Categoria: MUNDO

  • Trump sobre Cuba: “Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser”

    Trump sobre Cuba: “Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser”

    Presidente dos Estados Unidos afirmou que a ilha enfrenta uma grave crise humanitária e disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, acompanha a situação. Trump também declarou que Cuba estaria sem recursos, energia e dinheiro

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que Cuba enfrenta uma grave crise humanitária e sugeriu que o país pode passar por uma mudança de poder. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva na Flórida.

    Segundo Trump, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está acompanhando a situação na ilha. O presidente afirmou que uma eventual mudança política poderia ocorrer de forma pacífica, embora não tenha descartado outros cenários.

    “Ele está lidando com isso e pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão praticamente sem recursos. Não têm energia e não têm dinheiro”, declarou Trump.

    A fala ocorre em meio à grave crise econômica e energética enfrentada por Cuba. O país sofre com escassez de combustível, dificuldades para importar produtos básicos e forte pressão de sanções econômicas dos Estados Unidos, que se intensificaram nos últimos anos.

    Nos últimos dias, Trump também voltou a sugerir que o governo cubano pode enfrentar uma mudança política em breve. Segundo o presidente, Havana teria interesse em negociar com Washington.

    Em declarações anteriores, ele afirmou que Cuba pode “cair muito em breve” e indicou que Marco Rubio, que é filho de imigrantes cubanos, poderia conduzir eventuais negociações com autoridades da ilha.

    Nos bastidores, relatos da imprensa internacional apontam que autoridades norte-americanas teriam mantido contatos informais com integrantes da família do ex-presidente cubano Raúl Castro, embora o governo de Cuba negue a existência de negociações oficiais de alto nível com Washington.

    As declarações de Trump ocorrem em um momento de grande tensão internacional, marcado também pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem dominado a agenda de política externa do governo norte-americano.

    Trump sobre Cuba: “Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser”

  • Trump ameaça: "Se cometerem um erro, será o fim do Irã"

    Trump ameaça: "Se cometerem um erro, será o fim do Irã"

    Presidente dos Estados Unidos afirmou em entrevista que forças iranianas teriam sido fortemente enfraquecidas após ataques liderados por Washington e Israel. Conflito já deixou mais de mil mortos no Irã e sete soldados norte-americanos mortos

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que a guerra contra o Irã pode estar “praticamente concluída”. A declaração foi dada em entrevista por telefone à emissora norte-americana CBS.

    Segundo Trump, as forças militares iranianas teriam sido severamente enfraquecidas após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel.

    “Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm marinha, não têm comunicações e não têm força aérea. Os mísseis estão espalhados por todos os lados. Os drones estão sendo destruídos em todo lugar, inclusive nas fábricas onde são produzidos”, afirmou.

    De acordo com o governo norte-americano, mais de três mil alvos iranianos já foram atingidos apenas na primeira semana desde o início do conflito.

    “Se você observar, eles não têm mais nada. Não resta praticamente nada em termos militares”, disse o presidente.

    Trump também declarou que a operação militar estaria avançando mais rapidamente do que o previsto. Inicialmente, segundo ele, a expectativa era que o conflito durasse cerca de um mês.

    Questionado sobre Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, durante os primeiros ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos, Trump evitou comentar.

    “Não tenho nenhuma mensagem para ele. Absolutamente nenhuma”, afirmou.

    Em declarações anteriores, o presidente norte-americano já havia criticado a escolha do novo líder iraniano, afirmando estar “nada satisfeito” com a decisão e sugerindo que Khamenei “não deve permanecer muito tempo” no cargo.

    Durante a entrevista, Trump também comentou a situação no estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo.

    Desde o início do conflito, o número de navios que cruzam a região diminuiu significativamente.

    Trump afirmou que o estreito permanece aberto e que a navegação continua ocorrendo, mas disse estar avaliando a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle da área.

    “Estamos pensando em assumir o controle da região. Os Estados Unidos podem fazer muita coisa em relação a isso”, declarou.

    O presidente também fez um alerta ao Irã sobre a possibilidade de fechamento do estreito.

    “Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor não tentarem nada precipitado, ou será o fim daquele país. Se cometerem um erro, isso será o fim do Irã. Nunca mais se ouviria falar desse país”, disse.

    Os Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar contra o Irã, alegando o objetivo de eliminar ameaças consideradas iminentes do regime iraniano.

    Em resposta, o Irã realizou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em países como Chipre, Azerbaijão e Turquia.

    Segundo estimativas divulgadas até agora, o conflito já deixou mais de mil mortos no Irã e sete soldados norte-americanos mortos.

    Trump ameaça: "Se cometerem um erro, será o fim do Irã"

  • Irmãos gêmeos viram pais no mesmo dia e no mesmo hospital nos EUA

    Irmãos gêmeos viram pais no mesmo dia e no mesmo hospital nos EUA

    Filhos de irmãos gêmeos nasceram com poucas horas de diferença no mesmo hospital, na Louisiana, e foram atendidos pelo mesmo médico. As famílias, que vivem próximas, pretendem criar os primos juntos para que cresçam praticamente como irmãos.

    A vida dos irmãos gêmeos Auston e Ashton Tureaud sempre foi marcada por coincidências. Eles nasceram no mesmo dia, cresceram juntos e se formaram na mesma data. Agora, voltaram a compartilhar um marco importante: ambos se tornaram pais no mesmo dia.

    Os filhos dos dois nasceram em 2 de março, no Hospital Baton Rouge, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, com poucas horas de diferença. O mais curioso é que os partos foram realizados pelo mesmo médico.

    Inicialmente, as famílias não imaginavam que os nascimentos aconteceriam tão próximos. A previsão era de que os bebês viessem ao mundo com nove dias de diferença.

    “Brincávamos dizendo: ‘E se os bebês nascerem no mesmo dia e ao mesmo tempo?’”, contou Auston à emissora WAFB. “Mas todos diziam que isso não iria acontecer.”

    A situação mudou quando a bolsa de uma das gestantes rompeu antes do esperado. Naquele momento, os irmãos perceberam que a coincidência poderia, de fato, se concretizar.

    Os dois casais foram para o mesmo hospital, onde acompanharam, quase simultaneamente, a chegada dos novos integrantes da família.

    O primeiro bebê a nascer foi Briggs, filho de Ashton, às 7h30 da manhã, pesando 2,89 quilos. Algumas horas depois, por volta das 14h, nasceu Tate, filho de Auston, com 2,92 quilos.

    Para Auston, a sequência de coincidências envolvendo a família é impressionante.

    Agora, os irmãos planejam criar os filhos praticamente como irmãos. Como moram próximos, os primos devem crescer juntos, compartilhando boa parte da infância lado a lado.

    “Espero que eles sejam como duas ervilhas na mesma vagem. Que sejam tão próximos quanto for possível”, disse.

    Irmãos gêmeos viram pais no mesmo dia e no mesmo hospital nos EUA

  • Pegadinha termina em tragédia: aluno atropela professor nos EUA

    Pegadinha termina em tragédia: aluno atropela professor nos EUA

    Professor de matemática morreu após ser atingido por um carro dirigido por um estudante que fugia depois de uma brincadeira em frente à casa do docente, na Geórgia. O adolescente foi acusado de homicídio pelas autoridades

    Um adolescente de 18 anos foi acusado de homicídio após atropelar o próprio professor de matemática na Geórgia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu na noite de sexta-feira, 6 de março, quando um grupo de estudantes fez uma brincadeira em frente à casa do docente.

    Segundo as autoridades, Jayden Ryan Wallace estava acompanhado de outros quatro adolescentes. O grupo teria enrolado árvores próximas à residência do professor Jason Hughes, da escola North Hall High School, com papel higiênico, uma pegadinha relativamente comum entre estudantes nos Estados Unidos.

    Após a brincadeira, os jovens entraram em dois carros para deixar o local. No momento em que se preparavam para sair, foram surpreendidos pelo professor.

    De acordo com o departamento do xerife, Wallace começou a dirigir sua caminhonete pela rua North Gate Drive quando Hughes tropeçou ao sair de casa e caiu na via.

    “Quando Wallace começou a conduzir sua caminhonete na North Gate Drive, Hughes tropeçou e caiu na estrada, sendo atingido pelo veículo”, informou a polícia em comunicado.

    Os adolescentes pararam imediatamente após o acidente e prestaram socorro ao professor, além de acionar as autoridades.

    Equipes de emergência chegaram ao local por volta das 23h40 e levaram Hughes ao hospital. O professor, de 40 anos, não resistiu aos ferimentos.

    Em entrevista ao jornal The New York Times, Laura Hughes, esposa do professor e também professora na mesma escola, afirmou que o marido tinha uma relação próxima com os estudantes envolvidos.

    Segundo ela, Hughes sabia da brincadeira e aguardava os alunos para flagrá-los.

    “Esta é uma tragédia terrível, e nossa família está determinada a evitar que outra tragédia aconteça, arruinando a vida desses estudantes”, disse Laura, acrescentando que a família apoia o arquivamento das acusações contra os jovens.

    As autoridades informaram que a investigação ainda está em andamento. Os outros quatro adolescentes envolvidos foram acusados de invasão de propriedade privada e descarte ilegal de lixo.

    Wallace, por sua vez, responde por homicídio em primeiro grau com uso de veículo, direção perigosa, invasão de propriedade privada e descarte ilegal de lixo.
     
     

     

     

    Pegadinha termina em tragédia: aluno atropela professor nos EUA

  • Trump acusa Irã de criar novo local para desenvolver armas nucleares

    Trump acusa Irã de criar novo local para desenvolver armas nucleares

    Presidente dos Estados Unidos afirmou que o país estaria construindo uma nova instalação para armas nucleares após ataques militares. Segundo ele, ofensiva de EUA e Israel evitou que Teerã ampliassse sua influência no Oriente Médio.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9), durante uma entrevista coletiva, que o Irã estaria desenvolvendo um novo local para a produção de armas nucleares protegido por granito, após as instalações anteriores terem sido bombardeadas pelos EUA no ano passado.

    “Mas eles estavam começando a trabalhar em outro local, um local diferente, um tipo diferente de instalação, e esse estava protegido por granito”, disse Trump aos jornalistas.

    Segundo o presidente norte-americano, o Irã também buscava ampliar sua capacidade militar com o avanço de mísseis balísticos, o que, na avaliação dele, dificultaria qualquer tentativa de impedir o país de obter uma arma nuclear.

    Trump afirmou ainda que o Irã poderia dominar o Oriente Médio caso os Estados Unidos e Israel não tivessem iniciado a atual campanha de ataques aéreos.

    “Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam nossos aliados primeiro. Eu acredito nisso com base em informações”, declarou. “Eles iriam tomar conta do Oriente Médio.”

    O republicano também comentou a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Trump disse estar decepcionado com a decisão e afirmou que a mudança representa “mais do mesmo” para o país.

    Apesar das críticas, o presidente afirmou que não seria apropriado comentar se o novo líder iraniano poderia ser alvo de um ataque semelhante ao que matou seu pai.

    Trump disse ainda que veria com bons olhos a escolha de um líder interino no Irã, selecionado entre figuras políticas locais. Ele citou como exemplo o caso da Venezuela, mencionando a atual liderança de Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas.

    “Acho que mostramos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está fazendo um grande trabalho”, afirmou.

    O presidente também disse que gostaria de ver no Irã um líder que fosse “interno e permanente”.

    Ainda nesta segunda-feira, Trump conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a guerra e outros temas internacionais. Segundo o Kremlin, os dois líderes tiveram uma conversa descrita como “franca e objetiva”, que durou cerca de uma hora.

    Os Estados Unidos e Israel iniciaram, em 28 de fevereiro, uma campanha de ataques militares contra o Irã. Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas em países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes com projéteis iranianos em países como Chipre, Azerbaijão e Turquia.

    Trump acusa Irã de criar novo local para desenvolver armas nucleares

  • Rubio e Vieira conversam sobre encontro de Lula e Trump em Washington

    Rubio e Vieira conversam sobre encontro de Lula e Trump em Washington

    Preparativos para reunião entre presidentes avançam, mas ainda não há data confirmada; petista já afirmou em entrevistas que gostaria de discutir plano para combate ao crime organizado com o republicano

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversaram na noite deste domingo (8) para tratar sobre o encontro do presidente Lula (PT) com o presidente dos EUA, Donald Trump, que ainda não tem data confirmada.

    Uma pessoa com conhecimento das discussões ligada ao Planalto afirma que ainda é necessário encaixar as agendas dos presidentes, mas que a preparação para o encontro em Washington continua normalmente. Como a Folha de S.Paulo mostrou em uma reportagem publicada no último sábado (7), os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã devem dificultar os planos de Lula de visitar seu homólogo americano ainda neste mês. O brasileiro chegou a citar o dia 16 como uma data possível para a viagem.

    O Itamaraty tenta manter a previsão da viagem para o fim do mês, mas já admite a necessidade de postergar a agenda para abril, uma vez que a prioridade das lideranças em Washington passou a ser a guerra no Oriente Médio.

    Rubio e Vieira conversam sobre encontro de Lula e Trump em Washington

  • Ucrânia acusa Hungria de 'banditismo' após apreensão de dinheiro e ouro

    Ucrânia acusa Hungria de 'banditismo' após apreensão de dinheiro e ouro

    “Exigimos a devolução imediata e pedimos a toda Europa a condenar este ato sem precedentes de banditismo e extorsão por parte de um Estado”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Ucrânia exige a devolução imediata de milhões em dinheiro e ouro confiscados pela Hungria e acusa o país vizinho de banditismo e extorsão.

    O governo ucraniano cobrou a Europa para condenar a apreensão dos valores de seu banco estatal. O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, classificou a atitude húngara como um ato sem precedentes de extorsão.

    Exigimos a devolução imediata e pedimos a toda a Europa a condenar este ato sem precedentes de banditismo e extorsão Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia

    A Hungria reteve cerca de US$ 40 milhões, ? 35 milhões e 9 kg de ouro no dia 5 de março. O carregamento do banco estatal Oschadbank vinha da Áustria em dois carros blindados e passava por Budapeste.

    Sete funcionários do banco ucraniano chegaram a ser detidos pelas autoridades húngaras. A Hungria liberou os trabalhadores para voltarem à Ucrânia, mas manteve o montante confiscado para investigar suposta lavagem de dinheiro.

    O banco estatal ucraniano defende que o transporte seguiu todas as normas internacionais. A instituição financeira explicou que, por causa da guerra, envia dinheiro semanalmente e de forma exclusiva por vias terrestres.

    Kiev recomendou que os cidadãos ucranianos evitem viajar para o território húngaro. O governo afirmou que não consegue garantir a segurança da população diante das ações arbitrárias das autoridades da Hungria.

    O Banco Central da Ucrânia mandou as instituições financeiras mudarem as rotas de transporte. A orientação visa evitar países que apresentem risco de bloqueio das remessas de dinheiro.

    HISTÓRICO DE TENSÕES COM A HUNGRIA

    A crise diplomática entre os dois países piorou desde a invasão russa em 2022. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, vetou novas sanções da União Europeia contra a Rússia e bloqueou empréstimos para a Ucrânia.

    Os países também trocam acusações sobre o fornecimento de petróleo. Hungria e Eslováquia dizem que a Ucrânia atrasa de propósito o fluxo pelo oleoduto Druzhba, enquanto Kiev afirma que precisa de tempo para consertar danos de ataques russos.

    Ucrânia acusa Hungria de 'banditismo' após apreensão de dinheiro e ouro

  • Putin conversa com Trump e oferece propostas para fim da guerra no Irã, diz Kremlin

    Putin conversa com Trump e oferece propostas para fim da guerra no Irã, diz Kremlin

    Moscou afirma que ligação durou cerca de uma hora e tratou também de Ucrânia e cenário do mercado global de petróleo; Trump confirma diálogo e diz que russo quer ‘ser construtivo’; mais cedo, Putin prometeu ‘apoio inabalável’ a Teerã após escolha de novo líder

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com Donald Trump nesta segunda-feira (9) e compartilhou suas propostas para uma resolução rápida da guerra no Irã, segundo o assessor de política externa do Kremlin, Iuri Ushakov.

    Ainda segundo o assessor, os líderes também discutiram o conflito na Ucrânia e a situação na Venezuela no contexto do cenário do mercado global de petróleo. A Casa Branca ainda não comentou sobre o diálogo, que teria durado uma hora.

    Mais cedo, segundo a correspondente da rede CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, o presidente dos Estados Unidos afirmou acreditar que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que Washington estava “muito à frente” de sua estimativa inicial de quatro a cinco semanas para o fim do conflito.

    “Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse Trump, segundo Jiang, em rápida entrevista por telefone. Trump também afirmou que os EUA estão “muito à frente” de sua estimativa inicial de 4 a 5 semanas para a guerra.

    Sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, Trump disse à CBS News que não tinha “nenhuma mensagem para ele” e afirmou que tem alguém em mente para substituir Khamenei, mas não deu mais detalhes. Mais cedo ele havia dito não estar contente com a escolha, que classificou como um “grande erro”.

    Também nesta nesta segunda-feira, Putin prometeu seu “apoio inabalável” ao novo líder supremo do Irã, um clérigo linha-dura e filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado (28), início dos ataques de Israel e dos EUA.

    “Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos”, disse o líder russo, acrescentando que seu país tem sido e continuará sendo “um parceiro confiável” da República Islâmica.

    “Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação”, concluiu Putin.

    Apesar da proximidade entre Rússia e Irã, Moscou não saiu em defesa de Teerã após o início dos ataques. Inicialmente, apenas condenou o que chamou de “passo inconsequente” dos EUA e de Israel que “não deixa dúvidas de que é um deliberado, premeditado e não provocado ato de agressão contra um membro da ONU soberano e independente”.

    Após os primeiros dias de bombardeio, o jornal americano The Washington Post publicou reportagem mostrando que a Rússia ajudou o Irã com informações de inteligência sobre alvos americanos no Oriente Médio, em meio à reação de Teerã aos ataques. Em seguida, perguntado sobre o tema, Trump rejeitou essa possibilidade.

     

    Putin conversa com Trump e oferece propostas para fim da guerra no Irã, diz Kremlin

  • Trump diz não estar contente com Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã

    Trump diz não estar contente com Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã

    Novo chefe em Teerã foi nomeado uma semana após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques de EUA e Israel; anteriormente, presidente americano disse que candidatos que tinha em mente haviam morrido no conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não está contente com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Ele foi nomeado uma semana após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no início da guerra contra Tel Aviv e Washington.

    “Não estou contente com ele”, disse o americano ao New York Post, durante entrevista em um clube de golfe perto de Miami, ao ser questionado sobre seus planos para Mojtaba. Mais tarde, à rede NBC, o republicano afirmou que a escolha do filho de Khamenei é um “grande erro”. “Não acho que isso vai durar. Acho que cometeram um grande erro”, afirmou.

    Mojtaba se torna o terceiro líder supremo da história da República Islâmica iniciada em 1979. O primeiro, Ruhollah Khomeini, morreu em 1989, sendo substituído por Ali Khamenei. O novo líder foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, um grupo de 88 clérigos eleitos em 2024.

    Na última terça-feira (3), os Estados Unidos e Israel atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas, mas não havia informações sobre a presença dos clérigos no local.

    Após o ataque, o presidente americano afirmou que todas as pessoas que seu governo tinha em mente para assumir o comando do Irã após o fim da guerra “estão mortas”. O republicano não especificou quem elas seriam, nem em quais circunstâncias elas morreram.

    O conflito no Oriente Médio já passa de uma semana. Trump vem instando os iranianos a se insurgirem contra a República Islâmica que, até o momento, resiste apesar da morte de sua principal autoridade e de políticos de alto escalão.

    Ainda na entrevista, o americano disse que não estava “nem perto” de decidir sobre o envio de tropas terrestres ao país persa. “Não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Não estamos nem perto disso”, disse Trump ao ser questionado sobre o tema.

    No fim de semana, o republicano sianlizou que o envio de forças americanas ao Irã sob certas circunstâncias estava sendo considerado.

    Trump disse a repórteres no Air Force One que enviaria tropas apenas por uma “razão muito boa” e se as Forças Armadas iranianas estivessem “tão dizimadas que não conseguiriam lutar em terra”.

    Ele acrescentou que enviar tropas para garantir os estoques de urânio enriquecido no Irã era algo que poderia ser feito “mais tarde”, embora os EUA não fariam isso “agora”.

    Autoridades do governo Trump insistem que o presidente nunca descartaria nenhuma opção e que o plano de guerra contra o Irã não envolve, no momento, o envio de tropas terrestres.

    Trump diz não estar contente com Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã

  • Bombardeiros dos EUA chegam a base britânica após fim de veto

    Bombardeiros dos EUA chegam a base britânica após fim de veto

    Premiê Starmer recuou após pressão de Trump e falou em ‘ataques defensivos’ para justificar mudança; modelos B-1B e B-52 são empregados em missões de precisão e já foram usados contra o Irã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após semanas de mal-estar entre Estados Unidos e Reino Unido, os primeiros bombardeiros americanos pousaram em uma base britânica para emprego na guerra de Donald Trump contra o Irã neste fim de semana. Nesta segunda-feira (9), o movimento continuou.

    Ao menos quatro B-1B chegaram a Fairford, em Gloucestershire, região central da Inglaterra. Os modelos supersônicos foram acompanhados por diversos cargueiros C-17 com munição e equipamento de apoio. Já nesta segunda, ao menos três subsônicos B-52 também pousaram.

    Ambos os aviões já foram usado nesta guerra em voos diretos dos EUA, que demandam apoio de várias aeronaves de reabastecimento aéreo. Saindo de Fairford, o caminho é bem mais curto.

    Eles deverão atacar o Irã com suas armas de precisão a partir da base britânica, que é usada por americanos desde a Segunda Guerra Mundial e serve como principal ponto europeu para as forças táticas de bombardeiros, missões rotineiras de patrulha global de Washington.

    O governo do primeiro-ministro Keir Starmer havia vetado o uso de Fairford e da estratégica Diego Garcia, no oceano Índico, para missões de ataque ao Irã. Donald Trump ficou furioso e, em declarações e postagens, passou a criticar o aliado.

    Em outras guerras americanas, Londres sempre esteve ao lado de Washington. Escaldado pelo destino de seu antecessor Tony Blair, o também premiê trabalhista que caiu em desgraça após apoiar a invasão ilegal do Iraque em 2003, Starmer tentou resistir.

    Não deu muito certo. Sob pressão, anunciou na semana passada que permitiria o uso de suas bases para o que chamou de “ataques defensivos”, seja lá o que for isso. Trump continuou a admoestá-lo, até que ambos conversaram ao telefone no domingo (8), aparentemente acertando os ponteiros.

    O B-1B e o B-52 são desenhados para o tipo de ataque mais duro que os EUA prometem desde a sexta (6), quando Trump exigiu a rendição incondicional dos iranianos e Israel anunciou que também aumentaria a intensidade dos ataques.

    O Estado judeu participa da guerra ao lado dos americanos desde o começo, tendo envolvido 200 aviões só na primeira leva de ataques. Com a entrada do Hezbollah libanês no conflito para apoiar o Irã, ainda que com sérias limitações militares, os isarelenses também passaram a bombardear o Líbano.
    No golfo Pérsico, a retaliação iraniana continua. O presidente Masoud Pezeshkian chegou a pedir desculpa aos vizinhos pelas ações no sábado (8), mas foi desautorizado por seus militares, que reiteraram considerar países com bases americanas alvos legítimos.

    O principal foco dos ataques de Teerã são os Emirados Árabes Unidos, que também têm usado helicópteros nas missões de defesa contra drones suicidas iranianos, que no sábado quase atingiram em cheio o aeroporto local.

    Ao longo do fim de semana, as ações continuaram lá e em outros pontos, como no Kuwait, onde um arranha-céu foi atingido e pegou fogo.

    Bombardeiros dos EUA chegam a base britânica após fim de veto