Categoria: MUNDO

  • Israel confirma tropas dentro da cidade de Gaza e avanço contra Hamas

    Israel confirma tropas dentro da cidade de Gaza e avanço contra Hamas

    Exército afirma que entre 2.000 e 3.000 combatentes do grupo palestino estão no local, considerado o principal reduto do Hamas; operações foram intensificadas durante a noite em direção ao centro da capital da Faixa de Gaza

    O Exército de Israel confirmou nesta terça-feira (16) que tem tropas atuando dentro da Cidade de Gaza, onde estima haver entre 2.000 e 3.000 combatentes do Hamas. Segundo os militares, o local é considerado o principal reduto do grupo palestino.

    Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou que, embora as tropas já estivessem em operação nas últimas semanas nos arredores da capital da Faixa de Gaza, as ações foram intensificadas durante a noite dentro da cidade.

    “Estamos avançando em direção ao centro da Cidade de Gaza”, declarou o porta-voz, em nota reproduzida pelas agências internacionais EFE e AFP.

    Israel confirma tropas dentro da cidade de Gaza e avanço contra Hamas

  • Autor de ataque a Charlie Kirk detalha em mensagem planos para o crime

    Autor de ataque a Charlie Kirk detalha em mensagem planos para o crime

    Tyler Robinson, 22, confessou o crime em mensagens e foi denunciado pelo próprio pai. O assassinato do ativista pró-Trump durante palestra em Utah gerou críticas à demora na prisão e abriu debate sobre a atuação do FBI

    O principal suspeito do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk teria dito que cometeu o crime porque “algumas formas de ódio não podem ser negociadas”.

    A informação foi revelada pelo diretor do FBI, Kash Patel, em entrevista ao programa Hannity, da Fox News, na noite desta segunda-feira (15). Segundo Patel, a declaração de Tyler Robinson, 22 anos, foi registrada em mensagens encontradas durante a investigação. O suspeito será apresentado à Justiça nesta terça-feira (16), onde deverá ser formalmente acusado do homicídio.

    De acordo com o FBI, Robinson detalhou em mensagens que teria a oportunidade de matar Charlie Kirk e que cumpriria o plano. A arma usada no ataque foi envolvida em uma toalha com vestígios de DNA do suspeito, reforçando as provas contra ele.

    A investigação contou com a participação do FBI e autoridades locais, que ouviram testemunhas e cruzaram informações. A prisão só ocorreu após uma denúncia do pai de Robinson, a quem o jovem teria confessado o crime. O pai repassou a informação a um amigo, que alertou as autoridades.

    O caso levantou críticas à demora na captura do suspeito, realizada apenas dias após o assassinato. Mesmo assim, Patel afirmou que a prisão foi feita em “tempo recorde”, em pouco mais de 33 horas de operação conjunta entre o FBI, autoridades de Utah e o governador do estado, Spencer Cox.

    Quem era Charlie Kirk

    Charlie Kirk, de 31 anos, era fundador da organização conservadora Turning Point USA e aliado próximo de Donald Trump. Também liderou o movimento Students for Trump e foi responsável por uma campanha que buscava mobilizar um milhão de estudantes pela reeleição do ex-presidente em 2020.

    Kirk foi morto a tiros durante uma palestra na Utah Valley University, na última quarta-feira (10). Casado e pai de duas crianças, ele era considerado um dos mais influentes ativistas pró-Trump nos Estados Unidos.

    Trump, que concedeu a Kirk postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honraria civil do país, disse esperar que o acusado seja condenado à pena de morte.

    O suspeito

    Tyler Robinson, jovem branco de 22 anos, disparou de uma espingarda a partir do telhado de um prédio próximo ao local da palestra. Depois de confessar o crime ao pai, acabou sendo denunciado indiretamente por um amigo da família, o que levou ao seu cerco e prisão.

    O diretor do FBI já tinha viagem marcada ao Capitólio para uma audiência antes do crime, mas agora deverá enfrentar questionamentos sobre a conduta da agência durante a investigação do caso.
     
     

    Autor de ataque a Charlie Kirk detalha em mensagem planos para o crime

  • ONU está preocupada com demora dos EUA na atribuição de vistos ao Brasil

    ONU está preocupada com demora dos EUA na atribuição de vistos ao Brasil

    O ChatGPT disse:

    ONU pressiona os Estados Unidos a liberar vistos para diplomatas brasileiros que participarão da Assembleia-Geral, em meio a tensões comerciais e políticas entre os dois países após novas tarifas impostas por Washington a produtos do Brasil

    A ONU classificou nesta terça-feira (16) como “preocupante” o fato de os Estados Unidos ainda não terem concedido vistos à delegação brasileira que participará da 80ª Assembleia-Geral da organização, em Nova York. O porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric, destacou que o Acordo de Sede da ONU obriga Washington a facilitar a entrada de representantes de Estados-membros, independentemente das relações bilaterais.

    Dujarric disse que “ainda há tempo” para a emissão dos vistos, já que o debate geral da Assembleia começa apenas na próxima semana, com o tradicional discurso de abertura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo assim, reforçou a expectativa de que os documentos sejam liberados.

    O Itamaraty confirmou que os vistos seguem em “processamento” e que já entrou em contato com autoridades norte-americanas, lembrando que uma eventual negativa representaria não só um desrespeito ao Brasil, mas também uma violação ao acordo firmado entre os EUA e a ONU.

    O episódio ocorre em meio a um agravamento das tensões diplomáticas e comerciais entre os dois países, após Washington impor tarifas de 50% a diversos produtos brasileiros. A situação ganha ainda mais destaque após os EUA terem anunciado recentemente que negariam vistos a representantes palestinos antes da abertura da Assembleia, o que levou Guterres a defender a presença de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina.

    ONU está preocupada com demora dos EUA na atribuição de vistos ao Brasil

  • Trump processa New York Times por US$ 15 bilhões alegando difamação

    Trump processa New York Times por US$ 15 bilhões alegando difamação

    O presidente dos EUA acusa o jornal, quatro repórteres e a editora Penguin Random House de prejudicarem sua reputação e negócios com artigos e livros críticos. Trump diz que o Times atua como “porta-voz do Partido Democrata”

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou com um processo de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 79 bilhões) contra o jornal americano The New York Times, acusando-o de difamação e calúnia. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) em uma rede social do republicano e confirmado mais tarde pela agência Reuters. Além do jornal, a ação também envolve quatro repórteres e a editora Penguin Random House.

    De acordo com a Reuters, que teve acesso ao processo, Trump cita uma série de reportagens, incluindo um editorial publicado antes da eleição presidencial de 2024 que o classificava como inapto para o cargo, além do livro “Perdedor Sortudo: Como Donald Trump Desperdiçou a Fortuna do Pai e Criou a Ilusão de Sucesso”, lançado em 2024 pela Penguin. Em sua publicação, Trump acusou o jornal de se tornar um “porta-voz do Partido Democrata”.

    Na ação, os advogados alegam que as reportagens e o livro prejudicaram os negócios e a reputação pessoal do republicano, causando perdas bilionárias para sua marca e comprometendo perspectivas financeiras futuras.

    “O Times se envolveu, por décadas, em um método de mentiras sobre o seu Presidente Favorito (eu), minha família, meus negócios, o movimento America First, o MAGA (Make America Great Again) e nosso país como um todo”, declarou Trump.

    Ele também criticou o jornal por declarar apoio à então adversária nas eleições de 2024, Kamala Harris. Nas últimas semanas, o veículo publicou matérias sobre os vínculos de Trump com Jeffrey Epstein, tema que já havia motivado o republicano a prometer processar o jornal.

    Até o momento, o The New York Times não se manifestou sobre a ação.

    Trump processa New York Times por US$ 15 bilhões alegando difamação

  • China aumenta pressão após passagem de navios dos EUA e do Reino Unido

    China aumenta pressão após passagem de navios dos EUA e do Reino Unido

    Aviões e drones militares chineses intensificaram sobrevoos em torno de Taiwan após a travessia de navios de guerra norte-americano e britânico pelo estreito, movimento classificado por Pequim como provocação e que elevou o risco de tensão na região

    O Exército da China intensificou as atividades militares em torno de Taiwan nos últimos dias, depois que um contratorpedeiro dos Estados Unidos e uma fragata britânica cruzaram o Estreito de Taiwan na sexta-feira (12). A movimentação foi confirmada pelo Ministério da Defesa de Taiwan.

    Segundo o relatório mais recente, entre a noite de domingo (14) e a noite de segunda-feira (15), 24 aeronaves chinesas — entre caças, bombardeiros, aviões de apoio e drones — sobrevoaram os arredores da ilha. Desse total, 15 cruzaram a linha divisória do Estreito e entraram na zona norte, sudoeste e leste da chamada Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan. Pelo menos três drones chegaram a contornar a ilha.

    Este foi o terceiro dia consecutivo em que drones chineses sobrevoaram Taiwan de forma total ou parcial, um padrão de voo considerado incomum. Desde sábado (13), foram registradas 108 aeronaves militares chinesas nas proximidades, sendo que 89 ultrapassaram a linha média do Estreito e entraram na ADIZ, o ritmo mais intenso de incursões registrado em setembro.

    A intensificação ocorre após a passagem do contratorpedeiro norte-americano USS Higgins e da fragata britânica HMS Richmond, ato que Pequim classificou como provocação.

    “As ações dos Estados Unidos e do Reino Unido transmitem sinais equivocados e prejudicam a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. As tropas mantêm um nível elevado de alerta e defenderão firmemente a soberania e a segurança nacionais”, declarou o coronel Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro de Operações Oriental do Exército chinês.

    No início do mês, em 6 de setembro, a China já havia criticado a passagem de navios de guerra do Canadá e da Austrália pela mesma região.

    Apesar das repetidas reclamações de Pequim, os EUA e seus aliados mantêm o hábito de atravessar o Estreito de Taiwan cerca de uma vez por mês. A China considera tanto a ilha quanto as águas do estreito como parte “inalienável” do seu território.

    China aumenta pressão após passagem de navios dos EUA e do Reino Unido

  • Marco Rubio diz que EUA dará resposta à condenação de Bolsonaro

    Marco Rubio diz que EUA dará resposta à condenação de Bolsonaro

    Marco Rubio afirmou que deve haver anúncios de respostas dos Estados Unidos à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O secretário de Estado, Marco Rubio, equivalente ao ministro das Relações Exteriores dos Estados Unidos, afirmou que deve haver anúncios de respostas do país à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada pelo chefe da diplomacia americana em entrevista à Fox News.

    Rubio foi questionado a respeito da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão pela acusação de ter tramado um golpe de Estado e disse ver uma deterioração do Estado de Direito no Brasil.

    “A resposta é que o Estado de Direito está se deteriorando. Você tem esses juízes ativistas, um em particular, que não apenas perseguiu Bolsonaro, mas também tentou impor reivindicações extraterritoriais até contra cidadãos americanos, ou contra alguém postando online de dentro dos Estados Unidos, e chegou a ameaçar ir ainda mais longe nesse sentido”, disse.

    Embora não tenha citado seu nome, o secretário fez referência ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    “Então, haverá uma resposta dos EUA a isso, e teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar. Mas isso, o julgamento, é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas operando a partir dos Estados Unidos”, afirmou.

    Estão no radar dos americanos uma nova leva de cassação de vistos, a inclusão da mulher de Moraes, Viviane Barci, no rol de pessoas sancionadas financeiramente pela Lei Magnistky, que pune violadores de direitos humanos.
    Os EUA ainda consideram ampliar as tarifas aplicadas a produtos brasileiros ou reverter algumas das cerca de 700 exceções a bens que foram dadas na sobretaxa de 50%.

    Após a declaração de Rubio, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, compartilhou nas redes sociais um artigo de opinião do jornal Wall Street Journal alegando que Bolsonaro teria sido vítima de “lawfare” no Brasil, termo usado para se referir a perseguições políticas pela Justiça.

    A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil também publicou mensagens sobre um decreto assinado por Trump neste mês que abre margem para países serem considerados patrocinadores de prisões injustas. A ordem executiva se refere a países que tenham detido cidadãos americanos com o que os EUA consideram medidas indevidas.

    O decreto abre uma brecha, porém, para punir países nos quais os EUA têm interesse nacional por detenções injustas de cidadãos locais. Não está claro se os Estados Unidos incluirão o Brasil nesse decreto, mas, caso aconteça, isso daria um arcabouço legal para aplicação de mais sanções.

    Na semana passada, Rubio já havia se manifestado sobre a conclusão do julgamento no STF, o que chamou de novo de “caça às bruxas” contra Bolsonaro.

    “As perseguições políticas pelo violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, enquanto ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse o secretário de Estado dos EUA, órgão equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, no X (ex-Twitter) .

    “Os Estados Unidos responderão adequadamente a esta caça às bruxas”, acrescentou Rubio.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, também afirmou na quinta-feira (11), dia final do julgamento, ter ficado surpreso e muito descontente com a condenação de Bolsonaro.

    “Eu assisti ao julgamento. Eu o conheço bem. Como líder estrangeiro, achei que ele foi um bom presidente. É muito surpreendente que isso tenha acontecido. É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil. Ele era um homem bom, e não vejo isso acontecendo.”, disse.

    Trump ainda classificou o julgamento como algo “terrível” e “ruim” para o Brasil.

    “Estou muito descontente com isso. Eu conheço o presidente Bolsonaro, não tão bem, mas o conheço como líder de um país. E sempre o considerei muito direto, muito excepcional, na verdade, como homem, um homem muito excepcional. Acho que é algo terrível. Muito terrível. Acho que é muito ruim para o Brasil”, afirmou. Trump.

    Marco Rubio diz que EUA dará resposta à condenação de Bolsonaro

  • Trump diz ter feito novo ataque a barco venezuelano, com três mortos

    Trump diz ter feito novo ataque a barco venezuelano, com três mortos

    Washington acusa Maduro de supostos vínculos com o narcotráfico e oferece uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 273 milhões) pela captura do venezuelano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (15) que as Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram um segundo barco venezuelano que, diz o republicano, “estava em águas internacionais transportando narcóticos ilegais”. Segundo a publicação de Trump, que inclui um vídeo aéreo do momento, a ação matou os três “narcoterroristas” que estavam a bordo.

    O anúncio do republicano vem momentos depois de o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmar em entrevista coletiva que os EUA estão preparando uma “agressão” de “caráter militar” contra seu país e assegurar que seu regime está autorizado pelas “leis internacionais” para enfrentá-la.

    Nas últimas semanas, os EUA já haviam posicionado oito navios em águas do Caribe sul em uma operação antidrogas. Washington acusa Maduro de supostos vínculos com o narcotráfico e oferece uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 273 milhões) pela captura do venezuelano.

    Há duas semanas, Trump também relatou que as forças dos EUA destruíram um barco que estaria saindo da Venezuela supostamente carregado de drogas, matando 11 pessoas. O americano não apresentou publicamente qualquer evidência de que havia drogas no barco e de que as pessoas fossem traficantes.

    Depois da escalada, Maduro anunciou início de uma operação militar “de resistência”, em resposta ao que classificou de ameaça americana. O ditador falou em 284 “frentes de batalha” em todo o país, mas não especificou o número de tropas envolvidas nem o que significariam essas frentes, uma vez que o território da Venezuela, até o momento, não foi alvo de ataque.

    “Isso não é tensão. É uma agressão generalizada, é uma agressão policial, uma agressão política, uma agressão diplomática e uma agressão contínua de caráter militar”, disse Maduro.

    Mesmo com o histórico de negociações bilaterais ao longo dos últimos anos, o ditador reiterou que a relação entre os países mudou definitivamente. “As comunicações com o governo dos EUA estão rompidas, estão rompidas por eles com suas ameaças de bombas, morte e chantagem”, afirmou, ao apontar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como o “senhor da morte e da guerra”.

    Rubio havia apontado Maduro na semana passada como um “fugitivo da justiça americana” em relação à recompensa que os Estados Unidos oferecem por sua captura.

    Nesta segunda-feira, em entrevista à Fox News antes das declarações de Maduro, Rubio disse que o venezuelano “representa uma ameaça direta à segurança nacional” dos EUA devido ao suposto tráfico de drogas do qual é acusado.

    A Venezuela rejeita essas acusações e, na semana passada, Maduro ordenou o envio de pelo menos 25 mil soldados das Forças Armadas para os estados fronteiriços com a Colômbia e o Caribe. O ditador também convocou civis para se alistarem na Milícia Bolivariana, um corpo militar composto por civis, para reforçar as tropas diante de uma eventual invasão americana.

    Além disso, na última sexta, o ditador convocou reservistas, milicianos e jovens que se alistaram para que comparecessem aos quartéis no fim de semana para receberem treinamento militar e aprenderem “a atirar” para defender o país.

    Durante o fim de semana, o regime venezuelano denunciou que militares americanos que fazem parte da tripulação do contratorpedeiro da Marinha americana retiveram por oito horas um navio de pesca de atum que navegava em águas do Caribe venezuelano.

    Trump diz ter feito novo ataque a barco venezuelano, com três mortos

  • Polônia fala em risco de guerra após abater drones; Rússia nega ataque

    Polônia fala em risco de guerra após abater drones; Rússia nega ataque

    UE e Ucrânia apontam violação deliberada de cerca de 20 aparelhos, e Otan é convocada para debater o caso; Moscou diz que bombardeio era contra ucranianos, e Trump questiona ação em rede social de forma ambígua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após uma noite de eventos extraordinários, com ao menos 19 violações de seu espaço aéreo por drones durante um mega-ataque da Rússia à vizinha Ucrânia, a Polônia convocou seus 31 colegas da aliança militar Otan para discutir os próximos passos da crise.

    “Não há motivo para dizer que estamos em um estado de guerra, mas a situação é significativamente mais perigosa do que as anteriores”, disse ao Parlamento nesta quarta-feira (10) o premiê Donald Tusk, para quem o risco de um conflito de grande escala “está mais próximo do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial”.

    A Rússia contemporizou. O Kremlin disse que o assunto era do Ministério da Defesa, que por sua vez negou ter atacado o vizinho e afirmou que a ação mirava apenas instalações industriais no oeste da Ucrânia. Ressaltando que os drones não teriam alcance para ir tão longe no território polonês, a pasta se colocou à disposição para conversar com os vizinhos sobre o assunto.

    Antes, o encarregado de negócios russos em Varsóvia, Andrei Ordach, apenas disse que “os drones vieram da Ucrânia” após ser convocado à chancelaria local, sugerindo o discurso oficial. Ao menos um líder europeu, o russófilo premiê eslovaco, Robert Fico, insinuou alinhamento: “É preciso estabelecer se foi intencional ou acidental e quem controlava os drones”.

    Já o presidente americano, Donald Trump, publicou em rede social uma mensagem ambígua, que pode ser lida tanto como uma dúvida sobre a acusação de que Moscou teve intenção como quanto ameaça de retaliação por meio de sanções. “O que há com a Rússia violando o espaço aéreo polonês com drones? Lá vamos nós!”, escreveu na Truth Social.

    O pró-Ocidente Tusk e o presidente polonês, Karol Nawrocki, que é de um partido rival e próximo de Trump, reuniram-se e decidiram invocar o artigo 4 da carta da Otan, que prevê consultas ativas entre os integrantes do clube militar quando há violações de soberania de um dos membros. Não houve danos sérios ou vítimas.

    O secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, disse que a apuração do incidente está em curso. “Intencional ou não, foi absolutamente irresponsável, absolutamente perigoso”, afirmou.

    Diversos líderes europeus expressaram solidariedade, mas também há cautela para evitar uma escalada. Há na memória um incidente do início da guerra, em 2022, quando um míssil que caiu do lado polonês da fronteira e matou dois fazendeiros foi identificado depois como ucraniano.

    O temor, óbvio, é o de uma escalada indesejada que possa levar a um choque entre Moscou e Otan, potencialmente a Terceira Guerra Mundial -parlamentares americanos já falavam disso na noite de terça.

    Mas o episódio desta noite parece algo totalmente diferente. Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de um analista militar russo nesta manhã, o alto número de drones desviados de seus alvos na Ucrânia rumo à Polônia sugere que houve uma ação visando testar a capacidade de reação dos belicosos rivais.

    Já um observador da cena política disse, também sob anonimato, temer que o incidente limitado vise testar as intenções de Trump, depois de relatos veiculados na véspera de que os Estados Unidos querem que a Europa comece o ciclo de sanções tarifárias contra quem compra petróleo russo -China e Índia ficam com mais de 80% do produto hoje.

    A sempre assertiva chefe da diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, falou em “ataque deliberado”, enquanto o ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que não há dúvida disso. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “é simplesmente inaceitável” o episódio, no que foi repetido pelo premiê britânico, Keir Starmer, e líderes de países como Finlândia e Holanda.

    Até o premiê húngaro, Viktor Orbán, conhecido por sua defesa de Vladimir Putin e oposição a Kiev na guerra, considerou que “violação de soberania é inaceitável”.

    Em ocasiões anteriores, houve quedas acidentais de material russo na Polônia. No domingo (7), por exemplo, quando Putin enviou 810 drones e 13 mísseis no maior ataque aéreo da guerra, ao menos dois destroços atingiram o vizinho.

    Na última noite e madrugada, a ação foi grande, mas em menor escala: 458 drones, 21 dos quais atingiram seus alvos diretamente segundo Kiev, e 40 mísseis, 16 dos quais não foram interceptados no relato da Força Aérea de Volodimir Zelenski. O presidente ucraniano disse, previsivelmente, que a ação russa foi uma agressão que precisa de resposta da Otan.

    Ao menos 17 cidades foram atingidas, com foco em Lviv, perto da fronteira polonesa. A ação começou por volta das 23h30 de terça (18h30 em Brasília) e acabou só às 6h30 desta manhã (1h30 em Brasília).

    Pela primeira vez desde que Putin invadiu a Ucrânia, caças da Otan dispararam contra aeronaves não tripuladas russas. Além de F-16 poloneses, ao menos um F-35 inicialmente identificado como americano, mas pertencente à Holanda, agiram.

    Um avião-tanque holandês operou nos céus do país do Leste Europeu, assim como um modelo de espionagem italiano. A Alemanha disse que baterias antiaéreas Patriot postadas no vizinho ajudaram a identificar os alvos com seus radares.

    Quatro importantes aeroportos do país, inclusive os dois da capital, Varsóvia, foram fechados, e os voos só começaram a ser retomados pela manhã -com os previsíveis relatos de atrasos.

    Restos de drones abatidos já foram encontrados em sete regiões, assim como destroços de um míssil não identificado, que o Exército polonês disse poder ser modelo de defesa ucraniano. Em Rzészow, moradores filmaram um incêndio, enquanto um drone Gerânio-2, baseado no iraniano Shahed-136, foi achado num campo a 300 km da fronteira, em Mniszków.

    “O fato é que esses drones, que apresentaram uma ameaça de segurança, tenham sido derrubados muda a situação política”, disse Tusk. A consulta pelo artigo 4 da Otan só ocorreu sete vezes desde 1949, quando a aliança liderada pelos EUA para conter Moscou foi criada, a mais recente no início da atual guerra.

    A situação ainda pode piorar antes de melhorar. Tusk disse que a incursão russa, mesmo não sendo um ato de guerra, ocorre no contexto do exercício militar quadrianual Zapad (Ocidente), que Moscou promove com a aliada Belarus, junto às suas fronteiras, a partir da sexta-feira (12).

    Previsto para durar cinco dias, o Zapad sempre causou temores na Otan. Ele já mobilizou dezenas de milhares de soldados, mas neste ano deve ficar entre 6.000 e 13 mil, devido aos recursos destinados à guerra de fato. Mas, segundo a Belarus, ele vai treinar ataques nucleares táticos.

    Varsóvia já havia, antes dos drones, anunciado o fechamento de suas fronteiras até o fim da manobra. O país é o que mais investe, em proporção do PIB, em defesa entre os membros da Otan -4,12% em 2024, acima da meta de 2% que será de 5% em dez anos.

    Polônia fala em risco de guerra após abater drones; Rússia nega ataque

  • Maduro diz estar pronto para enfrentar possível 'agressão militar' dos Estados Unidos

    Maduro diz estar pronto para enfrentar possível 'agressão militar' dos Estados Unidos

    Governo Trump posicionou oito navios em águas do Caribe sul em operação antidrogas que Venezuela considera ameaça; ditador tacha Marco Rubio de ‘senhor da morte e da guerra’ após chefe da diplomacia americana chamá-lo de ‘fugitivo’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (15) que os Estados Unidos estão preparando uma “agressão” de “caráter militar” contra seu país, e assegurou que seu governo está autorizado pelas “leis internacionais” para enfrentá-la.

    Nas últimas semanas, os EUA posicionaram oito navios em águas do Caribe sul em uma operação antidrogas. Washington acusa Maduro de supostos vínculos com o narcotráfico e oferece uma recompensa de 50 milhões de dólares (R$ 273 milhões), pela captura do venezuelano.

    Há “uma agressão em andamento, de caráter militar, e a Venezuela está autorizada pelas leis internacionais a enfrentá-la”, indicou Maduro.

    “Isso não é tensão. É uma agressão generalizada, é uma agressão policial, uma agressão política, uma agressão diplomática e uma agressão contínua de caráter militar”, disse Maduro, ao também relembrar o ataque americano a um barco venezuelano que matou onze pessoas no início do mês.

    Mesmo com o histórico de negociações bilaterais ao longo dos últimos anos, nesta segunda, o ditador reiterou que a relação entre os países mudou definitivamente. “As comunicações com o governo dos EUA estão rompidas, estão rompidas por eles com suas ameaças de bombas, morte e chantagem”, afirmou, ao apontar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como o “senhor da morte e da guerra”.

    Rubio havia apontado Maduro na semana passada como um “fugitivo da justiça americana” em relação à recompensa que os Estados Unidos oferecem por sua captura.

    Nesta segunda-feira, em entrevista à Fox News antes das declarações de Maduro, Rubio disse que o venezuelano “representa uma ameaça direta à segurança nacional” dos EUA devido ao suposto tráfico de drogas do qual é acusado.

    A Venezuela rejeita essas acusações e, também na semana passada, Maduro ordenou o envio de pelo menos 25 mil soldados das Forças Armadas para os estados fronteiriços com a Colômbia e o Caribe.

    O ditador também convocou civis para se alistarem na Milícia Bolivariana, um corpo militar composto por civis, para reforçar as tropas diante de uma eventual invasão americana.

    No fim de semana, o governo venezuelano denunciou que militares americanos que fazem parte da tripulação do contratorpedeiro da Marinha americana retiveram por oito horas um navio de pesca de atum que navegava em águas do Caribe venezuelano.

    O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, também afirmou que os EUA triplicaram em agosto o envio de aviões espiões “contra” a Venezuela.

    Maduro diz estar pronto para enfrentar possível 'agressão militar' dos Estados Unidos

  • Vizinhos dizem que suspeito de matar Kirk é 'patriota' de 'ótima família'

    Vizinhos dizem que suspeito de matar Kirk é 'patriota' de 'ótima família'

    Tyler Robinson, de 22 anos, está preso desde a última quinta-feira (11), quando foi entregue à polícia pelo próprio pai, após imagens suas serem divulgadas pelo FBI

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os vizinhos de Tyler Robinson – suspeito de matar o comentarista conservador Charlie Kirk, na última quarta-feira – viram a rotina da pacata cidade de Washington, no Estado de Utah (EUA), mudar desde o assassinato. Segundo alguns deles, os Robinsons são “patriotas” e “uma boa família”.

    Tyler Robinson, de 22 anos, está preso desde a última quinta-feira. Ele foi entregue à polícia pelo próprio pai, após imagens suas serem divulgadas pelo FBI.

    Rotina do bairro mudou após prisão. Helicópteros e viaturas de polícia fazem rondas, e policiais e repórteres circulam pelas ruas e batem de porta em porta, na tentativa de obter mais informações a respeito do assassinato que tomou o debate público nos EUA e no mundo.

    Segundo moradores, “bairro inteiro é muito próximo”. Em entrevista à BBC, vizinhos dos Robinson disseram que eles “são uma ótima família, cidadãos comuns. A avó de um dos entrevistados chegou a afirmar que eles são “pessoas muito patriotas”.

    “É uma boa família”, disse o governador de Utah, Spencer Cox, no sábado, à CNN. De acordo com o republicano, o suspeito “teve uma infância normal. Todas aquelas coisas que você esperaria que nunca levassem a algo assim. E, infelizmente, levaram”.

    Tyler especificamente “era um garoto bem quieto”, contou outra vizinha à BBC. Também segundo ela, os irmãos mais novos dele costumavam se envolver mais em atividades comunitárias e esportes.

    Nos últimos tempos, suspeito morava com Lance Twiggs, 22, com quem teria um relacionamento, segundo a imprensa local. Em depoimento, Twiggs mostrou à polícia posts de Robinson no Discord. Nas mensagens, o suspeito falava sobre a “necessidade de recuperar um rifle”.

    Vizinhos se mostraram chocados. “Durante todo esse tempo, eu nunca imaginei que estava morando ao lado de alguém capaz de fazer algo assim”, disse uma das pessoas entrevistadas à BBC. “Isso faz você se perguntar: quão próxima eu estou de alguém que poderia fazer algo assim?”

    RELEMBRE O CASO

    Charlie Kirk foi assassinado na quarta-feira, aos 31 anos. Ele foi baleado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley, em Orem, no estado de Utah (EUA). O influenciador chegou a ser socorrido, mas morreu enquanto passava por uma cirurgia, segundo a CBS.

    Confirmação da morte foi feita pelo próprio presidente dos EUA, Donald Trump, na sua rede social. “O grande, e até mesmo lendário, Charlie Kirk está morto. Ninguém compreendia o coração da juventude dos Estados Unidos da América melhor do que Charlie. Ele era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim”, escreveu.

    Antes da prisão de Tyler, dois suspeitos foram detidos e liberados após interrogatório. A informação foi confirmada pelo diretor do FBI, Kash Patel, em post no X. Eles foram considerados “pessoas de interesse”, mas não tiveram qualquer relação com o crime, segundo o FBI.

    Suspeito teria confessado assassinato ao pai, que é um veterano da polícia local, depois de ser reconhecido por ele em fotos divulgadas pelo FBI. O homem o manteve em custódia com a ajuda de um pastor até a chegada da polícia.

    Tyler Robson não confessou crime em depoimento. Porém, os vestígios de DNA encontrados na cena do assassinato coincidem com o DNA dele, declarou Patel nesta segunda-feira (15).

    Trump afirmou que “espera pena de morte” para o caso. “Eles têm pena de morte em Utah e há um ótimo governador lá. Ele é bem favorável à pena de morte neste caso”, afirmou o presidente.

    Polícia deve apresentar acusações formais contra Robinson nesta terça-feira (16). Na sequência, ele deve ser levado para sua primeira audiência em tribunal.

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