Categoria: MUNDO

  • Netanyahu afirma estar "preparado para qualquer cenário"

    Netanyahu afirma estar "preparado para qualquer cenário"

    O primeiro-ministro israelense afirmou hoje que o país está “preparado para qualquer cenário” sobre um possível avanço do cessar-fogo com o Irã e que vai conversar com o Presidente dos Estados Unidos nas próximas horas.

    Estamos acompanhando de perto a situação com o Irã. Hoje, como faço a cada poucos dias, vou falar com o nosso amigo, o presidente Trump. Certamente ouvirei as impressões dele sobre a viagem à China e talvez também sobre outros assuntos”, afirmou Benjamin Netanyahu no início de uma reunião especial do governo realizada no Knesset (parlamento) para marcar o Dia de Jerusalém.

    “É claro que existem muitas possibilidades. Estamos preparados para qualquer cenário”, acrescentou o primeiro-ministro israelense, citado em comunicado divulgado pelo seu gabinete.

    Sobre os ataques em andamento no Líbano, Netanyahu afirmou que Israel está “conquistando e limpando” território em solo libanês, além de “defender” cidades israelenses próximas da fronteira e atacar militantes do Hezbollah.

    “Hoje enfrentamos o desafio de neutralizar os drones de fibra óptica. Este é um tipo específico de ameaça”, reconheceu o premiê, acrescentando que pediu ao Ministério da Defesa e a outras entidades do setor que encontrem uma solução para esse tipo de ataque, sem “restrições orçamentárias”.

    No Líbano, desde o início dos ataques israelenses, em 2 de março, no contexto da Guerra Irã-Iraque, o número de mortos chegou a 2.960, informou no sábado o Ministério da Saúde Pública libanês.

    Israel continua concentrando os ataques nos subúrbios ao sul de Beirute, considerados um reduto do Hezbollah, além do sul do Líbano, onde o Exército israelense ocupou durante anos uma faixa de território na fronteira.

    Netanyahu afirma estar "preparado para qualquer cenário"

  • "Calma antes da tempestade": Trump ameaça retomar ofensiva contra Irã

    "Calma antes da tempestade": Trump ameaça retomar ofensiva contra Irã

    Donald Trump voltou a fazer uma publicação nas redes sociais onde parece estar a ameaçando retomar os ataques contra o Irã. A publicação acontece numa época em que várias fontes afirmam que tanto os Estados Unidos como Israel estão se preparando para retomar a ofensiva em breve.

    O presidente dos Estados Unidos voltou a publicar nas redes sociais uma mensagem que aparenta ameaçar uma retomada da ofensiva contra o Irã em breve.

    A imagem, compartilhada na rede Truth Social no sábado, teria sido gerada por Inteligência Artificial (IA) — algo que já virou hábito de Donald Trump — e mostra o presidente norte-americano em um navio com a frase “Foi a calmaria antes da tempestade”, possivelmente em referência ao período de cessar-fogo que ainda vigora entre os Estados Unidos e o Irã.

    Na imagem, Trump aparece usando um boné vermelho com a frase “Make America Great Again”, seu slogan de campanha, além de uma camiseta branca com os dizeres “Trump – Comandante em Chefe”. Atrás dele está um oficial da Marinha, que não foi identificado.

    O cenário ao fundo mostra um mar agitado durante uma tempestade, com várias embarcações navegando. Uma delas, visível na imagem, aparece identificada com a bandeira do Irã.

    A publicação acontece em um momento em que diversas fontes já indicaram que os Estados Unidos e Israel estariam planejando retomar os ataques contra o Irã nos próximos dias. Segundo o The New York Times, citando dois altos representantes do Oriente Médio, Washington e Tel Aviv estão realizando “preparativos intensos — os maiores desde que o cessar-fogo entrou em vigor — para uma possível retomada dos ataques contra o Irã já na próxima semana”.

    A informação não foi desmentida pelos Estados Unidos e, inclusive, Trump parece reforçar essa teoria. No sábado, durante uma ligação à BFMTV, o presidente norte-americano foi direto ao afirmar que os iranianos “deveriam fazer um acordo”, ameaçando que “se não fizerem isso, vão passar por maus bocados”.

    Do lado de Israel, o Channel 12 também informou que Tel Aviv está se preparando para retomar a guerra contra o Irã. Neste domingo, o primeiro-ministro israelense anunciou que falará com Donald Trump ainda hoje.

    “Nossos olhos estão bem abertos em relação ao Irã”, afirmou Benjamin Netanyahu durante uma reunião de governo em Jerusalém, citado pelo The Times of Israel. “Certamente vou ouvir as impressões dele [Donald Trump] durante sua visita à China e possivelmente sobre outras questões também. Existem muitas possibilidades e estamos preparados para todos os cenários”, acrescentou.

    Cessar-fogo com o Irã está em vigor desde 8 de abril, mas ainda não há acordo
    Estados Unidos, Israel e Irã firmaram um cessar-fogo no início de abril, que entrou em vigor no dia 8 daquele mês, após Washington e Tel Aviv lançarem, em fevereiro, um ataque conjunto contra Teerã que matou vários altos representantes iranianos, incluindo o então líder supremo.

    Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, Estados Unidos e Irã vêm negociando um acordo de paz para encerrar a guerra, mas ainda sem sucesso.

    Segundo a agência estatal iraniana, a última proposta do Irã rejeitou qualquer negociação sobre o programa nuclear e exigiu o fim da guerra em todas as frentes. Além disso, o documento também previa o fim das sanções impostas ao país, a liberação dos fundos iranianos bloqueados e compensações dos Estados Unidos e de Israel pelos danos causados pela guerra.

    Trump reagiu ao documento, chamando-o de “lixo” e “inaceitável”. Em resposta, os Estados Unidos teriam apresentado uma contraproposta que, segundo a agência Fars, exige que o Irã entregue o urânio altamente enriquecido e limite seu programa nuclear a uma única instalação ativa como condição para avançar nas negociações de paz. Além disso, Washington também exige que o país renuncie a qualquer pedido de compensação pelos danos da guerra.

    "Calma antes da tempestade": Trump ameaça retomar ofensiva contra Irã

  • Drone atinge usina nuclear de Abu Dhabi; autoridades descartam risco

    Drone atinge usina nuclear de Abu Dhabi; autoridades descartam risco

    Não houve feridos e os níveis de radiação permaneceram normais. A Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que os sistemas essenciais da usina operam normalmente.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um ataque de drone atingiu um gerador elétrico externo da usina nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, neste domingo (17), e provocou um incêndio, segundo autoridades dos Emirados Árabes Unidos.

    Não houve feridos e os níveis de radiação permaneceram normais. A Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que os sistemas essenciais da usina operam normalmente.

    A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) informou que geradores de emergência abasteciam a Unidade 3. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, expressou preocupação com o incidente e afirmou que atividade militar que ameace a segurança nuclear é inaceitável.

    Autoridades dos Emirados não identificaram os responsáveis pelo ataque. O país tem enfrentado repetidos ataques de mísseis e drones durante o conflito Irã x EUA-Israel, incluindo incidentes que autoridades disseram ter origem no Irã e miraram infraestrutura de energia e marítima.

    TENSÃO ENTRE EUA E IRÃ

    Trump advertiu o Irã a fechar acordo de paz ou enfrentar “um momento muito ruim”. “Se não fizerem, vão ter um momento ruim. Um momento muito ruim. É melhor fecharem um acordo”, disse o presidente americano à mídia francesa.
    O chanceler iraniano afirmou que mensagens contraditórias dos Estados Unidos geram dúvidas. “Estamos em dúvida sobre a seriedade deles”, declarou Abbas Araghchi.

    Drone atinge usina nuclear de Abu Dhabi; autoridades descartam risco

  • 'Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas', afirma Lula

    'Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas', afirma Lula

    Lula resumiu sua lógica da aproximação com o americano: “Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas também. Você não pode simplesmente desistir.”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em sua primeira entrevista à imprensa desde o encontro com Donald Trump no início de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descreveu sua estratégia de aproximação com o americano como deliberada e pragmática e rechaçou qualquer leitura de que ela implique submissão ao americano.

    Lula resumiu sua lógica da aproximação com o americano: “Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas também. Você não pode simplesmente desistir.”

    Lula deixou evidentes a Trump suas discordâncias. “Trump sabe que sou contra a guerra com o Irã, que discordo de sua intervenção na Venezuela e que condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, afirmou. Mas fez questão de separar divergência política de relação entre Estados. “Minhas discordâncias políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui.”

    O respeito é palavra-chave segundo Lula. Foi justamente a falta dele, avalia, que levou à crise do ano passado, quando Trump impôs tarifas a exportações brasileiras e sanções a autoridades do país em meio à pressão pelo processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula resistiu publicamente, sem romper o diálogo –e atribui essa postura a um ensinamento de sua mãe, dona Lindu, que era analfabeta. “Quem abaixa a cabeça pode não conseguir mais erguê-la. O Brasil tem muito orgulho do que é. Não temos que nos curvar a ninguém.”

    Desde então, os dois se encontraram em setembro, na Assembleia-Geral da ONU, e falaram por telefone quatro vezes. Trump amenizou tarifas, suspendeu sanções e passou a elogiar o brasileiro, chamando-o de “dinâmico” e “inteligente”. Para Lula, os benefícios domésticos também apareceram: uma pesquisa realizada após a visita à Casa Branca mostrou que 60% dos brasileiros avaliaram o encontro como “bom para o Brasil”.

    Na reunião, Lula entregou a Trump uma cópia do acordo nuclear negociado em 2010 por Brasil e Turquia com o Irã –rejeitado à época por Washington e pela União Europeia. Queria mostrar, disse, que “não é verdade que o Irã está tentando novamente construir uma bomba atômica”. Trump disse que leria o documento. Lula se ofereceu para ajudar a facilitar um diálogo, mas os dois não avançaram em passos concretos.

    Reforçando sua aspiração por um papel de mediador global, Lula também tratou de Cuba. O brasileiro pediu ao americano que levante o bloqueio econômico à ilha e defendeu que o regime cubano, ao contrário do venezuelano, está disposto ao diálogo. “Cuba precisa de uma chance”, disse.

    Para Lula, a diferença em relação à Venezuela –que teve seu ditador, Nicolás Maduro, deposto por forças americanas– é justamente essa abertura: “O que sei é que, se os Estados Unidos abrirem uma mesa de negociação, não baseada em imposições, Cuba vai participar.” Trump, segundo Lula, respondeu que não pretendia invadir a ilha.

    Sobre a América Latina, Lula fez um alerta direto a Washington, citando a expansão chinesa na região. “A China descobriu e entrou na América Latina. Hoje, meu comércio com a China é duas vezes maior do que com os Estados Unidos. E isso não é preferência do Brasil.” Segundo ele, “se os Estados Unidos querem ir para a frente da fila, ótimo. Mas têm que querer.”

    'Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas', afirma Lula

  • Alex Saab pousa em Miami após ser deportado pela Venezuela para os EUA

    Alex Saab pousa em Miami após ser deportado pela Venezuela para os EUA

    O ex-ministro e empresário Alex Saab pousou no aeroporto de Miami, no sudeste dos Estados Unidos, depois de ter sido deportado pelo governo da Venezuela por supostos crimes cometidos em território norte-americano.

    De acordo com a agência de notícias EFE, Alex Saab, empresário de origem colombiana, chegou no sábado ao aeroporto de Opa-locka, no condado de Miami-Dade, escoltado por agentes federais, incluindo integrantes da agência antidrogas dos Estados Unidos, a DEA.

    Horas antes, o Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (SAIME), da Venezuela, anunciou a deportação “em conformidade com as disposições da legislação migratória venezuelana”.

    “A medida de deportação foi adotada levando em consideração que o referido cidadão colombiano está envolvido em diversos crimes nos Estados Unidos da América, como é de conhecimento público e amplamente divulgado”, afirmou o SAIME em comunicado publicado no Instagram.

    “É uma ótima notícia para os venezuelanos que esse criminoso enfrente a Justiça”, disse o líder opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa na rede social X.

    Em uma publicação na qual compartilhou uma foto de Saab ao lado do presidente do Parlamento de Caracas, Jorge Rodríguez, Guanipa comemorou a deportação de Saab, acusado por ele de ter enriquecido “às custas da fome dos venezuelanos”.

    “Ele se tornou milionário vendendo alimentos vencidos e ajudando os líderes do regime a driblar as sanções e saquear nossa nação”, acrescentou o opositor.

    Guanipa também prometeu que Saab enfrentará a Justiça futuramente em uma “Venezuela democrática”.

    Em março, o jornal The New York Times informou que o governo Trump negociava a extradição de Saab, importante aliado do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

    Preso em 2020 em Cabo Verde, Saab foi posteriormente extraditado para os Estados Unidos, mas retornou à Venezuela em 2023, após uma troca de prisioneiros durante o governo do democrata Joe Biden.

    Promotores norte-americanos apresentaram acusações de corrupção contra Saab em janeiro, pouco depois de os Estados Unidos capturarem Maduro e sua esposa, Cilia Flores, transferidos para Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas.

    Segundo o New York Times, o novo governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, prendeu Saab no início de fevereiro, a pedido de Washington.

    O empresário colombiano, descrito como diplomata pelo governo Maduro em 2020, foi recebido como herói na Venezuela em dezembro de 2023 e nomeado, em janeiro de 2024, presidente do Centro Internacional de Investimentos Produtivos.

    Na época, Maduro afirmou que Saab traria investimentos para o país rico em petróleo.

    Em outubro de 2024, Saab foi nomeado ministro da Indústria e Produção Nacional, cargo do qual foi afastado por Delcy Rodríguez em janeiro passado, duas semanas após a operação dos Estados Unidos em Caracas e em três regiões próximas, que resultou na captura de Maduro.

    Saab, de 54 anos e amigo pessoal de Maduro, é acusado há anos pelos Estados Unidos de enriquecimento ilícito por meio de contratos governamentais e de atuar como testa de ferro do líder chavista.
     

    Alex Saab pousa em Miami após ser deportado pela Venezuela para os EUA

  • OMS declara emergência de saúde pública mundial devido a surto de ébola

    OMS declara emergência de saúde pública mundial devido a surto de ébola

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou hoje uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, o segundo nível mais elevado, face ao surto de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda.

    De acordo com um comunicado divulgado pela OMS, o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus determinou que o vírus “constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), mas não atende aos critérios para uma emergência pandêmica”.

    Os dados mais recentes indicam que o surto já causou pelo menos 88 mortes, com 336 casos suspeitos, na República Democrática do Congo. Em Uganda, foram registrados dois casos confirmados, sem ligação aparente, na capital Kampala, entre pessoas que viajaram da RDCongo.

    “Agradeço aos líderes da República Democrática do Congo e de Uganda pelo empenho em adotar as medidas necessárias e enérgicas para controlar o surto”, afirmou Ghebreyesus.

    A OMS alertou que “a elevada taxa de positividade das amostras iniciais e a confirmação de casos em Kampala e Kinshasa [capital da RDCongo] apontam para um surto potencialmente muito maior do que o que está sendo detectado atualmente”.

    Os fatores que aumentam o risco de propagação incluem a insegurança persistente, a mobilidade da população e a presença de serviços de saúde informais.

    A OMS destacou ainda que, ao contrário de outras variantes do ebola, “não existem atualmente tratamentos ou vacinas aprovados especificamente para o vírus Bundibugyo”, o que torna o surto um acontecimento extraordinário.

    A organização recomendou a ativação dos mecanismos nacionais de emergência, o reforço da vigilância e dos laboratórios, a garantia da prevenção de infecções nas unidades de saúde e a criação de centros especializados para isolamento e tratamento dos pacientes.

    Os países vizinhos — incluindo Angola — e a comunidade internacional também foram orientados a coordenar esforços para conter a propagação. A OMS ressaltou que “nenhum país deve fechar suas fronteiras ou impor restrições a viagens e ao comércio”, alertando que tais medidas poderiam ser contraproducentes.

    Como alternativa, as recomendações incluem triagens de saúde em aeroportos e postos de fronteira, envolvimento da comunidade na identificação de casos, realização de funerais seguros e treinamento para profissionais de saúde.

    A OMS informou ainda que qualquer novo caso suspeito deve ser comunicado imediatamente e tratado como uma emergência de saúde pública.

    Com a declaração de ESPII, a agência da ONU busca mobilizar recursos internacionais e garantir a implementação de medidas de controle “eficientes e eficazes” para conter a disseminação do vírus Bundibugyo na região.

    A RDCongo enfrentou um surto de ebola entre agosto e dezembro de 2025, com pelo menos 34 mortes.

    O surto mais mortal da região causou quase 2.300 mortes em 3.500 casos entre 2018 e 2020.

    O ebola, que provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa, continua sendo uma ameaça grave, apesar das vacinas e tratamentos recentes, eficazes apenas contra a variante Zaire, responsável pelas maiores epidemias registradas.

    O vírus matou mais de 15 mil pessoas na África nos últimos 50 anos.

    OMS declara emergência de saúde pública mundial devido a surto de ébola

  • Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos

    Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos

    A Rússia afirmou hoje ter sido alvo de um dos maiores ataques ucranianos em quatro anos de ofensiva militar e garantiu ter abatido 556 drones durante a noite.

    Entre as 22h de sábado e as 7h deste domingo [das 16h de sábado às 1h de hoje em Brasília], “unidades de defesa aérea interceptaram e destruíram 556 drones ucranianos” sobre 14 regiões russas, além da Crimeia ocupada e dos mares Negro e de Azov, informou o Ministério da Defesa da Rússia no aplicativo de mensagens Max.

    Horas antes, o governador da região de Moscou afirmou que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três mortes e quatro feridos nos arredores da capital russa.

    “Desde as 3h da manhã [1h em Lisboa], as forças de defesa aérea estão repelindo um ataque com drones na região da capital”, disse Andrei Vorobiov na plataforma Telegram.

    Vorobiov acrescentou que uma mulher morreu na cidade de Khimki, a noroeste de Moscou, e dois homens morreram em uma vila no distrito de Mytishchi, ao nordeste da capital. Em outras partes da região, várias casas foram danificadas e infraestruturas foram atingidas.

    Pouco antes, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que dezenas de drones atingiram a capital russa durante a madrugada, menos de uma semana após o fim do cessar-fogo com a Ucrânia.

    Em uma série de mensagens publicadas também no Telegram, Sobyanin afirmou que as defesas aéreas derrubaram um total de 74 drones.

    “Foram observados pequenos danos nos locais onde os destroços caíram”, acrescentou.

    A Ucrânia, em retaliação aos bombardeios diários realizados pelo exército russo há mais de quatro anos, ataca regularmente alvos na Rússia, alegando que mira instalações militares e energéticas.

    Embora a região da capital seja alvo frequente de ataques com drones, a própria cidade de Moscou, localizada a mais de 400 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, é atingida com menos frequência.

    Na sexta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia tem o direito de atacar instalações petrolíferas e militares na Rússia, em resposta ao ataque que matou pelo menos 24 pessoas em Kiev no dia anterior.

    No sábado, a Força Aérea ucraniana informou ter neutralizado 269 dos 294 drones lançados durante a noite anterior pela Rússia contra território ucraniano.

    Os aparelhos não tripulados — alguns deles drones de ataque, enquanto outros eram drones réplica criados para confundir as defesas antiaéreas — foram lançados das regiões russas de Oriol, Kursk, Briansk, Millerovo, Shatalovo e Primorsko-Akhtarsk, além da Crimeia ocupada.

    A Ucrânia e a Rússia retomaram a troca de ataques aéreos na terça-feira, após o fim de uma trégua de três dias mediada pelos Estados Unidos durante as comemorações russas pelo fim da Segunda Guerra Mundial.

    Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos

  • Chefe do braço armado do Hamas em Gaza morre em ataque israelense

    Chefe do braço armado do Hamas em Gaza morre em ataque israelense

    O exército israelense confirmou hoje a morte do chefe do braço armado do movimento palestino do Hamas na Faixa de Gaza, classificado como um dos principais arquitetos dos ataques de 07 de outubro de 2023, foi hoje anunciado.

    Em comunicado enviado à agência France-Presse (AFP), o exército israelense e os serviços de segurança (Shin Bet) anunciaram “que o terrorista Ezzedine al-Haddad foi eliminado”.

    A mesma informação também foi confirmada à AFP por integrantes do Hamas.

    Na sexta-feira, o Ministério da Defesa de Israel já havia informado ter atacado o líder do Hamas, mas sem confirmar sua morte.

    Um alto funcionário de segurança citado pelo jornal The Times of Israel afirmou que a operação foi aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e que, durante esse período, o dirigente do Hamas esteve sob vigilância contínua.

    O ataque foi realizado “devido a uma oportunidade operacional com alta probabilidade de eliminação”, acrescentou a fonte, após os serviços de inteligência receberem informações sobre sua localização.

    De acordo com fontes da agência espanhola EFE na cidade palestina, cinco mísseis atingiram um prédio residencial, provocando um grande incêndio que as equipes da Defesa Civil do enclave ainda tentavam controlar.

    Al-Haddad era o último integrante de alto escalão e veterano das Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, que ainda estava vivo.

    Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeios e operações israelenses desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.

    A trégua, alcançada com mediação dos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, a retirada parcial das tropas israelenses e a entrada de ajuda humanitária no território devastado, mas ainda não avançou para a segunda fase, que prevê uma paz permanente.

    As próximas etapas incluem o desarmamento do Hamas e a continuidade da retirada gradual do exército israelense, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza. No entanto, o diálogo está paralisado há semanas, desde que o foco internacional se voltou para os conflitos no Irã e no Líbano, também envolvendo Israel.

    Ao longo dos últimos sete meses, Israel e Hamas trocaram acusações frequentes de violações do cessar-fogo, enquanto organizações humanitárias alegam que as autoridades israelenses não permitem a entrada da quantidade prometida de assistência no território.

    A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, nos quais cerca de 1.200 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns.

    Em resposta, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que já provocou mais de 72 mil mortes, segundo autoridades locais controladas pelos islamistas palestinos, além de um desastre humanitário, a destruição de praticamente toda a infraestrutura do território e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.

    Chefe do braço armado do Hamas em Gaza morre em ataque israelense

  • Herdeira de milionário quer vender cartas de Pokémon estimadas em R$ 600 mi

    Herdeira de milionário quer vender cartas de Pokémon estimadas em R$ 600 mi

    Informações publicadas no The Times apontam que Jolina Gisèle, de 20 anos, afirma ter reunido o maior e mais valioso acervo de cards de Pokémon do mundo. A coleção é estimada entre 50 milhões e 90 milhões de libras, valor que passa de R$ 600 milhões na conversão atual.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma herdeira suíça diz estar avaliando a venda de uma coleção de cartas da franquia Pokémon estimada em até R$ 600 milhões.

    O QUE ACONTECEU

    Informações publicadas no The Times apontam que Jolina Gisèle, de 20 anos, afirma ter reunido o maior e mais valioso acervo de cards de Pokémon do mundo. A coleção é estimada entre 50 milhões e 90 milhões de libras, valor que passa de R$ 600 milhões na conversão atual.

    Levantamento do site indica que o conjunto teria mais de 60 mil cartas raras. Entre os itens citados estão versões do Pikachu Illustrator, apontada como a carta mais valiosa do mercado, além de Charizards holográficos, “Shadowless” e cartas promocionais históricas. Parte do material ainda está lacrado.

    Parte do acervo já foi autenticada e avaliada pela Professional Sports Authenticator (PSA), empresa de certificação do mercado de colecionáveis. A coleção, segundo o relato da família, começou em 2013 como um hobby entre Jolina e o pai, um milionário do setor de tecnologia, e cresceu com a busca por peças cada vez mais raras.

    A família diz que manteve o acervo em sigilo por anos e que, neste sábado (16), ele fica em um cofre de alta segurança em local não divulgado. A proteção teria sido reforçada por causa do aumento de roubos envolvendo cartas raras e coleções milionárias ao redor do mundo.

    Apesar da repercussão, a história também gerou desconfiança entre colecionadores nas redes e em fóruns especializados. Parte da comunidade questiona o nível de sigilo, a falta de verificações públicas completas e o tom “cinematográfico” usado na divulgação, com ensaios e vídeos produzidos ao lado das cartas.

    VENDA EM BLOCO E IDEIA DE MUSEU

    Mesmo com as dúvidas, especialistas ouvidos pelo The Times sustentam que o acervo existe. O negociador profissional Thomas Kovacs, que divulga a coleção, afirma que o conjunto seria praticamente impossível de reproduzir por causa da raridade e do estado de conservação das peças.

    Segundo o tabloide britânico The Sun, a família considera vender o acervo inteiro de uma só vez. A preferência seria por um comprador disposto a manter a coleção intacta, com a possibilidade de transformá-la em um museu.
    Os proprietários dizem que já receberam algumas ofertas, mas sem pressa para fechar negócio. Até agora, não foi divulgado quem seriam os interessados nem quais valores foram colocados na mesa.

    Herdeira de milionário quer vender cartas de Pokémon estimadas em R$ 600 mi

  • Morreu Lazare, provavelmente o cão mais velho do mundo, aos 30 anos

    Morreu Lazare, provavelmente o cão mais velho do mundo, aos 30 anos

    O animal passou a maior parte da vida com a mesma dona e foi entregue a uma associação após a morte dela. Foi depois adotado por uma segunda família, com quem viveu apenas um mês.

    Lazare, um spaniel francês considerado “o cachorro mais velho do mundo”, morreu na quinta-feira, aos 30 anos, na cidade de Annecy. O anúncio foi feito pela dona nas redes sociais.

    “Você era o nosso vovozinho, com seus olhinhos doces, sua necessidade de carinho, sua curiosidade, sua personalidade afetuosa e ainda tão cheio de vida, apesar da idade avançada”, escreveu Ophélie Boudol, de 29 anos, em uma mensagem publicada no Instagram.

    Lazare nasceu em 4 de dezembro de 1995, de acordo com Anne-Sophie Moyon, agente de proteção animal do abrigo Annecy-Marlioz, em Haute-Savoie.

    Segundo a Agência France-Presse (AFP), o animal passou a maior parte da vida com a mesma dona e foi entregue à associação após a morte dela. Ele foi adotado há um mês por Ophélie, que inicialmente procurava um animal de estimação para a mãe, mas acabou se apaixonando por Lazare e o levou para casa, apesar de já ter dois gatos.

    Segundo Ophélie, o animal partiu “para se juntar à sua dona, que tanto o amou e cuidou dele” ao longo de tantos anos.

    “Em apenas um mês, você virou nossas vidas de cabeça para baixo”, escreveu ainda. “Sou muito grata por ter cruzado seu caminho, por ter acolhido você e estado ao seu lado até o fim. Nunca vou me arrepender de ter aberto nossa porta e nossos corações para você. Se pudesse fazer tudo de novo, faria mil vezes.”

     
     
     

     
     
    Ver esta publicação no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação partilhada por Lazare (@lazare_le_trentenaire)

    Morreu Lazare, provavelmente o cão mais velho do mundo, aos 30 anos