Categoria: MUNDO

  • Países do Golfo interceptam mísseis e drones após ataques do Irã

    Países do Golfo interceptam mísseis e drones após ataques do Irã

    Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita reagiram a ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã. A escalada do conflito já atinge países do Golfo, provoca incêndios e eleva a tensão em regiões estratégicas de produção de energia

    Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, Emirados Árabes Unidos e Kuwait informaram nesta sexta-feira (20) que estão reagindo a ataques com mísseis atribuídos ao Irã. Já a Arábia Saudita anunciou ter interceptado drones em diferentes regiões do país.

    No Bahrein, também no Golfo, estilhaços de um ataque classificado pelo governo local como uma “agressão iraniana” provocaram um incêndio em um armazém. Segundo o Ministério do Interior, as sirenes de alerta aéreo chegaram a ser acionadas, mas o fogo foi controlado e não houve vítimas.

    As Forças Armadas do Kuwait afirmaram que seus sistemas de defesa aérea estão “respondendo a um míssil hostil e a ameaças de drones”. Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério do Interior também confirmou a existência de “ameaças de mísseis” em andamento.

    Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou que seis drones foram interceptados e destruídos na região leste do país, além de outro no norte.

    Os ataques fazem parte de uma ofensiva mais ampla do Irã, que intensificou na quinta-feira ações contra infraestruturas energéticas no Golfo. Drones atingiram uma refinaria na Arábia Saudita e outras duas no Kuwait, além de causar danos significativos a uma das principais instalações de gás natural liquefeito do mundo, no Catar.

    A ofensiva ocorre em resposta a ataques israelenses ao campo de gás South Pars/North Dome, compartilhado entre Irã e Catar.
      
     

     

    Países do Golfo interceptam mísseis e drones após ataques do Irã

  • Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

    Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

    Agência Reuters diz que artista britânico se chama Robin Gunningham; Banksy, pintor e artista de rua que fez seu nome e uma fortuna de milhões de libras, seria próximo de Robert Del Naja, da banda Massive Attack

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Qual é a identidade do grafiteiro Banksy? Um dos grandes mistérios da arte neste século parece ter sido finalmente solucionado -a agência de notícias britânica Reuters publicou, na semana passada, uma investigação com o suposto nome verdadeiro e a história do artista que ficou conhecido no mundo todo ao pintar paredes de grandes cidades com imagens pop carregadas de comentário social e político.

    O advogado do artista, Mark Stephens, afirmou que Banksy não vai se manifestar sobre os detalhes da investigação. Sem confirmar nem negar a identidade de Banksy, o advogado também pediu à agência que a reportagem não fosse publicada, alegando que a divulgação violaria a privacidade do artista, interferiria em sua arte e o colocaria em perigo.

    Embora o nome de Gunningham já tivesse sido associado a Banksy numa reportagem do jornal The Mail on Sunday há quase 20 anos, o periódico não conseguiu, à época, ter certeza absoluta da identidade do grafiteiro, o que a Reuters alega ter obtido agora.

    Isto foi possível com a descoberta de uma confissão para a polícia de Nova York, escrita à mão por Gunningham e assinada por ele, na qual o artista afirma ter vandalizado um outdoor no topo de um prédio em Manhattan, em setembro de 2000.

    Este documento e um outro arquivo da Justiça americana nunca haviam sido publicados. Eles mostram que Banksy foi detido temporariamente em Nova York por perturbação da ordem pública e solto horas depois, mediante a retenção de seu passaporte, que ele recuperou ao pagar uma fiança de cerca de U$ 1.800 e completar cinco dias de trabalho comunitário.

    A identidade de Banksy sempre foi um segredo muito bem guardado. Algumas pessoas de seu círculo próximo assinaram acordos que os impediam de revelar quem ele era, e outros se mantiveram em silêncio por lealdade ou por medo de contrariar o artista, seus fãs e sua influente empresa, a Pest Control Office, que autentica suas obras e decide quem terá a oportunidade de comprar os trabalhos mais recentes.

    Durante muitos anos, houve o rumor de que o grafiteiro seria o músico Robert del Naja, da banda de trip-hop Massive Attack, originária de Bristol, no Reino Unido, também terra de Banksy.

    Segundo a reportagem, os Gunningham e Del Naja teriam uma relação próxima e seriam parceiros de grafite. Por exemplo, eles teriam viajado juntos à Ucrânia, em 2022, e há indícios de que podem ter trabalhado juntos em murais num prédio de apartamentos destruídos nos arredores de Kiev.

    Na ocasião da viagem ao país em guerra, Gunningham já havia trocado o seu nome legalmente para David Jones, um dos nomes mais populares entre os britânicos, o que, segundo a reportagem, seria uma forma de ficar invisível em público. Em 2017, havia cerca de 6.000 homens chamados assim no Reino Unido, de acordo com dados analisados pela GBG, uma empresa de inteligência de informações de identidade.

    Steve Lazarides, empresário do artista entre o fim dos anos 1990 e 2008, afirmou à agência de notícias que a identidade secreta de Banksy era uma forma de protegê-lo da polícia, dado que, em Bristol, havia uma repressão violenta às pichações e aos grafites. Mais tarde, Lazarides ajudou o artista a mudar o seu nome legalmente para David Jones, também para evitar ser rastreado.

    Stephens, o advogado, disse ainda à Reuters que Banksy “foi alvo de comportamentos obsessivos, ameaçadores e extremistas” durante anos, e que trabalhar “anonimamente ou sob um pseudônimo atende a interesses sociais vitais”.

    “Protege a liberdade de expressão, permitindo que os criadores digam a verdade ao poder sem medo de retaliação, censura ou perseguição -particularmente ao abordar questões sensíveis como política, religião ou justiça social”, afirmou.

    Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

  • Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

    Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

    Apesar do registro do domínio, o site ainda não está no ar. ‘Fiquem ligados’, disse Anna Kelly, vice-secretária de imprensa da Casa Branca

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo dos Estados Unidos registrou os domínios “alien.gov” e “aliens.gov” por meio da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, parte do Departamento de Segurança Interna do país. As informações são do USA Today.

    Até esta quinta (19), porém, ainda não havia nenhum dos sites online, e ao acessá-los, aparecia uma mensagem de erro. Também não havia informações sobre o motivo da criação dos domínios.

    Em comunicado enviado ao USA Today, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, disse: “Fiquem ligados!”, com um emoji de alienígena após a mensagem.

    Há um mês, Donald Trump disse que, diante do “grande interesse do público”, pediria que o Departamento de Defesa divulgasse documentos relacionados à existência de vida extraterrestre.

    Ele prometeu que divulgaria qualquer informação “conectada a esse assunto de alta complexidade, mas extremamente interessante e importante”.

    A declaração ocorreu justamente em uma semana em que o tema voltou a ganhar espaço em Washington. O ex-presidente Barack Obama afirmou numa entrevista que acreditava na existência de vida fora da Terra. Trump criticou a fala na ocasião, pouco antes de anunciar a divulgação dos documentos.

    Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

  • Netanyahu diz que Israel não atacará refinaria do Irã após ligação de Trump

    Netanyahu diz que Israel não atacará refinaria do Irã após ligação de Trump

    O primeiro-ministro reiterou que agiu sozinho ao atacar campo de gás iraniano de South Pars; Trump ficou irritado com ataque do aliado ao Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou nesta quinta-feira (19) que Israel não atacará o principal campo de gás do Irã após telefonema feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Netanyahu reiterou que agiu sozinho ao atacar campo de gás iraniano de South Pars. Em retaliação, o Irã atacou a infraestrutura de energia no Qatar e em todo o Oriente Médio, marcando a maior escalada na guerra de quase três semanas dos EUA e Israel contra o Irã.

    Trump ficou irritado com ataque de Israel. Na noite de ontem, o republicano disse em uma publicação na rede social que Washington “não sabia nada sobre esse ataque em particular” e que Israel não atacaria mais o campo de gás, a menos que o Irã atacasse novamente o Qatar.

    Netanyahu diz que Israel não atacará refinaria do Irã após ligação de Trump

  • Irã atinge o caça mais moderno dos EUA pela 1ª vez em combate

    Irã atinge o caça mais moderno dos EUA pela 1ª vez em combate

    F-35 foi avariado sobre o país e obrigado a fazer um pouso de emergência numa base do Oriente Médio; EUA aproveitam conflito e vendem mais de US$ 16 bilhões em armas para países sob ataque no golfo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um caça de quinta geração F-35, o mais moderno do arsenal dos Estados Unidos, foi atingido pela primeira vez em combate na história sobre o Irã. O avião foi avariado, mas o piloto conseguiu pousá-lo em segurança numa base não revelada no Oriente Médio.

    O incidente foi revelado nesta quinta-feira (19), o 20º dia da guerra iniciada pelos EUA e Israel contra a teocracia, pela rede CNN. Um porta-voz do Comando Central das Forças Armadas americanas, Tim Hawkins, disse que “o incidente está sob investigação”.

    A hipótese mais provável é de que o F-35 tenha sido atingido por fogo antiaéreo do Irã, algo que tanto Donald Trump quanto o premiê Binyamin Netanyahu afirmam ser impossível dada a supremacia da coalizão americano-israelense nos céus do rival.

    Tal vantagem existe, mas é relativa. Apesar de a estrutura de defesa iraniana ter sido duramente alvejada no conflito, ela pode ter preservado alguns lançadores móveis ou mesmo portáteis. Como não se sabe a altitude em que o F-35 voava, isso por ora é especulativo.

    O caça, que tem tecnologia furtiva ao radar, é operado na região a partir principalmente da base de Muwaffaq, na Jordânia, e do porta-aviões USS Abraham Lincoln -no caso, sua versão naval, a F-35C. Há ainda cerca de 20 F-35B, de decolagem vertical, a caminho no navio de desembarque anfíbio USS Patriot, deslocado do Japão.

    Antes, os EUA só tinham perdido em combate três caças F-15E, abatidos ao que tudo indica por um F/A-18 do Kuwait naquilo que parecia ser um incidente de fogo amigo. Há relatos não confirmados de que o piloto árabe estaria preso sob suspeita de ter agido de propósito. Todos os seis aviadores americanos nos aparelhos sobreviveram.

    Além disso, na semana passada um avião-tanque KC-135 caiu no norte do Iraque, aparentemente após bater em outro modelo igual durante uma operação de reabastecimento. Nesse episódio, os seis tripulantes morreram. Israel não registrou nenhuma perda de equipamento.

    Na região, quem opera o F-35 é o Estado judeu, com ao menos 39 dos 50 caças que encomendou em ação. Nesta guerra, um deles teve sua primeira vitória aérea contra um avião tripulado, ao derrubar um indefeso avião de treinamento de fabricação russa sobre o Irã.

    No ano passado, Trump autorizou a venda do modelo para a Arábia Saudita. O preço do avião depende do pacote de compra, mas nunca fica abaixo de US$ 100 milhões (R$ 525 milhões) ao fim.

    O caça é desejado no Oriente Médio, não menos pelo interesse dos países árabes em equilibrar forças com Israel, e objeto de polêmicas. O governo Joe Biden, antecessor do republicano, vetou uma venda dele aos Emirados Árabes Unidos.

    A atual guerra parece já ter mudado o cenário. Nesta quinta, o Departamento de Estado aprovou a venda de mais de US$ 16 bilhões (R$ 84 bilhões) em armas para países do golfo Pérsico sob ataque da retaliação iraniana pela guerra.

    Os Emirados são os principais compradores, tendo pedido sistemas de radares para defesa antiaérea, mísseis ar-ar para seus caças F-16 e drones, por US$ 8,4 bilhões (R$ 44 bilhões). O Kuwait fez pedido semelhante, por US$ 8 bilhões (R$ 42 bilhões). Houve também uma aprovação não detalhada para a Jordânia.

    A região sempre foi grande cliente de armas ocidentais, particularmente dos EUA. Em 2025, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, são do Oriente Médio 6 dos 10 países que mais investem em defesa considerando o gasto proporcional ao PIB.

    A venda devido à ameaça iraniana numa guerra iniciada pelos americanos remete a uma lógica denunciada pelo presidente Dwight Eisenhower ao se despedir do cargo, em 1961, segundo a qual a política externa americana estava interligada aos interesse do que chamou de complexo industrial-militar.

    Irã atinge o caça mais moderno dos EUA pela 1ª vez em combate

  • Jornalista escapa de míssil durante reportagem no sul do Líbano

    Jornalista escapa de míssil durante reportagem no sul do Líbano

    O jornalista Steve Sweeney, que trabalha como correspondente para a televisão estatal russa (RT), estava gravando uma reportagem, no Líbano, quando um míssil caiu a poucos metros dele. Veja o momento!

    O jornalista britânico Steve Sweeney, que trabalha como correspondente para a televisão estatal russa (RT), estava gravando uma reportagem quando um míssil caiu a poucos passos do local onde se encontrava, no sul do Líbano. 

    O incidente, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (19), foi registrado pelo repórter de imagem, Ali Rida, que gravava Sweeney. 

    Apesar do susto e da cena inusitada, a RT afirmou que a equipe ficou bem e que sofreram apenas ferimentos leves. 

    A editora do canal, Margarita Simonyan, escreveu na rede social X: “O nosso correspondente Steve Sweeney ficou ferido por um ataque israelense no Líbano”. “Ambos os homens estão conscientes no hospital, os médicos estão diagnosticando a extensão de estilhaços. Os jornalistas de guerra não são alvos legítimos. Rezamos por ele”.

    Pode ver o momento abaixo:

    Vale lembrar que Israel tem vindo a atacar o sul do Líbano, enquanto o conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua, fazendo alvo do que dizem tratar-se de alvos do Hezbollah.

    Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irã. Teerã respondeu com o encerramento do Estreito de Ormuz e o lançamento de ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

    Jornalista escapa de míssil durante reportagem no sul do Líbano

  • Macron quer negociações para impedir ataques a infraestruturas de energia

    Macron quer negociações para impedir ataques a infraestruturas de energia

    Presidente francês cobra “conversações diretas” e alerta para riscos à produção de petróleo no Oriente Médio. Escalada do conflito já afeta preços globais e interrompe operações em países do Golfo

    O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quinta-feira a abertura de negociações diretas entre Estados Unidos e Irã para evitar impactos na produção de petróleo no Oriente Médio. A declaração foi feita na chegada à cúpula de líderes europeus, em Bruxelas.

    Macron classificou como imprudente a expansão do conflito para áreas de produção de energia, especialmente após ataques atingirem países do Golfo, como o Catar.

    “Vários países do Golfo foram atingidos, pela primeira vez, nas suas capacidades de produção, da mesma forma que o Irão”, afirmou, ao pedir uma “rápida desescalada” do conflito.

    O Irã intensificou, nesta manhã, ataques contra infraestruturas energéticas da região, atingindo instalações de gás natural liquefeito no Catar e refinarias de petróleo no Kuwait. A escalada do conflito já impacta o mercado global, com alta nos preços dos combustíveis e aumento de cerca de 35% no valor do gás na Europa.

    Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades informaram a interrupção de operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.

    Para Macron, o agravamento da situação representa “uma irresponsabilidade”, tema que ele disse já ter discutido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sobre o qual pretende dialogar também com o Irã.

    O líder francês reiterou a necessidade de “regressar à negociação e ao diálogo” e destacou como prioridades “tentar, ao máximo, preservar e salvar a capacidade de produção”, além da reabertura de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz.

    Macron também defendeu uma pausa nos ataques durante o início do Eid al-Fitr, celebração que marca o fim do Ramadã. “Acredito que os ânimos devem acalmar e os combates devem cessar, pelo menos por alguns dias”, declarou.

    Na quarta-feira à noite, o presidente francês já havia proposto uma “trégua nos ataques contra as infraestruturas civis, particularmente as infraestruturas energéticas e hídricas”, após conversar com Trump e com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani. Mesmo assim, os ataques continuaram.

    Sobre a cúpula do Conselho Europeu, Macron destacou a competitividade como prioridade. “Queremos mais simplificação” e “um mercado único europeu mais profundo para avançar mais rapidamente e ser mais competitivo”, afirmou.

    Ele também defendeu mais investimentos, especialmente em inovação, pesquisa e tecnologia, além da diversificação de parcerias. “Queremos uma diversificação das nossas parcerias, que é necessária no atual contexto geopolítico”, concluiu.

    Macron quer negociações para impedir ataques a infraestruturas de energia

  • Milei presta apoio aos EUA com promessa de envio de tropas ao Oriente Médio

    Milei presta apoio aos EUA com promessa de envio de tropas ao Oriente Médio

    A sinalização de apoio ocorre por “alinhamento do governo de Javier Milei com o de Donald Trump”. Embora o governo argentino tenha se prontificado a ajudar no conflito no Oriente Médio, Lanari afirmou não ter conhecimento de qualquer pedido oficial nesse sentido feito por Washington a Buenos Aires

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Casa Rosada confirmou ontem que a Argentina pode enviar suas tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos no conflito contra o Irã, em resposta a eventual solicitação do governo do presidente Donald Trump.

    “Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida”, disse o porta-voz do governo argentino, Javier Lanari, ao jornal espanhol El Mundo.

    A sinalização de apoio ocorre por “alinhamento do governo de Javier Milei com o de Donald Trump”. Embora o governo argentino tenha se prontificado a ajudar no conflito no Oriente Médio, Lanari afirmou não ter conhecimento de qualquer pedido oficial nesse sentido feito por Washington a Buenos Aires.

    Argentina foi o único país da América do Sul a se envolver na Guerra do Golfo no início da década de 1990. A Casa Rosada contribuiu com quatro navios em apoio ao então presidente norte-americano George Bush pai na guerra após a invasão do Kuwait pelo Iraque.

    JAVIER MILEI CRITICA IRÃ

    Javier Milei criticou o Irã ao relembrar, nesta terça-feira (17), os 34 anos de um atentado contra a embaixada de Israel na Argentina. “Diante do terrorismo, não pode haver trégua”, disse ele em um ato em uma praça de Buenos Aires, sobre as ruínas da sede diplomática.

    “Deixamos claro onde nos posicionamos neste momento histórico, em que os Estados Unidos e Israel decidiram pôr fim ao regime iraniano, uma tirania que não só mantém cativa sua própria população, mas que se dedica a semear o terror durante décadas”, disse Milei.

    Em 17 de março de 1992, uma caminhonete carregada de explosivos atingiu o prédio da embaixada de Israel, deixando 22 mortos e mais de 200 feridos. Dois anos depois, outro ataque à associação judaica AMIA matou 85 pessoas. A Justiça argentina atribui os dois atentados ao Irã e ao Hezbollah.

    No discurso, Milei lembrou seu compromisso com “os valores do Ocidente”, “a moral como política de Estado” e “o combate ao flagelo do antissemitismo”. “Israel é um aliado estratégico do nosso país, valores compartilhados nos unem”, concluiu o presidente argentino.

    Milei presta apoio aos EUA com promessa de envio de tropas ao Oriente Médio

  • Ataques do Irã atingem gás do Qatar e elevam tensão global

    Ataques do Irã atingem gás do Qatar e elevam tensão global

    Mísseis provocaram incêndios em instalações de gás natural e ampliaram a escalada no Golfo Pérsico, enquanto o preço do petróleo dispara e cresce o risco de impactos no abastecimento mundial de energia

    O Qatar informou nesta quinta-feira que ataques com mísseis iranianos atingiram novas instalações de gás natural liquefeito no país, provocando grandes incêndios e danos significativos.

    Segundo a QatarEnergy, empresa estatal de petróleo e gás, o combate às chamas ainda está em andamento e, até o momento, não há registro de feridos.

    O país, um dos principais fornecedores de gás natural do mundo, já havia suspendido a produção no início da guerra. Os novos danos podem atrasar a retomada plena das atividades após o fim do conflito com o Irã.

    Também nesta quarta-feira, o Irã confirmou a morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, em um ataque aéreo israelense ocorrido na noite de terça-feira. No mesmo dia, Teerã reconheceu ainda as mortes de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e de Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij.

    O país também foi alvo de um ataque israelense ao campo de gás South Pars, considerado o maior do mundo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, alertou para “consequências incontroláveis” que “podem afetar o mundo inteiro”.

    Em resposta, o Irã intensificou ataques a instalações energéticas de países vizinhos no Golfo Pérsico, atingindo estruturas no Qatar. O governo de Doha reagiu determinando que funcionários da embaixada iraniana deixassem o país em até 24 horas.

    Teerã também atacou instalações de gás em Habshan e o campo de Bab, nos Emirados Árabes Unidos. O governo local classificou a ação como uma “escalada perigosa” do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

    Autoridades de Abu Dhabi informaram que operações de gás foram suspensas após a detecção de atividades suspeitas nas áreas atingidas.

    Regiões da Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos também foram alvo de ataques, ampliando a tensão na região.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars, mas alertou que, caso o Irã volte a atingir o Qatar, as forças americanas poderão retaliar com força total.

    “Não quero autorizar esse nível de destruição, mas não hesitarei em agir se as instalações forem atacadas novamente”, escreveu Trump em sua rede social.

    De acordo com a agência Associated Press, os Estados Unidos foram informados previamente sobre o ataque israelense ao South Pars, mas não participaram da operação.

    Enquanto busca ampliar a oferta global de petróleo, o governo americano também flexibilizou sanções contra a Venezuela, permitindo que empresas dos EUA negociem com a estatal de petróleo do país.

    Os ataques iranianos aumentam a pressão sobre os países do Golfo, que até agora vinham adotando uma postura mais cautelosa no conflito.

    No mercado internacional, o preço do petróleo voltou a subir e ultrapassou os 108 dólares por barril, impulsionado pela escalada da guerra e pelo bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Brent já acumula alta próxima de 50% desde o início do conflito.
     
     

     

    Ataques do Irã atingem gás do Qatar e elevam tensão global

  • De Khamenei a Larijani: quem são os líderes mortos nos ataques ao Irã

    De Khamenei a Larijani: quem são os líderes mortos nos ataques ao Irã

    Ataques de Estados Unidos e Israel atingiram figuras centrais do regime iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, em ofensiva que busca enfraquecer o governo e ampliar a pressão interna após duas semanas de conflito

    A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã já dura duas semanas e, até o momento, não há perspectiva de fim. Desde os primeiros ataques, em 28 de fevereiro, nove figuras centrais do regime iraniano foram mortas.

    Segundo o Exército israelense, as ações, classificadas como devastadoras, tiveram como objetivo atingir responsáveis pela repressão a protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro e criar condições para uma nova revolta interna capaz de enfraquecer o governo iraniano.

    Ali Khamenei

    Ali Khamenei era o líder supremo do Irã, ocupando o posto mais alto do sistema político criado após a Revolução Islâmica de 1979. Ele foi morto no primeiro dia do conflito, em um ataque aéreo israelense ao complexo onde se reunia com assessores próximos.

    De acordo com informações, uma reunião estava em andamento no momento do ataque, o que levou Estados Unidos e Israel a anteciparem a operação para tentar eliminar várias lideranças do regime de uma só vez.

    Ali Shamkhani

    Ali Shamkhani, de 70 anos, era uma das figuras mais influentes do país. Ex-chefe de segurança nacional e conselheiro de Khamenei, ele também morreu no dia 28 de fevereiro, pois participava da mesma reunião atingida pelo bombardeio.

    O ex-militar teve papel relevante nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

    Mohammad Pakpour

    Mohammad Pakpour havia sido nomeado comandante da Guarda Revolucionária Islâmica no ano anterior. Veterano da guerra contra o Iraque, ocupou diversos cargos militares até assumir o comando das Forças Terrestres da corporação em 2009.

    Ele estava sob sanções da União Europeia desde 2021.

    Mohammad Shirazi

    Mohammad Shirazi também foi morto no primeiro dia do conflito. General do Exército iraniano, ele chefiava o Gabinete Militar do líder supremo desde 1989.

    Como general de brigada, era responsável por coordenar as relações entre o alto comando das Forças Armadas e o líder supremo, sendo considerado peça-chave na estrutura de defesa do país.

    Abdolrahim Mousavi

    Abdolrahim Mousavi era chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã. Ele havia sido nomeado para o cargo por Khamenei poucos dias antes dos ataques.

    Antes disso, desde 2017, era comandante do Exército. Segundo a imprensa iraniana, teve papel central no desenvolvimento de mísseis balísticos, drones e programas espaciais.

    Em 2023, foi alvo de sanções impostas por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Austrália por violações de direitos humanos.

    Aziz Nasirzadeh

    Aziz Nasirzadeh ocupava o cargo de ministro da Defesa desde 2014. Antes, foi vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e comandante da Força Aérea iraniana entre 2018 e 2021.

    Durante o conflito, tinha a responsabilidade de proteger a infraestrutura militar e nuclear do país.

    Gholamreza Soleimani

    Gholamreza Soleimani era comandante da milícia paramilitar Basij, ligada à Guarda Revolucionária e conhecida por atuar na repressão interna.

    Segundo Israel, ele liderou operações contra manifestantes durante os protestos de janeiro, marcadas por violência intensa e prisões em massa.

    Esmail Khatib

    Esmail Khatib era ministro da Inteligência do Irã e uma das principais figuras da segurança nacional. Nomeado em 2021, comandava os serviços responsáveis por contraespionagem, segurança interna e operações no exterior.

    Clérigo xiita, era considerado próximo de Khamenei e já havia ocupado cargos estratégicos no aparato de segurança do regime.

    Ali Larijani

    Ali Larijani foi morto em 17 de março. Como chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, era um dos políticos mais influentes do país e chegou a ser apontado como possível sucessor de Khamenei.

    Ele atuava diretamente na condução da guerra, defendia a continuidade do conflito e também teve participação na repressão aos protestos e no programa nuclear iraniano.

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