Categoria: MUNDO

  • Atrocidades cometidas no Sudão podem ser crimes de guerra, diz procurador do TPI

    Atrocidades cometidas no Sudão podem ser crimes de guerra, diz procurador do TPI

    Em nota, o escritório afirmou estar “profundamente preocupado” com relatos de assassinatos em massa, estupros e outras violações ocorridas após a tomada da cidade pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR).

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O gabinete do procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) alertou nesta segunda (3) que atrocidades cometidas em Al-Fashir, no Sudão, podem configurar crimes de guerra e contra a humanidade. Em nota, o escritório afirmou estar “profundamente preocupado” com relatos de assassinatos em massa, estupros e outras violações ocorridas após a tomada da cidade pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR).

    Al-Fashir, último grande reduto do Exército sudanês na região de Darfur Ocidental, caiu em 26 de outubro, depois de 18 meses de cerco, bombardeios e fome. Segundo as Nações Unidas, mais de 65 mil pessoas fugiram, mas milhares continuam presas na cidade. Antes do ataque final, viviam ali cerca de 260 mil habitantes.

    Desde a queda, multiplicam-se denúncias de execuções sumárias, violência sexual, saques, ataques contra trabalhadores humanitários e sequestros. “Se confirmados, esses atos podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade de acordo com o Estatuto de Roma, tratado fundador do TPI”, diz a nota, divulgada no site do tribunal. O atual procurador-chefe do TPI é o britânico Karim Ahmad Khan.

    A ofensiva sobre Al-Fashir consolidou o domínio das FAR sobre quase toda a região de Darfur, transformando-a em uma administração paralela ao governo oficial pró-Exército, sediado em Port Sudan, no litoral do mar Vermelho. Desde então, os confrontos se expandiram para Kordofan do Norte, centenas de quilômetros a leste, onde pelo menos 36 mil civis fugiram da violência apenas na última semana, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

    A guerra no Sudão, iniciada em abril de 2023, opõe o general Abdel Fatah al-Burhan, comandante do Exército e líder de fato do país desde o golpe de 2021, e o general Mohamed Hamdan Daglo, conhecido como Hemedti, chefe das FAR. O conflito já provocou milhares de mortes e obrigou quase 12 milhões de pessoas a abandonar suas casas, configurando a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.

    Nos últimos dias, a região de Kordofan do Norte se tornou um novo campo de batalha. Testemunhas relataram à agência de notícias AFP que cidades inteiras se tornaram alvos militares, com combates intensos pelo controle de El Obeid, capital estadual e ponto estratégico que conecta Darfur à capital, Cartum. O local também abriga um aeroporto militar e tem importância logística.

    Moradores de diferentes localidades relataram um forte aumento da presença militar das FAR desde a conquista de Al-Fashir. “Deixamos de ir aos nossos campos por medo dos confrontos”, disse à AFP Suleiman Babiker, morador de Um Smeima, a oeste de El Obeid. Outro habitante descreveu um “movimento constante de veículos e equipamentos militares” rumo ao oeste e ao sul da cidade.

    A secretária-geral adjunta da ONU para a África, Martha Pobee, afirmou que Kordofan do Norte pode ser o próximo epicentro da guerra e denunciou “graves atrocidades e represálias étnicas” cometidas pelas FAR em Bara, uma das localidades recentemente atacadas.

    De acordo com a ONU, pelo menos 50 civis, incluindo cinco voluntários do Crescente Vermelho, morreram nos episódios recentes em Kordofan do Norte. A expansão do conflito amplia o colapso humanitário no país, que enfrenta escassez extrema de alimentos, deslocamentos em massa e risco crescente de fome generalizada.

    Atrocidades cometidas no Sudão podem ser crimes de guerra, diz procurador do TPI

  • Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    A decisão ocorre após meses de pressão, especialmente de familiares das vítimas, que o acusam de ter falhado na gestão da catástrofe de outubro de 2024.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da região de Valência (equivalente a governador), Carlos Mazón, anunciou nesta segunda-feira (3) sua renúncia ao cargo, um ano após as inundações que deixaram 229 mortos e causaram bilhões de euros em prejuízos no leste da Espanha. A decisão ocorre após meses de pressão, especialmente de familiares das vítimas, que o acusam de ter falhado na gestão da catástrofe de outubro de 2024.

    “Não consigo mais. […] Sei que cometi erros, admito, e terei de conviver com eles pelo resto da vida”, afirmou Mazón, do conservador Partido Popular (PP), em pronunciamento à imprensa.
    Embora tenha admitido falhas, Mazón atribuiu parte da responsabilidade à falta de apoio do governo central, liderado pelo premiê socialista Pedro Sánchez, e a erros de organizações nacionais, incluindo a agência meteorológica Aemet e o departamento responsável pela rede hidrológica da região vinculado ao Ministério da Energia. Segundo ele, esses órgãos não alertaram sobre a gravidade da tempestade, a maior do século no país, da forma adequada.

    O desastre, ocorrido em 29 de outubro de 2024, foi o pior evento de enchentes na Europa desde 1967. Chuvas torrenciais inundaram bairros ao sul da cidade de Valência, pegando moradores de surpresa.

    Muitos morreram afogados dentro de prédios que já estavam submersos quando o governo regional enviou os primeiros alertas. Especialistas apontam que uma série de falhas, como a falta de obras de contenção, de medidas educativas e de comunicação rápida, agravaram o impacto da tragédia.

    Em novembro do ano passado, poucos dias após a catástrofe, a população de Paiporta, um dos locais mais afetados pelas inundações em Valência, chegou a atirar pedra e lama contra Mazón, que visitava o local ao lado do rei Felipe 6º, da rainha Letizia e de Sánchez.

    Já durante o último funeral de Estado feito em homenagem às vítimas, Mazón foi vaiado e chamado de assassino por familiares, que o acusam de ter se ausentado durante as horas críticas do desastre. No momento em que as enchentes começaram, ele almoçava com a jornalista Maribel Vilaplana e ficou sem se manifestar à população por cerca de seis horas.

    O episódio alimentou rumores de que Mazón teria envolvimento pessoal com a repórter, o que ele negou. O político afirmou que o encontro teve caráter profissional, pois pretendia convidá-la para assumir um cargo na televisão pública valenciana, embora tenha omitido inicialmente o almoço em suas explicações.

    A jornalista prestaria depoimento nesta segunda à juíza que investiga a tragédia e a possível responsabilidade criminal das autoridades. Familiares das vítimas acompanharam a chegada dela ao tribunal, e uma das pessoas gritou: “Conte toda a verdade, por eles”.

    Mazón afirmou que só não renunciou antes por se sentir obrigado a liderar o processo de reconstrução. Ele não esclareceu se convocará eleições antecipadas nem quem assumirá o governo de forma interina.

    Em nota, o Partido Popular informou que seu líder nacional, Alberto Núñez Feijóo, concederia uma entrevista coletiva ainda nesta segunda para comentar o caso.

    A presidente da principal associação de vítimas, Rosa Álvarez, classificou o discurso de renúncia de “doloroso e inútil”. “Ele continua repetindo mentiras e tentando se colocar no papel de vítima”, afirmou à rádio SER.

    O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, afirmou que o governo de Sánchez já disponibilizou € 8,2 bilhões em ajuda direta para a recuperação de Valência. Ele ainda criticou Mazón, seu adversário político, ao dizer que a renúncia veio tarde demais e que o líder regional devia ter convocado eleições antecipadas.

    As enchentes catastróficas foram causadas por um fenômeno meteorológico conhecido localmente como Dana (depressão isolada em níveis altos, na sigla em espanhol), no qual ar frio e quente se encontram e produzem poderosas nuvens de chuva, um padrão que se acredita estar se tornando mais frequente devido às mudanças climáticas.

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

  • Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

    Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

    Marielle será a primeira figura pública brasileira – e apenas a segunda latino-americana – a receber a distinção mais alta da instituição no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A outra foi a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, em 2024.

    A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou que concederá a Medalha W.E.B. Du Bois de 2025 à ativista brasileira Marielle Franco, vereadora da cidade do Rio de Janeiro assassinada em março de 2018. A cerimônia será realizada nesta terça-feira (4).

    Marielle será a primeira figura pública brasileira – e apenas a segunda latino-americana – a receber a distinção mais alta da instituição no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A outra foi a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, em 2024.

    A medalha reconhece trajetórias que fortalecem o legado intelectual e cultural das populações africanas e afrodescendentes no mundo. Entre os outros premiados de 2025 estão James E. Clyburn, Misty Copeland, Brittney Griner, George E. Johnson, Spike Lee e Amy Sherald.

     

    O norte-americano W.E.B. Du Bois foi um sociólogo, historiador, autor, editor e ativista americano, considerado o mais importante líder negro dos protestos nos Estados Unidos durante a primeira metade do Século 20. Ele participou da criação do movimento pelos direitos civis no país. A coleção de ensaios escrita por ele, As Almas da Gente Negra (1903), é um marco da literatura afro-americana.
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    Marielle Franco tornou-se uma das principais vozes da luta contra a violência de Estado e em defesa dos direitos humanos no Brasil. Nascida e criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, ela dedicou a vida às agendas das mulheres negras, das populações LGBTQIA+ e das periferias. Em 2016, foi eleita vereadora no Rio de Janeiro e presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania.

    Em 2018, o Instituto de Pesquisas Afrolatino-Americanas de Harvard (ALARI) havia convidado Marielle para um simpósio. Seis semanas antes do evento e um dia depois de denunciar a violência policial na comunidade em que nasceu, ela foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes.

    “Foi porque mulheres como ela desafiaram e transformaram as estruturas de poder, enfrentando o racismo, o sexismo e a LGBTQIA+fobia, que sua preciosa vida foi tirada. Mas seus assassinos fracassaram. Marielle esteve conosco no ALARI, e nunca mais saiu daqui”, disse Alejandro de la Fuente, diretor fundador do ALARI.

    “Nosso campo, o dos Estudos Afrolatino-Americanos, é alimentado pelas lutas por justiça e inclusão, nutrido por mulheres como Marielle. Isso não se pode matar. Marielle Franco é vida. E a vida não se mata”, complementou.

    A homenagem reconhece em Marielle a interseção entre militância, ciência e produção intelectual no campo afro-diaspórico. O ALARI é a primeira instituição acadêmica dos Estados Unidos dedicada ao estudo das populações afrodescendentes na América Latina e no Caribe.

    Executores e mandantes

    Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pelo assassinato de Marielle em outubro de 2024. Lessa recebeu pena de 78 anos, 9 meses e 30 dias de prisão por ter metralhado as vítimas, e Élcio, que dirigia o carro quando Ronnie disparou, foi condenado a 59 anos, 8 meses e 10 dias. Ambos foram culpados por duplo homicídio triplamente qualificado, contra Marielle e Anderson, e tentativa de homicídio contra a jornalista Fernanda Chaves, que estava no carro no momento, mas não foi atingida.

    As investigações indicaram que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão encomendaram o assassinato da vereadora a matadores de aluguel e que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, planejou o ato, além de ter atrapalhado a investigação, chefiada pelo próprio, antes de o caso ter sido elevado à esfera federal. 

    Os três respondem a uma ação penal que tramita no STF e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado finalizou as audiências com testemunhas, defesa e acusação em 2024. No entanto, o processo permanece em fase de instrução e ainda não há data prevista para o julgamento dos mandantes e do mentor.

    Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

  • Itália: avalanche mata 5 alpinistas, incluindo pai e filha adolescente

    Itália: avalanche mata 5 alpinistas, incluindo pai e filha adolescente

    Cinco alpinistas alemães morreram após serem atingidos por uma avalanche no Bolzano, no norte da Itália, disseram equipes de resgate neste domingo (2)

    Neste domingo (2), uma avalanche em Bolzano, no norte da Itália, deixou cinco alpinistas alemães mortos. Equipes de resgate revelaram que inicialmente encontraram os corpos de três vítimas, dois homens e uma mulher, e que horas depois os corpos de um homem e sua filha de 17 anos.

    “Eles foram arrastados para a parte mais baixa da ravina, onde ocorreu a avalanche”, disse o porta-voz do serviço de emergência, Federico Catania, para a ‘CBSNews’.

    “As equipes de resgate estão retornando ao vale, levando em consideração também a piora das condições climáticas em altitudes elevadas”, continuou afirmando que ainda há buscas por outras vítimas.

    Os alpinistas, todos alemães, foram atingidos pela avalanche por volta das 16h de sábado, enquanto escalavam perto do Cima Vertana, na cordilheira de Ortles, a uma altitude de mais de 3.500 metros. Não se sabe por que os alpinistas ainda estavam subindo a essa hora relativamente tardia, disseram os socorristas.

    As autoridades italianas informaram que a operação de busca, que incluiu um helicóptero e drones, foi coordenada por diversas agências, incluindo a estação de resgate alpino de Solda, o serviço de resgate alpino e os bombeiros.

    Segundo informações iniciais, os alpinistas estavam em três grupos e viajavam independentemente uns dos outros. Dois homens sobreviveram ao acidente e foram levados de helicóptero para um hospital na cidade vizinha de Bolzano.

    Itália: avalanche mata 5 alpinistas, incluindo pai e filha adolescente

  • Putin lança submarino nuclear com 'torpedo do Juízo Final'

    Putin lança submarino nuclear com 'torpedo do Juízo Final'

    Em meio a disputa com Donald Trump após fracasso em acordo na Ucrânia, Rússia apresenta o Khabarovsk; modelos pode levar seis Poseidon, arma que fez o americano prometer uma incerta retomada de testes atômicos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia elevou a aposta na disputa nuclear com o governo de Donald Trump, lançando neste fim de semana o primeiro submarino nuclear de série desenhado para empregar o Poseidon, conhecido como “torpedo do Juízo Final”.

    O Khabarovsk foi lançado ao mar no sábado (1º) com a presença do ministro da Defesa, Andrei Belousov, e o comandante da Marinha, Aleksandr Moiseev, que estourou uma garrafa de espumante no casco da embarcação no estaleiro da Sevmach, em Severodvinsk, no Ártico.

     

    Foi uma surpresa não anunciada, mas com um “timing” específico. O Khabarovsk, um monstrengo com estimados 113 metros de comprimento e deslocamento de 10 mil toneladas, estava em lenta construção desde 2014.

    Ele é coberto de segredos, inaugurando uma nova classe de navios, que deverá ter quatro unidades capazes de levar mísseis de cruzeiro, torpedos e seus unidades do Poseidon, baseada em Kamtchaka, no Pacífico.

    Seu lançamento ocorreu três dias depois de Vladimir Putin anunciar que a Marinha havia testado com sucesso o Poseidon, uma de suas “armas invencíveis” anunciada em 2018, para ceticismo geral da comunidade de analistas militares.

    No domingo anterior (26), o presidente russo já havia dito ter realizado um ensaio bem-sucedido do míssil de cruzeiro Burevestnik, outra das superarmas. Em comum, ambos os modelos empregam um reator nuclear em miniatura para a propulsão, o que lhes garante uma autonomia indefinida.

    Tudo isso ocorre em meio ao fracasso de Trump em promover um acordo de paz na Guerra a Ucrânia, e pode ser lido como uma forma de pressão de Putin no momento em que o americano impôs sanções a petroleiras russas.

    Há diversas dúvidas acerca da viabilidade e da utilidade real desses armamentos, em particular do Poseidon, que é um grande drone autônomo de 24 metros que pode levar uma ogiva nuclear que, a depender dos relatos da mídia russa, vai de 2 megatons até até inimagináveis 100 megatons, o dobro da potência da maior bomba nuclear já testada.

    A apresentação do Khabarovsk sugere que a coisa é para valer. Até aqui, o Poseidon era testado com o Belgorodo, um antigo submarino da classe soviética Oscar-2 muito modificado para ensaios com armas. O modelo lançado agora é um modelo novo.

    “É um evento muito significativo para nós”, disse Belousov. A parte posterior da embarcação estava visível na cerimônia, com seu sistema de propulsão a hidrojato parcialmente coberto. Usualmente, os grandes segredos de novos submarinos são justamente nas hélices, neste caso mais silenciosas.

    O Khabarovsk agora irá para a fase de testes de mar, que pode levar de um a três anos. O emprego do Poseidon o coloca numa posição intermediária entre um submarino de ataque tático, dos quais a Rússia tem 40, e de ação estratégica, que são 12 lançadores de mísseis com ogivas nucleares.

    A movimentação russa e o crescente arsenal chinês fizeram Trump reagir, ao estilo Trump: pouco antes de se encontrar com o líder Xi Jinping na quinta (30) em Busan, na Coreia do Sul, o americano anunciou em rede social que iria retomar testes com armas nucleares para empatar o jogo com outras potências.

    Como não deixou claro se isso significaria romper a moratória em testes explodindo bombas no subterrâneo, adotada em 1992 pelos EUA, Trump aumentou o suspense ao ser questionado na sexta (31) sobre isso. “Vocês vão ver”, disse.

    Se ele vai detonar uma ogiva, é incerto, mas é provável que realize um teste com o míssil Minuteman-3, o esteio de suas forças lançadas de silos terrestres.

    Os EUA emitiram um alerta de navegação isolando áreas de seu campo de provas junto às suas Ilhas Marshall, no Pacífico, onde as armas caem após serem lançadas da Califórnia. Os alertas valem para quarta (5) e quinta (6). Testes com Minuteman são corriqueiros, e o mais recente foi em maio.

    Especialistas em desarmamento estão alarmados com a escalada, pois a Rússia já disse que explodirá bombas caso os EUA o façam, e certamente outras potências irão segui-los, esvaziando esforços para reduzir a atividade nuclear bélica no mundo.

    Putin lança submarino nuclear com 'torpedo do Juízo Final'

  • Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

    “Não consigo mais. […] Sei que cometi erros, admito, e terei de conviver com eles pelo resto da vida”, afirmou Mazón, do conservador Partido Popular (PP), ao renunciar ao cargo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da região de Valência (equivalente a governador), Carlos Mazón, anunciou nesta segunda-feira (3) sua renúncia ao cargo, um ano após as inundações que deixaram 229 mortos e causaram bilhões de euros em prejuízos no leste da Espanha. A decisão ocorre após meses de pressão, especialmente de familiares das vítimas, que o acusam de ter falhado na gestão da catástrofe de outubro de 2024.

    “Não consigo mais. […] Sei que cometi erros, admito, e terei de conviver com eles pelo resto da vida”, afirmou Mazón, do conservador Partido Popular (PP), em pronunciamento à imprensa.

    Embora tenha admitido falhas, Mazón atribuiu parte da responsabilidade à falta de apoio do governo federal, liderado pelo premiê socialista Pedro Sánchez, e a erros de organizações nacionais, incluindo a agência meteorológica Aemet e o departamento responsável pela rede hidrológica da região vinculado ao Ministério da Energia. Segundo ele, esses órgãos não alertaram sobre a gravidade da tempestade, a maior do século no país, da forma adequada.

    O desastre, ocorrido em 29 de outubro de 2024, foi o pior evento de enchentes na Europa desde 1967. Chuvas torrenciais inundaram bairros ao sul da cidade de Valência, pegando moradores de surpresa.

    Muitos morreram afogados dentro de prédios que já estavam submersos quando o governo regional enviou os primeiros alertas. Especialistas apontam que uma série de falhas, como a falta de obras de contenção, de medidas educativas e de comunicação rápida, agravaram o impacto da tragédia.

    Durante o último funeral de Estado feito em homenagem às vítimas, Mazón foi vaiado e chamado de assassino por familiares, que o acusam de ter se ausentado durante as horas críticas do desastre. No momento em que as enchentes começaram, ele almoçava com a jornalista Maribel Vilaplana e ficou sem se manifestar à população por cerca de seis horas.

    O episódio alimentou rumores de que Mazón teria envolvimento pessoal com a repórter, o que ele negou. O político afirmou que o encontro teve caráter profissional, pois pretendia convidá-la para assumir um cargo na televisão pública valenciana, embora tenha omitido inicialmente o almoço em suas explicações.

    A jornalista prestaria depoimento nesta segunda à juíza que investiga a tragédia e a possível responsabilidade criminal das autoridades. Familiares das vítimas acompanharam a chegada dela ao tribunal, e uma das pessoas gritou: “Conte toda a verdade, por eles”.

    Mazón afirmou que só não renunciou antes por se sentir obrigado a liderar o processo de reconstrução. Ele não esclareceu se convocará eleições antecipadas nem quem assumirá o governo de forma interina.

    Em nota, o Partido Popular informou que seu líder nacional, Alberto Núñez Feijóo, concederia uma entrevista coletiva ainda nesta segunda para comentar o caso.

    A presidente da principal associação de vítimas, Rosa Álvarez, classificou o discurso de renúncia de “doloroso e inútil”. “Ele continua repetindo mentiras e tentando se colocar no papel de vítima”, afirmou à rádio SER.

    As enchentes catastróficas foram causadas por um fenômeno meteorológico conhecido localmente como Dana (depressão isolada em níveis altos, na sigla em espanhol), no qual ar frio e quente se encontram e produzem poderosas nuvens de chuva, um padrão que se acredita estar se tornando mais frequente devido às mudanças climáticas.

    Governador de Valência renuncia um ano após enchente com 229 mortes

  • Ucrânia tenta salvar cidade invadida pela Rússia

    Ucrânia tenta salvar cidade invadida pela Rússia

    Kiev desembarca forças especiais com helicópteros Black Hawk em Pokrovsk, mas drones russos as atacaram; Moscou faz grande ataque com mísseis de drones contra indústrias de defesa e redes de energia durante a noite

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As forças de Volodimir Zelenski fazem um último esforço para tentar salvar a estratégica cidade de Pokrovsk, que serve de centro logístico para os militares de Kiev na região de Donetsk, a mais desejada por Vladimir Putin no leste do vizinho invadido em 2022.

    Um vídeo divulgado pela inteligência militar ucraniana (GRU, na sigla local) mostrou o desembarque de forças especiais supostamente na noite da quarta (29) para quinta (30) no centro da cidade, mas tudo indica que a cinematográfica cena resultou numa tragédia para os soldados.

     

    Diversos vídeos analisados ao longo do fim de semana por sites de monitoramento de informações abertas indicam que os talvez 16 soldados desembarcados foram mortos por drones russos. Kiev não confirma nem nega isso, dizendo apenas que os reforços continuaram ao longo do fim de semana.

    São, claro, ações pontuais: uma pequena companhia não fará diferença, mas indicam o grau de desespero. A tática foi aplicada pela mesma GRU do renomado comandante Kirilo Budanov para tentar salvar Mariupol do cerco ao porto do mar de Azov em 2022, sem sucesso.

    Monitores como o ucraniano Deep State mostram que toda Pokrovsk está sendo contestada, e que os russos fazem avanços quase cortando a cidade, que dos 60 mil habitantes de antes da guerra retém talvez 1.200 entre ruínas.

    Sua importância está nas linhas ferroviárias e rodovias, que abastecem as forças em torno do centro administrativo da Donetsk ainda ucraniana, Kramatorsk. A capital regional homônima está em mãos de separatistas pró-Rússia desde o início da guerra civil na área, em 2014.

    Se cair, o perigo mais óbvio é o do colapso das defesas ucranianas. A Rússia quase conseguiu isso em agosto, mas Zelenski reforçou a região com suas melhores forças, desguarnecendo pontos importantes da frente de batalha. Há, segundo a Rússia, 5.000 soldados de Kiev sob cerco, o que é negado pela GRU.

    Um dos pontos enfraquecidos é ao norte, em Kharkiv, região que nem faz parte da lista oficial de desejos de Putin na guerra, como Donetsk, que está 75% ocupada, apesar de sinais evidentes de que Moscou a quer. Lá, os russos também dizem ter cercado 5.500 militares ucranianos, o que Kiev diz ser um exagero.

    Enquanto os combates se desenrolam no solo, pelo ar a guerra segue em um de seus momentos mais agressivos. Nesta madrugada de segunda-feira (3), a Rússia fez um ataque concentrado contra alvos do complexo industrial de defesa da Ucrânia e redes de energia em 11 regiões do país.

    Foi menos intenso em quantidade de armamentos, 150 mísseis e drones, mas o estrago parece ter sido grande, com blecautes registrados de Odessa (sul) a Lviv (oeste). Kiev disse ter derrubado 115 dos 138 drones lançados e 1 de 3 mísseis hipersônicos Kinjal. Já 4 balísticos Iskander-M e 5 modelos de interceptação adaptados de sistemas S-300 passaram ilesos.

    Na mão inversa, os ucranianos lançaram um ataque grande com drones contra cinco regiões no sul russo. Foram abatidos, segundo o Ministério da Defesa em Moscou, 64 aparelhos -os russos nunca divulgam números totais. Em Saratov, uma refinaria foi atingida.

    LITUÂNIA AMEAÇA EMBARGO A KALININGRADO

    Com o fracasso da pressão de Donald Trump por um acordo de paz até aqui, a guerra tem seguido com mais intensidade, segundo o monitor da principal base de dados de conflitos do mundo, organizada pela ONG americana Acled (Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos).

    O americano decidiu impor sanções às duas principais petroleiras russas que, a depender da capacidade de Moscou de driblar as restrições, têm potencial de impactar os lucros de Putin no setor. Há também atritos geopolíticos outros, decorrentes da medida.

    A estatal lituana de ferrovias anunciou que irá proibir o trânsito de petróleo e derivados das duas empresas, a Lukoil e a Rosneft, por seu território rumo ao exclave russo de Kaliningrado, que fica espremido entre o país báltico e a Polônia.

    Das estimadas 370 mil toneladas de combustível que a Rússia envia por vias férreas para o local todo ano, 345 mil toneladas são da empresa privada Lukoil. Se for mesmo implementado, o embargo obrigará os russos a abastecer a região pelo mar Báltico, operação mais cara e de logística complexa.

    Kaliningrado é a ponta de lança russa em qualquer cenário de conflito com a Otan, a aliança militar ocidental. É sede da Frota do Báltico e, segundo analistas, está equipada com mísseis táticos com ogivas nucleares.

    A Lituânia chegou a promover um embargo total à região em junho de 2022, mas a escalada de tensão e ameaças de Moscou fizeram o país, membro da Otan, voltar atrás.

    Ucrânia tenta salvar cidade invadida pela Rússia

  • Caso Epstein: Trump diz se sentir mal por André perder títulos da Realeza

    Caso Epstein: Trump diz se sentir mal por André perder títulos da Realeza

    Donald Trump, após ter sido questionado sobre a decisão do rei Charle III retirar os títulos reais do irmão André, disse se sentir “mal” pela família real, dizendo ser “uma coisa terrível”

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou se sentir “mal” por André Mountbatten-Windsor ter perdido todos os seus títulos reais devido às mais recentes revelações sobre a sua amizade com o magnata Jeffrey Epstein, assim como os vários escândalos sexuais onde ambos estão envolvidos.

    Em declarações aos jornalistas, a bordo do Air Force One, Trump foi questionado sobre a decisão do rei Charles III ter retirado os títulos reais do irmão André. 

    “É uma coisa terrível o que aconteceu com a família. Foi uma situação trágica. É uma pena. Sinto-me mal pela família, disse, citado pela Sky News.

    Vale lembrar que, na última quinta-feira, o Palácio Buckingham emitiu um comunicado dizendo que “sua Majestade iniciou um processo formal para retirar o título, os honores e as honras do príncipe André”. 

    “O seu contrato de aluguel do Royal Lodge tem-lhe proporcionado, até à data, proteção legal para continuar a residir no local. Foi agora entregue uma notificação formal para que ele renuncie ao contrato de arrendamento e se mude para um alojamento privado alternativo. Estas censuras são consideradas necessárias, apesar de ele continuar a negar as acusações contra ele”, explica ainda o comunicado.

    O que aconteceu?

    André perdeu, há cerca de duas semanas, os títulos reais que tinha, incluindo o de duque de York. Anteriormente já tinha deixado de fazer parte do núcleo de membros ativos da realeza e tinha também ficado sem o título de Sua Alteza Real. 

    “Após conversa com o rei e com a minha família, tanto direta quanto alargada, concluímos que as constantes acusações contra mim distraem o trabalho de Sua Majestade e da família real. Decidi, como sempre, priorizar o meu dever para com a minha família e o meu país. Mantenho a decisão tomada há cinco anos de me afastar da vida pública”, podia ler-se no início do documento.

    “Com a concordância de Sua Majestade, sentimos que devo agora dar um novo passo. Portanto, não usarei mais o meu título nem as honras que me foram conferidas. Como já disse anteriormente, nego veementemente as acusações contra mim”, referiu André no comunicado do último dia 17 de outubro.

    Porém, tinha ficado esclarecido que o irmão de Charles III não iria ficar sem o usufruto do Royal Lodge, onde tinha um contrato ‘blindado’ que lhe permitia habitar no local até 2078. Porém e com esta decisão, cai por terra a sua permanência na casa que tem 30 quartos e onde vivia com a ex-mulher Sarah Ferguson. 

    A ligação com Jeffrey Epstein

    A ligação do príncipe André com Jeffrey Epstein, vale lembrar, têm estado novamente nos holofotes, uma vez que Virginia Giuffre, a mulher que teria tido relações sexuais com André por intermédio de Epstein quando ainda era menor de idade, escreveu um livro que foi agora publicado. 

    Nas páginas dessa obra, Giuffre revelou ter se envolvido sexualmente com o princípe André três vezes, sendo que uma delas estava Epstein e “outras oito jovens” presentes. 

    “O duque de York, que tinha 41 anos, acertou: 17. ‘As minhas filhas são só um pouquinho mais novas que você’, disse-me ele, justificando a sua precisão. Como de costume, Maxwell fez uma piada: ‘Acho que teremos de a trocar em breve’”, refere no seu livro de memórias.

    Em uma entrevista à BBC Newsnight, o irmão do rei Charles III disse que rompeu os laços com Jeffrey Epstein depois de terem sido fotografados juntos em Nova York, em dezembro de 2010. Mas e-mails enviados meses depois deram a entender que o contacto se manteve. 

    Caso Epstein: Trump diz se sentir mal por André perder títulos da Realeza

  • Presidente da Nigéria diz que está disposto a se reunir com Trump após ameaças de ataque

    Presidente da Nigéria diz que está disposto a se reunir com Trump após ameaças de ataque

    Republicano acusa Abuja de permitir que muçulmanos matem cristãos; especialista diz que violência é indiscriminada; porta-voz de Tinubu minimiza falas e diz que presidente está aberto a encontro com republicano para discutir segurança

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, está disposto a se encontrar com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, disse um porta-voz do governo nigeriano neste domingo (2). O anúncio acontece um dia após o presidente americano acusar o país africano de permitir que muçulmanos matem cristãos e ameaçar atacar o território.

    No sábado (1º), em publicação no Truth Social, Trump chamou a Nigéria de “país desgraçado”, disse que interromperia todo tipo de assistência a Abuja e afirmou que pediu que o Departamento de Guerra -referindo-se à pasta da Defesa pelo nome com o qual quer rebatizá-la- se preparasse para uma possível ação militar.

    “Se atacarmos, será rápido, violento e certeiro, assim como os bandidos terroristas atacam nossos estimados cristãos”, escreveu. No dia anterior, o governo americano recolocou a Nigéria na lista de “países de preocupação particular”, que elenca nações que os EUA dizem ter violado a liberdade religiosa, como China, Mianmar, Coreia do Norte, Rússia e Paquistão.

    “Não interpretamos a publicação de forma literal. Sabemos que Donald Trump tem seu próprio estilo de comunicação”, disse à agência de notícias AFP Daniel Bwala, assessor especial de Tinubu para comunicação política, sugerindo que se tratava de uma forma de forçar um encontro entre os dois líderes para que pudessem achar uma “frente comum” no combate à insegurança.

    Bwala não forneceu detalhes sobre uma possível reunião entre Trump e Tinubu, mas afirmou que as divergências sobre se os ataques terroristas são direcionados apenas a cristãos ou se atingem qualquer cidadão serão discutidas e resolvidas pelos mandatários quando se encontrarem nos próximos dias.

    À Reuters, Bwala minimizou as tensões entre Abuja e Washington e disse que a Nigéria receberá ajuda dos EUA no combate aos insurgentes islâmicos desde que sua integridade territorial seja respeitada. “Tenho certeza de que quando esses dois líderes se encontrarem e sentarem, haverá melhores resultados em nossa resolução conjunta para combater o terrorismo”, afirmou.

    Com mais de 200 milhões de pessoas e cerca de 200 grupos étnicos, o país africano se divide entre a predominância muçulmana ao norte e a maioria cristã no sul. Ataques de grupos terroristas islâmicos, como o Boko Haram e a Província do Estado Islâmico da África Ocidental, têm ocorrido sobretudo ao nordeste do país, vitimando principalmente muçulmanos, segundo especialistas.

    “Grupos insurgentes como o Boko Haram e o Estado Islâmico da África Ocidental frequentemente apresentam suas campanhas como anticristãs, mas na prática sua violência é indiscriminada e devasta comunidades inteiras”, disse à Reuters Ladd Serwat, analista sênior para África do grupo americano Acled (Banco de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados, na sigla em inglês).

    No centro da Nigéria, há confrontos frequentes entre pastores muçulmanos e agricultores cristãos por acesso à água e às pastagens, enquanto no noroeste do país, homens armados atacam vilarejos, sequestrando moradores para obter resgate. “A violência islâmica é parte da dinâmica complexa e sobreposta de conflitos por poder político, disputas de terra, etnia, afiliação a cultos e banditismo”, diz Serwat.

    Pesquisas do Acled mostram que, de 1.923 ataques a civis na Nigéria até agora este ano, o número daqueles que visavam cristãos por causa de sua religião foi de 50. Alegações recentes que circulam entre círculos de direita dos EUA de que até 100 mil cristãos foram mortos na Nigéria desde 2009 não são se comprovam pelos dados disponíveis, diz Serwat.

    O presidente nigeriano, muçulmano do sul do país casado com uma pastora cristã, rebateu acusações de intolerância religiosa no sábado, antes da publicação de Trump.

    “A caracterização da Nigéria como religiosamente intolerante não reflete nossa realidade nacional, nem leva em consideração os esforços consistentes e sinceros do governo para salvaguardar a liberdade de religião e crenças para todos os nigerianos”, disse.

    Ao fazer nomeações para o governo e de militares, Tinubu tem buscado equilíbrio para garantir que muçulmanos e cristãos sejam representados igualmente. Na semana passada, o mandatário mudou a liderança militar do país e nomeou um cristão como novo chefe de defesa.

    Presidente da Nigéria diz que está disposto a se reunir com Trump após ameaças de ataque

  • Ex-apresentadora de TV diz que matou a mãe para se salvar

    Ex-apresentadora de TV diz que matou a mãe para se salvar

    O caso deixou os moradores do Kansas chocados após Angelynn Mock surgir, na rua onde a mãe dela morava, cheia de sangue nas roupas e mãos

    Angelynn Mock, ex-apresentadora de um programa matinal em um canal do Missouri, nos Estados Unidos (EUA), está sendo acusada de ter matado a sua própria mãe na noite de Halloween.

    Moradores de um bairro no Wichita, no Kansas, ficaram em choque quando viram a mulher saindo da casa da sua mãe, na noite de setxta-feira (31), coberta de sangue. Segundo relataram para as autoridades, Angelyn confessou ter matado a mãe e afirmou que o fez para se salvar.

    Segundo testemunhas, a mulher começou a pedir para ligarem para o número de emergência médica, alegando que tinha matado a mãe.

    Quando agentes do Departamento de Polícia de Wichita cheraram ao local, encontraram a suspeita com sangue nas roupas e vários cortes nas mãos. Dentro da casa, encontaram Anita Avers, de 80 anos, inconsciente na cama, com varios golpes. Foi tranpostada para o hospital onde o seu óbito foi declarado, 30 mintuos depois. 

    Angelynn foi imediatamente presa e deu entrada na prisão do condado de Sedgwick, acusada de homicido em primeiro grau.

    Ex-apresentadora de TV diz que matou a mãe para se salvar