Categoria: MUNDO

  • Trump ameaça Irã: “Não sobrará nada” se acordo não avançar

    Trump ameaça Irã: “Não sobrará nada” se acordo não avançar

    Presidente dos Estados Unidos voltou a endurecer o discurso contra Teerã após conversa com Benjamin Netanyahu. Segundo imprensa internacional, Washington e Israel avaliam retomar ataques ao Irã diante do impasse nas negociações de paz

    Donald Trump voltou a fazer ameaças ao Irã neste domingo e afirmou que, caso Teerã não avance rapidamente nas negociações de paz, “não sobrará nada” do país.

    A declaração foi publicada por Trump na rede social Truth Social poucas horas após uma conversa telefônica com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    “Para o Irã, o tempo está acabando. É melhor que eles se apressem, rapidamente, ou não sobrará nada deles. O tempo é essencial!”, escreveu Trump.

    Segundo o jornal The Times of Israel, que citou fontes do gabinete de Netanyahu, os dois líderes discutiram a possibilidade de retomada da ofensiva militar contra o Irã.

    Durante a ligação, Trump também teria comentado sobre sua recente viagem à China.

    Horas antes da ameaça, o presidente americano publicou outra mensagem nas redes sociais com uma imagem em que aparece comandando um navio de guerra acompanhada da frase: “Foi a calma antes da tempestade”, em uma possível referência ao atual cessar-fogo envolvendo Irã e Israel

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    No sábado, o jornal The New York Times informou que Estados Unidos e Israel estariam se preparando para retomar os ataques contra o Irã “já na próxima semana”. A publicação citou dois altos representantes do Oriente Médio sob condição de anonimato.

    A informação também foi divulgada pelo canal israelense Channel 12, segundo o qual o governo israelense estaria reorganizando estratégias militares para reiniciar a guerra contra Teerã.

    O cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou em vigor em 8 de abril, após meses de confrontos iniciados em fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram um ataque conjunto contra Teerã.

    Na ocasião, vários integrantes da cúpula iraniana morreram, incluindo o então líder supremo do país.

    Desde o início da trégua, Washington e Teerã tentam negociar um acordo de paz definitivo, mas as conversas seguem sem consenso.

    Segundo a agência estatal iraniana, a proposta mais recente apresentada pelo Irã rejeita qualquer negociação sobre o programa nuclear do país e exige o fim completo das ações militares.

    O governo iraniano também pede a retirada das sanções econômicas impostas ao país, a liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior e compensações financeiras pelos danos causados durante a guerra.

    Trump reagiu duramente ao documento iraniano e classificou a proposta como “lixo” e “inaceitável”.

    Segundo a agência Fars News Agency, a contraproposta dos Estados Unidos exige que o Irã entregue estoques de urânio altamente enriquecido e limite seu programa nuclear a apenas uma instalação ativa para que as negociações avancem.

    Washington também teria exigido que Teerã abra mão de qualquer pedido de indenização relacionado aos danos provocados pela guerra.
     
     

     

    Trump ameaça Irã: “Não sobrará nada” se acordo não avançar

  • Relógio de luxo por “preço baixo” gera caos e filas gigantes no mundo

    Relógio de luxo por “preço baixo” gera caos e filas gigantes no mundo

    Nova coleção da Swatch em parceria com a Audemars Piguet provocou tumultos, filas quilométricas e até ação policial em vários países. Modelos vendidos por até 400 euros já aparecem na internet por preços muito mais altos

    Swatch lançou neste fim de semana uma nova coleção de relógios de bolso criada em parceria com a tradicional relojoaria suíça Audemars Piguet, mas o lançamento acabou marcado por filas gigantes, tumultos e confusões em diferentes países.

    Dias antes da chegada oficial dos produtos às lojas, consumidores já acampavam em frente às unidades da marca ao redor do mundo para tentar garantir uma peça da coleção limitada.

    Na abertura das lojas, cenas de empurra-empurra e correria foram registradas em várias cidades europeias, incluindo Lisboa. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram clientes tentando furar filas e forçar a entrada nos estabelecimentos.

    No Reino Unido, houve registros de tumulto em lojas localizadas em Manchester, Cardiff, Birmingham, Liverpool e Sheffield.

    Em algumas cidades, clientes chegaram a discutir e trocar empurrões durante a corrida pelos relógios. Em Birmingham, a polícia precisou intervir e ordenar a dispersão do público. Já em Cardiff, uma pessoa foi detida pelas autoridades após os tumultos.
     

     

    Na França, algumas unidades da Swatch chegaram a cancelar a abertura das lojas e a venda da nova coleção por questões de segurança. Em Lille, por exemplo, a marca decidiu suspender a comercialização dos relógios após avaliar que não havia condições adequadas para controlar o público e evitar confusões.
     

    Em Paris, segundo a Associated Press, a polícia chegou a usar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. As autoridades admitiram posteriormente que subestimaram o esquema de segurança necessário para o lançamento da coleção.

    A confusão também se repetiu em outros países da Europa. Em Milão, houve discussões e empurra-empurra na porta da loja da Swatch no momento da abertura.

    Já nos Países Baixos, a polícia precisou intervir em um shopping de Haia. As unidades da marca em Amsterdã e Utrecht nem chegaram a abrir as portas diante da falta de segurança e do risco de novos tumultos.

    .Clima di tensione davanti ai negozi Swatch di Milano, in corso Vittorio Emanuele e in piazza Gae Aulenti, dove il 16 maggio è iniziata la vendita della nuova collezione “Royal Pop”, nata dalla collaborazione tra Swatch e Audemars Piguet
    anastasiyataran pic.twitter.com/nv9kyYyoty

    E em Portugal
     
    Em Portugal, a situação também chamou atenção. No sábado (16), consumidores enfrentaram filas enormes no Centro Colombo, em Lisboa, para tentar comprar os relógios da nova coleção da Swatch.

    Uma pessoa que esteve no shopping contou ao Notícias ao Minuto que ficou impressionada com o tamanho da fila, que ocupava boa parte do corredor do centro comercial.

    “As pessoas são loucas”, afirmou ao descrever a movimentação no local.

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    Nova Yorque também não escapou

    Em Nova York, as filas para comprar a coleção começaram cerca de uma semana antes do lançamento oficial, segundo o jornal New York Post.

    No dia da estreia dos relógios, centenas de consumidores tentaram invadir lojas da Swatch nos bairros do SoHo e da Times Square.

    Diante da confusão, várias unidades acabaram fechando as portas por questões de segurança. O lançamento da coleção chegou a ser classificado como “desastroso” por parte da imprensa americana e de pessoas que estavam no local

    .Swatch x AP in Times Square line is getting cancelled they saying the drop is cancelled but folks not moving. pic.twitter.com/VU94Qs3QcH

    Qual é a febre?

    Por trás da corrida pelos relógios está a parceria entre a Swatch e a tradicional relojoaria de luxo Audemars Piguet.

    Relógios da Audemars Piguet costumam custar milhares de euros, mas os modelos lançados em colaboração com a Swatch estão sendo vendidos por valores entre 385 e 400 euros (Cerca de 24 mil reais).

    A estratégia transformou a coleção em uma oportunidade para consumidores que sonham em ter um produto ligado à marca de luxo, mas sem precisar pagar os preços normalmente cobrados pela fabricante suíça.

    Além dos fãs e colecionadores, muita gente também entrou nas filas pensando em revenda. Isso porque vários compradores começaram a anunciar os relógios em plataformas online por preços muito acima do valor original logo após o lançamento.

    Batizada de “Royal Pop”, a coleção mistura elementos do clássico modelo Royal Oak, da Audemars Piguet, com a linha POP da Swatch.

    Segundo a marca, os relógios unem “ousadia alegre e provocação positiva” ao universo da alta relojoaria suíça.

    Relógio de luxo por “preço baixo” gera caos e filas gigantes no mundo

  • Homem se oferece para ajudar jovem a urinar e acaba preso por abuso

    Homem se oferece para ajudar jovem a urinar e acaba preso por abuso

    Justiça espanhola condenou acusado a quatro anos de prisão por violência sexual após considerar comprovado que ele abusou de uma jovem de 21 anos enquanto fingia ajudá-la durante a madrugada em Ávila

    A Justiça da Espanha condenou um homem a quatro anos de prisão por violência sexual após considerar comprovado que ele aproveitou um momento em que estava sozinho com uma jovem de 21 anos para abusá-la sem consentimento na cidade de Ávila.

    O caso aconteceu na madrugada de 14 de junho de 2024. Segundo o processo, a vítima havia consumido bebida alcoólica e estava do lado de fora de um estabelecimento acompanhada do acusado, que conheceu pouco antes.

    De acordo com a investigação, a jovem disse que precisava urinar e o homem se ofereceu para ajudá-la. Ele então a levou até uma rua da cidade e, sob o pretexto de auxiliá-la a retirar a roupa íntima, introduziu os dedos na vagina da vítima sem autorização.

    Ainda segundo os autos, o abuso só terminou quando a mulher conseguiu se levantar e impedir a continuidade do ato.

    O tribunal considerou o depoimento da vítima “coerente, lógico e consistente” em todas as etapas do processo. Os juízes também destacaram que não existia qualquer relação anterior entre os dois que pudesse indicar motivação para uma falsa acusação.

    Além do relato da jovem, a decisão apontou que testemunhas e policiais reforçaram a versão apresentada por ela.

    A defesa do acusado pediu absolvição alegando que ele apenas tentava ajudar a mulher para que ela não sujasse a roupa, mas o argumento foi rejeitado pela Justiça espanhola.

    Além da pena de prisão, o condenado recebeu uma medida protetiva de nove anos, ficando proibido de se aproximar ou manter contato com a vítima. Após cumprir a pena, ele ainda deverá permanecer cinco anos em liberdade vigiada.

    Homem se oferece para ajudar jovem a urinar e acaba preso por abuso

  • Netanyahu afirma estar "preparado para qualquer cenário"

    Netanyahu afirma estar "preparado para qualquer cenário"

    O primeiro-ministro israelense afirmou hoje que o país está “preparado para qualquer cenário” sobre um possível avanço do cessar-fogo com o Irã e que vai conversar com o Presidente dos Estados Unidos nas próximas horas.

    “Estamos acompanhando de perto a situação com o Irã. Hoje, como faço a cada poucos dias, vou falar com o nosso amigo, o presidente Trump. Certamente ouvirei as impressões dele sobre a viagem à China e talvez também sobre outros assuntos”, afirmou Benjamin Netanyahu no início de uma reunião especial do governo realizada no Knesset (parlamento) para marcar o Dia de Jerusalém.

    “É claro que existem muitas possibilidades. Estamos preparados para qualquer cenário”, acrescentou o primeiro-ministro israelense, citado em comunicado divulgado pelo seu gabinete.

    Sobre os ataques em andamento no Líbano, Netanyahu afirmou que Israel está “conquistando e limpando” território em solo libanês, além de “defender” cidades israelenses próximas da fronteira e atacar militantes do Hezbollah.

    “Hoje enfrentamos o desafio de neutralizar os drones de fibra óptica. Este é um tipo específico de ameaça”, reconheceu o premiê, acrescentando que pediu ao Ministério da Defesa e a outras entidades do setor que encontrem uma solução para esse tipo de ataque, sem “restrições orçamentárias”.

    No Líbano, desde o início dos ataques israelenses, em 2 de março, no contexto da Guerra Irã-Iraque, o número de mortos chegou a 2.960, informou no sábado o Ministério da Saúde Pública libanês.

    Israel continua concentrando os ataques nos subúrbios ao sul de Beirute, considerados um reduto do Hezbollah, além do sul do Líbano, onde o Exército israelense ocupou durante anos uma faixa de território na fronteira.

    Netanyahu afirma estar "preparado para qualquer cenário"

  • "Calma antes da tempestade": Trump ameaça retomar ofensiva contra Irã

    "Calma antes da tempestade": Trump ameaça retomar ofensiva contra Irã

    Donald Trump voltou a fazer uma publicação nas redes sociais onde parece estar a ameaçando retomar os ataques contra o Irã. A publicação acontece numa época em que várias fontes afirmam que tanto os Estados Unidos como Israel estão se preparando para retomar a ofensiva em breve.

    O presidente dos Estados Unidos voltou a publicar nas redes sociais uma mensagem que aparenta ameaçar uma retomada da ofensiva contra o Irã em breve.

    A imagem, compartilhada na rede Truth Social no sábado, teria sido gerada por Inteligência Artificial (IA) — algo que já virou hábito de Donald Trump — e mostra o presidente norte-americano em um navio com a frase “Foi a calmaria antes da tempestade”, possivelmente em referência ao período de cessar-fogo que ainda vigora entre os Estados Unidos e o Irã.

    Na imagem, Trump aparece usando um boné vermelho com a frase “Make America Great Again”, seu slogan de campanha, além de uma camiseta branca com os dizeres “Trump – Comandante em Chefe”. Atrás dele está um oficial da Marinha, que não foi identificado.

    O cenário ao fundo mostra um mar agitado durante uma tempestade, com várias embarcações navegando. Uma delas, visível na imagem, aparece identificada com a bandeira do Irã.

    A publicação acontece em um momento em que diversas fontes já indicaram que os Estados Unidos e Israel estariam planejando retomar os ataques contra o Irã nos próximos dias. Segundo o The New York Times, citando dois altos representantes do Oriente Médio, Washington e Tel Aviv estão realizando “preparativos intensos — os maiores desde que o cessar-fogo entrou em vigor — para uma possível retomada dos ataques contra o Irã já na próxima semana”.

    A informação não foi desmentida pelos Estados Unidos e, inclusive, Trump parece reforçar essa teoria. No sábado, durante uma ligação à BFMTV, o presidente norte-americano foi direto ao afirmar que os iranianos “deveriam fazer um acordo”, ameaçando que “se não fizerem isso, vão passar por maus bocados”.

    Do lado de Israel, o Channel 12 também informou que Tel Aviv está se preparando para retomar a guerra contra o Irã. Neste domingo, o primeiro-ministro israelense anunciou que falará com Donald Trump ainda hoje.

    “Nossos olhos estão bem abertos em relação ao Irã”, afirmou Benjamin Netanyahu durante uma reunião de governo em Jerusalém, citado pelo The Times of Israel. “Certamente vou ouvir as impressões dele [Donald Trump] durante sua visita à China e possivelmente sobre outras questões também. Existem muitas possibilidades e estamos preparados para todos os cenários”, acrescentou.

    Cessar-fogo com o Irã está em vigor desde 8 de abril, mas ainda não há acordo
    Estados Unidos, Israel e Irã firmaram um cessar-fogo no início de abril, que entrou em vigor no dia 8 daquele mês, após Washington e Tel Aviv lançarem, em fevereiro, um ataque conjunto contra Teerã que matou vários altos representantes iranianos, incluindo o então líder supremo.

    Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, Estados Unidos e Irã vêm negociando um acordo de paz para encerrar a guerra, mas ainda sem sucesso.

    Segundo a agência estatal iraniana, a última proposta do Irã rejeitou qualquer negociação sobre o programa nuclear e exigiu o fim da guerra em todas as frentes. Além disso, o documento também previa o fim das sanções impostas ao país, a liberação dos fundos iranianos bloqueados e compensações dos Estados Unidos e de Israel pelos danos causados pela guerra.

    Trump reagiu ao documento, chamando-o de “lixo” e “inaceitável”. Em resposta, os Estados Unidos teriam apresentado uma contraproposta que, segundo a agência Fars, exige que o Irã entregue o urânio altamente enriquecido e limite seu programa nuclear a uma única instalação ativa como condição para avançar nas negociações de paz. Além disso, Washington também exige que o país renuncie a qualquer pedido de compensação pelos danos da guerra.

    "Calma antes da tempestade": Trump ameaça retomar ofensiva contra Irã

  • Drone atinge usina nuclear de Abu Dhabi; autoridades descartam risco

    Drone atinge usina nuclear de Abu Dhabi; autoridades descartam risco

    Não houve feridos e os níveis de radiação permaneceram normais. A Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que os sistemas essenciais da usina operam normalmente.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um ataque de drone atingiu um gerador elétrico externo da usina nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, neste domingo (17), e provocou um incêndio, segundo autoridades dos Emirados Árabes Unidos.

    Não houve feridos e os níveis de radiação permaneceram normais. A Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que os sistemas essenciais da usina operam normalmente.

    A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) informou que geradores de emergência abasteciam a Unidade 3. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, expressou preocupação com o incidente e afirmou que atividade militar que ameace a segurança nuclear é inaceitável.

    Autoridades dos Emirados não identificaram os responsáveis pelo ataque. O país tem enfrentado repetidos ataques de mísseis e drones durante o conflito Irã x EUA-Israel, incluindo incidentes que autoridades disseram ter origem no Irã e miraram infraestrutura de energia e marítima.

    TENSÃO ENTRE EUA E IRÃ

    Trump advertiu o Irã a fechar acordo de paz ou enfrentar “um momento muito ruim”. “Se não fizerem, vão ter um momento ruim. Um momento muito ruim. É melhor fecharem um acordo”, disse o presidente americano à mídia francesa.
    O chanceler iraniano afirmou que mensagens contraditórias dos Estados Unidos geram dúvidas. “Estamos em dúvida sobre a seriedade deles”, declarou Abbas Araghchi.

    Drone atinge usina nuclear de Abu Dhabi; autoridades descartam risco

  • 'Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas', afirma Lula

    'Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas', afirma Lula

    Lula resumiu sua lógica da aproximação com o americano: “Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas também. Você não pode simplesmente desistir.”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em sua primeira entrevista à imprensa desde o encontro com Donald Trump no início de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descreveu sua estratégia de aproximação com o americano como deliberada e pragmática e rechaçou qualquer leitura de que ela implique submissão ao americano.

    Lula resumiu sua lógica da aproximação com o americano: “Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas também. Você não pode simplesmente desistir.”

    Lula deixou evidentes a Trump suas discordâncias. “Trump sabe que sou contra a guerra com o Irã, que discordo de sua intervenção na Venezuela e que condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, afirmou. Mas fez questão de separar divergência política de relação entre Estados. “Minhas discordâncias políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui.”

    O respeito é palavra-chave segundo Lula. Foi justamente a falta dele, avalia, que levou à crise do ano passado, quando Trump impôs tarifas a exportações brasileiras e sanções a autoridades do país em meio à pressão pelo processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula resistiu publicamente, sem romper o diálogo –e atribui essa postura a um ensinamento de sua mãe, dona Lindu, que era analfabeta. “Quem abaixa a cabeça pode não conseguir mais erguê-la. O Brasil tem muito orgulho do que é. Não temos que nos curvar a ninguém.”

    Desde então, os dois se encontraram em setembro, na Assembleia-Geral da ONU, e falaram por telefone quatro vezes. Trump amenizou tarifas, suspendeu sanções e passou a elogiar o brasileiro, chamando-o de “dinâmico” e “inteligente”. Para Lula, os benefícios domésticos também apareceram: uma pesquisa realizada após a visita à Casa Branca mostrou que 60% dos brasileiros avaliaram o encontro como “bom para o Brasil”.

    Na reunião, Lula entregou a Trump uma cópia do acordo nuclear negociado em 2010 por Brasil e Turquia com o Irã –rejeitado à época por Washington e pela União Europeia. Queria mostrar, disse, que “não é verdade que o Irã está tentando novamente construir uma bomba atômica”. Trump disse que leria o documento. Lula se ofereceu para ajudar a facilitar um diálogo, mas os dois não avançaram em passos concretos.

    Reforçando sua aspiração por um papel de mediador global, Lula também tratou de Cuba. O brasileiro pediu ao americano que levante o bloqueio econômico à ilha e defendeu que o regime cubano, ao contrário do venezuelano, está disposto ao diálogo. “Cuba precisa de uma chance”, disse.

    Para Lula, a diferença em relação à Venezuela –que teve seu ditador, Nicolás Maduro, deposto por forças americanas– é justamente essa abertura: “O que sei é que, se os Estados Unidos abrirem uma mesa de negociação, não baseada em imposições, Cuba vai participar.” Trump, segundo Lula, respondeu que não pretendia invadir a ilha.

    Sobre a América Latina, Lula fez um alerta direto a Washington, citando a expansão chinesa na região. “A China descobriu e entrou na América Latina. Hoje, meu comércio com a China é duas vezes maior do que com os Estados Unidos. E isso não é preferência do Brasil.” Segundo ele, “se os Estados Unidos querem ir para a frente da fila, ótimo. Mas têm que querer.”

    'Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas', afirma Lula

  • Alex Saab pousa em Miami após ser deportado pela Venezuela para os EUA

    Alex Saab pousa em Miami após ser deportado pela Venezuela para os EUA

    O ex-ministro e empresário Alex Saab pousou no aeroporto de Miami, no sudeste dos Estados Unidos, depois de ter sido deportado pelo governo da Venezuela por supostos crimes cometidos em território norte-americano.

    De acordo com a agência de notícias EFE, Alex Saab, empresário de origem colombiana, chegou no sábado ao aeroporto de Opa-locka, no condado de Miami-Dade, escoltado por agentes federais, incluindo integrantes da agência antidrogas dos Estados Unidos, a DEA.

    Horas antes, o Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (SAIME), da Venezuela, anunciou a deportação “em conformidade com as disposições da legislação migratória venezuelana”.

    “A medida de deportação foi adotada levando em consideração que o referido cidadão colombiano está envolvido em diversos crimes nos Estados Unidos da América, como é de conhecimento público e amplamente divulgado”, afirmou o SAIME em comunicado publicado no Instagram.

    “É uma ótima notícia para os venezuelanos que esse criminoso enfrente a Justiça”, disse o líder opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa na rede social X.

    Em uma publicação na qual compartilhou uma foto de Saab ao lado do presidente do Parlamento de Caracas, Jorge Rodríguez, Guanipa comemorou a deportação de Saab, acusado por ele de ter enriquecido “às custas da fome dos venezuelanos”.

    “Ele se tornou milionário vendendo alimentos vencidos e ajudando os líderes do regime a driblar as sanções e saquear nossa nação”, acrescentou o opositor.

    Guanipa também prometeu que Saab enfrentará a Justiça futuramente em uma “Venezuela democrática”.

    Em março, o jornal The New York Times informou que o governo Trump negociava a extradição de Saab, importante aliado do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

    Preso em 2020 em Cabo Verde, Saab foi posteriormente extraditado para os Estados Unidos, mas retornou à Venezuela em 2023, após uma troca de prisioneiros durante o governo do democrata Joe Biden.

    Promotores norte-americanos apresentaram acusações de corrupção contra Saab em janeiro, pouco depois de os Estados Unidos capturarem Maduro e sua esposa, Cilia Flores, transferidos para Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas.

    Segundo o New York Times, o novo governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, prendeu Saab no início de fevereiro, a pedido de Washington.

    O empresário colombiano, descrito como diplomata pelo governo Maduro em 2020, foi recebido como herói na Venezuela em dezembro de 2023 e nomeado, em janeiro de 2024, presidente do Centro Internacional de Investimentos Produtivos.

    Na época, Maduro afirmou que Saab traria investimentos para o país rico em petróleo.

    Em outubro de 2024, Saab foi nomeado ministro da Indústria e Produção Nacional, cargo do qual foi afastado por Delcy Rodríguez em janeiro passado, duas semanas após a operação dos Estados Unidos em Caracas e em três regiões próximas, que resultou na captura de Maduro.

    Saab, de 54 anos e amigo pessoal de Maduro, é acusado há anos pelos Estados Unidos de enriquecimento ilícito por meio de contratos governamentais e de atuar como testa de ferro do líder chavista.
     

    Alex Saab pousa em Miami após ser deportado pela Venezuela para os EUA

  • OMS declara emergência de saúde pública mundial devido a surto de ébola

    OMS declara emergência de saúde pública mundial devido a surto de ébola

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou hoje uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, o segundo nível mais elevado, face ao surto de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda.

    De acordo com um comunicado divulgado pela OMS, o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus determinou que o vírus “constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), mas não atende aos critérios para uma emergência pandêmica”.

    Os dados mais recentes indicam que o surto já causou pelo menos 88 mortes, com 336 casos suspeitos, na República Democrática do Congo. Em Uganda, foram registrados dois casos confirmados, sem ligação aparente, na capital Kampala, entre pessoas que viajaram da RDCongo.

    “Agradeço aos líderes da República Democrática do Congo e de Uganda pelo empenho em adotar as medidas necessárias e enérgicas para controlar o surto”, afirmou Ghebreyesus.

    A OMS alertou que “a elevada taxa de positividade das amostras iniciais e a confirmação de casos em Kampala e Kinshasa [capital da RDCongo] apontam para um surto potencialmente muito maior do que o que está sendo detectado atualmente”.

    Os fatores que aumentam o risco de propagação incluem a insegurança persistente, a mobilidade da população e a presença de serviços de saúde informais.

    A OMS destacou ainda que, ao contrário de outras variantes do ebola, “não existem atualmente tratamentos ou vacinas aprovados especificamente para o vírus Bundibugyo”, o que torna o surto um acontecimento extraordinário.

    A organização recomendou a ativação dos mecanismos nacionais de emergência, o reforço da vigilância e dos laboratórios, a garantia da prevenção de infecções nas unidades de saúde e a criação de centros especializados para isolamento e tratamento dos pacientes.

    Os países vizinhos — incluindo Angola — e a comunidade internacional também foram orientados a coordenar esforços para conter a propagação. A OMS ressaltou que “nenhum país deve fechar suas fronteiras ou impor restrições a viagens e ao comércio”, alertando que tais medidas poderiam ser contraproducentes.

    Como alternativa, as recomendações incluem triagens de saúde em aeroportos e postos de fronteira, envolvimento da comunidade na identificação de casos, realização de funerais seguros e treinamento para profissionais de saúde.

    A OMS informou ainda que qualquer novo caso suspeito deve ser comunicado imediatamente e tratado como uma emergência de saúde pública.

    Com a declaração de ESPII, a agência da ONU busca mobilizar recursos internacionais e garantir a implementação de medidas de controle “eficientes e eficazes” para conter a disseminação do vírus Bundibugyo na região.

    A RDCongo enfrentou um surto de ebola entre agosto e dezembro de 2025, com pelo menos 34 mortes.

    O surto mais mortal da região causou quase 2.300 mortes em 3.500 casos entre 2018 e 2020.

    O ebola, que provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa, continua sendo uma ameaça grave, apesar das vacinas e tratamentos recentes, eficazes apenas contra a variante Zaire, responsável pelas maiores epidemias registradas.

    O vírus matou mais de 15 mil pessoas na África nos últimos 50 anos.

    OMS declara emergência de saúde pública mundial devido a surto de ébola

  • Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos

    Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos

    A Rússia afirmou hoje ter sido alvo de um dos maiores ataques ucranianos em quatro anos de ofensiva militar e garantiu ter abatido 556 drones durante a noite.

    Entre as 22h de sábado e as 7h deste domingo [das 16h de sábado às 1h de hoje em Brasília], “unidades de defesa aérea interceptaram e destruíram 556 drones ucranianos” sobre 14 regiões russas, além da Crimeia ocupada e dos mares Negro e de Azov, informou o Ministério da Defesa da Rússia no aplicativo de mensagens Max.

    Horas antes, o governador da região de Moscou afirmou que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três mortes e quatro feridos nos arredores da capital russa.

    “Desde as 3h da manhã [1h em Lisboa], as forças de defesa aérea estão repelindo um ataque com drones na região da capital”, disse Andrei Vorobiov na plataforma Telegram.

    Vorobiov acrescentou que uma mulher morreu na cidade de Khimki, a noroeste de Moscou, e dois homens morreram em uma vila no distrito de Mytishchi, ao nordeste da capital. Em outras partes da região, várias casas foram danificadas e infraestruturas foram atingidas.

    Pouco antes, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que dezenas de drones atingiram a capital russa durante a madrugada, menos de uma semana após o fim do cessar-fogo com a Ucrânia.

    Em uma série de mensagens publicadas também no Telegram, Sobyanin afirmou que as defesas aéreas derrubaram um total de 74 drones.

    “Foram observados pequenos danos nos locais onde os destroços caíram”, acrescentou.

    A Ucrânia, em retaliação aos bombardeios diários realizados pelo exército russo há mais de quatro anos, ataca regularmente alvos na Rússia, alegando que mira instalações militares e energéticas.

    Embora a região da capital seja alvo frequente de ataques com drones, a própria cidade de Moscou, localizada a mais de 400 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, é atingida com menos frequência.

    Na sexta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia tem o direito de atacar instalações petrolíferas e militares na Rússia, em resposta ao ataque que matou pelo menos 24 pessoas em Kiev no dia anterior.

    No sábado, a Força Aérea ucraniana informou ter neutralizado 269 dos 294 drones lançados durante a noite anterior pela Rússia contra território ucraniano.

    Os aparelhos não tripulados — alguns deles drones de ataque, enquanto outros eram drones réplica criados para confundir as defesas antiaéreas — foram lançados das regiões russas de Oriol, Kursk, Briansk, Millerovo, Shatalovo e Primorsko-Akhtarsk, além da Crimeia ocupada.

    A Ucrânia e a Rússia retomaram a troca de ataques aéreos na terça-feira, após o fim de uma trégua de três dias mediada pelos Estados Unidos durante as comemorações russas pelo fim da Segunda Guerra Mundial.

    Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos