Categoria: MUNDO

  • Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

    Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

    Ali Larijani era a figura mais importante a ser alvejada por Israel desde o primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, quando os ataques conjuntos lançados com os Estados Unidos mataram o líder Ali Khamenei

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel anunciou que matou em um ataque na madrugada desta terça-feira (17) Ali Larijani, considerado o principal operador do regime islâmico do Irã e o verdadeiro poder por trás da ascensão do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

    Inicialmente, o a mídia estatal iraniana havia confirmado apenas a morte de Gholamreza Soleimani, comandante de uma das principais unidades paramilitares iranianas, a milícia Basij, responsável por reprimir protestos contra a teocracia. Mais tarde, confirmou também a morte de Larijani.

    Após o anúncio da ofensiva feita por Israel Katz (Defesa), a conta de Larijani no X publicou uma nota escrita à mão sem data pelo político na qual ele celebrava os marinheiros mortos por um ataque de um submarino americano contra uma fragata iraniana no oceano Índico.

    Larijani, 67, é a figura mais importante a ser alvejada por Israel desde o primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, quando os ataques conjuntos lançados com os Estados Unidos mataram o pai de Mojtaba, Ali Khamenei, que comandava o país havia 37 anos.

    Cerca de 40 lideranças militares e políticas da teocracia também foram mortas naquela onda inicial de ataques, da qual Larijani emergiu como o nome mais forte do regime. Ele era homem de confiança do antigo líder e chefe de seu Conselho de Segurança Nacional.

    Imediatamente, assumiu o controle da comunicação do governo, suplantando o presidente Masoud Pezeshkian, que integrava uma trinca constitucional de transição até a escolha do novo líder. Isso ocorreu rapidamente, em uma semana, e Mojtaba foi eleito pela Assembleia dos Especialistas.

    Houve queixas algo abafadas entre alguns dos 88 integrantes do colegiado acerca da falta de transparência do processo, conduzido com mão de ferro por Larijani para manter o edifício da teocracia em pé.

    Larijani era muito próximo da estrutura da Guarda Revolucionária, incrustada em diversos aspectos da vida econômica e civil iraniana. Ele era amplamente visto como o fiador de Mojtaba, figura também próxima da Guarda, mas muito mais reclusa.

    Há relatos, contudo, de que Larijani preferia um nome mais moderado para a liderança. Seja como for, o novo líder supremo, que não apareceu em público até agora, terá de lidar com uma nova estrutura de poder.

    Dada a natureza opaca do regime, é provável que outras figuras ocupem o vácuo, e hoje o maior cacife para estar com a linha-dura da Guarda. Larijani também era visto, apesar de suas posições duras, como o canal confiável para uma eventual negociação -algo que os israelenses não querem, pelas indicações existentes.

    O fato é que nem a presença de Mojtaba é uma certeza. Ele só fez um pronunciamento até aqui, na semana passada, e foi um texto lido pela mídia estatal. Segundo membros do governo, ele foi ferido no ataque em que seu pai e outros cinco membros da família morreram, mas está bem.

    O presidente americano, Donald Trump, já colocou em dúvida essa versão. Na segunda (16), afirmou que não sabe se o líder “está vivo ou morto”.

    Já a agência Reuters disse que autoridades da chancelaria iraniana tiveram nesta terça a primeira reunião com Mojtaba, e que ele manteve a posição de não negociar com EUA e Israel agora, recusando propostas que haviam sido enviadas por intermediários não revelados.

    Com a confirmação da morte de Larijani, o processo de decapitação do regime promovido por Washington e Tel Aviv ganha novo capítulo.

    Nele, a morte de Soleimani, 61, ganha destaque porque a milícia Basij, parte da Guarda, é constituída pelos jovens mais ideológicos ligados ao regime. Foi ela que comandou a repressão aos atos contra a teocracia em janeiro, os maiores em 47 anos de regime, que deixaram milhares de mortos.

    Nos ataques desta noite, segundo a mídia israelense e o New York Times, foi alvejado também o chefe da ala militar do grupo terrorista palestino Jihad Islâmica, Akram al-Ajouri, que está no Irã. Ele também morreu, segundo relatos iniciais ainda não confirmados.

    O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, foi mais econômico do que Katz. Disse apenas que o político havia determinado “a eliminação de altas autoridades do regime iraniano”. Tanto ele quanto Katz já afirmaram que o novo líder iraniano também está marcado para morrer, dado que manteve a política do pai de pregar destruição do Estado judeu.

    Irã confirma morte de homem-forte do regime após ataque de Israel

  • 'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    Ex-presidente da Argentina, que está em prisão domiciliar, é investigada em caso de suposta cobrança de propinas; além dela, outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Ao deixar o endereço em Buenos Aires onde cumpre prisão domiciliar para prestar um depoimento na manhã desta terça-feira (16), a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner acenou para um grupo de apoiadores que a esperava, entrou em um carro e foi até a sede dos tribunais federais enfrentar um novo julgamento por corrupção.

    Cristina foi depor no caso judicial conhecido como “Cuadernos”, que é diferente daquele investigava propinas na construção de estradas no sul do país e que a levou a ter sua condenação confirmada no ano passado.

    O caso atual envolve oito cadernetas com anotações de Oscar Centeno, ex-motorista de um funcionário do governo, que mencionam pagamentos de propinas a autoridades. Centeno afirmou que Cristina estava envolvida no esquema.

    Este material foi exposto por um jornalista em 2018 e sugere que Centeno transportava dinheiro para funcionários do governo.

    Em sua declaração no tribunal, a ex-presidente afirmou que uma “máfia” coagiu empresários a depor contra ela e a incriminá-la. Ela classificou a investigação como “absurda” e disse ter dificuldade em acreditar nas instituições.

    “Estamos enfrentando juízes que não são mais imparciais, estamos em um caso onde o juiz e o promotor são mafiosos”, disse ela. “Não se trata mais de condenar sem provas, mas forjar provas para condenar pessoas”, completou, ao mencionar que os cadernos originais foram destruídos e que o caso está baseado em fotocópias.

    “Com este sistema judicial, posso morrer presa”, declarou antes de concluir seu depoimento. “Mas acreditem que em algum momento isso vai terminar […] Chegará um momento em que finalmente as coisas vão mudar”, afirmou ao mencionar que o peronismo poderá voltar ao poder quando os argentinos perceberem que o modelo de Javier Milei não funciona.

    A ex-chefe de Estado também argumentou que Milei violou a Constituição ao declarar, na abertura do Congresso, que ela vai ser declarada culpada neste caso e que permaneceria presa.

    No caso “Cuadernos”, a ex-presidente da Argentina é acusada de liderar uma associação ilícita que recebia propinas de empresas ligadas a projetos de obras públicas concedidos por seu governo.

    As acusações contra Cristina incluem liderança de uma organização criminosa e suborno, com penas que podem chegar a dez anos. Caso seja declarada culpada, a líder do Partido Justicialista somará essa pena à sua condenação anterior, de seis anos.

    Outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas.

    Na frente da casa de Cristina, militantes kirchneristas seguravam bandeiras e gritavam palavras de apoio para a ex-presidente, mas em um número bem menor do que em eventos anteriores, como a prisão da ex-presidente, em junho, e a visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mês seguinte.

    O movimento peronista vive um momento de baixa, após ser derrotado pelo grupo político de Milei nas eleições legislativas de 2025 e vê sua força no Congresso minguar.

    A centralidade do kirchnerismo dentro do peronismo também passou a ser cada vez mais questionada após a prisão de Cristina, e diferentes forças internas agora buscam liderar a oposição.

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

  • Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

    Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

    Internautas têm detectado falhas nos vídeos compartilhados por Benjamin Netanyahu, o que os leva a especular sobre o paradeiro e o bem estar do primeiro-ministro israelense

    Depois de se ter especulado sobre a sua morte, Benjamin Netanyahu tem publicado vários vídeos que comprovam que afinal está vivo e bem de saúde.

    O primeiro vídeo compartilhado mostrava o primeiro-ministro de Israel bebendo café e afirmando de forma sarcástica que estava “mortinho… por um café”.

    Já esta segunda-feira (16), houve uma nova imagem compartilhada. Desta vez, Netanyahu surgia ao ar livre tirando fotografias em Jerusalém, interagindo com várias pessoas e brincando com um cão.

    Porém quanto mais se esforça por provar que está vivo, mais especulações têm surgido sobre se os vídeos que compartilha são reais. Isto porque os internautas, especialistas em estar atentos ao mais ínfimo detalhe, têm detectado pequenos erros que os leva a crer que os vídeos podem não ser reais.

    Vídeo bebendo café 

    No primeiro vídeo, por exemplo, Netanyahu faz questão de mostrar as mãos, para provar que tem cinco dedos em cada uma delas e que as imagens são reais. Este detalhe está relacionado com o facto de se ter propagado a ideia de que, em um vídeo dias antes, numa coletiva, o israelense surgia com um dedo a mais, o que levava muitos a suspeitarem que as imagens tinham sido criadas com Inteligência Artificial (IA).

    Porém, ao tentar desmistificar essa ideia, o governante acabou por aumentar os rumores. É que no mesmo vídeo, Netanyahu culmina dando um gole num café. Porém, ao baixar o copo, percebe-se que o nível de café no copo mantém-se o mesmo.

    Roupa repetida em novo vídeo

    Entretanto, na segunda-feira um novo vídeo foi compartilhado. Neste, Netanyahu surge ao ar livre tirando fotografias ao lado de duas jovens em Jerusalém.

    “Às vezes, também dá para passear um pouco, respirar um pouco de ar. Só que é sempre preciso ter um abrigo por perto”, referiu no final do vídeo.

    Porém, aquilo que se destaca o fato dele estar precisamente com a mesma roupa que ostenta no vídeo do dia anterior. Além disso, em questões de segundos, uma aliança aparece e desaparece da mão dele.

    Os detalhes tem levado os internautas a supor que os vídeos foram filmados no mesmo dia, e que poderão ser mais uma vez uma prova de que Israel está difundindo vídeos falsos ou manipulados.

    Teorias da morte de Netanyahu

    Os rumores da morte de Netanyahu começaram a se desenvolver na sexta-feira, quando um vídeo compartilhado pelo Gabinete de Comunicação do Governo de Israel mostrava o primeiro-ministro com seis dedos.

    De imediato começou a falar-se que as imagens tinham sido criadas com Inteligência Artificial, e isto acontecia porque o homem teria sido morto num ataque iraniano. As alegações ganharam intensidade quando o homem não participou, no sábado, na reunião de segurança do país.

    Vale lembrar que a guerra no Médio Oriente subiu de tom há cerca de duas semanas, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irã, que respondeu de imediato. Apesar de inicialmente se ter alegado que seria uma guerra curta, facto é que o Irã tem feito frente ao inimigo e diz-se preparado para resistir durante o tempo que for necessário.

    Netanyahu quer provar que está vivo, mas imagens deixam mais dúvidas

  • Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

    Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

    Logan Gifford, vítima de abuso sexual cometido pela mãe na infância, relata a suspeita de que o irmão mais novo possa ter nascido durante o período das agressões. Ele busca respostas por meio de um teste de paternidade enquanto tenta reconstruir a própria vida

    Um morador de Los Angeles, nos Estados Unidos, relatou viver um conflito profundo desde que passou a suspeitar que seu irmão mais novo possa, na verdade, ser seu filho biológico. Logan Gifford foi vítima de abuso sexual cometido pela própria mãe, Doreene Gifford, entre os 10 e os 16 anos.

    Os abusos vieram à tona quando Logan decidiu denunciar a mãe, o que levou à prisão dela em 2015. Doreene foi condenada a uma pena que varia de 8 a 20 anos. Em entrevista ao Las Vegas Review‑Journal, ele relembrou o início da violência, que ocorreu no quarto dos pais enquanto um filme adulto passava na televisão.

    Hoje adulto, Logan se tornou uma voz ativa na defesa de homens sobreviventes de violência sexual. Ele afirma que a possibilidade de o irmão, atualmente com 15 anos, ter nascido em decorrência dos abusos o acompanha desde 2008, ano do nascimento do adolescente.

    O irmão mais novo apresenta dificuldades cognitivas, o que intensifica a preocupação de Logan, já que estudos apontam maior risco de problemas de saúde em crianças geradas em relações incestuosas.

    “Eu era uma criança quando tudo aconteceu, mas ainda hoje sou eu quem tenta juntar as peças do que isso causou na minha vida”, disse ele ao jornal. Logan solicitou um teste de paternidade para esclarecer a situação e, caso a paternidade seja confirmada, pretende assumir responsabilidades legais.

    A infância de Logan foi marcada por instabilidade. Ele relata ter crescido em um ambiente familiar violento, com pais que alternavam períodos dentro e fora da prisão e que enfrentavam problemas com drogas. O jovem que pode ser seu filho vive atualmente com Logan, e, se a paternidade for comprovada, ele poderá pedir a guarda definitiva, segundo o Daily Mail.

    Homem estuprado pela mãe teme que o irmão possa ser seu filho

  • British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

    British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

    Companhia interrompe operações para destinos como Dubai, Tel Aviv e Amã até o fim de maio, diante da instabilidade na região. Medida ocorre após ataques recentes e aumento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

    A British Airways anunciou a suspensão de voos para alguns destinos do Oriente Médio até 31 de maio, em razão da instabilidade provocada pela escalada do conflito na região.

    A decisão afeta rotas para Amã, no Jordânia, Bahrein, Dubai e Tel Aviv. Segundo a companhia, a medida foi tomada por causa da incerteza persistente no cenário de segurança.

    Os voos para Doha seguem suspensos até 30 de abril, enquanto as operações para Riad e Jidá, na Arábia Saudita, continuam normalmente.

    Já a rota de inverno para Abu Dhabi será retomada em 25 de outubro, conforme planejamento anterior.

    A decisão ocorre após um ataque com drones ao aeroporto de Dubai, que atingiu um depósito de combustível e causou incêndio, levando à interrupção temporária das operações no local.

    A região vive um aumento das tensões desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, alegando neutralizar ameaças do regime.

    Em resposta, Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra bases americanas e alvos israelenses, ampliando o risco para operações aéreas na região.

    British Airways suspende voos para o Oriente Médio até 31 de maio

  • Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

    Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

    Conflito no Oriente Médio pode elevar preços de energia e alimentos e ampliar crise global, segundo a ONU. Ásia e África devem ser as regiões mais afetadas, com milhões de pessoas em risco caso as hostilidades se prolonguem e o petróleo siga em alta

    A ONU alertou nesta terça-feira que cerca de 45 milhões de pessoas podem passar a enfrentar insegurança alimentar aguda como consequência da guerra envolvendo o Irã e seus impactos no Oriente Médio. O número representa um novo recorde, com maior impacto em países da Ásia e da África.

    De acordo com análise do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, esse cenário deve se concretizar caso o conflito se prolongue até meados do ano e o preço do petróleo permaneça acima de 100 dólares por barril.

    Segundo o organismo, a situação já começa a pressionar cadeias globais de abastecimento. A paralisação quase total do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os riscos crescentes à navegação no mar Vermelho estão elevando os preços da energia, dos combustíveis e dos fertilizantes, o que agrava a crise alimentar para além do Oriente Médio.

    Atualmente, cerca de 318 milhões de pessoas no mundo já enfrentam insegurança alimentar.

    A ONU alerta que o planeta pode caminhar para uma crise semelhante à registrada em 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de afetados chegou a 349 milhões.

    Embora o conflito atual esteja concentrado em uma região estratégica para a produção de energia, e não agrícola, o impacto pode ser semelhante devido à forte relação entre os mercados de energia e alimentos.

    “Sem uma resposta humanitária com financiamento adequado, isso pode se transformar em uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite”, afirmou o diretor executivo adjunto do Programa Alimentar Mundial, Carl Skau.

    O relatório destaca que as regiões mais vulneráveis são a África Subsaariana e partes da Ásia, devido à dependência de importações de alimentos e combustíveis.

    A previsão é de aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

    O cenário de tensão se intensificou após a ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, com o objetivo declarado de neutralizar ameaças do regime iraniano. Em resposta, Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra bases americanas e alvos israelenses na região.
     
     

     

    Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

  • Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

    Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

    Ataques aéreos durante a noite no Irã também teriam matado o comandante da milícia Basij. Governo israelense afirma que ofensiva busca enfraquecer o regime e reduzir a capacidade militar do país

    O governo de Israel anunciou nesta terça-feira a morte de dois importantes nomes do regime iraniano após ataques aéreos realizados durante a noite no Irã. Segundo as autoridades israelenses, foram mortos Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij.

    A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou ter recebido o relatório do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

    O Exército israelense já havia informado anteriormente a morte de Soleimani, responsável pela Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária do Irã e considerada um dos principais instrumentos de repressão interna do país.

    Katz afirmou que as operações militares continuarão com intensidade, com foco na destruição de estruturas estratégicas e na redução da capacidade iraniana de lançar mísseis.

    Segundo ele, o objetivo é enfraquecer o regime iraniano por meio da eliminação de lideranças e de recursos militares.

    Os ataques fazem parte da escalada de tensão iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que resultou na morte do então líder supremo Ali Khamenei.

    Em resposta, o Irã fechou o estreito de Ormuz e passou a realizar ataques contra alvos israelenses, bases militares dos Estados Unidos e instalações estratégicas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
     
     

     

    Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano

  • Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

    Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

    Escritora infantil Kouri Richins foi considerada culpada pelo assassinato do marido nos Estados Unidos. Após a morte, ela lançou um livro sobre luto para crianças. A Justiça apontou motivação financeira e tentativa de obter seguro de vida

    A escritora infantil Kouri Richins foi considerada culpada nesta segunda-feira pelo assassinato do marido, Eric Richins, ocorrido em 4 de março de 2022, nos Estados Unidos. De acordo com a decisão do júri, o crime foi motivado por interesses financeiros, incluindo o recebimento do seguro de vida, além do desejo de iniciar uma nova vida com um amante.

    Após cerca de três semanas de julgamento, os jurados levaram apenas três horas para chegar ao veredito. As investigações apontaram que Eric morreu após ingerir uma bebida adulterada com uma dose letal de fentanil, substância altamente potente.

    O caso chamou atenção internacional também pelo comportamento da autora após a morte do marido. Meses depois do crime, Kouri lançou o livro infantil “Are You With Me?”, no qual aborda o luto sob a perspectiva de crianças que perdem um dos pais, obra inspirada, segundo ela, na experiência dos próprios filhos.

    Durante o processo, a promotoria apresentou evidências de que a escritora já havia tentado envenenar o marido anteriormente, no Dia dos Namorados daquele mesmo ano, ao adulterar um alimento. A tentativa não teve sucesso, mas reforçou a tese de premeditação.

    Além do homicídio qualificado, Kouri foi condenada por tentativa de homicídio, fraude de seguro e falsificação. Segundo os promotores, ela enfrentava sérios problemas financeiros, com dívidas que ultrapassavam 4 milhões de dólares relacionadas a negócios imobiliários.

    A acusação sustentou que a ré planejou o crime para acessar o dinheiro do seguro de vida do marido e resolver suas pendências financeiras, além de viabilizar uma nova vida ao lado de outra pessoa.

    Durante o julgamento, a promotoria descreveu Kouri como alguém que mantinha uma imagem pública de sucesso, mas que, na realidade, enfrentava dificuldades financeiras significativas.

    O casal vivia com os três filhos na cidade de Kamas, em Utah, região próxima a Park City. Segundo a investigação, Kouri considerava o divórcio, mas não queria abrir mão dos recursos financeiros do marido, o que teria contribuído para a motivação do crime.

     

    Autora que escreveu livro sobre luto do marido é condenada por matá-lo

  • Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

    Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

    Após pedido dos Estados Unidos, países destacam importância da segurança na região, mas mantêm cautela e não confirmam participação em eventual operação militar em meio às tensões no Oriente Médio

    Em conversas realizadas na noite de segunda-feira com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, os ministros das Relações Exteriores do Japão e da Coreia do Sul, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, destacaram a importância de garantir a navegação segura no Estreito de Ormuz, ponto estratégico onde as tensões já afetam o fornecimento global de combustível. Apesar disso, não deixaram clara a posição de seus países sobre o apoio solicitado por Washington.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo no domingo e reforçou na segunda-feira para que diversos países, incluindo aliados da Otan e grandes importadores de petróleo como a China, enviem navios militares para a região. O objetivo é assegurar a circulação pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    Trump também pediu diretamente a Japão e Coreia do Sul que contribuam para manter a rota aberta, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos dois países e que ambos dependem fortemente do petróleo do Oriente Médio.

    Antes disso, o governo japonês afirmou que não recebeu um pedido formal para enviar navios militares, mas já indicou que não pretende realizar uma operação de segurança marítima. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento.

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reforçou que uma eventual missão desse tipo seria extremamente complexa do ponto de vista jurídico. Segundo ela, o governo ainda avalia possíveis medidas dentro dos limites legais para proteger embarcações japonesas e suas tripulações.

    O envio de tropas ao exterior é um tema sensível no Japão, que mantém uma postura pacifista desde a Constituição de 1947, que limita a atuação militar fora do território nacional.

    Durante a conversa com Rubio, o chanceler japonês destacou que a segurança no Estreito de Ormuz é vital para a comunidade internacional, especialmente em relação à segurança energética. Ele também condenou ações do Irã, incluindo ataques a instalações civis e energéticas na região do Golfo e ameaças à navegação.

    Já o governo sul-coreano afirmou que está em contato próximo com os Estados Unidos e que tomará uma decisão cautelosa sobre o envio de apoio militar.

    As conversas ocorreram dois dias antes da visita da primeira-ministra japonesa aos Estados Unidos. Motegi e Rubio também concordaram em reforçar a cooperação entre os dois países, destacando a importância da aliança bilateral.

    O chanceler sul-coreano afirmou ainda que a estabilidade no Oriente Médio e a livre navegação no Estreito de Ormuz são essenciais para a economia e a segurança global. Ele também expressou condolências pelas mortes de cidadãos americanos no conflito e agradeceu o apoio dos Estados Unidos na retirada de sul-coreanos da região.
     
     

    Japão e Coreia do Sul evitam apoiar envio de navios ao Estreito de Ormuz

  • Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

    Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio

    Gravação obtida pelo The Telegraph indica que líder supremo do Irã deixou o local instantes antes do ataque que matou seu pai, Ali Khamenei, levantando dúvidas sobre seu estado de saúde

    Mojtaba Khamenei, atual líder supremo do Irã, escapou de morrer após o ataque realizado por Estados Unidos e Israel ao complexo do aiatolá em 28 de fevereiro. O pai dele, Ali Khamenei, morreu na ofensiva.

    Segundo um áudio obtido pelo The Telegraph, Mojtaba estava com o pai no momento do ataque e também era alvo da operação. No entanto, ele teria saído de casa poucos minutos antes do impacto dos mísseis, por volta das 9h32 no horário local.

    O relato, atribuído ao chefe de protocolo do gabinete de Ali Khamenei, Mazaher Hosseini, descreve os primeiros momentos após a explosão dentro do complexo. De acordo com ele, Mojtaba sofreu um ferimento leve na perna, enquanto a esposa e o filho morreram no local. O cunhado também teria sido morto de forma violenta.

    No áudio, Hosseini afirma que Mojtaba estava do lado de fora do prédio quando o local foi atingido. A explosão teria alcançado diferentes áreas do complexo, incluindo a residência do líder supremo e espaços utilizados pela família.

    Segundo o relato, o ataque envolveu múltiplos mísseis e teria como objetivo atingir toda a família Khamenei. Outras residências dentro do complexo também foram atingidas, mas alguns familiares conseguiram escapar sem ferimentos graves.

    Desde então, nenhum dos irmãos de Mojtaba apareceu publicamente ou comentou sua nomeação como líder supremo.

    O ataque também matou o chefe do gabinete militar de Khamenei, Mohammad Shirazi, considerado peça-chave na ligação entre o comando militar e o líder do país. De acordo com o relato, o corpo dele ficou extremamente mutilado após a explosão.

    As informações surgem em meio a dúvidas sobre o estado de saúde de Mojtaba Khamenei. Desde o ataque, circularam versões de que ele teria morrido, entrado em coma, sofrido amputações ou ficado gravemente desfigurado.

    Nos últimos dias, surgiram relatos de que Mojtaba teria sido levado para Moscou, onde teria passado por uma cirurgia em uma estrutura ligada ao governo de Vladimir Putin. Segundo o jornal kuwaitiano Al-Jarida, o procedimento teria sido bem-sucedido, embora não haja confirmação oficial.

    De acordo com uma fonte citada pelo veículo, a transferência teria ocorrido em um avião militar russo após recomendação direta de Putin, diante da gravidade dos ferimentos.

    Paralelamente, documentos da inteligência americana indicam que Ali Khamenei não apoiava a ascensão do filho ao poder, por considerá-lo despreparado para o cargo. Fontes iranianas também afirmam que a escolha de Mojtaba não refletia a vontade do antigo líder.

    Apesar disso, ele acabou assumindo a liderança em meio à crise, enquanto persistem dúvidas sobre sua condição de saúde e capacidade de governar.

    Mojtaba Khamenei teria escapado da morte por segundos, revela áudio