Declaração eleva tensão global e acende alerta sobre possível escalada no conflito. Medida envolveria domínio de recursos estratégicos iranianos e pode impactar diretamente o mercado mundial de energia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que considera a possibilidade de assumir o controle do petróleo do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à crise global de energia.
A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, quando Trump foi questionado sobre possíveis medidas contra Teerã. “Não gosto de falar sobre isso, mas é uma opção”, disse, ao mencionar a hipótese de controlar o fornecimento de petróleo iraniano.
A fala ocorre em um momento de forte tensão internacional, após os ataques iniciados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o conflito tem afetado diretamente o mercado global de energia, com redução significativa na oferta e aumento dos preços do petróleo.
Nos bastidores, a discussão sobre o controle de ativos estratégicos do Irã já vinha sendo ventilada. Analistas apontam que Washington avalia cenários que incluem o domínio de pontos-chave da produção e exportação de petróleo iraniano, como forma de pressionar o regime e garantir estabilidade no abastecimento global.
Entre os alvos estratégicos está a Ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações de petróleo do país. O governo americano já chegou a ameaçar ações militares na região caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Trump também comparou a situação do Irã à da Venezuela, citando medidas adotadas por seu governo para influenciar o setor energético do país sul-americano. Segundo ele, o modelo poderia servir de referência para lidar com Teerã.
“Trabalhamos muito bem com a Venezuela. Os Estados Unidos ganharam muito dinheiro com isso”, afirmou, sugerindo que acordos envolvendo petróleo podem ser parte da estratégia americana.
Apesar da retórica, o presidente minimizou os impactos de um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz para os Estados Unidos. “Temos muito petróleo. Nosso país não é afetado por isso”, disse.
Especialistas, no entanto, alertam que qualquer tentativa de controle direto sobre recursos energéticos iranianos representaria uma escalada significativa do conflito e poderia ampliar ainda mais a instabilidade global.

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