Presidente dos Estados Unidos reagiu a comentários feitos durante o Grammy Awards e voltou a negar qualquer ligação com a ilha do financista Jeffrey Epstein. Declarações ocorrem após a divulgação de novos documentos ligados ao caso
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou processar o comediante Trevor Noah, que apresentou a 68ª edição do Grammy Awards, após uma menção à suposta visita do republicano à ilha de Jeffrey Epstein.
Em publicação na rede Truth Social, nesta segunda-feira, Trump criticou duramente a cerimônia e a emissora CBS. “O Grammy Awards é o pior, praticamente impossível de assistir. A CBS tem sorte de não ter mais esse lixo em sua programação”, escreveu.
Na sequência, atacou o apresentador. “O apresentador Trevor Noah, seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel no Low Ratings Academy Awards”, afirmou.
Trump voltou a negar qualquer ligação com a ilha de Epstein e acusou Noah de divulgar informações falsas. “Noah disse, incorretamente, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na ilha de Epstein. Errado. Não posso falar por Bill, mas eu nunca estive na ilha de Epstein, nem em qualquer lugar próximo”, declarou.
O presidente afirmou ainda que “nunca” foi acusado de ter estado no local, “nem mesmo pelas fake news”. Em tom agressivo, disse que o comediante deveria “verificar os fatos rapidamente” e ameaçou acionar seus advogados. “Parece que vou pedir aos meus advogados para processar esse pobre, patético, sem talento, idiota. Perguntem ao pequeno George Slopadopolus e a outros como isso funciona. Perguntem também à CBS”, escreveu, acrescentando: “Noah, prepare-se, vou me divertir com você”.
As declarações ocorrem dias após a divulgação de um grande volume de documentos ligados ao caso Epstein. Na sexta-feira, autoridades tornaram públicos cerca de três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos que integram os arquivos do criminoso sexual. O material inclui informações sobre o período em que Epstein esteve preso, um relatório psicológico, registros relacionados à sua morte e documentos da investigação envolvendo Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar no tráfico sexual de menores.
Entre os arquivos, há também trocas de e-mails entre Epstein e diversas personalidades norte-americanas e internacionais, inclusive Donald Trump. A maior parte das mensagens é de mais de uma década atrás e indica relações sociais mantidas pelo empresário.
O nome de Trump aparece diversas vezes nos documentos divulgados. Ele e Epstein mantiveram amizade por anos, embora o presidente afirme que os dois romperam relações e que desconhecia os crimes cometidos pelo financista.
Os novos arquivos incluem ainda uma lista elaborada pelo FBI no ano passado, com alegações feitas contra Trump por meio de uma linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças. Segundo as autoridades, trata-se de denúncias não verificadas, sem provas que as sustentem, incluindo alegações de abuso sexual contra Trump, Epstein e outros nomes citados.
Trump nega qualquer irregularidade relacionada a Epstein e nunca foi acusado formalmente de crimes de abuso sexual pelas vítimas do empresário. Em nota, a Casa Branca e o Departamento de Justiça dos EUA afirmaram que “alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, enviadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020”.
“Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas. Se tivessem qualquer credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente”, diz o comunicado.
Após a divulgação dos novos arquivos, Trump declarou que o conteúdo dos documentos o “absolve” de qualquer ligação criminosa com Epstein. “Pessoas muito importantes me disseram que isso não apenas me absolve, como mostra exatamente o oposto do que a esquerda radical esperava”, afirmou.

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