Categoria: MUNDO

  • Brasileira condenada por sexo em prisão inglesa se diz arrependida

    Brasileira condenada por sexo em prisão inglesa se diz arrependida

    Linda, que é casada, mãe e também criadora de conteúdo na plataforma OnlyFans, tornou-se alvo de grande repercussão após ser filmada mantendo relações com o detento Linton Weirich, de 39 anos, condenado por roubo. O episódio ocorreu em junho de 2024 e foi registrado por outro preso, com o consentimento da brasileira.

    A brasileira Linda de Sousa Abreu, ex-carcereira que ganhou notoriedade após um vídeo gravado dentro da penitenciária HMP Wandsworth, em Londres, voltou a falar sobre o caso que marcou sua vida. Um ano após deixar a prisão, ela afirmou estar profundamente arrependida da situação que resultou em sua condenação por má conduta em cargo público.

    Linda, que é casada, mãe e também criadora de conteúdo na plataforma OnlyFans, tornou-se alvo de grande repercussão após ser filmada mantendo relações com o detento Linton Weirich, de 39 anos, condenado por roubo. O episódio ocorreu em junho de 2024 e foi registrado por outro preso, com o consentimento da brasileira.

    Em entrevista ao jornal The Sun, ela demonstrou arrependimento pela primeira vez desde que o caso veio a público. “Eu me arrependo de tudo o que fiz. Estou incrivelmente envergonhada”, declarou. Linda cumpriu cinco meses de uma sentença de 15 meses de prisão.

    Antes dessa declaração, a ex-carcereira havia tratado o episódio de forma diferente. Em ocasiões anteriores, chegou a comentar sobre a repercussão do caso e afirmou que pretendia manter o relacionamento com Linton, alegando que ele a fazia se sentir como uma “gângster”. Ela também o descreveu como seu “protetor” dentro da prisão.

    Ao mesmo veículo, Linton afirmou que os dois tiveram encontros em mais de uma ocasião antes do vídeo que viralizou. Segundo ele, Linda sabia que estava sendo filmada. “Linda sabia que estava sendo filmada, mas não parecia se importar com isso nem com o trabalho dela”, afirmou.

    A brasileira também comentou as mensagens trocadas com o detento por meio de um celular que havia sido introduzido ilegalmente no presídio. “Eu transei com alguém com quem não deveria ter transado. Tínhamos um relacionamento normal, mas não fiz nada além disso”, declarou.

    Atualmente, Linda afirma que busca reconstruir sua vida longe dos holofotes. Participante de um reality show de temática sexual ao lado do marido, ela disse que pretende priorizar a família e a maternidade.

    “Tenho levado uma vida discreta. Só quero seguir em frente com a minha vida. Quero continuar sendo uma boa mãe para o meu filho”, concluiu.

    Brasileira condenada por sexo em prisão inglesa se diz arrependida

  • Meteoro explode sobre os EUA com potência de 300 toneladas de TNT

    Meteoro explode sobre os EUA com potência de 300 toneladas de TNT

    De acordo com informações divulgadas pela Nasa, a energia liberada durante a desintegração do objeto foi equivalente a aproximadamente 300 toneladas de TNT.

    Um meteoro que seguia em direção à Terra chamou a atenção de moradores do nordeste dos Estados Unidos neste sábado (30) após explodir na atmosfera e provocar fortes estrondos em diferentes cidades da região. De acordo com informações divulgadas pela Nasa, a energia liberada durante a desintegração do objeto foi equivalente a aproximadamente 300 toneladas de TNT.

    O fenômeno ocorreu por volta das 14h06 no horário local (15h06 em Brasília) e foi registrado sobre uma área que abrange o nordeste de Massachusetts e o sudeste de New Hampshire. A informação foi confirmada pela vice-diretora de imprensa da agência espacial norte-americana, Jennifer Dooren, em comunicado enviado à AFP.

    Segundo a representante da Nasa, o objeto não possuía relação com qualquer chuva de meteoros ativa no momento da ocorrência. Ela explicou que se tratava de um corpo celeste natural e descartou a possibilidade de ser a reentrada de lixo espacial ou de um satélite.

    “Essa bola de fogo não esteve associada a nenhuma chuva de meteoros atualmente ativa, mas era um objeto natural e não a reentrada de detritos espaciais nem de um satélite”, afirmou.

    Ainda conforme a agência espacial, o meteoro se deslocava a uma velocidade superior a 120 mil quilômetros por hora quando atravessava a atmosfera terrestre. A desintegração aconteceu a uma altitude acima dos 60 quilômetros da superfície.

    A força da explosão foi suficiente para gerar uma sequência de estrondos ouvidos em diversas localidades. A própria Nasa destacou que a intensidade do barulho pode ser explicada pela enorme quantidade de energia liberada durante o evento.

    “Estima-se que a energia liberada na desintegração tenha sido equivalente a cerca de 300 toneladas de TNT, o que explica os fortes estrondos.”

    Nas redes sociais, moradores relataram momentos de preocupação após ouvirem os ruídos inesperados. Alguns usuários afirmaram que o som foi tão intenso que chegou a provocar tremores em residências da região. Os relatos rapidamente se espalharam pela internet, aumentando a repercussão do fenômeno, que acabou confirmado posteriormente pela Nasa como um evento natural causado pela explosão do meteoro na atmosfera terrestre.

    Meteoro explode sobre os EUA com potência de 300 toneladas de TNT

  • Austrália vai receber apenas submarinos nucleares usados dos EUA

    Austrália vai receber apenas submarinos nucleares usados dos EUA

    A Austrália e os Estados Unidos anunciaram no sábado que os dois países irão “racionalizar” o acordo Aukus relativo à aquisição por Camberra de submarinos de propulsão nuclear, que deixará de incluir qualquer submarino novo.

    Os dois países se reuniram durante o Diálogo de Shangri-La, em Singapura, encontro que reúne autoridades de defesa e especialistas de cerca de 40 países.

    Dentro da parceria de defesa AUKUS, firmada em 2021 e que também inclui o Reino Unido, a Austrália deverá receber pelo menos três submarinos de propulsão nuclear da classe Virginia, fornecidos pelos Estados Unidos, nos próximos 15 anos.

    Em comunicado conjunto, o vice-primeiro-ministro australiano Richard Marles, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o secretário de Defesa britânico, John Healey, confirmaram a revisão do acordo relacionado aos submarinos.

    “O vice-primeiro-ministro e os secretários receberam com satisfação a proposta para simplificar a aquisição australiana de submarinos da classe Virginia, racionalizando a gestão da cadeia de suprimentos, os requisitos operacionais e de manutenção, além de otimizar custos”, informa o comunicado.

    “A nova abordagem permitirá que a Austrália adquira três submarinos da classe Virginia já em operação, em vez de uma combinação entre embarcações novas e usadas”, acrescenta o texto.

    Inicialmente, a Austrália esperava receber dois submarinos usados da classe Virginia e um novo.

    Atualmente, a Marinha dos Estados Unidos conta com 24 submarinos dessa classe, mas os estaleiros norte-americanos vêm enfrentando dificuldades para cumprir a meta de produção de dois novos submarinos por ano.

    Nos Estados Unidos, surgiram questionamentos sobre a decisão de vender submarinos nucleares à Austrália antes de reforçar a própria capacidade militar do país.

    O programa de submarinos da AUKUS é peça central da estratégia de defesa australiana e poderá custar até US$ 235 bilhões ao longo de 30 anos, segundo estimativas do governo australiano.

    Austrália vai receber apenas submarinos nucleares usados dos EUA

  • Centro de detenção de imigrantes em New Jersey é palco de confrontos

    Centro de detenção de imigrantes em New Jersey é palco de confrontos

    A área em redor do centro de detenção de imigrantes Delaney Hall, em New Jersey, foi hoje palco de confrontos entre manifestantes a favor e contra as políticas de migração do Presidente norte-americano, Donald Trump.

    Os distúrbios começaram, segundo a imprensa local, quando um grupo favorável ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) apareceu neste sábado próximo ao Delaney Hall, onde manifestantes estão acampados há mais de uma semana em protesto contra as supostas condições desumanas enfrentadas por imigrantes detidos no centro.

    Um grupo de agentes federais com escudos antimotim — alguns armados com rifles — e apoiado por um veículo blindado também estava posicionado na entrada da instalação. A presença reforçada ocorreu depois dos confrontos registrados nesta semana entre agentes do ICE e manifestantes contrários ao presidente Donald Trump.

    Na sexta-feira, em resposta aos protestos violentos que terminaram com nove prisões, a governadora democrata de Nova Jersey, Mikie Sherrill, anunciou a criação de uma área protegida destinada a manifestações pacíficas em frente ao centro.

    A governadora afirmou que quer evitar a repetição do que aconteceu em janeiro passado em Minneapolis, quando agentes de imigração mataram dois cidadãos norte-americanos durante protestos contra operações policiais.

    Deputados, ativistas e familiares estão em vigília no local há mais de uma semana, cobrando respostas sobre a situação dentro da unidade — administrada por uma empresa privada — que abriga cerca de 300 imigrantes. Alguns dos detidos iniciaram uma greve de fome após denunciarem as condições consideradas desumanas.

    O Delaney Hall, o maior centro de detenção do ICE na costa leste dos Estados Unidos, com capacidade para mais de 1.000 pessoas, é operado pelo GEO Group por meio de um contrato de 15 anos avaliado em US$ 1 bilhão.

    Desde o início da campanha de deportações em massa promovida por Trump, o centro tem sido alvo de críticas devido à superlotação.

    Pelo menos 17 imigrantes morreram sob custódia do ICE desde o início do ano. No entanto, uma investigação recente da CNN aponta que quase 50 detidos morreram desde que Trump assumiu a presidência — o maior número de mortes registrado em pelo menos duas décadas.

    Centro de detenção de imigrantes em New Jersey é palco de confrontos

  • Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê

    Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê

    A Casa Branca divulgou os resultados do exame médico de Donald Trump, revelando a causa das manchas negras nas suas mãos. O médico do presidente explicou que os hematomas são benignos e relacionados ao uso de aspirina.

    A Casa Branca divulgou os resultados do mais recente exame médico realizado em Donald Trump — e o documento traz, finalmente, a explicação para os hematomas que frequentemente aparecem nas mãos do presidente norte-americano.

    Na terça-feira, 26 de maio, a força-tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos realizou uma “avaliação preventiva abrangente” em Trump, que incluiu análise de exames laboratoriais e uma revisão completa do seu histórico médico.

    Três dias depois, na sexta-feira, 29 de maio, após Trump afirmar que o exame havia corrido “de forma perfeita”, o presidente autorizou a divulgação dos resultados — e foi nesse relatório que surgiu a explicação.

    No documento, citado pela revista People, o médico de Trump, Sean Barbabella, afirmou que os hematomas são “compatíveis com uma irritação leve dos tecidos moles, relacionada a apertos de mão frequentes, em um contexto de uso de aspirina para prevenção cardiovascular”.

    “Isso representa um efeito comum e benigno da terapia com aspirina. Nenhuma lesão ou crescimento suspeito foi identificado”, escreveu Barbabella.

    A publicação do relatório ocorreu depois de notícias divulgadas na terça-feira informarem que Donald Trump havia estado novamente no hospital — a terceira visita desde o início do mandato. A Casa Branca afirma que a ida teve como objetivo justamente a avaliação médica citada.

    Desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2025, Trump foi fotografado diversas vezes com hematomas visíveis, especialmente nas mãos. A situação — que, em algumas ocasiões, ele teria tentado disfarçar com maquiagem — levantou questionamentos sobre seu estado de saúde, que ele próprio garante estar “perfeito”.

    “O presidente Trump tem hematomas na mão porque está constantemente trabalhando e apertando mãos todos os dias”, chegou a afirmar a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no ano passado, durante a visita de Emmanuel Macron à Casa Branca.

    Já em março, Trump voltou a chamar atenção por uma condição física que gerou dúvidas sobre sua saúde. Na ocasião, apareceu com uma irritação na pele no lado direito do pescoço. Seu médico pessoal afirmou que a vermelhidão era consequência do uso de um novo creme dermatológico.

    Donald Trump, de 79 anos, completa mais um aniversário no próximo dia 14 de junho. O presidente, empossado em janeiro de 2025, tornou-se o presidente mais velho a assumir o cargo nos Estados Unidos.

    Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê

  • Homem é filmado transportando ovelha em moto na França; vídeo

    Homem é filmado transportando ovelha em moto na França; vídeo

    Um motociclista foi filmado em Lyon, em França, transportando uma ovelha viva com ele na moto. O vídeo, que viralizou nas redes sociais, também chegou ao governo local, que alertou as autoridades para o caso.

    Um homem foi filmado pilotando uma moto em uma rodovia de Lyon com uma ovelha viva sentada à sua frente.

    As imagens circulam nas redes sociais desde o ocorrido, em 26 de março. No vídeo, é possível ver a ovelha deitada sobre a parte dianteira da moto, presa entre o condutor e o guidão.

    Em vários momentos, o animal aparece balindo e, por vezes, parece até tentar se soltar do veículo. No fim do vídeo, o motociclista ainda empina a moto, fazendo a manobra conhecida como “grau”.

    As imagens foram gravadas à noite por outro motociclista, segundo o jornal Le Parisien, em uma rodovia de Lyon, nas proximidades de Vénissieux.

    Pode ver o vídeo abaixo:

    De acordo com o mesmo jornal, a prefeitura do Rhône tomou conhecimento do caso e encaminhou o incidente às autoridades.

    No vídeo também aparece a legenda “Eid mabrouk à tous”, expressão que significa “Feliz Eid a todos”. Segundo o veículo francês, a mensagem faria referência ao Eid al-Adha, celebração muçulmana que acontece entre 26 e 30 de maio.

    De acordo com a tradição, durante o Eid al-Adha um animal é sacrificado e sua carne é dividida entre familiares e pessoas em situação de vulnerabilidade.


    Homem é filmado transportando ovelha em moto na França; vídeo

  • Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá "razões para alarme"

    Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá "razões para alarme"

    O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que há “razões legítimas para alarme” face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um “equilíbrio estável” e rejeitam qualquer “hegemonia”.

    Olhando para a região hoje, existem motivos legítimos de preocupação diante da dimensão histórica do fortalecimento militar da China e da expansão de suas atividades militares na região e além dela”, declarou Pete Hegseth em Singapura, durante o Diálogo de Shangri-La, importante fórum dedicado a temas de defesa.

    Os Estados Unidos não buscam uma “confrontação desnecessária na região”, destacou durante seu discurso, feito diante de uma audiência composta por especialistas militares e ministros.

    O Diálogo de Shangri-La reúne, ao longo de três dias, até domingo, altos representantes políticos e militares, além de especialistas e pesquisadores de cerca de 45 países.

    Realizado anualmente, o fórum alterna discursos, mesas-redondas e encontros reservados no hotel Shangri-La. O ambiente é considerado propício para discussões estratégicas, inclusive entre países rivais, tanto em sessões públicas quanto em reuniões privadas longe dos holofotes.

    “O que buscamos (…) é, na verdade, um equilíbrio estável que funcione tanto para os americanos quanto para os nossos aliados”, afirmou ainda Hegseth.

    “Um equilíbrio de forças favorável, mas duradouro, no qual nenhum Estado — incluindo a China — possa impor sua hegemonia nem ameaçar a segurança ou a prosperidade da nossa nação e de nossos aliados”, acrescentou Hegseth, que neste ano lidera uma ampla delegação norte-americana.

    Por outro lado, a China enviou pelo segundo ano consecutivo apenas uma equipe de especialistas militares e pesquisadores, sem a presença do ministro da Defesa, Dong Jun.

    Hegseth diz que reforço militar chinês na Ásia dá "razões para alarme"

  • PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz porta-voz do governo Trump, que nega intervenção

    PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz porta-voz do governo Trump, que nega intervenção

    “Sabemos que estes dois grupos, o PCC e o CV, estão atuando dentro do Brasil, mas também em outros países. Inclusive identificamos suas atividades em 12 estados aqui nos Estados Unidos”, afirmou.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes em 12 estados dos Estados Unidos, afirma o governo Donald Trump. A porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, porém, não soube especificar quais são essas federações em entrevista à Folha de S.Paulo.

    Segundo ela, a decisão de classificar as facções como terroristas foi tomada com base em avaliações de segurança nacional e integra a estratégia da administração Trump de utilizar “todas as ferramentas disponíveis” para proteger o território americano.

    “Sabemos que estes dois grupos, o PCC e o CV, estão atuando dentro do Brasil, mas também em outros países. Inclusive identificamos suas atividades em 12 estados aqui nos Estados Unidos”, afirmou.

    A decisão dos EUA foi anunciada dois dias após o pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participar de uma reunião com Trump, ocasião em que pediu pela designação das facções como grupos criminosos.

    A porta-voz do Estado afirma que Trump se reúne e fala com os políticos de todo o mundo, “mas ele toma as suas decisões de forma independente, sempre colocando o interesse dos EUA em primeiro lugar”.

    Questionada sobre a natureza da atuação das facções em território americano, Roberson afirmou que os grupos participam de atividades ligadas ao tráfico de drogas, tráfico de pessoas, contrabando e movimentação de recursos financeiros ilícitos. “Eles manejam fluxos e redes financeiras ilícitas. Apresentam uma ameaça não só para a segurança dentro do Brasil, mas também em outros países”, disse.

    A classificação anunciada pelo governo Trump não prevê qualquer tipo de intervenção militar, ressaltou a porta-voz. Segundo ela, trata-se de um instrumento legal previsto na legislação americana para combater organizações consideradas ameaças à segurança nacional.

    Entre as consequências estão as restrições de visto para pessoas que são membros dos grupos, também bloqueio de todos os seus bens nos Estados Unidos e a proibição de que qualquer pessoas nos Estados Unidos realize qualquer tipo de transação com os grupos.”

    Após a medida, o governo Lula lamentou a decisão. Em nota, afirmou que a segurança da população “é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”.

    Autoridades brasileiras argumentam que o combate ao crime organizado é uma questão de soberania nacional e criticam iniciativas que possam ser interpretadas como interferência externa. Roberson afirmou que Washington respeita as decisões do Brasil, mas defendeu uma atuação mais dura contra as facções.

    “Sempre estamos em comunicação com as autoridades brasileiras e incentivamos que tomem medidas mais rigorosas contra esses grupos, que estão causando muita violência e muito dano em todo o Brasil”, declarou. Questionada sobre quais seriam essas medidas que o governo deveria adotar, ela não especificou.

    “É responsabilidade do governo brasileiro avaliar”, disse ela. Ela citou ainda operações conjuntas entre os dois países e afirmou que mais de 17 toneladas de cocaína foram apreendidas no último ano em ações realizadas em parceria com autoridades brasileiras.

    Segundo a porta-voz, a designação produz efeitos imediatos nos Estados Unidos, incluindo bloqueio de bens eventualmente vinculados às organizações, restrições de vistos para integrantes, proibição de transações financeiras com os grupos e criminalização do fornecimento de apoio material às facções.

    Roberson também negou que a medida tenha qualquer relação com as eleições presidenciais brasileiras de 2026. “É a decisão do povo brasileiro decidir quem vai ser o seu próximo presidente. Nossa prioridade é a segurança dos Estados Unidos”, afirmou.

    A representante do Departamento de Estado disse que a cooperação entre os órgãos de segurança dos dois países continuará normalmente, incluindo a atuação de agências americanas em parceria com autoridades brasileiras.
    *
    O QUE MUDA PARA O BRASIL?
    Os EUA classificaram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações criminosas transnacionais. Na prática, a medida amplia o poder americano para investigar, rastrear dinheiro e realizar operações ligadas às facções -inclusive em outros países.
    E isso pode se reflerir em…

    MAIS CONTROLE SOBRE DINHEIRO
    Movimentações ligadas às facções passam a ter vigilância global maior.
    A classificação pode:
    – bloquear contas e bens
    – ampliar rastreamento financeiro internacional
    – pressionar bancos e fintechs
    – dificultar lavagem de dinheiro em dólar

    PRESSÃO SOBRE O BRASIL
    PCC e CV passam a ser tratados como ameaça internacional.
    A decisão aumenta a cooperação internacional contra o tráfico e pode elevar a pressão dos EUA por:
    – mais operações policiais
    – fiscalização em portos
    – combate à lavagem de dinheiro
    – compartilhamento de inteligência

    PORTOS E EXPORTAÇÕES NO RADAR
    Exportações podem enfrentar fiscalização mais rígida. O foco no tráfico internacional pode gerar:
    – mais inspeções em cargas brasileiras
    – vigilância reforçada em portos, como Santos
    – maior controle sobre empresas de logística

    DEBATE SOBRE SOBERANIA
    Críticos afirmam que a medida pode ampliar a influência americana sobre decisões brasileiras de segurança pública e inteligência financeira. Os EUA costumam aplicar sanções e investigações além do próprio território quando há uso do sistema financeiro em dólar.
    O temor é de aumento da pressão diplomática e econômica sobre o Brasil.

    HÁ RISCO DE INTERVENÇÃO?
    Especialistas consideram uma intervenção direta extremamente improvável. Mas a preocupação aparece porque os EUA já usaram classificações semelhantes em outros países para justificar:
    – sanções
    – operações internacionais
    – pressão diplomática
    O cenário considerado mais provável é de ampliação da cooperação e das investigações internacionais.

    O QUE NÃO MUDA
    – PCC e CV já são organizações criminosas no Brasil
    – A decisão não altera automaticamente leis brasileiras
    – Não há indicação concreta de ação militar dos EUA

    PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz porta-voz do governo Trump, que nega intervenção

  • Resgatadas mais quatro pessoas de gruta inundada no Laos; vídeo

    Resgatadas mais quatro pessoas de gruta inundada no Laos; vídeo

    As equipes de resgate retiraram os quatro homens que ainda se encontravam presos no interior de uma gruta no Laos. Há, no entanto, ainda duas pessoas desaparecidas.

    As equipes de resgate no Laos anunciaram neste sábado (30), o resgate dos quatro homens que estavam presos em uma gruta inundada há dez dias, um dia depois de um primeiro sobrevivente ter sido retirado com vida.

    As equipes conseguiram retirar as quatro pessoas que ainda permaneciam dentro da caverna, segundo autoridades tailandesas citadas pela Reuters.

    Um vídeo do momento foi compartilhado nas redes sociais, mostrando os sobreviventes emocionados.

    Veja acima o momento do resgate.

    As autoridades continuam as buscas por duas pessoas desaparecidas.

    Vale lembrar que, na sexta-feira, um dos sobreviventes também foi resgatado com segurança do interior da gruta.

    A Associação de Voluntários do Povo Laosiano, responsável pela operação de resgate, informou, segundo a BBC, que o morador foi retirado da caverna às 20h37, no horário local.

    Citado pela CNN Internacional, o pai do primeiro homem a sair da gruta no Laos expressou sua “mais profunda gratidão” às equipes de resgate.

    “Muito obrigado à equipe de resgate. Quero expressar minha mais profunda gratidão”, disse. “Meus irmãos, irmãs, filhos e netos, muito obrigado a todos por terem deixado seus trabalhos de lado e vindo de tão longe para nos ajudar.”

    Sete pessoas estavam presas em uma gruta inundada na província de Xaysomboun, no Laos, desde 20 de maio. O grupo estava preso a mais de 100 metros da entrada da caverna, em uma área profunda e de difícil acesso.

    Na quarta-feira, as equipes de resgate informaram que cinco das sete pessoas haviam sido localizadas.

    Nas operações participa o grupo Thailand Rescue Diver, da Tailândia, o mesmo que ajudou a localizar um grupo de 12 crianças que ficou preso em uma caverna em 2018 — caso em que todos também foram resgatados com vida.

    Segundo informações, os sete moradores de uma vila no Laos teriam entrado na caverna em 20 de maio em busca de ouro e para caçar animais selvagens. No entanto, devido às chuvas, a gruta inundou repentinamente, bloqueando a saída.

    Resgatadas mais quatro pessoas de gruta inundada no Laos; vídeo

  • ONU confirma 18 mortos e 134 casos em surto de ebola na RDCongo

    ONU confirma 18 mortos e 134 casos em surto de ebola na RDCongo

    O surto de ebola com origem na República Democrática do Congo continua “evoluindo rapidamente” em casos, extensão geográfica e transmissão interfronteiriça, de acordo com o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O vírus continua avançando pelo território ugandense. Segundo a Organização Mundial da Saúde, já são 18 mortes e 134 casos confirmados. No total, porém, 223 mortes e 906 casos seguem sendo investigados como suspeitos.

    Desde o balanço divulgado em 21 de maio, a OMS confirmou mais 49 casos e oito mortes. Além disso, outros 160 casos suspeitos e 47 mortes possivelmente atribuídas ao vírus foram incluídos nos registros da ONU nos últimos sete dias.

    Há ainda um caso confirmado envolvendo um homem dos Estados Unidos, que tratou pacientes na República Democrática do Congo e atualmente recebe atendimento médico na Alemanha.

    Na avaliação divulgada na sexta-feira, a OMS voltou a destacar as enormes dificuldades enfrentadas pelas equipes de saúde na província de Ituri, epicentro do surto, e também na região vizinha de Kivu do Norte. Entre os principais desafios estão falhas no rastreamento e monitoramento de contatos, insegurança e limitações nos sistemas de isolamento e atendimento aos pacientes.

    Ituri concentra 88% dos casos confirmados — 110 no total. O maior número foi registrado em Bunia, com 37 casos, seguida por Rwampara (33), Mongbwalu (20) e Nyankunde (10).

    Das 17 mortes entre os casos confirmados na República Democrática do Congo, 10 foram de homens — nove com mais de 15 anos e um com menos de 15 — e sete de mulheres, sendo cinco com mais de 15 anos e duas com menos de 15.

    Até 27 de maio, haviam sido identificados 2.635 contatos nas províncias de Ituri e Kivu do Norte.

    Rolando Gómez, chefe do Escritório de Imprensa e Relações Externas do Serviço de Informação das Nações Unidas, alertou que a crise de violência na região continua extremamente grave. Segundo ele, cerca de 150 civis foram mortos apenas na província de Ituri nos últimos dias.

    Em Uganda, desde a última atualização de 21 de maio, foram registrados mais sete casos confirmados.

    Até sexta-feira, o país somava nove casos confirmados, incluindo uma morte.

    Até 26 de maio, haviam sido identificados 436 contatos relacionados a esses casos, todos sob monitoramento.

    ONU confirma 18 mortos e 134 casos em surto de ebola na RDCongo