Categoria: MUNDO

  • Hantavírus pode estar se propagando entre passageiros de navio Hondius

    Hantavírus pode estar se propagando entre passageiros de navio Hondius

    Navio que fazia trajeto entre a Argentina e Cabo Verde teria já registrado sete casos de hantavírus

    As autoridades de saúde internacional creem que a síndrome respiratória que já matou três pessoas a bordo de um cruzeiro, que navega no Atlântico, estaria se propagando entre os passageiros da embarcação.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), médicos vão entrar, esta terça-feira (5), no navio Hondius a fim de retirar dois doentes.

    A informação surge momentos depois de a OMS ter afirmado que o risco de uma infecção global era mínima. Porém, admite-se agora, poderá estar a se verificando vários casos de infecção de humano para humano a bordo do navio, como entre pessoas que estabeleceram contatos diretos com outras pessoas infectadas.

    Os passageiros que vão ser retirados são dois tripulantes que apresentam sintomas respiratórios, um leve e outro grave, e que precisam de assistência médica urgente.

    Detectados 7 casos a bordo

    O navio de cruzeiro está de quarentena em Cabo Verde depois de se ter confirmado um segundo caso de hantavírus no navio e outros cinco casos suspeitos.

    Os dois casos confirmados são o de uma mulher que teve contato próximo com o passageiro que morreu no dia 11 de abril e o de um passageiro, de nacionalidade britânica, que foi retirado do navio e transportado para Joanesburgo, onde está em estado grave nos cuidados intensivos.

    Os restantes cinco casos suspeitos, ainda não confirmados em laboratório, são os dois passageiros que morreram a 11 de abril (um homem) e a 2 de maio (uma mulher) e os três casos que estão a bordo com sintomas gastrointestinais e/ou febre alta, dois deles elementos da tripulação.

    Navio pode atracar em Espanha

    O navio, com 147 pessoas a bordo, poderá estar a caminho das ilhas Canárias. A diretora de prevenção e preparação para epidemias e pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou em Genebra que esta organização está “trabalhando com as autoridades espanholas” e deu como certo que as Canárias “acolherão o navio [e a Espanha] realizará uma investigação exaustiva, uma investigação epidemiológica completa, uma desinfecção total do navio e, claro, avaliará o risco dos passageiros a bordo”.

    Contudo, segundo o El Pais, o Ministério da Saúde espanhol ainda não teria confirmado esta situação.  

    OMS atenta à situação

    A OMS garantiu estar trabalhando com as autoridades locais e a operadora de cruzeiros Oceanwide em uma “avaliação completa de risco para a saúde pública”. 

    “Estão em curso investigações detalhadas, incluindo mais testes laboratoriais e investigações epidemiológicas”, disse a organização, frisando que “cuidados médicos e apoio estão a ser prestados aos passageiros e à tripulação”.

    Hantavírus pode estar se propagando entre passageiros de navio Hondius

  • Tensão escala em Hormuz com ataques a navios e disputa entre Irã e EUA

    Tensão escala em Hormuz com ataques a navios e disputa entre Irã e EUA

    Episódio aumenta tensão no estreito de Hormuz, com troca de acusações entre Teerã e Washington; região segue instável, com ataques relatados, operações militares em curso e impacto direto no transporte marítimo e no preço do petróleo.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Marinha do Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que impediu a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no estreito de Hormuz ao emitir um “aviso rápido e decisivo”, segundo a TV estatal. O Comando Central dos EUA, que por sua vez está bloqueando portos iranianos para pressionar Teerã, disse que nenhuma embarcação do país foi atingida.

    A agência semioficial iraniana Fars informou que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra americano perto do porto de Jask, na entrada sul do estreito, onde a Marinha iraniana possui uma base, mas a informação foi negada por Washington. Um funcionário de alto escalão iraniano disse à Reuters que o Irã disparou um tiro de advertência.

    O Comando Central afirmou nesta segunda que já escoltou dois navios destróieres da Marinha dos EUA, equipados com mísseis guiados, pelo estreito. 

    “As forças americanas estão ativamente auxiliando os esforços para restabelecer a passagem de navios comerciais. Como primeiro passo, duas embarcações mercantes de bandeira dos EUA atravessaram com sucesso o estreito de Hormuz e seguem com segurança em sua rota”, afirmou o comunicado divulgado.

    Em mais uma disputa de versões, Teerã afirmou, após o anúncio, que nenhum navios mercante passou pela via marítima.

    Já os Emirados Árabes Unidos acusaram Teerã de atacar com drones um petroleiro ligado à ADNOC, petrolífera do país, que tentava atravessar o estreito. Segundo o governo, a embarcação estava vazia e nenhuma pessoa ficou ferida.

    “Os Emirados Árabes Unidos enfatizam a necessidade de o Irã interromper esses ataques, garantir seu pleno compromisso com a cessação imediata de todas as hostilidades e a reabertura completa e incondicional do estreito de Hormuz”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.

    O país também afirmou ter interceptado três drones lançados pelo Irã em um ataque nesta segunda. Um quarto caiu no mar, segundo o governo. Um militar iraniano, citado pela televisão estatal, afirmou que “o Irã não tinha planos de atacar os Emirados Árabes Unidos”.

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou os ataques iranianos de “inaceitáveis” e afirmou que foram “uma clara violação da soberania e do direito internacional”. Ela disse que a UE trabalhará com seus parceiros “na desescalada e na resolução diplomática, para pôr fim às ações brutais do regime iraniano, tanto contra seus vizinhos quanto contra seu próprio povo”.

    O Irã havia alertado as forças de Washington para não entrarem na via marítima depois que o presidente Donald Trump disse no domingo (3) que os EUA iriam guiar os navios que estão retidos em Hormuz para fora da via marítima.

    Já a Coreia do Sul informou que uma embarcação com bandeira do país foi atacada em Hormuz, segundo a agência de notícias estatal Yonhap. Um porta-voz da empresa de navegação sul-coreana HMM disse à Reuters que um incêndio começou na casa de máquinas de um de seus navios graneleiros, acrescentando que a causa ainda estava sob investigação. Ele disse que não há relatos de mortos ou feridos.

    Trump comentou em uma publicação nas redes sociais que o navio sul-coreano não fazia parte da operação e que talvez devesse se juntar aos esforços dos EUA para proteger a movimentação de navios perto do Irã. O presidente estimou que as forças americanas afundaram sete lanchas rápidas iranianas. Os militares dos EUA, porém, confirmaram a destruição de seis pequenas embarcações.

    Um militar iraniano, citado pela televisão estatal, afirmou posteriormente que “a declaração dos EUA afirmando ter afundado vários navios de guerra iranianos é falsa”.

    Trump deu poucos detalhes do plano, mas disse que países de todo o mundo pediram ajuda aos EUA. “Pelo bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, dissemos a esses países que nós vamos guiar seus navios de forma segura para fora dessas águas”, disse Trump em sua rede social.

    Em entrevista à Fox News, o americano afirmou ainda que, se o Irã atacar embarcações dos EUA que estiverem guiando navios pelo estreito, será “varrido da face da Terra”.

    O Comando Central dos EUA afirmou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones. Em resposta, o Irã instruiu navios comerciais e petroleiros a evitar qualquer movimento que não fosse coordenado com as forças militares iranianas.

    “Temos dito repetidamente que a segurança do estreito de Hormuz está em nossas mãos e que a passagem segura de embarcações precisa ser coordenada com as Forças Armadas”, disse Ali Abdollahi, chefe do comando militar conjunto do Irã, em comunicado.

    “Advertimos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas caso tentem se aproximar e entrar no estreito de Hormuz.”

    O Irã bloqueou quase todo o transporte marítimo de entrada e saída do Golfo desde o início da guerra, fazendo os preços do petróleo dispararem.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que os eventos em Hormuz mostraram que não há solução militar para a crise. O chanceler afirmou que as negociações estão progredindo com a mediação do Paquistão e alertou os EUA e os Emirados Árabes Unidos para que não se deixem arrastar para um “atolamento causado por pessoas mal-intencionadas”.

    Tensão escala em Hormuz com ataques a navios e disputa entre Irã e EUA

  • Vídeo mostra explosão em fábrica na China que matou 26 pessoas

    Vídeo mostra explosão em fábrica na China que matou 26 pessoas

    Acidente em unidade de fogos de artifício deixou ainda 61 feridos na província de Hunan; autoridades investigam as causas, enquanto imagens registram o momento do incidente e a grande coluna de fumaça no local.

    Subiu para 26 o número de mortos após a explosão em uma fábrica de fogos de artifício na província de Hunan, na China, ocorrida na tarde de segunda-feira. O balanço anterior apontava 21 vítimas.

    De acordo com a imprensa estatal chinesa, citada pela BBC, outras 61 pessoas ficaram feridas. As autoridades informaram que as operações de resgate já foram concluídas.

    O acidente aconteceu na fábrica Huasheng, na cidade de Liuyang, no sul do país, e levou à evacuação de moradores em um raio de três quilômetros por volta das 16h40 (horário local).

    Além da retirada da população, equipes de resgate adotaram medidas como a umidificação da área para “prevenir acidentes secundários durante o resgate”.

    As operações mobilizaram cerca de 1.500 profissionais, além do uso de cães farejadores, drones e robôs. Sete pessoas foram resgatadas com vida após ficarem presas sob os escombros.

    As causas da explosão ainda estão sendo investigadas. No entanto, a polícia já adotou “medidas disciplinares” contra responsáveis pela empresa após identificar dois depósitos de pólvora considerados de “alto risco” dentro da fábrica.

    Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma grande coluna de fumaça se formando no local da explosão.

    Após o incidente, o presidente da China, Xi Jinping, pediu que as autoridades intensifiquem as buscas por desaparecidos, façam “todo o possível” para salvar os feridos e esclareçam as causas do acidente “o mais rapidamente possível”, além de “responsabilizarem rigorosamente os culpados”.

    Xi também destacou que todas as regiões devem tirar “lições profundas” do ocorrido e “reforçar e cumprir rigorosamente as suas responsabilidades” em relação à segurança.

    O Ministério da Gestão de Emergências enviou equipes ao local, enquanto o governo da província de Hunan mobilizou recursos para atendimento às vítimas e controle da situação, segundo a agência estatal Xinhua.

    Acidentes envolvendo a indústria de fogos de artifício são recorrentes na China. Em fevereiro, 12 pessoas morreram após uma explosão em uma loja do setor na província de Hubei. No mesmo mês, outras oito vítimas foram registradas em um caso semelhante na província de Jiangsu.
     
     

     

    Vídeo mostra explosão em fábrica na China que matou 26 pessoas

  • Avião bate contra poste e camião que circulava em estrada nos EUA

    Avião bate contra poste e camião que circulava em estrada nos EUA

    O avião, com origem em Veneza, na Itália, preparava-se para pousar em Newark, Nova York, quando se chocou contra um poste.

    Um avião da United Airlines colidiu com um caminhão que trafegava nas proximidades do aeroporto de Newark, nos Estados Unidos, durante a aterrissagem. O momento foi registrado em vídeo e, apesar do susto, não houve feridos graves.

    A aeronave, que vinha de Veneza, na Itália, se preparava para pousar em Newark, Nova York, quando atingiu um poste.

    O incidente ocorreu neste domingo e, após ser atingido, o poste de iluminação caiu sobre um caminhão em movimento.

    As imagens foram registradas por uma câmera instalada dentro do veículo pesado. Veja a situação no vídeo acima.

    O motorista, cuja identidade não foi divulgada, foi levado ao hospital e sofreu apenas ferimentos leves.

    Uma investigação preliminar indicou que a parte inferior da aeronave atingiu um poste, que, por sua vez, acabou atingindo um veículo que trafegava na New Jersey Turnpike, segundo o porta-voz da Polícia Estadual de Nova Jersey, Charles Marchan.

    O avião, um Boeing 767-400 com 221 passageiros e 10 tripulantes a bordo, pousou com segurança no aeroporto e seguiu normalmente até o portão de desembarque, informou a companhia aérea.

    As autoridades estão investigando os detalhes do ocorrido para apurar o que causou a colisão.

    Avião bate contra poste e camião que circulava em estrada nos EUA

  • Os eventos mais chocantes e controversos da História

    Os eventos mais chocantes e controversos da História

    O que você pensa sobre esses momentos?

    Há certos fatos históricos que lançam longas sombras sobre o passado e acendem debates sem fim. Partes desses acontecimentos podem ter sido alterados por protestos importantes, mas existem alguns – marcados por conflitos e mudanças profundas – que desafiaram a nossa compreensão do que é certo e errado.

    Os eventos mais chocantes e controversos da História

  • Lula deve ir aos EUA encontrar Donald Trump nesta semana

    Lula deve ir aos EUA encontrar Donald Trump nesta semana

    O presidente deve viajar junto com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que esteve nos EUA durante as reuniões da primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e anunciou no início de abril uma parceria estratégica entre os dois países para o combate ao crime organizado transnacional.

    CAIO SPECHOTO E ISABELLA MENON
    BRASÍLIA, DF E WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá viajar nos próximos dias para os Estados Unidos, onde deve se encontrar com o chefe do governo do país, Donald Trump. A expectativa é de que a reunião seja na quinta-feira (7).

    Havia a expectativa de Lula e Trump se encontrarem em março, mas a ideia não foi adiante na época.

    O presidente deve viajar junto com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que esteve nos EUA durante as reuniões da primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e anunciou no início de abril uma parceria estratégica entre os dois países para o combate ao crime organizado transnacional.

    Integrantes do governo e diplomatas ainda adotam cautela e evitam dar como certa a visita porque a informação não foi oficialmente divulgada pelas autoridades americanas. Do lado brasileiro, há o receio de confirmar a informação antecipadamente e o governo americano cancelar o compromisso.

    Lula e Trump estão de lados opostos do espectro político mundial. O brasileiro costuma fazer diversas críticas ao chefe do governo americano. É uma forma de tentar desgastar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, adversário do petista e apoiador de Trump.

    Um dos momentos de maior popularidade do petista foi no ano passado, quando Lula conseguiu encaixar um discurso de soberania nacional depois de os Estados Unidos imporem um tarifaço contra produtos brasileiros.

    Trump, à época, relacionou as tarifas ao processo contra Jair Bolsonaro (PL) -meses depois, o ex-presidente seria condenado a 27 anos e três meses de prisão por causa da trama golpista.

    O governo brasileiro fez movimentos diplomáticos para reverter o tarifaço, e conseguiu derrubar as taxas de diversos produtos. Em setembro daquele ano, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro: conversaram rapidamente em Nova York, durante a assembleia geral da ONU.

    Depois, eles se falaram por telefone. Em outubro de 2025, por exemplo Trump afirmou que uma conversa telefônica com Lula havia sido ótima e que poderia visitar o Brasil.

    Em janeiro, Lula afirmou que iria em março aos Estados Unidos encontrar o presidente americano. “No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro”, declarou o petista à época.

    Aliados de Lula avaliavam que a reunião não seria realizada caso não acontecesse até o fim de junho. O motivo seria a eleição deste ano, quando Lula tentará um novo mandato à frente do Planalto. A agenda de pré-campanha e campanha costuma dificultar viagens do presidente da República para o exterior.

    O entorno do petista teme que Trump tente algum tipo de intervenção na eleição brasileira. No mês passado, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, foi até a Hungria fazer campanha para o então primeiro-ministro, Viktor Orbán.

    Modelo para vários líderes da direita global, Orbán, responsável por um processo de deterioração da democracia húngara, foi derrotado por Péter Magyar.

    Lula deve ir aos EUA encontrar Donald Trump nesta semana

  • Rússia declara cessar-fogo unilateral com Ucrânia entre 8 e 9 de maio

    Rússia declara cessar-fogo unilateral com Ucrânia entre 8 e 9 de maio

    A trégua foi anunciada de forma unilateral e durará 24 horas. “De acordo com a decisão do comandante supremo das Forças Armadas da Rússia, Vladimir Putin, foi declarado um cessar-fogo para os dias 8 e 9 de maio de 2026”, afirmou o ministério no aplicativo de mensagens russo MAX.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Exército russo fará um cessar-fogo unilateral com a Ucrânia entre 8 e 9 de maio, coincidindo com as celebrações em Moscou da vitória soviética sobre a Alemanha nazista, anunciou o Ministério da Defesa russo nesta segunda-feira (4).

    A trégua foi anunciada de forma unilateral e durará 24 horas. “De acordo com a decisão do comandante supremo das Forças Armadas da Rússia, Vladimir Putin, foi declarado um cessar-fogo para os dias 8 e 9 de maio de 2026”, afirmou o ministério no aplicativo de mensagens russo MAX.

    A Rússia ameaçou lançar um “ataque massivo com mísseis” contra Kiev caso a Ucrânia viole o cessar-fogo. “Se o regime de Kiev tentar implementar seus planos criminosos para interromper a celebração do 81º aniversário da vitória na Grande Guerra patriótica, as forças armadas russas lançarão, em retaliação, um ataque massivo com mísseis contra o centro de Kiev”, ainda segundo o comunicado.

    O governo russo afirmou que Trump concordou com a ideia. Na semana passada, o presidente dos EUA disse que sugeriu “um pequeno cessar-fogo” na guerra na Ucrânia em sua ligação telefônica com o líder russo. “Conversamos mais sobre a guerra na Ucrânia”, disse Trump a repórteres no Salão Oval.

    A Ucrânia afirma que a Rússia violou repetidamente as tréguas anteriores. O governo ucraniano registrou mais de 400 violações durante o suposto cessar-fogo declarado na Páscoa Ortodoxa.

    O governo ucraniano ainda não se manifestou sobre anúncio. Na última semana, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia dito pediria explicações aos EUA sobre a conversa entre Trump e Putin. Em uma mensagem no X, Zelensky indicou que havia ordenado a seus representantes que entrassem em contato com a presidência americana para “esclarecer os detalhes da proposta russa”.

    A Rússia organiza todo 9 de maio um grande desfile na Praça Vermelha de Moscou. O objetivo é comemorar a rendição da Alemanha nazista em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial. Neste ano, no entanto, o Kremlin indicou que não iria exibir material militar nas comemorações devido à “ameaça terrorista” representada por Kiev.

    A Ucrânia reivindica há muito tempo uma trégua duradoura para favorecer as negociações de paz. A Rússia a rejeita porque, do seu ponto de vista, permitiria a Kiev reforçar suas defesas.

    Rússia declara cessar-fogo unilateral com Ucrânia entre 8 e 9 de maio

  • Carro atropela multidão e mata dois no centro de Leipzig, na Alemanha

    Carro atropela multidão e mata dois no centro de Leipzig, na Alemanha

    O prefeito de Leipzig, Burkhard Jung, confirmou o ocorrido à imprensa alemã. O suspeito tentou fugir após bater o veículo em um poste de contenção, que são bastante comuns na Alemanha em zonas de pedestres devido ao histórico de ataques perpetrados com carros.

    JOSÉ HENRIQUE MARIANTE
    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Um carro em alta velocidade matou duas pessoas e feriu ao menos oito no centro de Leipzig, no leste da Alemanha, no fim da tarde desta segunda-feira (4). A polícia deteve um suspeito e diz que não há mais perigo no local, uma rua comercial que costuma ficar lotada nesse horário. Não há ainda informações sobre motivações.

    O prefeito de Leipzig, Burkhard Jung, confirmou o ocorrido à imprensa alemã. O suspeito tentou fugir após bater o veículo em um poste de contenção, que são bastante comuns na Alemanha em zonas de pedestres devido ao histórico de ataques perpetrados com carros.

    Segundo testemunhas, o motorista dirigia em alta velocidade. Ambulâncias e serviços de emergência estão na região, que foi isolada pela polícia. Testemunhas relatam atendimentos de urgência e corpos cobertos no chão. Ao menos 20 pessoas, no total, estariam sendo atendidas.

    Leipzig é a maior cidade da Saxônia, com 550 mil habitantes, e um importante centro da cultura alemã. Em 1989, foi palco de algumas das manifestações mais importantes dentro da então Alemanha Oriental, movimento que culminou com a reunificação do país.

    Carro atropela multidão e mata dois no centro de Leipzig, na Alemanha

  • Emirados Árabes acusam Irã de atacar zona petrolífera

    Emirados Árabes acusam Irã de atacar zona petrolífera

    Segundo o governo, ao menos três pessoas ficaram feridas. As Forças Armadas do país também afirmaram ter interceptado três mísseis iranianos, enquanto um quarto caiu no mar.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um incêndio atingiu uma importante zona da indústria petrolífera dos Emirados Árabes Unidos nesta segunda-feira (4) após um ataque de drones atribuído ao Irã, numa possível violação do cessar-fogo da guerra no Oriente Médio.

    Segundo o governo, ao menos três pessoas ficaram feridas. As Forças Armadas do país também afirmaram ter interceptado três mísseis iranianos, enquanto um quarto caiu no mar.

    Equipes da Defesa Civil foram imediatamente mobilizadas para conter as chamas na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah. Os três feridos, de cidadania indiana, foram levados a um hospital.

    Em um comunicado, os Emirados afirmaram que os ataques “representam uma escalada perigosa” e que o país tem o direito de responder.

    Em Omã, um prédio residencial em Bukha, localizado na costa do estreito de Hormuz, foi atingido e deixou dois feridos, segundo a agência de notícias estatal. O incidente está sendo investigado.

    Os ataques podem significar uma violação do cessar-fogo entre Washington e Teerã, que entrou em vigor em 8 de abril. O Irã negou autoria do ataque aos Emirados Árabes, e a mídia estatal iraniana, citando uma autoridade militar, afirmou apenas que Teerã “não tem planos de alvejar” o país.

    Antes da trégua atualmente em vigor, um ataque de drone em 14 de março atingiu o porto de Fujairah, provocando incêndios e a suspensão de algumas operações de carregamento de petróleo.

    Fujairah é peça-chave nas exportações de petróleo dos Emirados durante o conflito. A zona fica na ponta do oleoduto de Abu Dhabi, que leva petróleo dos campos no interior até o Golfo de Omã, contornando o estreito de Ormuz.

    Isso permitiu que os Emirados Árabes Unidos continuassem enviando petróleo aos mercados globais mesmo com a via marítima bloqueada por Teerã.

    A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã divulgou nesta segunda um mapa que, segundo a corporação, mostra a expansão de áreas sob controle iraniano perto do estreito de Hormuz. O mapa inclui os portos emiradenses de Fujairah e Khorfakkan, além da costa do emirado de Umm Al Quwain, de acordo com agências iranianas.

    Emirados Árabes acusam Irã de atacar zona petrolífera

  • Kremlin reforça a segurança de Putin em meio a temores de um golpe

    Kremlin reforça a segurança de Putin em meio a temores de um golpe

    Relatório de inteligência da UE revela novas medidas após assassinatos recentes.

    A segurança em torno de Vladimir Putin foi significativamente reforçada após uma série de assassinatos e crescentes temores de agitação interna, de acordo com um relatório da inteligência europeia divulgado à imprensa nas últimas semanas. O dossiê descreve novas e abrangentes precauções tomadas pelo Kremlin em meio a crescentes preocupações com a estabilidade da liderança russa.

    As medidas incluem triagem mais rigorosa para visitantes, restrições à movimentação de funcionários e maior vigilância sobre aqueles que mantêm contato próximo com o presidente. Assessores estariam proibidos de usar telefones com acesso à internet, enquanto o próprio Putin reduziu viagens e aparições públicas, passando a utilizar mais vídeos pré-gravados.

    As mudanças ocorrem após o assassinato de um general de alta patente em dezembro de 2025 e em meio às tensões contínuas relacionadas à guerra na Ucrânia. O relatório sugere uma crescente inquietação dentro do Kremlin, citando pressões econômicas, reveses no campo de batalha e sinais de dissidência como fatores que impulsionam o reforço dos protocolos de segurança.

    A revelação ressalta um clima de desconfiança e paranoia, com novas unidades supostamente encarregadas de proteger as fronteiras e combater a sabotagem. À medida que Putin reforça sua proteção pessoal, permanecem as dúvidas sobre o quão vulnerável o presidente da Rússia se sente. Clique para explorar a rede que protege o líder russo.

    Kremlin reforça a segurança de Putin em meio a temores de um golpe