Categoria: MUNDO

  • EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

    EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as tropas americanas na Coreia do Sul podem ser usadas em um eventual conflito com a China. A declaração reforça o alinhamento entre Washington e Seul em meio à crescente tensão regional envolvendo Taiwan e o mar do Sul da China

    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, admitiu nesta terça-feira que as tropas norte-americanas estacionadas na Coreia do Sul (USFK) poderiam ser utilizadas em um eventual conflito com a China.

    “A flexibilidade das forças dos EUA na Coreia do Sul para responder a contingências regionais é algo que devemos, definitivamente, considerar”, declarou Hegseth.

    A fala ocorre em meio aos esforços do governo Donald Trump para reforçar alianças no Indo-Pacífico e conter a crescente influência chinesa. A possibilidade de uso das tropas poderia ser motivada por tensões em torno de Taiwan — cuja invasão por Pequim não é descartada — ou por disputas no mar do Sul da China.

    Hegseth ressaltou, porém, que o principal objetivo das forças norte-americanas na península continua sendo conter ameaças da Coreia do Norte. As declarações foram dadas em Seul, ao lado do ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, após a 57ª Reunião Consultiva de Segurança (SCM), principal fórum anual de defesa entre os dois países.

    O secretário elogiou o aumento do investimento militar da Coreia do Sul, destacando o desenvolvimento de novas capacidades estratégicas, como mísseis de longo alcance. “Enfrentamos um cenário de segurança perigoso, mas nossa aliança é mais forte do que nunca”, afirmou.

    Na semana passada, Trump anunciou nas redes sociais que os Estados Unidos compartilharão tecnologia de ponta para que Seul possa construir um submarino de propulsão nuclear — decisão tomada após encontro com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

    Hegseth apoiou a iniciativa, destacando que o projeto reforçará a segurança regional. Segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, o país pretende lançar seu primeiro submarino nuclear na segunda metade da década de 2030, utilizando tecnologia própria.

    Apesar disso, o ministro Ahn reiterou que Seul continuará comprometida com a desnuclearização da península e não desenvolverá armas nucleares, conforme o Tratado de Não Proliferação, que busca limitar a disseminação de arsenais e promover o uso pacífico da energia nuclear.
     
     

    EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

  • Hamas diz ter encontrado corpo de mais um refém em Gaza, enquanto ONU denuncia violações de trégua

    Hamas diz ter encontrado corpo de mais um refém em Gaza, enquanto ONU denuncia violações de trégua

    O Hamas anunciou ter encontrado o corpo de mais um refém israelense em Gaza, elevando para 21 o número de vítimas localizadas desde o início da trégua com Israel. O caso reacende tensões sobre o cumprimento do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em meio à devastação do conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O braço militar do grupo terrorista Hamas afirmou nesta terça (4) ter localizado o corpo de mais um refém na Faixa de Gaza, durante escavações feitas no bairro de Shejaiya, na Cidade de Gaza. Segundo a facção, os restos mortais foram encontrados dentro da “linha amarela”, área atualmente sob controle de Israel

    O Hamas não revelou a identidade da vítima e informou apenas que está tomando providências para a transferência do corpo a autoridades israelenses, sem especificar um prazo, segundo o jornal The Times of Israel.

    O grupo palestino entregou, até esta terça, os corpos de 20 dos 28 reféns mortos que permaneciam em Gaza e que deveriam ser devolvidos no início da trégua em outubro. Na segunda (3), as autoridades israelenses identificaram os restos mortais de mais três pessoas sequestradas pelo Hamas.

    Os cadáveres são do capitão americano-israelense Omer Neutra, 21, que morreu ao ser sequestrado, do cabo Oz Daniel, 19, e do coronel Asaf Hamami, 40, o oficial de mais alta patente assassinado pelo Hamas.

    O anúncio feito pela facção nesta terça ocorre num contexto de tensão sobre o cumprimento do cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo palestino após dois anos de guerra. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar “profundamente preocupado com as contínuas infrações” ao acordo.

    “[Essas violações] devem cessar, e todas as partes precisam respeitar as decisões da primeira fase do acordo de paz”, disse Guterres, durante cúpula para o desenvolvimento social em Doha, no Qatar.

    A trégua, negociada pelos Estados Unidos, entrou em vigor em 10 de outubro e permitiu a libertação de todos os reféns vivos sequestrados em Israel durante o ataque de 7 de outubro de 2023. No entanto, há atrasos no cronograma para a devolução dos corpos dos reféns mortos, prevista no mesmo pacto.

    Israel acusa o Hamas de descumprir o acordo ao não entregar os corpos, enquanto o grupo palestino afirma que a busca é dificultada pela destruição causada pela guerra.

    O Exército israelense também tem sido acusado de violar o cessar-fogo com novos bombardeios em Gaza, justificados como represálias a disparos que mataram três soldados. Segundo autoridades palestinas, os ataques mataram ao menos 45 pessoas, em 19 de outubro, e outras 104, incluindo quase 50 crianças, no dia 28 do mesmo mês.

    O conflito teve início após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram Israel e mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis. A ofensiva de retaliação israelense já deixou mais de 68,8 mil mortos em Gaza, também majoritariamente civis, de acordo com o Ministério da Saúde palestino, controlado pela facção, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

    Hamas diz ter encontrado corpo de mais um refém em Gaza, enquanto ONU denuncia violações de trégua

  • Morre Dick Cheney, ex-vice dos EUA e articulador da guerra ao terror

    Morre Dick Cheney, ex-vice dos EUA e articulador da guerra ao terror

    Ex-vice-presidente de George W. Bush, Dick Cheney morreu aos 84 anos. Figura central da política americana nos anos 2000, foi um dos idealizadores da invasão do Iraque. Sofreu vários infartos ao longo da vida e passou por um transplante de coração em 2012

    Morreu aos 84 anos o político republicano Dick Cheney, que foi vice-presidente dos Estados Unidos durante os dois mandatos de George W. Bush, entre 2001 e 2009.

    A informação foi confirmada pela família. Cheney ficou conhecido como o principal articulador da “guerra ao terror”, estratégia que levou os EUA à controversa invasão do Iraque, baseada em informações incorretas sobre armas de destruição em massa, segundo a CNN Internacional.

    Ao longo da vida, Cheney enfrentou diversos problemas cardíacos e sobreviveu a uma série de infartos. Em 2012, ele passou por um transplante de coração e se aposentou da vida pública pouco tempo depois.

    Morre Dick Cheney, ex-vice dos EUA e articulador da guerra ao terror

  • Influencer viraliza ao tatuar sardas no rosto e rebate críticas na web

    Influencer viraliza ao tatuar sardas no rosto e rebate críticas na web

    Sierra Cannon, de 26 anos, mostrou no TikTok o resultado da tatuagem estética que imita sardas naturais. O procedimento, que custa até R$ 1.800, dividiu opiniões, mas a influenciadora afirmou estar “obcecada” com o novo visual

    A influenciadora norte-americana Sierra Cannon, de 26 anos, viralizou ao compartilhar no TikTok o resultado de uma tatuagem inusitada: sardas artificiais no rosto. Com mais de 647 mil seguidores, ela registrou todas as etapas do procedimento estético que imita o efeito natural das manchas na pele.

    Sierra descreveu a sensação como “o meu gato lambendo o meu rosto”, em tom de humor, enquanto exibia o resultado ainda recente. A novidade, no entanto, dividiu opiniões entre os internautas. “Você tem uma pele linda, aproveite isso, mas não faça de novo quando elas sumirem”, comentou uma seguidora. Outra lembrou: “Fui zoada por ter sardas e agora as pessoas estão pagando para ter.”

    Uma semana após o procedimento, a influenciadora voltou às redes para mostrar o visual já cicatrizado e rebateu as críticas. “Faz sete dias desde que, aparentemente, eu ‘arruinei’ meu rosto. Cada um tem direito à sua opinião, mas o rosto é meu”, afirmou.

    @sierracannon Replying to @madison so now the question is, do I get a touch-up or leave as is?🫣🤭 done by @Blushingwithalo original sound – sierra cannon

    Sierra contou que o processo de cicatrização leva de quatro a seis semanas e disse estar apaixonada pelo resultado. “Estou completamente obcecada”, declarou.

    Em entrevista à revista People, ela revelou que o custo da tatuagem variou entre US$ 185 e US$ 350 (cerca de R$ 990 a R$ 1.800 na cotação atual).

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    Influencer viraliza ao tatuar sardas no rosto e rebate críticas na web

  • Casal salva jovem de cair de montanha-russa a 120 km/h nos Estados Unidos

    Casal salva jovem de cair de montanha-russa a 120 km/h nos Estados Unidos

    Chris e Cassie Evins perceberam que o cinto de segurança da garota estava solto e agiram rapidamente durante o percurso, evitando uma tragédia no parque Worlds of Fun, em Kansas City

    Um casal salvou a vida de uma jovem desconhecida depois de perceber que ela estava em perigo em uma montanha-russa em um parque de diversões nos Estados Unidos.

    A jovem notou, já com o brinquedo em movimento, que seu cinto de segurança não estava preso corretamente e começou a gritar desesperadamente por ajuda.

    Ao ouvir os gritos, Chris e Cassie Evins agiram imediatamente para tentar salvá-la. O incidente aconteceu em 11 de outubro, no parque Worlds of Fun, na cidade de Kansas City.

    “Entramos na montanha-russa e, logo na primeira subida, a garota sentada atrás da minha esposa soltou um grito de tirar o fôlego. Nunca tinha ouvido algo assim”, contou Chris. Ele pensou, a princípio, que a jovem estava apenas assustada por ser sua primeira vez em um brinquedo daquele tipo.

    Logo ficou claro que o problema era grave: o cinto de segurança dela não estava preso.

    Sem hesitar, Chris e Cassie se viraram e tentaram, de todas as formas possíveis, segurar a jovem, enquanto o carrinho chegava a 120 km/h.

    “Passei meu braço por baixo da barra de segurança, que tinha uma folga grande, e percebi que havia um espaço enorme. Ela realmente não tinha o cinto”, relatou Chris.

    “Segurei o pulso dela com força enquanto minha esposa empurrava suas pernas para baixo. Em determinado momento, percebemos que ela poderia cair, então começamos a empurrá-la contra o assento para mantê-la firme”, completou.

    Graças à ação rápida do casal, a jovem conseguiu terminar o percurso sem se ferir. Após o passeio, eles seguiram caminhos diferentes, mas a história rapidamente viralizou nas redes sociais.

    Uma foto tirada pelo sistema automático da montanha-russa registrou o momento e foi divulgada por Chris e Cassie, que decidiram contar o ocorrido à imprensa. Desde então, o casal deu várias entrevistas relatando os detalhes do resgate.

    Embora não tenham voltado a ter contato com a jovem, os dois afirmam estar aliviados por saber que ela sobreviveu e passa bem.

    Após a denúncia, autoridades do parque realizaram uma inspeção no brinquedo, que acabou interditado para novas verificações de segurança.

    Casal salva jovem de cair de montanha-russa a 120 km/h nos Estados Unidos

  • Ex-procuradora-geral do Exército de Israel é presa após vazar vídeo de tortura contra prisioneiro palestino

    Ex-procuradora-geral do Exército de Israel é presa após vazar vídeo de tortura contra prisioneiro palestino

    O anúncio ocorre três dias após ela divulgar sua carta de demissão, na sexta-feira (31). No domingo, a imprensa chegou a especular sobre uma possível tentativa de suicídio quando seu carro foi encontrado perto de uma praia ao norte de Tel Aviv. Horas depois, porém, a polícia informou que ela havia sido encontrada viva e bem.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta segunda-feira (3) que Yifat Tomer-Yerushalmi, ex-procuradora-geral do Exército, foi detida após autorizar o vazamento de um vídeo que parece mostrar soldados israelenses torturando um preso palestino.

    O anúncio ocorre três dias após ela divulgar sua carta de demissão, na sexta-feira (31). No domingo, a imprensa chegou a especular sobre uma possível tentativa de suicídio quando seu carro foi encontrado perto de uma praia ao norte de Tel Aviv. Horas depois, porém, a polícia informou que ela havia sido encontrada viva e bem.

    A detenção remonta a 5 de julho de 2024, quando cinco reservistas que estavam trabalhando na prisão de Sde Teiman, no deserto de Negev, teriam torturado um prisioneiro que estava com as mãos e os tornozelos algemados e os olhos vendados. Após a violência, o detento teria ficado com as costelas quebradas, o pulmão esquerdo perfurado e o ânus rompido.

    O caso veio à tona no mesmo mês, causando comoção pública -especialmente devido aos relatos iniciais de que o detido havia sido estuprado na base militar, transformada em campo de detenção desde o início da guerra entre Israel e Hamas.

    A acusação contra os cinco soldados não mencionou crimes sexuais, mas afirmou que um dos soldados esfaqueou o detido com um “objeto cortante”, causando uma laceração na parede retal. O documento menciona ainda diversas evidências coletadas durante a investigação, incluindo imagens das câmeras de segurança e documentos médicos.

    O inquérito foi alvo de políticos da extrema direita israelense e levou manifestantes a invadirem dois complexos militares depois que os investigadores solicitaram interrogatório dos soldados. Uma semana após a invasão das bases, um vídeo de uma câmera de segurança mostrando os momentos da suposta tortura vazou para o canal de notícias israelense N12.

    O vídeo, no entanto, não mostrou claramente o que aconteceu durante o ataque de aproximadamente 15 minutos, já que os soldados permaneceram a maior parte do tempo escondidos, assim como o detido. Trechos exibidos na televisão mostraram soldados levando um prisioneiro para um canto e cercando-o com escudos e um cachorro. Em dado momento, o preso é visto deitado no chão.
    Em sua carta de demissão, publicada na sexta-feira pela imprensa, a ex-procuradora afirmou que havia autorizado o vazamento do vídeo em agosto de 2024, o que motivou sua saída.

    “Os detidos em Sde Teiman são terroristas (…) da pior espécie. É imperativo levá-los à Justiça. Contudo, isso não diminui nosso dever de investigar quando houver suspeita razoável de violência contra um detido”, afirmou ela no documento. “Infelizmente, esse entendimento básico -de que existem ações que jamais devem ser tomadas, mesmo contra os detentos mais vis- já não convence a todos.”

    Yifat disse ainda que tentou proteger a credibilidade do departamento jurídico militar, que, segundo ela, vinha sendo alvo de campanhas difamatórias durante a guerra.

    “Como chefe da Procuradoria-Geral Militar (…) aprovei a divulgação de material à mídia numa tentativa de combater a propaganda falsa dirigida contra as autoridades militares responsáveis pela aplicação da lei. Assumo total responsabilidade por qualquer material divulgado à mídia a partir da unidade”, afirmou.

    O escândalo, porém, está sendo usado para tentar minar qualquer possibilidade de punição aos soldados. No domingo, os advogados dos reservistas pediram o arquivamento do julgamento, alegando que o processo legal foi comprometido. Membros do governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu também criticaram Yifat.

    O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que qualquer pessoa que inventasse “libelos de sangue contra soldados israelenses era indigna de vestir o uniforme das Forças de Defesa de Israel”. O termo faz referência a acusações antissemitas de que judeus bebiam sangue de crianças na Europa medieval. Já Ben-Gvir celebrou a saída da ex-procuradora e pediu uma investigação mais ampla sobre as autoridades legais.

    O premiê, por sua vez, em suas primeiras declarações públicas desde a renúncia de Yifat, pediu uma “investigação independente e imparcial” sobre o vazamento do vídeo. “O incidente em Sde Teiman causou imensos danos à imagem do Estado de Israel”, afirmou ele.

    Investigações de órgãos internacionais indicam que o caso não é isolado. Em julho de 2025, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, publicou um relatório denunciando que, desde os ataques terroristas do 7 de Outubro, muitos palestinos foram detidos secretamente e, em alguns casos, submetidos a tortura.

    Diversas organizações de direitos humanos também relataram abusos sistemáticos em centros de detenção israelenses. O Exército afirma investigar dezenas de casos, mas nega que haja uma política sistemática de maus-tratos.

    Ex-procuradora-geral do Exército de Israel é presa após vazar vídeo de tortura contra prisioneiro palestino

  • Califórnia decide se redesenha distritos para fortalecer democratas no Congresso e rebater Trump

    Califórnia decide se redesenha distritos para fortalecer democratas no Congresso e rebater Trump

    Na costa oeste, a população da Califórnia vai às urnas para decidir, em um referendo, se o estado deve adotar o novo mapa de distritos eleitorais, aprovado pelo Legislativo local, que aumentaria as chances de o Partido Democrata eleger mais deputados no pleito geral previsto para novembro de 2026.

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os Estados Unidos terão nesta terça-feira (4) o primeiro dia de eleições importantes, em vários estados do país, desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, em janeiro.
    A disputa pela Prefeitura de Nova York é o pleito local mais antecipado. O candidato democrata, Zohran Mamdani, lidera com folga a corrida contra o ex-governador Andrew Cuomo, concorrendo como independente, em 33 das 36 pesquisas compiladas pelo jornal The New York Times.

    Na costa oeste, a população da Califórnia vai às urnas para decidir, em um referendo, se o estado deve adotar o novo mapa de distritos eleitorais, aprovado pelo Legislativo local, que aumentaria as chances de o Partido Democrata eleger mais deputados no pleito geral previsto para novembro de 2026.

    Confira abaixo os destaques eleitorais dos EUA nesta terça.

    CALIFÓRNIA DEFINE SE ACEITA NOVO MAPA ELEITORAL
    O estado vota em referendo para dar o aval à mudança de distritos eleitorais aprovada pelo Legislativo estadual. De maioria democrata, a Casa aprovou em agosto a reformulação de distritos de modo a aumentar as chances de eleição de representantes federais democratas, uma prática conhecida nos EUA como gerrymandering, feita historicamente pelos dois partidos.
    Desde 2008, a Califórnia possui uma comissão paritária para definir os distritos eleitorais tanto para o Legislativo federal, como para o estadual.

    O grupo é composto por 5 republicanos, 5 democratas e 4 membros sem afiliação com as duas legendas majoritárias. Ele é responsável por fazer o redesenho eleitoral no ano seguinte a cada censo demográfico nacional -realizado de dez em dez anos.

    A chamada Proposição 50, matéria em votação nesta terça, ignora a autoridade da comissão e requer que o estado use o mapa eleitoral aprovado em agosto para as eleições de meio de mandato. Em novembro de 2026, o estado vai renovar todos seus deputados federais, além do Legislativo estadual, e escolher um novo governador.

    A proposta indica que a comissão voltaria a redesenhar o mapa eleitoral em 2031, ano seguinte ao próximo censo nacional previsto.
    A aprovação do novo mapa eleitoral californiano ocorreu no dia seguinte à decisão do Legislativo do Texas, de maioria republicana, para fazer o mesmo no estado e favorecer o Partido Republicano.

    No caso californiano, o novo desenho pode ajudar os democratas a conquistarem cinco cadeiras a mais na Câmara dos Representantes em Washington, além de aumentar sua competitividade em áreas em que a disputa é historicamente mais apertada.

    NOVA YORK PODE ELEGER PRIMEIRO PREFEITO MUÇULMANO E SOCIALISTA
    Zohran Mamdani disputa contra o ex-governador Andrew Cuomo, também democrata, mas que corre como independente após perder as primárias do partido contra o socialista.
    Jovem, socialista e muçulmano, Mamdani, 34, é a aposta democrata na cidade mais populosa do país com uma plataforma conectada à ala mais à esquerda do partido. O candidato propõe congelar aluguéis, tarifas gratuitas de transporte público e a criação de mercados de bairro públicos.

    Já Cuomo é apoiado pelo atual prefeito, o também democrata Eric Adams -cujo nome ainda figura nas cédulas porque ele retirou sua candidatura após o prazo, que terminou ainda no primeiro semestre. O ex-governador busca o eleitor moderado e conservador que teme uma vitória de Mamdani. Com menos projeção, Curtis Sliwa disputa pelo Partido Republicano.

    Detroit, Atlanta, Minneapolis, Pittsburgh e algumas outras grandes cidades do país também terão eleição para a Prefeitura.

    VIRGINIA TERÁ UMA GOVERNADORA PELA PRIMEIRA VEZ
    O estado da Virgínia vai eleger nesta terça uma governadora pela primeira vez. Estão na disputa a atual vice-governadora, a republicana Winsome Earle-Sears, e a ex-deputada democrata Abigail Spanberger. O estado elege separadamente governador e vice, e também terá no pleito a escolha de um novo procurador-geral.

    NOVA JERSEY TAMBÉM ESCOLHE NOVO GOVERNADOR
    O estado também elege novo governador nesta terça. A deputada democrata Mikie Sherrill disputa contra o republicano Jack Ciattarelli.

    POSSÍVEIS MUDANÇAS NA SUPREMA CORTE DA PENSILVÂNIA
    Uma votação para definir se três juízes ganham mais um mandato de dez anos pode acabar com a maioria democrata no tribunal máximo de um estado-chave para eleições presidenciais.

    Votações do tipo são comuns em vários estados e não costumam receber muita atenção de eleitores, que podem remover um juiz do cargo caso a maioria vote para não renovar o mandato do titular.

    Neste caso, no entanto, a população pode remover de uma só vez os três juízes, encerrar a maioria de 5 a 2 pendente para os democratas, e resultar em um tribunal bloqueado por um equilíbrio de 2 a 2 enquanto o governador democrata Josh Shapiro e o Senado estadual, de maioria republicana, não concordarem sobre novos nomes temporários para a corte.

    Califórnia decide se redesenha distritos para fortalecer democratas no Congresso e rebater Trump

  • Uma guerra espacial está mais perto do que imaginamos

    Uma guerra espacial está mais perto do que imaginamos

    Estarão sendo traçadas novas linhas de batalha além da atmosfera da Terra?

    A notícia de que a Rússia provavelmente lançou uma arma antissatélite alarmou analistas militares no Ocidente. Segundo a BBC, a agência espacial estatal russa Roscosmos afirmou que seu veículo Soyuz-2.1b foi usado no lançamento de 17 de maio de 2024, acrescentando que o envio foi “no interesse do Ministério da Defesa”. Os EUA acreditam que o satélite pode ser capaz de atacar outras sondas semelhantes. O anúncio ocorreu após alertas de vários especialistas militares de que o espaço provavelmente será a próxima fronteira da guerra em um mundo cada vez mais dependente da tecnologia.

    Mas será que estamos realmente entrando em uma nova era de “Star Wars” onde o conflito no espaço não é mais ficção científica?

    Uma guerra espacial está mais perto do que imaginamos

  • Atrocidades cometidas no Sudão podem ser crimes de guerra, diz procurador do TPI

    Atrocidades cometidas no Sudão podem ser crimes de guerra, diz procurador do TPI

    Em nota, o escritório afirmou estar “profundamente preocupado” com relatos de assassinatos em massa, estupros e outras violações ocorridas após a tomada da cidade pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR).

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O gabinete do procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) alertou nesta segunda (3) que atrocidades cometidas em Al-Fashir, no Sudão, podem configurar crimes de guerra e contra a humanidade. Em nota, o escritório afirmou estar “profundamente preocupado” com relatos de assassinatos em massa, estupros e outras violações ocorridas após a tomada da cidade pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR).

    Al-Fashir, último grande reduto do Exército sudanês na região de Darfur Ocidental, caiu em 26 de outubro, depois de 18 meses de cerco, bombardeios e fome. Segundo as Nações Unidas, mais de 65 mil pessoas fugiram, mas milhares continuam presas na cidade. Antes do ataque final, viviam ali cerca de 260 mil habitantes.

    Desde a queda, multiplicam-se denúncias de execuções sumárias, violência sexual, saques, ataques contra trabalhadores humanitários e sequestros. “Se confirmados, esses atos podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade de acordo com o Estatuto de Roma, tratado fundador do TPI”, diz a nota, divulgada no site do tribunal. O atual procurador-chefe do TPI é o britânico Karim Ahmad Khan.

    A ofensiva sobre Al-Fashir consolidou o domínio das FAR sobre quase toda a região de Darfur, transformando-a em uma administração paralela ao governo oficial pró-Exército, sediado em Port Sudan, no litoral do mar Vermelho. Desde então, os confrontos se expandiram para Kordofan do Norte, centenas de quilômetros a leste, onde pelo menos 36 mil civis fugiram da violência apenas na última semana, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

    A guerra no Sudão, iniciada em abril de 2023, opõe o general Abdel Fatah al-Burhan, comandante do Exército e líder de fato do país desde o golpe de 2021, e o general Mohamed Hamdan Daglo, conhecido como Hemedti, chefe das FAR. O conflito já provocou milhares de mortes e obrigou quase 12 milhões de pessoas a abandonar suas casas, configurando a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.

    Nos últimos dias, a região de Kordofan do Norte se tornou um novo campo de batalha. Testemunhas relataram à agência de notícias AFP que cidades inteiras se tornaram alvos militares, com combates intensos pelo controle de El Obeid, capital estadual e ponto estratégico que conecta Darfur à capital, Cartum. O local também abriga um aeroporto militar e tem importância logística.

    Moradores de diferentes localidades relataram um forte aumento da presença militar das FAR desde a conquista de Al-Fashir. “Deixamos de ir aos nossos campos por medo dos confrontos”, disse à AFP Suleiman Babiker, morador de Um Smeima, a oeste de El Obeid. Outro habitante descreveu um “movimento constante de veículos e equipamentos militares” rumo ao oeste e ao sul da cidade.

    A secretária-geral adjunta da ONU para a África, Martha Pobee, afirmou que Kordofan do Norte pode ser o próximo epicentro da guerra e denunciou “graves atrocidades e represálias étnicas” cometidas pelas FAR em Bara, uma das localidades recentemente atacadas.

    De acordo com a ONU, pelo menos 50 civis, incluindo cinco voluntários do Crescente Vermelho, morreram nos episódios recentes em Kordofan do Norte. A expansão do conflito amplia o colapso humanitário no país, que enfrenta escassez extrema de alimentos, deslocamentos em massa e risco crescente de fome generalizada.

    Atrocidades cometidas no Sudão podem ser crimes de guerra, diz procurador do TPI

  • Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    A decisão ocorre após meses de pressão, especialmente de familiares das vítimas, que o acusam de ter falhado na gestão da catástrofe de outubro de 2024.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da região de Valência (equivalente a governador), Carlos Mazón, anunciou nesta segunda-feira (3) sua renúncia ao cargo, um ano após as inundações que deixaram 229 mortos e causaram bilhões de euros em prejuízos no leste da Espanha. A decisão ocorre após meses de pressão, especialmente de familiares das vítimas, que o acusam de ter falhado na gestão da catástrofe de outubro de 2024.

    “Não consigo mais. […] Sei que cometi erros, admito, e terei de conviver com eles pelo resto da vida”, afirmou Mazón, do conservador Partido Popular (PP), em pronunciamento à imprensa.
    Embora tenha admitido falhas, Mazón atribuiu parte da responsabilidade à falta de apoio do governo central, liderado pelo premiê socialista Pedro Sánchez, e a erros de organizações nacionais, incluindo a agência meteorológica Aemet e o departamento responsável pela rede hidrológica da região vinculado ao Ministério da Energia. Segundo ele, esses órgãos não alertaram sobre a gravidade da tempestade, a maior do século no país, da forma adequada.

    O desastre, ocorrido em 29 de outubro de 2024, foi o pior evento de enchentes na Europa desde 1967. Chuvas torrenciais inundaram bairros ao sul da cidade de Valência, pegando moradores de surpresa.

    Muitos morreram afogados dentro de prédios que já estavam submersos quando o governo regional enviou os primeiros alertas. Especialistas apontam que uma série de falhas, como a falta de obras de contenção, de medidas educativas e de comunicação rápida, agravaram o impacto da tragédia.

    Em novembro do ano passado, poucos dias após a catástrofe, a população de Paiporta, um dos locais mais afetados pelas inundações em Valência, chegou a atirar pedra e lama contra Mazón, que visitava o local ao lado do rei Felipe 6º, da rainha Letizia e de Sánchez.

    Já durante o último funeral de Estado feito em homenagem às vítimas, Mazón foi vaiado e chamado de assassino por familiares, que o acusam de ter se ausentado durante as horas críticas do desastre. No momento em que as enchentes começaram, ele almoçava com a jornalista Maribel Vilaplana e ficou sem se manifestar à população por cerca de seis horas.

    O episódio alimentou rumores de que Mazón teria envolvimento pessoal com a repórter, o que ele negou. O político afirmou que o encontro teve caráter profissional, pois pretendia convidá-la para assumir um cargo na televisão pública valenciana, embora tenha omitido inicialmente o almoço em suas explicações.

    A jornalista prestaria depoimento nesta segunda à juíza que investiga a tragédia e a possível responsabilidade criminal das autoridades. Familiares das vítimas acompanharam a chegada dela ao tribunal, e uma das pessoas gritou: “Conte toda a verdade, por eles”.

    Mazón afirmou que só não renunciou antes por se sentir obrigado a liderar o processo de reconstrução. Ele não esclareceu se convocará eleições antecipadas nem quem assumirá o governo de forma interina.

    Em nota, o Partido Popular informou que seu líder nacional, Alberto Núñez Feijóo, concederia uma entrevista coletiva ainda nesta segunda para comentar o caso.

    A presidente da principal associação de vítimas, Rosa Álvarez, classificou o discurso de renúncia de “doloroso e inútil”. “Ele continua repetindo mentiras e tentando se colocar no papel de vítima”, afirmou à rádio SER.

    O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, afirmou que o governo de Sánchez já disponibilizou € 8,2 bilhões em ajuda direta para a recuperação de Valência. Ele ainda criticou Mazón, seu adversário político, ao dizer que a renúncia veio tarde demais e que o líder regional devia ter convocado eleições antecipadas.

    As enchentes catastróficas foram causadas por um fenômeno meteorológico conhecido localmente como Dana (depressão isolada em níveis altos, na sigla em espanhol), no qual ar frio e quente se encontram e produzem poderosas nuvens de chuva, um padrão que se acredita estar se tornando mais frequente devido às mudanças climáticas.

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes