Categoria: MUNDO

  • Irã libera transporte de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz

    Irã libera transporte de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz

    Segundo a agência, o chefe da Organização Portuária deve tomar as providências necessárias para permitir a passagem desses navios. Foi feita uma lista de navios considerados “relevantes” nesse contexto e as empresas associadas a esse tipo de transporte deverão receber uma carta do governo iraniano tratando da autorização de passagem por Ormuz.

    O governo do Irã enviou às autoridades portuárias que controlam o Estreito de Ormuz uma solicitação de permissão de passagem de navios que transportem bens humanitários. A informação é da agência de notícias estatal iraniana Tasnin.

    Segundo a agência, o chefe da Organização Portuária deve tomar as providências necessárias para permitir a passagem desses navios. Foi feita uma lista de navios considerados “relevantes” nesse contexto e as empresas associadas a esse tipo de transporte deverão receber uma carta do governo iraniano tratando da autorização de passagem por Ormuz.

    O Estreito de Ormuz virou foco de atenção após o início da guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Controlado pelos iranianos, Ormuz é rota de transporte de 20% do petróleo bruto produzido no mundo. Com o início dos bombardeios, o Irã chegou a fechar a passagem e

    ameaçou bombardear os navios que tentassem atravessar. O preço do petróleo disparou no mercado internacional.

    Posteriormente, o Irã abriu a passagem a navios com bandeiras de nações consideradas não hostis. Ou seja, países que não participem nem apoiem os ataques de Israel e dos Estados Unidos teriam a passagem liberada. Desde a última quinta-feira (2), embarcações oriundas da França, Omã e Japão cruzaram o estreito de Ormuz.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a falar em abrir a passagem à força, para permitir o trânsito de navios petroleiros. O plano seria atacar usinas de energia do Irã até que Ormuz fosse aberta. Dias depois, no entanto, o presidente dos EUA chamou a imprensa para falar sobre o conflito e também falou sobre o assunto, mudando o tom.

    Trump declarou que os EUA não dependem do óleo comercializado por essa via disse que países que dependem devem se responsabilizar pelo acesso do canal marítimo. “Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso”.

    O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e produtos agropecuários. O fechamento da passagem tem impacto direto no comércio global.

    Mapa Estreito de Ormuz
     

    Irã libera transporte de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz

  • Trump promete 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz em até 48h

    Trump promete 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz em até 48h

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o prazo para o Irã chegar a um acordo está perto do fim. A manifestação foi feita por m…
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    Trump promete 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz em até 48h

  • Trump promete 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz em até 48h

    Trump promete 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz em até 48h

    A manifestação foi feita por meio da rede social Truth Social, onde ele voltou a pressionar o país em meio à guerra no Oriente Médio e à situação envolvendo o Estreito de Ormuz.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o prazo para o Irã chegar a um acordo está perto do fim. A manifestação foi feita por meio da rede social Truth Social, onde ele voltou a pressionar o país em meio à guerra no Oriente Médio e à situação envolvendo o Estreito de Ormuz.

    Trump relembrou o ultimato dado anteriormente e reforçou o tom de urgência. “Se lembram de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMIZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!”, escreveu.

    Enquanto isso, o governo iraniano sinalizou que não descarta negociações mediadas por outros países, como o Paquistão, mas impõe específicas. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que a posição do país tem sido distorcida. “Somos profundamente gratos ao Paquistão por seus esforços e nunca nos recusamos a ir a Islamabad. O que nos interessa são as condições claras para um fim definitivo e duradouro à guerra ilegal que nos está sendo imposta”, declarou.

    No campo militar, o Irã afirmou ter atingido uma segunda aeronave dos Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz. O primeiro avião abatido foi um F-15E Strike Eagle, com dois tripulantes, sendo que apenas um piloto foi resgatado até o momento. O outro segue desaparecido, e autoridades iranianas acreditam que ele esteja escondido.

    Durante as buscas, dois helicópteros UH-60 Black Hawk também foram alvo de ataques, mas conseguiram deixar a área. A televisão estatal iraniana interrompeu sua programação para divulgar o ocorrido e chegou a incentivar a população a ajudar na captura do piloto desaparecido, oferecendo uma recompensa de US$ 60 mil por sua entrega às autoridades.

    Segundo o Brigadeiro-General Alireza Elhami, a ação foi resultado de “táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica”. Ele também mencionou “confusão e desorientação para o inimigo”. Já a emissora Al Jazeera informou que as forças iranianas estão prontas para emboscar “jatos e drones inimigos”.

    Trump promete 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz em até 48h

  • Irã oferece US$ 60 mil a quem entregar piloto dos EUA

    Irã oferece US$ 60 mil a quem entregar piloto dos EUA

    Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também teriam sido atingidos por ataques iranianos, mas conseguiram deixar o espaço aéreo. Em meio à situação, a TV estatal iraniana fez um plantão para destacar a ação militar e incentivou a população a colaborar na captura do piloto desaparecido. Foi anunciada uma recompensa de US$ 60 mil para quem o entregar vivo ao Exército iraniano ou às autoridades locais.

    O governo do Irã informou ter atingido uma segunda aeronave dos Estados Unidos que sobrevoava o Estreito de Ormuz, intensificando a tensão na região. O primeiro avião abatido, na sexta-feira (3), foi um F-15E, que levava dois oficiais. Até o momento, apenas um dos pilotos foi resgatado, enquanto o outro segue desaparecido, com a suspeita de que esteja escondido em algum local.

    Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também teriam sido atingidos por ataques iranianos, mas conseguiram deixar o espaço aéreo. Em meio à situação, a TV estatal iraniana fez um plantão para destacar a ação militar e incentivou a população a colaborar na captura do piloto desaparecido. Foi anunciada uma recompensa de US$ 60 mil para quem o entregar vivo ao Exército iraniano ou às autoridades locais.

    Apesar disso, veículos da imprensa internacional indicam que forças americanas já atuam na região em busca do militar desaparecido. O Brigadeiro-General Alireza Elhami, chefe do Comando Conjunto de Defesa Aérea do Irã, afirmou que o episódio é resultado de estratégias e avanços tecnológicos. Segundo ele, trata-se do “resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica”. No entanto, detalhes sobre essas “inovações” não foram divulgados.

    Ainda segundo o general, a operação causou “confusão e desorientação para o inimigo”. Reportagem da Al Jazeera aponta que as forças iranianas estão preparadas para emboscar “jatos e drones inimigos”.

    O Irã também afirmou ter abatido um avião A-10 Thunderbolt II, o segundo caso envolvendo aeronaves americanas no mesmo dia. O piloto dessa aeronave foi resgatado. Fontes ouvidas pelo The New York Times confirmaram a queda, sem detalhar as circunstâncias.

    O presidente Donald Trump declarou à CBS que os incidentes não afetam as negociações com o Irã. Já o secretário de guerra, Pete Hegseth, havia dito recentemente que a defesa aérea iraniana estava fragilizada.

    Irã oferece US$ 60 mil a quem entregar piloto dos EUA

  • Caças abatidos? Trump tinha garantido que força aérea estava "em ruínas"

    Caças abatidos? Trump tinha garantido que força aérea estava "em ruínas"

    O Irã anunciou, na sexta-feira, que abateu dois aviões de combate norte-americanos, sendo que o piloto de um deles continua desaparecido. Cerca de um dia antes, o presidente dos EUA tinha garantido que a força aérea iraniana estava “em ruínas”.

    Pouco mais de um dia antes de o Irã derrubar dois caças norte-americanos, Donald Trump havia se gabado do poder militar dos Estados Unidos, afirmando que a força aérea de Teerã estava “em ruínas”.

    Foi em seu discurso de quarta-feira, em uma declaração à nação sobre a guerra no Oriente Médio — especialmente no Irã —, que o presidente norte-americano demonstrou extrema confiança na ofensiva conduzida pelo país.

    “Nós poderíamos atingi-los [o Irã] e eles desapareceriam, e não há nada que possam fazer sobre isso. Eles não têm qualquer equipamento aéreo. O radar deles está 100% destruído”, afirmou da Casa Branca, citado pela ABC News. “Somos imparáveis como força militar”.

    Nesse mesmo discurso, Donald Trump garantiu que a força aérea do Irã estava “em ruínas” e que “sua capacidade de lançar mísseis e drones estava drasticamente reduzida”.

    “Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão evidentes e devastadoras, em larga escala, em questão de semanas”, acrescentou Trump, informando, no entanto, que a ofensiva contra o Irã seria intensificada nas próximas duas a três semanas.

    Vale lembrar que, ao longo do conflito — que já dura mais de um mês —, Donald Trump tem afirmado repetidamente que os Estados Unidos estão vencendo a guerra e que ela não deve se prolongar por muito tempo. O prazo de duas semanas, inclusive, já havia sido mencionado anteriormente por Trump, mas até agora não foi cumprido. O fim do conflito segue incerto.

    A confiança no poder militar dos Estados Unidos também foi reforçada pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que, há exatamente um mês, em 4 de março, afirmou que “em menos de uma semana” os Estados Unidos e Israel teriam “controle total dos céus iranianos”.

    “Isso significa que vamos voar dia e noite, sem parar, localizando, destruindo e aniquilando os mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas, localizando e eliminando seus líderes e comandantes militares, sobrevoando Teerã, o Irã, sua capital e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica”, declarou.

    O controle norte-americano, ao que parece, não era tão completo quanto os líderes dos Estados Unidos sugeriam. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas derrubaram não um, mas dois caças norte-americanos que sobrevoavam o território iraniano.

    O ataque desencadeou uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel para resgatar os dois pilotos a bordo. Ainda na sexta-feira, um dos militares foi localizado e resgatado, mas o outro permanece desaparecido.

    Enquanto isso, as forças iranianas também estão procurando o piloto abatido, chegando inclusive a oferecer uma recompensa por sua captura.

    “Se capturarem o(s) piloto(s) inimigo(s) com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa”, informou a polícia iraniana, em mensagem transmitida pela televisão estatal.

    A mesma emissora exibiu imagens de aeronaves norte-americanas sobrevoando o Irã em busca do piloto desaparecido, que podem ser vistas na publicação abaixo.

    Caças abatidos? Trump tinha garantido que força aérea estava "em ruínas"

  • 13 soldados dos EUA morreram na operação Epic Fury no Oriente Médio

    13 soldados dos EUA morreram na operação Epic Fury no Oriente Médio

    Os números foram detalhados pelo Sistema de Análise de Baixas da Defesa, que informou que, dos 365 militares feridos em combate, 247 pertencem ao Exército dos Estados Unidos.

    A operação militar ‘Fúria Épica’, contra o Irã, causou até o momento 13 militares norte-americanos mortos e 365 feridos, revelou o Pentágono.

    Os números foram detalhados pelo Sistema de Análise de Baixas da Defesa, que informou que, dos 365 militares feridos em combate, 247 pertencem ao Exército dos Estados Unidos.

    Sessenta e três feridos são da Marinha, 19 do Corpo de Fuzileiros Navais e 36 da Força Aérea.

    Quanto aos 13 mortos, sete eram do Exército e seis da Força Aérea.

    Os números divulgados não incluem eventuais baixas ou feridos que possam ter ocorrido na sexta-feira, quando forças iranianas derrubaram um caça norte-americano.

    Um dos tripulantes do caça F-15 atingido por Teerã foi resgatado com vida, mas as forças norte-americanas continuam tentando encontrar o segundo tripulante, cujo estado de saúde é desconhecido.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou hoje que o ataque iraniano afete as supostas negociações com Teerã.

    Conflito sem previsão de terminar

    O conflito no Oriente Médio parece não ter um fim próximo, com o presidente dos Estados Unidos ameaçando atacar o Irã com “muita força” durante as próximas duas ou três semanas, apesar de continuar a alegando que estão ocorrendo negociações.

    “Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam”, defendeu, num discurso na noite de quarta-feira.

    Enquanto isso, o estreito de Ormuz permanece fechado, com apenas alguns navios (e de alguns países) tendo permissão para fazer a travessia, perpetuando os aumentos de preços nos combustíveis e, por consequência, o próprio custo de vida.

    13 soldados dos EUA morreram na operação Epic Fury no Oriente Médio

  • Depois de Noem e Bondi, Trump pondera afastar diretor do FBI

    Depois de Noem e Bondi, Trump pondera afastar diretor do FBI

    Donald Trump est[a considerando afastar vários altos responsáveis da sua administração, incluindo o diretor do FBI. As mudanças ocorrem após a saída de três funcionários, incluindo a secretária da Segurança Interna e a procuradora-geral dos EUA.

    Em menos de um mês, Donald Trump já afastou três altos responsáveis da sua administração. E, segundo a imprensa norte-americana, outros três também podem estar próximos de deixar seus cargos.

    Tudo começou em 5 de março, quando o presidente dos Estados Unidos anunciou em sua rede social, a Truth Social, que Kristi Noem, então secretária de Segurança Interna, seria substituída por Markwayne Mullin, senador pelo estado de Oklahoma.

    Noem, no entanto, não foi exatamente demitida, apenas afastada do cargo, passando a atuar como “Enviada Especial para o Escudo das Américas”. Seu novo trabalho, iniciado ainda em março, envolve visitar países da América do Sul para tentar combater cartéis de drogas e a imigração ilegal.

    Em seguida, foi a vez da “grande patriota e amiga leal” Pam Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, ser afastada do cargo na quinta-feira, 2 de abril. Assim como no caso de Noem, o anúncio oficial foi feito por Donald Trump na Truth Social, onde afirmou que Bondi realizou um “trabalho excepcional”. Mesmo assim, ela será substituída por Todd Blanche, vice-procurador-geral e ex-advogado de Trump (no caso dos pagamentos secretos à atriz pornô Stormy Daniels).

    Da mesma forma, Bondi também foi apenas afastada do cargo, e não exatamente demitida: “Adoramos a Pam, e ela fará a transição para um novo trabalho muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve”.

    Segundo a imprensa norte-americana, Trump estaria ficando frustrado com Bondi em várias frentes, especialmente pela forma como lidou com os documentos do caso Epstein e pelo fato de não ter investigado um número suficiente de adversários pessoais e políticos do presidente.

    Horas depois, foi a vez do chefe do Estado-Maior do Exército receber a ordem de saída — e, ao que tudo indica, sem um novo cargo já definido para suavizar a transição. A decisão teria partido do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que convidou o general Randy George a se aposentar antecipadamente. O militar ocupava o cargo desde agosto de 2023, ainda durante o governo de Joe Biden.

    Segundo a CBS News, citando uma fonte anônima, Hegseth quer alguém no comando do Estado-Maior do Exército que implemente a visão do governo de Donald Trump para o setor. Até o momento, ainda não foi anunciado o substituto do general Randy George.

    Diretor do FBI também pode estar na mira de Trump

    As mudanças do último mês, no entanto, não devem parar por aí. De acordo com a revista The Atlantic, Trump tem outros três altos responsáveis da sua administração na mira, incluindo o diretor do FBI (Departamento Federal de Investigação).

    O veículo, citando várias fontes da Casa Branca próximas ao assunto (que permanecem anônimas), afirma que há discussões em andamento envolvendo o diretor do FBI, Kash Patel, o secretário do Exército, Daniel Driscoll, e a secretária do Trabalho, Lori Chavez-DeRemer.

    Por enquanto, acrescentam as fontes, Donald Trump ainda não decidiu se irá afastar esses três funcionários de seus cargos, nem quando isso pode acontecer. A única coisa que parece certa, segundo elas, é que o lema não oficial de Trump durante a campanha presidencial, “no scalps” (a recusa em demitir ou afastar funcionários), já não está mais em vigor.

    Inicialmente, Trump estaria relutante em demitir seus secretários mais próximos, acreditando que essas decisões poderiam ser vistas como concessões aos democratas e à imprensa. No entanto, o crescente descontentamento da população norte-americana com suas políticas, refletido em pesquisas frequentes, o levou a começar por Noem — devido à polêmica envolvendo o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).

    A reação positiva ao afastamento de Noem teria sido o que o incentivou a também afastar Bondi. Ainda assim, alguns conselheiros próximos alertaram que as duas demissões consecutivas podem ser interpretadas como uma tentativa de afastar mulheres “atraentes”, enquanto mantém os homens em sua administração.

    Depois de Noem e Bondi, Trump pondera afastar diretor do FBI

  • Papa pede fim da guerra no Oriente Médio antes da Páscoa

    Papa pede fim da guerra no Oriente Médio antes da Páscoa

    Pontífice pede diálogo entre líderes mundiais e reforça apelo por paz no Oriente Médio antes da Páscoa. Especialista aponta que atuação do papa tem foco em reduzir conflitos e promover estabilidade internacional.

    O papa Leão XIV afirmou que espera o fim da guerra no Oriente Médio antes da Páscoa, celebrada no domingo, dia 5. O pontífice, nascido nos Estados Unidos, pediu que líderes mundiais priorizem o diálogo para que “a paz, especialmente na Páscoa, possa reinar em nossos corações”.

    Esta será a primeira Páscoa de Leão XIV à frente da Igreja Católica. Ele assumiu o pontificado em maio do ano passado, após a morte do Papa Francisco, ocorrida em abril.

    Em entrevista à Rádio Eldorado, o sociólogo Francisco Borba Neto, especialista nas relações entre religião, cultura e política, afirmou que a busca pelo fim de conflitos tem sido uma das principais marcas da atuação do pontífice.

    Segundo ele, um sinal dessa postura foi a escolha do Líbano e da Turquia como destinos da primeira viagem internacional de Leão XIV, entre novembro e dezembro de 2025. “Foi uma tentativa de fortalecer forças políticas interessadas na paz”, afirmou.

    Papa pede fim da guerra no Oriente Médio antes da Páscoa

  • Irã ataca Israel, Kuwait e Bahrein após ameaça dos EUA e tensão dispara

    Irã ataca Israel, Kuwait e Bahrein após ameaça dos EUA e tensão dispara

    Ofensiva iraniana incluiu dezenas de mísseis e ocorreu horas após bombardeios americanos no território do país. Israel registrou feridos, enquanto Kuwait ativou defesas aéreas. Escalada aumenta tensão regional e eleva temores de um conflito ainda mais amplo no Oriente Médio

    Israel, Kuwait e Bahrein registraram novos ataques aéreos atribuídos ao Irã, poucas horas depois de Teerã informar que bombardeios dos Estados Unidos deixaram ao menos oito mortos no norte do país.

    As Forças de Defesa de Israel informaram que o território israelense voltou a ser alvo de mísseis iranianos. Segundo o porta-voz do serviço de emergência, um homem de 22 anos ficou gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, e foi levado ao hospital.

    Em comunicado, os militares afirmaram que os sistemas de defesa seguem ativos. “Os sistemas permanecem operacionais para interceptar a ameaça”, disseram, após “identificarem mísseis lançados a partir do Irã”.

    Na quinta-feira, o Irã lançou cerca de 30 mísseis contra Israel, coincidindo com o início das celebrações do Pessach. De acordo com os militares israelenses, três eram de fragmentação, cerca de dez caíram em áreas abertas e os demais foram interceptados.

    A escalada ocorre após declarações do presidente americano Donald Trump, que afirmou que pretende levar o Irã de volta à “Idade da Pedra”. Em resposta, militares iranianos prometeram ações “mais enérgicas e destrutivas”.

    Pouco depois das declarações, a imprensa local relatou “uma nova onda de ataques com mísseis iranianos” contra Israel.

    O Kuwait também informou ter sido alvo de ataques. “As defesas aéreas do Kuwait estão repelindo ataques hostis de mísseis e drones”, declarou o Estado-Maior do Exército, acrescentando que “as explosões ouvidas foram resultado da interceptação” dos disparos.

    Do lado iraniano, a imprensa estatal informou que bombardeios americanos atingiram a província de Alborz, deixando ao menos oito mortos e 95 feridos. Segundo autoridades locais, citadas pela agência Tasnim, as vítimas participavam das celebrações do Dia da Natureza.

    O Crescente Vermelho iraniano informou que mobilizou equipes de resgate. “Desdobramos equipes para as áreas atingidas”, disse a entidade, acrescentando que “os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em regiões próximas ao distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Oriente Médio, foi um dos alvos”.

    As forças israelenses também anunciaram a morte de um comandante de uma unidade de mísseis balísticos na região de Kermanshah, além de outro ligado ao comando petrolífero iraniano.

    O conflito se intensificou desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã, alegando impasse nas negociações sobre o programa nuclear do país, que Teerã afirma ter fins pacíficos.

    Desde então, o Irã tem retaliado com ataques a alvos israelenses e interesses americanos na região, além de bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    A guerra já deixou mais de três mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano, que entrou no conflito após ações do grupo Hezbollah contra Israel.
     
     

     

    Irã ataca Israel, Kuwait e Bahrein após ameaça dos EUA e tensão dispara

  • Países do Golfo pressionam ONU por ação diante do bloqueio no Ormuz

    Países do Golfo pressionam ONU por ação diante do bloqueio no Ormuz

    Proposta apoiada pelos EUA prevê uso de força para garantir navegação, mas enfrenta resistência de potências como China e Rússia. Impasse ocorre em meio à escalada do conflito e ao impacto direto nos preços globais do petróleo

    O Conselho de Cooperação do Golfo pediu à ONU que autorize o uso da força para liberar o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.

    “O Irã fechou o Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns transitem”, afirmou o secretário-geral do GCC, Jassem Al-Budaiwi, nesta quinta-feira, em Nova York.

    “Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger as rotas marítimas e garantir a segurança da navegação internacional”, acrescentou.

    A declaração ocorre enquanto o Conselho de Segurança debate uma resolução sobre a crise na região. A proposta, apresentada pelo Bahrein, prevê a autorização do uso da força para desobstruir o estreito, iniciativa apoiada pelos Estados Unidos, mas que enfrenta resistência de outros membros.

    Após diversas revisões, a versão mais recente do texto busca um consenso para convencer países como França, Rússia e China, que têm poder de veto.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, demonstrou ceticismo em relação a uma intervenção militar. Já o embaixador chinês, Fu Cong, fez críticas diretas à proposta. “No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que levaria inevitavelmente a uma escalada ainda maior”, afirmou.

    A Rússia, aliada de longa data de Teerã, também classificou o texto como tendencioso.

    Durante reunião do Conselho de Segurança, o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, reforçou o objetivo da proposta. “O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança”, disse, expressando esperança de aprovação unânime.

    O Estreito de Ormuz é uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo. O bloqueio ocorreu após a escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã.

    Em resposta, Teerã fechou a passagem marítima e passou a realizar ataques contra alvos israelenses e interesses americanos na região, incluindo bases e infraestruturas em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia e Iraque.

    A crise já impacta diretamente a economia global, com alta nos preços do petróleo e de outras commodities.

    Países do Golfo pressionam ONU por ação diante do bloqueio no Ormuz