Categoria: MUNDO

  • Bilhete e mensagens revelam confissão de suspeito de matar Charlie Kirk

    Bilhete e mensagens revelam confissão de suspeito de matar Charlie Kirk

    Tyler Robinson deixou um bilhete e conversou por mensagens sobre o ataque contra Charlie Kirk. Nos textos, ele revelou motivação, detalhes do planejamento e pediu ao colega de quarto que não falasse com a imprensa

    Tayler Robinson, suspeito de matar Charlie Kirk, teria trocado mensagens com o colega de quarto no dia do atentado nas quais discutiu o rifle, o possível motivo e detalhes do planejamento, segundo documentos de acusação divulgados nesta terça-feira por autoridades do condado de Utah e citados pela CNN Internacional.

    De acordo com o processo, o colega relatou à polícia ter encontrado uma nota deixada por Robinson sob o teclado: “Tive a oportunidade de eliminar Charlie Kirk e vou fazê-lo”. A polícia afirma ter fotografado o bilhete.

    Nos autos, os promotores descrevem o colega como “um homem biológico que mantinha um relacionamento amoroso com Robinson”. Esse colega forneceu às autoridades as trocas de mensagens entre os dois. Em uma das mensagens, Robinson instruiu-o a “olhar sob meu teclado”, levando à descoberta do bilhete citado pelos investigadores.

    Em trechos transcritos pelos investigadores, o suspeito informou que estava retido na cidade e que precisava recuperar sua arma de um ponto combinado. Em outro momento da conversa, quando pressionado, teria respondido de forma direta: “Sou eu, me desculpe”, segundo o documento.

    Os textos, segundo o processo, revelam também motivação: Robinson escreveu que “tinha chegado ao limite” com o que chamou de “ódio” direcionado a Kirk, e que não via possibilidade de negociação. Em várias mensagens ele detalhou frustração pessoal e a intenção de agir, acrescentando pedidos para que o colega não falasse com a imprensa e instruções para procurar um advogado caso fosse abordado pela polícia.

    Os documentos indicam que Robinson vinha planejando o ataque por pelo menos uma semana e que discutiu questões logísticas com o colega. As autoridades justificam com essas evidências a abertura das acusações formais contra o suspeito.

    A investigação segue em andamento e as autoridades ainda não confirmaram formalmente motivações políticas ou religiosas por trás do ataque. As informações que embasam a acusação foram obtidas a partir dos relatos do colega e das provas apreendidas pelas equipes de investigação.

    Bilhete e mensagens revelam confissão de suspeito de matar Charlie Kirk

  • Brasileiro é preso na Itália acusado de abusar da filha de 5 anos

    Brasileiro é preso na Itália acusado de abusar da filha de 5 anos

    Um brasileiro de 26 anos foi detido em Belluno, na região do Vêneto, Itália, sob acusação de abusar da filha de 5 anos e compartilhar pornografia infantil na dark web. Segundo o jornal Corriere del Veneto, ele será ouvido em audiência preliminar e a criança está sob proteção

    Um brasileiro de 26 anos foi preso na noite de domingo (14) em Belluno, na região do Vêneto, norte da Itália, sob acusação de abusar da própria filha de 5 anos e compartilhar material de pornografia infantil na dark web.

    De acordo com o jornal Corriere del Veneto, a prisão ocorreu após uma investigação da Polícia Postal, iniciada a partir de denúncia de uma organização que monitora atividades criminosas na internet. O grupo identificou sites usados por pedófilos e repassou as informações às autoridades italianas.

    Segundo a publicação, em agosto o suspeito teria acessado a plataforma Snapchat e compartilhado três vídeos e quatro imagens envolvendo uma criança muito pequena. Após ser localizado, ele afirmou inicialmente que a menina seria sua sobrinha. No entanto, a análise do celular revelou outros quatro vídeos e cerca de 12 imagens que registrariam novos abusos.

    O homem, que não teve a identidade revelada, será ouvido por um juiz de instrução em audiência preliminar nesta terça-feira (16). Ele é acusado de produção e posse de pornografia infantil, além de agressão sexual, com agravantes pela idade e pelo parentesco da vítima.

    Após a prisão, a mãe da criança e a menina foram colocadas sob proteção pelas autoridades italianas.

    Brasileiro é preso na Itália acusado de abusar da filha de 5 anos

  • Suspeito de matar Kirk disse que estava 'cansado do ódio' do ativista

    Suspeito de matar Kirk disse que estava 'cansado do ódio' do ativista

    Tyler Robinson foi indiciado nesta terça-feira (16) por homicídio com agravante pela Justiça dos Estados Unidos. Se for condenado, pode enfrentar a pena de morte

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Tyler Robinson, 22, suspeito de assassinar Charlie Kirk, enviou mensagens de texto a sua namorada afirmando que já estava “cansado do ódio” do ativista de extrema direita. A informação é do promotor Jeff Gra.

    Transcrição das mensagens constam nos autos do processo. Na conversa com a companheira, Tyler detalhou o motivo pelo qual havia matado Kirk. “Estava cansado de seu ódio”, escreveu, segundo detalhou o promotor Jeff Gray durante entrevista coletiva nesta terça-feira (16).

    Namorada suspeitou de Tyler após encontrar bilhete no quarto em que ambos moravam. Segundo os documentos da acusação, a mulher disse à polícia ter descoberto que ele poderia ter matado em Kirk quando recebeu uma mensagem dele: “Largue o que está fazendo, olhe embaixo do meu teclado. Foi lá que ela encontrou um bilhete que dizia: “Tive a oportunidade de matar Charlie Kirk e vou aproveitá-la”, conforme a promotoria.

    O promotor reproduziu uma troca de mensagens de texto entre Tyler Robinson e seu namorada. Logo após o tiroteio, ele teria enviado a mensagem: “Há ódios que não se negociam”. A mulher, então, questionou: “Não foi você quem fez isso, certo?”. E Robinson respondeu: “Sou eu, me desculpe.” Nenhuma ligação da relação da companheira de Tyler com o crime foi encontrada até o momento, segundo as autoridades.

    Pais de Tyler Robinson foram responsáveis por entregar o filho. “A mãe de Robinson viu a foto do atirador no noticiário e achou que ele se parecia com o filho. Ela ligou para o filho e perguntou onde ele estava. Ele disse que estava em casa doente”, detalhou o promotor. O suspeito pensou em tirar a própria vida após cometer o crime, mas que seus pais o convenceram a se entregar.

    Suspeito foi indiciado nesta terça-feira (16) por homicídio com agravante pela Justiça dos Estados Unidos. Se for condenado, Robinson pode enfrentar a pena de morte.

    A primeira audiência do caso, com a presença do suspeito, deve ocorrer ainda nesta tarde (horário local). A imprensa norte-americana afirma que o suspeito ainda não tem advogado constituído

    RELEMBRE O CASO

    Charlie Kirk foi assassinado no dia 10 de setembro, aos 31 anos. Ele foi baleado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley, em Orem, no estado de Utah (EUA). O influenciador chegou a ser socorrido, mas morreu enquanto passava por uma cirurgia, segundo a CBS.

    Confirmação da morte foi feita pelo próprio presidente dos EUA na sua rede social. “O grande, e até mesmo lendário, Charlie Kirk está morto. Ninguém compreendia o coração da juventude dos Estados Unidos da América melhor do que Charlie. Ele era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim”, escreveu Trump.

    Antes da prisão de Tyler, dois suspeitos foram detidos e liberados após interrogatório. A informação foi confirmada pelo diretor do FBI, Kash Patel, em post no X. Eles foram considerados “pessoas de interesse”, mas não têm qualquer relação com o crime, segundo o FBI.

    Presidente dos EUA afirmou que “espera pena de morte” para o caso. “Eles têm pena de morte em Utah e há um ótimo governador lá. Ele é bem favorável à pena de morte neste caso”, afirmou Donald Trump.

    Suspeito de matar Kirk disse que estava 'cansado do ódio' do ativista

  • Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

    Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

    A ofensiva de Israel na capital já deslocou centenas de milhares de palestinos que se abrigam ali desde o começo da guerra, há quase dois anos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel iniciou uma ofensiva terrestre nesta segunda-feira (15) para ocupar a Cidade de Gaza. As forças israelenses já vinham expandindo seus ataques aéreos contra capital e maior cidade da Faixa de Gaza nas últimas semanas. O que foi iniciado nesta segunda, no entanto, é a tomada por meio de tropas terrestres, que até então não haviam atuado desta maneira na região.

    “Gaza está queimando”, publicou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, no X. “As IDF [Forças de Defesa de Israel] atacam com punho de ferro a infraestrutura terrorista e os soldados das IDF estão lutando bravamente para criar as condições para a libertação dos reféns e a derrota do Hamas.”

    Segundo autoridades de saúde do território, pelo menos 70 pessoas foram mortas nesta terça, a maioria delas na Cidade de Gaza, tanto em decorrência dos incessantes ataques aéreos quanto dos veículos militares que, agora, avançam por terra.

    A ofensiva de Israel na capital já deslocou centenas de milhares de palestinos que se abrigam ali desde o começo da guerra, há quase dois anos. Antes do conflito, cerca de 1 milhão de pessoas, quase metade da população de Gaza, vivia na cidade.

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou a evolução da ofensiva “moral, política e legalmente intolerável”. Segundo ele, Israel parece estar decidido a “ir até o fim” com sua campanha e “não está aberto” a conversas sérias sobre a paz.

    O alto comissário de direitos humanos da organização também reagiu à ofensiva afirmando que as evidências de crimes de guerra e crimes contra a humanidade praticados por Israel estão aumentando.

    “Só consigo pensar no que isso significa para mulheres, crianças desnutridas e pessoas com deficiência, se forem novamente atacadas dessa maneira. E tenho que dizer que a única resposta a isso é: parem com a carnificina”, disse Volker Türk a jornalistas em Genebra.

    A pressão que o funcionário recebe para usar o termo genocídio ao se referir às ações de Israel devem aumentar após uma Comissão de Inquérito das Nações Unidas concluir, também nesta terça, que Israel cometeu este crime específico em Gaza.

    O gabinete de segurança de Israel, presidido pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, aprovou no mês passado um plano para expandir a campanha militar e controlar a Cidade de Gaza. O premiê afirma que a capital é um reduto do Hamas e que conquistá-la é necessário para derrotar o grupo terrorista.

    Ainda nesta segunda, Netanyahu havia afirmado que não descarta a possibilidade de realizar novos ataques contra líderes do Hamas “onde quer que estejam”. O premiê falou a jornalistas ao lado do secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Jerusalém. Este, por sua vez, voltou a afirmar que o Hamas “precisa deixar de existir como um elemento armado capaz de ameaçar a paz e a segurança”.

    Na semana passada, Tel Aviv lançou uma ofensiva inédita contra líderes do grupo terrorista no Qatar, mas não matou membros do alto escalão do Hamas. Após o ataque, o governo Trump se limitou a dizer que não havia sido informado sobre a ação com antecedência e fez demonstrações de apoio a Doha, importante aliado americano no Oriente Médio e onde fica a maior base aérea dos EUA na região.

    Nesta terça, uma porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência), Tess Ingram, criticou o deslocamento de crianças do local, já que acampamentos mais ao sul do território estão inseguros, superlotados e mal equipados para recebê-las.

    “É desumano esperar que quase meio milhão de crianças, maltratadas e traumatizadas por mais de 700 dias de conflito implacável, fujam de um inferno para acabar em outro”, afirmou a funcionária por videoconferência do campo de tendas de Mawasi, em Gaza. “As pessoas realmente não têm uma boa opção -ficar em perigo ou fugir para um lugar que também sabem ser perigoso.”

    Na última semana, Israel emitiu alertas de retirada de civis para Khan Yunis, no sul de Gaza, afirmando que os moradores receberiam comida, cuidados médicos e abrigo. A área designada seria uma “zona humanitária”, segundo o porta-voz militar israelense Avichay Adraee.

    O Exército realiza intensos bombardeios contra a cidade há semanas, avançando pelos subúrbios e, no início deste mês, a ofensiva estava a poucos quilômetros do centro. Alguns moradores afirmaram que se recusam a ser deslocados novamente, também pela incerteza sobre segurança em outros locais do território palestino.

    Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

  • Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

    Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

    Daniel Noboa aposta na militarização desde a campanha à Presidência, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou nesta terça-feira (16) estado de exceção em 7 das 24 províncias do país onde há focos de protestos contra a eliminação de um subsídio ao diesel.

    Com o fim do subsídio, o custo do galão de diesel passou de US$ 1,80 para US$ 2,80. Grupos de trabalhadores e estudantes protestam porque a medida afeta fortemente o custo de vida no país.
    A oposição, inclusive os grupos políticos próximos do ex-presidente Rafael Correa, denunciam a medida e afirmam que a bancada governista na Casa barrou as discussões sobre o fim dos subsídios.

    O congressista Ricardo Patiño, que já foi ministro de Correa, publicou mensagem no X em que fala que a Assembleia Nacional “já não legisla para os equatorianos, mas para Noboa”.

    “Hoje se negaram a debater o aumento dos combustíveis. Enquanto as pessoas não conseguem encher as panelas ou pagar as passagens, eles aplaudem o governo. Uma Assembleia de costas ao país”, afirmou o congressista, em mensagem compartilhada por Correa.

    Noboa aposta na militarização desde a campanha à Presidência, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos, em particular com o crescimento do narcotráfico.

    Ele, no entanto, tem usado o estado de exceção como ferramenta de governo em outras ocasiões. Em abril, por exemplo, às vésperas da eleição que o reconduziu ao cargo, ele também decretou a medida.

    Motoristas de caminhões fecharam na segunda-feira (15) algumas vias, que foram liberadas horas depois após a intervenção da polícia, sem que tenham sido reportados feridos ou mortos.

    Nesta terça-feira, a rodovia Panamericana Norte, na entrada de Quito, amanheceu bloqueada com pedras e montes de terra.

    Diante dos protestos, Noboa resolveu declarar o estado de exceção nas províncias de Carchi, Imbabura, Pichincha, Azuay, Bolívar, Cotopaxi e Santo Domingo “por causa de grave comoção interna”, segundo o decreto assinado nesta terça-feira.

    A medida se estenderá por 60 dias. O governo argumenta que os bloqueios “provocaram complicações na cadeia de abastecimento de alimentos” e afetam o “livre trânsito das pessoas, ocasionando a paralisação de vários setores que afetam a economia”.

    Noboa também resolveu suspender a liberdade de reunião nas sete províncias e autorizou as forças policiais e militares a “impedir e desarticular reuniões em espaços públicos onde se identifiquem ameaças à segurança cidadã”.

    Os ex-presidentes Lenín Moreno (2017-2021) e Guillermo Lasso (2021-2023) enfrentaram violentos protestos liderados pela maior organização indígena do país (Conaie), após tentativas de elevar o preço dos combustíveis.

    Nesta terça-feira na cidade de Cuenca, capital de Azuay, está prevista também uma marcha contra um projeto de mineração a cargo de uma empresa canadense.

    Marlon Vargas, presidente da Conaie, exigiu de Cuenca a revogação do decreto que elimina o subsídio ao diesel porque, segundo ele, a medida “prejudica o setor empobrecido, o povo equatoriano”.

    A Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) tem previsto marchar em 23 de setembro contra a eliminação do subsídio, enquanto estudantes universitários convocaram para esta terça-feira à tarde um protesto em Quito.

    Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

  • Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA

    Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA

    O promotor Jeff Gray disse que pedirá a morte de Tyler Robinson, destacando que Charlie Kirk foi morto em razão de sua expressão política

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Tyler Robinson, principal suspeito de assassinar Charlie Kirk, foi indiciado nesta terça-feira (16) por homicídio com agravante pela justiça dos Estados Unidos. Se for condenado, Robinson pode enfrentar a pena de morte.

    Homicídio com agravante é passível de pena de morte. Jeff Gray, promotor do condado de Utah, disse em entrevista que pedirá a morte de Robinson, destacando que Kirk foi morto em razão de sua expressão política.

    O suspeito também será indiciado por outros crimes. Entre eles, disparo de arma de fogo e obstrução de justiça por ter, segundo a promotoria, orientado seu colega de quarto a excluir “mensagens de texto incriminatórias” e ficar em silêncio caso fosse interrogado pela polícia.

    Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA

  • Tribunal retira duas acusações contra Luigi Mangione por assassinato de CEO

    Tribunal retira duas acusações contra Luigi Mangione por assassinato de CEO

    O juiz Gregory Carro rejeitou as acusações de terrorismo, mas manteve as acusações de homicídio de segundo grau

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da United Healthcare, Brian Thompson, teve duas acusações contra ele retiradas hoje pelo tribunal de Nova York.

    Juiz rejeitou as acusações de terrorismo, mas manteve as acusações de homicídio de segundo grau, segundo o Washington Post. A decisão foi do juiz Gregory Carro, do distrito de Manhattan, que disse ao jornal que embora não haja dúvidas de que o assassinato não foi um crime de rua comum, a lei de Nova York não considera algo terrorismo simplesmente porque foi motivado por ideologia.

    Promotores disseram que vão respeitar a decisão do Tribunal e continuar com as outras nove acusações. Foi a primeira vez desde fevereiro que Mangione apareceu no tribunal, algemado e usando uniforme bege de presidiário. Luigi se declarou inocente de múltiplas acusações de homicídio, incluindo homicídio como ato de terrorismo, no assassinato de 4 de dezembro de 2024.

    Mangione conquistou seguidores fiéis como uma forma de protesto contra o sistema de planos de saúde. Apoiadores, principalmente mulheres, ocuparam três fileiras no tribunal na audiência de hoje, assim como fizeram na audiência anterior. Alguns usavam verde -a cor do personagem Luigi, do Mario Bros- como sinal de apoio, e uma mulher vestia uma camiseta que dizia “LIBERTE O LUIGI”.

    Ainda não foram definidas datas dos próximos julgamentos, tanto estadual quanto federal. Mangione está preso em uma unidade federal no Brooklyn desde dezembro.

    RELEMBRE O CASO

    Brian Thompson, 50, estava em frente ao Hilton de Midtown, onde uma conferência de investidores era realizada. Ele faria uma apresentação no evento, mas foi atingido pouco antes das 7h (9h, no horário de Brasília) do dia 4 de dezembro.

    Policiais tentaram reanimar Thompson e o levaram a um hospital, onde a morte foi confirmada. “Estamos profundamente tristes e chocados com o falecimento de nosso querido amigo e colega Brian Thompson, diretor-executivo da UnitedHealthcare”, disse a empresa em comunicado.

    UnitedHealth Group faturou 100 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2024. A UnitedHealthcare, administrada pela vítima, é um braço da companhia que administra produtos de saúde, como Medicare e Medicaid, para pessoas idosas e de baixa renda, financiados pelos orçamentos estatais.

    Tribunal retira duas acusações contra Luigi Mangione por assassinato de CEO

  • Foto gigante de Trump e Epstein é exposta em Windsor

    Foto gigante de Trump e Epstein é exposta em Windsor

    A relação entre Jeffrey Epstein e Donald Trump já era documentada antes de o primeiro ser acusado e tráfico sexual de menores, e, posteriormente, morrer. As alegadas ligações entre os dois empresários têm vindo a ‘manchar’ a administração Trump

    Uma imagem gigante de Donald Trump ao lado de Jeffrey Epstein foi exposta, nesta segunda-feira (15), junto ao Castelo de Windsor, no Reino Unido, onde o presidente dos Estados Unidos se vai encontrar com o rei Charles III na visita ao país.

     O tecido no qual a imagem foi impressa mede, de acordo com a organização Everyone Hates Elon [Todos Odeiam o Elon], 400 metros quadrados e teria sido paga através de doações.

    Segundo a imprensa internacional, cerca de 30 mil libras (quase 200 mil reais) foram doados para um fundo com o nome ‘Ruin Trump’s UK visit with this Epstein photo’ [‘Estragar a visita de Trump ao Reino Unido com uma fotografia com o Epstein’, na tradução livre].

    O caso Epstein tem vindo a ‘envenenar’ a presidência de Donald Trump há semanas, sobretudo entre a sua base, que é alimentada por teorias da conspiração, segundo as quais Jeffrey Epstein foi assassinado para o impedir de envolver figuras importantes.

    Os laços de Trump com Epstein são bem documentados, embora o presidente tenha assegurado que não tinha conhecimento ou envolvimento nos crimes e garantido que terminou a amizade entre ambos há décadas.

    Vale lembrar que Epstein morreu na prisão, em 2019, após ter sido acusado de tráfico sexual de menores. Onde o empresário seria responsável por uma rede de tráfico sexual que envolvia dezenas de menores.

    Trump no Reino Unido

    No início da tarde desta terça-feira, Trump embarcou de Washington – juntamente com a primeira-dama, Melania Trump – em direção ao Reino Unido, sendo a sua chegada esperada à noite.

    Antes de partir em direção ao Reino Unido, o presidente norte-americano vangloriou-se sobre ser recebido pelo rei Charles III em Windsor e não no Palácio de Buckingham: “Não quero dizer que há um que seja melhor do que o outro, mas dizem que o Castelo de Windsor é o melhor de todos.

    Trump disse ainda que o Charles III era “seu amigo até antes de ser rei” e que é uma honra que ele que esteja à frente da Coroa britânica. “Representa muito bem o país, tenho visto. Tem muita elegância”, apontou.

    Trump encontra também o Primeiro-ministro do Reino Unido (e vão assinar acordo)

    Para além do encontro com o rei, Trump vai também se reunir com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Os representantes dos dois países vão assinar esta semana um acordo para impulsionar a construção de centrais nucleares em ambos os países para fins energéticos, o que criará milhares de empregos, anunciou hoje o governo britânico.

    “Esta histórica parceria nuclear entre o Reino Unido e os Estados Unidos não se trata apenas de abastecer as nossas casas, mas também de impulsionar a nossa economia, as nossas comunidades e a nossa ambição”, disse o chefe de governo britânico na segunda-feira.

    “Estes compromissos importantes colocam-nos no caminho para uma era dourada da energia nuclear, que reduzirá as contas domésticas a longo prazo, ao mesmo tempo que criará milhares de bons empregos a curto prazo”, acrescentou então.

    O acordo, conhecido como Parceria Atlântica para a Energia Nuclear Avançada, será assinado durante a visita de Estado de dois dias que o Presidente norte-americano, Donald Trump, que se inicia em 17 de setembro, ao Reino Unido.

    Segundo o governo britânico, espera-se que este acordo acelere a construção de centrais nucleares, reduzindo a burocracia, o que agilizará o processo de licenciamento de projetos, que passará de cerca de três ou quatro anos para aproximadamente dois.

    Isto abrirá caminho para uma expansão significativa dos projetos nucleares civis no Reino Unido, como parte do esforço do governo britânico para produzir energia limpa. 

    Foto gigante de Trump e Epstein é exposta em Windsor

  • Relatório revela uso de crianças ucranianas em fábricas militares russas

    Relatório revela uso de crianças ucranianas em fábricas militares russas

    Um dos casos envolve o Centro Infantil Pan-Russo Mudança, na região de Krasnodar, onde mais de 300 crianças de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia foram levadas desde 2022. Lá, foram forçadas a auxiliar na construção de drones, detectores de minas e carregadores de fuzis

    Crianças ucranianas sequestradas foram obrigadas a trabalhar em fábricas russas na produção de drones e equipamentos militares, de acordo com relatório do Laboratório de Pesquisa Humanitária da Universidade de Yale, divulgado pelo jornal britânico The Telegraph. O estudo identificou 210 instalações usadas pela Rússia para deportação, reeducação e adoção forçada de menores.

    Um dos casos envolve o Centro Infantil Pan-Russo Mudança, na região de Krasnodar, onde mais de 300 crianças de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia foram levadas desde 2022. Lá, foram forçadas a auxiliar na construção de drones, detectores de minas e carregadores de fuzis.

    O relatório também aponta que outras instalações, como o centro Jovem Patriota, em Moscou, foram criadas “com o objetivo explícito de reeducar menores vindos da Ucrânia e submetê-los a treinamento militar”.

    Segundo Andriy Yermak, chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky, “este relatório exige ação. Não apenas passaram por trauma e deslocamento, mas também foram submetidas a deportação sistemática, adoção ilegal e assimilação forçada”. Ele acrescentou: “Agora está claro que a Rússia planeja usar as próprias crianças da Ucrânia como uma arma contra nós e contra a Europa”.

    Já a vice-ministra das Relações Exteriores da Ucrânia, Mariana Betsa, reforçou: “Não pode restar nenhuma dúvida – essas vítimas inocentes e vulneráveis não apenas foram arrancadas de suas famílias, mas também forçadas à reeducação e militarização. Pelo bem da paz global, a Rússia deve devolver as crianças ucranianas para casa.”

    Relatório revela uso de crianças ucranianas em fábricas militares russas

  • Rússia treina ataque com supermíssil e armas nucleares

    Rússia treina ataque com supermíssil e armas nucleares

    A Rússia encerrou o exercício Zapad em Belarus com uma simulação de ataque nuclear usando o míssil Orechnik, gerando forte reação da Otan. A manobra, que também incluiu bombardeiros e testes convencionais, elevou a tensão entre Moscou, países bálticos e Polônia

    (CBS NEWS) – A Rússia encerrou seu exercício militar junto às fronteiras da Otan em Belarus nesta terça (16) com uma simulação de ataque nuclear que incluiu o novo míssil do arsenal de Vladimir Putin, o Orechnik, que foi testado em combate na Ucrânia em novembro passado.

    A demonstração de força estava prevista, sendo pela primeira vez admitida pelos envolvidos. “Estamos praticando de tudo aqui. Eles [os ocidentais] sabem disso também, não estamos escondendo. De armas convencionais a ogivas nucleares, precisamos ser capazes de fazer tudo isso”, disse o ditador belarusso, Aleksandr Lukachenko.

    Os jogos de guerra começaram na sexta (12) e envolveram um número não divulgado de forças russas, que se mobilizam anualmente de forma rotativa nos quatro principais distritos militares do país, com participação de Belarus. Foi algo bem menor do que no passado, de todo modo, devido à Guerra da Ucrânia.

    Chamada de Zapad (Ocidente), a manobra foi criticada pela Otan, a aliança militar ocidental que teve de criar uma missão de reforço do espaço aéreo do Leste Europeu após drones russos entrarem na Polônia na semana passada, naquilo que o Kremlin disse ter sido um acidente durante ataque à Ucrânia.

    Mas Moscou mordeu e assoprou: convidou pela primeira vez desde a invasão do vizinho, em 2022, militares americanos para observar as manobras. Por óbvio, o que eles podem ver é limitado, mas o gesto simboliza a renovada, ainda que tumultuada, relação com os Estados Unidos.

    Na parte da mordida está o fecho nuclear das manobras, que nesta terça também incluíram ataque com mísseis convencionais com dois bombardeiros capazes de lançar arma atômicas Tu-160 no mar de Barents (Ártico) e a simulação da repulsa a uma invasão anfíbia não longe dali, perto de Murmansk.

    Segundo o Ministério da Defesa de Belarus, o lançamento simulado do Orechnik (aveleira, em russo), um míssil balístico de alcance intermediário armado com ogivas independentes, desenhado para guerras nucleares mas que na Ucrânia foi testado com cargas cinéticas, sem explosivos.

    Lukachenko já disse que Putin irá colocar ao menos um regimento da arma, que tem alcance para cobrir com folga toda a Europa e o líder russo chama de “impossível de interceptar”. No ano passado, Moscou também posicionou ogivas nucleares táticas no aliado, aquelas que são teoricamente usadas em combate restrito ao campo de batalha.

    Tudo isso gerou alarme nos vizinhos do Báltico e da Polônia. “Mas nós não estamos absolutamente planejando ameaçar ninguém com isso”, disse Lukachenko. Se alguém acredita nele, é outra questão.

    O Zapad simula a invasão de Belarus pela Otan, com um contra-ataque russo-belarusso e retomada de território, inclusive com o emprego de armas nucleares táticas. Por óbvio, são escolhidos nomes fictícios para as forças envolvidas.

    Ele envolve forças em todo o flanco oeste russo, da Ucrânia até o Ártico, se justapondo à área da Operação Sentinela Oriental, de reforço do espaço aéreo do lado da Otan. Caças franceses já foram enviados à Polônia, e logo chegarão modelos britânicos.

    Mas o mais importante é desenvolver sistemas de defesa aérea que possam lidar não só com mísseis e caças, mas com enxames de drones de ataque e seus precursores sem carga bélica, que servem de iscas. Nesta terça, a vulnerável Letônia, ex-república soviética que sempre teme a cobiça de Moscou, disse que a aliança militar não tem recursos prontos para isso ainda.

    A Polônia concorda e, apesar de ter interceptado alguns dos 21 drones que violaram seu espaço aéreo no que chamou de teste intencional de Moscou, vai enviar uma equipe a Kiev para aprender as táticas ucranianas para lidar com drones, que evoluem de forma exponencial desde que o conflito começou.

    Rússia treina ataque com supermíssil e armas nucleares