Categoria: MUNDO

  • Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo

    Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo

    Instalação estratégica de South Pars, responsável por grande parte do gás consumido no país, foi atingida por projéteis e registrou incêndio. Conflito no Oriente Médio entra na terceira semana e amplia tensões na região

    Israel e Estados Unidos atacaram nesta quarta-feira uma importante instalação de gás no Irã, localizada no Golfo, considerada a maior do mundo. O bombardeio provocou um incêndio no local, segundo informou a televisão estatal iraniana.

    De acordo com autoridades locais, partes da refinaria de South Pars, situada na cidade portuária de Kangan, foram atingidas por projéteis. Equipes de bombeiros foram mobilizadas para conter as chamas.

    O campo de gás South Pars/North Dome é a maior reserva conhecida do mundo e é compartilhado entre Irã e Qatar. A instalação é estratégica para o país, sendo responsável por cerca de 70% do gás natural consumido internamente.

    Essa não é a primeira vez que a região é alvo de ataques. Em junho de 2025, durante um conflito anterior, instalações no mesmo local já haviam sido atingidas.

    A ofensiva mais recente ocorre no contexto da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã. Desde então, o confronto se intensificou e já se estende por várias regiões do Oriente Médio.

    Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo

  • Mãe tira proteção de janela e filho cai do 17.º andar de prédio nos EUA

    Mãe tira proteção de janela e filho cai do 17.º andar de prédio nos EUA

    Criança de 5 anos morreu após cair do 17º andar de um prédio no Kansas, nos Estados Unidos. Segundo as investigações, a mãe havia retirado a proteção da janela e não acionou o socorro, sendo posteriormente condenada por negligência

    Um menino de 5 anos morreu após cair do 17º andar do prédio onde morava, no estado do Kansas, nos Estados Unidos.

    Grayson O’Connor estava em casa com a mãe, Corrinne, no momento da tragédia. A mulher foi condenada a 10 anos de prisão pelo caso.

    Segundo as investigações, no dia 27 de novembro de 2023, ela retirou a proteção da janela do apartamento, instalada para evitar acidentes com crianças. Foi dessa mesma janela que o menino caiu.

    Após a queda, a mãe não acionou o serviço de emergência. O socorro foi chamado por um pedestre que encontrou a criança no chão.

    Quando chegaram ao local, policiais encontraram a mulher apoiada na única janela aberta do imóvel, justamente a mesma de onde o filho havia caído. A morte da criança foi confirmada ainda no local, por volta das 11h.

    Dentro do apartamento, os agentes encontraram o celular da mãe desligado sobre um balcão, vestígios de fezes no tapete da sala e constataram que não havia camas no imóvel.

    Inicialmente, Corrinne foi acusada de colocar em risco o bem-estar de uma criança, crime que exigia a comprovação de que ela agiu de forma consciente ao expor o filho ao perigo. Posteriormente, a acusação foi alterada para homicídio culposo, que considera a morte causada por negligência.

    Durante o julgamento, a promotoria sustentou que a mãe criou um risco significativo à vida do menino ao não supervisioná-lo em um ambiente inseguro, com a janela aberta e sem proteção.

    Ela confessou a culpa e recebeu pena de prisão em regime fechado. A promotora do caso afirmou que a sentença também considerou o estado emocional da mulher e expressou a expectativa de que ela tenha acesso a apoio psicológico durante o cumprimento da pena.

     

    Mãe tira proteção de janela e filho cai do 17.º andar de prédio nos EUA

  • Trump sugere transformar Venezuela em estado dos EUA; entenda

    Trump sugere transformar Venezuela em estado dos EUA; entenda

    Declaração foi feita após vitória venezuelana sobre os Estados Unidos no Clássico Mundial de Beisebol. Comentário reforça falas anteriores do presidente e ocorre em meio a reaproximação diplomática entre os dois países

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado americano após a vitória do país sobre os EUA na final do Clássico Mundial de Beisebol. A seleção venezuelana venceu por 3 a 2, em Miami, conquistando o título pela primeira vez. 

    Em uma publicação na rede Truth Social, Trump escreveu apenas “Estado”, reforçando comentários feitos anteriormente, quando já havia insinuado a possibilidade de anexação após a campanha da equipe no torneio. 

    A declaração ocorre em meio a um momento de aproximação diplomática entre os dois países. No início de março, o Departamento de Estado dos EUA anunciou um acordo com o governo interino venezuelano para restabelecer relações diplomáticas e consulares.

    Poucos dias depois, autoridades americanas também reconheceram formalmente Delcy Rodríguez como chefe de Estado da Venezuela, após a captura do então presidente Nicolás Maduro.

    A vitória da seleção venezuelana gerou grande repercussão dentro e fora do país. A líder da oposição María Corina Machado celebrou o título nas redes sociais, destacando o orgulho nacional.

    Outros nomes da oposição também comemoraram o resultado, apontando o feito como um símbolo de união entre os venezuelanos, independentemente de posições políticas.

    A classificação da Venezuela para a final já havia mobilizado o país, com manifestações de apoio e celebração em diferentes setores da sociedade.

    O título inédito no beisebol reforçou o sentimento de identidade nacional em meio a um cenário político ainda marcado por tensões internas e mudanças nas relações internacionais.
     

     
     

    Trump sugere transformar Venezuela em estado dos EUA; entenda

  • Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano

    Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano

    Ataques atingem diferentes regiões do Líbano e elevam tensão com o Hezbollah, que também respondeu com ofensivas contra o norte de Israel. Conflito se intensifica desde o início de março e já deixou centenas de mortos e milhares de feridos

    O Exército de Israel anunciou nesta terça-feira novos ataques contra o Líbano. Segundo autoridades libanesas, ao menos 19 pessoas morreram em bombardeios realizados durante a madrugada.

    Em comunicado divulgado na rede Telegram, as Forças de Defesa de Israel informaram que iniciaram operações contra alvos do Hezbollah no sul do país.

    Antes dos ataques, o Exército israelense havia orientado a retirada de civis da região de Tiro, no sul do Líbano, e posteriormente pediu também a evacuação do bairro de Bashoura, em Beirute.

    De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, que cita o Ministério da Saúde, oito pessoas morreram em um ataque na cidade de Haboush. Outras quatro, de nacionalidade síria, morreram em um bombardeio em Jibchit, ambas localidades no distrito de Nabatieh.

    Na região de Baalbek, a nordeste de Beirute, mais quatro pessoas morreram após um ataque aéreo. Já na cidade de Qanarit, no distrito de Sidon, foram registradas três mortes.

    O Hezbollah, grupo armado libanês alvo das ofensivas israelenses, também afirmou ter realizado ataques contra o norte de Israel.

    Os confrontos entre Israel e o Hezbollah se intensificaram desde o dia 2 de março, quando o grupo lançou ataques contra território israelense em resposta à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

    Desde então, os bombardeios israelenses no Líbano já deixaram 912 mortos e 2.221 feridos, segundo dados oficiais. Já os ataques do Hezbollah, de acordo com os mesmos registros, não causaram mortes até o momento e tiveram impacto limitado.

    Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano

  • Petro sugere que Equador lançou bombas na Colômbia; Noboa nega ação

    Petro sugere que Equador lançou bombas na Colômbia; Noboa nega ação

    Declarações de Gustavo Petro sobre supostos bombardeios vindos do Equador aumentam tensão entre os países, enquanto Quito nega as acusações. Crise diplomática se intensifica em meio a disputas comerciais, questões de segurança na fronteira e aproximação equatoriana com os Estados Unidos

    Os atritos entre os governos da Colômbia e do Equador voltaram a escalar após o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sugerir que o país vizinho teria jogado bombas dentro do território colombiano. Petro ponderou que é preciso ainda confirmar se o artefato foi lançado pelas forças de segurança do Equador.

    “Apareceram bombas, atiradas de avião, se vai investigar bem, muito na fronteira com Equador, ratificando um pouco minha suspeita. Tem que investigar bem. Estão nos bombardeando a partir do Equador, e não são grupos armados. Já houve muitas explosões”, afirmou Petro.  

     

    O presidente colombiano acrescentou que “existe uma gravação” sobre o episódio que ele defende que seja divulgada ao público, gravação que, segundo ele, “se originou no Equador”. Petro acrescentou que falou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sobre o ocorrido.

     

    “Há algo estranho. Eu pedi a Trump que atue e chame o presidente do Equador, porque não queremos entrar em guerra”, completou o chefe de Estado, durante reunião com ministros, em Bogotá, nesta segunda-feira (16). Petro destacou que  “a soberania nacional deve ser respeitada”. Equador nega

    Por meio de uma rede social, o presidente do Equador, Daniel Noboa, negou nesta terça-feira (17) que tenha realizado operações no país vizinho.

    “Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu. Não vamos recuar”, disse Noboa, acusando a Colômbia de dar espaço a família de Fito, líder de organização do narcotráfico no Equador.

    “Hoje, em cooperação internacional, continuamos esta luta, bombardeando os locais que serviram de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos que o seu próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em suas fronteiras”, completou o presidente Noboa, em Quito.

    Relações deterioradas

    O episódio amplia a deterioração das relações entre os dois governos sul-americanos que vem se agravando, em especial, depois que Quito elevou as tarifas de importação dos produtos colombianos em 30% no início de fevereiro.

    Noboa chamou a medida de “taxa de segurança” após reclamações sobre a falta de eficácia da Colômbia no combate ao crime na fronteira entre os dois países. A Colômbia, em resposta, suspendeu a venda de energia elétrica ao Equador e impôs uma tarifa de 30% sobre 70 produtos vindos do país andino.

    Equador estreita laços com EUA

    O Equador tem firmado acordos de cooperação com os Estados Unidos (EUA) sob a justificativa de combate ao narcotráfico, que foi classificado pelo governo equatoriano de “organizações terroristas”, igualando à política do governo Trump sobre o tema. 

    O governo de Daniel Noboa chegou a consultar a população para autorizar a abertura de uma base militar estrangeira no país, mas a medida acabou rejeitada por 60% dos votos. 

    Na semana passada, o Equador abriu, em Quito, a primeira sede oficial do FBI, o serviço de inteligência dos EUA. Além disso, tem firmado acordos com Washington para operações conjuntas dentro do Equador, editando seguidos decretos de estados de emergência e toques de recolher.  

    Também na semana passada, a Justiça Eleitoral do Equador suspendeu, por nove meses, o registro do principal partido de oposição do Equador, o Revolução Cidadã, do ex-presidente Rafael Corrêa, o que deve prejudicar a participação da legenda nas eleições locais de 2027.

    O Tribunal eleitoral suspendeu o registro do partido do Corrêa em meio a uma investigação sobre lavagem de dinheiro. A candidata derrotada por Noboa em 2025, Luisa González, do Revolução Cidadã, vem sendo investigada por supostamente receber recursos da Venezuela. González nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.

    EUA na América Latina

    Nas últimas semanas, o governo dos EUA vem estreitando relações militares com diversos países da América Latina sob o argumento duplo de combater os cartéis de drogas na região e afastar a influência econômica de atores externos, como China e Rússia, adversários comerciais dos EUA.

    As medidas expressam a política da Casa Branca do Corolário Trump à Doutrina Monroe. Incluída na Estratégia de Segurança Nacional, anunciada em dezembro pelos Estados Unidos, a política reafirma a doutrina criada em 1823 e prega a “proeminência” de Washington sobre as Américas. 

    Ao lançar uma dessas iniciativas, o secretário de Defesa da Casa Branca, Pete Hegseth, chegou a ameaçar “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território. 

     

    Petro sugere que Equador lançou bombas na Colômbia; Noboa nega ação

  • El Salvador aprova prisão perpétua para 'homicidas, estupradores e terroristas'

    El Salvador aprova prisão perpétua para 'homicidas, estupradores e terroristas'

    Proposta de Nayib Bukele foi aprovada com rapidez por Congresso controlado pelo partido do governante; líder acusa organizações de direitos humanos de serem ‘escritórios de advocacia de criminosos’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Congresso de El Salvador aprovou nesta terça-feira (17) proposta feita pelo líder do país, Nayib Bukele, uma emenda constitucional que estabelece a prisão perpétua para “homicidas, estupradores e terroristas”, após o chefe do Executivo acusar ONGs de protegerem membros de gangues.

    Bukele, que exerce o poder em El Salvador de forma quase absoluta, com o Congresso totalmente controlado, endurece ainda mais com essa iniciativa sua política de segurança, que vários países da América Latina buscam emular –depois de um grupo de juristas internacionais acusar seu governo de crimes contra a humanidade.

    “A pena perpétua só será imposta aos homicidas, estupradores e terroristas (membros de gangues)”, anunciou o ministro da Segurança, Gustavo Villatoro, ao apresentar a iniciativa à Assembleia Legislativa, dominada pelo partido de Bukele.

    Bukele publicou várias mensagens na rede social X nas quais acusa ONGs que atuam no país de se tornarem “escritórios de advocacia dos criminosos”. Ele rejeita as críticas ao seu modelo de segurança que reduziu a violência a mínimas históricas, mas é apontado por graves violações de direitos humanos e falta de acesso à Justiça.

    “Fomos questionados pelo uso legítimo de ferramentas para levar paz aos salvadorenhos. A segurança, junto com a justiça, nos leva a revisar o comportamento de homicídios e estupros”, afirmou o funcionário ao justificar a iniciativa de reforma.

    A pena máxima de prisão em El Salvador, antes da proposta, era de 60 anos. A despeito disso, milhares de salvadorenhos detidos em centros prisionais como o Cecot, prisão de segurança máxima para onde acusados de pertencer a gangues são levados.

    Pouco se sabe de fato sobre a prisão, visitada pela Folha em dezembro passado. Das poucas pessoas que foram detidas e deixaram o local, entre elas venezuelanos deportados pelo governo de Donald Trump nos EUA, ONGs colheram relatos de tortura sistemática.

    Um relatório divulgado em novembro pelas organizações afirma que os venezuelanos foram submetidos abuso sexual, sessões de espancamento e tiros de balas de borracha, entre outras formas de tortura. O texto é baseado em cerca de 200 depoimentos, além de documentos judiciais e fotografias de ferimentos analisadas por especialistas forenses.

    A ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) denunciou, nesta segunda-feira (16), que o governo de Bukele mantém em “desaparecimento forçado” pelo menos 11 imigrantes de seu país que foram deportados pelos EUA no ano passado.

    Os venezuelanos foram libertados quatro meses depois em uma troca com americanos presos pela Venezuela, mas se desconhece em quais prisões ou como se encontram os salvadorenhos, segundo um comunicado da HRW.

    “El Salvador submeteu ao desaparecimento forçado e deteve de forma arbitrária salvadorenhos deportados”, denunciou a organização, que urgiu o governo a “revelar seu paradeiro”.

    El Salvador aprova prisão perpétua para 'homicidas, estupradores e terroristas'

  • Guerra no Irã pode levar mais 45 milhões à fome aguda até junho, diz estudo

    Guerra no Irã pode levar mais 45 milhões à fome aguda até junho, diz estudo

    Paralisação virtual do transporte marítimo no Estreito de Hormuz e os riscos crescentes para o tráfego marítimo no Mar Vermelho já estão aumentando os custos de energia, combustível e fertilizantes, aprofundando a fome além do Oriente Médio

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alertou hoje que o número total de pessoas no mundo com níveis agudos de fome pode atingir números recordes em 2026 se a guerra no Irã continuar a desestabilizar a economia global.

    Estima-se que quase 45 milhões de pessoas a mais podem cair em insegurança alimentar aguda ou pior se o conflito não terminar até junho. Isso se somaria aos 318 milhões de pessoas que já estão nesta situação.

    Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã bloquearam rotas chave de ajuda humanitária, o que tem atrasado envios de suprimentos. A paralisação virtual do transporte marítimo no Estreito de Hormuz e os riscos crescentes para o tráfego marítimo no Mar Vermelho já estão aumentando os custos de energia, combustível e fertilizantes, aprofundando a fome além do Oriente Médio.

    Quando a guerra na Ucrânia começou em 2022, a fome global atingiu níveis recordes, com 349 milhões de pessoas impactadas. As projeções mais recentes do PMA indicam que há risco de situação semelhante nos próximos meses se o conflito no Oriente Médio continuar.

    “Se esse conflito continuar, ele enviará ondas de choque pelo globo, e as famílias que já não conseguem pagar a próxima refeição serão as mais atingidas. Sem uma resposta humanitária adequadamente financiada, isso pode significar uma catástrofe para milhões que já estão à beira do abismo”, disse Carl Skau, vice-diretor executivo do PMA, a repórteres em Genebra.

    O PMA disse que os custos de transporte marítimo subiram 18% desde o início dos ataques e que alguns tiveram de ser redirecionados. Esses custos extras se somam a cortes profundos nos gastos, já que doadores estão focando mais em defesa.

    QUAIS REGIÕES PODEM SOFRER MAIS

    Países da África Subsaariana e da Ásia são os mais vulneráveis devido à dependência de importações de alimentos e combustível. As projeções indicam um aumento de 21% nas pessoas em insegurança alimentar na África Ocidental e Central e de 17% na África Oriental e Austral. Para a Ásia, prevê-se um aumento de 24%.

    O Sudão, por exemplo, importa cerca de 80% de seu trigo, e um preço mais alto para esse alimento básico empurrará mais famílias para a fome. Na Somália, país em meio a uma seca severa, o preço de alguns produtos essenciais subiu pelo menos 20% desde o início do conflito, segundo relatos locais. Ambos são países com altos níveis de insegurança alimentar que também enfrentaram fome nos últimos anos.

    COMO A PROJEÇÃO FOI FEITA

    Para calcular o impacto, analistas do PMA usaram o número pré-crise de pessoas incapazes de pagar uma dieta suficiente em energia (2.100 kcal/dia). Depois, modelaram o impacto sustentado pelo preço do petróleo em US$ 100 que eleva os custos de transporte e os preços globais de alimentos.

    “Ponderando os impactos pela dependência de cada país em energia e alimentos importados, recalcularam o número de pessoas que não conseguem mais pagar essa dieta e a diferença é o aumento projetado na insegurança alimentar aguda”, disse o PMA.

    O AUMENTO EM CADA REGIÃO

    Ásia: 10 países analisados; 9,1 milhões de pessoas a mais (aumento de 24%)
    África Oriental e Austral: 16 países; 17,7 milhões (aumento de 17,7%)
    América Latina e Caribe: 3 países; 2,2 milhões (aumento de 16%)
    Oriente Médio e Norte da África: 12 países; 5,2 milhões (aumento de 14%)
    África Ocidental e Central: 12 países; 10,4 milhões (aumento de 21%)

    Guerra no Irã pode levar mais 45 milhões à fome aguda até junho, diz estudo

  • Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

    Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

    Ali Larijani era a figura mais importante a ser alvejada por Israel desde o primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, quando os ataques conjuntos lançados com os Estados Unidos mataram o líder Ali Khamenei

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel anunciou que matou em um ataque na madrugada desta terça-feira (17) Ali Larijani, considerado o principal operador do regime islâmico do Irã e o verdadeiro poder por trás da ascensão do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

    Inicialmente, o a mídia estatal iraniana havia confirmado apenas a morte de Gholamreza Soleimani, comandante de uma das principais unidades paramilitares iranianas, a milícia Basij, responsável por reprimir protestos contra a teocracia. Mais tarde, confirmou também a morte de Larijani.

    Após o anúncio da ofensiva feita por Israel Katz (Defesa), a conta de Larijani no X publicou uma nota escrita à mão sem data pelo político na qual ele celebrava os marinheiros mortos por um ataque de um submarino americano contra uma fragata iraniana no oceano Índico.

    Larijani, 67, é a figura mais importante a ser alvejada por Israel desde o primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, quando os ataques conjuntos lançados com os Estados Unidos mataram o pai de Mojtaba, Ali Khamenei, que comandava o país havia 37 anos.

    Cerca de 40 lideranças militares e políticas da teocracia também foram mortas naquela onda inicial de ataques, da qual Larijani emergiu como o nome mais forte do regime. Ele era homem de confiança do antigo líder e chefe de seu Conselho de Segurança Nacional.

    Imediatamente, assumiu o controle da comunicação do governo, suplantando o presidente Masoud Pezeshkian, que integrava uma trinca constitucional de transição até a escolha do novo líder. Isso ocorreu rapidamente, em uma semana, e Mojtaba foi eleito pela Assembleia dos Especialistas.

    Houve queixas algo abafadas entre alguns dos 88 integrantes do colegiado acerca da falta de transparência do processo, conduzido com mão de ferro por Larijani para manter o edifício da teocracia em pé.

    Larijani era muito próximo da estrutura da Guarda Revolucionária, incrustada em diversos aspectos da vida econômica e civil iraniana. Ele era amplamente visto como o fiador de Mojtaba, figura também próxima da Guarda, mas muito mais reclusa.

    Há relatos, contudo, de que Larijani preferia um nome mais moderado para a liderança. Seja como for, o novo líder supremo, que não apareceu em público até agora, terá de lidar com uma nova estrutura de poder.

    Dada a natureza opaca do regime, é provável que outras figuras ocupem o vácuo, e hoje o maior cacife para estar com a linha-dura da Guarda. Larijani também era visto, apesar de suas posições duras, como o canal confiável para uma eventual negociação -algo que os israelenses não querem, pelas indicações existentes.

    O fato é que nem a presença de Mojtaba é uma certeza. Ele só fez um pronunciamento até aqui, na semana passada, e foi um texto lido pela mídia estatal. Segundo membros do governo, ele foi ferido no ataque em que seu pai e outros cinco membros da família morreram, mas está bem.

    O presidente americano, Donald Trump, já colocou em dúvida essa versão. Na segunda (16), afirmou que não sabe se o líder “está vivo ou morto”.

    Já a agência Reuters disse que autoridades da chancelaria iraniana tiveram nesta terça a primeira reunião com Mojtaba, e que ele manteve a posição de não negociar com EUA e Israel agora, recusando propostas que haviam sido enviadas por intermediários não revelados.

    Com a confirmação da morte de Larijani, o processo de decapitação do regime promovido por Washington e Tel Aviv ganha novo capítulo.

    Nele, a morte de Soleimani, 61, ganha destaque porque a milícia Basij, parte da Guarda, é constituída pelos jovens mais ideológicos ligados ao regime. Foi ela que comandou a repressão aos atos contra a teocracia em janeiro, os maiores em 47 anos de regime, que deixaram milhares de mortos.

    Nos ataques desta noite, segundo a mídia israelense e o New York Times, foi alvejado também o chefe da ala militar do grupo terrorista palestino Jihad Islâmica, Akram al-Ajouri, que está no Irã. Ele também morreu, segundo relatos iniciais ainda não confirmados.

    O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, foi mais econômico do que Katz. Disse apenas que o político havia determinado “a eliminação de altas autoridades do regime iraniano”. Tanto ele quanto Katz já afirmaram que o novo líder iraniano também está marcado para morrer, dado que manteve a política do pai de pregar destruição do Estado judeu.

    Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

  • 'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    Ex-presidente da Argentina, que está em prisão domiciliar, é investigada em caso de suposta cobrança de propinas; além dela, outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Ao deixar o endereço em Buenos Aires onde cumpre prisão domiciliar para prestar um depoimento na manhã desta terça-feira (16), a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner acenou para um grupo de apoiadores que a esperava, entrou em um carro e foi até a sede dos tribunais federais enfrentar um novo julgamento por corrupção.

    Cristina foi depor no caso judicial conhecido como “Cuadernos”, que é diferente daquele investigava propinas na construção de estradas no sul do país e que a levou a ter sua condenação confirmada no ano passado.

    O caso atual envolve oito cadernetas com anotações de Oscar Centeno, ex-motorista de um funcionário do governo, que mencionam pagamentos de propinas a autoridades. Centeno afirmou que Cristina estava envolvida no esquema.

    Este material foi exposto por um jornalista em 2018 e sugere que Centeno transportava dinheiro para funcionários do governo.

    Em sua declaração no tribunal, a ex-presidente afirmou que uma “máfia” coagiu empresários a depor contra ela e a incriminá-la. Ela classificou a investigação como “absurda” e disse ter dificuldade em acreditar nas instituições.

    “Estamos enfrentando juízes que não são mais imparciais, estamos em um caso onde o juiz e o promotor são mafiosos”, disse ela. “Não se trata mais de condenar sem provas, mas forjar provas para condenar pessoas”, completou, ao mencionar que os cadernos originais foram destruídos e que o caso está baseado em fotocópias.

    “Com este sistema judicial, posso morrer presa”, declarou antes de concluir seu depoimento. “Mas acreditem que em algum momento isso vai terminar […] Chegará um momento em que finalmente as coisas vão mudar”, afirmou ao mencionar que o peronismo poderá voltar ao poder quando os argentinos perceberem que o modelo de Javier Milei não funciona.

    A ex-chefe de Estado também argumentou que Milei violou a Constituição ao declarar, na abertura do Congresso, que ela vai ser declarada culpada neste caso e que permaneceria presa.

    No caso “Cuadernos”, a ex-presidente da Argentina é acusada de liderar uma associação ilícita que recebia propinas de empresas ligadas a projetos de obras públicas concedidos por seu governo.

    As acusações contra Cristina incluem liderança de uma organização criminosa e suborno, com penas que podem chegar a dez anos. Caso seja declarada culpada, a líder do Partido Justicialista somará essa pena à sua condenação anterior, de seis anos.

    Outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas.

    Na frente da casa de Cristina, militantes kirchneristas seguravam bandeiras e gritavam palavras de apoio para a ex-presidente, mas em um número bem menor do que em eventos anteriores, como a prisão da ex-presidente, em junho, e a visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mês seguinte.

    O movimento peronista vive um momento de baixa, após ser derrotado pelo grupo político de Milei nas eleições legislativas de 2025 e vê sua força no Congresso minguar.

    A centralidade do kirchnerismo dentro do peronismo também passou a ser cada vez mais questionada após a prisão de Cristina, e diferentes forças internas agora buscam liderar a oposição.

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

  • Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

    Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

    Internautas têm detectado falhas nos vídeos compartilhados por Benjamin Netanyahu, o que os leva a especular sobre o paradeiro e o bem estar do primeiro-ministro israelense

    Depois de se ter especulado sobre a sua morte, Benjamin Netanyahu tem publicado vários vídeos que comprovam que afinal está vivo e bem de saúde.

    O primeiro vídeo compartilhado mostrava o primeiro-ministro de Israel bebendo café e afirmando de forma sarcástica que estava “mortinho… por um café”.

    Já esta segunda-feira (16), houve uma nova imagem compartilhada. Desta vez, Netanyahu surgia ao ar livre tirando fotografias em Jerusalém, interagindo com várias pessoas e brincando com um cão.

    Porém quanto mais se esforça por provar que está vivo, mais especulações têm surgido sobre se os vídeos que compartilha são reais. Isto porque os internautas, especialistas em estar atentos ao mais ínfimo detalhe, têm detectado pequenos erros que os leva a crer que os vídeos podem não ser reais.

    Vídeo bebendo café 

    No primeiro vídeo, por exemplo, Netanyahu faz questão de mostrar as mãos, para provar que tem cinco dedos em cada uma delas e que as imagens são reais. Este detalhe está relacionado com o facto de se ter propagado a ideia de que, em um vídeo dias antes, numa coletiva, o israelense surgia com um dedo a mais, o que levava muitos a suspeitarem que as imagens tinham sido criadas com Inteligência Artificial (IA).

    Porém, ao tentar desmistificar essa ideia, o governante acabou por aumentar os rumores. É que no mesmo vídeo, Netanyahu culmina dando um gole num café. Porém, ao baixar o copo, percebe-se que o nível de café no copo mantém-se o mesmo.

    Roupa repetida em novo vídeo

    Entretanto, na segunda-feira um novo vídeo foi compartilhado. Neste, Netanyahu surge ao ar livre tirando fotografias ao lado de duas jovens em Jerusalém.

    “Às vezes, também dá para passear um pouco, respirar um pouco de ar. Só que é sempre preciso ter um abrigo por perto”, referiu no final do vídeo.

    Porém, aquilo que se destaca o fato dele estar precisamente com a mesma roupa que ostenta no vídeo do dia anterior. Além disso, em questões de segundos, uma aliança aparece e desaparece da mão dele.

    Os detalhes tem levado os internautas a supor que os vídeos foram filmados no mesmo dia, e que poderão ser mais uma vez uma prova de que Israel está difundindo vídeos falsos ou manipulados.

    Teorias da morte de Netanyahu

    Os rumores da morte de Netanyahu começaram a se desenvolver na sexta-feira, quando um vídeo compartilhado pelo Gabinete de Comunicação do Governo de Israel mostrava o primeiro-ministro com seis dedos.

    De imediato começou a falar-se que as imagens tinham sido criadas com Inteligência Artificial, e isto acontecia porque o homem teria sido morto num ataque iraniano. As alegações ganharam intensidade quando o homem não participou, no sábado, na reunião de segurança do país.

    Vale lembrar que a guerra no Médio Oriente subiu de tom há cerca de duas semanas, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irã, que respondeu de imediato. Apesar de inicialmente se ter alegado que seria uma guerra curta, facto é que o Irã tem feito frente ao inimigo e diz-se preparado para resistir durante o tempo que for necessário.

    Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas