Categoria: MUNDO

  • Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

    Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

    Logan Gifford, vítima de abuso sexual cometido pela mãe na infância, relata a suspeita de que o irmão mais novo possa ter nascido durante o período das agressões. Ele busca respostas por meio de um teste de paternidade enquanto tenta reconstruir a própria vida

    Um morador de Los Angeles, nos Estados Unidos, relatou viver um conflito profundo desde que passou a suspeitar que seu irmão mais novo possa, na verdade, ser seu filho biológico. Logan Gifford foi vítima de abuso sexual cometido pela própria mãe, Doreene Gifford, entre os 10 e os 16 anos.

    Os abusos vieram à tona quando Logan decidiu denunciar a mãe, o que levou à prisão dela em 2015. Doreene foi condenada a uma pena que varia de 8 a 20 anos. Em entrevista ao Las Vegas Review‑Journal, ele relembrou o início da violência, que ocorreu no quarto dos pais enquanto um filme adulto passava na televisão.

    Hoje adulto, Logan se tornou uma voz ativa na defesa de homens sobreviventes de violência sexual. Ele afirma que a possibilidade de o irmão, atualmente com 15 anos, ter nascido em decorrência dos abusos o acompanha desde 2008, ano do nascimento do adolescente.

    O irmão mais novo apresenta dificuldades cognitivas, o que intensifica a preocupação de Logan, já que estudos apontam maior risco de problemas de saúde em crianças geradas em relações incestuosas.

    “Eu era uma criança quando tudo aconteceu, mas ainda hoje sou eu quem tenta juntar as peças do que isso causou na minha vida”, disse ele ao jornal. Logan solicitou um teste de paternidade para esclarecer a situação e, caso a paternidade seja confirmada, pretende assumir responsabilidades legais.

    A infância de Logan foi marcada por instabilidade. Ele relata ter crescido em um ambiente familiar violento, com pais que alternavam períodos dentro e fora da prisão e que enfrentavam problemas com drogas. O jovem que pode ser seu filho vive atualmente com Logan, e, se a paternidade for comprovada, ele poderá pedir a guarda definitiva, segundo o Daily Mail.

    Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

  • British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

    British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

    Companhia interrompe operações para destinos como Dubai, Tel Aviv e Amã até o fim de maio, diante da instabilidade na região. Medida ocorre após ataques recentes e aumento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

    A British Airways anunciou a suspensão de voos para alguns destinos do Oriente Médio até 31 de maio, em razão da instabilidade provocada pela escalada do conflito na região.

    A decisão afeta rotas para Amã, no Jordânia, Bahrein, Dubai e Tel Aviv. Segundo a companhia, a medida foi tomada por causa da incerteza persistente no cenário de segurança.

    Os voos para Doha seguem suspensos até 30 de abril, enquanto as operações para Riad e Jidá, na Arábia Saudita, continuam normalmente.

    Já a rota de inverno para Abu Dhabi será retomada em 25 de outubro, conforme planejamento anterior.

    A decisão ocorre após um ataque com drones ao aeroporto de Dubai, que atingiu um depósito de combustível e causou incêndio, levando à interrupção temporária das operações no local.

    A região vive um aumento das tensões desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, alegando neutralizar ameaças do regime.

    Em resposta, Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra bases americanas e alvos israelenses, ampliando o risco para operações aéreas na região.

    British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

  • Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

    Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

    Conflito no Oriente Médio pode elevar preços de energia e alimentos e ampliar crise global, segundo a ONU. Ásia e África devem ser as regiões mais afetadas, com milhões de pessoas em risco caso as hostilidades se prolonguem e o petróleo siga em alta

    A ONU alertou nesta terça-feira que cerca de 45 milhões de pessoas podem passar a enfrentar insegurança alimentar aguda como consequência da guerra envolvendo o Irã e seus impactos no Oriente Médio. O número representa um novo recorde, com maior impacto em países da Ásia e da África.

    De acordo com análise do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, esse cenário deve se concretizar caso o conflito se prolongue até meados do ano e o preço do petróleo permaneça acima de 100 dólares por barril.

    Segundo o organismo, a situação já começa a pressionar cadeias globais de abastecimento. A paralisação quase total do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os riscos crescentes à navegação no mar Vermelho estão elevando os preços da energia, dos combustíveis e dos fertilizantes, o que agrava a crise alimentar para além do Oriente Médio.

    Atualmente, cerca de 318 milhões de pessoas no mundo já enfrentam insegurança alimentar.

    A ONU alerta que o planeta pode caminhar para uma crise semelhante à registrada em 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de afetados chegou a 349 milhões.

    Embora o conflito atual esteja concentrado em uma região estratégica para a produção de energia, e não agrícola, o impacto pode ser semelhante devido à forte relação entre os mercados de energia e alimentos.

    “Sem uma resposta humanitária com financiamento adequado, isso pode se transformar em uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite”, afirmou o diretor executivo adjunto do Programa Alimentar Mundial, Carl Skau.

    O relatório destaca que as regiões mais vulneráveis são a África Subsaariana e partes da Ásia, devido à dependência de importações de alimentos e combustíveis.

    A previsão é de aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

    O cenário de tensão se intensificou após a ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, com o objetivo declarado de neutralizar ameaças do regime iraniano. Em resposta, Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra bases americanas e alvos israelenses na região.
     
     

     

    Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

  • Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

    Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

    Ataques aéreos durante a noite no Irã também teriam matado o comandante da milícia Basij. Governo israelense afirma que ofensiva busca enfraquecer o regime e reduzir a capacidade militar do país

    O governo de Israel anunciou nesta terça-feira a morte de dois importantes nomes do regime iraniano após ataques aéreos realizados durante a noite no Irã. Segundo as autoridades israelenses, foram mortos Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij.

    A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou ter recebido o relatório do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

    O Exército israelense já havia informado anteriormente a morte de Soleimani, responsável pela Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária do Irã e considerada um dos principais instrumentos de repressão interna do país.

    Katz afirmou que as operações militares continuarão com intensidade, com foco na destruição de estruturas estratégicas e na redução da capacidade iraniana de lançar mísseis.

    Segundo ele, o objetivo é enfraquecer o regime iraniano por meio da eliminação de lideranças e de recursos militares.

    Os ataques fazem parte da escalada de tensão iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que resultou na morte do então líder supremo Ali Khamenei.

    Em resposta, o Irã fechou o estreito de Ormuz e passou a realizar ataques contra alvos israelenses, bases militares dos Estados Unidos e instalações estratégicas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
     
     

     

    Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

  • Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

    Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

    Escritora infantil Kouri Richins foi considerada culpada pelo assassinato do marido nos Estados Unidos. Após a morte, ela lançou um livro sobre luto para crianças. A Justiça apontou motivação financeira e tentativa de obter seguro de vida

    A escritora infantil Kouri Richins foi considerada culpada nesta segunda-feira pelo assassinato do marido, Eric Richins, ocorrido em 4 de março de 2022, nos Estados Unidos. De acordo com a decisão do júri, o crime foi motivado por interesses financeiros, incluindo o recebimento do seguro de vida, além do desejo de iniciar uma nova vida com um amante.

    Após cerca de três semanas de julgamento, os jurados levaram apenas três horas para chegar ao veredito. As investigações apontaram que Eric morreu após ingerir uma bebida adulterada com uma dose letal de fentanil, substância altamente potente.

    O caso chamou atenção internacional também pelo comportamento da autora após a morte do marido. Meses depois do crime, Kouri lançou o livro infantil “Are You With Me?”, no qual aborda o luto sob a perspectiva de crianças que perdem um dos pais, obra inspirada, segundo ela, na experiência dos próprios filhos.

    Durante o processo, a promotoria apresentou evidências de que a escritora já havia tentado envenenar o marido anteriormente, no Dia dos Namorados daquele mesmo ano, ao adulterar um alimento. A tentativa não teve sucesso, mas reforçou a tese de premeditação.

    Além do homicídio qualificado, Kouri foi condenada por tentativa de homicídio, fraude de seguro e falsificação. Segundo os promotores, ela enfrentava sérios problemas financeiros, com dívidas que ultrapassavam 4 milhões de dólares relacionadas a negócios imobiliários.

    A acusação sustentou que a ré planejou o crime para acessar o dinheiro do seguro de vida do marido e resolver suas pendências financeiras, além de viabilizar uma nova vida ao lado de outra pessoa.

    Durante o julgamento, a promotoria descreveu Kouri como alguém que mantinha uma imagem pública de sucesso, mas que, na realidade, enfrentava dificuldades financeiras significativas.

    O casal vivia com os três filhos na cidade de Kamas, em Utah, região próxima a Park City. Segundo a investigação, Kouri considerava o divórcio, mas não queria abrir mão dos recursos financeiros do marido, o que teria contribuído para a motivação do crime.

     

    Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

  • Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

    Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

    Após pedido dos Estados Unidos, países destacam importância da segurança na região, mas mantêm cautela e não confirmam participação em eventual operação militar em meio às tensões no Oriente Médio

    Em conversas realizadas na noite de segunda-feira com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, os ministros das Relações Exteriores do Japão e da Coreia do Sul, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, destacaram a importância de garantir a navegação segura no Estreito de Ormuz, ponto estratégico onde as tensões já afetam o fornecimento global de combustível. Apesar disso, não deixaram clara a posição de seus países sobre o apoio solicitado por Washington.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo no domingo e reforçou na segunda-feira para que diversos países, incluindo aliados da Otan e grandes importadores de petróleo como a China, enviem navios militares para a região. O objetivo é assegurar a circulação pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    Trump também pediu diretamente a Japão e Coreia do Sul que contribuam para manter a rota aberta, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos dois países e que ambos dependem fortemente do petróleo do Oriente Médio.

    Antes disso, o governo japonês afirmou que não recebeu um pedido formal para enviar navios militares, mas já indicou que não pretende realizar uma operação de segurança marítima. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento.

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reforçou que uma eventual missão desse tipo seria extremamente complexa do ponto de vista jurídico. Segundo ela, o governo ainda avalia possíveis medidas dentro dos limites legais para proteger embarcações japonesas e suas tripulações.

    O envio de tropas ao exterior é um tema sensível no Japão, que mantém uma postura pacifista desde a Constituição de 1947, que limita a atuação militar fora do território nacional.

    Durante a conversa com Rubio, o chanceler japonês destacou que a segurança no Estreito de Ormuz é vital para a comunidade internacional, especialmente em relação à segurança energética. Ele também condenou ações do Irã, incluindo ataques a instalações civis e energéticas na região do Golfo e ameaças à navegação.

    Já o governo sul-coreano afirmou que está em contato próximo com os Estados Unidos e que tomará uma decisão cautelosa sobre o envio de apoio militar.

    As conversas ocorreram dois dias antes da visita da primeira-ministra japonesa aos Estados Unidos. Motegi e Rubio também concordaram em reforçar a cooperação entre os dois países, destacando a importância da aliança bilateral.

    O chanceler sul-coreano afirmou ainda que a estabilidade no Oriente Médio e a livre navegação no Estreito de Ormuz são essenciais para a economia e a segurança global. Ele também expressou condolências pelas mortes de cidadãos americanos no conflito e agradeceu o apoio dos Estados Unidos na retirada de sul-coreanos da região.
     
     

    Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

  • Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

    Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

    Gravação obtida pelo The Telegraph indica que líder supremo do Irã deixou o local instantes antes do ataque que matou seu pai, Ali Khamenei, levantando dúvidas sobre seu estado de saúde

    Mojtaba Khamenei, atual líder supremo do Irã, escapou de morrer após o ataque realizado por Estados Unidos e Israel ao complexo do aiatolá em 28 de fevereiro. O pai dele, Ali Khamenei, morreu na ofensiva.

    Segundo um áudio obtido pelo The Telegraph, Mojtaba estava com o pai no momento do ataque e também era alvo da operação. No entanto, ele teria saído de casa poucos minutos antes do impacto dos mísseis, por volta das 9h32 no horário local.

    O relato, atribuído ao chefe de protocolo do gabinete de Ali Khamenei, Mazaher Hosseini, descreve os primeiros momentos após a explosão dentro do complexo. De acordo com ele, Mojtaba sofreu um ferimento leve na perna, enquanto a esposa e o filho morreram no local. O cunhado também teria sido morto de forma violenta.

    No áudio, Hosseini afirma que Mojtaba estava do lado de fora do prédio quando o local foi atingido. A explosão teria alcançado diferentes áreas do complexo, incluindo a residência do líder supremo e espaços utilizados pela família.

    Segundo o relato, o ataque envolveu múltiplos mísseis e teria como objetivo atingir toda a família Khamenei. Outras residências dentro do complexo também foram atingidas, mas alguns familiares conseguiram escapar sem ferimentos graves.

    Desde então, nenhum dos irmãos de Mojtaba apareceu publicamente ou comentou sua nomeação como líder supremo.

    O ataque também matou o chefe do gabinete militar de Khamenei, Mohammad Shirazi, considerado peça-chave na ligação entre o comando militar e o líder do país. De acordo com o relato, o corpo dele ficou extremamente mutilado após a explosão.

    As informações surgem em meio a dúvidas sobre o estado de saúde de Mojtaba Khamenei. Desde o ataque, circularam versões de que ele teria morrido, entrado em coma, sofrido amputações ou ficado gravemente desfigurado.

    Nos últimos dias, surgiram relatos de que Mojtaba teria sido levado para Moscou, onde teria passado por uma cirurgia em uma estrutura ligada ao governo de Vladimir Putin. Segundo o jornal kuwaitiano Al-Jarida, o procedimento teria sido bem-sucedido, embora não haja confirmação oficial.

    De acordo com uma fonte citada pelo veículo, a transferência teria ocorrido em um avião militar russo após recomendação direta de Putin, diante da gravidade dos ferimentos.

    Paralelamente, documentos da inteligência americana indicam que Ali Khamenei não apoiava a ascensão do filho ao poder, por considerá-lo despreparado para o cargo. Fontes iranianas também afirmam que a escolha de Mojtaba não refletia a vontade do antigo líder.

    Apesar disso, ele acabou assumindo a liderança em meio à crise, enquanto persistem dúvidas sobre sua condição de saúde e capacidade de governar.

    Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

  • Trump teria exigido saída de presidente cubano para avançar negociações

    Trump teria exigido saída de presidente cubano para avançar negociações

    Governo Trump pressiona por mudanças políticas e econômicas na ilha, incluindo reformas estruturais, afastamento de aliados do regime e liberação de presos, enquanto Havana evita comentar as exigências

    A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sinalizado ao governo de Cuba que a continuidade das negociações entre os dois países dependeria do afastamento do presidente Miguel Díaz-Canel, segundo informações publicadas pelo The New York Times.

    De acordo com a reportagem, baseada em fontes familiarizadas com as conversas diplomáticas, a proposta dos Estados Unidos inclui a saída de Díaz-Canel como condição para avançar em acordos mais amplos. O país é governado por um regime comunista há mais de seis décadas.

    As mesmas fontes indicam que, até o momento, Washington não estaria buscando mudanças diretas envolvendo membros da família Castro, que ainda exercem influência política no país.

    Segundo integrantes da administração americana, a substituição do atual presidente poderia abrir caminho para reformas econômicas e estruturais em Cuba, consideradas pouco prováveis sob a liderança de Díaz-Canel.

    Ainda de acordo com o jornal, caso o governo cubano aceite essa possibilidade, o movimento representaria uma das mudanças políticas mais significativas no contexto das negociações entre os dois países.

    Uma das fontes ouvidas afirmou que a saída do presidente cubano também teria valor simbólico para Trump, que poderia apresentar o gesto como uma vitória política diante de um governo historicamente adversário dos Estados Unidos.

    Negociadores americanos também defendem o afastamento de figuras antigas do regime, associadas às diretrizes de Fidel Castro, além da liberação de presos políticos como parte das exigências.

    Segundo autoridades dos Estados Unidos, o objetivo das negociações é promover uma abertura gradual da economia cubana para empresas e investidores americanos.

    O governo de Cuba, por sua vez, não comentou oficialmente as informações.

    Ainda segundo o New York Times, a posição americana não foi apresentada como um ultimato, mas como uma proposta que poderia facilitar avanços nas negociações. Representantes cubanos envolvidos nas conversas teriam reconhecido dificuldades na atual gestão, mas ressaltaram a necessidade de conduzir qualquer mudança sem aparentar interferência direta da Casa Branca.

    Do lado americano, a sinalização é de que um acordo não será fechado enquanto Díaz-Canel permanecer no poder.

    Como forma de pressão, o governo Trump teria adotado medidas como o bloqueio de importações de petróleo estrangeiro para Cuba.

    Nesta segunda-feira, o país também enfrentou um apagão que deixou grande parte do território sem energia elétrica.

    Miguel Díaz-Canel, de 65 anos, está na presidência desde 2018 e ainda tem cerca de dois anos de mandato. Ele também ocupa a liderança do Partido Comunista.

    O atual presidente é o primeiro governante cubano em décadas que não pertence à família Castro, que esteve no poder desde a Revolução de 1959.

    Durante seu governo, Cuba registrou os maiores protestos recentes da população, em julho de 2021.
     

    Trump teria exigido saída de presidente cubano para avançar negociações

  • Países recusam ajuda a Trump no estreito de Hormuz, e Irã ataca oleoduto

    Países recusam ajuda a Trump no estreito de Hormuz, e Irã ataca oleoduto

    Aliados europeus e Austrália negam envio de navios de guerra para garantir trânsito de petróleo; Japão e Coreia avaliam; presidente diz que há interessados em agir, mas se queixa dos outros; primeiro petroleiro não iraniano atravessou a região

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O misto de apelo e ameaça feito por Donald Trump para que outros países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, na prática controlado hoje pelo Irã, por ora não surtiu muito efeito.

    Nesta segunda-feira (16), os governos do Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália rejeitaram a ideia, enquanto Japão, Coreia do Sul e Holanda disseram estar avaliando se enviarão navios, mas tendem a não fazer nada. Outros europeus, como a Espanha, já descartaram operações militares.

    “Alguns [países] estão muito entusiasmados com isso, outros não. Alguns são países que ajudamos há muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo importa para mim”, disse Trump na Casa Branca.

    Como é usual, o presidente não listou os interessados. Ele se queixou dos britânicos, com quem vem se estranhando há tempos: “Estou bastante surpreso com o Reino Unido. Não estou feliz”. Antes, em Londres, o premiê Keir Starmer disse que seu país “não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla no Oriente Médio”.

    Trump ainda disse acreditar que a França irá ajudar de alguma forma, citando uma conversa com o presidente Emmanuel Macron, embora Paris tenha até aqui criticado a guerra e dito que não enviaria navios a Hormuz.

    No sábado (14), o republicano havia feito um pedido na sua rede social Truth, dizendo que seria do interesse de países como “China, França, Japão, Coreia do Sul e outros” manter o estreito por onde passam cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito aberto.

    Com a guerra iniciada há pouco mais de duas semanas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, o maior sucesso até agora da teocracia, além de se manter no controle do país, foi o de criar caos no comércio de petróleo global, obrigando o acesso a reservas de emergência de diversos países.

    A estratégia é contar com que o mundo pressione pelo fim da guerra em nome da estabilidade econômica, mantendo o regime islâmico em pé. Com a extensa campanha aérea contra o Irã em curso, contudo, o sucesso é incerto.

    Sem obter resposta ao longo do fim de semana, Trump passou ao campo da ameaça em uma entrevista ao jornal britânico Financial Times no domingo (15). Nela, disse que a falta de apoio europeu “será muito ruim para o futuro da Otan”.

    Os EUA lideram a aliança militar criada em 1949 para conter Moscou, que tem também o Canadá e 30 membros europeus. Desde seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, Trump se dedica a pressionar os aliados, a quem considera frágeis e dependentes em excesso de Washington.

    Ele já havia passado a conta do apoio à Ucrânia contra a invasão russa para os europeus no ano passado, suspendendo completamente o envio de dinheiro e armas para Kiev -a ajuda que chegou foi por meio de um esquema em que a Otan compra equipamento de estoques americanos e o repassa aos ucranianos.

    Em resposta à pressão, o premiê alemão, Friedrich Merz, disse por meio de seu porta-voz que “a guerra no Irã não é assunto da Otan”.

    Nesta nova guerra contra o Irã, Trump está sozinho com Binyamin Netanyahu. Diversos países europeus criticaram a ação militar, dizendo que a diplomacia era o melhor caminho para lidar com Teerã.

    Agora, estão pressionados por uma crise global, e viram os EUA relaxarem parcialmente o embargo ao petróleo russo que financia a guerra de Vladimir Putin para evitar uma escalada descontrolada de preços. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse nesta segunda que o bloco não “tem apetite” para agir em Hormuz. “Esta guerra não é da Europa”, afirmou a estoniana.

    Trump também buscou atrair a China, sua rival estratégica e compradora de quase todo o petróleo do Irã, para o jogo. Na sexta (13), atacou a ilha de Kharg, centro de produção da teocracia, mas aparentemente deixou os terminais de embarque intactos. Depois, disse que poderia destruí-los “só por diversão”.

    Na entrevista ao FT, o presidente tentou pressionar os chineses dizendo que poderia adiar a visita prevista no mês que vem a Xi Jinping. Nesta segunda, confirmou o pedido a Pequim, que antes havia dito esperar a manutenção da visita. “Tenho de estar nos EUA”, justificou Trump.

    O Irã também manobra. Primeiro, logo após o início da guerra, disse que o estreito estava fechado e passou a atacar navios e infraestrutura petrolífera dos vizinhos árabes. Recentemente, adotou um discurso de que Hormuz só não é acessível para os EUA, Israel e seus aliados.

    “Do nosso ponto de vista, o estreito está aberto”, disse nesta segunda o chanceler Abbas Araghchi. Como prova de boa vontade, Teerã permitiu sem incidentes o trânsito de um petroleiro paquistanês com óleo dos Emirados Árabes Unidos.

    Segundo o monitor Marine Traffic, o navio Karachi completou o percurso ao longo do domingo, chegando nesta segunda à costa de Omã. A rota que ele fez, passando por entre ilhas iranianas e navegando junto a águas territoriais de Teerã, sugere que o caminho normal possa estar minado.

    Trump afirmou nesta segunda que os EUA destruíram 30 navios que posicionam minas marítimas, mas que não sabe quantas já haviam sido posicionadas. Segundo ele, isso “espanta os donos de navios” da região.

    Por outro lado, os iranianos mantêm a pressão com ataques de mísseis e drones em todo o Oriente Médio, e nesta segunda atingiram o terminal de Fujairah, 1 dos 7 emirados árabes sob a presidência de Abu Dhabi.

    O porto no golfo de Omã tem importância estratégica pois é onde chega o único oleoduto dos Emirados que dribla o estreito de Hormuz, trazendo petróleo dos campos de Habshan, em Abu Dhabi. Embarques de navios foram suspensos.

    Os Emirados são o principal alvo da retaliação iraniana na guerra, sofrendo mais ataques do que Israel. Nesta segunda, o aeroporto de Dubai, em tempos de paz um dos mais movimentados do mundo, foi fechado após um drone de Teerã explodir um tanque de combustível próximo do terminal.

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  • Investigações contradizem explicações de Javier Milei sobre escândalo com criptomoeda

    Investigações contradizem explicações de Javier Milei sobre escândalo com criptomoeda

    Documentos e ligações sugerem acordo de US$ 5 milhões relacionado ao apoio do presidente a $Libra; por outro lado, chefe de Gabinete diz que governo não comenta ‘versões’; mandatário ignora tema

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Arquivos encontrados no celular de um empresário reacenderam as discussões sobre a participação do presidente argentino Javier Milei no escândalo de promoção do criptoativo $Libra.

    Documentos e registros de ligações que foram divulgados após uma investigação do Ministério Público argentino sugerem um acordo de US$ 5 milhões (R$ 26,3 milhões) relacionado ao apoio de Milei a Hayden Davis, CEO da Kelsier Ventures, empresa responsável pelo lançamento da criptomoeda.

    O dono do celular é o empresário Mauricio Novelli, também envolvido na divulgação do ativo digital no início do ano passado. Na ocasião, Milei divulgou o ativo em sua conta no X (ex-Twitter), apagou o post momentos depois e o valor da criptomoeda colapsou.

    Um memorando no celular de Novelli detalha um suposto acordo que incluía US$ 1,5 milhão (R$ 7,9 milhões) como adiantamento, US$ 1,5 milhão em troca de uma publicação no X de Milei anunciando Davis como conselheiro e mais US$ 2 milhões (R$ 10,5 milhões) após a assinatura do contrato pessoalmente com a irmã de Milei, Karina.

    Nos dias que se seguiram ao escândalo $Libra, Milei disse em entrevistas que não tinha proximidade com os empresários envolvidos e que não conhecia o criptoativo em detalhes, além de afirmar que promoveu o investimento como pessoa física e não como presidente.

    Ao contrário do que o presidente argentino havia dito após o escândalo estourar, o material encontrado durante uma perícia no telefone de Novelli sugere que o apoio de Milei a $Libra estava sendo negociado.

    Questionada, a Presidência da Argentina disse que Milei já forneceu explicações por meio de publicações no X. O chefe de Gabinete, Manuel Adorni, disse que o governo não falaria de “versões, notas ou análises jornalísticas”.

    “Nunca falamos disso. Parte do processo está sendo contestada porque é nula e sem efeito. O sistema judiciário precisa continuar investigando e terminar de esclarecer tudo o que aconteceu”, disse em uma entrevista na TV no domingo (15).

    Pelo documento, Novelli e Davis discutiram a implementação do token de criptomoeda a partir de um hotel de luxo enquanto Milei promovia o lançamento em suas redes sociais.

    No dia 30 de janeiro de 2025, Milei fez uma publicação no X mencionando Davis, destacando a ajuda que estava recebendo sobre tecnologia blockchain e inteligência artificial.

    Em 14 de fevereiro, Milei promoveu a criptomoeda em sua conta no X, afirmando que ela serviria para financiar pequenas e médias empresas argentinas. Horas depois, recuou.

    Traders compraram o criptoativo a preços baixos e o venderam após o apoio do presidente, obtendo grandes lucros, enquanto a maior parte dos investidores perdeu dinheiro quando o valor caiu.

    Dias depois, quando o escândalo estourou, o governo anunciou que abriria uma investigação pelo Escritório Anticorrupção sobre possíveis irregularidades, incluindo ações do próprio presidente. Em maio, no entanto, a unidade de investigação foi fechada. O Congresso argentino também criou uma comissão para investigar o tema, ainda com poucos avanços.

    As anotações no celular de Novelli também sugerem que havia planos para uma nova publicação nas redes sociais de Milei, que reforçaria o apoio ao projeto.

    O caso indica que as transações financeiras que sustentavam o esquema de $Libra estavam sendo planejadas há meses, com registros de encontros entre Novelli, Davis e o presidente, bem como transferências financeiras para contas vinculadas.

    O escândalo continua a ser investigado na Argentina e nos Estados Unidos, enquanto os detalhes emergem.

    As acusações giram em torno da fraude conhecida como “rug pull”, na qual se cria uma criptomoeda e se infla o seu valor com investimentos e divulgações de peso nas redes (como a de Milei) para logo retirar todo o dinheiro, com a consequência de que milhares de investidores menores perdem seus aportes.

    Sem mencionar o caso $Libra ou uma outra controvérsia, em torno das viagens da mulher de Adorni que teriam sido pagas pelos argentinos, Milei discursou por cerca de 90 minutos em Córdoba nesta segunda-feira (16), onde focou seu discurso na defesa da gestão econômica.

    Investigações contradizem explicações de Javier Milei sobre escândalo com criptomoeda