Categoria: MUNDO

  • Milei presta apoio aos EUA com promessa de envio de tropas ao Oriente Médio

    Milei presta apoio aos EUA com promessa de envio de tropas ao Oriente Médio

    A sinalização de apoio ocorre por “alinhamento do governo de Javier Milei com o de Donald Trump”. Embora o governo argentino tenha se prontificado a ajudar no conflito no Oriente Médio, Lanari afirmou não ter conhecimento de qualquer pedido oficial nesse sentido feito por Washington a Buenos Aires

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Casa Rosada confirmou ontem que a Argentina pode enviar suas tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos no conflito contra o Irã, em resposta a eventual solicitação do governo do presidente Donald Trump.

    “Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida”, disse o porta-voz do governo argentino, Javier Lanari, ao jornal espanhol El Mundo.

    A sinalização de apoio ocorre por “alinhamento do governo de Javier Milei com o de Donald Trump”. Embora o governo argentino tenha se prontificado a ajudar no conflito no Oriente Médio, Lanari afirmou não ter conhecimento de qualquer pedido oficial nesse sentido feito por Washington a Buenos Aires.

    Argentina foi o único país da América do Sul a se envolver na Guerra do Golfo no início da década de 1990. A Casa Rosada contribuiu com quatro navios em apoio ao então presidente norte-americano George Bush pai na guerra após a invasão do Kuwait pelo Iraque.

    JAVIER MILEI CRITICA IRÃ

    Javier Milei criticou o Irã ao relembrar, nesta terça-feira (17), os 34 anos de um atentado contra a embaixada de Israel na Argentina. “Diante do terrorismo, não pode haver trégua”, disse ele em um ato em uma praça de Buenos Aires, sobre as ruínas da sede diplomática.

    “Deixamos claro onde nos posicionamos neste momento histórico, em que os Estados Unidos e Israel decidiram pôr fim ao regime iraniano, uma tirania que não só mantém cativa sua própria população, mas que se dedica a semear o terror durante décadas”, disse Milei.

    Em 17 de março de 1992, uma caminhonete carregada de explosivos atingiu o prédio da embaixada de Israel, deixando 22 mortos e mais de 200 feridos. Dois anos depois, outro ataque à associação judaica AMIA matou 85 pessoas. A Justiça argentina atribui os dois atentados ao Irã e ao Hezbollah.

    No discurso, Milei lembrou seu compromisso com “os valores do Ocidente”, “a moral como política de Estado” e “o combate ao flagelo do antissemitismo”. “Israel é um aliado estratégico do nosso país, valores compartilhados nos unem”, concluiu o presidente argentino.

    Milei presta apoio aos EUA com promessa de envio de tropas ao Oriente Médio

  • Ataques do Irã atingem gás do Qatar e elevam tensão global

    Ataques do Irã atingem gás do Qatar e elevam tensão global

    Mísseis provocaram incêndios em instalações de gás natural e ampliaram a escalada no Golfo Pérsico, enquanto o preço do petróleo dispara e cresce o risco de impactos no abastecimento mundial de energia

    O Qatar informou nesta quinta-feira que ataques com mísseis iranianos atingiram novas instalações de gás natural liquefeito no país, provocando grandes incêndios e danos significativos.

    Segundo a QatarEnergy, empresa estatal de petróleo e gás, o combate às chamas ainda está em andamento e, até o momento, não há registro de feridos.

    O país, um dos principais fornecedores de gás natural do mundo, já havia suspendido a produção no início da guerra. Os novos danos podem atrasar a retomada plena das atividades após o fim do conflito com o Irã.

    Também nesta quarta-feira, o Irã confirmou a morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, em um ataque aéreo israelense ocorrido na noite de terça-feira. No mesmo dia, Teerã reconheceu ainda as mortes de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e de Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij.

    O país também foi alvo de um ataque israelense ao campo de gás South Pars, considerado o maior do mundo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, alertou para “consequências incontroláveis” que “podem afetar o mundo inteiro”.

    Em resposta, o Irã intensificou ataques a instalações energéticas de países vizinhos no Golfo Pérsico, atingindo estruturas no Qatar. O governo de Doha reagiu determinando que funcionários da embaixada iraniana deixassem o país em até 24 horas.

    Teerã também atacou instalações de gás em Habshan e o campo de Bab, nos Emirados Árabes Unidos. O governo local classificou a ação como uma “escalada perigosa” do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

    Autoridades de Abu Dhabi informaram que operações de gás foram suspensas após a detecção de atividades suspeitas nas áreas atingidas.

    Regiões da Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos também foram alvo de ataques, ampliando a tensão na região.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars, mas alertou que, caso o Irã volte a atingir o Qatar, as forças americanas poderão retaliar com força total.

    “Não quero autorizar esse nível de destruição, mas não hesitarei em agir se as instalações forem atacadas novamente”, escreveu Trump em sua rede social.

    De acordo com a agência Associated Press, os Estados Unidos foram informados previamente sobre o ataque israelense ao South Pars, mas não participaram da operação.

    Enquanto busca ampliar a oferta global de petróleo, o governo americano também flexibilizou sanções contra a Venezuela, permitindo que empresas dos EUA negociem com a estatal de petróleo do país.

    Os ataques iranianos aumentam a pressão sobre os países do Golfo, que até agora vinham adotando uma postura mais cautelosa no conflito.

    No mercado internacional, o preço do petróleo voltou a subir e ultrapassou os 108 dólares por barril, impulsionado pela escalada da guerra e pelo bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Brent já acumula alta próxima de 50% desde o início do conflito.
     
     

     

    Ataques do Irã atingem gás do Qatar e elevam tensão global

  • De Khamenei a Larijani: quem são os líderes mortos nos ataques ao Irã

    De Khamenei a Larijani: quem são os líderes mortos nos ataques ao Irã

    Ataques de Estados Unidos e Israel atingiram figuras centrais do regime iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, em ofensiva que busca enfraquecer o governo e ampliar a pressão interna após duas semanas de conflito

    A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã já dura duas semanas e, até o momento, não há perspectiva de fim. Desde os primeiros ataques, em 28 de fevereiro, nove figuras centrais do regime iraniano foram mortas.

    Segundo o Exército israelense, as ações, classificadas como devastadoras, tiveram como objetivo atingir responsáveis pela repressão a protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro e criar condições para uma nova revolta interna capaz de enfraquecer o governo iraniano.

    Ali Khamenei

    Ali Khamenei era o líder supremo do Irã, ocupando o posto mais alto do sistema político criado após a Revolução Islâmica de 1979. Ele foi morto no primeiro dia do conflito, em um ataque aéreo israelense ao complexo onde se reunia com assessores próximos.

    De acordo com informações, uma reunião estava em andamento no momento do ataque, o que levou Estados Unidos e Israel a anteciparem a operação para tentar eliminar várias lideranças do regime de uma só vez.

    Ali Shamkhani

    Ali Shamkhani, de 70 anos, era uma das figuras mais influentes do país. Ex-chefe de segurança nacional e conselheiro de Khamenei, ele também morreu no dia 28 de fevereiro, pois participava da mesma reunião atingida pelo bombardeio.

    O ex-militar teve papel relevante nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

    Mohammad Pakpour

    Mohammad Pakpour havia sido nomeado comandante da Guarda Revolucionária Islâmica no ano anterior. Veterano da guerra contra o Iraque, ocupou diversos cargos militares até assumir o comando das Forças Terrestres da corporação em 2009.

    Ele estava sob sanções da União Europeia desde 2021.

    Mohammad Shirazi

    Mohammad Shirazi também foi morto no primeiro dia do conflito. General do Exército iraniano, ele chefiava o Gabinete Militar do líder supremo desde 1989.

    Como general de brigada, era responsável por coordenar as relações entre o alto comando das Forças Armadas e o líder supremo, sendo considerado peça-chave na estrutura de defesa do país.

    Abdolrahim Mousavi

    Abdolrahim Mousavi era chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã. Ele havia sido nomeado para o cargo por Khamenei poucos dias antes dos ataques.

    Antes disso, desde 2017, era comandante do Exército. Segundo a imprensa iraniana, teve papel central no desenvolvimento de mísseis balísticos, drones e programas espaciais.

    Em 2023, foi alvo de sanções impostas por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Austrália por violações de direitos humanos.

    Aziz Nasirzadeh

    Aziz Nasirzadeh ocupava o cargo de ministro da Defesa desde 2014. Antes, foi vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e comandante da Força Aérea iraniana entre 2018 e 2021.

    Durante o conflito, tinha a responsabilidade de proteger a infraestrutura militar e nuclear do país.

    Gholamreza Soleimani

    Gholamreza Soleimani era comandante da milícia paramilitar Basij, ligada à Guarda Revolucionária e conhecida por atuar na repressão interna.

    Segundo Israel, ele liderou operações contra manifestantes durante os protestos de janeiro, marcadas por violência intensa e prisões em massa.

    Esmail Khatib

    Esmail Khatib era ministro da Inteligência do Irã e uma das principais figuras da segurança nacional. Nomeado em 2021, comandava os serviços responsáveis por contraespionagem, segurança interna e operações no exterior.

    Clérigo xiita, era considerado próximo de Khamenei e já havia ocupado cargos estratégicos no aparato de segurança do regime.

    Ali Larijani

    Ali Larijani foi morto em 17 de março. Como chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, era um dos políticos mais influentes do país e chegou a ser apontado como possível sucessor de Khamenei.

    Ele atuava diretamente na condução da guerra, defendia a continuidade do conflito e também teve participação na repressão aos protestos e no programa nuclear iraniano.

    De Khamenei a Larijani: quem são os líderes mortos nos ataques ao Irã

  • Mulher faz implante dentário e fica com ‘buraco’ no rosto: “Dói muito"

    Mulher faz implante dentário e fica com ‘buraco’ no rosto: “Dói muito"

    Mulher de 41 anos desenvolveu complicações após procedimento no exterior e descobriu que implantes atingiram a cavidade nasal. Ela relata dor intensa, sangramentos e teme perder parte do lábio enquanto aguarda novo diagnóstico médico.

    Uma britânica de 41 anos enfrenta complicações graves após viajar à Turquia para realizar um tratamento dentário de implantes. Leanne Abeyance, que trabalhava como DJ, buscou o procedimento atraída por uma oferta mais acessível, mas acabou lidando com consequências inesperadas.

    Semanas depois da cirurgia, ela passou a apresentar sintomas como fortes dores de cabeça e crises de sinusite. Ao realizar exames já no Reino Unido, recebeu o diagnóstico de que dois dos implantes haviam avançado além da área correta e perfurado a cavidade nasal.

    O quadro evoluiu e, segundo a própria paciente, a lesão se estendeu até a região da gengiva. “Estou com medo de ficar sem lábios. O buraco já se estendeu para baixo do meu lábio superior e chegou até a gengiva. Não para de vazar e sangrar. Nem consigo mais comer direito porque dói muito. E o fato de ter que ficar com a gaze me impede de respirar”, relatou ao jornal The Mirror.

    Leanne chegou a utilizar uma prótese nasal como parte do tratamento, mas precisou interromper o uso após desenvolver uma reação alérgica. Agora, ela aguarda nova avaliação médica para investigar a possibilidade de osteomielite, uma infecção óssea considerada grave.

    A britânica também já agendou uma consulta com um cirurgião-dentista em Londres, onde espera obter um plano de tratamento para lidar com as complicações decorrentes do procedimento realizado no exterior.
     
     

     

    Mulher faz implante dentário e fica com ‘buraco’ no rosto: “Dói muito"

  • Inteligência dos EUA diz que Irã não retomou programa nuclear

    Inteligência dos EUA diz que Irã não retomou programa nuclear

    Relatório apresentado ao Senado contradiz justificativa da Casa Branca para ataques de 2025 e afirma que Teerã não tentou reconstruir capacidade de enriquecimento nuclear desde os bombardeios

    O serviço de inteligência dos Estados Unidos concluiu que o Irã não retomou o programa de enriquecimento nuclear, destruído após ataques realizados por EUA e Israel em 2025, contrariando justificativas apresentadas pela Casa Branca para a guerra.

    A avaliação foi apresentada por escrito pela diretora de inteligência nacional, Tulsi Gabbard, durante uma audiência no Senado norte-americano. No entanto, a informação não foi mencionada em seu depoimento oral, o que gerou críticas de parlamentares.

    De acordo com o documento, “não houve qualquer esforço” por parte de Teerã para reconstruir as capacidades de enriquecimento nuclear desde os bombardeios realizados em junho do ano passado. O relatório também aponta que as instalações subterrâneas atingidas foram seladas.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem defendido a intervenção militar alegando a existência de uma “ameaça nuclear iminente” por parte do Irã e afirmando que o programa foi “aniquilado”.

    O senador democrata Mark Warner acusou Gabbard de omitir, em sua fala, informações que contradizem a posição do presidente, em uma audiência marcada por forte tensão política.

    A sessão ocorreu um dia após a saída de um alto funcionário da área antiterrorismo, que havia declarado que o Irã não representava uma ameaça imediata aos Estados Unidos.

    Durante a audiência, Gabbard também afirmou que a Rússia mantém vantagem significativa na guerra na Ucrânia e deve seguir com uma estratégia de conflito prolongado até alcançar um acordo.

    Em relação à China, às vésperas de uma visita de Trump ao país asiático, os serviços de inteligência indicam que Pequim está modernizando rapidamente suas Forças Armadas, com foco em um possível ataque a Taiwan, embora ainda priorize uma reunificação por meios pacíficos.

    O serviço norte-americanos também alertou para o aumento global da capacidade de mísseis, estimando que o número de sistemas capazes de atingir o território dos Estados Unidos pode ultrapassar 16 mil até 2035.

    Inteligência dos EUA diz que Irã não retomou programa nuclear

  • Trump veta novos ataques de Israel a megacampo de gás controlado por Irã e Qatar

    Trump veta novos ataques de Israel a megacampo de gás controlado por Irã e Qatar

    Declaração do presidente norte-americano tenta conter escalada do conflito após ofensiva israelense atingir campo estratégico compartilhado por Irã e Qatar, em meio a ameaças de retaliação, ataques a instalações energéticas e alta volatilidade no mercado global de petróleo.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vetou Israel de realizar novos ataques ao megacampo de produção de gás natural Pars Sul, local de administração dividida entre Irã e Qatar que fica no meio do golfo Pérsico e foi alvo de ofensiva israelense nesta quarta-feira (18).

    “Israel, por raiva do que tem acontecido no Oriente Médio, violentamente atingiu uma grande instalação conhecida como campo de gás Pars Sul no Irã. Os EUA não sabiam nada sobre este ataque em particular, e o Qatar não esteve envolvido de nenhuma forma nem tinha ideia de que ele iria ocorrer”, afirmou Trump na rede Truth Social nesta quarta.

    “Infelizmente, o Irã não sabia disso, e sem justificativa e injustamente atacou uma parte da instalaçao de LNG [gás natural liquefeito] do Qatar. ISRAEL NÃO IRÁ REALIZAR NOVOS ATAQUES com relação a esse extremamente importante e valioso campo de Pars Sul, a não ser que o Irã decida atacar o muito inocente Qatar –situação na qual os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, vai explodir massivamente a totalidade do campo de Pars Sul com uma quantidade de força e poder que o Irã nunca viu ou testemunhou antes”, escreveu Trump.

    O ataque de Israel ao campo gerou nova escalada do conflito no Oriente Médio, prontificando uma retaliação da República Islâmica contra infraestrutura energética de aliados americanos na região, como o Qatar, além de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

    O Qatar tem acesso a 60% das reservas da área do megacampo de Pars Sul, e o Irã é o maior produtor local de gás natural, quase toda produção comprada pela China.

    Houve incêndio em estações de processamento do gás, controlado após horas. Antes, Tel Aviv havia matado o homem-forte do regime islâmico, Ali Larijani, e um importante comandante militar, o que levou a uma onda de retaliação mais forte contra Israel e países do golfo.

    Na sequência, o Irã lançou uma ameaça até aqui inédita: listou uma refinaria e uma petroquímica da Arábia Saudita, um campo de gás dos Emirados Árabes Unidos e três complexos do Qatar.

    A publicação de Trump indica a preocupação com seus aliados na região e com os impactos do conflito no setor energético, em momento de extrema incerteza e volatilidade de preços.

    As ameaças iranianas a instalações energéticas da região, inclusive de petróleo, e continuidade do bloqueio do estreito de Hormuz fizeram o preço do barril Brent voltar a subir nesta quarta, fechando o dia em alta de 5,85% e cotado a quase US$ 110.

    No Qatar, houve explosões e um grande incêndio no maior terminal de embarque de gás natural liquefeito do mundo, em Ras Laffan Industrial City. O governo local apenas disse que estava trabalhando contra ataques, e que tinha evacuado unidades de petróleo e gás. Nos Emirados, o governo relatou queda de destroços nas instalações do campo de gás de Habshan.

    Ironicamente, pouco antes o governo em Doha havia emitido protestos, ao lado dos Emirados e de Omã, contra a ação israelense, dizendo que ela era “irresponsável e perigosa”. Mas, após os relatos de explosões, expulsou o adido militar de Teerã no país.

    O governo do premiê Binyamin Netanyahu tem escalado operações militares, anunciando inclusive uma política aberta de assassinato de lideranças do Irã. Trump tem se perdido em declarações contraditórias, e isso, segundo analistas do Estado judeu, faz Netanyahu dobrar a aposta no ataque frontal ao regime iraniano.

    Trump veta novos ataques de Israel a megacampo de gás controlado por Irã e Qatar

  • Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

    Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

    O Estreito de Hormuz é um trecho de água difícil de atacar e o Irã tem se aproveitado da geografia do local; ao menos 17 navios de carga e petroleiros foram atingidos no Golfo e no estreito, segundo o New York Times

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Estreito de Hormuz, uma rota marítima crucial por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, está praticamente paralisado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A retomada da via marítima, por sua vez, tem sido apontada por analistas como uma situação complicada.

    O Estreito de Hormuz é um trecho de água difícil de atacar. No ponto mais estreito, Hormuz tem cerca de 33 quilômetros de largura e os navios precisam fazer uma curva em frente às ilhas iranianas e a costa montanhosa que fornece cobertura para as forças iranianas, de acordo com a corretora de navegação SSY Global.

    Um único soldado em uma lancha rápida “pode disparar um míssil teleguiado contra um superpetroleiro em baixa velocidade ou plantar uma mina magnética em seu casco”. Essa é a definição do jornal The New York Times sobre as dificuldades no local. Para o tenente-general S. Clinton Hinote, aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos, é um “problema difícil de se resolver”. Ainda que os Estados Unidos pudessem utilizar uma tecnologia para mitigar possíveis ataques iranianos, não conseguiriam impedi-los completamente.

    O Irã tem se aproveitado da geografia do local. Até agora, ao menos 17 navios de carga e petroleiros foram atingidos no Golfo e no estreito, segundo o New York Times. O Irã teria assumido a responsabilidade pela maioria desses ataques. Além disso, as forças armadas iranianas implementaram mísseis, drones e acredita-se que também estão atuando com minas navais, segundo uma fonte ouvida pelo jornal. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que qualquer navio que passar pelo estreito será alvejado.

    A Guarda Revolucionária do Islâmica ainda tem muitas armas em seu arsenal para causar danos. Ainda que a marinha convencional do Irã tenha sido em grande parte destruída, a Guarda Revolucionária Islâmica tem embarcações de ataque rápido, embarcações de superfície sem tripulação, lanchas, minissubmarinos, minas e até motos aquáticas com explosivos.

    As minas navais teriam vantagem. Como as vias são estreitas e a água no seu ponto mais estreito tem apenas 60 metros de profundidade, as instalações desses campos são favorecidas para atingir alvos de uma maneira mais certeira. Estima-se que o Irã tenha cerca de 5 mil minas navais, de acordo com a agência de inteligência de defesa dos Estados Unidos.

    Financeiramente, o risco de navegar por lá não vale a pena. Depois de alguns ataques, o custo de um seguro para uma embarcação disparou, segundo o New York Times. Um especialista ouvido pelo jornal estimou que o valor da cobertura poderia ultrapassar US$ 300 bilhões (equivalente a R$ 1,5 trilhões). A maior parte do tráfego foi interrompida, em parte por precaução e também pelo valor do seguro.

    O tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz caiu 97% em comparação com o período anterior à guerra. Essa análise é do grupo de inteligência marítima Windward. O bloqueio marítimo iraniano afeta diretamente a economia global. O Estreito de Hormuz transporta 20% da produção mundial de petróleo e gás natural. Com a queda nas entregas, o preço do barril Brent subiu mais de 42%.

    A interdição serve como arma econômica contra Trump. “Se o Trump resolver parar a guerra e disser que ganhou, o Irã não vai abrir o estreito de Hormuz. Há hoje um grande incentivo ao regime iraniano de manter o estreito fechado para os navios aliados dos EUA. A partir de agora, Teerã quer infligir o máximo de danos econômicos”, diz Gunther Rudzit, professor de relações internacionais da ESPM.

    “Se Trump parar a guerra com o Estreito de Hormuz fechado, o eleitor vai pensar que o país entrou na guerra sem planejamento, o que é verdade. E, se isso ocorrer, vai ser uma humilhação para o Trump e mesmo para o controle republicano no Senado”, disse Gunther Rudzit, professor da ESPM.

    Saiba por que é difícil reabrir Estreito de Hormuz

  • Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

    Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

    Governo argentino critica gestão da organização durante a pandemia e alega a falta de independência da entidade; especialistas temem que decisão isole país vizinho em campanhas de saúde pública e vacinação

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou que a Argentina não faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) desde terça-feira (17).

    A decisão de deixar a organização já havia sido anunciada em 5 de fevereiro de 2025, após a saída dos Estados Unidos da OMS, e agora foi oficializada, segundo o governo de Javier Milei.

    A Casa Rosada justificou essa saída citando críticas à gestão da OMS durante a pandemia da Covid-19 e alegando a falta de independência da organização.

    Quando o governo anunciou a intenção de deixar a organização, especialistas alertaram que esse movimento pode levar a um menor acesso a medicamentos e vacinas, perda de apoio técnico e financeiro e isolamento no cenário científico internacional.

    Deixar a OMS poderá levar a um cenário de custos mais altos para o acesso a vacinas e tratamentos, além de deixar o país mais vulnerável a crises de saúde.

    O ministro Quirno afirmou que a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, preservando sua soberania em políticas de saúde.

    Milei foi um dos principais críticos das orientações da OMS durante a pandemia, quando ele ainda não era presidente. A saída foi discutida publicamente, sendo descrita pelo chefe de Gabinete, Manuel Adorni, como uma defesa da soberania nacional.

    O grupo político do presidente argentino, A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia, criando quarentenas e políticas que, segundo eles, comprometeram a soberania nacional.

    Em junho de 2024, a Argentina começou a sinalizar sua retirada ao não aderir a um tratado pandêmico da OMS e declarou que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.

    Um relatório do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), principal instrumento de pesquisas científicas do país, indica que a saída poderá isolar o país da comunidade científica.

    A OMS, fundada em 1948 e localizada em Genebra, na Suíça, é responsável por coordenar esforços internacionais em saúde pública. Conta com 194 países membros e tem como missão promover a saúde e coordenar respostas a emergências globais de saúde.

    Essa postura da Argentina se alinha à decisão dos Estados Unidos, que também anunciou sua saída da organização no início de 2025.

    Só que diferentemente dos EUA, a Argentina depende de colaboração internacional para seus programas de saúde.

    Javier Milei segue Donald Trump e formaliza saída da Argentina da OMS

  • Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

    Ação afirma que uma paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura; hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um hospital da Flórida entrou na Justiça para retirar uma ex-paciente que, mesmo após receber alta, continua ocupando um quarto de internação.

    O Tallahassee Memorial Hospital (TMH), em Tallahassee, pede uma ordem judicial para remover a mulher, dispensada em 6 de outubro de 2025. Detalhes de documentos do processo foram divulgados pelo USA Today e pela revista People.

    A ação afirma que a paciente segue no quarto e que a equipe tentou concluir a alta de forma segura. O hospital diz que o impasse consome tempo de funcionários e recursos destinados a outros atendimentos.

    O processo também relata que o hospital ofereceu ajuda prática para viabilizar a saída. Entre as medidas, o TMH diz ter buscado contato com familiares e alternativas de transporte.

    O hospital sustenta que a permanência impede que o leito seja usado por pacientes que precisam de cuidados agudos. A instituição afirma ter número limitado de leitos de internação.

    O QUE O HOSPITAL DIZ

    O TMH disse que não comenta o caso por estar em andamento na Justiça. Procurado pela revista People, o hospital não detalhou o histórico da paciente nem as razões para ela permanecer no local.

    O USA Today relata que o pedido inclui autorização para o Escritório do Xerife do Condado de Leon ajudar na remoção. O jornal afirma que a ex-paciente não respondeu aos contatos feitos para comentar o caso.

    Negociação com universidade ocorre em paralelo

    O processo ocorre enquanto o TMH negocia um acordo com a Florida State University para criar um centro médico acadêmico em Tallahassee. Segundo o USA Today, em 11 de março a cidade votou para transferir o hospital para a universidade.

    O jornal diz que não está claro o quão incomum é esse tipo de situação e com que frequência o TMH recorre a medidas desse tipo. A instituição, ainda de acordo com o veículo, recusou comentar além da nota enviada à People.

    Hospital nos EUA processa paciente que se recusa a deixar quarto após alta

  • Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados

    O Irã ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera em South Pars

    Após sofrer ataques contra infraestruturas energéticas do país, o Irã emitiu um alerta, nesta terça-feira (18), para evacuação de cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita, e nos Emirados Árabes Unidos. Os danos a esses complexos podem aprofundar a crise no mercado global.  

    “Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros”, diz comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica divulgada pela Press TV, empresa de mídia estatal do Irã.

    Os locais citados são a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.

    A Guarda Revolucionária pede ainda que as pessoas se mantenham afastadas de “qualquer infraestrutura petrolífera associada aos Estados Unidos”.

    A mídia estatal Fars News, do Irã, citou uma fonte militar do país persa dizendo que “os mercados de energia certamente sofrerão um novo choque, e essas chamas roubarão a estabilidade dos regimes que apoiam o inimigo na região”.

    O preço do barril do petróleo Brent no mercado internacional opera em alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (18), vendido a US$ 108 dólares. O preço dos combustíveis tem subido desde o início da guerra, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 25% do óleo mundial. 

    Retaliação

    O país persa ameaça bombardear as instalações de países do Golfo Pérsico em retaliação aos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra instalações da indústria petrolífera iraniana em South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo, na fronteira com o Catar, e contra as instalações de refino de Asaluyed, na região costeira.

    O comunicado das forças de defesa do Irã acrescentou que os governos árabes do Golfo Pérsico ignoraram os avisos do Irã, persistindo em uma “subserviência cega”.

    “Já alertamos repetidamente seus líderes contra seguirem esse caminho perigoso e arrastarem seus povos para uma grande aposta com seu destino”, diz a nota

    Monarquias reagem

    O ministro das relações exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que o ataque israelense contra instalações de energia do Irã é uma medida “irresponsável” em meio à escalada do atual conflito.

    “Atacar infraestruturas energéticas constitui uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos, como já enfatizamos diversas vezes, a necessidade de evitar ataques contra instalações vitais”, disse o chanceler da monarquia árabe.

    A Arábia Saudita realiza na noite desta quarta-feira (18), na capital Riad, uma reunião com países árabes e islâmicos para discutir a escalada da guerra na região com objetivo “aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas de apoiar a segurança e a estabilidade regional”.

    O país árabe informou que dois mísseis balísticos e um drone foram interceptados nesta quarta na região Leste da Arábia Saudita.

    Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados