Categoria: MUNDO

  • Ataques de Israel no Líbano já deixam 850 mortos desde março

    Ataques de Israel no Líbano já deixam 850 mortos desde março

    Novo balanço do Ministério da Saúde libanês indica aumento no número de vítimas, incluindo crianças, mulheres e profissionais de saúde. Na Faixa de Gaza, um ataque aéreo israelense também matou oito policiais, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025

    Os ataques aéreos de Israel no Líbano deixaram 850 mortos desde 2 de março, incluindo 107 crianças, informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde libanês em um novo balanço.

    O número anterior, divulgado no sábado, indicava 826 vítimas. Entre os mortos também estão 66 mulheres e 32 profissionais de saúde, segundo o ministério, que acrescentou que 2.105 pessoas ficaram feridas nas duas semanas de confrontos.

    Enquanto isso, na Faixa de Gaza, um hospital informou que oito policiais morreram nesta segunda-feira após um ataque aéreo israelense atingir o veículo em que eles estavam, na região central do território, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025 entre Israel e o Hamas.

    “Oito mártires foram recebidos após um ataque a um veículo policial na cidade de Al-Zawaida, na região central”, informou o Hospital Al-Aqsa, localizado em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza.

    O Ministério do Interior de Gaza, controlado pelo Hamas, confirmou o número de mortos e afirmou que todas as vítimas eram policiais, incluindo o chefe da polícia da região central do território, o coronel Iyad Abu Yousdef.

    Ataques de Israel no Líbano já deixam 850 mortos desde março

  • Irã discute guerra com França e alerta para risco de escalada

    Irã discute guerra com França e alerta para risco de escalada

    Durante ligação telefônica, o ministro iraniano Abbas Araghchi afirmou que é preciso evitar ações que ampliem a tensão na região. Teerã também alertou que a entrada de novos países no conflito pode provocar uma escalada ainda maior da guerra

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou por telefone neste domingo (15) com o chanceler da França, Jean-Noël Barrot, para discutir a escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

    Durante a conversa, o representante iraniano afirmou que é necessário evitar ações que possam ampliar ainda mais a tensão na região. Segundo a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, Araghchi também responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela atual instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

    O chanceler iraniano também defendeu que a comunidade internacional adote uma postura responsável diante do conflito e condene o que classificou como ataques contra o Irã.

    Ainda neste domingo, o governo iraniano alertou que a entrada de novos países no conflito pode provocar uma escalada ainda maior da guerra no Oriente Médio.

    A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir apoio internacional para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo.

     

    O bloqueio da passagem pelo Irã provocou forte alta nos preços do petróleo e aumentou preocupações com possíveis impactos na economia global.

    Em entrevista à emissora norte-americana NBC News, Trump afirmou que acredita que o Irã deseja negociar, mas indicou que os Estados Unidos continuarão com sua ofensiva.

    “O Irã quer fechar um acordo, mas eu não quero fazê-lo agora, porque as condições ainda não são boas o suficiente”, disse o presidente.

    Por outro lado, Araghchi afirmou que Teerã não vê motivos para retomar negociações com Washington.

    “Não vemos razão para conversar com os americanos, pois já estávamos em diálogo quando decidiram nos atacar”, declarou o chanceler iraniano em entrevista à emissora CBS.
     
     

     

    Irã discute guerra com França e alerta para risco de escalada

  • Netanyahu ironiza boatos sobre morte e diz estar “mortinho por café”

    Netanyahu ironiza boatos sobre morte e diz estar “mortinho por café”

    Após rumores divulgados por veículos estatais do Irã sobre sua suposta morte, o primeiro-ministro de Israel publicou um vídeo gravado perto de Jerusalém. Nas imagens, ele faz piada com a situação e diz que está “mortinho por um café”.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou neste domingo um vídeo no qual ironiza os rumores que circularam no Irã sobre sua suposta morte. Nas imagens, ele aparece dizendo que está “mortinho por um café”.

    A gravação, feita nos arredores de Jerusalém, teve a autenticidade verificada pela agência Reuters. No vídeo, Netanyahu conversa com um assessor que menciona os boatos sobre sua morte. Em resposta, o premiê faz um trocadilho.

    Segurando uma xícara, ele afirma que está “mortinho por um café” e acrescenta que também está “louco” pelo povo israelense.

    De acordo com a Reuters, os rumores de que Netanyahu estaria ferido ou morto foram divulgados por veículos de comunicação estatais do Irã.

    A tensão no Oriente Médio aumentou nas últimas duas semanas, após Estados Unidos e Israel lançarem uma operação conjunta contra o Irã. Teerã respondeu imediatamente, ampliando o conflito na região.

    A escalada afetou vários países vizinhos e levou muitas pessoas a retornarem aos seus países de origem. Para Portugal, centenas de cidadãos regressaram, em meio a voos cancelados e atrasos.

    Durante os ataques contra o Irã, o líder supremo do país, Ali Khamenei, morreu. O cargo foi assumido por seu filho, Mojtaba Khamenei. Até agora, porém, o novo líder não apareceu publicamente: seu único pronunciamento foi transmitido pela televisão estatal iraniana, o que levantou dúvidas sobre seu estado de saúde. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não há provas de vida do sucessor.

    Netanyahu ironiza boatos sobre morte e diz estar “mortinho por café”

  • Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

    Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

    Pelo menos 3.040 pessoas, na maioria civis, morreram em resultado dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desde 28 de fevereiro, segundo dados divulgados hoje pela organização iraniana de direitos humanos HRANA.

    O número inclui 1.319 civis, dos quais 206 eram menores de idade, além de 1.122 militares, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos. A organização utiliza relatórios oficiais de autoridades de saúde, emergência e defesa civil, além de outras fontes no Irã.

    Outras 599 mortes foram confirmadas pela organização, mas as identidades das vítimas ainda não puderam ser determinadas.

    Do total, segundo a HRANA, 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas civis — incluindo um menor — em 285 ataques registrados em 18 das 31 províncias iranianas.

    Pela primeira vez em 16 dias de bombardeios, Teerã não lidera a lista das províncias mais atingidas e aparece em segundo lugar, atrás da província de Isfahan, no centro do país, onde no sábado as autoridades locais registraram 15 mortos em um ataque contra um centro industrial.

    Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde do Irã indicam 1.200 mortos e cerca de 10 mil feridos.

    A HRANA foi uma das organizações que procurou medir com precisão a dimensão da repressão violenta aos protestos antigovernamentais na República Islâmica do Irã ao longo de janeiro.

    No mês passado, a entidade informou que pelo menos 7.002 pessoas morreram ou desapareceram durante as manifestações, número baseado em casos confirmados pela organização — mais que o dobro dos 3.117 reconhecidos oficialmente — além de mais de 50 mil detidos.

    A onda de protestos começou em 28 de dezembro, em Teerã, com comerciantes e setores econômicos afetados pela queda do rial, a moeda nacional, e pela alta inflação, espalhando-se posteriormente por centenas de cidades do país.

    Após a revolta popular contra a teocracia de Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aos manifestantes iranianos que a ajuda estava “a caminho”.

    Desde a ofensiva conjunta com Israel, Trump tem sido mais cauteloso quanto ao objetivo de mudança de regime e, assim como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, tem repetido que os ataques militares buscam criar condições para que os iranianos se levantem contra as autoridades do país.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o país “não vê motivos para negociar” com os Estados Unidos, após Trump ter indicado que Teerã deseja um acordo para encerrar a guerra.

    O presidente norte-americano voltou a descartar no sábado a possibilidade de um acordo neste momento.

    “O Irã quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons”, declarou em entrevista à emissora NBC.

    O Irã rejeitou até agora qualquer discussão para estabelecer um cessar-fogo no conflito, que se espalhou pela região e reacendeu a guerra no Líbano, depois que o grupo xiita Hezbollah entrou no conflito em apoio ao seu aliado em Teerã e iniciou ataques contra Israel.

    Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, mirando especialmente bases militares e interesses norte-americanos, além de infraestruturas econômicas, sobretudo no setor de energia.

    Ao mesmo tempo, colocou sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que fez o preço do barril subir para cerca de 100 dólares.

    Na sexta-feira, alguns dos principais líderes do regime iraniano marcharam no centro de Teerã em desafio aos ataques israelo-americanos, mas o novo líder supremo não apareceu.

    Mojtaba Khamenei teria sido ferido, segundo diversos relatos de fontes ligadas ao regime iraniano, no mesmo bombardeio que matou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, e não é visto em público há vários dias.

    O chefe da diplomacia de Teerã afirmou no sábado que “não há qualquer problema” com Mojtaba Khamenei, que “está cumprindo seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo”.

    Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

  • Chanceler do Irã diz que líder supremo está com 'excelente saúde'

    Chanceler do Irã diz que líder supremo está com 'excelente saúde'

    Araghchi disse que o aiatolá Mojtaba Khamenei está bem e mantém o controle da situação, apesar de rumores sobre ferimentos. “Ele está com excelente saúde, está no controle e presente em seu posto. A mensagem de quinta-feira foi muito forte. O momento de mensagens em vídeo ou de aparecer diretamente ao povo é uma decisão dele”, afirmou o ministro ao jornal Al-Araby Al-Jadeed.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o líder supremo do país está com ‘excelente saúde’ e segue no comando do país em meio à guerra. Afirmação foi dada em entrevista ao Al-Araby Al-Jadeed.

    Araghchi disse que o aiatolá Mojtaba Khamenei está bem e mantém o controle da situação, apesar de rumores sobre ferimentos. “Ele está com excelente saúde, está no controle e presente em seu posto. A mensagem de quinta-feira foi muito forte. O momento de mensagens em vídeo ou de aparecer diretamente ao povo é uma decisão dele”, afirmou o ministro ao jornal Al-Araby Al-Jadeed.

    Neste sábado (14), o chanceler já havia negado que Mojtaba Khamenei esteja “desfigurado”. Em entrevista ao canal de notícias norte-americano MS Now, Araghchi também admitiu que o Irã tem recebido a ajuda militar da China e da Rússia.

    Ministro afirmou que o país funciona sob lógica de guerra e tentou afastar dúvidas sobre a estabilidade do regime. “O país está em guerra e deve ser administrado com a lógica de um tempo de guerra, mas o que é certo é que não apenas a liderança, mas todas as instituições do Estado estão totalmente estáveis em seus lugares, e tudo está sob controle”, disse.

    Araghchi também afirmou que o formato e o momento de eventuais aparições públicas do líder dependem de avaliação interna. Ele disse que a condução do país segue “a lógica do tempo de guerra”, sem detalhar quando haveria novo pronunciamento.
    Mojtaba foi nomeado oficialmente no último dia 8 de março. Ele substitui o pai, Ali Khamenei, morto em ataque coordenado dos EUA e Israel em 28 de abril

    POR QUE A SAÚDE DO LÍDER VIROU TEMA

    Especulações cresceram após o líder supremo não aparecer em público desde a nomeação, no início de março. A ausência de imagens e discursos alimentou dúvidas sobre o estado de saúde do líder.

    Autoridades iranianas afirmam que o novo líder se feriu no primeiro ataque dos EUA e Israel ao país. O filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian, disse em sua conta no Telegram que Mojtaba está “são e salvo”. Por outro lado, o governo Trump chegou a afirmar que Mojtaba está “desfigurado”, com diversas fraturas.

    Teerã disse que Mojtaba segue invisível ao público para garantir sua segurança. Regime iraniano tanta evitar rastreamento inimigo, após ameaças dos EUA e Israel de matarem o novo escolhido.

    EUA oferecem R$ 52 milhões por informações sobre líder supremo do IrãPrimeira mensagem do líder supremo à nação foi publicada nas redes sociais e lida pela TV estatal no dia 12 de março. No texto, ele lamentou a morte do pai e antecessor, pediu para países vizinhos fecharem bases americanas em seus territórios, anunciou que o Estreito de Hormuz, que tem gerado crise no mercado global de petróleo, deve continuar fechado.

    A NOMEAÇÃO

    O aiatolá disse ter ficado sabendo sobre sua eleição com surpresa. “Seu servo, Seyyed Mojtaba Hosseini Khamenei, soube do resultado da votação da Assembleia de Peritos ao mesmo tempo que você, através da televisão da República Islâmica”, escreveu.

    Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei, morto em 20 de fevereiro. O ataque aéreo contra um complexo em Teerã, coordenado por EUA e Israel no primeiro dia da guerra, matou também a esposa de Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh, a filha, o genro e o neto do líder supremo.

    Recluso e linha dura, ele é um clérigo iraniano com pouca presença pública, mas com influência nos bastidores do regime. Nascido em 1969, na cidade de Mashhad, ele estudou teologia e passou boa parte da vida ligado ao centro de poder da República Islâmica, sem ocupar cargos estatais formais.

    Ele ocupou posições fortes dentro do escritório do pai. Ao longo das últimas décadas, Mojtaba atuou como um dos principais articuladores das decisões do líder supremo e foi visto como uma figura que, nos bastidores, ajudava a consolidar o poder de Ali Khamenei.

    Escolha do sucessor foi feita pela Assembleia dos Especialistas, composta por 88 clérigos. Não há eleição popular, e o grupo pode decidir por um novo líder supremo único ou manter um conselho permanente, embora a primeira opção seja a mais provável.

    O líder supremo concentra poderes religioso e de Estado. Desde a Revolução de 1979, a Constituição define que o posto fica acima do presidente e do Parlamento na tomada de decisões.

    A autoridade máxima tem a palavra final em temas estratégicos. O líder supremo comanda as Forças Armadas, declara guerra ou paz, define a política externa e nomeia chefes do Judiciário e da mídia estatal.

    O presidente Masoud Pezeshkian, por sua vez, toca a administração do dia a dia. Eleito pelo voto popular, ele cuida da economia e de políticas públicas, mas atua sob supervisão do líder em áreas como defesa e diplomacia.

    Guarda Revolucionária parabenizou Khamenei pela nomeação. “Um novo amanhecer e uma nova fase para a revolução e para o governo da República Islâmica”, escreveu a corporação. O novo líder supremo é descrito como próximo da IRGC e analistas apontam que sua influência cresceu por meio de relações profundas com guarda e com grupos de segurança ligados ao regime.

    Chanceler do Irã diz que líder supremo está com 'excelente saúde'

  • Taiwan detecta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha

    Taiwan detecta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha

    A República de Taiwan detectou 26 aeronaves militares chinesas a operar nas imediações da ilha nas últimas 24 horas, das quais 16 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, anunciou hoje o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan.

    De acordo com o boletim diário divulgado pelo Ministério da Defesa Nacional da República da China, citado pela agência de notícias EFE, as incursões ocorreram entre 6h de sexta-feira (19h em Brasília de quinta-feira) e 6h de sábado (19h em Brasília de sexta-feira).

    Nesse período, também foi detectada a presença de sete navios de guerra chineses em águas próximas da ilha de Taiwan.

    Do total de aeronaves registradas, 16 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, uma fronteira não oficial que durante décadas funcionou como uma linha de separação tácita entre os dois lados, e entraram em áreas ao norte, centro e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan.

    Diante desses movimentos, as Forças Armadas de Taiwan mobilizaram caças, navios da Marinha e sistemas de mísseis terrestres para acompanhar a situação e responder caso fosse necessário, informou o ministério.

    Este é o maior número de aeronaves chinesas detectadas por Taiwan desde 25 de fevereiro, quando o Ministério da Defesa da ilha informou sobre a presença de 30 aeronaves no que China descreveu na época como uma “patrulha conjunta de preparação para combate”.

    Entre o fim de fevereiro e o início de março, Taiwan registrou uma atividade aérea chinesa muito menor do que o habitual, com vários dias sem relatos de incursões.

    A China considera Taiwan uma de suas províncias, cuja soberania não reconhece, enquanto o governo taiwanês afirma que a ilha é um território autônomo com sistema político e militar próprios. Nos últimos anos, Pequim aumentou a pressão militar ao redor de Taiwan, enviando quase diariamente aviões e navios de guerra para as proximidades da ilha — uma estratégia que Taipé denuncia como parte de uma campanha de intimidação destinada a desgastar suas forças armadas e reforçar as reivindicações territoriais chinesas.

    Taiwan detecta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha

  • Ataques de Israel matam 10 adultos e quatro crianças no Líbano

    Ataques de Israel matam 10 adultos e quatro crianças no Líbano

    Pelo menos 14 pessoas, entre as quais quatro menores, morreram numa série de ataques israelenses contra várias localidades do Líbano, informou hoje a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA), citando as autoridades de saúde.

    Sete pessoas morreram em um ataque de Israel contra um bairro da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, incluindo quatro crianças, de acordo com dados do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde.

    O ataque também deixou cinco feridos, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citada pela agência espanhola EFE.

    Posteriormente, quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas em um ataque na cidade de Sidon, enquanto outras três perderam a vida em um bombardeio contra a localidade de Al Qatrani, também no sul do país.

    O grupo xiita libanês Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando lançou mísseis contra Israel para vingar Ali Khamenei, líder iraniano morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana contra Teerã.

    Desde então, os bombardeios de Israel contra o Líbano causaram pelo menos 826 mortes e mais de 800 mil deslocados, segundo um balanço divulgado no sábado pelas autoridades libanesas.

    Aeronaves israelenses lançaram na sexta-feira panfletos em diferentes bairros de Beirute pedindo o desarmamento do grupo xiita, que paralelamente tem realizado ataques diários de alcance limitado contra o norte de Israel.

    Nos folhetos — uma manobra relativamente comum para ameaçar a população das zonas de fronteira, mas sem precedentes recentes na capital — Israel acusou o Hezbollah de agir como um escudo do Irã.

    Israel também pediu aos libaneses que exijam estabilidade para o Líbano.

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, visitou Beirute na sexta-feira e no sábado em solidariedade ao povo libanês, que, segundo ele, foi arrastado para a guerra sem desejar, em referência à intervenção do Hezbollah contra Israel.

    “Minha mensagem às partes em conflito é clara: parem os confrontos, parem os bombardeios. Não há solução militar. Apenas diplomacia, diálogo e a aplicação integral da Carta das Nações Unidas e das resoluções do Conselho de Segurança”, afirmou em Beirute.

    O atual conflito no Líbano, embora tenha antecedentes, faz parte da guerra em curso no Oriente Médio desencadeada pela ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã em 28 de fevereiro.

    Teerã respondeu com ataques contra países da região, sobretudo contra bases norte-americanas, além de bombardeios em Israel.

    O Líbano é o segundo país com mais mortes nessa guerra, depois do Irã, onde mais de 1.200 pessoas morreram, segundo um balanço que ainda não foi atualizado pelas autoridades iranianas.

    Ataques de Israel matam 10 adultos e quatro crianças no Líbano

  • Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

    Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou os aliados europeus de chantagem por pressionarem Kiev a reparar o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo, numa disputa que envolve a Hungria.

    “Estão me forçando a restabelecer o Druzhba”, declarou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, a um grupo de jornalistas no sábado (14), com embargo até hoje.

    Zelensky afirmou que o reparo do oleoduto Oleoduto Druzhba está sendo condicionado a um empréstimo de 90 bilhões de dólares, bloqueado pela Hungria, destinado à compra de armas para a Ucrânia.

    “Disse aos nossos amigos na Europa que isso se chama chantagem”, afirmou o líder ucraniano diante de um grupo de jornalistas, incluindo profissionais da agência de notícias francesa Agence France-Presse.

    A Ucrânia declarou, no entanto, estar disposta a trabalhar com qualquer líder húngaro que “não seja um aliado” de Vladimir Putin, a poucas semanas das eleições legislativas na Hungria, que podem resultar em uma mudança de governo.

    “Trabalharemos com qualquer líder na Hungria (…), desde que essa pessoa não seja um aliado de Putin”, afirmou o presidente ucraniano.

    Zelensky acusou ainda o atual governo ultranacionalista de Viktor Orbán de “difundir um sentimento anti-ucraniano” e de utilizar consultores de comunicação russos na campanha eleitoral.

    Ele também afirmou que a Ucrânia não quer perder o apoio dos Estados Unidos por causa da crise no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e Israel estão em guerra contra o Irã desde 28 de fevereiro.

    “Demonstramos nossa vontade de ajudar os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio”, oferecendo a experiência ucraniana no uso de drones, disse.

    “Esperamos muito que, por causa do Oriente Médio, os Estados Unidos não se afastem da questão da guerra na Ucrânia”, afirmou Zelensky, cujo país enfrenta uma invasão da Rússia desde fevereiro de 2022.

    Para combater as tropas russas, a Ucrânia tem contado com apoio financeiro e militar de aliados ocidentais, principalmente da União Europeia, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

    A relação com a administração do presidente Donald Trump, no poder desde fevereiro de 2025, tem tido altos e baixos, sobretudo devido à proximidade do líder norte-americano com Putin.

    Os aliados de Kyiv impuseram sanções econômicas a Moscou, mas Trump autorizou temporariamente, na semana passada, a venda de petróleo russo já carregado em petroleiros, o que provocou duras críticas da Ucrânia e de países europeus.

    Zelensky também anunciou que a Ucrânia receberá ainda este ano da França um novo sistema de defesa aérea SAMP/T, que será testado contra mísseis balísticos russos como alternativa ao sistema norte-americano MIM-104 Patriot.

    Segundo o presidente ucraniano, esse foi o “tema mais importante” das discussões mantidas com Emmanuel Macron na última sexta-feira, em Paris.

    Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

  • Israel lança nova ofensiva e Teerã ataca base dos EUA e alvos israelenses

    Israel lança nova ofensiva e Teerã ataca base dos EUA e alvos israelenses

    Israel anunciou neste domingo (15), o lançamento de uma nova ofensiva no oeste do Irã e a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ataques com mísseis contra uma base aérea norte-americana e alvos israelenses, no 16.º dia de guerra.

    O exército de Israel lançou “uma onda de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano no oeste do Irã”, informaram os militares em comunicado citado pela Agence France-Presse (AFP).

    Desde o início da operação militar conjunta com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, Israel realizou mais de 400 ondas de bombardeios no Irã, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

    Caças israelenses atacaram mais de 200 alvos no Irã ao longo do sábado, incluindo dezenas de lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea e depósitos de armas, informou o exército.

    Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou hoje ter lançado 10 mísseis e um número não especificado de drones contra as forças norte-americanas destacadas na Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.

    A operação teve como alvo centros regionais de comando e controle e a gestão da frente interna israelense, em um ataque simultâneo contra instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, informou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado pela agência iraniana Fars News Agency.

    A força ideológica do regime da República Islâmica dedicou a ação aos “84 mártires” do navio “Dena”, que teria sido afundado por um submarino norte-americano ao largo do Sri Lanka em 4 de março.

    Segundo o comunicado, também citado pela agência espanhola Europa Press, foram utilizados na operação mísseis hipersônicos e drones “com capacidade destrutiva”.

    A Guarda Revolucionária também afirmou que os alvos atingidos na base de Al Dhafra teriam servido como apoio informativo no planejamento de operações contra o Irã.

    “Com a graça de Deus, os contínuos e esmagadores ataques contra os alvos dos centros e interesses dos Estados Unidos e do regime sionista continuarão com maior poder e alcance até que o agressor se renda e seja castigado”, acrescentou.

    As forças israelenses disseram ter detectado mísseis lançados do Irã em direção a Israel, embora não tenham esclarecido o número exato de projéteis identificados.

    O exército afirmou que os sistemas de defesa estavam “trabalhando para interceptar a ameaça” e que o comando da frente interna distribuiu alertas por celular para moradores das áreas afetadas.

    A guerra em curso no Oriente Médio foi desencadeada por uma ofensiva militar em grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, que respondeu com ataques contra países vizinhos.

    O conflito já causou mais de dois mil mortos, a maioria iranianos, e centenas de milhares de deslocados, especialmente no Líbano.

    A guerra também provocou uma crise nos mercados petrolíferos, com o preço do barril de petróleo bruto ultrapassando a barreira psicológica dos 100 dólares.

    Israel lança nova ofensiva e Teerã ataca base dos EUA e alvos israelenses

  • Afeganistão reivindica ataque no Paquistão com 14 mortos e 11 feridos

    Afeganistão reivindica ataque no Paquistão com 14 mortos e 11 feridos

    As forças dos talibãs afegãos mataram 14 militares paquistaneses e feriram 11 durante uma operação para tomar um posto de controlo na fronteira entre os dois países, anunciou hoje o Ministério da Defesa do Afeganistão.

    A operação ocorreu na zona de fronteira que abrange as províncias afegãs de Kunar e Nangarhar, no leste do país, com a fronteira ocidental do Afeganistão, disse o ministério num comunicado, citado pela agência francesa AFP.

    O ataque é uma retaliação direta a um bombardeamento paquistanês na sexta-feira contra o leste de Cabul, que causou quatro mortos, entre os quais mulheres e crianças, afirmou o ministério.

    O incidente na fronteira representa o mais recente episódio do conflito que eclodiu em outubro de 2025, quando o Paquistão lançou uma operação de larga escala contra os talibãs paquistaneses que se escondem na região.

    O ministério afegão afirmou que o ataque resultou na tomada do posto de controle, bem como na destruição de um veículo blindado e de um outro “veículo internacional”, sem dar mais detalhes.

    O exército paquistanês não se pronunciou sobre este ataque, limitando-se a admitir que quatro civis ficaram feridos nas últimas horas devido à queda de destroços de “drones talibãs rudimentares”.

    Duas crianças ficaram feridas em Quetta e outros dois civis sofreram ferimentos em Kohat e Rawalpindi, afirmaram os militares paquistaneses.

    O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar militantes talibãs paquistaneses, que reivindicaram vários atentados no país, e do Estado Islâmico do Khorasan.

    Cabul nega as acusações paquistanesas.

    Após meses de escaramuças, os dois países vizinhos enfrentam-se desde 26 de fevereiro, quando o Afeganistão lançou uma ofensiva fronteiriça em resposta a ataques aéreos paquistaneses.

    O Paquistão declarou então “guerra aberta” às autoridades talibãs e bombardeou a capital afegã, Cabul, em 27 de fevereiro.

    Também foi visada a antiga base norte-americana de Bagram, a norte de Cabul, e Kandahar.

    Desde então, ocorrem regularmente confrontos nas áreas fronteiriças e bombardeamentos em Cabul que causaram a morte de mais de seis dezenas de civis no Afeganistão.

    O conflito provocou 115.000 deslocados internos no Afeganistão, de acordo com o Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

    O Paquistão, que tem armas nucleares, e o Afeganistão são vizinhos do Irã, alvo de uma ofensiva militar de grande escala lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, que desencadeou uma nova guerra no Oriente Médio.

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