Categoria: MUNDO

  • Argentinos marcham até o Congresso, enquanto Javier Milei sofre nova derrota

    Argentinos marcham até o Congresso, enquanto Javier Milei sofre nova derrota

    Presidente havia vetado aumento para universidades públicas e atendimento pediátrico; estudantes protestaram por todo o país; governo tem perdido votações no Congresso

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Enquanto estudantes, professores e funcionários das universidades marchavam por todo o país, o governo de Javier Milei sofreu mais uma derrota nesta quarta-feira (17), e a Câmara de Deputados reverteu os vetos do presidente a dois textos que garantiam o financiamento de universidades públicas e a um hospital pediátrico.

    A decisão sobre as universidades teve 174 votos a favor e 67 contra. O financiamento para as universidades prevê a atualização automática de despesas operacionais, hospitais universitários e insumos pela inflação retroativa a 2024 e reajuste bimestral. Também considera reajuste salarial inicial de 40,8%, paridade trimestral e reajustes mensais atrelados à inflação. A palavra final será do Senado.

    Com 132 parlamentares presentes, foi habilitada a sessão que também debate a convocação da irmã do presidente, Karina Milei, sobre o caso de suposta corrupção na compra de medicamentos para pessoas com deficiência.

    Do lado de fora do Congresso, na região central de Buenos Aires, estudantes, professores e funcionários das universidades se reuniram em uma marcha em protesto ao veto de Milei. Protestos semelhantes aconteceram em diferentes províncias do país, como Córdoba, Santa Fé e Tucumán.

    O protesto, o terceiro dessa magnitude em defesa das universidades, encontra o governo Milei em seu momento de maior fragilidade, após a derrota nas eleições legislativas da província de Buenos Aires, em 7 de setembro.

    O governo também tem perdido votações no Congresso desde abril e chega fragilizado às eleições legislativas nacionais, em 26 de outubro. Milei esperava chegar mais fortalecido a esse pleito, com a expectativa de aumentar sua base no Congresso.

    O partido governista tentou adiar a votação, enquanto a oposição queria limitar a margem de negociação do governo. Após alguns debates, ambos os lados concordaram em discutir as leis em conjunto, com discursos limitados apenas a líderes de blocos.

    A oposição também conseguiu derrubar o veto de Milei ao financiamento do hospital infantil Garrahan. A rejeição do instrumento presidencial foi imposta por 181 votos, contra 60 do partido do presidente, A Liberdade Avança e aliados.

    A lei de emergência pediátrica prevê recomposição salarial, elimina o Imposto de Renda sobre plantão e horas extras, permite compras diretas de insumos e financiamentos com fundos de contingência, além de fortalece o sistema de residências médicas. O Senado também dará a palavra final neste caso.

    Ao longo da tarde, líderes de várias partes expressaram suas preocupações sobre os vetos, com alguns enfatizando que o veto era prejudicial ao sistema de saúde e às universidades.

    Mais cedo, o governo acenou com a distribuição de fundos para províncias aliadas, após uma negociação feita com o novo ministro do Interior, Lisandro Catalán.

    O governo também anunciou no dia anterior aumentos para universidades e hospitais, mas a desconfiança fez com que as manifestações não fossem desmobilizadas.

    As propostas de financiamento universitário e da emergência pediátrica são amplas e incluem aumentos salariais, reajustes atrelados à inflação e reestruturação no setor de saúde.

    Mais cedo, o ministro da Economia, Luis Caputo, criticou o vice-reitor da UBA (Universidade de Buenos Aires), Emiliano Yacobitti, dizendo que ele recebe seis vezes mais do que os ministros do governo Milei. Yacobitti rebateu, dizendo que Caputo não tem empatia e publicando uma reprodução de seu contracheque.

    “Enquanto pessoas como você não forem embora, este país nunca mudará. Que o povo saiba disso. Porque o país que eles querem construir nos próximos 20 anos depende do seu voto”, rebateu o ministro.

    Além da questão universitária e de saúde pública, a sessão planeja tratar a rejeição de decretos de necessidade e urgência do governo Milei. Entre os decretos a serem discutidos estão mudanças importantes em setores da água e segurança pública.

    O resultado deste debate será crucial e, se a oposição reunir uma maioria simples, as iniciativas podem ir para o Senado, onde o cenário político é tenso.

    Argentinos marcham até o Congresso, enquanto Javier Milei sofre nova derrota

  • Venezuela responde aos EUA com exercícios militares em ilha do Caribe

    Venezuela responde aos EUA com exercícios militares em ilha do Caribe

    As manobras da Venezuela incluem o deslocamento de sistemas de defesa aérea com drones armados, drones de vigilância e submarinos não tripulados, além da implementação de ações de guerra eletrônica

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Venezuela iniciou nesta quarta-feira (17) exercícios militares na ilha La Orchila, no norte do país, em reação ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos à região do Caribe. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que classificou a medida como uma resposta à “voz ameaçadora e vulgar” de Washington.

    Segundo López, as manobras incluem o deslocamento de sistemas de defesa aérea com drones armados, drones de vigilância e submarinos não tripulados, além da implementação de ações de guerra eletrônica. A televisão estatal exibiu imagens de embarcações anfíbias e navios de guerra mobilizados na região, na qual está localizada uma base estratégica da Marinha venezuelana.

    Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

    A grande mobilização aeronaval do governo de Donald Trump contra os cartéis do narcotráfico da Venezuela, um exercício de pressão que ameaça a ditadura de Nicolás Maduro, fez os Estados Unidos reabrirem uma base que estava fechada havia 21 anos em Porto Rico.

    A Estação Naval Roosevelt Roads, no território americano no Caribe, já foi o ponto focal de intervenções de Washington na região: ações militares contra Granada, Panamá, República Dominicana e Haiti tiveram a unidade como centro operacional.

    Agora, o temor no governo em Caracas é que a movimentação mire retirar Maduro, que é indiciado por tráfico nos EUA e tem US$ 50 milhões (R$ 265 milhões hoje) oferecidos por pistas que levem à sua prisão, do poder. A ditadura diz que o interesse americano é pelas reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.

    Trump já anunciou três ataques contra embarcações que seriam de traficantes do cartel Tren de Aragua, que os EUA dizem ser controlado por Maduro, que nega. Ao menos 14 pessoas foram mortas, em ações discutíveis, já que o Congresso não as autorizou e o país não está em guerra.

    Venezuela responde aos EUA com exercícios militares em ilha do Caribe

  • Bactérias vivas de 130 anos são encontradas em porão

    Bactérias vivas de 130 anos são encontradas em porão

    Análise de DNA mostra que o material preserva informações genéticas valiosas e ajuda a contar a história da indústria de laticínios

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pesquisadores da Universidade de Copenhague encontraram dois frascos esquecidos em um porão de Frederiksberg, na Dinamarca. Datados da década de 1890, eles guardavam culturas de bactérias do ácido lático usadas na produção de manteiga. A análise de DNA mostra que o material preserva informações genéticas valiosas e ajuda a contar a história da indústria de laticínios.

    Bactérias do ácido lático sempre foram essenciais para dar sabor e prolongar a vida útil de alimentos. “Foi como abrir uma espécie de relíquia microbiológica. O fato de conseguirmos extrair informações genéticas de bactérias usadas na produção de manteiga dinamarquesa 130 anos atrás foi muito mais do que ousávamos esperar”, disse o microbiologista Jørgen Leisner, ao Phys Org

    Cientistas identificaram Lactococcus cremoris, microrganismo que ainda nesta quarta-feira (17) acidifica o leite. Além disso, foram achados genes ligados à produção de diacetil (composto que dá aroma amanteigado).

    “Isso mostra que, mesmo naquela época, eles já dispunham de bactérias com exatamente as propriedades desejáveis nos produtos lácteos fermentados que temos hoje”, disse Dennis Sandris Nielsen, um dos responsáveis pelo estudo.

    SINAIS DE CONTAMINAÇÃO

    A pesquisa, publicada no International Dairy Journal, também revelou contaminações. Os frascos tinham forte presença de Cutibacterium acnes, bactéria comum da pele. Foram detectados ainda vestígios de Staphylococcus aureus e Vibrio furnissii, microrganismos que podem causar infecções.

    “A bactéria da acne possui uma parede celular mais resistente do que muitas outras, pois precisa sobreviver em um ambiente hostil na pele. Por isso, também se decompõe mais lentamente, o que nos permitiu encontrar seu DNA em grandes quantidades mesmo após 130 anos nos frascos”, disse Jørgen Leisner.

    Conteúdo dos frascos mostra uma mudança na forma de produzir manteiga, diz a antropóloga Nathalia Brichet. “No geral, o conteúdo dos frascos testemunha a padronização de um produto lácteo que, antes, cada família de agricultores produzia por conta própria em um pote de leite azedo mantido próximo ao fogão. Mas também mostra que as condições de higiene eram bem diferentes das que temos hoje.”

    No fim do século 19, a Dinamarca passou a exportar manteiga em grande escala para a Inglaterra. O processo exigia padronização e higiene, e a pasteurização resolveu parte do problema, mas eliminou bactérias naturais. Assim surgiram as culturas iniciadoras, informa o comunicado.

    “A cultura iniciadora tornou-se a chave para a produção padronizada de manteiga. Já não era possível que cada laticínio fermentasse do seu jeito. Era preciso garantir que os produtos tivessem o mesmo sabor, independentemente do local do país onde a manteiga fosse feita”, disse Jørgen Leisner.

    Legado para a indústria. A descoberta revela a colaboração de longa data entre cientistas, indústria e agricultores, base para as exportações de alimentos.

    “É fácil esquecer o imenso trabalho científico que foi e ainda é necessário para produzir produtos lácteos padronizados, seguros e cobiçados para exportação. Esta pesquisa nos dá uma visão de uma época em que a produção de laticínios dinamarquesa se tornou uma mercadoria global”, disse Nathalia Brichet, antropóloga.

    Bactérias vivas de 130 anos são encontradas em porão

  • Israel avança sobre Cidade de Gaza e abre rota temporária para moradores fugirem

    Israel avança sobre Cidade de Gaza e abre rota temporária para moradores fugirem

    Estrada Salah al-Din ficará aberta para centenas de milhares de civis até o meio-dia da próxima sexta-feira (19); locais designados por Tel Aviv como “zona humanitária” não são seguros, de acordo com autoridades palestinas e da ONU

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um dia após iniciar uma ofensiva terrestre contra a Cidade de Gaza, o Exército de Israel afirmou, nesta quarta-feira (17), que estava abrindo uma nova rota temporária para que os moradores fujam da capital do território palestino.

    De acordo com panfletos lançados sobre a cidade, a estrada Salah al-Din, que atravessa o centro da Faixa de Gaza de norte a sul, ficará aberta por 48 horas a partir do meio-dia desta quinta (6h no Brasil) -até agora, o Exército havia incentivado os moradores a abandonar a cidade por uma estrada costeira em direção ao que chama de “zona humanitária”, mais ao sul.

    “O movimento deve ocorrer apenas pelas ruas marcadas em amarelo no mapa como a rota para o trânsito em direção ao sul. Siga as instruções das forças de segurança e sinais de trânsito”, diziam os comunicados. No entanto, a situação permaneceu caótica e perigosa para os civis, que nos últimos dias têm fugido a pé, em carroças puxadas por burros ou em veículos nos últimos dias.

    Grande parte da Cidade de Gaza foi destruída no início da guerra em 2023, mas cerca de 1 milhão de palestinos haviam retornado para casas entre as ruínas durante o cessar-fogo de janeiro. Forçá-los a sair significaria confinar a maior parte da população de Gaza, que já era um dos territórios mais densamente povoados do mundo antes da guerra, em acampamentos superlotados no sul, onde a fome se intensifica.

    Mesmo esse local, designado por Israel como “zona humanitária”, não é seguro, de acordo com autoridades palestinas e da ONU. Na terça (16), um ataque aéreo matou cinco pessoas em um veículo que deixava a Cidade de Gaza em direção ao sul. Já no campo de refugiados de Nuseirat, no centro do território, um ataque aéreo destruiu um edifício nesta quarta, levando moradores das proximidades a fugir em pânico.

    As condições desencorajam as centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas. “Mesmo se quisermos deixar a Cidade de Gaza, há alguma garantia de que poderemos voltar? A guerra vai acabar algum dia? É por isso que prefiro morrer aqui, em Sabra, meu bairro”, disse à agência de notícias Reuters o professor Ahmed, por exemplo.

    Até agora, Israel controla subúrbios no leste da Cidade de Gaza e está bombardeando três áreas no sudeste, no norte e nas áreas costeiras do noroeste da cidade. De acordo com o Exército do Estado judeu, mais de 150 alvos foram atacados na cidade desde o início da ofensiva terrestre.

    “Gaza está sendo exterminada. Uma cidade que tem milhares de anos está sendo exterminada diante de todo o mundo covarde”, disse Ahmed.

    Segundo o gabinete de mídia do Hamas, Israel destruiu ou danificou 1.600 edifícios residenciais desde o dia 10 de agosto, quando o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou a intenção de Israel de assumir o controle total do local. Tel Aviv também teria destruído 13 mil tendas na Cidade de Gaza onde pessoas deslocadas estavam abrigadas.

    Israel, que diz buscar entre 2.000 e 3.000 “terroristas do Hamas” na Cidade de Gaza, estima que 40% dos moradores deixaram a localidade. O escritório de mídia de Gaza, controlado pela facção, diz que 190 mil se dirigiram para o sul e 350 mil se mudaram para áreas centrais e ocidentais da cidade.

    Uma autoridade israelense disse à Reuters que cerca de 100 mil civis poderiam permanecer na cidade e que a operação poderia ser suspensa se um cessar-fogo fosse alcançado -uma possibilidade remota depois que Israel matou cinco líderes políticos do grupo e um agente de segurança qatari em Doha, na semana passada, enfurecendo o país que é um dos mediadores nas negociações.

    Em visita ao Qatar nesta terça, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que havia “uma janela de tempo muito curta” na qual uma trégua poderia ser alcançada.

    Segundo autoridades de saúde do território, controlado pelo Hamas, pelo menos 30 pessoas foram mortas por Israel em toda a Faixa de Gaza nesta quarta, um dia depois de uma comissão internacional independente de investigação da ONU afirmar que o Estado judeu comete um genocídio em Gaza -acusação que Tel Aviv nega.

    Desde outubro de 2023, quando o Hamas matou mais de 1.200 pessoas em Israel e fez 251 reféns, quase 65 mil palestinos foram mortos, de acordo com os números divulgados pelo Ministério da Saúde local, que a ONU considera confiáveis. As restrições impostas por Tel Aviv em Gaza impedem que a imprensa internacional verifique de forma independente os números divulgados pelas duas partes.

    Nesta quarta, o papa Leão 14 expressou solidariedade com os moradores de Gaza, “mais uma vez” deslocados de maneira forçada. “Renovo meu apelo por um cessar-fogo, a libertação dos reféns, uma solução diplomática negociada e o pleno respeito ao direito humanitário internacional”, enfatizou o pontífice.

    Israel avança sobre Cidade de Gaza e abre rota temporária para moradores fugirem

  • Windsor: quatro pessoas são presas por exibirem foto de Trump e Epstein

    Windsor: quatro pessoas são presas por exibirem foto de Trump e Epstein

    Imagens foram exibidas no momento em que o presidente dos Estados Unidos chegava ao Reino Unido para ser recebido pelo rei Charles III

    Quatro pessoas foram presas depois de imagens de Donald Trump ao lado do agressor sexual norte-americano Jeffrey Epstein terem sido projetadas, esta terça-feira, 16 de setembro, no castelo de Windsor, no Reino Unido.

    O presidente dos Estados Unidos chegou nesta terça-feira (16), ao Reino Unido, onde foi recebido esta quarta-feira no Castelo de Windsor, para uma visita de Estado ao país.

    O governante foi, contudo, surpreendido da pior forma. O grupo britânico Led by Donkeys (que em português significa Liderado por Burros), que critica os políticos com campanhas frequentemente humorísticas, transmitiu um vídeo de vários minutos com montagens de imagens de Jeffrey Epstein lado a lado com o Presidente dos EUA, Donald Trump.

    Em comunicado, a polícia britânica anunciou que quatro pessoas foram detidas por suspeita de “comunicação maliciosa”, na sequência de uma “projeção não autorizada”, destaca o The Guardian. Os suspeitos estão sob custódia policial e a sua ação está sendo descrita como uma “manobra publicitária”.

    Projeção de imagens polémicas. O que aconteceu?

    Uma imagem gigante de Donald Trump ao lado de Jeffrey Epstein foi exposta, nesta segunda-feira (15), junto ao Castelo de Windsor, no Reino Unido, onde o presidente dos Estados Unidos se vai encontrar com o rei Charles III na visita ao país.

     O tecido no qual a imagem foi impressa mede, de acordo com a organização Everyone Hates Elon [Todos Odeiam o Elon], 400 metros quadrados e teria sido paga através de doações.

    Segundo a imprensa internacional, cerca de 30 mil libras (quase 200 mil reais) foram doados para um fundo com o nome ‘Ruin Trump’s UK visit with this Epstein photo’ [‘Estragar a visita de Trump ao Reino Unido com uma fotografia com o Epstein’, na tradução livre].

    O caso Epstein tem vindo a ‘envenenar’ a presidência de Donald Trump há semanas, sobretudo entre a sua base, que é alimentada por teorias da conspiração, segundo as quais Jeffrey Epstein foi assassinado para o impedir de envolver figuras importantes.

    Os laços de Trump com Epstein são bem documentados, embora o presidente tenha assegurado que não tinha conhecimento ou envolvimento nos crimes e garantido que terminou a amizade entre ambos há décadas.

    Vale lembrar que Epstein morreu na prisão, em 2019, após ter sido acusado de tráfico sexual de menores. Onde o empresário seria responsável por uma rede de tráfico sexual que envolvia dezenas de menores.

    Windsor: quatro pessoas são presas por exibirem foto de Trump e Epstein

  • Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

    Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

    Os EUA reativaram a base naval Roosevelt Roads, em Porto Rico, após 21 anos fechada, no maior exercício militar no Caribe em décadas. A ação do governo Trump mira cartéis ligados à Venezuela e aumenta a pressão sobre Nicolás Maduro, acusado de tráfico e alvo de recompensa milionária

    (CBS NEWS) – A grande mobilização aeronaval do governo de Donald Trump contra os cartéis do narcotráfico da Venezuela, um exercício de pressão que ameaça a ditadura de Nicolás Maduro, fez os Estados Unidos reabrirem uma base que estava fechada havia 21 anos em Porto Rico.

    A Estação Naval Roosevelt Roads, no território americano no Caribe, já foi o ponto focal de intervenções de Washington na região: ações militares contra Granada, Panamá, República Dominicana e Haiti tiveram a unidade como centro operacional.

    Agora, o temor no governo em Caracas é que a movimentação mire retirar Maduro, que é indiciado por tráfico nos EUA e tem US$ 50 milhões (R$ 265 milhões hoje) oferecidos por pistas que levem à sua prisão, do poder. A ditadura diz que o interesse americano é pelas reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.

    Trump já anunciou três ataques contra embarcações que seriam de traficantes do cartel Tren de Aragua, que os EUA dizem ser controlado por Maduro, que nega. Ao menos 14 pessoas foram mortas, em ações discutíveis, já que o Congresso não as autorizou e o país não está em guerra.

    O republicano se ampara num decreto segundo o qual cartéis foram equiparados a organizações terroristas, estas sim passíveis de ações contínuas sem necessidade de aval parlamentar. O tema está em debate. Caracas nega envolvimento com o tráfico, e países como Colômbia e Brasil já demonstraram preocupação com o cerco militar.

    Enquanto isso, Trump fez a maior ação militar no Caribe em décadas. Deslocou no fim de agosto para Roosevelt Roads, base criada em 1943, a força expedicionária liderada pelo USS Iwo Jima. Com outros dois navios de desembarque anfíbio, o USS San Antonio e o USS Fort Lauderdale, o contingente de fuzileiros navais prontos para ação soma no mínimo 3.150 militares, fora as tripulações.

    O Iwo Jima traz consigo considerável poder aéreo: ao menos 11 helicópteros, 12 modelos de voo vertical e horizontal Osprey e 6 caças de decolagem vertical Harrier. Para completar, no sábado (13) começaram a chegar a Porto Rico dez caças de quinta geração F-35 operados pela Marinha.

    Além disso, Roosevelt Roads registrou pouso de pelo menos um cargueiro gigante C-5 Galaxy, o maior dos EUA, e outro C-17 Globemaster-3. Há também dois aviões de vigilância P-8 Poseidon, aparelhos de reabastecimento aéreo e outras aeronaves.

    Trump também determinou que uma equipe de ataque fosse às águas caribenhas. Um cruzador, três destróieres e um submarino nuclear fazem parte da flotilha, que tem poder de fogo muitas vezes superior a tudo o que a Venezuela pode oferecer.

    Só de mísseis de cruzeiro de precisão Tomahawk, que poderiam ser usados em um ataque para decapitar o regime, são teoricamente 140 unidades. Contando outros modelos a bordo das embarcações, há mais de 400 armamentos em torno da Venezuela.

    Maduro tem como diferencial mísseis antinavio chineses e iranianos, que podem fazer estragos, mas convidariam a uma retaliação destruidora. Há duas semanas, enviou dois antigos F-16 para sobrevoar um dos destróieres americanos, e Trump ameaçou abater qualquer avião venezuelano que faça o mesmo.

    Roosevelt Roads volta, assim, a seu papel histórico na visão americana de que o Caribe é o lado do seu quintal geopolítico -algo desafiado pelas ditaduras socialistas de Cuba, Venezuela e Nicarágua, todas apoiadas pela Rússia e pela China.

    Com o fim da Guerra Fria, em 1991, a base de 35 km2, área semelhante à de Carapicuíba (Grande São Paulo), caiu em desuso. Até 2003, na região vizinha de Vieques, havia um importante campo de tiro real da Marinha americana, mas ele foi desativado. No ano seguinte, a unidade foi passada para o governo local.

    Sua estrutura de casas, escolas e hospital foi assumida por diversas entidades do governo, e a pista de pouso de 3,3 km seguiu sendo usada pontualmente -como no apoio a missões humanitárias após furacões. Em visita na semana passada, o vice-presidente J. D. Vance disse aos marinheiros do Iwo Jima que o treinamento era para ação real.

    Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

  • Número 2 da diplomacia de Trump diz que EUA reagirão mesmo com chance de Bolsonaro ir à Papuda

    Número 2 da diplomacia de Trump diz que EUA reagirão mesmo com chance de Bolsonaro ir à Papuda

    Christopher Landau afirmou que os EUA manterão medidas de retaliação mesmo diante da possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir pena na Papuda. A posição reforça declarações de Marco Rubio e Donald Trump, que classificam a condenação no STF como perseguição política e prometem novas sanções ao Brasi

    (CBS NEWS) – O vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou nesta quarta-feira (17) que o país manterá a perspectiva de responder à condenação de Jair Bolsonaro mesmo se houver ameaça de o ex-presidente ser condenado a cumprir a pena na Papuda.

    Segundo a coluna Mônica Bergamo, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que novas punições dos EUA devem sacramentar o destino de Bolsonaro de ser preso na penitenciária em Brasília.

    A declaração de Landau foi publicada no X em resposta a uma postagem da Folha de S.Paulo com a notícia e outra reportagem que tratava da resposta do governo Trump à condenação.

    “Se essa reportagem for precisa, isso apenas confirma que todo o processo ‘judicial’ em andamento no Brasil é uma farsa política. Aqueles que afirmam estar seguindo o Estado de Direito não podem aumentar a pena de um réu com base na reação de uma terceira parte à sua decisão”, afirmou Landau no X.

    Ele disse ainda, citando as posições de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o tema, “os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas política e não serão intimidados por ameaças judiciais”, complementou.

    Na segunda-feira (15), o secretário de Estado, Marco Rubio, equivalente ao ministro das Relações Exteriores dos Estados Unidos, afirmou que deve haver anúncios de respostas do país à condenação de Bolsonaro.

    Rubio foi questionado em entrevista à Fox a respeito da decisão do STF, que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão pela acusação de ter tramado um golpe de Estado e disse ver uma deterioração do Estado de Direito no Brasil.

    “Então, haverá uma resposta dos EUA a isso, e teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar. Mas isso, o julgamento, é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas operando a partir dos Estados Unidos”, afirmou.

    Estão no radar dos americanos uma nova leva de cassação de vistos, a inclusão da mulher de Moraes, Viviane Barci, no rol de pessoas sancionadas financeiramente pela Lei Magnistky, que pune violadores de direitos humanos.

    Os EUA ainda consideram ampliar as tarifas aplicadas a produtos brasileiros ou reverter algumas das cerca de 700 exceções a bens que foram dadas na sobretaxa de 50%.

    Número 2 da diplomacia de Trump diz que EUA reagirão mesmo com chance de Bolsonaro ir à Papuda

  • Trump é recebido pela família real em Windsor; veja as imagens

    Trump é recebido pela família real em Windsor; veja as imagens

    Presidente dos EUA chegou ao castelo acompanhado de Melania, foi recepcionado por William, Kate, Charles III e Camilla, e terá reunião com o premiê Keir Starmer para firmar acordo sobre usinas nucleares

    Donald Trump chegou nesta quarta-feira (17) ao Castelo de Windsor, no Reino Unido, para sua segunda visita de Estado ao país. O presidente dos Estados Unidos desembarcou em um helicóptero da Marinha, acompanhado da primeira-dama Melania Trump, e foi recebido pelos príncipes de Gales, William e Kate. Em seguida, o casal se encontrou com o rei Charles III e a rainha Camilla.

    Após as saudações, Trump participou de um passeio de carruagem pela propriedade ao lado da família real e fez uma vistoria às tropas britânicas.

    Antes de embarcar de Washington para Londres, Trump exaltou o fato de ser recebido no Castelo de Windsor e não no Palácio de Buckingham. “Não quero dizer que um seja melhor que o outro, mas dizem que Windsor é o mais especial de todos”, afirmou. Ele também declarou que considera Charles III um amigo de longa data e elogiou a postura do monarca: “Representa muito bem o país, tem muita elegância”.

    Além da recepção oficial, Trump terá uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Os dois países devem assinar ainda nesta semana um acordo de cooperação para a construção de usinas nucleares voltadas à geração de energia, iniciativa que, segundo o governo britânico, deverá criar milhares de empregos.

    Trump é recebido pela família real em Windsor; veja as imagens

  • Merz afirma que paz sem liberdade na Ucrânia só fortaleceria Putin

    Merz afirma que paz sem liberdade na Ucrânia só fortaleceria Putin

    O chanceler alemão disse que a rendição de Kiev encorajaria Moscou a avançar sobre novos territórios. Para ele, a Rússia busca desestabilizar sociedades europeias, e a Alemanha precisa reforçar sua defesa e apoiar a integridade territorial ucraniana

    O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira (17) que uma eventual rendição da Ucrânia poderia estimular o presidente russo, Vladimir Putin, a buscar novos alvos militares. O alerta foi feito durante discurso no Bundestag, a câmara baixa do parlamento alemão, durante o debate sobre o orçamento de 2025.

    “Uma paz ditada pela Rússia, uma paz sem liberdade, uma capitulação apenas encorajará Putin a procurar o próximo alvo. Vimos nos últimos dias, com a violação do espaço aéreo polonês e romeno, como isso é uma possibilidade real”, declarou.

    Merz ressaltou que a Alemanha deseja o fim da guerra, mas não às custas da soberania e da integridade territorial ucraniana. “Queremos que esta guerra termine, mas, ao mesmo tempo, tememos que se arraste por muito tempo. No entanto, terminá-la à custa da soberania política e da integridade territorial da Ucrânia é algo que não podemos sequer considerar”, disse.

    Segundo ele, a Rússia vem testando limites por meio de sabotagens, espionagem, assassinatos e tentativas de gerar instabilidade política. “A Rússia quer desestabilizar as nossas sociedades, mas não o permitiremos, nem externa nem internamente”, acrescentou.

    O chanceler também destacou que a guerra “iniciada pela Rússia e apenas pela Rússia” já afeta diretamente países da União Europeia e da OTAN. “Os cidadãos do nosso país sentem uma crescente insegurança e percebem que novas regras do jogo estão sendo impostas pela força militar, por ameaças híbridas e ataques à nossa democracia liberal”, afirmou.

    Merz concluiu que a Alemanha tem consciência de sua responsabilidade pela paz na Europa e que o país voltou a ter um papel ativo no continente, deixando de atuar à margem dos principais debates internacionais.

    Merz afirma que paz sem liberdade na Ucrânia só fortaleceria Putin

  • Herdeira grega morre em Londres após ser mordida por inseto

    Herdeira grega morre em Londres após ser mordida por inseto

    A atriz e empresária de 28 anos, herdeira de uma família ligada ao setor naval da Grécia, foi encontrada morta em seu apartamento em Londres. Dias antes, apresentou sintomas de infecção, recebeu alta hospitalar e acabou vítima de complicações de um possível choque tóxico, segundo familiare

    Marissa Laimou, de 28 anos, herdeira de uma tradicional família naval grega, foi encontrada morta em seu apartamento em Londres no dia 11 de setembro, de acordo com relatos da imprensa britânica. Familiares afirmam que ela sofreu choque tóxico após ser picada por um inseto. 

    Dias antes de sua morte, Marissa apresentou sintomas como tontura, febre, coceira e sinais de infecção. Um médico lhe receitou paracetamol numa visita domiciliar, mas seu estado não melhorou. 

    Ela procurou atendimento em hospitais londrinos, inclusive com encaminhamento feito por seu oncologista. Em um deles foi avaliada por enfermeiras, diagnosticada com mordida de inseto e liberada com antibióticos.

    No dia seguinte, ela foi encontrada sem vida por sua empregada doméstica. A mãe, Bessy Laimou, declarou que Marissa havia vencido recentemente um câncer de mama, mas que a morte ocorreu em razão de complicações do choque tóxico provocado pela picada. 

    A família afirmou que um laudo de necropsia ainda será realizado para confirmar oficialmente a causa da morte. O hospital envolvido reconheceu possível falha médica e abriu investigação interna

    Herdeira grega morre em Londres após ser mordida por inseto