Categoria: MUNDO

  • Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Uma deputada finlandesa foi condenada ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), após ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”

    Uma deputada religiosa finlandesa foi condenada pelo Supremo Tribunal do país ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), nesta quinta-feira (26), depois de ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”.

    Päivi Räsänen, médica e membro do Partido Democrata-Cristão, fez as afirmações que a levaram a ser condenada por incitamento ao ódio em um panfleto publicado pela primeira vez em 2004. Mais tarde, a parlamentar reproduziu o texto no site da Fundação Luterana da Finlândia e da Diocese da Missão Evangélica Finlandesa, em 2007, de acordo com o The Guardian.

    Em uma votação de três a dois, o Supremo Tribunal considerou-a culpada por ter republicado o panfleto no Facebook, em 2019, e no seu site, em 2020. O órgão judicial condenou-a, assim, ao pagamento de uma multa..

    “O Supremo Tribunal considera que Räsänen deve ter compreendido que, por exemplo, afirmar que a homossexualidade é um distúrbio do desenvolvimento psicossexual é, à luz dos conhecimentos médicos atuais, uma afirmação incorreta”, lia-se no veredito, citado pela agência Reuters.

    A deputada, que tinha sido absolvida por tribunais de instâncias inferiores, contou com o apoio da Alliance Defending Freedom, um grupo jurídico conservador sediado nos Estados Unidos que defende a liberdade de expressão e que tentou utilizar o caso para ilustrar a tese de que “a Europa está censurando o mundo”.

    Aliás, em fevereiro, os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convidaram Räsänen para abordar o seu caso na Comissão Judiciária, em Washington, em uma audiência intitulada “A ameaça da Europa à liberdade de expressão e à inovação americanas”.

    Räsänen admitiu que o veredito foi “um choque” e adiantou à imprensa que poderá considerar a possibilidade de recorrer da decisão junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

    Entretanto, membros do governo do Partido dos Finlandeses e do Partido Democrata-Cristão apelaram não só à defesa da liberdade de expressão, como a uma mudança na lei, uma vez que, na sua ótica, “é muito difícil para as pessoas saberem o que é proibido e o que é permitido”.

    Vale destacar que o Supremo Tribunal absolveu Räsänen de uma outra acusação, que teve por base uma imagem compartilhada pela deputada nas redes sociais, em 2019, na qual constava uma citação da Bíblia que condenava as relações homossexuais.

    Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

  • Bebê passa por 3 hospitais até de descobrir que era abusado pelos pais

    Bebê passa por 3 hospitais até de descobrir que era abusado pelos pais

    Criança de apenas um mês foi atendida várias vezes sem que sinais fossem identificados. Lesões graves só levantaram suspeitas em hospital de referência, e pais acabaram presos por abuso e violência.

    Um bebê de apenas um mês, vítima de abuso sexual em Barcelona, na Espanha, foi atendido por diferentes unidades de saúde antes que os indícios do crime fossem identificados, segundo informações divulgadas pela imprensa local.

    O caso ganhou repercussão na semana passada, quando os pais da criança, de 42 e 43 anos, tiveram a prisão preventiva decretada por suspeita de violência e abuso contra o próprio filho. Até então, eles não tinham antecedentes criminais.

    De acordo com o relato da avó, o bebê passou por um centro de saúde e por três hospitais antes de chegar ao Hospital Vall d’Hebron, onde surgiram as primeiras suspeitas de abuso.

    Foi nessa unidade que profissionais identificaram lesões graves compatíveis com violência sexual e acionaram imediatamente as autoridades. A polícia catalã, os Mossos d’Esquadra, prendeu os pais logo em seguida.

    Antes disso, a criança havia sido atendida no centro de saúde, no Hospital del Mar, no Hospital Sant Joan de Déu e no Hospital de Sant Pau. Foi neste último que começaram a surgir dúvidas sobre a origem dos ferimentos, levando ao encaminhamento para o Vall d’Hebron, referência no atendimento a casos de abuso infantil.

    As lesões observadas, incluindo fraturas e ferimentos, já levantavam preocupação entre os médicos. Ainda assim, os pais haviam procurado atendimento em várias unidades sem que o abuso fosse identificado inicialmente, situação que agora está sendo investigada pelas autoridades.

    Durante o processo judicial, pediatras que acompanharam o caso afirmaram que a criança apresentava lesões em diferentes estágios, indicando que os maus-tratos ocorreram de forma contínua ao longo das primeiras semanas de vida, e não em um único episódio.

    O bebê permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Vall d’Hebron. A mãe trabalhava como enfermeira na área de traumatologia da própria unidade, onde a criança também nasceu.

    Segundo a secretária de Saúde da Catalunha, Olga Pané, o bebê deve sobreviver, mas apresentará sequelas em decorrência das agressões, com possibilidade de danos neurológicos e comprometimento de outros órgãos.
     
     

     

    Bebê passa por 3 hospitais até de descobrir que era abusado pelos pais

  • Trump cogita assumir controle do petróleo do Irã em meio à guerra

    Trump cogita assumir controle do petróleo do Irã em meio à guerra

    Declaração eleva tensão global e acende alerta sobre possível escalada no conflito. Medida envolveria domínio de recursos estratégicos iranianos e pode impactar diretamente o mercado mundial de energia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que considera a possibilidade de assumir o controle do petróleo do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à crise global de energia.

    A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, quando Trump foi questionado sobre possíveis medidas contra Teerã. “Não gosto de falar sobre isso, mas é uma opção”, disse, ao mencionar a hipótese de controlar o fornecimento de petróleo iraniano.

    A fala ocorre em um momento de forte tensão internacional, após os ataques iniciados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o conflito tem afetado diretamente o mercado global de energia, com redução significativa na oferta e aumento dos preços do petróleo.

    Nos bastidores, a discussão sobre o controle de ativos estratégicos do Irã já vinha sendo ventilada. Analistas apontam que Washington avalia cenários que incluem o domínio de pontos-chave da produção e exportação de petróleo iraniano, como forma de pressionar o regime e garantir estabilidade no abastecimento global.

    Entre os alvos estratégicos está a Ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações de petróleo do país. O governo americano já chegou a ameaçar ações militares na região caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    Trump também comparou a situação do Irã à da Venezuela, citando medidas adotadas por seu governo para influenciar o setor energético do país sul-americano. Segundo ele, o modelo poderia servir de referência para lidar com Teerã.

    “Trabalhamos muito bem com a Venezuela. Os Estados Unidos ganharam muito dinheiro com isso”, afirmou, sugerindo que acordos envolvendo petróleo podem ser parte da estratégia americana.

    Apesar da retórica, o presidente minimizou os impactos de um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz para os Estados Unidos. “Temos muito petróleo. Nosso país não é afetado por isso”, disse.

    Especialistas, no entanto, alertam que qualquer tentativa de controle direto sobre recursos energéticos iranianos representaria uma escalada significativa do conflito e poderia ampliar ainda mais a instabilidade global.

    Trump cogita assumir controle do petróleo do Irã em meio à guerra

  • Jovem colide contra casa durante a noite e mata mãe e filho de 7 anos

    Jovem colide contra casa durante a noite e mata mãe e filho de 7 anos

    Jovem de 18 anos foi presa após atingir quarto onde estavam as vítimas. Polícia investiga possível consumo de álcool, enquanto família acusa motorista de dirigir embriagada. Caso gerou comoção e segue em apuração.

    Uma jovem de 18 anos foi presa após provocar um acidente fatal na madrugada de domingo, por volta das 3h20, quando perdeu o controle do carro e invadiu uma casa. O veículo atingiu diretamente o quarto de um menino de 7 anos, que morreu no local junto com a mãe.

    O filho mais velho da vítima, Raul Rocha, relatou à Fox News os momentos de desespero após a colisão. Segundo ele, conseguia ouvir o irmão mais novo gritando por socorro, enquanto a mãe, de origem hispânica, rezava em sua língua.

    As vítimas chegaram a receber atendimento de emergência, mas não resistiram aos ferimentos.

    “Ainda não consigo acreditar que isso aconteceu. Nunca imaginei perder minha mãe dessa forma. Ela não merecia isso”, disse Raul.

    A motorista, identificada como Gracie Yate, foi indiciada por dois crimes de homicídio culposo. A polícia ainda não confirmou se ela estava sob efeito de álcool ou drogas no momento do acidente.

    No entanto, familiares das vítimas afirmam que a jovem dirigia alcoolizada. Em uma página criada para arrecadar fundos para os custos funerários, eles responsabilizam a condutora pela morte de Barbara e Alex.

    Segundo a Fox News, Gracie já havia sido detida anteriormente por intoxicação em público.

    A suspeita foi liberada na terça-feira após pagar fiança de 14.500 dólares. O caso segue sob investigação.
     
     

     

    Jovem colide contra casa durante a noite e mata mãe e filho de 7 anos

  • Jovem vítima de estupro coletivo morre após passar por eutanásia

    Jovem vítima de estupro coletivo morre após passar por eutanásia

    Protocolo teve a duração de 15 minutos, nos quais foram administrados três fármacos a Noelia. A jovem prescindiu da presença dos pais no momento de receber a eutanásia. Antes, contudo, estiveram juntos – para se despedirem.

    A espanhola Noelia Castillo, de 25 anos, morreu nesta quinta-feira (26) após passar por um procedimento de eutanásia realizado no Hospital Sant Camil, em Sant Pere de Ribes, na região de Barcelona. A decisão ocorreu após quase dois anos de disputa judicial.

    De acordo com a emissora Telecinco, o procedimento durou cerca de 15 minutos e envolveu a administração de três medicamentos. Noelia optou por não ter os pais presentes no momento final, embora tenha se despedido deles previamente.

    Horas antes da execução da eutanásia, a Justiça voltou a negar pela terceira vez um pedido da Fundación Española de Abogados Cristianos, entidade de perfil ultraconservador, que tentava suspender o procedimento.

    Histórico de agressões sexuais

    A história de Noelia remonta a 2022, quando ela tentou tirar a própria vida após sofrer uma agressão sexual coletiva. Ela se jogou do quinto andar de um prédio, sobreviveu, mas ficou paraplégica e passou a conviver com dores crônicas intensas, que comprometeram sua qualidade de vida.

    Em abril de 2024, a jovem formalizou o pedido de eutanásia, alegando estar em uma condição “grave, crônica e incapacitante”. O caso, no entanto, ganhou um obstáculo inesperado com a oposição do próprio pai.

    A Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha considerou que o pedido atendia aos requisitos legais. A legislação espanhola permite a eutanásia para pessoas com plena capacidade mental que enfrentem doença grave e incurável ou sofrimento crônico e debilitante.

    Mesmo assim, poucos dias antes da data inicialmente prevista para o procedimento, em agosto de 2024, a Justiça aceitou um recurso apresentado pelo pai de Noelia, que alegava que a filha poderia não estar em condições psicológicas de tomar uma decisão consciente.

    Desejo de morrer

    Em março de 2025, Noelia reafirmou o desejo de morrer durante uma audiência reservada. O pedido voltou a ser autorizado, mas o pai continuou recorrendo na Justiça com o apoio da organização ultraconservadora, prolongando o caso por meses.

    Em entrevista ao programa “Y ahora Sonsoles”, da emissora Antena 3, exibida dias antes da morte, Noelia afirmou: “Quero ir em paz e parar de sofrer”.

    Ela também comentou a resistência da família: “Ninguém da minha família é a favor da eutanásia. Eu entendo, porque faço parte da base deles. Eu vou embora e eles ficam com a dor. Mas e eu, com toda a dor que senti esses anos? Quero partir em paz e parar de sofrer, ponto final”.

    A jovem ainda declarou que “a felicidade de um pai, de uma mãe ou de uma irmã não pode ser mais importante do que a vida de uma filha”.

    A Espanha legalizou a eutanásia em 2021, tornando-se um dos poucos países a permitir o procedimento em casos de sofrimento considerado insuportável. Até o fim de 2024, mais de 1.100 pessoas haviam recorrido à prática, segundo dados do Ministério da Saúde espanhol.
     

     

    Jovem vítima de estupro coletivo morre após passar por eutanásia

  • Trump afirma que foi informado pela CIA que novo líder do Irã é gay

    Trump afirma que foi informado pela CIA que novo líder do Irã é gay

    Presidente dos EUA afirma ter recebido informação sobre Mojtaba Khamenei, mas não apresenta provas. Declaração ocorre em meio a tensão no Oriente Médio e levanta questionamentos sobre o novo comando iraniano

    Uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou repercussão nesta quinta-feira (26). Em entrevista à Fox News, ele afirmou que recebeu da CIA informações sobre a vida pessoal do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

    Sem apresentar evidências, Trump disse que o serviço de inteligência indicou que Mojtaba seria gay e acrescentou que o assunto já circulava em outros meios. Segundo ele, a situação seria delicada diante da postura repressiva do regime iraniano em relação a minorias.

    A declaração retoma rumores já citados anteriormente pelo New York Post, que havia noticiado que o presidente americano foi informado sobre o tema e reagiu com surpresa.

    Mojtaba assumiu o poder após a morte do pai, Ali Khamenei, morto em um ataque atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro.

    A escolha do novo líder foi oficializada em 8 de março pela Assembleia de Especialistas do Irã. Aos 56 anos, ele já era considerado um nome forte dentro do regime, principalmente por sua proximidade com a Guarda Revolucionária, grupo central na estrutura de poder do país.

    Mesmo com influência consolidada nos bastidores, a sucessão direta gerou resistência interna, já que a transferência de poder entre familiares não é bem aceita por parte da tradição política e religiosa iraniana.

    Reservado e com poucas aparições públicas, Mojtaba construiu sua trajetória atuando dentro do círculo mais próximo do pai. Segundo o The New York Times, ele participou de decisões estratégicas ligadas a operações militares e de inteligência.

    Especialistas avaliam que sua ascensão indica manutenção da linha política atual, em um momento de forte pressão internacional.

    Relatos do The Telegraph indicam que Mojtaba estava com o pai no dia do ataque, mas escapou por pouco. Ele sofreu ferimentos, enquanto familiares morreram no local.
     
     

    Trump afirma que foi informado pela CIA que novo líder do Irã é gay

  • Candidata a miss viraliza após dentes caírem durante desfile; assista

    Candidata a miss viraliza após dentes caírem durante desfile; assista

    Representante de Pathum Thani enfrentou imprevisto durante etapa preliminar, quando dentes postiços se soltaram no palco. Sem perder a compostura, ela recolocou a prótese e seguiu a apresentação, ganhando destaque e elogios nas redes sociais

    Kamolwan Chanago, candidata ao Miss Grand Thailand 2026, virou assunto nas redes sociais após um momento inusitado durante uma etapa preliminar do concurso: os dentes postiços que ela usava se soltaram no meio da apresentação.

    O episódio aconteceu na quarta-feira, 25 de março, enquanto a representante da província de Pathum Thani desfilava no palco.

    Ao perceber o ocorrido, Kamolwan manteve a calma, virou-se discretamente, recolocou os dentes e continuou a apresentação sorrindo normalmente.

    O momento foi registrado em vídeo e rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando tanto surpresa quanto elogios à postura da candidata.

    Veja as imagens:

     
     
     

     
     
    Ver esta publicação no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação partilhada por Pageant Natin ‘To (@pageant.natinto)

    A final do Miss Grand Thailand 2026 está marcada para o dia 28 de março, em Bangkok.

    Candidata a miss viraliza após dentes caírem durante desfile; assista

  • Irã lança novos ataques contra Israel e alvos dos EUA no Golfo Pérsico

    Irã lança novos ataques contra Israel e alvos dos EUA no Golfo Pérsico

    Ataques atingem alvos estratégicos e ampliam tensão regional, enquanto explosões são registradas no Líbano. Conflito se intensifica com resposta iraniana e avanço de operações israelenses contra o Hezbollah

    O Irã anunciou nesta sexta-feira (27) uma nova onda de ataques contra Israel e bases ligadas aos Estados Unidos em países do Golfo Pérsico. Ao mesmo tempo, explosões foram registradas no sul de Beirute, no Líbano, em meio a relatos de bombardeios israelenses na região.

    Em comunicado divulgado pela agência Fars, a Guarda Revolucionária iraniana detalhou os alvos da 83ª ofensiva. Entre eles estão a cidade israelense de Modiin, instalações de petróleo em Ashdod, além de bases militares em Al Dafra, nos Emirados Árabes Unidos, Al Adairi e Ali Al Salem, no Kuwait, e Sheikh Isa, no Bahrein.

    As Forças de Defesa de Israel informaram que pelo menos duas salvas de mísseis foram disparadas contra o país, mas não houve registro de feridos ou vítimas, segundo os serviços de emergência.

    No Golfo, autoridades do Kuwait afirmaram ter interceptado drones, enquanto a Arábia Saudita também confirmou ações semelhantes de defesa aérea.

    A nova ofensiva faz parte da escalada iniciada após os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, Teerã tem respondido com lançamentos frequentes de mísseis contra alvos israelenses e instalações militares americanas na região.

    No Líbano, explosões foram ouvidas nas primeiras horas do dia no sul de Beirute, área considerada reduto do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Imagens mostram colunas de fumaça nos subúrbios da capital, mas ainda não há confirmação sobre vítimas.

    A região tem sido alvo constante de ataques desde o início do envolvimento do Líbano no conflito, no começo de março. O exército israelense não emitiu alerta prévio de evacuação para a área atingida.

    Antes densamente povoada, a região está praticamente vazia desde o agravamento das hostilidades.

    O conflito se ampliou quando o Hezbollah passou a lançar foguetes contra Israel em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei, no início da ofensiva.

    Israel afirma que vai intensificar a operação militar no sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou recentemente que o país está expandindo uma “zona de segurança” para conter ataques do grupo.

    O Hezbollah, por sua vez, afirma continuar os confrontos contra tropas israelenses na região.

    Segundo autoridades libanesas, os ataques israelenses já deixaram mais de 1.100 mortos desde março, incluindo mais de 100 crianças, além de mais de um milhão de deslocados.

    Irã lança novos ataques contra Israel e alvos dos EUA no Golfo Pérsico

  • Exército dos EUA eleva idade máxima de alistamento de 35 para 42 anos

    Exército dos EUA eleva idade máxima de alistamento de 35 para 42 anos

    Mudança entra em vigor em 20 de abril. Durante a Guerra do Iraque, o Exército adotou idade máxima de 42 anos, que foi reduzida para 35 uma década depois

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As forças de Israel mataram na noite de quarta-feira (25) o chefe do braço naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, o homem responsável por coordenar a militarização e virtual fechamento do estreito de Hormuz.

    A informação foi dada nesta quinta (26) pelo ministro Israel Katz (Defesa) e ainda não havia sido confirmada pelo Irã, embora até aqui os relatos de inteligência do Estado judeu têm sido precisos.

    Segundo Katz, um ataque de precisão matou Tangsiri e outros comandantes navais, provavelmente em Bandar Abbas, sede da principal base da Guarda em Hormuz.

    No Irã, a Guarda Revolucionária é um ente à parte das Forças Armadas, que pelas informações disponíveis estão sendo mais poupadas na guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel há quase um mês.

    Isso se insere no desejo dos agressores de mudar o regime islâmico, que tem na Guarda seu principal pilar. Os militares fora dela são considerados menos ideológicos e não estão tão imiscuídos na vida política e econômica do país.

    Tagsiri cuidava da até aqui bem-sucedida tática da teocracia em relação a Hormuz, por onde passavam até a guerra 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Os iranianos vetam a passagem de navios considerados associados aos inimigos, ameaçando explodi-los, e provavelmente minaram parte da região.

    Há ainda ameaça de drones subaquáticos, além de aviões-robôs e mísseis. Quase 30 petroleiros e outras embarcações civis já foram atingidas na guerra. Do outro lado, os EUA estão atacando, desde a semana passada, posições iranianas em toda a região, e afirmaram ter afundado mais de 140 navios do Irã.

    Com mais de 90% do tráfego interrompido, os preços dessas commodities dispararam, levando a uma pressão econômica forte sobre o presidente Donald Trump.

    O americano tem buscado acalmar o mercado com anúncios atabalhoados de negociações que Teerã ora nega, ora afirma que são recados indiretos passados por terceiros. Mas existe um movimento mínimo em curso, que fez a chancelaria chinesa dizer nesta quinta que há “um vislumbre de esperança” para a paz.

    O Paquistão tem agido como interlocutor, um papel curioso dado que há dois anos o país islâmico estava trocando fogo de fronteira com o Irã. Também nesta quinta, emergiram relatos de que os EUA pediram a Israel para retirar da sua lista de alvos duas figuras envolvidas nas conversas.

    Uma é o chanceler Abbas Araghchi, nome conhecido no Ocidente por liderar o lado iraniano nas recentes negociações com os EUA para limitar o programa nuclear dos aiatolás, que foram interrompidas pela guerra.

    Outro é Mohammad Ghalibaf, o presidente do Parlamento. Ele é um político de fala dura e retórica inflamada contra EUA e Israel, mas, ao mesmo tempo, é considerado o principal nome do regime para uma negociação após as mortes do líder supremo, Ali Khamenei, e do mandachuva Ali Larijani em ataques aéreos israelenses.

    O novo líder, o filho de Khamenei Mojtaba, não foi visto em público até hoje e há dúvidas se ele está vivo ou só ferido e escondido.

    Resta combinar com os persas, contudo, dado que o vaivém de versões até aqui deixou Araghchi apenas confirmando que recebeu informações de uma proposta de Trump para o fim da guerra e a está avaliando, embora não a considere aceitável.

    O presidente americano, que apostou num fim rápido para o conflito após a decapitação inicial da teocracia, agora busca uma forma de encerrar a guerra em termos que possa anunciar como uma vitória.

    No fim de semana passado, ele fez um ultimato para a reabertura de Hormuz, sob pena de bombardear as instalações energéticas do Irã. Teerã elevou a aposta, e Trump acabou recuando, dando até este sábado (28) para que uma negociação se encaminhe.

    A guerra em si não parou. O comandante militar americano na região, almirante Brad Cooper, disse nesta quarta que foram destruídos “dois terços da capacidade de produção de mísseis do Irã”.

    EUA e Israel continuam seus ataques, assim como o Irã mantém a rotina de lançar mísseis e drones contra Israel e países da região. Nesta quinta, duas pessoas morreram em Abu Dhabi atingidas por destroços de um míssil interceptado.

    Também numa postagem nesta quinta, o presidente americano reclamou novamente da aliança Otan, cujos membros se recusaram a enviar navios de guerra para apoiar uma reabertura à força de Hormuz. “Não fizeram nada para nos ajudar”, disse.

    Exército dos EUA eleva idade máxima de alistamento de 35 para 42 anos

  • Trump recua de novo e adia ultimato para depois da Páscoa

    Trump recua de novo e adia ultimato para depois da Páscoa

    Nova moratória de ataques a sistema energético vem depois de Irã recusar proposta dos americanos; antes, o presidente havia feito ameaças; medida dá tempo para chegada de soldados para ação terrestre

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em mais um capítulo da nebulosa negociação entre Estados Unidos e Irã acerca de uma trégua na guerra que assola o Oriente Médio, Donald Trump disse que vai estender sua moratória a ataques contra o sistema energético da teocracia até a segunda-feira após a Páscoa, 6 de abril.

    A medida foi anunciada, como é usual, na rede do presidente, a Truth Social. Segundo ele, “ao contrário do que diz a mídia das fake news”, as conversas com o Irã “vão muito bem”.

    Recapitulando, o americano havia ameaçado atacar o sistema de energia do país persa, uma promessa para o caso de o Irã não reabrir o estreito de Hormuz feita em ultimato no sábado (21), que foi suspensa na segunda (23) até o sábado (28).

    Trump havia apresentado, por meio do Paquistão, um plano de 15 pontos que incluía itens já acomodados pelo Irã em negociações anteriores, como a renúncia à bomba atômica, mas também diversos temas inaceitáveis para o regime, como o total desmantelamento de suas capacidades nucleares e de seu programa de mísseis ofensivos.

    Nesta quinta, o Irã deixou claro rejeitar a proposta.

    Segundo a agência de notícias Reuters, Teerã considerou a proposta “unilateral e injusta”, mas deixou a porta aberta para negociações. Por sua vez, a iraniana Tasnim informou que a teocracia já enviou, por meio de turcos e paquistaneses, sua visão maximalista para o fim do conflito.

    Ela pede o fim da guerra, garantias concretas para evitar novos ataques e compensações pelos danos sofridos. Além disso, o Irã diz que vai manter o controle sobre Hormuz. A Tasnim não disse o que o Irã falou sobre seu programa nuclear, mas a posição do regime é conhecida até agora: se recusa a abrir mão da capacidade de enriquecimento de urânio.

    Antes do novo adiamento do ultimato, Trump havia criticado o Irã na mesma rede social. Ele escreveu que “os negociadores iranianos são muito diferentes e estranhos”.

    “Eles estão nos implorando para fazer um acordo, mas publicamente dizem que estão só ‘olhando para nossa proposta’. ERRADO!!! É melhor eles levarem a sério agora, antes que seja tardiamente, porque quando aquilo acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA, e não será bonito”, escreveu com as usuais maiúsculas na rede Truth Social.

    Mais tarde, numa reunião na Casa Branca, ele disse a repórteres que não descarta “ficar com o petróleo do Irã”. “Vamos ver se eles querem [um acordo]. Se não, nós somos o pior pesadelo deles. No meio-tempo, nós vamos simplesmente explodi-los”. Depois, fez a surpreendente postagem.

    O americano pode estar ganhando tempo, apenas, como já disseram temer os iranianos. Além dos eventuais ataques ao sistema energético, os EUA se preparam para a hipótese de ações terrestres, ou ameaçam isso. Com o cenário, o petróleo subiu para US$ 105 o barril Brent.

    Nesta sexta (27) deverá chegar à região o primeiro grupo de 2.500 fuzileiros navais em uma flotilha, enquanto outro deverá chegar até o fim da próxima semana, a tempo do novo ultimato. Há relatos de que até 2.000 paraquedistas de elite do Exército também podem ser mobilizados.

    A especulação é de um ataque à ilha de Kharg, centro de exportação de 90% do petróleo do Irã, embora seja uma ação arriscada. Outra hipótese é tentar tomar trechos da costa de Hormuz, igualmente perigoso e insustentável no médio prazo.

    Trump recua de novo e adia ultimato para depois da Páscoa