Categoria: MUNDO

  • Índia negocia com EUA autorização para importar petróleo venezuelano

    Índia negocia com EUA autorização para importar petróleo venezuelano

    O Governo da Índia está tentando obter uma autorização explícita dos EUA que lhe permita retomar as compras de petróleo da Venezuela, noticia hoje a agência EFE citando fontes diplomáticas e da indústria petrolífera.

    Segundo a EFE, Nova Délhi busca um “corredor seguro” livre de sanções para os barris venezuelanos, uma opção considerada indispensável para reduzir a dependência do petróleo russo e evitar sanções comerciais dos Estados Unidos.

    O argumento da Índia — o terceiro maior consumidor de petróleo do mundo — para deixar de ser um dos principais compradores da Rússia é que as refinarias do país precisam de uma alternativa imediata de petróleo pesado, indicaram as fontes.

    De acordo com dados da consultoria Kpler, citados por fontes do setor, as importações indianas de petróleo russo caíram para 1,1 milhão de barris por dia (bpd) nas três primeiras semanas de janeiro, uma redução em relação aos 1,21 milhão registrados em dezembro e bem abaixo do pico de 2 milhões de bpd observado em meados de 2025.

    Embora refinarias estatais como a Indian Oil Corp (IOC) tenham aumentado suas compras para um recorde de 470 mil bpd, aproveitando os descontos, a gigante privada Reliance Industries não recebeu sequer um único carregamento de petróleo russo em janeiro.

    O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, recebeu na sexta-feira uma ligação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na qual ambos concordaram, entre outros pontos, em “aprofundar a cooperação energética”.

    A conversa iniciada por Rodríguez é o primeiro contato de alto nível conhecido publicamente desde a operação militar dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro.

    No entanto, fontes alertam que, apesar dos avanços políticos, intermediários estão desviando os primeiros carregamentos venezuelanos disponíveis para os Estados Unidos.

    A preferência pela rota norte-americana se deve, em primeiro lugar, à rapidez, já que o trajeto até o estado do Texas garante pagamentos em cinco dias, em comparação com os 45 dias de navegação até a Índia — um fator vital para a liquidez de Caracas.

    Em segundo lugar, os envios para os EUA operam sob a égide das ordens executivas de Washington, enquanto os carregamentos em águas internacionais rumo à Ásia ainda enfrentam incertezas devido às tentativas de embargo por parte de credores da dívida venezuelana.

    À escassez de suprimentos soma-se o caso da Nayara Energy, uma refinaria tecnicamente apta a processar o petróleo pesado venezuelano, mas que pertence 49,13% à russa Rosneft.

    Segundo fontes, seria necessário que o Departamento do Tesouro dos EUA autorizasse o envio de barris da “nova Venezuela” a partir dessa unidade, algo considerado improvável devido à participação russa, o que mantém bloqueada uma das principais portas de entrada para o mercado indiano.

    Diante desse cenário, a Índia pressiona para que a autorização dos EUA venha acompanhada de mecanismos logísticos que garantam que o petróleo chegue efetivamente aos seus portos, e não seja totalmente absorvido pelo mercado norte-americano.

    Por outro lado, uma possível retomada do fornecimento de petróleo entre a Venezuela e a Índia enfrenta o obstáculo da dívida acumulada em dividendos não pagos, reivindicados por empresas estatais indianas junto a Caracas. O valor chega a 1 bilhão de dólares (cerca de 844 milhões de euros), o que entra em choque com a necessidade de liquidez do novo governo venezuelano.

    Apesar da aproximação entre Índia e Venezuela, fontes do setor alertam que a operacionalização dos envios permanece condicionada a esse passivo histórico.

    Fontes diplomáticas sugerem que a solução poderia passar por um acordo híbrido, no qual a Índia se comprometeria a pagar uma parte em dinheiro para aliviar o caixa venezuelano, enquanto adiaria a recuperação total dos dividendos para um momento de maior estabilidade financeira no país caribenho.

    Índia negocia com EUA autorização para importar petróleo venezuelano

  • Testamento de Jeffrey Epstein é revelado: Queria deixar ilha à namorada

    Testamento de Jeffrey Epstein é revelado: Queria deixar ilha à namorada

    O Departamento de Justiça norte-americano divulgou novos documentos de Jeffrey Epstein e, entre eles, surge o testamento do magnata, que foi escrito dois dias antes de morrer na prisão em Nova York.

    Foi divulgado o testamento de Jeffrey Epstein, o predador sexual que foi preso em 2019 e que, posteriormente, tirou a própria vida. O documento foi assinado em 8 de agosto de 2019, dois dias antes da morte do magnata.

    Jeffrey Epstein planejava deixar uma fortuna de cerca de 288 milhões de dólares (aproximadamente 242 milhões de euros) para a namorada, Karyna Shuliak, enquanto suas propriedades seriam distribuídas entre, pelo menos, 44 beneficiários.

    Acredita-se que Karyna Shuliak, natural da Bielorrússia, tenha mantido um relacionamento com Epstein por cerca de oito a dez anos.

    O testamento foi assinado em 8 de agosto de 2019. Epstein morreu no dia 10 do mesmo mês e, dez dias depois, o documento foi validado por seu advogado, Richard Kahn, segundo a ABC News.

    Jeffrey Epstein também pretendia deixar para Karyna a famosa ilha de Little Saint James, onde aconteciam festas frequentadas por diversas personalidades, além da propriedade Zorro Ranch e de imóveis em Nova York, Paris e Flórida.

    O documento menciona ainda a intenção de lhe deixar um anel de diamante de 33 quilates.

    Já sua cúmplice no tráfico sexual de menores, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de 20 anos de prisão, receberia cerca de 10 milhões de dólares. Valor semelhante seria destinado ao irmão de Epstein, Mark, e ao piloto Larry Visoki.

    Também se sabe que Karyna Shuliak foi a última pessoa a falar por telefone com Jeffrey Epstein antes de ele ser encontrado morto em sua cela. Registros da prisão indicam ainda que, 11 dias antes da morte, Shuliak o visitou no estabelecimento prisional.

    Mais de três milhões de documentos divulgados

    Vale lembrar que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, na sexta-feira, novos documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein.

    Ao todo, foram tornadas públicas três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos, após o departamento não cumprir um prazo anterior estabelecido por lei pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exige a divulgação integral dos documentos relacionados a Epstein.

    “A divulgação de hoje [sexta-feira] marca o fim de um processo extremamente abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade”, afirmou o vice-procurador-geral Todd Blanche, citado pela BBC.

    Os novos documentos incluem detalhes sobre o período em que Jeffrey Epstein esteve preso — como um relatório psicológico —, informações sobre o momento de sua morte e registros da investigação envolvendo Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar Epstein no tráfico sexual de menores.

    Há também diversas páginas de e-mails trocados entre Epstein e várias personalidades, norte-americanas e estrangeiras, incluindo Donald Trump. A maioria das mensagens é de mais de uma década atrás e revela as relações mantidas pelo criminoso.

    Donald Trump volta a ser citado

    O nome do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece diversas vezes nos documentos divulgados. Vale destacar que Trump e Epstein mantiveram uma amizade por vários anos, embora o republicano já tenha afirmado que os dois romperam relações e que desconhece qualquer crime de natureza sexual.

    Entre os novos arquivos, consta uma lista compilada pelo FBI no ano passado com alegações feitas contra Donald Trump. As denúncias foram recebidas por meio da linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças e parecem se basear em acusações não verificadas, sem provas que as sustentem.

    Essa lista inclui diversas alegações de abuso sexual contra Trump, Epstein e outras pessoas.

    Testamento de Jeffrey Epstein é revelado: Queria deixar ilha à namorada

  • Ataques israelenses matam 19 palestinos em Gaza, dizem hospitais

    Ataques israelenses matam 19 palestinos em Gaza, dizem hospitais

    Ao menos seis crianças estão entre as vítimas do novo ataque. O Hospital Shifa informou que cinco pessoas foram mortas, entre elas três crianças, em um dos ataques. Já o Hospital Nasser relatou a morte de outras sete pessoas de uma mesma família, incluindo também três crianças.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Ataques israelenses mataram ao menos 19 palestinos neste sábado (31) na Faixa de Gaza, segundo hospitais da região.

    Ao menos seis crianças estão entre as vítimas do novo ataque. O Hospital Shifa informou que cinco pessoas foram mortas, entre elas três crianças, em um dos ataques. Já o Hospital Nasser relatou a morte de outras sete pessoas de uma mesma família, incluindo também três crianças.

    O terceiro ataque registrado hoje deixou sete mortos em uma área policial de Sheikh Radwan. Mortes se somam às mais de 70.000 desde o início da guerra, número registrado pelas próprias autoridades palestinas.

    Israel alega que fez ataque mirando terroristas do Hamas. Em comunicado divulgado na manhã de hoje, as Forças de Defesa do país afirmaram que fizeram uma “resposta à violação do cessar fogo” que teria sido cometida no leste de Rafah e que um dos bombardeios mirava “um local de produção de armas” do grupo extremista.

    Ataques aconteceram um dia antes da reabertura da passagem de Rafah. Israel havia anunciado ontem que iria reabrir a passagem amanhã para que os palestinos pudessem transitar entre Gaza e o Egito.

    Israel tomou o posto fronteiriço em maio de 2024, cerca de nove meses após o início da guerra em Gaza. A reabertura foi uma exigência importante na primeira fase do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para acabar com os combates entre Israel e militantes do Hamas, que se seguiu a um cessar-fogo acordado em outubro.

    Ataques israelenses matam 19 palestinos em Gaza, dizem hospitais

  • Barbie do ICE já revelou ter matado cachorra a tiros

    Barbie do ICE já revelou ter matado cachorra a tiros

    Kristi Noem relatou em seu livro ter matado a própria cachorra, Cricket, com um tiro. O episódio veio a público em 2024, pouco antes do lançamento do livro “No Going Back: The Truth on What’s Wrong with Politics and How We Move America Forward” (“Não há como voltar atrás: a verdade sobre o que há de errado com a política e como levamos a América adiante”, em tradução livre).

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Kristi Noem, apelidada por críticos de ‘Barbie do ICE’, já admitiu ter matado a tiros sua cachorra de estimação e gerou forte repercussão nos Estados Unidos.

    Kristi Noem relatou em seu livro ter matado a própria cachorra, Cricket, com um tiro. O episódio veio a público em 2024, pouco antes do lançamento do livro “No Going Back: The Truth on What’s Wrong with Politics and How We Move America Forward” (“Não há como voltar atrás: a verdade sobre o que há de errado com a política e como levamos a América adiante”, em tradução livre).

    Noem descreveu o animal como “intreinável” e “perigoso”, afirmando: “Eu odiava aquela cachorra”. Segundo a ex-governadora de Dakota do Sul, a decisão foi tomada após a cadela arruinar uma caçada e atacar galinhas de vizinhos.

    Noem disse que a cadela era “menos que inútil”. A republicana teria levado Cricket para um poço de cascalho e atirado no animal.
    Filha de Noem deu falta da cachorra. A secretária relatou ainda que, pouco tempo depois, sua filha Kennedy teria chegado da escola confusa e perguntou: “Ei, onde está Cricket?”

    No mesmo dia, Noem também matou um bode. Após matar Cricket, a republicana também conta que decidiu matar com dois tiros um bode da fazenda. De acordo com Noem, o animal era “desagradável e malvado”, fedorento e gostava de perseguir seus filhos. O bode, que não tinha nome, foi ferido, mas conseguiu escapar do primeiro tiro.

    Noem justificou o ato dizendo que precisava tomar decisões difíceis até em casa. A republicana afirmou que episódios assim mostram sua disposição para lidar com temas difíceis na política.

    A revelação foi recebida na época com críticas do Partido Democrata, que classificou o relato como “perturbador e horrível”. Democratas pediram que eleitores rejeitem políticos que se gabam de matar animais de estimação.

    SUGERIU MORTE DO ‘CACHORRO PRESIDENCIAL’

    Noem também sugeriu que o cachorro de Joe Biden deveria ser sacrificado. A governadora alegou que o pastor-alemão do então presidente atacou agentes do Serviço Secreto, e ironizou: “Commander deveria se encontrar com Cricket”.

    Na ocasião, a Casa Branca classificou os comentários de Noem sobre sacrificar cães como “preocupantes e absurdos”. “Este é um país que ama os cães e você tem uma líder falando de sacrificar cachorros”, disse a então porta-voz Karine Jean-Pierre.

    Noem defendeu sua postura em redes sociais, dizendo que decisões difíceis são comuns em fazendas. Ela declarou que abateu outros animais e que não se arrepende do relato.

    POR QUE NOEM É CHAMADA DE ‘BARBIE DO ICE’

    O apelido ‘Barbie do ICE’ surgiu durante sua gestão como secretária de Segurança Interna dos EUA. Críticos apontam que Noem busca glamourizar operações do ICE (agência de imigração) com fotos produzidas e aparições ao lado de agentes.

    Além do episódio da cachorra, Noem já foi criticada por outras atitudes. Ela chegou a aparecer em vídeo apontando um rifle para a cabeça de um agente e gravou ameaças a imigrantes em prisões.
    Democratas e até parte dos republicanos pedem sua saída do cargo. O descontentamento aumentou após mortes de civis em ações do ICE sob sua gestão e pelas recentes polêmicas envolvendo animais.

    Barbie do ICE já revelou ter matado cachorra a tiros

  • Chefe do Exército do Irã diz aos EUA que forças do país estão em alerta máximo

    Chefe do Exército do Irã diz aos EUA que forças do país estão em alerta máximo

    “Se o inimigo cometer um erro, isso colocará sem dúvida alguma em perigo sua própria segurança, a da região e a do regime sionista”, disse Hatami, citado pela agência de notícias iraniana Irna, acrescentando que as Forças Armadas estão “plenamente preparadas”.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O chefe do Exército do Irã, Amir Hatami, afirmou neste sábado (31), em alerta aos Estados Unidos e a Israel, que as Forças Armadas de Teerã estão em estado de alerta máximo após o deslocamento expressivo de navios de guerra americanos no Golfo.

    “Se o inimigo cometer um erro, isso colocará sem dúvida alguma em perigo sua própria segurança, a da região e a do regime sionista”, disse Hatami, citado pela agência de notícias iraniana Irna, acrescentando que as Forças Armadas estão “plenamente preparadas”.

    Washington enviou ao Oriente Médio uma força naval de ataque liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocamento que desperta o temor de um confronto direto com Teerã. A nação islâmica tem avisado que, se for bombardeada, responderá disparando mísseis às bases norte-americanas no Oriente Médio e atacando os aliados dos EUA, em particular Israel.

    Como resposta ao presidente dos EUA, Donald Trump, que pressiona o Irã por um acordo sobre o programa nuclear, o chefe do Exército afirmou também que a infraestrutura atômica do país não será suprimida. Washington, Tel Aviv e várias potenciais ocidentais afirmam que o aparato iraniano visa alcançar uma bomba atômica, algo que Teerã nega.

    “O conhecimento e a tecnologia nuclear da República Islâmica do Irã não podem ser eliminados, mesmo que os cientistas e os filhos da nação se tornem mártires”, disse, em referência aos bombardeios que atingiram instalações e cientistas iranianos durante a guerra de 12 dias com Israel, em junho passado.

    Trump reforçou a ameaça de atacar o Irã desde a campanha repressiva com a qual as autoridades responderam a mais recente onda de protestos contra o regime, que aconteceu entre o fim de dezembro e o começo de janeiro.

    Neste sábado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que líderes dos EUA, de Israel e da Europa exploraram os problemas econômicos do país, incitaram agitação e forneceram às pessoas os meios para “despedaçar a nação” nas manifestações.

    “Seja Trump, seja Netanyahu, sejam os europeus, todos procuraram provocar, criar divisão e armar e somaram pessoas inocentes a essa corrente. Eles as levaram às ruas e queriam, como disseram, despedaçar este país, semear conflito e ódio entre as pessoas e criar divisão. Todos sabem que a questão não era apenas um protesto social”, afirmou.

    O presidente americano manifestou apoio aos atos em diversas ocasiões, dizendo que os EUA estavam preparados para agir se o Irã continuasse a matar manifestantes. Autoridades americanas disseram na sexta-feira (30) que Trump estava revisando suas opções, mas ainda não havia decidido se atacaria o país.

    Chefe do Exército do Irã diz aos EUA que forças do país estão em alerta máximo

  • Quase 3 milhões de imigrantes ilegais deixaram EUA no último ano

    Quase 3 milhões de imigrantes ilegais deixaram EUA no último ano

    Quase três milhões de imigrantes ilegais deixaram os EUA no último ano, incluindo cerca de 2,2 milhões de saídas voluntárias e mais de 675 mil deportações, segundo dados oficiais que têm gerado revolta no país.

    Os dados são do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), órgão responsável pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que afirma estar preparando o terreno “para mais um ano histórico e recorde sob a presidência de Donald Trump”.

    “O DHS prendeu e deportou centenas de milhares de imigrantes ilegais com antecedentes criminais em todo o país, incluindo membros de gangues, estupradores, sequestradores e traficantes de drogas, graças aos homens e mulheres corajosos do ICE, da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e de outras agências de imigração e aplicação da lei. Setenta por cento dos presos pelo ICE são imigrantes ilegais com antecedentes criminais que foram acusados ou condenados por um crime nos Estados Unidos”, afirma o departamento.

    No entanto, embora o governo Trump insista que suas políticas de imigração miram os “piores dos piores”, não comprovou essa afirmação.

    Segundo a organização apartidária e sem fins lucrativos FactCheck, projeto do Centro de Políticas Públicas Annenberg da Universidade da Pensilvânia, nos três primeiros meses do segundo mandato de Trump, 21,9% dos imigrantes detidos não tinham antecedentes criminais.

    Esse percentual subiu para 34,2% nos três meses seguintes e, posteriormente, para 40,5% no trimestre encerrado em meados de outubro.

    Neste mês, quase 43% dos detidos não tinham condenações nem acusações, de acordo com dados públicos do ICE analisados pelo FactCheck.

    Enquanto isso, a porcentagem de pessoas presas pelo ICE que possuíam condenações criminais — e não apenas acusações pendentes — caiu de 44,7% nos primeiros três meses do governo Trump para 31,8% no trimestre encerrado em meados de outubro.

    Apesar de o governo celebrar os números de deportações, protestos contra a atuação do ICE se multiplicam em todo o país, especialmente após a morte de dois cidadãos norte-americanos neste mês, em Minneapolis, no estado de Minnesota, durante ações de agentes de imigração: Renee Nicole Good, em 7 de janeiro, e Alex Pretti, em 24 de janeiro.

    A onda de manifestações registrada nos últimos dias levou o governo de Donald Trump a afastar Gregory Bovino, designado como “comandante-chefe” das operações da CBP em Minneapolis, que retornou ao antigo posto em El Centro, na Califórnia.

    Rapidamente, Minneapolis passou a ocupar o centro de um intenso debate nacional sobre a aplicação das leis de imigração nos Estados Unidos.

    Cerca de 3 mil agentes do ICE e da CBP estão destacados na cidade, número aproximadamente cinco vezes maior que o efetivo do Departamento de Polícia de Minneapolis, que conta com cerca de 600 policiais.

    Agentes com o rosto coberto e fortemente armados, circulando em veículos sem identificação, tornaram-se presença comum em alguns bairros, deixando a população em alerta e revoltada.

    Moradores classificam a atuação dos agentes como agressiva e denunciam abordagens aleatórias para a exigência de documentos de cidadania, inclusive contra policiais latinos e negros fora de serviço e servidores municipais, segundo autoridades locais ouvidas pela imprensa norte-americana.

    Crianças pequenas foram detidas junto com os pais, e agentes usaram gás lacrimogêneo em frente a uma escola durante um confronto com manifestantes.

    Um alto funcionário do ICE afirmou no domingo que agentes federais realizaram aproximadamente 3.400 prisões na região, sem especificar quantos dos detidos tinham antecedentes criminais.

    Diante dos protestos contra a atuação do ICE e da CBP, o DHS divulgou um comunicado afirmando que os agentes de imigração enfrentam um aumento de 8.000% nas ameaças de morte e mais de 1.300% nos casos de agressão, “enquanto arriscam suas vidas para remover assassinos, pedófilos, estupradores, membros de gangues e terroristas de bairros americanos”.

    O chamado “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, sinalizou na quinta-feira uma possível redução das operações de imigração em Minneapolis, mas o prefeito da cidade, Jacob Frey, afirmou que só acreditará quando isso de fato acontecer.

    Quase 3 milhões de imigrantes ilegais deixaram EUA no último ano

  • O que mostram os novos documentos do caso Epstein divulgados pelos EUA?

    O que mostram os novos documentos do caso Epstein divulgados pelos EUA?

    O Departamento de Justiça norte-americano divulgou novos documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, o criminoso sexual que foi detido em 2019 por tráfico sexual.

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, na sexta-feira, novos documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, criminoso sexual que foi preso em 2019 por tráfico sexual.

    Ao todo, foram tornadas públicas cerca de três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos, após o departamento não cumprir um prazo anterior estabelecido por lei pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que determinava a divulgação pública de todos os documentos relacionados a Epstein.

    “A divulgação de hoje [sexta-feira] marca o fim de um processo extremamente abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”, afirmou o vice-procurador-geral Todd Blanche, citado pela BBC.

    Os novos documentos incluem detalhes sobre o período em que Jeffrey Epstein esteve preso — incluindo um relatório psicológico —, além de informações relacionadas à sua morte e registros de investigações sobre Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar Epstein no tráfico sexual de menores.

    Também há centenas de páginas de e-mails trocados entre Epstein e diversas personalidades norte-americanas e internacionais, incluindo Donald Trump. A maioria das mensagens data de mais de uma década atrás e revela relações mantidas pelo criminoso sexual.

    Vale lembrar que Epstein já havia sido preso em 2008, na Flórida, por aliciar uma menina de 14 anos com o objetivo de manter relações sexuais.

    O que consta nos documentos agora divulgados?

    Donald Trump é citado diversas vezes (há denúncia de abuso de menor)
    O nome do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece repetidamente nos documentos tornados públicos. Trump e Epstein mantiveram uma amizade por vários anos, embora o republicano afirme que os dois romperam relações e que desconhece qualquer crime sexual cometido pelo magnata.

    Entre os novos arquivos está uma lista compilada pelo FBI no ano passado com alegações feitas contra Donald Trump. As denúncias foram encaminhadas por meio da linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças e parecem basear-se em acusações não verificadas, sem provas que as sustentem.

    A lista inclui diversas alegações de abuso sexual envolvendo Trump, Epstein e outras pessoas.

    Trump tem negado reiteradamente qualquer irregularidade relacionada a Epstein e nunca foi acusado formalmente por vítimas do criminoso sexual.

    A Casa Branca e o Departamento de Justiça afirmaram que “alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, enviadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020”.

    “Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas. Se tivessem qualquer credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma política contra o presidente”, disseram em nota.

    “Qual é o dia ou a noite de festa mais animada na ilha?”

    Outro nome que surge nos documentos é o do bilionário Elon Musk, após a divulgação de trocas de e-mails com Epstein. O empresário já havia declarado que foi convidado pelo magnata para visitar sua ilha, convite que teria recusado.

    No entanto, os e-mails indicam que Musk discutiu viagens à ilha de Epstein em mais de uma ocasião, incluindo em 2012, quando perguntou: “Qual é o dia ou a noite de festa mais animada na sua ilha?”

    As mensagens, datadas de novembro de 2012, mostram Epstein perguntando a Musk quantas pessoas precisariam de transporte de helicóptero até a ilha. Em resposta, o bilionário afirmou que viajariam apenas ele e sua então esposa, Talulah Riley.

    Em dezembro do mesmo ano, outro e-mail mostra Musk perguntando se Epstein teria alguma festa planejada, dizendo que precisava “se soltar”.

    “Este ano tenho trabalhado até o limite da sanidade e, assim que meus filhos voltarem para casa depois do Natal, quero muito me divertir em St. Barts ou em outro lugar”, escreveu Musk, acrescentando que uma “experiência tranquila em uma ilha” era o oposto do que desejava.

    No ano seguinte, Musk e Epstein voltaram a trocar mensagens discutindo uma possível visita à ilha, incluindo datas e detalhes logísticos.

    Apesar disso, não há qualquer prova de que Elon Musk tenha efetivamente visitado a ilha de Epstein.

    Bill Gates rejeita alegações: “Completamente falsas”

    O nome de Bill Gates já havia surgido anteriormente nos arquivos. Agora, um porta-voz do cofundador da Microsoft comentou as alegações incluídas nos documentos, que mencionam que Gates teria contraído uma doença sexualmente transmissível, classificando-as como “absolutamente absurdas e completamente falsas”.

    Há dois e-mails datados de 18 de junho de 2013 que parecem ter sido escritos por Epstein, embora não se saiba se chegaram a ser enviados a Gates, já que ambos retornaram.

    Um dos e-mails, em formato de carta de demissão da Fundação Bill e Melinda Gates, menciona a necessidade de fornecer medicamentos a Gates “para lidar com as consequências de relações sexuais com garotas russas”. O outro volta a citar uma doença sexualmente transmissível, alegando que Gates estaria encobrindo o problema e que Melinda Gates também teria sido infectada.

    “Essas alegações — vindas de um mentiroso comprovadamente ressentido — são absolutamente absurdas e completamente falsas”, afirmou o porta-voz.

    Ele acrescentou: “O que esses documentos mostram é a frustração de Epstein por não manter um relacionamento contínuo com Gates e até onde ele estaria disposto a ir para armar uma armadilha e difamá-lo”.

    Jeffrey Epstein enviou dinheiro ao marido de Peter Mandelson

    Outros e-mails mostram que Epstein enviou cerca de 10 mil dólares (aproximadamente 8 mil euros) ao brasileiro Reinaldo Ávila da Silva, marido do britânico Peter Mandelson.

    Em uma das mensagens, Ávila da Silva detalha os custos de um curso de osteopatia, fornece seus dados bancários e agradece a Epstein por “qualquer ajuda que possa oferecer”.

    Horas depois, Epstein responde informando que faria a transferência.

    Peter Mandelson também trocou e-mails com o magnata norte-americano. Em um deles, o britânico pede para se hospedar em uma das propriedades de Epstein.

    As mensagens são de 16 de junho de 2009, período em que Epstein cumpria pena de prisão por aliciar uma menor para prostituição. Durante esse tempo, ele tinha autorização para trabalhar em seu escritório durante o dia e retornar à prisão à noite.

    Peter Mandelson foi nomeado embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos em dezembro de 2024, mas foi afastado menos de um ano depois, quando vieram a público suas trocas de e-mails com Epstein.

    O britânico afirmou posteriormente que se arrepende da amizade com Epstein, dizendo que nunca presenciou irregularidades e que “acreditou em suas mentiras”.

    Andrew, ex-duque de York, volta ao centro da polêmica

    Andrew Mountbatten-Windsor volta a ser citado nos arquivos de Jeffrey Epstein, com quem mantinha uma relação próxima.

    Entre os documentos, há e-mails trocados entre Epstein e uma pessoa identificada como “O Duque”, que se acredita ser o ex-príncipe Andrew, tratando de um jantar no Palácio de Buckingham, onde haveria “muita privacidade”.

    Em outro e-mail, Epstein convida Andrew a conhecer uma mulher russa de 26 anos. A correspondência, assinada com a letra “A”, data de agosto de 2010.

    Há ainda mensagens que parecem indicar uma troca de e-mails entre Epstein e Sarah Ferguson, ex-esposa de Andrew.

    Ferguson se refere a Epstein como uma “lenda” e afirma: “Estou muito orgulhosa de você”.

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou a divulgação dos arquivos sobre Jeffrey Epstein — criminoso sexual condenado e financista bilionário conhecido por suas conexões com algumas das pessoas mais influentes do mundo.

    A divulgação inclui fotografias, registros de ligações telefônicas, depoimentos de júri e documentos que já eram de conhecimento público.

    Esses arquivos podem representar a análise mais detalhada até hoje de quase duas décadas de investigações governamentais sobre o abuso sexual de jovens mulheres e meninas menores de idade por Epstein.

    A liberação dos documentos vinha sendo exigida há anos pela opinião pública, interessada em saber se algum dos associados ricos e poderosos de Epstein tinha conhecimento — ou participação — nos abusos.

     

     

    O que mostram os novos documentos do caso Epstein divulgados pelos EUA?

  • Nova-Iorquinos aderem a protesto contra ICE. "Vamos fechar tudo"

    Nova-Iorquinos aderem a protesto contra ICE. "Vamos fechar tudo"

    Nova Iorque juntou-se hoje a uma lista de várias metrópoles que acolhem manifestações em solidariedade com Minneapolis e que exigem a saída do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) das ruas dessa e de outras cidades norte-americanas. 

    Não podemos continuar nossas vidas como se nada tivesse acontecido, como se pessoas não estivessem sendo assassinadas por protestar ou perseguidas por serem imigrantes. Não vamos permitir que isso aconteça. Vamos parar tudo”, dizia, com o auxílio de um megafone, uma das oradoras do protesto em Nova York, sendo amplamente aplaudida pelos manifestantes.

    A organização convocou uma paralisação do trabalho, das escolas e do comércio como forma de protesto contra as operações agressivas do ICE em diversas cidades do país, com destaque para a gravidade da situação em Minneapolis, onde dois cidadãos norte-americanos foram mortos a tiros por agentes de imigração.

    “O chamado de Minnesota é claro: não pode haver negócios como de costume enquanto o ICE mata nossos vizinhos, sequestra nosso povo e aterroriza o país. Minnesota liderou o caminho na semana passada com uma greve geral massiva, reunindo mais de 100 mil pessoas. Agora é a nossa vez”, apelaram diversas organizações de defesa dos direitos dos imigrantes nas redes sociais.

    O ponto de encontro foi a Foley Square, a poucos metros da Prefeitura de Nova York e da sede do ICE na cidade.

    A sensação térmica girava em torno de 14 graus negativos em Nova York no momento do protesto, mas as baixas temperaturas não intimidaram os milhares de pessoas que atenderam ao chamado nacional por uma paralisação.

    Com a cidade ainda coberta de neve após a tempestade do último fim de semana, dezenas de jovens nova-iorquinos levaram pás e outros utensílios para tentar remover o gelo do local do protesto e, assim, evitar possíveis quedas dos manifestantes.

    “Cortem o financiamento do ICE!”, “Justiça por Alex Pretti {norte-americano morto no domingo por um agente de imigração}”, “Protestar contra o ICE não é crime”, “De Nova York a Minneapolis, todo o sistema é culpado” e “Sua coragem é suficiente para derreter o ICE” estavam entre as mensagens escritas nos cartazes erguidos na Foley Square.

    “Estou aqui hoje porque estou cansado de tudo isso. Quero que o ICE pare de matar pessoas. Também estou aqui em homenagem a Alex Pretti. Estou muito assustado com a situação que o povo de Minnesota está enfrentando”, disse à Lusa Jon, um nova-iorquino que preferiu não informar o sobrenome.

    “As ações do governo de Donald Trump estão cada vez mais fora de controle. Ele está obcecado por essa perseguição aos imigrantes”, acrescentou o homem de 46 anos.

    As mortes de Renee Good e Alex Pretti neste mês desencadearam uma onda de protestos nos Estados Unidos, levando o governo do presidente Donald Trump a afastar de Minneapolis Gregory Bovino, apontado como “comandante-chefe” das operações da Agência de Alfândegas e Proteção de Fronteiras, que retornou ao antigo posto em El Centro, na Califórnia.

    Após semanas de retórica agressiva e confrontos entre a polícia e manifestantes, Trump demonstrou nesta semana disposição para aliviar as tensões em Minneapolis. No entanto, segundo a imprensa local, não houve mudanças significativas na cidade.

    O aparente recuo não foi suficiente para tirar os manifestantes das ruas.

    Diversas empresas e pequenos negócios também aderiram ao chamado de paralisação iniciado em Minneapolis.

    Uma das empresas que aderiram foi a Plusable, que atua na área de relações públicas no estado de Nova Jersey e é liderada pelos luso-americanos Isabelle Coelho-Marques e Carlos Ferreira.

    “A Plusable se solidariza com a greve de 30 de janeiro. Esta não é uma posição partidária — é um apelo humano e cívico, em um momento em que o clima de apreensão no país ultrapassa divisões políticas e está afetando o espírito americano, com impactos reais na segurança e na economia”, afirmou à Lusa Carlos Ferreira, sócio-fundador da empresa.

    “Que este protesto sirva para estimular a reflexão e para que a administração atue com mais solidariedade, responsabilidade e senso de urgência”, concluiu.

    Nova-Iorquinos aderem a protesto contra ICE. "Vamos fechar tudo"

  • Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

    Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

    Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Steve Bannon, um dos principais ideólogos e estrategistas da ultradireita global, afirmou que precisava “manter essa coisa do Jair [Bolsonaro] nos bastidores” em diálogo que consta nos lotes de arquivos do caso de Jeffrey Epstein, financista morto em 2019, divulgados pelo governo de Donald Trump nesta sexta (30).

    No documento, que aparenta ser um chat de mensagens e é datado de 12 de outubro de 2018 -cinco dias após o primeiro turno da eleição entre Jair Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT)- duas pessoas conversam sobre temas diversos. Uma delas é Bannon; o nome da outra está sob tarjas, mas, com base em conversas anteriores, possivelmente é Epstein.

    Estima-se que o bilionário americano, que se suicidou na prisão em 2019, antes de ser julgado, tenha traficado mais de mil adolescentes em um esquema de coação em que cada menina recrutada chamava outra. O caso ganhou notoriedade não apenas pela gravidade dos crimes, mas também pela associação de Epstein com figuras públicas e poderosas.

    Uma delas é Trump que, durante sua campanha de 2024, prometeu revelações contundentes sobre o financista à sua base de eleitores, obcecada com o caso há anos. Ao chegar ao poder, porém, o republicano relutou em liberar os arquivos.

    Na troca de mensagens divulgada nesta sexta, a pessoa de identidade desconhecida afirma: “Não gostei de Bolsonaro chamando qualquer associação com você de ‘fake news’, embora eu compreenda”. “Eu preferiria um boné MBGA [possível menção a Make Brazil Great Again]”, continua. Bannon, então, responde: “Tenho de manter a coisa do Jair nos bastidores. Meu poder vem de não ter ninguém me defendendo”.

    Dois dias antes, o indivíduo desconhecido e Bannon haviam comentado sobre a eleição no Brasil.

    “Bolsonaro é um divisor de águas. Sem refugiados querendo entrar. Sem Bruxelas dizendo a ele o que fazer. Ele só tem de reiniciar a economia. GIGANTE. 1,8 trilhão PIB”, diz a pessoa que, provavelmente, é Epstein. Bannon, então, responde: “Eu sou muito, muito próximo desses caras -eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?”.

    Em agosto daquele ano, o estrategista havia se encontrado com o Eduardo Bolsonaro em Nova York. Na ocasião, o ex-deputado federal disse que Bannon era um entusiasta de Jair Bolsonaro e que os dois manteriam contato “para somar forças, principalmente contra o marxismo cultural”. Em novembro, depois da conversa, portanto, Eduardo esteve no jantar de aniversário de Bannon, em Washington.

    “É meio que reinar no inferno”, diz o interlocutor em resposta. “Diferente da Europa e o jogo de bridge, América do Sul é mais tipo joga as 52 para o alto e pega.” A frase faz uma provável referência ao bridge, um jogo de cartas com muitas regras, e uma brincadeira em que se espalha as 52 cartas do baralho.

    Bannon responde: “Eu entendo -massa crítica’- se você controla o Brasil e 25 países na Europa, isso é vantagem”.

    Em um terceiro documento, novamente uma pessoa sem nome, mas com número de telefone, conversa sobre uma possível visita de Bannon ao Brasil com uma pessoa identificada como “Miro Lajcak”.

    O número de telefone da pessoa desconhecida corresponde ao citado como “telefone do Epstein” em outro documento divulgado pelo arquivo. Já Miro Lajcak pode se referir a Miroslav Lajcak, chanceler da Eslováquia de 2012 a 2020, que é citado em diversos documentos divulgados, como emails, mensagens e alertas de eventos em um calendário.

    Nessa suposta conversa entre Lajcak e Epstein, datada de 9 de outubro de 2018, a pessoa que seria o financista diz que “Steve está pensando em ir ao Brasil para ver Bolsonaro”. Lajcak pergunta se não é melhor a visita ocorrer “depois do segundo turno”. A pessoa que seria Epstein pergunta: “Você acha que seria melhor ele esperar?” A resposta de Lajcak é: “Depende do motivo para a viagem, mas depois é mais seguro”.

    Em um quarto documento, datado do mesmo dia 9 de outubro de 2018, uma terça-feira, a pessoa não identificada diz a Bannon: “Sobre Bolsonaro: se você está confiante de uma vitória, pode ser bom para a marca se você estivesse lá”. O estrategista responde: “Pode ser que eu vá no sábado”.

    No mesmo diálogo, o interlocutor diz: “Miro acha mais seguro ir ao Brasil DEPOIS do segundo turno”. Bannon, então, pergunta: “Por que Miro acha melhor depois?”. Em seguida, a conversa muda de assunto.

    Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

  • A verdadeira história da Rainha Charlotte – e o que 'Bridgerton' acertou (e o que errou)

    A verdadeira história da Rainha Charlotte – e o que 'Bridgerton' acertou (e o que errou)

    O que é verdade e o que é ficção no programa inspirado na vida da consorte feminina de reinado mais longo da Grã-Bretanha?

    Se você é fã de ‘Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton’, provavelmente já se perguntou quanto do drama de época é baseado em fatos verídicos e quanto é ficção. Embora a série da Netflix dramatize certos aspectos da trajetória da monarca, na verdade, o programa é apenas vagamente baseado na vida real da Rainha Charlotte.

    Nascida em 19 de maio de 1744, a vida da princesa alemã mudou para sempre quando ela se casou com o recém-ascendido Rei George III. E embora a união tenha sido arranjada por conveniência política, tornou-se um dos casamentos reais mais bem-sucedidos da história britânica. Ela também se tornou a consorte feminina com reinado mais longo da Grã-Bretanha.

    A verdadeira história da Rainha Charlotte – e o que 'Bridgerton' acertou (e o que errou)