Categoria: MUNDO

  • "Carne humana" à venda na Temu? Anúncio gera polêmica (e revela mudança)

    "Carne humana" à venda na Temu? Anúncio gera polêmica (e revela mudança)

    Anúncio mal traduzido gerou indignação e fez circular teorias da conspiração nas redes sociais. Mas, por outro lado, tornou evidente que a plataforma de compras online chinesa está mudando o seu modelo de negócio

    O anúncio a um produto na Temu, promovendo “carne humana” enlatada, gerou indignação e teorias da conspiração nas redes sociais. 

    O produto, que se assemelhava a uma lata de carne enlatada, parecia ser vendido em um conjunto de três packs.

    A investigação da revista New York Magazine revela que o anúncio, provavelmente mal traduzido pelas ferramentas automáticas da Google, acabou sugerindo repetidamente informações erradas nos feeds dos internautas norte-americanos.

    Questionada sobre o assunto pela mesma publicação, a Temu explicou que o anúncio não deveria ter sido publicado e resultou de “uma falha no nosso sistema automatizado de anúncios”, que foi rapidamente corrigida. 

    Notícias ao Minuto© Reprodução/Google  

    A explicação mais provável é que um fornecedor de carne tenha inserido os termos “carne para humanos” nos metadados para evitar ser listado pelos mecanismos de busca como vendedor de carne animal. O sistema automatizado provavelmente traduziu essa expressão como “carne humana”.

    Temu não vende carne humana… mas passou a vender carne animal

    Aparentemente, a plataforma de compras online chinesa não vende, afinal, carne humana, tendo já removido o dito produto e pedido desculpas aos clientes. No entanto, a rede francesa de informação Franceinfo destaca que essa falha no algoritmo deixou claro uma questão real: a empresa “está a se tornando num supermercado” e vende agora carne animal, incluindo carne fresca.

    Desde junho de 2025, uma pequena empresa sediada em Nova York, a Grumpy Butcher, vende bifes, costeletas e bacon Wagyu na plataforma. Os produtos são enviados de um armazém americano em embalagens térmicas. No TikTok, surgiram vídeos de unboxing de bifes, que acumulam centenas de milhares de visualizações.

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    A Temu, que se tornou popular pela venda de utensílios improváveis enviados diretamente de fábricas chinesas, parece estar também se reinventando. Sob a pressão das tarifas massivas impostas pelo governo de Trump sobre os produtos chineses, o modelo histórico da plataforma desmoronou. Agora, tudo gira em torno de armazéns locais, vendedores nacionais e até mesmo… artigos de supermercado.

    "Carne humana" à venda na Temu? Anúncio gera polêmica (e revela mudança)

  • Hantavírus: Capitão anunciou 1.ª morte falando em "causas naturais"

    Hantavírus: Capitão anunciou 1.ª morte falando em "causas naturais"

    Vídeo gravado a bordo do cruzeiro MV Hondius mostra anúncio inicial sem suspeita de contágio; dias depois, autoridades confirmaram surto com casos e mortes ligados ao vírus transmitido por roedores.

    O momento em que o capitão do navio MV Hondius anuncia a morte de um passageiro foi gravado e divulgado nas redes sociais. Na ocasião, em 12 de abril, a causa foi atribuída a “motivos naturais”, sem que se suspeitasse de uma possível infecção por hantavírus.

    Até o momento, já são três mortes relacionadas ao vírus. Enquanto autoridades aguardam uma coletiva da Organização Mundial da Saúde e seguem investigando o paradeiro dos passageiros do cruzeiro, novas informações vêm sendo divulgadas, incluindo o registro do anúncio da primeira morte ainda a bordo.

    Quando o vídeo foi gravado, ainda não havia indícios de que o caso pudesse estar ligado à Síndrome Pulmonar por Hantavírus, uma doença zoonótica transmitida principalmente pela inalação de partículas provenientes de urina, fezes ou saliva de roedores infectados.

    Nas imagens, o capitão do navio, Jan Dobrogowski, comunica aos passageiros a morte de um homem. Segundo o que foi informado na época, o passageiro teria morrido por “causas naturais”. O anúncio foi feito no dia seguinte ao óbito.

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    Na ocasião, o comandante afirmou que o médico responsável avaliou que “quaisquer que fossem os problemas de saúde” do passageiro, não havia risco de contágio. “O navio é seguro nesse sentido”, disse, lamentando o ocorrido.

    Até agora, foram identificados oito casos de hantavírus, sendo três confirmados em laboratório. Além do primeiro passageiro, a esposa dele também morreu após desembarcar e ser internada em Joanesburgo, na África do Sul. Um homem de nacionalidade alemã é a terceira vítima fatal associada ao surto.

    Hantavírus: Capitão anunciou 1.ª morte falando em "causas naturais"

  • Juiz federal dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

    Juiz federal dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

    Documento veio a público após decisão judicial e reacende debate sobre circunstâncias da morte do empresário; autenticidade do texto não foi confirmada, mas divulgação ocorreu diante do “forte interesse público” no caso, segundo o tribunal

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um juiz federal divulgou a carta de suicídio supostamente escrita por Jeffrey Epstein, acusado de liderar uma rede de abuso sexual. O documento ficou sob sigilo e lacrado por anos no processo criminal ligado ao ex-companheiro de cela do empresário.

    Carta inicia com a frase de que Epstein foi investigado por meses e não foi encontrado nada contra ele. O texto destaca que a acusação foi baseada em um relato ocorrido há anos.

    “Eles me investigaram por meses – NÃO ENCONTRARAM NADA!!!

    Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás.

    É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus.
    O que você quer que eu faça – cair no choro!!

    NÃO É LEGAL – NÃO VALE A PENA!!”, diz carta que teria sido supostamente escrita por Epstein;

    Bilhete teria sido encontrado em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, então colega de cela de Epstein no Centro Correcional de Manhattan. Tartaglione diz que achou a mensagem depois de Epstein ser encontrado inconsciente na cela -ele sobreviveu ao episódio. Semanas depois, o bilionário, com 66 anos à época, foi encontrado morto no centro correcional. As autoridades consideraram a morte como suicídio.

    Tartaglione foi condenado em 2023 e cumpre quatro penas de prisão perpétua em uma prisão federal na Califórnia. Ele recorre da sentença e diz ser inocente.

    A carta foi tornada pública ontem pelo juiz Kenneth M. Karas, do Tribunal Distrital Federal de White Plains, Nova York. Karas foi responsável por julgar o processo de Tartaglione. A ação da divulgação foi tomada após o jornal The New York Times pedir ao tribunal, na última semana, a liberação do documento.

    Antes da liberação, Karas pediu que as partes envolvidas se manifestassem sobre o pedido do jornal. O Ministério Público Federal de Manhattan, responsável pela acusação contra Tartaglione, não se opôs à divulgação. Em uma carta ao juiz, os promotores declararam que “parece haver um forte interesse público nas circunstâncias que envolveram a morte de Epstein”, informou o jornal.

    New York Times afirmou não ser possível confirmar que Epstein escreveu a carta. O documento foi acionado aos autos do processo na noite de ontem, ainda conforme o jornal. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não se manifestou sobre a divulgação.

    O Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos da investigação do caso Epstein. Os documentos liberados em 30 de janeiro incluem milhares de fotos e vídeos, alguns registrados pelo próprio bilionário.

    O governo Trump atrasou a divulgação, que era esperada até 19 de janeiro. O presidente inicialmente tentou impedir a publicação, mas cedeu após pressão do Congresso, de integrantes do próprio partido e da opinião pública e assinou a lei que obriga a liberação do material.

    Uma comissão da Câmara afirmou que o governo reteve e ocultou material no “lote final”. O Departamento de Justiça diz que as partes omitidas se devem a “sigilo profissional” e sustenta que foi “transparente”, afirmando também que algumas omissões seriam necessárias para proteger as vítimas.

    Trump diz que rompeu laços com Epstein antes de 2008 e afirma não ter visto evidências de tráfico sexual. As autoridades policiais nunca acusaram o presidente de atividade criminosa relacionada aos crimes de Epstein.

    PROCURE AJUDA

    Se você estiver tendo pensamentos suicidas, procure ajuda especializada.

    O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188. Também há atendimento por chat, e-mail e presencialmente.
    Outra opção é procurar um Caps (Centro de Atenção Psicossocial) na sua cidade.

    Há ainda o Pode Falar, canal criado pelo Unicef para jovens de 13 a 24 anos, com atendimento anônimo e gratuito.

    Juiz federal dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

  • Secretário de Estado dos EUA chega ao Vaticano para encontrar o papa Leão 14

    Secretário de Estado dos EUA chega ao Vaticano para encontrar o papa Leão 14

    Encontro ocorre após troca de críticas públicas entre pontífice e Donald Trump sobre guerra no Irã e políticas migratórias; visita marca retomada do diálogo entre Vaticano e governo dos EUA em meio a tensões recentes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O secretário de Estado americano, Marco Rubio, está no Vaticano para um encontro com o papa Leão 14 nesta quinta-feira (7). A visita acontece semanas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o pontífice nas redes sociais.

    O comboio de Rubio percorreu a avenida central de Roma sob forte esquema de segurança, chegando às 11h10 (6h10 no horário de Brasília) para a primeira visita entre o papa e um membro do gabinete de Trump em quase um ano.

    Rubio já havia se encontrado com Leão, o primeiro papa dos EUA, em maio de 2025, ao lado do vice-presidente J. D. Vance. Os dois, ambos católicos, participaram da missa de posse do novo líder da Igreja Católica na praça São Pedro e tiveram uma reunião privada com o pontífice no dia seguinte.

    O papa manteve um perfil discreto no cenário global nos primeiros meses de seu pontificado, mas emergiu nas últimas semanas como um crítico ferrenho da guerra liderada pelos EUA e Israel contra o Irã. Ele também passou a criticar de forma dura as políticas anti-imigração do governo Trump.

    O pontífice afirmou que “Deus não abençoa nenhum conflito” e que quem segue Cristo não apoia o lançamento de bombas. Em reação, o presidente americano criticou o papa nas redes sociais várias vezes, chegando a chamá-lo de terrível. Em uma publicação que virou meme ao redor do mundo, ele afirmou que Leão era “fraco contra o crime”.

    Depois, afirmou que não pediria desculpas ao religioso. “O papa disse coisas que estão erradas e ele é contra o que estou fazendo no Irã, e não podemos ter um Irã nuclear”, afirmou em entrevista a jornalistas na Casa Branca.

    Em um momento que gerou críticas de seu eleitorado cristão, Trump publicou uma imagem produzida com inteligência artificial mostrando a si mesmo com vestes similares às de Jesus. Horas depois, a imagem foi tirada do ar. A jornalistas, o presidente disse que ele mesmo publicou a imagem. “Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha lá, que nós apoiamos”, disse, atribuindo à imprensa a comparação com Jesus.

    Leão disse não temer o governo do republicano e prometeu continuar falando sobre a guerra. Dias depois, ele minimizou a desavença com Trump.

    Secretário de Estado dos EUA chega ao Vaticano para encontrar o papa Leão 14

  • Comissária que estava em voo com infectada por hantavírus é internada

    Comissária que estava em voo com infectada por hantavírus é internada

    Comissária apresentou sintomas leves após contato com vítima e está isolada em Amsterdã. OMS tenta localizar mais de 80 passageiros do voo, enquanto navio com oito casos confirmados, três mortes e um paciente grave segue de Cabo Verde para as Ilhas Canárias

    Uma comissária de bordo da companhia aérea KLM foi internada em Amsterdã com suspeita de infecção por hantavírus, o mesmo vírus identificado em um surto registrado a bordo de um navio de cruzeiro no Atlântico.

    A funcionária teria tido contato, na África do Sul, com uma mulher holandesa de 69 anos que morreu após contrair o vírus. A informação foi divulgada pelo jornal alemão Bild.

    A comissária apresenta sintomas leves e está em isolamento no Centro Médico da Universidade de Amsterdã, onde passa por exames.

    O caso ocorre em meio a um alerta internacional. A Organização Mundial da Saúde tenta localizar mais de 80 passageiros que estavam no avião que transportou a mulher infectada da ilha de Santa Helena para Joanesburgo.

    Até agora, as investigações indicam que a primeira pessoa contaminada pode ter contraído o vírus antes de embarcar no cruzeiro, que chegou a ficar ancorado próximo a Cabo Verde. Ao todo, já foram confirmados oito casos, incluindo três mortes e um paciente em estado grave.

    O navio holandês MV Hondius, que esteve em quarentena nas águas de Cabo Verde desde domingo, retomou a navegação e deixou a região da Praia rumo a Tenerife, nas Ilhas Canárias.

    A expectativa é que a embarcação chegue ao destino em até três dias. Segundo o governo da Espanha, os passageiros deverão ser desembarcados e repatriados com apoio do mecanismo europeu de proteção civil.

    Durante a quarentena, três pessoas foram retiradas do navio. Dois tripulantes apresentavam sintomas e um passageiro estava assintomático, mas havia dividido cabine com uma das vítimas fatais. Eles foram levados em aviões ambulância a partir do aeroporto internacional Nelson Mandela, em Cabo Verde, com equipes médicas utilizando equipamentos de proteção.

    A decisão de levar o navio para as Ilhas Canárias gerou debate na Espanha. Autoridades regionais questionam por que o desembarque não foi feito em Cabo Verde. O governo espanhol afirmou que a operação ocorre por razões humanitárias e também por compromissos internacionais.

    O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande Marlaska, afirmou que a medida atende a “razões humanitárias, éticas e morais”, diante de “uma situação sanitária grave”.

    O cruzeiro transporta 149 pessoas, sendo 88 passageiros de 23 nacionalidades. A viagem começou em Ushuaia, na Argentina, no dia 20 de março, com destino às Ilhas Canárias, com paradas para turismo de observação da vida selvagem.

    O que é o hantavírus

    O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou secreções de roedores infectados. Em casos mais raros, pode haver transmissão entre pessoas, especialmente em situações de contato próximo.

    Os sintomas iniciais costumam ser semelhantes aos de uma gripe, como febre, dor de cabeça e dores musculares. Em quadros mais graves, podem surgir tosse, falta de ar, problemas renais, tontura, calafrios e alterações gastrointestinais.

    O surto segue sendo monitorado por autoridades de saúde internacionais.
     
     
     

    Comissária que estava em voo com infectada por hantavírus é internada

  • Atendente “desliga na cara” do papa Leão em ligação com o banco

    Atendente “desliga na cara” do papa Leão em ligação com o banco

    Leão XIV tentou atualizar dados por telefone nos EUA, mas atendente exigiu presença na agência e encerrou a ligação após ele dizer “sou o papa”; caso foi confirmado por jornal americano

    O papa Leão XIV protagonizou uma situação inusitada ao tentar resolver um problema bancário por telefone nos Estados Unidos. Segundo relato do reverendo Tom McCarthy, o pontífice acabou tendo a ligação encerrada pela atendente ao revelar sua identidade. O episódio foi confirmado pelo jornal The New York Times

    O caso teria ocorrido cerca de dois meses após Robert Francis Prevost assumir o papado, no ano passado. De acordo com McCarthy, o papa ligou para um banco para atualizar dados da sua conta, como telefone e endereço.

    Durante o atendimento, a funcionária informou que a alteração só poderia ser feita presencialmente. O papa então explicou que não teria como comparecer à agência, mas a atendente manteve a exigência.

    Diante da insistência, ele decidiu se identificar. “Faria diferença se eu dissesse que sou o papa Leão?”, teria perguntado. Ao ouvir a declaração, a atendente encerrou a ligação.

    A situação só foi resolvida posteriormente, quando outro padre entrou em contato com o presidente do banco e conseguiu efetuar a atualização dos dados. 
     

     

    Atendente “desliga na cara” do papa Leão em ligação com o banco

  • Surto de hantavírus não tem potencial pandêmico e risco global é baixo, diz OMS

    Surto de hantavírus não tem potencial pandêmico e risco global é baixo, diz OMS

    Diretor-geral da organização diz que não há necessidade de convocar comitê de emergência. Vírus é transmitido por roedores e raramente se espalha entre humanos; três passageiros de cruzeiro morreram

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde) Tedros Adhanom Ghebreyesus disse, nesta quarta-feira (6), que não vê semelhanças entre o atual surto de hantavírus e o início da pandemia de Covid. Segundo ele, o risco global permanece baixo.

    A declaração ocorre em meio ao surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius, que está ancorado em Cabo Verde, na África, desde domingo (3). Três pessoas a bordo morreram e oito passageiros são considerados casos suspeitos de infecção, segundo a OMS.

    Ao ser questionado sobre uma possível semelhança do surto atual com os primeiros momentos da crise sanitária causada pelo coronavírus, Ghebreyesus descartou a possibilidade. “Não, acredito que não”, disse à agência AFP.

    Desde o último fim de semana, a OMS passou a coordenar ações com autoridades de diferentes países para monitorar possíveis contatos e evitar a disseminação do vírus. A entidade avalia que não há, neste momento, necessidade de convocar um comitê de emergência, mecanismo acionado em cenários mais críticos.

    Especialistas da organização afirmam que o comportamento do hantavírus é significativamente diferente do observado em doenças respiratórias de alta transmissibilidade, como a Covid e a gripe.

    Transmitido principalmente por roedores infectados, por meio de urina, fezes ou saliva, o hantavírus raramente se espalha entre humanos. A exceção é a chamada cepa Andes, identificada em parte dos casos ligados ao navio, que pode ser transmitida em situações muito específicas.

    Ainda assim, segundo a OMS, esse tipo de transmissão exige contato físico extremamente próximo, como o compartilhamento de cabines, beliches ou a prestação de cuidados diretos a pacientes.

    “É muito, muito diferente da Covid e da gripe”, disse Maria Van Kerkhove, diretora de Gestão de Epidemias e Pandemias da OMS, à Reuters.

    A OMS também informou que, até o momento, não há evidências de mutações no vírus que aumentem sua capacidade de transmissão. Esse é um dos principais fatores considerados em análises de risco para eventos com potencial pandêmico.

    A hipótese da OMS é que os primeiros infectados, um casal holandês, contraíram o vírus fora do navio, possivelmente durante atividades de observação de aves na Argentina. A cepa envolvida seria o Andes, que circula na América do Sul.

    A partir daí, teria ocorrido transmissão entre humanos a bordo, entre pessoas em contato próximo que compartilhavam cabines.

    Segundo uma autoridade sanitária de Ushuaia, na Argentina, de onde o navio partiu em 1º de abril, é “improvável” que o surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius tenha se originado por lá.

    O QUE É O HANTAVÍRUS?

    É um vírus do gênero Orthohantavirus, agente causador da hantavirose, doença que pode provocar insuficiência respiratória grave e fatal. Existem mais de 40 tipos do vírus no mundo. Nas Américas, a manifestação mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que afeta o coração e os pulmões. Cerca de 40% dos casos resultam em morte, segundo os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos.

    COMO O VÍRUS É TRANSMITIDO?

    O principal meio de transmissão é o contato com roedores silvestres, conhecidos como ratos do mato. O vírus é eliminado pela urina, fezes e saliva desses animais. A infecção ocorre principalmente quando uma pessoa inala aerossóis contaminados, como ao varrer locais onde esses roedores viveram. Ratos urbanos comuns, como ratazanas e camundongos, estão mais associados à leptospirose do que ao hantavírus.

    O HANTAVÍRUS OCORRE NO BRASIL?

    Sim. Entre 1993 e 2024, foram registrados 2.377 casos no país, com 540 mortes, segundo o Ministério da Saúde. A maioria ocorre na zona rural, que concentra cerca de 70% dos casos. Em 2025, foram notificados 28 casos. Nos primeiros quatro meses de 2026, já são seis registros. O vírus é mais frequente em países da América do Sul, e o Brasil é um dos mais afetados na região.

    QUAIS SÃO OS SINTOMAS INICIAIS DA DOENÇA?

    A fase inicial dura de três a cinco dias e se assemelha a uma gripe ou virose comum. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e manifestações gastrointestinais como náusea, vômito, diarreia e dor abdominal. Por essa semelhança com outras doenças, o diagnóstico precoce é difícil.

    QUANDO A DOENÇA FICA GRAVE?

    A fase cardiopulmonar pode se instalar entre 4 e 24 horas após o surgimento de tosse e dificuldade respiratória. Nessa etapa, o quadro inclui respiração acelerada, pressão baixa, acúmulo de líquido nos pulmões e taquicardia. Na América do Sul, podem ocorrer ainda manchas vermelhas na pele, sangue na urina e rubor facial. Casos graves exigem internação em UTI e suporte ventilatório. Não existe tratamento específico.

    COMO PREVENIR A INFECÇÃO?

    Não há vacina eficaz disponível nas Américas. A prevenção passa por evitar o contato com roedores e suas excretas. As recomendações da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) incluem vedar a entrada de roedores nos ambientes, guardar alimentos adequadamente, manter o terreno limpo e usar ratoeiras convencionais. Lavar bem frutas, bebidas em lata e as mãos também é indicado em locais onde pode haver contaminação.

    Surto de hantavírus não tem potencial pandêmico e risco global é baixo, diz OMS

  • Trump afirma que os Estados Unidos receberão urânio enriquecido do Irã

    Trump afirma que os Estados Unidos receberão urânio enriquecido do Irã

    Segundo presidente americano, negociações podem avançar já neste fim de semana no Paquistão. Trump não descarta viajar a Islamabad para assinar eventual acordo; regime iraniano não comenta declarações

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (6) que os Estados Unidos vão receber o urânio enriquecido do Irã, enquanto os dois países tentam chegar a um acordo sobre o fim da guerra.

    O Irã ainda não entregou mais de 400 kg de urânio altamente enriquecido. Antes dos ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã, em junho de 2025, a Agência Internacional de Energia Atômica estimava que o país possuía aproximadamente 440 kg de urânio enriquecido a 60%, muito acima do limite de 3,67% estabelecido por um acordo de 2015 do qual os EUA posteriormente se retiraram.

    Teerã ainda não comentou a declaração de Trump. Mas, anteriormente, o regime iraniano já havia afirmado que suas reservas de urânio enriquecido não seriam transferidas “para lugar nenhum”. Um dos objetivos centrais de Trump ao lançar ataques militares contra o Irã era garantir que Teerã não desenvolvesse uma arma nuclear.

    Na versão de Trump, o governo iraniano teria aceitado “devolver o ‘pó’ nuclear”. Os Estados Unidos afirmam que a substância pode ser usada para fabricar armas nucleares, e Trump tem afirmado que a exigência fundamental de seu país é que o Irã nunca venha a desenvolver uma arma deste tipo.

    Apesar das alegações norte-americanas, o Irã diz que nunca quis ter bomba atômica. O embaixador do Irã na França, Mohammad Amin Nejad, disse que o programa nuclear iraniano “era pacífico”. “Estava sob inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica, e não havia nenhuma dúvida. Entre 2015 e 2018, houve 15 relatórios confirmando o caráter pacífico das instalações nucleares iranianas.” E concluiu: “Nunca tivemos a intenção de ter a bomba atômica.”

    Negociações avançaram e podem resultar em um texto curto com 14 pontos para declarar o fim do conflito e abrir uma rodada de conversas. “Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá”, declarou uma fonte paquistanesa em condição de anonimato.

    Casa Branca espera uma resposta do Irã sobre pontos-chave em até 48 horas, de acordo com o site Axios. O veículo informou que o memorando prevê uma janela de 30 dias para negociar um acordo mais detalhado sobre navegação no Estreito de Hormuz, programa nuclear iraniano e sanções.

    Proposta inclui suspensão ou atraso do Irã no enriquecimento nuclear. Do lado americano, suspensão de sanções e liberação de bilhões de dólares em recursos iranianos congelados, segundo o Axios. O texto também prevê que as duas partes suspendam restrições ao trânsito pelo Hormuz.

    Trump suspendeu por alguns dias a missão naval “Projeto Liberdade”, criada para guiar navios pelo estreito, citando progresso nas conversas. Nas redes sociais, ele escreveu: “Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade será suspenso por um curto período de tempo para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”.

    Presidente norte-americano também ameaçou voltar a bombardear o Irã se não houver acordo para o fim da guerra. “Se eles não concordarem, o bombardeio começará e será, infelizmente, em um nível e intensidade muito mais elevados do que antes”, afirmou Trump nas redes sociais.

    Departamento de Estado e Casa Branca não responderam a pedidos de comentário da Reuters. O Axios relatou que, se as negociações falharem, forças americanas podem restabelecer o bloqueio ou retomar ações militares.

    Trump afirma que os Estados Unidos receberão urânio enriquecido do Irã

  • Israel viola trégua no Líbano e volta a atacar Beirute

    Israel viola trégua no Líbano e volta a atacar Beirute

    Netanyahu anuncia que operação, a primeira na capital desde cessar-fogo, mirou comandante do grupo Hezbollah. Acordo de paz entre os dois lados segue incerto; Ministério da Saúde local registrou mais de 2.700 mortos desde março

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel violou o cessar-fogo no Líbano e atacou a capital Beirute nesta quarta-feira (6) pela primeira vez desde que concordou com a trégua com o Hezbollah no mês passado. Autoridades israelenses afirmaram ter como alvo um comandante da força de elite Radwan do grupo extremista, nos subúrbios do sul da cidade.

    O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram a ação em uma declaração conjunta. A mídia israelense informou que o comandante foi morto no ataque, mas não houve confirmação por parte das Forças Armadas israelenses ou do Hezbollah.

    O cessar-fogo no Líbano faz parte de uma trégua mais ampla entre os Estados Unidos e o Irã. A suspensão das incursões isrelenses no Líbano foram uma exigência fundamental do regime iraniano para o acordo firmado em abril. Desde então, ambos os lados se acusaram mutuamente de violar o cessar-fogo.

    Enquanto o Irã e os EUA afirmam estar se aproximando de um acordo para pôr fim ao conflito, os ataques desta quarta ameaçam o cessar-fogo que interrompeu os ataques de Israel a Beirute. Tropas israelenses permaneceram em áreas ao sul do rio Litani e os ataques continuaram no sul do Líbano durante o período de trégua. O Hezbollah, aliado do Irã, respondeu com ataques de drones contra soldados israelenses.

    Israel pediu, nesta quarta, que os moradores se retirassem de várias aldeias ao norte do rio Litani, o que representa uma expansão da zona de ação israelense no território libanês. As negociações entre os dois países continuaram durante as últimas semanas, mas ocorreram principalmente no nível de embaixadores.

    NEGOCIAÇÃO ENTRE OS PAÍSES

    O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou nesta quarta que é prematuro falar de qualquer reunião de alto nível entre as nações. Em comentários divulgados pela agência de notícias estatal, o premiê afirmou que a consolidação de um cessar-fogo efetivo seria a base para quaisquer novas negociações entre enviados dos governos libanês e israelense em Washington.

    No mês passado, Washington sediou duas reuniões entre os embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos. O Hezbollah se opõe veementemente a esses contatos.

    Desde que o Hezbollah desencadeou a mais recente escalada ao abrir fogo em apoio ao Irã em 2 de março, o governo libanês liderado por Salam e pelo presidente Joseph Aoun iniciou os contatos de mais alto nível de Beirute com Israel em décadas, refletindo profundas divisões entre o grupo muçulmano xiita, que rechaça os contatos, e seus oponentes governistas.

    Ao anunciar uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo em 23 de abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que esperava receber Netanyahu e Aoun em um futuro próximo e que via “uma grande chance” de os países chegarem a um acordo de paz ainda este ano.

    Salam afirmou que o Líbano não buscava “a normalização com Israel, mas sim alcançar a paz”. Segundo ele, a “exigência mínima é um cronograma para a retirada de Israel” e, com um acordo, o governo libanês desenvolveria seu plano para restringir as armas ao controle do Estado -um esforço alinhado com a demanda israelense de desarmar o Hezbollah.

    Aoun disse esta semana que não era o momento certo para uma reunião com Netanyahu. O Líbano “deve primeiro chegar a um acordo de segurança e à suspensão dos ataques israelenses, antes de levantarmos a questão de uma reunião entre nós”, afirmou.

    Israel criou uma zona de segurança autoproclamada que se estende por até 10 km no sul do Líbano, afirmando que o objetivo seria proteger o norte do país judaico contra os membros do Hezbollah infiltrados em áreas civis.

    CRISE HUMANITÁRIA

    O Ministério da Saúde do Líbano informou nesta quarta que um ataque aéreo israelense matou quatro pessoas, incluindo duas mulheres e um idoso, na cidade de Zelaya, no sul do país.

    A ONG Médicos Sem Fronteiras publicou, também nesta quarta, um novo relatório em que denuncia ataque aéreos diários por parte de Israel. “Temos visto uma série de ferimentos graves desde o início do suposto cessar-fogo”, relatou Thienminh Dinh, médica de emergência da MSF que atua em dois hospitais na região de Tiro, ao sul.

    As Forças Armadas israelenses afirmaram que o Hezbollah lançou drones explosivos e foguetes contra soldados israelenses nesta quarta, ferindo dois militares. Também informaram que a Força Aérea interceptou uma aeronave hostil antes que ela cruzasse a fronteira com Israel e anunciaram ataques contra infraestruturas do Hezbollah em várias áreas do país.

    Segundo o relatório das MSF, a ONG “está adaptando sua forma de atuação para continuar oferecendo apoio às equipes hospitalares, que estão exaustas após mais de dois meses de bombardeios contínuos e um cessar‑fogo que não trouxe alívio”.

    A organização ainda apontou a piora da situação de saúde mental dos libaneses. As equipes no sul do país “estão aumentando o número e a frequência de clínicas móveis, chegando a comunidades mais remotas e a famílias que decidiram retornar após o anúncio do cessar-fogo, mas cuja saúde mental está se deteriorando”, diz o texto.

    Mais de 2.700 pessoas foram mortas na guerra no Líbano desde 2 de março, segundo o Ministério da Saúde local. Somente após o cessar-fogo, são ao menos 385 mortos e 685 feridos.

    As Forças Armadas israelenses afirmam que o Hezbollah disparou centenas de foguetes e drones contra Israel durante esse período, e o governo de Israel anunciou que 17 soldados foram mortos no território libanês, além de dois civis no norte de Israel.

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  • Vaticano publica documento sobre inclusão de LGBTQIA+ e com críticas à 'cura gay'

    Vaticano publica documento sobre inclusão de LGBTQIA+ e com críticas à 'cura gay'

    Relatório foi elaborado por grupo de estudos e apresenta depoimentos de dois católicos homossexuais. Papa Leão 14 já disse que deve seguir políticas de Francisco, incluindo o acolhimento de católicos gays

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Vaticano publicou um documento apontado como histórico em que inclui depoimentos de dois fiéis LGBTQIA+ e reconhece o papel da Igreja Católica na “solidão, angústia e estigma” enfrentados por pessoas com atração por outras do mesmo sexo. O texto ainda critica os impactos da chamada terapia de conversão, também conhecida como “cura gay”, e descreve seus efeitos como devastadores.

    O relatório foi elaborado por integrantes de um grupo de estudos que inclui bispos, padres, uma freira e um leigo. Publicado na terça-feira (5) com o título “Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes”, o texto aborda questões consideradas controversas na Igreja, incluindo a inclusão de pessoas LGBTQIA+.

    “Desejamos destacar o seguinte: a solidão, a angústia e o estigma que acompanham as pessoas com atração pelo mesmo sexo e suas famílias, não apenas na sociedade, mas também dentro da Igreja; isso muitas vezes está ligado à tentação de se esconder em uma ‘vida dupla’”, diz trecho do documento.

    O relatório foi produzido com base em testemunhos. Em um deles, um homem gay em Portugal diz ter cicatrizes provocadas por experiências na comunidade cristã. Ele relata ter passado por processos de terapias de conversão que, segundo ele, atingem a dignidade das pessoas. Num dos episódios marcantes, diz ter sido aconselhado por um diretor espiritual a se casar com uma mulher para “encontrar paz”.

    “Senti-me ofendido: era uma sugestão para prejudicar uma mulher, roubando-lhe a chance de ser completamente amada e desejada, tudo para cumprir uma expectativa social. Trazendo tudo à luz: esse encontro inicial e doloroso levou-me a esvaziar minha oração diária, excluindo meu relacionamento e minha vida afetiva da minha conversa com Cristo”, diz trecho do depoimento.

    O homem relata ainda a experiência de seu marido, que diz ter enfrentado resistência familiar com base em interpretações religiosas. Segundo ele, a mudança de postura ocorreu de forma gradual à medida que a família passou a reconhecer o compromisso do casal com a fé.

    Ainda para o autor do depoimento, pequenos gestos de aceitação dentro da comunidade cristã podem ter impacto significativo na superação de conflitos familiares e na ampliação da inclusão social.

    Em outro depoimento, um homem nos Estados Unidos afirma que sua sexualidade não é uma “perversão, um distúrbio ou um fardo”, mas um “presente de Deus”, e relata viver atualmente um casamento “feliz e saudável”, no qual se sente plenamente realizado como católico assumido. Segundo ele, esse processo foi construído ao longo de anos de oração, terapia e convivência em comunidades acolhedoras.

    O fiel diz que iniciou sua primeira relação homoafetiva aos 28 anos, o que teria contribuído para seu amadurecimento pessoal e espiritual. Ele também aborda sua experiência com grupos católicos voltados a pessoas com atração pelo mesmo sexo. Quando mais novo, ainda sem assumir sua orientação, diz ter participado de iniciativas ligadas à chamada terapia de conversão, que descreve como pouco eficazes e marcadas por sofrimento.

    O homem também destaca a importância de paróquias com grupos voltados à população LGBTQIA+, nas quais diz ter encontrado acolhimento. Apesar dos avanços, aponta dificuldades, incluindo episódios de homofobia na Igreja.

    Os homens que fizeram os depoimentos não são identificados. Os dois defendem que a Igreja Católica reconheça a dignidade das pessoas LGBTQIA+.

    O relatório foi produzido no âmbito do Sínodo sobre a Sinodalidade, convocado pelo papa Francisco, morto em abril de 2025, para debater o futuro da Igreja.

    Embora não faça recomendações para mudanças na doutrina, o documento provocou reações. Setores mais conservadores manifestaram preocupação com possíveis questionamentos aos ensinamentos da Igreja, enquanto defensores da inclusão celebraram o avanço no reconhecimento de direitos LGBTQIA+.

    No ano passado, o Vaticano publicou novas orientações para seminários que permitem que homens gays se tornem padres -desde que sejam celibatários. O documento, elaborado pela CEI (Conferência Episcopal Italiana), recuou de uma instrução de 2016 que barrava seminaristas que tivessem “tendências homossexuais profundas”.

    O movimento da CEI foi mais um aceno do papado de Francisco à população LGBTQIA+, junto a decisões como a que permitiu que padres abençoem casais do mesmo sexo e pessoas em seu segundo casamento.

    Leão 14, o primeiro papa americano, já afirmou que deve seguir algumas políticas de Francisco, incluindo o acolhimento de católicos gays e mais abertura para mulheres em cargos de liderança, mas que não pretende promover grandes mudanças na doutrina católica.

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