Categoria: MUNDO

  • Timelapse mostra milhares de peregrinos muçulmanos reunidos em Meca

    Timelapse mostra milhares de peregrinos muçulmanos reunidos em Meca

    Fiéis de vários países participam do Hajj, principal peregrinação do Islã, em meio ao calor extremo e às tensões no Oriente Médio. Ritual reúne mais de 1,6 milhão de pessoas na Grande Mesquita, na Arábia Saudita

    Mais de 1,6 milhão de muçulmanos de diferentes partes do mundo começaram a chegar a Meca, na Arábia Saudita, para a realização do Hajj, a principal peregrinação do Islã. Entre os fiéis estão peregrinos vindos do Irã e de países do Golfo Pérsico, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às preocupações com o calor extremo na região.

    Imagens divulgadas pela agência Associated Press mostram milhares de pessoas reunidas na Grande Mesquita de Meca, um dos locais mais sagrados da religião islâmica. Vestidos de branco, os peregrinos aparecem realizando o “tawaf”, ritual em que os fiéis caminham sete vezes ao redor da Kaaba, estrutura em formato de cubo considerada o ponto mais sagrado do Islã.

    A Kaaba abriga a chamada “Pedra Negra”, que, segundo a tradição islâmica, teria origem divina e vindo do paraíso

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    Pode ver as imagens abaixo:

    Os rituais

    O Hajj é um dos cinco pilares do Islã e deve ser realizado ao menos uma vez na vida por todo muçulmano que tenha condições físicas e financeiras para a viagem.

    Durante a peregrinação, homens utilizam vestimentas brancas simples e sem costura, simbolizando igualdade e união entre os fiéis, independentemente de nacionalidade ou posição social. As mulheres usam roupas largas que deixam apenas rosto e mãos expostos.

    Após o ritual ao redor da Kaaba, os peregrinos percorrem sete vezes o trajeto entre as colinas de Safa e Marwa, outro dos principais ritos religiosos da peregrinação.

    Em seguida, os fiéis seguem para Mina, cidade localizada a cerca de cinco quilômetros de Meca, antes do momento considerado mais importante do Hajj: a ida ao Monte Arafat.

    A reunião no Monte Arafat está prevista para terça-feira e marca o ponto central da peregrinação. Segundo a tradição islâmica, foi nesse local que o profeta Maomé realizou seu último sermão.

    Neste ano, os rituais acontecem sob temperaturas elevadas, com previsão de calor acima dos 40°C durante boa parte da semana.

    As autoridades sauditas ampliaram as medidas de prevenção após o Hajj de 2024, quando mais de 1.300 peregrinos morreram devido às temperaturas extremas, que chegaram perto dos 52°C. Entre as vítimas estavam 22 iranianos.

    Para esta edição, o governo da Arábia Saudita informou ter mobilizado mais de 50 mil profissionais de saúde e cerca de 3 mil ambulâncias para atender os participantes.

    Além do calor, a peregrinação também ocorre em meio à preocupação com a escalada das tensões no Oriente Médio após ataques envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Apesar do cenário regional, autoridades sauditas afirmam que trabalham para manter a segurança e evitar que o conflito interfira na experiência religiosa dos visitantes.

    O número de peregrinos estrangeiros neste ano supera o registrado em 2025, segundo dados oficiais.
     
     

     

    Timelapse mostra milhares de peregrinos muçulmanos reunidos em Meca

  • Vídeos mostram caos em Kiev após chuva de mísseis e drones russos

    Vídeos mostram caos em Kiev após chuva de mísseis e drones russos

    A polícia ucraniana revelou as imagens das câmaras corporais onde é possível ver os primeiros minutos depois de Kiev ser atingida por intensos bombardeamentos russos, no domingo. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia utilizou mais de 600 drones e mísseis de vários tipos.

    A polícia da Ucrânia divulgou vídeos gravados por câmeras corporais de agentes que mostram os primeiros momentos após os bombardeios russos que atingiram Kiev na madrugada de domingo. Segundo a Força Aérea ucraniana, a ofensiva envolveu mais de 600 drones e mísseis de diferentes tipos.

    As imagens foram publicadas nas redes sociais por Oleksiy Biloshytskyi, vice-chefe do Departamento de Polícia de Patrulha da Ucrânia. Na publicação, ele afirmou que os policiais estiveram entre os primeiros a chegar aos locais atingidos na capital e ajudaram vítimas ao lado de equipes de resgate, bombeiros e paramédicos.

    Os vídeos mostram cenários de destruição, com fumaça, escombros espalhados pelas ruas e incêndios em áreas residenciais. Também é possível ver moradores feridos recebendo atendimento e pessoas sendo retiradas de apartamentos danificados. Em um dos resgates, vítimas são retiradas pela janela com a ajuda de tábuas de madeira improvisadas.

    Segundo autoridades ucranianas, esta foi a terceira vez que a Rússia utilizou um míssil com capacidade para transportar ogivas nucleares ou convencionais durante a guerra.

    O ataque aconteceu durante a madrugada de domingo e teve Kiev como principal alvo. De acordo com autoridades locais, ao menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na capital e em regiões próximas.

    A Força Aérea da Ucrânia informou ter derrubado 549 drones russos e interceptado 55 mísseis durante a ofensiva. Entre os armamentos utilizados por Moscou estavam mais de 30 mísseis balísticos e 54 mísseis de cruzeiro.

    O governo russo afirmou que os bombardeios foram uma resposta ao ataque realizado por Kiev na quinta-feira contra uma residência estudantil em Lugansk, região ocupada pela Rússia. Segundo Moscou, o episódio deixou ao menos 21 mortos e mais de 40 feridos.
     
     

     

    Vídeos mostram caos em Kiev após chuva de mísseis e drones russos

  • Jornalista confunde tiros com fogos e vira meme após tiroteio nos EUA

    Jornalista confunde tiros com fogos e vira meme após tiroteio nos EUA

    Reação da repórter da NBC News durante troca de tiros perto da Casa Branca viralizou nas redes sociais. Internautas criticaram a aparente calma da jornalista, enquanto outros defenderam que ela não identificou imediatamente os disparos

    A jornalista da NBC News Julie Tsirkin virou alvo de críticas e memes nas redes sociais após a reação que teve durante um tiroteio registrado perto da Casa Branca, em Washington, no último sábado.

    Tsirkin fazia uma entrada ao vivo nos jardins da Casa Branca quando os disparos começaram a ser ouvidos ao fundo. Nas imagens que rapidamente viralizaram, a repórter demonstra confusão ao tentar entender o que estava acontecendo, mas sem reagir imediatamente como quem percebe uma situação de perigo.

    “O que é isso?”, perguntou ela a integrantes da equipe.

    Logo depois, alguém respondeu: “Parece fogos de artifício.”

    A jornalista então olha na direção da Casa Branca e chega a dar alguns passos em direção ao local de onde vinham os tiros. Pouco depois, recua e permanece parada diante da câmera, ainda sem deixar a área.

    Mais tarde, em entrevista à NBC News, Tsirkin contou que ouviu entre 20 e 30 disparos.

    “Acabei correndo dali. Vi um agente do Serviço Secreto saindo da cabine de segurança com armas em punho e mandando que todos nós, que estávamos ali perto, corrêssemos para dentro da sala de imprensa”, relatou.

    O vídeo da reação da jornalista ultrapassou milhões de visualizações e gerou uma onda de comentários nas redes sociais.

    “Essa jornalista tem instinto de sobrevivência de um lemingue”, escreveu um usuário no X, antigo Twitter.

    Outro comentou: “Zero noção.”

    A comparação mais frequente foi com a correspondente da ABC News Selina Wang, que também estava nos arredores da Casa Branca durante os disparos e se abaixou imediatamente para se proteger.

    Apesar das críticas, Tsirkin também recebeu apoio de internautas que afirmaram entender sua reação.

    “Eu não cresci perto de tiroteios e só ouvi tiros pela primeira vez depois dos 30 anos. Se você nunca passou por isso, não identifica imediatamente o som”, escreveu um usuário.

    O episódio acabou se transformando em meme. Internautas começaram a substituir o cenário da Casa Branca por ambientes ainda mais perigosos, como zonas de guerra, explosões e montagens humorísticas envolvendo o ex-presidente Joe Biden

    A própria jornalista entrou na brincadeira e compartilhou uma foto assistindo aos memes no computador.

    “Fico feliz por ter feito esse sacrifício pela equipe, já que o Saturday Night Live está em férias. Obrigada pelos memes, internet. Espero que continuem acompanhando as reportagens”, escreveu ela.


     

    O tiroteio aconteceu após um homem abrir fogo contra agentes em um posto de segurança próximo à Casa Branca. Segundo o Serviço Secreto dos Estados Unidos, os agentes reagiram aos disparos e atingiram o suspeito, que chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu.

    Uma pessoa que passava pelo local também ficou ferida durante a troca de tiros. O estado de saúde dela não foi divulgado oficialmente, mas, segundo a NBC News, a vítima estaria em estado grave.

    As autoridades informaram que entre 15 e 30 tiros foram disparados em uma esquina localizada a cerca de um quarteirão da residência oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
     

     
     

    Jornalista confunde tiros com fogos e vira meme após tiroteio nos EUA

  • Trump diz que não há pressa para acordo com Irã

    Trump diz que não há pressa para acordo com Irã

    Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não têm pressa para fechar um acordo com o Irã e avisou que o bloqueio naval contra o país seguirá em vigor até a assinatura de um entendimento final. Negociações incluem o destino do urânio enriquecido iraniano e a possível flexibilização de sanções econômicas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump disse que orientou seus representantes a não se apressarem para fechar um acordo com o Irã e afirmou que o bloqueio naval dos EUA vai continuar até a assinatura de um texto final.

    Trump afirmou que o bloqueio dos EUA a navios e portos iranianos seguirá em vigor até um acordo ser alcançado, certificado e assinado. Em publicação na rede Truth Social, ele disse que “ambos os lados devem levar seu tempo e fazer as coisas direito”.

    O presidente dos EUA disse que ‘não há pressa’ para concluir o entendimento e que o tempo joga a favor de Washington. Segundo a agência Reuters, uma autoridade sênior do governo dos EUA disse que a Casa Branca não esperava um acordo neste domingo, e que um anúncio poderia levar dias por depender de aval de autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, Mojtaba Khamenei.

    Um esboço de proposta em negociação prevê que Teerã entregue o urânio enriquecido que mantém hoje. Segundo uma autoridade regional citada pela Associated Press, o destino do material seria definido em novas rodadas em um prazo de 60 dias, com a possibilidade de diluição de parte do estoque e envio do restante a um terceiro país.

    A Agência Internacional de Energia Atômica afirma que o Irã tem 440,9 kg de urânio enriquecido a 60%. Esse nível, de acordo com a agência, está a um passo técnico do patamar de 90% considerado grau de armamento.

    O texto em discussão também inclui medidas sobre navegação e sanções. Autoridades disseram que o Estreito de Hormuz seria reaberto de forma gradual em paralelo ao fim do bloqueio dos EUA, e que Washington poderia permitir que o Irã volte a vender petróleo com dispensas de sanções e negociar a liberação de recursos iranianos congelados no exterior.

    PONTOS QUE AINDA TRAVAM AS NEGOCIAÇÕES

    A questão nuclear deve ficar para uma etapa posterior, segundo autoridades americanas e iranianas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que não é possível resolver um compromisso nuclear “em 72 horas”, e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o tema não faz parte desta etapa.

    Israel pressiona por exigências mais duras e diz que um acordo final precisa eliminar ‘a ameaça nuclear’. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que isso envolve desmantelar instalações de enriquecimento e retirar o material nuclear enriquecido do território iraniano, além de manter “liberdade de ação” contra ameaças, inclusive no Líbano.

    Um cessar-fogo entre Irã e EUA está em vigor desde 8 de abril, mas é descrito como frágil. Trump tem dito que busca um acordo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, e autoridades americanas afirmam que a negociação dos detalhes sobre medidas nucleares levaria mais tempo.

    O rascunho citado pela Associated Press também menciona o fim da guerra entre Israel e Hezbollah e um compromisso de não interferência na região. Em discurso na TV, o líder do Hezbollah, Naim Qasem, disse esperar um acordo que inclua uma trégua no Líbano e afirmou que o desarmamento do grupo é inaceitável.

    Trump diz que não há pressa para acordo com Irã

  • Rússia confirma uso de míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

    Rússia confirma uso de míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

    A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersônicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.

    O Ministério da Defesa da Rússia confirmou, em comunicado, que utilizou mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, além de outros tipos de mísseis, em ataques contra a Ucrânia.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, já havia denunciado hoje o ataque com mísseis Orechnik na região de Kiev.

    Esta foi a terceira vez que o míssil, capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.

    Também nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, pediu o reforço do apoio ao país diante da agressão russa.

    Sybiha afirmou que a Ucrânia precisa de mais capacidade de defesa, incluindo proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defesa, aumento da pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à entrada da Ucrânia na União Europeia.

    A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque neste bombardeio, incluindo drones e mísseis de diferentes tipos.

    Rússia confirma uso de míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

  • Prefeito provoca revolta após disparar arma de choque contra assessor

    Prefeito provoca revolta após disparar arma de choque contra assessor

    Nas imagens, o prefeito Carlos Bruce dispara um taser nas costas de Arturo Bobbio, que estava sendo segurado por outro funcionário da prefeitura. Assim que recebeu a descarga elétrica, o assessor caiu no chão e se contorceu de dor, enquanto Bruce aparece rindo da situação. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e provocou reações negativas entre internautas.

    O prefeito de Santiago de Surco, no Peru, virou alvo de críticas após aparecer em um vídeo usando uma arma de choque contra um assessor de seu próprio gabinete. Apesar da repercussão, o episódio não foi tratado como uma agressão, mas como uma demonstração do equipamento que será utilizado por policiais locais do município.

    Nas imagens, o prefeito Carlos Bruce dispara um taser nas costas de Arturo Bobbio, que estava sendo segurado por outro funcionário da prefeitura. Assim que recebeu a descarga elétrica, o assessor caiu no chão e se contorceu de dor, enquanto Bruce aparece rindo da situação. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e provocou reações negativas entre internautas.

     

    A prefeitura de Santiago de Surco adquiriu 150 pistolas de choque importadas dos Estados Unidos para equipar agentes de segurança locais. A iniciativa é considerada inédita no Peru e tem sido apresentada pela gestão municipal como uma medida para reforçar o trabalho policial.

    Após a repercussão do caso, Carlos Bruce se pronunciou para tentar explicar o episódio. Segundo ele, as imagens foram retiradas de contexto. O prefeito afirmou que se tratava de “um vídeo tirado do contexto de uma dinâmica em ambiente privado”, conforme informou a imprensa peruana.

    Bruce também declarou que, durante a apresentação dos dispositivos, “realizavam-se simulações” e destacou que a participação dos envolvidos ocorreu de forma voluntária. “Em nenhum momento existiu uma situação de risco real e de maiores consequências”, garantiu ele.

    Nas redes sociais, o caso gerou indignação. Um usuário do X comparou a situação a práticas extremas ao escrever: “Isso me fez lembrar dos nazistas e suas experiências com os corpos de pessoas vivas”.

    A Superintendência Nacional de Fiscalização do Trabalho abriu investigação para apurar o ocorrido. Carlos Bruce é um político experiente e já ocupou cargos ministeriais nos governos de Alejandro Toledo, Pedro Pablo Kuczynski e Martín Vizcarra.

    Prefeito provoca revolta após disparar arma de choque contra assessor

  • Trump diz que que manterá bloqueio em Hormuz e pede que negociadores de acordo não se precipitem

    Trump diz que que manterá bloqueio em Hormuz e pede que negociadores de acordo não se precipitem

    “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está do nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo com o Irã não fosse “alcançado, certificado e assinado”.

    “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está do nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

    “Os dois lados têm que tomar seu tempo para fazer o acordo direito. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”, disse ainda o republicano.

    As declarações do presidente americano parecem contradizer o que ele próprio havia dito neste sábado (23), quando afirmou que as negociações estavam em seus detalhes finais e que um entendimento poderia ser alcançado ainda neste final de semana, inclusive com a reabertura de Hormuz.

    Do lado iraniano, não parece haver grandes concessões. Mais cedo, o presidente persa, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã estava pronto para reassegurar o mundo de que não busca armas nucleares, até aí algo já defendido pelo país antes do conflito, a despeito de seu programa de enriquecimento de urânio ir além do necessáro para usos civis.

    Pezeshkian disse também, por outro lado, que os negociadores iranianos não iriam abrir mão da honra e da dignidade do país, indicando poucas concessões nessa, já que Teerã considera seu programa nuclear um direito inalienável.

    Em seguida, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que ele e Trump concordaram que qualquer acordo para o fim do conflito precisa passar pelo desmantelamento do programa nuclear iraniano. O presidente americano, em sua publicação, voltou a criticar o acordo anterior existentes com Teerã, negociado pelo ex-presidente Barack Obama e do qual Trump retirou os EUA durante seu primeiro mandato.

    “A ideia de que esse presidente [Trump], dado tudo que ele já provou que está disposto fazer, vai de algum jeito concordar com um acordo que termine colocando o Irã em uma posição mais forte quando se trata de suas ambições nucleares é absurda. Isso simplesmente não vai acontecer”, afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

    Outro ponto defendido publicamente pelo Irã é o controle sobre o estreito de Hormuz, também tratado sob a ótica de que a prática é um direito do país, apesar de tratados internacionais sobre a liberdade de navegação.

    Teerã estabeleceu uma agência de administração da passagem marítima, em uma tentativa de institucionalizar o controle que estabeleceu sobre o estreito desde o início da guerra, em fevereiro. Segundo a Guarda Revolucionária, 33 embarcações teriam passado pela via após obter aval iraniano –não fica claro se esse aval significa pagamento de taxas ou outro tipo de concessão e autorização com base na origem e destino dos navios.

    De todo modo, apesar da declaração de Trump deste sábado de que o acordo em negociação prevê a reaberta de Hormuz, o Irã discorda. Mohsen Rezaei, um assessor do líder supremo Mojtaba Khamenei, afirmou neste domingo que a gestão do estreito era um “direito legal” do país.

    “A administração iraniana do estreito de Hormuz encerra 50 anos de insegurança no golfo Pérsico”, afirmou ele segundo agências do país ligadas ao regime.

    De acordo com agências de notícias do Omã, autoridades do país e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios para uma governança da liberdade de navegação em Hormuz.

    O país da península arábica foi um dos menos atingidos por ataques retaliatórios iranianos, que miraram em particular outros países árabes da região com forte presença americana em bases militares, como Qatar e Emirados Árabes Unidos.

    Segundo o jornal britânico The Guardian, cinco países do golfo (Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos e Qatar, notadamente sem assinatura de Omã), enviaram uma carta à Autoridade Marítima Internacional, um órgão de fiscalização, pedindo que embarcações comerciais não aceitem medidas estipuladas pelo Irã para Hormuz, como o pagamento de taxas.
    Na carta, os países árabes afirmam que aceitar as medidas criaria um precedente perigoso para navegação regional e mundial.

    Trump diz que que manterá bloqueio em Hormuz e pede que negociadores de acordo não se precipitem

  • China revisa para 82 o número de mortos em explosão de mina de carvão

    China revisa para 82 o número de mortos em explosão de mina de carvão

    A explosão de gás ocorreu na noite de sexta-feira (22). Havia 247 trabalhadores no subsolo da mina no momento do acidente, segundo autoridades locais.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Autoridades chinesas revisaram para 82 o número de mortos na explosão da mina de carvão de Liushenyu, na província de Shanxi.

    A explosão de gás ocorreu na noite de sexta-feira (22). Havia 247 trabalhadores no subsolo da mina no momento do acidente, segundo autoridades locais.

    O número inicial de mortos era de pelo menos 90 pessoas. A chefe do condado de Qinyuan, Guo Xiaofang, disse que a contagem incorreta ocorreu por causa do caos na cena do desastre. A revisão do número de mortes foi apresentada neste sábado (23).

    “Após o incidente, a cena era caótica, a contagem da empresa sobre o número de trabalhadores não estava clara, o que levou ao número inicial impreciso”, declarou Guo Xiaofang, chefe do condado de Qinyuan, em Shanxi.
    Duas pessoas continuam desaparecidas e 128 estão feridas, segundo Guo Xiaofang. Os trabalhadores feridos foram hospitalizados para tratamento, enquanto 35 escaparam ilesos da explosão, de acordo com a chefe do condado de Qinyuan.

    O governo chinês fechou as quatro minas do Grupo de Coqueificação de Carvão Shanxi Tongzhou. A empresa é dona da mina de Liushenyu e teve seus executivos detidos pelas autoridades locais.

    O desastre em Shanxi é o mais letal na mineração chinesa em 17 anos. O recorde anterior ocorreu em 2009, quando uma explosão em Heilongjiang matou 108 trabalhadores.

    A mina de Liushenyu produz 1,2 milhão de toneladas de carvão por ano. O combustível é a base do setor energético da China, que extraiu 4,83 bilhões de toneladas no ano passado.

    O presidente Xi Jinping ordenou uma investigação sobre o incidente. Ele também pediu no sábado (23) que as autoridades não poupem esforços no tratamento médico dos feridos e nas buscas.

    A mídia estatal publicou um editorial neste domingo (24) para exigir mais segurança. O jornal Diário do Povo defendeu a reversão da tendência de priorizar o desenvolvimento em vez da proteção aos trabalhadores.

    China revisa para 82 o número de mortos em explosão de mina de carvão

  • Gaivota aprende a miar para conseguir comida de gato; vídeo

    Gaivota aprende a miar para conseguir comida de gato; vídeo

    O episódio aconteceu na Turquia e a gaivota tem captado atenções na cidade de Istambul. Aparentemente, o objetivo é convencer os transeuntes a carregar no botão de um dispensador automático de ração para gatos.

    Uma gaivota tem chamado a atenção nas ruas de Istambul, na Turquia, por um comportamento inusitado. A ave, espécie mais conhecida por roubar comida em áreas costeiras, aprendeu a miar para convencer pessoas a lhe darem ração de gato.

    Vários vídeos do local têm sido compartilhados neste mês, acumulando milhares de visualizações nas redes sociais.

    Nas imagens, a ave aparece ao lado de um dispensador automático de ração para gatos e imita sons muito semelhantes aos dos felinos. Aparentemente, o objetivo é fazer com que os transeuntes apertem o botão que libera a comida… e assim conseguir se alimentar.

    Como brincam os moradores locais, a gaivota descobriu que ser gato é muito mais vantajoso.

    Os vídeos têm divertido os internautas, mas as opiniões se dividem: alguns dizem se tratar de uma “gaivota esperta”, enquanto outros comentam que a cena é “um pouco assustadora”.

    “É como se fosse a pequena vigarista da natureza em ação. Adorei!”, diz outro comentário.

    Na Turquia, estes dispensadores de ração são muito comuns e uma salvação para os gatos de rua. Algumas máquinas distribuem ração mediante um pagamento em dinheiro, enquanto outras aceitam objetos recicláveis, como garrafas de plástico.

    Gaivota aprende a miar para conseguir comida de gato; vídeo

  • Irã e EUA? Paquistão espera acolher "em breve" nova rodada de negociações

    Irã e EUA? Paquistão espera acolher "em breve" nova rodada de negociações

    O Paquistão, mediador do conflito entre o Irã e os Estados Unidos, espera acolher uma nova rodada de negociações de paz entre representantes dos dois países “muito em breve”, disse hoje o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

    O Paquistão continuará seus esforços pela paz com máxima sinceridade e esperamos receber a próxima rodada de negociações muito em breve”, escreveu Shehbaz Sharif na rede social X.

    Uma primeira rodada de negociações, que terminou sem acordo, foi realizada em Islamabad, em 11 de abril, entre o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e representantes iranianos de alto escalão, incluindo o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que um acordo de paz com o Irã está “amplamente negociado” e aguarda apenas sua conclusão formal. Segundo ele, o entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz.

    O anúncio foi feito na rede social Truth Social após conversas telefônicas com aliados do Golfo Pérsico e com Israel.

    “Os aspectos e detalhes finais do acordo estão sendo discutidos e serão anunciados em breve. Entre vários outros pontos, o Estreito de Ormuz será reaberto”, escreveu Trump.

    O presidente norte-americano afirmou ainda que teve “uma conversa produtiva” com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein, além do líder paquistanês Asim Munir, que atua como mediador com o Irã.

    Segundo Trump, com esses interlocutores foi negociado um memorando de entendimento pela paz com o Irã, que agora aguarda finalização.

    Ele também revelou ter conversado por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e disse que a ligação “correu muito bem”.

    O anúncio acontece depois de o Ministério das Relações Exteriores do Irã, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e os mediadores paquistaneses afirmarem ao longo do dia que houve avanços significativos nas negociações de paz.

    Na sexta-feira, Trump cancelou os planos de passar o fim de semana em seu campo de golfe em Nova Jérsia e retornou a Washington para acompanhar as negociações e se reunir na Casa Branca com seu gabinete de segurança, incluindo os mediadores norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

    Nas últimas semanas, Estados Unidos e Irã trocaram propostas de acordo por meio do Paquistão. No entanto, Trump demonstrou frustração com o fato de Teerã não ter assumido compromisso em interromper o enriquecimento de urânio, e chegou a ameaçar retomar a ofensiva militar, colocando em risco o cessar-fogo em vigor desde abril.

    Além disso, o Irã pretende cobrar taxas pelo trânsito através do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, que Teerã bloqueou em retaliação à ofensiva lançada em fevereiro por Estados Unidos e Israel.

    “A ligação correu muito bem”, escreveu Trump na Truth Social, enquanto veículos da imprensa norte-americana têm destacado nos últimos dias diferenças de estratégia entre o presidente dos EUA e o governo israelense: Trump defendendo uma saída diplomática e Israel, segundo relatos, considerando a retomada das hostilidades.

    Irã e EUA? Paquistão espera acolher "em breve" nova rodada de negociações