Categoria: MUNDO

  • Trump chama Irã de 'perdedor do Oriente Médio' e promete novos ataques

    Trump chama Irã de 'perdedor do Oriente Médio' e promete novos ataques

    A declaração acontece em resposta direta ao presidente do Irã. Masoud Pezeshkian pediu desculpas neste sábado (7) aos países vizinhos que foram afetados pela retaliação iraniana após o ataque conjunto dos EUA e de Israel que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o Irã de “perdedor do Oriente Médio” e prometeu continuar a ofensiva iniciada há uma semana até que a nação se renda ou entre em colapso.

    A declaração acontece em resposta direta ao presidente do Irã. Masoud Pezeshkian pediu desculpas neste sábado (7) aos países vizinhos que foram afetados pela retaliação iraniana após o ataque conjunto dos EUA e de Israel que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

    “O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim o ‘perdedor do Oriente Médio’, e continuará sendo por muitas décadas, até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total”, escreveu Trump na Truth Social.

    Horas depois do pedido de desculpas de Pezeshkian, no entanto, o Exército iraniano afirmou que continuará atacando alvos militares dos EUA e de Israel em toda a região.

    “Após as declarações do presidente, as Forças Armadas declaram mais uma vez que respeitam a soberania nacional dos países vizinhos e que não realizaram nenhuma agressão contra eles”, diz o comunicado. Mas, “caso as ações hostis anteriores continuem, todas as bases e interesses militares” dos EUA e de Israel “em terra, mar e ar” em toda a região serão os “alvos principais”, continua

    Em discurso televisionado neste sábado, Pezeshkian disse também que Teerã não se renderá aos EUA nem a Israel: “Os inimigos levarão ao túmulo o desejo de que o povo iraniano se renda”.

    Trump chama Irã de 'perdedor do Oriente Médio' e promete novos ataques

  • Polícia dos EUA mata brasileiro com quatro tiros após família pedir ajuda

    Polícia dos EUA mata brasileiro com quatro tiros após família pedir ajuda

    Segundo a emissora CBS News, Gustavo Guimarães teria sacado uma arma durante a abordagem, o que levou os policiais a reagirem com disparos. A família contesta essa versão.

    Um brasileiro de 34 anos, nascido em Belo Horizonte, morreu após ser atingido por quatro tiros durante uma ação policial em Powder Springs, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, na noite de terça-feira. Segundo a emissora CBS News, Gustavo Guimarães teria sacado uma arma durante a abordagem, o que levou os policiais a reagirem com disparos. A família contesta essa versão.

    “Concordo que a polícia deve agir quando ameaças perigosas colocam em risco suas vidas e a segurança de outras pessoas, mas essa narrativa não mostra o quadro completo e é imprecisa. Gus não tinha uma arma. Ele não é imigrante. Ele é cidadão dos Estados Unidos”, disse em entrevista divulgada pelo GLOBO um familiar, que pediu para não ser identificado.

    O caso ocorreu no estacionamento de um centro comercial na New MacLand Road, onde funciona um supermercado da rede Publix. A investigação está a cargo do Departamento de Investigação da Geórgia (GBI). Gustavo tinha dupla nacionalidade e vivia nos Estados Unidos havia cerca de duas décadas.

    De acordo com a polícia local, os agentes foram acionados por volta das 21h para atender uma ocorrência envolvendo uma pessoa em possível surto psicótico. O homem, morador da cidade de Acworth, estava no estacionamento quando foi abordado. Cerca de uma hora após o início da ocorrência, segundo a polícia, ele teria sacado uma arma de fogo. Diante da situação, aproximadamente sete policiais abriram fogo. Gustavo foi atingido quatro vezes — três tiros no peito e um na nuca. Ele chegou a ser levado a um hospital da região, mas não resistiu.

    A família afirma que ele apresentava sintomas que poderiam indicar esquizofrenia, embora nunca tivesse recebido diagnóstico formal e nunca tivesse demonstrado comportamento violento. Segundo parentes, ele também era contrário ao armamento.

    Na semana de sua morte, Gustavo teria concordado em buscar ajuda psicológica. A mãe então ligou para o 988, serviço telefônico de apoio a pessoas em crise de saúde mental nos Estados Unidos. Após o contato, duas profissionais de saúde se encontraram com ele no estacionamento do supermercado para avaliá-lo. A polícia chegou cerca de 30 minutos depois.

    Uma ambulância também foi chamada e levou a mãe de Gustavo ao hospital após ela apresentar sinais de ansiedade, queda de pressão e histórico de problemas cardíacos.

    “Ele nunca foi agressivo, mas acreditava estar sempre sendo perseguido e tinha dificuldades de encontrar um emprego, o que nos fazia acreditar que ele apresentava sinais de esquizofrenia. Quando as profissionais conversavam com ele, ele estava bem, lúcido, conversando normalmente. Ele só entrou em surto quando a polícia chegou, justamente por medo de ser capturado por policiais. A mãe não queria sair de perto do filho, mas quando ela foi levada ao hospital, o Gustavo foi morto”, relatou um familiar.

    O corpo foi reconhecido por um irmão, mas ainda não havia sido liberado para o funeral.

    “Essa foi uma ligação para o 988 que deu muito errado, e a história completa não está sendo retratada. Somos sensíveis aos policiais que precisaram atender a essa ocorrência naquela noite e ao que eles podem estar enfrentando após a situação, e estamos rezando pelo estresse que possam estar vivendo. No entanto, todos nós estamos no meio disso, com poucas informações e muita desinformação”, declarou outro parente.

    Nenhum policial ou civil ficou ferido. Como é padrão em casos de mortes durante intervenções policiais na Geórgia, o GBI assumiu a investigação. Após a conclusão do inquérito, o material será enviado ao promotor do condado de Cobb, que decidirá se haverá responsabilização criminal.

    Segundo autoridades estaduais, este foi o 16º caso de disparos envolvendo policiais registrado na Geórgia em 2026, sendo oito deles com morte.

    Polícia dos EUA mata brasileiro com quatro tiros após família pedir ajuda

  • Novos ataques russos deixam cinco mortos na Ucrânia

    Novos ataques russos deixam cinco mortos na Ucrânia

    Pelo menos cinco pessoas morreram entre a noite de sexta e hoje na Ucrânia, onde diversas regiões foram alvo de ataques aéreos russos, de acordo com um novo balanço das autoridades.

    Pelo menos quatro pessoas morreram após o bombardeio de um prédio residencial em Kharkiv (leste da Ucrânia) e uma morreu na região de Dnipropetrovsk (sudeste), que foi alvo de drones, artilharia e foguetes, segundo autoridades regionais.

    Um balanço anterior das autoridades indicava dois mortos no ataque realizado pela Rússia contra um prédio residencial em Kharkiv.

    “Como resultado do ataque inimigo, parte de um edifício residencial de cinco andares localizado no distrito de Kyivsky, em Kharkiv, foi praticamente destruída. Uma casa próxima também foi danificada”, escreveu na plataforma de mensagens Telegram o chefe da administração militar regional de Kharkiv, Oleg Synegoubov.

    Synegoubov também informou que dez pessoas ficaram feridas, incluindo dois meninos de 6 e 11 anos e uma menina de 17 anos.

    Em Chuguiv, também na região de Kharkiv, duas pessoas ficaram feridas em um “ataque com drones inimigos” contra uma casa no centro da cidade, afirmou anteriormente no Telegram a prefeita Galyna Minaeva.

    Um alerta aéreo foi acionado durante a noite em toda a Ucrânia devido aos ataques russos.

    A Força Aérea da Polônia informou na rede social X que enviou aviões militares para proteger seu espaço aéreo nas regiões de fronteira com a Ucrânia, como costuma fazer em casos de ataques de grande escala.

    Em Zaporíjia (sul), um ataque russo deixou uma criança ferida, anunciou no Telegram o chefe da administração regional, Ivan Fedorov.

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  • Produção de armamento avançado dos EUA será quadruplicada, diz Trump

    Produção de armamento avançado dos EUA será quadruplicada, diz Trump

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os principais fabricantes de armamento do país concordaram quadruplicar a produção de armas avançadas. 

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o anúncio na rede social Truth Social, em plena campanha militar contra o Irã, após uma “reunião muito produtiva com as maiores empresas de defesa” do país, que concordaram em quadruplicar a produção de armas de alta tecnologia.

    “A expansão começou três meses antes da reunião, e as fábricas e a produção de muitas dessas armas já estão em andamento. Temos um fornecimento praticamente ilimitado de munições de nível médio e médio-superior, que estamos usando, por exemplo, no Irã e, recentemente, na Venezuela. Mesmo assim, também aumentamos os pedidos nesses níveis”, disse Trump.

    Da reunião participaram executivos de grandes empresas do setor de defesa, como BAE Systems, Boeing, Honeywell Aerospace, L3Harris Technologies, Lockheed Martin, Northrop Grumman e Raytheon.

    Segundo Trump, outra reunião foi agendada para daqui a dois meses.

    “Estados de todo o país estão competindo para sediar essas novas fábricas”, acrescentou o presidente norte-americano.

    O Irã tem questionado a capacidade dos Estados Unidos de manter munições suficientes para continuar os ataques no mesmo ritmo desde o início da ofensiva, no último sábado, enquanto as forças norte-americanas afirmam ter capacidade para manter a operação pelo tempo que for necessário.

    As forças dos EUA e de Israel têm afirmado que estão reduzindo a capacidade ofensiva do Irã, especialmente no que diz respeito a mísseis balísticos e drones, durante os ataques em andamento.

    Também hoje, Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã e afirmou que pretende participar da escolha dos futuros líderes do país e de sua reconstrução.

    “Não haverá acordo com o Irã, apenas uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ÓTIMOS E ACEITÁVEIS, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irã, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”, escreveu Trump na Truth Social, usando letras maiúsculas como costuma fazer.

    “MAKE IRAN GREAT AGAIN! (TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE!)”, acrescentou Donald Trump, adaptando ao Irã o seu conhecido slogan de campanha “Make America Great Again”.

    Produção de armamento avançado dos EUA será quadruplicada, diz Trump

  • Israel bombardeia Teerã no oitavo dia da guerra

    Israel bombardeia Teerã no oitavo dia da guerra

    Israel bombardeou hoje a capital iraniana, Teerã, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado querer a “capitulação incondicional” do Irã.

    As Forças de Defesa de Israel iniciaram uma onda de ataques em grande escala” contra alvos governamentais na capital do Irã, de acordo com um comunicado do exército israelense divulgado nesta madrugada.

    O início dos novos ataques ocorreu pouco depois de o exército afirmar ter detectado uma nova salva de mísseis iranianos em direção a Israel.

    Uma série de explosões foi ouvida em Tel Aviv após os disparos iranianos, aparentemente provocadas pela interceptação dos mísseis pelas defesas israelenses.

    O exército informou então que os moradores estavam liberados para sair dos abrigos “em todas as regiões do país”.

    As operações militares “estão indo muito bem”, afirmou na noite de sexta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia declarado anteriormente na rede social Truth Social — da qual é proprietário — que não haveria “nenhum acordo com o Irã, apenas uma CAPITULAÇÃO INCONDICIONAL!”.

    As declarações do líder republicano fizeram disparar os preços do petróleo, que subiram quase 30% em uma semana, atingindo níveis não vistos desde 2023. O conflito na região está interrompendo grande parte do fluxo de hidrocarbonetos provenientes do Golfo.

    Os bombardeios continuaram sem pausa, com o exército israelense anunciando ter atingido “400 alvos” em todo o Irã apenas na sexta-feira. O comando militar norte-americano para o Oriente Médio, United States Central Command (Centcom), afirmou ter atacado mais de “três mil” alvos desde o início da operação “Fúria Épica”, há uma semana.

    “Estamos esmagando o regime terrorista iraniano”, afirmou na sexta-feira à noite o chefe do Estado-Maior do exército israelense.

    De acordo com as autoridades iranianas, cerca de mil pessoas morreram desde o início da guerra, 30% delas crianças, disse o porta-voz do governo na sexta-feira, citado pela Agence France-Presse (AFP), que não conseguiu verificar essas informações de forma independente.

    O Irã continua retaliando e mira Israel, onde dez pessoas já morreram, segundo os serviços de emergência. Outros países vizinhos do Golfo também foram atingidos, embora Teerã afirme que seus ataques têm como alvo apenas bases e interesses norte-americanos.

    Treze pessoas, incluindo sete civis, morreram na região. Ainda na sexta-feira, mísseis e drones atingiram Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Qatar.

    O Ministério da Defesa saudita anunciou hoje ter destruído um míssil balístico que se dirigia para a base aérea do príncipe Sultan, que abriga militares norte-americanos.

    No Iraque, uma instalação petrolífera no sul do país foi alvo pela segunda vez na sexta-feira de um ataque com drones, informou uma fonte de segurança iraquiana. O Aeroporto de Bagdá, que abriga uma base militar e uma instalação diplomática dos EUA, também foi atingido.

    No Líbano, que entrou no conflito quando o Hezbollah — aliado do Irã — atacou Israel “para vingar” a morte do aiatolá Ali Khamenei, o número de vítimas dos bombardeios israelenses de retaliação continua aumentando. Pelo menos nove pessoas morreram na noite de sexta-feira em ataques no leste do país, elevando o total desde segunda-feira para mais de 220 mortos e cerca de 800 feridos, segundo autoridades.

    Cerca de 300 mil pessoas tiveram que fugir dos ataques israelenses em todo o país, de acordo com o Conselho Norueguês para Refugiados, muitas vezes sem saber para onde ir.

    O Hezbollah também continua lançando foguetes contra Israel — 70 apenas na sexta-feira, segundo o exército israelense, que afirmou ter atingido “500 alvos” no Líbano desde segunda-feira e matado “70 terroristas” do movimento xiita libanês.

    No sul do Líbano, uma posição da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) foi atingida na sexta-feira, deixando dois capacetes azuis gravemente feridos, segundo a imprensa estatal e o exército de Gana.

    O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o episódio como um “ataque inaceitável”.

    A situação causada por “todos esses ataques ilegais” no Oriente Médio pode se tornar incontrolável, alertou na sexta-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, alegando que a ofensiva foi motivada pela inflexibilidade do regime iraniano nas negociações sobre o enriquecimento de urânio dentro do programa nuclear, que Teerã afirma ter fins exclusivamente civis.

    Em resposta, o Irã lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Israel bombardeia Teerã no oitavo dia da guerra

  • EUA diz que pode "agir sozinho" em países latinos-americanos

    EUA diz que pode "agir sozinho" em países latinos-americanos

    País firmou acordo de combate a cartéis com 16 governos aliados

    Em meio aos ataques contra o Irã, o governo dos Estados Unidos firmou acordo com 16 países latino-americanos para “combate aos cartéis” na região e ameaçou “agir sozinho” na América Latina “se necessário”, o que violaria a soberania das nações latino-americanas sobre o próprio território.

    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, liderou na última quinta-feira (5), em Doral, na Flórida, a Conferência das Américas de Combate aos Cartéis, da qual participaram 16 países latino-americanos. 

    “Os Estados Unidos estão preparados para enfrentar essas ameaças e partir para o ataque sozinhos, se necessário. No entanto, nossa preferência — e o objetivo desta conferência — é que, no interesse deste hemisfério, façamos isso juntos; com vocês, com nossos vizinhos e com nossos aliados”, disse Hegseth.

    O secretário do governo Trump enfatizou que a “coalizão” firmada na Flórida expressa a política do Corolário Trump à Doutrina Monroe. Incluída na Estratégia de Segurança Nacional, anunciada em dezembro pelos Estados Unidos, a política reafirma a doutrina criada em 1823 e prega a “proeminência” de Washington sobre as Américas.

    “Ameaça gravíssima”

    O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona disse à Agência Brasil que a fala de Hegseth é uma “ameaça gravíssima”.

    “Pois sob Trump, as ameaças costumam se materializar (vide Venezuela e agora Irã). Ao evocar a Doutrina Monroe, o faz propondo expurgar a presença de potências extrarregionais das Américas, em uma ameaça explícita à liberdade de ação das nações da América Latina”, comentou.

    O pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) acrescentou que o ingresso de drogas nos EUA deve ser uma tarefa interna ao Estado americano, que tenta “latino-americanizar” a questão como “pretexto” para intervenções abertas no continente, como ocorreu na Venezuela.

    “É difícil imaginar que as forças de segurança americana não tenham meios para proteger autonomamente suas próprias fronteiras”, completou Carmona. 

    O combate aos cartéis foi a justificativa usada para o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em seguida, Washington afastou-se do discurso do combate às drogas na Venezuela, priorizando a agenda do comércio petroleiro nas relações com Caracas. 

    Conferência no Comando Sul

    Ao explicar a nova doutrina na Conferência da Flórida, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que os EUA querem “acesso irrestrito a áreas estratégicas e ao comércio, para que nossas nações possam se industrializar”.

    “Queremos impedir que potências externas ameacem nossa paz e independência em nossa região comum”, acrescentou.

    A Conferência ocorreu na sede do Comando Sul dos EUA, setor das Forças Armadas responsável por monitorar a América Latina e o Caribe. 

    Da América do Sul, estavam presentes representantes da Argentina, Guiana, Bolívia, Equador, Paraguai, Chile e Peru. Da América Central, estavam Belize, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Panamá e Trinidad e Tobago.

    O Ministério da Defesa da Argentina informou que, além de uma declaração conjunta que não foi divulgada, foram firmados acordos bilaterais com os EUA. Tais acordos separados teriam permitido “adaptar o marco jurídico de cada nação, como um elemento substancial do que foi acordado”. 

    O professor Carmona acrescentou que Washington tenta vincular os países latino-americanos aos desígnios estratégicos de Washington, “impedindo-as de manter relações abertas com os vários polos de poder mundial”.

    “Trata-se de um constrangimento à soberania inaceitável para a América Latina”.

    México e Brasil

    Os governos do México e do Brasil têm informado que o combate aos cartéis na América Latina tem que ser feito respeitando a soberania dos países da região.

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”.  

    O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, incluiu o combate ao narcotráfico na agenda de negociações com o governo de Donald Trump. 

    O pesquisador do Cebri Ronaldo Carmona afirma que o Brasil sempre diferenciou as atividades policiais, que seriam usadas para combater o narcotráfico, das atividades de Defesa, ligada à soberania territorial. Porém, os EUA tentam militarizar esse combate às drogas.

    “O Brasil precisa urgentemente, como uma prioridade nacional, enfrentar com todas as energias, a começar das forças de segurança, as organizações criminosas brasileiras, até para não oferecer pretexto a Washington de utilizá-las com fins de ameaça à soberania brasileira”, completou.

    Colômbia

    O presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu à declaração do secretário estadunidense, comentando que os EUA “não precisam agir sozinhos para acabar com os cartéis de droga, pois não saberiam como fazê-lo bem. Para destruir os cartéis da máfia, precisamos nos unir”.

    “Se alguém está interessado em destruir os cartéis, são a Colômbia e a América Latina, onde milhões de pessoas foram assassinadas e onde a democracia foi destruída em regiões que vivem sob o terror”, disse Petro.

    “Portanto, a aliança contra o tráfico de drogas é um Pacto pela Vida e pela Paz, e estamos prontos”, disse em uma rede social.

    Equador e Paraguai

    O Equador e o Paraguai estão entre os países que mais têm estreitado relação com Washington sob o argumento de combate ao narcotráfico.

    Um dia antes da Conferência na Flórida, o Senado do Paraguai aprovou acordo com os EUA que prevê a presença no país de militares enviados por Washington, com imunidade penal para operações no país sul-americano. O projeto ainda precisa de aprovação da Câmara dos Deputados paraguaia. 

    Também nesta semana, o Equador e os EUA anunciaram operações militares conjuntas contra cartéis de drogas. 

    Em novembro de 2025, o presidente do país, Daniel Noboa, tentou aprovar, em referendo, a permissão para instalar bases militares estrangeiras no país, mas a consulta foi rejeitada por 60% da população equatoriana que foi às urnas. 

    EUA diz que pode "agir sozinho" em países latinos-americanos

  • Víde: 50 caças de Israel atacam bunker que era de Ali Khamenei no Irã

    Víde: 50 caças de Israel atacam bunker que era de Ali Khamenei no Irã

    O exército israelense explicou que 50 caças atacaram, esta sexta-feira (6), um bunker construído para o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que foi “morto antes de o poder usar”

    Dezenas de caças israelenses dispararam, esta sexta-feira (6), contra um bunker que foi construído para servir de refúgio a Ali Khamenei, líder supremo do Irã que morreu no fim de semana durante os ataques de Israel e dos EUA.

    As imagens que mostram o momento em que o local é atacado foram registradas e compartilhadas pelo exército israelita nas redes sociais.

    “Cinquenta caças israelenses desmantelaram o bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei, localizado sob o complexo da liderança do regime iraniano em Teerã”, diz a publicação.

    Já no Telegram, as Forças de Defesa de Israel (IDF) relataram que o bunker tinha como objetivo ser usado pelo líder supremo como um centro de comando de emergência. “Khamenei foi morto antes de o poder usar, mas o complexo continuou sendo usado por oficiais do regime”, escreve o exército israelita.

    De acordo com as IDF, o complexo criado abrangia “várias ruas no centro de Teerã e tinha inúmeras entradas e salas de reunião para membros importantes do regime terrorista iraniano.”

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

    Víde: 50 caças de Israel atacam bunker que era de Ali Khamenei no Irã

  • Vídeo: 50 caças de Israel atacam bunker que era de Ali Khamenei no Irã

    Vídeo: 50 caças de Israel atacam bunker que era de Ali Khamenei no Irã

    O exército israelense explicou que 50 caças atacaram, esta sexta-feira (6), um bunker construído para o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que foi “morto antes de o poder usar”

    Dezenas de caças israelenses dispararam, esta sexta-feira (6), contra um bunker que foi construído para servir de refúgio a Ali Khamenei, líder supremo do Irã que morreu no fim de semana durante os ataques de Israel e dos EUA.

    As imagens que mostram o momento em que o local é atacado foram registradas e compartilhadas pelo exército israelita nas redes sociais.

    “Cinquenta caças israelenses desmantelaram o bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei, localizado sob o complexo da liderança do regime iraniano em Teerã”, diz a publicação.

    Já no Telegram, as Forças de Defesa de Israel (IDF) relataram que o bunker tinha como objetivo ser usado pelo líder supremo como um centro de comando de emergência. “Khamenei foi morto antes de o poder usar, mas o complexo continuou sendo usado por oficiais do regime”, escreve o exército israelita.

    De acordo com as IDF, o complexo criado abrangia “várias ruas no centro de Teerã e tinha inúmeras entradas e salas de reunião para membros importantes do regime terrorista iraniano.”

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

    Vídeo: 50 caças de Israel atacam bunker que era de Ali Khamenei no Irã

  • EUA e Israel ampliam ataques em nova fase da guerra no Irã

    EUA e Israel ampliam ataques em nova fase da guerra no Irã

    Americanos falam em aumento dramático de bombardeios, e Estado judeu promete ‘surpresas’ no conflito; campanha aérea passa de lançamentos à distância para ações próximas dos alvos, elevando os riscos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A campanha aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou com o ataque que matou o líder supremo Ali Khamenei no sábado passado (28), entrou em uma nova fase, mais violenta, segundo autoridades de ambos os aliados.

    O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, general Eyal Zamir, disse nesta sexta-feira (6) que o “golpe de abertura” foi dado, e que “estamos nos movendo para a próxima fase”.

    “Vamos intensificar os ataques à fundação do regime e às suas capacidades militares. Nós temos jogadas adicionais em nossas mãos”, afirmou. Nesta manhã de sexta, Israel disse que 50 de seus caças destruíram o que havia sobrado do bunker de Khamenei, ainda usado por autoridades, lançando cerca de cem bombas no local.

    Na noite de quinta (5), o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que “o poder de fogo sobre o Irã e Teerã está prestes a aumentar dramaticamente”.

    O chefe do Estado-Maior das forças dos EUA, general Dan Caine, exemplificou. “Este é um ponto de transição no uso de munições, daquelas de longa distância para as de ataque direto. Isso permitirá ataques significativamente mais precisos”, afirmou.

    O emprego de munições de ataque direto, como mísseis Hellfire ou “bombas burras” convertidas em “inteligentes” por kits com GPS, supõe um ambiente de controle maior do espaço aéreo.

    A superioridade anunciada tanto por EUA quanto por Israel é um fato, mas relativo. Até aqui, os países dizem não ter perdido nenhum avião de combate tripulado, e evidências como imagens de redes sociais só permitem dizer que foram derrubados alguns drones israelenses sobre o Irã.

    Mas isso ocorre no campo de ação entre o oeste do país atacado e Teerã. Mais a leste, a quantidade de ataques foi bem menor. Além disso, há inúmeros armamentos móveis, como mísseis infravermelhos com lançadores portáteis, que só podem ser usados justamente contra aviões que voam mais perto e mais baixo.

    Hegseth disse que a nova fase não implica uma ampliação do escopo do conflito. “Não há uma expansão nos nossos objetivos. Nós sabemos exatamente o que estamos tentando alcançar”, afirmou.

    Isso é bastante nebuloso, dado que Donald Trump muda o foco da ação praticamente todo dia. Na quarta (4), ele havia considerado a hipótese de emprego de forças terrestres, só para dizer que isso seria “perda sde tempo” no dia seguinte.

    De saída, a guerra tinha o caráter de mudança radical de regime, com a decapitação da cadeia de comando iraniana. Isso não ocorreu, e tanto Trump quanto o premiê israelense Binyamin Netanyahu jogaram a responsabilidade para os manifestantes que haviam sido reprimidos pela teocracia em janeiro.

    Sem sucesso, até porque o governo se reorganizou rapidamente, o foco variou entre a destruição do programa nuclear iraniano, a supressão de suas capacidades de lançamento de mísseis balísticos e a obliteração da Marinha e da Força Aérea rivais, objetivos militares mais concretos e alcançáveis dado o poder de fogo empregado.

    Ao mesmo tempo, a ideia de ver um novo governo simpático aos EUA seguiu no discurso oficial, com Trump incentivando os cerca de 40% de iranianos que não são persas étnicos a se revoltar, inclusive armando rebeldes curdos baseados no Iraque.

    Esse fomento a uma guerra civil e o espraiamento do conflito, que na quinta viu drones explodindo no Azerbaijão e cinco marinhas europeias enviando navios para proteger a região de Chipre, aumentam as incertezas acerca do futuro mais imediato do conflito.

    Apenas um terço dos americanos aprovam a guerra, e a aceleração do passo militar pode estar ligada a isso: a busca de uma saída mais rápida para Trump, que precisa de uma vitória para chamar de sua nas eleições congressuais de novembro.

    Já Israel parece ter menos pressa, aproveitando a oportunidade de um acerto de contas final com o regime que prometia jogar o Estado judeu ao mar. O país também intensificou nesta sexta os ataques a posições do grupo Hezbollah, aliado do Irã, no Líbano. Na quinta, os israelenses alertaram os moradores do sul da capital, reduto dos xiitas, a deixar suas casas, gerando pânico e confusão.

    Na mão inversa, o Irã manteve ataques com mísseis e drones contra Israel e países aliados dos EUA no golfo Pérsico. A intensidade das ações contra o Estado judeu, contudo, está em queda.

    EUA e Israel ampliam ataques em nova fase da guerra no Irã

  • 'Vai morrer gente, acho', diz Trump ao ser indagado sobre possível retaliação em solo dos EUA

    'Vai morrer gente, acho', diz Trump ao ser indagado sobre possível retaliação em solo dos EUA

    Em entrevista à revista Time, republicano admite possibilidade de ofensivas do Irã atingirem território americano; ‘Quando você entra em guerra, algumas pessoas vão morrer’, afirma presidente

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu em entrevista à revista Time a possibilidade de retaliações do Irã atingirem o território americano. “Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando se vai à guerra, algumas pessoas morrem”, afirmou.

    Para Trump, os americanos já se preocupavam o tempo todo com ataques em solo nacional. “Nós pensamos nisso o tempo todo. Nós nos planejamos para isso. Mas sim, sabe, esperamos algumas coisas”, disse.

    O Irã respondeu aos ataques americanos e israelenses com bombardeios de mísseis e drones contra bases dos Estados Unidos e territórios aliados, mirando instalações militares no Golfo.

    Seis militares americanos foram mortos por um drone iraniano em um centro de comando dos EUA no Kuwait.

    Segundo a Time, Trump havia acabado de chegar ao resort Mar-a-Lago, sua casa em Palm Beach, na Flórida, na noite de sexta-feira, 27 de fevereiro, quando foi avisado por autoridades da inteligência americana sobre a possível localização ao aiatolá Ali Khamenei, então líder supremo do Irã.

    Em reunião com altos oficiais militares e de inteligência, ele decidiu lançar o ataque contra o regime iraniano que matou Khamenei.

    “Fomos bem antes do previsto”, disse Trump em uma ligação telefônica com a Time, na quinta-feira (4). “Íamos fazer isso em mais uma semana”.

    Na entrevista, ele reforçou o comprometimento dos Estados Unidos com a mudança de regime no Oriente Médio. Disse que pretende desempenhar um papel importante na formação do próximo governo iraniano.

    “Uma das coisas que vou pedir é a capacidade de trabalhar com eles na escolha de um novo líder”, afirmou. “Não passei por tudo isso para acabar com outro Khamenei. Quero estar envolvido na seleção. Eles podem escolher, mas temos que garantir que seja alguém razoável para os Estados Unidos.”

    O presidente americano afirmou que seu objetivo é eliminar a ameaça nuclear do Irã, desmantelar o programa de mísseis e instalar um governo pró-Ocidente.

    “Precisamos poder lidar com pessoas sãs e racionais”, declarou.

    Trump descreveu a missão como preventiva. “América em primeiro lugar é realmente sobre manter a América saudável e bem, e não deixar que outros países, sabe, nos ataquem”, disse. “Há ocasiões em que você não tem escolha. Esta foi uma dessas ocasiões.”

    “Eles não podem ter uma arma nuclear. Isso é o número um, dois e três. Número quatro, nada de mísseis balísticos”, afirmou. Outro objetivo, segundo ele, é colocar “alguém que seja racional e são” para liderar o Irã.

    O presidente acredita que os objetivos da guerra sejam alcançados em quatro ou cinco semanas, mas admite um prazo estendido. “Não tenho limite de tempo para nada. Quero que seja feito.”

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