica.

    Miliband nega qualquer intenção de concorrer, expressando apoio público à permanência de Starmer. Observadores ponderam, no entanto, que o secretário pode acabar sendo apresentado como solução de consenso para evitar que a crise no partido se estenda.

    Na semana passada, trabalhistas e conservadores sofreram uma derrota histórica nas chamadas eleições locais. O Reform UK, do populista de ultradireita Nigel Farage, conquistou mais de 1.440 assentos em conselhos e distritos, mesmo saindo quase do zero; os Verdes mais do que duplicaram sua representação, com 589 assentos.

    A erosão dos partidos tradicionais, que interrompeu 14 anos de poder conservador em 2024, atinge agora fortemente os trabalhistas. A próxima eleição geral está prevista para 2029.

    Reino Unido tem ao menos quatro candidatos para o lugar de primeiro-ministro

  • Presidente de Madri diz que México 'não existia' antes dos espanhóis

    Presidente de Madri diz que México 'não existia' antes dos espanhóis

    “O México não existia antes da chegada dos espanhóis. Tenham um pouco mais de respeito por vocês mesmos, era uma civilização diferente”, disse a conservadora Isabel Díaz Ayuso

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A presidente regional de Madri, a conservadora Isabel Díaz Ayuso, afirmou hoje que o México não existia antes da chegada dos espanhóis.

    Declaração de Ayuso foi feita durante uma sessão de controle na Assembleia de Madri. Ela estava respondendo perguntas sobre uma viagem recente ao México. “O México não existia antes da chegada dos espanhóis. Tenham um pouco mais de respeito por vocês mesmos, era uma civilização diferente”, disse.

    A fala ocorreu em meio à defesa da viagem, questionada pela oposição, e ganhou repercussão fora da Espanha. No mesmo debate, Ayuso acusou setores da esquerda espanhola e mexicana de fazer “revisionismo histórico”.

    Presidente regional de Madri antecipou volta do México. Ayuso planejava ficar no país até o dia 12 de maio. No entanto, no dia 8 de maio, ela anunciou o cancelamento antecipado de sua viagem, citando um “clima de boicote por parte do governo mexicano”. Agora, ela atribuiu diretamente a organização desse boicote a Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol.

    Ela atribuiu o cancelamento de vários dias de sua viagem a preocupações com a segurança. Sem provas, Ayuso afirmou que o governo liderado por Pedro Sánchez promoveu um “boicote” à sua visita oficial ao México. Segundo ela, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, recebeu “uma ordem da Espanha: “Sabotem a viagem dela”.

    “Em um narcoestado, a vida corre muito risco. Algo acontece com você lá, a caminho do aeroporto, na ida ou na volta, e ninguém assume a responsabilidade. Em nome da liberdade, em nome da coerência, arrisco minha vida, mas não a vida de toda a minha equipe”, disse Isabel Díaz Ayuso.

    Claudia Sheinbaum, presidente do México, ironizou o discurso e a passagem da espanhola pelo país. “Ela odeia tanto o México e o governo mexicano, mas mesmo assim passou 10 dias de férias aqui. Ele deveria voltar e passar mais tempo aqui de férias. Somos um país extraordinário. Acho que ele aprenderia muito com a riqueza cultural do México”, afirmou, segundo o site Infobae.

    Presidente mexicana disse que a visita acabou estimulando um debate sobre a história do país. “Isso nos permitiu falar sobre Hernán Cortés, sobre a conquista ou invasão dos povos, sobre a grandeza cultural do México, sobre a dignidade do povo mexicano.”

    Presidente de Madri diz que México 'não existia' antes dos espanhóis

  • Rússia anuncia 'parceria plena' com Talibã e incentiva cooperação com Afeganistão

    Rússia anuncia 'parceria plena' com Talibã e incentiva cooperação com Afeganistão

    Acordo inclui temas relacionados à segurança, comércio, cultura e ajuda humanitária. Rússia foi o primeiro país a reconhecer formalmente o regime após retirada caótica das tropas lideradas pelos EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia está aprofundando sua aproximação com o regime do Talibã, que controla o Afeganistão, e ainda incentiva outros países a ampliar a cooperação com Cabul. A declaração foi feita nesta quinta-feira (14) por Sergei Shoigu, alto funcionário da área de segurança do governo russo. Segundo ele, Moscou está construindo uma “parceria plena” com os líderes afegãos.

    Shoigu afirmou que a cooperação com Cabul é importante para a segurança e o desenvolvimento regional. Segundo ele, a Rússia mantém um “diálogo pragmático” com o Talibã em temas relacionados a segurança, comércio, cultura e ajuda humanitária.

    As falas ocorreram durante reunião da Organização para Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês), bloco formado por dez países, entre eles China, Índia, Irã, Paquistão e antigas repúblicas soviéticas. Ainda segundo Shoigu, a SCO deveria reativar os contatos com o Afeganistão.

    A aproximação entre Moscou e o Talibã se intensificou após a Rússia se tornar, no ano passado, o primeiro país a reconhecer formalmente o regime afegão, que retomou o poder em agosto de 2021 durante a retirada caótica das tropas lideradas pelos Estados Unidos depois de duas décadas de guerra.

    O Talibã foi declarado ilegal pela Rússia como organização terrorista em 2003, mas a proibição foi suspensa em abril de 2025. A Rússia vê a necessidade de trabalhar com Cabul enquanto enfrenta uma grande ameaça à segurança representada por grupos extremistas islamistas baseados em países que vão do Afeganistão ao Oriente Médio.

    O cenário de instabilidade regional voltou a ficar evidente nesta quinta, no Paquistão, onde cinco soldados e sete supostos extremistas morreram em confrontos na província do Baluchistão, no sudoeste do país.

    Segundo autoridades locais, um artefato explosivo foi detonado próximo a um comboio do Corpo de Fronteiras, força paramilitar paquistanesa. Após a explosão, houve troca de tiros entre militares e combatentes armados.

    Em comunicado, o Exército disse ter localizado e atacado um “grupo de terroristas” durante a operação, matando sete integrantes do grupo.

    O ataque foi reivindicado pelo Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), principal movimento separatista da província. Classificado pelos EUA de organização terrorista, o grupo afirmou ter atacado instalações militares, policiais e prédios da administração civil com armas de fogo e atentados suicidas.

    Nos últimos anos, o BLA intensificou ataques contra trabalhadores de outras regiões do Paquistão e contra empresas estrangeiras ligadas ao setor de energia, em uma província marcada por insurgência separatista e violência armada recorrente.

    Rússia anuncia 'parceria plena' com Talibã e incentiva cooperação com Afeganistão

  • Trump diz que Xi ofereceu ajuda para reabrir Hormuz e negou apoio militar ao Irã

    Trump diz que Xi ofereceu ajuda para reabrir Hormuz e negou apoio militar ao Irã

    Falas do americano, não confirmadas por Pequim, vão além do comunicado oficial da Casa Branca sobre o encontro. Mandatários se reuniram por mais de duas horas em reuniões bilaterais na capital chinesa; visita segue nesta sexta (15)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (14) que o presidente Xi Jinping ofereceu ajuda da China para abrir o estreito de Hormuz e prometeu não enviar equipamentos militares para auxiliar o Irã em sua guerra contra os EUA e Israel.

    “Ele gostaria de ver o estreito de Hormuz aberto e disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar’”, acrescentou. “Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares… ele disse isso enfaticamente”, declarou Trump ao programa “Hannity” da Fox News, após o encontro entre os dois líderes em Pequim.

    As falas de Trump -não confirmadas por Pequim- vão além do comunicado oficial da Casa Branca, que afirmou que o americano e Xi concordaram que o estreito de Hormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, deve permanecer aberto e que o Irã não deve ter posse de armas nucleares.

    Ainda durante o encontro desta quinta, o chinês fez questão de reiterar que a relação entre os países deve ser baseada em ganhos mútuos e que, se a questão Taiwan for lidada por Washington de forma inadequada, haverá conflitos.

    Os mandatários se encontraram em Pequim para reunião bilateral e outros compromissos oficiais da visita de Estado do americano à capital chinesa.

    Em seguida, visitaram o Templo do Céu, um cartão-postal da cidade, que tem simbolismo especial em visitas de Estado por ser conhecido como o local onde imperadores pediam a bênção dos deuses para boas colheitas. Os líderes também jantaram juntos em um banquete de Estado, momento em que Trump convidou Xi para visitar Washington em setembro.

    O dia começou uma recepção amigável, marcada por risos e pequenos cochichos entre os líderes. Em pronunciamento na abertura da reunião bilateral, Trump afirmou que os países terão um futuro fantástico juntos.

    “Nós construímos uma relação fantástica. Nós nos demos bem. Quando houve dificuldades, nós as resolvemos. Eu ligava para você, e você ligava para mim, e sempre que tínhamos um problema -as pessoas não sabem disso-, nós o resolvíamos muito rapidamente”, disse o americano.

    Uma das principais falas de Xi veio depois, durante a reunião de portas fechadas, que durou cerca de duas horas e 15 minutos. Segundo a imprensa estatal Xinhua, o líder teria repetido a Trump que a questão Taiwan é a mais importante nas relações entre as nações.

    O chinês teria dito que “se mal administrada, os dois países entrarão em conflito, levando toda a relação China-EUA a uma situação muito perigosa”. “A independência de Taiwan e a paz no estreito de Taiwan são incompatíveis. Manter a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan é o maior denominador comum entre a China e os EUA”, afirmou, segundo a Xinhua.

    A fórmula é a mesma que sua diplomacia usou nos dias que antecederam a visita. O chanceler chinês, Wang Yi, por exemplo, afirmou ao secretário de Estado, Marco Rubio, que o ponto é o mais sensível das trocas bilaterais.

    Trump diz que Xi ofereceu ajuda para reabrir Hormuz e negou apoio militar ao Irã

  • Onze pessoas resgatadas com vida após queda de avião no mar: "Milagre"

    Onze pessoas resgatadas com vida após queda de avião no mar: "Milagre"

    Onze pessoas foram resgatadas com vida depois de um pequeno avião cair no mar, perto do litoral da Florida, nos Estados Unidos. Os sobreviventes passaram cerca de cinco horas à deriva em um bote salva-vidas até serem localizados pelas equipas de emergência

    Onze pessoas foram resgatadas com vida após um pequeno avião cair nas Bahamas, junto à costa da Florida, nos Estados Unidos. Apesar do susto, todos os tripulantes encontram-se bem.

    Em comunicado, divulgado na quarta-feira (13), a Guarda Costeira dos Estados Unidos revelou que foi responsável por coordenar o “resgate de 11 passageiros da Bahamas adultos de uma aeronave que caiu a aproximadamente 130 quilômetros da costa de Melbourne, na Florida”.

    O alerta foi dado através de um sinal de localização de emergência transmitido por um avião bimotor turbo-hélice.

    A operação de resgate envolveu uma equipe do helicóptero HH-60W Jolly Green da 920.ª Ala de Resgate Aéreo da Força Aérea dos EUA, que conseguiu içar as 11 vítimas que estavam a bordo de um bote salva-vidas.

    Após o resgate, as pessoas foram “transportadas em condição estável para o Aeroporto Internacional de Melbourne Orlando, onde aguardavam por assistência médica de emergência”.

    Ao que tudo indica, a “aeronave sofreu uma falha no motor”, mas as autoridades das Bahamas vão investigar a causa do acidente. O avião partiu de Marsh Harbor, nas Bahamas, com destino a Freeport, também nas Bahamas.

    “O excelente apoio da Base Espacial de Patrick e a perfeita coordenação entre todas as agências envolvidas contribuíram diretamente para o sucesso do resgate dos 11 sobreviventes da aeronave que caiu”, disse o Suboficial Chefe Omar Colon, oficial de serviço do Distrito Sudeste da Guarda Costeira. “A sua rápida resposta, profissionalismo e compromisso inabalável em salvar vidas foram fundamentais para trazer todos de volta a casa em segurança.”

    A ABC News revelou que os tripulantes estiveram cinco horas à deriva num bote salva-vidas, “sem meios para pedir ajuda e sem saber se alguém iria resgatá-los”.

    “Só de olhar para eles, dava para entender o sofrimento físico, mental e emocional”, disse o capitão da Força Aérea, Rory Whipple, especialista em resgate em combate e que pulou para a água e nadou até aos sobreviventes. “É preciso imaginar o trauma emocional que sofreram ali, sem saber se alguém os resgataria.”

    Já a major da Reserva da Força Aérea, Elizabeth Piowaty, elogiou os esforços do piloto da aeronave, que conseguiu amarar e colocar os dez passageiros no bote salva-vidas.

    “Nunca vi ninguém sobreviver a uma aterragem forçada no oceano”, disse Piowaty. “Pelo que vi, o facto de todas estas pessoas terem sobrevivido é um verdadeiro milagre.”

    Onze pessoas resgatadas com vida após queda de avião no mar: "Milagre"

  • Putin vai visitar a China 'muito em breve', diz porta-voz do Kremlin

    Putin vai visitar a China 'muito em breve', diz porta-voz do Kremlin

    Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, já se encontraram mais de 40 vezes ao longo dos anos. O encontro mais recente ocorreu em Pequim, em setembro do ano passado, segundo a agência de notícias Reuters

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, vai visitar a China “muito em breve”, informou um porta-voz do Kremlin nesta quinta-feira (14).

    Preparativos para a viagem já estão concluídos, disse o porta-voz Dmitry Peskov. Ele não divulgou, porém, a data na qual esse encontro vai acontecer.

    Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, já se encontraram mais de 40 vezes ao longo dos anos. O encontro mais recente ocorreu em Pequim, em setembro do ano passado, segundo a agência de notícias Reuters.

    Rússia e China mantêm uma parceria estratégica descrita pelos dois países como “sem limites”. O acordo foi assinado em fevereiro de 2022, menos de três semanas antes de a Rússia iniciar a guerra na Ucrânia, informou a Reuters.

    Anúncio sobre encontro de Putin com Xi acontece enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está na China. nesta quinta-feira (14), o americano e o chinês trocaram elogios ao fazer brindes em um banquete. Mais cedo, eles tiveram uma reunião a portas fechadas.

    Putin vai visitar a China 'muito em breve', diz porta-voz do Kremlin

  • “Amor platônico”? Livro aponta motivo de empurrão de Brigitte em Macron

    “Amor platônico”? Livro aponta motivo de empurrão de Brigitte em Macron

    Jornalista francês afirma que primeira-dama teria visto mensagens trocadas entre Emmanuel Macron e a atriz Golshifteh Farahani antes do episódio que viralizou durante desembarque oficial no Vietnã. Eliseu já havia tratado a cena como uma “brincadeira” do casal

    Quase um ano após o vídeo em que Brigitte Macron empurra o rosto do presidente francês Emmanuel Macron viralizar nas redes sociais, um novo livro sobre o casal voltou a colocar o episódio no centro das atenções.

    Segundo o jornalista Florian Tardif, autor da obra “Un Couple Presque Parfait” (“Um Casal Quase Perfeito”, em tradução livre), a discussão teria começado após Brigitte encontrar mensagens trocadas entre Macron e a atriz franco-iraniana Golshifteh Farahani.

    O jornalista afirma que o presidente francês manteve durante meses uma relação que descreve como “platônica”, mas marcada por mensagens consideradas mais próximas do que o esperado.

    “Durante vários meses, Macron manteve uma relação platônica com mensagens que iam muito além do que se imaginava”, escreveu Tardif no livro lançado nesta quarta-feira.

    Segundo o autor, o episódio ocorrido dentro do avião presidencial durante uma viagem oficial ao Vietnã teria sido consequência direta da descoberta dessas mensagens.

    “Isso gerou tensão no casal e culminou naquela cena privada que acabou se tornando pública”, afirmou.

    De acordo com o livro, Brigitte Macron teria visto uma mensagem enviada pela atriz ao celular do marido pouco antes da abertura das portas do avião presidencial.

    “O que magoou Brigitte não foi exatamente o conteúdo da mensagem, mas o que ela representava: uma possibilidade. Uma porta entreaberta para um mundo que ela acreditava controlar. Nada concreto, nada realmente condenável, mas a simples ideia de que aquilo pudesse existir foi suficiente”, escreveu Tardif, citando uma fonte próxima ao casal.

    Segundo o jornalista, a primeira-dama teria se sentido humilhada pela situação e pelo fato de a atriz ser muito mais jovem.

    A versão apresentada no livro diverge das explicações dadas anteriormente pelo Palácio do Eliseu.

    Na época em que o vídeo viralizou, assessores do governo francês chegaram inicialmente a questionar a autenticidade das imagens. Depois, o episódio passou a ser tratado oficialmente como “uma brincadeira” e um momento de descontração entre o casal.

    As imagens foram registradas quando Emmanuel e Brigitte Macron desembarcavam em Hanói, capital do Vietnã. No vídeo, o presidente francês aparece sorrindo enquanto conversa com a esposa no interior da aeronave. Em seguida, Brigitte empurra o rosto dele de forma brusca, surpreendendo Macron no momento em que as portas do avião se abrem diante dos fotógrafos e jornalistas.

    Ao perceber a presença das câmeras, o presidente francês tenta disfarçar a situação e acena para a imprensa. Pouco depois, o casal deixa o avião lado a lado.

    O relacionamento entre Emmanuel e Brigitte Macron já foi alvo de polêmicas desde o início.

    Os dois se conheceram em 1993, quando Macron tinha 15 anos e Brigitte Auzière, então professora dele, tinha 39 anos, era casada e mãe de três filhos.

    O atual presidente francês estudava na mesma escola da filha mais velha de Brigitte.

    Na época, a diferença de idade e a relação entre professora e aluno provocaram repercussão na França. Anos depois, Brigitte se divorciou e os dois oficializaram a união em 2007.

    Atualmente, Emmanuel Macron tem 48 anos e Brigitte Macron, 73.

    “Amor platônico”? Livro aponta motivo de empurrão de Brigitte em Macron

  • Trump e Xi encerram reunião marcada por tensão sobre Taiwan e comércio

    Trump e Xi encerram reunião marcada por tensão sobre Taiwan e comércio

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping encerraram a reunião de hoje após duas horas de conversações que abordaram Taiwan, comércio e outras divergências entre as duas potências.

     
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping, encerraram nesta quarta-feira uma longa reunião em Pequim marcada por discussões sobre Taiwan, comércio internacional, tensões diplomáticas e segurança global.

    O encontro aconteceu no Grande Salão do Povo, na capital chinesa, e durou cerca de duas horas e quinze minutos. A reunião contou com a presença de delegações dos dois países e foi realizada em formato ampliado.

    Após o primeiro contato oficial e os cumprimentos protocolares, os dois líderes discutiram principalmente a situação envolvendo Taiwan, considerado atualmente um dos pontos mais delicados da relação entre Pequim e Washington.

    Durante a conversa, Xi Jinping fez um alerta direto a Donald Trump sobre os riscos de agravamento das tensões entre as duas maiores potências do planeta.

    “A questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações entre China e Estados Unidos. Se for bem administrada, as relações entre os dois países poderão permanecer globalmente estáveis. Se for mal administrada, os dois países entrarão em confronto e poderão até chegar a um conflito”, declarou o presidente chinês, segundo a televisão estatal da China.

    De acordo com analistas, o termo utilizado por Xi em mandarim não significa necessariamente guerra militar, mas indica a possibilidade de uma escalada grave nas disputas entre os dois países.

    Além de Taiwan, os presidentes também discutiram:

    comércio bilateral;
    a situação do Irã;
    segurança internacional;
    e um possível acordo nuclear tripartite envolvendo Estados Unidos, China e Rússia.
    A questão de Taiwan ganhou ainda mais peso após os Estados Unidos aprovarem recentemente um pacote de armamentos de US$ 11 bilhões destinado à ilha, decisão que provocou forte reação do governo chinês.

    Pequim considera Taiwan parte de seu território e afirma que o tema “não pode ser evitado” nas negociações com Washington. O governo chinês também busca sinais de redução do apoio militar e diplomático norte-americano à ilha.

    Antes da visita de Trump, uma porta-voz do governo chinês afirmou que a posição de Pequim contra a independência de Taiwan é “firme como uma rocha” e declarou que a China possui capacidade total para “esmagar qualquer tentativa de secessão”.

    As declarações ocorreram poucos dias após um discurso do presidente taiwanês, William Lai Ching-te, durante a Cúpula da Democracia de Copenhague.

    Na ocasião, Lai afirmou que a democracia é “o bem mais precioso” de Taiwan e declarou que os taiwaneses “sabem muito bem que a democracia é conquistada, não concedida”.

    Há mais de 70 anos, os Estados Unidos ocupam papel central nas disputas entre Pequim e Taipé. Embora Washington não mantenha relações diplomáticas oficiais com Taiwan, a legislação norte-americana prevê apoio militar e meios de defesa para a ilha.

    Após a reunião desta quarta-feira, Xi Jinping e Donald Trump ainda participaram de uma visita conjunta ao Templo do Céu, um dos locais históricos mais conhecidos de Pequim.

    O líder chinês também oferecerá um banquete oficial em homenagem ao presidente norte-americano. Na sexta-feira, os dois devem voltar a se reunir para um almoço e uma cerimônia de chá.

    Xi Jinping ainda tem uma viagem prevista aos Estados Unidos no fim deste ano. A visita marcará o primeiro encontro do líder chinês em solo norte-americano desde o retorno de Donald Trump à presidência, em 2025.

    Trump e Xi encerram reunião marcada por tensão sobre Taiwan e comércio

  • Cuba enfrenta apagões de até 22 horas por dia em Havana

    Cuba enfrenta apagões de até 22 horas por dia em Havana

    Governo cubano afirmou que sanções impostas pelos Estados Unidos interromperam a chegada de combustível à ilha e agravaram a crise elétrica no país. Autoridades também reagiram a ameaças recentes feitas por Donald Trump contra Cuba

    O governo de Cuba atribuiu a grave crise energética enfrentada pelo país ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos e afirmou que o embargo ao setor de petróleo agravou ainda mais os apagões registrados na ilha nos últimos meses.

    A declaração foi feita nesta quarta-feira pelo ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy, em pronunciamento exibido pela televisão estatal.

    Segundo o ministro, o país enfrenta atualmente um “bloqueio energético praticamente intransponível”.

    “A principal causa da crise energética em Cuba é, fundamentalmente, o bloqueio energético imposto ao país”, afirmou.

    Desde janeiro, o governo norte-americano vem aumentando a pressão sobre Havana, exigindo mudanças econômicas e reformas políticas mais amplas. Nesse período, Washington anunciou novas sanções e chegou até mesmo a mencionar a possibilidade de uma intervenção militar.

    Entre as medidas adotadas pelos Estados Unidos está o embargo ao petróleo, que praticamente interrompeu a chegada de combustível importado à ilha. Além disso, novas sanções de caráter extraterritorial passaram a atingir empresas e operações ligadas ao abastecimento energético cubano.

    “É um bloqueio energético que se soma ao embargo já existente há muitos anos e que agravou ainda mais a situação econômica e energética do país”, disse O Levy.

    O ministro afirmou que, desde janeiro até poucas semanas atrás, Cuba não recebeu “um único navio de combustível”, situação que, segundo ele, explica as longas horas de apagões enfrentadas pela população.

    De acordo com o governo cubano, a única exceção foi um petroleiro enviado pela Rússia em abril, transportando uma doação de 100 mil toneladas de petróleo bruto.

    Segundo O Levy, a chegada da carga permitiu reduzir temporariamente os cortes de energia, inclusive em Havana.

    “Houve vários dias sem interrupções no fornecimento de energia na capital”, afirmou.

    Apesar disso, o ministro admitiu que a melhora durou pouco.

    “Foi uma miragem temporária”, declarou, explicando que o petróleo russo já foi totalmente utilizado até o início de maio e que o sistema elétrico cubano voltou a operar sem reservas de combustível.

    Atualmente, segundo ele, o país enfrenta temperaturas mais altas enquanto a rede elétrica funciona apenas com usinas termelétricas, a empresa energética Energás e parques solares fotovoltaicos.

    O ministro não comentou a situação em outras regiões do país, onde os apagões vêm sendo ainda mais severos do que em Havana.

    Horas antes do pronunciamento, o governo norte-americano anunciou uma nova oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões para Cuba.

    As autoridades cubanas, porém, insistem que a crise econômica e energética é consequência direta daquilo que classificam como “guerra econômica” promovida pelos Estados Unidos.

    O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também se manifestou nas redes sociais.

    “Apesar das brutais medidas de estrangulamento econômico e energético decretadas pelos Estados Unidos, Cuba continua de pé e não é um Estado falido”, escreveu.

    Também nesta quarta-feira, o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que uma eventual ação militar norte-americana contra Cuba provocaria “uma catástrofe humanitária” e um “banho de sangue” para os dois países.

    No último dia 2 de maio, o presidente Donald Trump afirmou que pretende assumir o controle de Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra envolvendo o Irã.
     
     

     

    Cuba enfrenta apagões de até 22 horas por dia em Havana