Categoria: MUNDO

  • Palestinos recebem reabertura de Rafah com sentimentos mistos após mais de 2 anos de guerra

    Palestinos recebem reabertura de Rafah com sentimentos mistos após mais de 2 anos de guerra

    Posto de controle continua com limitações, e trânsito precisa de autorização israelense e egípcia; área é dominada por tropas de Israel; cerca de 20 mil palestinos precisam de tratamento fora do território

    SÃO PAULO, SP (DOLHAPRESS) – Palestinos na Faixa de Gaza recebem a reabertura da passagem de Rafah, a única via de entrada e saída do território sem ser por Israel, com sentimentos mistos de esperança e indignação, nesta segunda-feira (2).

    O posto de controle foi reaberto para entrada e saída apenas para palestinos a pé. Todos ainda precisam passar por controle e autorização de israelenses e egípcios.

    Segundo a agência Reuters, citando duas fontes do território, a princípio a permissão será para apenas 50 palestinos entrando e 50 saindo de Gaza por dia. Já de acordo com a AFP, citando autoridades egípcias, serão 150 autorizados a sair e 50 a entrar diariamente.

    Mais tarde, pessoas do governo egípcio ouvidas pela Reuters disseram que alguns palestinos buscando tratamento médico cruzaram a fronteira nesta segunda. Eles receberam um primeiro atendimento na abertura de Rafah e levados em três ambulâncias para hospitais no Egito.

    “Esperávamos que a passagem de Rafah seria aberta e facilitada para pacientes necessitando de tratamento no Egito. Um paciente vai ao Egito receber tratamento, não passar por revistas e escutar ‘você volta’, ‘você fica’, ‘você não pode’. Isso é totalmente inaceitável”, afirmou Salim Ayad à Reuters.

    Cerca de 20 mil pacientes palestinos esperam tratamento médico urgente que não conseguem obter na Faixa de Gaza, segundo médicos do território.

    Estima-se que cerca de 100 mil palestinos deixaram Gaza nas primeiras semanas da guerra. Muitos deles buscam voltar para reencontrarem os familiares que ficaram, mas isso significa encontrar também suas casas e bens destruídos no território, arrasado pela guerra e os bombardeios israelenses.

    “A abertura de Rafah também é boa notícia para nós porque não há tratamento para crianças aqui, nada está disponível no hospital. Não há equipamentos, medicamentos, nada”, afirmou Iman Hamdouna, mãe de uma criança de 2 anos, à Reuters.

    Ao mesmo tempo que reabriu Rafah, no entanto, Israel anunciou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deverá interromper suas atividades em Gaza por ter se recusado a fornecer uma lista de seus funcionários palestinos -algo “aplicável a todas as instituições humanitárias que operam na região”, segundo o Ministério da Diáspora israelense, responsável pelo registro das ONGs.

    A reabertura é um dos principais passos da segunda etapa do plano de paz proposto pelos EUA e países muçulmanos da região, cuja primeira etapa começou com o cessar-fogo de outubro do ano passado e foi finalizada com o retorno do corpo de Ran Gvili, o último refém que restava em Gaza.

    Para Ali Shaath, o chefe do governo palestino tecnocrático que será encarregado de governar Gaza, a abertura de Rafah “não é apenas uma medida administrativa, mas marca o início de um longo processo destinado a restabelecer o que foi rompido e a abrir uma verdadeira janela de esperança”.

    “Estamos felizes com a reabertura da passagem, e se Deus quiser, ela vai abrir mais para que tudo de que tivemos falta durante a guerra possa entrar. Precisamos de combustível, comida, farinha, seringas, tudo. Tendas, lençóis, colchões”, disse à Reuters Asmahan abdel Atti.

    O anúncio da reabertura foi feito neste domingo (1º) pelo Cogat, braço do Ministério da Defesa que supervisiona assuntos civis em Gaza. Egito e Jordânia reagiram condenando o que chamaram de tentativa de deslocar palestinos do território.

    Palestinos recebem reabertura de Rafah com sentimentos mistos após mais de 2 anos de guerra

  • Em novo recuo, governo Trump diz que agentes de imigração vão usar câmeras

    Em novo recuo, governo Trump diz que agentes de imigração vão usar câmeras

    Secretária de Segurança Interna anuncia que medida vale ‘imediatamente’ para membros do ICE e CBP em Minneapolis; programa será estendido a todo o país em breve, diz Kristi Noem; pasta virou centro de disputa orçamentária

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em novo recuo depois que agentes federais mataram duas pessoas em menos de um mês em Minneapolis, o governo Donald Trump disse nesta segunda-feira (2) que todos os membros do ICE, o serviço de imigração americano, e do CBP, a agência de fronteiras dos Estados Unidos, vão passar a usar câmeras corporais.

    A medida foi anunciada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e vale “imediatamente” para agentes de campo em Minneapolis, cidade onde o ICE e o CBP mataram Renee Good, no dia 7, e Alex Pretti, no dia 24, respectivamente.

    De acordo com Noem, todos os agentes federais de imigração dos EUA vão ser equipados com as câmeras “à medida que o financiamento for disponibilizado”. “Esse é o governo mais transparente da história americana -obrigado, presidente Trump”, concluiu Noem em publicação no X.

    O uso de câmeras corporais, que gravam interações de agentes de segurança durante operações, era uma das exigências feitas pela liderança do Partido Democrata na disputa orçamentária que ameaça paralisar o funcionamento do Departamento de Segurança Interna (DHS).

    Trump, que tem maioria de apenas três assentos no Senado e dois na Câmara dos Representantes, trava um conflito acirrado com a oposição no Congresso para conseguir manter o governo federal funcionando. Depois de um acordo com senadores democratas na sexta (30), um pacote orçamentário foi aprovado que libera recursos para o governo até setembro de 2026 -com exceção do DHS, que foi separado da lei principal e receberá financiamento por apenas duas semanas.

    Com isso, os democratas esperam conseguir negociar mais medidas para “conter o ICE”, nas palavras do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer.

    Em novo recuo, governo Trump diz que agentes de imigração vão usar câmeras

  • Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise

    Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise

    Em primeiro sinal de recuo, teocracia diz que nunca programou manobras no estratégico estreito de Hormuz anunciadas na quinta; americano disse que pode haver um acordo acerca do programa nuclear do país persa, mas não cita manifestantes que apoia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após semanas de escalada militar americana no Oriente Médio, uma janela se abriu para a primeira negociação direta entre os Estados Unidos e o Irã. O enviado de Donald Trump para conflitos, Steve Witkoff, deverá se encontrar na sexta (6) com o chanceler do país persa, Abbas Araghchi.

    A reunião ocorrerá em Istambul, segundo o site Axios, que a revelou. Outros veículos americanos confirmaram o encontro, após um fim de semana com sinais de que o regime teocrático queria conversar. “Estamos abertos a negociação, mas não sob pressão”, disse Araghchi nesta segunda-feira (2).

    Após ser advertido pelos Estados Unidos, o Irã negou ter planejado conduzir exercícios militares com tiro real no estreito de Hormuz, a estratégica passagem de 20% do petróleo e gás do mundo que separa o país da península Arábica.

    As manobras haviam sido anunciadas pela Press TV, uma emissora de língua inglesa controlada pela teocracia e vista como porta-voz dos interesses da poderosa Guarda Revolucionária.

    Na quinta-feira passada (29), o canal havia dito que o treino do braço naval da Guarda ocorreria no domingo (1º) e nesta segunda. Teerã emitiu alertas para restringir a navegação nas áreas em que haveria disparos.

    “O Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA) insta a Guarda Revolucionária a conduzir os exercícios navais anunciados de uma forma que seja segura, profissional e evite riscos desnecessários para a liberdade de navegação do tráfego marítimo internacional”, disse o órgão que opera no Oriente Médio em nota na sexta (30).

    Ato contínuo, no domingo uma autoridade iraniana que não foi nominada pela Reuters disse à agência de notícias que o relato da Press TV estava errado, o que parece basicamente improvável dado o controle que a Guarda exerce sobre a emissora.

    Na véspera, houve um incidente nebuloso que adiciona contexto ao aparente recuo. Explosões atingiram o porto de Bandar Abbas, o principal centro de operações do Irã no estreito, matando ao menos cinco pessoas. O regime alegou vazamento de gás.

    Também no domingo, Trump surgiu em frente a repórteres menos belicoso.

    Disse que queria abrir uma negociação. “Espero que cheguemos a um acordo. Se não chegarmos a um acordo, então descobriremos se ele estava certo ou não”, disse ele, acerca da ameaça feita pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de que um ataque americano dispararia uma guerra regional ampla.

    Os EUA enviaram um grupo de ataque de porta-aviões e inúmeros ativos militares. Negociar pode ser também uma forma de aumentar a pressão, com a chegada esperada de mais armamentos.

    Reflexo desses movimentos, o preço do petróleo Brent, caiu quase 5% na abertura do mercado nesta segunda.

    Desde seu primeiro mandato, Trump quer ver derrubada a teocracia rival dos EUA. No ano passado, ajudou Israel em sua guerra de 12 dias contra o regime com um ataque direto a instalações de seu programa nuclear, na esperança de que isso enfraquecesse o governo.

    De fato o minou, mas também aumentou a repressão interna. No fim de 2025, protestos começaram nas ruas devido à crise econômica, e rapidamente se tornaram os maiores atos contra o regime islâmico desde sua fundação, em 1979. ONGs estimam mais de 5.000 mortes pelas forças de segurança.

    O país está sob um blecaute de internet, mas o governo parece ter retomado controle da situação. Trump, no auge dos atos, prometeu enviar ajuda aos manifestantes. De fato cercou o Irã de navios e aviões de ataque, mas agora mudou o foco para o programa nuclear dos aiatolás.

    Em 2018, republicano havia retirado os EUA do acordo que trocava o fim de sanções econômicas ao compromisso de que o Irã não desenvolveria a bomba atômica.

    Isso desmontou o arranjo ao fim, e hoje o país persa acumulou ao menos 400 kg de urânio enriquecido a um nível suficiente para talvez 15 armas de baixo rendimento. Não se sabe o quanto disso sobreviveu ao ataque americano de junho passado.

    Não houve avanços na negociação desde então também, levando à escalada atual, que é temperada pelo voluntarismo de Trump após o sucesso em capturar o ditador Nicolás Maduro há um mês. O venezuelano é uma aliado do Irã, mas as condições operacionais em caso de conflito agora são bastante mais complexas para os EUA.

    Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise

  • Site aponta quem são agentes mascarados que mataram homem em Minneapolis

    Site aponta quem são agentes mascarados que mataram homem em Minneapolis

    ProPublica afirma que Jesus Ochoa e Raymundo Gutierrez foram os responsáveis por disparos; governo e agentes não comentam; Casa Branca recusa informar identidades de atiradores ao Congresso e a autoridades estaduais e locais

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os dois agentes federais de imigração mascarados que mataram o enfermeiro Alex Pretti, em Minneapolis, foram identificados pelo site americano ProPublica como Jesus Ochoa e Raymundo Gutierrez.

    Segundo o site, que cita registros do governo dos Estados Unidos, Ochoa tem 43 anos e Gutierrez, 35, e ambos são do sul do Texas.

    Ochoa é um agente da Patrulha de Fronteira que se juntou ao CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras, em inglês) em 2018. Gutierrez está no órgão desde 2014 e trabalha no escritório de operações de campo da agência, em uma equipe que conduz operações especiais de alto risco.

    O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), pasta do governo de Donald Trump responsável pelo CBP, ICE e outros órgãos de migração, não respondeu a pedidos de comentário feitos pela ProPublica, e indicou que o site deveria buscar o FBI, a polícia federal americana –que também não comentou. O site diz que tentou contatar Ochoa e Gutierrez diversas vezes, mas não foi atendido.

    O site publicou a reportagem sobre as identidades dos atiradores com uma nota em que justificam a divulgação.

    “Acreditamos que há poucas investigações que merecem mais esclarecimento e escrutínio público do que essa, na qual dois agentes mascarados atiraram dez vezes em Pretti enquanto ele estava estirado no chão, depois de receber spray de pimenta. O Departamento de Justiça diz que a investiga o incidente, mas os nomes dos dois agentes não foram informados nem ao Congresso, nem às forças de segurança estaduais e municipais”, diz a nota.

    “A política de proteger a identidade dos agentes é um severo desvio dos protocolos padrão de atuação das forças de segurança, segundo legisladores, procuradores estaduais e ex-autoridades federais. Tal sigilo, na nossa visão, priva o público da ferramenta mais fundamental de responsabilização pública”, afirma o site.

    Pretti, 37, protestava em Minneapolis contra as ações de agentes federais de imigração no último dia 24 quando foi abordado. Ele, que filmava a operação, foi derrubado, recebeu disparos de spray de pimenta no rosto e foi imobilizado por ao menos seis agentes.

    Durante a imobilização, agentes gritaram que Pretti tinha uma arma -ele tinha licença para porte e em nenhum momento aproximou as mãos da arma que estaria na parte de trás de sua cintura. Em seguida, um dos agentes deu um tiro em Pretti, que caiu no chão, e foi atingido por mais nove tiros. Ele foi dado como morto a caminho do hospital.

    O governo Trump se apressou em classificar Pretti de “terrorista doméstico” que queria “massacrar” agentes federais. Após evidências em vídeos gravados por testemunhas com diversos ângulos da ação contradizendo a versão oficial, a Casa Branca passou a mudar de tom e dizer que revisaria o ocorrido.

    Autoridades estaduais e locais, no entanto, denunciaram que não estavam conseguindo trabalhar com o governo federal, inclusive sem acesso imediato ao local da morte de Pretti.

    Um órgão corregedor do próprio CBP, durante a semana, enviou ao Congresso americano um primeiro relatório escrito produzido pelo governo federal sobre o incidente. Nele, novas contradições: o texto não menciona que Pretti estava armado ou que ameaçava agentes quando foi abordado, além de notificar o Legislativo de que dois agentes realizaram os disparos, não um, como disseram autoridades federais inicialmente.

    O relatório, no entanto, não continha os nomes dos agentes, que foram afastados das funções. Após semanas de protestos, o Departamento de Justiça afirmou que sua Divisão de Direitos Civis iniciaria uma investigação sobre a morte de Pretti.

    Site aponta quem são agentes mascarados que mataram homem em Minneapolis

  • Hospital francês evacuado após doente dar entrada com projétil no corpo

    Hospital francês evacuado após doente dar entrada com projétil no corpo

    Jovem, de 24 anos, apresentava desconforto extremo. Sujeito a uma cirurgia de emergência, médicos descobriram que paciente tinha um projétil da I Guerra Mundial no ânus

    A história é quase inacreditável. É desta forma que a RTL começou noticiando o acontecimento inusitado que aconteceu na noite de sábado em um hospital no sul da França.

    Um homem, de 24 anos, obrigou a que um hospital francês tivesse de ser evacuado depois de a sua situação clínica representar um perigo  para todos os que ali se encontravam.

    A situação aconteceu em Toulouse, no unidade de urgência do Hospital Rangueil. 

    O doente apresentou-se nesta unidade de saúde, mostrando-se desconfortável com a situação em que se encontrava. 

    “Ele estava em uma posição de desconforto extremo, tendo inserido um objeto no seu ânus”, afirmou uma fonte. Apesar da situação embaraçosa, referem os meios de comunicação franceses, o jovem não tinha outra opção se não a de procurar ajuda.

    Segundo relata o France 3, a consulta médica rapidamente se transformou em uma operação de comando, após o momento em que se percebeu que o doente tinha um projétil militar na zona do reto.

    Durante a cirurgia para a remoção do objeto, os médicos perceberam que se tratava de um projétil de artilharia datado da Primeira Guerra Mundial, ou seja, com mais de 100 anos. O mesmo ainda não tinha sido ativado, motivo pelo qual foi necessário chamar especialistas em desativação de bombas para neutralizar o projétil, tal como os bombeiros, caso alguma coisa corresse mal, nomeadamente pelo risco de explosão ou incêndio. No local, refere a RTL, foi implementado um perímetro de segurança.

    O projétil tinha 16 centímetros de comprimento e já no exterior, foi neutralizado, e não representa risco para o público. Já o jovem permanecia hospitalizado esta segunda-feira (2). 

    O Ministério Público de Toulouse (Haute-Garonne) abriu uma investigação após o incidente. Não se sabem as circunstâncias em que o jovem se viu nessa situação, mas, de acordo com o La Dépêche du Midi, ele poderá ser acusado por “posse de munições de categoria A” e pela perturbação da ordem pública no estabelecimento de saúde.

    A vítima, de nacionalidade francesa, deverá ser interrogada ainda esta semana.

    Hospital francês evacuado após doente dar entrada com projétil no corpo

  • Jeffrey Epstein se descreveu como "predador sexual de categoria um"

    Jeffrey Epstein se descreveu como "predador sexual de categoria um"

    Declaração consta em entrevista incluída nos novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. No material, Jeffrey Epstein também fala sobre dinheiro, ética e filantropia, enquanto arquivos revelam detalhes de sua prisão, morte e relações com figuras públicas

    Em uma entrevista incluída nos documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jeffrey Epstein afirmou ser um “predador sexual de categoria um”, que classificou como “o mais baixo”.

    O material faz parte de um conjunto de arquivos que vêm sendo tornados públicos desde o ano passado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Na última sexta-feira, foram divulgadas cerca de três milhões de páginas, além de 180 mil imagens e dois mil vídeos relacionados ao caso.

    Na entrevista, cuja data exata não foi informada, Epstein é questionado se seria um predador sexual de categoria três. Ele responde de forma direta: “Categoria um. Sou o mais baixo”.

    Embora o entrevistador não apareça nas imagens, há indícios de que se trate de Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump durante os primeiros meses do primeiro mandato do republicano.

    Em outro momento da conversa, Epstein é questionado se seria “o próprio diabo”. Ele responde: “Não, mas tenho um bom espelho”. O entrevistador insiste, afirmando que a pergunta era séria, antes de a gravação ser interrompida.

    “Não sei. Porque você diria isso? […] O diabo me assusta”, disse o criminoso.

    Na mesma entrevista, Jeffrey Epstein também fala sobre a origem de sua fortuna. Questionado se o dinheiro que acumulou poderia ser considerado “dinheiro sujo”, ele respondeu de forma categórica: “Não, não é”.

    “Eu mereci”, afirmou. O entrevistador rebateu dizendo que ele teria construído sua riqueza aconselhando “as piores pessoas do mundo, que fazem coisas terríveis, tudo para ganhar mais dinheiro”.

    Epstein respondeu que “a ética é sempre um assunto complicado” e acrescentou que doou recursos para iniciativas voltadas à erradicação da poliomielite no Paquistão e na Índia.

    Durante a conversa, o entrevistador o define como financista e propõe um cenário hipotético no qual Epstein entraria em um hospital e diria às pessoas mais pobres que o dinheiro disponível vinha de um criminoso. Em seguida, questiona qual seria a porcentagem de pessoas que recusariam os recursos. “Qual é a porcentagem de pessoas que diriam: ‘Não me importo, quero o dinheiro para os meus filhos?’”, perguntou.

    “Eu diria que todos diriam: ‘Quero o dinheiro para os meus filhos’”, respondeu Epstein.

    Na sexta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou novos documentos ligados ao caso de Jeffrey Epstein. O material inclui informações sobre o período em que ele esteve preso, como um relatório psicológico, além de registros relacionados às circunstâncias de sua morte e a investigações envolvendo Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar no tráfico sexual de menores.

    Os arquivos também reúnem páginas de e-mails trocados entre Epstein e diversas figuras públicas norte-americanas e internacionais, entre elas o então presidente Donald Trump. A maioria das mensagens é de mais de uma década atrás e expõe relações mantidas pelo financista ao longo dos anos.
     
     
    Jeffrey Epstein, então com 66 anos, foi preso em 6 de julho de 2019 após ser acusado de tráfico sexual. Cerca de um mês depois, o multimilionário foi encontrado morto em sua cela. A autópsia concluiu que a morte foi causada por suicídio.

    Jeffrey Epstein se descreveu como "predador sexual de categoria um"

  • Rússia diz não ter interesse na Groenlândia

    Rússia diz não ter interesse na Groenlândia

    Até o momento, o Kremlin não havia se pronunciado sobre as acusações do líder americano. Medvedev disse ainda que essa narrativa estava sendo inventada por líderes ocidentais para “justificar seu próprio comportamento”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Rússia disse que alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que estaria interessada em invadir a Groenlândia são falsas.

    Para o país, suposta ameaça russa ou chinesa sobre a Groenlândia são “histórias falsas de terror”. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (2) por DmitrI Medvedev, um alto funcionário de segurança do Kremlin e que foi presidente da Rússia de 2008 a 2012.

    Até o momento, o Kremlin não havia se pronunciado sobre as acusações do líder americano. Medvedev disse ainda que essa narrativa estava sendo inventada por líderes ocidentais para “justificar seu próprio comportamento”.

    Trump tem justificado querer anexar a ilha para impedir que o mesmo seja feito pela China e pela Rússia. O porta-voz da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Alison Hart, também afirmou que o objetivo da negociação era garantir que as duas nações nunca ganhassem influência ou militar sobre o território.

    Trump diz já ter definido com a organização a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia. Republicano não detalhou, porém, como seria esse acordo. “Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan”, escreveu Truo presidente na Truth Social.

    SEM USO DA FORÇA

    Trump havia pedido negociações e disse que “não usará a força”. Durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o líder norte-americano ameaçou os europeus e disse que os Estados Unidos “vão se lembrar” caso não recebam apoio para incorporar a Groenlândia.

    O republicano falou ainda que a Groenlândia é um “grande pedaço de gelo” e que Dinamarca não protegeu região. O presidente americano afirmou que os EUA buscam “negociações imediatas” e que a Dinamarca não gastou o prometido na ilha. “Não há sinal da Dinamarca ali”, alegou. Não ficou claro se o novo acordo pela ilha envolveria aumentar presença militar da Dinamarca.

    Rússia diz não ter interesse na Groenlândia

  • Influenciador brasileiro apoiador de Trump é preso pelo ICE nos EUA

    Influenciador brasileiro apoiador de Trump é preso pelo ICE nos EUA

    Conhecido nas redes por defender o presidente Donald Trump, Junior Pena foi detido por agentes de imigração após faltar a uma audiência migratória. Segundo um amigo, a prisão ocorreu por um problema administrativo e não há ordem de deportação

    O influenciador brasileiro Junior Pena, conhecido nas redes sociais por apoiar publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi preso no sábado, dia 31, por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Ele vive nos Estados Unidos desde 2009 e soma mais de 480 mil seguidores no Instagram, onde publica conteúdos sobre imigração e a vida de brasileiros no país.

    Segundo o policial Maycon MacDowel, amigo pessoal do influenciador, Junior Pena está detido no centro de detenção Delaney Hall, em Nova Jersey. De acordo com ele, a prisão ocorreu por um problema administrativo relacionado a uma audiência migratória à qual o brasileiro não compareceu.

    MacDowel afirmou ainda que o influenciador não possui ordem de deportação e que uma advogada foi contratada para tentar reverter a situação. Em vídeo publicado nas redes sociais, o policial explicou que Junior havia recebido autorização judicial para dar continuidade ao processo de regularização, mas a ausência na audiência acabou resultando na detenção. “Para não ter fofoca: ele não tem carta de deportação nenhuma”, afirmou.

    Antes de ser preso, Junior Pena havia minimizado preocupações com deportações em vídeos publicados nas redes sociais. Nas gravações, defendeu as políticas migratórias de Trump e afirmou que as medidas seriam direcionadas apenas a imigrantes em situação irregular ou envolvidos em crimes.

    “Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar, assim como muitos imigrantes que querem ficar em ordem. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e as pessoas que estão fazendo coisa errada. Você acha que ele vai deportar quem está querendo ajudar o país? De jeito nenhum”, disse.

    O caso repercutiu nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter), onde usuários ironizaram a prisão do influenciador e relacionaram o episódio às posições políticas defendidas por ele.

    Influenciador brasileiro apoiador de Trump é preso pelo ICE nos EUA

  • Trump ameaça processar Trevor Noah após piada sobre ilha de Epstein

    Trump ameaça processar Trevor Noah após piada sobre ilha de Epstein

    Presidente dos Estados Unidos reagiu a comentários feitos durante o Grammy Awards e voltou a negar qualquer ligação com a ilha do financista Jeffrey Epstein. Declarações ocorrem após a divulgação de novos documentos ligados ao caso

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou processar o comediante Trevor Noah, que apresentou a 68ª edição do Grammy Awards, após uma menção à suposta visita do republicano à ilha de Jeffrey Epstein.

    Em publicação na rede Truth Social, nesta segunda-feira, Trump criticou duramente a cerimônia e a emissora CBS. “O Grammy Awards é o pior, praticamente impossível de assistir. A CBS tem sorte de não ter mais esse lixo em sua programação”, escreveu.

    Na sequência, atacou o apresentador. “O apresentador Trevor Noah, seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel no Low Ratings Academy Awards”, afirmou.

    Trump voltou a negar qualquer ligação com a ilha de Epstein e acusou Noah de divulgar informações falsas. “Noah disse, incorretamente, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na ilha de Epstein. Errado. Não posso falar por Bill, mas eu nunca estive na ilha de Epstein, nem em qualquer lugar próximo”, declarou.

    O presidente afirmou ainda que “nunca” foi acusado de ter estado no local, “nem mesmo pelas fake news”. Em tom agressivo, disse que o comediante deveria “verificar os fatos rapidamente” e ameaçou acionar seus advogados. “Parece que vou pedir aos meus advogados para processar esse pobre, patético, sem talento, idiota. Perguntem ao pequeno George Slopadopolus e a outros como isso funciona. Perguntem também à CBS”, escreveu, acrescentando: “Noah, prepare-se, vou me divertir com você”.

    As declarações ocorrem dias após a divulgação de um grande volume de documentos ligados ao caso Epstein. Na sexta-feira, autoridades tornaram públicos cerca de três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos que integram os arquivos do criminoso sexual. O material inclui informações sobre o período em que Epstein esteve preso, um relatório psicológico, registros relacionados à sua morte e documentos da investigação envolvendo Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar no tráfico sexual de menores.

    Entre os arquivos, há também trocas de e-mails entre Epstein e diversas personalidades norte-americanas e internacionais, inclusive Donald Trump. A maior parte das mensagens é de mais de uma década atrás e indica relações sociais mantidas pelo empresário.

    O nome de Trump aparece diversas vezes nos documentos divulgados. Ele e Epstein mantiveram amizade por anos, embora o presidente afirme que os dois romperam relações e que desconhecia os crimes cometidos pelo financista.

    Os novos arquivos incluem ainda uma lista elaborada pelo FBI no ano passado, com alegações feitas contra Trump por meio de uma linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças. Segundo as autoridades, trata-se de denúncias não verificadas, sem provas que as sustentem, incluindo alegações de abuso sexual contra Trump, Epstein e outros nomes citados.

    Trump nega qualquer irregularidade relacionada a Epstein e nunca foi acusado formalmente de crimes de abuso sexual pelas vítimas do empresário. Em nota, a Casa Branca e o Departamento de Justiça dos EUA afirmaram que “alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, enviadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020”.

    “Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas. Se tivessem qualquer credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente”, diz o comunicado.

    Após a divulgação dos novos arquivos, Trump declarou que o conteúdo dos documentos o “absolve” de qualquer ligação criminosa com Epstein. “Pessoas muito importantes me disseram que isso não apenas me absolve, como mostra exatamente o oposto do que a esquerda radical esperava”, afirmou.
     
     

     

    Trump ameaça processar Trevor Noah após piada sobre ilha de Epstein

  • Irã chama embaixadores e prepara resposta após sanção da União Europeia

    Irã chama embaixadores e prepara resposta após sanção da União Europeia

    Teerã reagiu à decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária como organização terrorista e afirmou que prepara medidas recíprocas. A decisão do bloco, aprovada por unanimidade, amplia a pressão política e econômica sobre o país e provocou críticas de autoridades iranianas

    O Irã anunciou nesta segunda-feira a convocação de todos os seus embaixadores nos países da União Europeia em protesto contra a decisão do bloco de incluir a Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas.

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou a jornalistas que os embaixadores começaram a ser chamados no domingo e que o processo continua ao longo desta segunda-feira. Segundo ele, Teerã avalia diferentes respostas à decisão europeia.

    “Uma série de medidas foi analisada, várias opções estão sendo preparadas e encaminhadas aos órgãos de decisão competentes”, disse Baghaei. “Acreditamos que, nos próximos dias, será tomada uma decisão sobre uma ação recíproca da República Islâmica do Irã diante dessa medida ilegal, irracional e profundamente equivocada da União Europeia”, acrescentou.

    Na última quinta-feira, a União Europeia classificou a Guarda Revolucionária iraniana como organização terrorista, em resposta à repressão de manifestações recentes no país, que resultaram em milhares de mortes. A decisão, que exigia unanimidade, foi aprovada pelos ministros das Relações Exteriores do bloco durante reunião em Bruxelas.

    Com a medida, a Guarda Revolucionária passa a integrar a lista europeia de organizações terroristas ao lado de grupos como o Hamas, a Al-Qaeda e o Estado Islâmico. A lista foi criada em 2001, após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

    Entidades e indivíduos incluídos nessa relação têm bens e ativos financeiros congelados em território europeu, além de ficarem sujeitos à suspensão de qualquer cooperação policial e judicial em matéria penal.

    Em reação, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no domingo que o Irã considera as forças armadas europeias “grupos terroristas”.

    Países como Estados Unidos e Canadá já haviam classificado anteriormente a Guarda Revolucionária como organização terrorista. Embora a decisão da UE tenha caráter amplamente simbólico, ela aumenta a pressão econômica sobre o Irã, já que o grupo exerce forte influência sobre setores estratégicos da economia iraniana.

    Irã chama embaixadores e prepara resposta após sanção da União Europeia