Categoria: MUNDO

  • Juiz de Fora: homem descobre através de foto que família desapareceu

    Juiz de Fora: homem descobre através de foto que família desapareceu

    Após fortes chuvas em Minas Gerais, um homem descobriu que a sua família desapareceu e a sua casa desabou através de fotografias; há registro de 47 mortes relacionadas com as cheias em Minas Gerais

    Um homem residente em Juiz de Fora, em Minas Gerais, descobriu que a sua família estava desaparecida e a sua casa tinha desabado após as chuvas torrenciais depois de ter recebido uma fotografia.

    “Me mandaram uma foto e eu falei: é a minha casa”, recordou o homem, identificado como Flávio Santos.

    O homem, que estava em outro município trabalhando, aguarda ainda notícias dos dois filhos, da nora, do neto e da mulher, em um momento em que as autoridades brasileiras elevaram o número de vítimas mortais para 47.

    “Me ligaram para perguntar se estava tudo bem. Mas eu estava em Belo Horizonte. Falei que estava tudo bem. E falaram: ‘mas e o restante do pessoal’?. E eu falei: ‘não sei’. Me mandaram a foto e eu falei: ‘é minha casa’. Daí eu comecei tentar contato com meus filhos, esposa, e não consegui contato com ninguém”, disse. 

    Vale destacar que pelo menos 47 pessoas morreram e 33 estão desaparecidas devido a chuvas torrenciais em Minas Gerais, segundo o mais recente balanço do Corpo de Bombeiros.

    Os bombeiros encontraram na madrugada os corpos de cinco pessoas no município de Juiz de Fora, o mais afetado pelo temporal que começou na segunda-feira e que ainda ameaça causar mais estragos na região.

    Em Juiz de Fora, que tem cerca de meio milhão de habitantes, foram registrados até ao momento 41 mortos e há ainda 18 pessoas por localizar.

    As outras vítimas confirmadas até hoje ocorreram a cerca de cem quilômetros de distância, na localidade de Ubá, que contabiliza, além de seis mortos, duas pessoas desaparecidas.

    As chuvas torrenciais deixaram um rastro de destruição nesta zona verde e montanhosa do estado de Minas Gerais. Ocorreram vários deslizamentos de terras, graves inundações que submergiram bairros inteiros e danos estruturais em infraestruturas.

    Cerca de 700 pessoas em Juiz de Fora e Ubá tiveram de abandonar as suas casas.

    Além disso, as previsões meteorológicas desenham um cenário preocupante, uma vez que se espera que as chuvas continuem de forma intensa nos próximos dias, aumentando o risco de novos deslizamentos e enxurradas.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, garantiu na terça-feira que as equipes de salvamento permanecerão no terreno o tempo que for necessário.

    Afirmou ainda que a prioridade é prestar ajuda humanitária e resgatar as vítimas e que, só depois, se começará a pensar na reconstrução da zona.

    O Governo do presidente Lula informou que enviou apoio de profissionais e já anunciou que vai enviar ajuda de 800 reais para cada pessoa que esteja sem casa, dinheiro que será transferido para as câmaras municipais.

    O governo central também está negociando a antecipação do pagamento de prestações da Segurança Social para os habitantes da zona.

    Juiz de Fora: homem descobre através de foto que família desapareceu

  • Cuba denuncia tentativa de infiltração de grupo dos EUA "com fins terroristas"

    Cuba denuncia tentativa de infiltração de grupo dos EUA "com fins terroristas"

    A Guarda Costeira cubana matou na quarta-feira quatro tripulantes de uma lancha norte-americana; sete ficaram feridas, seis pessoas que seguiam na embarcação civil e um elemento da Guarda Costeira de Cuba

    Cuba denunciou uma tentativa de infiltração de grupo com “fins terroristas”, a partir dos EUA, após a morte de ocupantes de um barco registrado na Florida em um tiroteio com a guarda costeira cubana em águas territoriais da ilha.

    “Foi apurado que a lancha rápida neutralizada, registrada na Florida com o número FL7726SH, transportava 10 pessoas armadas que, segundo as declarações preliminares dos detidos, tinham a intenção de proceder a uma infiltração para fins terroristas”, indicou, na quarta-feira, o Ministério do Interior cubano em comunicado.

    “Foram apreendidas espingardas de assalto, armas de fogo, engenhos explosivos de fabricação artesanal [cocktails Molotov], coletes à prova de balas, binóculos telescópicos e uniformes de camuflagem”, acrescentou.

    A Guarda Costeira cubana matou na quarta-feira quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, depois de a embarcação não ter obedecido à ordem de parada em águas territoriais e ter aberto fogo, disse anteriormente o Ministério do Interior.

    O comunicado oficial, também divulgado por vários órgãos de comunicação social estatais, indica que outras seis pessoas a bordo da lancha ficaram feridas no confronto, assim como o comandante da embarcação cubana.

    As autoridades cubanas afirmaram ainda que todos os feridos foram resgatados e receberam assistência médica.

    A conta oficial da Presidência de Cuba nas redes sociais declarou que o país reafirma o seu compromisso com a proteção das suas águas territoriais, com base no princípio da defesa nacional, que é um pilar fundamental para o Estado na procura da proteção da sua soberania e estabilidade na região.

    O incidente ocorreu durante a manhã, depois das autoridades cubanas terem detectado “uma lancha rápida ilegal em águas territoriais cubanas, registada na Florida, EUA.

    Segundo o Ministério do Interior, a embarcação aproximou-se “a nordeste do canal El Pino, no Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara” (centro de Cuba), onde uma unidade com cinco membros da Guarda Costeira se aproximou “para identificação”.

    De seguida, “a lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos”, que responderam aos ataques.

    Neste confronto, quatro pessoas a bordo da lancha morreram e um total de sete ficaram feridas, seis pessoas que seguiam na embarcação civil e um elemento da Guarda Costeira.

    O procurador-geral da Florida, James Uthmeier, anunciou já a abertura de uma investigação após o incidente, prometendo que os “comunistas serão responsabilizados”.

    “Ordenei ao Ministério Público que trabalhe com os nossos parceiros federais, estaduais e policiais para iniciar uma investigação. Não se pode confiar no Governo cubano e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar estes comunistas”, frisou Uthmeier nas redes sociais.

    O incidente ocorre no meio de tensões crescentes entre os Estados Unidos e Cuba, depois de Washington ter apertado o embargo petrolífero à ilha e instado Havana a chegar a um acordo.

    Foram relatados vários incidentes deste tipo nos últimos anos, dois deles em 2022. Em um dos casos, uma lancha norte-americana disparou contra agentes da guarda fronteiriça cubana perto de Villa Clara, ferindo um oficial cubano.

    O outro incidente ocorreu em Bahía Honda (oeste), quando uma lancha dos EUA colidiu com uma lancha da polícia marítima cubana, resultando no naufrágio da lancha e na morte de vários tripulantes.

    As autoridades insulares relatam frequentemente encontrar lanchas abandonadas ou apreendidas na costa norte (Ciego de Ávila, Villa Clara, Havana), habitualmente utilizadas para o embarque de potenciais migrantes, classificando estas ações como “violações territoriais e tráfico de pessoas”.

    Cuba denuncia tentativa de infiltração de grupo dos EUA "com fins terroristas"

  • Família rebate críticas por foto de Stephen Hawking em ilha de Epstein

    Família rebate críticas por foto de Stephen Hawking em ilha de Epstein

    A família de Stephen Hawking manifestou-se sobre a polêmica envolvendo uma foto do astrofísico na ilha de Jeffrey Epstein. “Qualquer insinuação de conduta inadequada da sua parte é errada e extremamente rebuscada”, garantiram

    A família de Stephen Hawking comentou a polêmica que se instaurou recentemente relacionada com o astrofísico, após serem reveladas fotos suas na ilha de Jeffrey Epstein com duas mulheres de biquíni.

    Em resposta ao Mirror, um porta-voz da família Hawking afirmou: “O professor Hawking fez algumas das maiores contribuições para a Física no século XX e foi, ao mesmo tempo, a pessoa que mais tempo sobreviveu a uma doença neurodegenerativa, uma condição debilitante que o deixou dependente de um respirador, sintetizador de voz, cadeira de rodas e cuidados médicos 24 horas por dia”.

    “Qualquer insinuação de conduta inadequada da sua parte é errada e extremamente rebuscada”, acrescentou o porta-voz.

    Sabe-se que a fotografia em questão foi tirada em 2006 no Hotel Ritz Carlton nas Ilhas Virgens Americanas, onde Stephen Hawking fez um discurso sobre cosmologia quântica. As duas mulheres ao seu lado não foram identificadas, mas especula-se que poderão ser as suas duas cuidadoras de longa data.

    O discurso de Hawking, vale destacar, aconteceu na ilha do predador sexual condenado Jeffrey Epstein, durante uma conferência para a qual foram convidados outros 51 cientistas.

    Antes do encontro, o astrofísico foi visto em duas outras fotografias. Uma num churrasco, com vários convidados, e outra a bordo de um submarino durante uma visita guiada à ilha de Epstein. O então magnata teria, supostamente, adaptado o veículo para pessoas em cadeiras de rodas, de modo a permitir que Hawking pudesse entrar no submarino. 

    Vale destacar que não há conhecimento de qualquer fotografia do astrofísico e Jeffrey Epstein juntos.

    Entre os milhares de e-mails compartilhados pelo Departamento da Justiça norte-americano há cerca de 250 menções a Stephen Hawking. Em um deles, dirigido à sua companheira, Ghislaine Maxwell, Epstein oferece uma recompensa para quem conseguir ajudar a provar que Hawkings não este em uma “orgia de menores” nas Ilhas Virgens.

    “Pode emitir uma recompensa aos amigos e família da Virginia [Giuffre, uma das supostas vítimas de Epstein] que venham a público provar que as alegações dela são falsas. A mais forte é o jantar Clinton e a nova versão nas Ilhas Virgens de que Stephen Hawking participou de uma orgia com menores”, pode se ler no e-mail.

    Publicamente, Virginia Giuffre, que tirou a própria vida em 2025, nunca fez qualquer acusação relativa ao astrofísico. Que se saiba, este e-mail de Epstein é a única menção a uma alegação contra Hawking do gênero.

    Para além disto, foi apenas feita uma denúncia de que Epstein e Hawking tinham ido a um clube “só de homens” juntos em 2011. A acusação foi considerada infundada pelo FBI (Departamento de Investigação Federal dos EUA) em 2019, quando foi recebida.

    Família rebate críticas por foto de Stephen Hawking em ilha de Epstein

  • Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

    Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

    “Não podemos fazer campanha nessas condições”, declarou. Essa é “mais uma forma de me impedir de ser candidata” em 2027, afirmou.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder parlamentar da Reunião Nacional (RN) na França, Marine Le Pen, afirmou nesta quarta-feira (25), em entrevista à rede BFMTV, que não fará campanha para a próxima eleição presidencial caso seja condenada a usar tornozeleira eletrônica.

    “Não podemos fazer campanha nessas condições”, declarou. Essa é “mais uma forma de me impedir de ser candidata” em 2027, afirmou.

    Le Pen receberá a decisão do Tribunal de Apelação de Paris em 7 de julho, no caso que envolve assessores de eurodeputados da RN, após ter sido condenada em primeira instância, entre outras penas, a dois anos de uso de tornozeleira eletrônica e à proibição de ocupar cargos públicos por cinco anos, com efeito imediato.

    A líder é acusada, juntamente com outros 11 réus da RN, de usar EUR 4,6 milhões (cerca de R$ 29 milhões), destinados a remunerar assessores, para pagar funcionários do partido sem vínculo com o Parlamento Europeu. Ela também foi condenada a quatro anos de prisão, dos quais dois em regime fechado, e recorre em liberdade.
    Seus defensores acusam a Justiça francesa de partidarismo, e a juíza encarregada do caso sofreu ameaças nas redes sociais e passou a andar com seguranças.

    Pouco antes do início do julgamento, em janeiro deste ano, a revista alemã Der Spiegel publicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou impor sanções contra os juízes encarregados do caso -a exemplo do que fez contra ministros do STF durante o julgamento da trama golpista contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A notícia causou indignação no meio jurídico francês.

    Le Pen, que denunciou “um processo político” em várias entrevistas, não se pronunciou em público antes do início do julgamento. Quem falou foi seu pupilo no partido, Jordan Bardella, presidente da RN. Segundo ele, “seria profundamente inquietante para a democracia” que a deputada seja impedida de disputar a Presidência.

    Caso a sentença seja confirmada, o próprio Bardella, de apenas 30 anos, passaria a ser o provável candidato da sigla. Algumas pesquisas o apontam até como mais competitivo que Le Pen, criando uma rivalidade nos bastidores que os dois têm se empenhado em minimizar publicamente.

    A líder de ultradireita descartou, ainda nesta quarta, ter “um papel de tutora” sobre Bardella caso ela não possa se candidatar. Se o presidente do partido for eleito, ela afirma que terá “qualquer papel que ele quiser” no governo. “Em todo caso, o que é certo é que não terei um papel de tutora. Ele nunca esteve sob minha tutela e nunca estará”, declarou.

    Sobre Bardella também pesa uma acusação de desvio de fundos do Parlamento Europeu –no caso dele, para gastos com media training na eleição de 2022. Por enquanto, porém, ele não é réu.

    Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

  • Governo Trump suspende programa que facilita entrada de turistas nos EUA

    Governo Trump suspende programa que facilita entrada de turistas nos EUA

    A suspensão ocorre por conta da paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, que começou no dia 14 de fevereiro, após democratas e republicanos não conseguirem chegar a um acordo em relação à legislação para financiar o departamento. A principal demanda dos Democratas é que o governo de Donald Trump altere as operações anti-imigração realizadas pelo ICE.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – No último sábado (21), o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou a suspensão das operações do programa Global Entry, que facilita a entrada de passageiros estrangeiros pré-verificados aos dispensá-los de passar pelos guichês de imigração ao desembarcar no país.

    A suspensão ocorre por conta da paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, que começou no dia 14 de fevereiro, após democratas e republicanos não conseguirem chegar a um acordo em relação à legislação para financiar o departamento. A principal demanda dos Democratas é que o governo de Donald Trump altere as operações anti-imigração realizadas pelo ICE.

    Originalmente, outro programa semelhante, chamado TSA PreCheck, que permite que o passageiro pule a fila de segurança no aeroporto, também teria sido incluído na suspensão, mas o Departamento de Segurança reverteu a decisão no domingo.

    Enquanto o TSA PreCheck está operando normalmente nos aeroportos americanos, ainda não há previsão de reestabelecimento do Global Entry.

    Governo Trump suspende programa que facilita entrada de turistas nos EUA

  • Guarda costeira de Cuba diz ter matado quatro pessoas em barco americano

    Guarda costeira de Cuba diz ter matado quatro pessoas em barco americano

    Segundo o regime em Havana, quando os militares abordaram a embarcação, registrada na Flórida, foram recebidos a tiros. O capitão do barco cubano foi atingido e retirado do local para tratamento, assim como os seis feridos que estavam na lancha americana.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Ministério do Interior de Cuba disse nesta quarta-feira (25) ter matado quatro pessoas e ferido outras seis que estavam em uma lancha de matrícula dos Estados Unidos que teria atacado a guarda costeira cubana.

    Segundo o regime em Havana, quando os militares abordaram a embarcação, registrada na Flórida, foram recebidos a tiros. O capitão do barco cubano foi atingido e retirado do local para tratamento, assim como os seis feridos que estavam na lancha americana.
    Não há mais informações sobre a identidade dos ocupantes do barco até o momento.

    A relação entre os EUA de Donald Trump e Cuba passa por uma das maiores tensões dos últimos anos depois que a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por parte de forças americanas interrompeu a entrega de petróleo à ilha comunista.

    Com isso, e uma intensificação no embargo de Washington contra Havana, o país vive uma grave escassez de combustíveis, com impactos diretos na população. Os cubanos vivem hoje longos apagões, veem o lixo se acumular nas ruas e o transporte público se tornar cada vez mais limitado.

    Guarda costeira de Cuba diz ter matado quatro pessoas em barco americano

  • EUA impõem nova série de sanções econômicas ao Irã

    EUA impõem nova série de sanções econômicas ao Irã

    O Governo dos Estados Unidos impôs hoje novas sanções econômicas ao Irã, destinadas a enfraquecer o regime teocrático e reduzir as suas receitas petrolíferas, na véspera de negociações dos dois países em Genebra.

    O órgão responsável pelas sanções econômicas do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu em sua lista de sanções quatro pessoas, todas de nacionalidade iraniana, além de várias empresas e 12 navios petroleiros, informou um porta-voz da diplomacia norte-americana em comunicado.

    “Os Estados Unidos incluíram [na lista de alvos de sanções] pessoas e entidades envolvidas em múltiplas redes de aquisição de armas sediadas no Irã, na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos, que apoiam o desenvolvimento de mísseis balísticos e armas convencionais avançadas do regime iraniano”, especificou o Departamento de Estado dos Estados Unidos no comunicado.

    “Também estamos sancionando numerosas embarcações da frota paralela e seus proprietários ou operadores, que coletivamente transportaram centenas de milhões de dólares em petróleo, derivados de petróleo e produtos petroquímicos iranianos”, informou o texto.

    Esses petroleiros da chamada “frota fantasma” são utilizados por Teerã para contornar o embargo norte-americano às suas exportações de petróleo bruto e, assim, “financiar a repressão interna, grupos terroristas ligados ao regime e seus programas de armamento”.

    Washington considera que “o regime iraniano continua a administrar mal sua economia, com consequências catastróficas para seu povo, e prioriza o financiamento de grupos paramilitares estrangeiros e de mísseis em detrimento das necessidades básicas dos iranianos comuns”. Por isso, “as sanções de hoje têm como alvo os fundos ilícitos que o regime utiliza para promover seus objetivos malignos e desestabilizadores”.

    Na nota oficial, o Departamento de Estado também advertiu que “os Estados Unidos continuarão a usar todos os meios disponíveis para expor, interromper e neutralizar a capacidade do regime iraniano de obter recursos para desenvolver seus programas de armamento e financiar seu comportamento desestabilizador”.

    Estão previstas para quinta-feira novas conversas na Suíça sobre o programa nuclear iraniano, principal ponto de discórdia entre os dois países rivais.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, acusou na terça-feira o Irã de ter “desenvolvido mísseis que podem ameaçar a Europa e bases militares” dos Estados Unidos, além de tentar criar mísseis ainda mais potentes, capazes de “em breve atingir os Estados Unidos”.

    “Eles estão, neste momento, levando adiante suas ambições nucleares sinistras”, declarou Trump, que tem tentado chegar a um acordo com Teerã para garantir, entre outros pontos, que a República Islâmica não desenvolva armas nucleares.

    O governo iraniano nega qualquer finalidade militar em seu programa nuclear, mas insiste no direito ao uso de energia nuclear para fins civis, conforme previsto no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), do qual é signatário.

    Em caso de fracasso da diplomacia, os Estados Unidos ameaçaram atacar o Irã e já enviaram uma grande força militar para a região do Golfo Pérsico.

    EUA impõem nova série de sanções econômicas ao Irã

  • Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

    Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

    Donald Trump faz nesta terça-feira (24) pronunciamento do “Estado da União” diante do Congresso; um integrante do gabinete não estará na sede do legislativo para garantir continuidade de governo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump realizou na terça-feira (24) o tradicional discurso anual sobre o Estado da União e chamou atenção ao adotar o protocolo do “sobrevivente designado”, uma prática comum nos Estados Unidos desde a Guerra Fria.

    O protocolo do sobrevivente designado é utilizado pelo governo dos Estados Unidos durante grandes eventos em que todos os principais líderes do país estão reunidos. O objetivo é garantir a continuidade da liderança nacional caso ocorra algum evento catastrófico durante a cerimônia.

    Todos os anos, uma autoridade elegível para a Presidência é escolhida para não comparecer ao evento e permanecer em um local seguro e sigiloso até o fim da sessão. Caso um desastre atinja toda a linha sucessória presente no Capitólio, essa pessoa assume o comando do país.

    Normalmente, o escolhido é um membro do Gabinete presidencial. O nome costuma ser divulgado apenas pouco antes do início do discurso. No evento mais recente, o sobrevivente designado foi o Secretário de Assuntos dos Veteranos, Doug Collins.

    A escolha ocorre de forma estratégica e confidencial, por razões de segurança. Por isso, poucos detalhes são revelados sobre o processo de seleção.

    Para ser designado, é necessário cumprir os requisitos constitucionais para a Presidência dos EUA: ser cidadão nato, ter ao menos 35 anos de idade e residir no país por 14 anos. Ainda assim, há registros históricos de exceções controversas, como no caso da ex-secretária de Estado Madeleine Albright, nascida na atual República Tcheca, e o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, nascido na Alemanha.

    A prática remonta à Guerra Fria (1947-1991), período marcado pelo temor de ataques nucleares. O Ato de Sucessão Presidencial de 1947 estabeleceu a ordem de sucessão para garantir estabilidade institucional caso o presidente e seus sucessores imediatos fiquem impossibilitados de exercer o cargo.

    Após a escolha, o sobrevivente designado é levado a um local seguro e distante do evento. Em alguns casos, a autoridade é deslocada para mais de 100 quilômetros do Capitólio. Em 2000, durante o governo Bill Clinton, um dos escolhidos permaneceu a cerca de 144 quilômetros de Washington.

    Em 1996, Donna Shalala, então secretária de Saúde e Serviços Humanos, foi a escolhida. Ela permaneceu na Casa Branca e chegou a pedir pizza para sua equipe enquanto aguardava o fim do discurso. “Eu vi o presidente quando ele saiu e quando ele voltou”, disse à ABC News. “Ele disse: ‘Não faça nada que eu não faria.’”

    Geralmente, os sobreviventes designados são membros do Gabinete. Doug Collins foi escolhido em 2025 e novamente em 2026. Em 2024, o nome indicado foi o então secretário de Educação, Miguel Cardona.

    Na linha de sucessão presidencial, antes que o sobrevivente designado assuma, cinco autoridades estariam à frente: o vice-presidente, o presidente da Câmara dos Representantes, o presidente pro tempore do Senado, o secretário de Estado e o secretário do Tesouro.

    PROTOCOLO VIROU TEMA DE SÉRIE

    O cargo ganhou destaque na cultura pop com a série “Sobrevivente Designado”, da Netflix, estrelada por Kiefer Sutherland. A trama acompanha um integrante de menor escalão do gabinete que se torna presidente após um ataque terrorista matar todos os que estavam à frente na linha sucessória.

    Ao contrário do que a produção sugere, porém, a chamada “maleta nuclear” que acompanha o presidente não é um botão de ataque imediato. Ela contém documentos, códigos e planos estratégicos para diferentes cenários, incluindo respostas militares e procedimentos de segurança.

    Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

  • Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

    Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

    Bill Gates, cofundador da Microsoft, admitiu ter tido casos extraconjugais com mulheres russas e pediu desculpas pela sua ligação a Jeffrey Epstein. “Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, garantiu.

    O cofundador da Microsoft, Bill Gates, admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas enquanto estava casado com sua ex-esposa, Melinda French Gates, e pediu desculpas por sua ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, garantindo, no entanto, que não fez “nada de ilícito”.

    Segundo revelou o The Wall Street Journal, o bilionário disse aos funcionários de sua fundação, na terça-feira, que voou em um avião particular com Epstein e passou algum tempo com ele nos Estados Unidos e no exterior, mas negou ter participado de qualquer crime.

    “Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, disse Gates na reunião. “Para deixar claro, nunca passei tempo com as vítimas, as mulheres que o cercavam.”

    Gates admitiu, contudo, que teve dois casos extraconjugais durante o casamento com Melinda French Gates, que pediu o divórcio em 2021, após uma relação de quase 30 anos.

    “Tive casos extraconjugais, um com uma jogadora de bridge russa que conheci em eventos de bridge e outro com uma física nuclear russa que conheci por meio de atividades comerciais”, disse aos funcionários.

    Em um e-mail de 4 de julho de 2013 enviado a Boris Nikolic, principal conselheiro de Gates para ciência e tecnologia, Epstein mencionou duas mulheres com quem alegava que Gates teria tido casos.

    “Bill corre o risco de passar de homem mais rico a maior hipócrita, Melinda se tornar motivo de chacota, e as doações desaparecerem como consequência”, disse Epstein a Nikolic.

    Poucas semanas depois, Epstein enviou um e-mail de “demissão” para si mesmo, no qual parecia escrever como Nikolic, afirmando que esteve “envolvido em uma grave disputa conjugal entre Melinda e Bill”.

    O mesmo e-mail indicava que Nikolic teria ajudado Gates a obter medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas”.

    Bill Gates admitiu ainda que sua ligação com Epstein impactou outras pessoas dentro da Fundação Gates. “Peço desculpas a outras pessoas que foram envolvidas nisso por causa do erro que cometi”, disse, destacando que isso “é o oposto dos valores e objetivos da fundação”.

    Citado pela BBC, um porta-voz da organização afirmou que Gates “falou com franqueza” e “assumiu a responsabilidade por suas ações”.

    Vale lembrar que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, no final de janeiro, três milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein. Trata-se de mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens, em grande parte “pornografia”.

    Entre os nomes citados, dos mundos das artes, dos negócios, do esporte e da política, está o de Bill Gates. Há registro de dois e-mails de 18 de julho de 2013, aparentemente escritos por Epstein e que teriam como destinatário Bill Gates.

    Cabe ressaltar que Bill Gates não foi acusado de qualquer irregularidade por nenhuma das vítimas de Epstein, e o fato de seu nome constar nos arquivos não implica qualquer tipo de atividade criminosa.

    Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em uma prisão federal em Nova Iorque, com um lençol amarrado ao pescoço, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual.

    Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

  • Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

    Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

    Dados do Comitê para a Proteção de Jornalistas revelam ainda que dois terços destas mortes (86) são atribuídas às Forças de Defesa de Israel; dos 129 jornalistas assassinados em 2025, a maioria (104) ocorreu durante conflitos

    Ao longo de todo ano passado, 129 profissionais de imprensa morreram no exercício da profissão, de acordo com relatório da Organização não-Governamental (ONG) Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgado nesta quarta-feira (25).

    Trata-se do maior número de mortes já documentado pelo comitê desde que a organização começou a fazer esses registros, há mais de três décadas.

    Os dados da organização, que tem sede em Nova York (EUA), revelam ainda que dois terços destas mortes (86) são atribuídas às Forças de Defesa de Israel. 

    Dos 129 jornalistas assassinados em 2025, a maioria (104) ocorreu durante conflitos. Cinco países concentram 84% das mortes: Israel (86 profissionais de imprensa motos), Sudão (9 mortes), México (6), Rússia (4), e Filipinas (3). 

    Embora o número de profissionais de imprensa assassinados na Ucrânia e no Sudão tenha aumentado, a maioria esmagadora dos casos se refere a vítimas palestinas.

    No relatório, o Comitê lembra que “os conflitos armados atingiram níveis históricos em todo o mundo”, assim como os assassinatos de jornalistas que alcançaram “um recorde sem precedentes”.

    Para o CPJ, a impunidade é um dos principais motivos para a alta dos assassinatos de jornalistas.

    “O crescente número de mortes de jornalistas em todo o mundo é alimentado por uma cultura persistente de impunidade para ataques à imprensa: muito poucas investigações transparentes foram conduzidas.”

    “O fracasso contínuo dos líderes de governo em proteger a imprensa ou responsabilizar seus atacantes também estabelece as bases para mais assassinatos, inclusive em países que não estão em guerra”, afirma a organização, ao citar as mortes na Índia, no México e nas Filipinas.

    Para a presidente da organização Jodie Ginsberg, esses assassinatos acontecem em um momento em que o acesso à informação é “mais importante do que nunca”.

    “Os ataques à imprensa são um dos principais indicadores de ataques a outras liberdades. Muito mais precisa ser feito para evitar esses assassinatos e punir os perpetradores. Todos nós estamos em risco quando os jornalistas são mortos por veicular uma notícia.”

    No relatório, o Comitê lembra que “os assassinatos de jornalistas violam o direito internacional humanitário”, que estipula que profissionais de imprensa são civis e nunca devem ser alvos deliberados. 

    AlvosDentre os casos citados pelo CPJ, estão Hossam Shabat, um correspondente palestino de 23 anos da Al Jazeera no Qatar, morto em março de 2025 em um ataque israelense a seu carro perto do hospital Beit Lahia, no Norte de Gaza.

    Shabat era um dos jornalistas mais conhecidos que ficou em Gaza para informar sobre a guerra de Israel ao território sitiado. Israel acusou Shabat de ser um atirador do Hamas sem fornecer qualquer evidência das acusações.

    Outro caso citado pela ONG, é o do repórter da Al Jazeera, Anas al-Sharif, que alertou publicamente que sua vida estava em perigo depois de difamações repetidas e infundadas por Israel.

    Após anos de ameaças, Al-Sharif foi assassinado em agosto de 2025, ao lado de três outros jornalistas da Al Jazeera e dois freelancers, após um ataque a uma tenda que abriga jornalistas perto do Hospital Al-Shifa.

    Gangues e estados autoritários

    Além dos conflitos armadas em todo o mundo, a organização também cita um estado de direito fraco, facções criminosas com liberdade para praticar crimes, e líderes políticos corruptos como fatores que teriam propiciado a morte de profissionais de imprensa nos seguintes países: Bangladesh, Colômbia, Guatemala, Honduras, Índia, México, Nepal, Peru, Filipinas, Paquistão e Arábia Saudita.

    “Em alguns desses países, esses assassinatos se tornaram comuns. Pelo menos um jornalista foi morto no México e na Índia todos os anos nos últimos 10 anos, e pelo menos um jornalista foi morto em Bangladesh e na Colômbia – assim como por Israel – todos os anos nos últimos cinco anos.”

    Drones

    A CPJ chama a atenção ainda para a alta no número de ataques a profissionais de imprensa com uso de drone. De acordo com a organização, o número passou de duas mortes em 2023, para 39 óbitos em 2025. 

    Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os drones têm sido usados por ambos os países para ataques e vigilância.

    “Em 2025, a Rússia intensificou sua guerra de drones, usando-os para atacar repetidamente civis na Ucrânia, incluindo jornalistas. Os quatro jornalistas mortos na Ucrânia em 2025 foram atingidos por drones russos”, informou o CPJ, sinalizando que o ano passado foi o primeiro em que o CPJ assassinatos de jornalistas por drones, durante a guerra Rússia-Ucrânia. 

    *Com informações da RTP

     

    Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel