Categoria: MUNDO

  • Cuba enfrenta apagões de até 22 horas por dia em Havana

    Cuba enfrenta apagões de até 22 horas por dia em Havana

    Governo cubano afirmou que sanções impostas pelos Estados Unidos interromperam a chegada de combustível à ilha e agravaram a crise elétrica no país. Autoridades também reagiram a ameaças recentes feitas por Donald Trump contra Cuba

    O governo de Cuba atribuiu a grave crise energética enfrentada pelo país ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos e afirmou que o embargo ao setor de petróleo agravou ainda mais os apagões registrados na ilha nos últimos meses.

    A declaração foi feita nesta quarta-feira pelo ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy, em pronunciamento exibido pela televisão estatal.

    Segundo o ministro, o país enfrenta atualmente um “bloqueio energético praticamente intransponível”.

    “A principal causa da crise energética em Cuba é, fundamentalmente, o bloqueio energético imposto ao país”, afirmou.

    Desde janeiro, o governo norte-americano vem aumentando a pressão sobre Havana, exigindo mudanças econômicas e reformas políticas mais amplas. Nesse período, Washington anunciou novas sanções e chegou até mesmo a mencionar a possibilidade de uma intervenção militar.

    Entre as medidas adotadas pelos Estados Unidos está o embargo ao petróleo, que praticamente interrompeu a chegada de combustível importado à ilha. Além disso, novas sanções de caráter extraterritorial passaram a atingir empresas e operações ligadas ao abastecimento energético cubano.

    “É um bloqueio energético que se soma ao embargo já existente há muitos anos e que agravou ainda mais a situação econômica e energética do país”, disse O Levy.

    O ministro afirmou que, desde janeiro até poucas semanas atrás, Cuba não recebeu “um único navio de combustível”, situação que, segundo ele, explica as longas horas de apagões enfrentadas pela população.

    De acordo com o governo cubano, a única exceção foi um petroleiro enviado pela Rússia em abril, transportando uma doação de 100 mil toneladas de petróleo bruto.

    Segundo O Levy, a chegada da carga permitiu reduzir temporariamente os cortes de energia, inclusive em Havana.

    “Houve vários dias sem interrupções no fornecimento de energia na capital”, afirmou.

    Apesar disso, o ministro admitiu que a melhora durou pouco.

    “Foi uma miragem temporária”, declarou, explicando que o petróleo russo já foi totalmente utilizado até o início de maio e que o sistema elétrico cubano voltou a operar sem reservas de combustível.

    Atualmente, segundo ele, o país enfrenta temperaturas mais altas enquanto a rede elétrica funciona apenas com usinas termelétricas, a empresa energética Energás e parques solares fotovoltaicos.

    O ministro não comentou a situação em outras regiões do país, onde os apagões vêm sendo ainda mais severos do que em Havana.

    Horas antes do pronunciamento, o governo norte-americano anunciou uma nova oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões para Cuba.

    As autoridades cubanas, porém, insistem que a crise econômica e energética é consequência direta daquilo que classificam como “guerra econômica” promovida pelos Estados Unidos.

    O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também se manifestou nas redes sociais.

    “Apesar das brutais medidas de estrangulamento econômico e energético decretadas pelos Estados Unidos, Cuba continua de pé e não é um Estado falido”, escreveu.

    Também nesta quarta-feira, o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que uma eventual ação militar norte-americana contra Cuba provocaria “uma catástrofe humanitária” e um “banho de sangue” para os dois países.

    No último dia 2 de maio, o presidente Donald Trump afirmou que pretende assumir o controle de Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra envolvendo o Irã.
     
     

     

    Cuba enfrenta apagões de até 22 horas por dia em Havana

  • Xi alerta Trump para risco de 'conflito' entre China e Estados Unidos

    Xi alerta Trump para risco de 'conflito' entre China e Estados Unidos

    Presidente da China afirmou que a questão de Taiwan é o ponto mais sensível da relação entre Pequim e Washington. Declaração foi feita durante encontro com Donald Trump em meio ao aumento das tensões envolvendo apoio militar dos EUA à ilha

    O presidente da China, Xi Jinping, alertou nesta quinta-feira que a relação entre chineses e norte-americanos poderá entrar em rota de confronto caso os Estados Unidos não lidem de forma adequada com a questão de Taiwan.

    A declaração foi feita durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Pequim, segundo a emissora estatal chinesa.

    “A questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações entre China e Estados Unidos. Se for bem administrada, as relações entre os dois países poderão permanecer globalmente estáveis. Se for mal administrada, os dois países entrarão em confronto e poderão até chegar a um conflito”, afirmou Xi Jinping.

    Segundo analistas, o termo utilizado pelo líder chinês em mandarim não necessariamente faz referência a uma guerra militar direta, mas indica um agravamento significativo das tensões diplomáticas e estratégicas.

    Donald Trump chegou a Pequim na quarta-feira para uma visita oficial de dois dias. Nesta manhã, ele foi recebido por Xi Jinping no Grande Salão do Povo, edifício localizado na Praça da Paz Celestial que abriga o parlamento chinês.

    Entre os temas discutidos estão as relações comerciais entre os dois países, a situação do Irã, Taiwan e até a possibilidade de um futuro acordo tripartite sobre armas nucleares envolvendo China, Estados Unidos e Rússia.

    A questão de Taiwan ganhou destaque nas conversas após a aprovação, pelos Estados Unidos, de um pacote de armamentos de US$ 11 bilhões destinados à ilha, medida que provocou forte reação de Pequim.

    O governo chinês considera Taiwan parte de seu território e vê qualquer apoio militar estrangeiro à ilha como uma interferência direta em assuntos internos.

    Nos últimos dias, autoridades chinesas reforçaram publicamente a oposição à independência taiwanesa.

    Uma porta-voz do governo chinês afirmou que a determinação da China em impedir a separação de Taiwan é “firme como uma rocha” e declarou que Pequim possui capacidade total para “esmagar qualquer tentativa de secessão”.

    As declarações ocorreram após uma fala recente do presidente taiwanês, William Lai Ching-te, durante a Cúpula da Democracia de Copenhague.

    Na ocasião, Lai afirmou que a democracia é “o bem mais precioso” de Taiwan e destacou que os taiwaneses “sabem muito bem que a democracia é conquistada, não concedida”.

    “O povo de Taiwan nunca recuou diante dos crescentes desafios externos e jamais se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan mudará nossa determinação de participar da comunidade internacional”, afirmou o líder taiwanês em mensagem de vídeo exibida no evento.

    Há mais de 70 anos, os Estados Unidos desempenham papel central na disputa entre Pequim e Taipé. Embora Washington não mantenha relações diplomáticas oficiais com Taiwan, a legislação norte-americana obriga o país a fornecer meios de defesa para a ilha.

    Além da questão militar, Xi Jinping também deve tentar convencer Trump a adotar uma posição mais favorável aos interesses chineses em relação a Taiwan, incluindo possíveis declarações contrárias à independência da ilha e apoio à chamada “reunificação”.

    Xi Jinping ainda tem uma viagem oficial planejada para os Estados Unidos no fim deste ano. Será a primeira visita do líder chinês ao país desde o retorno de Donald Trump à presidência, em 2025.

    Xi alerta Trump para risco de 'conflito' entre China e Estados Unidos

  • Norovírus? Um morto e 1.700 pessoas confinadas em navio em Bordeaux

    Norovírus? Um morto e 1.700 pessoas confinadas em navio em Bordeaux

    O navio com 1.700 pessoas atracou na noite de terça-feira (12), em Bordeaux, com relato de um morto com suspeita ser um caso de norovírus

    As autoridades sanitárias francesas informaram, esta quarta-feira (13), que 1.700 pessoas foram colocadas em confinamento a bordo de um navio de cruzeiro em Bordeaux, na França.

    A decisão foi tomada após a confirmação de uma morte a bordo, onde se suspeita ser um caso de norovírus, um germe que causa gastroenterite aguda, refere a BFM TV.

    O navio com centenas de passageiros, que estão confinadas, chegou esta terça-feira à noite em Bordeaux, proveniente de Brest.

    A AFP diz que existe a suspeita de uma epidemia de gastroenterite a bordo, fazendo referência à possibilidade do mesmo estar relacionado com o norovírus.

    Entre os mais de 1.200 passageiros e 514 membros da tripulação, na sua maioria irlandeses e britânicos, cerca de 50 apresentaram sintomas da doença e irão realizar exames. 

    A vítima mortal é um homem de 90 anos. 

    O navio da companhia Ambassador Cruise Line, que partiu das Ilhas Shetland em 6 de maio, fez escala em Belfast, Liverpool e Brest antes de chegar a Bordeaux, de onde deveria partir, em seguida, com destino a Espanha.

    Surto semelhante em navio nas Bahamas

    Recorde-se que uma situação semelhante aconteceu recentemente a bordo de um navio, nas Bahamas.

    Um total de 102 passageiros e 13 membros da tripulação do cruzeiro “Caribbean Princess”, que se encontrava navegando perto das Bahamas, relataram estar doentes com o vírus que provoca vômitos e diarreia, indicaram os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) em um comunicado.

    A bordo do navio viajam um total de 3.116 passageiros.

    Para conter o surto, a tripulação do navio intensificou as medidas de “limpeza e desinfecção”, isolou as pessoas infectadas e consultou as autoridades sanitárias sobre os procedimentos de “limpeza” e de notificação dos casos, conforme detalhado no comunicado.

    O norovírus é a principal causa de surtos de diarreia e vômitos nos Estados Unidos, segundo o CDC, e propagar-se através do contato direto com outras pessoas infetadas, consumo de alimentos e bebidas contaminadas com o vírus, e tocando em superfícies contaminadas.

    Norovírus? Um morto e 1.700 pessoas confinadas em navio em Bordeaux

  • Trump publica desenho que retrata Venezuela como 51.º estado dos EUA

    Trump publica desenho que retrata Venezuela como 51.º estado dos EUA

    Presidente americano voltou a falar sobre incorporar a Venezuela aos Estados Unidos e publicou imagem do país com as cores da bandeira americana. Governo interino venezuelano rejeitou a possibilidade e defendeu a soberania nacional

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira, 12, uma imagem na Truth Social, rede social da qual é proprietário, mostrando a Venezuela coberta pelas cores da bandeira americana e acompanhada da frase “51º estado”, em referência aos estados que atualmente compõem os EUA.

    A publicação aconteceu após veículos da imprensa americana informarem que Trump afirmou à Fox News estar “considerando seriamente” transformar a Venezuela no 51º estado norte-americano.

    Em março, o republicano já havia feito piada sobre a possibilidade na própria Truth Social. “Coisas boas têm acontecido na Venezuela nos últimos tempos (…) Alguém tem interesse em ser o 51º estado?”, escreveu na ocasião.

    Na segunda-feira, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que essa hipótese “nunca foi considerada”.

    “Isso nunca foi considerado, porque, se há algo que nós, venezuelanos e venezuelanas, valorizamos, é o nosso processo de independência. Admiramos nossos heróis e heroínas da independência”, declarou Rodríguez.


    Ela acrescentou que o governo venezuelano trabalha em uma “agenda diplomática de cooperação” com os Estados Unidos, após o restabelecimento das relações diplomáticas entre Caracas e Washington em março deste ano.

    Nicolás Maduro foi retirado do poder em janeiro deste ano após uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. O ex-presidente venezuelano foi levado para território americano junto com a mulher, Cilia Flores, para responder a acusações de narcoterrorismo e outros crimes.

    Desde então, Trump passou a afirmar repetidamente que os Estados Unidos exercem influência direta sobre o país sul-americano. O republicano também já sugeriu anteriormente transformar o Canadá em um “51º estado americano”.

    Delcy Rodríguez, que era vice-presidente durante o governo Maduro, promoveu mudanças nas leis de exploração de petróleo e mineração, abrindo espaço para participação de empresas privadas, principalmente americanas. Ela também aprovou uma anistia que levou à libertação de centenas de presos políticos, embora cerca de 500 pessoas ainda permaneçam presas.

    Trump elogiou diversas vezes as medidas adotadas pela presidente interina e vem flexibilizando gradualmente as sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela.

    Nesta terça-feira, antes de embarcar para uma viagem oficial à China, o presidente americano afirmou que pretende atuar pela libertação dos presos políticos ainda detidos no país.

    “Vamos libertar todos eles. E digo a vocês: Delcy está fazendo um excelente trabalho. O povo venezuelano está encantado com o que está acontecendo”, afirmou Trump.

    Enquanto isso, a oposição venezuelana segue cobrando a realização de eleições no país.
     
     

     

    Trump publica desenho que retrata Venezuela como 51.º estado dos EUA

  • Terremoto atinge Teerã, informa mídia estatal do Irã

    Terremoto atinge Teerã, informa mídia estatal do Irã

    O tremos aconteceu na manhã desta terça-feira (12), teve duração de aproximadamente 10 segundos e profundidade de 10km da superfície; não há informações sobre feridos

    Veículos da mídia estatal iraniana relataram um terremoto que atingiu o nordeste da capital iraniana, Teerã, na fronteira com a província de Mazandaran.

    De acordo com agências internacionais, o tremor, que ocorreu às 11h47, teve duração de aproximadamente 10 segundos e profundidade de 10km da superfície. 

    Equipes de socorro foram acionadas. Não há informações sobre vítimas. 

     

    Terremoto atinge Teerã, informa mídia estatal do Irã

  • Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

    Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

    Manifestantes criticam queda nos repasses para as universidades; protesto é contra o congelamento do orçamento, a perda do poder de compra e no descumprimento da Lei de Financiamento Universitário

    Estudantes, professores, funcionários e reitores de universidades argentinas realizaram a quarta Marcha Nacional Universitária nesta terça-feira (12) em defesa da educação e das pesquisas públicas.

    A mobilização, organizada com o apoio da Federação Argentina de Universidades (FUA), da Frente Nacional de União Universitária e do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), teve como ponto central a Praça de Maio, em Buenos Aires.

    O protesto é contra o congelamento do orçamento, a perda do poder de compra e no descumprimento da Lei de Financiamento Universitário.

    Um relatório da associação Justiça Distributiva indica que os gastos reais com o ensino superior caíram 29% entre 2023 e 2025, atingindo o nível mais baixo desde 2006.

    O orçamento de 2026 agrava essa tendência. Segundo o reitor da Universidade Nacional de Rosário (UNR), Franco Bartolacci, as universidades operam com apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as transferências nacionais reduziram acima de 45% desde 2023.

    Em Mendoza, a reitora Esther Sánchez afirmou que um professor em tempo integral ganha 1.500.000 pesos por mês, um valor que “torna praticamente impossível sustentar uma família”.

    Há em curso uma disputa institucional e legal.

    A Lei 27.795, aprovada em outubro de 2025 após a derrubada do veto presidencial, determina a atualização das dotações orçamentárias e dos reajustes salariais. O Poder Executivo suspendeu a implementação, alegando falta de fontes de financiamento, uma decisão parcialmente revertida por liminares e atualmente sob análise do Supremo Tribunal.

    Entretanto, a comunidade universitária argumenta que o corte de verbas põe em risco a pesquisa, as atividades de extensão e o funcionamento dos hospitais universitários.

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    Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

  • Governo Lula estuda meios para ajuda na campanha de Bachelet na ONU

    Governo Lula estuda meios para ajuda na campanha de Bachelet na ONU

    Ex-presidente chilena tem apoio de Brasil e México, mas Kast, atual líder do Chile, retirou endosso à candidatura. Aporte de recursos depende de remanejo orçamentário e de norma que autorize despesa; presidente a recebeu em Brasília

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo Lula avalia opções para conseguir apoiar financeiramente a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU.

    O tema do custeio logístico da campanha de Bachelet se agravou depois que o Chile, hoje governado pelo direitista José Antonio Kast, retirou o apoio do país ao nome da ex-presidente -a expectativa era que Santiago custeasse despesas como passagens aéreas e hospedagens.

    Na administração Lula estão sendo analisadas tanto a base legal para viabilizar um aporte quanto as fontes de onde sairiam os recursos. Ainda não há decisão tomada.

    A disputa pelo cargo mais importante da ONU envolve uma campanha que se arrasta por meses, na qual os candidatos costumam viajar aos países considerados mais influentes no processo de seleção para se reunir com líderes e pedir votos.

    Bachelet se encontrou nesta segunda-feira (11) com Lula no Palácio do Planalto. Após a reunião, o presidente disse ter discutido com a chilena “o papel que uma ONU reformada precisa ter para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável, bem como para o fortalecimento do multilateralismo”.

    “Sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”, escreveu ele em rede social.

    De acordo com pessoas cientes da discussão, o tema do financiamento da campanha não foi tratado entre os dois.

    A ex-presidente e ex-líder do comissariado para os direitos humanos da ONU teve seu nome lançado na disputa em 2 de fevereiro, com o apoio conjunto de Chile, México e Brasil. À época, Kast já havia sido eleito, mas ainda não havia tomado posse, e o país era governado pelo esquerdista Gabriel Boric, aliado de Lula e da mexicana Claudia Sheinbaum.

    Em 25 de março, Kast retirou o endosso a Bachelet, e a chilena passou a ser considerada uma candidata patrocinada por Brasil e México. Ainda no governo Boric, o Chile havia destinado cerca de US$ 57 mil para gastos com a campanha até os primeiros meses deste ano. Quando houve a retirada do apoio, a imprensa chilena publicou que, no total, foram gastos cerca de US$ 28 mil (R$ 155 mil).

    O Brasil não gastou nada até aqui para apoiar a campanha de Bachelet, mas tem se engajado ativamente na defesa de seu nome tanto na ONU quanto em encontros bilaterais.

    Em tese, o governo não pode custear diretamente despesas da candidatura, já que Bachelet não é funcionária pública brasileira. Para contornar esse ponto, uma das opções estudada no Planalto é a edição de um decreto por Lula autorizando o gasto.

    Um apoio brasileiro e mexicano na divisão das despesas seria usado principalmente para passagens aéreas no plano de Bachelet de tentar visitar os 15 membros do Conselho de Segurança, além de outras viagens que se mostrem necessárias. A ideia é que ela utilize a estrutura das residências das embaixadas do Brasil e do México quando necessário.

    Pelas regras das Nações Unidas, o candidato a secretário-geral precisa ser aprovado pelo Conselho de Segurança -portanto, sem nenhum veto dos integrantes permanentes (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China). A partir desse ponto, o nome segue para chancela da Assembleia-Geral, etapa considerada uma formalidade.

    Pessoas que acompanham o processo de seleção dizem que Bachelet pode esbarrar no veto dos EUA, governados por Donald Trump, e da China, devido a um relatório que ela produziu apontando graves violações de direitos humanos de Pequim contra os uigures, uma minoria muçulmana no território chinês.

    Independentemente da resistência, o governo Lula trata a candidatura de Bachelet como um tema de princípio e uma defesa necessária do multilateralismo e do sistema ONU, em um momento em que a organização enfrenta um enfraquecimento sem precedentes.

    É esperado ainda que no final de junho Bachelet retorne à sede da ONU em Nova York para uma rodada de conversas com representantes dos integrantes permanentes do Conselho de Segurança.

    Pessoas próximas a Bachelet disseram que a ajuda financeira brasileira e mexicana não é fundamental para a candidatura. Elas afirmam que a ex-presidente tem uma intensa agenda internacional, com diversos convites de instituições, e que pretende organizar suas reuniões de campanha a partir desse calendário já previsto.

    Além de Bachelet, concorrem ao posto o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), a costarriquenha Rebeca Grynspan, ex-chefe da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), e o ex-presidente senegalês Macky Sall, nomeado pelo Burundi.

    O argentino foi nomeado pelo governo Javier Milei e é visto como o candidato que pode ter o apoio de Trump.

    Governo Lula estuda meios para ajuda na campanha de Bachelet na ONU

  • Vídeo: turista é preso na Itália após mergulhar na Fontana di Trevi

    Vídeo: turista é preso na Itália após mergulhar na Fontana di Trevi

    Um turista neozelandês foi preso em Roma, na Itália, depois de mergulhar na Fontana di Trevi. O homem, que estaria embriagado, terá ainda de pagar uma multa de 500 euros (cerca de R$ 3 mil) e está proibido de entrar na cidade

    Um turista neozelandês foi preso em Roma, na Itália, depois de mergulhar na Fontana di Trevi. O homem terá ainda de pagar uma multa de 500 euros (cerca de R$ 3 mil) e está proibido de entrar na cidade. 

    O momento foi captado em vídeo, que foi amplamente divulgado nas redes sociais. Na imagem, vê-se o homem andando para trás e pegando impulso. Depois, dá passos largos… e mergulha na Fontana do Trevi.

    Veja o vídeo acima. 

    Segundo os meios de comunicação italianos, o homem, de nacionalidade neozelandesa estaria embriagado e foi preso instantes depois pela polícia de Roma.

    Vale destacar que já não é a primeira vez que algo semelhante acontece neste local público que recebe milhares de turistas por dia.

    Há alguns anos, uma mulher entrou na fonte e, cheia de confiança, recriou, ou tentou recriar, a famosa cena da atriz Anita Ekberg no filme ‘La Dolce Vita’.

    Já no ano passado, um casal de turistas com cerca de 50 anos ‘aventurou-se’ e mergulhou na Fontana di Trevi, em Roma, onde dançou abraçado, pelas duas da manhã de 11 de maio, sob o olhar das autoridades italianas.

    Cercados por uma multidão – que incluía vários agentes da polícia –, o casal posicionou-se no meio do monumento romano, tendo protagonizado uma dança lenta, ao estilo do filme ‘A Doce Vida’, de Federico Fellini.

    Vídeo: turista é preso na Itália após mergulhar na Fontana di Trevi

  • Planeta perdeu mais de 41 milhões de hectares de florestas em 10 anos

    Planeta perdeu mais de 41 milhões de hectares de florestas em 10 anos

    Relatório da ONU aponta avanço do desmatamento entre 2015 e 2025, com maiores perdas registradas na América do Sul e na África. Documento também alerta para destruição de florestas primárias e falta de recursos para preservação ambiental

    A área florestal do planeta encolheu mais de 41 milhões de hectares entre 2015 e 2025, o equivalente a cerca de 1% da cobertura mundial de florestas. Os dados fazem parte do Relatório sobre os Objetivos Florestais Globais 2026, divulgado nesta terça-feira durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, realizado em Nova York.

    Segundo o documento, América do Sul e África registraram as maiores perdas no período, com reduções de 4,61% e 4,28%, respectivamente.

    O ritmo médio de destruição florestal na última década foi de 4,12 milhões de hectares por ano, acima da média registrada entre 2000 e 2015, quando a perda anual era de 3,68 milhões de hectares. Ainda assim, o número segue abaixo do registrado ao longo do século XX, quando o planeta chegou a perder cerca de 10,7 milhões de hectares de floresta por ano.

    O relatório destaca ainda a destruição de aproximadamente 16 milhões de hectares de florestas primárias nos últimos dez anos. Esse tipo de floresta é considerado essencial para a biodiversidade por apresentar pouca ou nenhuma interferência humana.

    O documento avalia o cumprimento dos seis Objetivos Globais para as Florestas e das 26 metas estabelecidas pela ONU no Plano Estratégico para Florestas 2017-2030.

    Segundo a avaliação, sete metas já foram alcançadas, 17 avançaram parcialmente e duas estão claramente atrasadas: o aumento da área florestal mundial em 3% e a erradicação da pobreza extrema entre populações que dependem diretamente das florestas para sobreviver, especialmente na África Subsaariana.

    O relatório foi elaborado com base em informações enviadas voluntariamente por 48 países e em dados de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

    Entre os avanços considerados positivos estão o aumento das áreas protegidas, melhorias na gestão florestal sustentável e maior cooperação internacional.

    Atualmente, quase 20% das áreas florestais do mundo estão protegidas. Apesar disso, o ritmo de expansão caiu. Entre 2000 e 2015, a média de crescimento das áreas protegidas era de 10 milhões de hectares por ano. Entre 2015 e 2025, esse número caiu para 4 milhões de hectares anuais.

    A ONU também alerta para “desafios persistentes”, como a degradação contínua das florestas, os impactos das mudanças climáticas e a falta de financiamento adequado para políticas ambientais.

    Segundo o relatório, o financiamento global destinado à gestão florestal sustentável alcançou cerca de 84 bilhões de dólares em 2023, muito abaixo dos 300 bilhões de dólares anuais considerados necessários até 2030.

    Cerca de 90% dos recursos atuais vêm de fundos públicos nacionais, enquanto menos de 4% têm origem em ajuda internacional ao desenvolvimento. A participação do setor privado ainda é considerada pequena.

    Entre as prioridades apontadas pelo Fórum das Nações Unidas estão interromper o desmatamento, recuperar áreas degradadas, ampliar o acesso de comunidades florestais a mercados e capacitação técnica, além de aumentar os investimentos em gestão sustentável.

    O relatório também recomenda reforço no combate à extração ilegal de madeira e ao comércio clandestino ligado à atividade.

    Entre os exemplos positivos citados pela ONU está o Brasil, que ampliou áreas de manejo sustentável de longo prazo. Segundo o documento, isso permitiu a produção de mais de 2,15 milhões de metros cúbicos de madeira com rastreabilidade e origem certificada.

    Outro destaque foi a China, que criou em 2021 seus cinco primeiros parques nacionais, abrangendo uma área total de 230 mil quilômetros quadrados.

    Atualmente, as florestas cobrem cerca de 32% da superfície terrestre, somando aproximadamente 4,14 bilhões de hectares.

    Cinco países concentram mais da metade das florestas do planeta: Rússia (20%), Brasil (12%), Canadá (9%), Estados Unidos (7%) e China (5%).

    Segundo a ONU, as florestas armazenam cerca de 172 toneladas de carbono por hectare e abrigam 80% das espécies de anfíbios do mundo, 75% das aves e 68% dos mamíferos.
     
     

     

    Planeta perdeu mais de 41 milhões de hectares de florestas em 10 anos

  • Menino de 2 anos cai de varanda e é salvo por vizinhos na Colômbia; vídeo

    Menino de 2 anos cai de varanda e é salvo por vizinhos na Colômbia; vídeo

    Criança despencou de apartamento em Bogotá após ficar pendurada na sacada por vários segundos. Vizinhos correram para tentar amortecer a queda e, segundo a família, o menino sofreu apenas ferimentos leves

    O bairro La Gaitana, em Bogotá, na Colômbia, foi cenário de um resgate impressionante no último dia 7 de maio. Um menino de apenas 2 anos sobreviveu após cair da varanda de um apartamento localizado no quarto andar de um prédio residencial.

    O momento foi registrado em vídeo e rapidamente repercutiu nas redes sociais e na imprensa local. As imagens mostram a criança pendurada na sacada enquanto tenta se equilibrar antes de perder as forças e cair.

    Ao perceberem a situação, moradores da região correram para tentar salvar o menino. Alguns vizinhos estenderam casacos e também usaram os próprios braços para amortecer a queda da criança.

    Segundo os pais, o menino sofreu apenas ferimentos leves graças à ação rápida dos moradores e foi levado ao hospital sem risco de morte.

    Apesar do desfecho positivo, o caso gerou indignação entre moradores da comunidade, e os pais da criança passaram a ser alvo de críticas após o acidente.

    Em entrevistas à imprensa colombiana, a mãe contou que estava sozinha em casa com o filho e havia ido ao banheiro quando o menino saiu sem que ela percebesse.

    Já o pai teria deixado o apartamento por alguns minutos para comprar cigarros junto com outro filho. Ao retornar, encontrou uma grande movimentação em frente ao prédio.

    O comandante da Polícia Metropolitana de Bogotá, Javier Cardenas, confirmou o caso e afirmou que “uma criança de dois anos caiu do terceiro andar de um prédio depois de ficar vários segundos pendurada em uma varanda”.

    Mais tarde, o pai declarou que o filho “não sofreu nenhuma fratura e está em boas condições”.

    Os serviços sociais da Colômbia abriram uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente.

    Confira no vídeo acima o momento do salvamento. Alertamos, contudo, que as imagens poderão ferir a suscetibilidade do leitor.

     

    Menino de 2 anos cai de varanda e é salvo por vizinhos na Colômbia; vídeo