Categoria: MUNDO

  • Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

    Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

    Presidente dos EUA classificou como “totalmente inaceitável” a proposta iraniana para encerrar o conflito, elevando a tensão nas negociações; troca de ataques e movimentação militar no Golfo mantêm cenário instável e ampliam incertezas sobre um possível acordo de paz

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo (10) a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio, o que aumenta as incertezas sobre as negociações por um acordo de paz.

    “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei -TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, com as habituais maiúsculas, sem informar detalhes sobre o conteúdo.

    Mais cedo, a agência estatal iraniana Irna havia informado que Teerã enviou aos EUA uma resposta pelo Paquistão, que atua como mediador nas negociações. Segundo a imprensa local, o Irã propôs o encerramento imediato da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, a suspensão do bloqueio naval imposto pelas forças americanas, garantias de que não haveria mais ataques, e o fim das sanções econômicas, incluindo as restrições de Washington à venda de petróleo do país persa.

    O jornal The Wall Street Journal informou, com base em autoridades não identificadas, que o Irã também propôs diluir parte de seu urânio enriquecido e transferir o restante para um terceiro país. Teerã ainda teria exigido compensação pelos danos causados na guerra.

    A proposta inicial dos EUA, por sua vez, previa a interrupção dos combates antes da abertura de negociações sobre temas mais sensíveis, entre eles o fim do programa nuclear iraniano, o que Teerã rejeita.

    As negociações ocorreram num contexto de pressão sobre Donald Trump para conter a crise no Oriente Médio antes de sua viagem à China, prevista para esta semana. O republicano deve chegar na quinta-feira (14) ao país asiático, onde irá se reunir com o líder Xi Jinping. No encontro, o americano deve pressionar o chinês para ajudar a conter a guerra no Oriente Médio.

    Os EUA enfrentam dificuldades para ampliar apoio externo. Países da Otan, a aliança militar ocidental, rejeitaram pedidos de Washington para enviar navios e ajudar na reabertura do estreito de Hormuz sem que haja antes um acordo de paz abrangente.

    Apesar de um cessar-fogo parcial no conflito, que já dura um mês, drones foram detectados neste domingo sobre diversos países do Golfo, evidenciando que a tensão regional permanece alta.

    Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado dois drones vindos do Irã. O Qatar informou que um cargueiro vindo de Abu Dhabi foi atingido por um drone em suas águas territoriais. Já o Kuwait divulgou ter acionado suas defesas aéreas contra aeronaves não identificadas que entraram em seu espaço aéreo.

    Ainda assim, o navio operado pela empresa QatarEnergy atravessou o estreito de Hormuz em segurança e navegava em direção ao Porto Qasim, no Paquistão, segundo dados da empresa de análise marítima Kpler. Foi o primeiro navio qatariano transportando gás natural liquefeito a cruzar a rota desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.

    Segundo autoridades ouvidas pela imprensa local, a travessia foi autorizada pelo regime iraniano como um gesto para fortalecer a confiança com o Paquistão e o Qatar, outro mediador das negociações.

    O conflito já provocou instabilidade nos mercados de energia e ampliou temores sobre os impactos na economia global, além de causar milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.

    Ainda neste domingo, foi publicada uma entrevista de Trump à jornalista Sharyl Attkisson. Na conversa, gravada na semana passada, o presidente afirmou que levaria apenas duas semanas para atacar “todos os alvos restantes” no Irã e declarou que a república islâmica já estava “militarmente derrotada”.

    Segundo Trump, os EUA já teriam atingido cerca de 70% dos alvos considerados prioritários, embora ainda existam outros pontos que poderiam ser atacados.

    Já o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou em entrevista ao programa “60 Minutes”, da CBS News, também exibida neste domingo, que a guerra contra o Irã ainda “não terminou”.

    Segundo Netanyahu, o Irã ainda mantém material nuclear enriquecido que precisaria ser removido, além de instalações de enriquecimento que, segundo ele, deveriam ser desmanteladas. O premiê israelense acrescentou que Trump compartilha posição semelhante.

    O estreito de Hormuz tornou-se um dos principais focos de tensão da guerra. Antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, a passagem concentrava cerca de 20% do comércio global de petróleo. Desde o início dos confrontos, o Irã restringiu fortemente a circulação de embarcações estrangeiras.

    Também neste domingo, a agência semioficial Tasnim informou que um navio graneleiro de bandeira panamenha, com destino ao Brasil, conseguiu passar pela via marítima após utilizar uma rota designada pelas Forças Armadas iranianas.

     

    Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

  • Dos acenos à escolta ao hospital: Passageiros já estão fora de Tenerife

    Dos acenos à escolta ao hospital: Passageiros já estão fora de Tenerife

    Alguns passageiros já embarcaram em aviões até os países de origem e há aqueles que já deram entrada no hospital, como é o caso dos espanhóis, que vão cumprir quarentena numa unidade de Madrid.

    A operação de desembarque e repatriação dos passageiros do MV Hondius já acontece há algumas horas e deve ser interrompida no fim da tarde deste domingo, sendo retomada na segunda-feira. Vários aviões já decolaram, e os 14 espanhóis já chegaram inclusive ao Hospital Gómez Ulla, em Madri, onde irão cumprir quarentena.

    Na tarde deste domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a operação deve continuar até as 19h de segunda-feira.

    As imagens também mostram a escolta realizada entre o aeroporto de Madri e o Hospital Gómez Ulla.

    Vale destacar que algumas dezenas de tripulantes permanecerão no MV Hondius e seguirão rumo aos Países Baixos, país de origem da embarcação. Entre eles está um cidadão português que optou por não ir para Portugal, já que não mora no país, escolhendo seguir viagem para os Países Baixos.

    Dos acenos à escolta ao hospital: Passageiros já estão fora de Tenerife

  • Irã envia resposta à proposta dos EUA para encerrar guerra, diz agência

    Irã envia resposta à proposta dos EUA para encerrar guerra, diz agência

    A resposta se concentra em acabar com a guerra e na segurança do Golfo e no Estreito de Hormuz. A agência de notícias não divulgou detalhes do conteúdo da resposta iraniana.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Irã enviou neste domingo (10) sua resposta à mais recente proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra, por meio de mediadores paquistaneses, informou a agência estatal iraniana IRNA.

    A resposta se concentra em acabar com a guerra e na segurança do Golfo e no Estreito de Hormuz. A agência de notícias não divulgou detalhes do conteúdo da resposta iraniana.

    O presidente do Irã declarou que o país “não se curvará diante dos inimigos”. “Se houver menção a diálogo ou negociação, isso não significa rendição ou recuo. Pelo contrário, o objetivo é a realização dos direitos da nação iraniana e a defesa vigorosa dos interesses nacionais”, escreveu no X, na manhã deste domingo.

    Estados Unidos e Irã trabalham com mediadores paquistaneses na elaboração de um memorando de entendimento de 14 pontos. O documento, de uma página, estabeleceria os parâmetros para um mês de conversas visando o fim da guerra, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo The Wall Street Journal.

    A proposta americana busca encerrar a guerra. Segundo a IRNA, a resposta iraniana foi enviada ao Paquistão, responsável por mediar as negociações entre Washington e Teerã.

    Trump afirmou que aguardava até sexta-feira (8) a resposta do Irã. A declaração foi dita em meio a acusações do Irã de quebra, por parte dos Estados Unidos, do frágil cessar-fogo com os iranianos. “Supostamente vou receber uma carta esta noite, então veremos o que acontece”, disse o presidente dos EUA aos jornalistas, em frente à Casa Branca.

    CESSAR-FOGO FRÁGIL

    O presidente dos EUA anunciou em 7 de abril um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Em publicação na Truth Social, Trump informou que os ataques haviam sido suspensos e a trégua, começado imediatamente. A declaração ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermediava as conversas.

    Irã também aceitou a proposta do Paquistão e os dois países se encontraram pessoalmente para debater a paz permanente. A reunião aconteceu em Islamabade em 21 de abril, mas acabou sem acordo após mais de 20 horas.
    Trump ampliou de forma unilateral um cessar-fogo de duas semanas na terça-feira, dia final da trégua provisória. O objetivo é dar mais tempo para que os negociadores tentem um acordo no Paquistão. Mas as repetidas tentativas de uma nova reunião entre os dois países não avançaram desde então.

    O norte-americano tem batido na tecla de que o Irã precisa desistir do seu projeto nuclear para as negociações avançarem. Nesta semana, o líder supremo iraniano fez um pronunciamento informando que os cidadãos vão se empenhar em proteger as suas capacidades nucleares.

    Um dos objetivos centrais dos ataques militares contra o Irã era garantir que Teerã não desenvolvesse uma arma nuclear, segundo o republicano. A Agência Internacional de Energia Atômica não conseguiu verificar o paradeiro de cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60% e avalia que o estoque total de urânio altamente enriquecido poderia ser suficiente para dez bombas, caso fosse enriquecido ainda mais.

    O Irã nega buscar armas nucleares. O embaixador do Irã na França, Mohammad Amin Nejad, disse que o programa nuclear iraniano “era pacífico”. “Estava sob inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica, e não havia nenhuma dúvida. Entre 2015 e 2018, houve 15 relatórios confirmando o caráter pacífico das instalações nucleares iranianas.” E concluiu: “Nunca tivemos a intenção de ter a bomba atômica.”

    Irã envia resposta à proposta dos EUA para encerrar guerra, diz agência

  • Casal é detido após tentar fazer sexo em poltrona durante a voo Argentina

    Casal é detido após tentar fazer sexo em poltrona durante a voo Argentina

    O caso aconteceu no voo CM 836, que pousou na madrugada desta terça-feira no aeroporto de Rosário. Segundo informações do jornal argentino La Nacion, o homem tem 55 anos e a mulher 60.

    Um casal foi detido após causar tumulto durante um voo da Copa Airlines que saiu da Cidade do Panamá com destino a Rosário, na Argentina. Os passageiros foram denunciados por outros viajantes depois de supostamente tentarem manter relações sexuais em seus assentos durante a viagem.

    O caso aconteceu no voo CM 836, que pousou na madrugada desta terça-feira no aeroporto de Rosário. Segundo informações do jornal argentino La Nacion, o homem tem 55 anos e a mulher 60. De acordo com os relatos, os dois estavam seminus no momento em que chamaram a atenção dos demais passageiros, provocando desconforto dentro da aeronave.

    Ainda conforme o jornal, a tripulação decidiu registrar uma queixa por exibicionismo contra o casal. A chefe de cabine teria comunicado o episódio ao supervisor do voo após receber diversas reclamações de pessoas que acompanhavam a situação durante a viagem.

    Antes mesmo do pouso, as autoridades acionaram o Ministério Público de Rosário. Seguindo o protocolo estabelecido para esse tipo de ocorrência, os dois passageiros foram encaminhados à delegacia responsável pela área do aeroporto internacional localizado no bairro de Fisherton, onde passaram pelos procedimentos legais.

    Embora o código aeronáutico argentino não tenha uma proibição específica sobre relações sexuais dentro de aeronaves, a conduta pode ser interpretada como violação das normas de comportamento dos passageiros e também como interferência na autoridade do comandante responsável por manter a ordem e a segurança do voo.

    Além das medidas tomadas pelas autoridades locais, a companhia aérea também pode aplicar sanções administrativas aos envolvidos. Entre as punições possíveis estão advertências internas e até mesmo a proibição de embarque em futuros voos da empresa.

    O episódio relembrou outros casos parecidos registrados recentemente na Europa. Em 2025, um casal britânico teria causado problemas em um voo da EasyJet entre Londres e Alicante, na Espanha. Segundo passageiros, os dois estavam alcoolizados e chegaram a afirmar que fariam parte do “mile high club”, expressão em inglês usada para quem mantém relações sexuais durante voos.

    Na ocasião, os passageiros relataram desconforto após a dupla se trancar no banheiro da aeronave. Uma comissária tentou contato, mas não obteve resposta, levando ao acionamento das autoridades do aeroporto de Alicante.

    Outro episódio semelhante ocorreu em 2023, também envolvendo a EasyJet. Segundo o La Nacion, integrantes da tripulação flagraram um casal dentro do banheiro da aeronave, e os envolvidos acabaram detidos após o desembarque.

    Casal é detido após tentar fazer sexo em poltrona durante a voo Argentina

  • Hantavírus: As imagens da operação "inédita" no cruzeiro em Tenerife

    Hantavírus: As imagens da operação "inédita" no cruzeiro em Tenerife

    Está em curso a operação de retirada de mais de 100 passageiros de um navio afetado por um surto de hantavírus, que já matou três pessoas e infectou pelo menos seis. As imagens do momento são reveladoras do que se passa no local e lembram a pandemia da Covid-19.

    O governo da Espanha descreveu a situação como “inédita” e “sem precedentes” — e é exatamente isso que mostram as imagens registradas neste domingo, 10 de maio, no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias.

    A operação de retirada dos passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de Hantavírus que já matou três pessoas e infectou pelo menos seis, já começou e deve continuar até amanhã, segunda-feira, 11 de maio.

    A operação de desembarque e repatriação das mais de 100 pessoas que estão a bordo do navio começou por volta das 9h30 (horário local e de Lisboa).

    O primeiro grupo de pessoas, todas usando máscaras e roupas completas de proteção sanitária, foi retirado do MV Hondius em uma lancha que se aproximou do cruzeiro e levou os passageiros até o cais do porto industrial de Granadilla, na ilha de Tenerife.

    Horas antes, por volta das 7h45 no horário local, já após o navio atracar no porto, uma equipe médica do serviço de Saúde Exterior do governo espanhol havia embarcado para testar todos os passageiros. O órgão tem como missão “organizar e garantir a prestação de assistência sanitária” a pessoas em trânsito internacional pela Espanha.

    Somente após a avaliação dessa equipe médica o primeiro grupo de passageiros pôde deixar o navio.

    Depois da travessia em pequenas embarcações até o porto de Granadilla, os passageiros embarcaram em um ônibus com destino ao aeroporto de Tenerife.

    Em seguida, um avião irá transportá-los até Madri, onde deverão cumprir quarentena no Hospital Gómez Ulla.

    Até o momento, apenas passageiros espanhóis deixaram o navio, mas em breve também serão retirados os passageiros que serão repatriados para os Países Baixos, entre eles um português.

    Apesar das imagens vindas de Tenerife lembrarem o que o mundo viveu durante a pandemia de COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já garantiu várias vezes que não se trata de uma situação semelhante.

    Hantavírus: As imagens da operação "inédita" no cruzeiro em Tenerife

  • Putin afirma que o conflito na Ucrânia está "chegando ao fim"

    Putin afirma que o conflito na Ucrânia está "chegando ao fim"

    Sobre um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o presidente russo afirmou que isso só será possível depois de estar firmado um acordo de paz duradouro.

     
    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acredita que o conflito na Ucrânia está próximo do fim e criticou os países ocidentais pelo apoio dado a Kyiv.

    “Acho que essa questão está chegando ao fim”, afirmou Putin a jornalistas após a Rússia realizar o desfile do Dia da Vitória mais discreto dos últimos anos.

    A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 desencadeou a pior crise nas relações entre Moscou e o Ocidente desde a Crise dos Mísseis de Cuba, quando muitos acreditavam que o mundo estava à beira de uma guerra nuclear.

    Sobre o apoio ocidental à Ucrânia, Putin afirmou que “começaram a intensificar o confronto com a Rússia, que continua até hoje”.

    “Acho que isso está chegando ao fim, mas a situação continua grave”, destacou.

    Questionado sobre a possibilidade de dialogar com líderes europeus, o presidente russo disse que sua preferência seria o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder.

    “Para mim, pessoalmente, o ex-chanceler da República Federal da Alemanha, Sr. Schröder, é preferível”, respondeu Putin, acrescentando que um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky poderá acontecer em um terceiro país, mas apenas após a assinatura de um acordo de paz duradouro.

    “Seria possível nos reunirmos em um terceiro país, mas somente se houver um acordo definitivo sobre um tratado de paz, que deve ser elaborado com uma perspectiva de longo prazo”, declarou à imprensa, segundo a agência russa TASS.

    Não é a primeira vez que Gerhard Schröder é citado em possíveis negociações para encerrar a guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia.

    Em agosto de 2022, Schröder visitou Moscou e, após o encontro, afirmou que a Rússia queria uma “solução negociada” para o conflito.

    “A boa notícia é que o Kremlin quer uma solução negociada”, declarou na ocasião, em entrevista à revista Stern, confirmando que havia se reunido com Vladimir Putin dias antes.

    O ex-chanceler alemão foi duramente criticado pelo Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) devido aos seus laços com Putin, que ele afirma não ter motivos para romper.

    Putin também comentou sobre a troca de prisioneiros anunciada na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que a Rússia ainda não recebeu nenhuma proposta da Ucrânia.

    “Esperamos que a parte ucraniana responda à proposta feita pelo presidente dos Estados Unidos. Infelizmente, até hoje não recebemos nenhuma proposta”, afirmou.

    Nenhum líder internacional participou do desfile do Dia da Vitória.

    O ministro da Defesa russo, Andréi Beloúsov, foi o responsável por comandar a parada, que coincidiu com o quinto ano da guerra na Ucrânia.

    Como manda a tradição, Beloúsov subiu ao palanque para informar ao comandante supremo das Forças Armadas, Vladimir Putin, que as tropas estavam prontas para iniciar a marcha, realizada sem armamento pesado pela primeira vez desde 2007, devido ao que o Kremlin classificou como ameaça terrorista ucraniana.

    O desfile, marcado pela ausência de equipamentos militares e com duração de 45 minutos, acabou sendo favorecido de última hora pela entrada em vigor de uma trégua de três dias anunciada na véspera pelo presidente dos Estados Unidos.

    Nos dias anteriores, pairavam ameaças de ataques de drones ucranianos para atrapalhar as cerimônias que celebram a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, além de possíveis ataques russos em represália contra o centro de Kyiv.

    O desfile aconteceu sob forte esquema de segurança.

    Putin afirma que o conflito na Ucrânia está "chegando ao fim"

  • Hantavírus: Começa desembarque de ocupantes de cruzeiro nas Canárias

    Hantavírus: Começa desembarque de ocupantes de cruzeiro nas Canárias

    A operação nas ilhas Canárias para desembarcar e repatriar mais de 100 pessoas que estão no navio onde houve um surto de hantavírus começou neste domingo (10), por volta das 05h30 (horário de Brasília).

    O primeiro grupo de pessoas, todas usando máscaras e roupas completas de proteção sanitária, foi retirado do navio em uma lancha que se aproximou do cruzeiro MV Hondius e levado até o cais do porto industrial de Granadilla, na ilha de Tenerife, no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias.

    O navio, que esteve em quarentena em Cabo Verde, chegou de madrugada às Ilhas Canárias e está ancorado no porto de Granadilla. Há 147 pessoas a bordo, entre passageiros, tripulantes e equipes médicas da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC, na sigla em inglês), segundo a empresa Oceandrive, dona do cruzeiro.

    Depois que o navio atracou dentro do porto, uma equipe médica do serviço Saúde Exterior do governo espanhol embarcou por volta das 7h45 no horário local. O órgão é responsável por “organizar e garantir a prestação de assistência sanitária” a pessoas em trânsito internacional pela Espanha.

    Após a avaliação médica, o primeiro grupo de ocupantes do MV Hondius deixou a embarcação.

    A previsão é de que mais de 100 pessoas desembarquem em Tenerife e sejam repatriadas a partir do aeroporto da ilha em voos organizados por vários países e pela União Europeia.

    A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, explicou que o primeiro grupo a deixar o navio e seguir do aeroporto é composto por cidadãos espanhóis — 14 pessoas — que serão levadas para um hospital militar em Madri.

    O último voo de repatriação está previsto para segunda-feira à tarde, com destino à Austrália, transportando seis pessoas de diferentes nacionalidades, informou a ministra.

    Pelo menos 30 tripulantes deverão permanecer no navio, que deve seguir viagem na segunda-feira rumo aos Países Baixos, país onde está registrada a propriedade do MV Hondius e de onde é o armador.

    O desembarque e a repatriação estão sendo realizados em áreas isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Aeroporto Tenerife Sul, sem qualquer contato com a população local.

    Também está isolado o trajeto de cerca de 10 quilômetros entre o porto e o aeroporto.

    O transporte nesse percurso é feito em veículos militares.

    O protocolo definido estabelece que passageiros e tripulantes só deixam o navio quando o avião de repatriação já está preparado para decolar, sendo levados diretamente até a pista do aeroporto.

    A operação está sendo coordenada pela Espanha, pelos Países Baixos, pela Organização Mundial da Saúde e pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças.

    A Organização Mundial da Saúde confirmou até agora seis casos de hantavírus entre oito suspeitos de infecção em pessoas que viajaram no navio. Três pessoas morreram, e nenhum dos pacientes confirmados ou suspeitos permanece a bordo.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde e o governo espanhol, nenhuma das pessoas atualmente no navio apresenta sintomas da doença.

    A embarcação viajava da Argentina para Cabo Verde, cruzando o Atlântico Sul, e gerou um alerta sanitário internacional no último fim de semana.

    O hantavírus normalmente é transmitido por roedores infectados. A variante detectada no navio, o hantavírus Andes, é rara e pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

    A Organização Mundial da Saúde considera que o risco atual do hantavírus para a saúde pública é baixo.

    Hantavírus: Começa desembarque de ocupantes de cruzeiro nas Canárias

  • Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

    Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

    Teerã afirmou hoje que estabeleceu um “novo sistema jurídico e de segurança” no estreito de Ormuz e advertiu que os países que aplicarem as sanções dos Estados Unidos contra a República Islâmica enfrentarão dificuldades para transitar por aquela via marítima.

    A partir de agora, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a Irã enfrentarão, sem dúvida, problemas ao atravessar o Estreito de Ormuz”, declarou o porta-voz do Exército iraniano, o general de brigada Mohammad Akraminia, em entrevista à agência IRNA.

    Akraminia afirmou que o Irã exerce agora um controle “fundamental e estratégico” sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo.

    Segundo o porta-voz, a nova situação pode gerar efeitos econômicos, políticos e de segurança, além de contribuir para neutralizar as sanções secundárias dos Estados Unidos e parte das sanções primárias.

    “Hoje exercemos soberania sobre o Estreito de Ormuz e qualquer embarcação que queira atravessá-lo deverá se coordenar conosco”, afirmou.

    O militar também garantiu que, até agora, o Irã não havia utilizado plenamente o potencial geopolítico do estreito e permitia a passagem tanto de aliados quanto de adversários.

    No entanto, afirmou que o conflito levou Teerã a explorar essa capacidade estratégica e a redefinir o controle sobre a rota marítima, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    O Irã impôs restrições à passagem de navios e petroleiros desde os primeiros dias da guerra com Israel e os Estados Unidos, iniciada em 28 de fevereiro, o que fez os preços do petróleo ultrapassarem os 100 dólares.

    Washington, por sua vez, respondeu com um bloqueio naval a portos e embarcações iranianas desde 13 de abril, pressionando o país a assinar um acordo de paz, que até o momento não foi alcançado. A Casa Branca segue aguardando uma resposta do Irã à sua proposta mais recente.

    As partes chegaram inclusive a trocar ataques na quinta e na sexta-feira, apesar do cessar-fogo firmado em 8 de abril continuar oficialmente em vigor.

    Os Estados Unidos informaram que bombardearam instalações militares na costa iraniana em resposta a ataques contra seus navios no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirmou ter lançado os mísseis após um petroleiro iraniano ter sido atacado anteriormente.

    Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

  • Pedestre morre atropelado por avião no aeroporto de Denver; há 12 feridos

    Pedestre morre atropelado por avião no aeroporto de Denver; há 12 feridos

    Vítima entrou no perímetro de segurança do aeroporto e atravessou a pista, acabando por morrer ao ser atingido por um avião que se preparava para decolar. No interior da aeronave, vários passageiros relataram ferimentos.

    Um pedestre morreu na noite passada no Aeroporto Internacional de Denver, no estado norte-americano do Colorado, após ser atropelado por um avião comercial na pista enquanto a aeronave se preparava para decolar. O incidente, que já está sendo investigado, também deixou 12 feridos.

    Em uma nota divulgada nas redes sociais, as autoridades aeroportuárias informaram que, por volta das 23h19 no horário local, o voo 4345 da Frontier Airlines comunicou à torre de controle que havia atropelado um pedestre durante a decolagem. O avião, que fazia a rota de Denver para o Aeroporto Internacional de Los Angeles, na Califórnia, transportava 224 passageiros e sete tripulantes.

    Ainda segundo informações do aeroporto, o pedestre entrou na área de segurança e acabou sendo atingido dois minutos depois, enquanto atravessava a pista. A vítima, que não teve a identidade divulgada e que não seria funcionária do aeroporto, morreu no local.

    Os pilotos abortaram a decolagem.

    Doze pessoas que estavam dentro da aeronave relataram ferimentos leves, e cinco delas foram encaminhadas a hospitais da região. Na tarde desta sexta-feira, a pista onde ocorreu o atropelamento continuava interditada enquanto as investigações prosseguiam. A expectativa é de que seja reaberta nas próximas horas.

    “Estamos extremamente tristes com este incidente e expressamos nossas condolências aos envolvidos”, diz ainda a nota.”

    Os passageiros que seguiam no avião da Frontier Airlines foram retirados por meio de escorregas e foram levados de ônibus até o terminal.

    Pedestre morre atropelado por avião no aeroporto de Denver; há 12 feridos

  • Drone marítimo com explosivos é encontrado em gruta na Grécia; vídeo

    Drone marítimo com explosivos é encontrado em gruta na Grécia; vídeo

    Um drone com explosivos foi encontrado por pescadores numa ilha da Grécia. Após pescadores terem avistado a embarcação não tripulada, numa gruta, as autoridades foram chamadas e o dispositivo desarmado. Veja abaixo as imagens.

    Segundo fontes próximas à investigação ouvidas pela Reuters, o barco não tripulado seria de origem ucraniana.

    Outra fonte afirmou à agência de notícias que a pequena embarcação estava carregada de explosivos, algo que ainda não foi confirmado pelo exército grego, acionado para investigar o ocorrido.

    Especialistas começaram imediatamente a desmontar a embarcação com a ajuda de mergulhadores. O equipamento foi levado pelo exército, e as forças de segurança agora tentam identificar as características do veículo, assim como entender qual seria o seu objetivo.

    Também está sendo investigado se esse drone marítimo teria como alvo petroleiros russos e se existe a possibilidade de ele ter perdido o sinal e acabado na costa grega.

    Já uma fonte ligada às autoridades marítimas afirmou, segundo a Sky News, que a embarcação poderia fazer parte de um carregamento desse tipo de equipamento.

    A Sky News também destaca que esse tipo de drone marítimo é amplamente utilizado por Kyiv contra embarcações russas. Rússia também desenvolveu veículos semelhantes.

    Drone marítimo com explosivos é encontrado em gruta na Grécia; vídeo