Categoria: MUNDO

  • Ex-Al Qaeda, líder da Síria se reúne com Trump na Casa Branca em encontro histórico

    Ex-Al Qaeda, líder da Síria se reúne com Trump na Casa Branca em encontro histórico

    Visita marca guinada radical nas relações entre os países e ocorre quase um ano após queda de Bashar al-Assad; Ahmed al-Sharaa tenta encerrar isolamento e atrair investimentos para reconstruir nação devastada por guerra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um encontro histórico, o líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, chegou à Casa Branca nesta segunda-feira (10) para se reunir com Donald Trump, quase um ano após a queda do ditador Bashar al-Assad. Ligado à Al Qaeda no passado, Sharaa tenta encerrar o isolamento internacional de seu país.

    A reunião em Washington ocorre seis meses após o primeiro contato entre os líderes, na Arábia Saudita, e poucos dias após o governo americano retirar Sharaa da lista de pessoas ligadas ao terrorismo. O gesto simbolizou a guinada radical na relação entre os dois países e também na trajetória pessoal do sírio, de 42 anos, que passou de combatente da organização terrorista a chefe de Estado reconhecido pelo Ocidente.

    Sharaa chegou ao poder em dezembro do ano passado, após seus combatentes lançarem uma ofensiva-relâmpago a partir do noroeste do país e derrubarem Assad, que controlou a Síria por mais de duas décadas. Desde então, o novo governo sírio se afastou dos antigos aliados Irã e Rússia e se reaproximou da Turquia, das monarquias do Golfo e dos EUA de Trump.

    Questões de segurança devem dominar o encontro desta segunda. Washington negocia um possível pacto de defesa entre Síria e Israel, que ainda vê com desconfiança o passado do novo líder sírio. Também há planos para o anúncio da entrada do país do Oriente Médio em uma coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico (EI).

    A visita ocorre ainda em um momento conturbado na Síria. Autoridades do país informaram que, nos últimos meses, dois complôs para assassinar Sharaa, atribuídos ao EI, foram frustrados. As tentativas evidenciariam os riscos que ele enfrenta ao tentar consolidar seu governo em um país devastado por 14 anos de guerra civil. No fim de semana, o Ministério do Interior lançou uma ampla operação contra células do grupo extremista, e mais de 70 suspeitos foram detidos.

    Trump afirmou na semana passada que “muito progresso foi feito” em relação à Síria e elogiou o novo líder. “Ele está fazendo um ótimo trabalho. É uma vizinhança difícil, e ele é um cara duro, mas nos damos muito bem”, disse o presidente americano.

    Depois do primeiro encontro entre os dois, em maio, Trump anunciou a suspensão das sanções impostas a Damasco. A retirada da pena é prioridade para Sharaa, que busca atrair investimentos estrangeiros para reconstruir o país. O Banco Mundial estima que a recuperação da Síria exigirá mais de US$ 200 bilhões.

    Internamente, o novo governo ainda enfrenta enormes desafios. Conflitos sectários recentes deixaram mais de 2,5 mil mortos desde a queda de Assad, o que levantou dúvidas sobre a capacidade de Sharaa de governar.

    A atenção de Washington à Síria ocorre enquanto o governo Trump tenta manter o cessar-fogo entre Israel e o Hamas em Gaza e avançar em seu plano de paz de 20 pontos para encerrar a guerra no território palestino, que já dura dois anos.

    A trajetória pessoal de Sharaa é, por si só, um retrato das mudanças na política síria. Ele se juntou à Al-Qaeda no Iraque após a invasão americana de 2003 e passou anos preso por forças dos EUA. De volta à Síria, tornou-se um dos líderes da insurgência contra Assad. Conhecido à época como Abu Mohammad al-Golani, foi designado como terrorista em 2013, mas rompeu com a Al-Qaeda em 2016 e consolidou sua influência no noroeste sírio.

    No fim de 2024, Washington retirou a recompensa de US$ 10 milhões por sua captura, e, na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU suspendeu as sanções contra ele e seu ministro do Interior, Anas Khattab. EUA e Reino Unido seguiram o mesmo caminho.

    “A visita de Sharaa a Washington simboliza uma mudança drástica. A Síria deixou de ser um satélite do Irã para integrar o campo liderado pelos EUA, e Sharaa passou de um procurado a parceiro na guerra ao terror”, afirmou Firas Maksad, diretor para Oriente Médio e Norte da África do Eurasia Group, à agência de notícias Reuters.

    “Muita coisa ainda pode dar errado, e há sérias preocupações sobre direitos individuais e das minorias, mas a primeira visita de um chefe de Estado sírio à Casa Branca é um momento de esperança de que o país esteja finalmente no caminho certo.”

    Ex-Al Qaeda, líder da Síria se reúne com Trump na Casa Branca em encontro histórico

  • EUA bombardeiam mais dois barcos no Pacífico e matam seis suspeitos

    EUA bombardeiam mais dois barcos no Pacífico e matam seis suspeitos

    Segundo o secretário de Guerra Pete Hegseth, os ataques, ordenados por Donald Trump, foram realizados em águas internacionais contra barcos supostamente ligados ao narcotráfico. Nenhum militar americano ficou ferido, e os EUA não apresentaram provas das acusações

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (10) que mais dois barcos foram bombardeados no Oceano Pacífico. No ataque, seis suspeitos foram mortos.

    Ataque ocorreu neste domingo (9) em região próxima à América Latina. Anúncio foi feito no X pelo secretário de Guerra americano, Pete Hegseth.

    Secretário do governo Trump afirmou que havia três homens a bordo de cada uma das embarcações. Os EUA acusam que os seis tinham envolvimento com o contrabando de drogas. “Nossos serviços de inteligência sabiam que essas embarcações estavam associadas ao contrabando de narcóticos ilícitos, transportavam narcóticos e transitavam por uma rota conhecida de tráfico de drogas no Pacífico Oriental”, escreveu Hegseth.

    Bombardeios foram autorizados pelo presidente dos EUA. “Sob ordens do presidente Trump foram realizados dois ataques cinéticos letais contra duas embarcações operadas por Organizações Terroristas Designadas”, acrescentou o secretário do governo Trump.

    “Ambos os ataques foram realizados em águas internacionais e havia três narcoterroristas do sexo masculino a bordo de cada embarcação. Todos os seis foram mortos. Nenhum militar americano ficou ferido. Sob a liderança do Presidente Trump, estamos protegendo a pátria e eliminando esses terroristas dos cartéis que desejam prejudicar nosso país e seu povo”, disse Pete Hegseth, secretário dos EUA.

    Com o último ataque, pelo menos 72 pessoas foram mortas pelos EUA nos últimos dois meses em operações. Foram 19 embarcações atacadas no período. Washington não divulgou provas de que seus alvos estivessem envolvidos com o tráfico de drogas ou representassem uma ameaça aos EUA. Em nenhum dos casos os suspeitos foram interceptados ou interrogados.

    O direito internacional não permite ataques contra pessoas que não ofereçam perigo iminente. A exceção se dá apenas quando se tratam de combatentes inimigos em um contexto de conflito armado -do contrário, seria apenas assassinato.

    Trump afirmou estar em guerra contra cartéis de drogas latino-americanos. Desde agosto, o republicano ordenou uma operação militar na região da América Latina contra esses grupos.

    EUA bombardeiam mais dois barcos no Pacífico e matam seis suspeitos

  • Justiça francesa autoriza libertação de Sarkozy após 20 dias preso

    Justiça francesa autoriza libertação de Sarkozy após 20 dias preso

    Ex-presidente da França deixará a prisão sob supervisão judicial, com restrições de contato e viagens, após ser condenado por financiamento ilegal da campanha de 2007 com recursos do regime líbio de Muammar Kadafi.

    O Tribunal de Paris aceitou o pedido de libertação de Nicolas Sarkozy, que deve deixar a prisão ainda nesta segunda-feira, após 20 dias detido.

    De acordo com a emissora BFMTV, o ex-presidente francês será libertado sob supervisão judicial, o que significa que precisará cumprir uma série de medidas determinadas pela Justiça. Ele está proibido de manter contato com pessoas ligadas ao processo, incluindo o ministro da Justiça, Gérald Darmanin.

    Na França, a supervisão judicial equivale ao termo de identidade e residência, mas inclui restrições adicionais, como a obrigação de se apresentar periodicamente às autoridades, a proibição de contato com determinadas pessoas ou de deixar o país.

    Sarkozy foi preso após ser condenado por envolvimento em um esquema de financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007, que teria recebido recursos do então líder líbio Muammar Kadafi.

    Durante a audiência, realizada por videoconferência nesta segunda-feira (10), o ex-presidente afirmou ser vítima de “manipulação” e descreveu o período de prisão como “muito difícil” e “um pesadelo”.

    O Ministério Público francês também se manifestou a favor da libertação sob supervisão judicial, reconhecendo que não há risco de fuga.

    Em setembro, o Tribunal Penal de Paris concluiu que Sarkozy tinha conhecimento de que seus assessores solicitaram financiamento ao regime líbio. Ele foi condenado a cinco anos de prisão, mas recorreu da sentença, alegando motivação política e “ódio pessoal”.

    Nicolas Sarkozy, que governou a França entre 2007 e 2012, tornou-se o primeiro ex-chefe de Estado francês e da União Europeia a ser efetivamente preso. Ele estava detido em uma cela individual de nove metros quadrados em uma prisão de segurança máxima em Paris.

    Justiça francesa autoriza libertação de Sarkozy após 20 dias preso

  • Toronto amanhece coberta de neve e ganha cenário de cartão de Natal

    Toronto amanhece coberta de neve e ganha cenário de cartão de Natal

    O primeiro grande nevão da temporada transformou a maior cidade do Canadá em uma paisagem branca e congelante. Meteorologistas registraram até 10 centímetros de neve e temperaturas que chegaram a -5°C, marcando a chegada antecipada do inverno no país

    A cidade de Toronto, no sul da província de Ontário, no Canadá, amanheceu coberta de branco neste domingo (9), criando uma paisagem digna de um cartão de Natal, mesmo ainda estando no outono.

    De acordo com meteorologistas, entre 2 e 10 centímetros de neve caíram ao longo do dia, o que pode ter atrapalhado os planos de fim de semana dos moradores. Ainda assim, as imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o encanto do primeiro grande nevão da temporada, que transformou as ruas e parques da cidade.

    As temperaturas oscilaram entre máxima de 1°C e mínima de -5°C. Antes da chegada da neve, a Polícia Provincial de Ontário usou as redes sociais para alertar os motoristas sobre a importância de trocar os pneus comuns pelos de inverno e redobrar a atenção nas estradas, mantendo distância segura e saindo de casa com antecedência.

    O inverno está chegando, queira a gente ou não, escreveu a corporação. Isso pode significar viagens mais lentas e condições mais desafiadoras para quem estiver dirigindo.

    Além dos pneus adequados, os agentes também recomendaram verificar o nível de fluido do para-brisa e apertar os parafusos das rodas antes de pegar a estrada.

    O fenômeno não se restringiu a Ontário. A província vizinha de Quebec também registrou seu primeiro grande nevão da estação. Em Montreal, a maior cidade da região, o acúmulo chegou a 10 centímetros, levando as autoridades a emitirem alertas para possíveis transtornos no trânsito durante a manhã de segunda-feira.
     

    Toronto amanhece coberta de neve e ganha cenário de cartão de Natal

  • Massacre em prisão do Equador deixa 31 mortos durante rebelião violenta

    Massacre em prisão do Equador deixa 31 mortos durante rebelião violenta

    Confrontos entre facções rivais em penitenciária de Machala, no sudoeste do Equador, deixaram 31 mortos e dezenas de feridos. As autoridades atribuem a violência à disputa entre grupos ligados ao tráfico e à transferência de presos para um novo presídio de segurança máxima no paí

    Trinta e uma pessoas morreram neste domingo /9) durante um dia de extrema violência em uma prisão na cidade de Machala, no sudoeste do Equador, segundo as autoridades penitenciárias do país.

    Os confrontos começaram na noite de sábado e se estenderam até a madrugada de domingo, deixando inicialmente quatro mortos em decorrência de tiros e explosões. Horas depois, outras 27 pessoas foram encontradas mortas, a maioria por asfixia.

    As prisões equatorianas vêm se tornando centros de operação de facções rivais ligadas ao tráfico de drogas. Desde 2021, os confrontos entre esses grupos já deixaram cerca de 500 mortos.

    Moradores próximos à penitenciária de Machala relataram ter ouvido disparos, explosões e pedidos de socorro vindos do interior do presídio por volta das 3h da manhã (horário local).

    O Serviço Nacional de Atenção Integral às Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI) informou que, além das vítimas fatais, 33 presos e um policial ficaram feridos. Sete pessoas foram presas durante a operação.

    Segundo o SNAI, a origem da rebelião estaria ligada à iminente transferência de alguns detentos para uma nova prisão de segurança máxima, construída pelo governo do presidente Daniel Noboa na província costeira de Santa Elena, que deve ser inaugurada ainda neste mês.

    Em um novo balanço, divulgado horas depois, as autoridades confirmaram a descoberta de mais 27 corpos em outro episódio de violência ocorrido dentro do complexo prisional. As mortes, em sua maioria causadas por asfixia provocada por terceiros, indicam casos de estrangulamento e enforcamento.

    No final de setembro, um confronto armado no mesmo presídio havia deixado 14 mortos, entre eles um agente penitenciário.

    Desde 2024, as forças armadas passaram a controlar o sistema prisional do país, após o governo declarar estado de conflito armado interno contra cerca de vinte organizações criminosas ligadas a cartéis internacionais. Em agosto, no entanto, o controle de oito dessas prisões, incluindo a de Machala, foi transferido novamente à polícia.

    O episódio mais violento já registrado no sistema prisional equatoriano ocorreu em 2021, quando mais de 100 presos foram assassinados em uma penitenciária de Guayaquil.
     
     

     

    Massacre em prisão do Equador deixa 31 mortos durante rebelião violenta

  • Cúpula atrasa início para incluir Lula em 'foto de família', na Colômbia

    Cúpula atrasa início para incluir Lula em 'foto de família', na Colômbia

    Em um bate-e-volta saindo de Belém neste domingo (9) e voltando ao Brasil no mesmo dia, Lula voará oito horas e 55 minutos para passar apenas três horas e 35 minutos na cidade caribenha de Santa Marta, onde acontece a cúpula. Fará um discurso com duração prevista de cinco minutos, no qual deve criticar a mobilização militar americana contra a Venezuela.

    ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
    SANTA MARTA, None (CBS NEWS) – Após anunciar de última hora sua participação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encurtou a viagem à Colômbia para participar da 4ª cúpula UE-Celac, entre representantes da União Europeia e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

    Em um bate-e-volta saindo de Belém neste domingo (9) e voltando ao Brasil no mesmo dia, Lula voará oito horas e 55 minutos para passar apenas três horas e 35 minutos na cidade caribenha de Santa Marta, onde acontece a cúpula. Fará um discurso com duração prevista de cinco minutos, no qual deve criticar a mobilização militar americana contra a Venezuela.

    Ao anunciar na semana passada sua participação, até então descartada, o presidente disse que a cúpula só faria sentido se discutisse os navios de guerra enviados ao Caribe pelo presidente americano, Donald Trump. A pauta de discussão do evento, marcado muito antes da atual crise entre Washington e Caracas, não menciona os EUA; inclui de forma vaga o tema “paz, segurança e prosperidade”.

    Lula pousou por volta das 11h35 (horário do Brasil), e não na noite de sábado, como anunciado antes, e chegou ao local da cúpula às 12h.

    Prevista para as 11h, a chamada “foto de família”, que retrata os líderes presentes, foi atrasada em mais de uma hora para evitar essa baixa relevante, já que o brasileiro era um dos poucos nomes de peso confirmados para o evento, esvaziado pelo temor de diversos países de entrarem na mira de Trump, que impôs sanções contra o presidente colombiano, Gustavo Petro.

    O governo da Colômbia confirmou dez governantes, incluindo o próprio anfitrião. Os primeiros-ministros da Espanha, Pedro Sánchez, e de Portugual, Luís Montenegro, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, são outros poucos nomes relevantes.

    Os principais líderes europeus -o presidente francês, Emmanuel Macron, os primeiros-ministros alemão, Friedrich Merz, e italiana, Giorgia Meloni, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen- ficaram de fora.

    O presidente argentino Javier Milei, nem sequer enviou um ministro de Estado. O Paraguai deve ser representado por seu vice-chanceler, e um funcionário menos graduado vai representar o Equador.

    Como comparação, na cúpula UE-Celac de 2023, em Bruxelas, na Bélgica, participaram quase 50 líderes latino-americanos e europeus -entre eles todos todos os 27 chefes de Estado e de governo da UE.

    Apesar do esperado discurso de Lula, a fragmentação política da Celac (que reúne os 33 países latino-americanos e caribenhos) torna extremamente improvável que o grupo costure uma posição de consenso contra a campanha de pressão militar americana contra o ditador Nicolás Maduro.

    Os EUA vêm bombardeando embarcações nas águas da América do Sul nos últimos meses, sob a acusação de que atuam para o tráfico de drogas venezuelano (sem que existam provas disso).

    Já foram mortas ao menos 66 pessoas nestes ataques, que aconteceram no Caribe e no oceano Pacífico. A ação militar, que envolve o envio de navios para o Caribe e caças para Porto Rico, é vista como forma de pressionar Maduro a deixar o poder. Trump afirma que o ditador venezuelano lidera uma rede de tráfico de drogas chamada Cartel de los Soles, cuja existência é contestada por especialistas.

    A Celac já enfrentou recentemente dificuldades para debater a concentração de forças militares dos Estados Unidos na região. No início de setembro, durante uma reunião virtual, os países da organização tentaram negociar um comunicado conjunto que expressava “profunda preocupação com o recente destacamento militar extrarregional” na América Latina e no Caribe.

    O texto também afirmava que a América Latina é uma zona de paz, regida por princípios como a solução pacífica de controvérsias e a proibição de ameaças de uso da força. Não havia na redação debatida qualquer referência direta a Trump ou aos EUA, mas mesmo assim países como Argentina, Paraguai, El Salvador e Peru, entre outros, optaram por não assiná-la.

    Cúpula atrasa início para incluir Lula em 'foto de família', na Colômbia

  • Japão emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 6,7 na costa

    Japão emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 6,7 na costa

    Tremor foi registrado às 17h03, no horário local (5h03 em Brasília). Seu epicentro foi próximo à costa de Sanriku, cerca de 590 km a norte de Tóquio. Não há relatos de feridos.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Japão emitiu um alerta de tsunami neste domingo (09), depois que um terremoto de magnitude 6,7 atingiu a costa nordeste do país.

    Tremor foi registrado às 17h03, no horário local (5h03 em Brasília). Seu epicentro foi próximo à costa de Sanriku, cerca de 590 km a norte de Tóquio. Não há relatos de feridos.

    Cidade de Ofunato, na província de Iwate, orientou a retirada de mais de 6.000 pessoas que moram na área costeira. Outros municípios também instruíram os moradores a evacuarem a região. São esperadas ondas de até um metro de altura, segundo a Agência Meteorológica do Japão. Ondas de tsunami já foram observadas na costa, informou a emissora estatal NHK.

    A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu para as pessoas deixarem a costa “imediatamente”. Em post no X, ela afirmou que o tsunami “poderá ser maior do que o esperado” e alertou para a “possibilidade de réplicas” do terremoto.

    A agência meteorológica do país também alertou para a possibilidade de ocorrerem terremotos de intensidade semelhante ou até maiores nos próximos dias. O órgão orientou as pessoas evitar ir às praias ou entrar no mar em toda a região abrangida pelo alerta de tsunami.

    Japão tem ocorrências frequentes de fenômenos do tipo. O país fica no Círculo de Fogo do Pacífico, região que concentra 90% dos tremores registrados. As características geológicas da região fazem com que ela seja a mais instável do planeta.

    Japão emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 6,7 na costa

  • Ex-Rei da Espanha confirma em autobiografia que matou irmão adolescente

    Ex-Rei da Espanha confirma em autobiografia que matou irmão adolescente

    Na época, a família real espanhola divulgou apenas uma breve nota, informando que “enquanto Sua Alteza Afonso limpava um revólver com o irmão, um disparo acidental o atingiu na testa, causando sua morte em poucos minutos”. O acidente ocorreu na casa da família em Portugal, após o jovem voltar de uma missa em que havia recebido a comunhão.

    O ex-rei da Espanha, Juan Carlos, de 87 anos, confirmou em sua autobiografia recém-lançada que foi responsável pela morte acidental de seu irmão, o príncipe Afonso, em 1956. O episódio, que sempre foi cercado de mistério, aconteceu quando o monarca tinha 18 anos e o irmão, 14.

    Na época, a família real espanhola divulgou apenas uma breve nota, informando que “enquanto Sua Alteza Afonso limpava um revólver com o irmão, um disparo acidental o atingiu na testa, causando sua morte em poucos minutos”. O acidente ocorreu na casa da família em Portugal, após o jovem voltar de uma missa em que havia recebido a comunhão.

    Em seu livro Reconciliación (“Reconciliação”, em tradução livre), escrito em parceria com a autora francesa Laurence Debray, Juan Carlos aborda o episódio no capítulo intitulado A Tragédia. Ele relata, pela primeira vez, os detalhes do ocorrido: “Nós tínhamos retirado o carregador e não sabíamos que havia uma bala na câmara. Um tiro foi disparado para o alto, ricocheteou e acertou meu irmão no meio da testa. Ele morreu nos braços de nosso pai.”

    O ex-monarca afirma que nunca se recuperou do acidente. “Eu não gostava de falar sobre isso, e esta é a primeira vez que falo. Sua gravidade me acompanhará para sempre”, escreveu. Não houve investigação judicial sobre o caso.

    Juan Carlos foi coroado rei da Espanha em 1975, após o fim da ditadura de Francisco Franco, e abdicou do trono em 2014, dando lugar ao filho, o atual rei Felipe VI.

    Em entrevistas recentes de divulgação do livro, o rei emérito também negou rumores de que teria se envolvido romanticamente com a princesa Diana, afirmando que ela era “fria, taciturna e distante, exceto na presença de paparazzi”.

    A revelação encerra décadas de especulações sobre um dos episódios mais trágicos e discretos da história da família real espanhola.

    Ex-Rei da Espanha confirma em autobiografia que matou irmão adolescente

  • Hamas acredita ter encontrado corpo de Hadar Goldin, morto em 2014

    Hamas acredita ter encontrado corpo de Hadar Goldin, morto em 2014

    O Hamas disse acreditar ter encontrado os restos mortais do soldado israelense Hadar Godin. O refém foi sequestrado e morto em 1 de agosto de 2014 e, desde então, o seu corpo permaneceu na Faixa de Gaza. A família do soldado referiu que até que “seja confirmado, não acabou”.

    O grupo islâmico Hamas revelou neste sábado acreditar ter encontrado os restos mortais do refém Hadar Goldin, um soldado israelense morto durante um ataque em 2014. Desde então, seu corpo vinha sendo mantido na Faixa de Gaza.

    Hadar Goldin morreu em 1º de agosto de 2014, aos 23 anos, cerca de duas horas depois de entrar em vigor um cessar-fogo que pôs fim ao conflito daquele ano entre o Hamas e Israel.

    Com base nas evidências encontradas no túnel para onde o corpo de Goldin foi levado — incluindo uma camisa ensanguentada e franjas de oração — o Exército israelense concluiu rapidamente que ele havia morrido no ataque.

    Uma fonte do Hamas disse à emissora Al Jazeera que o corpo do soldado israelense foi encontrado em um túnel na região leste de Rafah.

    “Um país inteiro está esperando que Hadar volte. Essa é uma missão que deve e pode ser cumprida por todos nós. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF) nos atualizou sobre os enormes esforços em andamento para garantir a libertação dos reféns. Agradecemos a todos os envolvidos nessa missão. Aguardamos a confirmação oficial de que Hadar retornou a Israel. Neste país, nós não desistimos de ninguém. Pedimos que mantenham a calma. Até que seja confirmado, nada acabou”, declarou a família do soldado em comunicado.
     

    Na última quarta-feira, uma reportagem da Galei Zahal afirmou que o túnel onde estaria o corpo de Hadar Goldin era vigiado por cerca de 150 membros do Hamas, e que Israel estaria evitando atacar o local, seja por via aérea ou terrestre, por receio de comprometer a recuperação do corpo.

    Entretanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) negaram a informação, afirmando não ter qualquer evidência de que o corpo de Hadar estivesse naquele túnel.

    “Essas são alegações falsas que causam sofrimento à família”, disse uma fonte das IDF, pedindo que a população confie apenas em comunicados oficiais e evite espalhar rumores que possam prejudicar as famílias dos reféns.

    Hadar Goldin deixou os pais e três irmãos, incluindo um irmão gêmeo. Ele havia pedido a namorada em casamento antes de morrer. No início deste ano, a família marcou 4.000 dias desde que o corpo foi levado. Neste mesmo ano, o exército israelense conseguiu recuperar o corpo de outro soldado morto na guerra de 2014.

     
    Quem são os cinco reféns que ainda estão em Gaza?

    Desde o início do cessar-fogo em Gaza, o Hamas libertou os restos mortais de 23 reféns que haviam sido mantidos em cativeiro nos últimos dois anos. No entanto, a devolução dos corpos dos cinco reféns restantes tem ocorrido de forma lenta.

    O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, começou em 10 de outubro.

     

    Hamas acredita ter encontrado corpo de Hadar Goldin, morto em 2014

  • Carro em fuga da polícia bate contra bar e mata quatro pessoas nos EUA

    Carro em fuga da polícia bate contra bar e mata quatro pessoas nos EUA

    Quatro pessoas morreram e onze ficaram feridas após um carro colidir contra um bar cheio em Tampa, durante uma fuga à polícia, na Florida. O condutor, de 22 anos, foi detido e enfrenta acusações de homicídio negligente. Veja o vídeo da perseguição abaixo.

    Quatro pessoas morreram e onze ficaram feridas depois que um carro em alta velocidade atingiu um bar lotado durante uma fuga da polícia, na madrugada deste sábado, no centro de Tampa, no estado norte-americano da Flórida. O suspeito foi preso.

    De acordo com a Polícia de Tampa, uma equipe aérea avistou um motorista dirigindo de forma imprudente e em alta velocidade em uma rodovia por volta das 0h40 (horário local), após um alerta de que um carro cinza estava participando de uma corrida ilegal em um bairro da cidade.

    As autoridades conseguiram alcançar o veículo quando ele saiu da rodovia e tentaram realizar uma manobra de imobilização de precisão (PIT) — uma técnica que consiste em atingir a traseira do carro em fuga para fazê-lo girar —, mas a tentativa falhou.

    O motorista então seguiu em direção ao bairro histórico de Ybor City, no centro de Tampa, onde continuou em alta velocidade, perdeu o controle do veículo e colidiu contra um estabelecimento comercial, atingindo mais de dez pessoas que estavam do lado de fora.

    Três pessoas morreram no local, e a quarta vítima faleceu no hospital. Dos onze feridos, um está em estado crítico, enquanto os demais foram encaminhados a unidades de saúde e não correm risco de vida.

    O suspeito, identificado como Silas Sampson, de 22 anos, foi preso e, segundo a agência Associated Press (AP), foi acusado de quatro homicídios culposos e quatro crimes de fuga agravada com lesões graves ou morte.

    “O que aconteceu nesta manhã foi uma tragédia sem sentido. Nossos corações estão com os entes queridos das vítimas e com todos os afetados”, lamentou o chefe da Polícia de Tampa, Lee Bercaw, em comunicado. “A condução imprudente colocou vidas inocentes em perigo. O Departamento de Polícia de Tampa e a Patrulha Rodoviária da Flórida estão comprometidos em buscar justiça para as vítimas e suas famílias.”

    A prefeita de Tampa, Jane Castor, que foi a primeira mulher a chefiar a Polícia da cidade, também se pronunciou, afirmando que “o que aconteceu em Ybor foi devastador”.

    “As famílias estão de luto, os socorristas estão sofrendo e nossa cidade sente essa perda. Meus pensamentos estão com todos os afetados. A investigação continua, e nosso compromisso em manter nossa comunidade segura nunca foi tão forte”, escreveu ela na rede social X (antigo Twitter).

    A Polícia de Tampa divulgou um vídeo da perseguição policial, que pode ver acima.

     

    Carro em fuga da polícia bate contra bar e mata quatro pessoas nos EUA