“Israel é um mau e uma maldição para a humanidade”, teria dito o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif. O Paquistão tem atuado como a principal intermediadora de paz desde o início do conflito
SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Israel condenou na manhã desta sexta-feira (10) o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, por ter chamado o país de “maldição” e “câncer”.
“Israel é um mau e uma maldição para a humanidade”, teria dito Asif. As declarações ocorreram em uma publicação no X ontem a noite, mas não está mais disponível no perfil do homem na manhã desta sexta.
Paquistanês disse que enquanto negociações de paz ocorrem, um “genocídio está sendo cometido no Líbano”. “Cidadãos inocentes estão sendo mortos por Israel, primeiro Gaza, depois Irã e agora Líbano, o derramamento de sangue continua inabalável”, continuou.
“Eu espero e rezo para que as pessoas que criaram este estado cancerígeno em terra palestina para se livrar dos judeus europeus queimem no inferno”, disse Asif.
Um porta-voz do governo de Israel publicou uma imagem da postagem supostamente apagada e criticou o homem. “Esse é o ministro da Defesa do Paquistão, soando desequilibrado e genocida”, escreveu Eylon Levy na legenda.
O Paquistão tem atuado como a principal intermediadora de paz desde o início do conflito. Neste sábado (11), Islamabad sediará conversas entre americanos e iranianos. Steve Witkoff e Jared Kushner representarão os EUA, enquanto Teerã, segundo a imprensa estatal, enviará o presidente do parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf.
A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermediava as conversas. O primeiro-ministro solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.
CESSAR-FOGO FRÁGIL E LÍBANO EXCLUÍDO
O presidente americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social.
O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com 10 pontos do país persa “enfatiza questões fundamentais”, como a “passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país aceita a trégua, mas impôs condições. Ele pediu que os ataques contra o território iraniano fossem interrompidos. O país ordenou, ainda, a cobrança de taxas de embarcações que transitarem pelo Estreito de Hormuz por parte de Irã e de Omã. Se confirmada, a cobrança seria inédita, já que a região sempre foi tratada como uma via internacional livre.
No dia seguinte ao anúncio, porém, o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo por seguir bombardeando o Líbano. Tanto Benjamin Netanyahu, quanto Donald Trump informaram que o país não estava incluso na trégua por causa do Hezbollah.
Nesta quinta-feira (09), Israel sinalizou que negociaria separadamente a paz com o Líbano. Em comunicado, o gabinete de Benjamin Netanyahu informou que as negociações diretas devem acontecer “o mais rápido possível”. Poucas horas depois, porém, o premiê afirmou que “não há um cessar-fogo” em curso.

Deixe um comentário