Categoria: MUNDO

  • EUA e Ucrânia discutem paz, mas… há "questões espinhosas". O que falta?

    EUA e Ucrânia discutem paz, mas… há "questões espinhosas". O que falta?

    Donald Trump e Volodymyr Zelensky estiveram reunidos na Florida, nos EUA, para novas negociações para um acordo de paz com a Rússia. Os dois acreditam que se está “cada vez mais perto” o desfecho para essa guerra

    Um novo encontro entre Vododymyr Zelensky e Donald Trump afez aumentar as expetativas em relação a um possível acordo para o fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Após muitas horas de reunião, os dois líderes saíram como entraram, com vontade de acabar com a guerra, mas sem uma solução ainda que confirme que isso vai acontecer. Os EUA continuam insistindo que a paz está para breve mas, feitas as contas, não há efetivamente nada que o garanta.

    Uma comitiva norte-americana e ucraniana, liderada pelos presidentes dos dois países, sentou-se este domingo (28) à mesa na residência oficial de Donald Trump, na Florida. 

    O acordo de paz para a Ucrânia esteve novamente em discussão e terminado o encontro, ambos os líderes internacionais enalteceram novos avanços feitos na matéria.

    Paz “está muito perto”, dizem Trump e Zelensky

    O presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou que as negociações para colocar um ponto final na guerra da Ucrânia estão dando frutos, tendo dado conta de que as delegações estão “mais perto” de alcançar um acordo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ainda que haverá um novo encontro “nas próximas semanas”.

    “Abordamos muitos pontos. Creio que estamos chegando lá, talvez muito perto”, disse o magnata, em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, na Florida.

    Zelensky, por seu lado, adiantou que o plano de 20 pontos está “90% fechado” e que as garantias de segurança entre os Estados Unidos e a Ucrânia estão “100% acordadas”.

    “Concordamos que as garantias de segurança são um ponto fundamental para alcançar uma paz duradoura e as nossas equipes continuarão trabalhando em todos os aspectos”, disse, ao mesmo tempo que divulgou que haverá um novo encontro “nas próximas semanas”, em janeiro.

    Donbass ‘trava’ acordo?

    Ainda assim, continua havendo “questões espinhosas” por tratar no que diz respeito aos territórios que a Rússia diz ter tomado – ou tem pretensões de tomar. Assim como a posição de ambos os países em relação a Donbass, região disputada por Moscou.

    Sobre este assunto, aliás, o chefe de Estado ucraniano foi taxativo: “A nossa posição é muito clara. É por isso que o presidente Trump disse que esta é uma questão muito difícil.”

    Zelensky concretizou que a Ucrânia tem “uma posição diferente da Rússia” sobre o tema, tendo declarado que é necessário “respeitar a lei e o povo” ucraniano, assim como o território controlado por Kyiv.

    Kyiv e Moscovo concordam em negociar

    Ainda sem consenso, Trump anunciou, contudo, que a Rússia e Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho, formado pelos seus principais colaboradores, para finalizar um acordo de paz “nas próximas semanas”.

    “A Ucrânia vai contribuir com algumas pessoas muito boas que estavam almoçando hoje”, disse em coletiva de imprensa Trump, que em uma ligação telefônica anterior com o presidente russo, Vladimir Putin, obteve a aceitação do Kremlin para esta mediação.

    Zelensky afirmou que espera que este grupo de trabalho permita ter “decisões em janeiro” sobre seis documentos que deveriam solucionar os diferendos sobre o cessar-fogo, as garantias de segurança para Kyiv por parte da OTAN e o futuro das regiões orientais ucranianas ocupadas pela Rússia do Donbass.

    Em comunicado, o Kremlin indicou que o presidente russo, Vladimir Putin, “concordou com a proposta norte-americana para resolver a situação na Ucrânia através da criação de grupos de trabalho”, com um deles a tratar “da dimensão da segurança” e outro “das questões económicas”.

    Ainda dentro deste acordo, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, também para janeiro, uma reunião dos aliados da Ucrânia, em Paris, para discutir garantias de segurança para Kyiv.

    Rússia e Ucrânia estão em guerra há quase quatro anos, depois de as tropas russas terem invadido território ucraniano.

    EUA e Ucrânia discutem paz, mas… há "questões espinhosas". O que falta?

  • Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

    Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

    Na rede social Truth, ele não detalhou a conversa, que chamou de “muito produtiva”, nem quem fez a ligação. Se isso pode prenunciar uma negociação com alguma chance de sucesso ou apenas a usual propensão pró-Rússia do americano, é incerto.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Poucas horas antes do encontro entre Donald Trump e Volodimir Zelenski para debater a versão final de uma proposta para acabar com a Guerra da Ucrânia, o presidente americano conversou com o russo Vladimir Putin, que invadiu o vizinho há quase quatro anos.

    Na rede social Truth, ele não detalhou a conversa, que chamou de “muito produtiva”, nem quem fez a ligação. Se isso pode prenunciar uma negociação com alguma chance de sucesso ou apenas a usual propensão pró-Rússia do americano, é incerto.

    Mais cedo, a Rússia havia anunciado uma série de vitórias militares no leste do país que invadiu há quase quatro anos.

    Segundo o Ministério da Defesa russo, foram conquistada seis localidades, inclusive a estratégica Mirnohrad, na região de Donetsk (leste).

    O governo em Kiev buscou negar a perda, dizendo que os combates prosseguem na cidadezinha, que fica ao lado da vital Pokrovsk, centro logístico das forças ucranianas na área que caiu para Moscou no mês passado.

    Mas a análise de imagens georrefenciadas de soldados de Putin celebrando a conquista entre as ruínas da cidade, feita por observadores ucranianos e russos, indica que o Kremlin está certo.

    A cidade caiu em três meses de cerco, ante quase um ano no caso de Pokrovsk. Outra localidade vizinha, Huliaipole, resistiu apenas quatro semanas de assalto. Tudo isso sugere um esgarçamento da capacidade defensiva de Kiev na região pela qual mais luta nos mil quilômetros de frente de batalha.

    O “timing” da divulgação, claro, levanta suspeitas de exageros para influenciar a negociação entre o presidente americano e o ucraniano, marcada para a tarde deste domingo (28) no resort de Trump na Flórida, em Mar-a-Lago.

    Na véspera, Putin já havia feito uma demonstração de assertividade com um ataque de mísseis e drones de larga escala, que matou 1 pessoa e feriu outras 32 só em Kiev, que ficou novamente às escuras em meio ao inverno gelado da Ucrânia.

    A eletricidade só foi restabelecida nesta manhã de domingo para as áreas afetadas. O país enfrenta a pior crise energética desde a invasão de 2022 devido à intensificação dos ataques russos.

    O presidente russo também voltou a dizer, no sábado, que se a Ucrânia não fizer concessões, será dobrada à força. Simbolicamente, estava vestido com fardamento militar, o que costuma fazer quando busca projetar uma imagem de força.

    Zelenski chegou aos Estados Unidos no sábado (27). Ele irá discutir seu plano de 20 pontos, desenhado como uma reação ao programa de 28 itens que havia sido proposto inicialmente pelos EUA -a partir de uma trabalho conjunto com Moscou.

    A versão inicial era francamente favorável ao Kremlin, enquanto a atual atende a boa parte das demandas de Kiev para o fim da guerra. Há vários pontos que a Rússia já disse não aceitar, como o congelamento das linhas de batalha como estão para daí negociar concessões territoriais.

    Putin quer todos os territórios que anexou ilegalmente em 2022, fazendo questão publicamente da totalidade do Donbass, composto pela já 100% russa Lugansk e por Donetsk, a joia da coroa da região, que está cerca de 80% ocupada segundo sites de monitoramento da guerra.

    Já nas meridionais Zaporíjia e Kherson, ambas aproximadamente com 75% de seu território sob controle russo, Putin indicou em encontro com Trump realizado em agosto que toparia ficar com o que já tem, abrindo mão do restante das regiões. Resta saber se retiraria suas forças de outras áreas, como Sumi, Kharkiv, Mikolaiv e Dnipropetrovsk.

    Os EUA propuseram, nas semanas de negociação com os ucranianos e russos, de forma separada, que a parte de Donetsk sob controle de Kiev seja desmilitarizada. Moscou disse que aceitaria o plano desde que o policiamento e controle da região fossem feitos por forças suas -o que Zelenski rejeita.

    A questão territorial é a principal, mas não a única a dividir as opiniões. Antes do encontro, Zelenski lembrou que só poderá haver paz com garantias de seguranças dadas por outros países para o caso de Putin voltar a atacar.

    Moscou não aceita a proposta de uma força de paz internacional, e é incerto como reagiria a uma proteção que implicasse uma guerra com os EUA e os aliados europeus de Washington na aliança Otan.
    De todo modo, o presidente ucraniano disse que se não houver acordo sem perdas, ele terá de fazer uma consulta popular sobre o que for decidido com Trump.

    Mesmo isso é incerto, pois ao fim depende de combinar com os russos. E todas as indicações de Putin até aqui são de que ele só irá parar a guerra se puder vender o acordo como uma vitória de seus termos.

    Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

  • Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

    Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

    “Um homem matou quatro adultos e cinco crianças com um objeto cortante em uma residência em Hadji Iding Soemitaweg”, afirmou a polícia local em um comunicado, informando o nome da rua, no distrito de Commewijne.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia do Suriname prendeu neste domingo (28) um homem a leste da capital, Paramaribo, que esfaqueou até a morte quatro adultos e cinco crianças, além de ferir outras duas pessoas.

    “Um homem matou quatro adultos e cinco crianças com um objeto cortante em uma residência em Hadji Iding Soemitaweg”, afirmou a polícia local em um comunicado, informando o nome da rua, no distrito de Commewijne.

    “Uma sexta criança e um adulto ficaram gravemente feridos e foram levados de ambulância para o pronto-socorro do Hospital Universitário de Paramaribo, onde foram internados para tratamento médico”, continuou a polícia.

    De acordo com a imprensa local, o ministro da Justiça, Harish Monorath, afirmou que o homem atacou os próprios filhos com uma faca após discutir com sua esposa sobre a guarda das crianças. O suspeito, que teria transtornos mentais, esfaqueou também vizinhos que tentaram intervir, de acordo com os relatos.

    “Esta manhã, estamos chocados com o violento incidente em Commewijne. Num momento em que familiares e amigos deveriam estar se apoiando e se fortalecendo mutuamente, somos confrontados com a dura realidade de que existe outro lado do mundo”, afirmou a presidente do país, Jennifer Simons.

    “Um pai que tira a vida dos próprios filhos e, de quebra, mata também seus vizinhos. Desejo a todos os enlutados muita força, coragem e conforto neste momento inimaginavelmente difícil”, continuou a política no Facebook.

    Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

  • Suspeito de ataque à faca em Paris é internado em hospital psiquiátrico

    Suspeito de ataque à faca em Paris é internado em hospital psiquiátrico

    O suspeito de esfaquear três mulheres no metrô de Paris foi internado num hospital psiquiátrico. A medida de coação de prisão preventiva aplicada ao detido foi suspensa, “por ser considerada incompatível com o seu estado de saúde”.

    O homem suspeito de esfaquear três mulheres em Paris na sexta-feira, 26 de dezembro, foi internado após passar por uma avaliação médica.

    Segundo a agência France Presse (AFP), o jovem, de 25 anos, foi encaminhado para um hospital psiquiátrico, onde deverá permanecer até que os profissionais de saúde considerem que ele reúne condições para receber alta. Enquanto isso, a medida de prisão preventiva, que havia sido decretada pela Justiça francesa, está suspensa.

    “A prisão preventiva do suspeito foi suspensa na noite deste sábado, 27 de dezembro, por ser considerada incompatível com o seu estado de saúde”, informou o Ministério Público à AFP. A medida pode voltar a ser aplicada caso o estado de saúde do suspeito apresente melhora.

    Três mulheres foram esfaqueadas e sofreram ferimentos leves

    O homem é suspeito de esfaquear três mulheres no metrô de Paris na sexta-feira, entre 16h15 e 16h45 (horário local), com ataques ocorrendo nas estações Arts-et-Métiers, République e Opéra.

    Duas das vítimas foram atendidas no local pelos bombeiros. A terceira dirigiu-se ao hospital por conta própria, informou a polícia local.

    As três mulheres sofreram apenas ferimentos leves: duas foram atingidas nas costas e uma na coxa.

    Suspeito já havia sido condenado e tinha ordem de expulsão

    O homem de 25 anos foi rapidamente identificado pelas autoridades “graças às imagens das câmeras de segurança”, explicou a Promotoria de Paris em comunicado citado pelo jornal Le Progrès. No fim da tarde do mesmo dia dos ataques, ele já havia sido detido pela polícia em Val-d’Oise, no noroeste da capital francesa.

    “De nacionalidade malinesa e em situação irregular no território francês, esse indivíduo, já conhecido por destruição de bens sob efeito de entorpecentes, foi novamente detido em janeiro de 2024 por roubo qualificado e agressão sexual, após ter sido condenado criminalmente”, informou o Ministério do Interior em comunicado.

    O suspeito permaneceu preso por seis meses e foi libertado em julho. No entanto, ficou “sujeito a uma ordem de saída do território francês e foi colocado em um centro de detenção administrativa”, de onde deveria ser deportado em até 90 dias. Ou seja, até outubro, no máximo, deveria ter retornado ao Mali.

    No entanto, houve um problema: o homem não possuía nenhum documento de identificação válido. Nesses casos, é necessário que a embaixada ou o consulado do país de origem emita um salvo-conduto para permitir o retorno do cidadão.

    O documento não foi emitido dentro do prazo estabelecido pela legislação francesa para a deportação — os 90 dias —, o que levou à libertação do suspeito, que passou a cumprir “prisão domiciliar”.

    Segundo o Ministério do Interior, havia um mandado de busca em aberto contra o suspeito.

    Suspeito de ataque à faca em Paris é internado em hospital psiquiátrico

  • Vulcão mais alto da Europa entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

    Vulcão mais alto da Europa entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

    O Monte Etna, o vulcão mais alto e ativo da Europa, entrou novamente em erupção. A atividade vulcânica, que começou a ser registrada logo após o Natal, foi marcada por fortes explosões e a emissão de cinzas vulcânicas.

    Coberto de neve e com alguns visitantes esquiando em suas encostas, o Monte Etna voltou a entrar em erupção. Trata-se do vulcão mais ativo de todo o continente europeu.

    O início da atividade vulcânica começou a ser registrado logo após o Natal, no dia 26 de dezembro, mas foi marcado por “várias horas de calmaria”, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV). No dia seguinte, a erupção voltou com mais intensidade, sendo registradas “fortes explosões”.

    A atividade está sendo observada na “cratera Nordeste, com lançamento de material incandescente que, por vezes, cai sobre a encosta do cone e emite quantidades moderadas de cinzas vulcânicas”. A lava expelida estaria sendo lançada a cerca de 300 quilômetros acima do topo do vulcão, antes de cair novamente sobre a encosta.

    Imagens do momento mostram uma enorme coluna de fumaça saindo do vulcão coberto de neve, enquanto algumas pessoas ainda esquiavam nas encostas do Monte Etna.

    Na última atualização do INGV, o instituto informou o início de “uma série de fortes explosões” no Monte Etna, “que lançaram material piroclástico grosso por todo o cone e muito além da sua base” na mesma cratera. Outra abertura está produzindo “uma fonte constante de lava”, com algumas dezenas de metros de altura.

    Como consequência, já se formou um “rio de lava” com cerca de dois quilômetros de extensão, que avança em direção ao Vale do Bove.

    Veja a emissão do IGNV em ao vivo aqui.

    As autoridades emitiram um alerta para todas as aeronaves que decolam, com o aeroporto de Fontanarossa a constituir a maior preocupação devido à sua proximidade. Contudo, todos os voos estão ocorrendo com normalidade, apesar de terem sido registrados alguns atrasos.

    O Monte Etna é o vulcão mais alto da Europa e um dos mais altos do mundo com 3.403 metros de altura. A última vez que entrou em erupção foi em julho deste ano.

    Vulcão mais alto da Europa entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

  • Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

    Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

    Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia vão reunir-se este domingo na Florida para discutir o plano para a paz entre Kiev e Moscou. O encontro tem como objetivo finalizar o máximo possível do acordo e discutir como os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país.

    Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia vão reunir-se este domingo na Florida por volta das 13h00 locais para discutir o plano para a paz entre Kiev e Moscou. O que se pode esperar?

    O encontro, segundo Volodymyr Zelensky, tem como objetivo  “finalizar o máximo possível” do acordo e discutir com Trump de que forma é que os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país.

    De acordo com Zelensky, o plano de paz de 20 pontos – inicialmente de 28 – elaborado por Kiev e Washington está “90% pronto”.

    “Não é fácil. Ninguém está dizendo que vamos chegar aos 100% já, mas, mesmo assim, temos de trazer o resultado desejado cada vez mais perto com cada encontro, com cada conversa”, afirmou o presidente ucraniano.

    Os 10% em causa prendem-se principalmente com as questões territoriais, com a Rússia recusando ceder os seus avanços na região do Donbass e reivindicando toda a área como russa.

    Já Zelensky, apesar de uma recusa taxativa inicial, já não põe de parte concessões de território, admitindo levar a questão a um referendo se Moscou concordar com um cessar-fogo. A Constituição ucraniana, note-se, exige que qualquer alteração às fronteiras nacionais sejam aprovadas em referendo.

    No sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, citado pela agência estatal TASS, que se “Kiev não estiver disposto a resolver o assunto pacificamente, a Rússia vai alcançar todos os objetivos da operação militar especial [refere-se à guerra] usando meios militares”.

    Moscou ataca Kiev e faz um morto. Um milhão sem eletricidade 

    Na noite de sexta-feira para sábado, Moscou lançou uma ofensiva massiva contra a capital ucraniana com mais de 500 drones e 40 mísseis. O ataque causou um morto e 19 feridos e deixou mais de um milhão de ucranianos sem eletricidade, numa época do ano em que as temperaturas chegam a temperaturas negativas na Ucrânia.

    Em reação aos ataques, o presidente francês afirmou que a escalada russa contra Kiev mostra claramente o “contraste” entre “a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que iniciou”, segundo fontes do Palácio do Eliseu, citadas pela AFP.

    Zelensky reuniu-se com os aliados europeus no sábado

    Ainda antes do encontro com Donald Trump, o chefe de Estado da Ucrânia reuniu-se com os seus aliados europeus, com o objetivo de “coordenar os preparativos” para a reunião de domingo.

    Na sua conta no X, Zelensky adiantou que esteve em chamada com os líderes europeus, onde foram analisadas as “prioridades mais importantes” assim como o “progresso atual na via diplomática.

    “São necessárias posições firmes tanto na frente de batalha como na diplomacia para impedir Putin de manipular e evadir um fim real e justo para a guerra”, acrescentou.

    Na mesma rede social, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se pronunciou sobre a reunião, garantindo que “o apoio da UE [União Europeia] à Ucrânia não vai vacilar”. 

    António Costa enumerou ainda “as recentes decisões” da União Europeia (UE) que “fortaleceram a Ucrânia”, ao garantir financiamento para as necessidades daquele país nos próximos dois anos, a “imobilização de ativos soberanos russos a longo prazo” e a prorrogação das sanções contra a Rússia “com novas medidas em curso, se necessário”.

    A guerra entre a Ucrânia e a Rússia dura já há três anos, tendo sido iniciada em 2022 por Moscou numa operação terrestre, e, apesar de várias tentativas de negociações, ainda não viu o seu fim.

    Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

  • "Assustador": Irmãos ajudam motorista escolar durante emergência nos EUA

    "Assustador": Irmãos ajudam motorista escolar durante emergência nos EUA

    Dois irmãos de 8 e 14 anos ajudaram a motorista do ônibus escolar em que seguiam, na manhã do dia 19 de dezembro, em Ashland, no estado norte-americano de Ohio.

    Dois irmãos ajudaram a motorista do ônibus escolar em que viajavam durante uma emergência médica, na manhã do dia 19 de dezembro, em Ashland, no estado norte-americano de Ohio.

    Catrina, de 8 anos, estava sentada na parte da frente do ônibus quando percebeu que a condutora não parecia bem. Ao questioná-la, a mulher confirmou que não se sentia bem, balançando a cabeça. A menina então foi avisar o irmão, Charlie, de 14 anos, e os demais estudantes da rede Crestview Local Schools.

    “Corri até ela e perguntei: ‘O que está acontecendo?’. Ela apontou para a garganta, então fui correndo até o fundo do ônibus e chamei os alunos mais velhos”, contou Catrina à ABC News 5.

    A menina explicou que, como o ônibus estava descendo uma ladeira, puxou o freio de mão do veículo. O irmão, por sua vez, usou o rádio do ônibus para entrar em contato com a escola e pedir ajuda.

    “Precisamos de ajuda. A motorista do ônibus não está respirando”, disse.

    O adolescente tentou manter a calma, mas admitiu que a situação “foi assustadora”. “Tentei manter as crianças calmas e garantir que não entrassem em pânico, levando-as para a parte de trás do ônibus”, explicou.

    O superintendente do distrito escolar, Jim Grubbs, informou posteriormente que uma aluna do 8º ano, chamada Kali, também ajudou os irmãos, orientando os estudantes a irem para o fundo do ônibus e ligando para o 112.

    Ele acrescentou ainda que a motorista foi levada para um hospital e que o transporte das crianças foi realizado por outro condutor.

    Tiffany Erwin, mãe de Charlie e Catrina, disse estar orgulhosa dos filhos, que souberam “o que fazer para salvar a vida” da motorista.

    “Fiquei muito orgulhosa. Foi uma sensação avassaladora de alegria. Fiquei feliz por meus filhos terem conhecimento e saberem o que fazer para ajudar alguém, para salvar a vida de alguém”, afirmou.

    Catrina compartilhou do mesmo sentimento e disse que a motorista “precisa estar com a família, para que possam animá-la e lhe dar abraços”.

    "Assustador": Irmãos ajudam motorista escolar durante emergência nos EUA

  • Nova York declara estado de emergência em meio a nevasca

    Nova York declara estado de emergência em meio a nevasca

    A tempestade de neve começou na noite de sexta (26), perdeu força na manhã deste sábado (27) e teve impacto menor do que o inicialmente previsto, mas ainda assim relevante para os padrões recentes da região. No Central Park foram registrados 11 centímetros de neve até as 7h, a maior acumulação no local desde janeiro de 2022. Em áreas da região metropolitana, os volumes chegaram a cerca de 23 centímetros.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência neste fim de semana diante do que pode ser a maior nevasca a atingir a região em vários anos. A medida vale para a cidade de Nova York, Long Island, o vale do Hudson e outros condados do interior. Em Nova Jersey, a governadora interina, Tahesha Way, adotou a mesma resolução.

    A tempestade de neve começou na noite de sexta (26), perdeu força na manhã deste sábado (27) e teve impacto menor do que o inicialmente previsto, mas ainda assim relevante para os padrões recentes da região. No Central Park foram registrados 11 centímetros de neve até as 7h, a maior acumulação no local desde janeiro de 2022. Em áreas da região metropolitana, os volumes chegaram a cerca de 23 centímetros.

    O mau tempo também provocou transtornos no transporte aéreo. Centenas de voos foram cancelados nos três principais aeroportos da região, e as interrupções se estenderam até a manhã de sábado, quando cerca de 20% das partidas dos aeroportos LaGuardia e JFK foram suspensas. Passageiros relataram dificuldades para conseguir realocação, hospedagem ou reembolso.

    Moradores acordaram com um cenário que se tornou raro nos últimos invernos, com ruas escorregadias e calçadas cobertas de neve. O Serviço Nacional de Meteorologia suspendeu os alertas de tempestade para a cidade na manhã de sábado, mantendo apenas a previsão de neve fraca ao longo do dia.

    A prefeitura mobilizou equipes de limpeza urbana, com tratores e caminhões espalhando sal para reduzir o risco de acidentes. Segundo o Departamento de Saneamento, a preparação começou ainda na sexta, com aplicação preventiva de salmoura nas vias e reforço da frota.

    As previsões oscilaram ao longo do dia. A governadora Kathy Hochul disse que a cidade deve receber apenas 10 centímetros de neve. O prefeito de Nova York, Eric Adams, afirmou que as áreas mais ao norte da cidade podem receber até 28 centímetros. Rajadas de vento de até 80 km/h reforçaram os pedidos para que a população evitasse deslocamentos desnecessários.

    Apesar dos transtornos, a nevasca marcou uma exceção em uma sequência de invernos atipicamente secos. Nova York ficou de 2022 a 2024 sem episódios relevantes de neve, e no último inverno a cidade registrou pouco mais de 30 centímetros ao longo de toda a estação.

    Nova York declara estado de emergência em meio a nevasca

  • Garota de 14 anos passa por cirurgia de 17h para remover a perna de 79kg

    Garota de 14 anos passa por cirurgia de 17h para remover a perna de 79kg

    Desde os 2 anos de idade, a adolescente convive com um tumor linfomatoso, um tipo de câncer que se origina nas células do sistema linfático e provocou o crescimento anormal do membro ao longo dos anos.

    A americana Jasmine Ramirez, de 14 anos, passou por uma cirurgia de quase 17 horas para a amputação da perna esquerda, que chegou a pesar cerca de 79 quilos em razão de uma doença rara. Desde os 2 anos de idade, a adolescente convive com um tumor linfomatoso, um tipo de câncer que se origina nas células do sistema linfático e provocou o crescimento anormal do membro ao longo dos anos.

    Moradora dos Estados Unidos, Jasmine foi submetida a diversos procedimentos cirúrgicos desde a infância na tentativa de controlar a evolução da doença. No entanto, uma infecção recente na perna agravou o quadro clínico e levou a equipe médica a optar pela amputação como a alternativa mais segura. A cirurgia foi realizada no início deste mês no Johns Hopkins All Children’s Hospital, em St. Petersburg.

    Segundo Anastashia Carrasquillo, irmã da adolescente, os médicos conseguiram remover cerca de 90% da massa tumoral, que não se limitava à perna e também atingia a região do abdômen. Anastashia organizou uma campanha de arrecadação na plataforma GoFundMe para ajudar Jasmine e a família a enfrentar os custos do tratamento e da recuperação.

    Após a cirurgia, a jovem iniciou um processo descrito pela família como uma “longa e rigorosa jornada” de recuperação. Jasmine precisou passar o Natal internada no hospital, mas, de acordo com a irmã, a adolescente manteve o ânimo por poder estar cercada por pessoas próximas durante o período. “Ela não ficará triste”, afirmou Anastashia, ao destacar o apoio recebido nesse momento delicado.

    Em atualizações publicadas na página da campanha, a irmã informou que Jasmine já apresenta sinais de melhora. “Ela está ficando mais forte”, escreveu, ressaltando que, apesar dos avanços, o processo de adaptação à nova fase da vida ainda representa um desafio. “Ela é muito forte, e sabemos que a recuperação continuará evoluindo bem”, completou.

    A família também mantém uma página no Facebook chamada “Jasmine’s Journey”, onde compartilha informações sobre o estado de saúde da adolescente, sua rotina e seus planos para o futuro. O objetivo, segundo Anastashia, é mostrar a força, a coragem e a gentileza de Jasmine, além de ampliar o alcance da história.

    “Nenhuma criança merece passar por isso”, afirmou a irmã em entrevista à emissora WFTS. “Mas ela enfrenta desafios, seguiu em frente apesar de tudo, e queremos que as pessoas conheçam a história da força e da coragem dela.”

    Garota de 14 anos passa por cirurgia de 17h para remover a perna de 79kg

  • Quatro alpinistas são encontrados mortos após avalanche na Grécia

    Quatro alpinistas são encontrados mortos após avalanche na Grécia

    Quatro alpinistas – três homens e uma mulher – foram encontrados mortos após uma avalanche nas Montanhas Vardousia, na Grécia. O alerta para o desaparecimento foi dado na manhã do dia de Natal.

    Quatro alpinistas — três homens e uma mulher — foram encontrados mortos no início da tarde desta sexta-feira, após terem sido dados como desaparecidos no dia anterior, nas montanhas Vardousia, na Grécia.

    De acordo com a emissora pública grega ERT, as autoridades iniciaram uma grande operação de busca e resgate com o uso de drones e cães farejadores depois de receberem um alerta de que três alpinistas, com idades entre 30 e 35 anos, haviam desaparecido no dia de Natal. No entanto, inicialmente, não havia informação de que uma quarta pessoa, uma mulher de cerca de 35 anos, estava com o grupo.

    Os três amigos saíram na manhã de quinta-feira da vila de Athanasios Diakos com o objetivo de fazer uma trilha pela montanha. Desde então, não deram mais notícias.

    “Um deles alugou uma casa na vila. É um alpinista experiente e, junto com dois amigos, subiu a montanha. Existem dois refúgios, mas ambos estão fechados. Verificamos os refúgios ontem e eles não estavam lá”, contou Dimitris Teravani, amigo dos alpinistas, à ERT, antes de os corpos serem encontrados.

    “Fui até os refúgios. Ontem nevou muito, e até o segundo refúgio a neve chegava aos joelhos”, disse outro alpinista.

    Segundo o corpo de bombeiros local, a operação de localização e resgate foi dificultada pelas baixas temperaturas, pela visibilidade reduzida e pela morfologia do terreno.

    O presidente da comunidade de Athanasios Diakos, ponto de partida frequente para trilhas e escaladas, já havia alertado que as buscas ocorriam “em condições particularmente difíceis”.

    As equipes de resgate alcançaram uma altitude de aproximadamente 1.000 metros quando começaram a considerar seriamente a possibilidade de uma avalanche, já que havia neve até os joelhos no local.

    Vale destacar que o ponto mais alto da cordilheira de Vardousia, o monte Korakas, atinge 2.495 metros de altitude e está entre os mais altos da Grécia.

    Quatro alpinistas são encontrados mortos após avalanche na Grécia