Categoria: MUNDO

  • Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

    Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

    Naveed Akram e seu pai, Sajid Akram, mataram 15 pessoas no dia 14 de dezembro em Sydney; autoridades investigam suposto treinamento terrorista em Manila, nas Filipinas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os dois atiradores que mataram 15 pessoas na Austrália e feriram outras 40 agiram sozinhos no ataque, disse a Polícia Federal do país nesta terça (30) em um comunicado.

    Segundo a comissária Krissy Barrett, a investigação inicial indica não haver evidências de que os agressores fizessem parte de uma célula terrorista maior ou tenham sido instruídos por terceiros a realizar o ataque.

    Autoridades australianas analisavam um possível treinamento de Naveed Akram e seu pai, Sajid Akram, que foi morto pela polícia no dia do ataque, com o grupo terrorista Estado Islâmico em Manila, nas Filipinas. Os dois estiveram no país em novembro.

    “Mas não estou sugerindo que eles estavam lá como turistas”, afirmou Barrett.
    Na casa dos dois em Sydney, policiais encontraram bandeiras que remetiam ao grupo islâmico.

    Análise inicial das imagens do circuito interno do hotel da capital filipina mostra que ambos raramente saíram de lá. Mas a Polícia Federal australiana ainda trabalha com autoridades filipinas para avaliar todas as filmagens da visita.

    “Continuo preocupado com adultos e jovens vulneráveis, suscetíveis à manipulação de extremistas religiosos ou de outro tipo que incentivam a violência ou banalizam o uso da força”, disse a comissária. “A radicalização e o extremismo podem servir como uma linha de recrutamento para grupos terroristas dispostos a usar a violência para promover suas causas”.

    O ATAQUE

    No dia 14 de dezembro, Naveed Akram e Sajid Akram abriram fogo na praia de Bondi, em Sydney, durante uma celebração judaica no local. Os dois mataram 15 pessoas e feriram outras 40. Foi o pior ataque terrorista em décadas na Austrália.

    Pelo menos uma criança morreu no atentado. Um cidadão de Israel também foi morto. As vítimas tinham de 10 a 87 anos, e não há informações sobre outros estrangeiros.

    Uma das praias mais famosas do mundo, Bondi costuma ficar lotada de moradores e turistas. Vídeos que circularam na internet registraram centenas de pessoas correndo em pânico durante o tiroteio.

    Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

  • Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

    Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

    Presidente de Israel nega que tenha falado com líder americano sobre perdão a premiê em suposta corrupção; em reunião na Flórida, republicano recebe primeiro-ministro para discutir próximos passos em Gaza e ataques no Irã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump recebeu o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, nesta segunda-feira (29), na Flórida. Após o encontro, o americano afirmou que o indulto pedido pelo israelense ao seu presidente, Isaac Herzog, estaria “a caminho” e, em paralelo, disse que atacaria novamente o Irã caso o país persa retome o programa nuclear bombardeado pelos EUA em junho.

    Netanyahu solicitou um perdão oficial a Herzog, em novembro deste ano, em um processo que investiga suposto esquema de corrupção. Após a fala de Trump sobre a possível concessão do indulto, no entanto, o gabinete do presidente israelense negou que ele tenha tido uma conversa com o americano desde o pedido do premiê.

    Este foi o quinto encontro do ano entre Netanyahu e Trump nos EUA e, desta vez na residência de Trump em Mar-a-Lago, ocorreu a pedido do israelense, segundo o republicano. Depois da reunião, o americano afirmou que os EUA poderiam atacar novamente instalações iranianas caso Teerã retomasse o programa nuclear, que já fora alvo de bombardeios em junho.

    “Ouvi dizer que o Irã está tentando se reconstruir, e se estiver mesmo, temos que acabar com isso”, disse ele. “Vamos acabar com eles de vez.” O republicano reiterou que continua aberto a negociar um acordo, que ele chamou de uma saída “muito mais inteligente”.

    A expectativa para a reunião era de que os líderes anunciassem os próximos passos para a trégua em Gaza. Ao receber o premiê, Trump afirmou que “a reconstrução de Gaza começará em breve” e que espera chegar à segunda fase do plano de cessar-fogo no território palestino “muito rapidamente”.

    Funcionários da Casa Branca temem que tanto Israel como o Hamas estejam protelando a segunda fase do cessar-fogo enquanto o presidente americano está ansioso para anunciar um governo tecnocrático palestino para Gaza e a mobilização de uma força internacional de estabilização.

    Trump disse ter conversado com Netanyahu sobre o Hamas e que o grupo terrorista “terá pouco tempo para se desarmar”. Segundo ele, “haverá consequências” caso a facção não cumpra esse requisito do acordo de trégua.

    A porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian já havia adiantado que Netanyahu pretendia abordar a segunda fase do acordo, que implica garantir que “o Hamas seja desarmado, e Gaza, desmilitarizada”.

    Também afirmou, no entanto, que o premiê tentaria mudar o foco do encontro para o Irã e pressionar por mais ataques americanos contra o programa nuclear de Teerã. Segundo ela, o israelense usaria a reunião para evidenciar “o perigo que o Irã representa não apenas para o Oriente Médio, mas também para os EUA”.

    O cessar-fogo em Gaza anunciado em outubro é uma das principais conquistas do primeiro ano de Trump na Casa Branca desde seu retorno ao poder, em janeiro, e sua gestão e os mediadores regionais pretendem manter este ímpeto.

    O enviado do presidente para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do republicano, Jared Kushner, receberam funcionários de alto escalão dos países mediadores -Qatar, Egito e Turquia- em Miami no início do mês.

    Agora, o momento da reunião com Netanyahu é “muito significativo”, disse Gershon Baskin, copresidente da comissão de construção da paz “Alliance for Two States”, que participou de negociações secretas com o Hamas. “A fase dois precisa começar”, afirmou à agência de notícias AFP. “Os americanos percebem que já é tarde porque o Hamas teve tempo demais para restabelecer sua presença.”

    A primeira fase do acordo de trégua exigia que o Hamas libertasse os reféns que permaneciam em cativeiro, vivos e mortos, desde o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que deu início à guerra. O grupo terrorista devolveu todos, exceto o corpo de um refém -Trump afirmou estar “fazendo todo o possível” para conseguí-lo. As duas partes denunciam frequentes violações do cessar-fogo.

    Na segunda etapa, tratada nesta segunda, Israel deve retirar as tropas de suas posições em Gaza e o Hamas deve entregar as armas, o que é um ponto de divergência importante. Além disso, uma autoridade interina deve governar o território palestino e uma força internacional de estabilização (ISF, na sigla em inglês) será mobilizada.

    O site americano Axios informou na sexta-feira (26) que Trump queria convocar a primeira reunião de um novo “Conselho de Paz” para Gaza, que ele presidiria, no Fórum de Davos, na Suíça, em janeiro. Mas a publicação apontou que funcionários da Casa Branca estavam cada vez mais exasperados por considerarem que Netanyahu se esforça para travar o processo de paz.

    “Há cada vez mais sinais de que o governo americano está se frustrando com Netanyahu”, disse Yossi Mekelberg, analista para o Oriente Médio do centro de estudos Chatham House, com sede em Londres. “A pergunta é o que vai fazer a respeito, porque a fase dois, neste momento, não avança.”

    Mekelberg observou que Netanyahu poderia tentar desviar a atenção do encontro de Gaza para o Irã justamente quando Israel entra em um ano eleitoral. “Tudo está relacionado com permanecer no poder”, afirmou sobre o veterano primeiro-ministro israelense.

    Israel também continua atacando alvos do Hamas em Gaza e do Hezbollah no Líbano, apesar do cessar-fogo no país. A Síria também esteve na pauta das conversas. Netanyahu disse que Israel está empenhado em garantir uma fronteira pacífica com o país, e Trump afirmou que os líderes de ambos se entenderão. “Tenho certeza de que Israel e ele [o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa] se darão bem. Tentarei fazer com que isso aconteça.”

    Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

  • "Proibidos de sair". Prisão para gordos quer combater obesidade na China

    "Proibidos de sair". Prisão para gordos quer combater obesidade na China

    Programa para emagrecer promete mudar a vida dos seus ‘reclusos’ em 28 dias. Ninguém pode sair, e há exercício físico de manhã e à tarde. Domingo é o único dia de descanso

    Pessoas com o peso um pouco acima do normal, na China, estão ingressando em uma prisão especial para emagrecer. Denominada “Prisão para gordos”, estes campos prometem programas de 28 dias para qualquer pessoa ficar em forma.

    Nas redes sociais, muitos têm sido os que têm compartilhado partes da rotina do seu dia a dia nestes locais, revelando que estão sujeitos a regras bastante restritas,  que os impedem, inclusive, de abandonar o local caso a ideia passe pela cabeça. Os portões estão fechados e vigiados e há regras para impedir que as pessoas pensem em abandonar o local. “Os portões estão fechados 24h por dia e não podemos sair”, revela uma participante.

    Para aqueles que há muito desistiram de dietas da moda, personal trainers e produtos para controle de peso, esses acampamentos rigorosos, ao estilo militar, tornaram-se uma escolha adequada, refere o Daily Mail.

    O dia-a-dia na prisão

    Nas redes socias, uma usuária tem compartilhado uma espécie de diário sobre a sua entrada nesta prisão. A australiana, de 28 anos, que reside atualmente na China conta que quis ingressar em uma destas prisões a fim de mudar os seus hábitos alimentares e de vida. A decisão aconteceu depois de ter engordado, de forma repentina, alguns quilos a mais.

    No Instagram, conta que faz cerca de 19 aulas de grupo por semana e uma alimentação mais regrada. A mulher conta que já perdeu, pelos menos, 4 kg.

    O dia começa às 7h30 da manhã e inclui atividades físicas antes e depois do almoço. Segundo refere, pagou menos de mil dólares por 28 dias na prisão, onde tem direito a um quarto só para ela. O dia acaba às 19h40 e ao domingo é dia de descanso.

    “Já fiz muitos amigos, todos são simpáticos e ninguém julga ninguém porque todos temos um objetivo em comum: perder peso”, destaca esta mulher.

    Apesar disso, nos comentários à sua publicação muitos acreditam que aquilo que perdeu não é suficiente para a carga e exigência que lhe é, asupostamente, imposta.

    Governo quer combater obesidade

    Esta espécie de prisão tem o apoio do governo como uma medida para fazer frente ao número cada vez maior de casos de obesidade no país, destaca o Daily Mail. O objetivo é incentivar uma perda de peso significativa em adultos e crianças por meio de dietas controladas, acompanhamento constante e programas disciplinados, adaptados a cada indivíduo. 

    Acompanhe um dia na vida desta mulher na prisão no vídeo acima.

    "Proibidos de sair". Prisão para gordos quer combater obesidade na China

  • Veja as imagens do novo ataque dos EUA no Pacífico; já há 107 mortos

    Veja as imagens do novo ataque dos EUA no Pacífico; já há 107 mortos

    Duas pessoas morreram depois de um bombardeamento dos EUA atingir um barco no Oceano Pacífico, onde Washington tem vindo a desenvolver vários ataques supostamente contra o narcotráfico, de acordo com o que é justificado

    Os Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (29), mais um ataque em águas internacionais e, desta vez, aconteceu no Pacífico Oriental. O ataque foi gravado e o vídeo foi também ontem compartilhado nas redes sociais.

    “Em 29 de dezembro a Força Conjunta Southern Spear, sob indicação do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas em águas internacionais”, lê-se na nota divulgada na rede social X (antigo Twitter).

    De acordo com a nota publicada pelo Comando Sul dos EUA, os serviços secretos confirmaram que a embarcação estava “em trânsito por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico”.

    “Dois narcoterroristas do sexo masculino foram mortos. Nenhuma força militar dos EUA sofreu danos”, finaliza a publicação.

    De acordo com as publicações internacionais, as dezenas de ataques dos EUA que têm vindo a acontecer nos últimos meses na região já causou 107 mortos. Desde agosto que Washington tem mobilizado militares para esta região com o pretexto de que está combatendo o narcotráfico.

    A Venezuela, Maduro e um “forte ataque”

    O combate ao narcotráfico tem sido um tema em cima da mesa desde que Donald Trump assumiu o cargo de presidente dos EUA, em janeiro. Mas, na sequência destes ataques, poucas têm sido as evidências que comprovam que os alvos atingidas pelos EUA fazem mesmo parte de rotas de narcotráfico.

    Nesta luta contra o narcotráfico, uma das medidas da administração Trump foi restringir o tráfego de petroleiros que entram e saem da Venezuela. Trump justificou que é necessário diminuir as receitas da exportação de petróleo que financiam o narcoterrorismo. No meio destas medidas, Trump acusou ainda o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, de roubar petróleo de empresas norte-americanas e usar as receitas do petróleo para financiar atividades criminosas. Mais uma vez, não foram apresentadas provas que sustentassem estas acusações.

    Já na segunda-feira a imprensa norte-americana citou uma entrevista de Trump dada à rádio WABC na sexta-feira, em que o presidente dos EUA dizia que tinha sido destruída uma “grande instalação” usada por uma rede de narcotráfico controlada pela Venezuela, sem esclarecer se o ataque ocorreu em território venezuelano.

    De acordo com Trump, esse ataque aconteceu na semana passada, em uma operação que descreveu como “forte”. Já nas últimas horas, a publicação The New York Times avançou que os EUA realizaram a primeira operação em território venezuelano em um ataque com drones na semana passada contra um porto.

    A publicação referiu ainda que o ataque da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) teve como alvo um cais que as autoridades norte-americanas acreditam ser utilizado pela organização criminosa transnacional Tren de Aragua para armazenar narcóticos e prepará-los para o transporte marítimo.

    As fontes, que pediram para não ser identificadas, indicaram ao jornal que não havia ninguém no local no momento do impacto e que não houve vítimas mortais.

    Veja as imagens do novo ataque dos EUA no Pacífico; já há 107 mortos

  • Rússia acusa Ucrânia de atacar residência de Putin; Kiev nega

    Rússia acusa Ucrânia de atacar residência de Putin; Kiev nega

    Chanceler disse que não houve danos ao complexo de férias, perto de São Petersburgo, um dos favoritos do presidente; segundo Lavrov, a Rússia irá retaliar e mudar sua posição na negociação mediada pelos EUA; Zelenski prevê ataque ao governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia acusou a Ucrânia de ter atacado uma das residências oficiais do Vladimir Putin com 91 drones nesta segunda-feira (29), um dia depois do encontro entre Volodimir Zelenski e Donald Trump para discutir um acordo para pôr fim à invasão russa do vizinho.

    O presidente ucraniano negou a autoria do ataque direto, como já ocorreu em ocasião anterior em 2022, e disse que os russos usarão o incidente para “atacar edifícios do governo ucraniano”. Segundo observadores militares, bombardeiros Tu-22 já estão sendo armados com mísseis de cruzeiro para tal fim.

    Segundo o chanceler Serguei Lavrov disse à mídia russa, os aparelhos foram abatidos na região de Novgorod, próxima a São Petersburgo, a cerca de 600 km da fronteira ucraniana. Não houve danos, disse o diplomata.

    Lavrov prometeu uma “dura retaliação” e disse que a ação irá provocar uma mudança na posição da Rússia nas negociações comandadas pelo presidente americano, que por ora não ultrapassaram as inflexibilidades de lado a lado.

    “Vamos continuar negociando”, disse, antecipando as críticas que receberá e a acusação de Kiev de que o ataque foi de “falsa bandeira”, ou seja, uma fabricação para culpar o adversário.

    A residência atacada segundo os russos é um antigo complexo com três datchas, as famosas casas de campo que quase toda família russas mais abastadas têm. Ele é conhecido pelo apelido de Dolgie Borodi (barbas longas, em russo) ou por Valdai, nome do lago em que fica às margens.

    É uma das regiões favoritas de Putin, natural de São Petersburgo, com vegetação bastante densa. O complexo é usado principalmente como casa de férias de verão e tem espaço para 320 hóspedes. O paradeiro exato do presidente, costuma se disfarçado salvo em agendas oficiais.

    Ele passa boa parte do tempo nos arredores da capital, em sua residência principal, mas tem diversos palácios à sua disposição pelo país. Segundo imagens do Kremlin, o presidente estava em Moscou, comandando uma reunião com seus generais principais, que lhe pintaram um quadro positivo acerca dos ganhos da guerra neste ano.

    Chamou a atenção a determinação explícita de Putin para que os militares se concentrem para tomar a capital homônima da província de Zaporíjiia, no sul do país.

    Ela é 1 das 4 áreas anexadas ilegalmente por Putin em 2022, e na cúpula que teve com Trump em agosto foi aventada a hipótese de o russo se satisfazer com os 75% que já ocupa dela -proporção semelhante à da vizinha Kherson, também incorporada.

    Nos debates até aqui, o foco estava na mais valiosa estrategicamente Donetsk, a leste, onde tropas russas controlam 80% do local. Zelenski se recusa a perder os 20% que ainda têm, exigência reiterada nesta segunda pelo Kremlin. Já os americanos tentam uma solução salomônica, criando uma zona desmilitarizada.

    Não foi a primeira ação direta contra um imóvel associado a Putin na guerra. Em 2022, os ucranianos causaram furor com um dos primeiros ataques a drone a Moscou, quando dois aparelhos explodiram sobre o Kremlin na noite de 3 de maio.

    Não houve vítimas e o presidente não estava presente, mas o governo russo chamou o caso de terrorismo. Kiev nunca assumiu a autoria, amplamente creditada a seus ativos serviços de segurança, inclusive pelos aliados americanos.

    Apesar de toda a brutalidade do conflito, até aqui os russos não tentaram matar Zelenski com um ataque devastador. Isso foi sugerido pelo próprio Putin no ano passado, quando apresentou com uma demonstração dramática seu novo míssil balístico com múltiplas ogivas, testado sobre Dnipro.

    Na mão contrária, além dos incidentes contra as residências, houve um grande ataque com drones ucranianos contra a região por onde Putin viajava neste ano. Além disso, ações contra Moscou são constantes, mas as defesas aéreas da região em torno da capital por ora deram conta do recado.

    O novo incidente, seja qual for sua natureza, tende a impactar a já difíceis negociações. Nesta segunda, Zelenski disse que faltam acertos sobre as questões territoriais, mas anunciou que Trump lhe prometeu garantias de segurança contra uma nova ação russa por 15 anos, sem detalhar como isso aconteceria.

    Rússia acusa Ucrânia de atacar residência de Putin; Kiev nega

  • Artista diz ter sido estuprada e estrangulada em cruzeiro em Portugal

    Artista diz ter sido estuprada e estrangulada em cruzeiro em Portugal

    Uma jovem artista de 29 anos revelou ter sido estuprada e estrangulada por um colega de trabalho em um navio da MSC quando estava atracado em Portugal

    Uma artista de 29 anos diz que foi estuprada e estrangulada por um colega da tripulação do navio de cruzeiro MSC Musica, enquanto este estava atracado em Portugal, no último dia 6 de dezembro.

    De acordo veículos de comunicação da Europa, entre os quais a revista de especialidade Crew Center, as autoridades sul-africanas já estão investigando o caso, uma vez que tanto vítima como suposto agressor são da cidade do Cabo.

    A mulher, que cumpria um contrato de seis meses como pianista e vocalista no MSC Musica, que faz a rota entre Espanha e Portugal até maio de 2026, acusou o homem que fazia dupla com ela de a estuprar e estrangular, em solo português.

    A suposta vítima diz ainda que reportou a situação aos recursos humanos da empresa e à agência que a representa e que estes lhe disseram para “continuar a tocar com o agressor”, seguindo a velha máxima “show must go on” (o espetáculo continua, em português).

    Por isso, decidiu regressar ao seu país e denunciar o caso às autoridades sul-africanas.

    Segundo a mulher, “o comportamento inadequado” do colega, também músico, “começou com comentários de natureza sexual logo no início do contrato” e rapidamente “escalou para algo impróprio”.

    A artista grante que sempre recusou “educamente”, realçando que não queria “misturar negócios com prazer”. “Tentei limitar o contato, reduzir o tempo que passava no bar da tripulação para 10/15 minutos, mas tudo o que fiz foi infrutífero”, contou aos jornais locais.

    Seis dias após chegar ao navio, no fim de um espetáculo, foi perseguida até à cabine, apesar de ter dito “repetidamente” ao colega que estava cansada.

    E foi nessa ocasião que o suposto agressor a forçou a ter relações sexuais, “sempre sobre protestos”.

    “Pedi para ele ir embora. Quando abri a porta, ele entrou à força, disse que ficaria apenas de 5 a 10 minutos mas acabou por sentando na minha cama e recusou-se a sair. Nesse momento me tocou de forma inapropriada e me estuprou”, assegurou, acrescentando que nem o fato de estar menstruada o fez afastar-se.

    “Ele insistiu para que eu olhasse para ele, o que recusei a fazer. Quando terminou, foi embora como se nada tivesse acontecido”, adiantou.

    Alguns dias depois, no bar da tripulação, o homem voltou a atacá-la. “Me agarrou pelo pescoço, tentou me estrangular. Depois disse ‘boa noite’ e sussurrou-me: ‘Vou para a minha cabine’, sorrindo, antes de ir embora”, finalizou a funcionária do MSC Musica.

    Artista diz ter sido estuprada e estrangulada em cruzeiro em Portugal

  • Macron anuncia reunião com aliados da Ucrânia em janeiro

    Macron anuncia reunião com aliados da Ucrânia em janeiro

    Anúncio foi feito após presidente da França conversar com Zelenski e Trump; encontro reunirá aliados da Ucrânia em Paris para tratar de garantias de segurança em um possível acordo de paz com a Rússia

    FLORIANÓPOLIS, SC (CBS NEWS) – O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (29) que aliados da Ucrânia vão se reunir em Paris, no início de janeiro, para discutir garantias de segurança no âmbito de um eventual acordo de paz entre Kiev e Moscou.

    “Reuniremos em Paris, no início de janeiro, os países da Coalizão dos Dispostos para finalizar as contribuições concretas de cada um”, afirmou Macron na rede social X, após conversar com o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Estamos avançando nas garantias de segurança que serão centrais para construir uma paz justa e duradoura”, disse Macron.

    O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump se reuniram no domingo, na Flórida, na residência do líder americano, que manifestou otimismo -sem dar detalhes- sobre uma possível solução rápida para o conflito iniciado em fevereiro de 2022, com a invasão russa à Ucrânia.

    Macron anuncia reunião com aliados da Ucrânia em janeiro

  • Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

    Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

    Justiça da Itália anulou processos em episódios recentes em que se comprovou fraude, diz Celeste Di Leo; no caso de Moggio Udinese, prefeitura pode desfazer emissão de documentos ou Ministério Público pode entrar com ação civil

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – Os brasileiros que obtiveram a cidadania italiana após se beneficiarem de suposto esquema de residência fictícia na cidade de Moggio Udinese podem ter o reconhecimento anulado, se comprovada a fraude. A cidadania por direito de sangue em geral não pode ser revogada -ao contrário do que ocorre com outras modalidades, como a obtida por casamento, que pode ser cancelada em caso de crimes graves-, mas existe margem para contestação judicial e administrativa, por meio da prefeitura.

    Segundo a advogada italiana Celeste Di Leo, há casos na jurisprudência recente do país em que o processo de obtenção da cidadania foi considerado nulo justamente por comprovantes oficiais de residências baseados em falsificações ou fiscalização forjada dos requisitos.

    Em 2019, o Tribunal de Milão decidiu que, sem a condição fundamental da moradia na cidade onde foi feito o pedido da cidadania, a “competência funcional da prefeitura” também foi perdida. “Como consequência, as medidas de reconhecimento da cidadania foram consideradas nulas e sem efeito”, disse Celeste, do escritório milanês Canella Camaiora.

    “A declaração de nulidade da medida administrativa de reconhecimento tem o efeito de privá-la de qualquer efeito jurídico desde a origem, levando à conclusão de que o requerente nunca adquiriu o status de cidadão”, afirmou.

    Especificamente sobre o caso de Moggio Udinese, a advogada diz que os caminhos para a anulação do reconhecimento da cidadania seriam dois. No primeiro, o próprio município pode emitir, em regime de autotutela, uma ordem de retirada dos registros civis e do reconhecimento da cidadania dos brasileiros. Moggio Udinese tem nova prefeita desde 2024 -os casos investigados teriam ocorridos no mandato anterior.

    Uma segunda opção seria o Ministério Público de Udine, atual responsável pela investigação, apresentar uma ação civil para buscar o cancelamento formal dos certificados de cidadania e das transcrições das certidões de nascimento do registro civil, documentos que são ponto de partida para a obtenção do passaporte italiano.

    Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

  • Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

    Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

    Ucraniano não diz como seriam as garantias de segurança, ponto crítico da negociação de paz liderada pelos EUA; Kremlin reafirma que Kiev deve deixar toda a região do Donbass, mas adota tom mais otimista em relação a acordo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (29) que Donald Trump ofereceu garantias de segurança por 15 anos contra uma nova invasão da Rússia, caso os rivais cheguem a um acordo para encerrar o conflito mais grave em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

    Na véspera, ambos passaram cerca de duas horas conversando pessoalmente na residência do presidente americano em Mar-a-Lago, na Flórida. Antes, Trump passou uma hora e 15 minutos ao telefone com o russo Vladimir Putin.

    “Nos documentos [sobre a paz], são 15 anos, com a possibilidade de estender essas garantias de segurança. Eu disse ao presidente que realmente gostaria que fosse considerada a possibilidade de 30, 40, 50 anos. Ele disse que iria pensar”, afirmou a repórteres por meio de um grupo de WhatsApp.

    As garantias são um seguro contra novas agressões em caso de cessar-fogo. Zelensky reafirmou que a melhor opção seria o posicionamento de tropas internacionais em seu país, algo que Putin rejeita liminarmente.

    Ele já abdicou do ingresso na Otan, intenção que era um dos “casus belli” dos russos. Agora, defende que os Estados Unidos e a Europa deem a Kiev uma proteção semelhante à do artigo 5 da carta da aliança militar ocidental, segundo a qual todos defendem um membro que seja atacado.

    É incerto, contudo, o que Trump oferece de fato. O risco de um confronto direto entre a Otan e a Rússia, potencialmente nuclear, sempre norteou o grau de ajuda militar aos ucranianos, mesmo quando a política americana sob Joe Biden era de apoio irrestrito a Zelensky -o que o republicano reverteu.

    Zelensky voltou a dizer que há dificuldades em especial com questões territoriais. Os EUA defendem a desmilitarização dos 20% da região de Donetsk que Kiev ainda controla, e o ucraniano diz que isso precisaria ser submetido a um referendo.

    Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, adotou um tom mais otimista do que o normal acerca das conversas, mas reafirmou que a Rússia exige a concessão total do território histórico do Donbass, que compreende a já ocupada Lugansk e Donetsk.

    Não está claro o que Putin pensa sobre outras questões em aberto, como o congelamento das frentes de batalha em outras áreas invadidas ou o destino do controle da usina nuclear de Zaporíjia, ora em mãos russas.

    “Não é apropridado discutir isso em público”, afirmou Peskov. Questionado se concordava com a assertiva de Trump da véspera, segundo a qual um acordo “está mais próximo do que nunca”, ele disse: “É claro que sim”.

    Zelensky segue mais pressionado, com novas perdas militares no leste de seu país anunciadas nesta segunda. Os bombardeios intensos do sábado (27), véspera da cúpula, contudo não foram repetidos.

    Ele estava visivelmente incomodado com as posições simpáticas a Putin expressadas por Trump durante a entrevista coletiva de ambos no domingo (28), quando o americano disse entender por que o russo não aceitava um cessar-fogo sem antes ter seus termos considerados.

    O cronograma das discussões se moveu para janeiro, frustrando o desejo de Trump de encerrar a guerra iniciada por Putin em 2022 ainda neste ano. Dois grupos de trabalho russo-americanos serão formados para discutir a questão das garantias e aspectos econômicos do eventual fim da guerra.

    Já Zelensky quer uma reunião entre negociadores americanos, europeus e ucranianos em Kiev “nos próximos dias” para refinar a discussão. Hoje, ele tem à mesa 20 pontos que atendem mais as demandas ucranianas, em oposição aos 28 anteriores propostos por Trump com ajuda russa, que eram pró-Kremlin.

    Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

  • China cerca Taiwan em exercício militar que envolveu disparos de mísseis

    China cerca Taiwan em exercício militar que envolveu disparos de mísseis

    Ação foi apontada como resposta a forças separatistas da ilha; pequim também condenou aprovação americana de venda de armas para Taipé

    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – O Exército de Libertação Popular da China (PLA, na sigla em inglês), como são chamadas as Forças Armadas do país, iniciou nesta segunda-feira (29) um exercício militar de grande escala ao redor de Taiwan, como alerta às chamadas forças separatistas da ilha e em resposta ao apoio dos Estados Unidos.

    Os exercícios, que ocorreram em cinco áreas ao reador da ilha e levam o codinome “Missão Justiça 2025”, são descritos como um “alerta severo” de Pequim aos favoráveis à independência de Taiwan e à interferência externa, além de uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, Shi Yi.

    Ao contrário de ações mais recentes, que envolviam principalmente rondas ostensivas das forças chinesas ao redor da ilha, os exercícios desta segunda incluíram simulações de ataques a alvos marítimos e terrestres, com disparos de armas militares, além do uso de mísseis e foguetes de longo alcance.

    Pelo ar, o Exército empregou caças, drones, aviões-radar, aeronaves de guerra eletrônica e bombardeiros. Pelo mar, foram utilizados destróieres e fragatas. As ações devem continuar na terça-feira (30) e incluir formas de bloqueio dos principais portos da ilha.

    O objetivo principal, segundo a mídia estatal do Exército, China Military, é testar a capacidade das tropas de realizar ataques de precisão contra alvos-chave, além de verificar a coordenação entre forças aéreas e navais.

    A ação também parece ter a intenção de demonstrar a capacidade da China continental de cercar Taiwan em uma eventual incursão militar voltada à reunificação, em um momento em que Pequim tem elevado o tom de suas reivindicações sobre a ilha.

    O regime chinês sustenta que Taiwan, que possui um presidente democraticamente eleito, é parte incontestável de seu território e trata o tema como uma questão doméstica.

    A ofensiva ocorre dias após o governo dos EUA aprovar a venda de peças para caças e outras aeronaves destinadas a Taiwan, no valor total de US$ 330 milhões (R$ 1,74 bilhão), configurando a primeira transação do tipo desde que o presidente Donald Trump voltou à Casa Branca, em janeiro.

    Na semana passada, como resposta a Washington, a China impôs sanções a 20 empresas dos EUA, incluindo uma subsidiária da Boeing.

    Os EUA mantêm laços diplomáticos formais com Pequim, mas também relações não oficiais com Taiwan, sendo o principal fornecedor de armas da ilha.

    O principal jornal do país, o veículo estatal China Daily, afirmou em editorial publicado nesta segunda-feira que os exercícios se tratavam de uma resposta à venda de armas, “com características claramente ofensivas”, à ilha.

    “Tal comportamento não é apenas uma grave violação do princípio de Uma Só China e dos três comunicados conjuntos China-EUA, mas também uma flagrante interferência nos assuntos internos da China e um desafio aberto à soberania e à integridade territorial da China”, diz o texto.

    O Ministério da Defesa de Taipé condenou as ações de Pequim, classificando-as como “exercício irracional”, e declarou que a pasta se preparou imediatamente para o combate, segundo a agência estatal CNA.

    A resposta de Taiwan se apoia em um documento emitido por Taipé que afirma que as Forças Armadas do país têm capacidade de responder rapidamente e de forma descentralizada a um eventual ataque chinês, atuando em nível elevado de alerta mesmo em casos em que Pequim anuncia apenas exercícios militares conjuntos.

    Uma das principais preocupações do governo da ilha é que a China converta exercícios militares como os desta manhã em operações de guerra.

    China cerca Taiwan em exercício militar que envolveu disparos de mísseis