Categoria: MUNDO

  • Europa depende dos EUA e nada fará se Trump invadir Groenlândia, diz analista

    Europa depende dos EUA e nada fará se Trump invadir Groenlândia, diz analista

    Especialista afirma que o continente não reagiria a uma eventual ação militar dos Estados Unidos na Groenlândia, diante da forte dependência europeia da presença militar americana e do temor de ficar vulnerável a ameaças externas, especialmente da Rússia

    (CBS NEWS) Depois de semanas de pressão e ameaças tarifárias com o objetivo de anexar a Groenlândia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no último dia 21 que havia chegado a um acordo com a Otan, a aliança militar ocidental, a respeito da ilha no Oceano Ártico.

    Quase 20 dias depois, no entanto, os detalhes do acordo ainda não são conhecidos. Enquanto isso, líderes como o presidente da França, Emmanuel Macron, o premiê da Alemanha, Friedrich Merz, e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, passaram a realizar encontros com o objetivo de demonstrar apoio à soberania dinamarquesa, país que controla a Groenlândia.

    Ao mesmo tempo, Trump, que esteve envolvido em uma disputa acirrada com a oposição para aprovar o orçamento do governo, parece ter deixado o tema de lado, ao menos por enquanto. O republicano tem concentrado suas publicações nas redes sociais e declarações à imprensa em assuntos como movimentações militares contra o Irã, negociações com a Venezuela e novas acusações infundadas de que teria sido o verdadeiro vencedor das eleições de 2020.

    Na quarta-feira (4), a União Europeia decidiu retomar as tratativas para implementar o acordo comercial com os Estados Unidos, que haviam sido suspensas após a investida de Trump contra a Groenlândia. O movimento foi interpretado como um sinal de arrefecimento das tensões.

    Mudar de assunto, porém, não é uma opção para os países europeus. Discussões sobre a melhor estratégia para dissuadir o presidente da maior potência militar do mundo de invadir e ocupar a Groenlândia seguem intensas nos centros de poder em Londres, Paris, Berlim e Copenhague. Isso ocorre porque, segundo o analista militar Carlo Masala, caso a invasão se concretize, a Europa não reagirá.

    “Trump descartou isso em Davos, mas, se imaginarmos que ele conquiste a Groenlândia militarmente, não acredito que a Europa fará algo”, afirma Masala, diretor do Centro de Inteligência da Universidade das Forças Armadas alemãs, em Munique. Questionado sobre os cerca de 70 mil soldados americanos estacionados em bases no continente, o analista avalia que é pouco provável que sua presença seja contestada, mesmo em um cenário extremo de invasão.

    “Ninguém quer se envolver em uma guerra contra os Estados Unidos. Se acordos de posicionamento de tropas forem encerrados e a Europa forçar uma retirada completa dos americanos do continente, haverá um problema. Não estamos preparados para nos defender sozinhos diante de uma invasão russa a um país europeu”, diz.

    Atualmente, cerca de 70 mil soldados dos EUA estão distribuídos em bases pelo continente europeu, sendo aproximadamente 35 mil na Alemanha. Essa presença é um legado da ocupação militar após o fim da Segunda Guerra Mundial e do período da Guerra Fria. Os Estados Unidos também mantêm armas nucleares em países como Holanda, Itália e Alemanha.

    Segundo Masala, esse cenário ajuda a explicar a estratégia adotada por Berlim. O governo alemão, liderado por Friedrich Merz, tem evitado críticas mais duras a Washington e conduz o que críticos classificam como uma política de apaziguamento.

    “Enquanto Trump estiver no poder, acredito que a Alemanha e outros países tentarão conquistá-lo, convencê-lo a mudar de rumo. Aceitar exigências, acomodar, talvez não completamente, mas sempre tentar acomodar. Por trás disso está o temor de que, sem os americanos, a Europa fique indefesa”, afirma o analista, acrescentando que essa condição não será superada antes de cinco ou seis anos.

    Para Masala, no entanto, a eficácia dessa estratégia chegou ao fim com a pressão aberta dos Estados Unidos para anexar a Groenlândia.

    “Já está claro que não é possível mudar a posição de Trump por um período significativo. É possível fazê-lo temporariamente, mas não há garantia de que ele mantenha uma opinião diferente sobre determinado assunto daqui a duas semanas”, diz. “Por isso, acredito que seja necessário reconhecer que a estratégia de apaziguamento chegou ao limite e que será preciso adotar uma linguagem mais clara contra os Estados Unidos.”

    Ao mesmo tempo, segundo o analista, existem forças dentro da Casa Branca interessadas em enfraquecer as lideranças europeias com o objetivo de desmantelar a União Europeia. “A UE é uma pedra no sapato de Trump, porque é muito mais fácil negociar com Estados individuais do que com um bloco que representa 500 milhões de pessoas”, afirma.

    Esse objetivo também explicaria a preferência de Washington por partidos de ultradireita e extrema direita na Europa, como a AfD, na Alemanha, a Reunião Nacional de Marine Le Pen, na França, e o Reform UK, de Nigel Farage, no Reino Unido. “Esses partidos são hostis à União Europeia. Se chegarem ao poder, tentarão enfraquecer o bloco, o que é de enorme interesse para o governo Trump.”

    Masala avalia, porém, que essas forças políticas enfrentam agora uma situação mais delicada após a campanha de Trump em torno da Groenlândia. “Eles percebem que grande parte da população europeia passou a se posicionar contra o governo do republicano. E não querem perder esses eleitores, por isso ensaiam um distanciamento de Trump”, diz.

    Questionado sobre as ações intervencionistas de Washington em relação à Europa e à América Latina, o pesquisador aponta uma diferença central. “Os Estados Unidos veem a América Latina como seu quintal e a Europa como irrelevante. De repente, fala-se em Hemisfério Ocidental, em esfera de influência direta dos EUA. A Europa, por sua vez, precisa se virar sozinha. As duas posições são ruins para os continentes envolvidos.”

    Europa depende dos EUA e nada fará se Trump invadir Groenlândia, diz analista

  • Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

    Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

    Empresa japonesa anunciou que o reator seis da central de Kashiwazaki-Kariwa deve ser reiniciado nos próximos dias, com início das operações comerciais em março. A retomada ocorre após inspeções adicionais e anos de paralisação desde o acidente de Fukushima

    A elétrica japonesa TEPCO informou nesta sexta-feira (6) que pretende reiniciar na próxima segunda-feira (9) o reator número seis da central de Kashiwazaki-Kariwa, a maior usina nuclear do mundo em capacidade instalada. A previsão é iniciar as operações comerciais em 18 de março, com cerca de um mês de atraso em relação ao cronograma inicial.

    Durante entrevista coletiva realizada no próprio complexo, o gerente da central, Takeyuki Inagaki, afirmou que todos os componentes do reator passaram por inspeções minuciosas antes da decisão de retomada das atividades.

    Em 22 de janeiro, a empresa havia interrompido o funcionamento do reator seis após um alarme ser acionado no sistema de monitoramento das barras de controle, logo após a reativação da unidade. Segundo a TEPCO, a falha foi causada por uma configuração incorreta do sistema de alarme.

    Com o problema identificado, a companhia planeja retomar o reator de forma gradual, aumentando progressivamente a geração de energia até alcançar a operação comercial em 18 de março, cerca de três semanas depois do previsto inicialmente.

    O vice-porta-voz do governo japonês, Kei Sato, afirmou que pediu à empresa para garantir a segurança do processo e manter autoridades locais e moradores informados sobre cada etapa da reativação. Segundo ele, a retomada deve ocorrer com prioridade absoluta à segurança.

    A paralisação do reator ocorreu um dia depois de a TEPCO ter reiniciado a central, encerrada havia 15 anos após o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, também sob responsabilidade da empresa.

    Em dezembro, a assembleia da província de Niigata, onde está localizada a central de Kashiwazaki-Kariwa, aprovou a reativação da unidade, após o aval do regulador nuclear nacional para religar dois dos sete reatores do complexo.

    Os reatores seis e sete haviam passado pelas revisões técnicas necessárias ainda em 2017, mas a usina permaneceu inativa por falhas relacionadas à segurança contra ataques terroristas. As medidas corretivas foram finalmente aprovadas em dezembro de 2023 e, desde então, a TEPCO vem cumprindo os trâmites para colocar ambas as unidades em funcionamento.

    Com capacidade superior a 8.000 megawatts, a central é considerada estratégica para o fornecimento de energia da empresa e está alinhada à política energética do governo japonês, liderado por Sanae Takaichi, que busca reforçar o uso da energia nuclear como parte da meta de redução das emissões de carbono.

    Esta é a primeira reativação de uma central nuclear operada pela TEPCO desde o desastre de Fukushima, provocado pelo grande terremoto e pelo tsunami que atingiram o leste do Japão em 2011.
     
     

     

    Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

  • Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

    Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

    Espécie pouco observada pode alcançar até 11 metros de comprimento e foi registrada a 250 metros de profundidade por cientistas do Schmidt Ocean Institute durante missão científica que percorreu toda a costa da Argentina, do litoral de Buenos Aires à Terra do Fogo

    Uma água-viva gigante raramente observada foi registrada em vídeo por cientistas durante uma expedição em águas profundas na costa da Argentina. O animal pode atingir até 11 metros de comprimento e pertence à espécie Stygiomedusa gigantea.

    O registro foi feito a cerca de 250 metros de profundidade por pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, a bordo do navio de pesquisa R/V Falkor, no Atlântico Sul. Segundo comunicado divulgado pelo instituto, a expedição científica percorreu toda a extensão do litoral argentino, de Buenos Aires até áreas próximas à Terra do Fogo.

    A água-viva foi avistada enquanto os cientistas analisavam a parede do cânion submarino Colorado-Rawson. Considerada uma das maiores espécies do mundo, ela possui uma campânula que pode chegar a um metro de diâmetro e braços que se estendem por vários metros, com comprimento comparável ao de um ônibus escolar.

    Apesar do tamanho impressionante, a chamada medusa fantasma raramente é vista por humanos, com pouco mais de 100 avistamentos confirmados em todo o planeta. “Não esperávamos encontrar esse nível de biodiversidade no mar profundo argentino e ficamos muito entusiasmados ao ver essas áreas tão ricas em vida”, afirmou a cientista-chefe da expedição, María Emilia Bravo, da Universidade de Buenos Aires e do CONICET.

    A diretora-executiva do Schmidt Ocean Institute, Jyotika Virmani, destacou que cada missão amplia o conhecimento sobre os oceanos. Segundo ela, o mar profundo concentra uma diversidade de vida comparável, ou até superior, à observada em terra firme, já que os oceanos reúnem cerca de 98% do espaço habitável do planeta.

    Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

  • EUA fazem novo ataque no Pacífico e matam dois em barco suspeito

    EUA fazem novo ataque no Pacífico e matam dois em barco suspeito

    Ação ocorreu perto da costa da Colômbia contra uma embarcação apontada como ligada ao tráfico de drogas. Segundo os militares norte-americanos, o ataque integra a Operação Lança do Sul, alvo de críticas internacionais por possível violação do direito internacional

    Os Estados Unidos realizaram nesta quinta-feira (5) mais um ataque no Oceano Pacífico contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas, matando duas pessoas, informou o Exército norte-americano. A ação ocorreu em águas próximas à costa da Colômbia, segundo o Comando Militar dos EUA para a América Latina e o Caribe.

    O Comando Sul dos Estados Unidos divulgou um vídeo nas redes sociais que mostra a embarcação em movimento antes de ser atingida e explodir em chamas. Na nota oficial, o comando confirmou a morte de duas pessoas, classificadas como “narcoterroristas”.

    De acordo com os militares, o barco navegava por rotas conhecidas do tráfico de drogas no Pacífico Oriental e estava diretamente envolvido em operações de transporte de entorpecentes.

    O anúncio do ataque foi feito poucas horas depois de o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmar que “alguns dos principais traficantes ligados a cartéis” da região teriam decidido suspender indefinidamente suas atividades em razão dos recentes ataques “cinéticos e altamente eficazes” realizados no Caribe.

    Na terça-feira, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, esteve em Washington para uma visita oficial, na qual se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após semanas de trocas públicas de críticas e ameaças entre os dois governos.

    Com a ofensiva mais recente, ao menos 128 pessoas foram mortas e 37 embarcações destruídas desde setembro, quando teve início a chamada Operação Lança do Sul, campanha militar dos EUA voltada a barcos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. Este foi o segundo ataque registrado em 2026, depois de uma ação semelhante em 23 de janeiro, também no Pacífico.

    A administração Trump já realizou mais de 30 ataques desde o início da operação, mas nunca apresentou provas públicas de que as embarcações atingidas estivessem, de fato, ligadas ao tráfico. O presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos vivem um “conflito armado” com cartéis na América Latina e defende os bombardeios como uma escalada necessária para conter o fluxo de drogas.

    A legalidade da campanha tem sido alvo de intenso debate internacional e dentro dos próprios Estados Unidos. Especialistas e representantes da Organização das Nações Unidas classificaram as ações como execuções extrajudiciais e violações graves das leis dos conflitos armados.

    Na semana passada, familiares de dois cidadãos de Trindade e Tobago mortos em um ataque contra uma embarcação em outubro processaram o governo federal dos EUA, descrevendo a ação como crime de guerra e parte de uma campanha militar “sem precedentes e manifestamente ilegal”.

    Este é o primeiro processo judicial tornado público relacionado à ofensiva e pode colocar à prova a base jurídica utilizada por Washington para justificar os ataques. A campanha, iniciada no mar do Caribe, antecedeu a intervenção militar de 3 de janeiro, quando forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro em Caracas e o transferiram para uma prisão federal em Nova York.

    EUA fazem novo ataque no Pacífico e matam dois em barco suspeito

  • Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real

    Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real

    O ministro da Defesa afirmou que exercícios e incursões chinesas se repetem com frequência ao redor da ilha, combinando pressão militar e cibernética. Segundo ele, a estratégia busca normalizar a ameaça, enquanto Taiwan acelera compras de armamentos dos Estados Unidos.

    O ministro da Defesa de Taiwan alertou nesta sexta-feira (6) que a repetição de exercícios militares da China ao redor da ilha pode anestesiar a percepção de risco da população, embora a ameaça seja, segundo ele, imediata e concreta.

    Em declarações à agência estatal CNA, Wellington Koo Li-hsiung afirmou que Pequim intensificou as chamadas “patrulhas de aplicação da lei” nas ilhas periféricas e nas proximidades da linha média do Estreito de Taiwan, numa tentativa de criar a falsa impressão de que a região integra águas territoriais chinesas.

    Segundo o ministro, a pressão não se limita ao plano militar. Autoridades chinesas também recorrem a ciberataques e intrusões digitais, combinando instrumentos políticos, econômicos, militares e psicológicos para conduzir uma estratégia de “guerra cognitiva” contra Taiwan.

    “A repetição constante dessas ações nos preocupa porque pode adormecer as defesas psicológicas da sociedade. Na prática, a ameaça do adversário é urgente e real”, afirmou Koo.

    Dados oficiais indicam um avanço significativo das incursões chinesas. Em 2025, aeronaves principais e de apoio do Exército chinês cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan e ingressaram na Zona de Identificação de Defesa Aérea taiwanesa em 3.764 ocasiões, ante 3.066 no ano anterior, alta de cerca de 23%. No mesmo período, navios de guerra entraram na área em 2.640 oportunidades, frente a 2.475 em 2024, crescimento aproximado de 7%.

    Koo também destacou que a capacidade produtiva vinculada às compras de armamentos dos Estados Unidos vem se recuperando gradualmente. Washington, acrescentou, passou a conceder a Taipé o mesmo tratamento dado aos países do chamado NATO Plus, o que deve acelerar procedimentos administrativos e reduzir prazos de notificação ao Congresso norte-americano. O grupo reúne os principais aliados dos EUA fora da Aliança Atlântica, como Japão, Austrália, Coreia do Sul, Israel e Nova Zelândia.

    Caso o orçamento geral do governo seja aprovado sem entraves, o ministro afirmou que os tanques M1A2T poderão ser entregues integralmente ainda neste ano. Sistemas HIMARS, mísseis Harpoon, munições Switchblade 300 e drones Altius 600 e MQ-9B devem chegar em lotes ao longo do exercício.

    As declarações ocorrem dois dias após uma conversa telefônica entre os presidentes dos Estados Unidos e da China. Na ocasião, Xi Jinping advertiu Donald Trump a tratar com “máxima prudência” a venda de armas à ilha autogovernada.

    No fim de 2025, Taipé anunciou um orçamento especial de Defesa de 1,25 trilhão de dólares taiwaneses, cerca de 33,4 bilhões de euros, para o período de 2026 a 2033, destinado principalmente à aquisição de equipamentos militares dos Estados Unidos. A proposta segue bloqueada no Parlamento pelos partidos de oposição Kuomintang e Partido Popular de Taiwan, que detêm uma maioria estreita de cadeiras.
     

    Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real

  • Clima Extremo: Impactos diários já batem à nossa porta

    Clima Extremo: Impactos diários já batem à nossa porta

    Já parou para pensar como isso te afeta diretamente?

    Muitas vezes descartamos as mudanças climáticas como um problema quase abstrato, uma questão remota que não nos afetará diretamente e nem impactará nossas vidas diárias. Em nossas mentes, o aumento de um grau na temperatura global, ou o derretimento das calotas polares, é uma preocupação para ambientalistas excessivamente cautelosos. Mas e quando se trata do aumento do nível do mar ou a seca prolongada? Bem, isso é um problema para outra pessoa, certo? Só que não.

    O impacto das alterações climáticas e do aquecimento global está atingindo duramente a humanidade, além de ter graves implicações para o mundo natural, especialmente para os já frágeis ecossistemas da Terra. Mas você já parou para pensar como descreveria as consequências desse fenômeno assustador na nossa vida cotidiana?

    Clima Extremo: Impactos diários já batem à nossa porta

  • Lei da anistia na Venezuela deve incluir acusados de 'traição à pátria' e cancelar alertas da Interpol

    Lei da anistia na Venezuela deve incluir acusados de 'traição à pátria' e cancelar alertas da Interpol

    Além disso, concederia clemência imediata a presos por participarem de protestos políticos e criticarem figuras públicas, devolveria os bens dos detidos e cancelaria alertas da Interpol e outras medidas internacionais, permitindo que retornem ao país.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Parlamento da Venezuela começou a debater, nesta quinta-feira (5), um projeto lei de anistia que abrangeria os acusados de “traição à pátria”, “terrorismo” e “incitação ao ódio”, normalmente imputadas a presos políticos.

    Além disso, concederia clemência imediata a presos por participarem de protestos políticos e criticarem figuras públicas, devolveria os bens dos detidos e cancelaria alertas da Interpol e outras medidas internacionais, permitindo que retornem ao país.

    As informações são das agências de notícias AFP e Reuters, que afirmam ter visto uma cópia do projeto.

    O texto exclui “violações de direitos humanos” e “crimes contra a humanidade”, mas inclui “infrações” cometidas por juízes, promotores e outros funcionários.

    Delcy Rodríguez, líder interina do país, anunciou no fim de janeiro a proposta de anistia para centenas de prisioneiros no país, além da pretensão de transformar o célebre presídio Helicoide, em Caracas, em um centro para esportes e serviços sociais.

    “Que a lei sirva para curar as feridas deixadas pelo confronto político, pela violência e pelo extremismo. Que restaure a justiça em nosso país e restabeleça a convivência pacífica entre os venezuelanos”, disse Delcy.

    Abrangendo casos de 1999 até 2026, ou seja, todo o período chavista, a proposta afetará centenas de detidos e ex-prisioneiros libertados condicionalmente.

    Desde a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ativistas presos estão aos poucos sendo libertados. Entre eles, Rocío San Miguel, presa em fevereiro de 2024, e Enrique Márquez, no início de 2025.

    A primeira foi detida após ser acusada pelo regime chavista de colaborar com planos para assassinar Maduro. O segundo foi sequestrado depois de se opor ao ditador nas eleições presidenciais de 2024, em pleito questionado por órgãos internacionais.

    Em 3 de janeiro, o governo de Donald Trump capturou o ditador venezuelano e levou-o a Nova York para indiciá-lo por acusações de terrorismo e associação com o narcotráfico. Maduro nega as acusações.

    Políticos da oposição, membros dissidentes das forças de segurança, jornalistas e ativistas de direitos humanos foram alvos frequentes de acusações -as quais, segundo eles, teriam motivação política- como terrorismo e traição.

    Famílias e defensores de direitos humanos exigem há tempos que as condenações consideradas injustas por eles sejam retiradas.
    Segundo o regime venezuelano, mais de 600 pessoas já foram libertadas. Não foram divulgados, no entanto, listas oficiais de nomes a serem soltos nem um cronograma claro para as solturas.

    Lei da anistia na Venezuela deve incluir acusados de 'traição à pátria' e cancelar alertas da Interpol

  • México retoma emissão de visto eletrônico para brasileiros

    México retoma emissão de visto eletrônico para brasileiros

    Esta mudança é valida apenas para vistos de visitante -não se aplica à autorização para trabalhar ou estudar no país- e para a entrada por via aérea, inclusive em casos de conexão. Viajantes que ingressarem por via terrestre ou marítima precisarão solicitar o visto físico

    MATEUS MARTINEZ
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Nesta quinta-feira (5), o governo do México retomou a emissão de visto eletrônico para brasileiros que desejam visitar o país. Desde 2022, o país havia suspendido essa modalidade.

    Esta mudança é valida apenas para vistos de visitante -não se aplica à autorização para trabalhar ou estudar no país- e para a entrada por via aérea, inclusive em casos de conexão. Viajantes que ingressarem por via terrestre ou marítima precisarão solicitar o visto físico

    Diferente da versão física, o visto eletrônico pode ser solicitado pela internet, no site do governo mexicano, sem necessidade de comparecer à embaixada. No entanto, ele é válido só para uma única entrada no país. Caso o viajante deseje retornar, será necessário solicitar um novo visto.

    O visto físico contínua em vigor, sendo válido por 180 dias podendo chegar a até 10 anos.

    Aqueles têm um passaporte ou visto válido do Canadá, Estados Unidos, Reino Unido ou do Espaço Schengen (zona de livre circulação da União Europeia) não precisam solicitar visto mexicano.

    México retoma emissão de visto eletrônico para brasileiros

  • Negociações sobre Guerra da Ucrânia seguem travadas

    Negociações sobre Guerra da Ucrânia seguem travadas

    Elas aconteceram na quarta-feira (4) e nesta quinta (5) em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos. Foi a segunda etapa de reuniões neste formato, que nunca haviam acontecido antes, e as diferenças continuam.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O segundo dia da nova rodada de negociações diretas entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia sobre a guerra iniciada pela invasão do vizinho por Vladimir Putin em 2022 não trouxe avanços significativos. Pontos cruciais seguem travando as conversas.

    Elas aconteceram na quarta-feira (4) e nesta quinta (5) em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos. Foi a segunda etapa de reuniões neste formato, que nunca haviam acontecido antes, e as diferenças continuam.
    Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de uma pessoa próxima do Kremlin, os temas centrais encalacrados seguem os mesmos: Kiev não quer fazer nenhuma concessão territorial e Moscou rejeita que a paz seja garantida por uma força ocidental em solo ucraniano.

    Há diversos outros itens contenciosos, como por exemplo o controle da usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa, que está inoperante desde que os russos a tomaram no início da invasão. Vladimir Putin quer a unidade para si, aceitando supervisão americana, e Volodimir Zelenski não abre mão da central.

    O negociador-chefe americano, Steve Witkoff, buscou previsivelmente destacar no que chamou de “conversas produtivas” e numa modesta troca de prisioneiros de guerra, 157 de cada lado, como resultado das conversas.

    Mas foi um integrante graúdo do governo de Donald Trump, o secretário Scott Bessent (Tesouro), que indicou o mal-estar na administração americana com a falta de avanços. E ele mirou Putin, usualmente com quem o presidente dos EUA se alinha.

    Falando a jornalistas em Washington, Bessent reafirmou que considera Putin um criminoso de guerra e que a invasão da Ucrânia foi ilegal. Por outro lado, disse que novas sanções contra a indústria energética russa só serão avaliadas após a conclusão das negociações tripartites.

    Elas continuarão “nas próximas semanas”, afirmou por sua vez Witkoff. O negociador é visto em Moscou como um relativo aliado, mas com pouca compreensão do tema sobre o qual trata. Amigo de Trump egresso do mercado imobiliário, ele não tem treinamento diplomático.

    O único avanço de fato obtido em Abu Dhabi foi às margens do tema Ucrânia, com o estabelecimento de uma comissão militar de alto nível entre EUA e Rússia, o primeiro sinal de aproximação prática entre as potências nucleares desde o início da guerra.

    Na mesma faixa de frequência, foram iniciadas negociações para estender informalmente por um ano o último tratado de controle de armas atômicas entre os países, que expirou nesta quinta.

    Negociações sobre Guerra da Ucrânia seguem travadas

  • "Ocupado" em Caracas ou detido nos EUA: Onde está Saab, aliado de Maduro?

    "Ocupado" em Caracas ou detido nos EUA: Onde está Saab, aliado de Maduro?

    Alex Saab é conhecido como o testa de ferro de Nicolás Maduro e, semanas depois de ter sido demitido do governo interino de Delcy Rodríguez, terá sido detido numa operação conjunta entre os EUA e a Venezuela. Apesar de autoridades norte-americanos falarem da sua extradição, o advogado nega a detenção.

    O advogado de Alex Saab, considerado um testa de ferro de Nicolás Maduro, negou que seu cliente tenha sido preso na quarta-feira, em Caracas, em uma suposta operação conjunta entre Venezuela e Estados Unidos.

    “Estive com ele esta manhã, está tranquilo em Caracas”, afirmou o advogado Luigi Giuliano, segundo o jornal colombiano El Espectador, ainda na quarta-feira.

    Ao jornal El Tiempo, também da Colômbia, a equipe de advogados de Saab reforçou que ele estava calmo e “seguro”. O grupo acrescentou: “Alex Saab está muito ocupado com a comissão para a libertação de Maduro e [Cilia] Flores.”

    A declaração veio após diversas publicações internacionais, incluindo a agência Reuters, informarem que Saab, ex-ministro de Maduro, teria sido detido e poderia ser extraditado para os EUA.

    Saab tem 54 anos, nasceu na Colômbia e é empresário. Ele também colaborou com o governo de Hugo Chávez, que liderou o país antes de Maduro.

    O que se sabe? Como teria ocorrido a operação (ainda não confirmada)

    Mais de 24 horas depois da suposta ação conjunta entre Washington e Caracas, não houve confirmação oficial da colaboração por parte dos governos envolvidos: nem por Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, nem por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

    A informação começou com a Rádio Caracol, da Colômbia, que noticiou que a captura teria ocorrido de madrugada, por volta das 2h, e que o FBI teria participado. A emissora disse que forças venezuelanas estariam com Saab sob controle. Embora a rádio não tenha revelado suas fontes, a Reuters publicou notícia semelhante horas depois, citando um oficial norte-americano e informando que a extradição do ex-ministro poderia acontecer nos próximos dias.

    O mesmo funcionário destacou a importância da cooperação entre EUA e Venezuela e afirmou que, na mesma operação, Raúl Gorrín, dono da emissora venezuelana Globovisión, também teria sido preso.

    Quem é Alex Saab, apontado como testa de ferro de Maduro?

    Saab nasceu na Colômbia, mas também tem nacionalidade venezuelana. Além de aliado de Maduro, ficou conhecido por sua atuação no setor empresarial. Ele estreitou vínculos com o governo venezuelano ainda nos últimos anos de Hugo Chávez.

    Não seria a primeira vez que Saab foi detido. Em 2020, ele foi preso em Cabo Verde por acusações de suborno. Passou três anos sob custódia de Washington, mas depois fez um acordo para ser libertado e voltar à Venezuela, em uma negociação que envolveu a soltura de norte-americanos presos no país.

    Na época, autoridades dos EUA o acusaram de desviar cerca de 250 milhões de dólares da Venezuela por meio de um esquema ligado ao controle estatal de câmbio. Saab sempre negou as acusações de lavagem de dinheiro, alegando imunidade diplomática. Defensores do regime de Maduro afirmavam que as acusações eram políticas e chamavam o caso de “sequestro”.

    Ao retornar, ele foi recebido como herói nacional e nomeado ministro da Indústria, cargo que ocupou até janeiro deste ano. A nomeação foi criticada pela oposição venezuelana e por analistas internacionais, que lembravam o histórico do empresário nos EUA.

    A suposta prisão desta quarta-feira acontece pouco mais de um mês após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em 3 de janeiro. O ex-presidente está atualmente em uma prisão no Brooklyn, em Nova York, acusado, entre outros crimes, de narcoterrorismo.

    Depois de se declarar inocente no fim de janeiro, a próxima audiência está marcada para 17 de março. Sua esposa, a ex-congressista Cilia Flores, também está presa nos EUA, tendo sido levada junto com Maduro.

    Desde essa captura, Delcy Rodríguez assumiu o governo venezuelano de forma interina e vem se aproximando das autoridades norte-americanas. Donald Trump já elogiou seu trabalho, afirmando inclusive que ela estaria cooperando com os Estados Unidos.

    "Ocupado" em Caracas ou detido nos EUA: Onde está Saab, aliado de Maduro?