Ao discar o número da Casa Branca, celulares com sistema Android da marca Google Pixel mostravam a identificação do telefone como “Ilha de Epstein”.
SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O jornal The Washington Post afirmou que o telefone oficial da Casa Branca foi identificado como ‘Ilha de Epstein’ em ligações feitas por repórteres à residência do presidente Donald Trump nesta semana.
Segundo a publicação, a seção de estilo ligou para a sede do Executivo federal dos Estados Unidos nesta quarta-feira (25) para descobrir qual a marca do vestido usado por Melania Trump. Ela havia sido anfitriã de um evento com 11 primeiras-damas para a apresentação de um robô humanoide.
Mas, ao discar o número da Casa Branca, celulares com sistema Android da marca Google Pixel mostravam a identificação do telefone como “Ilha de Epstein”. A referência é, claro, ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, cuja amizade com o presidente americano colocou Trump sob escrutínio público.
Em iPhones, no entanto, nenhuma identificação era exibida. Após ser procurada pelo jornal, o Google afirmou que o problema foi causado por uma edição falsa no Google Maps, que acabou sendo temporariamente incorporada ao sistema de identificação de chamadas de alguns dispositivos Android.
De acordo com a empresa, a alteração foi revertida e o usuário responsável foi impedido de fazer novas edições por violar as políticas da plataforma. Posteriormente, as ligações voltaram a exibir apenas o número, sem nome associado.
Um funcionário da Casa Branca, ouvido sob condição de anonimato pelo Washington Post, afirmou que a identificação exibida nos aparelhos é externa e não tem relação com os sistemas internos da instituição.
Trump e Epstein se conheceram ainda nos anos 1990. Em entrevistas anteriores, Trump chegou a descrever Epstein como alguém “divertido” e afirmou que ele gostava de mulheres jovens -comentário que, à época, não teve maior repercussão pública, mas foi posteriormente revisitado após as acusações contra o financista virem à tona.
A relação entre os dois, segundo Trump, terminou em meados dos anos 2000. O então empresário afirmou que rompeu com Epstein antes de as investigações criminais contra ele ganharem destaque.
O novo lote de arquivos sobre o financista divulgado pelo governo americano em dezembro de 2025 inclui trechos sobre Trump. O presidente é citado em documentos que incluem uma denúncia de abuso sexual contra uma menor de idade, supostamente ocorrido há mais de 30 anos em Nova Jersey, sem detalhes adicionais nem indicação de investigação posterior.
Trump nega qualquer envolvimento em crimes, afirma não ter conhecimento das irregularidades cometidas por Epstein e diz que as acusações fazem parte de uma conspiração contra ele. O presidente não responde formalmente por acusações ligadas ao escândalo.
Epstein foi preso em 2019 e acusado de comandar um esquema de tráfico sexual envolvendo menores de idade. Ele morreu no mesmo ano em uma prisão federal em New York, em circunstâncias oficialmente classificadas como suicídio.

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