Categoria: MUNDO

  • Hong Kong retira 6 mil pessoas após descobrir bomba da Segunda Guerra

    Hong Kong retira 6 mil pessoas após descobrir bomba da Segunda Guerra

    As autoridades de Hong Kong ordenaram hoje a retirada de seis mil pessoas de 18 edifícios na zona de Quarry Bay, após terem descoberto uma bomba da Segunda Guerra Mundial, “totalmente operacional”.

    O objeto, descoberto a dez metros de profundidade na tarde de sexta-feira, foi considerado operacional e de alto risco pelos especialistas em desarmamento da polícia, que estão trabalhando para desativá-lo antes das 23h de hoje (16h em Lisboa), prazo estabelecido para a conclusão da evacuação.

    A bomba, de 1,5 metro de comprimento, contendo 227 quilos de explosivos e possivelmente lançada por uma aeronave dos Estados Unidos durante a guerra, foi descoberta durante obras de construção.

    Policiais e grupos de apoio comunitário da região notificaram rapidamente os moradores dos edifícios próximos, incentivando-os a deixar os apartamentos e buscar abrigo em áreas seguras.

    A operação, liderada pela Unidade de Desativação de Artilharia da Polícia, começou às 2h de hoje (19h de sexta-feira em Lisboa), com o objetivo de desmontar o dispositivo e realizar uma explosão controlada no prazo de 12 horas.

    Após a conclusão da operação, as ruas adjacentes, que foram bloqueadas por precaução, deverão ser reabertas, permitindo o retorno dos moradores deslocados, desde que não haja imprevistos.

    Para proteger o público e agilizar a evacuação, os bombeiros mobilizaram dois veículos de emergência, duas unidades médicas e um centro móvel de atendimento a vítimas.

    O chefe interino da polícia de Hong Kong para o setor leste, Lo Shui-sang, afirmou que os agentes também contam com equipamentos de combate a incêndios e tecnologia robótica prontos para apoiar a operação.

    Henry Lai, representante do Departamento de Assuntos Internos, confirmou que 35 grupos de assistência locais estão colaborando na operação, com apoio adicional do distrito de Wan Chai, e que foi providenciado transporte para levar os afetados a centros comunitários e alojamentos temporários.

    Em 2018, três artefatos semelhantes foram descobertos em Wan Chai, onde um projétil de peso idêntico exigiu 20 horas de trabalho e a retirada de 1.250 pessoas.

    Esses incidentes, embora esporádicos, evidenciam as dificuldades de uma cidade como a antiga colônia britânica, onde a urbanização constante frequentemente traz de volta à superfície relíquias de conflitos passados.

    Documentos históricos registram intensos bombardeios aliados a partir de 1942 — após o Japão conquistar Hong Kong no Natal de 1941 —, incluindo um ataque devastador em 1945 que deixou centenas de vítimas e inúmeras munições não detonadas.

    Especialistas alertam que o “boom” imobiliário pode revelar mais vestígios nessa região, marcada pelo passado colonial e pelos conflitos do século XX.

    Hong Kong retira 6 mil pessoas após descobrir bomba da Segunda Guerra

  • Governo Trump insinua que Harvard tem problemas financeiros e impõe restrição

    Governo Trump insinua que Harvard tem problemas financeiros e impõe restrição

    Departamento de Educação restringe acesso da universidade a fundo federal e exige garantia bilionária em meio a pressão; impacto de ações federais contra a instituição pode se aproximar de US$ 1 bilhão anualmente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump intensificou sua campanha contra a Universidade Harvard nesta sexta-feira (19), ao impor novas restrições à capacidade da instituição de acessar fundos federais para o pagamento de auxílio estudantil.

    O governo cita preocupações com a “posição financeira” da instituição de ensino superior, a mais antiga e rica dos Estados Unidos. Ou seja: questiona a estabilidade financeira da universidade e exige provas de que Harvard não tem problemas do tipo, muito embora a instituição, que possui um fundo patrimonial de US$ 53 bilhões, nunca tenha sugerido que estivesse com grave dificuldade financeira.

    O Departamento de Educação informou que colocou Harvard sob status de “monitoramento intensificado de caixa”, o que significa que a universidade sediada em Cambridge, no estado de Massachusetts, precisará usar seus próprios fundos para pagar o auxílio estudantil federal antes de sacar recursos do departamento.

    O órgão também está buscando que Harvard apresente uma carta de crédito de US$ 36 milhões -cerca de 30% da ajuda financeira federal direcionada à universidade no último ano- para garantir que suas obrigações financeiras sejam cumpridas, em meio a uma série de investigações que têm a instituição como alvo.

    O Departamento de Educação, em uma outra carta a Harvard, advertiu que seu Escritório de Direitos Civis pode tomar medidas adicionais contra a universidade, a menos que ela forneça mais informações para avaliar se a instituição está considerando ilegalmente a raça como critério de seu processo de admissão de estudantes.

    Harvard não respondeu a um pedido de comentário da agência Reuters.

    A universidade, no entanto, tem realizado demissões e cortes de gastos nos últimos meses, depois que a gestão Trump lançou uma campanha para usar o financiamento federal como alavanca para forçar mudanças em Harvard e outras universidades -que o presidente acusa de estarem dominadas por ideologias antissemitas e de extrema esquerda.

    Em julho, Harvard afirmou que o impacto combinado das recentes ações federais em seu orçamento poderia se aproximar de US$ 1 bilhão anualmente.
    A universidade processou o governo por algumas dessas ações, levando um juiz a decidir neste mês que o governo havia encerrado ilegalmente mais de US$ 2 bilhões em bolsas de pesquisa concedidas a Harvard.

    A Casa Branca tem pressionado Harvard a fazer um acordo. O presidente, durante uma reunião recente de gabinete, disse que Harvard deveria pagar “nada menos que US$ 500 milhões”, pois a universidade “tem sido muito ruim”.
    Reservadamente, segundo o jornal The New York Times, a universidade considera um acordo, mas até o momento tem resistido à pressão do governo federal. Harvard critica as ações retaliatórias do governo Trump contra a universidade por defender seus direitos.

    Governo Trump insinua que Harvard tem problemas financeiros e impõe restrição

  • Caças da Rússia invadem a Estônia e são interceptados pela Otan

    Caças da Rússia invadem a Estônia e são interceptados pela Otan

    A mobilização desta sexta envolveu caças da missão Policiamento Aéreo Báltico, criada após a anexação da Crimeia pelos russos em 2014; a intrusão ocorreu na altura da pequena ilha de Vaindloo, no golfo da Finlândia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em uma escalada sem precedentes na tensão entre a Rússia e a Otan, três caças MiG-31K de Moscou invadiram o espaço aéreo da Estônia nesta sexta-feira (19). Eles permaneceram por 12 minutos sobre o Estado báltico, que é integrante da aliança militar ocidental.

    Um número incerto de caças F-35 italianos, que integram a força de policiamento aéreo do Báltico, foi enviado para interceptar os russos, que deram meia-volta, segundo a Otan.

    Depois foram acompanhados por modelos Gripen da Suécia, que fotografaram um dos aviões carregando só 3 dos 4 mísseis ar-ar usualmente levados em patrulha. Não se sabe se o MiG-31 decolou com essa estranha configuração ou lançou sua arma.

    Além disso, dois aviões de combate de Moscou violaram a área de segurança aérea sobre uma plataforma de petróleo da Polônia, também no mesmo mar.

    “A violação é uma provocação extremamente perigosa”, escreveu no X a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que foi primeira-ministra da Estônia. “[Vladimir] Putin está testando a determinação do Ocidente. Nós não devemos mostrar fraqueza”, afirmou.

    “A Rússia violou o espaço aéreo da Estônia quatro vezes neste ano, o que é inaceitável em si, mas a violação de hoje é de um descaramento sem precedentes”, disse o chanceler estoniano, Margus Tsahkna. O país decidiu acionar o artigo 4 da carta da Otan, que prevê consultas entre os 32 membros para discutir uma reação.

    O incidente, que não foi comentado pelo governo de Vladimir Putin, ocorre pouco mais de uma semana após a intrusão de 21 drones russos nos céus da Polônia. O Kremlin diz que a invasão foi acidental, tendo ocorrido durante um ataque ao oeste da Ucrânia.

    A Polônia e vários governos europeus não concordam e acreditam que a ação visava testar a capacidade de reação do país. Caças F-16 de Varsóvia e um F-35 holandês foram mobilizados, derrubando um número não divulgado de drones. No último sábado (13), foi a vez de a Romênia interceptar drones que atravessaram a fronteira durante um ataque à região de Odessa.

    A Otan não cravou a intencionalidade dos russos, mas reagiu a partir da invocação do mesmo artigo 4 pela Polônia. Há uma semana, lançou a Operação Sentinela Oriental, de reforço de defesa aérea do flanco leste da aliança. Caças franceses e britânicos foram deslocados para a Polônia num primeiro momento.

    Segundo o secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, o evento desta sexta na Estônia já testou a eficácia da operação de forma positiva. Ele, a União Europeia e países como Alemanha e França afirmaram que a ação foi “inaceitável”. Os EUA ainda não se manifestaram.

    A mobilização desta sexta envolveu caças da missão Policiamento Aéreo Báltico, criada após a anexação da Crimeia pelos russos em 2014. Como as três repúblicas bálticas não têm Força Aérea digna de nota, passaram a ser protegidas por aviões de países aliados, em regime de rotação -daí os F-35 italianos.

    Segundo o jornal estoniano Ohtulet, a intrusão ocorreu na altura da pequena ilha de Vaindloo, no golfo da Finlândia. De lá, os MiG-31 voaram em direção à capital do país báltico, Tallinn, e ficaram dando voltas até serem interceptados.
    Os 12 minutos sem interceptação são uma eternidade em termos militares.

    Para fins de comparação, quando um caça-bombardeiro Su-24 russo operando na Síria invadiu sem querer o espaço aéreo turco em 2015, o controle local o avisou por cinco minutos acerca da rota errada. Sem resposta, com 17 segundos sobre a Turquia, um F-16 o abateu.

    Já o sobrevoo da plataforma da empresa Petrobaltic, na costa polonesa, envolveu ao menos dois caças russos, cujo modelo não foi identificado na postagem da Guarda de Fronteira do país. O espaço aéreo sobre esse tipo de local é considerado restrito.

    As tensões entre as três nações da região e a Rússia remonta ao fato de que elas foram incorporadas à União Soviética na Segunda Guerra Mundial e foram berço de alguns dos mais significativos movimentos de independência no ocaso do império comunista.

    Em 2004, tornaram-se as primeiras repúblicas ex-soviéticas a integrar a Otan, ainda no primeiro mandato de Putin como presidente. A expansão da aliança ao leste, que foi parada com guerra na Geórgia e na Ucrânia, é um dos principais pontos de atrito entre o Kremlin e o Ocidente.

    A invasão desta sexta ressalta também o perigo de algum erro de cálculo no jogo entre os rivais. Um avião derrubado por engano ou um choque acidental, como já ocorreu anteriormente, pode levar a uma escalada imprevisível em um ambiente de alta voltagem militar.

    Os olhos da Europa agora se voltam para Donald Trump, o presidente americano que se reaproximou de Putin sob a afirmação de que acabaria com a guerra iniciada pelo russo em 2022 na Ucrânia. Até aqui, fracassou no intento.

    Os russos seguem avançando lentamente no leste ucraniano e Trump tem ameaçado sanções mais duras, que atinjam compradores de petróleo de Moscou, como a China. Mas agora ele diz que só entrará em campo se os europeus o fizerem primeiro e se os integrantes da Otan que consomem energia russa pararem de fazê-lo.

    Não são poucos que veem nisso apenas tergiversação para não melindrar Putin, mas na prática a posição ambígua dos EUA sob Trump está levando ao rearmamento europeu e ao clima de tensão, em especial nas fronteiras a leste do continente.

    A Alemanha, sob forte crise econômica, tem endurecido o discurso e abriu uma base militar na Lituânia, algo que não ocorria desde a Segunda Guerra, visando dissuadir a Rússia.

    Caças da Rússia invadem a Estônia e são interceptados pela Otan

  • Padilha desiste de viajar a Nova York após restrições do governo Trump

    Padilha desiste de viajar a Nova York após restrições do governo Trump

    EUA só autorizaram ministro brasileiro a circular entre hotel, sede da ONU e missão do Brasil na entidade; Padilha foi sancionado por participação na criação do programa Mais Médicos

    BRASÍLIA, DF, E WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desistiu de de viajar aos Estados Unidos por causa das restrições de circulação impostas por Donald Trump.

    De acordo com aliados do titular da Saúde, Padilha avaliou que as limitações determinadas pelos americanos são desrespeitosas com o Brasil e com o tratado internacional que rege a relação da ONU (Organização das Nações Unidas) com o país sede da organização -no caso, os Estados Unidos.

    Também pesou na avaliação do ministro o fato de que, em qualquer cenário, ele não poderia ir para o encontro da Organização Pan-Americana de Saúde no próximo dia 29, em Washington.

    De acordo com pessoas no governo que acompanham o caso, uma reversão da decisão de Padilha só ocorreria caso as restrições de movimentação fossem removidas, o que era considerado improvável.

    Embora o governo Trump tenha autorizado a permanência de Padilha em Nova York para a Assembleia-Geral da ONU -uma vez que tem a obrigação, como país sede, de não restringir o ingresso de pessoas convidadas para atividades na organização-, o mesmo não ocorre com a Opas.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, o governo Trump impôs limitações à circulação de Padilha na cidade de Nova York, onde fica a sede da ONU.

    Os Estados Unidos decidiram limitar a movimentação de Padilha e familiares que o acompanharem a cinco blocos do local de hospedagem do ministro, além das rotas entre o hotel, o distrito em que fica localizada a sede da ONU, a missão do Brasil junto à organização e a residência do representante brasileiro na organização.

    Caso fosse aos EUA, o ministro apenas poderia sair do perímetro delineado pelos americanos em caso de urgência médica. O governo Lula precisaria ainda pedir autorização especial para Washington caso ele quisesse ir a local fora do perímetro.

    Diplomatas ouvidos pela reportagem consideram a situação lamentável, que constitui um cenário humilhante para o ministro.

    Nesta sexta-feira (19), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o Itamaraty acionou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidência da Assembleia-Geral da organização para interferir junto aos Estados Unidos quanto às restrições a Padilha.

    “Estamos através do secretário-geral da ONU e da presidente da Assembleia-Geral relatando o ocorrido. São restrições sem cabimento, injustas e absurdas, e nós estamos pedindo a interferência do secretário-geral junto ao país sede”, disse Vieira, durante entrevista coletiva junto da chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que está em visita a Brasília.

    Padilha desiste de viajar a Nova York após restrições do governo Trump

  • Marina Silva integra lista de líderes de sustentabilidade da Forbes

    Marina Silva integra lista de líderes de sustentabilidade da Forbes

    Ministra é a única brasileira a integrar o ranking; os homenageados foram escolhidos com a orientação de jurados como a investidora Laurene Powell Jobs, viúva de Steve Jobs, ativistas e empreendedores

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, passou a integrar a lista de Líderes de Sustentabilidade 2025 da revista Forbes. Marina é a única brasileira a integrar o ranking, que destaca líderes globais – empreendedores, investidores, ativistas e cientistas – à frente de iniciativas para combater a crise climática. 

    Entre os 50 nomes apresentados estão Damilola Ogunbiyi, CEO e representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para Energia Sustentável; Wanjira Mathai, diretora para África e Parcerias Globais no World Resources Institute, e Sumant Sinha, fundador e CEO da ReNew.

    Segundo a Forbes, os homenageados foram escolhidos com a orientação de jurados como a investidora Laurene Powell Jobs, viúva de Steve Jobs; a atriz e ativista Jane Fonda; o investidor e financiador climático Tom Steyer; o empreendedor de energia limpa Jigar Shah; e a fundadora de impacto social Charlot Magayi. 

    Conforme biografia disponibilizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva é professora, ambientalista e política brasileira. Formada em história, tem especialização em psicopedagogia e teoria psicanalítica. É doutora honoris causa pela Universidade Federal da Bahia e pela Academia Chinesa de Silvicultura.

    Recebeu dezenas de títulos e prêmios nacionais e internacionais. Foi vereadora, deputada estadual e senadora, eleita sempre com votações recordes. Foi também ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008. Disputou as eleições presidenciais de 2010, 2014 e 2018. Foi eleita deputada federal por São Paulo em 2022.

    Marina Silva integra lista de líderes de sustentabilidade da Forbes

  • Rússia recorre de acusação sobre abate do voo MH17, em 2014

    Rússia recorre de acusação sobre abate do voo MH17, em 2014

    A Organização da Aviação Civil Internacional considerou a Rússia responsável pelo abate do voo MH17, em 17 de julho de 2014, provocando a morte dos 289 ocupantes

    Nesta sexta-feira (19), a Rússia recorreu no Tribunal Internacional de Justiça da decisão da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) que responsabilizou Moscou pelo abate do avião da Malaysia Airlines sobre a Ucrânia, em 2014.

    O recurso da Rússia, submetido ao Tribunal Internacional de Justiça, o principal órgão judicial das Nações Unidas, contestou a decisão da OACI “por todos os motivos”, incluindo questões de jurisdição, averiguações de fatos e violações processuais.

    A posição de Moscou foi transmitida oficialmente na quinta-feira à noite pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

    No último mês de maio, a Organização da Aviação Civil Internacional considerou a Rússia responsável pelo abate do voo MH17, em 17 de julho de 2014, provocando a morte dos 289 ocupantes.

    O organismo internacional de aviação civil representa 193 países e decidiu, pela primeira vez um desentendimento entre governos da Holanda e Rússia.

    A decisão do OACI ocorreu após a conclusão, em 2016, de uma investigação internacional dirigida pela Holanda.

    Os investigadores concluíram que o avião comercial que fazia o percurso entre Amesterdam e Kuala Lumpur foi abatido em território ucraniano controlado por separatistas com recurso a um sistema de mísseis (Buk) fornecido pela Rússia.

    Moscou negou qualquer envolvimento na tragédia do voo MH17.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo acusou a agência de aviação internacional sediada em Montreal, no Canadá, de não ter realizado uma investigação internacional “abrangente, completa e independente.

    Para a Rússia, a OACI baseou-se em “conclusões altamente questionáveis” da investigação criminal realizada sob direção da Holanda, “parte interessada” e com base em fatos adulterados, fornecidos principalmente pela Ucrânia, “outra das partes interessadas”.

    A diplomacia russa disse ainda que espera que o Tribunal Internacional de Justiça adote uma posição “totalmente imparcial”.

    Rússia recorre de acusação sobre abate do voo MH17, em 2014

  • Ministro de Israel promete lucro e “boom imobiliário” em Gaza

    Ministro de Israel promete lucro e “boom imobiliário” em Gaza

    Bezalel Smotrich declarou que Israel vê Gaza como oportunidade de negócio após a guerra, citando um suposto “plano de negócios” apresentado a Donald Trump. A proposta prevê transformar áreas devastadas em empreendimentos lucrativos, apesar de ser condenada pela ONU e pela comunidade internacional

    Questionado sobre os planos para colonização israelense na Faixa de Gaza após a guerra, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que há um “plano de negócios” na mesa do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que vai trazer muito lucro com a destruição da infraestrutura civil do território palestino.

    “Existe um plano de negócios, elaborado pelos profissionais mais qualificados, que está sobre a mesa do presidente Trump, sobre como transformar esta situação numa mina de ouro imobiliária, sem brincadeira”, disse o ministro ligado ao partido ultranacionalista Religious Zionism (Sionismo Religioso), que faz parte da coalizão do governo de Israel.

     

    Conhecido por pregar o controle de Israel sobre todos os territórios palestinos, Smotrich acrescentou que Israel já realizou a fase da demolição das estruturas.

     

    “Tendo investido muito dinheiro nesta guerra, devemos partilhar os lucros da comercialização de terrenos em Gaza. A fase de demolição, que sempre foi a primeira fase da renovação urbana que realizamos, agora é preciso construir”, completou o ministro israelense.

    Estima-se que Israel já tenha destruído cerca de 90% da infraestrutura de Gaza e deslocado quase a totalidade dos 2 milhões de palestinos que vivem na região.

    Devido as ações militares em Gaza, o governo de Tel Aviv vem sendo acusado de praticar um genocídio, por países, organizações de direitos humanos, relatórios das Nações Unidas e por grupos de estudiosos sobre o crime de genocídio. O governo de Benjamin Netanyahu nega. 

    Já o presidente dos EUA tem defendido a expulsão dos palestinos de Gaza e a construção de uma espécie de “Riviera do Oriente Médio”, espécie de litoral turístico.

    A proposta é rejeitada pelas organizações palestinas, pelos Estados árabes e maioria dos países do planeta. 

    Resoluções da ONU proíbem a aquisição de territórios por meio da guerra, sendo essa prática uma violação do direito internacional

    Ministro de Israel promete lucro e “boom imobiliário” em Gaza

  • Rússia já recrutou 20 mil cubanos para lutar na guerra contra a Ucrânia

    Rússia já recrutou 20 mil cubanos para lutar na guerra contra a Ucrânia

    Autoridades ucranianas afirmam que milhares de cubanos assinaram contratos para lutar pelo Exército russo, atraídos por salários de até US$ 2 mil mensais. Segundo o Business Insider, documentos mostram identidades confirmadas e até relatos de mortes e desaparecimentos entre os combatentes

    A Rússia tem recorrido cada vez mais a combatentes estrangeiros para reforçar suas linhas de frente na guerra contra a Ucrânia, que já dura quase quatro anos. Segundo autoridades de inteligência ucranianas, pelo menos 20 mil cidadãos cubanos já assinaram contratos para lutar pelo Exército russo, atraídos por promessas de salários em torno de US$ 2 mil mensais.

    De acordo com Business Insider, o dado foi apresentado por Andriy Yusov, porta-voz da agência de inteligência militar da Ucrânia (HUR), em um briefing de segurança nacional no Congresso dos Estados Unidos. Ele afirmou que Cuba ocupa hoje o topo da lista de países que mais fornecem combatentes para Moscou. A média de idade dos cubanos recrutados é de 35 anos, faixa em que, segundo Yusov, “as pessoas deveriam estar construindo famílias e trabalhando”, mas acabam sendo atraídas para o campo de batalha.

    De acordo com documentos mostrados por parlamentares ucranianos durante a sessão, pelo menos 1.038 cubanos tiveram suas identidades confirmadas em contratos firmados entre junho de 2023 e fevereiro de 2024. Muitos deles, segundo os registros, já teriam sido mortos ou capturados. Há ainda casos de cerca de 250 combatentes que permaneceram na linha de frente mesmo após o fim do contrato.

    O tempo médio de sobrevivência de estrangeiros contratados pela Rússia, ainda conforme a inteligência ucraniana, varia entre 140 e 150 dias. Esse modelo, afirmam, é considerado vantajoso para o Kremlin, já que a morte de combatentes de fora dispensa o pagamento de benefícios sociais ou a pressão de familiares dentro da Rússia.

    Rússia já recrutou 20 mil cubanos para lutar na guerra contra a Ucrânia

  • Albânia apresenta primeira ministra de IA para gerir compras públicas

    Albânia apresenta primeira ministra de IA para gerir compras públicas

    Diella, avatar gerado por inteligência artificial, fez sua estreia no Parlamento e assumiu a responsabilidade pelas compras públicas. O governo afirma que a medida garante transparência e combate à corrupção, parte dos esforços da Albânia para avançar na candidatura à União Europeia até 2030

    A Albânia se tornou o primeiro país do mundo a nomear uma ministra gerada por inteligência artificial. Batizada de Diella, que significa “sol” em albanês, a avatar assumiu nesta quinta-feira (19) a função de responsável pelas compras públicas e fez sua estreia no Parlamento.

    No discurso transmitido em dois telões, Diella disse estar “magoada” por ser chamada de inconstitucional por não ser humana. Segundo ela, o risco para as constituições nunca foram as máquinas, mas as decisões tomadas por pessoas no poder. A ministra virtual afirmou que não tem ambições pessoais e que está ali para servir os cidadãos com transparência e imparcialidade.

    Criada em janeiro como assistente virtual da plataforma e-Albania, Diella já emitiu mais de 36 mil documentos digitais e realizou quase mil atendimentos virtuais. Agora, com a nova função, ficará encarregada de supervisionar todas as compras públicas, que, segundo o primeiro-ministro Edi Rama, passarão a ser “100% livres de corrupção”.

    O anúncio reforça o compromisso da Albânia em combater irregularidades no setor público, um dos principais critérios para o país avançar em sua candidatura de ingresso à União Europeia, prevista até 2030.

    Albânia apresenta primeira ministra de IA para gerir compras públicas

  • Homem morre esmagado em caminhão de lixo; corpo foi confundido com boneco

    Homem morre esmagado em caminhão de lixo; corpo foi confundido com boneco

    Funcionários de um depósito de reciclagem no País de Gales encontraram o corpo de Vitalij Maceljuch, 36, após ele ter sido esmagado em um caminhão de lixo. Inicialmente, acreditaram se tratar de um manequim descartado, segundo informou a BBC

    Um homem de 36 anos morreu de forma trágica no País de Gales após ser esmagado por um caminhão de coleta de resíduos, quando estava dentro de um contêiner de papelão que foi recolhido por engano.

    De acordo com a BBC, o caso aconteceu em maio de 2024 e só agora teve detalhes revelados durante a investigação judicial. A vítima foi identificada como Vitalij Maceljuch, um cidadão tcheco nascido na Ucrânia em 1987. Ele foi encontrado morto em um centro de reciclagem em Alltami, Flintshire.

    As investigações mostraram que Maceljuch foi flagrado por câmeras de segurança, nas primeiras horas da manhã de 10 de maio, olhando dentro de um contêiner de reciclagem atrás de uma loja de cozinhas em Chester. As imagens sugerem que ele entrou no recipiente, possivelmente em busca de papelão. Mais tarde, o contêiner foi recolhido por um caminhão da empresa Biffa. O motorista afirmou ter inspecionado o local, chamado em voz alta e até sacudido o contêiner antes de despejá-lo, mas não notou ninguém dentro.

    A autópsia indicou que Maceljuch morreu em decorrência de ferimentos graves na cabeça e no pescoço, provavelmente causados pela compactação do lixo no veículo. O legista concluiu que a causa da morte foi “desventura”, termo usado quando uma ação intencional gera consequências imprevistas e fatais — neste caso, a decisão de entrar no contêiner.

    Testes toxicológicos revelaram a presença de cannabis e anfetaminas no sangue da vítima, o que pode ter prejudicado sua consciência do risco. Funcionários do centro de reciclagem, ao encontrarem o corpo sobre a esteira transportadora, inicialmente pensaram se tratar de um manequim, mas logo chamaram a polícia.

    O inquérito também constatou que havia avisos de perigo no local, alertando sobre o risco de morte para quem entrasse nos contêineres. Apesar disso, a investigação concluiu que nem a empresa responsável nem os motoristas violaram normas de segurança.

    Homem morre esmagado em caminhão de lixo; corpo foi confundido com boneco