Categoria: MUNDO

  • Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

    Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

    Após a repercussão negativa, o presidente recuou e apagou o vídeo. Um funcionário da Casa Branca disse à agência de notícias AFP que o post foi compartilhado por engano por um membro da equipe e que, por isso, havia sido excluído.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais um vídeo racista que retrata Barack Obama e sua mulher, Michelle, como macacos. O conteúdo remete a uma teoria da conspiração relacionada às eleições de 2020 e gerou reação de integrantes do Partido Democrata e até mesmo de republicanos.

    Após a repercussão negativa, o presidente recuou e apagou o vídeo. Um funcionário da Casa Branca disse à agência de notícias AFP que o post foi compartilhado por engano por um membro da equipe e que, por isso, havia sido excluído.

    A versão diverge de um posicionamento divulgado mais cedo nesta sexta. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia defendido o post, chamando a repercussão de “indignação falsa”.

    “Isto vem de um vídeo de meme da internet que retrata o presidente Trump como o rei da selva, e os democratas como personagens de ‘O Rei Leão’”, escreveu Leavitt em comunicado à AFP. “Por favor, parem com a indignação falsa e noticiem hoje algo que realmente importe para o público americano.”

    O vídeo publicado, que dura um minuto, termina com um trecho que mostra os rostos do ex-presidente e da ex-primeira-dama sobrepostos aos de macacos. A canção “The Lion Sleeps Tonight”, da trilha sonora de “O Rei Leão”, toca ao fundo quando o casal aparece. O conteúdo, compartilhado na Truth Social, na quinta-feira (5), foi gerado com ferramentas de inteligência artificial.

    O vídeo repete acusações falsas de que a empresa Dominion Voting Systems, fabricante de urnas eletrônicas nos EUA, ajudou a fraudar o pleito de 2020. Naquele ano, Joe Biden derrotou Trump na corrida pela Casa Branca.

    A fabricante, inclusive, processou a Fox News por difamação após a emissora divulgar afirmações de que as máquinas foram usadas para manipular o resultado das eleições. As empresas chegaram a um acordo judicial de US$ 787,5 milhões (R$ 3,9 bilhões) em 2023.

    O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, um dos principais opositores de Trump e potencial candidato democrata à Presidência em 2028, afirmou que o presidente teve “comportamento repugnante” ao compartilhar o vídeo racista. “Todo republicano deve denunciar isto. Agora”, publicou a conta do gabinete de Newsom na rede social X.

    Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Obama, também condenou o ato. “Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas enquanto o estudam como uma mancha em nossa história”, escreveu.

    Tim Scott, o único senador negro do Partido Republicano, criticou o vídeo. “É a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca.”
    Obama foi o único presidente negro na história dos EUA. O líder democrata, que não tem o costume de responder às provocações e aos ataques de seu opositor, não havia se pronunciado até a última atualização deste texto.

    Desde que retornou à Casa Branca no ano passado, Trump intensificou o uso de imagens geradas por IA, muitas vezes com conteúdos que ridicularizam seus críticos e opositores. O republicano utiliza publicações provocativas para mobilizar sua base conservadora.

    No ano passado, Trump publicou um vídeo gerado por IA que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval e aparecendo atrás das grades, vestindo um uniforme laranja, de detento. Na época, o democrata não reagiu à provocação.

    Trump também já publicou um vídeo produzido por IA de Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, com um bigode falso e um chapéu. O deputado, que é um homem negro, classificou a imagem de racista.

    Jeffries também se pronunciou nesta sexta sobre o vídeo do casal Obama. “Todo republicano deve denunciar imediatamente a repugnante intolerância de Donald Trump”, escreveu ele em um post no X, chamando o presidente de “indivíduo doente”.

    Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

  • Epstein se aproximou de autoridades russas e tentou marcar reunião com Putin, diz Washington Post

    Epstein se aproximou de autoridades russas e tentou marcar reunião com Putin, diz Washington Post

    Analisando documentos publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o Washington Post encontrou uma série de comunicações entre Epstein, além de tentativas por parte do financista de conseguir uma reunião com Putin.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O abusador e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein tinha contatos com altas autoridades do governo e empresários da Rússia, incluindo pessoas ligadas ao setor de inteligência do governo Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (6) uma reportagem do jornal americano The Washington Post.

    Analisando documentos publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o Washington Post encontrou uma série de comunicações entre Epstein, além de tentativas por parte do financista de conseguir uma reunião com Putin.

    O Kremlin disse que achar que Epstein tinha qualquer ligação com agências de espionagem do país é uma ideia estapafúrdia que “merece apenas o ridículo”. A Polônia disse que abriria uma investigação sobre as conexões russas do abusador.

    Ao longo dos anos 2010, arquivos mostram que Epstein levantou repetidamente junto ao ex-primeiro-ministro da Noruega Thorbjorn Jagland a possibilidade de um encontro com Putin. Não há provas de que essa reunião aconteceu.

    Em 2013, em conversas com o ex-premiê de Israel Ehud Barak, Epstein disse que foi convidado a um evento em São Petesburgo em que Putin estaria presente, mas disse ter recusado. “Se ele [Putin] quiser se encontrar comigo, vai precisar de tempo e privacidade”, afirmou o financista.

    No mesmo ano, Epstein escreveu a Jagland (hoje sob investigação por corrupção na Noruega): “Eu sei que você vai se encontrar com Putin no dia 20. Ele está desesperado para receber investimento ocidental no país dele, e eu tenho a solução”. E-mails parecidos foram trocados entre o abusador e o ex-primeiro-ministro de 2014 a 2018.

    Ao longo desse período, Epstein também teve uma relação próxima com Serguei Beliakov, vice-ministro para Desenvolvimento Econômico da Rússia e alto funcionário dos serviços de inteligência do Kremlin. Os dois se encontraram várias vezes nos EUA, sozinhos e na presença de outros bilionários americanos, como o magnata da tecnologia Peter Thiel.

    Epstein chegou a pedir ajuda de Beliakov com um suposto caso de chantagem. “Tem uma menina russa de Moscou tentando chantagear empresários poderosos em Nova York. É ruim para os negócios de todos os envolvidos. Sugestões?”

    Depois, Epstein disse que essa pessoa estava dizendo que “homens poderosos se aproveitam de mulheres como ela, etc”. Em resposta, Beliakov ofereceu ajuda, disse que se encontraria com uma pessoa que conhecia a mulher em questão e afirmou que ela era uma prostituta.

    Em 2016, quando Donald Trump foi eleito presidente, Beliakov escreveu para Epstein: “Parabéns pelo seu presidente”, ao que o financista retrucou: “divertido”.

    Epstein se aproximou de autoridades russas e tentou marcar reunião com Putin, diz Washington Post

  • Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

    Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

    Criança não é mais a mesma desde que tudo aconteceu, disse o pai. “Ele me liga quando acorda e diz: ‘Papai, papai’, então eu tenho que ir até ele”, afirmou Adrian em entrevista ao site Noticias Telemundo. Família retornou a Minneapolis no último sábado, depois que um juiz federal ordenou que fossem libertados enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Adrian Alexander Conejo Arias, pai do pequeno Liam Conejo Arias, de cinco anos, afirmou que o filho acorda chorando durante a noite, aterrorizado com a possibilidade de sua família ser separada novamente. Pai e filho ficaram mais de uma semana detidos pelo ICE.

    Criança não é mais a mesma desde que tudo aconteceu, disse o pai. “Ele me liga quando acorda e diz: ‘Papai, papai’, então eu tenho que ir até ele”, afirmou Adrian em entrevista ao site Noticias Telemundo. Família retornou a Minneapolis no último sábado, depois que um juiz federal ordenou que fossem libertados enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo.

    Liam está com febre e tosse desde que voltou para casa. Durante o período em que esteve preso junto com o filho, Adrian lembrou que passava grande parte do tempo tentando acalmar Liam. Ele disse que contava histórias para o filho e relembrava momentos felizes de passeios em família.

    Durante a detenção, a criança estava muito assustada e frequentemente perguntava o que tinham feito de errado. O pai não tinha muito o que dizer, por isso, contou ele, que apenas abraçava o filho e dizia que tudo ficaria bem.

    Questionado sobre como explicaria a Liam tudo o que aconteceu, Adrian disse que diria ao filho que ele se tornou um símbolo de esperança e mudança. “Ele foi a figura global que fez tudo isso para que as vozes das pessoas que exigem liberdade fossem ouvidas, especialmente as das crianças que ainda estão presas”, disse. “Eu diria a ele que ele foi muito corajoso e que tenho muito orgulho dele”.

    Família equatoriana foi libertada do Centro Residencial Familiar do Sul do Texas. Eles viajaram mais de 2.300 quilômetros de avião para voltar para casa, em Minneapolis. O caso virou mais um ponto de conflito nas políticas de imigração dos Estados Unidos durante o governo Trump.

    Liam foi detido com o pai, logo após voltar da pré-escola em 20 de janeiro. Ele usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha quando foi colocado sob custódia por um agente do ICE -no total, quatro alunos de escolas públicas de Minneapolis foram detidos.

    Outro adulto que vivia com os dois e estava presente no momento da detenção implorou aos agentes para que deixassem a criança ficar, sem sucesso. O relato foi dado por Zena Stenvik, superintendente da rede de Escolas Públicas de Columbia Heights.

    A porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, afirmou na ocasião da detenção que “o ICE não teve como alvo a criança”. Em comunicado, Tricia McLaughlin afirmou que os agentes estavam atrás do pai do menino e, que durante a prisão, Conejo Arias “fugiu a pé”. “Para a segurança da criança, um dos nossos agentes do ICE permaneceu com o menino”, enquanto os outros apreendiam o seu pai, acrescentou.

    Já a superintendente da rede escolar de Columbia Heights afirmou que a família de Liam segue os parâmetros legais dos EUA e “tem um processo de asilo ativo, sem ordem de deportação”. “Por que deter uma criança de 5 anos?”, questionou Stenvik. “Não me venham dizer que essa criança será classificada como criminosa ou violenta”.

    Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

  • Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

    Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

    Mangione será julgado por homicídio no estado de Nova York. Ao sair do tribunal hoje, Mangione disse: “Um mais um é igual a dois. Isso é dupla punição, segundo qualquer julgamento de bom senso”. Ele se declarou inocente de todas as acusações e enfrenta a possibilidade de prisão perpétua se for condenado pelas acusações.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O julgamento de Luigi Mangione, 27, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, será realizado no dia 8 de junho deste ano, segundo informou o tribunal estadual de Nova York nesta sexta-feira (6).

    Mangione será julgado por homicídio no estado de Nova York. Ao sair do tribunal hoje, Mangione disse: “Um mais um é igual a dois. Isso é dupla punição, segundo qualquer julgamento de bom senso”. Ele se declarou inocente de todas as acusações e enfrenta a possibilidade de prisão perpétua se for condenado pelas acusações.

    Justiça de Nova York marcou julgamento hoje durante audiência. Mangione participou acompanhado de seus advogados. O juiz da Suprema Corte do estado de Nova York, Gregory Carro, proferiu a decisão de realizar o julgamento estadual apesar dos apelos dos advogados de defesa de que não estavam preparados e que tinham um julgamento federal pendente, marcado para começar em abril. Carro, no entanto, disse aos advogados de Mangione para se prepararem para o julgamento estadual em junho.

    A data de início do julgamento, 8 de junho, é quase um mês anterior à data de 1º de julho solicitada pelos promotores. “Luigi Mangione está sendo colocado em uma posição terrível com dois processos diferentes. Não é da sua alçada atuar neste caso em meio a um processo federal que já está marcado para julgamento”, disse a advogada de defesa Karen Agnifilo.

    Luigi Mangione é acusado de assassinar Brian Thompson, 50, CEO da UnitedHealthCare, em 4 de dezembro de 2024. Ele foi preso cinco dias depois, na Pensilvânia.

    CEO estava em frente ao hotel Hilton de Midtown, onde uma conferência de investidores era realizada. Ele faria uma apresentação no evento, mas foi atingido pouco antes das 7h (9h, no horário de Brasília).

    Policiais tentaram reanimar Thompson e o levaram a um hospital, onde a morte foi confirmada. “Estamos profundamente tristes e chocados com o falecimento de nosso querido amigo e colega Brian Thompson, diretor-executivo da UnitedHealthcare”, disse a empresa em comunicado.

    Polícia acredita que o crime tivesse sido motivado por uma “fúria” de Luigi com a indústria de planos de saúde americana. Um manifesto que teria sido escrito por ele chamava os responsáveis pelos planos de “parasitas” e as balas usadas no crime tinham os termos “negar” e “atrasar”, em referência a táticas usadas pelas companhias para evitar pagar valores aos assegurados.

    Mesmo preso, Mangione conquistou seguidores como uma forma de protesto contra o sistema de planos de saúde nos EUA. Apoiadores, principalmente mulheres, têm marcado presença em sessões do judiciário sobre o caso. Alguns dos apoiadores trajam camisas com os dizeres “Libertem Luigi” ou levam placas em protesto.

    UnitedHealth Group faturou 100 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2024. A UnitedHealthcare, administrada pela vítima, é um braço da companhia que administra produtos de saúde, como Medicare e Medicaid, para pessoas idosas e de baixa renda, financiados pelos orçamentos estatais.

    Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

  • Entenda o que há nos arquivos do caso Epstein, as relações com Trump e nomes brasileiros

    Entenda o que há nos arquivos do caso Epstein, as relações com Trump e nomes brasileiros

    Entre os nomes citados estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de ex-chefes de Estado, membros da realeza britânica e empresários. Os arquivos reúnem milhões de páginas, imagens e mensagens divulgadas sem contexto pelo Departamento de Justiça americano

    (CBS NEWS) – A divulgação de uma nova leva de documentos do caso Jeffrey Epstein voltou a expor a dimensão das relações mantidas pelo financista e abusador com políticos, empresários e celebridades. Entre os nomes citados estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de ex-chefes de Estado, membros da realeza britânica e empresários. Os arquivos reúnem milhões de páginas, imagens e mensagens divulgadas sem contexto pelo Departamento de Justiça americano.

    Os documentos não trazem provas conclusivas de envolvimento criminal para a maioria dos citados, mas recolocam sob escrutínio laços pessoais e profissionais de Epstein -condenado por crimes sexuais e morto na prisão em 2019- e alimentam controvérsias sobre o uso político das revelações nos EUA, onde Trump nega irregularidades e pede que o país “vire a página” do escândalo.
    Veja abaixo os principais tópicos sobre o caso de Jeffrey Epstein.
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    QUEM É JEFFREY EPSTEIN?

    Jeffrey Epstein nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 20 de janeiro de 1953, e iniciou sua carreira como professor de matemática no colégio de elite Dalton School, em Manhattan, apesar de não possuir diploma universitário. Ele rapidamente ascendeu no mundo financeiro, atuando como consultor e gestor de fortunas de clientes bilionários.

    O QUE É O CASO JEFFREY EPSTEIN?

    O escândalo envolve uma vasta rede de exploração e tráfico sexual de menores que o financista Jeffrey Epstein, com a ajuda de sua ex-namorada Ghislaine Maxwell, supostamente operava. Epstein era acusado de pagar por atos sexuais com meninas adolescentes, de traficar dezenas de jovens, algumas com apenas 14 anos, e de forçá-las a prestar serviços sexuais em suas propriedades em Nova York, Flórida, Novo México e em sua ilha particular no Caribe -que posteriormente ficou conhecida como ilha Epstein.

    PELO QUE JEFFREY EPSTEIN JÁ FOI CONDENADO?

    Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por solicitação de prostituição de uma menor. Ele se declarou culpado em um tribunal estadual de duas acusações criminais, incluindo aliciamento de menor, em um acordo para evitar acusações federais que, mais tarde, levantaria suspeitas por supostamente ter sido leniente demais.

    QUAIS SÃO OS OUTROS SUPOSTOS CRIMES DE JEFFREY EPSTEIN?

    Além do crime pelo qual foi condenado, Epstein foi acusado de diversos outros. Em 2019, foi novamente preso e acusado de tráfico sexual e conspiração para traficar menores para fins sexuais.

    O QUE É A ‘LISTA DE EPSTEIN’?

    A “lista de Epstein” refere-se a um suposto arquivo ou registro que detalharia os clientes que teriam participado das atividades sexuais ilícitas do financista. Essa hipótese circulou amplamente nas redes sociais e foi impulsionada por aliados de Trump que prometeram divulgá-la caso chegassem ao poder.

    No entanto, o Departamento de Justiça e o FBI, sob o governo Trump, afirmaram que os arquivos sobre Epstein não continham evidências de uma “lista de clientes incriminadora” e que tal lista nunca existiu.

    COMO JEFFREY EPSTEIN MORREU?

    Epstein se suicidou em sua cela em uma prisão em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento pelas acusações de tráfico sexual. Embora médicos legistas tenham classificado a morte de suicídio, ela permaneceu envolvida em polêmica e é alvo de diversas teorias da conspiração que, sem provas, insinuam que ele teria sido assassinado para evitar que implicasse autoridades, celebridades e magnatas.

    QUEM SÃO OS BRASILEIROS CITADOS NOS DOCUMENTOS DE EPSTEIN?

    Diversos brasileiros são citados nos arquivos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além do osteopata Reinaldo Ávila da Silva, do arquiteto Arthur Casas e de mulheres brasileiras associadas à agência Ford Models. Lula é citado em emails em que Epstein afirma ter participado de uma ligação com Noam Chomsky quando o petista estava preso, versão negada pela Presidência. No caso de Bolsonaro, há mensagens entre Epstein e Steve Bannon sobre a eleição brasileira de 2018, sem indícios de contato direto com o ex-presidente. Reinaldo Ávila da Silva recebeu transferências de Epstein para custear estudos na área de osteopatia, segundo reportagens. Arthur Casas surge em trocas de mensagens sobre um possível projeto arquitetônico na ilha de Epstein, tendo realizado apenas uma visita técnica, segundo seu escritório. Já a Ford Models aparece em emails sobre negociações que a empresa afirma nunca terem existido. Ser citado nos documentos não implica envolvimento em crimes, e os materiais foram divulgados sem contexto.

    QUAIS AS RELAÇÕES DE EPSTEIN COM TRUMP?

    O novo lote de arquivos inclui trechos sobre Donald Trump, citado em documentos que incluem uma denúncia de abuso sexual contra uma menor de idade, supostamente ocorrido há mais de 30 anos em Nova Jersey, sem detalhes adicionais nem indicação de investigação posterior. Trump nega qualquer envolvimento em crimes, afirma não ter conhecimento das irregularidades cometidas por Epstein -de quem foi amigo por cerca de 15 anos- e diz que as acusações fazem parte de uma conspiração contra ele, defendendo que o país “vire a página” do escândalo. O presidente não responde formalmente por irregularidades ligadas ao caso.

    Ambos se conheceram na região de Palm Beach, na Flórida, onde tinham propriedades e, por isso, frequentavam jantares e festas em ambientes como a mansão de Epstein em Nova York e o clube de Trump Mar-a-Lago, na Flórida, além de viajarem em jatos particulares.

    Trump chegou a descrever o financista como um “cara incrível” e afirmou: “Ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são mais jovens”. A amizade terminou por volta de 2004, após um desentendimento relacionado a uma propriedade imobiliária, que ambos disputaram e o presidente conseguiu arrematar. Trump disse ter banido Epstein de seu resort devido a seu comportamento inadequado com a filha de um membro.

    Parte dos documentos publicados incluem trocas de mensagens entre Epstein, o escritor americano Michael Wolff e Ghislaine Maxwell. Nas mensagens, Epstein escreveu que Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que o atual presidente “sabia sobre as meninas” envolvidas em seu esquema, sem esclarecer o que quis dizer exatamente com a frase. O presidente também afirmou que o caso era uma armadilha orquestrada pelos democratas.

    O QUE OUTROS FAMOSOS COMO ELON MUSK, BILL GATES, BILL CLINTON E WOODY ALLEN TÊM A VER COM EPSTEIN?

    Elon Musk, Bill Gates e Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, são alguns dos nomes que aparecem relacionados a Epstein nos documentos do lote mais recente.

    Musk e Epstein teriam trocado mensagens combinando um encontro na Flórida ou no Caribe entre 2012 e 2014. Lutnick planejava uma visita à ilha do financista em 2012, embora tenha afirmado que cortou laços com Epstein em 2005.

    Emails publicados mostram que o financista, em 2013, afirmou que Gates mantinha relações sexuais extraconjugais e disse ter ajudado o bilionário a conseguir medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas”. A Fundação Gates classifica as acusações de “absolutamente absurdas e completamente falsas”.

    O ex-presidente democrata Bill Clinton apareceu em fotografias do primeiro lote disponibilizado pelo Departamento de Justiça, em 19 de dezembro. Pouco depois da liberação do segundo conjunto, em sua primeira manifestação sobre a divulgação dos arquivos de Epstein, Trump disse não gostar de ver publicadas as imagens que mostram Clinton e outras pessoas e classificou a exposição de “algo terrível”.

    Outras celebridades, como Mick Jagger, Michael Jackson, Diana Ross, e Chris Tucker são mencionadas em documentos ou aparecem em fotografias dos arquivos de Epstein. Não há, no entanto, evidências de que essas pessoas cometeram irregularidades ou tinham conhecimento sobre os crimes do financista.

    E O QUE OS NOVOS DOCUMENTOS DE EPSTEIN MOSTRAM SOBRE O EX-PRÍNCIPE ANDREW?

    Os arquivos incluem fotografias que parecem mostrar o ex-príncipe Andrew ajoelhado sobre uma mulher não identificada, totalmente vestida, deitada no chão. Os documentos também trazem emails de 2010 que indicam convites feitos por Epstein a Andrew, incluindo jantares com uma mulher russa de 26 anos, trocados após o financista já ter se declarado culpado por crimes sexuais. Andrew, filho da rainha Elizabeth 2ª e irmão do rei Charles 3º, sempre negou qualquer irregularidade e afirma não ter tido conhecimento dos crimes de Epstein.

     

    Entenda o que há nos arquivos do caso Epstein, as relações com Trump e nomes brasileiros

  • Prêmio Estrela do Atlântico destaca brasileiros que brilham na Europa

    Prêmio Estrela do Atlântico destaca brasileiros que brilham na Europa

    Criado por imigrantes, o evento chega à terceira edição no Porto e reúne influenciadores, empresários e personalidades brasileiras que se destacam no continente europeu, com votação popular recorde, apresentações musicais e forte engajamento da comunidade fora do país

    Um evento criado por brasileiros na Europa vem se consolidando como uma das principais vitrines da comunidade imigrante no continente. A terceira edição do Prêmio Estrela do Atlântico, marcada para 1º de março, no Porto, em Portugal, reforça esse protagonismo ao reunir influenciadores, empresários e personalidades que se destacam fora do Brasil.

    A cerimônia acontece no tradicional Teatro Sá da Bandeira e já registra forte procura por ingressos, além de recorde de participação popular nas votações online, que ultrapassaram 40 mil votos. A programação inclui apresentações musicais, entrega de troféus e momentos dedicados à valorização da cultura brasileira.

    Idealizado pelo empresário Higor Cerqueira, o prêmio surgiu com a proposta de reconhecer brasileiros que decidiram recomeçar a vida na Europa e conseguiram se destacar em áreas como comunicação, cultura, inovação, serviços e responsabilidade social. Para ele, a iniciativa vai além de uma premiação formal. “Não é fácil ser imigrante. O Estrela do Atlântico é uma forma de celebrar as conquistas de quem vem de fora, ocupa espaços relevantes e contribui ativamente para a sociedade onde vive”, afirma.

    A escolha de um dos teatros mais emblemáticos do Porto também carrega um significado simbólico. Segundo Cerqueira, o evento mostra que a comunidade brasileira está integrada à vida cultural portuguesa. “É dizer publicamente que os imigrantes não estão à margem, mas fazem parte do centro da sociedade, com voz e protagonismo”, destaca.

    Nesta edição, concorrem 112 influenciadores digitais brasileiros que vivem em diferentes países da Europa e somam mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Os nomes foram indicados pelo público por meio do site oficial do prêmio. Além deles, 24 empresários brasileiros também disputam troféus em categorias voltadas a negócios e empreendedorismo.

    O envolvimento do público transformou o prêmio em um assunto recorrente nas redes sociais e em grupos de brasileiros no exterior. Como parte dessa expansão, a organização prepara o lançamento de um podcast oficial, que vai mostrar os bastidores do evento, apresentar histórias dos indicados e revelar como a premiação é construída.

    Na edição anterior, cerca de 10 mil pessoas acompanharam a transmissão ao vivo pela internet, além da plateia com ingressos esgotados. Em 2026, a procura aumentou ainda mais: plateia e tribunas do teatro já estão lotadas, restando poucos lugares nos balcões.

    Inspirado em grandes eventos internacionais, o Estrela do Atlântico aposta em tapete vermelho, música ao vivo e intervenções artísticas que reforçam a identidade brasileira. Um coral formado por imigrantes voluntários participa da cerimônia, e o encerramento fica por conta da Batucada Radical, levando percussão e energia brasileira ao palco português.

    “Mais do que premiar pessoas, o Estrela do Atlântico é sobre reconhecimento coletivo. É mostrar que os brasileiros na Europa não apenas vivem lá, mas constroem, criam, empreendem e deixam sua marca”, resume Higor Cerqueira.

    Prêmio Estrela do Atlântico destaca brasileiros que brilham na Europa

  • Aniversário de luxo de menina gera polêmica com cobrança de ingresso

    Aniversário de luxo de menina gera polêmica com cobrança de ingresso

    A comemoração ocorreu em Liverpool, no Reino Unido, e contou com DJ, bailarinas e área VIP. O evento dividiu opiniões nas redes sociais, com críticas ao que foi visto como exagero e defesa do sucesso da aniversariante na internet

    Uma família britânica virou alvo de críticas nas redes sociais após organizar uma festa de aniversário considerada extravagante para a filha de 12 anos.

    A celebração marcou o aniversário de Lacey.m.xxx, adolescente que já acumula grande popularidade nas redes sociais. A comemoração chamou atenção pelo porte incomum, comparado por muitos a eventos voltados ao público adulto.

    A família alugou um espaço em Liverpool, no Reino Unido, contratou DJ, bailarinas e montou até uma área VIP exclusiva. Um vídeo publicado pela própria aniversariante em seu perfil no TikTok mostra a dimensão do evento, incluindo sua chegada ao local em um vestido rosa chamativo e em um carro de luxo.

    Para participar da festa, era necessário comprar um ingresso no valor de 38 libras, o equivalente a cerca de 48 euros. Segundo o jornal britânico The Mirror, a venda dos bilhetes teria rendido aproximadamente 54 mil libras à família, mais de 62 mil euros.

    A repercussão foi imediata. Parte do público criticou o que considerou excesso, tanto pelo padrão da festa quanto pela exposição da menor nas redes sociais. Algumas pessoas que estiveram no local relataram frustração por não conseguirem se aproximar da aniversariante, que permaneceu a maior parte do tempo na área VIP.

    Nas redes, os comentários se dividiram. “Alguém disse mimada?”, questionou uma internauta. Outro usuário ironizou a presença de seguranças no evento e perguntou se isso era realmente necessário.

    Por outro lado, fãs da jovem saíram em sua defesa. Muitos afirmaram admirar Lacey e destacaram que o sucesso nas redes sociais explica a grandiosidade da celebração, afirmando que o destaque alcançado pela adolescente não pode ser ignorado.

    Confira acima algumas das imagens da festa que agitou a noite britânica e conheça a sua protagonista.

    Aniversário de luxo de menina gera polêmica com cobrança de ingresso

  • Mulher fica presa em lava-jato e se desespera após falha no sistema; veja

    Mulher fica presa em lava-jato e se desespera após falha no sistema; veja

    Motorista registrou em vídeo momentos de tensão ao ficar retida por quase uma hora dentro de um centro de lavagem de carros em Waynesboro, na Pensilvânia, até ser resgatada pela polícia após o acionamento de emergência falhar.

    O que deveria ser uma parada rápida para lavar o carro acabou se transformando em momentos de tensão para uma norte-americana que ficou presa dentro de um lava-jato automático nos Estados Unidos.

    Felicia Sullivan contou a experiência em um vídeo publicado nas redes sociais após ficar retida dentro de um centro de lavagem de veículos em Waynesboro, no estado da Pensilvânia. A mulher estava dentro do carro quando o sistema apresentou uma falha, as máquinas pararam repentinamente e a água deixou de ser liberada.

    Nas imagens gravadas por ela mesma, é possível ver o nervosismo crescente. Felicia tenta abrir os portões do local, sem sucesso, e relata o tempo em que ficou presa. “Estou aqui presa há cerca de 20 minutos”, diz no vídeo, acrescentando que tentou contato com todos os números disponíveis do estabelecimento, mas “ninguém atende”.

    @fox4newsdallasfortworth

    A woman found herself locked in a car wash in Waynesboro, Pennsylvania, for almost an hour on January 22, after the system malfunctioned and the doors remained resolutely shut. The claustrophobic mishap was recorded by Felicia Sullivan, who told Storyful that she documented the incident in case her car was damaged or she was hurt “while stuck in there.” The footage shows Sullivan repeatedly pressing emergency buttons and banging on the doors, to no effect. Sullivan said that she tried everything to get out before resorting to calling the police, who came to the rescue 45 minutes later. “The owner gave me a bunch of gift cards after the police freed me from the car wash,” she said. Talking about the owner of the car wash, Sullivan added, “I was not upset with him at all in any way. Sometimes things happen, but no harm came from my experience.”

    original sound – Fox4News

    Segundo o relato, ela bateu em portas, acionou um botão de emergência existente no local e tentou diferentes formas de sair, sem qualquer resultado. “Já tentei de tudo”, afirmou.

    Diante da situação, Felicia decidiu ligar para a polícia. Cerca de 45 minutos depois, um agente chegou ao local acompanhado do proprietário do lava-jato, e os portões foram finalmente abertos.

    Após o resgate, a motorista afirmou que não ficou irritada com o dono do estabelecimento. “Não fiquei chateada com ele de forma alguma. Às vezes as coisas acontecem, mas ninguém se machucou”, disse. O proprietário ofereceu cartões-presente como forma de compensação pelo ocorrido.

    Ainda abalada e querendo sair dali o mais rápido possível, Felicia contou que ouviu uma sugestão inusitada. Como o carro estava coberto de sabão já seco, ela foi orientada a fazer um novo ciclo de lavagem. A recomendação foi ignorada, já que, naquele momento, o nervosismo falou mais alto.

    O episódio terminou sem feridos ou danos materiais, e o vídeo do incidente acabou viralizando nas redes sociais. Veja acima!

    Mulher fica presa em lava-jato e se desespera após falha no sistema; veja

  • Fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia eleva risco global; entenda

    Fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia eleva risco global; entenda

    Especialistas alertam que o colapso do Novo START deixa as duas maiores potências nucleares sem limites formais para seus arsenais e pode abrir caminho para uma escalada perigosa envolvendo também a China

    A expiração do último tratado nuclear em vigor entre os Estados Unidos e a Rússia, nesta quinta-feira (5), reacendeu temores sobre uma nova corrida armamentista e o aumento do risco de conflito entre superpotências, segundo especialistas ouvidos pela CNN.

    O fim do tratado Novo START deixa, pela primeira vez em décadas, as duas maiores potências nucleares do mundo sem limites formais para seus arsenais estratégicos. Para Thomas Countryman, ex-subsecretário interino de Estado dos EUA para controle de armas, o maior risco é que incidentes previsíveis ou não acabem escalando rapidamente para um conflito nuclear, afirmou à CNN.

    Em vigor desde 2011, o Novo START limitava cada país a 1.550 ogivas nucleares implantadas e impunha restrições a mísseis balísticos intercontinentais, armas lançadas por submarinos e bombardeiros estratégicos. O acordo foi prorrogado em 2021 até fevereiro de 2026, mas não podia ser estendido novamente nos mesmos termos.

    Críticos do tratado, entre eles o presidente Donald Trump, afirmam que o pacto se tornou obsoleto por não incluir a China, que vem ampliando rapidamente seu arsenal nuclear. Um relatório do Pentágono de 2022 estima que Pequim pode alcançar cerca de 1.500 ogivas até 2035. Trump declarou ao The New York Times que, se o tratado expirasse, os Estados Unidos buscariam “um acordo melhor”.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou essa posição ao afirmar que um novo modelo de controle de armas precisa incluir a China. “O presidente tem sido claro de que, para haver um verdadeiro controle de armas no século 21, é impossível fazer algo que não inclua a China, devido ao seu vasto e crescente arsenal”, disse Rubio.

    Do lado russo, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que não recebeu respostas da administração Trump e declarou que Moscou já não se considera vinculada às obrigações centrais do tratado. Especialistas alertam que a Rússia está mais preparada do que os EUA para ampliar rapidamente seu arsenal, segundo Rose Gottemoeller, ex-negociadora-chefe americana do Novo START, também em entrevista à CNN.

    Para Daryl Kimball, diretor executivo da Arms Control Association, o fim do acordo pode abrir um período de forte instabilidade global. “Podemos ver uma perigosa corrida armamentista tripla”, afirmou. Segundo ele, o colapso do Novo START, em meio a uma postura mais agressiva dos EUA em relação a tratados internacionais, pode marcar “o início de uma nova corrida armamentista desenfreada entre Estados Unidos, Rússia e China, com alto custo para todos os países”.
     
     

     

    Fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia eleva risco global; entenda

  • General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato

    General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato

    Tenente-general do Ministério da Defesa foi atingido por vários disparos e levado a um hospital da capital russa. Ataque ocorreu em meio a negociações sobre a guerra na Ucrânia e reforça a sequência de atentados contra altos oficiais desde 2022

    Um general russo foi levado a um hospital após ser baleado “várias vezes” em uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada desta sexta-feira, em Moscou, informou o Comitê de Investigação da Rússia.

    Segundo a agência estatal TASS, a porta-voz do comitê, Svetlana Petrenko, afirmou que a vítima é Vladimir Stepanovich Alekseyev, tenente-general do Ministério da Defesa da Federação Russa.

    De acordo com a investigação preliminar, um suspeito ainda não identificado efetuou vários disparos contra o militar dentro de um prédio residencial na região da Volokolamskoe Shosse, em Moscou, e fugiu em seguida. Alekseyev foi socorrido e permanece internado em um hospital da capital.

    As autoridades russas abriram um processo criminal pelos crimes de tentativa de homicídio e tráfico ilegal de armas de fogo.

    Alekseyev, de 64 anos, ganhou destaque por sua atuação em operações classificadas como secretas na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 contra grupos jihadistas e em apoio ao regime de Bashar al-Assad.

    O general é considerado braço direito de Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar russa, conhecida como GRU. Kostyukov liderou recentemente a delegação de Moscou nas negociações com Kyiv, realizadas em Abu Dhabi, com mediação dos Estados Unidos, para discutir o conflito na Ucrânia.

    Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, ao menos quatro generais russos foram mortos em ataques. O caso mais recente foi o de Fanil Sarvarov, chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, que morreu no fim de dezembro em Moscou após a explosão de um carro-bomba.

    Outro episódio de grande repercussão envolveu o tenente-general Igor Kirilov, então responsável pela defesa radiológica, química e biológica, assassinado em dezembro de 2024 em um ataque com explosivos em frente à sua residência.

    Em abril de 2025, morreu também o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe de operações do Estado-Maior, em um atentado com explosivo colocado em um automóvel. As autoridades russas atribuíram o ataque aos serviços de inteligência ucranianos.

    Já em novembro de 2024, o capitão Valery Trankovski, vice-comandante de uma brigada da Frota do Mar Negro, morreu na Crimeia após a explosão de seu carro em Sebastopol. O atentado foi reivindicado por serviços de inteligência da Ucrânia.

    Em outro incidente, o major-general Yuri Afanasyevsky, ex-chefe da alfândega no Donbass, e seu filho ficaram gravemente feridos quando um artefato explosivo escondido em um telefone celular detonou dentro de sua casa, ataque também atribuído por Moscou a Kyiv.

    O suposto atentado contra Alekseyev ocorreu um dia após o encerramento de uma rodada de negociações entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos em Abu Dhabi. Segundo autoridades ucranianas, as delegações concordaram em informar suas capitais e manter o diálogo trilateral nas próximas semanas.

    A segunda rodada de negociações diretas entre Kyiv e Moscou, mediada pelos Estados Unidos na capital dos Emirados Árabes Unidos, terminou sem avanços concretos nos principais pontos de divergência. Assim como em encontros anteriores realizados na Turquia em 2025, o principal resultado foi a troca de 314 prisioneiros de guerra.

    Apesar disso, o conselheiro do Kremlin Kirill Dmitriev avaliou que houve progressos e avanços positivos nas conversas. Ele também voltou a criticar o que chamou de setores belicistas na Europa e no Reino Unido, que, segundo ele, tentariam sabotar as negociações, informou a TASS.
     
     

     

    General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato