Categoria: MUNDO

  • Mulher faz implante dentário e fica com ‘buraco’ no rosto: “Dói muito"

    Mulher faz implante dentário e fica com ‘buraco’ no rosto: “Dói muito"

    Mulher de 41 anos desenvolveu complicações após procedimento no exterior e descobriu que implantes atingiram a cavidade nasal. Ela relata dor intensa, sangramentos e teme perder parte do lábio enquanto aguarda novo diagnóstico médico.

    Uma britânica de 41 anos enfrenta complicações graves após viajar à Turquia para realizar um tratamento dentário de implantes. Leanne Abeyance, que trabalhava como DJ, buscou o procedimento atraída por uma oferta mais acessível, mas acabou lidando com consequências inesperadas.

    Semanas depois da cirurgia, ela passou a apresentar sintomas como fortes dores de cabeça e crises de sinusite. Ao realizar exames já no Reino Unido, recebeu o diagnóstico de que dois dos implantes haviam avançado além da área correta e perfurado a cavidade nasal.

    O quadro evoluiu e, segundo a própria paciente, a lesão se estendeu até a região da gengiva. “Estou com medo de ficar sem lábios. O buraco já se estendeu para baixo do meu lábio superior e chegou até a gengiva. Não para de vazar e sangrar. Nem consigo mais comer direito porque dói muito. E o fato de ter que ficar com a gaze me impede de respirar”, relatou ao jornal The Mirror.

    Leanne chegou a utilizar uma prótese nasal como parte do tratamento, mas precisou interromper o uso após desenvolver uma reação alérgica. Agora, ela aguarda nova avaliação médica para investigar a possibilidade de osteomielite, uma infecção óssea considerada grave.

    A britânica também já agendou uma consulta com um cirurgião-dentista em Londres, onde espera obter um plano de tratamento para lidar com as complicações decorrentes do procedimento realizado no exterior.
     
     

     

    Mulher faz implante dentário e fica com ‘buraco’ no rosto: “Dói muito"

  • Inteligência dos EUA diz que Irã não retomou programa nuclear

    Inteligência dos EUA diz que Irã não retomou programa nuclear

    Relatório apresentado ao Senado contradiz justificativa da Casa Branca para ataques de 2025 e afirma que Teerã não tentou reconstruir capacidade de enriquecimento nuclear desde os bombardeios

    O serviço de inteligência dos Estados Unidos concluiu que o Irã não retomou o programa de enriquecimento nuclear, destruído após ataques realizados por EUA e Israel em 2025, contrariando justificativas apresentadas pela Casa Branca para a guerra.

    A avaliação foi apresentada por escrito pela diretora de inteligência nacional, Tulsi Gabbard, durante uma audiência no Senado norte-americano. No entanto, a informação não foi mencionada em seu depoimento oral, o que gerou críticas de parlamentares.

    De acordo com o documento, “não houve qualquer esforço” por parte de Teerã para reconstruir as capacidades de enriquecimento nuclear desde os bombardeios realizados em junho do ano passado. O relatório também aponta que as instalações subterrâneas atingidas foram seladas.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem defendido a intervenção militar alegando a existência de uma “ameaça nuclear iminente” por parte do Irã e afirmando que o programa foi “aniquilado”.

    O senador democrata Mark Warner acusou Gabbard de omitir, em sua fala, informações que contradizem a posição do presidente, em uma audiência marcada por forte tensão política.

    A sessão ocorreu um dia após a saída de um alto funcionário da área antiterrorismo, que havia declarado que o Irã não representava uma ameaça imediata aos Estados Unidos.

    Durante a audiência, Gabbard também afirmou que a Rússia mantém vantagem significativa na guerra na Ucrânia e deve seguir com uma estratégia de conflito prolongado até alcançar um acordo.

    Em relação à China, às vésperas de uma visita de Trump ao país asiático, os serviços de inteligência indicam que Pequim está modernizando rapidamente suas Forças Armadas, com foco em um possível ataque a Taiwan, embora ainda priorize uma reunificação por meios pacíficos.

    O serviço norte-americanos também alertou para o aumento global da capacidade de mísseis, estimando que o número de sistemas capazes de atingir o território dos Estados Unidos pode ultrapassar 16 mil até 2035.

    Inteligência dos EUA diz que Irã não retomou programa nuclear

  • Trump veta novos ataques de Israel a megacampo de gás controlado por Irã e Qatar

    Trump veta novos ataques de Israel a megacampo de gás controlado por Irã e Qatar

    Declaração do presidente norte-americano tenta conter escalada do conflito após ofensiva israelense atingir campo estratégico compartilhado por Irã e Qatar, em meio a ameaças de retaliação, ataques a instalações energéticas e alta volatilidade no mercado global de petróleo.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vetou Israel de realizar novos ataques ao megacampo de produção de gás natural Pars Sul, local de administração dividida entre Irã e Qatar que fica no meio do golfo Pérsico e foi alvo de ofensiva israelense nesta quarta-feira (18).

    “Israel, por raiva do que tem acontecido no Oriente Médio, violentamente atingiu uma grande instalação conhecida como campo de gás Pars Sul no Irã. Os EUA não sabiam nada sobre este ataque em particular, e o Qatar não esteve envolvido de nenhuma forma nem tinha ideia de que ele iria ocorrer”, afirmou Trump na rede Truth Social nesta quarta.

    “Infelizmente, o Irã não sabia disso, e sem justificativa e injustamente atacou uma parte da instalaçao de LNG [gás natural liquefeito] do Qatar. ISRAEL NÃO IRÁ REALIZAR NOVOS ATAQUES com relação a esse extremamente importante e valioso campo de Pars Sul, a não ser que o Irã decida atacar o muito inocente Qatar –situação na qual os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, vai explodir massivamente a totalidade do campo de Pars Sul com uma quantidade de força e poder que o Irã nunca viu ou testemunhou antes”, escreveu Trump.

    O ataque de Israel ao campo gerou nova escalada do conflito no Oriente Médio, prontificando uma retaliação da República Islâmica contra infraestrutura energética de aliados americanos na região, como o Qatar, além de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

    O Qatar tem acesso a 60% das reservas da área do megacampo de Pars Sul, e o Irã é o maior produtor local de gás natural, quase toda produção comprada pela China.

    Houve incêndio em estações de processamento do gás, controlado após horas. Antes, Tel Aviv havia matado o homem-forte do regime islâmico, Ali Larijani, e um importante comandante militar, o que levou a uma onda de retaliação mais forte contra Israel e países do golfo.

    Na sequência, o Irã lançou uma ameaça até aqui inédita: listou uma refinaria e uma petroquímica da Arábia Saudita, um campo de gás dos Emirados Árabes Unidos e três complexos do Qatar.

    A publicação de Trump indica a preocupação com seus aliados na região e com os impactos do conflito no setor energético, em momento de extrema incerteza e volatilidade de preços.

    As ameaças iranianas a instalações energéticas da região, inclusive de petróleo, e continuidade do bloqueio do estreito de Hormuz fizeram o preço do barril Brent voltar a subir nesta quarta, fechando o dia em alta de 5,85% e cotado a quase US$ 110.

    No Qatar, houve explosões e um grande incêndio no maior terminal de embarque de gás natural liquefeito do mundo, em Ras Laffan Industrial City. O governo local apenas disse que estava trabalhando contra ataques, e que tinha evacuado unidades de petróleo e gás. Nos Emirados, o governo relatou queda de destroços nas instalações do campo de gás de Habshan.

    Ironicamente, pouco antes o governo em Doha havia emitido protestos, ao lado dos Emirados e de Omã, contra a ação israelense, dizendo que ela era “irresponsável e perigosa”. Mas, após os relatos de explosões, expulsou o adido militar de Teerã no país.

    O governo do premiê Binyamin Netanyahu tem escalado operações militares, anunciando inclusive uma política aberta de assassinato de lideranças do Irã. Trump tem se perdido em declarações contraditórias, e isso, segundo analistas do Estado judeu, faz Netanyahu dobrar a aposta no ataque frontal ao regime iraniano.

    Trump veta novos ataques de Israel a megacampo de gás controlado por Irã e Qatar

  • Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

    Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

    O Estreito de Hormuz é um trecho de água difícil de atacar e o Irã tem se aproveitado da geografia do local; ao menos 17 navios de carga e petroleiros foram atingidos no Golfo e no estreito, segundo o New York Times

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Estreito de Hormuz, uma rota marítima crucial por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, está praticamente paralisado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A retomada da via marítima, por sua vez, tem sido apontada por analistas como uma situação complicada.

    O Estreito de Hormuz é um trecho de água difícil de atacar. No ponto mais estreito, Hormuz tem cerca de 33 quilômetros de largura e os navios precisam fazer uma curva em frente às ilhas iranianas e a costa montanhosa que fornece cobertura para as forças iranianas, de acordo com a corretora de navegação SSY Global.

    Um único soldado em uma lancha rápida “pode disparar um míssil teleguiado contra um superpetroleiro em baixa velocidade ou plantar uma mina magnética em seu casco”. Essa é a definição do jornal The New York Times sobre as dificuldades no local. Para o tenente-general S. Clinton Hinote, aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos, é um “problema difícil de se resolver”. Ainda que os Estados Unidos pudessem utilizar uma tecnologia para mitigar possíveis ataques iranianos, não conseguiriam impedi-los completamente.

    O Irã tem se aproveitado da geografia do local. Até agora, ao menos 17 navios de carga e petroleiros foram atingidos no Golfo e no estreito, segundo o New York Times. O Irã teria assumido a responsabilidade pela maioria desses ataques. Além disso, as forças armadas iranianas implementaram mísseis, drones e acredita-se que também estão atuando com minas navais, segundo uma fonte ouvida pelo jornal. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que qualquer navio que passar pelo estreito será alvejado.

    A Guarda Revolucionária do Islâmica ainda tem muitas armas em seu arsenal para causar danos. Ainda que a marinha convencional do Irã tenha sido em grande parte destruída, a Guarda Revolucionária Islâmica tem embarcações de ataque rápido, embarcações de superfície sem tripulação, lanchas, minissubmarinos, minas e até motos aquáticas com explosivos.

    As minas navais teriam vantagem. Como as vias são estreitas e a água no seu ponto mais estreito tem apenas 60 metros de profundidade, as instalações desses campos são favorecidas para atingir alvos de uma maneira mais certeira. Estima-se que o Irã tenha cerca de 5 mil minas navais, de acordo com a agência de inteligência de defesa dos Estados Unidos.

    Financeiramente, o risco de navegar por lá não vale a pena. Depois de alguns ataques, o custo de um seguro para uma embarcação disparou, segundo o New York Times. Um especialista ouvido pelo jornal estimou que o valor da cobertura poderia ultrapassar US$ 300 bilhões (equivalente a R$ 1,5 trilhões). A maior parte do tráfego foi interrompida, em parte por precaução e também pelo valor do seguro.

    O tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz caiu 97% em comparação com o período anterior à guerra. Essa análise é do grupo de inteligência marítima Windward. O bloqueio marítimo iraniano afeta diretamente a economia global. O Estreito de Hormuz transporta 20% da produção mundial de petróleo e gás natural. Com a queda nas entregas, o preço do barril Brent subiu mais de 42%.

    A interdição serve como arma econômica contra Trump. “Se o Trump resolver parar a guerra e disser que ganhou, o Irã não vai abrir o estreito de Hormuz. Há hoje um grande incentivo ao regime iraniano de manter o estreito fechado para os navios aliados dos EUA. A partir de agora, Teerã quer infligir o máximo de danos econômicos”, diz Gunther Rudzit, professor de relações internacionais da ESPM.

    “Se Trump parar a guerra com o Estreito de Hormuz fechado, o eleitor vai pensar que o país entrou na guerra sem planejamento, o que é verdade. E, se isso ocorrer, vai ser uma humilhação para o Trump e mesmo para o controle republicano no Senado”, disse Gunther Rudzit, professor da ESPM.

    Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

  • Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

    Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

    Governo argentino critica gestão da organização durante a pandemia e alega a falta de independência da entidade; especialistas temem que decisão isole país vizinho em campanhas de saúde pública e vacinação

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou que a Argentina não faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) desde terça-feira (17).

    A decisão de deixar a organização já havia sido anunciada em 5 de fevereiro de 2025, após a saída dos Estados Unidos da OMS, e agora foi oficializada, segundo o governo de Javier Milei.

    A Casa Rosada justificou essa saída citando críticas à gestão da OMS durante a pandemia da Covid-19 e alegando a falta de independência da organização.

    Quando o governo anunciou a intenção de deixar a organização, especialistas alertaram que esse movimento pode levar a um menor acesso a medicamentos e vacinas, perda de apoio técnico e financeiro e isolamento no cenário científico internacional.

    Deixar a OMS poderá levar a um cenário de custos mais altos para o acesso a vacinas e tratamentos, além de deixar o país mais vulnerável a crises de saúde.

    O ministro Quirno afirmou que a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, preservando sua soberania em políticas de saúde.

    Milei foi um dos principais críticos das orientações da OMS durante a pandemia, quando ele ainda não era presidente. A saída foi discutida publicamente, sendo descrita pelo chefe de Gabinete, Manuel Adorni, como uma defesa da soberania nacional.

    O grupo político do presidente argentino, A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia, criando quarentenas e políticas que, segundo eles, comprometeram a soberania nacional.

    Em junho de 2024, a Argentina começou a sinalizar sua retirada ao não aderir a um tratado pandêmico da OMS e declarou que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.

    Um relatório do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), principal instrumento de pesquisas científicas do país, indica que a saída poderá isolar o país da comunidade científica.

    A OMS, fundada em 1948 e localizada em Genebra, na Suíça, é responsável por coordenar esforços internacionais em saúde pública. Conta com 194 países membros e tem como missão promover a saúde e coordenar respostas a emergências globais de saúde.

    Essa postura da Argentina se alinha à decisão dos Estados Unidos, que também anunciou sua saída da organização no início de 2025.

    Só que diferentemente dos EUA, a Argentina depende de colaboração internacional para seus programas de saúde.

    Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

  • Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Ação afirma que uma paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura; hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um hospital da Flórida entrou na Justiça para retirar uma ex-paciente que, mesmo após receber alta, continua ocupando um quarto de internação.

    O Tallahassee Memorial Hospital (TMH), em Tallahassee, pede uma ordem judicial para remover a mulher, dispensada em 6 de outubro de 2025. Detalhes de documentos do processo foram divulgados pelo USA Today e pela revista People.

    A ação afirma que a paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura. O hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos.

    O processo também relata que o hospital ofereceu ajuda prática para viabilizar a saída. Entre as medidas, o TMH diz ter buscado contato com familiares e alternativas de transporte.

    O hospital sustenta que a permanência impede que o leito seja usado por pacientes que precisam de cuidados agudos. A instituição afirma ter número limitado de leitos de internação.

    O QUE O HOSPITAL DIZ

    O TMH disse que não comenta o caso por estar em andamento na Justiça. Procurado pela revista People, o hospital não detalhou o histórico da paciente nem as razões para ela permanecer no local.

    O USA Today relata que o pedido inclui autorização para o Escritório do Xerife do Condado de Leon ajudar na remoção. O jornal afirma que a ex-paciente não respondeu aos contatos feitos para comentar o caso.

    Negociação com universidade ocorre em paralelo

    O processo ocorre enquanto o TMH negocia um acordo com a Florida State University para criar um centro médico acadêmico em Tallahassee. Segundo o USA Today, em 11 de março a cidade votou para transferir o hospital para a universidade.

    O jornal diz que não está claro o quão incomum é esse tipo de situação e com que frequência o TMH recorre a medidas desse tipo. A instituição, ainda de acordo com o veículo, recusou comentar além da nota enviada à People.

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

  • Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    O Irã ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera em South Pars

    Após sofrer ataques contra infraestruturas energéticas do país, o Irã emitiu um alerta, nesta terça-feira (18), para evacuação de cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita, e nos Emirados Árabes Unidos. Os danos a esses complexos podem aprofundar a crise no mercado global.  

    “Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros”, diz comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica divulgada pela Press TV, empresa de mídia estatal do Irã.

    Os locais citados são a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.

    A Guarda Revolucionária pede ainda que as pessoas se mantenham afastadas de “qualquer infraestrutura petrolífera associada aos Estados Unidos”.

    A mídia estatal Fars News, do Irã, citou uma fonte militar do país persa dizendo que “os mercados de energia certamente sofrerão um novo choque, e essas chamas roubarão a estabilidade dos regimes que apoiam o inimigo na região”.

    O preço do barril do petróleo Brent no mercado internacional opera em alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (18), vendido a US$ 108 dólares. O preço dos combustíveis tem subido desde o início da guerra, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 25% do óleo mundial. 

    Retaliação

    O país persa ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera iraniana em South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo, na fronteira com o Catar, e contra as instalações de refino de Asaluyed, na região costeira.

    O comunicado das forças de defesa do Irã acrescentou que os governos árabes do Golfo Pérsico ignoraram os avisos do Irã, persistindo em uma “subserviência cega”.

    “Já alertamos repetidamente seus líderes contra seguirem esse caminho perigoso e arrastarem seus povos para uma grande aposta com seu destino”, diz a nota

    Monarquias reagem

    O ministro das relações exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que o ataque israelense contra instalações de energia do Irã é uma medida “irresponsável” em meio à escalada do atual conflito.

    “Atacar infraestruturas energéticas constitui uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos, como já enfatizamos diversas vezes, a necessidade de evitar ataques contra instalações vitais”, disse o chanceler da monarquia árabe.

    A Arábia Saudita realiza na noite desta quarta-feira (18), na capital Riad, uma reunião com países árabes e islâmicos para discutir a escalada da guerra na região com objetivo “aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas de apoiar a segurança e a estabilidade regional”.

    O país árabe informou que dois mísseis balísticos e um drone foram interceptados nesta quarta na região Leste da Arábia Saudita.

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

  • Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos

    Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos

    Qualidade democrática brasileira supera americana em movimento inédito na história do V-Dem; instituto sueco, referência na pesquisa sobre o tema, alerta para declínio acentuado sob Trump

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pela primeira vez em 50 anos, os Estados Unidos perderam o status de “democracia liberal” -o modelo mais evoluído dessa forma de governo- e passaram a ser considerados uma “democracia eleitoral” pelo V-Dem, instituto ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que anualmente mede a qualidade das democracias globais.

    No relatório referente ao ano de 2025, divulgado nesta terça-feira (17), o instituto, um dos mais renomados do mundo no acompanhamento do tema, alerta para o rápido declínio da democracia americana sob Donald Trump.

    Pela primeira vez na história, o Brasil superou os Estados Unidos no índice da “democracia liberal”, que mede a qualidade democrática no contexto de aspectos eleitorais, como a existência de eleições livres, justas e competitivas, e de aspectos liberais, como a independência entre os poderes e o respeito às liberdades civis.

    O V-Dem, traduzido como Variedades da Democracia, conta com mais de 4.000 especialistas em todo o mundo para produzir sua base de dados e monitorar a evolução da democracia em cada país, considerando uma série de índices. Esses especialistas são geralmente acadêmicos ou profissionais com conhecimento especializado sobre o tema.

    A partir desta análise, o instituto classifica os países em quatro categorias, do menos ao mais democrático: “autocracia fechada”, “autocracia eleitoral”, “democracia eleitoral” e “democracia liberal”.

    No mais recente relatório, Brasil e Estados Unidos dividem o status de “democracia eleitoral” -as eleições são livres e justas, o voto é universal, há liberdade de expressão e associação. Por outro lado, alguns aspectos das democracias liberais -como o sistema de pesos e contrapesos e a submissão igualitária dos cidadãos às leis- não são plenamente respeitados.

    O índice da “democracia liberal” nos Estados Unidos caiu de 0,75, em 2024, para 0,57 em 2025. Quanto mais perto de um, maior o nível da democracia. O índice da Dinamarca, primeiro país do ranking, é de 0,88. O do Brasil, 0,70.

    Com a nova medida, os Estados Unidos voltam para o patamar do início dos anos 1960, época do movimento pelos direitos civis, que visava abolir a discriminação e a segregação racial institucionalizadas no país.

    O relatório dedica um capítulo inteiro para destrinchar a deterioração da democracia americana sob Trump. O instituto afirma que seu novo mandato apresenta “concentração rápida e agressiva de poderes” na Presidência, e que “a velocidade com que a democracia americana está sendo desmantelada não tem precedentes na história moderna”.

    “O atual governo dos Estados Unidos vem enfraquecendo os freios e contrapesos institucionais, politizando o serviço público e os órgãos de fiscalização e intimidando o Poder Judiciário, além de atacar a imprensa, a academia, as liberdades civis e as vozes dissidentes”, diz o professor Staffan Lindberg, diretor do V-Dem, em nota publicada no site do instituto.

    Lindberg também afirma que as eleições de meio de mandato, a ocorrer em novembro, serão um teste decisivo para a democracia americana. “Se os indicadores eleitorais também piorarem, os EUA cairão ainda mais”, diz.

    As primeiras eleições após um episódio de autocratização costumam ser um fator decisivo para a recuperação da democracia.

    O instituto lembra que o Brasil reverteu seu mais recente processo de autocratização com a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o presidente Lula (PT) em 2022.

    “A autocratização do Brasil teve início com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e se acelerou após a eleição do populista de direita Jair Bolsonaro em 2018. Seguiram-se ataques à mídia, tentativas de minar as eleições, o Legislativo e o Judiciário”, afirma o recente relatório.

    “A reviravolta ocorreu quando Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva, apoiado por uma coalizão de nove partidos, venceu as eleições de 2022.”

    O V-Dem lembra, por outro lado, que a sociedade brasileira “continua profundamente polarizada”, e alerta que as eleições de 2026 serão decisivas. “Bolsonaro, porém, está impedido de exercer o cargo após ter sido condenado por abuso de poder e tentativa de golpe de Estado.”

    Em um aspecto global, o instituto afirma que o nível da democracia é comparável ao de 1978, e que todos os ganhos com a terceira onda de democratização, que começou em Portugal, em 1974, estão quase perdidos.

    A comparação com os índices da democracia há 20 anos revela o impacto da terceira onda de autocratização que avança sobre o mundo.

    Em 2005, 27 países estavam se democratizando -hoje, são 18. Naquele ano, 12 países estavam em processo de autocratização, em comparação a 44 em 2025. A qualidade das eleições melhorava em 31 países, enquanto hoje melhora apenas em sete.

    O maior impacto foi em relação à liberdade de expressão. Em 2000, 52 países evoluíam neste quesito. Em 2025, 44 estão em declínio.

    No novo relatório, o V-Dem também passou a identificar dez novos países em processo de autocratização -entre eles, além dos Estados Unidos, estão a Itália, o Reino Unido, a Croácia, a Eslováquia e a Eslovênia.

    Segundo o instituto, há três padrões envolvidos nesta onda de autocratização.

    Um deles diz respeito ao declínio democrático em democracias tradicionalmente estáveis. Outro é observado em reversões significativas e, muitas vezes, no colapso da democracia em países que se democratizaram no final do século 20 e no início do século 21. Um terceiro acontece com o aprofundamento da autocracia em Estados já autocráticos.

    Estados Unidos perdem status de 'democracia liberal' pela primeira vez em 50 anos

  • Homem é inocentado após ficar preso quase 20 anos por roubo de R$ 3 mil

    Homem é inocentado após ficar preso quase 20 anos por roubo de R$ 3 mil

    Kenneth Windley ficou preso durante quase 20 anos por um crime que não cometeu. Recentemente, o tribunal reviu o caso e declarou a sua inocência, após surgirem novas provas que comprovam a sua versão dos fatos

    Kenneth Windley esteve preso durante quase 20 anos por supostamente roubar 500 dólares em 2005. Na segunda-feira, após uma revisão do caso, o tribunal declarou que o homem, afinal, era inocente – tal como dizia ser há duas décadas.

    Windley foi preso em 2005 depois de comprar um fogão para a mãe com um vale que, veio a se descobrir, tinha sido roubado. Desde o primeiro momento, o norte-americano tinha garantido que não tinha cometido o crime e que tinha comprado o vale de 542,77 dólares (, que estava em desconto, de uns conhecidos, que tinham assegurado que o vale estava válido, mas que eles não o podiam usar por razões burocráticas.

    “Ele foi enganado”, argumentou o advogado de Windley, David Shanies, durante a audiência na segunda-feira, citado pela Associated Press.

    O vale, de fato, tinha sido roubado, mas não por por Windley. Pertencia a Gerald Ross, na época com 70 anos, que regularmente levantava os cheques para pagar o aluguel e os pagamentos do seu seguro de vida em um posto de correios em Brooklyn, nos Estados Unidos. Foi numa dessas viagens, já de volta a casa, que o homem foi seguido por dois assaltantes.

    Os ladrões agarraram-nos por trás, e prenderam-no com um braço ao redor do seu pescoço, roubando-lhe os vales, o dinheiro e o livro de cheques que tinha com ele.

    Ross reportou o crime à polícia que aproveitou o fato de o homem receber vales do Estado para seguir o seu rastro (dado que cada um está identificado e registrado). Não demorou até encontrarem o vale usado por Windley que, na compra do fogão, tinha fornecido o seu nome, a carteira de motorista e o endereço onde vivia.

    O norte-americano foi detido e, mais tarde, identificado pela vítima, tanto em fotografias como depois ao vivo. As identificações, note-se, foram feitas seis semanas ou mais depois do crime ter acontecido.

    Desde o início, Windley disse aos procuradores o que sabia sobre os dois homens que lhe tinham vendido o vale, incluindo os seus nomes legais e os apelidos pelas quais eram conhecidos. Durante o julgamento, reiterou a mesma história, mas o júri não acreditou na sua versão dos eventos e acabou por o condenar entre 20 anos a prisão perpétua. Os recursos subsequentes falharam.

    Após a condenação, um amigo de Windley e um investigador privado conseguiram encontrar os verdadeiros culpados e os persuadiram a admitir o que realmente tinha acontecido. Em depoimentos sob juramento e, posteriormente, em entrevistas com representantes da procuradoria, os dois homens acabaram admitindo que tinham assaltado Ross e que Windley não estava envolvido no crime.

    O “Suspeito 1” e o “Suspeito 2”, como estão identificados no relatório da procuradoria norte-americana sobre o caso, estão ambos na prisão por crimes cometidos contra pessoas com idades a partir dos 60 anos, que foram seguidas de bancos ou escritórios de levantamento de cheques, no Brooklyn, entre 2005 e 2006.

    “Me custou 20 anos, mas eles corrigiram a situação agora. É tudo o que importa. Estou bem com isso”, admitiu Windley, após o julgamento.

    À saída do tribunal, depois de o seu caso ser arquivado, Windley, hoje com 61 anos, não se mostrou triste pelos anos perdidos ou pela injustiça, apenas feliz por agora poder reunir-se de novo com a família: “Vou simplesmente seguir em frente”.

    Homem é inocentado após ficar preso quase 20 anos por roubo de R$ 3 mil

  • Líder de Cuba promete 'resistência inexpugnável' a novas ameaças de Trump

    Líder de Cuba promete 'resistência inexpugnável' a novas ameaças de Trump

    A ilha vive uma crise generalizada e um bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao envio de petróleo, fundamental para a sobrevivência do setor energético da ilha. O embargo já dura cerca de três meses, aprofundado pela captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta terça-feira (17) que o país manterá uma “resistência inexpugnável” diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a mencionar a possibilidade de assumir o controle da ilha.

    “Diante do pior cenário, Cuba tem uma certeza: qualquer agressor externo encontrará uma resistência inexpugnável”, escreveu Díaz-Canel na rede X.

    Na segunda-feira (16), Trump disse a jornalistas que “acredita que terá a honra de tomar Cuba” e que “pode fazer o que quiser” com a ilha. “Ouvi minha vida toda sobre os Estados Unidos e Cuba. ‘Quando é que os EUA vão fazer isso?’. Eu realmente acredito que terei a honra de tomar Cuba”, afirmou o republicano no Salão Oval da Casa Branca.

    A ilha vive uma crise generalizada e um bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao envio de petróleo, fundamental para a sobrevivência do setor energético da ilha. O embargo já dura cerca de três meses, aprofundado pela captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro. Caracas e México, importantes fornecedores, interromperam as remessas ao país.

    Díaz-Canel afirmou que os EUA “ameaçam publicamente Cuba quase diariamente”. “E usam um pretexto indignante: as duras limitações da enfraquecida economia que eles próprios têm agredido e tentado isolar há mais de seis décadas”, disse ainda, em referência ao embargo histórico de Washington em vigor desde 1962.

    A ilha tem convivido com apagões, hotéis fechados, voos cancelados e suspensão de coleta de lixo e serviços básicos. Na segunda, a rede do país colapsou, deixando todos os cerca de 10 milhões de habitantes sem luz por mais de 29h.

    A energia foi estabelecida no dia seguinte, às 18h11 do horário local, segundo o regime, que informou ter colocado em operação sua maior usina termoelétrica movida a óleo. Ainda assim, autoridades afirmaram que podem persistir cortes de energia, já que a geração permanece insuficiente para atender à demanda.

    Cuba ainda não informou a causa da falha nacional, a primeira desse tipo desde que os Estados Unidos interromperam o fornecimento de petróleo à ilha. A maioria da população, inclusive na capital, Havana, já vinha enfrentando cortes de 16 horas por dia.

    Há semanas, Trump vem multiplicando declarações ofensivas contra Havana e seus dirigentes, ao mesmo tempo em que afirma que a ilha deseja “concluir um acordo” com os Estados Unidos.

    Diáz-Canel admitiu na última sexta-feira (13) que o regime cubano tem conversado com a Casa Branca.

    O contato não é inédito. Embora antagonistas, os dois países já passaram por outros momentos de negociação desde que a Revolução Cubana tirou do poder o ditador Fulgencio Batista, aliado dos EUA, em 1959. De lá para cá, ao menos 13 presidentes americanos tentaram, sem sucesso, alterar o status quo da ilha, combinando pressões estratégicas e cálculos domésticos.

    Em nenhum momento, porém, os ventos pareceram tão favoráveis a Washington, que coloca a ilha como próximo alvo de movimentos agressivos da diplomacia do segundo mandato de Trump que refletem sua “Doutrina Donroe” de intervenções no Hemisfério Ocidental.

    Líder de Cuba promete 'resistência inexpugnável' a novas ameaças de Trump