Categoria: MUNDO

  • Anistia do governo espanhol muda perspectiva de imigrantes em situação irregular

    Anistia do governo espanhol muda perspectiva de imigrantes em situação irregular

    Governo espanhol lança regularização extraordinária que pode beneficiar cerca de 800 mil imigrantes, incluindo brasileiros. Medida prevê autorização temporária de trabalho e busca integrar trabalhadores informais ao mercado formal em meio ao envelhecimento populacional do país.
     

    (CBS NEWS) – Vivendo em situação irregular na Espanha desde julho do ano passado, a brasileira Fátima pode ter a chance de regularizar sua permanência no país com a nova medida anunciada pelo governo espanhol.

    A curitibana de 45 anos entrou como turista, mas decidiu permanecer em Madri. Atualmente trabalha limpando casas e preparando comida brasileira. “Entrei na Espanha como turista, mas já sabia que queria ficar. Gostei muito daqui e pretendo continuar morando em Madri, só que legalmente”, afirma. Ela diz que pretende estudar espanhol e retomar a carreira de atriz.

    No fim de janeiro, o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou um processo extraordinário de regularização para imigrantes e solicitantes de asilo que já vivem na Espanha.

    De acordo com relatório de 2025 da Fundação Espanhola de Pesquisa Econômica e Social, cerca de 800 mil pessoas poderão ser beneficiadas. A maioria é da América Latina, especialmente colombianos, peruanos e hondurenhos. Os pedidos poderão ser apresentados entre abril e 30 de junho.

    “Com a regularização, vou conseguir melhores oportunidades de emprego e poder viajar para outros países da Europa. Quero ficar aqui de forma legal e não correr mais riscos. Isso vai facilitar muito a minha vida”, diz Fátima.

    Para ter o pedido aceito, é preciso ter entrado na Espanha antes de 31 de dezembro de 2025, residir no país há pelo menos cinco meses e não possuir antecedentes criminais.

    A autorização concedida permitirá trabalhar legalmente em qualquer região espanhola por pelo menos um ano. Não garante cidadania, mas concede autorização temporária de trabalho. A medida não faz restrição por nacionalidade, o que inclui brasileiros em situação irregular.

    Felipe, mineiro que vive há dez anos na Espanha, também pretende solicitar a regularização. Ele tentou três vezes obter documentação, sem sucesso. Desde que chegou, acumulou trabalhos informais como garçom, babá, modelo e passeador de cães. “Depois de todo esse tempo sem poder voltar ao Brasil porque estou sem documentos aqui, estava até pensando em desistir de viver na Espanha”, diz. “Quero muito dar entrada nessa regularização para viajar ao Brasil e depois voltar sem problemas.”

    Para Thaís de Camargo, advogada brasileira especialista em imigração, a medida também traz vantagens para o governo espanhol. “Com esse decreto, milhares de imigrantes vão sair da informalidade pagando impostos e contribuindo para o crescimento da economia. Mais gente com contrato formal significa mais pessoas com condição financeira para consumir”, afirma.

    Ela avalia que a regularização também tem impacto social. “Ao viver legalmente em um país, os imigrantes podem andar na rua sem medo e de cabeça erguida. Todos terão seus direitos preservados e respeitados. É uma medida, acima de tudo, de direitos humanos”, diz.

    A presença de estrangeiros no mercado de trabalho espanhol cresceu nas últimas décadas. Segundo o Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações, em 2025 a mão de obra estrangeira representou mais de 14% dos trabalhadores registrados no país, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

    “Esse balanço mostra que a contribuição dos estrangeiros é estrutural e decisiva para o crescimento do emprego, a sustentabilidade do sistema de aposentadorias e a prosperidade compartilhada do nosso país”, afirmou a ministra Elma Saiz.

    Dados dos Serviços Europeus de Emprego indicam alta demanda tanto por profissionais qualificados nas áreas de tecnologia, engenharia e saúde quanto por trabalhadores nos setores de serviços, hotelaria, transporte e construção.

    A medida foi aprovada por decreto real após acordo entre o governo de centro-esquerda de Pedro Sánchez e o partido Podemos, evitando votação tradicional no Parlamento, onde o premiê não tem maioria.

    Partidos de direita criticam a iniciativa. O Partido Popular argumenta que o decreto pode funcionar como incentivo à imigração irregular e pressionar os sistemas públicos.

    A Espanha já realizou regularizações migratórias em outros períodos, sob governos de diferentes orientações políticas.

    A política atual contrasta com o endurecimento das regras migratórias adotado por países como Reino Unido, Portugal, Itália e Grécia.

    Para Lucila Rodríguez Alarcón, diretora da Fundação Por Causa, a iniciativa pode fortalecer a posição política de Sánchez no cenário europeu. Ela destaca ainda o contexto demográfico. “Precisamos da imigração, já que nossa população está cada vez mais envelhecida e tem, a cada ano, menos filhos”, afirma.

     
     

    Anistia do governo espanhol muda perspectiva de imigrantes em situação irregular

  • Portuguesa é presa após corpos de bebês serem achados em freezer

    Portuguesa é presa após corpos de bebês serem achados em freezer

    A polícia francesa voltou, nesta quarta-feira, à casa localizada em Aillevillers-et-Lyaumont, na região de Haute-Saône, no leste da França, onde do…
    leia mais no Notícias ao Minuto Brasil aqui.

    Portuguesa é presa após corpos de bebês serem achados em freezer

  • Vulcão Kanlaon entra em erupção nas Filipinas; veja as imagens

    Vulcão Kanlaon entra em erupção nas Filipinas; veja as imagens

    Coluna de fumaça escura foi registrada por câmeras oficiais. Erupção durou cerca de dois minutos e autoridades alertaram para risco de cinzas e fluxos piroclásticos na ilha de Negros.

    O vulcão Mount Kanlaon, localizado na ilha de Negros Island, nas Filipinas, entrou em erupção nesta quinta-feira, segundo informou o Instituto de Vulcanologia e Sismologia do país.

    A atividade foi registrada por câmeras de monitoramento e mostrou o momento em que uma densa nuvem de fumaça escura foi expelida da cratera, formando uma coluna visível a longa distância.

    O alerta foi emitido às 16h54 no horário local. De acordo com as autoridades, a erupção teve duração aproximada de dois minutos.

    Em comunicado inicial, o órgão recomendou que a população permanecesse atenta aos riscos de fluxos piroclásticos e à queda de cinzas provocadas pela atividade vulcânica.

    O Kanlaon é considerado um dos vulcões mais ativos das Filipinas. Nas proximidades da montanha estão os municípios de Bago, La Carlota, San Carlos e Canlaon, que podem ser impactados em caso de novas emissões.

    Vulcão Kanlaon entra em erupção nas Filipinas; veja as imagens

  • Dois terremotos de magnitude 4,1 são sentidos na região de Lisboa

    Dois terremotos de magnitude 4,1 são sentidos na região de Lisboa

    Abalos foram registrados no início da tarde e atingiram a região da Grande Lisboa e outros distritos. Autoridades informaram que não há registro de vítimas ou danos materiais e reforçaram orientações de segurança à população

    Dois tremores de magnitude 4,1 na escala Richter foram registrados no início da tarde desta quinta-feira, 19 de fevereiro, e foram sentidos na região da Grande Lisboa e em outras áreas próximas.

    Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, o primeiro abalo ocorreu às 12h14 (9h14 no horário de Brasília). Dois minutos depois, às 12h16, um segundo sismo, com a mesma intensidade, foi registrado.

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que os epicentros foram localizados a cerca de quatro quilômetros a oeste-noroeste de Alenquer, a uma profundidade aproximada de 15 quilômetros.

    De acordo com dados preliminares divulgados pelo instituto, até o momento não há registro de vítimas nem de danos materiais. O IPMA informou ainda que um novo comunicado será divulgado com informações instrumentais e macrosísmicas atualizadas.

    .

    Até o momento, há relatos de que os tremores foram percebidos em diversos municípios dos distritos de Lisboa, além de Leiria, Santarém e Coimbra.

    Em nota enviada às redações, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil confirmou a ocorrência do primeiro abalo e informou que, até agora, não há registro de vítimas ou danos materiais.

    Na mesma nota, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil reforçou orientações de autoproteção em caso de terremoto e pediu atenção redobrada em áreas que já sofreram com deslizamentos ou apresentam estruturas fragilizadas por fenômenos meteorológicos recentes.

    “Apelamos à população para cuidados redobrados nas zonas já anteriormente afetadas por movimentos de massa e instabilidade de estruturas devido aos fenômenos recentes de meteorologia adversa”, destacou o órgão.

    De acordo com a escala Richter, os terremotos são classificados conforme a magnitude: micro, quando abaixo de 2,0; muito pequenos, entre 2,0 e 2,9; pequenos, de 3,0 a 3,9; leves, entre 4,0 e 4,9; moderados, de 5,0 a 5,9; fortes, de 6,0 a 6,9; grandes, entre 7,0 e 7,9; muito grandes, de 8,0 a 8,9; excepcionais, entre 9,0 e 9,9; e extremos, quando superiores a 10.

    Dois terremotos de magnitude 4,1 são sentidos na região de Lisboa

  • Homem é julgado por deixar namorada morrer em montanha: 'mandou embora'

    Homem é julgado por deixar namorada morrer em montanha: 'mandou embora'

    Austríaco é acusado de homicídio culposo após companheira morrer de hipotermia a poucos metros do cume do Grossglockner, sob temperaturas de -20°C. Defesa diz que vítima pediu para ele ir embora; promotoria aponta falhas graves e demora no socorro

    Um homem de 39 anos foi levado a julgamento na Áustria sob acusação de homicídio culposo após a morte da namorada durante uma escalada na montanha Grossglockner, a mais alta do país. A vítima, Kerstin Gurtner, de 33 anos, morreu em janeiro de 2024, após ficar exposta a temperaturas que chegavam a -20°C.

    O réu, Thomas Plamberger, nega responsabilidade e afirmou em sua primeira audiência que a própria namorada teria pedido para que ele fosse embora. “Ela me disse para ir embora”, declarou em tribunal.

    Segundo a acusação, o casal enfrentou condições extremas durante a tentativa de chegar ao cume da montanha, que tem 3.797 metros de altitude. De acordo com o Ministério Público, os dois teriam se perdido pouco antes das 21h e não estavam devidamente equipados para enfrentar o frio intenso.

    A promotoria sustenta que Kerstin foi deixada a cerca de 50 metros do topo em estado grave de hipotermia. O réu é acusado de ter cometido uma série de falhas, incluindo a escolha inadequada de equipamentos e a demora em acionar os serviços de resgate, mesmo após perceber que a situação era crítica. A acusação afirma ainda que ele a deixou “exausta, hipotérmica e desorientada”.

    O primeiro contato com as autoridades ocorreu apenas às 1h35 da madrugada, cerca de quatro horas após o casal começar a enfrentar dificuldades. Segundo os autos, por volta das 22h50, os dois chegaram a avistar um helicóptero, mas não teriam feito sinal de socorro.

    Imagens de uma câmera instalada na trilha registraram Plamberger descendo a montanha por volta das 2h30. Uma hora depois, ele voltou a ligar para as autoridades. Outras gravações mostram o acampamento improvisado onde o corpo de Kerstin foi posteriormente localizado.

    A investigação também aponta que havia cobertores térmicos disponíveis, mas que eles não foram utilizados.

    Durante o julgamento, o réu contou com o apoio da mãe da vítima. Ela criticou a forma como a filha tem sido retratada e disse considerar injusto o tratamento dado ao namorado. “Fico irritada por Kerstin estar sendo retratada como uma pessoa ingênua que se deixou levar pela montanha. Acho injusto o que ele está enfrentando. Há uma caça às bruxas contra ele na mídia e na internet”, afirmou.

    Se condenado por homicídio culposo, Plamberger pode pegar até três anos de prisão. O caso segue em julgamento.
     
     

     

    Homem é julgado por deixar namorada morrer em montanha: 'mandou embora'

  • Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

    Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

    unior Pena foi preso pelo ICE após faltar a audiência migratória e teve pedido de liberdade provisória rejeitado pela Justiça. Defesa vai recorrer da decisão enquanto ele segue detido em Nova Jérsei.

    O influenciador brasileiro Junior Pena teve o pedido de fiança negado pela Justiça dos Estados Unidos após ser preso pelo ICE. Ele está detido desde 31 de fevereiro no centro de retenção Delaney Hall, em Nova Jérsei.

    A informação foi divulgada por Maycon MacDowel, amigo do influenciador, nas redes sociais. Segundo ele, a juíza responsável pelo caso rejeitou o pedido inicial de liberdade provisória, mas a defesa deve recorrer da decisão.

    “Semana passada, infelizmente, o Junior teve uma audiência em que a juíza negou o seu direito à fiança. Isso não quer dizer que é o fim da caminhada”, afirmou MacDowel. Ele explicou que o próximo passo será solicitar nova audiência, desta vez com outro magistrado. “A próxima etapa agora é recorrer, apresentar o caso a outro juiz, que vai determinar se ele realmente terá direito à fiança ou não”, disse.

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Um post compartilhado por Maycon MacDowel (@entry_team_)

    De acordo com o amigo, a prisão ocorreu após Junior Pena faltar a uma audiência obrigatória relacionada ao seu processo migratório. MacDowel afirmou que o influenciador já havia obtido aprovação em um pedido de perdão junto às autoridades americanas, mas a ausência na corte resultou na detenção. “O Junior estava com tudo aprovado, dentro da legalidade, mas, quando não vai à corte, eles prendem”, declarou.

    Morando nos Estados Unidos desde 2009, Junior Pena reúne mais de 480 mil seguidores no Instagram, onde produz conteúdos sobre imigração e o dia a dia de brasileiros no país. Ele também é apoiador declarado do presidente Donald Trump e já defendeu publicamente as políticas migratórias adotadas pelo governo republicano.

    Em postagens anteriores, o influenciador afirmou que as ações do ICE teriam como alvo apenas pessoas envolvidas em crimes. “Tem uma matéria que mostra o ICE pegando, tem até brasileiro no meio, mas é tudo bandido. Tudo bandido”, disse em um vídeo. Meses depois, em dezembro, publicou conteúdo em tom crítico à atuação da agência, classificando determinadas abordagens como “desumanas”.
     
     

     

    Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

  • Bebê doente é deportado com família dos EUA para o México

    Bebê doente é deportado com família dos EUA para o México

    Criança de dois meses diagnosticada com bronquite estava em centro de detenção no Texas e foi enviada ao México junto com os pais e a irmã. Congressista critica ação do ICE e cobra informações sobre paradeiro e condições da família

    Um bebê de dois meses que estava há três semanas em um centro de detenção em Dilley, no estado do Texas, foi deportado para o México junto com o restante da família: a mãe, o pai e a irmã, de um ano e quatro meses. O bebê, identificado como Juan Nicolás, havia sido diagnosticado com bronquite.

    A denúncia foi feita pelo congressista Joaquín Castro, que vem se manifestando sobre o caso nas redes sociais.

    “Após conversar com o advogado deles, confirmei que Juan, sua irmã de 16 meses, sua mãe e seu pai foram deportados. Segundo o advogado, o ICE deportou a família, que levou apenas o dinheiro que tinha consigo: 190 dólares”, escreveu em sua última publicação no Facebook.

    “Deportar desnecessariamente um bebê doente e toda a sua família é hediondo. Minha equipe e eu estamos em contato com a família de Juan”, afirmou, acrescentando que estava totalmente concentrado em localizar a família, “responsabilizar o ICE por essa ação monstruosa” e “exigir informações específicas sobre seu paradeiro e bem-estar, assim como garantir sua segurança”.

    Na rede social X, o congressista declarou que ao menos o bebê e a mãe foram “abandonados do outro lado da fronteira, no México”.

    Segundo a revista People, o bebê foi levado ao hospital na segunda-feira devido à bronquite. Castro explicou na rede X que ele recebeu alta ainda naquela noite e que, na manhã seguinte, a mãe compareceu diante de um juiz de imigração, que informou que ela seria deportada, sem especificar quando isso ocorreria.

    Ainda na segunda-feira, Castro já havia afirmado que a vida de Juan Nicolás “estava em risco”, alegando que as instalações não contavam com um médico disponível para atendê-lo.

    À revista People, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou que a criança foi levada a um hospital local em Pearsall, no Texas, “para uma avaliação preventiva após apresentar sintomas de infecção respiratória” em 16 de fevereiro. Segundo a mesma fonte, a mãe “pôde acompanhar o estado de saúde da criança durante toda a visita ao hospital”.

    “A equipe do hospital constatou que o estado da criança era estável e que ela permaneceu alerta e responsiva durante a avaliação”, diz o comunicado. “O hospital não a internou e ela já retornou a Dilley, onde a equipe médica continua a monitorar sua saúde. Ela está em condição estável, alerta e responsiva, e continua a receber os cuidados adequados.”

    O centro de detenção é o mesmo onde Adrian e Liam Ramos estiveram detidos. A imagem de Liam, de cinco anos, ganhou repercussão internacional à época, com fotografias mostrando a criança sendo levada pelo ICE ainda com a mochila escolar, após ter sido buscada pelo pai na escola.
     
     
     
     

     
     
     
     

     
     
     

    Bebê doente é deportado com família dos EUA para o México

  • Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

    Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

    Presidente dos Estados Unidos afirma que Diego Garcia é estratégica em caso de confronto com o Irã e diz que eventual perda do controle britânico representaria ameaça a aliado. Casa Branca afirma que publicação reflete posição oficial do governo

    O presidente norte-americano voltou a mudar de posição ao alertar nesta quarta-feira o Reino Unido para não entregar uma base militar estratégica no oceano Índico. Segundo ele, a estrutura será fundamental caso os Estados Unidos realizem um ataque contra o Irã. “Não cedam Diego Garcia!”, escreveu Donald Trump, em letras maiúsculas, na rede Truth Social, poucas horas depois de o Departamento de Estado reiterar apoio ao acordo britânico que prevê a devolução das ilhas Chagos à Ilha Maurício e o arrendamento da área onde fica a base.

    Na terça-feira, o Departamento de Estado informou que iniciará na próxima semana negociações com Maurício sobre a base conjunta entre Estados Unidos e Reino Unido em Diego Garcia, considerada de alta importância estratégica.

    A decisão de Londres de devolver o arquipélago das Chagos a Maurício irritou inicialmente Trump. No começo do mês, no entanto, ele afirmou compreender “tal acordo”, ao mesmo tempo em que defendeu a permanência da presença militar norte-americana na região, classificada por ele como sensível.

    Na publicação mais recente, Trump declarou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, “não deve, em hipótese alguma, perder o controle de Diego Garcia ao assinar um contrato de arrendamento de 100 anos que é, no mínimo, precário”.

    “Esse território não deve ser retirado do Reino Unido e, se isso acontecer, será um ataque ao nosso grande aliado”, acrescentou.

    O presidente norte-americano afirmou ainda que “se o Irã decidir não chegar a um acordo sobre o programa nuclear, os EUA podem ver-se obrigados a utilizar Diego Garcia e o aeródromo localizado em Fairford, Inglaterra, para repelir qualquer potencial ataque de um regime altamente instável e perigoso”.

    Trump já ameaçou Teerã em diversas ocasiões com uma intervenção militar caso as negociações em andamento não resultem em um entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

    Questionada sobre a aparente mudança de posição, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse: “Esta publicação deve ser considerada a política do Governo Trump”.

    “Quando se vê isso na Truth Social, sabe-se que vem diretamente do presidente Trump”, acrescentou.
     

     

    Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

  • Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

    Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

    Israel autorizou colonos a comprarem terras na região para invadir e tomar a região

    O Brasil e quase 100 países divulgaram comunicado nesta quarta-feira (18) em que condenam a expansão de Israel na Cisjordânia. 

    No domingo (15), o governo de Israel aprovou a reabertura do registro de terras na Cisjordânia ocupada, o que permitirá aos colonos israelenses comprarem terras definitivas na região. Os palestinos consideram a medida uma “anexação de fato”

    No comunicado, os países afirmam que a decisão unilateral de Israel é contrária ao direito internacional.  

    “Reiteramos a nossa rejeição a todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Tais medidas violam o direito internacional, minam os esforços em curso em prol da paz e da estabilidade na região, vão de encontro ao Plano Abrangente e colocam em risco a perspectiva de alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito”, diz a nota conjunta, divulgada no fim do dia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE).

    Os países reafirmaram o compromisso em adotar medidas, com base no direito internacional e em resoluções das Nações Unidas, para “contribuir para a concretização do direito do povo palestino à autodeterminação e para enfrentar a política ilegal de assentamentos no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, bem como políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação”.

    “Reiteramos que uma paz justa e duradoura, com base nas resoluções relevantes das Nações Unidas, nos termos de referência de Madri, incluindo o princípio de terra por paz, e na Iniciativa de Paz Árabe, encerrando a ocupação israelense iniciada em 1967 e implementando a solução de dois Estados — na qual dois Estados democráticos, uma Palestina independente e soberana e Israel, vivam lado a lado em paz e segurança, dentro de suas fronteiras seguras e reconhecidas, com base nas linhas de 1967, inclusive no que diz respeito a Jerusalém — continua sendo o único caminho para garantir segurança e estabilidade na região”, concluem.

    Cisjordânia

    A Cisjordânia está entre as áreas reivindicadas pelos palestinos para compor um futuro Estado próprio. A maior parte do território fica sob controle militar israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente.

    O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que o registro de terras é uma medida de segurança vital, enquanto o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que se trata de uma “resposta adequada aos processos ilegais de registro de terras promovidos pela Autoridade Palestina”, segundo a Agência Reuters. 

    Já a presidência palestina condenou a ação, ao afirmar que trata-se de “uma anexação de fato do território palestino ocupado e uma declaração do início de planos de anexação que visam consolidar a ocupação por meio de atividades de colonização ilegais”.

    Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

  • Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

    Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

    No início do mês, Donald Trump afirmou que os EUA mantinham conversas “no mais alto nível” com Cuba, mas não revelou detalhes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem mantido conversas secretas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador cubano Raúl Castro, informou o portal americano Axios nesta quarta-feira (18), citando três autoridades que falaram sob a condição de anonimato.

    Um alto funcionário do governo ouvido pelo Axios afirma que não se trata de negociações, mas de discussões sobre o futuro da ilha. Raúl Castro sucedeu o irmão, Fidel Castro (1926-2016), e comandou Cuba de 2008 a 2018.

    Segundo o site, Rubio, que nasceu nos EUA e é filho de cubanos, manteve essas conversas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro à margem do regime, hoje comandado por Miguel Díaz-Canel.

    O Departamento de Estado dos EUA e a embaixada cubana em Washington não comentaram.

    As conversas ocorrem durante uma das maiores crises registradas na ilha nos últimos anos, com a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano desde a captura do ditador Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, por forças americanas em Caracas.

    Desde então, há registros de filas extensas para a compra de combustível e de apagões de até 20 horas por dia em algumas regiões da ilha.

    Diante da crise, dois navios mexicanos foram enviados para Havana com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária. Na segunda-feira (16), o governo espanhol informou que também enviaria alimentos e suprimentos de saúde.

    Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu nesta quarta o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, no Kremlin, em Moscou, e criticou as novas restrições impostas à ilha caribenha. Segundo agências estatais russas, o líder classificou as sanções de inaceitáveis.

    “Agora é um período especial, novas sanções. Você sabe como nos sentimos sobre isso”, afirmou Putin, de acordo com a agência oficial russa. “Não aceitamos nada desse tipo.”

    O governo de Donald Trump ameaça impor tarifas contra países que queiram vender combustível para Cuba. O republicano também já afirmou que considera a ilha uma “nação falida” e instou Havana a firmar um acordo com os EUA. Ele disse ter descartado, no entanto, a ideia de uma operação destinada a derrubar o regime.

    Avaliações da CIA indicam que a ilha enfrenta um colapso econômico, especialmente nos setores de agricultura e turismo. Entretanto, o serviço de inteligência dos EUA adota cautela sobre a possibilidade de queda do regime.

    No início de fevereiro, Trump afirmou que os EUA mantinham conversas com Cuba “no mais alto nível”, mas o governo americano tem sido discreto e se recusa a fornecer detalhes sobre o conteúdo ou sobre as pessoas envolvidas nos diálogos.

    Raúl Castro, que hoje tem 94 anos, está aposentado desde que deixou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, em 2021.

    Ele protagonizou, junto ao ex-presidente americano Barack Obama, uma aproximação inédita com os EUA em meados da década de 2010, logo revertida no primeiro governo de Donald Trump.

    Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site