Categoria: MUNDO

  • Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

    Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

    Ángela, que havia denunciado o tio por tentar envenená-la e ao companheiro em Valência, morreu após sofrer um aneurisma na Sicília. As autoridades investigam se sua morte tem ligação com o caso, que envolve disputa de herança e acusações de tentativa de homicídio.

    Uma mulher espanhola que havia acusado o tio de tentar envenená-la e também ao companheiro morreu nesta semana. Ela estava na Itália quando passou mal e foi internada, mas não resistiu e faleceu na quarta-feira (6), em um hospital na região da Sicília.

    As autoridades italianas e espanholas investigam se a morte está relacionada ao suposto envenenamento denunciado pela vítima meses antes.

    O caso

    Ángela, natural de Requena, em Valência, afirmou que o tio havia manipulado alimentos em sua casa entre setembro de 2024 e maio de 2025. O motivo seria uma disputa de herança envolvendo a família.

    Durante meses, ela e o companheiro apresentaram sintomas gastrointestinais sem explicação. O parceiro chegou a ser internado em estado grave, o que levantou suspeitas de que algo anormal estivesse acontecendo.

    O casal então instalou câmeras de segurança na residência e, em 11 de maio, registrou alguém entrando na casa e mexendo nos alimentos, inclusive em um frasco de ketchup.

    O tio foi detido após o flagrante. Embora as imagens não mostrassem com total clareza sua identidade, a polícia encontrou em sua casa produtos como inseticidas, herbicidas e veneno para ratos, reforçando as suspeitas.

    A defesa do tio

    Segundo o canal Telecinco, o homem alegou que entrou na casa da sobrinha para verificar uma possível fuga de gás, justificando que tinha uma cópia da chave para cuidar do imóvel. Ele já era investigado desde 2023 por brigas familiares, danos materiais e até incêndios provocados contra parentes por causa de disputas de herança.

    O tio de Ángela responde por tentativa de homicídio.

    A morte de Ángela

    A jovem foi internada na Itália após sofrer um aneurisma. O corpo segue no país, aguardando a conclusão da autópsia. As autoridades ainda investigam se há relação entre o quadro que levou à morte e as intoxicações sofridas anteriormente entre 2024 e 2025.

    Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

  • Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

    Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

    Federação da indústria química e farmacêutica da Alemanha alerta para colapso histórico na produção e cobra reformas urgentes do governo diante de altos custos de energia, impostos e burocracia que estão levando fábricas a fechar e investimentos a deixar o país

    A federação da indústria química e farmacêutica da Alemanha alertou nesta terça-feira para o nível mais baixo de produção em 30 anos e pediu ao governo que adote reformas urgentes. “Produção, faturamento, preços e capacidade estão todos em queda, inclusive o emprego, que vinha se mantendo estável há anos”, afirmou a VCI (Federação da Indústria Química Alemã) em comunicado, descrevendo o cenário como uma “depressão de outono”.

    A entidade atribui a crise aos altos custos de energia, ao preço da mão de obra, à carga tributária, à burocracia e às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

    “As fábricas estão fechando, os investimentos estão sendo transferidos para outros países e as carteiras de pedidos estão vazias”, declarou o diretor da VCI, Wolfgang Grosse Entrup, em entrevista coletiva.

    Em outubro, o chanceler Friedrich Merz já havia criticado a “burocracia desnecessária” que, segundo ele, trava o crescimento do terceiro maior setor industrial do país. No entanto, encontros e reuniões promovidos pelo governo federal ainda não conseguiram reverter o quadro, e o setor afirma ter perdido a confiança em Berlim.

    De acordo com Entrup, a produção das empresas químicas caiu 1,5% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o nível mais baixo desde 1995. A taxa de utilização da capacidade produtiva está em apenas 70%.

    Com isso, a federação prevê uma nova queda de 2% na produção química e um leve crescimento na área farmacêutica, o que resultará em uma retração geral de cerca de 1% no faturamento total do setor, estimado em 221 bilhões de euros em 2025.

    “Precisamos de uma verdadeira libertação industrial”, disse Entrup, em referência à reunião marcada para esta quarta-feira na chancelaria, onde representantes do setor farmacêutico discutirão com o governo as medidas para enfrentar a crise.

    Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

  • Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

    Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

    Um homem-bomba detonou explosivos em frente a um tribunal de Islamabad, no Paquistão, matando ao menos 12 pessoas e ferindo outras 27 nesta terça-feira (11). A explosão ocorreu perto de um carro da polícia. Nenhum grupo reivindicou o ataque, que está sendo investigado pelo governo paquistanês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um ataque feito por um homem-bomba na frente de um tribunal de Islamabad, capital do Paquistão, matou ao menos 12 pessoas nesta terça-feira (11), segundo o ministro do Interior, Mohsin Naqvi.

    O autor do atentado detonou o explosivo do lado de fora do edifício da corte, próximo a um veículo policial, após esperar no local por 10 a 15 minutos, segundo Naqvi. A explosão também feriu ao menos outras 27 pessoas.

    A polícia isolou a área, que abriga vários escritórios do governo.

    “Estamos investigando este incidente sob diferentes ângulos. Não é apenas mais um atentado. Aconteceu bem aqui, em Islamabad”, afirmou o ministro a jornalistas.

    O advogado Rustam Malik, que estava no local na hora do ataque, afirmou à agência AFP que presenciou um “caos total” após a explosão. “Quando estacionei o meu carro e entrei no pédio, ouvi uma explosão na porta”, contou. 

    “Foi um caos total. Os advogados e as pessoas corriam. Vi dois corpos caídos na porta e vários veículos em chamas.”

    Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo atentado.

    Em fevereiro deste ano, um outro ataque feito por um homem-bomba matou seis fiéis durante as orações em um seminário islâmico no noroeste do Paquistão -edifício conhecido como um local de treinamento para o Talibã afegão.

    Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

  • Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

    Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

    O jovem que foi fotografado de chapéu fedora e indumentária do século XX junto ao Museu do Louvre, no dia do assalto ao monumento, finalmente abraçou as luzes da ribalta. Fã dos detetives Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Pedro Elias Garzon Delvaux pretendia apenas visitar a atração parisiense.

    O mistério sobre o jovem fotografado usando um chapéu fedora e roupas típicas do século XX em frente ao Museu do Louvre, em Paris, no dia do assalto ao local, foi finalmente resolvido. Fã dos detetives Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Pedro Elias Garzon Delvaux, de 15 anos, passou pelo museu por acaso e queria apenas fazer uma visita como qualquer outro turista.

    Quando descobriu que a foto em que aparecia diante de três policiais havia se tornado viral na internet, Pedro decidiu esperar antes de se identificar.

    “Não quis dizer logo que era eu. A foto tinha um ar de mistério, então resolvi deixá-lo durar um pouco”, contou à agência Associated Press.

    Diante das especulações de que a imagem poderia ter sido criada por inteligência artificial, o adolescente não se mostrou surpreso.

    “Na foto, estou vestido como se fosse dos anos 1940, e estamos em 2025. Há um contraste curioso”, explicou.

    Nem mesmo alguns amigos e parentes acreditaram de imediato que a imagem fosse verdadeira. No entanto, a mãe de Pedro, que aparece logo atrás dele na fotografia, confirmou sua autenticidade. Na verdade, a história era bem simples: o jovem, que mora com os pais e os avós em Rambouillet, a cerca de 30 quilômetros de Paris, estava apenas indo visitar o Louvre com a mãe e o avô.

    “Queríamos entrar no museu, mas ele estava fechado. Não sabíamos que tinha acontecido um assalto. Quando tiraram a foto, eu só estava passando por ali”, afirmou.

    Quatro dias depois, uma conhecida perguntou se era mesmo ele na imagem, que já somava mais de cinco milhões de visualizações. Logo depois, a mãe ligou avisando que a foto havia saído no New York Times. Familiares na Colômbia, amigos na Áustria e colegas da escola também começaram a enviar mensagens.

    “As pessoas diziam: ‘você virou uma estrela’. Fiquei surpreso que uma simples foto se tornasse viral tão rápido”, contou.

    Pedro contou que começou a se vestir nesse estilo há menos de um ano, inspirado pela estética do século XX e por imagens em preto e branco de políticos e detetives clássicos. O chapéu fedora, no entanto, ele reserva para os fins de semana, feriados e passeios a museus.

    “Gosto de me vestir com elegância. Vou assim para a escola”, afirmou.

    A mãe do garoto, Félicité Garzon Delvaux, cresceu em um palácio-museu do século XVIII, filha de um curador e de uma artista, e sempre levou o filho a exposições.

    “As pessoas precisavam descobrir quem eu era. Depois, vieram os jornalistas, e quando contei minha idade, ficaram muito surpresos”, disse Pedro, bem-humorado. “Agora estou esperando convites para filmes. Seria divertido.”
     

     

    Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

  • O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

    O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

    A emissora britânica é acusada de manipular um discurso de Trump para sugerir incitação à violência no ataque ao Capitólio. O caso levou à renúncia de seus diretores, pedidos públicos de desculpas e ameaça de processo pelo presidente americano

    A polêmica entre a BBC e Donald Trump instalou-se neste fim de semana depois de o Telegraph publicar um artigo no qual denunciava o documentário exibido pelo meio de comunicação britânico como manipulado, dando a entender que o republicano estaria junto dos seus apoiadores no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

    O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, apresentaram suas demissões no sábado, dia 8 de novembro, na sequência da controvérsia causada pelo documentário sobre Trump, no qual os cortes pareceram distorcer a mensagem original. Paralelamente, o presidente do Conselho de Administração da BBC, Samir Shah, reconheceu o “erro de julgamento” após a transmissão da reportagem. Mas, afinal, o que está em jogo?

    O documentário exibido pelo programa Panorama da BBC uma semana antes das eleições norte-americanas de 2024 — teria apresentado uma edição de um discurso de Donald Trump, de 6 de janeiro de 2021 (data da invasão do Capitólio por seus apoiadores), de modo que sugerisse que o agora presidente dizia aos seus seguidores que iria caminhar com eles até o Capitólio e “lutar como demônios”.

    “Nós vamos até o Capitólio e eu estarei lá com vocês. Lutaremos. Lutaremos como demônios”, ouve-se no trecho editado pela emissora britânica.
    Porém, no discurso original, Trump teria afirmado: “Nós vamos até o Capitólio e nós vamos apoiar os nossos corajosos senadores e congressistas”.

    O programa Panorama é um dos exemplos citados pelo ex-consultor externo da BBC, Michael Prescott, no artigo do Telegraph, que expõe suas preocupações acerca da imparcialidade da emissora britânica.

    Contudo, há um grupo de apoiadores da BBC que alega estar sendo alvo de um esforço coordenado das forças de direita para prejudicar a emissora.

    Entenda o que aconteceu (e o que está em curso)

    Diretor-geral da BBC e CEO da BBC News renunciam após polêmica com Trump

    O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, renunciaram no sábado como consequência de uma reportagem que tinha como alvo o presidente dos EUA, Donald Trump.

    “É um dia triste para a BBC”, afirmou Samir Shah em comunicado.

    Na nota, Shah disse que “Tim foi um excelente diretor-geral nos últimos cinco anos”, mas enfrentou “uma pressão persistente […] que o levou a tomar esta decisão”.

    A BBC esteve nos últimos dias no centro de uma controvérsia, acusada de ter apresentado de modo enganoso as declarações do presidente americano em um documentário do programa Panorama, transmitido em outubro de 2024.

    “Pessoas desonestas”: Trump celebra demissão do diretor da BBC

    Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou a demissão do diretor-geral da BBC, Tim Davie, após as controvérsias sobre a cobertura da emissora.

    “Os altos cargos da BBC, inclusive Tim Davie, o chefe, estão se demitindo ou sendo demitidos porque foram apanhados ‘manipulando’ meu excelente (perfeito!) discurso de 6 de janeiro. Obrigado ao The Telegraph por desmascarar esses ‘jornalistas’ corruptos”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

    “São pessoas muito desonestas que tentaram influenciar o resultado das eleições presidenciais. Como se não bastasse, são de um país estrangeiro, que muitos consideram nosso aliado número um. Que terrível para a democracia!”, acrescentou.

    BBC pede desculpas por edição de discurso de Trump e reconhece “erro de julgamento”

    Já nesta segunda-feira, o presidente do conselho da BBC pediu desculpas pela emissora e admitiu um “erro de julgamento” após a exibição de uma reportagem com montagem enganosa do discurso de Donald Trump.

    “Reconhecemos que a forma como o discurso foi editado deu a impressão de um apelo direto à ação violenta. A BBC deseja pedir desculpas por este erro de julgamento”, escreveu Samir Shah em carta ao presidente da comissão parlamentar de Cultura e Mídia, publicada online.

    Trump envia carta à BBC e ameaça com ação judicial

    A BBC confirmou ter recebido nesta segunda-feira uma carta de Donald Trump ameaçando mover ação judicial por causa da edição de seu discurso em documentário da emissora britânica.

    Questionada sobre o teor da carta, a emissora disse que “vai analisá-la e responder na devida altura”.

    Conduta jornalística da BBC questionada após relatório

    A publicação de relatório interno da BBC com críticas ao serviço de notícias da emissora, revelado pelo jornal The Daily Telegraph, reacendeu acusações de parcialidade e resultou na demissão de Tim Davie. As primeiras matérias começaram a ser publicadas em 3 de novembro, apontando diversas irregularidades na conduta jornalística da BBC.

    Discurso de Trump manipulado
    A BBC transmitiu em outubro de 2024, no programa Panorama, um documentário sobre Donald Trump. Em uma parte, um discurso de 6 de janeiro de 2021 foi editado para dar a entender que o presidente americano incitava seus apoiadores à violência, dizendo “lutaremos como demônios”. No entanto, o trecho original dizia que eles iriam “fazer ouvir as suas vozes de forma pacífica e patriótica”.
    A frase sobre lutar com todas as forças foi proferida 54 minutos depois na gravação original.

    Parcialidade pró-Israel na BBC Árabe

    O relatório documentou que uma pessoa que defendeu que judeus deveriam ser “queimados como Hitler fez” apareceu 244 vezes como convidado no canal BBC ÁRabe em 18 meses. Outro que descrevia israelenses como menos que humanos apareceu 522 vezes no mesmo período.

    O relatório também aponta que a cobertura da BBC ÁRabe sobre Israel diferia substancialmente da versão em inglês da BBC.

    Cobertura pró-transexuais

    O relatório revela que jornalistas dedicados à cobertura de temas LGBT publicaram “uma série constante de histórias unilaterais” favoráveis aos direitos trans, enquanto ignoravam narrativas críticas, levando a uma “censura prática”.

    As polêmicas da emissora pública britânica BBC

    A BBC, emissora pública britânica, enfrenta críticas há anos. A crise atual, que resultou na demissão do diretor-geral e da presidente de jornalismo, é a mais recente de uma série de controvérsias.

    Dos métodos às demissões: as polêmicas da BBC nos últimos anos

    A emissora vive um momento crítico, com acúmulo de acusações que vão desde viés político até falhas éticas e de governança. A demissão de Tim Davie e Deborah Turness é o ápice de uma sequência longa de tensões internas e externas.

    Como será escolhido o próximo diretor-geral? Influência do governo?

    O novo diretor-geral será nomeado pelo Conselho de Administração da BBC, que deve garantir o cumprimento da missão e dos objetivos públicos da empresa. O diretor-geral é responsável pela liderança editorial, operacional e criativa da BBC, incluindo seus serviços de TV, rádio e web.

    O conselho é liderado por Samir Shah e composto por dez membros não executivos e quatro executivos, sendo quatro não executivos nomeados como representantes de cada uma das nações do Reino Unido.

    Embora os ministros não participem diretamente do processo, a nomeação obedece à carta da BBC, elaborada pelo governo e que define sua missão. A atual carta vence em 31 de dezembro de 2027.

    O governo também decide o modelo de financiamento da emissora, como a taxa de licença, o que dá influência sobre suas decisões estratégicas e operações.

     
     
     

    O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

  • Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

    Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

    O julgamento de Taleb al-Abdulmohsen, acusado de matar seis pessoas ao atropelar uma multidão no mercado de Natal de Magdeburgo em 2024, começou sob forte esquema de segurança na Alemanha. O médico saudita pode ser condenado à prisão perpétua pelo ataque que deixou mais de 300 feridos

    Começou nesta segunda-feira (10) o julgamento do médico psiquiatra Taleb al-Abdulmohsen, responsável pelo ataque ao mercado de Natal de Magdeburgo, que deixou seis mortos e mais de 300 feridos em dezembro de 2024. O caso é considerado um dos maiores da história recente da Alemanha e deve se estender por pelo menos 47 dias, segundo o Tribunal Regional de Magdeburgo.

    O réu, de 52 anos, natural da Arábia Saudita e residente na Alemanha há quase duas décadas, é acusado de ter atropelado deliberadamente dezenas de pessoas por insatisfação com o tratamento dado a refugiados sauditas no país. Ele foi levado ao tribunal de helicóptero e acompanha o julgamento dentro de uma caixa de vidro, sob forte esquema de segurança.

    Durante a sessão, al-Abdulmohsen exibiu para as câmeras um computador com a inscrição “#MagdeburgGate” e a data “26 de setembro”, cuja mensagem ainda é desconhecida.

    O ataque matou quatro mulheres, um menino de 9 anos e, posteriormente, uma mulher de 52 anos que não resistiu aos ferimentos. Outras 338 pessoas ficaram feridas, 309 em estado grave.

    Inicialmente tratado como um atentado terrorista, o caso passou a ser investigado como crime isolado, sem ligação com organizações extremistas. Se condenado, o médico poderá cumprir prisão perpétua.

    Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

  • Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

    Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

    Ex-funcionária de registro civil havia solicitado à mais alta corte do país que revogasse decisão histórica de 2015; pedido foi rejeitado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda (10) o pedido de uma ex-funcionária pública do Kentucky para derrubar a decisão histórica de 2015 que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. A recusa encerra nova tentativa de reabrir o debate sobre o tema quase quatro anos após o tribunal, hoje com maioria conservadora, reverter o direito constitucional ao aborto.

    Com composição atual de 6 juízes conservadores e 3 progressistas, a corte declinou de analisar um recurso apresentado por Kim Davis, que trabalhou em um cartório e se recusou a emitir a documentação para um casamento gay mesmo após a decisão de 2015 reconhecer o direito constitucional das uniões homoafetivas.

    A ex-funcionária, que se identifica como cristã apostólica, afirma que o casamento entre pessoas do mesmo sexo viola suas convicções religiosas.

    Os tribunais inferiores rejeitaram os argumentos apresentados pela defesa de Davis, que mencionava a Primeira Emenda da Constituição, a qual protege a liberdade religiosa, para tentar eximir a ex-funcionária de responsabilidade. Ela foi condenada a pagar mais de US$ 360 mil em indenizações e custos judiciais por violar o direito de um casal gay de se casar.

    A decisão de 2015, no caso conhecido como Obergefell versus Hodges, foi um marco na história dos direitos LGBTQIA+ nos EUA. Por cinco votos a quatro, a Suprema Corte decidiu que os estados não podem proibir casamentos entre pessoas do mesmo sexo com base nas garantias constitucionais de devido processo e proteção perante a lei.

    O voto decisivo à época foi do então juiz Anthony Kennedy, de tendência conservadora, que escreveu: “A esperança dos que desejam se casar não é a condenação à solidão […]. Eles pedem igualdade e dignidade perante a lei. A Constituição lhes concede esse direito.”

    Revogar a lei permitiria que os estados voltassem a proibir o casamento gay, um desejo de longa data de parte do campo conservador americano.

    Dos quatro juízes que votaram em 2015 contra o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, três continuam no tribunal da mais alta instância: Clarence Thomas, John Roberts e Samuel Alito.

    Desde a decisão tomada há dez anos, contudo, a composição da Suprema Corte ficou mais conservadora. Em 2022, por exemplo, o tribunal derrubou Roe versus Wade, decisão de 1973 que garantia o direito constitucional ao aborto em todo o país. O movimento reacendeu as esperanças de setores religiosos e republicanos que defendem a mudança de entendimento relacionado ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

    A ex-funcionária pública Kim Davis se tornou símbolo da resistência religiosa à decisão da Suprema Corte. Após se negar a emitir a documentação do casamento em 2015, ela foi presa por seis dias por desacato à Justiça.

    O processo movido por David Ermold e David Moore, o casal gay a quem Davis negara a documentação, originou a disputa que chegou à mais alta corte do país. Eles conseguiram se casar enquanto ela estava presa.

    Em 2022, o juiz federal David Bunning rejeitou o argumento de que Davis estava protegida pela liberdade religiosa. “Davis não pode usar seus próprios direitos constitucionais como escudo para violar os direitos constitucionais de outras pessoas enquanto desempenha funções públicas”, escreveu o magistrado.

    Um júri condenou a ex-funcionária a pagar US$ 100 mil em indenizações no ano seguinte, além de US$ 260 mil em honorários advocatícios. Em março deste ano, um tribunal de apelações confirmou a condenação.

    Na tentativa de levar o caso adiante, os advogados de Davis pediram que a Suprema Corte reconsiderasse o caso, comparando o direito ao casamento gay ao direito ao aborto, o que foi negado nesta segunda.

    Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

  • Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

    Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

    Hamas diz que apenas 40% de ajuda humanitária acordada entrou em Gaza e acusa ainda Israel de ter detido 35 moradores palestinos no período

    O acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza completou um mês nesta segunda-feira (10) com 271 palestinos assassinados no período, informou o Hamas. Outras 622 pessoas ficaram feridas devido aos bombardeios e disparos, incluindo 221 crianças.

    “Entre os mártires, estavam 107 crianças, 39 mulheres e 9 idosos — o que significa que 58% eram crianças, mulheres e idosos — refletindo a política contínua da ocupação de assassinato sistemático contra civis desarmados”, disse o grupo por meio de nota publicada hoje.
    O grupo islâmico anunciou que apenas 40% da ajuda humanitária prevista no acordo entrou em Gaza no período. O documento previa a entrada de 600 caminhões por dia, sendo 50 caminhões-tanque de combustíveis. 

    “As entregas de ajuda efetivas não ultrapassaram 40% da quantidade acordada — menos de 200 caminhões por dia no primeiro mês —, enquanto as remessas comerciais constituíram 60%, parte das quais foi registrada falsamente como ajuda humanitária”, informou o grupo político-militar que atua em Gaza.

    O Hamas acusa ainda Israel de ter detido 35 moradores de Gaza no período, incluindo pescadores no mar, além de demolir casas dentro da linha amarela. “Essas demolições persistiram por um mês inteiro sem interrupção, causando destruição generalizada de propriedades civis”, completou a nota..

    Ao mesmo tempo, Israel vem acusando o Hamas de violação do cessar-fogo. A Força de Defesa de Israel (FDI) tem alegado que supostos terroristas vêm cruzando a linha amarela, ou mesmo realizando ataques, colocando em risco soltados do exército de Israel.

    “Dois terroristas foram identificados cruzando a Linha Amarela e se aproximando das tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) no sul da Faixa de Gaza, representando uma ameaça imediata”, informou a FDI na manhã desta segunda-feira.

    O Hamas nega qualquer violação do acordo.

    Ajuda humanitária

    O ajuda humanitária fornecida pela Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) continuaria a enfrentar bloqueios por Israel. Isso apesar do parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ) afirmando que Israel tem a obrigação de permitir que os suprimentos fornecidos pela UNRWA entre em Gaza.

    “Em violação direta do acordo, o regime de ocupação continua impedindo a entrada da assistência humanitária fornecida pela UNRWA, resultando no acúmulo de mais de 6.000 remessas de suprimentos essenciais”, informou o Hamas.

    Israel alega que a Agência da ONU fornece apoio ao Hamas, mas a CIJ avaliou que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não comprovou a acusação contra a entidade das Nações Unidas que foi proibida de operar em Israel.Segundo dados da ONU, foram entregues 3,2 mil caminhões com ajuda humanitária nesse um mês do acordo de cessar fogo, nenhum veículo era da UNRWA. 

    Apesar das restrições ainda impostas, a distribuição de refeições quentes, pão e cestas básicas tem aumentado gradualmente desde o início do cessar-fogo, informou o Escritório da ONU para Ajuda Humanitária (Ocha). 

    A entidade, por outro lado, reclama da falta de acesso seguro ao mar pelos pescadores, que continuam sem autorização para pesca. Além disso, a entrada de insumos agrícolas continua enfrentando restrições.

    “Desde o início do cessar-fogo, 23 pedidos de nove agências de ajuda humanitária para levar quase 4.000 paletes de suprimentos de abrigo urgentemente necessários para Gaza foram rejeitados pelas autoridades israelenses. Há 57 dias, nenhuma ajuda entrou diretamente no norte de Gaza por qualquer passagem norte”, informou a Ocha.

    Israel

    O governo de Tel Aviv reclama ainda a devolução dos restos mortais de quatro dos reféns feitos em 7 de outubro de 2023. O ministro da Defesa Israel Kartz acrescentou ainda que o objetivo é destruir todos os túneis do Hamas em Gaza.

    “Até que todos os reféns mortos sejam devolvidos e até que o último túnel seja cavado, continuaremos a agir com vigor para alcançar nossos objetivos em Gaza”, disse Kartz, acrescentando que Israel pretende ainda desmilitarizar Gaza completamente.

    O Hamas, por sua vez, argumenta que não foi possível encontrar os restos mortais de todos os reféns devido à destruição da infraestrutura de Gaza e à falta de equipamentos de escavação.

    “Apesar disso, o Movimento conseguiu localizar vinte e quatro (24) corpos dos vinte e oito (28) e, por meio de mediadores e da Cruz Vermelha, forneceu as coordenadas para a localização de outros corpos em áreas sob controle das forças de ocupação. O Movimento continua seus esforços intensivos para localizar os corpos restantes”, completou o grupo palestino.

    Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

  • Explosão perto do Forte Vermelho, em Nova Déli, mata ao menos 8, diz polícia

    Explosão perto do Forte Vermelho, em Nova Déli, mata ao menos 8, diz polícia

    Cerca de 20 pessoas ficaram feridas; construção do século 17 é visitada por turistas durante todo o ano. Ainda não está claro se incidente foi terrorismo, e ‘todos os ângulos’ estão sendo investigados, diz ministro do Interior

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma explosão perto do emblemático Forte Vermelho, em Nova Déli, matou ao menos oito pessoas e feriu cerca de 20 nesta segunda-feira (10), segundo autoridades da capital indiana. Trata-se de um raro incidente na cidade fortemente vigiada de mais de 30 milhões de habitantes.

    De acordo com a polícia local, a explosão ocorreu pouco antes das 19h locais (9h30 no Brasil) em um veículo que se movimentava em baixa velocidade e havia parado em um sinal vermelho. Pelo menos seis veículos e três riquixás, um meio de transporte típico da Índia que é puxado a pé, ficaram danificados.

    Segundo a emissora indiana NDTV, um proprietário anterior do carro, identificado apenas como Salman, foi preso -informação que a agência de notícias Reuters não pôde verificar imediatamente.

    Após o incidente, era possível ver corpos mutilados pela rua e de 30 a 40 ambulâncias, segundo um jornalista da Reuters. O hospital localizado nas proximidades foi isolado, e familiares angustiados se reuniram do lado de fora do prédio.

    Musarrat Ansari disse que seu irmão ficou ferido depois que um veículo em chamas colidiu com a motocicleta em que ele estava. “Ele me ligou e disse que tinha machucado a perna e que não conseguia andar”, declarou à AFP.

    Embora agências antiterrorismo estivessem no local, ainda não está claro se o episódio foi um atentado, e “todos os ângulos” estavam sendo investigados, segundo o ministro do Interior, Amit Shah. Mesmo assim, Mumbai, a capital financeira, Uttar Pradesh, estado vizinho de Nova Déli, e grandes estações ferroviárias em toda a Índia foram colocados em alerta máximo, informaram as autoridades.

    A embaixada americana em Déli emitiu um alerta de segurança para seus cidadãos, pedindo que evitassem multidões e áreas ao redor do Forte Vermelho e permanecessem alertas em locais frequentados por turistas.

    O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, manifestou solidariedade às famílias das vítimas. “Desejo uma rápida recuperação aos feridos. As autoridades estão prestando assistência aos afetados”, afirmou o líder.

    O Forte Vermelho, conhecido localmente como Lal Qila, é um vasto edifício da era Mughal do século 17. A construção, que mescla estilos arquitetônicos persas e indianos, é visitada por turistas durante todo o ano, e o primeiro-ministro discursa para a nação das muralhas do local todo 15 de agosto, dia da independência da Índia.

    Durante as décadas de 1980 e 1990, Déli foi alvo de explosões em locais públicos, como estações de ônibus e áreas de mercado lotadas, em ataques atribuídos a combatentes islâmicos e separatistas. O último grande incidente do tipo ocorreu em 2011, quando mais de dez pessoas morreram em uma explosão perto do Tribunal Superior de Déli.

    Explosão perto do Forte Vermelho, em Nova Déli, mata ao menos 8, diz polícia

  • Milei diz que Argentina receberá nova-iorquinos que fugirem do 'comunismo'

    Milei diz que Argentina receberá nova-iorquinos que fugirem do 'comunismo'

    Milei declarou que o novo prefeito, o autodeclarado socialista Zohran Mamdani, administrará Nova York sob “um regime comunista”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Após a vitória do autodeclarado socialista Zohran Mamdani, primeiro muçulmano eleito prefeito de Nova York, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que que os nova-iorquinos serão sempre “calorosamente” recebidos no país latino-americano, “se as coisas ficarem difíceis” na cidade.

    Milei declarou que o novo prefeito administrará Nova York sob “um regime comunista”. “Dedico estas palavras aos nova-iorquinos, que trilharam o caminho oposto ao da Argentina e agora viverão sob um partido comunista. Devem saber que, se as coisas ficarem difíceis, serão sempre calorosamente recebidos em nossa terra, caso busquem prosperar”, afirmou o líder argentino.

    Presidente argentino participou de evento nos EUA e falou sobre o conservadorismo. Declaração sobre o prefeito de Nova York ocorreu durante a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), realizada em Miami, na Flórida, na última sexta-feira (7). Milei citou o que chamou de “conquistas econômicas de seu governo” durante o seu discurso. “Nós nos dedicamos a impedir que a Argentina caísse no abismo “, disse.

    A vitória de Mamdani, 34, nas eleições municipais da cidade foi destaque internacional. Ele nasceu em Kampala, capital da Uganda, e se mudou para Nova York com os pais, de origem indiana, quando tinha 7 anos. Ele é deputado estadual pelo Queens desde 2018 e cumpria seu 3º mandato. No mesmo ano em que se elegeu parlamentar, ele se tornou cidadão norte-americano.

    Argentino agradeceu à comunidade internacional e elogiou Trump. O presidente dos EUA concedeu um raro auxílio de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 107,5 bilhões) ao governo Milei, antes das eleições legislativas do dia 26 de outubro. “Graças ao apoio inestimável demonstrado por nosso grande aliado, a Argentina resistiu aos ataques desestabilizadores e agora está no caminho para um futuro de prosperidade e crescimento, para tornar a Argentina grande novamente “, declarou o presidente.

    Milei dançou ao som de “Y.M.C.A.”, do grupo Village People, imitando a dança feita por Trump. Quando encerrou seu discurso, a música tradicional em eventos com a presença do republicano começou a tocar. Ele, então, dançou e imitou o presidente dos EUA.

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