Categoria: MUNDO

  • Capivara e anta brasileira, amigas, são sacrificadas em zoo na Inglaterra

    Capivara e anta brasileira, amigas, são sacrificadas em zoo na Inglaterra

    O Zoológico de Newquay Zoo, localizado na região da Cornualha, na Inglaterra, anunciou a morte simultânea de dois de seus animais para que nenhum deles sofresse isolamento após a perda do companheiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Zoológico de Newquay, no sudoeste do Reino Unido, anunciou a morte de Johnson, uma capivara de nove anos, e de Al Capone, uma anta brasileira de 20 anos. Segundo a instituição, os dois animais mantinham um forte vínculo ao longo dos anos.

    As duas passaram por uma eutanásia humanitária no mesmo dia. Decisão foi tomada após avaliação e consulta da equipe veterinária do recinto.

    “É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Johnson, nossa capivara de nove anos, e de Al, nossa anta brasileira de 20 anos”, informou o zoológico em suas redes sociais na última sexta-feira (20).

    O declínio de saúde relacionado à idade motivou a decisão. Os tratadores realizaram a eutanásia dos animais no mesmo dia para que nenhum deles sofresse isolamento após a perda do companheiro.

    Johnson e Al compartilhavam o recinto sul-americano do Newquay Zoo. Capivaras e antas são espécies naturalmente calmas e sociais, e os dois animais desenvolveram um forte vínculo ao longo dos anos.

    “Esta foi uma perda incrivelmente difícil para aqueles que cuidavam deles diariamente”, declarou um porta-voz do zoológico ao MailOnline. “Ambos os animais eram membros muito queridos da nossa comunidade zoológica, e sua ausência será profundamente sentida por funcionários e visitantes”, completou.

    “Foi difícil para nós nos despedirmos dos dois ao mesmo tempo, mas foi a decisão mais gentil a se tomar por eles.” A dupla vinha enfrentando problemas de saúde crescentes nos últimos meses, que impactavam a qualidade de vida dos animais.

    Johnson nasceu no Chester Zoo em 2016 e chegou ao Newquay Zoo em 2017. Capivaras são os maiores roedores do mundo e podem pesar até 65 kg -quase o mesmo que um adulto. Originárias da América do Sul, são animais semiaquáticos e raramente são encontradas longe da água.

    Al Capone nasceu em 2005 e veio do Gda?sk Zoo, na Polônia, sendo transferido para o recinto em 2014. A anta brasileira, também conhecida como tapir, é considerada o maior mamífero terrestre do Brasil. A espécie é nativa da América do Sul e vive em áreas florestais densas e úmidas, sempre próxima a corpos d’água.

    Capivara e anta brasileira, amigas, são sacrificadas em zoo na Inglaterra

  • Negociação entre EUA e Irã recomeça

    Negociação entre EUA e Irã recomeça

    Enviados de ambos os países tentam chegar a acordo acerca do programa atômico da teocracia há anos, até aqui sem sucesso; Trump montou um grande cerco militar a Teerã e promete atacar em caso de fracasso nas conversas, mas escopo da ação é incerto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Negociadores dos Estados Unidos e do Irã recomeçaram nesta quinta-feira (26) conversas sob intermediação de Omã em Genebra para tentar avançar um acordo sobre o programa nuclear da teocracia.

    Do lado americano estão o negociador Steve Witkoff e o genro presidencial Jared Kushner, enquanto os iranianos são liderados pelo chanceler Abbas Araghchi nas conversas indiretas. Antes do encontro, a mídia estatal de Teerã dizia que as perspectivas eram positivas.

    O encontro é visto como uma das últimas chances antes de Donald Trump cumprir a ameaça de atacar o país persa, o que pode gerar consequências inauditas -da instalação de uma ditadura militar em caso de decapitação do regime à guerra civil, as possibilidades são várias.
    A seguir, um roteiro de como a situação chegou até aqui.

    DESCONFIANÇA VEM DE LONGE

    A relação de desconfiança entre Irã e EUA remonta a 1953, quando Washington e Londres patrocinaram a derrubada do governo que havia nacionalizado uma empresa petrolífera britânica. O golpe colocou no poder o xá Reza Pahlevi, altamente impopular.

    Em 1979, religiosos fundamentalistas liderados pelo então exilado aiatolá Ruhollah Khomeini tomaram o poder e o xá foge para os EUA, fundando a República Islâmica. A crise dos reféns na embaixada americana em Teerã, prego no caixão do governo de Jimmy Carter, acabou de vez com as relações diplomáticas entre os ex-aliados.

    CONFLITOS PAUTAM A AGENDA

    De 1980 a 1988, o Irã travou uma sangrenta guerra com o Iraque, cujo ditador Saddam Hussein recebia apoio dos EUA que depois o derrubariam. A política de expansão iraniana por meio de prepostos como o Hezbollah libanês floresceu, com choques como o atentado que matou 241 fuzileiros americanos em Beirute em 1984. Quatro anos depois, os EUA mataram 290 pessoas ao derrubar por engano um jato comercial iraniano no golfo Pérsico.

    COMEÇA A TENSÃO NUCLEAR

    Após a primeira Guerra do Golfo (1991), os EUA buscam conter a proliferação de armas de destruição em massa na região. Isso leva a um embargo total à venda de petróleo e gás pelos iranianos. Teerã tinha um programa nuclear assistido pela ONU desde os anos 1950, mas nos anos 1980 a suspeita de que ele servia para disfarçar a busca pela bomba cresceu. Agora, viraria tema constante na agenda internacional.

    APROXIMAÇÃO E O EIXO DO MAL

    Após dois períodos breves de tentativa de negociação, no fim do governo Bill Clinton em 2000 e quando Washington e o Irã tinham um inimigo comum no Talibã afegão, George W. Bush colocou o país persa ao lado de Coreia do Norte e Iraque no chamado “eixo do mal”, em 2002. Quatro anos depois, o presidente Mahmoud Ahmadinejad acelera a produção de urânio enriquecido, enquanto faz uma abertura a Bush numa carta inédita. Não dá certo, e o iraniano denuncia Israel e a direita americana pelo fracasso.

    O CAMINHO DO ACORDO

    Em 2013, Barack Obama inicia a negociação com o moderado Hassan Rouhani, chamando à mesa seus aliados europeus, a Rússia e a China. O resultado veio dois anos depois, com o JCPA (sigla inglesa para Plano de Ação Global Conjunto), em que Teerã submeteu seu programa a um regime de inspeção e renunciou à busca pela bomba na prática, em troca do fim de sanções ocidentais e a liberação de US$ 100 bilhões congelados.

    TRUMP ZERA O JOGO

    Presidente, Trump fez os EUA saírem do JCPA em 2018, afirmando que os iranianos apenas ganhavam tempo rumo à bomba. Passou à fase de coerção militar, pressionando Teerã a negociar sob a ameaça de ataques às instalações do programa. Trump manda matar o principal general do país, e depois uma operação israelense assassinou um cientista nuclear vital.

    O IRÃ ACELERA NOVAMENTE

    Pressionada, a teocracia acelera a produção de material físsil, que é enriquecido em ultracentrífugas. A agência da ONU diz que as “linhas vermelhas” estão rompidas e que a bomba está à mão do Irã em questão de meses. Hoje, a Agência Internacional de Energia Atômica diz haver 440 kg de urânio enriquecido a 60%, suficientes para talvez 15 bombas de baixa potência. Em 2025, os EUA voltaram à mesa negociadora de forma indireta, em Omã, sem sucesso.

    MAS A TEOCRACIA ESTÁ ENFRAQUECIDA

    Isso tudo ocorreu em momento de fraqueza do regime. Primeiro, problemas econômicos e sociais levaram a protestos inéditos em 2022. Depois, a guerra disparada pelo aliado Hamas contra Israel levou à destruição de boa parte da defesa primária de Teerã, na forma de grupos como o terrorista palestino ou o Hezbollah libanês.

    Em 2024, o presidente radical Ebrahim Raisi morreu em uma estranha queda de helicóptero. Após duas trocas de fogo diretas com o Irã, Israel atacou o rival por 12 dias em junho passado, dominando os céus sobre Teerã rapidamente. Os aiatolás lançam 600 mísseis contra o Estado judeu, mas quase 90% foram abatidos.

    Sem um acordo diplomático, Trump bombardeou em junho pela primeira vez a teocracia, atingindo três centrais nucleares. Os danos reais são disputados, mas a ação terminou a guerra com Israel. Os problemas, contudo, continuaram.

    A HORA DA VERDADE?

    Com novos e maciços protestos de rua contra o regime na virada para 2026, Trump promete apoiar os manifestantes, mas recua de um ataque por não ter forças suficientes no Oriente Médio e os vê massacrados. Enquanto desloca o maior contingente aeronaval desde 2003 para a região, retoma as negociações com o Irã, primeiro em Omã e, depois, na representação omani em Genebra.

    O clima é de pessimismo, pois Trump quer o fim completo do programa nuclear, enquanto Teerã oferece limitá-lo e renunciar à bomba. Os EUA também querem restringir o programa de mísseis balísticos, um pedido de Israel, aliado presumido numa guerra e alvo dessas armas. O americano promete atacar, seja de forma mais pontual, seja para derrubar o regime.

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  • Homem é condenado a perpétua após esfaquear menina de 9 anos no coração

    Homem é condenado a perpétua após esfaquear menina de 9 anos no coração

    Um homem de 26 anos foi condenado a pena de prisão perpétua quase quatro anos depois de ter esfaqueado mortalmente uma menina de nove anos no coração, na Inglaterra. O agressor dizia que a vítima poderia ser “ressuscitada” com um telefonema para a NASA

    Um homem de 26 anos que, em 2022, matou uma criança em Boston, Lincolnshire, na Inglaterra, foi, esta quarta-feira (25), condenado a pena de prisão perpétua.

    De acordo com  Sky News, o agressor teria de cumprir, no mínimo, 25 anos na prisão, depois de ter sido considerado culpado por homicídio.

    Tudo aconteceu em 28 de fevereiro, de 2022, quando o agressor esfaqueou a vítima de nove anos, Lilia Valutyte, no coração. A criança estava brincando com um arco na rua onde ficava localizada a loja da mãe, que encontrou a menina já deitada e “cheia de sangue.”

    Inicialmente, pensou que algo teria acontecido com o objeto com que a filha brincava, e começou a gritar por ajuda à medida que tapava as feridas. Um agente da polícia no local tentou ajudar a criança, mas Lilia Valutyte não resistiu à gravidade dos ferimentos e acabou morrendo.

    Imagens de videovigilância revelaram que o agressor, Deividas Skebas, observava a menina à distância, no final da rua, enquanto tocava no bolso de trás, onde tinha a faca. A força do ataque fez com que a criança caísse na janela de uma loja ao lado da mãe, daí, inicialmente, a mãe ter achado que tinha se tratado de um acidente com o arco.

    Meia hora após o ataque, o óbito da criança foi declarado. O polícia no local ainda começou a correr atrás do agressor, mas acabou  tentando socorrer a criança, perdendo-o de vista.

    O agressor foi preso dois dias depois do ataque, mas acabou sendo levado para o hospital, dado que, de acordo com os especialistas, a sua saúde mental estava em “declínio.”

    Segundo a Sky News, quando foi interrogado, o homem disse que tinha comido pedaços de arroz, entre os quais acreditava ter ingerido um microchip. De acordo com o que detalhou, acreditava então que havia a possibilidade de “de ressuscitar” Lilia caso o suposto controlador do chip fosse contactado, “na NASA.”

    Em tribunal, foi provado que o homem era consumidor de drogas, entre as quais anfetaminas, que poderia piorar a esquizofrenia com a qual o agressor já tinha sido diagnosticado.

    “Isto foi um homicídio deliberado e um ato cruel. Ele sabia que estava agindo de forma maldosa e que estava matando uma criança. É uma vítima vulnerável, uma criança de nove anos. As agressões tiveram um nível de planejamento alto”, defenderam os advogados, já no mês passado.

    A mãe da vítima também falou em tribunal, destacando que uma situação destas “não é algo de que se recupere” e que há muitas questões que continuam esperando por respostas: “Por que razão foi ela? Por que razão fomos nós?”

    Ainda em tribunal, os advogados referiram que o agressor estava se colocando em perigo ainda hoje, dado que, não tomando a medicação era um perigo também para os outros. O juiz sublinhou, no entanto, que face à pena de prisão, poderia ainda ser possível que fossem tomadas medidas adicionais dado o estado de saúde mental atual.

    Homem é condenado a perpétua após esfaquear menina de 9 anos no coração

  • Juiz de Fora: homem descobre através de foto que família desapareceu

    Juiz de Fora: homem descobre através de foto que família desapareceu

    Após fortes chuvas em Minas Gerais, um homem descobriu que a sua família desapareceu e a sua casa desabou através de fotografias; há registro de 47 mortes relacionadas com as cheias em Minas Gerais

    Um homem residente em Juiz de Fora, em Minas Gerais, descobriu que a sua família estava desaparecida e a sua casa tinha desabado após as chuvas torrenciais depois de ter recebido uma fotografia.

    “Me mandaram uma foto e eu falei: é a minha casa”, recordou o homem, identificado como Flávio Santos.

    O homem, que estava em outro município trabalhando, aguarda ainda notícias dos dois filhos, da nora, do neto e da mulher, em um momento em que as autoridades brasileiras elevaram o número de vítimas mortais para 47.

    “Me ligaram para perguntar se estava tudo bem. Mas eu estava em Belo Horizonte. Falei que estava tudo bem. E falaram: ‘mas e o restante do pessoal’?. E eu falei: ‘não sei’. Me mandaram a foto e eu falei: ‘é minha casa’. Daí eu comecei tentar contato com meus filhos, esposa, e não consegui contato com ninguém”, disse. 

    Vale destacar que pelo menos 47 pessoas morreram e 33 estão desaparecidas devido a chuvas torrenciais em Minas Gerais, segundo o mais recente balanço do Corpo de Bombeiros.

    Os bombeiros encontraram na madrugada os corpos de cinco pessoas no município de Juiz de Fora, o mais afetado pelo temporal que começou na segunda-feira e que ainda ameaça causar mais estragos na região.

    Em Juiz de Fora, que tem cerca de meio milhão de habitantes, foram registrados até ao momento 41 mortos e há ainda 18 pessoas por localizar.

    As outras vítimas confirmadas até hoje ocorreram a cerca de cem quilômetros de distância, na localidade de Ubá, que contabiliza, além de seis mortos, duas pessoas desaparecidas.

    As chuvas torrenciais deixaram um rastro de destruição nesta zona verde e montanhosa do estado de Minas Gerais. Ocorreram vários deslizamentos de terras, graves inundações que submergiram bairros inteiros e danos estruturais em infraestruturas.

    Cerca de 700 pessoas em Juiz de Fora e Ubá tiveram de abandonar as suas casas.

    Além disso, as previsões meteorológicas desenham um cenário preocupante, uma vez que se espera que as chuvas continuem de forma intensa nos próximos dias, aumentando o risco de novos deslizamentos e enxurradas.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, garantiu na terça-feira que as equipes de salvamento permanecerão no terreno o tempo que for necessário.

    Afirmou ainda que a prioridade é prestar ajuda humanitária e resgatar as vítimas e que, só depois, se começará a pensar na reconstrução da zona.

    O Governo do presidente Lula informou que enviou apoio de profissionais e já anunciou que vai enviar ajuda de 800 reais para cada pessoa que esteja sem casa, dinheiro que será transferido para as câmaras municipais.

    O governo central também está negociando a antecipação do pagamento de prestações da Segurança Social para os habitantes da zona.

    Juiz de Fora: homem descobre através de foto que família desapareceu

  • Cuba denuncia tentativa de infiltração de grupo dos EUA "com fins terroristas"

    Cuba denuncia tentativa de infiltração de grupo dos EUA "com fins terroristas"

    A Guarda Costeira cubana matou na quarta-feira quatro tripulantes de uma lancha norte-americana; sete ficaram feridas, seis pessoas que seguiam na embarcação civil e um elemento da Guarda Costeira de Cuba

    Cuba denunciou uma tentativa de infiltração de grupo com “fins terroristas”, a partir dos EUA, após a morte de ocupantes de um barco registrado na Florida em um tiroteio com a guarda costeira cubana em águas territoriais da ilha.

    “Foi apurado que a lancha rápida neutralizada, registrada na Florida com o número FL7726SH, transportava 10 pessoas armadas que, segundo as declarações preliminares dos detidos, tinham a intenção de proceder a uma infiltração para fins terroristas”, indicou, na quarta-feira, o Ministério do Interior cubano em comunicado.

    “Foram apreendidas espingardas de assalto, armas de fogo, engenhos explosivos de fabricação artesanal [cocktails Molotov], coletes à prova de balas, binóculos telescópicos e uniformes de camuflagem”, acrescentou.

    A Guarda Costeira cubana matou na quarta-feira quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, depois de a embarcação não ter obedecido à ordem de parada em águas territoriais e ter aberto fogo, disse anteriormente o Ministério do Interior.

    O comunicado oficial, também divulgado por vários órgãos de comunicação social estatais, indica que outras seis pessoas a bordo da lancha ficaram feridas no confronto, assim como o comandante da embarcação cubana.

    As autoridades cubanas afirmaram ainda que todos os feridos foram resgatados e receberam assistência médica.

    A conta oficial da Presidência de Cuba nas redes sociais declarou que o país reafirma o seu compromisso com a proteção das suas águas territoriais, com base no princípio da defesa nacional, que é um pilar fundamental para o Estado na procura da proteção da sua soberania e estabilidade na região.

    O incidente ocorreu durante a manhã, depois das autoridades cubanas terem detectado “uma lancha rápida ilegal em águas territoriais cubanas, registada na Florida, EUA.

    Segundo o Ministério do Interior, a embarcação aproximou-se “a nordeste do canal El Pino, no Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara” (centro de Cuba), onde uma unidade com cinco membros da Guarda Costeira se aproximou “para identificação”.

    De seguida, “a lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos”, que responderam aos ataques.

    Neste confronto, quatro pessoas a bordo da lancha morreram e um total de sete ficaram feridas, seis pessoas que seguiam na embarcação civil e um elemento da Guarda Costeira.

    O procurador-geral da Florida, James Uthmeier, anunciou já a abertura de uma investigação após o incidente, prometendo que os “comunistas serão responsabilizados”.

    “Ordenei ao Ministério Público que trabalhe com os nossos parceiros federais, estaduais e policiais para iniciar uma investigação. Não se pode confiar no Governo cubano e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar estes comunistas”, frisou Uthmeier nas redes sociais.

    O incidente ocorre no meio de tensões crescentes entre os Estados Unidos e Cuba, depois de Washington ter apertado o embargo petrolífero à ilha e instado Havana a chegar a um acordo.

    Foram relatados vários incidentes deste tipo nos últimos anos, dois deles em 2022. Em um dos casos, uma lancha norte-americana disparou contra agentes da guarda fronteiriça cubana perto de Villa Clara, ferindo um oficial cubano.

    O outro incidente ocorreu em Bahía Honda (oeste), quando uma lancha dos EUA colidiu com uma lancha da polícia marítima cubana, resultando no naufrágio da lancha e na morte de vários tripulantes.

    As autoridades insulares relatam frequentemente encontrar lanchas abandonadas ou apreendidas na costa norte (Ciego de Ávila, Villa Clara, Havana), habitualmente utilizadas para o embarque de potenciais migrantes, classificando estas ações como “violações territoriais e tráfico de pessoas”.

    Cuba denuncia tentativa de infiltração de grupo dos EUA "com fins terroristas"

  • Família rebate críticas por foto de Stephen Hawking em ilha de Epstein

    Família rebate críticas por foto de Stephen Hawking em ilha de Epstein

    A família de Stephen Hawking manifestou-se sobre a polêmica envolvendo uma foto do astrofísico na ilha de Jeffrey Epstein. “Qualquer insinuação de conduta inadequada da sua parte é errada e extremamente rebuscada”, garantiram

    A família de Stephen Hawking comentou a polêmica que se instaurou recentemente relacionada com o astrofísico, após serem reveladas fotos suas na ilha de Jeffrey Epstein com duas mulheres de biquíni.

    Em resposta ao Mirror, um porta-voz da família Hawking afirmou: “O professor Hawking fez algumas das maiores contribuições para a Física no século XX e foi, ao mesmo tempo, a pessoa que mais tempo sobreviveu a uma doença neurodegenerativa, uma condição debilitante que o deixou dependente de um respirador, sintetizador de voz, cadeira de rodas e cuidados médicos 24 horas por dia”.

    “Qualquer insinuação de conduta inadequada da sua parte é errada e extremamente rebuscada”, acrescentou o porta-voz.

    Sabe-se que a fotografia em questão foi tirada em 2006 no Hotel Ritz Carlton nas Ilhas Virgens Americanas, onde Stephen Hawking fez um discurso sobre cosmologia quântica. As duas mulheres ao seu lado não foram identificadas, mas especula-se que poderão ser as suas duas cuidadoras de longa data.

    O discurso de Hawking, vale destacar, aconteceu na ilha do predador sexual condenado Jeffrey Epstein, durante uma conferência para a qual foram convidados outros 51 cientistas.

    Antes do encontro, o astrofísico foi visto em duas outras fotografias. Uma num churrasco, com vários convidados, e outra a bordo de um submarino durante uma visita guiada à ilha de Epstein. O então magnata teria, supostamente, adaptado o veículo para pessoas em cadeiras de rodas, de modo a permitir que Hawking pudesse entrar no submarino. 

    Vale destacar que não há conhecimento de qualquer fotografia do astrofísico e Jeffrey Epstein juntos.

    Entre os milhares de e-mails compartilhados pelo Departamento da Justiça norte-americano há cerca de 250 menções a Stephen Hawking. Em um deles, dirigido à sua companheira, Ghislaine Maxwell, Epstein oferece uma recompensa para quem conseguir ajudar a provar que Hawkings não este em uma “orgia de menores” nas Ilhas Virgens.

    “Pode emitir uma recompensa aos amigos e família da Virginia [Giuffre, uma das supostas vítimas de Epstein] que venham a público provar que as alegações dela são falsas. A mais forte é o jantar Clinton e a nova versão nas Ilhas Virgens de que Stephen Hawking participou de uma orgia com menores”, pode se ler no e-mail.

    Publicamente, Virginia Giuffre, que tirou a própria vida em 2025, nunca fez qualquer acusação relativa ao astrofísico. Que se saiba, este e-mail de Epstein é a única menção a uma alegação contra Hawking do gênero.

    Para além disto, foi apenas feita uma denúncia de que Epstein e Hawking tinham ido a um clube “só de homens” juntos em 2011. A acusação foi considerada infundada pelo FBI (Departamento de Investigação Federal dos EUA) em 2019, quando foi recebida.

    Família rebate críticas por foto de Stephen Hawking em ilha de Epstein

  • Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

    Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

    “Não podemos fazer campanha nessas condições”, declarou. Essa é “mais uma forma de me impedir de ser candidata” em 2027, afirmou.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder parlamentar da Reunião Nacional (RN) na França, Marine Le Pen, afirmou nesta quarta-feira (25), em entrevista à rede BFMTV, que não fará campanha para a próxima eleição presidencial caso seja condenada a usar tornozeleira eletrônica.

    “Não podemos fazer campanha nessas condições”, declarou. Essa é “mais uma forma de me impedir de ser candidata” em 2027, afirmou.

    Le Pen receberá a decisão do Tribunal de Apelação de Paris em 7 de julho, no caso que envolve assessores de eurodeputados da RN, após ter sido condenada em primeira instância, entre outras penas, a dois anos de uso de tornozeleira eletrônica e à proibição de ocupar cargos públicos por cinco anos, com efeito imediato.

    A líder é acusada, juntamente com outros 11 réus da RN, de usar EUR 4,6 milhões (cerca de R$ 29 milhões), destinados a remunerar assessores, para pagar funcionários do partido sem vínculo com o Parlamento Europeu. Ela também foi condenada a quatro anos de prisão, dos quais dois em regime fechado, e recorre em liberdade.
    Seus defensores acusam a Justiça francesa de partidarismo, e a juíza encarregada do caso sofreu ameaças nas redes sociais e passou a andar com seguranças.

    Pouco antes do início do julgamento, em janeiro deste ano, a revista alemã Der Spiegel publicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou impor sanções contra os juízes encarregados do caso -a exemplo do que fez contra ministros do STF durante o julgamento da trama golpista contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A notícia causou indignação no meio jurídico francês.

    Le Pen, que denunciou “um processo político” em várias entrevistas, não se pronunciou em público antes do início do julgamento. Quem falou foi seu pupilo no partido, Jordan Bardella, presidente da RN. Segundo ele, “seria profundamente inquietante para a democracia” que a deputada seja impedida de disputar a Presidência.

    Caso a sentença seja confirmada, o próprio Bardella, de apenas 30 anos, passaria a ser o provável candidato da sigla. Algumas pesquisas o apontam até como mais competitivo que Le Pen, criando uma rivalidade nos bastidores que os dois têm se empenhado em minimizar publicamente.

    A líder de ultradireita descartou, ainda nesta quarta, ter “um papel de tutora” sobre Bardella caso ela não possa se candidatar. Se o presidente do partido for eleito, ela afirma que terá “qualquer papel que ele quiser” no governo. “Em todo caso, o que é certo é que não terei um papel de tutora. Ele nunca esteve sob minha tutela e nunca estará”, declarou.

    Sobre Bardella também pesa uma acusação de desvio de fundos do Parlamento Europeu –no caso dele, para gastos com media training na eleição de 2022. Por enquanto, porém, ele não é réu.

    Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

  • Governo Trump suspende programa que facilita entrada de turistas nos EUA

    Governo Trump suspende programa que facilita entrada de turistas nos EUA

    A suspensão ocorre por conta da paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, que começou no dia 14 de fevereiro, após democratas e republicanos não conseguirem chegar a um acordo em relação à legislação para financiar o departamento. A principal demanda dos Democratas é que o governo de Donald Trump altere as operações anti-imigração realizadas pelo ICE.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – No último sábado (21), o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou a suspensão das operações do programa Global Entry, que facilita a entrada de passageiros estrangeiros pré-verificados aos dispensá-los de passar pelos guichês de imigração ao desembarcar no país.

    A suspensão ocorre por conta da paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, que começou no dia 14 de fevereiro, após democratas e republicanos não conseguirem chegar a um acordo em relação à legislação para financiar o departamento. A principal demanda dos Democratas é que o governo de Donald Trump altere as operações anti-imigração realizadas pelo ICE.

    Originalmente, outro programa semelhante, chamado TSA PreCheck, que permite que o passageiro pule a fila de segurança no aeroporto, também teria sido incluído na suspensão, mas o Departamento de Segurança reverteu a decisão no domingo.

    Enquanto o TSA PreCheck está operando normalmente nos aeroportos americanos, ainda não há previsão de reestabelecimento do Global Entry.

    Governo Trump suspende programa que facilita entrada de turistas nos EUA

  • Guarda costeira de Cuba diz ter matado quatro pessoas em barco americano

    Guarda costeira de Cuba diz ter matado quatro pessoas em barco americano

    Segundo o regime em Havana, quando os militares abordaram a embarcação, registrada na Flórida, foram recebidos a tiros. O capitão do barco cubano foi atingido e retirado do local para tratamento, assim como os seis feridos que estavam na lancha americana.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Ministério do Interior de Cuba disse nesta quarta-feira (25) ter matado quatro pessoas e ferido outras seis que estavam em uma lancha de matrícula dos Estados Unidos que teria atacado a guarda costeira cubana.

    Segundo o regime em Havana, quando os militares abordaram a embarcação, registrada na Flórida, foram recebidos a tiros. O capitão do barco cubano foi atingido e retirado do local para tratamento, assim como os seis feridos que estavam na lancha americana.
    Não há mais informações sobre a identidade dos ocupantes do barco até o momento.

    A relação entre os EUA de Donald Trump e Cuba passa por uma das maiores tensões dos últimos anos depois que a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por parte de forças americanas interrompeu a entrega de petróleo à ilha comunista.

    Com isso, e uma intensificação no embargo de Washington contra Havana, o país vive uma grave escassez de combustíveis, com impactos diretos na população. Os cubanos vivem hoje longos apagões, veem o lixo se acumular nas ruas e o transporte público se tornar cada vez mais limitado.

    Guarda costeira de Cuba diz ter matado quatro pessoas em barco americano

  • EUA impõem nova série de sanções econômicas ao Irã

    EUA impõem nova série de sanções econômicas ao Irã

    O Governo dos Estados Unidos impôs hoje novas sanções econômicas ao Irã, destinadas a enfraquecer o regime teocrático e reduzir as suas receitas petrolíferas, na véspera de negociações dos dois países em Genebra.

    O órgão responsável pelas sanções econômicas do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu em sua lista de sanções quatro pessoas, todas de nacionalidade iraniana, além de várias empresas e 12 navios petroleiros, informou um porta-voz da diplomacia norte-americana em comunicado.

    “Os Estados Unidos incluíram [na lista de alvos de sanções] pessoas e entidades envolvidas em múltiplas redes de aquisição de armas sediadas no Irã, na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos, que apoiam o desenvolvimento de mísseis balísticos e armas convencionais avançadas do regime iraniano”, especificou o Departamento de Estado dos Estados Unidos no comunicado.

    “Também estamos sancionando numerosas embarcações da frota paralela e seus proprietários ou operadores, que coletivamente transportaram centenas de milhões de dólares em petróleo, derivados de petróleo e produtos petroquímicos iranianos”, informou o texto.

    Esses petroleiros da chamada “frota fantasma” são utilizados por Teerã para contornar o embargo norte-americano às suas exportações de petróleo bruto e, assim, “financiar a repressão interna, grupos terroristas ligados ao regime e seus programas de armamento”.

    Washington considera que “o regime iraniano continua a administrar mal sua economia, com consequências catastróficas para seu povo, e prioriza o financiamento de grupos paramilitares estrangeiros e de mísseis em detrimento das necessidades básicas dos iranianos comuns”. Por isso, “as sanções de hoje têm como alvo os fundos ilícitos que o regime utiliza para promover seus objetivos malignos e desestabilizadores”.

    Na nota oficial, o Departamento de Estado também advertiu que “os Estados Unidos continuarão a usar todos os meios disponíveis para expor, interromper e neutralizar a capacidade do regime iraniano de obter recursos para desenvolver seus programas de armamento e financiar seu comportamento desestabilizador”.

    Estão previstas para quinta-feira novas conversas na Suíça sobre o programa nuclear iraniano, principal ponto de discórdia entre os dois países rivais.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, acusou na terça-feira o Irã de ter “desenvolvido mísseis que podem ameaçar a Europa e bases militares” dos Estados Unidos, além de tentar criar mísseis ainda mais potentes, capazes de “em breve atingir os Estados Unidos”.

    “Eles estão, neste momento, levando adiante suas ambições nucleares sinistras”, declarou Trump, que tem tentado chegar a um acordo com Teerã para garantir, entre outros pontos, que a República Islâmica não desenvolva armas nucleares.

    O governo iraniano nega qualquer finalidade militar em seu programa nuclear, mas insiste no direito ao uso de energia nuclear para fins civis, conforme previsto no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), do qual é signatário.

    Em caso de fracasso da diplomacia, os Estados Unidos ameaçaram atacar o Irã e já enviaram uma grande força militar para a região do Golfo Pérsico.

    EUA impõem nova série de sanções econômicas ao Irã