Categoria: MUNDO

  • Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

    Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

    O exército iraniano anunciou no domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas.

    “Se a infraestrutura petrolífera e energética do Irã for atacada pelo inimigo, todas as infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de dessalinização de água pertencentes aos Estados Unidos e ao regime da região serão alvo de ataques”, declarou o porta-voz do comando operacional do exército, Khatam al-Anbiya, em comunicado divulgado pela agência Fars.

    A fonte não especificou a qual “regime” estava se referindo.

    Antes disso, Donald Trump deu ao Irã um prazo de 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob ameaça de destruir as usinas elétricas iranianas.

    Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

  • Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

    Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

    Cuba sofreu no sábado um novo apagão nacional, devido ao desligamento total do Sistema Elétrico Nacional às 18h38 locais (22h38 de Lisboa), o segundo em menos de uma semana e o sétimo em ano e meio.

    O Ministério de Energia e Minas de Cuba informou nas redes sociais sobre um novo incidente: “Ocorreu um desligamento total do Sistema Elétrico Nacional. Já estão sendo aplicados os protocolos para a restauração” do fornecimento de energia.

    Até o momento, não foram apontadas possíveis causas para o apagão. Diferentemente de ocasiões anteriores, os motivos do blecaute nacional de segunda-feira — o primeiro desta semana — não foram explicados.

    Cuba enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2014, uma situação com causas estruturais que se agravou nos últimos três meses devido ao embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, elevando os cortes de energia a níveis recordes.

    Nas últimas duas semanas, foram registrados dois apagões nacionais e uma interrupção em grande escala que deixou dois terços da ilha sem eletricidade.

    Mesmo sem imprevistos, a situação já é crítica: em Havana, os cortes chegam a cerca de 15 horas por dia, e algumas regiões ficaram até dois dias consecutivos sem energia.

    Com base em experiências anteriores, a recuperação do Sistema Elétrico Nacional (SEN) é um processo lento e complexo, que pode levar dias. Ele envolve iniciar a geração de energia com fontes de arranque mais simples (solar, hidrelétrica e geradores), abastecendo pequenas áreas que depois são interligadas.

    O objetivo é restabelecer rapidamente energia suficiente para as usinas termoelétricas — principal base da produção elétrica em Cuba — para que possam voltar a operar e gerar energia em grande escala.

    O principal problema que diferencia a situação atual das anteriores é que o país praticamente não dispõe de diesel e óleo combustível para alimentar seus geradores, devido ao embargo petrolífero dos Estados Unidos.

    Colocar as usinas termoelétricas em funcionamento sem essa fonte de energia inicial rápida pode ser um grande desafio, como explicou recentemente o diretor-geral de Eletricidade do Ministério de Energia e Minas, Lázaro Guerra, após um apagão que afetou cerca de seis milhões de cubanos.

    Esse novo apagão ocorre no momento em que centenas de políticos e ativistas, principalmente da América Latina e da Europa, se reuniram em Havana em solidariedade a Cuba, protestando contra o embargo petrolífero dos Estados Unidos.

    Antes do desligamento total do SEN, Cuba já previa para sábado cortes prolongados ao longo do dia, com a expectativa de que, no pico da demanda, cerca de 60% do país ficasse simultaneamente sem energia.

    No sábado, 10 das 16 unidades de produção termoelétrica do país estavam fora de operação devido a falhas ou manutenção — apesar de essa fonte representar cerca de 40% da matriz energética.

    Essas interrupções não estão diretamente relacionadas ao embargo petrolífero, já que utilizam principalmente petróleo nacional, mas sim às condições precárias dessas infraestruturas antigas, com décadas de uso e falta crônica de investimentos.

    Outros 40% da matriz energética vinham da chamada geração distribuída (geradores a diesel e óleo combustível), que o governo informou estar completamente paralisada desde janeiro devido à falta de combustível.

    Especialistas independentes apontam que a crise energética cubana resulta de uma combinação de subfinanciamento crônico do setor e do embargo norte-americano.

    O governo cubano destaca principalmente o impacto das sanções dos Estados Unidos e acusa Washington de promover uma “asfixia energética”.

    Estimativas independentes indicam que seriam necessários entre 8 e 10 bilhões de dólares para recuperar o sistema elétrico do país.

    Os apagões vêm prejudicando a economia, que já encolheu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais.

    Além disso, têm sido um dos principais gatilhos de protestos nos últimos anos, desde a revolta social de 11 de julho de 2021 até manifestações mais recentes em Havana e Morón, no centro da ilha.

    Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

  • Trump dá 48h para Estreito reabrir e ameaça 'aniquilação'; Irã responde

    Trump dá 48h para Estreito reabrir e ameaça 'aniquilação'; Irã responde

    O exército iraniano respondeu, neste domingo (22), que atacará infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização de água na região caso Donald Trump leve adiante suas ameaças.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez, no sábado (21), um ultimato ao Irã, dando 48 horas para que o país abrisse “completamente, sem ameaças” o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob risco de os EUA atacarem e destruírem usinas elétricas iranianas.

    “Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e aniquilarão suas diversas USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, declarou Trump nas redes sociais.

    O exército iraniano respondeu, neste domingo (22), que atacará infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização de água na região caso Donald Trump leve adiante suas ameaças.

    O Estreito de Ormuz é a única passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo bruto.

    Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel conduzem uma ofensiva militar em larga escala contra o Irã. Em resposta, Teerã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

    Irã diz que Estreito de Ormuz permanece aberto apesar do ultimato

    O Irã afirmou neste domingo (22) que o Estreito de Ormuz segue aberto à navegação internacional, com exceção de Israel e dos Estados Unidos, apesar do ultimato de 48 horas feito pelo presidente norte-americano.

    “O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto aos inimigos”, declarou o representante permanente do Irã na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, segundo a agência Mehr, citada pela EFE.

    Mousavi explicou que a passagem de navios pelo estreito é possível “mediante coordenação com as autoridades iranianas para garantir medidas de segurança e proteção”.

    O diplomata afirmou ainda que a atual situação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz é consequência da “agressão” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e destacou que Teerã está disposto a cooperar com a IMO e com outros países “para melhorar a segurança marítima e proteger os trabalhadores do setor”.

    Trump dá 48h para Estreito reabrir e ameaça 'aniquilação'; Irã responde

  • Israel confirmam impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

    Israel confirmam impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram hoje que mísseis iranianos atingiram o centro do país, sem que, por enquanto, se conheçam detalhes sobre as áreas afetadas nem sobre o número de projéteis que caíram no solo.

    Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém por jornalistas da AFP, após um alerta emitido pelo exército israelense sobre o lançamento de mísseis iranianos em direção ao centro de Israel.

    “Até o momento, não há registro de feridos”, informaram os socorristas do Magen David Adom, equivalente israelense da Cruz Vermelha.

    “As equipes de busca e resgate do Comando da Frente Interna estão a caminho das áreas atingidas no centro de Israel. Pedimos à população que evite se reunir nesses locais”, informou o órgão militar em uma mensagem publicada em sua conta no Telegram às 7h26 (horário local).

    Minutos antes, as Forças de Defesa de Israel (FDI) haviam identificado o lançamento de mísseis do Irã em direção ao território israelense e pediram que a população das áreas afetadas agisse com responsabilidade e seguisse as orientações das autoridades.

    O ataque ocorreu horas depois de dois mísseis iranianos atingirem as cidades de Dimona e Arad, no sul do país, próximas à principal instalação nuclear de Israel, deixando cerca de 120 feridos com diferentes níveis de gravidade.

    As FDI também lançaram, na madrugada deste domingo, uma nova onda de ataques contra alvos do regime iraniano “no coração de Teerã”, embora ainda não haja detalhes sobre a dimensão dessas operações.

    Equipes de resgate israelenses afirmam que mais de 100 pessoas ficaram feridas nos ataques com mísseis iranianos contra Dimona — onde está localizada a principal instalação nuclear do país — e a cidade vizinha de Arad, em uma das escaladas mais dramáticas desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

    A televisão estatal iraniana classificou os ataques de sábado como uma “resposta” ao que disse ter sido um ataque ao complexo nuclear de Natanz, no Irã, ocorrido no início do dia, marcando uma nova e grave fase de retaliações neste conflito, que já entra em sua quarta semana.

    A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou não ter recebido qualquer indicação de danos no Centro de Pesquisa Nuclear Shimon Peres Negev, em Dimona, nem detectado níveis anormais de radiação na região.

    A agência afirmou que acompanha a situação de perto. O diretor-geral, Rafael Grossi, citado pela emissora Al Jazeera, reforçou que “é fundamental haver máxima contenção militar, especialmente nas proximidades de instalações nucleares”.

    Israel confirmam impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

  • Netanyahu agradece à extrema-direita por defender Israel

    Netanyahu agradece à extrema-direita por defender Israel

    O primeiro-ministro israelita enviou hoje uma mensagem aos líderes ultraconservadores de Budapeste, a agradecer o apoio prestado à “civilização ocidental” e a Israel, descrevendo-o como uma “posição avançada” que protege a civilização comum contra o “fanatismo radical muçulmano”.

    Em uma breve mensagem em vídeo enviada à Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Budapeste, Benjamin Netanyahu afirmou que esses “fanáticos radicais” não apenas oprimem seus próprios povos, mas também representam uma ameaça para países árabes aliados e para as nações dos participantes do evento.

    O líder israelense também elogiou o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, descrevendo-o como “uma rocha” em tempos turbulentos e como um líder que garante estabilidade, segurança e proteção para seu país e seus cidadãos.

    “Vivemos tempos complicados. Precisamos de líderes que consigam enfrentar essa ameaça crescente e garantir a segurança e a estabilidade de suas nações, e Orbán oferece isso”, afirmou Netanyahu.

    A CPAC acontece pela quinta vez em Budapeste, reunindo quase 700 participantes de 51 países, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei, e o líder do partido de extrema direita espanhol Vox, Santiago Abascal.

    Também participam do evento a líder do partido de extrema direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, entre centenas de outros políticos e ativistas.

    É esperada ainda a participação do presidente do Chega, André Ventura, e de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão.

    Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irã, durante o qual foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

    Atualmente, o Conselho de Liderança Iraniano assumiu o comando do país.

    O Irã fechou o Estreito de Ormuz e realizou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes com projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

    Netanyahu agradece à extrema-direita por defender Israel

  • EUA dizem ter reduzido ameaça iraniana no Estreito de Ormuz

    EUA dizem ter reduzido ameaça iraniana no Estreito de Ormuz

    As Forças Armadas dos Estados Unidos garantiram hoje que “reduziram” a ameaça iraniana no Estreito de Ormuz, após o bombardeamento, esta semana, de uma instalação subterrânea que albergava, entre outros equipamentos, mísseis de cruzeiro.

    “Não apenas destruímos a instalação, como também eliminamos estações de inteligência e retransmissores de radar de mísseis que eram usados para monitorar os movimentos de navios”, afirmou o chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), almirante Brad Cooper, em um vídeo publicado no X.

    O CENTCOM já havia informado na terça-feira que o bombardeio foi realizado na costa iraniana com o uso de bombas antibunker — ogivas com mais de duas toneladas, projetadas para penetrar profundamente em alvos subterrâneos.

    “O regime iraniano utilizava essa instalação subterrânea reforçada para armazenar secretamente mísseis de cruzeiro antinavio, lançadores móveis de mísseis e outros equipamentos que representavam uma séria ameaça à navegação internacional”, disse o almirante.

    Segundo Brad Cooper, “a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e na região foi reduzida”.

    “Não vamos parar de perseguir esses alvos”, acrescentou.

    Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está considerando “reduzir gradualmente” as operações no Oriente Médio contra “o regime terrorista iraniano”, poucas horas depois de declarar que não queria um cessar-fogo.

    O bloqueio de fato do Irã no Estreito de Ormuz, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã desde 28 de fevereiro, desencadeou uma grave crise no comércio internacional, especialmente no setor de hidrocarbonetos, elevando os preços em todo o mundo.

    Em um vídeo divulgado exatamente três semanas após o início da guerra, Cooper afirmou que as forças armadas norte-americanas atingiram 8.000 alvos iranianos, no que classificou como “o maior ataque a uma marinha desde a Segunda Guerra Mundial”.

    Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, que já teve impactos em diversos países, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeios.

    EUA dizem ter reduzido ameaça iraniana no Estreito de Ormuz

  • Estados Unidos bombardeira complexo nuclear do Irã, diz governo

    Estados Unidos bombardeira complexo nuclear do Irã, diz governo

    Os Estados Unidos e Israel realizaram neste sábado (21), ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atômica do Irã.

    “Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de ataques nesta manhã”, afirmou a organização iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim.

    A organização nuclear iraniana acrescentou ainda que “não foi registrada nenhuma fuga de material radioativo” na área.

    Natanz, o principal centro de enriquecimento de urânio do Irã, foi atingido na primeira semana da guerra, e vários edifícios parecem ter sido danificados, de acordo com imagens de satélite. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já havia informado que “não houve consequências radiológicas” decorrentes desse ataque.

    A instalação nuclear, localizada a cerca de 220 quilômetros a sudeste de Teerã, já havia sido alvo de ataques aéreos israelenses e norte-americanos durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel, em junho de 2025.

    O ataque desta manhã ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado, na sexta-feira, que estava considerando “reduzir” as operações militares no Oriente Médio, mesmo com o envio de mais três navios de assalto anfíbio e cerca de 2.500 fuzileiros adicionais para a região.

    Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, que já teve impactos em diversos países, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeios.

    Estados Unidos bombardeira complexo nuclear do Irã, diz governo

  • Japão diz que Teerã vai facilitar trânsito de navios japoneses por Ormuz

    Japão diz que Teerã vai facilitar trânsito de navios japoneses por Ormuz

    O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã está disposta a facilitar a passagem de navios japoneses pelo estreito de Ormuz, que o Irã bloqueia no contexto da guerra, noticiou hoje a agência de notícias Kyodo.

    Araqchi afirmou, na sexta-feira, em entrevista por telefone à agência japonesa, que o Irã não fechou essa rota estratégica, mas impôs restrições a navios de países envolvidos nos ataques contra a República Islâmica. Segundo ele, o país está preparado para garantir passagem segura a nações como o Japão — que depende em 90% do petróleo proveniente do Oriente Médio — desde que haja coordenação com Teerã.

    A entrevista também foi compartilhada por Araqchi em seu canal oficial na plataforma de mensagens Telegram.

    A questão da navegação de navios japoneses pelo Estreito de Ormuz foi abordada em conversas recentes entre Araqchi e o ministro japonês Toshimitsu Motegi, informou o chefe da diplomacia iraniana à Kyodo, ressaltando que as discussões continuam, mas que os detalhes não podem ser divulgados.

    A entrevista ocorreu no último dia da visita aos Estados Unidos da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que na quinta-feira se reuniu com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro foi fortemente marcado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, no contexto da guerra de Washington e Tel Aviv contra Teerã.

    Trump solicitou, sem sucesso, aos aliados da OTAN e a países asiáticos como Japão, Coreia do Sul e China que enviassem navios militares para garantir o fluxo no Estreito de Ormuz, cuja margem norte é controlada pelo Irã.

    Com o objetivo de conter a alta dos preços do petróleo, em meio a preocupações com o abastecimento devido à guerra no Oriente Médio, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou, na sexta-feira, de forma temporária, a compra e venda de petróleo iraniano que está retido no mar.

    O secretário do Tesouro, Scott Bessent, antecipou a decisão e estimou que a medida permitirá adicionar cerca de 140 milhões de barris ao mercado global.

    Antes disso, o governo Trump também havia autorizado, de forma temporária, a compra de petróleo russo em trânsito.

    Com o mesmo objetivo de conter a escalada dos preços do petróleo, o governo do Japão começou, na segunda-feira, a liberar reservas estratégicas — sua primeira medida desse tipo desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.

    Japão diz que Teerã vai facilitar trânsito de navios japoneses por Ormuz

  • Aliada dos EUA, Arábia Saudita condena "agressão israelense" contra Síria

    Aliada dos EUA, Arábia Saudita condena "agressão israelense" contra Síria

    A Arábia Saudita condenou hoje a “agressão israelense” contra a Síria, após ataques realizados por Israel contra um quartel-general e campos militares no território do seu vizinho.

    “O Ministério das Relações Exteriores [MRE] expressa a mais firme condenação do Reino da Arábia Saudita à flagrante agressão israelense, que teve como alvo infraestruturas militares no sul da República Árabe Síria, em clara violação do direito internacional e da soberania síria”, declarou o ministério saudita em comunicado.

    Riad condenou a violação, por parte de Israel, do Acordo de Separação de Forças de 1974 e reiterou o apelo à comunidade internacional para que ponha fim às violações israelenses das leis e normas internacionais.

    O MRE saudita reafirmou ainda a solidariedade da Arábia Saudita com a Síria e o seu apoio à preservação da soberania e da integridade territorial do país, bem como aos esforços para alcançar segurança e estabilidade.

    O exército israelense afirmou, na sexta-feira, ter realizado ataques durante a noite contra alvos militares no sul da Síria, atingindo um quartel-general de comando e depósitos de armas, no que alegou ser uma resposta a um ataque contra cidadãos drusos em Suwayda.

    As autoridades sírias haviam afirmado anteriormente que garantem direitos iguais a todos os segmentos da população, incluindo a comunidade drusa — ligada a uma ramificação do islamismo xiita —, e acusaram Israel de usar alegações sobre os drusos como pretexto para interferir nos assuntos internos da Síria.

    Aliada dos EUA, Arábia Saudita condena "agressão israelense" contra Síria

  • "Operação Fúria Cega". Capa do The Economist ironiza ação dos EUA no Irã

    "Operação Fúria Cega". Capa do The Economist ironiza ação dos EUA no Irã

    A mais recente capa da revista The Economist retrata o presidente norte-americano, Donald Trump, usando um capacete militar coberto de munições, que lhe tapa os olhos. Acima da imagem está o título “Operação Fúria Cega”, que ironiza a operação militar israelense-americana contra o Irã.

    A mais recente capa da revista The Economist coloca o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em destaque — mas não por bons motivos. Na edição referente à semana de 21 a 27 de março, a publicação britânica retrata o magnata usando um capacete militar coberto de munições que lhe tapa os olhos. Em volta da imagem, aparece o título “Operação Fúria Cega”, uma ironia à operação militar israelo-americana contra o Irã, chamada “Operation Epic Fury” (“Operação Fúria Épica”, em português).

    “A campanha imprudente contra o Irã vai enfraquecer o presidente dos Estados Unidos. Isso vai irritá-lo. Fiquem avisados: ele é péssimo em aceitar derrotas”, alertou a publicação na rede social Facebook.

    De acordo com a The Economist, a guerra no Irã está abalando três das principais armas do governo Trump, entre elas a sua capacidade de impor a própria narrativa ao mundo. O uso intenso de sua influência e o controle sobre o Partido Republicano também estão sendo colocados em xeque, segundo o artigo.

    A revista argumenta ainda que, “apesar da notável capacidade de distorcer os fatos” e de insistir que “já venceu”, o conflito não favorece o magnata norte-americano. Para a The Economist, o regime iraniano está tendo sucesso ao prolongar o conflito e pressionar a indústria energética global, com o bloqueio do Estreito de Ormuz e o consequente aumento do preço do petróleo.

    “A guerra revela uma verdade própria. […] O tempo está a favor do Irã”, destacou.

    O veículo também apontou que um conflito prolongado pode prejudicar o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato em novembro, com potencial não só de alterar o rumo da administração Trump, mas também sua trajetória política. Vale destacar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou, nesta sexta-feira, que “o inimigo foi derrotado”, após um “golpe devastador” realizado por Teerã contra os Estados Unidos e Israel.

    Horas depois, Trump afirmou que não quer “um cessar-fogo”, já que “não se impõe um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado”.

    Cabe lembrar que o magnata vem se gabando de que a alta liderança iraniana foi dizimada na operação militar israelo-americana, tendo inclusive sugerido que Mojtaba Khamenei pode não estar fisicamente apto para liderar o país, após ter sido ferido nos ataques que mataram seu pai, em 28 de fevereiro. Além disso, chegou a especular que o novo líder supremo do Irã poderia estar morto.

    "Operação Fúria Cega". Capa do The Economist ironiza ação dos EUA no Irã