Categoria: MUNDO

  • Trump insiste que Irã quer acordo e volta a dizer que venceu guerra

    Trump insiste que Irã quer acordo e volta a dizer que venceu guerra

    Presidente afirma que morte de lideranças significa mudança de regime, embora República Islâmica continue de pé. Americano diz que Teerã deu ‘presente valioso’ relacionado a petróleo e concordou em não ter arma nuclear; regime nega

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (24) que venceu a guerra contra o Irã, muito embora insista que os supostos vencidos estejam negociando um acordo para encerrar o conflito -algo que Teerã nega enquanto continua a atirar projéteis contra Israel e aliados árabes de Washington no Oriente Médio.

    No Salão Oval da Casa Branca, durante cerimônia que oficializou a posse do novo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, Trump respondeu perguntas de repórteres e afirmou que o Irã já concordou em nunca produzir uma bomba atômica.

    “Eles concordam em nunca ter uma arma nuclear. Eu não quero me adiantar, mas eles concordaram, eles nunca terão uma arma nuclear”, disse o republicano, sem esclarecer como essas conversas, que Teerã diz não existirem, estariam sendo conduzidas e por quem exatamente. Ele citou seu genro, Jared Kushner, seu enviado especial Steve Witkoff, o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.

    A mudança de regime no Irã, um dos objetivos iniciais da guerra que deixou aos poucos a comunicação oficial da Casa Branca, foi retomado por Trump com certa liberdade conceitual que é desafiada pela realidade no terreno, ao menos a partir das reações vindas do Irã, que nesta terça lançou ataques contra Tel Aviv, além do Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita.

    “Nós temos mudança de regime, essa é uma mudança no regime, porque os líderes são todos muito diferentes daqueles que criaram todos esses problemas. Então acho que podemos dizer que isso é uma mudança de regime, certo?”, afirmou aos jornalistas na Casa Branca.

    “Nós matamos toda a liderança deles. Depois escolheram novos líderes e matamos todos. Agora temos um novo grupo, e podemos fazer isso facilmente [de novo], mas vamos ver como eles se saem”, disse.

    Referindo-se novamente às supostas negociações, Trump afirmou ainda que a República Islâmica “deu um presente” para os EUA nesta segunda.

    “Eles vão fazer um acordo. Na verdade eles fizeram algo ontem que foi incrível, eles nos deram um presente, que chegou hoje, e foi um presente muito grande, com um valor monetário tremendo. Não vou dizer que presente é esse, mas foi um prêmio muito significativo, que eles falaram que iam nos dar e nos deram. Isso significou uma coisa para mim: que estamos lidando com as pessoas certas”, disse o republicano.

    Em seguida, sem detalhar o dito presente, Trump afirmou apenas que ele tinha relação com petróleo e gás e com o estreito de Hormuz, bloqueado por Teerã após os ataques americanos e israelenses.

    Trump insiste que Irã quer acordo e volta a dizer que venceu guerra

  • Governo Kast retira apoio do Chile para que Michelle Bachelet lidere a ONU

    Governo Kast retira apoio do Chile para que Michelle Bachelet lidere a ONU

    Ex-presidente respaldada por Lula é candidata a substituir Guterres, atual secretário-geral; ultradireitista, que governa há duas semanas, diz que não vai recomendar outros nomes

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O governo do Chile, agora sob comando do ultradireitista José Antonio Kast, anunciou nesta terça-feira (24) que decidiu retirar seu apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para secretária-geral das Nações Unidas.

    A candidatura era conjunta do Brasil e do México e estava sendo impulsionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo antecessor de Kast, o esquerdista Gabriel Boric.

    “Concluímos que o contexto desta eleição, a fragmentação das candidaturas de países latino-americanos e nossas divergências com alguns dos principais atores que moldam este processo tornam esta candidatura e seu potencial sucesso inviáveis”, diz nota da Presidência chilena.

    “Juntamente com a retirada do apoio do Chile, o Ministério das Relações Exteriores e as embaixadas que nos representam no exterior cessarão a participação nos esforços de promoção desta candidatura”, segue o texto do governo Kast, que teve início em 11 de março.

    Entretanto, o governo do ultradireitista afirmou que, considerando o histórico de Bachelet, e caso ela decida prosseguir com sua candidatura, o país se absterá de apoiar outro candidato.

    Em fevereiro, o presidente Lula manifestou apoio à candidatura da ex-presidente chilena, reforçando que o órgão vive um momento de fragilidade quanto ao papel de mediação de conflitos internacionais desde a criação do Conselho de Paz de Donald Trump.

    “Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher”, escreveu o petista em sua conta no X (antigo Twitter).

    “A nomeação de Michelle Bachelet representa uma oportunidade para oferecer à ONU uma liderança com experiência comprovada, legitimidade internacional e vocação para o serviço público”, disse o texto de fevereiro, em que Chile, Brasil e México apresentaram formalmente às Nações Unidas a candidatura dela.

    Eleita para comandar o Chile em duas ocasiões (2006-2010 e 2014-2018), ela foi a primeira mulher a ocupar a Presidência, em uma coalização de esquerda, rival dos partidos que apoiam Kast. Também atuou como ministra da Saúde e da Defesa do país.

    Pediatra de 74 anos, ela assumiu em 2018 o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, sendo a sétima pessoa a ocupar essa função, até 2022.

    Em seu discurso na Assembleia Geral do ano passado, Boric lembrou que, em 80 anos de história, nenhuma mulher ocupou o posto. “O Chile quer contribuir ativamente para esse esforço coletivo.”

    “Michelle Bachelet governou, negociou, solucionou e ouviu. Sua trajetória de vida combina empatia com firmeza, experiência com abertura e todas essas características com a capacidade executiva de decidir”, continuou o chileno.

    Até o final do ano, a ONU precisará escolher um novo secretário-geral para substituir o português António Guterres, e a seleção precisa passar pelo Conselho de Segurança, onde cinco países têm poder de veto.

    Outro candidato ao cargo é o diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o argentino Rafael Grossi. À Folha de S.Paulo, ele afirmou que as Nações Unidas precisam de “menos gordura e mais músculo”, defendendo cortes e a consolidação de mandatos. Grossi tem o apoio do presidente da Argentina, Javier Milei.

    O diretor da AIEA expressou tristeza pelo Brasil ter escolhido apoiar Bachelet, mas espera que o apoio do país possa mudar no futuro.

    Governo Kast retira apoio do Chile para que Michelle Bachelet lidere a ONU

  • Tragédia na Air Canada: corpos de piloto e copiloto são identificados

    Tragédia na Air Canada: corpos de piloto e copiloto são identificados

    Antoine Forest e Mackenzie Gunther foram identificados como sendo o piloto e copiloto que morreram após a colisão entre o avião Air Canada e um veículo de bombeiros no aeroporto La Guardia, em Nova York

    O piloto e o copiloto do avião da Air Canada que colidiu com um caminhão dos bombeiros após o pouso no aeroporto La Guardia, em Nova York, nos Estados Unidos, foram as únicas vítimas mortais do acidente. Mas, quem são?

    Antoine Forest, de 30 anos, era o piloto da aeronave. Era natural do Quebec e tinha aprendido inglês para ter mais oportunidades no mundo da aviação. 

    “Ele pilotou o primeiro avião com 16 anos. Estava sempre fazendo cursos e voando”, contou a tia-avó de Antoine ao jornal Toronto Star, na segunda-feira. 

    Já o copiloto foi identificado como sendo Mackenzie Gunther. Tinha se formado em Tecnologia de Aviação, em 2023, de acordo com um comunicado divulgado pela instituição onde estudou. “São trágicas notícias para a nossa comunidade”, pode ler-se.

    O avião da Air Canada, que fazia a ligação de Montereal para Nova York, transportava 72 passageiros e quatro tripulantes de cabine. Antoine Forest e Mackenzie Gunther foram as únicas vítimas mortais, no entanto, cerca de 40 pessoas foram transportados para o hospital com ferimentos – a maioria já teve alta. 

    “Eram dois jovens no início das suas carreiras. É uma tragédia absoluta”, referiu o responsável da Administração Federal de Aviação (FAA, sigla em inglês), durante uma coletiva de imprensa.

    O momento da colisão

    Nas redes sociais, foram compartilhados vídeos que mostram o momento em que a aeronave e o veículo dos bombeiros colidem. 

    Nas imagens, vê-se a aeronave CRJ-900 a fazer a aterragem enquanto o carro dos bombeiros atravessava a pista, tendo sido depois sido abalroado.

    Divulgadas comunicações do avião: “Cometi um erro”

    Foram ainda divulgadas as comunicações do avião da Air Canada no momento em que estava pousando.

    No vídeo, pode ouvir-se o nervosismo e tensão sentida quando os controladores aéreos perceberam a presença de um caminhão junto da pista 4 do aeroporto LaGuardia, por volta das 23h30 de domingo. 

    “Caminhão 1 pare, caminhão 1 pare”, pode ouvir-se o homem repetindo.

    Mais tarde, ouve-se indicações para que evitem a pista onde o acidente aconteceu, admitindo-se que se está passando por uma “urgência” e que aquilo que aconteceu “não foi bonito de se ver”.

    “Sim, não foi bonito. Cometi um erro”, acaba admitindo o controlador aéreo, havendo outro que o tenta consolar afirmando que ele fez “o melhor que podia”.

    Tragédia na Air Canada: corpos de piloto e copiloto são identificados

  • Mais de 130 mil deixam o Líbano rumo à Síria após escalada da guerra

    Mais de 130 mil deixam o Líbano rumo à Síria após escalada da guerra

    A OIM informou que mais de 130 mil pessoas fugiram do Líbano para a Síria e mais de um milhão foram deslocadas internamente desde o início de março. A guerra na região pressiona comunidades vulneráveis e amplia a necessidade de ajuda humanitária

    A intensificação do conflito no Oriente Médio provocou um novo fluxo de deslocamentos no Líbano. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 130 mil pessoas cruzaram a fronteira para a Síria desde o início de março, enquanto mais de um milhão foram obrigadas a deixar suas casas dentro do território libanês.

    Em comunicado, a diretora‑geral da OIM, Amy Pope, afirmou que a situação demonstra “como a instabilidade pode transformar rapidamente os padrões de mobilidade em regiões inteiras”. Ela destacou que a guerra tem ampliado a pressão sobre populações já vulneráveis e aumentado a demanda por assistência humanitária.

    A OIM informou que a maioria dos que deixaram o Líbano rumo à Síria — cerca de 95% — são cidadãos sírios que estavam no país em busca de trabalho. Entre 2 e 18 de março, esse movimento atingiu seu pico.

    Dentro do Líbano, o número de deslocados internos continua crescendo. Dados das autoridades nacionais apontam mais de 1 milhão de pessoas nessa condição até 22 de março, incluindo mais de 134 mil abrigadas em instalações coletivas. Muitas outras buscaram refúgio em casas de familiares, comunidades de acolhimento ou imóveis alugados, enquanto parte da população tem dormido em carros ou ao ar livre.

    A instabilidade também tem provocado deslocamentos em outras rotas da região. Entre 1º e 16 de março, mais de 6.700 pessoas deixaram o Irã em direção ao Paquistão, e a OIM prevê aumento nas partidas rumo ao Afeganistão. A organização observa que o retorno de afegãos que vivem no Irã permanece limitado devido à insegurança e às restrições de transporte, mas alerta que esse cenário pode mudar rapidamente.

    Mais de 130 mil deixam o Líbano rumo à Síria após escalada da guerra

  • Irã ameaça Israel com ataques de mísseis e drones após novas ofensivas

    Irã ameaça Israel com ataques de mísseis e drones após novas ofensivas

    A Guarda Revolucionária do Irã advertiu Israel que continuará sob risco de ataques com mísseis e drones caso mantenha operações militares no Líbano e na Palestina. A escalada ocorre em meio a confrontos com Hezbollah, tensões nucleares e retaliações na região

    A Guarda Revolucionária do Irã elevou o tom das ameaças contra Israel nesta terça‑feira (24), afirmando que o país poderá ser alvo de “pesados ataques” com mísseis e drones caso mantenha operações militares consideradas por Teerã como “crimes contra civis no Líbano e na Palestina”. A declaração foi divulgada em comunicado oficial.

    Segundo o texto, o Irã responsabiliza o exército israelense pelas ações contra populações civis e afirma que a continuidade dessas ofensivas resultará em uma resposta direta das forças iranianas.

    A tensão entre os dois países se intensificou nas últimas semanas. Israel tem ampliado ataques no Líbano contra o Hezbollah, grupo aliado de Teerã, ao mesmo tempo em que mantém confrontos com o Hamas na Faixa de Gaza — conflito reacendido após o atentado de 7 de outubro de 2023.

    O cenário se agravou após Estados Unidos e Israel lançarem, em 28 de fevereiro, uma ofensiva militar contra o Irã, alegando falta de cooperação do governo iraniano nas negociações sobre enriquecimento de urânio. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis.

    Em resposta, o Irã fechou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos israelenses, bases norte‑americanas e infraestruturas em diversos países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Também foram registrados impactos de projéteis iranianos em Chipre, Turquia e Azerbaijão, ampliando o temor de uma escalada regional.

    Irã ameaça Israel com ataques de mísseis e drones após novas ofensivas

  • Cachaça brasileira ganha espaço em Portugal e avança na Europa

    Cachaça brasileira ganha espaço em Portugal e avança na Europa

    Bebida tradicional passa por reposicionamento no exterior, com foco em qualidade e valor cultural. Iniciativas lideradas a partir de Portugal conectam produtores brasileiros a novos mercados e impulsionam a presença da cachaça em bares e eventos internacionais

    A cachaça brasileira começa a ganhar espaço em Portugal e em outros mercados europeus, impulsionada por iniciativas que buscam reposicionar a bebida como produto premium e símbolo cultural do Brasil. Tradicionalmente associada ao consumo popular, a cachaça passa por um processo de valorização no exterior, com presença crescente em bares especializados, restaurantes e eventos do setor.

    Um dos nomes por trás desse movimento é o da empresária carioca Raquel Lopes, radicada em Portugal desde 2016. À frente da Casa Cachaça, braço da importadora BRZ Select, ela atua na curadoria, distribuição e promoção de rótulos brasileiros, conectando pequenos produtores a mercados internacionais mais exigentes.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Divulgação  

    Hoje, a empresa reúne cerca de 30 marcas, que vão desde produções artesanais de alambique até rótulos premiados. O trabalho inclui não apenas a comercialização, mas também a formação de público e de profissionais, com foco em ampliar o entendimento sobre a bebida. “Não se trata de vender um produto, mas de abrir caminhos para que a bebida seja compreendida e valorizada no lugar que merece estar”, afirma.

    A estratégia envolve posicionar a cachaça em ambientes tradicionalmente ocupados por outros destilados, como whisky, gin e rum, além de inseri-la em cartas de coquetelaria contemporânea. Em paralelo, há um esforço para associar a bebida à identidade cultural brasileira, destacando sua origem, diversidade e métodos de produção.

    Portugal tem desempenhado papel central nesse processo, funcionando como porta de entrada para o mercado europeu. A partir do país, a atuação da BRZ Select já se expandiu para destinos como Espanha, França, Itália e Irlanda, ampliando a presença da cachaça no continente.

    Além da bebida, a empresa também passou a exportar outros ingredientes da gastronomia brasileira, como tucupi, jambu, dendê e leite de coco, reforçando a proposta de difusão cultural por meio da alimentação e da mixologia.

    Para especialistas do setor, a internacionalização da cachaça representa também uma oportunidade econômica. A abertura de novos mercados pode gerar receita em moeda estrangeira e fortalecer a posição do Brasil no competitivo cenário global de destilados.

    Eventos dedicados ao segmento têm contribuído para essa visibilidade. Um exemplo é o Cachaça Fest, festival itinerante criado em Lisboa e lançado durante o Lisbon Bar Show de 2025. O encontro reuniu compradores, profissionais da indústria e imprensa internacional, consolidando a bebida como um produto em expansão fora do país.

    Cachaça brasileira ganha espaço em Portugal e avança na Europa

  • Taiwan tenta reativar usinas nucleares após tensão no Oriente Médio

    Taiwan tenta reativar usinas nucleares após tensão no Oriente Médio

    Movimento ocorre um ano após fim da energia nuclear no país e reflete preocupação com segurança energética, diante da dependência de combustíveis importados e dos riscos de interrupção causados por conflitos na região

    Taiwan iniciou o processo para reativar duas usinas nucleares, cerca de um ano após ter desligado o último reator em operação. A decisão ocorre em meio ao aumento da demanda por energia, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, e às incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

    A estatal Taipower trabalha para obter autorização para retomar as atividades das usinas de Kuosheng, no norte do país, e Maanshan, no sul. Segundo o presidente taiwanês, William Lai, a empresa deve apresentar um plano à Comissão de Segurança Nuclear até o fim do mês.

    De acordo com Lai, a retomada da energia nuclear depende de três fatores principais: segurança das usinas, gestão adequada dos resíduos e apoio da população.

    Taiwan havia encerrado seu último reator em maio de 2025, marcando o fim de um processo gradual de abandono da energia nuclear iniciado anos antes, após o acidente de Fukushima, no Japão. A política fazia parte da estratégia do governo de construir um país livre desse tipo de energia.

    No entanto, o cenário mudou. O crescimento econômico, a necessidade de fontes com menor emissão de carbono e o aumento do consumo energético, especialmente com a expansão da inteligência artificial, levaram o governo a reconsiderar a decisão.

    Além disso, uma nova lei aprovada pelo Parlamento permite que usinas nucleares continuem operando mesmo após o início do processo de desativação, o que abriu caminho para a possível retomada.

    A questão energética também está ligada à dependência externa. Em 2025, o gás natural liquefeito respondeu por mais de 47% da geração elétrica de Taiwan, sendo parte significativa importada do Catar. Já cerca de 70% do petróleo consumido pelo país vem do Oriente Médio, principalmente da Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

    Esse cenário aumenta a vulnerabilidade do país diante de possíveis interrupções no fornecimento, especialmente em meio a conflitos na região.

    O governo afirma que tem buscado diversificar as importações, hoje distribuídas entre 14 países, e garante que o abastecimento de gás deve permanecer estável no curto prazo.

    Outro fator de preocupação é a dependência do transporte marítimo para importação de energia. Taiwan teme um eventual bloqueio por parte da China, que considera a ilha parte de seu território e tem intensificado exercícios militares na região.

    Em recentes manobras, forças chinesas simularam operações de bloqueio e controle de portos, ampliando as tensões e reforçando a preocupação com a segurança energética do país.
     
     

    Taiwan tenta reativar usinas nucleares após tensão no Oriente Médio

  • Influenciadora confunde câncer com lesão e morre aos 29 anos

    Influenciadora confunde câncer com lesão e morre aos 29 anos

    Wang Wei-Chien foi diagnosticada com linfoma após ignorar dores e inchaço no braço. Influenciadora compartilhou a luta nas redes sociais e emocionou seguidores, mas não resistiu à doença. Empresa fundada por ela anunciou o encerramento das atividades

    A influenciadora taiwanesa Wang Wei-Chien morreu aos 29 anos após enfrentar um câncer. A informação foi confirmada por representantes de sua empresa e ganhou repercussão internacional nos últimos dias.

    Ela havia sido diagnosticada com linfoma em 2021, mas demorou a buscar atendimento médico. Os primeiros sinais, como dores e inchaço no braço, foram inicialmente interpretados como consequência de esforço físico. A situação só mudou quando percebeu a presença de um caroço, o que a levou a procurar ajuda especializada. Mesmo após o início do tratamento, a doença avançou rapidamente.

    Ao longo da batalha contra o câncer, Wang compartilhou momentos de sua rotina com os seguidores nas redes sociais, onde reunia mais de 18 mil pessoas. Em uma das publicações, mostrou a surpresa preparada pelo namorado e por amigos, que rasparam o próprio cabelo em apoio a ela. “No momento em que eu os vi, comecei a chorar, minhas emoções simplesmente explodiram. Eles me mostraram que eu não precisava ter medo”, escreveu.

    Conhecida pelo conteúdo sobre beleza, ela também era fundadora da marca Hermacy. Após a confirmação da morte, a empresa anunciou o encerramento das atividades. Em comunicado, afirmou que Wang era peça central no funcionamento do negócio e que não seria possível dar continuidade ao projeto.

    Na biografia de suas redes, a influenciadora se apresentava como a “embaixadora contra o câncer mais bonita”, título que recebeu de seus seguidores durante o tratamento.

    Influenciadora confunde câncer com lesão e morre aos 29 anos

  • Irã ataca de surpresa Tel Aviv com míssil de 100 kg e deixa feridos; veja

    Irã ataca de surpresa Tel Aviv com míssil de 100 kg e deixa feridos; veja

    Projétil iraniano atingiu Tel Aviv durante a madrugada, abriu cratera e causou danos em prédios e veículos. Ao menos seis pessoas ficaram feridas. Ataque faz parte de nova ofensiva do Irã em meio à escalada do conflito com Israel

    Um míssil iraniano atingiu Tel Aviv na madrugada desta terça-feira, deixando seis pessoas feridas e provocando danos em prédios e veículos.

    De acordo com o jornal The Times of Israel, o ataque faz parte de uma série de ofensivas lançadas pelo Irã contra o território israelense nas últimas horas. Imagens registradas no local mostram o impacto do projétil, que teria cerca de 100 quilos de explosivos, abrindo uma cratera no asfalto.

    Equipes de resgate e bombeiros foram acionadas e controlaram incêndios em carros atingidos. Também foram realizadas buscas nos edifícios afetados, mas não houve registro de pessoas presas nos escombros. Segundo o The Jerusalem Post, moradores conseguiram se abrigar a tempo nos bunkers de segurança.

    Mesmo assim, serviços de emergência continuam mobilizados em diferentes pontos da região por causa de outros possíveis impactos.

    O ataque a Tel Aviv ocorre em meio à escalada do conflito iniciado em 28 de fevereiro. Nas últimas horas, o Irã lançou uma nova onda de mísseis contra Israel, segundo informações das forças armadas dos dois países.

    As Forças de Defesa de Israel informaram que projéteis também foram disparados em direção ao norte do país e que os sistemas de defesa estavam em operação para interceptar as ameaças.

    O serviço de emergência Magen David Adom afirmou que, até o momento, não havia confirmação de vítimas nesses outros ataques, mas equipes foram enviadas a áreas onde houve relatos de impacto.

    Cerca de 20 minutos após os alertas, o Exército autorizou que a população deixasse os abrigos.
     
     

    Irã ataca de surpresa Tel Aviv com míssil de 100 kg e deixa feridos; veja

  • Vídeo mostra queda de avião militar que deixou 66 mortos na Colômbia

    Vídeo mostra queda de avião militar que deixou 66 mortos na Colômbia

    Imagens registram momento em que aeronave perde altitude logo após decolar e explode ao atingir o solo. Acidente envolveu avião com mais de 100 militares a bordo e deixou dezenas de feridos

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o avião militar da Força Aérea Colombiana perde altitude logo após a decolagem e cai em Puerto Leguízamo, no sul do país, próximo à fronteira com o Equador.

    A aeronave, um Hercules C-130, transportava cerca de 125 pessoas, entre militares e tripulantes. O acidente ocorreu na manhã de segunda-feira, pouco depois da decolagem. Segundo o balanço mais recente, ao menos 66 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

    Imagens registradas por testemunhas mostram o avião ainda no ar antes de despencar, seguido por uma grande explosão e uma densa nuvem de fumaça

    .Outros vídeos mostram os destroços em chamas no local da queda, enquanto equipes de resgate tentam acessar a área, que apresenta dificuldades logísticas

    Veja o vídeo acima.

    De acordo com informações preliminares divulgadas pela imprensa local, o avião teria enfrentado problemas durante a subida inicial, sem conseguir ganhar altitude suficiente.

    Em publicação nas redes sociais, o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, lamentou o acidente. “É com profunda dor que informo que um avião Hércules da nossa Força Aérea sofreu um trágico acidente ao decolar de Puerto Leguízamo, transportando nossas tropas”, escreveu.

    As causas do acidente ainda são investigadas pelas autoridades colombianas.

    Vídeo mostra queda de avião militar que deixou 66 mortos na Colômbia