Categoria: MUNDO

  • Ex-apresentador australiano desaparecido em 2023 foi morto por crocodilo

    Ex-apresentador australiano desaparecido em 2023 foi morto por crocodilo

    Quase dois anos após o sumiço de Roman Butchaski, de 76 anos, autoridades concluíram que ele provavelmente foi atacado por um crocodilo no Olive River, em Queensland, segundo a revista People

    Quase dois anos após desaparecer durante uma pescaria, o ex-apresentador de rádio australiano Roman Butchaski, de 76 anos, provavelmente foi morto por um crocodilo, segundo conclusão da Coroner’s Court de Queensland.

    De acordo com a revista People, a juíza Christine Roney apontou que a presença de grandes crocodilos de água salgada na região do Olive River, em Shelburne, sustentou a hipótese de ataque. Entre as possibilidades, estão a perda de equilíbrio durante a pesca ou um mal súbito que o teria deixado vulnerável.

    Butchaski era conhecido por seu entusiasmo pela pesca e apresentava um programa na rádio 2GB. Ele desapareceu em 12 de novembro de 2023, e apenas seu veículo e alguns pertences foram encontrados. As buscas terminaram sem localizar o corpo.

    A investigação concluiu que não há indícios de suicídio ou de desaparecimento planejado, encerrando a longa espera da família e amigos por respostas.

    Ex-apresentador australiano desaparecido em 2023 foi morto por crocodilo

  • Mulher de 95 anos é acusada de matar sobrevivente do Holocausto

    Mulher de 95 anos é acusada de matar sobrevivente do Holocausto

    Nina Kravtsov, de 89 anos, foi encontrada com cortes no rosto e na cabeça em um lar de idosos em Nova York. A suspeita, Galina Smirnova, dividia o quarto com a vítima e permanece presa sem direito a fiança

    Uma mulher de 95 anos foi acusada de matar uma sobrevivente do Holocausto de 89 anos em um asilo em Coney Island, Nova York, na noite de domingo (14).

    Segundo a ABC News, Nina Kravtsov foi encontrada na cama, coberta de sangue e com cortes no rosto e na cabeça. Ela chegou a ser levada para um hospital, mas morreu na segunda-feira. Nascida na Ucrânia, Kravtsov sobreviveu ao Holocausto.

    A suspeita, Galina Smirnova, também residente do asilo, foi vista por enfermeiras lavando as mãos ensanguentadas no banheiro. As autoridades acreditam que a arma usada foi o pedal de uma cadeira de rodas, encontrado do lado de fora do prédio.

    O advogado da família da vítima, Randy Zelin, disse que a demência da agressora pode influenciar o caso, tanto em um processo civil contra o asilo por falta de supervisão, quanto na defesa de Smirnova, que poderia não ter consciência do que fazia. “A demência pode provocar surtos de raiva sem motivo aparente. Mas o fato de ela ter descartado a peça da cadeira e lavado as mãos pode indicar que sabia o que estava fazendo”, afirmou à ABC 6.

    “A família está de luto em todos os sentidos. É minha responsabilidade garantir que haja justiça para uma mulher que sobreviveu ao Holocausto, mas não conseguiu sobreviver a um lar de idosos”, completou.

    Smirnova foi indiciada na quarta-feira (17) no tribunal criminal de Brooklyn e segue presa sem direito a fiança.

    Mulher de 95 anos é acusada de matar sobrevivente do Holocausto

  • Homem morre após ficar inconsciente em montanha-russa de parque dos EUA

    Homem morre após ficar inconsciente em montanha-russa de parque dos EUA

    Kevin Zavala, de 32 anos, desmaiou durante o passeio na atração Stardust Racers, foi levado ao hospital, mas não resistiu. A montanha-russa ficará fechada até o fim da investigação

    Um homem de 32 anos morreu na noite de quarta-feira (17) após perder a consciência enquanto estava na montanha-russa Stardust Racers, no parque Epic Universe, do Universal Orlando Resorts, na Flórida (EUA).

    Identificado como Kevin Zavala, ele desmaiou durante o passeio e foi levado às pressas para um hospital, mas não resistiu. O óbito foi confirmado pouco depois, segundo a ABC News.

    “Estamos devastados com este acontecimento e expressamos as nossas mais sinceras condolências à família do visitante. Estamos totalmente comprometidos em cooperar com a investigação em andamento”, disse o Universal Orlando Resorts em comunicado.

    A morte foi considerada acidental, mas o médico legista informou que a vítima sofreu múltiplas lesões, sem detalhar em quais partes do corpo.

    Como medida de precaução, a montanha-russa permanecerá fechada até a conclusão da investigação conduzida pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange.

    De acordo com a Associated Press, grandes parques temáticos da Flórida, como Universal e Walt Disney World, não passam por inspeções estaduais obrigatórias. Eles realizam suas próprias vistorias, mas precisam relatar ferimentos e mortes às autoridades.

    Desde a inauguração do Epic Universe, em maio, já foram registrados três incidentes. Em um deles, um homem de 63 anos com condição pré-existente relatou tontura e alteração de consciência. Em outro, uma mulher de 47 anos também com problemas de saúde disse ter sentido dormência e distúrbios visuais na mesma atração. Já em julho, um jovem de 32 anos teve dores no peito após andar na montanha-russa Hiccup’s Wing Gliders, segundo o Departamento de Agricultura e Serviços ao Consumidor da Flórida.
     
     

     

    Homem morre após ficar inconsciente em montanha-russa de parque dos EUA

  • Maduro anuncia que militares treinarão com armas civis em comunidades

    Maduro anuncia que militares treinarão com armas civis em comunidades

    Segundo Maduro, unidades da Força Armada Nacional Bolivariana deixarão os quartéis no próximo sábado (20) para se instalar em bairros e cidades com o objetivo de instruir voluntários.O anúncio foi feito um dia após o início de exercícios militares na ilha caribenha de La Orchila, localizada a 65 km da costa venezuelana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta (18) que militares vão até comunidades do país para treinar civis no uso de armas. A medida ocorre num contexto de tensão com os Estados Unidos, que enviaram navios de guerra à região do Caribe sob a justificativa de combater o narcotráfico.

    Segundo Maduro, unidades da Força Armada Nacional Bolivariana deixarão os quartéis no próximo sábado (20) para se instalar em bairros e cidades com o objetivo de instruir voluntários.

    “A Força Armada Bolivariana vai até o povo, vai às comunidades para revisar, para ensinar a todos os que se alistaram, homens e mulheres, no manuseio do sistema de armas”, disse o ditador em um evento transmitido pelo canal estatal VTV. Segundo ele, será a primeira vez que essa estrutura militar se deslocará diretamente à população.

    O anúncio foi feito um dia após o início de exercícios militares na ilha caribenha de La Orchila, localizada a 65 km da costa venezuelana. As manobras, que durarão três dias, foram anunciadas pelo regime como um sinal de força diante da frota americana que navega na região desde o início de setembro.

    O movimento marca a ação mais ostensiva ordenada por Maduro desde que Washington decidiu reforçar sua presença militar no Caribe. Em menos de três semanas, os EUA disseram ter destruído três barcos que, segundo o governo de Donald Trump, transportavam drogas, deixando ao menos 14 mortos.

    A Casa Branca acusa o regime venezuelano de manter vínculos com o narcotráfico. No fim de agosto, chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273 milhões) pela captura de Maduro, que não é reconhecido como líder legítimo por Washington nem pelas principais democracias das Américas e da União Europeia.

    Durante o evento transmitido pela TV estatal, Maduro voltou a acusar Washington de planejar uma intervenção para derrubá-lo e tomar os recursos naturais do país. “O que está por trás é um plano imperial para impor um governo marionete dos EUA e roubar nosso petróleo, que é a maior reserva do mundo, e nosso gás, que é a quarta maior reserva do mundo. Mas isso não aconteceu e não vai acontecer.”

    Os exercícios americanos também envolvem aeronaves. De acordo com o Pentágono, caças F-35 foram deslocados para Porto Rico a fim de apoiar a frota.
    Ao justificar a mobilização, Maduro disse que não pretende iniciar um conflito, mas que precisa se preparar. “Nós não nos metemos com ninguém, mas nos preparamos caso seja necessário”, afirmou.

    Maduro anuncia que militares treinarão com armas civis em comunidades

  • Israel diz que já esvaziou quase metade da Cidade de Gaza

    Israel diz que já esvaziou quase metade da Cidade de Gaza

    Após invasão de Gaza por parte de Israel, o Hamas ameaçou não devolver nenhum refém; palestinos estão sendo forçada a fugir para o sul do território devido ao início da invasão terrestre sobre a cidade, até então alvo de bombardeios e de operações de demolição em áreas ao seu redor

    SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Militares de Israel afirmaram nesta quinta-feira (18) que mais de 450 mil palestinos já deixaram a Cidade de Gaza, o equivalente a quase metade dos cerca de 1 milhão de pessoas que viviam no maior centro urbano da Faixa de Gaza antes do início do conflito.

    A população está sendo forçada a fugir para o sul do território devido ao início da invasão terrestre sobre a cidade, até então alvo de bombardeios e de operações de demolição em áreas ao seu redor. Segundo anúncio do general israelense Effie Defrin, mais de “1.200 alvos terroristas” foram atingidos desde o início da ofensiva nesta semana.

    Em resposta, o grupo terrorista Hamas declarou que os reféns israelenses ainda sob seu poder não serão devolvidos. “O início da operação criminosa e sua expansão significam que vocês não vão capturar um único refém, vivo ou morto”, diz comunicado da facção.

    A ala militar do Hamas disse que os israelenses raptados estão espalhados por bairros na Cidade de Gaza e que não haverá “cautela em relação às vidas” dos sequestrados. Israel está entrando em uma guerra de desgaste que lhe custará um número adicional de mortos e reféns”, completou.

    O Hamas ainda mantém 48 reféns capturados no ataque de 7 de outubro de 2023, e autoridades de Tel Aviv acreditam que cerca de 20 ainda estejam vivos.
    Os familiares dos sequestrados têm pressionado o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, para interromper a ofensiva militar e negociar um cessar-fogo.

    “É difícil para mim que o primeiro-ministro tenha dado a ordem para bombardear os reféns”, disse Ilana Gritzewsky, refém libertada cujo namorado, Matan Zangauker, ainda está sequestrado em Gaza. A operação também desencadeou uma nova onda de pressão diplomática contra Israel.

    “Nós não acreditamos que exista uma contradição entre os dois objetivos da guerra, de desmantelar a capacidade militar do Hamas e de garantir a volta dos reféns. Neste momento, estamos sem outra opção”, afirma à Folha de S.Paulo o major Rafael Rozenszajn, porta-voz em português do Exército israelense.

    “A única opção que nós temos nesse momento é alcançar as circunstâncias necessárias para trazer de volta nossos reféns. E se não for por meio de acordo, vai ter de ser por meio de ações operacionais, porque não podemos deixar nossos reféns”, diz ele.

    O porta-voz afirmou ainda tratar como especulação os relatos de que o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, teria manifestado oposição e desaconselhado a operação durante reunião de gabinete com Netanyahu e outros ministros.

    “O Exército israelense não é responsável somente pelas operações militares, mas também por comunicar oportunidades e riscos operacionais nas reuniões de gabinete, e é só o que o chefe do Estado-maior comunicou”, diz o porta-voz.

    Em meio ao novo avanço bélico, Tel Aviv anunciou que quatro soldados de um mesmo batalhão morreram e outros três ficaram feridos nesta quinta, após a explosão de uma bomba em Rafah, no sul de Gaza. Eles foram identificados como Omri Chai Ben Moshe, 26, Eran Shelem, 23, Eitan Avner Ben Itzhak, 22, Ron Arieli, 20. Com isso, o número de israelenses mortos nas operações militares sobe para 469 pessoas.

    Nesta quinta, tanques israelenses avançavam em duas áreas da Cidade de Gaza que funcionam como portas de entrada para o centro, enquanto a internet e as linhas telefônicas foram cortadas no território. A Companhia Palestina de Telecomunicações disse em um comunicado que seus serviços foram interrompidos. Pelo menos 85 palestinos foram mortos em toda Gaza em um período de 24 horas, segundo o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas.

    Centenas de milhares de palestinos fugiram desde que Israel anunciou que pretendia assumir o controle da Cidade de Gaza, mas muitos permanecem no local, seja em casas destruídas ou em acampamentos improvisados. Os militares têm lançado panfletos instando os moradores a fugir para o sul do território, mas agências humanitárias afirmam que há falta de comida, remédios e abrigo.

    Ao longo da estrada costeira em Gaza, uma fila com todo tipo de meio de transporte, desde carroças até carros velhos e vans de carga, seguia rumo ao sul, carregando colchões, botijões de gás e pertences dos palestinos.

    O novo avanço de Israel ocorre depois de uma equipe independente comissionada pela ONU afirmar que o Estado judeu comete um genocídio em Gaza -acusação que Tel Aviv nega.

    Israel diz que já esvaziou quase metade da Cidade de Gaza

  • EUA vetam pela sexta vez resolução da ONU pedindo cessar-fogo em Gaza

    EUA vetam pela sexta vez resolução da ONU pedindo cessar-fogo em Gaza

    Washington voltou a ser único membro do Conselho de Segurança contrário a texto, proposto por dez países; medida pedia fim de restrições impostas por Israel a entrada de ajuda humanitária no território palestino

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos vetaram nesta quinta-feira (18) outra resolução do Conselho de Segurança da ONU pedindo um cessar-fogo imediato e incondicional na Faixa de Gaza. Essa é a sexta vez desde o início do conflito que Washington, que tem poder de veto no órgão, barra um texto para poupar Israel, aliado mais importante do governo americano no Oriente Médio.

    O texto foi proposto por 10 dos 15 membros do Conselho de Segurança e teve 14 votos favoráveis -mais uma vez, os EUA ficaram isolados na votação. A medida pedia ainda o fim das restrições impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária em Gaza e a soltura de todos os reféns ainda em poder do grupo terrorista Hamas.

    Essa é a segunda vez que o governo Donald Trump veta uma resolução sobre Gaza no Conselho de Segurança -a primeira foi em junho. Durante o mandato de Joe Biden, a diplomacia americana barrou quatro iniciativas do tipo.

    Durante a votação desta quinta, a embaixadora da Dinamarca Christina Lassen disse que “a fome foi confirmada em Gaza -não projetada nem declarada, mas confirmada. Enquanto isso, Israel expande sua operação militar na Cidade de Gaza, aumentando ainda mais o sofrimento de civis. Como resultado, é essa situação catastrófica, essa falha humanitária e humana, que nos impele a agir hoje”.

    Na semana passada, após os ataques de Israel contra o Qatar, os EUA permitiram a aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança condenando as ações de Israel, mas sem citar nominalmente Tel Aviv. O movimento gerou especulação de que Washington poderia se abster em uma votação sobre Gaza, mas não foi o caso.

    “O Hamas é responsável por começar e prolongar essa guerra. Israel já aceitou os termos de um acordo que encerraria o conflito, mas o Hamas continua a rejeitá-los”, disse a diplomata americana Morgan Ortagus antes do voto. O grupo terrorista acusa Israel de fazer novas demandas e de abandonar as negociações ao tentar assassinar a liderança da facção com o ataque em Doha.

    “Essa guerra poderia terminar hoje se o Hamas libertasse os reféns e se rendesse”, concluiu Ortagus.

    Nesta quinta, as Forças Armadas de Israel disseram que 450 mil palestinos deixaram a Cidade de Gaza, o equivalente a quase metade dos cerca de 1 milhão de pessoas que viviam no maior centro urbano do território antes do início do conflito.

    A população está sendo forçada a fugir para o sul do território devido ao início da invasão terrestre sobre a cidade, até então alvo de bombardeios e de operações de demolição em áreas ao seu redor. Segundo anúncio do general israelense Effie Defrin, mais de “1.200 alvos terroristas” foram atingidos desde o início da ofensiva nesta semana.

    Em resposta, o grupo terrorista Hamas declarou que os reféns israelenses ainda sob seu poder não serão devolvidos. “O início da operação criminosa e sua expansão significam que vocês não vão capturar um único refém, vivo ou morto”, diz comunicado da facção.

    EUA vetam pela sexta vez resolução da ONU pedindo cessar-fogo em Gaza

  • Terremoto atinge costa da Rússia e gera alerta de tsunami

    Terremoto atinge costa da Rússia e gera alerta de tsunami

    O local atingido fica na mesma região em do forte tremor de 8,8 de julho, que foi caracterizado como o “mais forte em décadas”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a costa leste da Rússia, na madrugada desta sexta-feira (horário local). A informação foi confirmada pela Reuters. Há risco de tsunami. Costa leste da Rússia e o Havaí, nos EUA.

    Tremor ocorreu na região de Petropavlovsk-Kamchatsky. A informação é do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).

    Primeiro abalo sísmico ocorreu a uma profundidade de 10 km. Outros quatro de magnitude 5 aconteceram em seguida.

    Região é a mesma que registrou tremor considerado “mais forte em décadas” há dois meses. Em julho, do forte tremor de magnitude 8,8 deixou duas mil famílias desabrigadas.

    Terremoto atinge costa da Rússia e gera alerta de tsunami

  • EUA liberam visto de Padilha para acompanhar Lula em evento da ONU

    EUA liberam visto de Padilha para acompanhar Lula em evento da ONU

    Padilha foi escalado para integrar a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viaja aos Estados Unidos para a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em meio a um período de tensão entre os governos brasileiro e norte-americano

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu nesta quinta-feira (18) o visto norte-americano necessário para que possa acompanhar a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), agendada para a próxima semana em Nova York.

    “Recebi o visto hoje. Uma obrigação de um país que tem um acordo-sede com um organismo internacional. Tem que garantir o acesso de uma autoridade que é convidada para o evento”, disse, em coletiva de imprensa em Brasília.

    Padilha foi escalado para integrar a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viaja aos Estados Unidos em meio a um período de tensão entre os governos brasileiro e norte-americano – sobretudo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

    O ministro também foi convidado a participar de conferência da Organização Panamericana da Saúde (Opas), que acontece em setembro na capital norte-americana de Washington.

    EntendaEm agosto, o governo do presidente Donald Trump cancelou o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o ministro estava com o visto vencido desde 2024 e, portanto, não passível de cancelamento.

    Na mesma semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos.

    Foram cancelados os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales, e do ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), Alberto Kleiman.

    Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justificou que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos.

    EUA liberam visto de Padilha para acompanhar Lula em evento da ONU

  • Milei sofre nova ampla derrota no Senado após tentar aceno a governadores

    Milei sofre nova ampla derrota no Senado após tentar aceno a governadores

    Governo já tinha perdido duas votações no dia anterior, em leis para universidades e um hospital pediátrico; presidente tentou se aproximar das forças locais após perder eleições na província de Buenos Aires

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A oposição no Senado argentino conseguiu, com ampla maioria, impor mais uma derrota ao governo de Javier Milei, rejeitando o veto imposto pelo presidente a uma lei que exige a distribuição automática das ATN (Contribuições do Tesouro Nacional) às províncias.

    Um dia depois das manifestações na praça dos Dois Congressos contra cortes de recursos de Milei para universidades e um hospital público, o veto às ATN foi derrubado nesta quinta-feira (18) por 59 votos a favor, 9 contrários e 3 abstenções. O tema agora vai ser discutido na Câmara dos Deputados.

    A resistência no Congresso contra o governo de Milei deve continuar nas próximas semanas, com uma nova reunião agendada para 2 de outubro. Na abertura da sessão do Senado, a vice-presidente Victoria Villarruel (que na Argentina também preside o Senado) confirmou o quórum com 39 senadores presentes, representando diversas forças políticas.

    O Fundo de Contribuições do Tesouro Nacional foi criado para ajudar as províncias em emergências financeiras, sendo composto por uma parte dos impostos que o governo distribui. O orçamento projetado para esse fundo pelo governo é superior a 569 bilhões de pesos (R$ 2,1 bilhões, na cotação oficial).

    No entanto, Milei tem cortado esses repasses como parte de sua política de equilíbrio fiscal, levando governadores a exigir uma lei que garanta a distribuição automática desses recursos.

    Durante os debates, os legisladores reclamaram que o governo está usando o ATN para mascarar déficits e prejudicando as províncias. Os senadores criticaram o ministro da Economia, Luis Caputo, acusando-o de orquestrar uma política de desestabilização contra o governo. A oposição apontou que o governo está destruindo o federalismo e prejudicando os recursos das províncias.

    Um dos poucos opositores no debate, Francisco Paoltroni, criticou a hipocrisia dos que o acusaram de malversar a economia por mais de duas décadas.

    As tensões entre o governo e as províncias continuam altas, com a reclamação pela correta distribuição dos fundos sendo uma questão central no debate político atual. O partido de Milei, A Liberdade Avança, não tem governadores.

    Após a derrota nas eleições legislativas da província de Buenos Aires e de olho no pleito legislativo nacional, em 26 de outubro, o governo acenou para os governadores, recriando o Ministério do Interior e estabelecendo uma mesa de diálogo com os Executivos de províncias aliadas.

    Na quarta-feira (17), a Câmara rejeitou vetos sobre leis de financiamento universitário e apoio ao Hospital Garrahan, de atendimento pediátrico. Essa decisão também deverá ser confirmada pelo Senado.

    Milei sofre nova ampla derrota no Senado após tentar aceno a governadores

  • Ataque a tiros em posto controlado por Israel na Cisjordânia mata 2 soldados

    Ataque a tiros em posto controlado por Israel na Cisjordânia mata 2 soldados

    O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, aconselhou o governo a suspender a entrada de ajuda humanitária da Jordânia em Gaza para ajudar palestinos; o agressor foi morto pelas forças de segurança

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um ataque na ponte Allenby, posto controlado por Israel na fronteira entre a Cisjordânia ocupada e a Jordânia, matou ao menos dois soldados nesta quinta-feira (18), segundo o serviço de emergência do Estado judeu. O agressor foi morto pelas forças de segurança.

    O autor do ataque teria chegado em um caminhão que transportava ajuda humanitária e, em seguida, aberto fogo. Ele era jordaniano, segundo a chancelaria israelense, que fala em “incitação [à violência] vil na Jordânia”. No mesmo post no X, Tel Aviv diz que o ataque é resultado do “eco da campanha de mentiras do Hamas”.

    A Jordânia condenou o episódio e disse que abrirá uma investigação. Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o ataque viola “interesses da Jordânia e de sua capacidade de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza”.

    “O motorista acusado da operação é Abdul Mutalib al-Qaisi, nascido em 1968. Ele é um civil que começou a trabalhar como motorista de entrega de ajuda humanitária para Gaza há três meses”, afirmou a pasta.

    Até a manhã desta quinta-feira (18), nenhum grupo havia assumido a responsabilidade pelo atentado.

    O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, aconselhou o governo a suspender a entrada de ajuda humanitária da Jordânia até a conclusão de uma investigação sobre o incidente e a implementação de procedimentos de triagem revisados para motoristas jordanianos, segundo os militares.

    A passagem, localizada perto da cidade de Jericó, na Cisjordânia, funciona como a principal via de saída para a maioria dos palestinos que vivem no território ocupado viajarem para o exterior, além de ser um ponto crucial para o comércio entre a Jordânia e Israel.

    O local também tem sido utilizado como rota para alguns carregamentos de ajuda humanitária destinados à Faixa de Gaza.

    O ataque ocorre dez dias após seis pessoas morrerem baleadas em um atentado assumido pelo Hamas a um ponto de ônibus de Jerusalém. Na ocasião, os terroristas foram mortos pela polícia.

    Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, houve diversos ataques em Israel. Em outubro de 2024, dois palestinos, um com uma arma de fogo e o outro com uma faca, mataram sete pessoas em Tel Aviv. Em novembro de 2023, dois homens armados palestinos mataram três pessoas em um ponto de ônibus em Jerusalém. Os serviços de segurança israelenses afirmaram que, em ambos os casos, os autores eram ligados ao Hamas.

    Ataque a tiros em posto controlado por Israel na Cisjordânia mata 2 soldados