Categoria: MUNDO

  • Soldado dado como morto liga para a família três anos após o funeral

    Soldado dado como morto liga para a família três anos após o funeral

    Após desaparecer na guerra da Ucrânia e ter o corpo dado como identificado, militar surpreendeu parentes ao entrar em contato após ser libertado em uma troca de prisioneiros, reacendendo a esperança da família e levantando dúvidas sobre a identificação feita anos antes

    A família de um soldado ucraniano viveu um choque emocional ao receber, após anos de luto, uma ligação telefônica inesperada: do próprio homem que acreditavam estar morto. O contato revelou que Nazar Daletskyi, dado como morto desde 2022, está vivo e foi libertado recentemente após uma troca de prisioneiros.

    Daletskyi desapareceu em maio de 2022, poucos meses depois do início da invasão russa à Ucrânia. Aos 42 anos, ele se alistou logo no começo do conflito para defender o país. Durante três anos, a família acreditou que o soldado havia sido capturado e, posteriormente, morto. A convicção se consolidou quando um corpo carbonizado foi identificado como sendo o dele, o que levou à realização de um funeral.

    A reviravolta veio nos últimos dias, com uma chamada telefônica que mudou tudo. Do outro lado da linha estava Daletskyi. A família reconheceu a voz imediatamente, e as lágrimas foram instantâneas. O momento, registrado em vídeo, mostra parentes emocionados celebrando a notícia. “Foi muito estranho. Meu filho estava morto. Eu o enterrei, e de repente ouço a voz dele. Dá para imaginar? É uma alegria imensa”, disse a mãe do soldado, em declaração divulgada pelo site Blue Win.

    No vídeo, a mulher repete frases de alívio e emoção, enquanto outros familiares comemoram. “Esperei por você por tanto tempo”, diz ela. Em outro trecho, a mãe pergunta se o filho está bem: “Você tem seus braços, suas pernas, está inteiro?”, questiona, ainda incrédula.

    Segundo as informações divulgadas, Daletskyi foi libertado após uma troca de prisioneiros. Em setembro de 2025, um ex-prisioneiro de guerra já havia relatado à família que o havia visto em uma prisão russa, mas, à época, o relato não foi confirmado oficialmente. Agora, com o contato direto, ficou comprovado que o soldado está vivo.

    As autoridades investigam como ocorreu a troca de corpos que levou à identificação equivocada. A expectativa é que Daletskyi retorne para casa em breve. Para a família, que viveu anos de dor e luto, o reencontro é descrito como algo que ultrapassa qualquer explicação racional. “É mais do que um milagre”, resumiram.

    Soldado dado como morto liga para a família três anos após o funeral

  • Taiwan condena pena de 20 anos a Jimmy Lai e acusa repressão chinesa

    Taiwan condena pena de 20 anos a Jimmy Lai e acusa repressão chinesa

    Governo de Taipé afirmou que a condenação do magnata da imprensa pró-democracia representa o uso ilegítimo da lei de segurança nacional para sufocar liberdades fundamentais e alertou para o avanço do autoritarismo chinês além das fronteiras de Hong Kong

    O governo de Taiwan condenou nesta segunda-feira a sentença de 20 anos de prisão imposta em Hong Kong ao magnata da imprensa pró-democracia Jimmy Lai. Em nota, as autoridades taiwanesas classificaram a punição como “dura” e denunciaram o uso “ilegítimo” da legislação de segurança nacional para “reprimir liberdades fundamentais”.

    Em comunicado divulgado após a leitura da sentença, o Conselho para os Assuntos do Continente, órgão responsável pelas relações com a China continental, exigiu o “fim da perseguição política” e a “libertação imediata” de Lai, condenado por conspiração com forças estrangeiras e pela publicação de conteúdos considerados sediciosos.

    “A severa pena aplicada a Jimmy Lai com base na Lei de Segurança Nacional de Hong Kong não apenas o priva da liberdade pessoal e esmaga a liberdade de expressão e de imprensa, como também nega o direito fundamental dos cidadãos de responsabilizar seus governantes”, afirmou o órgão.

    Segundo o governo de Taipé, o caso evidencia mais uma vez que, sob o modelo de “um país, dois sistemas” promovido pelo Partido Comunista Chinês, as liberdades e direitos prometidos à população de Hong Kong “não passam de declarações formais”. Para o conselho, o sistema judicial da região foi transformado em uma “ferramenta de repressão política e de retaliação contra dissidentes”.

    Taiwan também criticou o fato de as acusações contra o empresário incluírem sua influência na mídia e suas conexões internacionais no âmbito da segurança nacional, com o objetivo de “criar um efeito dissuasório que ultrapassa setores e fronteiras”.

    “Não se trata de um caso isolado nem restrito a Hong Kong, mas de um sinal de alerta de que o Partido Comunista Chinês está acelerando a exportação de seu autoritarismo”, afirmou o conselho, ao pedir que os cidadãos taiwaneses “tomem como advertência a dolorosa experiência de Hong Kong” e preservem seu “modo de vida livre”.

    Jimmy Lai, fundador do jornal Apple Daily e crítico do governo chinês, está preso desde 2020. Ele foi declarado culpado em dezembro do ano passado, após um julgamento sem júri que durou 156 dias e é considerado o mais emblemático desde a imposição da Lei de Segurança Nacional por Pequim em Hong Kong, também em 2020.
     

     
     

    Taiwan condena pena de 20 anos a Jimmy Lai e acusa repressão chinesa

  • Socialista Antônio Seguro é eleito presidente de Portugal

    Socialista Antônio Seguro é eleito presidente de Portugal

    Com mais de 11 milhões de cidadãos aptos a votar, Seguro tinha conseguido, até as 21h30, mais de 3,3 milhões de votos. Seu adversário, André Ventura, tinha obtido 1,6 milhão de votos, e a abstenção estava próxima dos 50%

    O socialista Antônio José Seguro foi eleito neste domingo (8) novo presidente de Portugal, ultrapassando a barreira de 3 milhões de votos. Ele derrotou o candidato da extrema-direita André Ventura, no segundo turno das eleições portuguesas. 

    Com mais de 11 milhões de cidadãos aptos a votar, Seguro tinha conseguido, até as 21h30, mais de 3,3 milhões de votos. Seu adversário, André Ventura, tinha obtido 1,6 milhão de votos, e a abstenção estava próxima dos 50%.

    Apenas outras quatro vezes desde 1976 um presidente da República foi eleito com mais de 3 milhões de votos, sendo Mário Soares o único a consegui-lo por duas vezes. A primeira, em 1986, as únicas até hoje a terem um segundo turno, o histórico líder socialista obteve 3.010.756 de votos (51,18%)  frente a Freitas do Amaral. Na reeleição, em 1991, 3.459.521 eleitores votaram em Soares, que venceu com expressivos 70,35%, uma percentagem que ainda hoje figura como a maior.

    António Ramalho Eanes também foi reeleito com mais de três milhões de votos (3.262.520, ou 56,44%) em 1980, enquanto Jorge Sampaio recebeu 3.035.056 milhões de votos (53,91%) na sua primeira eleição, em 1996.

    Esta foi a 11ª vez que os portugueses foram às urnas escolher o presidente da República durante períodos democráticos, desde 1976.

    Eleito em 2016, o atual residente da República é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.

    Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).

     

    Socialista Antônio Seguro é eleito presidente de Portugal

  • Trump chama de “terrível” show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

    Trump chama de “terrível” show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

    O presidente criticou duramente a apresentação do cantor porto-riquenho, classificando-a como a pior da história do evento. O espetáculo teve tom político, exaltou a América Latina e reacendeu críticas de aliados de Trump à escolha do artista

    Donald Trump atacou a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, chamando o show de “terrível” em uma postagem na Truth Social. “A pior apresentação de todos os tempos”, escreveu o presidente.

    No palco, Bad Bunny apresentou um espetáculo de tom político, sem mencionar diretamente o ICE, agência de imigração dos Estados Unidos alvo de críticas do artista, nem o próprio Trump. No momento mais simbólico da performance, o cantor destacou que “América” não se limita aos Estados Unidos, mas engloba todo o continente. Enquanto ele citava países da região, dançarinos exibiam bandeiras nacionais.

    Trump voltou a criticar o artista em outra publicação. “É uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo em todo o país e no mundo inteiro”, escreveu. Bad Bunny interpreta suas músicas em espanhol.

    O republicano encerrou a mensagem com o slogan de campanha “Façam a América grande novamente”. Em entrevista recente, Trump já havia afirmado que não assistiria à partida e classificou a escolha de Bad Bunny como “uma péssima decisão”. Meses antes do evento, após o anúncio do cantor como atração, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que o ICE atuaria em peso no jogo. A comentarista conservadora Tomi Lahren também afirmou que Bad Bunny não seria um artista americano.

    Trump chama de “terrível” show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

  • Dalai Lama nega qualquer vínculo após citações em arquivos de Epstein

    Dalai Lama nega qualquer vínculo após citações em arquivos de Epstein

    O gabinete do Dalai Lama afirmou hoje que o líder espiritual budista exilado, citado nos arquivos de Epstein, “nunca conheceu” Jeffrey Epstein, depois da imprensa chinesa ter estabelecido uma ligação entre ele e o criminoso sexual americano

    A China Global Television Network, emissora estatal chinesa, afirmou nesta quinta-feira que o nome do Dalai Lama aparece ao menos 169 vezes nos chamados “arquivos de Epstein”. Segundo a reportagem, as citações estão restritas a e-mails e registros de agenda de 2012, nos quais Jeffrey Epstein teria tentado intermediar encontros e eventos com a presença do líder tibetano.

    Após a repercussão, a equipe do Dalai Lama divulgou um comunicado negando qualquer relação entre os dois. “Algumas reportagens recentes e publicações em redes sociais sobre os ‘arquivos de Epstein’ tentam ligar Sua Santidade o Dalai Lama a Jeffrey Epstein”, afirmou o porta-voz.

    Na mesma nota, a assessoria foi categórica ao negar qualquer contato. “Podemos confirmar de forma inequívoca que Sua Santidade nunca se encontrou com Jeffrey Epstein, nem autorizou qualquer reunião ou interação com ele, direta ou indiretamente”, acrescentou.

    Jeffrey Epstein morreu em 2019, enquanto estava preso nos Estados Unidos, aguardando julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. O caso segue cercado de controvérsias e tem gerado novas repercussões a partir da divulgação de documentos e comunicações associadas ao financista.

    Dalai Lama nega qualquer vínculo após citações em arquivos de Epstein

  • “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama

    “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama

    O presidente dos Estados Unidos afirmou que não vai se desculpar por compartilhar um vídeo com teor racista envolvendo Barack e Michelle Obama. Trump disse que não assistiu ao conteúdo até o fim, atribuiu a postagem a um erro da equipe e minimizou a repercussão política.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se nesta sexta-feira (6) a pedir desculpas pela divulgação de um vídeo com conteúdo racista que associa o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama a macacos. A publicação, feita em sua rede social, provocou forte reação política e levou a Casa Branca a adotar versões contraditórias sobre o episódio.

    Falando com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que não se considera responsável pelo conteúdo e minimizou a postagem, dizendo que não assistiu ao vídeo até o fim antes de autorizá-la. Segundo ele, a gravação teria sido compartilhada por abordar supostas irregularidades nas eleições de 2020 na Geórgia, tema recorrente em seus discursos desde a derrota para Joe Biden.

    “Eu vejo milhares de conteúdos todos os dias. Ninguém sabia o que aparecia no final”, disse. Trump afirmou ainda que a presença do casal Obama no vídeo seria uma “paródia” e declarou que, embora não tenha gostado do trecho, não considera que tenha cometido um erro ao repassar o material à equipe.

    O vídeo ficou disponível por cerca de 12 horas na Truth Social, plataforma criada pelo próprio Trump, e foi removido apenas após críticas públicas de parlamentares democratas e republicanos. Em um dos trechos finais, que dura cerca de um segundo, os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem sobrepostos a imagens de macacos, ao som da música The Lion Sleeps Tonight.

    Inicialmente, a Casa Branca tentou reduzir o impacto do caso. Em comunicado, a porta-voz Karoline Leavitt classificou a gravação como um “meme da internet” e acusou críticos de promoverem “indignação artificial”. Poucas horas depois, porém, o discurso mudou: em declaração à agência Reuters, o governo reconheceu que a publicação foi resultado de um erro cometido por um funcionário.

    A gravação também resgata alegações já desmentidas sobre uma suposta fraude eleitoral envolvendo a empresa Dominion Voting Systems, frequentemente citada por Trump e aliados como parte de teorias conspiratórias sobre o pleito de 2020.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução  

    A repercussão política foi imediata. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a postagem como “repugnante”. O senador Tim Scott, único republicano negro no Senado, afirmou que se trata do conteúdo “mais racista já publicado por esta Casa Branca”. Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional no governo Obama, também condenou o episódio, afirmando que Trump será lembrado como “uma mancha na história americana”.

    Barack Obama é o único presidente negro da história dos Estados Unidos e apoiou Kamala Harris, adversária direta de Trump, na eleição presidencial de 2024. Até o momento, o ex-presidente e a ex-primeira-dama não se pronunciaram publicamente sobre o vídeo.

    “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama

  • Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

    Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

    Relatório da Anistia Internacional aponta execuções públicas, campos de trabalho forçado e humilhações coletivas como punição a jovens e adultos que consomem séries, músicas e outros produtos culturais da Coreia do Sul no país

    Cidadãos da Coreia do Norte, inclusive adolescentes, vêm sendo submetidos a punições extremas por consumir produtos culturais da Coreia do Sul. As sanções incluem execuções públicas, envio a campos de trabalho forçado e humilhações coletivas, segundo denúncia divulgada pela Anistia Internacional no dia 4 de fevereiro.

    De acordo com a organização, o regime de Pyongyang trata o consumo de dramas sul-coreanos e músicas estrangeiras como um crime grave. Séries populares como Crash Landing on You, Descendants of the Sun e até o fenômeno mundial Round 6 (Squid Game) estariam entre os conteúdos que motivaram repressões severas. Ouvir músicas de grupos de K-pop, como o BTS, também pode resultar em punições.

    Relatos colhidos pela Anistia descrevem um ambiente de medo constante, no qual “a cultura sul-coreana é tratada como um crime sério”. Uma das testemunhas afirmou ter ouvido de um desertor que estudantes do ensino médio foram executados na província de Yanggang por assistirem a Round 6. A informação coincide com reportagens anteriores da Radio Free Asia, que já havia noticiado execuções semelhantes na província vizinha de Hamgyong do Norte.

    “Analisados em conjunto, esses relatos de regiões diferentes indicam múltiplas execuções relacionadas ao consumo de séries sul-coreanas”, conclui a Anistia Internacional.

    Execuções como forma de intimidação

    Segundo depoimentos, a população é obrigada a assistir às execuções como estratégia de controle social. Choi Suvin, que ainda era menor de idade quando presenciou uma dessas cenas, contou que milhares de moradores de Sinuiju foram convocados para assistir à morte de uma pessoa acusada de distribuir conteúdos estrangeiros.

    “As autoridades mandaram todo mundo ir. Eles executam pessoas para nos doutrinar e nos educar”, relatou.

    Outro depoimento, de Kim Eunju, hoje com 40 anos, reforça o padrão. “Quando tínhamos 16 ou 17 anos, eles nos levavam para ver execuções. As pessoas eram mortas por assistir ou distribuir conteúdo sul-coreano. A mensagem era clara: se você fizer isso, acontecerá o mesmo com você.”

    Apesar da repressão, o consumo desses conteúdos seria amplamente conhecido, inclusive entre agentes do próprio regime. “Trabalhadores assistem abertamente, membros do partido assistem com orgulho, agentes de segurança assistem escondidos e a polícia assiste com proteção. Todo mundo sabe que todo mundo vê”, afirmou outro entrevistado.

    Dinheiro e conexões definem o castigo

    As punições, no entanto, não atingem todos da mesma forma. Segundo os relatos, o desfecho depende do poder financeiro ou das conexões da família do acusado. Pessoas presas pelo chamado “Grupo 109”, uma unidade policial especializada em fiscalizações sem mandado, muitas vezes só conseguem escapar mediante pagamento de propina.

    “Quem não tem dinheiro chega a vender a própria casa para pagar entre cinco mil e dez mil dólares e sair de um campo de reeducação”, disse Suvin.

    Kim Joonsik, de 28 anos, contou que foi flagrado três vezes assistindo a dramas sul-coreanos antes de fugir do país, em 2019, mas nunca foi punido formalmente. “Minha família tinha contatos. Normalmente, quando alunos do ensino médio são pegos e a família tem dinheiro, recebem apenas uma advertência”, afirmou.

    Em contraste, três amigas da irmã de Joonsik foram condenadas a anos de trabalho forçado por não terem recursos para subornar as autoridades.

    Lei prevê até pena de morte

    Em 2020, o regime norte-coreano aprovou a Lei de Pensamento e Cultura Antirreacionários, que classifica produtos culturais sul-coreanos como “ideologia corrupta”. A legislação prevê penas de cinco a 15 anos de trabalho forçado para quem consome ou possui esse tipo de conteúdo.

    Nos casos considerados mais graves, como a distribuição em grande escala ou a organização de exibições coletivas, a punição pode chegar à pena de morte.
     
     

     

    Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

  • Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

    Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

    Documentos do período colonial guardados no Arquivo Histórico Ultramarino seguem sendo consultados para embasar disputas judiciais e pesquisas acadêmicas. Acervo reúne registros de sesmarias concedidas pela Coroa portuguesa e está hoje amplamente disponível em formato digital.

    O Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal, continua sendo procurado por brasileiros que buscam comprovar a posse de terras no Brasil concedidas pela Coroa portuguesa há cerca de cinco séculos. Segundo a direção da instituição, ainda hoje chegam pedidos de documentos históricos para uso em disputas judiciais contemporâneas.

    “De tempos em tempos, recebemos solicitações de cópias autenticadas para apresentação em tribunais ou para resolver litígios, apesar de se tratar de documentação histórica”, afirmou à agência Lusa a pesquisadora Ana Canas, do Centro de História da Universidade de Lisboa, que exerce funções de direção no AHU.

    O acervo reúne registros de concessões de sesmarias, sistema adotado pela Coroa portuguesa a partir do século XVI para distribuir terras no Brasil colonial. As áreas eram doadas a particulares, chamados sesmeiros, com a obrigação de ocupar e produzir nas propriedades. Essa documentação segue sendo fundamental para quem busca provar a origem da posse das terras, já que concentra os registros oficiais da administração portuguesa durante o período colonial.

    Criado em 1931 para preservar a memória da administração ultramarina, o arquivo guarda cerca de 17 quilômetros lineares de documentos que retratam as relações entre Lisboa e os territórios do antigo império português. Além do Brasil, o acervo inclui informações sobre Índia, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau.

    A documentação referente ao Brasil, preservada nas instalações do AHU no Palácio do Ega, em Lisboa, foi organizada no âmbito do Projeto Resgate Barão do Rio Branco. O programa de cooperação internacional teve como missão catalogar e reproduzir manuscritos históricos relacionados ao país até a independência, em 1822.

    Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500 e a ocupação sistemática das terras teve início por volta de 1530. Todo esse processo, assim como a relação administrativa com a Coroa portuguesa até a independência, está registrado no acervo. Ao longo de mais de dez anos, cerca de 120 pesquisadores trabalharam na organização de aproximadamente 300 mil documentos ligados ao Brasil, hoje identificados, distribuídos em mais de duas mil caixas e disponíveis em formato digital.

    Entre os registros está a série Reino, do fundo do Conselho Ultramarino, que inclui, por exemplo, uma carta de 1748 do governador da ilha de Santa Catarina ao rei Dom João V. O documento relata a chegada de casais vindos dos Açores e da Madeira e destaca o papel das mulheres no processo de colonização, estratégia adotada pela Coroa para povoar o território e evitar a ocupação por outras potências europeias.

    Inicialmente microfilmados nos anos 1990, esses documentos foram posteriormente digitalizados. As imagens hoje podem ser acessadas por meio do próprio Projeto Resgate, sediado na Biblioteca Nacional do Brasil, o que facilitou a consulta e eliminou a necessidade de deslocamentos até Portugal.

    Segundo Ana Canas, a disponibilização digital do acervo provocou um aumento expressivo das pesquisas. “Houve uma avalanche de estudos, especialmente de pesquisadores brasileiros”, afirma. Desde 2014, quando o acesso se tornou mais estável, diversas teses e trabalhos acadêmicos passaram a ser produzidos por universidades brasileiras, abordando aspectos sociais, econômicos e políticos da história do país.

    Para a pesquisadora, o trabalho de organização e difusão desses documentos tem impacto direto na compreensão da identidade brasileira. Ela destaca que essa documentação faz parte não apenas da história de Portugal, mas também da memória e da identidade dos países com os quais o país se relacionou, entre eles o Brasil.

    Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

  • Rússia acusa Ucrânia de atentado a tiros contra vice-chefe da inteligência militar

    Rússia acusa Ucrânia de atentado a tiros contra vice-chefe da inteligência militar

    Alexeiev é vice-chefe do GRU, a inteligência militar da Rússia. Seu superior, Igor Kostiukov, lidera a delegação russa nos Emirados Árabes Unidos que tenta chegar a um acordo de cessar-fogo com os ucranianos e os Estados Unidos.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um oficial militar russo de alta patente, o tenente-general Vladimir Alexeiev, foi levado às pressas a um hospital após ser baleado em Moscou nesta sexta-feira (6), informaram investigadores, no mais recente de uma série de ataques contra altos oficiais militares.

    Horas mais tarde, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, acusou a Ucrânia de estar por trás do atentado, dizendo que o país invadido tenta sabotar as negociações de paz em curso em Abu Dhabi. Lavrov não apresentou provas para sustentar a afirmação -e as tratativas, ademais, continuam travadas.

    Alexeiev é vice-chefe do GRU, a inteligência militar da Rússia. Seu superior, Igor Kostiukov, lidera a delegação russa nos Emirados Árabes Unidos que tenta chegar a um acordo de cessar-fogo com os ucranianos e os Estados Unidos. Os dois lados da negociação acusam-se de não ter interesse real na paz.

    Autoridades informaram que Alexeiev foi baleado várias vezes em um prédio residencial no noroeste de Moscou por um atirador desconhecido que fugiu do local.

    Vários oficiais russos de alta patente foram assassinados desde o início da guerra na Ucrânia, com Moscou sempre culpando Kiev pelos ataques. Em alguns casos, a inteligência militar ucraniana assumiu a responsabilidade dos atentados.

    Desde dezembro de 2024, outros três oficiais do mesmo posto de Alexeiev, tenente-general (equivalente ao general de divisão no Brasil), foram mortos em Moscou ou nas proximidades.

    Os ataques têm irritado os influentes blogueiros de guerra da Rússia, levantando questionamentos sobre por que autoridades tão importantes não contam com proteção adequada. Em pelo menos dois casos, os alvos foram mortos em frente às suas casas.

    O chefe da diretoria de treinamento do Exército do Estado-Maior, tenente-general Fanil Sarvarov, foi morto por uma bomba colocada sob seu carro em 22 de dezembro.

    Alexeiev era responsável pelas relações entre o Ministério da Defesa e o grupo mercenário Wagner, liderado por Ievguêni Prigojin, que lutou em algumas das batalhas mais intensas nos estágios iniciais da guerra na Ucrânia.

    Prigojin liderou um motim em junho de 2023, quando Alexeiev foi um dos altos funcionários enviados para negociar com ele. O motim fracassou, e Prigojin morreu em um suposto acidente de avião dois meses depois.

    Rússia acusa Ucrânia de atentado a tiros contra vice-chefe da inteligência militar

  • Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

    Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

    Após a repercussão negativa, o presidente recuou e apagou o vídeo. Um funcionário da Casa Branca disse à agência de notícias AFP que o post foi compartilhado por engano por um membro da equipe e que, por isso, havia sido excluído.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais um vídeo racista que retrata Barack Obama e sua mulher, Michelle, como macacos. O conteúdo remete a uma teoria da conspiração relacionada às eleições de 2020 e gerou reação de integrantes do Partido Democrata e até mesmo de republicanos.

    Após a repercussão negativa, o presidente recuou e apagou o vídeo. Um funcionário da Casa Branca disse à agência de notícias AFP que o post foi compartilhado por engano por um membro da equipe e que, por isso, havia sido excluído.

    A versão diverge de um posicionamento divulgado mais cedo nesta sexta. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia defendido o post, chamando a repercussão de “indignação falsa”.

    “Isto vem de um vídeo de meme da internet que retrata o presidente Trump como o rei da selva, e os democratas como personagens de ‘O Rei Leão’”, escreveu Leavitt em comunicado à AFP. “Por favor, parem com a indignação falsa e noticiem hoje algo que realmente importe para o público americano.”

    O vídeo publicado, que dura um minuto, termina com um trecho que mostra os rostos do ex-presidente e da ex-primeira-dama sobrepostos aos de macacos. A canção “The Lion Sleeps Tonight”, da trilha sonora de “O Rei Leão”, toca ao fundo quando o casal aparece. O conteúdo, compartilhado na Truth Social, na quinta-feira (5), foi gerado com ferramentas de inteligência artificial.

    O vídeo repete acusações falsas de que a empresa Dominion Voting Systems, fabricante de urnas eletrônicas nos EUA, ajudou a fraudar o pleito de 2020. Naquele ano, Joe Biden derrotou Trump na corrida pela Casa Branca.

    A fabricante, inclusive, processou a Fox News por difamação após a emissora divulgar afirmações de que as máquinas foram usadas para manipular o resultado das eleições. As empresas chegaram a um acordo judicial de US$ 787,5 milhões (R$ 3,9 bilhões) em 2023.

    O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, um dos principais opositores de Trump e potencial candidato democrata à Presidência em 2028, afirmou que o presidente teve “comportamento repugnante” ao compartilhar o vídeo racista. “Todo republicano deve denunciar isto. Agora”, publicou a conta do gabinete de Newsom na rede social X.

    Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Obama, também condenou o ato. “Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas enquanto o estudam como uma mancha em nossa história”, escreveu.

    Tim Scott, o único senador negro do Partido Republicano, criticou o vídeo. “É a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca.”
    Obama foi o único presidente negro na história dos EUA. O líder democrata, que não tem o costume de responder às provocações e aos ataques de seu opositor, não havia se pronunciado até a última atualização deste texto.

    Desde que retornou à Casa Branca no ano passado, Trump intensificou o uso de imagens geradas por IA, muitas vezes com conteúdos que ridicularizam seus críticos e opositores. O republicano utiliza publicações provocativas para mobilizar sua base conservadora.

    No ano passado, Trump publicou um vídeo gerado por IA que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval e aparecendo atrás das grades, vestindo um uniforme laranja, de detento. Na época, o democrata não reagiu à provocação.

    Trump também já publicou um vídeo produzido por IA de Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, com um bigode falso e um chapéu. O deputado, que é um homem negro, classificou a imagem de racista.

    Jeffries também se pronunciou nesta sexta sobre o vídeo do casal Obama. “Todo republicano deve denunciar imediatamente a repugnante intolerância de Donald Trump”, escreveu ele em um post no X, chamando o presidente de “indivíduo doente”.

    Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos