Categoria: MUNDO

  • Influenciadora achada em mala pode ter sido enterrada viva; entenda

    Influenciadora achada em mala pode ter sido enterrada viva; entenda

    Caso de Stefanie Pieper, de 31 anos, ganha novos contornos após autópsia indicar possibilidade de que a vítima ainda estivesse viva ao ser colocada em uma mala. Investigação mobiliza autoridades e especialistas forenses no país

    A morte da influenciadora austríaca Stefanie Pieper, de 31 anos, ganhou novos desdobramentos e levantou suspeitas ainda mais graves sobre o crime. Segundo informações divulgadas por veículos internacionais como o The Sun e a agência Reuters, a vítima pode ter sido enterrada viva após ser colocada dentro de uma mala pelo ex-namorado.

    O corpo foi encontrado em uma área de mata na fronteira entre a Áustria e a Eslovênia, meses após o desaparecimento da jovem, ocorrido em novembro do ano passado. O principal suspeito, identificado como Patrick M., confessou o crime e indicou às autoridades o local onde havia escondido o corpo.

    Stefanie era conhecida nas redes sociais, onde acumulava mais de 40 mil seguidores. Moradora de Graz, ela atuava como influenciadora digital, maquiadora e cantora, compartilhando conteúdos sobre moda, beleza, viagens e música.

    O desaparecimento chamou atenção após a jovem não comparecer a uma sessão de fotos profissional. Um fotógrafo, preocupado com a ausência, foi até o apartamento dela e acionou a polícia.

    Inicialmente, a investigação apontava que Stefanie teria sido estrangulada antes de ser colocada na mala. No entanto, os resultados da autópsia trouxeram uma nova hipótese: a possibilidade de que ela ainda estivesse viva no momento em que foi colocada no objeto.

    De acordo com o Ministério Público de Graz, a análise forense não conseguiu determinar com precisão o momento exato da morte. “É bem possível que ela ainda estivesse viva quando foi colocada na mala. No entanto, também é possível que tenha morrido por estrangulamento antes disso”, afirmou um porta-voz à imprensa internacional.

    Exames também identificaram ferimentos no rosto da vítima, que podem ter sido causados tanto por agressões quanto por tentativas de movimentação dentro da mala.

    Influenciadora achada em mala pode ter sido enterrada viva; entenda

  • Líder do Irã ameaça inimigos após morte de chefe de inteligência

    Líder do Irã ameaça inimigos após morte de chefe de inteligência

    Mojtaba Khamenei afirma que adversários “não devem viver em segurança” e promete resposta a ataque israelense. Declaração ocorre em meio à escalada do conflito e após morte de Esmail Khatib

    O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira, em comunicado, que os inimigos da República Islâmica não devem se sentir seguros, em referência à retaliação pela morte do ministro dos Serviços de Inteligência do país.

    A declaração foi enviada ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, após a confirmação de que Esmail Khatib foi morto em um ataque israelense.

    Mojtaba Khamenei não tem aparecido em público desde que assumiu o posto de líder supremo, após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, que morreu em um ataque aéreo de Israel no início do conflito, em 28 de fevereiro.

    Autoridades dos Estados Unidos e de Israel chegaram a indicar que o atual líder também teria sido ferido em um bombardeio recente, embora não haja confirmação oficial sobre o seu estado de saúde.
     
     

    Líder do Irã ameaça inimigos após morte de chefe de inteligência

  • Justiça nega asilo a menino detido pelo ICE e família será deportada

    Justiça nega asilo a menino detido pelo ICE e família será deportada

    Decisão determina retorno ao Equador após pedido ser recusado. Defesa vai recorrer e caso gera críticas de escola e relatos de trauma na criança após ação de agentes de imigração nos Estados Unidos

    Um juiz federal de imigração dos Estados Unidos negou o pedido de asilo da família de Liam Conejo Ramos, menino de cinco anos que chegou a ser detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis, no estado de Minnesota.

    Segundo a advogada da família, Danielle Molliver, citada pela agência Associated Press, já foi emitida uma ordem de deportação para o Equador. A defesa, no entanto, informou que vai recorrer da decisão junto ao Conselho de Apelação de Imigração.

    “Estamos profundamente desapontados com a decisão errada do juiz”, afirmou Molliver. “Estamos comprometidos com a família e vamos lutar no recurso.”

    Em entrevista ao jornal Minnesota Star Tribune, a advogada disse ainda que os familiares “estão muito decepcionados” com o resultado, já que esperavam ao menos ter uma audiência completa para apresentar seus argumentos.

    A decisão também foi criticada pelo Distrito Escolar Público de Columbia Heights, onde Liam estuda. Em nota, a instituição classificou o caso como “devastador”.

    “Respeitamos o processo legal, mas não podemos ignorar o impacto humano — especialmente nas crianças — dessa ação federal, que afetou membros da nossa comunidade que entraram no país por meios legais. Nossos pensamentos estão com Liam e sua família, e continuaremos a apoiá-lo”, diz o comunicado.

    Procurado pela Associated Press, o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que a família teve acesso ao devido processo legal e que a ordem final de deportação foi emitida em 19 de fevereiro.

    Liam e o pai, Adrián Conejo Arias, foram detidos em 20 de janeiro e transferidos para um centro no Texas. Eles foram liberados no dia 1º de fevereiro, após decisão judicial, e retornaram para casa dias depois.

    Em entrevista ao Telemundo, Adrián relatou o impacto emocional do episódio no filho. “Não foi nada fácil. Meu filho não é mais o mesmo. Ele está muito assustado. À noite, acorda chorando e pedindo ajuda… tem pesadelos”, contou.

    A mãe do menino, Erika Ramos, que está grávida, também enfrenta dificuldades. Segundo a família, ela já precisou de atendimento médico devido a complicações durante a gestação.

    Erika já havia contestado a versão apresentada pelas autoridades, que alegaram que Adrián teria abandonado o filho. Segundo ela, o marido foi abordado por agentes ao chegar em casa após buscar a criança na escola.

    “Eles o algemaram e o prenderam. Depois, pegaram meu filho e o levaram até a porta da minha casa para que eu abrisse. Ele batia e dizia: ‘Mamãe, abre a porta’. Eu estava apavorada”, relatou.

    A mãe afirma que os agentes teriam usado a criança como forma de pressioná-la a sair da residência. “Parecia uma tentativa de me provocar para que eu saísse desesperada atrás do meu filho e fosse presa também”, disse.

    Vizinhos e funcionários da escola também relataram que o menino teria sido usado como “isca”, versão negada pelo Departamento de Segurança Interna.

    O caso gerou forte repercussão após a divulgação de imagens que mostram agentes cercando a criança, que usava um gorro azul de coelho e uma mochila do Homem-Aranha.

    A secretária adjunta de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que o ICE não tinha como alvo o menino e negou que ele tenha sido detido, reiterando que a mãe se recusou a ficar com a criança após a prisão do pai.

    Justiça nega asilo a menino detido pelo ICE e família será deportada

  • Países do Golfo interceptam mísseis e drones após ataques do Irã

    Países do Golfo interceptam mísseis e drones após ataques do Irã

    Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita reagiram a ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã. A escalada do conflito já atinge países do Golfo, provoca incêndios e eleva a tensão em regiões estratégicas de produção de energia

    Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, Emirados Árabes Unidos e Kuwait informaram nesta sexta-feira (20) que estão reagindo a ataques com mísseis atribuídos ao Irã. Já a Arábia Saudita anunciou ter interceptado drones em diferentes regiões do país.

    No Bahrein, também no Golfo, estilhaços de um ataque classificado pelo governo local como uma “agressão iraniana” provocaram um incêndio em um armazém. Segundo o Ministério do Interior, as sirenes de alerta aéreo chegaram a ser acionadas, mas o fogo foi controlado e não houve vítimas.

    As Forças Armadas do Kuwait afirmaram que seus sistemas de defesa aérea estão “respondendo a um míssil hostil e a ameaças de drones”. Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério do Interior também confirmou a existência de “ameaças de mísseis” em andamento.

    Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou que seis drones foram interceptados e destruídos na região leste do país, além de outro no norte.

    Os ataques fazem parte de uma ofensiva mais ampla do Irã, que intensificou na quinta-feira ações contra infraestruturas energéticas no Golfo. Drones atingiram uma refinaria na Arábia Saudita e outras duas no Kuwait, além de causar danos significativos a uma das principais instalações de gás natural liquefeito do mundo, no Catar.

    A ofensiva ocorre em resposta a ataques israelenses ao campo de gás South Pars/North Dome, compartilhado entre Irã e Catar.
      
     

     

    Países do Golfo interceptam mísseis e drones após ataques do Irã

  • Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

    Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

    Agência Reuters diz que artista britânico se chama Robin Gunningham; Banksy, pintor e artista de rua que fez seu nome e uma fortuna de milhões de libras, seria próximo de Robert Del Naja, da banda Massive Attack

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Qual é a identidade do grafiteiro Banksy? Um dos grandes mistérios da arte neste século parece ter sido finalmente solucionado -a agência de notícias britânica Reuters publicou, na semana passada, uma investigação com o suposto nome verdadeiro e a história do artista que ficou conhecido no mundo todo ao pintar paredes de grandes cidades com imagens pop carregadas de comentário social e político.

    O advogado do artista, Mark Stephens, afirmou que Banksy não vai se manifestar sobre os detalhes da investigação. Sem confirmar nem negar a identidade de Banksy, o advogado também pediu à agência que a reportagem não fosse publicada, alegando que a divulgação violaria a privacidade do artista, interferiria em sua arte e o colocaria em perigo.

    Embora o nome de Gunningham já tivesse sido associado a Banksy numa reportagem do jornal The Mail on Sunday há quase 20 anos, o periódico não conseguiu, à época, ter certeza absoluta da identidade do grafiteiro, o que a Reuters alega ter obtido agora.

    Isto foi possível com a descoberta de uma confissão para a polícia de Nova York, escrita à mão por Gunningham e assinada por ele, na qual o artista afirma ter vandalizado um outdoor no topo de um prédio em Manhattan, em setembro de 2000.

    Este documento e um outro arquivo da Justiça americana nunca haviam sido publicados. Eles mostram que Banksy foi detido temporariamente em Nova York por perturbação da ordem pública e solto horas depois, mediante a retenção de seu passaporte, que ele recuperou ao pagar uma fiança de cerca de U$ 1.800 e completar cinco dias de trabalho comunitário.

    A identidade de Banksy sempre foi um segredo muito bem guardado. Algumas pessoas de seu círculo próximo assinaram acordos que os impediam de revelar quem ele era, e outros se mantiveram em silêncio por lealdade ou por medo de contrariar o artista, seus fãs e sua influente empresa, a Pest Control Office, que autentica suas obras e decide quem terá a oportunidade de comprar os trabalhos mais recentes.

    Durante muitos anos, houve o rumor de que o grafiteiro seria o músico Robert del Naja, da banda de trip-hop Massive Attack, originária de Bristol, no Reino Unido, também terra de Banksy.

    Segundo a reportagem, os Gunningham e Del Naja teriam uma relação próxima e seriam parceiros de grafite. Por exemplo, eles teriam viajado juntos à Ucrânia, em 2022, e há indícios de que podem ter trabalhado juntos em murais num prédio de apartamentos destruídos nos arredores de Kiev.

    Na ocasião da viagem ao país em guerra, Gunningham já havia trocado o seu nome legalmente para David Jones, um dos nomes mais populares entre os britânicos, o que, segundo a reportagem, seria uma forma de ficar invisível em público. Em 2017, havia cerca de 6.000 homens chamados assim no Reino Unido, de acordo com dados analisados pela GBG, uma empresa de inteligência de informações de identidade.

    Steve Lazarides, empresário do artista entre o fim dos anos 1990 e 2008, afirmou à agência de notícias que a identidade secreta de Banksy era uma forma de protegê-lo da polícia, dado que, em Bristol, havia uma repressão violenta às pichações e aos grafites. Mais tarde, Lazarides ajudou o artista a mudar o seu nome legalmente para David Jones, também para evitar ser rastreado.

    Stephens, o advogado, disse ainda à Reuters que Banksy “foi alvo de comportamentos obsessivos, ameaçadores e extremistas” durante anos, e que trabalhar “anonimamente ou sob um pseudônimo atende a interesses sociais vitais”.

    “Protege a liberdade de expressão, permitindo que os criadores digam a verdade ao poder sem medo de retaliação, censura ou perseguição -particularmente ao abordar questões sensíveis como política, religião ou justiça social”, afirmou.

    Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

  • Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

    Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

    Apesar do registro do domínio, o site ainda não está no ar. ‘Fiquem ligados’, disse Anna Kelly, vice-secretária de imprensa da Casa Branca

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo dos Estados Unidos registrou os domínios “alien.gov” e “aliens.gov” por meio da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, parte do Departamento de Segurança Interna do país. As informações são do USA Today.

    Até esta quinta (19), porém, ainda não havia nenhum dos sites online, e ao acessá-los, aparecia uma mensagem de erro. Também não havia informações sobre o motivo da criação dos domínios.

    Em comunicado enviado ao USA Today, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, disse: “Fiquem ligados!”, com um emoji de alienígena após a mensagem.

    Há um mês, Donald Trump disse que, diante do “grande interesse do público”, pediria que o Departamento de Defesa divulgasse documentos relacionados à existência de vida extraterrestre.

    Ele prometeu que divulgaria qualquer informação “conectada a esse assunto de alta complexidade, mas extremamente interessante e importante”.

    A declaração ocorreu justamente em uma semana em que o tema voltou a ganhar espaço em Washington. O ex-presidente Barack Obama afirmou numa entrevista que acreditava na existência de vida fora da Terra. Trump criticou a fala na ocasião, pouco antes de anunciar a divulgação dos documentos.

    Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

  • Netanyahu diz que Israel não atacará refinaria do Irã após ligação de Trump

    Netanyahu diz que Israel não atacará refinaria do Irã após ligação de Trump

    O primeiro-ministro reiterou que agiu sozinho ao atacar campo de gás iraniano de South Pars; Trump ficou irritado com ataque do aliado ao Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou nesta quinta-feira (19) que Israel não atacará o principal campo de gás do Irã após telefonema feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Netanyahu reiterou que agiu sozinho ao atacar campo de gás iraniano de South Pars. Em retaliação, o Irã atacou a infraestrutura de energia no Qatar e em todo o Oriente Médio, marcando a maior escalada na guerra de quase três semanas dos EUA e Israel contra o Irã.

    Trump ficou irritado com ataque de Israel. Na noite de ontem, o republicano disse em uma publicação na rede social que Washington “não sabia nada sobre esse ataque em particular” e que Israel não atacaria mais o campo de gás, a menos que o Irã atacasse novamente o Qatar.

    Netanyahu diz que Israel não atacará refinaria do Irã após ligação de Trump

  • Irã atinge o caça mais moderno dos EUA pela 1ª vez em combate

    Irã atinge o caça mais moderno dos EUA pela 1ª vez em combate

    F-35 foi avariado sobre o país e obrigado a fazer um pouso de emergência numa base do Oriente Médio; EUA aproveitam conflito e vendem mais de US$ 16 bilhões em armas para países sob ataque no golfo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um caça de quinta geração F-35, o mais moderno do arsenal dos Estados Unidos, foi atingido pela primeira vez em combate na história sobre o Irã. O avião foi avariado, mas o piloto conseguiu pousá-lo em segurança numa base não revelada no Oriente Médio.

    O incidente foi revelado nesta quinta-feira (19), o 20º dia da guerra iniciada pelos EUA e Israel contra a teocracia, pela rede CNN. Um porta-voz do Comando Central das Forças Armadas americanas, Tim Hawkins, disse que “o incidente está sob investigação”.

    A hipótese mais provável é de que o F-35 tenha sido atingido por fogo antiaéreo do Irã, algo que tanto Donald Trump quanto o premiê Binyamin Netanyahu afirmam ser impossível dada a supremacia da coalizão americano-israelense nos céus do rival.

    Tal vantagem existe, mas é relativa. Apesar de a estrutura de defesa iraniana ter sido duramente alvejada no conflito, ela pode ter preservado alguns lançadores móveis ou mesmo portáteis. Como não se sabe a altitude em que o F-35 voava, isso por ora é especulativo.

    O caça, que tem tecnologia furtiva ao radar, é operado na região a partir principalmente da base de Muwaffaq, na Jordânia, e do porta-aviões USS Abraham Lincoln -no caso, sua versão naval, a F-35C. Há ainda cerca de 20 F-35B, de decolagem vertical, a caminho no navio de desembarque anfíbio USS Patriot, deslocado do Japão.

    Antes, os EUA só tinham perdido em combate três caças F-15E, abatidos ao que tudo indica por um F/A-18 do Kuwait naquilo que parecia ser um incidente de fogo amigo. Há relatos não confirmados de que o piloto árabe estaria preso sob suspeita de ter agido de propósito. Todos os seis aviadores americanos nos aparelhos sobreviveram.

    Além disso, na semana passada um avião-tanque KC-135 caiu no norte do Iraque, aparentemente após bater em outro modelo igual durante uma operação de reabastecimento. Nesse episódio, os seis tripulantes morreram. Israel não registrou nenhuma perda de equipamento.

    Na região, quem opera o F-35 é o Estado judeu, com ao menos 39 dos 50 caças que encomendou em ação. Nesta guerra, um deles teve sua primeira vitória aérea contra um avião tripulado, ao derrubar um indefeso avião de treinamento de fabricação russa sobre o Irã.

    No ano passado, Trump autorizou a venda do modelo para a Arábia Saudita. O preço do avião depende do pacote de compra, mas nunca fica abaixo de US$ 100 milhões (R$ 525 milhões) ao fim.

    O caça é desejado no Oriente Médio, não menos pelo interesse dos países árabes em equilibrar forças com Israel, e objeto de polêmicas. O governo Joe Biden, antecessor do republicano, vetou uma venda dele aos Emirados Árabes Unidos.

    A atual guerra parece já ter mudado o cenário. Nesta quinta, o Departamento de Estado aprovou a venda de mais de US$ 16 bilhões (R$ 84 bilhões) em armas para países do golfo Pérsico sob ataque da retaliação iraniana pela guerra.

    Os Emirados são os principais compradores, tendo pedido sistemas de radares para defesa antiaérea, mísseis ar-ar para seus caças F-16 e drones, por US$ 8,4 bilhões (R$ 44 bilhões). O Kuwait fez pedido semelhante, por US$ 8 bilhões (R$ 42 bilhões). Houve também uma aprovação não detalhada para a Jordânia.

    A região sempre foi grande cliente de armas ocidentais, particularmente dos EUA. Em 2025, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, são do Oriente Médio 6 dos 10 países que mais investem em defesa considerando o gasto proporcional ao PIB.

    A venda devido à ameaça iraniana numa guerra iniciada pelos americanos remete a uma lógica denunciada pelo presidente Dwight Eisenhower ao se despedir do cargo, em 1961, segundo a qual a política externa americana estava interligada aos interesse do que chamou de complexo industrial-militar.

    Irã atinge o caça mais moderno dos EUA pela 1ª vez em combate

  • Jornalista escapa de míssil durante reportagem no sul do Líbano

    Jornalista escapa de míssil durante reportagem no sul do Líbano

    O jornalista Steve Sweeney, que trabalha como correspondente para a televisão estatal russa (RT), estava gravando uma reportagem, no Líbano, quando um míssil caiu a poucos metros dele. Veja o momento!

    O jornalista britânico Steve Sweeney, que trabalha como correspondente para a televisão estatal russa (RT), estava gravando uma reportagem quando um míssil caiu a poucos passos do local onde se encontrava, no sul do Líbano. 

    O incidente, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (19), foi registrado pelo repórter de imagem, Ali Rida, que gravava Sweeney. 

    Apesar do susto e da cena inusitada, a RT afirmou que a equipe ficou bem e que sofreram apenas ferimentos leves. 

    A editora do canal, Margarita Simonyan, escreveu na rede social X: “O nosso correspondente Steve Sweeney ficou ferido por um ataque israelense no Líbano”. “Ambos os homens estão conscientes no hospital, os médicos estão diagnosticando a extensão de estilhaços. Os jornalistas de guerra não são alvos legítimos. Rezamos por ele”.

    Pode ver o momento abaixo:

    Vale lembrar que Israel tem vindo a atacar o sul do Líbano, enquanto o conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua, fazendo alvo do que dizem tratar-se de alvos do Hezbollah.

    Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irã. Teerã respondeu com o encerramento do Estreito de Ormuz e o lançamento de ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

    Jornalista escapa de míssil durante reportagem no sul do Líbano

  • Macron quer negociações para impedir ataques a infraestruturas de energia

    Macron quer negociações para impedir ataques a infraestruturas de energia

    Presidente francês cobra “conversações diretas” e alerta para riscos à produção de petróleo no Oriente Médio. Escalada do conflito já afeta preços globais e interrompe operações em países do Golfo

    O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quinta-feira a abertura de negociações diretas entre Estados Unidos e Irã para evitar impactos na produção de petróleo no Oriente Médio. A declaração foi feita na chegada à cúpula de líderes europeus, em Bruxelas.

    Macron classificou como imprudente a expansão do conflito para áreas de produção de energia, especialmente após ataques atingirem países do Golfo, como o Catar.

    “Vários países do Golfo foram atingidos, pela primeira vez, nas suas capacidades de produção, da mesma forma que o Irão”, afirmou, ao pedir uma “rápida desescalada” do conflito.

    O Irã intensificou, nesta manhã, ataques contra infraestruturas energéticas da região, atingindo instalações de gás natural liquefeito no Catar e refinarias de petróleo no Kuwait. A escalada do conflito já impacta o mercado global, com alta nos preços dos combustíveis e aumento de cerca de 35% no valor do gás na Europa.

    Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades informaram a interrupção de operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.

    Para Macron, o agravamento da situação representa “uma irresponsabilidade”, tema que ele disse já ter discutido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sobre o qual pretende dialogar também com o Irã.

    O líder francês reiterou a necessidade de “regressar à negociação e ao diálogo” e destacou como prioridades “tentar, ao máximo, preservar e salvar a capacidade de produção”, além da reabertura de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz.

    Macron também defendeu uma pausa nos ataques durante o início do Eid al-Fitr, celebração que marca o fim do Ramadã. “Acredito que os ânimos devem acalmar e os combates devem cessar, pelo menos por alguns dias”, declarou.

    Na quarta-feira à noite, o presidente francês já havia proposto uma “trégua nos ataques contra as infraestruturas civis, particularmente as infraestruturas energéticas e hídricas”, após conversar com Trump e com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani. Mesmo assim, os ataques continuaram.

    Sobre a cúpula do Conselho Europeu, Macron destacou a competitividade como prioridade. “Queremos mais simplificação” e “um mercado único europeu mais profundo para avançar mais rapidamente e ser mais competitivo”, afirmou.

    Ele também defendeu mais investimentos, especialmente em inovação, pesquisa e tecnologia, além da diversificação de parcerias. “Queremos uma diversificação das nossas parcerias, que é necessária no atual contexto geopolítico”, concluiu.

    Macron quer negociações para impedir ataques a infraestruturas de energia