Categoria: MUNDO

  • Empresário desmaia durante evento na Casa Branca com Donald Trump

    Empresário desmaia durante evento na Casa Branca com Donald Trump

    Gordon Findlay desmaiou durante um evento na Casa Branca com a presença do presidente dos EUA, Donald Trump; canal Fox News fazia transmissão ao vivo e imagens do momento viralizaram

    Nesta quinta-feira (6), o empresário da indústria farmacêutica Gordon Findlay desmaiou durante um evento na Casa Branca com a presença do presidente dos EUA, Donald Trump.

    O executivo caiu durante o encontro no Salão Oval e outros  convidados tentaram ajudar, enquanto Trump levanta da cadeira e observa.

    O canal Fox News fazia uma transmissão ao vivo do evento e as imagens viralizaram nas redes sociais. Evento era transmitido também pelos canais oficiais da Casa Branca, que suspendeu o ao vivo.

    Após o desmaio, assessoras do governo pediram aos jornalistas para deixarem o local. Depois, agenda foi retomada, sem a presença de Findlay.

    O empresário Gordon Findlay, executivo da Novo Nordisk, é a fabricante das marcas Ozempic, Rybelsus e Wegovy. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que ele estava bem, segundo o jornal New York Post.

    Executivo desmaiou durante o anúncio sobre medicamentos contra a obesidade. A ideia é baratear esse tipo de remédio e ampliar a elegibilidade para usuários do Medicare, programa de seguro saúde do governo dos EUA.

    Empresário desmaia durante evento na Casa Branca com Donald Trump

  • Papa e líder palestino discutem solução de dois Estados em 1º encontro

    Papa e líder palestino discutem solução de dois Estados em 1º encontro

    Em comunicado, Vaticano informou que Leão 14 e Mahmoud Abbas falaram sobre necessidade de pôr fim ao conflito; reunião simboliza gesto diplomático importante num momento de crise humanitária em Gaza apesar de trégua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O papa Leão 14 recebeu nesta quinta-feira (6) o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, no Vaticano, num contexto humanitário ainda considerado crítico na Faixa de Gaza, a despeito da trégua entre Israel e o grupo terrorista Hamas, firmada há quase um mês.

    Foi o primeiro encontro presencial entre os dois desde o conclave que elegeu o pontífice, em maio. Antes, em julho, eles conversaram por telefone. A reunião ocorreu no palácio apostólico e simbolizou um gesto diplomático importante, num momento em que a ONU continua a pedir que Israel abra as passagens fronteiriças para permitir a entrada de água e alimentos no território devastado pelo conflito.

    Em comunicado, o Vaticano informou que os líderes discutiram a necessidade urgente de “pôr fim ao conflito buscando uma solução de dois Estados [um judeu e outro palestino]”. Eles também falaram sobre o fornecimento de assistência à população de Gaza.

    Abbas, que tem controle limitado sobre a Cisjordânia ocupada, chegou a Roma na véspera e fez uma visita à basílica de Santa Maria Maior, em que rezou diante do túmulo do papa Francisco, morto em abril, e deixou flores. “Vim vê-lo porque não posso esquecer o que ele fez pelo povo palestino”, disse ele.

    Durante os últimos meses de seu pontificado, Francisco aumentou as críticas contra as ofensivas de Israel, o que gerou tensões diplomáticas. Leão 14, por sua vez, tem adotado uma postura mais cautelosa.

    Embora tenha manifestado solidariedade à “terra martirizada” de Gaza e condenado o deslocamento forçado dos palestinos, o papa americano-peruano afirmou que a Santa Sé não pode se pronunciar sobre se os ataques configuram um genocídio.

    O encontro com Abbas, portanto, marcou um gesto simbólico de continuidade no diálogo entre o Vaticano e a liderança palestina diante da crise no Oriente Médio. A Faixa de Gaza continua sob bloqueio imposto por Israel e, mesmo com o acordo para cessar-fogo assinado há três semanas, tem sido bombardeado pelas forças de Tel Aviv. O Estado judeu acusa o grupo terrorista Hamas de desrespeitar o pacto e justifica as ações com o argumento de legítima defesa.

    O conflito teve início após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram Israel e mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis. A ofensiva de retaliação israelense já deixou mais de 68,8 mil mortos em Gaza, também majoritariamente civis, de acordo com o Ministério da Saúde palestino, controlado pela facção, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

    Papa e líder palestino discutem solução de dois Estados em 1º encontro

  • Palavra do ano em 2025: afinal, o que é 'vibe coding'?

    Palavra do ano em 2025: afinal, o que é 'vibe coding'?

    Termo venceu de outros bem cotados a ganhar ‘clanker’, ‘glaze’ e ‘aura farming’; impacto cultural foi um dos motivos para a escolha de ‘vibe coding’

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – “Vibe coding” foi eleita a palavra do ano de 2025 pelo dicionário britânico Collins. O termo (que junta duas palavras) tem relação com hábito impulsionado por usa de inteligência artificial na programação.

    O QUE ACONTECEU

    Impacto cultural foi um dos motivos para a escolha do termo. Especialistas do dicionário Collins perceberam o grande aumento do termo a partir de fevereiro deste ano.

    “Vibe coding” descreve o ato de programar por intenção, não diretamente por linhas de código. Nesses casos, as pessoas utilizam ferramentas de IA e linguagem natural para gerar códigos.

    “Crie um botão que, quando clicado, diga ‘boas-vindas’”. Em vez de buscar as sintaxes de código, a pessoa descreve o que ela quiser para um chatbot e ele retorna uma codificação completa na linguagem de programação desejada. A prática é vista como uma forma de popularizar a programação.

    Termo foi inventado por ex-diretor de IA da Tesla. Andrej Karpathy descrevia a possibilidade de criar um novo aplicativo sem precisar “saber que o código existe”.

    “A escolha de “vibe coding” como palavra do ano capta como a linguagem está evoluindo junto com a tecnologia. Ela sinaliza uma mudança no desenvolvimento de software, onde a IA está tornando a programação mais acessível”, afirma Alex Beecroft, diretor geral do dicionário Collins, em comunicado.

    OUTRAS PALAVRAS MENCIONADAS NA LISTA DO DICIONÁRIO COLLINS:

    • Biohacking – atividade de alterar processos do seu corpo numa tentativa de melhorar a saúde ou a longevidade
    • Clanker – palavra usada para expressar frustração ou desconfiança das pessoas com chatbots de IA e plataformas
    • Glaze – elogiar alguém excessivamente
    • Aura farming – termo usado pelo público gamer, que descreve o cultivo intencional de uma persona carismática, a arte de parecer descolado
    • Broligarchy – termo usado para descrever executivos de tecnologia que compareceram à posse de Trump no início do ano
    • Micro-retirement – uma pausa curta na carreira para realizar interesses pessoais

    Palavra do ano em 2025: afinal, o que é 'vibe coding'?

  • Carro explode em Nova York e deixa 7 bombeiros feridos; video

    Carro explode em Nova York e deixa 7 bombeiros feridos; video

    Um carro explodiu na noite de quarta-feira no Bronx, em Nova York, provocando uma enorme bola de fogo e ferindo sete bombeiros. Três deles foram hospitalizados com queimaduras graves, mas, segundo as autoridades, nenhum corre risco de morte. As causas do incêndio estão sob investigação

    Um carro explodiu na noite de quarta-feira (5) no bairro do Bronx, em Nova York, nos Estados Unidos, provocando uma enorme bola de fogo e deixando sete bombeiros feridos.

    Segundo o Departamento de Bombeiros da cidade, o incidente começou com um incêndio em um veículo estacionado, que rapidamente saiu de controle e culminou em uma forte explosão. O impacto espalhou as chamas por carros próximos e pelo lixo acumulado na calçada, aumentando a intensidade do fogo.

    O chefe dos bombeiros locais, John Esposito, explicou em entrevista coletiva que parte da equipe já estava no local quando ocorreu a explosão. “Havia muito entulho na rua, alguns carros também pegaram fogo e, logo após nossa chegada, houve uma grande explosão, uma enorme bola de fogo”, relatou.

    Dos sete bombeiros feridos, três foram internados no Jacobi Hospital com queimaduras graves, enquanto os outros quatro tiveram ferimentos leves, principalmente nas mãos e no rosto. Nenhum deles corre risco de morte, segundo as autoridades.

    Imagens registradas por moradores mostram o momento em que o veículo explode, iluminando a rua e espalhando labaredas em várias direções. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas pelo corpo de bombeiros de Nova York.

    Assista às impressionantes imagens acima.

    Carro explode em Nova York e deixa 7 bombeiros feridos; video

  • Quem é Claudia Sheinbaum, presidente do México vítima de assédio em público

    Quem é Claudia Sheinbaum, presidente do México vítima de assédio em público

    Claudia Sheinbaum foi assediada por um desconhecido quando passeava pela Cidade do México; homem se aproximou e a tocou de forma inapropriada sem o seu consentimento

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Claudia Sheinbaum, 63, presidente do México, foi alvo de assédio sexual na terça-feira (4) enquanto caminhava pelo centro da Cidade do México para participar de um evento público nas proximidades do palácio presidencial.

    QUEM É CLAUDIA SHEINBAUM

    Claudia Sheinbaum nasceu em 24 de junho de 1962, na Cidade do México. Vem de uma família judia, laica e de esquerda. Seus avós migraram da Bulgária e da Lituânia para o México, fugindo da Segunda Guerra Mundial.

    Sua mãe, Annie Pardo, foi professora universitária e perdeu o cargo após denunciar o massacre de estudantes na década de 1960. “Sou filha de 1968”, costuma repetir Sheinbaum, em referência ao movimento estudantil que marcou sua geração.

    Durante os anos de universidade, integrou o Conselho Estudantil Universitário. O grupo foi decisivo para barrar a tentativa de privatizar a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e se tornou um berço de líderes da esquerda mexicana.

    Na mesma instituição, Sheinbaum se formou em física. Depois, fez mestrado em engenharia de energia e doutorado em engenharia ambiental. Realizou parte dos estudos na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

    Ingressou na política em 2000, como secretária de Meio Ambiente. Em 2018, foi eleita prefeita da Cidade do México. À frente da capital durante a pandemia de covid-19, destacou-se pela confiança na ciência e no uso da tecnologia, mesmo em meio às críticas pela alta mortalidade. O livro “Presidenta”, de Jorge Zepeda Patterson, ressalta que “ela usava máscara, mesmo na presença de López Obrador”.

    Sheinbaum foi casada duas vezes. O atual marido, Jesús Maria Tarriba, foi seu colega de faculdade. Eles se reencontraram em 2016, pelo Facebook, e se casaram em novembro de 2023. Do primeiro casamento, com Carlos Imaz Gispert, ela tem dois filhos: Rodrigo Ímaz Gispert, seu enteado, e Mariana Imaz Sheinbaum.

    Foi a pessoa que recebeu maior porcentagem de votos na história do México. Ela foi escolhida por 35,9 milhões de eleitores – quase 60% do total, porcentagem bem maior que a conquistada pela adversária Xóchitl Gálvez, que não chegou a 30% dos votos.

    O QUE ACONTECEU

    Durante o trajeto, Sheinbaum cumprimentava simpatizantes quando um homem se aproximou. Ele colocou um braço em seus ombros e, com o outro, tocou sua cintura e peito, tentando beijá-la no pescoço.

    Apenas depois da tentativa de beijo um segurança interveio, afastando o agressor, identificado como Uriel Rivera. Segundo as autoridades, o homem parecia estar sob efeito de drogas ou álcool, foi detido e encaminhado à Promotoria especializada em crimes sexuais.

    Quem é Claudia Sheinbaum, presidente do México vítima de assédio em público

  • 'Vamos ajudá-lo um pouco, talvez', diz Trump sobre Mamdani, eleito em NY

    'Vamos ajudá-lo um pouco, talvez', diz Trump sobre Mamdani, eleito em NY

    Zohran Mamdani escolheu nesta quarta-feira (4), os principais nomes – somente com mulheres – para liderar sua equipe de transição, que possivelmente integrarão seu governo em janeiro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (5) que vai “ajudar, um pouco, talvez” o prefeito eleito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, que tem sido alvo de críticas do republicano.

    “Vamos ver como um comunista se sai em Nova York. Vamos ver como isso vai funcionar. Vamos ajudá-lo, vamos ajudar. Queremos que Nova York tenha sucesso. Vamos ajudá-lo, um pouco, talvez”, disse Trump em evento em Miami.

    O presidente americano atacou Mamdani nesta terça-feira (4), dia do pleito e, ao afirmar que um voto no republicano Curtis Sliwa era “um voto em Mamdani”, pediu ao eleitorado que votasse em Andrew Cuomo,o ex-governador democrata que disputou como independente.

    Trump ainda havia reiterado ameaça de que restringiria o repasse de verbas federais para a cidade caso Mamdani vença as eleições. “É altamente improvável que eu contribua com verbas federais além do mínimo exigido”, escreveu Trump em publicação na sua rede Truth Social.

    O presidente já havia atacado Mamdani em junho, quando o socialista venceu as primárias democratas. “Ele vai ter que fazer a coisa certa, ou Nova York não receberá dinheiro algum. Ele precisa se comportar ou não terá nenhum recurso”, afirmou Trump naquele momento.

    O presidente ainda chamou Mamdani de “um comunista puro” e, por isso, classificou sua possível vitória como inconcebível. A ameaça não é simbólica. Segundo o The Guardian, mais de US$ 100 bilhões são destinados anualmente a Nova York por meio de repasses e programas federais.

    Mamdani escolheu nesta quarta-feira os principais nomes para liderar sua equipe de transição, que possivelmente integrarão seu governo em janeiro. Todas são mulheres com experiência recente direta na administração pública ou em grandes organizações do terceiro setor.

    Na direção do grupo estará Elana Leopold, que trabalhou na gestão do ex-prefeito democrata Bill de Blasio e participou ativamente da campanha de Mamdani. Ao lado dela, como vice-líderes, foram nomeadas Lina Khan, Melanie Hartzog, Maria Torres-Springer e Grace Bonilla.

    'Vamos ajudá-lo um pouco, talvez', diz Trump sobre Mamdani, eleito em NY

  • Mamdani escolhe equipe liderada só por mulheres com experiência pública para transição em NY

    Mamdani escolhe equipe liderada só por mulheres com experiência pública para transição em NY

    Prefeito eleito da maior cidade dos EUA nomeia integrantes que trabalharam em gestões anteriores; jovem e com pouco tempo em cargos eletivos, Mamdani se cerca de time de origem migrante e bom trânsito político

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente eleito de Nova York, Zohran Mamdani, escolheu nesta quarta-feira (5) os principais nomes para liderar sua equipe de transição, que possivelmente integrarão seu governo em janeiro. Todas são mulheres com experiência recente direta na administração pública ou em grandes organizações do terceiro setor.

    Na direção do grupo estará Elana Leopold, que trabalhou na gestão do ex-prefeito democrata Bill de Blasio e participou ativamente da campanha de Mamdani. Ao lado dela, como vice-líderes, foram nomeadas Lina Khan, Melanie Hartzog, Maria Torres-Springer e Grace Bonilla.

    Com as nomeações, Mamdani indica que vai levar em frente o mote de campanha de que buscará um governo pragmático em vez de ideológico, discurso que reforçou ao longo da disputa em meio a críticas de rivais e receios de eleitores moderados de que será um prefeito radical.

    Maria Torres-Springer foi vice-prefeita antes de romper com o atual mandatário, o democrata Eric Adams, que durante a campanha apoiou o também democrata Andrew Cuomo, ex-governador do estado de Nova York disputando como independente contra Mamdani -o presidente Donald Trump declarou apoio em Cuomo antes do pleito.

    De origem filipina, Torres-Springer foi a primeira mulher no cargo de vice-prefeita da cidade e teve outros cargos relevantes na administração municipal, além de ter trabalhado em cargo executivo na Fundação Ford. Ela tem formação na Universidade Yale e na Universidade Harvard.

    Lina Khan foi presidente da Comissão Federal de Comércio sob a gestão do presidente Joe Biden, de 2021 a 2025. Seu mandato à frente da comissão foi marcado por um fortalecimento do caráter antitruste e de proteção do consumidor do órgão, o que rendeu elogios de figuras politicamente tão opostas quanto o vice-presidente J. D. Vance e o senador Bernie Sanders. Sua família tem origem britânica e paquistanesa, e ela é formada em direito em Yale.

    Melanie Hartzog é CEO da New York Foundling, uma organização de assistência social existente desde 1869. Ela também foi vice-prefeita de Saúde e Serviços Humanos durante o governo de Bill de Blasio. Grace Bonilla é presidente e CEO da United Way de Nova York, uma rede sem fins lucrativos dedicada a captação de recursos para organizações em geral filantrópicas.

    “A poesia de fazer campanha pode ter chegado ao fim na noite passada, mas a bela prosa de governar apenas começou”, disse Mamdani em seu discurso nesta quarta, após a vitória. A frase parece ser uma referência à forma como falava da política o ex-governador do estado, Mario Cuomo, pai do rival derrotado por Mamdani, Andrew Cuomo, também ex-governador.

    Mamdani também reforçou que pretende manter no cargo a comissária de polícia Jessica Tisch, que havia sido nomeada pelo atual prefeito, Eric Adams, ante tensões de eleitores moderados receosos de que a vitória do democrata resultasse em mudanças radicais na estrutura de segurança da cidade.

    O prefeito eleito, de apenas 34 anos e pouca experiência em cargos públicos -antes de ser eleito, foi deputado estadual desde 2020- cercou-se de nomeações com experiência na gestão pública e capilaridade política após confirmar seu favoritismo e vencer Cuomo nesta terça-feira (4).

    Às 8h de quarta (5), horário de Brasília, Mamdani marcava 50,4% dos votos, contra 41,6% do ex-governador de Nova York Andrew Cuomo, com 91% das urnas apuradas. O republicano Curtis Sliwa registrava 7,1%.

    Mais de 2 milhões de pessoas compareceram às urnas, e o socialista recebeu ao menos 1,03 milhão de votos -a população total da cidade é de 8,4 milhões de habitantes, segundo o censo americano.

    “Essa cidade é a sua cidade, e essa democracia é a sua democracia”, afirmou Mamdani em seu discurso de vitória. “Vamos fazer essa cidade que as pessoas amam e podem voltar a viver”, afirmou, ao agradecer seus eleitores. “Estamos respirando o ar de uma cidade que renasceu. Escolhemos a esperança diante do dinheiro graúdo e das ideias pequenas.”

    Mamdani escolhe equipe liderada só por mulheres com experiência pública para transição em NY

  • EUA lançam míssil nuclear; Putin manda preparar teste

    EUA lançam míssil nuclear; Putin manda preparar teste

    Força Aérea faz o ensaio após Trump dizer que irá retomar testes atômicos em resposta à Rússia e à China; lançamento havia sido programado havia meses, e russos afirmam que americanos pretendem explodir um artefato

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O duelo nuclear entre Vladimir Putin e Donald Trump atingiu um novo nível nesta quarta-feira (5), com os Estados Unidos promovendo o lançamento de um míssil estratégico e o russo ordenando preparativos para a realização de um eventual teste com detonação de ogiva atômica.

    Na semana passada, Trump havia reagido ao teste de dois novos modelos de armas anunciadas por Putin, o míssil de cruzeiro Burevestnik e o “torpedo do Juízo Final” Poseidon, ambos capazes de carregar ogivas nucleares e alimentados por reatores nucleares que lhes dão autonomia ilimitada na prática.

    O objetivo principal do russo é asseverar o papel da Rússia de potência nuclear, nominalmente a maior do mundo e em paridade de capacidades com os EUA, e dizer que tem meios para driblar o escudo antimíssil dos sonhos de Trump, o Domo Dourado.

    Com isso, pretende lugar privilegiado nas negociações sobre a Ucrânia, que foram reabertas por pressão de Trump, mas travaram.

    Trump havia dito que retomaria testes com armas nucleares americanas em resposta ao que via como escalada da Rússia e da China, dona de um crescente arsenal atômico. Depois, se recusou a dizer se isso envolveria ou não a explosão de uma ogiva no subterrâneo, algo que os americanos não fazem desde 1992 e os russos, desde 1990.

    Nesta quarta, o Comando de Ataque Global da Força Aérea dos Estados Unidos confirmou o lançamento de um míssil com capacidade nuclear Minuteman-3 desarmado. A ação foi notificada antes à Rússia, como é a praxe de lado a lado para evitar mal-entendidos.

    O disparo foi realizado da base aérea de Vandenberg, na Califórnia no fim da madrugada desta quarta-feira (5, início da manhã no Brasil). Ele havia sido anunciado para a noite de quarta para quinta (6) na véspera, mas a unidade militar confirmou sua execução sem intercorrências sem explicar a mudança.

    O teste, diz a Força Aérea corroborada por referências na área como a Federação dos Cientistas Americanos (FAS), está dentro da programação anual de ensaios para verificar a operacionalidade e precisão dos armamentos.

    Já houve dois lançamentos neste ano, um em fevereiro e outro em maio, num total de mais de 300 na história do míssil. Isso não quer dizer que a política não tenha voz: Joe Biden adiou testes do tipo em 2022 para não sinalizar uma ameaça nuclear à Rússia durante o início da invasão da Ucrânia, por exemplo.

    Poucas horas depois, Putin promoveu uma reunião com seu Conselho de Segurança, onde ouviu o ministro da Defesa, Andrei Belousov, afirmar que tudo indica que os americanos irão conduzir um teste nuclear subterrâneo.

    De forma coreografada, o presidente então instruiu órgão governo a coletar informações e “fazer proposta no possível começo de trabalho de preparação de testes de armas nucleares”.

    Putin conseguiu colocar o americano na defensiva, dizendo que irá reagir ao que ele fizer, deixando a conta da insegurança nuclear global em sua conta. Até aqui, os testes com as armas, assim como o do Minuteman, não envolvem ogivas ativas.

    O temor de especialistas é uma nova corrida nuclear a quente, com detonações de outras potências. Reino Unido fez detonação em 1991, França e China, em 1996, todos antes de aderir a um tratado banindo a prática que nunca entrou em vigor pois não foi ratificado pelos países atômicos.

    O Paquistão e a Índia ainda fizeram testes em 1998 e a Coreia do Norte, seis explosões de 2006 a 2017. Ensaios na atmosfera, sob a água e no espaço são vetados por um tratado vigente desde 1963, assinado por Moscou, Washington, Londres e Tel Aviv.

    No caso americano, analistas torciam para que Trump aproveitasse um teste já programado do Minuteman ou do outro míssil do arsenal americano, o Trident-2 lançado por submarinos, para dizer que cumpriu sua ameaça. Como o modelo naval foi lançado em setembro, o próximo na fila é o da Força Aérea.

    No domingo (2), o secretário de Energia americano, Chris Wright, disse à Fox News acreditar que Trump falava de “explosões não nucleares”, ou seja, testes nos quais todos os componentes para detonar uma ogiva são testados, mas não há a reação em cadeia final.

    O departamento de Wright é quem conduz testes e produz armamentos nucleares, cabendo à Força Aérea testes de mísseis e bombas que carregam essas ogivas. A Casa Branca não comentou a afirmação do secretário, mantendo o suspense.

    Em seu primeiro mandato, Trump também fez anúncios obscuros prometendo novidades no campo nuclear. Na prática, contudo, fez duas coisas principais: retirou os EUA de 2 dos 3 principais acordos de contenção de risco de uma guerra atômica e mudou a doutrina de emprego desses armamentos, na prática baixando a barra para usá-los.

    O último acordo sobre essas ogivas, que está congelado pela Rússia em protesto pelas sanções devido à invasão do vizinho, vence em fevereiro. Putin propôs a Trump estender o tratado por mais um ano, o americano aprovou a ideia, mas nada aconteceu.

    Como a Folha de S.Paulo havia adiantado a partir de alertas de navegação americanos, o Minuteman lançado percorreu os cerca de 6.700 km que separam o local do campo de provas Ronald Reagan, junto às ilhas americanas Marshall, no oceano Pacífico.

    O modelo é o esteio da força lançada de silos terrestres dos EUA, com 400 unidades operacionais. Cada uma pode levar até três ogivas independentes, mas por força dos limites do Novo Start os EUA os equipam apenas com uma. A chamada tríade nuclear do país é completada pelos Trident-2 de submarinos e por bombas e mísseis de cruzeiro lançados de bombardeiros e caças.

    EUA lançam míssil nuclear; Putin manda preparar teste

  • Justiça da Bolívia anula sentença de ex-presidente condenada por golpe em 2019

    Justiça da Bolívia anula sentença de ex-presidente condenada por golpe em 2019

    Jeanine Áñez cumpria pena de 10 anos, acusada de assumir cargo de forma inconstitucional após renúncia de Evo Morales; Corte determinou novo julgamento, que dependerá de autorização do Congresso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte da Bolívia anulou a sentença de dez anos de prisão contra a ex-presidente Jeanine Áñez, acusada de ter dado um golpe de Estado em 2019, informou nesta quarta-feira (5) o presidente do tribunal. A decisão determinou também sua libertação imediata.

    Áñez foi detida em março de 2021 e passou 20 meses em prisão preventiva antes de ser condenada em 2022 a dez anos de reclusão, acusada de ter assumido a Presidência de forma inconstitucional após a renúncia de Evo Morales.

    “Foi determinada a nulidade da sentença de dez anos”, afirmou à imprensa local o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Romer Saucedo, acrescentando que a libertação deve ocorrer ainda nesta quarta (5).

    Segundo Saucedo, Áñez deverá ser submetida a um “julgamento de responsabilidades”, um processo especial reservado a ex-chefes de Estado e que exige autorização do Congresso, em vez de um julgamento penal comum. O Judiciário ordenou sua libertação para que ela possa se defender em relação a esse processo.

    “Verificou-se que houve violações à legislação vigente, bem como aos direitos de que ela goza”, afirmou Saucedo.

    A decisão ainda precisa ser comunicada a um juiz de La Paz para que ele ordene a libertação formal da ex-presidente.

    Áñez, 58, ainda não havia se pronunciado sobre decisão. Na véspera, porém, publicou na rede X: “Nunca vou me arrepender de ter servido à minha pátria quando ela precisou de mim.”

    Ela afirmou que suas atitudes em 2019 foram tomadas “com consciência e coração firmes, sabendo que decisões difíceis têm um preço”.

    A política de direita assumiu a Presidência em meio a uma forte convulsão social impulsionada pela oposição, que acusou Evo de fraudar as eleições para permanecer no poder e o forçou a renunciar em novembro daquele ano.

    Dois dias depois da renúncia, Añez chegou ao poder em uma manobra legislativa controversa, uma vez que todos os que estavam na linha de sucessão direta haviam deixado seus cargos.

    Após sua posse, seguidores do ex-presidente saíram às ruas e entraram em confronto com forças combinadas do Exército e da Polícia.

    Segundo a Defensoria do Povo, a repressão aos protestos deixou 36 mortos, a maioria após a posse de Áñez.

    A decisão vem poucas semanas depois do segundo turno das eleições de outubro na Bolívia, que elegeu Rodrigo Paz, 58, como novo presidente. Com o resultado, o país girou à direita, marcando a primeira eleição em 20 anos sem vitória de um candidato do MAS (Movimento ao Socialismo) – partido que teve em Evo Morales sua principal figura e que foi o principal acusador de um golpe orquestrado por Áñez.

    Justiça da Bolívia anula sentença de ex-presidente condenada por golpe em 2019

  • Irmãos Milei concentram poder após vitória eleitoral, e Karina ganha briga interna

    Irmãos Milei concentram poder após vitória eleitoral, e Karina ganha briga interna

    Braço direito do presidente é vista como responsável pelo sucesso nas legislativas e se fortalece; conselheiro do líder argentino, Santiago Caputo fica em segundo plano, e governo segue dividido

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A vitória da coalizão A Liberdade Avança nas eleições legislativas de 26 de outubro não serviu para aplacar as disputas internas no coração do governo de Javier Milei. Pelo contrário, por ser atribuído a uma estratégia de sua irmã e braço direito, Karina, o voto de confiança que os argentinos deram ao presidente rompeu o equilíbrio de forças no mileísmo.

    Desde as eleições legislativas nacionais, Karina voltou a ocupar o lugar central no governo. O novo Chefe de Gabinete, Manuel Adorni, que era porta-voz da Casa Rosada, é um nome de Karina. Ele foi nomeado para o lugar de Guillermo Francos com a promessa de aprofundar as reformas que Milei tenta fazer desde o início do mandato.

    O presidente também fez mudanças no recém-criado Ministério do Interior, ao nomear Diego Santilli, político de origem do PRO (do ex-presidente Mauricio Macri), para a vaga. Santilli acaba de ser eleito como principal nome da lista de deputados da província de Buenos Aires, é próximo de Karina e se posiciona para tentar governar a província em 2027.

    Apesar da vitória, existem tensões entre os aliados de Karina e os de Santiago Caputo, conselheiro da Casa Rosada, sem um cargo oficial no governo, mas que comanda o discurso do mileísmo nas redes sociais. O presidente, Karina e Caputo formam o chamado de “Triângulo de Ferro”.

    O jornalista Juan Luis González, autor de duas biografias sobre os irmãos Milei, lembra que todos os que tentaram medir forças com Karina acabaram expulsos do movimento ultraliberal ou enfraquecidos.

    “Karina polarizou a eleição, vencendo com candidatos completamente desconhecidos, enquanto Caputo defendia alianças. Ambos estavam esperando os resultados para ver quem ganharia terreno”, diz González. “Como sempre, este governo demonstra que os dois irmãos mandam, movidos por seus traumas de infância. Ela, que controla a vida de Javier há décadas, está estendendo esse controle ao governo e às Forças Armadas.”

    A centralidade de Karina no governo do irmão nunca foi aprovada com unanimidade. Ainda no início de seu mandato, o presidente passou a ser alvo de críticas por ter mudado as regras de nomeações de parentes próximos, para que ela assumisse como Secretária-Geral da Presidência.

    A irmã do presidente já tinha sido implicada no escândalo $Libra, no começo do ano, sendo apontada como a pessoa que facilitou o contato dos criadores do criptoativo com Milei, que promoveu o investimento sem lastro em suas redes sociais.

    O ponto mais baixo da imagem de Karina foi há dois meses, pouco antes das eleições legislativas da província de Buenos Aires. Ela foi mencionada nos áudios atribuídos ao ex-diretor da Agência para Pessoas com Deficiência. Nas gravações, Karina aparece como favorecida em um esquema de propinas na compra de medicamentos. Ela foi criticada mesmo por aliados de Milei, que pediam que ela saísse do governo.

    Antes das eleições e com Karina sendo criticada internamente, havia especulações de que Santiago Caputo poderia ser promovido a um cargo ministerial importante. Contudo, Milei decidiu que Caputo continuaria em sua função atual, onde exerce influência significativa. Ele segue com um papel importante em diversas áreas, indicando nomes em postos, como Saúde, Justiça, Inteligência e Agricultura, além de influenciar a Alfândega.

    Nos primeiros dias após os resultados eleitorais, o governo abandonou o discurso agressivo, acenou para os governadores em busca de apoio para as reformas que pretende retomar, mas sem dividir poder. Ao mesmo tempo, os irmãos Milei não fecharam ainda mais o governo com indicações de confiança, em vez de compartilhar pastas para conquistar aliados.

    Não há urgência na escolha dos novos substitutos de Patricia Bullrich e Luis Petri nas pastas de Segurança e Defesa, respectivamente, já que ela foi eleita para o Senado e ele para a Câmara.

    A disputa entre os karinistas e os caputistas levou a uma quase renúncia de Caputo, devido à sua não inclusão no gabinete. O ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, que havia oferecido sua renúncia, deve permanecer no cargo.
    “Os aliados de Karina estão dizendo que agora chega a hora de atacar os cargos de poder de Caputo”, reforça González. Para o escritor, a tendência para os próximos meses é que Milei retome a relação com os governadores, mas sem dividir poder.

    “É o único jeito de governar que ele conhece e agora tem o respaldo das urnas. Dias depois da derrota na província de Buenos Aires, eles organizaram uma reunião com governadores e apenas três compareceram. No dia seguinte às eleições legislativas nacionais, uma reunião foi convocada e vieram 20 governadores.”

    Irmãos Milei concentram poder após vitória eleitoral, e Karina ganha briga interna