Categoria: MUNDO

  • Israel mata comandante iraniano ligado ao Estreito de Ormuz, diz jornal

    Israel mata comandante iraniano ligado ao Estreito de Ormuz, diz jornal

    Alireza Tangsiri teria sido morto em ataque no sul do Irã, segundo imprensa israelense. Militar era apontado como responsável pela estratégia no estreito, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial

    O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, foi morto em um ataque aéreo atribuído a Israel nesta quinta-feira (26), segundo informações divulgadas por veículos da imprensa israelense.

    A informação foi confirmada por fontes militares ao jornal Times of Israel e repercutida por outros meios locais, como Channel 7 e Israel Hayom.

    De acordo com as fontes ouvidas, Tangsiri tinha papel central na estratégia iraniana de bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. A região está fechada há semanas em meio à escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

    O ataque teria ocorrido na cidade de Bandar Abbas, no sul do Irã, considerada um ponto estratégico para operações navais do país.

    Até o momento, nem o governo de Israel nem as autoridades iranianas se manifestaram oficialmente sobre a morte do comandante.

    Israel mata comandante iraniano ligado ao Estreito de Ormuz, diz jornal

  • Trump afirma que Irã “negocia cessar-fogo, mas teme admitir”

    Trump afirma que Irã “negocia cessar-fogo, mas teme admitir”

    Presidente dos EUA afirma que Teerã busca acordo nos bastidores, enquanto governo iraniano nega qualquer negociação. Conflito segue com troca de ameaças, ataques na região e incerteza sobre possível desfecho diplomático

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irã estaria negociando um acordo de cessar-fogo, mas evita admitir isso publicamente por medo de represálias internas.

    “Eles estão negociando, querem chegar a um acordo. Mas têm medo de dizer isso, porque acham que podem ser mortos pelos próprios”, declarou Trump durante jantar com parlamentares republicanos em Washington.

    Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, líderes importantes do regime foram mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. O sucessor indicado, Mojtaba Khamenei, não aparece em público há semanas, o que alimenta especulações sobre sua condição.

    Do lado iraniano, o discurso segue na direção oposta. O ministro das Relações Exteriores afirmou que negociar neste momento seria admitir derrota. “A República Islâmica não planeja nenhuma negociação”, disse Abbas Araqchi à televisão estatal, acrescentando que o país pretende encerrar o conflito “nos próprios termos” e evitar que algo semelhante volte a acontecer.

    Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

    A Casa Branca elevou o tom ao reagir à postura iraniana. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os Estados Unidos podem “desencadear o inferno” caso o Irã cometa um “erro de cálculo” e não reconheça a derrota militar.

    Apesar das ameaças, Washington afirma que ainda mantém canais de diálogo abertos. “As negociações continuam. São produtivas, como disse o presidente, e vão continuar sendo”, declarou Leavitt.

    Ainda assim, a emissora estatal iraniana Press TV informou que Teerã teria rejeitado uma proposta americana com 15 pontos para encerrar a guerra, citando fontes não identificadas.

    Após isso, o governo iraniano intensificou o tom de confronto com os Estados Unidos.

    Durante o discurso, Trump também criticou a cobertura da imprensa sobre o conflito, especialmente reportagens que questionam sua visão otimista sobre a guerra, que já dura quase um mês.
     

     

    Trump afirma que Irã “negocia cessar-fogo, mas teme admitir”

  • Irã amplia ofensiva e diz ter atingido alvos em Israel e no Golfo

    Irã amplia ofensiva e diz ter atingido alvos em Israel e no Golfo

    Guarda Revolucionária afirma ter lançado novas ondas de ataques com drones e mísseis, incluindo bases na região e cidades israelenses. EUA negam danos a aeronaves, enquanto países do Golfo relatam interceptações durante a escalada do conflito

    A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira que realizou ataques contra diversos alvos em Israel e em países do Golfo Pérsico, no 26º dia de conflito na região.

    Segundo comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC), o país atingiu posições com drones e mísseis, incluindo a base Al Azraq, na Jordânia, a base Sheikh Isa, no Bahrein, e as instalações Alí al Salem e Arifjan, no Kuwait, durante a 79ª onda de bombardeios.

    O grupo também informou ter atacado centros “estratégicos, militares e de segurança” no norte de Israel com “ataques contínuos de mísseis”, na 80ª fase da ofensiva, em coordenação com a milícia xiita libanesa Hezbollah.

    De acordo com a Tasnim, uma nova série de ataques atingiu mais de 70 pontos em cidades israelenses como Haifa, Dimona e Khadra.

    O IRGC afirmou ainda ter atingido um caça F-18 dos Estados Unidos e o porta-aviões Abraham Lincoln. A informação, no entanto, foi negada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.

    Israel confirmou ter sido alvo de ataques vindos do Irã, segundo as Forças de Defesa do país, mas informou que não houve registro de feridos.

    Bahrein e Emirados Árabes Unidos também relataram ter interceptado drones durante a ofensiva.
     

     

    Irã amplia ofensiva e diz ter atingido alvos em Israel e no Golfo

  • Unesco: 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo

    Unesco: 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo

    A população fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, subindo 3% desde 2015 e atingindo 273 milhões em 2024; relatório é o primeiro da série Contagem Regressiva para 2030

    A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentou nesta quarta-feira (25) o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) 2026 sobre a situação mundial da educação.

    Após cair 33% entre 2000 e 2015, a população fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, subindo 3% desde 2015 e atingindo 273 milhões em 2024. Isso significa que uma em cada seis crianças, adolescentes e jovens em todo o mundo está excluído da educação. Outra conclusão do documento é que apenas dois terços dos jovens concluem a educação secundária.

    Os principais fatores apontados são o crescimento populacional, crises e a redução de orçamentos.

    Contagem Regressiva 

    A Unesco afirma que essa população jovem é subestimada em pelo menos 13 milhões se informações suplementares de fontes humanitárias forem usadas para corrigir lacunas de dados nos dez países mais afetados por conflitos.

    O relatório é o primeiro da série Contagem Regressiva para 2030, composta por três partes. A publicação seriada pretende avaliar o progresso da educação em termos de acesso e equidade (2026), qualidade e aprendizagem (2027) e relevância (2028-2029).

    Matrículas

    Com 1,4 bilhão de estudantes matriculados em 2024, as matrículas aumentaram em 327 milhões (30%) no ensino primário e secundário desde 2000. O Relatório de Monitoramento Global da Educação mostra que também houve aumento de 45% na pré-escola e de 161% no ensino pós-secundário (superior). Isso equivale a mais de 25 crianças que obtêm acesso à escola, a cada um minuto.

    Por exemplo, a taxa de matrícula na educação primária da Etiópia aumentou de 18%, em 1974, para 84%, em 2024, e a expansão do acesso ao ensino superior na China cresceu em um ritmo sem precedentes, passando de 7%, em 1999, para mais de 60%, em 2024.

    Educação pré-primária

    O relatório avalia se uma criança de 5 anos está em sala de aula. Apesar do indicador global afirmar que 75% das crianças com essa idade tinha acesso à educação, os dados mostram que apenas 60% dos alunos do ensino fundamental tiveram pelo menos um ano de educação pré-primária.

    Isso pode indicar um irreal sucesso da educação infantil ao incluir crianças que já “pularam” essa etapa de ensino (infantil) e foram direto para o ensino fundamental.

    Permanência na escola

    O documento mostra também que o progresso na permanência de crianças na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015.

    O destaque negativo é a desaceleração acentuada na África Subsaariana, sobretudo em razão do crescimento populacional. Diversas crises — incluindo conflitos — também comprometeram os avanços.

    Outra região apontada pelo levantamento com milhões de crianças fora das salas de aula e sob maior risco de atraso educacional é o Oriente Médio, após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã que forçaram o fechamento de muitas escolas da região.

    “Mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos, representando milhões a mais fora da escola, além daqueles identificados pelas estatísticas”, disse a Unesco.

    Mas o progresso foi observado em alguns países, que reduziram as taxas de evasão em pelo menos 80% desde 2000.

    É o caso de Madagascar e do Togo entre crianças; de Marrocos e Vietnã entre adolescentes; e de Geórgia e Turquia entre os jovens. No mesmo período, a Costa do Marfim reduziu pela metade suas taxas de exclusão nas três faixas etárias.

    Entre 2000 e 2024, o México reduziu as taxas de evasão em mais de 20 pontos percentuais a mais que El Salvador; Serra Leoa aumentou as taxas de conclusão do primário 22 pontos a mais que a Libéria; e o Iraque aumentou sua taxa de conclusão do ensino médio 10 pontos a mais que a Argélia.

    Conclusão do ensino

    Mais crianças estão concluindo sua educação, e não apenas iniciando. Desde 2000, a taxa de conclusão escolar aumentou de 77% para 88% no ensino primário, de 60% para 78% nos finais do ensino fundamental (fundamental II) e de 37% para 61% no ensino médio. O ritmo de aumento tem sido, por exemplo, de um ponto percentual por ano no ensino médio desde 2000.

    Nas taxas atuais de expansão, o mundo alcançaria 95% de conclusão do ensino médio apenas em 2105.

    Repetência

    As altas taxas de repetência caíram desde 2000 em 62% no primário e em 38% no ensino médio inferior.

    A Unesco relata que muitas crianças ainda se matriculam tarde na escola e repetem anos em países de baixa e média-baixa renda, o que significa que muitos concluem cada ciclo com vários anos de atraso.

    A lacuna entre a conclusão “no tempo certo” (entre três a cinco anos da idade oficial de formatura) e a conclusão “final” (mesmo que tardia) no ensino médio inferior é de quatro pontos percentuais globalmente, mas chega a nove pontos em países de baixa renda. “Uma diferença que vem crescendo desde 2005”, diz o relatório.

    Universalização da educação

    O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) tem a meta central de garantir, até 2030, que todas as meninas e meninos concluam o ensino primário e secundário gratuito, equitativo e de qualidade. 

    Desde 2022, 80% dos países comunicaram metas nacionais para pelo menos alguns dos oito indicadores do ODS 4 a serem alcançados até 2030.

    O progresso para alcançar as metas é monitorado anualmente pela Unesco.

    O Relatório GEM 2026 da Unesco releva que muitos países têm registrado progressos significativos, o que evidencia a importância do contexto nacional na definição de metas e na formulação de políticas.

    Equidade

    Ao analisar a educação mundial nos últimos anos, em grande medida, as disparidades de gênero na educação primária e secundária foram reduzidas na média. No Nepal, por exemplo, as meninas alcançaram rapidamente os meninos, e, em algumas regiões, os superaram, graças a reformas sustentadas em favor da igualdade de gênero.

    Educação inclusiva 

    Desde 2000, a proporção de países com leis de educação inclusiva aumentou de 1% para 24%, enquanto a daqueles que incluem em suas leis o ensino inclusivo para crianças com deficiência cresceu de 17% para 29%. A proporção de países que adotaram uma definição de educação inclusiva aumentou de 68% em 2020 para 84% em 2025; destes, a parcela cuja definição vai além da deficiência aumentou de 51% para 69%.

    Entre 1998 e 2023, em 158 países, a proporção de pessoas com 12 anos de escolaridade obrigatória aumentou de 8% para 26%; em 130 países, a duração média da educação gratuita aumentou de 10 anos para 10,8 anos.

    Financiamento da educação

    A proporção de países que utilizam quatro mecanismos de financiamento e aproveitam seu potencial para beneficiar populações desfavorecidas no ensino fundamental e médio – transferências para governos subnacionais, para escolas e para alunos e famílias – aumentou de quatro a seis vezes nos últimos 25 anos. Os programas de merenda escolar, que partiram de uma base mais alta, dobraram de tamanho.

    Na educação pré-primária, 54% dos países transferem recursos para instituições que atendem crianças desfavorecidas, 26% transferem recursos para as famílias por meio do Ministério da Educação e 55% transferem recursos para as famílias por meio de algum outro ministério.

    No ensino superior, 1 em cada 3 países não cobra mensalidades em universidades públicas, quase 1 em cada 2 países subsidia o alojamento estudantil, 4 em cada 10 apoiam o transporte e pouco menos de 3 em cada 10 subsidiam livros didáticos.

    Recomendações

    Com a aproximação do prazo de 2030 e os países rumo a cumprimento do ODS 4, a Unesco entende que os processos de definição de metas dos países podem ser mais firmemente incorporados aos processos nacionais de planejamento e orçamento, com base nas taxas de progresso anteriores e nas experiências de outros países. O organismo recomenda que essas metas sejam melhor comunicadas internamente. 

    A Unesco defende que é necessário um uso mais eficiente dos dados disponíveis em pesquisas e censos para monitorar a participação e a equidade na educação.

    Para a formulação de políticas públicas, a Unesco enfatiza que é preciso aprimorar o monitoramento da educação por meio da produção de estatísticas com informações mais precisas sobre participação e aproveitamento escolar.

    As políticas também precisam ser monitoradas, e não apenas os resultados e os impactos.

    A Unesco valoriza os intercâmbios entre países para gerar ideias, mas alerta que experiências estrangeiras devem ser analisadas e filtradas para o que é aplicável à realidade local de cada país.

    O organismo internacional observa também que o desenvolvimento de políticas educacionais deve ser pautado pela equidade e os resultados devem ser avaliados.

    Unesco: 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo

  • 'Salvaram vidas', diz passageira sobre pilotos de avião que bateu em NY

    'Salvaram vidas', diz passageira sobre pilotos de avião que bateu em NY

    Antoine Forest e Mackenzie Gunther foram identificados como sendo o piloto e copiloto que morreram após a colisão entre o avião Air Canada e um veículo de bombeiros no aeroporto La Guardia, em Nova York

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Passageiros do voo da Air Canada Express que bateu em um caminhão de bombeiros em Nova York relatam que a rápida reação dos pilotos evitou uma tragédia maior.

    A frenagem forte da aeronave reduziu o impacto da batida no último domingo. O piloto Antoine Forest e o copiloto Mackenzie Gunther morreram no acidente, mas passageiros afirmam que a atitude da tripulação salvou dezenas de vidas.

    A passageira Rebecca Liquori diz que voltou para casa por causa da ação dos pilotos. “Sinto que os pilotos salvaram as nossas vidas. Eles são a razão pela qual fui capaz de chegar a casa em segurança”, disse à CNN.

    O francês Clément Lelièvre também atribui a sobrevivência ao reflexo dos pilotos. Ele conta que o avião freou com força no momento da colisão. “Acho que ele salvou as nossas vidas, porque deve ter tido reflexos incríveis”, afirmou à Canadian Press.

    O avião transportava 76 pessoas e atingiu o veículo a cerca de 39 km/h. O caminhão de bombeiros atendia a uma ocorrência na pista 4 do aeroporto LaGuardia quando foi atingido, deixando outras 41 pessoas feridas.

    HISTÓRICO DE FALHAS DE SEGURANÇA

    Pilotos já haviam registrado reclamações sobre o risco de colisões no aeroporto LaGuardia. Em agosto de 2025, um profissional relatou à Nasa que os controladores não passavam informações adequadas e estavam no limite devido ao ritmo das operações.

    Um dos relatos alertava para a semelhança com acidentes anteriores em dias de tempestade. “LaGuardia está começando a parecer com Washington antes do acidente de lá. Por favor, façam alguma coisa”, diz o registro divulgado pela CNN.

    Outro registro apontou uma decolagem autorizada com uma aeronave na pista em junho de 2024. “Acho que estamos ultrapassando os limites e um acidente vai acontecer mais cedo ou mais tarde”, avaliou o piloto anônimo na notificação.

    A colisão de domingo levou ao fechamento temporário do aeroporto de Nova York. O terminal precisou suspender as operações após o choque do voo da Air Canada, mas reabriu na segunda-feira.

    'Salvaram vidas', diz passageira sobre pilotos de avião que bateu em NY

  • Influenciadora morre aos 23 anos atropelada por caminhão na Tailândia

    Influenciadora morre aos 23 anos atropelada por caminhão na Tailândia

    Dominika “Mina” Elischerova publicava vídeos de lutas e momentos com amigos nas redes sociais; influenciadora seguia para uma aula de Muay Thai quando foi atingida por um caminhão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A influenciadora e lutadora tcheca Dominika “Mina” Elischerova morreu aos 23 anos após ser atropelada por um caminhão na Tailândia.

    Dominika seguia para uma aula de Muay Thai quando foi atingida por um caminhão no dia 17. A informação foi publicada pela CNN Prima, afiliada da CNN na República Tcheca.

    A mãe dela, Petra Elischerova, disse que a jovem foi levada a um hospital na região, mas não resistiu. Segundo Petra, os médicos tentaram reanimá-la várias vezes, sem sucesso.

    Petra afirmou que o influenciador Samir Margina acompanhou a filha no hospital e avisou a família durante o atendimento. “Ele não a deixou até o último suspiro”, disse Petra à CNN Prima.

    A mãe relatou dificuldade para aceitar a morte da filha. “Eu fico pensando que ela vai me ligar de novo. Ela vai dizer: ‘Mãe, eu estou em casa’. E então eu percebo que ela não vai ligar de novo”, afirmou à CNN Prima.

    A organização de lutas Clash MMA também confirmou a morte em uma postagem no Instagram. “É com profunda tristeza que anunciamos que Dominika infelizmente perdeu sua batalha final no hospital. Sentimos muito. Isso parte nossos corações. Nossa lutadora, apresentadora, amiga e, acima de tudo, parte da nossa família faleceu”, escreveu o perfil.

    Dominika tinha mais de 380 mil seguidores no Instagram. Ela publicava vídeos de lutas e momentos com amigos.

    Influenciadora morre aos 23 anos atropelada por caminhão na Tailândia

  • Vaticano autoriza xenotransplante para católicos, mas aponta ressalvas

    Vaticano autoriza xenotransplante para católicos, mas aponta ressalvas

    Vaticano afirma que a Igreja não tem objecções a tratamentos que envolvam tecidos ou órgãos oriundos de animais, desde que sigam as práticas médicas e não tratem os animais com crueldade

    O Vaticano anunciou na terça-feira, 24, que católicos podem receber transplantes de tecidos e órgãos de origem animal para tratar condições médicas, prática conhecida como xenotransplante. Mas há ressalvas.

    A Igreja Católica defende que a prática é aceitável, desde que respeite o bem-estar animal e não altere a “identidade biológica ou psicológica” do receptor.

    “(O xenotransplante) em princípio, não está em contraste com a ordem da criação. Ao contrário, representa para o homem uma oportunidade adicional de responsabilidade criativa em fazer um uso razoável do poder que Deus lhe deu”, diz o documento que estabelece as diretrizes éticas para a realização das operações.

    “O sacrifício dos animais pode ser justificado, mas apenas se exigido para alcance de um bem relevante para o homem: é este o caso da utilização de animais para a coleta de órgãos ou tecidos a transplantar”, acrescenta.

    Ressalvas

    O documento proíbe a realização de alguns tipos específicos de transplantes. São casos em que a Igreja Católica entende que o procedimento poderia alterar a identidade do indivíduo.

    Um deles é o transplante de encéfalo (cérebro), que a Igreja considera que “não poderia, em hipótese alguma, ser considerado moralmente permissível”.

    O mesmo se aplica ao transplante de gônadas com fins reprodutivos.

    “É importante salientar que, enquanto o cérebro se relaciona com a identidade pessoal do sujeito como o órgão que representa a ‘sede principal de sua consciência psicológica’, o ‘repositório’ de sua memória existencial, as gônadas se relacionam com ele como órgãos responsáveis pela gametogênese (produção de gametas); elas representam, por assim dizer, o ‘transmissor’, por meio da procriação, da identidade pessoal do sujeito (herança genética) para sua prole”, diz o texto.

    Mas existe uma exceção: o transplante de gônadas pode ser considerado aceitável se o objetivo for exclusivamente a restauração de funções hormonais.

    Xenotransplante

    O xenotransplante consiste em transplantar órgãos, tecidos ou células de animais para humanos. A principal fonte são porcos geneticamente modificados. A técnica é vista como alternativa à escassez de órgãos, mas a rejeição pelo organismo ainda é um obstáculo.

    Nos últimos anos, equipes têm realizado experimentos para entender a interação entre o material transplantado e o corpo dos pacientes, acumulando conhecimento para aprimorar as técnicas e medicações.

    Em março de 2024, por exemplo, um homem de 62 anos com doença renal em estágio terminal recebeu um rim de porco no Hospital Geral de Massachusetts, ligado à Harvard Medical School, em Boston. Ele foi o primeiro paciente vivo a passar pelo procedimento e morreu dois meses depois, por causas não relacionadas ao transplante.

    A cirurgia foi comandada pelo médico brasileiro Leonardo Riella, que conversou com o Estadão sobre o procedimento e as expectativas em relação ao xenotransplante.

    Vaticano autoriza xenotransplante para católicos, mas aponta ressalvas

  • Adolescente leva mãe a parque e se filma a espancando até a morte

    Adolescente leva mãe a parque e se filma a espancando até a morte

    Jovem de 18 anos agrediu a mãe e a levou a um parque, onde se filmou espancando-a até a morte e se gabando do assassinato online

    Um crime bárbaro cometido por um adolescente deixou o País de Gales, no Reino Unido, em choque. Um rapaz de 18 anos agrediu a mãe em casa e depois a convenceu a sair para buscar ajuda médica, armando uma emboscada para a matar e publicar o assassinato na internet.

    De acordo com os registro do Tribunal da Coroa de Mold, o jovem Tristan Roberts ficava durante horas, todos os dias, na plataforma Discord onde jogava e publicava vídeos. Em um dos registros, o adolescente revelou que planejou durante três semanas a morte da mãe Angela Shellis, de 45 anos.

    Tristan agrediu fortemente Angela com socos no rosto e a tentou a estrangular em casa. Momentos depois, a convenceu a ir para buscar ajuda médica a pé. No percurso eles atravessaram um parque, onde o jovem a agrediu novamente e a matou com um martelo. O ataque, que durou 4 horas, foi filmado e publicado na plataforma como forma de troféu. 

    O tribunal viu as gravações onde Trista mata a mãe com pelo menos quatro golpes violentos na cabeça e diz: “Oh Deus, isso foi aterrorizante… Foi uma sensação insana.”

    De acordo conformações do jornal ‘The Sun’, o jovem comprou facas, machados e martelos depois de completar 18 anos – a idade mínima legal para essas compras – 10 dias antes do ataque arrepiante em outubro do ano passado. Nas semanas que antecederam o assassinato horripilante, ele havia publicado conteúdo perturbador, falando abertamente sobre matar a mãe.

    A mãe, que também tinha outro filho, foi encontrada com múltiplos traumatismos cranianos causados ​​por objeto contundente na cidade litorânea de Prestatyn, no norte  do País de Gales , em 24 de outubro do ano passado. A polícia começou a procurar Angela após um familiar informar o desaparecimento dela. Instantes depois o corpo foi encontrado irreconhecível no parque.

    Ao investigar o caso, a polícia descobriu o plano de Tristan, que acabou sendo preso na casa da família – onde morava com a mãe – e foi acusado de assassinato quatro dias depois. 

    Ainda de acordo com o ‘The Sun’, o jovem foi condenado nesta quarta-feira (25), à prisão perpétua, com uma pena mínima de 22 anos e seis meses de prisão. 

    Ao proferir a sentença no Tribunal da Coroa de Mold, o juiz Rhys Rowlands disse que o crime foi horrível: “Ela estaria com dor e apavorada. Era possível ouvi-la dizendo que você a estava machucando e para ligar para emergência para pedir ajuda e deixá-la ir. Você ignorou os apelos dela e conseguiu sair de casa com o pretexto de que iria a pé até a cidade buscar ajuda, a enganando”.

    A família da mãe, devastada, disse: “Ela tinha muitas qualidades incríveis, mas uma das maiores era a maneira como se dedicava aos seus filhos. Ela era uma mãe fantástica e extremamente dedicada, daquelas que nunca desistiam, não importa o quão difícil a vida se tornasse. Ela lutou incansavelmente por eles, e seu amor por eles era inabalável, uma fonte de força que a sustentou, a ela e aos seus filhos, em todos os desafios”, disse um familiar para a publicação.

    Adolescente leva mãe a parque e se filma a espancando até a morte

  • Aluno de 15 anos mata duas professoras a tiros em escola no México

    Aluno de 15 anos mata duas professoras a tiros em escola no México

    Ataque ocorreu após o adolescente ser impedido de entrar na sala por atraso. Jovem foi apreendido, e autoridades investigam o caso. Episódio chama atenção por ocorrer em ambiente escolar, onde esse tipo de violência não é comum no país.

    Um adolescente de 15 anos matou a tiros duas professoras em uma escola privada no estado de Michoacán, no oeste do México.

    Segundo veículos da imprensa latino-americana, com base em informações do Departamento de Segurança Pública local, o jovem, aluno da Escola Makarenko, utilizou um fuzil de assalto durante o ataque.

    O crime teria ocorrido após o estudante ser impedido de entrar na sala de aula por ter chegado atrasado.

    As autoridades informaram que as duas vítimas foram encontradas com múltiplos ferimentos. O suspeito foi apreendido.

    Em publicação na rede social X, o governador de Michoacán, Alfredo Ramírez Bedolla, lamentou o ocorrido e identificou as vítimas como professoras da instituição.

    “Enquanto sociedade, este incidente deve nos levar a refletir sobre a atenção e a educação que damos aos adolescentes para garantir um bom futuro”, escreveu.

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    Nas redes sociais, circulam diversas imagens em que o adolescente aparece segurando armas. Também há vídeos da detenção, mas as imagens não serão divulgadas. 

    O estado de Michoacán é considerado um dos mais violentos do México, com forte presença de atividades criminosas e histórico de recrutamento por grupos ligados ao narcotráfico.

    Apesar dos altos índices de violência no país, geralmente associados ao crime organizado, ataques a tiros em escolas não são comuns.

     

    Aluno de 15 anos mata duas professoras a tiros em escola no México

  • Irã descarta trégua com EUA e diz que Trump 'negocia consigo mesmo'

    Irã descarta trégua com EUA e diz que Trump 'negocia consigo mesmo'

    Em pronunciamento na televisão estatal, o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari disse que Washington estaria “negociando consigo mesmo” e descartou a possibilidade de uma trégua no horizonte

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel e Irã voltaram a trocar ataques aéreos nesta quarta-feira (25), aprofundando um conflito que já dura quase um mês e provoca forte instabilidade global. Diante da escalada, o regime iraniano rejeitou a afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que haveria negociações em andamento para encerrar a guerra, e reagiu com tom duro e irônico.

    Em pronunciamento na televisão estatal, o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari disse que Washington estaria “negociando consigo mesmo” e descartou a possibilidade de uma trégua no horizonte. “Pessoas como nós nunca conseguirão se dar bem com pessoas como você [Trump]”, afirmou ele. “Como sempre dissemos, nenhum de nós fará um acordo com vocês. Nem agora. Nem nunca.”

    A posição reflete o predomínio da linha dura no comando militar iraniano, especialmente da Guarda Revolucionária Islâmica, que rejeita qualquer aproximação com os EUA. Na mesma linha, o porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baghaei, disse que o seu país teve uma “experiência muito ruim com a diplomacia americana” e que, neste momento, suas Forças Armadas estão concentradas apenas na defesa nacional.

    Não há, com efeito, sinais de trégua no campo militar. O Exército de Israel afirmou ter feito uma nova onda de ataques contra infraestrutura em Teerã, incluindo instalações ligadas à produção de mísseis de cruzeiro, enquanto agências iranianas relatam que áreas residenciais foram atingidas e que equipes de resgate atuam nos escombros.

    Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica disse ter lançado ataques contra alvos em Tel Aviv e Kiryat Shmona, no centro e no norte do país, além de bases militares em países como Kuwait, Jordânia e Bahrein. O Kuwait informou que drones atingiram um tanque de combustível em seu aeroporto internacional, provocando incêndio sem vítimas, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter interceptado novas ofensivas.

    Ainda nesta quarta, países árabes do Golfo condenaram os ataques iranianos em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU e afirmaram que enfrentam uma “ameaça existencial” por parte de Teerã.

    Segundo diplomatas, as ações iranianas podem configurar crimes de guerra. Representando o Kuwait, o embaixador Naser Abdullah HM Alhayen disse que a região vive um momento crítico, com riscos à segurança internacional e regional. Segundo ele, a postura iraniana mina o direito internacional e a soberania dos países, enquanto outros Estados do Golfo reforçaram acusações de que os ataques buscam disseminar o terror.

    Diante da escalada, os 47 membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU deveriam votar uma moção que condena as ações do Irã, exige reparações e solicita monitoramento da situação por parte do alto comissariado de direitos humanos.

    Apesar da negativa iraniana relacionada às negociações, surgiram relatos de que os Estados Unidos teriam enviado a Teerã um plano com 15 pontos para encerrar a guerra. Segundo o jornal americano The New York Times, a proposta incluiria o desmantelamento do programa nuclear iraniano, o fim do apoio a grupos aliados como o Hezbollah, que atua no Líbano, e a reabertura do estreito de Hormuz.

    A imprensa israelense também aponta que Washington busca um cessar-fogo de um mês para discutir os termos, e uma autoridade ouvida pela agência de notícias Reuters confirmou o envio do plano, sem detalhar seu conteúdo. Na véspera, Trump afirmou na Casa Branca que os EUA estavam negociando com “as pessoas certas” no Irã e que Teerã teria grande interesse em um acordo, versão que contrasta com as declarações das autoridades do país persa.

    O conflito já desencadeou o que analistas classificam de o maior choque energético da história recente. O fechamento de fato do estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo, aumentou os preços de combustíveis e afetou cadeias globais, atingindo especialmente a Ásia, que depende fortemente do petróleo que transita pela região.

    No plano militar, os Estados Unidos devem ampliar sua presença no Oriente Médio. Segundo autoridades ouvidas pela Reuters, milhares de soldados serão enviados para a região, somando-se aos cerca de 50 mil militares já mobilizados, o que aumenta o temor de um conflito prolongado.

    Em paralelo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ofereceu-se para sediar negociações entre Washington e Teerã, numa tentativa de abrir um canal diplomático durante o conflito.

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