Categoria: MUNDO

  • Goma “diferente” deixa comissários da British Airways atordoados

    Goma “diferente” deixa comissários da British Airways atordoados

    Três funcionários da British Airways consumiram gomas que tinham maconha, sem saberem que a substância estava nos doces – oferecidos por um passageiro. O consumo aconteceu apenas quando já estavam em Los Angeles, nos EUA, após um voo vindo de Londres, no Reino Unido.

    Três comissários de bordo da British Airways precisaram de atendimento médico após consumirem, sem saber, balas de goma com maconha oferecidas por um passageiro. A data do episódio não foi divulgada, mas o caso veio a público nesta semana na imprensa britânica.

    De acordo com os relatos, os doces foram ingeridos depois do desembarque em Los Angeles, nos Estados Unidos. O voo havia partido do aeroporto de Heathrow, em Londres. Segundo jornais do Reino Unido, é comum que passageiros ofereçam guloseimas à tripulação, principalmente em viagens de longa duração.

    As balas teriam sido consumidas dentro do ônibus que transportava os funcionários até o hotel. Pouco tempo depois, os três começaram a apresentar sintomas incomuns. Já na chegada ao hotel, estariam desorientados e em estado de pânico, sem entender o que estava acontecendo.

    Uma fonte ouvida pela imprensa britânica afirmou que foi uma sorte o consumo não ter ocorrido durante o voo. Os comissários foram encaminhados a um hospital para avaliação, e a companhia acionou outra equipe para assumir o trajeto de volta a Londres.

    Dias depois, os três retornaram ao Reino Unido como passageiros. A British Airways abriu uma investigação interna para identificar o responsável por oferecer os doces. O passageiro poderá enfrentar consequências legais, já que a situação colocou em risco a segurança operacional.

    Em declaração à imprensa, a mesma fonte destacou que, apesar de algumas pessoas considerarem o episódio curioso, a empresa trata o caso com extrema seriedade. Segundo ela, se a tripulação tivesse sido afetada durante o voo, as consequências poderiam ter sido graves.
     
     

     

    Goma “diferente” deixa comissários da British Airways atordoados

  • Receita dos EUA vaza dados fiscais de milhares de pessoas para setor de imigração, diz jornal

    Receita dos EUA vaza dados fiscais de milhares de pessoas para setor de imigração, diz jornal

    Reportagem do Washington Post afirma que agência tributária repassou dados protegidos a autoridades de imigração, possivelmente além dos limites legais; caso pode resultar em indenizações a contribuintes afetados e em sanções a servidores envolvidos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) divulgou de forma indevida informações fiscais confidenciais de milhares de pessoas com autoridades federais de imigração, de acordo com reportagem do jornal Washington Post publicada nesta quarta-feira (11).

    A publicação, que ouviu três pessoas a par do caso, aponta que o episódio aparentemente ultrapassa limites legais estabelecidos para proteger os dados dos contribuintes.

    Ainda segundo a reportagem, a agência responsável pela arrecadação de impostos identificou o compartilhamento das informações recentemente e trabalha com outros órgãos federais para definir uma resposta. Procurada pelo Washington Post, o IRS e porta-vozes do governo não se manifestaram.

    Em abril, o Departamento do Tesouro, o IRS e o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) firmaram um acordo que permitia o compartilhamento de dados de contribuintes com autoridades para ajudar na localização de migrantes. A iniciativa motivou a renúncia de funcionários da agência tributária.

    O entendimento representou uma ruptura com uma política histórica do IRS, que incentivava imigrantes a pagar impostos ao garantir que suas informações pessoais seriam protegidas.

    Na semana passada, um juiz federal anulou o acordo. Antes da decisão, porém, o DHS havia solicitado os endereços de 1,2 milhão de pessoas ao IRS, que respondeu com dados de cerca de 47 mil indivíduos, segundo registros judiciais citados pelo Washington Post.

    Ainda de acordo com as autoridades ouvidas pelo jornal, ao compartilhar os endereços com o DHS, a agência tributária acabou divulgando informações privadas de milhares de contribuintes que não deveriam ter sido incluídas. Ainda não há detalhes sobre quais dados foram expostos nem sobre possíveis medidas para reparar o erro.

    Em comunicado mencionado pelo jornal, um porta-voz do DHS afirmou que a troca de informações entre agências é fundamental para identificar quem está no país, incluindo criminosos violentos; avaliar possíveis ameaças à segurança pública e ao terrorismo; removê-los dos registros eleitorais e verificar quais benefícios públicos estariam sendo utilizados por estrangeiros às custas dos contribuintes.

    Não há, contudo, evidências de que imigrantes em situação irregular tentem participar das eleições nos EUA, e não há ligação comprovada entre essa população e níveis mais altos de criminalidade.

    Os indivíduos afetados podem ter direito a indenização financeira por cada divulgação ilegal de seus dados. Funcionários do governo também podem enfrentar penalidades civis e criminais severas caso tenham compartilhado informações fiscais confidenciais, de acordo com o Washington Post.

    Receita dos EUA vaza dados fiscais de milhares de pessoas para setor de imigração, diz jornal

  • Jovem é morta pelo pai após discussão sobre Trump

    Jovem é morta pelo pai após discussão sobre Trump

    Inquérito no Reino Unido revela que jovem de 23 anos teve discussão política com o pai horas antes de ser baleada no Texas; caso foi tratado como homicídio culposo nos EUA e não houve denúncia criminal

    A morte da britânica Lucy Harrison, de 23 anos, voltou ao centro das atenções após a abertura de um inquérito no Reino Unido que revelou detalhes das horas que antecederam o disparo fatal. Segundo informações divulgadas pela BBC, a jovem teria discutido com o pai sobre o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pouco antes de ser baleada.

    Lucy morreu em 10 de janeiro de 2025, na cidade de Prosper, no Texas, onde visitava o pai, Kris Harrison. Na época, a polícia americana investigou o caso como possível homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Um grande júri decidiu não apresentar denúncia criminal contra ele.

    Agora, o caso passou a ser analisado pela Justiça britânica, em Cheshire, região onde Lucy nasceu. Durante audiência, o namorado da jovem, Sam Littler, afirmou que o clima na casa ficou tenso após uma discussão política envolvendo Trump, que se preparava para assumir um novo mandato.

    De acordo com Littler, Lucy questionou o pai sobre acusações de abuso sexual atribuídas ao presidente americano e perguntou como ele reagiria se uma de suas filhas estivesse naquela situação. O comentário teria provocado forte abalo emocional na jovem, que deixou o ambiente contrariada.

    Ainda segundo o depoimento, pouco antes de o casal sair para o aeroporto, Kris Harrison levou Lucy até o quarto. Segundos depois, um disparo foi ouvido. Littler relatou ter encontrado a namorada caída no chão, enquanto o pai gritava por ajuda.

    Em declaração enviada ao tribunal e citada pela BBC, Kris Harrison afirmou que mostrava à filha uma pistola Glock 9 mm que guardava no quarto quando a arma disparou. Ele disse não se lembrar se estava com o dedo no gatilho no momento do tiro.

    O pai admitiu que havia consumido cerca de 500 ml de vinho no dia do episódio e reconheceu histórico de problemas com álcool. Uma policial que atendeu a ocorrência relatou ter sentido odor de bebida alcoólica quando chegou ao local. Imagens de segurança mostraram que Harrison havia comprado vinho horas antes do disparo.

    Durante a audiência, advogados do pai tentaram afastar a legista responsável pelo inquérito, alegando possível parcialidade. O pedido foi rejeitado. A defesa da mãe de Lucy sustentou que Kris era a única pessoa presente no quarto quando o tiro foi disparado.

    Em nota, também mencionada pela BBC, Kris Harrison afirmou que aceita as consequências do que aconteceu e declarou que carrega diariamente o peso da perda da filha.

    Lucy trabalhava no setor de moda e foi descrita pela mãe como uma jovem determinada, envolvida com causas que considerava importantes e apaixonada por debates. A audiência foi suspensa e deve ser retomada nos próximos dias, quando a legista apresentará suas conclusões.
     
     

     

    Jovem é morta pelo pai após discussão sobre Trump

  • Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 9 mortos e 25 feridos

    Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 9 mortos e 25 feridos

    Massacre atingiu colégio e residência em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica. Outras 25 pessoas ficaram feridas, e a autora dos disparos também morreu. Autoridades investigam a motivação e a ligação entre os dois locais atingidos

    Nove pessoas morreram e outras 25 ficaram feridas após um ataque armado que atingiu uma escola e uma residência em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, no Canadá, na tarde desta terça-feira 10. A autora dos disparos também morreu, segundo confirmaram as autoridades.

    A ação começou por volta das 13h20 no horário local, 19h20 em Brasília, na Tumbler Ridge Secondary School, instituição que atende cerca de 160 alunos em uma cidade de pouco mais de 2 mil habitantes. Parte das vítimas foi localizada dentro do prédio escolar.

    Outras mortes ocorreram em uma casa apontada pela polícia como relacionada ao caso. Uma das pessoas baleadas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o transporte para o hospital. Os demais feridos foram encaminhados a unidades de saúde da região. Até o momento, não foram divulgadas as identidades nem as idades das vítimas.

    A polícia informou que a suspeita correspondia às características descritas em um alerta emitido horas antes. Veículos de imprensa locais relataram que a autora seria uma mulher com cabelos castanhos. As autoridades não esclareceram se ela era estudante da escola nem confirmaram quantas vítimas eram menores de idade.

    Em entrevista coletiva, um porta-voz afirmou que a investigação busca esclarecer a motivação e a conexão entre os dois locais atingidos. “Estamos reunindo informações para compreender toda a dinâmica dos fatos”, disse.

    Dentro da escola, alunos relataram momentos de pânico. O estudante Darian Quist contou à rádio CBC que havia acabado de entrar na sala de aula quando o sistema de som orientou professores e alunos a trancarem as portas. Segundo ele, carteiras e mesas foram usadas para bloquear as entradas enquanto aguardavam a chegada da polícia.

    O jovem permaneceu abrigado por mais de duas horas até ser escoltado para fora do prédio. Após deixar a escola, reencontrou a mãe em um centro comunitário próximo, que serviu como ponto de apoio às famílias.

    A mãe do estudante afirmou que acompanhou o filho por telefone durante toda a ocorrência e presenciou intensa movimentação de viaturas, bombeiros e ambulâncias nas imediações. “Era possível ver policiais posicionados com armas em punho”, relatou.

    O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, classificou o episódio como devastador e expressou solidariedade às famílias atingidas. Ele suspendeu compromissos internacionais após o ataque.

    Autoridades provinciais e líderes partidários também se manifestaram, prometendo apoio à comunidade e acompanhamento rigoroso das investigações. Até a última atualização, a polícia não havia divulgado detalhes adicionais sobre as circunstâncias do crime.

    Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 9 mortos e 25 feridos

  • Avião com 55 pessoas faz pouso de emergência e vai parar no mar; veja

    Avião com 55 pessoas faz pouso de emergência e vai parar no mar; veja

    Após falha técnica, aeronave tentou retornar ao aeroporto de Mogadíscio, mas ultrapassou a pista e acabou em águas rasas. Todos os passageiros e tripulantes sobreviveram. Companhia destacou a atuação do piloto.

    Um avião de passageiros da companhia somali Starsky Aviation fez um pouso de emergência na manhã desta terça-feira (10), nas proximidades do Aeroporto Internacional Aden Adde, em Mogadíscio, após apresentar uma falha técnica logo depois da decolagem. As 55 pessoas a bordo sobreviveram.

    Segundo a Autoridade de Aviação Civil da Somália (CAA), a aeronave, um Fokker 50, comunicou o problema à torre de controle cerca de 15 minutos após deixar o aeroporto e solicitou retorno imediato. Durante a tentativa de aterrissagem, o avião não conseguiu parar na pista, ultrapassou o asfalto e acabou em uma área de águas rasas próxima à costa.

    O diretor da CAA, Ahmed Macalin Hassan, afirmou que ainda não está claro qual foi a falha técnica que provocou o incidente. Uma investigação foi aberta para apurar as causas.

    A Starsky Aviation elogiou a atuação do piloto. Em declaração à BBC, o porta-voz da empresa destacou que a “rapidez de raciocínio” foi “crucial” para garantir a segurança dos 50 passageiros e cinco tripulantes. “Elogiamos a forma como ele lidou com a situação”, afirmou.

    Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o avião parado na praia, cercado por água, enquanto passageiros deixam a aeronave e se afastam da área.

    A missão da União Africana na Somália informou, em publicação no Facebook, que tropas da ONU e da própria União Africana foram mobilizadas rapidamente para apoiar o resgate. O ministro dos Transportes do país também esteve no local.

    Avião com 55 pessoas faz pouso de emergência e vai parar no mar; veja

  • Raro “tornado de neve” é flagrado em vídeo nos EUA; veja as imagens

    Raro “tornado de neve” é flagrado em vídeo nos EUA; veja as imagens

    Fenômeno incomum foi registrado por uma moradora na região de Divide, no Colorado, e confirmado pelo serviço meteorológico norte-americano; redemoinho levantou neve a vários metros de altura e surpreendeu especialistas

    Um fenômeno raro chamou a atenção de moradores de Divide, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. Uma moradora registrou em vídeo o momento em que um chamado “tornado de neve”, também conhecido como “diabo de neve”, se formou e levantou grandes quantidades de neve no ar.

    As imagens foram gravadas por Mandy Campbell, que compartilhou o registro nas redes sociais. No vídeo, é possível ver o redemoinho girando rapidamente e projetando a neve para cima. “Fiquei tão fascinada que só comecei a gravar no final”, escreveu ela na publicação.

    O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos confirmou que o fenômeno foi observado na terça-feira. Segundo a meteorologista-chefe da emissora KKTV 11, Sydney Jackson, trata-se de um evento incomum. “Não vemos isso com frequência”, afirmou. “É como um redemoinho de poeira, mas formado por neve.”

    De acordo com a especialista, o redemoinho era “alto e bastante rápido”, como mostram as imagens.

    Fenômeno semelhante ao “diabo de poeira”

    O chamado “diabo de neve” é semelhante ao “diabo de poeira”, fenômeno caracterizado por uma coluna de ar giratória que se forma próxima ao solo. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o diabo de poeira é um redemoinho de vento que pode atingir de poucos metros a algumas centenas de metros de altura.

    Embora tenha características visuais parecidas com as de um tornado, o fenômeno é diferente. Ele se forma devido a grandes diferenças de temperatura entre o ar próximo ao solo e as camadas superiores, geralmente em dias de céu claro e sem a presença de nuvens associadas a tempestades.

    No caso registrado no Colorado, a combinação de condições atmosféricas específicas permitiu a formação do redemoinho de neve, um evento considerado raro e que despertou curiosidade nas redes sociais.
     
     

     

    Raro “tornado de neve” é flagrado em vídeo nos EUA; veja as imagens

  • Trump anuncia revogação de lei climática criada por Obama

    Trump anuncia revogação de lei climática criada por Obama

    Presidente dos Estados Unidos deve formalizar na quinta-feira a derrubada de norma que reconhece gases de efeito estufa como ameaça à saúde pública. Medida pode afetar regras de emissão de veículos e usinas e deve enfrentar questionamentos na Justiça

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve revogar na próxima quinta-feira, dia 12, uma norma criada durante o governo de Barack Obama que serviu de base para o combate às emissões de gases de efeito estufa no país. O anúncio foi feito pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

    Segundo ela, Trump irá formalizar a revogação da chamada Endangerment Finding, adotada em 2009, que reconheceu oficialmente que determinados gases de efeito estufa representam risco à saúde pública.

    A medida é alvo de críticas de cientistas e ambientalistas, que avaliam a decisão como um duro golpe na política climática dos Estados Unidos, historicamente o maior emissor acumulado de gases de efeito estufa. A expectativa é de que a revogação seja contestada judicialmente e possa chegar à Suprema Corte.

    “Nos veremos nos tribunais”, afirmou recentemente Manish Bapna, presidente da organização ambiental NRDC.

    A norma criada no governo Obama determinou que seis gases de efeito estufa são prejudiciais à saúde pública e, por isso, devem ser regulados pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a EPA. A partir desse entendimento, foram implementadas diversas regras federais para limitar emissões, especialmente no setor de transportes, como automóveis e caminhões movidos a combustíveis fósseis.

    Com a revogação, as regras que impõem limites às emissões de veículos podem ser imediatamente suspensas. Outros regulamentos ambientais, incluindo os voltados para usinas de energia, também podem ser afetados.

    O diretor da EPA, Lee Zeldin, afirmou ao The Wall Street Journal que a iniciativa representa “o maior ato de desregulamentação da história dos Estados Unidos”.

    A atual administração, que defende a ampliação da produção de petróleo e carvão, vinha há meses buscando reverter a decisão de 2009. O governo argumenta que os gases de efeito estufa não devem ser tratados como poluentes tradicionais, já que seus impactos na saúde seriam indiretos e globais, e sustenta que a revogação pode contribuir para a redução do preço dos automóveis.
     
     
     

    Trump anuncia revogação de lei climática criada por Obama

  • Netanyahu chega a Washington e discute Irã com enviados dos EUA

    Netanyahu chega a Washington e discute Irã com enviados dos EUA

    Premiê israelense discute com representantes dos EUA os rumos das negociações nucleares com o Irã, enquanto Washington amplia pressão militar na região e sinaliza possível reforço de sua presença no Golfo Pérsico caso não haja avanço nas tratativas diplomáticas

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desembarcou nesta terça-feira em Washington para mais uma visita oficial aos Estados Unidos e iniciou a agenda com uma reunião com enviados especiais americanos para o Oriente Médio.

    Segundo o gabinete do premiê, Netanyahu se encontrou com Steve Witkoff e Jared Kushner para tratar de temas regionais considerados estratégicos. Entre os assuntos discutidos esteve a primeira rodada de negociações entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, realizada na última sexta-feira.

    Antes de viajar, Netanyahu afirmou que levaria ao presidente Donald Trump a posição de Israel sobre as bases das negociações. De acordo com ele, os princípios defendidos por seu governo são fundamentais “não apenas para Israel, mas para todos aqueles que desejam paz e segurança no Oriente Médio”.

    O governo israelense defende que o Irã aceite não só limitar o enriquecimento de urânio, mas também reduzir seu programa de mísseis balísticos e encerrar o apoio a grupos armados na região, como o Hezbollah.

    Teerã rejeita essas exigências e afirma estar disposto apenas a discutir restrições ao programa nuclear em troca de alívio nas sanções econômicas.

    Em entrevista à Fox News nesta terça-feira, Trump declarou que é do interesse do Irã fechar um acordo nuclear e classificou como “tolo” o caminho contrário. O presidente americano destacou ainda a presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico como forma de pressão sobre o governo iraniano, mencionando o envio de uma “enorme frota” para a região.

    O porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque chegaram ao Golfo em 26 de janeiro, segundo o Comando Central dos Estados Unidos. A movimentação foi descrita pela Casa Branca como medida de “vigilância e dissuasão” diante de possíveis ações do Irã. O governo americano também avalia enviar um segundo porta-aviões caso as negociações não avancem.
     
     

    Netanyahu chega a Washington e discute Irã com enviados dos EUA

  • As coisas mais surpreendentes feitas por ditadores

    As coisas mais surpreendentes feitas por ditadores

    Esses tiranos se aproveitaram do poder para fazer tudo o que queriam!

    Os ditadores são conhecidos por oprimirem países inteiros com seus regimes implacáveis. Esses tiranos não só impunham leis e regras autoritárias de acordo com suas crenças, preferências pessoais e preconceitos, como se aproveitaram do poder para fazer tudo o que queriam. Duvida? 

    As coisas mais surpreendentes feitas por ditadores

  • Trump ameaça Irã com envio de mais um porta-aviões

    Trump ameaça Irã com envio de mais um porta-aviões

    Em entrevista ao Canal 12 israelense e ao site americano Axios, o republicano afirmou também que está pronto para agir militarmente caso as discussões sobre o programa nuclear de Teerã não deem resultado. “Ou chegamos a um acordo, ou teremos de fazer algo muito duro.”

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (10) que considera enviar um segundo grupo de porta-aviões para a região do Oriente Médio, uma forma de elevar a pressão sobre o Irã enquanto os rivais se preparam para retomar negociações.

    Em entrevista ao Canal 12 israelense e ao site americano Axios, o republicano afirmou também que está pronto para agir militarmente caso as discussões sobre o programa nuclear de Teerã não deem resultado. “Ou chegamos a um acordo, ou teremos de fazer algo muito duro.”

    Os EUA já haviam enviado um grupo de ataque de porta-aviões, centrado no USS Abraham Lincoln, para o mar da Arábia. O navio está em treino constante lá há quase duas semanas, um de seus caças F-35 já abateu um drone iraniano que se aproximava.

    Quando enviou o Lincoln, em janeiro, a Marinha também mobilizou o USS George H. W. Bush, que estava na costa leste americana e passou a manobrar no Atlântico, ficando em posição para eventualmente ir ao teatro de operações por meio do Mediterrâneo oriental -fechando assim os flancos sul e oeste do Irã.

    Ao longo das semanas, uma terceira opção se colocou com o deslocamento do USS George Washington, que está no Pacífico. Tanto esse navio quanto o George H. W. Bush estão a cerca de uma semana de posição de ataque contra o Irã.

    Trump vem montando um grande cerco militar contra Teerã desde o começo do ano, quando disse que iria ajudar manifestantes que foram duramente reprimidos após os maiores atos contra o regime islâmico instaurado em 1979 no país.

    Ele desconversou, insistiu no tema espinhoso da tomada da Groenlândia, mas logo depois deu um ultimato aos aiatolás. Parou de falar em apoiar protestos e voltou ao assunto que mais opõe os rivais, a possibilidade de o Irã se tornar a décima potência nuclear do mundo.

    Em 2015, Washington, Teerã e outros atores fecharam um acordo no qual os iranianos prometiam só enriquecer urânio para fins pacíficos e de forma verificável, ganhando em troca o alívio de sanções econômicas.

    Trump deixou o arranjo em 2018, alegando não sem razão que havia opacidade do lado do Irã. Mas não houve negociações, e sim escalada de tensões, com Teerã acumulando 400 kg de urânio enriquecido a 60%, menos do que é preciso para fazer bombas 100% eficazes, mas suficiente para gerar estragos grandes e espalhar radiação.

    Em 2025, na esteira dos 12 dias de guerra aérea entre Israel e o Irã, Trump promoveu um bombardeio de instalações nucleares do país persa, levando a um cessar-fogo. Agora, busca uma negociação que começou de forma indireta na semana passada em Omã.

    “Depois das conversas, nós sentimos que havia um entendimento e um consenso de continuar o processo diplomático”, disse nesta terça o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei. Não há data para a próxima reunião.

    Trump quer o fim completo do programa nuclear, o que o líder supremo iraniano Ali Khamenei rejeita. O chefe do programa nuclear do aiatolá já levantou a hipótese de diluir o urânio existente, reduzindo seu potencial para uso militar. A Rússia sugere manda todo o estoque para seu território.

    Enquanto nada disso ocorre, fica o jogo de tensões administradas a partir de declarações aqui e ali. O preço do petróleo, commodity de excelência do Oriente Médio e cuja rota de escoamento poderia ser afetada numa guerra, subiu da casa US$ 60 o barril Brent para quase US$ 70 nos últimos dias.

    Nesta quarta (11), Trump receberá o aliado Binyamin Netanyahu, premiê israelense que havia pedido tempo para se preparar para um ataque no começo do ano -por motivos diversos, no caso o petróleo, sauditas e qataris haviam apelado pelas negociações.

    Agora o cenário é outro. O israelense busca garantir que não só o programa nuclear seja discutido e eventualmente atacado por Trump, mas também as capacidade de Teerã de fabrica e lançar mísseis balísticos.

    Segundo a imprensa do Estado judeu, Netanyahu poderá entrar num eventual conflito mesmo sem os EUA caso não haja avanço nesse sentido. Os negociadores do Irã já afirmaram que só aceitam debater o programa nuclear, não suas forças convencionais.

    Trump ameaça Irã com envio de mais um porta-aviões