Categoria: MUNDO

  • Família cobra extradição de brasileiro detido pelo ICE nos EUA

    Família cobra extradição de brasileiro detido pelo ICE nos EUA

    Matheus foi transferido esta semana para um centro de detenção migratória no estado da Lousiana. Segundo a família, nem mesmo a advogada do jovem recebe informações sobre o caso.

    A família do brasileiro Matheus Silveira, detido pelo ICE, o serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos, aguarda e pede explicações sobre a demora da extradição dele para o Brasil. Segundo a família, ele já tinha autorização para sair dos Estados Unidos, mas está preso desde novembro.

    Matheus foi transferido esta semana para um centro de detenção migratória no estado da Lousiana. Segundo a família, nem mesmo a advogada do jovem recebe informações sobre o caso.

    “O tratamento é horroroso, é desumano, ele fica lá perdido. A alimentação é péssima, é pouca, a gente têm que pagar pela comida. A ligação é muito cara e não pode ficar ligando porque tem que pagar. O combinado era para ele ir para esse outro centro de detenção próximo ao aeroporto e dois dias depois embarcar”, conta a mãe do Matheus, Luciana Santos de Paula 

     

    Matheus mora nos Estados Unidos desde 2019, e desde 2024 é casado com a americana Hanna Silveira, que é militar e advogada. O jovem foi preso por agentes do ICE, a polícia de imigração, logo depois da última etapa para receber o greencard. Já detido, ele desistiu do processo para conseguir o visto permanente e pediu a saída voluntária do país, mas até hoje não foi atendido.

    “Não era para ele estar passando por isso. O juiz determinou a saída dele do país. Se eles não querem ele lá, por que estão prendendo ele lá? É muito cruel isso. A gente não entende isso e ninguém dá uma explicação”, lamenta a mãe. 

    Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que presta assistência consular ao brasileiro e à família dele.

     

    Família cobra extradição de brasileiro detido pelo ICE nos EUA

  • Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

    Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

    Luigi Mangione, acusado de matar o diretor-executivo da United Healthcare, não enfrentará a pena de morte pelo crime. A decisão foi tomada por um juiz federal distrital, que rejeitou duas das quatro acusações federais.

    Luigi Mangione, acusado de assassinar o diretor-executivo da seguradora norte-americana UnitedHealthcare, não vai enfrentar a pena de morte pelo suposto crime. A decisão foi tomada nesta sexta-feira por uma juíza federal distrital.

    Segundo a imprensa norte-americana, a juíza Margaret M. Garnett rejeitou duas das quatro acusações federais contra Mangione: homicídio com uso de arma de fogo — que previa a pena de morte — e uma acusação relacionada ao porte de arma.

    A magistrada considerou que essas acusações eram “incompatíveis” com as duas acusações de perseguição que Mangione ainda enfrenta.

    Mangione, de 27 anos, já se declarou inocente das acusações de homicídio, porte de arma e perseguição, mas continua respondendo a duas acusações federais de perseguição, que podem resultar em pena máxima de prisão perpétua.

    Ele também segue sendo processado por homicídio em outro caso no estado de Nova York, no qual igualmente enfrenta a possibilidade de prisão perpétua.

    A decisão impede a tentativa da administração de Donald Trump de levar Mangione à execução pela morte do presidente da UnitedHealthcare, Brian Thompson, crime descrito como um “homicídio premeditado e a sangue frio que chocou os Estados Unidos”.

    Thompson, de 50 anos, foi morto a tiros em 4 de dezembro de 2024, enquanto caminhava em direção a um hotel em Manhattan para participar da conferência anual de investidores do grupo UnitedHealth.

    Imagens de câmeras de segurança mostraram um atirador mascarado disparando contra Thompson pelas costas, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).

    De acordo com a acusação, Mangione teria agido por vingança contra o setor de seguros e deixado mensagens escritas nas munições utilizadas.

    Ele foi detido cinco dias depois em um restaurante na Pensilvânia.

    Mangione se declarou inocente, mas a acusação de homicídio em segundo grau pode resultar em uma pena que varia de 15 anos à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.

    Esta foi a primeira vez que o Departamento de Justiça tentou aplicar a pena de morte durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.

    O líder republicano retornou ao cargo há um ano com a promessa de retomar as execuções federais, que haviam sido interrompidas durante a presidência de seu antecessor, Joe Biden.

    A juíza Margaret Garnett, nomeada por Biden, anunciou a decisão após uma série de petições judiciais apresentadas pela acusação e pela defesa nos últimos meses.

    Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

  • Letal e sem tratamento: Vírus Nipah se espalha pela Ásia

    Letal e sem tratamento: Vírus Nipah se espalha pela Ásia

    O vírus Nipah (NiV) tem como principal reservatório morcegos frugívoros do gênero Pteropus, podendo ser transmitido a humanos por alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas. A infecção pode provocar desde quadros respiratórios até encefalites fatais.

    Um vírus pouco conhecido do grande público voltou a chamar atenção internacional após a confirmação de dois casos na Índia: o Nipah. Embora não seja uma descoberta recente — ele foi identificado pela primeira vez em 1998 —, o patógeno preocupa especialistas por combinar alta letalidade, que pode atingir até 75% dos infectados, ausência de vacinas ou tratamentos específicos e maior risco de disseminação em um mundo cada vez mais interconectado. O vírus Nipah (NiV) tem como principal reservatório morcegos frugívoros do gênero Pteropus, podendo ser transmitido a humanos por alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas. A infecção pode provocar desde quadros respiratórios até encefalites fatais.

    Um estudo conduzido por pesquisadores do Japão e de Bangladesh, publicado na revista IJID Regions, aponta que, entre 1998 e maio de 2024, foram registrados 754 casos humanos em Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura, resultando em 435 mortes — uma taxa média de letalidade de 58%. Esse índice, porém, varia conforme o país. Na Índia, por exemplo, 73% dos pacientes não sobreviveram. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a letalidade fique entre 40% e 75%, dependendo das condições locais de vigilância e atendimento médico.

    “Os desfechos clínicos do vírus continuam a evidenciar uma ameaça constante à saúde pública global, uma vez que não há terapias ou vacinas eficazes disponíveis. É necessária uma compreensão global mais robusta, com foco no desenvolvimento de vacinas e tratamentos, para reduzir os desfechos clínicos e as ameaças futuras associadas ao Nipah”, afirmam os autores do estudo.

    O surto atual foi registrado em Bengala Ocidental, estado indiano que já enfrentou episódios anteriores da doença. Os dois casos confirmados envolvem um homem e uma mulher, ambos enfermeiros do mesmo hospital, que começaram a apresentar sintomas no fim de dezembro, com rápida evolução para complicações neurológicas. Na atualização mais recente, o homem apresentava melhora, enquanto a mulher permanecia em estado crítico. No dia 27, o Ministério da Saúde da Índia informou que houve uma “contenção oportuna” do surto, após medidas como o rastreamento de 196 contatos próximos, sem registro de novos casos.

    A OMS avaliou que, neste momento, “a probabilidade de disseminação para outros estados indianos ou internacionalmente é considerada baixa” e não recomendou restrições a viagens ou ao comércio. Segundo Leonardo Weissmann, infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, “os casos estão localizados, e as autoridades de saúde indianas atuaram rapidamente com isolamento dos pacientes e rastreamento de contatos”. Ele ressalta, porém, que o Nipah preocupa pela combinação de alta letalidade, ausência de tratamentos e potencial de transmissão entre humanos.

    Em Bengala Ocidental, o risco atual foi classificado como “moderado” pela OMS devido à presença de morcegos que atuam como reservatórios naturais do vírus. Este é o sétimo surto documentado na Índia desde 2001 e o terceiro no estado.

    Mesmo com baixo risco imediato, especialistas alertam para a necessidade de vigilância constante. A professora Ludhmila Hajjar, da Faculdade de Medicina da USP, destacou que o Nipah pertence à família Paramyxoviridae e possui genoma de RNA, característica associada a maior capacidade de mutação. Para ela, a transmissão entre pessoas observada em surtos recentes é um sinal de alerta semelhante ao visto em crises como Sars, MERS, Ebola e Covid-19.

    O vírus Nipah integra atualmente a lista de nove patógenos prioritários da OMS para pesquisa e desenvolvimento. Em 2024, a organização publicou orientações técnicas para que países, mesmo sem casos registrados, reforcem a vigilância epidemiológica e elaborem planos de resposta a zoonoses de alto risco.

    Letal e sem tratamento: Vírus Nipah se espalha pela Ásia

  • Região do Peru pede socorro e quer se anexar ao Brasil

    Região do Peru pede socorro e quer se anexar ao Brasil

    O pedido de anexação é uma arma diplomática que as lideranças de Bellavista Callarú utilizam para atrair os olhos de Lima

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Incrustada no extremo norte do Peru, a comunidade indígena Bellavista Callarú deu um ultimato ao governo do país e levantou o desejo de se incorporar ao Brasil após denunciar a falta de atenção do Estado. À reportagem, especialistas explicam que o pedido é um “grito de socorro” com pouca viabilidade jurídica.

    O QUE HÁ POR TRÁS DO PROCESSO DE ANEXAÇÃO

    Um documento deu prazo de 30 dias para autoridades responderem denúncias sobre falta de segurança e de serviços básicos. O ultimato foi elaborado por lideranças locais e encabeçado pelo prefeito Desiderio Flores Ayambo. “Se não houver resposta concreta, analisaremos alternativas drásticas, incluindo nos tornarmos parte do Brasil”, disse Ayambo. A comunidade de Bellavista Callarú, na tríplice fronteira com o Brasil e a Colômbia, denunciou assassinatos de lideranças, extorsões e recrutamento forçado pelo tráfico.

    “A ameaça de pedir anexação ao território brasileiro é vista mais como um grito de socorro político do que como um procedimento jurídico viável a curto prazo.” A avaliação é de Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Unifesp e especialista em América Latina. “Há relatos de assembleias locais que indicam que a população prefere continuar sendo peruana, mas se sente esquecida pelo país.”

    “O pedido de anexação é uma arma diplomática que as lideranças utilizam para atrair os olhos de Lima. A ameaça estratégica é importante porque, ao dizer que querem ser brasileiros, eles não estão pedindo somente asfalto, mas ferindo o orgulho e a soberania no Peru”, diz.

    Povoado luta para se tornar um município, diz Shyrley Tatiana Peña Aymara. A professora da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP) e da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (UPC) em Lima afirma que a comunidade indígena tikúna reivindica mais autonomia. A comunidade está localizada em uma das regiões mais afetadas pela extrema pobreza no país.

    Na prática, a comunidade Bellavista Callarú já integra o contexto brasileiro, diz Shyrley. “O povo tikúna é transnacional, os que vivem do lado do Peru enfrentam maior abandono e ausência do Estado”, explica ela. “Geograficamente eles estão mais próximos do Brasil do que da Colômbia, e do ponto de vista de comércio e serviço acabam trocando mais com o Brasil.”

    ENTRAVES PARA JUNÇÃO AO BRASIL

    Viabilidade jurídica é muito baixa, avalia a professora da Unifesp. “Temos a questão de soberania nacional. As fronteiras estão definidas há mais de um século. Um acordo bilateral de alto nível, um processo de cessão, necessitaria ser feito entre o governo peruano, que dificilmente aceitaria, porque abre um precedente muito perigoso para a integridade territorial”, afirma.

    A consulta popular ao povo tikúna seria o primeiro passo para um eventual processo de anexação ao Brasil, dizem especialistas. “Uma comunidade não poderia pedir sua anexação em outro território. Geralmente isso ocorre de forma bélica, com violência, ou por meio de tratados e consultas populares”, afirma Shyrley. A comunidade precisa fazer um pedido ao estado peruano.

    Há um desejo de querer se manter no mesmo território, mas com a “administração brasileira”, explica a especialista peruana. “Eles sentem a falta de segurança, de presença do Estado, de saúde, educação e principalmente de oportunidades para a juventude indígena”, afirma ela. “Pouco ou nada tem se falado de ‘migrar’ para o Brasil. No fundo, eles querem atenção das autoridades peruanas.”

    Processo de integração ao Brasil precisaria passar pelo congresso brasileiro e pelo peruano. A professora peruana, que é doutora em direitos humanos e cidadania pela Universidade de Brasília e mestra em integração contemporânea na América Latina pela Universidade Federal da Integração Latino-americana, diz que pode haver uma pressão sobre o órgão do Executivo do país, como o Ministério da Defesa e das Relações Exteriores. “Mas nenhum país quer perder parte do seu território”, diz. “Seria uma situação estranha pensar que congressistas peruanos aprovariam a perda de uma região própria.”

    Mudança só avançaria caso o Brasil demonstrasse interesse em ficar com o território peruano. “As experiências na América Latina de anexação de territórios sempre vieram acompanhadas de conflitos e violência”, diz a professora peruana. Para ela, o processo avançaria caso o Brasil manifestasse interesse pela administração do território. “Mas o Brasil sempre teve uma postura respeitosa e de negociação com os vizinhos.”

    Comunidade pode levar denúncias de falta de segurança e serviços para a Corte Interamericana de Direitos Humanos. O Peru reconheceu a competência da Corte, o que significa que está sujeito às suas sentenças e decisões. Shyrley explica que, se o Estado peruano não responder às denúncias e questionamentos das lideranças locais, as violações poderão ser levadas a instâncias internacionais.

    Solução interna seria o caminho mais viável, afirma a professora. A especialista afirma que o caminho mais exitoso seria resolver a questão com as autoridades municipais da cidade vizinha Santa Rosa, com o governo de Loreto e os ministérios da presidência peruana. “Atender às necessidades da comunidade poderia melhorar a imagem do governo e dos senadores pensando que este será um ano eleitoral no Peru.”

    Processo vivido por Bellavista Callarú deve influenciar outras comunidades e povoados na região da tríplice fronteira com realidade semelhante. “Esse documento é um chamado de atenção forte por parte da comunidade como forma de protesto sobre a situação estrutural das comunidades indígenas peruanas que vivem em regiões de extrema pobreza e abandono do estado”, diz a professora.

    VIOLÊNCIA, POBREZA E FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS INDÍGENAS

    A iniciativa reflete a ausência de políticas públicas para populações indígenas no país. Na região da tríplice fronteira, há gabinetes bilaterais que poderiam se ocupar de discussões referentes a esses povos, mas até o momento não tomaram a frente nas discussões, segundo a especialista peruana.

    Crise de segurança e soberania na região da fronteira de Brasil, Peru e Colômbia é profunda. “É uma região marcada por disputas”, afirma Regiane, que esteve no local em 2002. “Não é apenas uma das mais violentas de Loreto, mas uma das zonas mais críticas do país devido ao avanço das plantações de coca, que triplicaram em 2018 a 2022.”

    Comunidade é marcada por disputa entre grupos criminais brasileiros, peruanos e colombianos. “Há facções brasileiras, dissidentes das Farc colombianas, e grupos locais, que são os matadores de aluguel”, explica Regiane. Segundo ela, esses grupos utilizam o território indígena para rotas de escoamento de cocaína e como laboratórios de processamento de drogas.

    “O caso de Bellavista Callarú serve como um modelo de pressão. Quando o estado de sua nacionalidade falha em proteger essas comunidades, elas naturalmente buscam proteção de país vizinho, onde têm familiares e laços comerciais”, diz Regiane.

    Região do Peru pede socorro e quer se anexar ao Brasil

  • Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

    Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

    Volodymyr Zelensky garantiu que Kyiv não vai atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscou fizer o mesmo na Ucrânia

    O presidente norte-americano, Donald Trump, pediu ao líder russo, Vladimir Putin, para suspender os ataques aéreos contra Kyiv durante uma semana, confirmou a Presidência da Rússianesta sexta-feira (30). O pedido dos Estados Unidos pediu suspensão até ao dia 01 de fevereiro, data prevista para a segunda rodada de negociações trilaterais em Abu Dhabi.

    “De fato, o presidente (Donald) Trump contactou pessoalmente o presidente (Vladimir) Putin para lhe pedir que se abstivesse, durante uma semana, até 01 de fevereiro, de realizar ataques contra Kyiv, a fim de criar condições favoráveis à realização de negociações”, disse Dmitri Peskov, porta-voz presidencial.

    Apesar do pedido, a Rússia disparou um míssil e lançou 111 objetos aéreos não tripulados (drones) contra 15 regiões da Ucrânia.

    Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu hoje que Kyiv não vai atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscou fizer o mesmo na Ucrânia.

    As declarações do chefe de Estado ucraniano foram divulgadas um dia depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter anunciado um suposto acordo com a Rússia para suspender os ataques contra o território ucraniano durante uma semana. 

    Em declarações aos jornalistas em Kyiv, Zelensky frisou que se a Rússia não atacar as infraestruturas de produção e de fornecimento de energia, a Ucrânia suspende o mesmo tipo de ataques contra o território russo.

    Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

  • Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

    Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

    Um homem fingiu ser um agente do FBI para tentar libertar Luigi Mangione da prisão federal de Brooklyn, em Nova York. O suspeito alegou ter uma ordem judicial para a libertação de Mangione, acusado de matar a tiro o CEO de uma seguradora norte-americana

    Um homem se passou por um agente federal norte-americano para libertar Luigi Mangione da prisão, alegando ter uma ordem judicial para o efeito. Na mala, levava um cortador de pizza e um garfo de churrasco.

    O incidente teria acontecido na tarde de quarta-feira (28) na prisão federal de Brooklyn, em Nova York, onde Mangione está encarcerado, segundo relata o The New York Times, que cita a queixa feita, posteriormente, por procuradores federais.

    Ao chegar, Mark Anderson, de Mankato, no Minnesota, apresentou-se aos guardas prisionais como um agente do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (mais conhecido pela sigla em inglês, FBI). Na sua posse, alegou, tinha uma ordem “assinada por um juiz” que autorizava a libertação de um prisioneiro.

    A queixa oficial não especifica a quem Anderson se referia, mas fontes próximas do caso, revelaram que o recluso em causa seria Luigi Mangione, o homem que está sendo julgado por assassinar o CEO de uma das maiores seguradoras norte-americanas.

    Os guardas a que Anderson se dirigiu teriam achado o documento suspeito e pediram que o homem de 36 anos se identificasse. O homem teria então entregado a sua carteira de motorista e, depois, começou a atirar uma série de documentos contra os guardas prisionais, ameaçando que estava armado.

    Os documentos seriam relativos a um possível processo contra o Departamento da Justiça dos Estados Unidos.

    Os guardas conseguiram imobilizar o homem, que, na sua mala, levava um cortador de pizza e um garfo de churrasco. Anderson seria funcionário de uma pizzaria em Nova York.

    Mangione teria matado a tiro CEO de seguradora em 2024

    Luigi Mangione, de 27 anos, é acusado de matar a tiro Brian Thompson, o CEO da UnitedHealthCare, em Manhattan, Nova York, em dezembro de 2024.

    O caso chocou os Estados Unidos – e o mundo – mas, surpreendentemente, levou também a uma onda de solidariedade para com o suposto criminoso, causada pela revolta de muitos norte-americanos que veem o acesso à Saúde cada vez mais complicado devido aos elevados preços.

    A UnitedHealthCare era um dos casos mais paradigmáticos deste sistema, tendo, em 2023, a taxa de recusa de indenização mais alta entre todas as companhias de seguro nos EUA: 32%. A média no setor era de 16%.

    Luigi Mangione é acusado de 11 crimes, incluindo três de homicídio e um de homicídio como ato de terrorismo. O homem de 27 anos declarou-se inocente de todos os crimes.

    O julgamento ainda decorre. Nesta sexta-feira (30), Mangione será mais uma vez apresentado a tribunal, em uma audiência que pode decidir se a pena de morte pode ou não ser aplicada, caso o arguido seja condenado.

    Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

  • Vítima de incêndio na Suíça acorda do coma: "Tenho pesadelos"

    Vítima de incêndio na Suíça acorda do coma: "Tenho pesadelos"

    Vítima do incêndio em um bar na Suíça na madrugada de Ano Novo, acordou do coma induzido, quase um mês depois da tragédia que tirou a vida a 40 pessoas; jovem estava trabalhando no local e face à tragédia ficou com queimaduras graves e passou por diversas cirurgias

    Uma vítima do incêndio em um bar na Suíça na madrugada de Ano Novo, acordou do coma induzido, quase um mês depois do incêndio que tirou a vida a 40 pessoas.

    Roze, de 18 anos, ficou com queimaduras graves no trágico dia em que o bar Le Constellation ardeu. A jovem passou por diversas cirurgias e acabou sendo submetida a um coma induzido, para o corpo conseguir recuperar do trauma.

    À publicação francesa Sudinfo, a jovem conta que se lembra vivamente de tudo o que aconteceu naquela madrugada.

    Roze estava no local não para a festa, mas para trabalhar. Era quem geria as redes sociais do bar, assim como, de um outro estabelecimento pertencente aos mesmos donos. 

    “Me pediram para ir à festa de Ano Novo”, recorda. “Desci ao porão para tirar fotos e quando me virei vi o fogo começando. Subi e gritei que havia um incêndio e que tínhamos de sair, mas acho que poucas pessoas acreditaram em mim. No piso de cima não dava para ter noção do que acontecia no porão”, conta ainda da cama do hospital.

    Depois disso “tudo aconteceu muito rápido”. Em cerca de “cinquenta segundos” o bar inteiro estava em chamas – e quem lá estava dentro tinha poucas hipóteses para fugir. 

    Segundo a investigação ainda em curso, o incêndio teria começado a partir de faíscas de velas-foguete, que alcançaram a espuma de isolamento acústico no teto do bar e se incendiaram. As chamas consumiram o local e deixaram mais de 100 pessoas feridas, assim como 40 mortos.

    Para Roze, a parte psicológica tem sido um desafio desde que acordou do coma. “Tenho pesadelos. As cenas se repetem na minha mente e, às vezes, acordo a meio da noite”.

    Mas mais do que tudo, a jovem sente-se “brava” com os donos do Le Constellation.

    “Estou muito brava com eles, principalmente porque não aceito que culpem os funcionários que morreram. Eles precisam assumir a responsabilidade”, defende Roze.

    A jovem se prepara para deixar a Bélgica, onde está hospitalizada, já na próxima segunda-feira e regressar à Suíça, a casa. Não voltará a Crans-Montana, onde ocorreu o incidente, por estar “muito ligado ao trauma”, mas também não pretende esquecer o que aconteceu.

    “Gostava de ajudar outras pessoas. Ou, pelo menos, conhecer pessoas que passaram pela mesma coisa, outras vítimas de queimaduras”, conta.

    As mãos de Roze ainda estão parcialmente imobilizadas devido às queimaduras que sofreram. Deverão permanecer assim, pelo menos, durante mais alguns meses – mas o prognóstico é positivo.

    Os donos do Le Constellation, Jacques e Jessica Moretti, vale lembrar, são suspeitos dos crimes de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndios por negligência. O homem chegou a ficar em prisão preventiva a 9 de janeiro, mas foi posteriormente libertado no passado dia 23.

    Vítima de incêndio na Suíça acorda do coma: "Tenho pesadelos"

  • Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

    Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

    Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (29), ele afirmou que está trabalhando para que o número de agentes federais seja reduzido em Minnesota. “Eu tenho equipe do CBP [Patrulha da Fronteira] e do ICE [polícia de imigração dos EUA] trabalhando em um plano de gradual de redução”

    (CBS NEWS) – Tom Homan, o encarregado das fronteiras e enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Minneapolis, disse que não quer ver ninguém morto e admitiu um plano para reduzir o número de agentes federais da imigração em Minnesota, mas com uma condição: a colaboração dos democratas à frente da cidade e do estado.

    Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (29), ele afirmou que está trabalhando para que o número de agentes federais seja reduzido em Minnesota. “Eu tenho equipe do CBP [Patrulha da Fronteira] e do ICE [polícia de imigração dos EUA] trabalhando em um plano de gradual de redução.”

    Entre as condições apresentadas está a necessidade de que as cadeias locais avisem o ICE sobre pessoas sob sua custódia que a agência pode remover do país. Segundo Homan, isso significaria que menos agentes precisariam estar nas ruas procurando por imigrantes que estão no país de forma ilegal.

    “Nos deem acesso a imigrantes ilegais, que representam ameaças à segurança pública, dentro da segurança e proteção de uma prisão”, disse Homan. Declarações parecidas já tinham sido dadas por Trump ao longo da semana.

    “Eu não estou aqui porque o governo federal levou esta missão de forma perfeita”, afirmou Homan. Desde segunda-feira, ele está na cidade que registrou a segunda morte de um americano em menos de um mês por agentes federais da imigração.

    No dia 7 de janeiro, um agente do ICE disparou contra Renee Good, 37, que não resistiu aos ferimentos. A agência alegou que ela tentou atropelar o funcionário federal, mas imagens do episódio desmentem a versão. No último sábado (24), agentes do CBP atiraram mais de dez vezes contra Alex Pretti, 37, durante a repressão aos protestos em Minneapolis. O enfermeiro também morreu em consequência dos disparos.

    Homan afirmou que não quer ver ninguém morrer. “Nem os oficiais, nem os membros da comunidade, nem os alvos das nossas operações”, disse ele, que negou que a operação contra imigrantes em situação irregular será abandonada. “Apenas estamos fazendo isso de maneira mais inteligente.”

    Em meio aos constantes protestos contra o ICE que têm sido registrados em Minnesota nas últimas semanas, Homan disse que aqueles que discordam das ações dos agentes devem protestar no Congresso, não no prédio da polícia. Também pediu que o que chama de “retórica de ódio” acabe e afirmou que tem “zero tolerância” para manifestantes que atacam ou impedem policiais de trabalhar.

    Questionado sobre o número de policiais que ainda estão na região, limitou-se a falar que “tem havido algumas rotações”. Evitou ainda comentar casos específicos e, quando questionado sobre as mortes de Good e Pretti, Homan se esquivou. “Não vou compartilhá-la [a opinião]. Vamos deixar a investigação acontecer.”

    A chegada de Homan em Minneapolis marcou a saída de Gregory Bovino, comandante da operação em Minneapolis, conhecido como um defensor da truculência das ações de deportação. Ele deixou o posto após a morte de Pretti, e Trump afirmou que algumas “pequenas mudanças” foram necessárias e definiu Bovino como um “cara meio excêntrico” que “talvez não tenha funcionado em Minneapolis”.

    Não queremos ninguém morto, mas democratas devem colaborar, diz enviado de Trump a Minneapolis

  • Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

    Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

    Após o banco central dos EUA manter os juros inalterados, o presidente intensificou as críticas a Jerome Powell, voltou a pedir cortes imediatos nas taxas e afirmou que a política monetária atual prejudica a economia e a segurança nacional do país

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar duramente o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, ao cobrar um corte imediato dos juros, um dia depois de o BC dos EUA manter as taxas inalteradas. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que Powell, a quem voltou a apelidar de “Atrasado Demais”, “voltou a se recusar a cortar as taxas de juros, embora não tenha absolutamente nenhuma razão para mantê-las tão altas”.

    Segundo o presidente norte-americano, a postura do Fed “está prejudicando o nosso país e a sua segurança nacional”. Trump disse que os EUA deveriam ter uma taxa “substancialmente mais baixa agora que até esse idiota admite que a inflação não é mais um problema nem uma ameaça”, acrescentando que Powell “está custando à América centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessárias e injustificadas”.

    O republicano também relacionou sua defesa por juros mais baixos à política tarifária. De acordo com ele, por conta de “volumes enormes de dinheiro que estão entrando no nosso país por causa das tarifas, deveríamos estar pagando a MENOR taxa de juros de qualquer país do mundo”. Trump afirmou que outras economias só são vistas como “elegantes, sólidas e de primeira linha” porque “os EUA permitem que sejam”, mesmo mantendo superávits comerciais com os americanos. Ele não mencionou a quais países se referia.

    Na publicação, Trump declarou ainda que tem sido “muito bom, gentil e cuidadoso com países do mundo inteiro” e que, “com um simples movimento da caneta, BILHÕES a mais entrariam nos EUA”. Ao final, reforçou o apelo ao banco central: “O Fed deveria reduzir substancialmente as taxas de juros, AGORA!”. Os EUA “DEVERIAM ESTAR PAGANDO TAXAS DE JUROS MAIS BAIXAS DO QUE QUALQUER OUTRO PAÍS DO MUNDO”, repetiu.

    O ataque ocorre após o Fed, na véspera, manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano e evitar sinalizar quando voltará a cortá-los, sob o argumento de não declarar vitória prematura contra a inflação.
     
     

    Trump chama Powell de 'idiota' e renova escalada de pressão contra Fed por cortes de juros

  • Três irmãos morrem após cair em lago congelado durante tempestade nos EUA

    Três irmãos morrem após cair em lago congelado durante tempestade nos EUA

    Meninos de 6, 8 e 9 anos brincavam perto de casa quando o gelo cedeu; mãe tentou resgatá-los, mas também ficou em risco. Tragédia ocorreu em meio a uma onda de frio extremo que já provocou dezenas de mortes nos Estados Unidos

    Uma tragédia provocada pelo frio extremo abalou uma comunidade do Texas nesta semana. Três irmãos, com idades entre seis e nove anos, morreram depois de caírem em um lago congelado durante a forte tempestade de inverno que atinge os Estados Unidos. O acidente ocorreu na segunda-feira, em Bonham, e mobilizou equipes de resgate e moradores da região.

    Em comunicado divulgado na terça-feira, o Gabinete do Xerife do Condado de Fannin informou que várias autoridades foram acionadas após uma chamada de emergência relatando que três crianças haviam caído no gelo de um lago local.

    As duas crianças mais velhas, de oito e nove anos, foram retiradas da água pelos primeiros socorristas que chegaram ao local, com a ajuda de um vizinho. Elas receberam atendimento médico imediato e foram levadas de ambulância a um hospital da região.

    Já o irmão mais novo, de seis anos, não conseguiu retornar à superfície. O corpo foi localizado mais tarde, após uma busca intensa no lago. Apesar dos esforços das equipes de resgate e dos profissionais de saúde, as três crianças não resistiram e tiveram as mortes confirmadas

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    “Eram três e eu estava sozinha… por isso não consegui salvá-los”

    Em entrevista à CBS News, Cheyenne Hangaman, mãe das crianças, relatou o desespero vivido ao tentar socorrer os filhos, mas afirmou que acabou tendo de vê-los “se debatendo e se afogando sem poder ajudá-los”.

    Mãe de seis crianças, Cheyenne contou que soube do acidente por meio de uma das filhas, que correu até ela gritando que os irmãos haviam caído na água.

    Segundo o relato, os meninos brincavam nas proximidades de um lago localizado a cerca de 30 metros da casa onde a família estava hospedada. O mais novo caiu depois de tentar “patinar no gelo”, e os irmãos mais velhos pularam na água na tentativa de resgatá-lo.

    “Quando eu os vi, eles estavam se debatendo e eu sabia que os corpos deles já estavam em choque”, contou. “A água estava gelada.”

    “Eram três e eu estava sozinha… por isso não consegui salvá-los”, lamentou.

    Cheyenne disse ainda que ela própria começou a ter dificuldades dentro da água e precisou ser retirada por um vizinho, que correu até o local ao ouvir os gritos da família.

    “Tentei lutar pela vida dos meus filhos, mas tive de vê-los se debatendo e se afogando sem poder ajudá-los”, afirmou.

    As autoridades não divulgaram oficialmente a identidade das vítimas, mas a mãe confirmou que se tratava de Howard Doss, de seis anos, Kaleb Doss, de oito, e EJ Doss, de nove.

    Ao falar sobre os filhos, Cheyenne Hangaman contou que EJ sonhava em se tornar uma estrela do futebol, Kaleb era apaixonado por dança e música, e o caçula, Howard, “gostava de fazer as pessoas rirem”.

    O acidente ocorreu em meio a uma forte tempestade de neve e gelo que atinge os Estados Unidos e já deixou dezenas de mortos. Classificado como “monstruoso”, o fenômeno provocou temperaturas extremas e nevascas intensas em áreas que vão do Texas ao Kansas, além de gerar condições de “perigo extremo” em estados como Nova York, Kentucky, Michigan, Ohio, Carolina do Sul, Nova Jersey e Massachusetts, entre outros.

     

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