Categoria: MUNDO

  • Dia de greve geral na França termina em confronto em Paris

    Dia de greve geral na França termina em confronto em Paris

    Policiais e manifestantes mascarados se enfrentaram em ponto de concentração da passeata no centro de Paris; pelo menos 140 pessoas foram detidas em todo o país, segundo o governo francês

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – A jornada de greve geral e manifestações contra o governo do presidente Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (18), foi pacífica na maior parte da França, mas terminou com um confronto no final da tarde em Paris.

    Policiais e manifestantes mascarados se enfrentaram no bulevar Voltaire, perto da praça da Bastilha, ponto de concentração da passeata. Em Rennes, na Bretanha (oeste), a polícia chegou a fechar a estação de trem, diante das depredações. Foram registrados incidentes menores em outras cidades, como Lyon e Orléans.

    Pelo menos 140 pessoas foram detidas em todo o país, segundo o governo.

    O ministro do Interior, Bruno Retailleau, responsável pela segurança pública, afirmou que o policiamento preventivo impediu bloqueios de estradas, escolas e pátios de ônibus. Foram mobilizados 80 mil policiais e “gendarmes”, polícia militar francesa.

    Um balanço divulgado pelo governo à tarde estimou o total de manifestantes em toda a França em 345 mil pessoas. Segundo a Confederação Geral do Trabalho, uma das principais centrais sindicais, mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas.

    Segundo o Ministério dos Transportes, estavam circulando 90% dos TGVs , os trens de alta velocidade. A paralisação era maior no metrô de Paris, onde apenas 3 das 16 linhas estavam funcionando normalmente. As três operam automaticamente, sem condutor.

    No ensino médio, 45% das escolas estão em greve, segundo o sindicato dos professores. Farmacêuticos e fisioterapeutas estão entre as categorias cuja paralisação é quase total.

    Bastante descentralizado, o movimento de protesto tem uma pauta de reivindicações vaga. Opõe-se, de forma geral, ao presidente Emmanuel Macron, ao recém-nomeado primeiro-ministro Sébastien Lecornu e às medidas de austeridade adotadas pelo governo, entre elas uma reforma de 2023 que adiou dos 62 para os 64 anos a idade da aposentadoria.

    O dia de protesto recebeu apoio explícito das centrais sindicais e dos partidos de esquerda e ultraesquerda. Políticos de ultradireita, que também fazem oposição a Macron, dizem entender a ira da população, mas preferiram se manter à margem dos protestos.

    O líder do maior partido de ultraesquerda, Jean-Luc Mélenchon, voltou a pedir a renúncia de Macron. “Ele é o responsável pelo caos”, afirmou.

    Lecornu foi encarregado na semana passada por Macron de montar um novo gabinete, o quarto em apenas dois anos. A coalizão de centro-direita que o novo premiê comanda não tem maioria na Assembleia Nacional, mesmo problema enfrentado por seus dois antecessores. A oposição, tanto à esquerda quanto à direita, pede a dissolução da Assembleia e a convocação de novas eleições legislativas, ou a renúncia de Macron, o que anteciparia a eleição presidencial marcada para 2027.

    Dia de greve geral na França termina em confronto em Paris

  • Controle aéreo obriga voo se afastar do Air Force One: "Prestam atenção!"

    Controle aéreo obriga voo se afastar do Air Force One: "Prestam atenção!"

    Donald e Melania Trump seguiam a bordo do avião presidencial a caminho do Reino Unido e o controle aéreo teve de avisar repetidamente outro voo para se afastar da rota do Air Force One

    Um controlador aéreo teve de avisar, na ultima terça-feira (16), mais do que uma vez para um outro avião se afastar da rota do Air Force One, o avião presidencial dos Estados Unidos. A bordo seguiam Donald e Melania Trump a caminho do Reino Unido para uma visita de Estado, que ainda está acontecendo.

    O incidente ocorreu quando o avião presidencial sobrevoava a cidade norte-americana de Nova York e a outra aeronave tinha decolado de Fort Lauderdale, na Flórida, com destino a Boston, no Massachusetts. 

    Segundo a Sky News, o controlador aéreo teria sido ríspido e teria dito ao piloto: “Prestem atenção! Deixem o iPad!”

    Em uma gravação do LiveATC (Controlo do Tráfego Aéreo), a que tiveram acesso, o controlador pode ser ouvido dizendo ao voo da Spirit Airlines para “virar 20 graus”: “Prestem atenção, Spirit 1300, virem 20 graus à direita. Spirit 1300, virem 20 graus agora mesmo. Spirit Wings, 1300, virem 20 graus à direita imediatamente. Prestem atenção”.

    O controlador continua pedindo que virem antes de destacar a importância do outro voo, acrescentando: “Tenho a certeza de que podem ver quem é”.

    Pouco depois acrescenta, já, aparentemente, sem paciência: “Tenho de falar com vocês mais vezes, Spirit 1300… Prestem atenção! Deixem o iPad!”

    A NBC News confirmou mais tarde que o avião da Spirit e o Air Force One mantiveram a separação necessária.

    O presidente dos Estados Unidos e a primeira-dama estão no Reino Unido para uma segunda visita de Estado – a anterior foi em 2019. 

    Pousaram no Aeroporto de Stansted, em Londres, na terça-feira à noite, onde foram recebidos pela recém-empossada ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper.

    Depois seguiram para o centro de Londres de helicóptero e passaram a noite na residência do embaixador dos Estados Unidos, Winfield House, em Regent’s Park. Foram posteriormente recebidos pelo Rei e pela Rainha, no Castelo de Windsor, onde os compromissos incluíram um passeio de carruagem, um desfile militar, um sobrevoo dos Red Arrows, antes de prestar uma homenagem privada ao túmulo da rainha Elizabeth II.

    No banquete de Estado, Trump e Charles III sentaram-se a meio da mesa, acompanhados pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e a princesa Kate Middleton. Do outro lado da mesa sentaram-se a rainha Camilla Parker Bowles, Melania Trump, o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bressent, e o príncipe William.

    Para esta quinta-feira (18), Donald Trump esteve em um econtro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, onde discutiram sobre comércio, tecnologia e questões geopolíticas, como os conflitos entra a Rússia e a Ucrânia e Israel e Palestina. O Reino Unido já informou que irá reconher o Estado da Palestina.

    Controle aéreo obriga voo se afastar do Air Force One: "Prestam atenção!"

  • Civis são escudos do Hamas que pagam "preço da guerra"

    Civis são escudos do Hamas que pagam "preço da guerra"

    Porta-voz das Forças de Defesa disse que o Hamas usa população como “escudos humanos”, enquanto tropas avançam e já controlam 40% da cidade; familiares de reféns temem pelas vidas em cativeiro

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que civis palestinos que permanecerem na cidade de Gaza “não serão alvo” direto, mas estarão em áreas de combate e sujeitos a riscos por serem usados como “escudos humanos” pelo Hamas.

    Em entrevista à agência Lusa, em Tel Aviv, o porta-voz das FDI, major Rafael Rozenszajn, disse que o grupo islamista mantém seu principal reduto em Gaza justamente por ser a área mais populosa do enclave. Segundo ele, o Hamas utiliza casas, escolas e até hospitais para lançar foguetes, armazenar armas e montar centros de comando.

    Israel conduz uma ampla ofensiva militar para ocupar a cidade, eliminar militantes do Hamas e tentar resgatar 48 reféns, dos quais se presume que 20 ainda estejam vivos. Rozenszajn reforçou que os alvos das FDI são “exclusivamente militares”, mas admitiu que a população civil acaba pagando o preço da guerra.

    Até a noite de quarta-feira, as tropas israelenses afirmavam controlar cerca de 40% da cidade, em meio à retirada de aproximadamente 400 mil habitantes. Outros 500 mil ainda permanecem na zona de conflito, de acordo com estimativas oficiais.

    Para tentar reduzir os danos à população, o porta-voz destacou que o Exército fez mais de 150 mil ligações em árabe e lançou nove milhões de panfletos pedindo evacuação. Mesmo assim, autoridades locais de Gaza, controladas pelo Hamas, afirmam que cerca de cem pessoas morreram apenas na fase terrestre da operação.

    Rozenszajn disse que Israel usa “inteligência precisa e armamento cirúrgico” e que dezenas de ataques aéreos foram cancelados ao identificar civis próximos dos alvos. Segundo ele, prédios altos também foram destruídos por servirem como pontos de observação e ataque do Hamas.

    A ofensiva tem gerado críticas internas e externas. Familiares de reféns protestam em Jerusalém temendo que a ação coloque suas vidas em risco. Netanyahu também enfrenta pressão internacional, diante de acusações de genocídio e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

    Apesar da repercussão, Rozenszajn defendeu que as operações são necessárias para a sobrevivência de Israel. Ele afirmou que os militares estão preparados para uma guerra “assimétrica e complexa”, que coloca um Estado democrático contra um grupo terrorista que, segundo ele, “não respeita normas internacionais”.

    Desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos em Israel e 251 reféns, mais de 64 mil palestinos morreram em Gaza, em sua maioria civis, segundo autoridades locais – números não confirmados por Israel.

    Civis são escudos do Hamas que pagam "preço da guerra"

  • Chimpanzés consomem álcool em frutas fermentadas, diz estudo

    Chimpanzés consomem álcool em frutas fermentadas, diz estudo

    Segundo a Reuters, pesquisa mostra que primatas ingerem etanol equivalente a duas doses diárias em frutas maduras, sem sinais de embriaguez, reforçando hipótese evolutiva sobre consumo humano de álcool

    Chimpanzés selvagens ingerem regularmente álcool presente em frutas maduras fermentadas, e a quantidade consumida equivale a cerca de duas doses-padrão de bebida alcoólica por dia, segundo estudo publicado na revista Science Advances e divulgado pela agência Reuters. Apesar disso, os pesquisadores destacam que os animais não apresentam sinais de embriaguez, já que comem essas frutas ao longo de várias horas durante o forrageio.

    O levantamento foi feito em dois locais: o Parque Nacional de Kibale, em Uganda, e o Parque Nacional de Taï, na Costa do Marfim. Foram analisadas 21 espécies de frutas, com destaque para figos no caso dos chimpanzés de Uganda e um fruto semelhante a uma ameixa verde para os da Costa do Marfim. Em ambos os casos, a fermentação causada por leveduras dentro da polpa gera etanol sem sinais visíveis de deterioração.

    Os cientistas calcularam que, com base na quantidade de frutas consumida — que pode chegar a 10% do peso corporal diariamente —, os chimpanzés ingerem em média 14 gramas de etanol por dia. Isso equivale ao padrão de uma bebida alcoólica nos Estados Unidos e se aproxima de duas doses para humanos, considerando a diferença de peso entre as espécies.

    Para os pesquisadores, esse comportamento dá suporte à chamada “hipótese do macaco bêbado”, proposta pelo professor Robert Dudley, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, segundo a qual a atração humana pelo álcool seria um traço herdado dos ancestrais primatas. O consumo de frutas fermentadas teria oferecido vantagens evolutivas, garantindo calorias extras e favorecendo a sobrevivência.

    Dudley, coautor do estudo, afirmou à Reuters que o fascínio humano por bebidas alcoólicas pode ser visto como um “resquício evolutivo” dessa relação antiga: “A ingestão de álcool teria sido vantajosa para o ganho calórico e, no fim, para a sobrevivência. Os mecanismos de atração provavelmente foram preservados nos humanos modernos, resultando no que chamamos de ‘ressaca evolutiva’.”
     

     

    Chimpanzés consomem álcool em frutas fermentadas, diz estudo

  • Suspeito de matar Charlie Kirk usa traje antisuicídio e pode ter pena de

    Suspeito de matar Charlie Kirk usa traje antisuicídio e pode ter pena de

    Tyler Robinson, de 22 anos, foi formalmente acusado de homicídio qualificado pela morte do ativista conservador Charlie Kirk. O jovem está sob vigilância em prisão de Utah, usa roupa especial para evitar suicídio e pode receber a pena capital, segundo o procurador Jeffrey Gray

    O principal suspeito do assassinato de Charlie Kirk, Tyler Robinson, de 22 anos, foi obrigado a usar uma roupa especial contra suicídio enquanto permanece preso no estado de Utah (EUA).

    Durante a audiência em que foi formalmente acusado de homicídio, realizada por videoconferência, ele apareceu vestindo o chamado “traje tartaruga” ou “traje picles”, como é apelidado entre detentos. Segundo o Daily Mail, a vestimenta é feita de material espesso e acolchoado, impossível de ser rasgado ou usado para enforcamento ou sufocamento. O jovem está sob vigilância constante para evitar tentativas de suicídio.

    Procurador pede pena de morte
    O promotor local, Jeffrey Gray, anunciou que pedirá a pena capital. Robinson foi indiciado por sete acusações, incluindo homicídio qualificado, por “intencional ou conscientemente causar a morte de Charlie Kirk em circunstâncias que criaram risco substancial de morte para outras pessoas”. Segundo a acusação, o DNA do suspeito foi encontrado no gatilho da espingarda usada no crime.

    O assassinato ocorreu em 10 de setembro, durante um debate de Kirk na Universidade Utah Valley. O fundador da organização conservadora Turning Point foi atingido no pescoço por um disparo feito do telhado de um prédio próximo.

    De acordo com a investigação, Robinson teria descartado a arma e as roupas usadas no crime, além de pedir a um colega de quarto que escondesse provas. Ele ainda teria confessado o ato ao próprio pai, que relatou o episódio a um amigo próximo — este, por sua vez, acionou as autoridades.

    O FBI afirmou que a prisão aconteceu em tempo recorde. “Em menos de 36 horas, graças à atuação conjunta do governo federal, do estado de Utah e do governador Cox, o suspeito foi capturado”, declarou o diretor da agência, Kash Patel, à CNN.

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  • Brigitte Macron vai apresentar evidências de que é uma mulher em tribunal

    Brigitte Macron vai apresentar evidências de que é uma mulher em tribunal

    Primeira-dama da França e Emmanuel Macron processam a influenciadora norte-americana Candace Owens por difamação, após alegações de que Brigitte seria, na verdade, seu irmão mais velho, Jean-Michel Trogneux

    O presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-dama, Brigitte Macron, anunciaram que vão apresentar provas científicas para encerrar os rumores que alegam que Brigitte teria nascido homem. A decisão faz parte de um processo de difamação movido contra a influenciadora norte-americana Candace Owens, responsável por difundir publicamente a teoria de que Brigitte seria, na verdade, seu irmão mais velho, Jean-Michel Trogneux.

    Segundo o advogado do casal, Tom Clare, as evidências serão apresentadas em um tribunal de Delaware, nos Estados Unidos, onde Owens é acusada de promover uma campanha difamatória com o objetivo de atrair engajamento e audiência em suas redes. Clare afirmou ao podcast Fame Under Fire, da BBC, que seus clientes estão dispostos a demonstrar “de forma genérica e específica” a falsidade das alegações.

    Embora tenha ganhado força recentemente, a teoria conspiratória circula na França desde 2017, ano em que Emmanuel Macron foi eleito. À época, publicações em redes sociais alegavam que Brigitte nunca teria existido e que sua identidade teria sido assumida por Jean-Michel após uma suposta transição de gênero. A imprensa francesa já havia desmentido essas alegações.

    O caso não é inédito: em junho de 2024, duas francesas chegaram a ser julgadas em Paris por espalharem o mesmo boato em uma entrevista de quatro horas publicada no YouTube em 2021. Uma delas se apresentava como médium, e a outra como “jornalista independente”.

    Em ocasiões anteriores, Macron classificou os rumores como “cenários inventados” e afirmou que eles refletem ataques “machistas e sexistas” contra “uma mulher poderosa” que o acompanha. Segundo o presidente, a pior consequência dessas teorias é ver “pessoas acreditando em informações falsas que acabam perturbando até nossa intimidade”.

    Brigitte Macron vai apresentar evidências de que é uma mulher em tribunal

  • OMS alerta que hospitais de Gaza estão à beira do colapso

    OMS alerta que hospitais de Gaza estão à beira do colapso

    Diretor-geral Tedros Ghebreyesus afirma que unidades estão lotadas e sem suprimentos, enquanto bloqueios impedem a entrega de combustível; Emirados Árabes transferem 119 feridos para tratamento

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta quinta-feira (18) que os hospitais da Faixa de Gaza estão “à beira do colapso” em meio à ofensiva militar de Israel contra o norte do território.

    Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que feridos e pessoas com deficiência não conseguem chegar a locais seguros, colocando suas vidas em “grave perigo”. Segundo Ghebreyesus, as unidades de saúde estão lotadas e o aumento da violência impede que a OMS consiga entregar suprimentos básicos, como medicamentos e combustível.

    O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, acusou o Exército israelense de bloquear deliberadamente os esforços da OMS para levar combustível aos hospitais do norte do enclave. O insumo é essencial tanto para o funcionamento das unidades médicas quanto para transportes de emergência.

    Paralelamente, os Emirados Árabes Unidos anunciaram a remoção de 119 feridos e doentes de Gaza, acompanhados de familiares, para tratamento em hospitais do país. A transferência foi realizada com apoio da OMS, passando pela fronteira de Kerem Shalom e pelo Aeroporto Ramon, no sul de Israel.

    Com essa nova operação, o total de pacientes e acompanhantes levados pelos Emirados Árabes Unidos para tratamento chega a 2.904 pessoas, de acordo com comunicado oficial.

    OMS alerta que hospitais de Gaza estão à beira do colapso

  • Trump declara Antifa como organização terrorista após morte de Charlie Ki

    Trump declara Antifa como organização terrorista após morte de Charlie Ki

    O presidente Donald Trump anunciou que o movimento Antifa será classificado como organização terrorista. A medida, segundo ele, busca conter ações violentas atribuídas ao grupo e foi motivada pelo assassinato do ativista ultraconservador Charlie Kirk, ocorrido em um campus universitário em Utah

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (17) que o movimento Antifa, de extrema esquerda, será classificado como organização terrorista. A decisão ocorre após o assassinato do ativista ultraconservador Charlie Kirk, morto em 10 de setembro no campus universitário de Utah.

    Pela rede Truth Social, Trump escreveu em letras maiúsculas: “Tenho o prazer de informar aos nossos muitos patriotas americanos que estou designando a ANTIFA, UM DESASTRE DOENTIO E PERIGOSO DA ESQUERDA RADICAL, COMO UMA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA”. Ele também defendeu investigações rigorosas contra aqueles que financiam o movimento.

    O republicano afirmou que a medida busca proteger os cidadãos e prometeu que ações violentas atribuídas à Antifa terão resposta “com todo o rigor da lei”. Não ficou claro, no entanto, qual mecanismo será utilizado para oficializar a designação. Especialistas destacam que a legislação norte-americana não prevê enquadramento específico para terrorismo doméstico e que a descentralização do Antifa dificulta a aplicação da medida.

    Criada como uma rede informal de militantes anarquistas, anticapitalistas e comunistas, a Antifa já havia sido acusada por Trump, em seu primeiro mandato, de incitar protestos violentos, incluindo os que se seguiram à morte de George Floyd, em 2020.

    Na véspera, o presidente norte-americano havia sinalizado que poderia declarar a Antifa como “organização terrorista doméstica”, desde que tivesse apoio de autoridades do governo. Ele citou nomes de aliados próximos, como a procuradora-geral Pam Bondi, para sustentar a iniciativa.

    Trump, o vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo responsabilizaram o “extremismo de esquerda” por estimular o crime contra Charlie Kirk. O suspeito preso, Tyler Robinson, de 22 anos, teria se radicalizado recentemente e manifestado ódio às ideias conservadoras do ativista, segundo a polícia.

    Após a morte de Kirk, funcionários de empresas e universidades que publicaram comentários considerados ofensivos sobre o caso foram demitidos ou alvo de processos disciplinares.

    Trump declara Antifa como organização terrorista após morte de Charlie Ki

  • União Europeia não supera impasse e deve perder prazo para apresentar metas climáticas

    União Europeia não supera impasse e deve perder prazo para apresentar metas climáticas

    Apenas 29 dos 197 países que fazem parte da convenção do clima da ONU já entregaram suas metas para 2035, o que preocupa a direção brasileira da COP30

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Fracasso anunciado, a União Europeia não deve conseguir apresentar suas metas climáticas na próxima semana, em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU. A Dinamarca, na presidência temporária do bloco, não conseguiu obter consenso dos países-membros para as chamadas NDCs (contribuições nacionalmente determinadas, na sigla em inglês) de 2035, previstas pelo Acordo de Paris.

    A ideia, agora, é apresentar uma carta de intenções para as Nações Unidas. A ideia será debatida nesta sexta-feira (18) pelos ministros da área em Bruxelas. Segundo críticos, a Europa, bastião do debate climático nas últimas três décadas, perderá assim a capacidade de influir na elaboração dos objetivos de outros países há menos de dois meses da COP30, em Belém, já desfalcada dos EUA de Donald Trump.

    “Uma decisão tardia da UE sobre a trajetória para a neutralidade climática prejudica sua própria indústria nacional e sua posição global”, alertou Manon Dufour, diretora-executiva da E3G, think tank sobre mudanças climáticas.

    Apenas 29 dos 197 países que fazem parte da convenção do clima da ONU já entregaram suas metas para 2035, o que preocupa a direção brasileira da conferência. Por outro lado, há expectativa de que a China apresente seus números no prazo estabelecido pelas Nações Unidas para abastecer os encontros relacionados ao assunto que ocorrem em paralelo à Assembleia, no dia 24.

    Na carta de intenções idealizada pelos dinamarqueses, que também não está plenamente garantida, segundo observadores, a Europa se comprometeria com um corte de 66,3% a 72,5% das emissões de gases de efeito estufa em relação aos níveis de 1990. O intervalo reflete o impasse criado em torno do plano inicial de Bruxelas de apresentar primeiro a meta para 2040 e, a partir dela, extrair o objetivo para 2035 -justamente o teto de 72,5%, que já foi 74% e até 78%, a depender de como o cálculo é realizado.

    A estratégia seria uma forma de assegurar a trajetória para uma emissão líquida zero em 2050, mas países como França e Alemanha pressionaram para a definição das duas metas em separado, o que é visto por entidades do setor como um retrocesso: a NDC de 2035 ficaria menor, como a atual discussão já demonstra, assim como a meta para 2040.

    Há um forte componente político na discussão. Defensora de um corte pelo piso de 66,3%, a Polônia, por exemplo, tem o Executivo pressionado por um novo presidente populista, que trabalha a rígida legislação ambiental europeia como empecilho para a competitividade do país e uma renúncia à soberania.

    Com variações, é o discurso que se percebe também em outros países igualmente polarizados e com líderes pressionados, como o presidente francês, Emmanuel Macron, pelos agricultores e uma Assembleia Nacional fragmentada, e o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, por um parque industrial em decadência e uma insidiosa ascensão da extrema direita. Não à toa, os dois mandatários são os principais artífices da reação ao plano ambiental concebido por Bruxelas e agora abortado.

    Na verdade, a disputa em torno das NDCs está embutida em uma discussão ainda maior no âmbito da União Europeia, chamada pejorativamente de “simplificação” por entidades ambientalistas do continente. “A ação em termos de clima e natureza é mais urgente do que nunca, e não podemos permitir que a UE utilize a ‘simplificação’ como pretexto para desmantelar os objetivos e obrigações ambientais que sustentam a transição verde e justa da Europa”, declarou na semana passada Ester Asin, diretora de Política Europeia da WWF.

    A especialista comentava o discurso do Estado da União de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ao Parlamento, em Estrasburgo, em que a conservadora alemã enfatizou a necessidade de reformar a legislação do bloco para fazer frente notadamente à guerra comercial instalada por Trump. “Isso criaria incerteza jurídica, enfraqueceria a credibilidade internacional da UE, penalizaria os pioneiros e, em última análise, colocaria em risco os compromissos do bloco em matéria de clima e biodiversidade.”

    Ou seja, em um dos poucos aspectos em que defendia exatamente o oposto, o fortalecimento das metas climáticas, a UE já parece ter capitulado. A Dinamarca, defensora da meta de corte máxima, ainda espera alcançar algum consenso a tempo de evitar vexame maior antes do início da COP, em novembro.

    União Europeia não supera impasse e deve perder prazo para apresentar metas climáticas

  • Obama critica Trump por usar morte de Charlie Kirk: "momento perigoso"

    Obama critica Trump por usar morte de Charlie Kirk: "momento perigoso"

    Barack Obama disse que Trump aprofundou polarização após morte do ativista conservador Charlie Kirk

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira (16) que os Estados Unidos vivem “um momento perigoso” e acusou Donald Trump de agravar a polarização política após o assassinato de Charlie Kirk, na última semana. As declarações foram feitas durante um evento na Jefferson Educational Society, em Erie, na Pensilvânia.

    Obama disse que o país atravessa “um ponto de inflexão”, mas lembrou que a situação não é inédita na história americana. “A violência política é o oposto do que significa ser um país democrático”, afirmou.

    O democrata condenou o ataque contra Kirk e também o assassinato da deputada estadual Melissa Hortman, em Minnesota, classificando ambos de tragédias. Ainda criticou a resposta da Casa Branca, que, segundo ele, tentou apontar culpados antes mesmo de identificar os responsáveis. “Há uma confusão em torno disso, e, francamente, ela vem da Casa Branca e de outras posições de autoridade, que sugeriram que, mesmo antes de sabermos quem foi o autor desse ato maligno, de alguma forma iríamos identificar um inimigo”, disse.

    Aliados de Trump responsabilizaram a “esquerda radical” por criar um ambiente hostil, enquanto setores progressistas veem na retórica do republicano um pretexto para restringir liberdades. Obama advertiu que esse tipo de reação tende a aprofundar divisões políticas e culturais. “A premissa central do nosso sistema democrático é que precisamos ser capazes de discordar e ter debates, às vezes muito intensos, sem recorrer à violência”, afirmou.

    O ex-presidente também comentou a postura de líderes diante de crises passadas, citando sua atuação após o massacre racista em Charleston, em 2015, e a resposta de George W. Bush aos atentados de 11 de setembro. Segundo ele, o papel de um presidente é “lembrar constantemente dos laços que nos unem”.

    Ao falar sobre a retórica de Trump e seus aliados, Obama afirmou que chamar opositores de “vermes, inimigos” revela “um problema mais amplo”. Para ele, o impulso de definir um inimigo serve como justificativa para limitar o debate público. “Isso também é um erro”, declarou.

    Embora tenha dito acreditar que as ideias de Kirk “estavam erradas”, Obama destacou que isso não muda a gravidade do ocorrido. “O que aconteceu foi uma tragédia, e lamento por ele e por sua família.” Denunciar a violência política, segundo ele, não impede que se discutam de forma franca as propostas defendidas por Kirk. “Esses são temas que precisamos ser capazes de debater honestamente, ao mesmo tempo em que respeitamos o direito de outras pessoas dizerem coisas com as quais discordamos profundamente”, completou.

    O democrata também criticou medidas recentes do governo Trump, como o envio da Guarda Nacional a Washington e a checagem de documentos por agentes federais em Los Angeles. “O que vocês estão vendo é a sensação de que, pelo poder executivo, muitos dos limites e normas que eu acreditei que tinha de respeitar como presidente dos Estados Unidos, que George Bush acreditava que tinha de respeitar, de repente já não se aplicam. E isso torna este um momento perigoso”, disse.

    A Casa Branca respondeu acusando Obama de ser responsável por inaugurar a divisão política moderna nos EUA. “Obama usou todas as oportunidades para semear divisão e colocar americanos uns contra os outros”, declarou a porta-voz Abigail Jackson.

    Após o assassinato de Kirk, líderes políticos de diferentes partidos -incluindo os ex-presidentes Joe Biden e Bush, e o presidente da Câmara, Mike Johnson- pediram a redução da violência política e a retomada de um debate mais civilizado. Obama, em sua fala, destacou exemplos de diálogo respeitoso e elogiou o governador republicano de Utah, Spencer Cox, que, segundo ele, demonstrou ser possível discordar sem abrir mão de um código básico de convivência no espaço público.

    Obama critica Trump por usar morte de Charlie Kirk: "momento perigoso"