Categoria: MUNDO

  • Filho do fundador da Mango é preso suspeito de matar o pai na Espanha

    Filho do fundador da Mango é preso suspeito de matar o pai na Espanha

    Jonathan Andic foi detido após investigação sobre a morte de Isak Andic, criador da rede de moda Mango. Polícia apura se empresário foi empurrado durante trilha em região montanhosa perto de Barcelona

    O filho do empresário Isak Andic, criador da rede espanhola de moda Mango, foi detido e acusado de envolvimento na morte do pai.

    Isak Andic morreu em 14 de dezembro de 2024, durante uma trilha em uma região montanhosa próxima a Barcelona, na Espanha. Na época, o empresário estava acompanhado do filho, Jonathan Andic, que afirmou às autoridades que o pai havia sofrido uma queda acidental.

    Segundo a emissora espanhola Telecinco, Jonathan foi levado nesta manhã ao tribunal de Martorell, onde prestará depoimento a uma juíza responsável pela investigação do caso.

    A prisão acontece após mais de um ano de investigações conduzidas pelas autoridades da Catalunha.

    Desde outubro, os Mossos d’Esquadra, polícia regional da Catalunha, passaram a tratar a morte do fundador da Mango como possível homicídio. Jonathan Andic se tornou o principal suspeito por estar com o pai no momento da queda.

    De acordo com as investigações, Isak Andic caiu de uma altura de aproximadamente 150 metros na região montanhosa de Montserrat, um dos pontos turísticos mais conhecidos da Catalunha.

    As autoridades analisaram imagens de câmeras de segurança da área e ouviram testemunhas que afirmaram ter visto pai e filho discutindo pouco antes do acidente.

    Isak Andic morreu aos 71 anos. Segundo a investigação, a queda aconteceu pouco depois do meio-dia. Foi Jonathan quem acionou os serviços de emergência pelo telefone 112 após o ocorrido.

    Filho do fundador da Mango é preso suspeito de matar o pai na Espanha

  • Irã avalia abrir Hormuz sem dar passagem para os EUA, diz porta-voz

    Irã avalia abrir Hormuz sem dar passagem para os EUA, diz porta-voz

    Esmaeil Baqaei afirmou que o Irã prepara regras para reabrir o estreito de Hormuz, mas quer barrar navios dos EUA, de Israel e de países aliados. Teerã também disse seguir negociando um acordo de paz mediado pelo Paquistão

    (CBS NEWS) – O Irã está desenhando um protocolo para permitir a passagem de embarcações pelo estreito de Hormuz, mas navios dos Estados Unidos, de Israel e de países que apoiaram a guerra não poderão trafegar pela via marítima. A informação foi dada por Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano.

    Teerã vem bloqueando a passagem pelo estreito, por onde circulavam cerca de 20% do petróleo e do gás liquefeito consumidos no mundo, desde o início dos ataques dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro.

    Baqaei recebeu a reportagem da Folha na sede do ministério, na capital iraniana. Ele confirmou que o Irã continua participando das negociações de paz mediadas pelo Paquistão e afirmou que o país já enviou uma resposta às exigências americanas.

    A entrevista ocorreu em meio a um clima de tensão dentro do governo iraniano, diante da expectativa de uma retomada dos ataques dos EUA e de Israel.

    Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que adiaria uma ofensiva militar contra o Irã prevista para esta terça-feira (19), após pedidos de líderes de países do Golfo.

    Trump acrescentou, porém, que Washington segue pronto para realizar um “ataque em larga escala, a qualquer momento, caso um acordo aceitável não seja alcançado”.

    Questionado sobre o futuro do estreito de Hormuz, Baqaei afirmou que a passagem estava aberta antes do início do conflito.

    “Então, toda a comunidade internacional deve entender que os Estados Unidos são os responsáveis pela situação atual no Golfo Pérsico e no estreito de Hormuz”, declarou.

    Segundo ele, o Irã, como país costeiro ao lado de Omã, pretende garantir a passagem segura de navios sem comprometer sua soberania e segurança nacional.

    “Estamos trabalhando em um protocolo, um mecanismo para garantir a passagem segura das embarcações e, ao mesmo tempo, assegurar que as preocupações relacionadas à segurança do Irã sejam devidamente consideradas”, afirmou.

    Após a entrevista, autoridades iranianas anunciaram a criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável por administrar o tráfego marítimo em Hormuz.

    Baqaei também afirmou que países considerados aliados dos EUA e de Israel poderão enfrentar restrições.

    “Os Estados costeiros têm o direito de adotar medidas para impedir a passagem de embarcações de países agressores. Os Estados Unidos, Israel e seus apoiadores, aqueles que foram cúmplices no crime de agressão, não podem ter permissão para atravessar o estreito de Hormuz”, declarou.

    Ao mesmo tempo, o porta-voz disse que Teerã mantém contato com diversos países para garantir a passagem segura de embarcações consideradas neutras.

    Sobre as negociações mediadas pelo Paquistão, Baqaei afirmou que o Irã exige o desbloqueio de ativos financeiros congelados no exterior, o fim das sanções americanas e o reconhecimento do direito iraniano ao uso pacífico de energia nuclear.

    “O que queremos não são exigências, mas direitos”, afirmou.

    Questionado sobre a possibilidade de transferir urânio enriquecido para um terceiro país, como defendem os EUA, o diplomata rejeitou a proposta.

    “Por que o Irã deveria transferir seus materiais para outro país? Se os Estados Unidos realmente estivessem preocupados com o caráter pacífico do programa nuclear iraniano, não teriam abandonado o acordo nuclear”, disse, referindo-se ao JCPOA, tratado assinado em 2015 e abandonado pelos EUA em 2018, durante o primeiro governo Trump.

    Baqaei afirmou ainda que o Irã permanece preparado para uma eventual retomada dos ataques.

    “Temos de estar preparados para todos os cenários, porque eles já demonstraram que não conhecem limites quando se trata de violar o direito internacional”, declarou.

    Segundo ele, as Forças Armadas iranianas responderiam “com toda a força” em caso de novos ataques.

    Ao comentar o papel do Brasil no conflito, o porta-voz afirmou que o país pode exercer influência diplomática importante por integrar o Brics e possuir histórico de atuação em negociações nucleares.

    “O Brasil teve uma experiência importante em 2010, ao lado da Turquia, tentando ajudar na questão nuclear iraniana”, afirmou.

    Sobre a China, Baqaei destacou a relação econômica entre os dois países e elogiou a atuação diplomática de Pequim na região.

    “A China desempenhou um papel muito importante ao tentar construir confiança no Oriente Médio. É isso que diferencia a China dos Estados Unidos”, disse.

    O porta-voz também comentou os impactos econômicos da guerra no Irã, incluindo inflação elevada e desvalorização da moeda.

    “Os iranianos aprenderam a resistir e a se tornar resilientes diante dessas ameaças e sanções”, afirmou.

    Segundo ele, o governo iraniano criou mecanismos para apoiar grupos vulneráveis e reduzir os impactos econômicos sobre a população.

    Baqaei ainda responsabilizou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pela escalada do conflito.

    “A opinião pública americana começa a perceber que o país foi arrastado para esta guerra por Netanyahu e pelos setores mais belicistas de Israel”, declarou.

    RAIO-X | Esmaeil Baqaei

    Formado em Direito, Baqaei é porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã desde 2024. Nascido em 1975, na cidade de Yazd, iniciou a carreira diplomática em 2001 e foi embaixador da República Islâmica do Irã na ONU entre 2018 e 2022.
     
     
     

    Irã avalia abrir Hormuz sem dar passagem para os EUA, diz porta-voz

  • Trump critica imprensa: “Perderam o rumo. Enlouqueceram”

    Trump critica imprensa: “Perderam o rumo. Enlouqueceram”

    Presidente dos EUA voltou a criticar veículos de comunicação ao comentar a guerra no Oriente Médio. Trump afirmou que parte da imprensa publica “notícias falsas” e acusou democratas e jornalistas de terem “enlouquecido completamente”

    Donald Trump voltou a atacar a imprensa nesta segunda-feira ao comentar a cobertura sobre a guerra no Irã. O presidente americano acusou veículos de comunicação de publicarem “notícias falsas” e afirmou que parte da mídia “perdeu completamente o rumo”.

    Em publicação na Truth Social, Trump ironizou a possibilidade de uma rendição total do Irã e disse que, mesmo nesse cenário, os jornais americanos ainda tratariam o episódio como uma vitória iraniana.

    “Se o Irã se render, admitindo que sua Marinha desapareceu, que sua Força Aérea já não existe e que todo o Exército deixar Teerã com as mãos erguidas gritando ‘eu me rendo, eu me rendo’, os veículos de imprensa ainda vão escrever que o Irã venceu os Estados Unidos”, afirmou.

    O republicano também citou diretamente alguns veículos de comunicação ao ampliar as críticas.

    “Se toda a liderança remanescente assinar todos os documentos de rendição necessários e admitir a derrota para o grande poder e força dos magníficos Estados Unidos, o falido New York Times, o China Street Journal (WSJ!), a corrupta e agora irrelevante CNN e todos os outros integrantes da mídia de notícias falsas estamparão nas manchetes que o Irã conquistou uma vitória magistral sobre os Estados Unidos da América, quando, na verdade, não houve nem comparação”, escreveu.

    Trump ainda afirmou que “os democratas e os meios de comunicação enlouqueceram completamente”.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro. Em abril, Washington e Teerã chegaram a um acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor no dia 8 daquele mês.

    Desde então, os dois países negociam um possível acordo de paz para encerrar o conflito, mas as conversas ainda não avançaram.

    No domingo, Trump já havia voltado a ameaçar o Irã ao afirmar que “não restará nada” do país caso Teerã não acelere as negociações.

    “Para o Irã, o tempo está se esgotando, e é melhor que eles se apressem rapidamente ou não sobrará nada deles. O tempo é essencial!”, escreveu o presidente americano na Truth Social.

    A publicação aconteceu logo após uma conversa telefônica de cerca de 30 minutos entre Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

    Segundo o jornal The Times of Israel, os dois líderes discutiram a possibilidade de retomada da ofensiva militar contra o Irã.

    Durante a ligação, Trump também teria comentado sua recente viagem à China com Netanyahu.
     
     

    Trump critica imprensa: “Perderam o rumo. Enlouqueceram”

  • Mais de 145.000 crianças dos EUA foram separadas dos pais pelo ICE

    Mais de 145.000 crianças dos EUA foram separadas dos pais pelo ICE

    Relatório da Brookings Institution aponta impacto das políticas migratórias do governo Donald Trump desde 2025. Estudo estima que milhares de crianças americanas tiveram pais detidos ou vivem sob risco de separação familiar

    Mais de 145 mil crianças americanas ficaram sem um dos pais após prisões relacionadas à política migratória adotada pelo governo de Donald Trump desde janeiro de 2025, segundo um relatório divulgado pela Brookings Institution.

    O levantamento aponta ainda que mais de 22 mil crianças tiveram os dois pais detidos no mesmo período.

    De acordo com o estudo, 146.635 menores foram impactados pelas ações migratórias implementadas pela atual administração da Casa Branca.

    Entre essas crianças, 36,5% têm menos de seis anos, 36,1% possuem entre seis e 12 anos e o restante está na faixa entre 13 e 17 anos.

    O relatório mostra que os mexicanos são os mais afetados pelas detenções, representando 53,7% do total. Em seguida aparecem guatemaltecos, com 15%, e hondurenhos, com 10,7%.

    A pesquisa também identificou os locais com maior número de crianças americanas afetadas pelas detenções dos pais. Washington D.C. e o estado do Texas concentram as maiores proporções, com mais de cinco crianças impactadas a cada mil habitantes.

    A Brookings Institution destaca que ainda não existem dados precisos sobre quantos imigrantes presos ou deportados têm filhos nos Estados Unidos, nem informações detalhadas sobre o destino dessas crianças após as detenções.

    Por isso, o estudo se concentrou principalmente nos casos de pessoas detidas, já que há mais informações disponíveis sobre elas do que sobre os deportados.

    Os números refletem o aumento das ações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), desde o retorno de Donald Trump à presidência, cenário que provocou protestos em várias regiões do país.

    Segundo o relatório, atualmente cerca de 60 mil pessoas estão detidas e quase 400 mil já foram transferidas para centros de detenção do ICE.

    A análise também levanta preocupações sobre o futuro das crianças separadas dos pais e cita recomendações de organizações sociais que orientam famílias imigrantes a prepararem planos de emergência.

    Essas entidades sugerem que pais em risco de deportação escolham previamente amigos ou familiares próximos para assumir os cuidados das crianças caso sejam presos.

    O estudo ressalta ainda que, em muitos casos, o governo americano sequer sabe da existência dessas crianças que permanecem no país após as detenções dos pais.

    Além disso, muitos imigrantes evitam recorrer ao sistema de proteção infantil por medo de consequências legais, mesmo quando possuem poucas alternativas para garantir os cuidados dos filhos.

    O relatório afirma ainda que o número de crianças americanas ameaçadas pela separação familiar pode ser muito maior do que os 145 mil casos estimados desde o início do segundo mandato de Trump.

    Segundo a Brookings Institution, existem cerca de 13 milhões de adultos indocumentados ou com status migratório irregular vivendo nos Estados Unidos.

    Entre essas famílias, mais de 4,6 milhões de crianças americanas vivem com pelo menos um dos pais em risco de deportação. Desse total, quase 2,5 milhões podem enfrentar a possibilidade de terem ambos os pais detidos.
     
     

    Mais de 145.000 crianças dos EUA foram separadas dos pais pelo ICE

  • Congo confirma 100 mortes por ebola, e Seis norte-americanos são monitorados

    Congo confirma 100 mortes por ebola, e Seis norte-americanos são monitorados

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou, no sábado (16), a crise como ‘emergência de saúde pública de importância internacional’; este é o 17º surto de ebola registrado no Congo desde 1976

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Seis cidadãos dos EUA estão sendo monitorados após terem sido expostos ao ebola na República Democrática do Congo (RDC). A doença já matou pelo menos 100 pessoas no país nos últimos dias. A região enfrenta um novo surto da doença, com mais de 390 casos suspeitos já registrados. No sábado (16), a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a crise como “emergência de saúde pública de importância internacional”.

    A cepa atual de ebola que atinge a RDC é causada pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existem medicamentos ou vacinas aprovados. Autoridades congolesas alertam para o risco de transmissão transfronteiriça, destacando que o deslocamento populacional e o conflito no leste do país podem atuar como fatores que aumentam a chance de disseminação da doença.

    De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), há pelo menos seis casos de cidadãos norte-americanos que foram expostos à doença, com um deles apresentando sintomas. Segundo informações da rede britânica BBC, o grupo pode ter sido levado para uma base militar nos Estados Unidos, mas não há confirmação.

    Este é o 17º surto de ebola registrado no Congo desde 1976. O surto anterior terminou em dezembro do ano passado.

    OMS, Centro de Controle de Doenças da África e Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA coordenam esforços de resposta ao surto. As ações incluem vigilância, testes laboratoriais, rastreamento de contatos e implantação de equipes de emergência.

    Sintomas de ebola podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção com o vírus. Segundo o sistema de saúde britânico, os sinais incluem febre alta, cansaço extremo e dor de cabeça, semelhantes aos de uma gripe.

    Congo confirma 100 mortes por ebola, e Seis norte-americanos são monitorados

  • Trump diz que suspendeu novo ataque ao Irã após pedido de líderes árabes

    Trump diz que suspendeu novo ataque ao Irã após pedido de líderes árabes

    Os líderes árabes teriam dito ao presidente dos EUA um acordo “muito aceitável” poderá ser alcançado; suspensão do ataque foi anunciada em uma rede social por Donald Trump

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje que suspendeu um novo ataque contra o Irã para terça-feira (19) após pedidos de lideranças árabes.

    Suspensão do ataque foi anunciada em uma rede social por Trump. O presidente afirmou que conversou com emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, e com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

    Negociações sérias estão em andamento, afirmou Trump. Os líderes árabes teriam dito ao presidente dos EUA um acordo “muito aceitável” poderá ser alcançado.

    Acordo deve incluir a proibição de armas nucleares para o Irã. “Com base no meu respeito pelos líderes mencionados, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, e as Forças Armadas dos Estados Unidos, de que NÃO realizaremos o ataque programado contra o Irã amanhã”, escreveu Trump.

    O republicano declarou que militares dos EUA estão preparados para um ataque em grande escala. Caso acordo não seja firmado “instruí ainda a estarem preparados para prosseguir com um ataque em grande escala contra o Irã, a qualquer momento”, advertiu Trump.

    A trégua entre os dois países entrou em vigor no começo de abril e foi prolongada unilateralmente pelos EUA desde então. Os dois países chegaram a se encontrar no Paquistão, país mediador dos contatos, após o cessar-fogo, mas não chegaram a um consenso.

    CESSAR-FOGO FRÁGIL

    Movimentação nas negociações acontece após Trump chamar outra proposta do Irã para o fim da guerra de ‘totalmente inaceitável’. Donald Trump falou sobre o assunto em uma publicação na rede social Truth.

    Proposta americana tem exigências nucleares, o que segue sendo o maior impasse entre os dois lados. Os EUA demandam que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio por pelo menos 12 anos e entregue seu estoque de 440 kg de urânio enriquecido a 60%. Em troca, haveria suspensão gradual de sanções, liberação de ativos congelados e fim do bloqueio naval.

    Ministério das Relações Exteriores iraniano, por sua vez, diz não estar exigindo nenhuma concessão. “Nossa exigência é legítima: o fim da guerra, o levantamento do bloqueio [dos EUA] e da pirataria, e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão dos EUA”, falou o porta-voz Esmaeil Baghaei em coletiva hoje. “Os pontos apresentados são exigências iranianas que têm sido firmemente defendidas pela equipe iraniana em cada rodada de negociações”, ressaltou.

    Governo iraniano também cobra garantias para a navegação no Estreito de Hormuz. “A passagem segura pelo Estreito de Hormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras exigências do Irã, consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional”, afirmou o porta-voz.

    Trump diz que suspendeu novo ataque ao Irã após pedido de líderes árabes

  • Mais de 100 mil crianças foram separadas das famílias em ações do ICE

    Mais de 100 mil crianças foram separadas das famílias em ações do ICE

    Relatos de agências e organizações indicam que a maior parte das crianças não vai para abrigos; grupos que atuaram nas separações na fronteira em 2018 relatam aumento de pedidos de ajuda em detenções no interior

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Mais de 100 mil crianças foram separadas de seus pais durante a ofensiva migratória do governo Trump, segundo estimativas do Brookings Institution divulgadas pelo The New York Times.

    Estimativa aponta que cerca de três em cada quatro crianças afetadas são cidadãs dos EUA. O levantamento calcula que aproximadamente 205 mil crianças tiveram ao menos um dos pais detido, incluindo cerca de 145 mil cidadãos americanos.

    Diferença em relação aos números oficiais é atribuída à forma como o governo coleta as informações. Pesquisadores sustentam que estatísticas do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) subestimam o total porque pais não são perguntados de forma consistente ou evitam revelar que têm filhos por medo de consequências.

    O DHS não respondeu diretamente às perguntas sobre o total de pais detidos e a análise do Brookings. Em nota, o órgão disse que os pais podem escolher ser removidos com os filhos ou indicar um responsável para ficar com crianças nascidas nos EUA.

    Casos individuais ilustram o impacto da política de detenções no interior do país. Ledy Ordonez, mãe solo, foi presa em julho passado durante uma operação em um atacadista de frutos do mar em San Antonio e segue detida no Texas, separada do filho Alonzo, de dois anos, nascido nos EUA e hoje sob cuidados de uma amiga.

    Ordonez diz que perdeu marcos importantes do desenvolvimento do filho enquanto está presa. “Ele já anda e fala agora. Eu perdi tanta coisa”, afirmou, de um centro de detenção no Texas.

    Pesquisadoras do Brookings dizem que o problema é amplo e tende a crescer. 

    “De qualquer forma que você olhe, há dezenas de milhares de crianças que passaram pela detenção de um dos pais desde que este presidente assumiu. A maioria é cidadã dos EUA”, disse Tara Watson ao The New York Times.

    O estudo usa análise estatística para estimar quantos filhos os detidos provavelmente têm. A equipe cruzou dados do Censo e informações sobre prisões feitas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), levando em conta status migratório, sexo, idade, nacionalidade e estado civil.

    Os autores também criaram uma ferramenta interativa para simular cenários de fiscalização e impacto sobre famílias. A estimativa mais conservadora aponta cerca de 117.400 crianças nascidas nos EUA com um dos pais detido, e a mais alta chega a aproximadamente 175 mil.

    O Brookings considera 145 mil como o número mais provável de crianças cidadãs afetadas. As pesquisadoras projetam alta adiante, citando a destinação de US$ 45 bilhões no projeto “One Big Beautiful Bill” para ampliar a capacidade de detenção.

    Os números contrastam com dados divulgados pelo DHS. O órgão afirma que os pais de cerca de 60 mil crianças nascidas nos EUA foram presos no mesmo período.

    Relatos de agências e organizações indicam que a maior parte das crianças não vai para abrigos. “Descobrimos que, de forma impressionante, poucas acabam em lares temporários; a maioria fica com amigos e familiares que não têm obrigação legal de cuidar dessas crianças”, disse Maria Cancian ao The New York Times.

    Grupos que atuaram nas separações na fronteira em 2018 relatam aumento de pedidos de ajuda em detenções no interior. “Quase todos os dias somos procurados por uma mãe em detenção que foi presa e tirada dos filhos. Desta vez, a crueldade muitas vezes está sendo infligida a crianças cidadãs dos EUA”, disse Casey Revkin, diretora da Each Step Home, ao The New York Times.

    Mais de 100 mil crianças foram separadas das famílias em ações do ICE

  • Única sobrevivente de mergulho nas Maldivas desistiu no último minuto

    Única sobrevivente de mergulho nas Maldivas desistiu no último minuto

    Jovem estudante da Universidade de Gênova é a única sobrevivente do grupo da universidade italiana que viajou para as Maldivas para participar em uma excursão subaquática

    A viagem de um grupo de italianos às Maldivas para participar em um atividade de mergulho acabou da pior forma com cinco deles perdendo a vida enquanto exploravam cavernas subaquáticas. Uma sexta pessoa que viajou com o grupo acabou por se salvar, porque recusou ir na expedição à ultima hora.

    Segundo o La Repubblica, a mulher seguia na mesma viagem de barco que os companheiros, mas no momento do mergulho optou por permanecer a bordo da embarcação, junto ao Atol de Vaavu.

    A sua decisão de última hora salvou-lhe a vida, dado que nenhum dos amigos sobreviveu ao mergulho.

    O que a teria feito tomar esta decisão, ainda não foi esclarecido. A identidade desta jovem também não foi ainda revelada, mas seria a única pessoa do grupo da Universidade de Gênova que viajou para as Maldivas que irá regressar a casa com vida.

    Vale lembrar que um grupo de cinco mergulhadores italianos morreu enquanto explorava uma gruta a uma profundidade de cerca de 50 metros no Atol de Vaavu, na quinta-feira, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano. Um dos corpos foi recuperado no mesmo dia.

    Durante os trabalhos de resgate também um socorrista acabou perdendo a vida.

    Já esta segunda-feira (18), os corpos dos quatro turistas foram localizados. 

    Os corpos agora recuperados pertencem à professora de Ecologia da Universidade de Génova, Monica Montefalcone, à sua filha Giorgia Sommacal, que também era aluna da universidade, à investigadora Muriel Oddenino e ao biólogo marinho Federico Gualtieri.

    Vale lembrar que havia uma quinta vítima, cujo corpo já havia sido retirado da água. Este pertencia a Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho natural de Pádua e gerente de operações da Albatros Top Boat.

    Os corpos desaparecidos “foram localizados no interior da gruta no Atol de Vaavu durante uma operação conjunta de busca e salvamento”, explicou, em comunicado, a Força de Defesa Nacional das Maldivas, órgão tutelado pelo Ministério da Defesa do país.

    Os quatro italianos encontrados mortos ainda não foram trazidos à superfície, mas as autoridades Maldivas garantiram que “serão realizados [novos mergulhos] nos próximos dias para recuperar os corpos”.

    O acidente de mergulho foi considerado o pior que já aconteceu neste destino turístico do Oceano Índico.

    Única sobrevivente de mergulho nas Maldivas desistiu no último minuto

  • OMS declara emergência global por surto de ebola em dois países africanos

    OMS declara emergência global por surto de ebola em dois países africanos

    Sintomas de ebola podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção. Segundo o sistema de saúde britânico, os sinais incluem febre alta, cansaço extremo e dor de cabeça, semelhantes aos de uma gripe

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência de saúde pública de importância internacional após o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda registrar 246 casos suspeitos e mais de 80 mortes.

    O surto está ligado à cepa Bundibugyo do vírus. Autoridades de saúde da República Democrática do Congo alertam para o risco de transmissão transfronteiriça, deslocamento populacional e conflito no leste do país, fatores que aumentam a chance de disseminação da doença.

    Uganda confirmou um caso importado fatal. Um paciente congolês viajou a Kampala para tratamento e morreu da doença, segundo autoridades ugandenses.

    O Centro de Controle de Doenças da África alertou para transmissão comunitária ativa. Equipes de saúde intensificam triagem e rastreamento de contatos para conter a disseminação do vírus.

    Jean Marc Asimwe, morador de Bunia, cidade da República Democrática do Congo, relatou mortes diárias na região. “Todos os dias pessoas estão morrendo e isso já dura cerca de uma semana. Em um único dia, enterramos duas, três ou até mais pessoas. Neste momento, realmente não sabemos que tipo de doença é”, disse ao jornal britânico The Guardian.

    Este é o 17º surto de ebola registrado no Congo desde 1976. O surto anterior terminou em dezembro do ano passado.

    OMS, Centro de Controle de Doenças da África e Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA coordenam esforços de resposta. As ações incluem vigilância, testes laboratoriais, rastreamento de contatos e implantação de equipes de emergência.

    Sintomas de ebola podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção. Segundo o sistema de saúde britânico, os sinais incluem febre alta, cansaço extremo e dor de cabeça, semelhantes aos de uma gripe.

    OMS declara emergência global por surto de ebola em dois países africanos

  • Tragédia nas Maldivas: corpos de mergulhadores italianos são achados

    Tragédia nas Maldivas: corpos de mergulhadores italianos são achados

    Autoridades das Maldivas localizaram os corpos de quatro turistas italianos que desapareceram durante um mergulho em cavernas submarinas. Segundo investigadores, o grupo explorava uma área a cerca de 50 metros de profundidade no que já é considerado o pior acidente de mergulho do país.

    As autoridades das Maldivas localizaram os corpos de quatro turistas italianos que morreram na semana passada durante uma expedição de mergulho no país.

    O grupo perdeu a vida enquanto explorava cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade.

    Os corpos encontrados pertencem à professora de Ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, à filha dela, Giorgia Sommacal, que também estudava na instituição, à pesquisadora Muriel Oddenino e ao biólogo marinho Federico Gualtieri.

    Uma quinta vítima já havia sido retirada da água anteriormente. Trata-se de Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho da cidade de Pádua e gerente de operações da empresa Albatros Top Boat.

    As autoridades locais acreditam que o grupo morreu durante a tentativa de exploração das cavernas submersas.

    Segundo os investigadores, este foi o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas.
     
     

    Tragédia nas Maldivas: corpos de mergulhadores italianos são achados