Categoria: MUNDO

  • Tripulação do navio Hondius “fez um grande churrasco” após primeira morte

    Tripulação do navio Hondius “fez um grande churrasco” após primeira morte

    Passageiros denunciam que morte foi tratada como “causa natural” e que medidas só vieram dias depois; tripulação teria feito churrasco enquanto casos aumentavam, levantando críticas sobre falhas na gestão do surto a bordo do cruzeiro

    Passageiros do cruzeiro MV Hondius denunciaram falhas na condução do surto a bordo após a primeira morte registrada na embarcação. Segundo relatos, a tripulação chegou a organizar um “grande churrasco” logo depois do anúncio do óbito, que foi inicialmente atribuído a “causas naturais”.

    Um dos passageiros, que já deixou o navio, afirmou que medidas como distanciamento social só começaram a ser adotadas dias depois. “Se tivéssemos podido nos isolar nas cabines e usar máscaras, acho que esse problema poderia ter sido minimizado”, disse, em entrevista à imprensa espanhola.

    Outros passageiros confirmaram a versão. “Fizeram um churrasco no navio, como se nada tivesse acontecido”, relataram turistas franceses.

    Um vídeo divulgado mostra o momento em que o capitão, Jan Dobrogowski, informa a morte de um passageiro holandês, sem mencionar qualquer risco de contágio. Na ocasião, o médico a bordo afirmou que a doença não era transmissível e que o navio estava seguro.

    No entanto, novos casos começaram a surgir nos dias seguintes, levantando críticas sobre a demora na adoção de medidas preventivas.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o surto de hantavírus no navio já provocou três mortes e há outros casos suspeitos. A entidade considera, por enquanto, baixo o risco para a população mundial.

    O MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino às Ilhas Canárias, na Espanha, em uma rota que incluía paradas na Antártida, Ilhas Malvinas e Geórgia do Sul. A bordo estavam 149 pessoas, de 23 nacionalidades.

    O primeiro caso foi de um turista holandês de 70 anos, que apresentou sintomas como febre, dor de cabeça e diarreia leve no dia 6 de abril. Ele morreu no navio no dia 11 e é considerado o paciente zero.

    O corpo foi desembarcado 13 dias depois na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul. A esposa dele, de 69 anos, também apresentou sintomas, foi transferida para Joanesburgo, na África do Sul, e morreu no dia seguinte. A infecção por hantavírus foi confirmada posteriormente.

    Em 2 de maio, um passageiro alemão também morreu após apresentar sintomas. Um turista suíço, que desembarcou em Santa Helena, foi hospitalizado em Zurique e testou positivo.

    Mais três casos suspeitos foram retirados do navio em Cabo Verde, incluindo dois tripulantes com sintomas e um passageiro assintomático que teve contato com infectados. Eles foram transferidos em voos médicos.

    O hantavírus é transmitido por roedores infectados, que eliminam o vírus por meio da urina, fezes e saliva.
     
     

     

    Tripulação do navio Hondius “fez um grande churrasco” após primeira morte

  • Argentina reforça vigilância epidemiológica de hantavírus em todo o país

    Argentina reforça vigilância epidemiológica de hantavírus em todo o país

    Autoridades investigam origem do contágio no navio que partiu de Ushuaia; cepa identificada é a Andes, única com transmissão entre humanos, enquanto OMS aponta três mortes e risco global considerado baixo

    Autoridades de saúde de diferentes províncias da Argentina se reuniram com representantes nacionais para coordenar ações de vigilância epidemiológica do hantavírus, após o surto registrado em um cruzeiro que partiu do país.

    De acordo com fontes oficiais, durante a reunião realizada na quinta-feira foram apresentadas informações atualizadas sobre os casos detectados no navio MV Hondius, que saiu do porto de Ushuaia, na província de Terra do Fogo.

    As autoridades informaram que, até o momento, não é possível confirmar a origem do contágio. No entanto, um teste realizado em um passageiro que deu entrada na África do Sul identificou que a variante do vírus corresponde à cepa Andes, presente no sul da Argentina, nas províncias de Chubut, Río Negro e Neuquén, além do sul do Chile.

    “Atualmente, estão sendo realizados novos estudos para determinar sua possível origem geográfica e sua relação com outras cepas envolvidas na transmissão entre pessoas”, informou o Ministério da Saúde argentino, em comunicado.

    Também foram apresentados dados sobre o trajeto feito por um casal holandês, primeiros a apresentar sintomas da doença e que posteriormente morreram. Eles passaram por diferentes regiões da Argentina, do Chile e do Uruguai entre o fim de novembro e o embarque no cruzeiro.

    O Ministério da Saúde reforçou a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica nas províncias e de orientar as equipes de saúde a melhorar a identificação e o diagnóstico de casos com sintomas compatíveis. Em 2026, já foram registrados 42 casos da doença no país.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, o surto no MV Hondius já causou três mortes e há cinco casos suspeitos. A entidade considera baixo o risco para a população mundial.

    A Oceanwide Expeditions, empresa responsável pelo navio, informou que não há passageiros com sintomas a bordo. A embarcação deixou Cabo Verde na quarta-feira à tarde e segue em direção às Ilhas Canárias, com chegada prevista ao porto de Granadilla, em Tenerife, dentro de três a quatro dias.

    Os hantavírus são vírus zoonóticos transmitidos principalmente por roedores. Diferentes variantes circulam na Europa, Ásia e Américas, mas apenas algumas causam infecção em humanos, podendo levar a quadros graves.

    Não há vacina nem tratamento específico para a doença. A cepa Andes, identificada em passageiros do cruzeiro, é a única conhecida com possibilidade de transmissão entre pessoas.

    O navio partiu de Ushuaia, na Patagônia, em 1º de abril, para uma viagem pelo Atlântico. As autoridades investigam se o contágio ocorreu em terra, na Argentina, Chile ou Uruguai, por meio de roedores, ou já durante a viagem a bordo.
     

    Argentina reforça vigilância epidemiológica de hantavírus em todo o país

  • Irã e EUA discutem proposta para reabrir Hormuz e suspender ataques por 30 dias, diz jornal

    Irã e EUA discutem proposta para reabrir Hormuz e suspender ataques por 30 dias, diz jornal

    Segundo New York Times, plano prevê fim do bloqueio contra navios e portos de Teerã e interrupção das ofensivas; Washington, porém, diz ter feito ataques retaliatórios contra alvos iranianos; Trump diz que ações foram ‘toque de amor’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Autoridades do Irã afirmaram nesta quinta-feira (7) que o regime do país está discutindo com os Estados Unidos uma proposta para reabrir o estreito de Hormuz e suspender as hostilidades por 30 dias enquanto as partes tentam negociar um acordo de paz mais amplo, segundo o jornal The New York Times.

    O plano em debate teria três pontos principais: o fim do bloqueio dos EUA contra navios e portos do Irã, a reabertura do estreito para o tráfego comercial e a interrupção dos combates, ainda de acordo com a publicação. O jornal mencionou três funcionários do regime que falaram sob a condição de anonimato porque, segundo eles, tratam-se de negociações delicadas. Autoridades americanas não se manifestaram.

    O programa nuclear iraniano é o maior impasse para a concretização do acordo, diz ainda o New York Times. Washington quer que Teerã concorde em entregar todo o seu estoque de urânio enriquecido e suspenda seu programa de enriquecimento por 20 anos.

    Mas o regime iraniano, até aqui, rejeita a proposta. Em contrapartida, autoridades do país persa teriam apresentado contraproposta em que sugerem diluir parte do urânio, enviar o restante para um terceiro país, possivelmente a Rússia, e suspender o programa nuclear por um período menor, de 10 a 15 anos.

    Funcionários e autoridades ouvidas pela agência de notícias Reuters também afirmaram nesta quinta que EUA e Irã se aproximam de um acordo temporário para interromper o conflito. A proposta em negociação gira em torno de um memorando de curto prazo, não de um acordo de paz abrangente.

    “Nossa prioridade é que eles anunciem um fim permanente da guerra, e o restante das questões poderá ser resolvido quando retomarem as negociações diretas”, afirmou à Reuters um funcionário paquistanês envolvido na mediação.

    Ainda na esfera diplomática, os EUA pressionaram os países-membros da ONU a apoiarem uma resolução que exige que o Irã interrompa ataques e ações de minagem no estreito de Hormuz. Apesar do apelo de Washington, diplomatas dizem que China e Rússia devem vetar a proposta no Conselho de Segurança.

    A nova resolução foi elaborada pelo governo americano e pelo Bahrein com apoio de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar. O texto condena supostaas violações do atual cessar-fogo e acusa Teerã de promover “ações e ameaças destinadas a fechar e restringir” a liberdade de navegação.

    O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que a resolução é “profundamente falha e unilateral”, além de politicamente motivada. “Os EUA não têm legitimidade legal, política ou moral para se apresentarem como defensores da liberdade de navegação ou da segurança marítima”, disse.

    Em paralelo, o regime acusou os EUA de violarem o cessar-fogo atualmente em vigor com ataques contra embarcações do país. Militares americanos, por sua vez, disseram ter incerpetado ofensivas iranianas contra três navios da Marinha em Hormuz. Também afirmaram ter feito ataques aéreos retaliatórios contra instalações militares responsáveis por atacar as forças americanas.

    Mais cedo, o Irã negou qualquer envolvimento de suas Forças Armadas na explosão de um navio da Coreia do Sul no estreito de Hormuz.

    Na segunda (4), um navio de bandeira panamenha operado pela sul-coreana HMM sofreu uma explosão e pegou fogo. Trump atribuiu o incidente a um ataque iraniano e pediu que o país asiático se juntasse às operações americanas de navegação na rota marítima. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, por sua vez, afirmou que a causa do incêndio só poderá ser confirmada após a embarcação ser rebocada de volta ao porto e submetida a inspeção.

    Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que se reuniu recentemente com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, segundo informou a mídia estatal iraniana. Foi o primeiro relato público de um encontro com Khamenei desde que ele sofreu ferimentos graves no início da guerra.

    Pezeshkian descreveu a reunião como marcada por uma atmosfera “humilde e profundamente cordial”.

    Irã e EUA discutem proposta para reabrir Hormuz e suspender ataques por 30 dias, diz jornal

  • Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias

    Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias

    Os EUA acusam o Brasil de concorrência desleal, mencionando o Pix, tarifas sobre etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual; líderes dos dois países se encontraram para acordos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7), após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, que equipes dos dois governos deverão fechar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e de uma investigação comercial aberta pelos norte-americanos contra o Brasil desde o ano passado.

    O objetivo é que uma proposta seja levada aos dois líderes em cerca de 30 dias. O Brasil voltou a defender o encerramento da apuração aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

    “Eu falei assim: ‘Vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço [do Ministério] da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo’. Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder”, disse Lula a jornalistas na sede da Embaixada do Brasil em Washington.

    No procedimento, os EUA acusam o Brasil de concorrência desleal, mencionando o Pix, tarifas sobre etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual. 

    Em abril deste ano, técnicos brasileiros reuniram-se nos EUA para esclarecimentos, defendendo o país contra a alegação de práticas desleais. 

    O governo brasileiro não reconhece a legitimidade de instrumentos unilaterais como a Seção 301, argumentando inconsistência com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). 

    Segundo Lula, o tema do Pix não foi mencionado durante a reunião entre os presidentes.

    Encontro prolongado

    Lula e Trump se reuniram por mais de 3 horas na Casa Branca, em Washington, incluindo um almoço oferecido pelo norte-americano. 

    A expectativa era que ambos atendessem à imprensa no Salão Oval antes da reunião, mas o presidente brasileiro pediu para que a conversa com a imprensa ocorresse após o encontro.

    Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu “muitos tópicos” com Lula, incluindo questões comerciais e de tarifas, e chamou Lula de “um presidente muito dinâmico”. 

    “A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu o norte-americano.

    Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro foi previamente negociado pelas equipes dos dois países, com a expectativa de tratar diversos temas, como comércio, combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos.

    A jornalistas, Lula disse ter saído muito otimista da reunião bilateral. 

    “Eu acho que o Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo, qualquer assunto. Não tem assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutido”, afirmou o presidente.

    Crime organizado

    Durante a coletiva de imprensa, Lula anunciou que o governo brasileiro vai lançar um plano de combate ao crime organizado “na semana que vem” e que, na conversa com Trump, ficou acertado que uma das frentes de trabalho entre dos dois governos será a cooperação para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA.

    “Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”, defendeu. 

    Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, equipes da Receita Federal brasileira e a contraparte norte-americana deverão fazer operações conjuntas para bloquear o contrabando de armas e outros produtos, incluindo o tráfico ilegal de drogas sintéticas provenientes dos EUA.

    Ainda segundo Lula, eles não trataram sobre facções criminosas que atuam no Brasil. O governo dos EUA estuda mudar a designação de facções brasileiras como grupo terroristas, o que na avaliação do Brasil e de especialistas é um risco à soberania e não ajuda no combate ao crime

    Em abril, Brasil e Estados Unidos já haviam anunciado um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas. 

    A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

    Terras raras

    Outro ponto abordado na reunião entre Lula e Trump foi os investimentos na exploração dos minerais críticos e das terras raras, que são fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos de equipamentos de alta tecnologia. 

    Na coletiva de imprensa, Lula disse ter informado a Trump da aprovação, nesta quarta-feira (6), da lei que institui Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). 

    O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do país.

    Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

    “Qualquer um que quiser, o Brasil estará aberto a construir parceria. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Não queremos repetir o que aconteceu com a prata na América Latina, com o ouro no Brasil, com o minério de ferro que a gente manda muito para fora e a gente poderia fazer um processo de transformação interna que a gente não fez. Então, com as terras raras, a gente vai mudar de comportamento”, garantiu o presidente.

    Vistos revogados

    Lula disse ter entregue a Trump uma lista de autoridades e seus familiares brasileiros que ainda estão sofrendo com restrição de vistos norte-americanos como retaliação por conta do julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil. 

    Parte da suspensão de vistos teria sido interrompida, mas algumas pessoas seguem sancionadas, incluindo, segundo Lula, a filha de 10 anos de idade do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).  

    Fazem parte da comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    Histórico

    A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa, desde 2025, uma fase de tensões decorrentes da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump, que retomou medidas protecionistas já observadas em seu primeiro mandato.

    O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano.

    As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas combinavam argumentações econômicas e políticas.

    Houve também críticas à Suprema Corte brasileira, no contexto das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvido com os atos golpistas que culminaram com o 8 de janeiro de 2023.

    Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e, mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

    Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo dos EUA.

    No fim de 2025 e no início deste ano, houve recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém, seguem com taxas elevadas.

    A comitiva brasileira retorna a Brasília ainda esta noite com previsão de chegada nesta sexta-feira (8).

    Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias

  • Líbano e Israel farão nova rodada de negociações nos EUA em meio a frágil trégua

    Líbano e Israel farão nova rodada de negociações nos EUA em meio a frágil trégua

    Encontro nos dias 14 e 15 será o terceiro entre os países, que não têm relações diplomáticas formais. Bombardeios de Tel Aviv e ataques do Hezbollah a tropas israelenses continuam apesar de cessar-fogo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Líbano e Israel realizarão nova rodada de negociações em Washington na semana que vem, segundo afirmou um funcionário do governo dos Estados Unidos, que pediu anonimato, nesta quinta-feira (7). Apesar da continuidade das conversas e do frágil cessar-fogo em vigor, forças israelenses têm ampliado seus ataques contra o Hezbollah no Líbano, principalmente no sul do país.

    O funcionário do Departamento de Estado americano indicou que a nova rodada de conversas entre Israel e Líbano ocorrerá nos dias 14 e 15 de maio. A autoridade não detalhou quem participaria do encontro; o último ocorreu na Casa Branca com a presença do presidente Donald Trump, do vice-presidente J. D. Vance e de diplomatas dos três países.

    A reunião será o terceiro encontro entre as partes com mediação dos EUA nos últimos meses. Israel e Líbano estão tecnicamente em estado de guerra e não mantêm relações diplomáticas desde a criação do Estado judeu, em 1948.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na terça-feira (5) que um acordo de paz entre as partes era “perfeitamente viável”, e insistiu que o Hezbollah era o obstáculo, e não qualquer outra questão entre os dois governos.

    O Líbano foi arrastado para o conflito no Oriente Médio quando o Hezbollah, uma facção xiita apoiada pelo Irã, lançou foguetes contra Israel após Washington e Tel Aviv iniciarem o conflito contra Teerã no dia 28 de fevereiro.

    Na última reunião entre os rivais em Washington, no dia 23, uma extensão de três semanas da trégua foi anunciada por Trump, mas isso não impediu que Israel continuasse sua campanha de bombardeios contra o grupo radical, que por sua vez reivindicou ataques contra as forças israelenses que ocupam algumas partes do sul do Líbano.

    Nesta quinta, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse que não havia “imunidade” para os inimigos de Israel, um dia após ataque em Beirute que teve como alvo Ahmed Ali Balout, um comandante do Hezbollah. Foi o primeiro ataque aos subúrbios ao sul de Beirute, onde a facção tem muita força política, desde o início do cessar-fogo.

    Israel afirmou que o ataque matou o comandante da força de elite Radwan do grupo. O Hezbollah não emitiu qualquer declaração sobre o ataque ou sobre a situação do comandante.

    “Ele provavelmente leu na imprensa que tinha imunidade em Beirute. Bem, ele leu e isso não é mais o caso”, disse Netanyahu. “Digo aos nossos inimigos da forma mais clara possível: nenhum terrorista tem imunidade”, afirmou o premiê.

    Israel segue também fazendo ataques na Faixa de Gaza, território palestino que tem mais de 50% de sua área controlada pelas forças do Estado judeu enquanto não avançam as etapas subsequentes do acordo que reduziu a intensidade do conflito em Gaza.

    Um bombardeio israelense matou o filho do principal negociador do Hamas nas conversas, também mediadas pelos EUA, sobre o futuro de Gaza, disse um alto funcionário do Hamas na quinta-feira, enquanto líderes do grupo terrorista realizavam conversas no Cairo com o objetivo de preservar a trégua com Israel.

    Azzam Al-Hayya, filho de Khalil Al-Hayya, não resistiu aos ferimentos na quinta-feira após ser atingido na noite de quarta-feira, segundo autoridades de saúde em Gaza e do Hamas. Ele foi o quarto filho do chefe exilado do Hamas a ser morto em ataques israelenses no território palestino.

    Líbano e Israel farão nova rodada de negociações nos EUA em meio a frágil trégua

  • Lula propôs a Trump criar grupo de combate ao crime organizado

    Lula propôs a Trump criar grupo de combate ao crime organizado

    Presidente brasileiro afirma que repressão isolada não resolve problema da produção de drogas na região. Governo tenta evitar classificação de CV e PCC como terroristas por temer intervenção dos EUA

    WASHINGTON, EUA E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou após encontro na Casa Branca com seu homólogo americano, Donald Trump, que os dois não discutiram a designação do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. “Não foi discutido isso”, disse o líder brasileiro ao ser questionado sobre o assunto pela Folha de S.Paulo.

    Lula, entretanto, disse que os dois discutiram temas considerados tabus, entre eles o combate ao crime organizado e ao narcotráfico.

    O brasileiro disse ter defendido ao presidente americano que a repressão isolada não resolve o problema da produção de drogas na América Latina. Para ele, é necessário criar alternativas econômicas para os países produtores de drogas. “Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece uma alternativa de produto para que alguém possa plantar e ganhar dinheiro?”, disse ele.

    Lula afirmou ter proposto a criação de um grupo internacional de combate ao crime organizado, envolvendo países da América Latina e, possivelmente, outras nações, “quiçá de todo o mundo”.

    Notícias ao Minuto [Delegação brasileira na Casa Branca com Trump]© Getty Images  

    “Nós criamos uma base na cidade de Manaus para combater o crime organizado, o tráfico de armas e de drogas na fronteira brasileira, com a participação de delegados da polícia de todos os países da América do Sul. Se os EUA quiserem compartilhar e participar conosco, estarão convidados”, afirmou Lula.

    O governo Lula tenta evitar a mudança na designação do CV e do PCC. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o Planalto avalia que a designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro.

    Em suas redes sociais, Trump escreveu que o encontro correu “muito bem” e que os líderes discutiram vários assuntos, incluindo comércio e tarifas. O republicano não mencionou debates relacionados ao crime organizado.

    Já o petista afirmou na entrevista coletiva que a reunião marcou “um passo importante” para fortalecer a relação histórica entre os dois países e defender o multilateralismo diante das tensões comerciais globais. “Saio daqui com a ideia de que nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os EUA”, disse.

    O presidente ressaltou que Brasil e EUA são “as duas maiores democracias do hemisfério” e afirmou que a boa relação entre os países pode servir de exemplo internacional. Segundo ele, o tema já havia sido tratado em conversa anterior com Trump, durante encontro na Malásia.

    Lula também disse ter destacado a relevância histórica dos EUA para a economia brasileira, lembrando que, ao longo do século 20, o país foi o principal parceiro comercial do Brasil. Ao mesmo tempo, criticou o que chamou de perda de interesse de Washington pela América Latina nas últimas décadas.

    Segundo o presidente brasileiro, os EUA passaram a olhar a região principalmente sob a ótica do combate ao narcotráfico, enquanto deixaram de ampliar investimentos e parcerias econômicas.

    “É importante que os EUA voltem a ter interesse nas coisas do Brasil”, afirmou. “Muitas vezes fazemos licitações internacionais para rodovias ou ferrovias e os EUA não participam. Quem participa são os chineses.”

    Lula comparou ainda a postura americana à da União Europeia, dizendo que o bloco também teria reduzido sua atenção à América Latina após priorizar o Leste Europeu. Para o presidente, o cenário internacional atual fez o mundo voltar a perceber a importância estratégica da região.

    O brasileiro afirmou também que os dois conversaram sobre terras raras e tarifas, mas que não chegaram a falar sobre o PIX, alvo de investigação comercial nos EUA. Lula disse também ter brincado com Trump em relação aos vistos na Copa do Mundo. “Espero que você não venha anular o visto dos jogadores brasileiros. Vamos vir aqui para ganhar. Ele riu”, disse.

    Antes, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também afirmou que a reunião foi positiva. Ele disse que os presidentes discutiram as investigações da Seção 301, abertas pelo governo Trump contra o Brasil e que podem resultar em sanções e tarifas adicionais ao país.

    O governo brasileiro ressaltou a necessidade de concluir a investigação. As tarifas também entraram na pauta das discussões, e as partes concordaram em voltar a se reunir nos próximos 30 dias para reavaliar o tema, acrescentou ele.

    Esta foi a sexta visita do petista à sede do governo americano, sendo a primeira sob Trump. Em mandatos anteriores, Lula visitou a Casa Branca em 2002 -ainda como eleito, antes de assumir o cargo-, 2003 e 2008, em encontros com o então presidente George Bush. Em seguida, em 2009, encontrou Barack Obama e, já em seu terceiro mandato, o brasileiro foi recebido por Joe Biden, em 2023.

    Lula propôs a Trump criar grupo de combate ao crime organizado

  • Brasil suspende exigência de visto para chineses até dezembro de 2026

    Brasil suspende exigência de visto para chineses até dezembro de 2026

    Medida oficializada por Alckmin entra em vigor na próxima segunda-feira (11) e vale para viagens de até 30 dias. Decisão foi tomada em reciprocidade à China, que suspendeu o visto para brasileiros em junho de 2025

    SALVADOR, BA (CBS NEWS) – O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), oficializou nesta quinta-feira (7) o acordo que suspende a exigência de vistos para entrada de cidadãos chineses no Brasil em viagens de curta duração.

    A medida, que entra em vigor na próxima segunda-feira (11) foi adotada em reciprocidade à China, que suspendeu a exigência de visto para cidadãos brasileiros entrarem no país em junho de 2025.

    A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta e anunciada por Alckmin em Fortaleza durante a abertura da 10ª edição do Salão do Turismo, evento promovido pelo Ministério do Turismo.

    Em discurso, Alckmin destacou o potencial de crescimento do número de turistas vindos da China, país com 1,3 bilhão de habitantes.

    Alckmin afirmou também que, mesmo com a exigência de vistos, o número de turistas chineses cresceu 35% no ano passado. A expectativa é de um crescimento ainda maior com a queda do visto.

    O acordo que suspende a exigência de vistos permanece em vigor até 31 de dezembro de 2026 e é válido para viagens de até 30 dias para turismo, negócios, trânsito, além da participação em atividades artísticas ou esportivas.

    A decisão de suspender a exigência de visto foi anunciada pelo presidente Lula em 23 de janeiro. No dia anterior, Lula havia comunicado a decisão ao líder chinês Xi Jinping em conversa por telefone.

    O Brasil vive um momento de ascensão na entrada de turistas vindos de outros países. Em 2025, o Brasil alcançou o recorde de 9,2 milhões de turistas estrangeiros. No primeiro trimestre de 2026, 3,4 milhões de visitantes internacionais entraram no país.

    Brasil suspende exigência de visto para chineses até dezembro de 2026

  • Trump diz que Lula é 'muito dinâmico' e que reunião correu 'muito bem'

    Trump diz que Lula é 'muito dinâmico' e que reunião correu 'muito bem'

    Presidentes se encontraram nesta quinta (7) na Casa Branca; brasileiro diz que encontro foi ‘muito produtivo’. Esta é a sexta visita oficial do petista à sede governo americano, e a primeira com o atual líder americano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu nas redes sociais que o seu homólogo do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é “muito dinâmico” e que a reunião entre os dois, nesta quinta-feira (7), correu “muito bem”. Segundo o republicano, os líderes discutiram vários assuntos, incluindo comércio e tarifas.

    “Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos tópicos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito bem. Nossos representantes estão programados para se reunir e discutir certos elementos-chave. Reuniões adicionais serão agendadas ao longo dos próximos meses, conforme necessário. Presidente DONALD J. TRUMP”, publicou o presidente americano em sua plataforma, a Truth Social.

    Trump e Lula se encontraram às 12h21 (Brasília) e conversaram por cerca de uma hora e 20 minutos. O cronograma previa início às 12h e, na sequência, haveria um período reservado para fala dos líderes com a imprensa. O protocolo, porém, foi alterado.

    Além de a reunião a portas fechadas ter sido alongada, eles seguiram diretamente para um almoço, sem falar com jornalistas. A entrevista coletiva no Salão Oval foi cancelada, e o encontro todo durou quase três horas.

    Lula foi ao encontro com o republicano com duas principais demandas. Entre elas, o objetivo de apresentar um acordo para combater crime organizado e também para discutir questões relacionadas a tarifas.

    Trump diz que Lula é 'muito dinâmico' e que reunião correu 'muito bem'

  • Deputados americanos pedem que Rubio não designe CV e PCC como terrorista

    Deputados americanos pedem que Rubio não designe CV e PCC como terrorista

    Em carta a secretário, parlamentares afirmam que classificação seria ‘contraproducente’ e poderia prejudicar relações entre Brasil e EUA. Documento foi encaminhado na véspera de reunião de Lula com Trump em Washington

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Parlamentares americanos enviaram uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticando a possibilidade de o governo Donald Trump classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

    O documento foi liderado pelo deputado democrata Jim McGovern, coautor da Lei Magnitsky nos Estados Unidos, e assinado por outros seis parlamentares. No documento, os congressistas afirmam que a classificação seria “contraproducente” e poderia prejudicar as relações entre Brasil e Estados Unidos.

    Os autores da carta reconhecem que o PCC e o CV representam ameaças à segurança regional, à democracia, ao meio ambiente e aos direitos humanos.

    Segundo o texto dos deputados democratas, as facções ampliaram sua atuação nos últimos anos para países como Colômbia, Peru e Bolívia e têm ligação com crimes ambientais na Amazônia e episódios de violência contra comunidades locais e lideranças sociais.

    A solicitação acontece em meio a visita do governo brasileiro aos EUA. O Brasil tenta evitar que o governo Trump anuncie a designação de CV e PCC como organizações terroristas. Na visão da gestão Lula, o rótulo abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.

    Apesar disso, os parlamentares afirmam que o governo Trump estaria ampliando de forma indevida o uso da classificação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês), sem que haja enquadramento claro nos critérios previstos pela legislação americana para atividades terroristas. Para eles, a estratégia pode enfraquecer os esforços de combate ao crime organizado no continente.

    A carta também menciona preocupações com o uso político desse tipo de classificação. Os congressistas citam o episódio em que o governo americano sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado.

    “Embora as sanções contra Moraes tenham sido retiradas após mediação diplomática, continuamos preocupados com a postura deste governo em relação ao Brasil, onde eleições nacionais serão realizadas em seis meses”, diz a carta.

    Para os parlamentares, há um preocupação de que designar organizações criminosas como terroristas possa passar a ser um mecanismo utilizado “para influenciar indevidamente as eleições em direção a um resultado que o governo considere politicamente favorável”.

    “Essa preocupação é ampliada pela longa e preocupante história de intervenção dos Estados Unidos no Brasil, incluindo o apoio documentado dos EUA à ditadura militar após o golpe de 1964”, afirmam os deputados.

    Os parlamentares defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação diplomática e policial entre os países. Eles cobram do governo brasileiro ações mais efetivas de controle de fronteiras, investigações financeiras e colaboração internacional com órgãos como a Interpol.

    A carta também pede que os EUA reforcem medidas internas para combater o tráfico de armas para a América Latina, previnir o tráfico humano e ampliar investimentos em tratamento contra drogas e desenvolvimento econômico.

    Ao final, os congressistas solicitam que o Departamento de Estado apresente ao Congresso todas as evidências que justificariam enquadrar PCC e CV como organizações terroristas antes de tomar qualquer decisão oficial. Segundo eles, a cooperação com autoridades brasileiras e organismos internacionais de direitos humanos é o caminho mais eficaz para combater o crime organizado sem violar princípios democráticos e o direito internacional.

    O encontro entre Lula e Trump ocorre um dia depois de o presidente americano assinar um documento no quel redefine o conceito de terrorismo para os Estados Unidos: pela primeira vez em 25 anos, cartéis de drogas aparecem como alvo número um da estratégia nacional de contraterrorismo americana -à frente de grupos como Al Qaeda e Estado Islâmico.

    Deputados americanos pedem que Rubio não designe CV e PCC como terrorista

  • "Carne humana" à venda na Temu? Anúncio gera polêmica (e revela mudança)

    "Carne humana" à venda na Temu? Anúncio gera polêmica (e revela mudança)

    Anúncio mal traduzido gerou indignação e fez circular teorias da conspiração nas redes sociais. Mas, por outro lado, tornou evidente que a plataforma de compras online chinesa está mudando o seu modelo de negócio

    O anúncio a um produto na Temu, promovendo “carne humana” enlatada, gerou indignação e teorias da conspiração nas redes sociais. 

    O produto, que se assemelhava a uma lata de carne enlatada, parecia ser vendido em um conjunto de três packs.

    A investigação da revista New York Magazine revela que o anúncio, provavelmente mal traduzido pelas ferramentas automáticas da Google, acabou sugerindo repetidamente informações erradas nos feeds dos internautas norte-americanos.

    Questionada sobre o assunto pela mesma publicação, a Temu explicou que o anúncio não deveria ter sido publicado e resultou de “uma falha no nosso sistema automatizado de anúncios”, que foi rapidamente corrigida. 

    Notícias ao Minuto© Reprodução/Google  

    A explicação mais provável é que um fornecedor de carne tenha inserido os termos “carne para humanos” nos metadados para evitar ser listado pelos mecanismos de busca como vendedor de carne animal. O sistema automatizado provavelmente traduziu essa expressão como “carne humana”.

    Temu não vende carne humana… mas passou a vender carne animal

    Aparentemente, a plataforma de compras online chinesa não vende, afinal, carne humana, tendo já removido o dito produto e pedido desculpas aos clientes. No entanto, a rede francesa de informação Franceinfo destaca que essa falha no algoritmo deixou claro uma questão real: a empresa “está a se tornando num supermercado” e vende agora carne animal, incluindo carne fresca.

    Desde junho de 2025, uma pequena empresa sediada em Nova York, a Grumpy Butcher, vende bifes, costeletas e bacon Wagyu na plataforma. Os produtos são enviados de um armazém americano em embalagens térmicas. No TikTok, surgiram vídeos de unboxing de bifes, que acumulam centenas de milhares de visualizações.

    @lifewithrekina #ad Temu really did their big one with these 6oz ribeyes🥩 Seasoned to perfection, seared on my griddle until my kind of done, then plated with homemade mashed potatoes and broccolini. Simple, flavorful, and a delicious dinner at home @Temu Search my code in the Temu app {kcz5925} or click my link below ⬇️⬇️⬇️ New app users only, T&Cs apply #ribeye #TemuPartner #TemuFinds #temu Luxury, Elegance, Refined – Ted D’souza & Dani Audiomix

    A Temu, que se tornou popular pela venda de utensílios improváveis enviados diretamente de fábricas chinesas, parece estar também se reinventando. Sob a pressão das tarifas massivas impostas pelo governo de Trump sobre os produtos chineses, o modelo histórico da plataforma desmoronou. Agora, tudo gira em torno de armazéns locais, vendedores nacionais e até mesmo… artigos de supermercado.

    "Carne humana" à venda na Temu? Anúncio gera polêmica (e revela mudança)