Categoria: MUNDO

  • Dez homens são indiciados por drogar e estuprar menino de 5 anos na França

    Dez homens são indiciados por drogar e estuprar menino de 5 anos na França

    O crime é investigado desde fevereiro do ano passado, mas só veio a público nesta terça devido à prisão em Estrasburgo, na semana passada, de um homem que recebeu um vídeo do estupro e não o denunciou.

    ANDRÉ FONTENELLE
    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – Dez homens foram indiciados em Lille, no norte da França, por drogarem e estuprarem um menino de cinco anos durante uma festa. O caso, com a suposta participação do próprio pai da criança, chocou os franceses ao ser confirmado nesta terça-feira (3) pela Procuradoria da República.

    O crime é investigado desde fevereiro do ano passado, mas só veio a público nesta terça devido à prisão em Estrasburgo, na semana passada, de um homem que recebeu um vídeo do estupro e não o denunciou.

    Os indiciados têm de 29 a 50 anos. Eles participavam de uma festa no apartamento de dois deles, que moravam juntos no centro turístico de Lille.

    A festa foi chamada de “chemsex”, nome dado à prática do sexo com o uso de substâncias psicoativas. Os indiciados teriam utilizado uma droga chamada 3-MMC, ou 3-Metilmetcatinona, que reduz a inibição e aumenta o desejo, mas pode provocar convulsões, derrames e ataques cardíacos.

    Indiciado por “agressão sexual incestuosa”, o pai da criança também teria, por sua vez, sido drogado e estuprado na mesma noite.

    Nove dos dez acusados foram presos, segundo a Justiça francesa.

    Um deles teria cometido suicídio na cadeia em junho passado.

    Segundo a Procuradoria, o menino tem recebido atendimento especializado desde então. Os pais são divorciados, e ele mora com a mãe. O direito de visita do pai foi suspenso.

    Pela lei francesa, os acusados de estupro podem ser condenados à prisão perpétua. O homem preso por posse de imagens pornográficas envolvendo o menor pode pegar cinco anos de prisão.

    A submissão química, nome dado à administração de drogas para forçar o ato sexual sem consentimento da vítima, tornou-se uma preocupação da opinião pública francesa depois de uma série de casos de grande repercussão.

    O maior deles foi o da aposentada Gisèle Pelicot, estuprada por dezenas de homens ao longo de uma década com a cumplicidade do marido, que a drogava. Em 2024, ele foi condenado a 20 anos de prisão, e outros 50 homens, a penas de 3 a 13 anos.

    Na semana passada, um senador francês, Joël Guerriau, foi condenado a quatro anos de prisão por ter tentado drogar a deputada Sandrine Josso quando os dois estavam a sós no apartamento dele em Paris. Ele está recorrendo em liberdade.

    O inquérito comprovou que ele colocou ecstasy em uma taça de champanhe que ofereceu à deputada. Josso começou a sentir-se mal, mas conseguiu sair do apartamento e ir para um hospital.

    Dez homens são indiciados por drogar e estuprar menino de 5 anos na França

  • Ex-marido de Jill Biden é detido e acusado do homicídio da atual mulher

    Ex-marido de Jill Biden é detido e acusado do homicídio da atual mulher

    O ex-marido da ex-primeira-dama Jill Biden foi detido e acusado pela morte da atual esposa. William Stevenson, de 77 anos, foi detido na segunda-feira e enfrenta uma acusação de homicídio em primeiro grau pela morte de Linda Stevenson.

    O ex-marido da ex-primeira-dama Jill Biden foi detido e acusado pela morte da atual esposa, segundo informaram as autoridades nesta terça-feira. William Stevenson, de 77 anos, foi preso na segunda-feira e enfrenta uma acusação de homicídio em primeiro grau pela morte de Linda Stevenson, de 64 anos.

    A polícia do condado de New Castle não divulgou detalhes sobre a morte, mas em um comunicado anterior informou que os agentes foram acionados para atender a uma ocorrência de violência doméstica em 28 de dezembro de 2025, em uma residência na região de Wilmington, no estado de Delaware, segundo a NBC News.

    Linda Stevenson foi encontrada inconsciente na sala de estar e acabou não resistindo, apesar das tentativas de reanimação realizadas pelos policiais no local. O comunicado à imprensa da época informou ainda que o corpo foi encaminhado à Divisão de Ciências Forenses de Delaware para a realização de uma autópsia.

    A causa da morte não foi incluída na declaração sobre a prisão de William Stevenson, e a acusação formal do júri, que ocorreu na segunda-feira, foi resultado de uma “investigação extensa que durou semanas” sobre o óbito, segundo a polícia.

    William Stevenson está atualmente sob custódia na Instituição Correcional Howard Young, após não conseguir pagar a fiança de 500 mil dólares (cerca de 420 mil euros) em dinheiro, informaram as autoridades.

    Até o momento, o ex-presidente Joe Biden e Jill Biden não se manifestaram sobre o caso.

    A ex-primeira-dama e William, ex-jogador universitário de futebol americano, se casaram em fevereiro de 1970, quando tinham 18 e 23 anos, respectivamente. Pouco tempo depois, segundo o mesmo veículo, ele abriu o The Stone Balloon Club, que se tornou um dos bares universitários mais populares do país, próximo à Universidade de Delaware, em Newark, onde Jill era estudante, e onde artistas como Bruce Springsteen, Dave Matthews e The Allman Brothers Band se apresentaram ao longo de décadas.

    William e Jill foram casados por cinco anos e, em março de 1975, ela conheceu um senador do estado de Delaware chamado Joe Biden. O divórcio foi assinado em maio de 1975.

    Cerca de uma década depois, William se casou com Linda.

    Linda Stevenson era mãe e avó e havia fundado recentemente uma empresa de contabilidade, a BMB Bookkeeping, segundo a CBS News. Ela era torcedora do time de futebol americano Philadelphia Eagles e “será lembrada como tenaz, bondosa e extremamente leal”, de acordo com um obituário. O marido não foi mencionado no texto.

    Ex-marido de Jill Biden é detido e acusado do homicídio da atual mulher

  • EUA abatem drone do Irã perto de porta-aviões, e petroleiro é perseguido

    EUA abatem drone do Irã perto de porta-aviões, e petroleiro é perseguido

    O relato foi feito pela agência Reuters e confirmado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News. O navio estava no norte do mar da Arábia, próximo de Omã e a cerca de 800 km do Irã, onde opera desde a semana passada.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A três dias de cruciais negociações para evitar uma nova guerra no Oriente Médio, um drone de vigilância do Irã foi abatido por um caça F-35C americano aos se aproximar do USS Abraham Lincoln, o porta-aviões que é a mais vistosa peça do cerco militar montado por Donald Trump contra a teocracia.

    O relato foi feito pela agência Reuters e confirmado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News. O navio estava no norte do mar da Arábia, próximo de Omã e a cerca de 800 km do Irã, onde opera desde a semana passada.

    O drone abatido era do modelo Shahed-139, uma versão mais avançada do mais comum avião-robô iraniano, que não leva armas. Já o F-35C, versão naval do caça de quinta geração, é operado do porta-aviões e estava em patrulha.

    Em outro incidente na região nesta terça-feira (3), seis lanchas armadas com metralhadoras de grosso calibre da Guarda Revolucionária iraniana perseguiram e tentaram abordar um petroleiro americano.

    O navio estava no vital estreito de Hormuz, rota de 20% da produção de petróleo e gás liquefeito do mundo, que tem toda sua margem norte dominada pelo Irã.

    Segundo as agências de segurança marítima UKTMO e Vanguard, o M/T Stena Imperative, que é de propriedade dinamarquesa mas usa bandeira dos Estados Unidos, deixava os Emirados Árabes Unidos rumo à base naval americana no Bahrein quando as lanchas se aproximaram.

    Elas tentaram contato com rádio com a embarcação, mas acelerou a velocidade e a perseguição acabou. Segundo a Vanguard, o M/T Stena estava no corredor de águas internacionais de Hormuz, e não entrou nos domínios marítimos do Irã. O petroleiro pediu auxílio e, mais à frente, foi escoltado por um navio de guerra dos EUA.

    Os incidentes elevam o nível de tensão no Golfo Pérsico, que havia baixado um pouco após a abertura diplomática entre EUA e Irã. Na sexta (6) está previsto o primeiro encontro direto entre delegações americana e iraniana em uma década, em Istambul.

    Lidera a delegação americana o enviado de Trump Steve Witkoff, que nesta terça estava em Israel discutindo a crise com o Irã com o premiê Binyamin Netanyahu e a cúpula militar e de inteligência do Estado judeu.

    Já os iranianos terão à frente o chanceler Abbas Araghchi. Mas mesmo este encontro já está sendo colocado em dúvida, segundo relatos na imprensa árabe e americana.

    O site dos EUA Axios afirmou nesta terça que os iranianos querem mudar o local da reunião para o Omã, onde grupos dos dois países negociaram de forma indireta no ano passado, e defende vetar a presença de representantes de outros países, como a Turquia e de monarquias do Golfo.

    Nesta terça, Araghchi, que vem defendendo negociações “sem pressão”, conversou sobre o tema com seus homólogos omani e turco, além de discutir a crise com o premiê do Qatar, país árabe com quem a teocracia tem boas relações.

    A crise ganhou corpo a partir das grandes atos contra o regime islâmico instalado em Teerã desde 1979, na virada do ano. A mortífera repressão, que segundo ativistas matou mais de 5.000 pessoas, foi condenada por Trump, que prometeu ajudar os manifestantes.

    Depois o americano refluiu, só para enviar o que chamou de “grande armada” para o Oriente Médio: o grupo de ataque do Abraham Lincoln, diversos navios de guerra, submarinos, aviões de ataque e de apoio. Uma vez com ativos militares mais preparados para agir, voltou a falar grosso.

    Ameaçou atacar enquanto mudava o foco da demanda, dos protestos para o disputado programa nuclear dos aiatolás. Em junho, ao apoiar a guerra de 12 dias de Israel contra o Irã, Trump bombardeou instalações importantes para a eventual fabricação da bomba atômica.

    A situação se acalmou numa trégua frágil, e não houve avanços para retomar algum tipo de negociação que impeça Teerã de ter a bomba. De 2015 a 2018, um acordo secundado pelos EUA e outras potências em tese trocou o abandono da pretensão pelo fim de sanções econômicas.

    Trump deixou o arranjo, acusando ele de se leniente com os iranianos, e nem sob Joe Biden houve acordo. A crise provocada no Oriente Médio pelo ataque do preposto de Teerã Hamas a Israel em 2023 e, agora, as manifestações, recolocaram a vontade de Trump de derrubar o regime à mesa novamente.

    EUA abatem drone do Irã perto de porta-aviões, e petroleiro é perseguido

  • Parlamentar britânico renuncia após vazamento de documentos do caso Epstein

    Parlamentar britânico renuncia após vazamento de documentos do caso Epstein

    Mandelson teria recebido dinheiro e compartilhado informações confidenciais do governo britânico. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram proximidade entre o político e Jeffrey Epstein. Mandelson é casado com o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, que também é citado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ex-embaixador britânico nos EUA Peter Mandelson renunciou ao seu cargo na Câmara dos Lordes do Reino Unido após o vazamento de documentos que mostrariam seu vínculo com Jeffrey Epstein, americano conhecido por crimes sexuais.

    Mandelson teria recebido dinheiro e compartilhado informações confidenciais do governo britânico. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram proximidade entre o político e Jeffrey Epstein. Mandelson é casado com o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, que também é citado.

    Epstein teria depositado US$ 75 mil em contas de Mandelson. Em setembro de 2009, Epstein teria enviado ainda 10 mil libras esterlinas ao então parceiro de Mandelson, agora seu marido, Reinaldo Avila, segundo o jornal britânico The Guardian.

    A saída de Mandelson foi anunciada pelo presidente da Câmara dos Lordes. Com isso, ele deixa o cargo a partir de quarta-feira (4). No entanto, manterá o título já que a perda só ocorre por meio de uma lei do Parlamento.

    Mandelson foi embaixador nos EUA há cerca de 1 ano. Após as revelações de proximidade com Epstein, ele também deixou o Partido Trabalhista.

    “Penso muito em você e me sinto impotente e indignado com o que aconteceu”, teria escrito Mandelson a Epstein, segundo a imprensa. Nas mensagens, enviadas pouco antes de o magnata americano se declarar culpado para chegar a um acordo no caso de abuso sexual, Mandelson também o incentivava a “lutar por uma liberdade antecipada”.

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirma ter entregado um dossiê à polícia. Esses documentos reuniriam uma série de e-mails trocados entre Epstein e Mandelson, enquanto o político britânico era secretário de negócios do governo de Gordon Brow. Mandelson teria, inclusive, compartilhado documentos confidenciais.

    “Para o público, ver políticos dizendo que não se lembram de ter recebido quantias significativas de dinheiro foi simplesmente estarrecedor, fazendo com que perdessem a fé em todos os políticos e enfraquecendo ainda mais a confiança”, disse Starmer.

    O Ministério das Relações Exteriores britânico afirma que os documentos revelados esta semana “mostram que a profundidade e a extensão da relação de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein são sensivelmente diferentes do que se acreditava no momento de sua nomeação”.

    ENTENDA O CASO EPSTEIN

    O Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos do caso de Jeffrey Epstein na última sexta-feira. Os documentos incluem fotos e vídeos, alguns tirados pelo próprio bilionário condenado por crimes sexuais.

    Há “grande quantidade” de pornografia comercial. O Departamento de Justiça dos EUA também esclareceu que nem todos os arquivos foram filmados por Epstein e seus comparsas, mas que há material relevante produzido por ele e pela rede ao seu redor.

    Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, quando foi sentenciado a 13 meses de prisão. Na época, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram à polícia que o empresário havia abusado sexualmente da garota em sua mansão. Outras possíveis vítimas foram descobertas e foram encontradas fotos de meninas na casa dele.

    Ele se livrou de pegar prisão perpétua. O bilionário fechou um polêmico acordo que o livrou de ficar encarcerado pelo resto da vida e fez com que ele fosse registrado na lista federal de criminosos sexuais. Enquanto preso, podia sair para trabalhar seis dias por semana.

    Epstein voltou a ser preso em 2019 acusado de tráfico sexual. Ele foi denunciado por traficar dezenas de meninas, de explorá-las e abusá-las sexualmente. Desse caso, o bilionário se declarou inocente e sempre negou as acusações. Após um mês na cadeia, ele foi encontrado na cela e foi declarado morto aos 66 anos. A causa da morte divulgada oficialmente foi suicídio.

    Parlamentar britânico renuncia após vazamento de documentos do caso Epstein

  • Brasileiro é espancado em estação de esqui na França; vídeo

    Brasileiro é espancado em estação de esqui na França; vídeo

    A vítima é Henrique, de 41 anos, profissional da área de marketing esportivo, que vive na Europa há cerca de cinco anos. No momento do ataque, ele usava uma fantasia de Chewbacca, personagem conhecido da franquia Star Wars.

    Um turista brasileiro foi agredido em uma estação de esqui localizada nos Alpes franceses durante o fim de semana. Toda a cena foi gravada por outro visitante que estava no local, e o vídeo acabou se espalhando rapidamente pelas redes sociais. A vítima é Henrique, de 41 anos, profissional da área de marketing esportivo, que vive na Europa há cerca de cinco anos. No momento do ataque, ele usava uma fantasia de Chewbacca, personagem conhecido da franquia Star Wars.

    De acordo com o próprio Henrique, a confusão teve início quando ele se aproximou de um grupo de pessoas para pedir que parassem de atirar bolas de neve em sua direção. Segundo relatou em suas redes sociais, a situação rapidamente saiu do controle. “Eles jogaram uma pedra de gelo no meu rosto. Não era uma bola de neve leve, era gelo duro, arremessado com força. Eu fui até o grupo para pedir que parassem, e eles começaram a me xingar”.

     

    As imagens registradas por outro turista mostram o momento em que Henrique é atingido no rosto por um homem, que em seguida o empurra e o derruba próximo a uma árvore. Logo depois, outras pessoas se aproximam e passam a agredi-lo com socos, chutes e até bastões de esqui. Pessoas que tentaram intervir para separar a briga também acabaram sendo atacadas. O vídeo já ultrapassou a marca de 21 milhões de visualizações após viralizar.

    Henrique descreveu a violência sofrida e reforçou que não houve confronto. “Depois do primeiro soco, vieram todos ao mesmo tempo. Eu caí no chão e continuei sendo chutado. Eles pisaram na minha cabeça com botas de esqui. Não foi uma briga. Foi uma agressão de várias pessoas contra alguém que estava sozinho”.

    Ele contou ainda que teve um dente da frente quebrado em consequência dos chutes na cabeça. O brasileiro recebeu atendimento inicial de uma médica e de uma dentista que faziam parte de um grupo de turistas brasileiros que estava com ele. Henrique destacou que o uso do capacete foi fundamental para evitar consequências ainda mais graves. “A maioria dos chutes atingiu o capacete. Se não fosse isso, as consequências poderiam ter sido muito mais graves. O que aconteceu ali foi uma tentativa de homicídio. Eles chutaram minha cabeça com botas de esqui”.

    Brasileiro é espancado em estação de esqui na França; vídeo

  • Elefante ataca e mata turista na Tailândia; é a terceira vítima do animal

    Elefante ataca e mata turista na Tailândia; é a terceira vítima do animal

    Homem de 65 anos foi atacado durante caminhada no Parque Nacional de Khao Yai. Autoridades afirmam que o elefante macho, em período de cio, já havia se envolvido em outros dois ataques letais e avaliam realocação do animal.

    Um turista de 65 anos morreu após ser atacado por um elefante selvagem no Parque Nacional de Khao Yai, na Tailândia, na madrugada desta segunda-feira. O caso marca a terceira morte atribuída ao mesmo animal, um elefante macho conhecido como Phlai Oiwan.

    Segundo autoridades locais, a vítima era da província de Lopburi, localizada ao nordeste de Bangcoc. Ele caminhava com a esposa por volta das 5h30, no horário local, quando o casal encontrou o elefante se alimentando fora da área de floresta delimitada para os animais.

    Testemunhas relataram que o elefante avançou repentinamente contra o turista, agarrando-o com a tromba, arremessando-o ao chão e, em seguida, pisoteando-o. As autoridades acreditam que o homem morreu no local, a cerca de 20 metros da tenda onde havia passado a noite com a mulher.

    A esposa conseguiu escapar e buscou ajuda junto aos funcionários do parque, que intervieram para afastar o animal. Outros campistas permaneceram dentro das barracas, temendo novos ataques.

    De acordo com informações preliminares, a vítima sofreu múltiplas fraturas e ferimentos graves, o que indica que a morte foi praticamente imediata. Em entrevista ao jornal Bangkok Post, um funcionário do parque afirmou que o elefante estava em período de cio, condição que costuma torná-lo mais agressivo. O mesmo animal já teria se envolvido em outros dois ataques fatais.

    O chefe do parque, Chaiya Huayhongthong, confirmou a informação à AFP. “Ele foi a terceira pessoa morta por Oiwan”, declarou.

    Diante da reincidência dos ataques, autoridades ambientais e gestores do parque marcaram uma reunião para esta sexta-feira, dia 6, com o objetivo de decidir o futuro do elefante. Entre as alternativas discutidas estão a realocação do animal para outra área ou a adoção de medidas para tentar modificar seu comportamento.

    “Provavelmente vamos decidir realocá-lo ou forçá-lo a mudar de comportamento”, disse Chaiya, sem detalhar quais ações poderão ser adotadas.
     
     

     

    Elefante ataca e mata turista na Tailândia; é a terceira vítima do animal

  • Mãe de apresentadora da NBC desaparece nos EUA e polícia investiga crime

    Mãe de apresentadora da NBC desaparece nos EUA e polícia investiga crime

    Nancy Guthrie, de 84 anos, não é vista desde sábado em Tucson, cidade no sul do estado do Arizona, nos Estados Unidos. Autoridades do Condado de Pima afirmam que o caso não está ligado a demência e dizem tratar o desaparecimento como uma possível cena de crime

    As autoridades investigam o desaparecimento de Nancy Guthrie, de 84 anos, mãe da jornalista Savannah Guthrie, uma das apresentadoras do programa Today, da NBC News. A idosa está desaparecida desde a noite de sábado, e a polícia trata o caso como suspeita de crime.

    Nancy mora em Tucson, cidade localizada no sul do estado do Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos, próxima à fronteira com o México. O desaparecimento foi comunicado às autoridades por volta do meio-dia de domingo, depois que familiares foram informados de que ela não havia comparecido à igreja, algo incomum em sua rotina.

    Diante da ausência, parentes foram até a residência da idosa, onde ela vivia sozinha, e não a encontraram. A polícia foi acionada imediatamente.

    Em entrevista coletiva, o xerife Chris Nanos, responsável pelo Condado de Pima, região administrativa que inclui a cidade de Tucson, afirmou que o caso não está relacionado a demência ou desorientação. “Este não é um caso de uma pessoa confusa. Ela é muito ativa. A família quer que fique claro que não se trata de alguém que saiu vagando”, disse.

    Segundo Nanos, o caso mobilizou desde o início equipes especializadas em crimes graves. Sem revelar detalhes do que foi encontrado na residência, o xerife afirmou que o cenário levantou suspeitas. “Não vemos essa situação apenas como uma busca por pessoa desaparecida, mas como uma cena de crime”, declarou.

    De acordo com as autoridades, há indícios de que Nancy Guthrie não deixou a casa por conta própria, embora os investigadores não tenham divulgado quais elementos sustentam essa conclusão.

    Em comunicado, Savannah Guthrie agradeceu o apoio recebido e afirmou que, por enquanto, a família mantém a esperança de que Nancy seja encontrada em segurança. “Somos gratos por todo o carinho e seguimos esperando que ela volte para casa”, disse.

    A polícia segue com as investigações e pede que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de Nancy Guthrie entre em contato com as autoridades do Condado de Pima.

    Mãe de apresentadora da NBC desaparece nos EUA e polícia investiga crime

  • Rússia retoma ataques a Kiev após trégua atribuída a pedido dos EUA

    Rússia retoma ataques a Kiev após trégua atribuída a pedido dos EUA

    Ofensiva deixou dois feridos na capital ucraniana em meio a temperaturas extremas. Bombardeios ocorreram poucos dias depois de Moscou anunciar pausa temporária nos ataques, enquanto Estados Unidos, Ucrânia e Rússia se preparam para nova rodada de negociações em Abu Dhabi

    A Rússia retomou os ataques contra Kiev nesta terça-feira, ferindo duas pessoas, segundo autoridades da capital da Ucrânia. A ofensiva ocorreu após alguns dias de trégua, que Moscou atribuiu a um pedido dos Estados Unidos.

    “Os russos decidiram atacar Kiev em pleno frio”, afirmou o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, ao confirmar os feridos.

    Na sexta-feira, o Kremlin anunciou que havia aceitado um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para suspender os ataques contra Kiev e contra a rede elétrica ucraniana até 1º de fevereiro, enquanto se preparavam novas negociações em Abu Dhabi.

    A rodada trilateral de conversas entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia está marcada para quarta e quinta-feira, na capital dos Emirados Árabes Unidos. O encontro ocorre após uma reunião realizada em janeiro, que marcou o primeiro contato direto entre representantes de Kiev e Moscou desde o início da guerra.

    Apesar da trégua parcial, a Rússia manteve ataques em outras regiões da Ucrânia. No domingo, um bombardeio atingiu um ônibus que transportava mineiros na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país, deixando ao menos 12 mortos.

    Em janeiro, os ataques russos provocaram cortes de energia severos e prolongados em Kiev, os mais graves desde o início da invasão em larga escala, em 24 de fevereiro de 2022.

    Nesta terça-feira, as temperaturas caíram para menos 17 °C em Kiev e para menos 23 °C em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, onde duas pessoas também ficaram feridas em um ataque aéreo durante a madrugada.

    Na segunda-feira, Trump atribuiu a trégua temporária à própria atuação. “Liguei para o presidente Vladimir Putin e ele concordou. A Ucrânia é um país muito frio e está passando por uma onda de frio terrível. Perguntei se ele poderia parar de atacar por uma semana, sem lançar mísseis contra Kiev ou qualquer outra cidade, e ele concordou”, declarou.

    O presidente norte-americano disse ainda esperar “boas notícias” da próxima rodada de negociações. “Estamos indo muito bem com a Ucrânia e a Rússia. Esta é a primeira vez que digo isso. Acho que teremos boas notícias”, afirmou a jornalistas na Sala Oval da Casa Branca.

    As negociações por um acordo de paz seguem travadas pela exigência russa de retirada das forças ucranianas dos territórios do leste do país reivindicados por Moscou. Kiev rejeita a condição e cobra garantias de segurança para evitar novas agressões militares.

    Segundo relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, quase 15 mil civis morreram e cerca de 40,6 mil ficaram feridos desde o início da invasão russa. O documento, divulgado no início de janeiro, aponta que 2025 foi o ano mais letal desde 2022, com mais de 2.500 civis mortos.

    Rússia retoma ataques a Kiev após trégua atribuída a pedido dos EUA

  • Frio extremo já deixa ao menos 13 mortos em Nova York

    Frio extremo já deixa ao menos 13 mortos em Nova York

    Onda de temperaturas negativas atinge a cidade há mais de dez dias consecutivos e levou autoridades a decretarem estado de emergência. Prefeitura reforçou abrigos, equipes de assistência social e pediu que moradores acionem os serviços ao verem pessoas em risco

    Pelo menos 13 pessoas morreram por hipotermia na Nova York desde o fim de janeiro, em meio a uma onda de frio extremo. A hipotermia ocorre quando o corpo perde calor mais rápido do que consegue produzir, fazendo a temperatura corporal cair abaixo de 35 °C, o que pode provocar falência de órgãos e levar à morte. A frente fria já causou ao menos 100 mortes em todo os Estados Unidos.

    Em entrevista coletiva, o prefeito Zohran Mamdani informou que, até a manhã desta terça-feira, 16 pessoas morreram ao ar livre durante o período de frio intenso. “Em 13 desses casos, as conclusões preliminares indicam que a hipotermia foi um fator determinante, e outras três mortes parecem estar relacionadas a overdose”, afirmou.

    Segundo Mamdani, nenhuma das vítimas vivia em acampamentos de pessoas em situação de rua no momento das mortes. O prefeito apresentou condolências às famílias e alertou que a cidade enfrenta o 11º dia consecutivo com temperaturas abaixo de zero. Ele acrescentou que há possibilidade de este ser o período mais longo de frio intenso já registrado na história de Nova York, que decretou estado de emergência.

    “O frio não dá sinais de trégua”, disse o prefeito, ao destacar que as ações de apoio à população seguem em andamento. Ele pediu que moradores entrem em contato com os serviços municipais ao encontrarem alguém em situação de risco. Segundo Mamdani, equipes de assistência social, além de agentes do Departamento de Polícia de Nova York e do Corpo de Bombeiros de Nova York, estão mobilizadas para prestar atendimento imediato.

    A prefeitura também intensificou a oferta de abrigos e instalou unidades móveis de aquecimento pela cidade. “Se você está ouvindo isso agora e não tem certeza se receberá cuidados, deixo claro: todas as pessoas serão atendidas. Ninguém será recusado”, afirmou Mamdani.

    A situação faz parte de uma onda de frio que atinge diversas regiões do país. De acordo com a CBS News, o fenômeno já deixou pelo menos 100 mortos nos Estados Unidos, por causas que incluem hipotermia, acidentes com veículos, limpa-neves e trenós, além de emergências cardíacas provocadas pelo esforço físico para remover a neve acumulada.

    Frio extremo já deixa ao menos 13 mortos em Nova York

  • Irã autoriza negociações “justas” com os EUA e avalia acordo nuclear

    Irã autoriza negociações “justas” com os EUA e avalia acordo nuclear

    Presidente Masoud Pezeshkian disse ter instruído o chanceler a dialogar com Washington sem ameaças. Segundo o New York Times, Teerã considera suspender ou encerrar o programa nuclear para reduzir tensões, enquanto autoridades dos dois países preparam reunião na Turquia

    O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira que orientou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, a buscar negociações “justas e equitativas” com os Estados Unidos, desde que haja um ambiente adequado, sem ameaças ou exigências consideradas excessivas.

    “Pedi ao meu ministro das Relações Exteriores que, havendo um ambiente apropriado, livre de ameaças ou exigências descabidas, conduza negociações justas e equitativas, orientadas pelos princípios da dignidade e da prudência”, declarou Pezeshkian. Segundo ele, qualquer diálogo deverá ocorrer “dentro da estrutura dos interesses nacionais do Irã”. A mensagem foi publicada em inglês e em farsi na rede social X.

    O presidente afirmou que a decisão foi tomada após pedidos de governos aliados da região para que Teerã respondesse à proposta do presidente norte-americano Donald Trump de retomar negociações. Até o momento, Washington não confirmou oficialmente a abertura do diálogo.

    Segundo o portal Axios, Abbas Araghchi e o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, devem se reunir na sexta-feira, em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear. O encontro pode contar com a presença de ministros das Relações Exteriores da Turquia, Catar, Egito, Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Paquistão.

    Este deve ser o primeiro contato direto entre representantes de Washington e Teerã desde junho do ano passado, quando as negociações foram interrompidas após bombardeios norte-americanos contra instalações nucleares iranianas. Em janeiro, Trump voltou a pressionar o Irã, determinando o envio de uma frota naval ao Golfo Pérsico e ameaçando ações militares caso não haja um acordo.

     
    Disposição do Irã sobre o programa nuclear

    De acordo com o The New York Times, o Irã estaria disposto a encerrar ou suspender seu programa nuclear para reduzir as tensões com os Estados Unidos. Autoridades iranianas, no entanto, negam que o país esteja perto de desenvolver uma bomba atômica e afirmam que o programa tem fins pacíficos, voltados à geração de energia.

    Segundo o jornal, autoridades iranianas e norte-americanas devem se reunir nesta sexta-feira, na Turquia. Teerã deve defender a criação de um consórcio regional no Oriente Médio voltado à produção de energia nuclear, proposta apresentada pelos Estados Unidos.

    Como alternativa, o Irã também considera suspender temporariamente o programa atual para aliviar as tensões diplomáticas. A reportagem afirma ainda que autoridades iranianas se reuniram recentemente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a possibilidade de envio de urânio enriquecido para o território russo.

    Medida semelhante foi adotada em 2015, no âmbito do acordo internacional que previa a limitação das atividades nucleares iranianas em troca do alívio de sanções. À época, mais de 11 toneladas de urânio de baixo enriquecimento foram enviadas à Rússia. Em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do acordo e restabeleceu sanções contra o Irã.

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