Categoria: MUNDO

  • Democratas vencem eleições nos EUA e impõem derrota a Donald Trump

    Democratas vencem eleições nos EUA e impõem derrota a Donald Trump

    Democratas conquistaram vitórias importantes em Nova York, Virgínia e Nova Jérsei, enfraquecendo o apoio de Donald Trump a candidatos republicanos. Zohran Mamdani fez história ao se tornar o primeiro prefeito muçulmano e mais jovem da história de Nova York, enquanto duas mulheres venceram governos estaduais

    Os eleitores norte-americanos deram amplo apoio aos democratas nas eleições desta terça-feira (4), em disputas que incluíram os cargos de prefeito de Nova York e de governador da Virgínia e de Nova Jérsei. O resultado foi um revés para os republicanos, mesmo com o apoio direto do ex-presidente Donald Trump aos seus candidatos.

    Enquanto líderes democratas comemoraram o desempenho como uma vitória política sobre Trump, o ex-presidente reagiu rapidamente nas redes sociais.

    “TRUMP NÃO ESTAVA NA CÉDULA ELEITORAL e a paralisação do governo federal causada pelo impasse orçamentário FORAM AS DUAS RAZÕES PELAS QUAIS OS REPUBLICANOS PERDERAM ESTA NOITE”, escreveu Trump, em letras maiúsculas, na plataforma Truth Social, de sua própria empresa.
    Vitória histórica em Nova York
    Em uma das eleições mais disputadas da história da cidade, Zohran Mamdani, de 34 anos, foi eleito prefeito de Nova York, superando o ex-governador Andrew Cuomo e o republicano Curtis Sliwa. A vitória marca um momento histórico: Mamdani é o primeiro prefeito muçulmano, o primeiro de origem sul-asiática e o primeiro nascido na África a governar a maior metrópole dos Estados Unidos.

    O político também se torna o prefeito mais jovem da cidade em mais de um século, assumindo o cargo em 1º de janeiro de 2026.

    A governadora de Nova York, Kathy Hochul, parabenizou o novo prefeito no X (antigo Twitter):

    “Estou ansiosa para trabalhar com Mamdani para tornar nossa cidade mais acessível e habitável.”
    Segundo o Conselho Eleitoral da cidade, mais de dois milhões de eleitores participaram da eleição — o maior número em mais de 50 anos. Com cerca de 90% dos votos apurados, Mamdani mantinha vantagem de nove pontos percentuais sobre Cuomo.

    A vitória do jovem prefeito é vista como um impulso à ala progressista do Partido Democrata, que vem defendendo a escolha de candidatos mais à esquerda em vez de nomes centristas para reconquistar o apoio de eleitores desiludidos.

    Mulheres fazem história na Virgínia e em Nova Jérsei
    Na Virgínia, a democrata Abigail Spanberger foi eleita governadora, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Sua vitória ocorre em meio ao descontentamento de servidores federais afetados por cortes orçamentários e demissões em massa.

    Já em Nova Jérsei, onde Trump apoiou o republicano Jack Ciattarelli, os eleitores optaram novamente pelos democratas e elegeram a congressista Mikie Sherrill. Ex-piloto de helicóptero da Marinha e parlamentar por quatro mandatos, Sherrill definiu sua vitória como um “referendo contra Trump” e suas políticas em áreas como saúde, imigração e economia.

    “Aqui em Nova Jérsei estamos determinados a lutar por um futuro diferente para nossos filhos”, afirmou durante o discurso da vitória. “Sabemos o quanto a liberdade é importante — e que ninguém está seguro quando nossos vizinhos são atacados ou quando a lei e a Constituição são ignoradas.”

    Democratas vencem eleições nos EUA e impõem derrota a Donald Trump

  • Funcionário de aeroporto assiste incrédulo à queda de avião nos EUA; veja

    Funcionário de aeroporto assiste incrédulo à queda de avião nos EUA; veja

    Funcionário da zona industrial, onde avião da UPS caiu, assistiu à queda do aeronave. A sua reação ficou registrada em vídeo, que pode ver em seguida.

    Um avião de carga caiu nesta terça-feira (4) em Louisville, no estado americano de Kentucky, pouco depois da decolagem. A aeronave, pertencente à empresa de logística UPS (United Parcel Service), caiu em uma área industrial próxima ao aeroporto da cidade e provocou uma grande explosão.

    O acidente, registrado em vídeo, mostra o momento em que o avião perde altitude e cai, seguido de uma enorme coluna de fumaça preta. Funcionários que estavam no local reagiram em choque ao ver a tragédia acontecer diante dos próprios olhos.

    De acordo com a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), o voo 2976 da UPS decolou por volta das 17h15 (19h15 no horário de Brasília) e tinha como destino Honolulu, no Havaí. A aeronave, um McDonnell Douglas MD-11, transportava cerca de 50 mil galões de combustível de aviação.

    O avião caiu próximo ao cruzamento da Fern Valley Road com a Grade Lane, na região sul do aeroporto, e atingiu uma fábrica de reciclagem de petróleo localizada a cerca de cinco quilômetros da pista. O impacto provocou um incêndio de grandes proporções, que levou horas para ser controlado por dezenas de bombeiros e equipes de emergência.

    Segundo as autoridades locais, sete pessoas morreram — três tripulantes que estavam a bordo e quatro pessoas que estavam em solo. Outras 11 ficaram feridas, algumas em estado grave, segundo informou o governador do Kentucky, Andy Beshear.

    O aeroporto foi fechado após o acidente e as operações devem ser retomadas apenas nesta quarta-feira (5). O maior centro de distribuição da UPS está localizado em Louisville, emprega milhares de pessoas e processa cerca de 400 mil encomendas por hora.

    A empresa confirmou o acidente em nota e afirmou que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) vai investigar as causas da queda.

    Funcionário de aeroporto assiste incrédulo à queda de avião nos EUA; veja

  • Avião de carga da UPS cai nos EUA e deixa ao menos sete mortos

    Avião de carga da UPS cai nos EUA e deixa ao menos sete mortos

    Um avião de carga da UPS caiu pouco após decolar do aeroporto de Louisville, no Kentucky, na noite de terça-feira (4). O acidente deixou ao menos sete mortos e 11 feridos. A aeronave seguia para o Havaí. Autoridades investigam as causas da tragédia

    Um avião de carga caiu pouco depois da decolagem no Aeroporto de Louisville, em Kentucky, na região centro-leste dos Estados Unidos, deixando pelo menos sete mortos e 11 feridos, segundo autoridades norte-americanas.

    “O voo 2976 da UPS caiu por volta das 18h15 (horário de Brasília) desta terça-feira”, informou a Administração Federal de Aviação (FAA). A aeronave, um McDonnell Douglas MD-11, tinha como destino o Havaí.

    Imagens publicadas nas redes sociais mostram uma grande coluna de fumaça preta subindo do local do acidente, ocorrido no cruzamento das avenidas Fern Valley Road e Grade Lane, na parte sul do aeroporto.

    A polícia de Louisville confirmou que havia destroços e fogo intenso na área e pediu para que a população evitasse a região. Quatro das vítimas fatais não estavam a bordo do avião, informaram as autoridades.

    Entre os 11 feridos, alguns estão em estado grave, segundo o governador do Kentucky, Andy Beshear. “Qualquer pessoa que tenha visto as imagens ou os vídeos sabe o quão violento foi esse acidente”, declarou.

    Uma empresa de reciclagem de petróleo, a Kentucky Petroleum Recycling, foi atingida diretamente, e uma fábrica de autopeças próxima também sofreu danos.

    Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos três tripulantes que estavam a bordo. O avião foi fabricado em 1991.

    O aeroporto foi fechado, e a previsão é de que as operações sejam retomadas apenas na manhã desta quarta-feira (5). “Ainda não sabemos quanto tempo levará para que a área seja considerada segura”, disse o chefe da polícia de Louisville, Paul Humphrey.

    A UPS confirmou o acidente e informou que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) conduzirá a investigação. O centro de distribuição da empresa em Louisville, o maior do mundo, suspendeu temporariamente suas operações. A unidade emprega milhares de funcionários, realiza cerca de 300 voos diários e processa mais de 400 mil encomendas por hora.
     
     

    Avião de carga da UPS cai nos EUA e deixa ao menos sete mortos

  • Sobe para 43 número de mortos após passagem do furacão Melissa no Haiti

    Sobe para 43 número de mortos após passagem do furacão Melissa no Haiti

    Tempestade causou ao menos 76 mortes na região, incluindo 32 na Jamaica, e provocou inundações e destruição pelo Caribe; EUA anunciaram ajuda humanitária a Cuba; regime criticou gesto e pediu fim de bloqueio econômico

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O furacão Melissa deixou pelo menos 43 mortos no Haiti, informaram autoridades locais nesta terça-feira (4), o que eleva a 76 o número de mortes em decorrência da passagem de uma das piores tempestades do século pelo Caribe.

    O fenômeno devastou regiões inteiras da Jamaica e provocou inundações no Haiti e em Cuba durante sua trajetória de vários dias pela região. Na Jamaica, o furacão deixou ao menos 32 mortos, embora o governo do país tenha afirmado nesta segunda que o balanço deve aumentar.

    Além dos 43 mortos, o furacão deixou outros 13 desaparecidos no Haiti, segundo um documento da Defesa Civil local enviado à agência de notícias AFP. As autoridades haitianas decretaram três dias de luto nacional.

    No último domingo (2), os Estados Unidos anunciaram uma ajuda humanitária de US$ 3 milhões (mais de R$ 16 milhões) para os cubanos afetados pelo furacão, que devastou várias províncias do leste da ilha. “Os EUA estão coordenando com a Igreja Católica a distribuição de ajuda humanitária”, anunciou o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano na rede social X.

    No passado, a instituição religiosa atuou com frequência como mediadora entre os dois adversários ideológicos. Além dos EUA, Venezuela, México e agências da ONU também enviaram ajuda a Cuba.

    O regime cubano, que deslocou preventivamente mais de 700 mil pessoas, não reportou vítimas até o momento. No entanto, várias províncias do leste da ilha sofreram danos consideráveis, como desabamentos de casas, cortes de energia elétrica e devastação de colheitas.

    A ação americana não foi vista com bons olhos pelo regime. “Se fosse sincera a vontade desse governo de apoiar o nosso povo, teriam levantando sem condições o bloqueio criminoso e eliminado [nosso país] da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, onde nunca deveríamos ter estado”, afirmou o membro do Partido Comunista de Cuba Roberto Morales Ojeda, para quem a oferta americana foi indigna.

    No sábado (1º), o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo “à mobilização de recursos maciços para enfrentar perdas e danos causados pelo furacão”, segundo seu porta-voz.

    No restante do Caribe, os EUA mobilizaram equipes de ajuda humanitária em República Dominicana, Bahamas, Haiti e Jamaica.

    Sobe para 43 número de mortos após passagem do furacão Melissa no Haiti

  • Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

    Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

    Americano pondera entre bombardeios, envio de grupo de operações especiais ou invasão, mas teme fracasso; governo busca justificativa jurídica para driblar Congresso ao realizar ações sem declarar guerra

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda uma série de ações possíveis para a Venezuela, o que inclui a possibilidade de ataques contra alvos militares da ditadura de Nicolás Maduro e a tomada de controle de campos de produção de petróleo, de acordo com uma série de autoridades do governo americano ouvidas pelo jornal The New York Times.

    O republicano, no entanto, teme os riscos de uma operação fracassada que coloque em risco tropas americanas, e ainda busca uma justificativa legal para ações que vão além dos ataques a embarcações no mar do Caribe e no oceano Pacífico.

    Trump, segundo as pessoas ouvidas pelo jornal americano, não tomou nenhuma decisão ainda, mas assessores próximos pedem inclusive que ele ordene operações para derrubar Maduro.

    No domingo (2), o presidente americano disse duvidar de uma guerra com a Venezuela, mas, ao ser questionado sobre a queda do ditador em um futuro próximo, respondeu: “Eu diria que sim. Acho que sim, sim”.

    Os principais nomes da gestão do republicano que pressionam por uma posição mais agressiva seriam o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-chefe de gabinete e conselheiro de segurança interna, Stephen Miller.

    Outros assessores têm buscado o Departamento de Justiça para que o governo elabore uma tese jurídica que drible a necessidade de aprovação do Congresso ou de uma declaração de guerra para qualquer ação mais incisiva contra o regime venezuelano.

    “O presidente Trump tem sido claro em sua mensagem a Maduro: pare de mandar drogas e criminosos para nosso país. O presidente deixou claro que ele vai continuar a atacar narcoterroristas traficando drogas ilícitas -qualquer coisa além disso é especulação e deve ser tratada como tal”, afirmou Anna Kelly, uma porta-voz da Casa Branca.

    Trump autorizou recentemente a CIA, a agência americana de inteligência, a operar em solo venezuelano, o que envolve uma gama de ações possíveis, desde operações de informação e instigação de oposição a Maduro até atos de sabotagem ao regime e a prisão do ditador.

    Há, porém, a avaliação de que, se medidas do tipo funcionassem de fato, já teriam sido tomadas pelo governo americano, motivo pelo qual assessores mais agressivos e o próprio Trump cogitam ações militares.

    As opções na mesa envolvem bombardeios contra instalações militares, com o intuito de reduzir o apoio militar a Maduro e fazer com que o autocrata fuja ou fique mais vulnerável à captura. Críticos dessa abordagem, segundo o New York Times, afirmam que a estratégia pode ter o efeito oposto de aprofundar o apoio ao ditador.

    Além disso, cogita-se, ainda segundo as fontes ouvidas pelo jornal americano, o envio de um grupo de ações especiais para capturar ou matar Maduro, e uma terceira opção de invadir e controlar aeroportos e alguns campos de produção de petróleo.

    Os riscos dessas ações para as tropas envolvidas, por outro lado, sugerem que operações envolvendo drones e armamentos disparados das forças posicionadas no Caribe devem ser a preferência de Trump, em particular depois da chegada do USS Gerald Ford à região.

    Maduro é acusado nos EUA de ligações com o narcotráfico, algo que o ditador nega. A gestão Trump o considera também líder do chamado Cartel de los Soles, uma suposta organização narcotraficante que envolveria a alta cúpula política e militar do regime. A existência do cartel carece de evidências públicas.

    De todo modo, é sob esse argumento que a pressão americana na região tem operado. Já são mais de 60 mortos em ao menos 15 ataques a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico no Caribe e no oceano Pacífico. Washington não tem fornecido evidências de que os barcos e tripulantes transportavam de fato drogas.

    Nas próximas semanas, o maior porta-aviões do mundo deve chegar ao Caribe. O USS Gerald Ford, com capacidade para dezenas de aeronaves e milhares de tripulantes, se junta a uma série de outros navios de guerra mobilizados pelos EUA na região e a tropas posicionadas em Porto Rico.

    Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

  • Rússia deixou Otan acompanhar teste de supermíssil, diz Putin

    Rússia deixou Otan acompanhar teste de supermíssil, diz Putin

    ‘Eles que vejam’, provoca russo ao afirmar que não impediu espionagem de navio sobre ensaio do Burevestnik; presidente condecora criadores da arma e do torpedo Poseidon, dizendo que eles garantirão segurança do seu país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Vladimir Putin disse nesta terça-feira (4) que o teste de seu novo míssil de cruzeiro com propulsão nuclear foi observado de perto por um navio da Otan. “Não interferimos nas suas operações. Eles que vejam”, provocou o russo.

    A fala ocorreu durante cerimônia em que foram condecorados os cientistas que desenvolveram o míssil em questão, o Burevestnik (nome russo da ave petrel), e o “torpedo do Juízo Final” Poseidon, no Kremlin.

    Como seria previsível, seus nomes e imagem não foram divulgados. As armas fazem parte do pacote “invencível” anunciado por Putin em 2018, que agora está completo em termos de testes bem-sucedidos anunciado -duas delas, os mísseis hipersônicos Kinjal e Tsirkon, já são usadas em combate na Guerra da Ucrânia.

    Putin empregou hipérboles nacionalistas, dizendo que as superarmas vão “garantir a segurança da Rússia no século 21”. Isso dito, apesar da falta de detalhes públicos natural em um programa secreto, há consenso entre especialistas que, se realmente funcionam, os motores dos modelos não têm pares hoje no mundo.

    Usar reatores miniaturizados é algo que vem sendo estudado desde os anos 1960 pela indústria de defesa, sempre esbarrando na falta de praticidade em caso de acidente. Por outro lado, um modelo mais seguro tem a vantagem única de um alcance na prática ilimitado.

    No caso do Burevestnik, Putin não disse, mas ele provavelmente foi testado em torno do arquipélago de Novaia Zemlia, no Ártico russo. O ensaio ocorreu em 21 de outubro e foi revelado pelo presidente cinco dias depois. Após outros três dias, foi a vez do anúncio do primeiro disparo completo do Poseidon.

    Ambas são amas extremas, de uso em guerra nuclear. O Burevestnik teoricamente pode voar de forma indefinida próximo ao solo, de 25 metros a 100 metros de altura, iludindo radares. Por outro lado, sendo subsônico, podendo ser derrubado mais facilmente uma vez avistado.

    Já o Poseidon é visto com mais temor por especialistas ocidentais, pois no papel pode levar ogivas de até 100 megatons, o dobro da energia liberada na maior explosão nuclear da história, feita pelos soviéticos em 1961 no mesmo Novaia Zemlia.

    A 1 km de profundidade e com velocidade segundo analistas duas vezes maior do que a de submarinos, poderia singrar oceanos impune por longo tempo até chegar a um alvo. O que ocorre daí é outra história: enquanto alguns especialistas temem um tsunami radioativo contra cidades costeiras, outros não acreditam na hipótese e teorizam um impacto direto.

    Seja como for, foi mais um capítulo da esgrima de Putin com a Otan e, em particular, com Donald Trump no momento em que o presidente dos EUA está pressionando o russo para aceitar negociar uma trégua na Ucrânia com o emprego de sanções inéditas.

    O republicano passou recibo dos testes russos, criticando o colega e anunciando que irá fazer seus próprios ensaios nucleares. E o fez sem deixar claro se isso poderia incluir explodir uma ogiva de forma subterrânea, algo congelado pelos EUA há 33 anos.

    Nesta quarta (5) e quinta (6), há a possibilidade de o americano fazer um sinal, já que alertas de navegação no Pacífico indicam que os EUA poderão usar o campo de provas das suas ilhas Marshall, onde caem os mísseis Minuteman-3 de uso terrestre lançados em testes.

    Se ficar nisso, terá sido mais uma falácia de Trump, neste caso uma que será bem recebida pelos especialistas em desarmamento. Testes com o Minuteman são corriqueiros, e o mais recente foi em maio.

    Além de testar o Poseidon e Burevestnik, no sábado (1) Putin lançou ao mar o primeiro submarino de série criado para levar seis desses supertorpedos. A embarcação deve ser comissionada em serviço em um a três anos.

    Putin falou também sobre outras superarmas. Mudou novamente a data de entrada em serviço definitiva do Sarmat, o mais pesado míssil balístico intercontinental do mundo, para 2026. E disse que o modelo de alcance intermediário Orechnik, com o qual causou surpresa ao atacar a Ucrânia no ano passado, entrará em produção serial.

    Rússia deixou Otan acompanhar teste de supermíssil, diz Putin

  • Marielle Franco recebe honraria da Universidade de Harvard

    Marielle Franco recebe honraria da Universidade de Harvard

    Medalha W.E.B. Du Bois é a mais alta dos Estudos Afro-Americanos

    A vereadora e ativista Marielle Franco se tornou a primeira figura pública brasileira a receber a Medalha W.E.B. Du Bois, a mais alta honraria concedida pela Universidade de Harvard, no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A homenagem póstuma acontece nesta terça-feira (4).

    Entre as latino-americanas, ela aparece como segunda a vencer a premiação, atrás apenas da vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, ganhadora no ano passado. 

     A medalha é concedida pelo Instituto de Pesquisas Afrolatino-Americanas a pessoas que contribuem para o fortalecimento cultural e intelectual das populações africanas e afrodescendentes no mundo. A medalha carrega o nome do sociólogo e historiador estadunidense, W.E.B. Du Bois, um dos ativistas mais importantes do movimento negro e o primeiro homem negro a fazer Doutorado em Harvard. 

    Nascida em 1979, no Complexo de Favelas da Maré, zona norte carioca, Marielle se tornou uma das figuras mais emblemáticas na luta pelos direitos civis, ao combater a violência de Estado em regiões periféricas. Além disso, aderiu às agendas da comunidade LGBTQIAPN+ e de mulheres negras.

    Legado que ultrapassa fronteiras 

    Filha da vereadora, Luyara Franco, atual diretora executiva da Central de Movimentos Populares do Instituto Marielle Franco, entidade criada após o assassinato, exalta a importância do reconhecimento.

     “Quando uma instituição de renome mundial reconhece essa trajetória, ela também reconhece a potência de uma produção intelectual que nasce da favela e que, ainda assim, tem impacto global. O legado da minha mãe ultrapassa fronteiras e continua inspirando o mundo inteiro a lutar por justiça, democracia e igualdade. E, acima de tudo, reafirma o quanto é urgente valorizarmos a intelectualidade de mulheres negras e de pessoas que, como minha mãe, Marielle, ousaram pensar em outro futuro possível”.

     A história de Marielle Franco saiu das comunidades para a cena política em 2016, quando se elegeu vereadora no Rio. Ela ganhou reconhecimento mundial, recebendo inclusive convite, em abril de 2018, para um simpósio em Harvard, evento que não chegou a participar.

    Seis semanas antes, em 14 de março daquele ano, a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados. O caso gerou comoção e a pergunta “QUEM MATOU MARIELLE” ultrapassou nossas fronteiras.

    Após longa investigação foram identificados os executores. Ex-policiais militares, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente.

    Já os acusados de serem os mandantes, respondem uma ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal, ainda em fase de instrução e sem data prevista para o julgamento.

    São eles os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, tradicionais nomes da política do estado; e o ex-chefe da Polícia-Civil, Rivaldo Barbosa. 

    Marielle Franco recebe honraria da Universidade de Harvard

  • EUA impõem sanções contra acusados de financiar atividades cibernéticas da Coreia do Norte

    EUA impõem sanções contra acusados de financiar atividades cibernéticas da Coreia do Norte

    Departamento do Tesouro diz que medidas têm como objetivo cortar o financiamento dos programas de armas de Pyongyang; iniciativa busca restringir os canais financeiros usados pelo regime e amplia pressão econômica sobre Kim Jong-un

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (4) a imposição de sanções contra oito pessoas e duas entidades acusadas de participar de esquemas de lavagem de dinheiro ligados a atividades cibernéticas da Coreia do Norte. Segundo o órgão, as medidas têm como objetivo cortar o financiamento dos programas de armas de Pyongyang, considerados uma ameaça à segurança do país.

    “Esses agentes, ao gerar receitas para o desenvolvimento de armas da Coreia do Norte, representam uma ameaça direta à segurança dos EUA e do mundo”, afirmou John Hurley, subsecretário do Tesouro para terrorismo e inteligência financeira. Ele acrescentou que Washington vai perseguir “facilitadores e colaboradores” envolvidos nas operações para interromper as fontes de receita do regime norte-coreano.

    Com as medidas, Washington busca restringir os canais financeiros usados por Pyongyang para sustentar suas atividades cibernéticas, ampliando a pressão econômica sobre o regime de Kim Jong-un.

    Entre os sancionados estão os banqueiros norte-coreanos Jang Kuk Chol e Ho Jong Son, acusados de gerenciar fundos relacionados a um grupo que aplica golpes com ransomware (software malicioso usado para extorsão) e que já fez vítimas nos EUA, de acordo com o Tesouro americano.

    Washington também incluiu na lista a empresa Korea Mangyongdae Computer Technology Company, sediada na Coreia do Norte, e seu presidente, Yong Su. Segundo o Tesouro, a companhia utilizou cidadãos chineses como intermediários para ocultar a origem de recursos financeiros ilícitos.

    Outros cinco indivíduos foram identificados como representantes de instituições norte-coreanas na China e na Rússia. Essa lista indica preocupação dos EUA com uma rede internacional de apoio ao regime.

    As sanções ainda atingiram o Ryujong Credit Bank, instituição acusada de oferecer assistência financeira em atividades destinadas a evitar restrições internacionais, incluindo o envio de receitas em moeda estrangeira, operações de lavagem de dinheiro e transações relacionadas a trabalhadores norte-coreanos no exterior.

    EUA impõem sanções contra acusados de financiar atividades cibernéticas da Coreia do Norte

  • Auditoria revela que senha do sistema de segurança do Louvre é… Louvre

    Auditoria revela que senha do sistema de segurança do Louvre é… Louvre

    Os documentos da auditoria feita ao Museu do Louvre, após o assalto do dia 19 de outubro, consultados pela imprensa francesa, revelaram que o sistema de segurança estava fragilizado há décadas

    O assalto ao Museu do Louvre, em Paris, continua dando o que falar. As auditorias feitas revelam que há mais de 10 anos que o museu ‘vive’ com graves vulnerabilidades de cibersegurança.

    O jornal francês Liberatión teve acesso a documentos confidenciais que apontam várias falhas no sistema de segurança. Por exemplo, o fato da senha do sistema de videovigilância ser nada mais nada menos que… ‘Louvre’.

    O relatório destaca ainda que os problemas de segurança do museu francês não são de agora, mas de há 10 anos, notando que oito softwares responsáveis por áreas críticas de segurança não são atualizados há vários anos. 

    Um dos programas, chamado Sathi, foi adquirido em 2003 para supervisionar o circuito das câmaras e os controles de entrada, mas o contrato já não tinha a manutenção ativa e que nunca foi renovado. 

    O relatório destaca ainda que especialistas conseguiram acessar à rede de segurança do Louvre a partir de computadores comuns e, a partir daí, comprometer o sistema de videovigilância. Já em um outro teste conseguiram alterar as permissões associadas e, assim, conseguiram invadir o banco de dados.

    Chegaram ainda à conclusão que todas estas situações poderiam ter sido feitas facilmente do exterior das instalações do museu e que as senhas usadas em alguns dos sistemas eram facilmente expostas.

    De acordo com a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação (ANSSI), só era necessária escrever ‘LOUVRE’ para entrar em um servidor responsável pelo sistema de videovigilância ou então ‘THALES’, a empresa que desenvolveu o software.

    Sete pessoas presas, sendo duas ilibadas e três libertadas

    Duas das cinco pessoas detidas na última quarta-feira por serem suspeitas de terem estado envolvidas no assalto ao Museu do Louvre, em Paris, França, foram formalmente acusadas, este sábado. Outras três foram libertadas.

    O primeiro suspeito, de 37 anos, já era “conhecido das autoridades judiciais, particularmente por furto”, apontou a procuradora de Paris, Laure Beccuau, citada pelo Le Monde.

    O indivíduo foi formalmente acusado pelos crimes de roubo organizado e de conspiração criminosa, encontrando-se em prisão preventiva e aguardando uma audiência “que ocorrerá nos próximos dias”, de acordo com a mesma fonte.

    Uma mulher de 38 anos foi indiciada por ser cúmplice do crime de roubo agravado e de conspiração para cometer um crime de roubo organizado, tendo também ficado em prisão preventiva, a pedido do Ministério Público.

    Durante os interrogatórios, os dois suspeitos negaram estarem envolvidos no roubo do dia 19 de outubro, cujo valor estimado é de 88 milhões de euros (cerca de 550 milhões de reais).

    Vale lembrar ainda que as joias, que continuam desaparecidas, estão sendo procuradas pelo Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais (OCBC) em “vários mercados paralelos”, tendo em conta que é improvável que surjam em mercados legais. Ainda assim, as autoridades acreditam que é possível que as joias possam “ser usadas para lavagem de dinheiro ou para tráfico dentro do mundo criminoso”.

    Auditoria revela que senha do sistema de segurança do Louvre é… Louvre

  • EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

    EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China

    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as tropas americanas na Coreia do Sul podem ser usadas em um eventual conflito com a China. A declaração reforça o alinhamento entre Washington e Seul em meio à crescente tensão regional envolvendo Taiwan e o mar do Sul da China

    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, admitiu nesta terça-feira que as tropas norte-americanas estacionadas na Coreia do Sul (USFK) poderiam ser utilizadas em um eventual conflito com a China.

    “A flexibilidade das forças dos EUA na Coreia do Sul para responder a contingências regionais é algo que devemos, definitivamente, considerar”, declarou Hegseth.

    A fala ocorre em meio aos esforços do governo Donald Trump para reforçar alianças no Indo-Pacífico e conter a crescente influência chinesa. A possibilidade de uso das tropas poderia ser motivada por tensões em torno de Taiwan — cuja invasão por Pequim não é descartada — ou por disputas no mar do Sul da China.

    Hegseth ressaltou, porém, que o principal objetivo das forças norte-americanas na península continua sendo conter ameaças da Coreia do Norte. As declarações foram dadas em Seul, ao lado do ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, após a 57ª Reunião Consultiva de Segurança (SCM), principal fórum anual de defesa entre os dois países.

    O secretário elogiou o aumento do investimento militar da Coreia do Sul, destacando o desenvolvimento de novas capacidades estratégicas, como mísseis de longo alcance. “Enfrentamos um cenário de segurança perigoso, mas nossa aliança é mais forte do que nunca”, afirmou.

    Na semana passada, Trump anunciou nas redes sociais que os Estados Unidos compartilharão tecnologia de ponta para que Seul possa construir um submarino de propulsão nuclear — decisão tomada após encontro com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

    Hegseth apoiou a iniciativa, destacando que o projeto reforçará a segurança regional. Segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, o país pretende lançar seu primeiro submarino nuclear na segunda metade da década de 2030, utilizando tecnologia própria.

    Apesar disso, o ministro Ahn reiterou que Seul continuará comprometida com a desnuclearização da península e não desenvolverá armas nucleares, conforme o Tratado de Não Proliferação, que busca limitar a disseminação de arsenais e promover o uso pacífico da energia nuclear.
     
     

    EUA admitem usar tropas na Coreia do Sul em caso de conflito com China