Categoria: MUNDO

  • Pais são presos  por suspeita de violência e abuso contra bebê

    Pais são presos por suspeita de violência e abuso contra bebê

    Um casal foi colocado em prisão preventiva em Barcelona, acusado de agredir e abusar do filho de apenas um mês. A polícia catalã realizou a detenção e o bebê foi encaminhado aos serviços de proteção infantil. A investigação segue sob sigilo

    A Justiça espanhola decretou prisão preventiva para um casal acusado de agredir e abusar sexualmente do próprio filho, um bebê de pouco mais de um mês. A decisão foi tomada na sexta‑feira (20), em Barcelona, após a apresentação dos suspeitos ao tribunal.

    Os detidos são um homem de 42 anos e uma mulher de 43, que, segundo a imprensa local, não tinham antecedentes criminais. Eles respondem por maus‑tratos que teriam provocado lesões graves no bebê, além de suspeita de agressão sexual, conforme noticiado pelo jornal ABC.

    A prisão ocorreu dois dias antes, na quarta‑feira (18), quando agentes dos Mossos d’Esquadra, a polícia da Catalunha, cumpriram a detenção do casal. As autoridades informaram, em comunicado, que o caso está sob investigação do Gabinete de Proteção à Criança, que ainda não divulgou detalhes adicionais devido à gravidade e à sensibilidade da ocorrência.

    O bebê foi imediatamente afastado dos pais e está sob responsabilidade da Direção Geral de Prevenção e Proteção à Infância e Adolescência, órgão catalão encarregado de garantir a segurança de menores em situação de risco.

    As apurações seguem em andamento.

    Pais são presos por suspeita de violência e abuso contra bebê

  • Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

    Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

    Mojtaba Khamenei não aparece em público desde o início da guerra e levanta dúvidas sobre saúde e comando do país. Inteligência dos EUA e de Israel tenta confirmar se ele está vivo e no controle do regime.

    Desde que foi nomeado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei não apareceu em público, o que tem gerado dúvidas dentro e fora do país sobre sua real situação. Ele assumiu o cargo no início de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque realizado por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro.

    Apesar de ocupar o posto mais alto da hierarquia iraniana, Mojtaba praticamente não foi visto desde o início do conflito. Até agora, todas as suas manifestações foram feitas apenas por meio de comunicados escritos ou mensagens lidas na televisão estatal, sem qualquer aparição em vídeo ou áudio.

    A ausência pública tem levantado uma série de questionamentos. Relatos indicam que o líder pode ter sido ferido durante os ataques que atingiram o complexo onde seu pai estava. Autoridades iranianas não detalham o estado de saúde, mas fontes ouvidas por veículos internacionais afirmam que ele estaria vivo, possivelmente com ferimentos, e ainda participando das decisões do regime.

    O mistério também mobiliza serviços de inteligência ocidentais. Informações divulgadas pela imprensa internacional indicam que agências como a CIA e o Mossad tentam confirmar se Mojtaba está, de fato, no comando do país ou se outras figuras do regime assumiram o controle na prática.

    A falta de aparições públicas, inclusive em momentos simbólicos como o Ano Novo persa, aumentou ainda mais as especulações. Analistas apontam que o silêncio pode estar ligado a questões de segurança, já que líderes iranianos se tornaram alvos diretos desde o início da guerra.

    Mesmo assim, o governo iraniano insiste que Mojtaba Khamenei está vivo e liderando o país. Ainda não há confirmação independente sobre seu paradeiro nem sobre sua condição de saúde, o que mantém o cenário cercado de incertezas.

    Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

  • Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

    Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

    Presidente dos EUA afirma que negociações com o Irã avançaram e indica possível solução para o conflito. Decisão ocorre horas antes do fim do ultimato para reabertura da rota estratégica de petróleo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a prorrogação do prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, afirmou que o país vai suspender, por cinco dias, os ataques a usinas de energia iranianas.

    A decisão foi divulgada poucas horas antes do fim do ultimato dado no domingo, que previa medidas mais duras caso a rota marítima não fosse liberada.

    Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas”, indicando a possibilidade de uma solução para o conflito. Segundo ele, as negociações devem continuar ao longo da semana.

    Apesar da declaração, o governo norte-americano não detalhou o conteúdo das conversas, e até o momento o Irã não confirmou oficialmente qualquer negociação com os Estados Unidos.

    Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

  • França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

    França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

    Resultado fortalece blocos progressistas às vésperas da disputa presidencial de 2027, enquanto extrema-direita avança em cidades médias, mas não consegue conquistar os principais centros urbanos do país.

    A esquerda manteve o controle das três maiores cidades da França nas eleições municipais realizadas neste domingo, incluindo Paris, a um ano da disputa presidencial de 2027. O resultado é visto como um sinal de resistência das forças progressistas diante do avanço da extrema-direita no país.

    Na capital francesa, o socialista Emmanuel Grégoire foi eleito com 50,52% dos votos, garantindo a continuidade de mais um mandato da esquerda no comando da cidade, que já governa Paris desde 2001. Ele derrotou a ex-ministra conservadora Rachida Dati, que ficou com 41,52%. Após a vitória, Grégoire afirmou que o resultado reforça o papel de Paris como símbolo de oposição ao avanço da direita e da extrema-direita no cenário nacional.

    Em Marselha, a segunda maior cidade do país, o atual prefeito Benoît Payan também foi reeleito com ampla vantagem. Ele obteve 54,34% dos votos e superou o candidato da extrema-direita, Franck Allisio. Payan destacou que a cidade demonstrou capacidade de resistir à pressão do partido Rassemblement National.

    Já em Lyon, terceira maior cidade francesa, o prefeito ecologista Grégory Doucet garantiu a vitória por uma margem apertada, com 50,67% dos votos, derrotando o empresário Jean-Michel Aulas, que era apontado como favorito nas pesquisas. O adversário questionou o resultado e afirmou que vai recorrer.

    Apesar de não conquistar as principais cidades, a extrema-direita ampliou sua presença em municípios de médio porte, especialmente no sul do país. O Rassemblement National (RN) venceu em cidades como Carcassonne, Menton e Cannes, consolidando avanços iniciados já no primeiro turno.

    Lideranças do partido comemoraram o crescimento e afirmaram que os resultados marcam o início de um novo ciclo político. Ainda assim, o RN segue enfrentando dificuldades para romper a barreira nas grandes metrópoles.

    Outro destaque foi a reeleição do ex-primeiro-ministro Édouard Philippe em Le Havre, no oeste da França. Cotado como possível candidato à presidência em 2027, ele aproveitou o resultado para reforçar um discurso de união contra os extremos.

    As eleições ocorreram em dois turnos, sendo que a segunda rodada foi necessária em cerca de 1.500 municípios. A participação dos eleitores ficou em torno de 57%, considerada baixa para os padrões franceses.

    França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

  • Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

    Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

    Cerca de 70 pessoas foram atingidas após desabamento em espaço com 140 convidados. Seis ficaram feridas com mais gravidade e foram levadas ao hospital. Autoridades investigam possível superlotação no local.

    Cerca de 70 pessoas foram atingidas após o desabamento do piso de um espaço para casamentos nos Estados Unidos, no sábado. O acidente ocorreu no The Preserve, em New Hampshire, durante um evento que reunia aproximadamente 140 convidados.

    De acordo com as autoridades, seis pessoas ficaram feridas com maior gravidade e precisaram ser levadas ao hospital, mas não correm risco de morte. A maioria dos demais envolvidos foi atendida no local.

    Segundo relatos, o chão da estrutura cedeu repentinamente, fazendo com que dezenas de convidados caíssem. Imagens divulgadas pelo corpo de bombeiros mostram a dimensão do acidente e levantaram questionamentos sobre a capacidade do local para receber tantas pessoa

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    A principal suspeita é de que o espaço estivesse acima do limite de ocupação, o que pode ter contribuído para o desabamento. Uma investigação foi aberta para apurar as causas do incidente

    Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

  • Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

    Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

    Bombardeios na capital iraniana e ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz elevam tensão global. Preço do petróleo dispara, bolsas caem e conflito se expande para o Líbano, com milhares de mortos e crise humanitária crescente.

    Israel intensificou nesta segunda-feira (23) a ofensiva contra o Irã com uma nova série de bombardeios sobre alvos estratégicos em Teerã, ampliando uma guerra que já se estende por semanas e ganha dimensão regional.

    A resposta iraniana veio no mesmo tom. Autoridades de Teerã ameaçaram bloquear totalmente o Golfo Pérsico com minas navais caso ataques atinjam suas áreas costeiras ou ilhas, além de ampliar ofensivas contra infraestruturas de energia em todo o Oriente Médio.

    O conflito, que começou após ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos, já se espalhou por diferentes países e envolve diretamente rotas estratégicas para o fornecimento global de energia.

    Nos últimos dias, o Irã intensificou os ataques com mísseis e drones contra Israel. No sábado (22), projéteis atingiram cidades no sul do país, como Dimona e Arad. Em Dimona, que fica próxima a um complexo nuclear israelense, houve impacto em áreas urbanas, deixando dezenas de feridos. Os ataques conseguiram atravessar parte do sistema de defesa aérea, o que levantou questionamentos sobre a eficácia da proteção em cenários de ofensiva mais intensa.

    Ao mesmo tempo, o Estreito de Ormuz se tornou o principal ponto de tensão. O Irã restringiu a passagem de embarcações e ameaça fechar totalmente a rota, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A medida já pressiona o mercado internacional e aumenta o risco de uma crise energética.

    Diante da escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã para reabrir completamente o estreito em até 48 horas. Caso contrário, ameaçou atingir diretamente instalações energéticas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que poderão ampliar os ataques e considerar infraestruturas em toda a região como alvos legítimos.

    Os reflexos econômicos já aparecem nos mercados internacionais. Em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz e ao temor de interrupção no fluxo de petróleo, o barril do Brent chegou a US$ 113,76 e o WTI a US$ 101,32 nesta segunda-feira. Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, caiu cerca de 3,5%, acompanhando perdas em outros mercados da região, pressionados pela alta do petróleo e pelo risco de inflação global, segundo a Reuters.

    A escalada militar também avançou para o Líbano. Israel ampliou os ataques contra o Hezbollah, bombardeou pontes sobre o rio Litani e intensificou operações no sul do país. Segundo a Reuters, autoridades israelenses indicam que a ofensiva pode se prolongar por semanas, elevando o risco de expansão do conflito.

    No campo humanitário, o impacto é crescente. No Líbano, mais de 1.000 pessoas morreram e cerca de 1 milhão foram deslocadas desde a intensificação dos ataques, de acordo com autoridades locais. Já no Irã, estimativas reunidas pela Reuters apontam mais de 1.300 mortos no país, com números totais do conflito superando 2.000 vítimas.

    Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

  • “Pare, pare”: áudio revela alerta antes de acidente de avião em Nova York

    “Pare, pare”: áudio revela alerta antes de acidente de avião em Nova York

    Gravações do controle aéreo mostram alertas e tensão segundos antes da colisão entre um avião e um caminhão dos bombeiros no aeroporto LaGuardia. Piloto e copiloto morreram, e outras 13 pessoas ficaram feridas. Autoridades investigam o caso

    Áudios do controle de tráfego aéreo revelam momentos de tensão antes da colisão entre um avião e um veículo de combate a incêndios no aeroporto LaGuardia, em Nova York, na noite de domingo (22). Nas gravações, um operador alerta repetidamente: “Caminhão 1, pare, caminhão 1, pare”. Em seguida, já após o acidente, outra voz afirma: “Não foi bonito. Cometi um erro”, enquanto um colega responde que ele fez “o melhor que podia”.

    O acidente envolveu uma aeronave da Air Canada e um caminhão dos bombeiros na pista 4 do aeroporto, no momento em que o avião, um modelo CRJ-900 vindo de Montreal, realizava o pouso.

    De acordo com a imprensa norte-americana, incluindo a ABC, o piloto e o copiloto morreram na colisão. Outras 13 pessoas ficaram feridas e foram levadas a hospitais, entre elas 11 passageiros e dois ocupantes do veículo de emergência.

    Após o impacto, os protocolos de emergência foram acionados imediatamente. O aeroporto chegou a ser fechado para permitir o atendimento às vítimas e o início das investigações.

    A Junta Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) informou que enviou uma equipe ao local para apurar as causas do acidente. As circunstâncias que levaram à presença do veículo na pista no momento do pouso ainda estão sendo investigadas.

    “Pare, pare”: áudio revela alerta antes de acidente de avião em Nova York

  • Europa entra em alerta após Irã lançar mísseis de longo alcance

    Europa entra em alerta após Irã lançar mísseis de longo alcance

    Ataque a base no Oceano Índico acende preocupação sobre capacidade iraniana de atingir longas distâncias. Episódio levanta temores de que cidades europeias possam estar dentro do alcance do arsenal de Teerã

    O lançamento de mísseis iranianos contra a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, elevou o nível de alerta em países europeus e reacendeu preocupações sobre o alcance do arsenal de Teerã. A instalação, operada em conjunto por Estados Unidos e Reino Unido, fica a cerca de 4 mil quilômetros do território iraniano.

    O ataque ocorreu na noite de sexta-feira (20), quando dois mísseis balísticos foram disparados em direção à base. Segundo autoridades, não houve danos: um dos projéteis falhou durante o trajeto e o outro foi interceptado pelo sistema de defesa americano.

    A ação foi inicialmente divulgada pela imprensa dos Estados Unidos e posteriormente confirmada por fontes britânicas e pela agência iraniana Mehr. O veículo estatal classificou o episódio como um “passo significativo”, destacando que o alcance dos mísseis iranianos pode superar estimativas anteriores.

    O episódio reforça avaliações de que o programa de mísseis do Irã, considerado um dos pilares estratégicos do regime, pode ter capacidades ainda pouco conhecidas. O país mantém um dos maiores arsenais do Oriente Médio, com armamentos capazes de atingir longas distâncias e, em alguns casos, com potencial para transportar ogivas nucleares.

    A escolha do alvo também chamou atenção. Diego Garcia não costuma figurar no centro das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, que se intensificaram nas últimas semanas. Por isso, a ofensiva foi vista como atípica, já que a base não tem o mesmo peso estratégico de instalações americanas em países do Golfo, como Catar e Arábia Saudita.

    Especialistas apontam que, com um alcance de até 4 mil quilômetros, mísseis desse tipo poderiam atingir diversas capitais europeias, incluindo Atenas, Roma, Berlim, Paris e até Londres.

    A reação internacional foi imediata. O Reino Unido classificou o ataque como uma atitude “imprudente”, embora autoridades britânicas afirmem que, até o momento, não há evidências concretas de que o Irã tenha capacidade operacional para atingir o território europeu.

    Já Israel aproveitou o episódio para reforçar críticas ao programa militar iraniano. O governo de Benjamin Netanyahu voltou a afirmar que Teerã representa uma ameaça global e defendeu maior alinhamento internacional para conter o avanço das capacidades militares do país.

    Europa entra em alerta após Irã lançar mísseis de longo alcance

  • Última década foi a mais quente já registrada, alerta relatório

    Última década foi a mais quente já registrada, alerta relatório

    Documento da OMM aponta desequilíbrio sem precedentes no clima global, com recordes de temperatura, aquecimento dos oceanos e avanço do nível do mar. Especialistas alertam para impactos duradouros na saúde, nos ecossistemas e na segurança global

    A última década foi a mais quente já registrada, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento alerta que o clima do planeta está mais desequilibrado do que nunca.

    Intitulado Estado do Clima Global 2025, o relatório foi publicado por ocasião do Dia Meteorológico Mundial e destaca que indicadores como emissão de gases de efeito estufa, temperaturas da superfície terrestre e dos oceanos, derretimento de gelo e balanço energético mostram mudanças rápidas e de grande escala, com impactos que podem durar séculos.

    De acordo com os dados, o período entre 2015 e 2025 concentrou as maiores temperaturas médias já registradas. Mesmo sob influência do fenômeno La Niña, que tende a resfriar o planeta, o ano passado ficou entre os mais quentes, com temperatura 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais (1850-1900).

    Pela primeira vez, o relatório inclui o balanço energético da Terra como um dos principais indicadores climáticos. Esse indicador mede a diferença entre a energia que entra no planeta, principalmente por meio da radiação solar, e a que sai. Segundo especialistas, o aumento dos gases de efeito estufa, que retêm calor, tem provocado um desequilíbrio crescente nesse sistema, atingindo níveis recordes em 2025.

    A maior parte do calor extra, mais de 91%, está sendo absorvida pelos oceanos. Isso tem elevado continuamente o conteúdo de calor até profundidades de até 2 mil metros, alcançando novos recordes nos últimos anos. As consequências incluem degradação de ecossistemas marinhos, perda de biodiversidade, redução da capacidade de absorção de carbono e intensificação de tempestades.

    Os oceanos também absorveram cerca de 29% do dióxido de carbono emitido por atividades humanas entre 2015 e 2024, contribuindo para a acidificação da água, cujo pH vem diminuindo há mais de quatro décadas.

    Cerca de 3% do excesso de energia está associado ao derretimento de gelo. Em 2025, foram registradas perdas significativas de geleiras na Islândia e na costa do Pacífico da América do Norte, além de níveis mínimos históricos de gelo marinho no Ártico.

    Com o aquecimento dos oceanos e o derretimento do gelo, o nível médio do mar já subiu cerca de 11 centímetros desde o início das medições por satélite, em 1993. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), essa tendência deve continuar por séculos, com impactos irreversíveis, inclusive na química das águas profundas.

    O relatório também destaca os efeitos das mudanças climáticas na saúde humana, como aumento da mortalidade, prejuízos aos meios de subsistência e maior risco de doenças transmitidas por vetores e pela água, além de problemas de saúde mental.

    Em nota, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a dependência de combustíveis fósseis está agravando tanto a crise climática quanto a segurança global. Ele alertou que o “caos climático está se acelerando” e que o planeta está sendo levado além dos seus limites.
     

     
     

    Última década foi a mais quente já registrada, alerta relatório

  • Dois edifícios colapsam após explosão de gás em Istambul

    Dois edifícios colapsam após explosão de gás em Istambul

    Uma explosão de gás em Istambul, na Turquia, provocou o colapso de dois edifícios. Pelo menos nove pessoas ficaram presas nos escombros, mas não correm perigo de vida.

    Dois edifícios desabaram em Istambul, na Turquia, após uma explosão que teria sido causada por um vazamento de gás, na manhã deste domingo. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas.

    Segundo a agência estatal turca TRT, a explosão ocorreu por volta das 12h no horário local (9h em Lisboa), no distrito de Fatih.

    Após o alerta, várias equipes de busca e resgate — totalizando 52 agentes — foram enviadas ao local e constataram que havia nove pessoas presas sob os escombros.

    Posteriormente, o governador de Istambul, Davut Gül, informou que sete pessoas foram resgatadas e levadas ao hospital.

    “De acordo com as avaliações iniciais, um total de nove pessoas ficou preso sob os escombros (…). Até o momento, sete pessoas foram encaminhadas ao hospital. Uma pessoa foi localizada e está prestes a ser resgatada. As buscas pelo último cidadão continuam”, afirmou.

    A TRT confirmou depois que uma oitava pessoa foi resgatada e também levada ao hospital, enquanto as operações continuam para encontrar a última vítima.

    Nenhum dos feridos corre risco de vida.

    Dois edifícios colapsam após explosão de gás em Istambul