Categoria: MUNDO

  • Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

    Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

    Teerã afirmou hoje que estabeleceu um “novo sistema jurídico e de segurança” no estreito de Ormuz e advertiu que os países que aplicarem as sanções dos Estados Unidos contra a República Islâmica enfrentarão dificuldades para transitar por aquela via marítima.

    “A partir de agora, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a Irã enfrentarão, sem dúvida, problemas ao atravessar o Estreito de Ormuz”, declarou o porta-voz do Exército iraniano, o general de brigada Mohammad Akraminia, em entrevista à agência IRNA.

    Akraminia afirmou que o Irã exerce agora um controle “fundamental e estratégico” sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo.

    Segundo o porta-voz, a nova situação pode gerar efeitos econômicos, políticos e de segurança, além de contribuir para neutralizar as sanções secundárias dos Estados Unidos e parte das sanções primárias.

    “Hoje exercemos soberania sobre o Estreito de Ormuz e qualquer embarcação que queira atravessá-lo deverá se coordenar conosco”, afirmou.

    O militar também garantiu que, até agora, o Irã não havia utilizado plenamente o potencial geopolítico do estreito e permitia a passagem tanto de aliados quanto de adversários.

    No entanto, afirmou que o conflito levou Teerã a explorar essa capacidade estratégica e a redefinir o controle sobre a rota marítima, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    O Irã impôs restrições à passagem de navios e petroleiros desde os primeiros dias da guerra com Israel e os Estados Unidos, iniciada em 28 de fevereiro, o que fez os preços do petróleo ultrapassarem os 100 dólares.

    Washington, por sua vez, respondeu com um bloqueio naval a portos e embarcações iranianas desde 13 de abril, pressionando o país a assinar um acordo de paz, que até o momento não foi alcançado. A Casa Branca segue aguardando uma resposta do Irã à sua proposta mais recente.

    As partes chegaram inclusive a trocar ataques na quinta e na sexta-feira, apesar do cessar-fogo firmado em 8 de abril continuar oficialmente em vigor.

    Os Estados Unidos informaram que bombardearam instalações militares na costa iraniana em resposta a ataques contra seus navios no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirmou ter lançado os mísseis após um petroleiro iraniano ter sido atacado anteriormente.

    Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

  • Pedestre morre atropelado por avião no aeroporto de Denver; há 12 feridos

    Pedestre morre atropelado por avião no aeroporto de Denver; há 12 feridos

    Vítima entrou no perímetro de segurança do aeroporto e atravessou a pista, acabando por morrer ao ser atingido por um avião que se preparava para decolar. No interior da aeronave, vários passageiros relataram ferimentos.

    Um pedestre morreu na noite passada no Aeroporto Internacional de Denver, no estado norte-americano do Colorado, após ser atropelado por um avião comercial na pista enquanto a aeronave se preparava para decolar. O incidente, que já está sendo investigado, também deixou 12 feridos.

    Em uma nota divulgada nas redes sociais, as autoridades aeroportuárias informaram que, por volta das 23h19 no horário local, o voo 4345 da Frontier Airlines comunicou à torre de controle que havia atropelado um pedestre durante a decolagem. O avião, que fazia a rota de Denver para o Aeroporto Internacional de Los Angeles, na Califórnia, transportava 224 passageiros e sete tripulantes.

    Ainda segundo informações do aeroporto, o pedestre entrou na área de segurança e acabou sendo atingido dois minutos depois, enquanto atravessava a pista. A vítima, que não teve a identidade divulgada e que não seria funcionária do aeroporto, morreu no local.

    Os pilotos abortaram a decolagem.

    Doze pessoas que estavam dentro da aeronave relataram ferimentos leves, e cinco delas foram encaminhadas a hospitais da região. Na tarde desta sexta-feira, a pista onde ocorreu o atropelamento continuava interditada enquanto as investigações prosseguiam. A expectativa é de que seja reaberta nas próximas horas.

    “Estamos extremamente tristes com este incidente e expressamos nossas condolências aos envolvidos”, diz ainda a nota.”

    Os passageiros que seguiam no avião da Frontier Airlines foram retirados por meio de escorregas e foram levados de ônibus até o terminal.

    Pedestre morre atropelado por avião no aeroporto de Denver; há 12 feridos

  • Drone marítimo com explosivos é encontrado em gruta na Grécia; vídeo

    Drone marítimo com explosivos é encontrado em gruta na Grécia; vídeo

    Um drone com explosivos foi encontrado por pescadores numa ilha da Grécia. Após pescadores terem avistado a embarcação não tripulada, numa gruta, as autoridades foram chamadas e o dispositivo desarmado. Veja abaixo as imagens.

    Segundo fontes próximas à investigação ouvidas pela Reuters, o barco não tripulado seria de origem ucraniana.

    Outra fonte afirmou à agência de notícias que a pequena embarcação estava carregada de explosivos, algo que ainda não foi confirmado pelo exército grego, acionado para investigar o ocorrido.

    Especialistas começaram imediatamente a desmontar a embarcação com a ajuda de mergulhadores. O equipamento foi levado pelo exército, e as forças de segurança agora tentam identificar as características do veículo, assim como entender qual seria o seu objetivo.

    Também está sendo investigado se esse drone marítimo teria como alvo petroleiros russos e se existe a possibilidade de ele ter perdido o sinal e acabado na costa grega.

    Já uma fonte ligada às autoridades marítimas afirmou, segundo a Sky News, que a embarcação poderia fazer parte de um carregamento desse tipo de equipamento.

    A Sky News também destaca que esse tipo de drone marítimo é amplamente utilizado por Kyiv contra embarcações russas. Rússia também desenvolveu veículos semelhantes.

    Drone marítimo com explosivos é encontrado em gruta na Grécia; vídeo

  • Israel libertará o ativista brasileiro Thiago Ávila neste sábado, diz ONG

    Israel libertará o ativista brasileiro Thiago Ávila neste sábado, diz ONG

    Os dois serão entregues às autoridades migratórias para serem expulsos, informou a ONG Adalah, que os representa. “A agência israelense de segurança interna, Shabak, informou à equipe jurídica da Adalah que os ativistas e dirigentes da flotilha Global Sumud, Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, serão libertados hoje”, diz o comunicado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Israel libertará ainda neste sábado (09) os dois ativistas, o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, integrantes da última flotilha para Gaza.

    Os dois serão entregues às autoridades migratórias para serem expulsos, informou a ONG Adalah, que os representa. “A agência israelense de segurança interna, Shabak, informou à equipe jurídica da Adalah que os ativistas e dirigentes da flotilha Global Sumud, Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, serão libertados hoje”, diz o comunicado.

    Brasil e Espanha denunciaram energicamente suas respectivas detenções. Após terem sido detidos na semana passada na costa da ilha grega de Creta, ambos foram transferidos para Israel para serem interrogados, enquanto os demais foram levados para a ilha grega e libertados.

    A ONG israelense Adalah acusa as autoridades de submetê-los a maus-tratos contínuos durante a detenção. Segundo a ONG, eles estão em “isolamento total, submetidos a uma iluminação de alta intensidade 24 horas por dia, sete dias por semana, em suas celas e permaneciam vendados sempre que eram transferidos, inclusive durante os exames médicos”.

    A flotilha havia partido de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense de Gaza. O grupo tinha o objetivo de entregar ajuda humanitária ao território palestino, devastado pela guerra. Israel controla todos os pontos de entrada na Faixa, que permanece sob bloqueio israelense desde 2007.

    Israel libertará o ativista brasileiro Thiago Ávila neste sábado, diz ONG

  • Restos mortais no estômago de crocodilo são de empresário português

    Restos mortais no estômago de crocodilo são de empresário português

    Gabriel Batista, de 59 anos, estava desaparecido desde o dia 27 de abril. Segundo as informações, ele tentava atravessar de carro uma ponte baixa que havia sido tomada pelas águas do rio durante uma enchente. O veículo do empresário foi localizado no dia seguinte ao desaparecimento.

    Os restos mortais encontrados no interior de um crocodilo-do-Nilo no rio Komati, na África do Sul, pertencem ao empresário português Gabriel Batista. A confirmação foi feita à agência Lusa por uma fonte ligada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. “As primeiras perícias forenses apontam para a identificação do DNA do cidadão português. As circunstâncias concretas na origem da fatídica ocorrência continuam por esclarecer”, informou a fonte na quinta-feira (7/5).

    Gabriel Batista, de 59 anos, estava desaparecido desde o dia 27 de abril. Segundo as informações, ele tentava atravessar de carro uma ponte baixa que havia sido tomada pelas águas do rio durante uma enchente. O veículo do empresário foi localizado no dia seguinte ao desaparecimento.

    A principal hipótese levantada pelas autoridades é que Gabriel tenha sido levado pela força da correnteza ao tentar atravessar a área inundada, sendo arrastado até uma região conhecida pela presença de crocodilos.

    As buscas duraram quatro dias e mobilizaram helicópteros, drones e equipes de mergulho. A esposa do empresário acompanhou diariamente as operações realizadas na região de Komatipoort, onde Gabriel era dono de um hotel e de um bar.

    O caso ganhou repercussão internacional após imagens mostrarem um policial sendo içado por um helicóptero junto ao corpo do crocodilo que teria devorado o empresário português.

    No último sábado (2/5), os agentes localizaram um crocodilo em uma pequena ilha no rio, cerca de cinco quilômetros dentro do Parque Nacional Kruger. O animal chamou atenção por apresentar o estômago inchado e comportamento considerado letárgico.

    O crocodilo, que media aproximadamente 4,5 metros de comprimento, acabou sendo abatido pelas autoridades. Em seguida, foi retirado do local com auxílio de um helicóptero, ao lado do capitão Johan Potgieter, conhecido como Pottie, integrante da operação policial.

    Restos mortais no estômago de crocodilo são de empresário português

  • Seis casos confirmados: Passageiros serão retirados hoje de cruzeiro

    Seis casos confirmados: Passageiros serão retirados hoje de cruzeiro

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viaja hoje para as Ilhas Canárias para coordenar a retirada dos passageiros do navio de cruzeiro afetado pelo hantavírus, que deve chegar ao arquipélago espanhol no domingo.

    A Organização Mundial da Saúde informou que, até o momento, foram confirmados seis casos de hantavírus, de um total de oito casos suspeitos registrados após um surto a bordo de um navio de cruzeiro no oceano Atlântico.

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viaja hoje para as Ilhas Canárias para coordenar a retirada dos passageiros do navio de cruzeiro afetado pelo hantavírus, que deve chegar ao arquipélago espanhol no domingo.

    Mas o risco de disseminação do hantavírus para a população mundial é “absolutamente baixo”, garantiu nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde.

    Diretor da OMS vai coordenar saída de passageiros do navio com hantavírus

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, vai neste sábado (9), às Ilhas Canárias para coordenar a retirada dos passageiros do navio afetado pelo hantavírus, esperado no arquipélago espanhol no domingo.

    Ele será acompanhado pelos ministros da Saúde e do Interior da Espanha em um posto de comando em Tenerife, “para garantir a coordenação entre as administrações, o controle sanitário e a aplicação dos protocolos de vigilância e intervenção previstos”, informaram fontes do governo espanhol.

    Mas o risco de propagação do hantavírus para a população mundial é “extremamente baixo”, assegurou a Organização Mundial da Saúde.

    Em declarações à imprensa, em Genebra, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, afirmou: “Este é um vírus perigoso, mas apenas para a pessoa infectada. O risco para a população em geral é extremamente baixo.”

    Seis casos confirmados: Passageiros serão retirados hoje de cruzeiro

  • Trump exalta boa relação com Lula: 'Discutimos tudo'

    Trump exalta boa relação com Lula: 'Discutimos tudo'

    Antes mesmo de falar com jornalistas, Trump utilizou a rede social Truth Social para comentar a reunião. Na publicação, ele afirmou que os dois conversaram sobre diversos temas ligados à relação entre Brasil e Estados Unidos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (8) que teve uma reunião “muito boa” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o encontro realizado na quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. A conversa entre os dois líderes durou cerca de três horas e foi considerada positiva por ambos.

    Durante conversa com a jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, Trump comentou os assuntos tratados durante a reunião e destacou o relacionamento entre os dois países. “Discutimos tudo com o presidente do Brasil, discutimos tudo. Tivemos uma reunião muito boa. Temos uma relação muito boa com ele e com o Brasil. Discutimos tudo, incluindo tarifas”.

    No dia anterior, o presidente norte-americano já havia elogiado Lula ao comentar o encontro. Trump chamou o brasileiro de “um bom homem” e também de “um cara inteligente”, além de afirmar que a reunião foi “muito boa”.

    Antes mesmo de falar com jornalistas, Trump utilizou a rede social Truth Social para comentar a reunião. Na publicação, ele afirmou que os dois conversaram sobre diversos temas ligados à relação entre Brasil e Estados Unidos, especialmente comércio internacional e tarifas. Segundo o republicano, representantes dos dois governos devem continuar as negociações sobre temas considerados estratégicos.

    “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, escreveu Trump.

    Após o encontro, Lula concedeu entrevista à imprensa na embaixada brasileira em Washington e detalhou alguns dos assuntos discutidos com o presidente americano. O petista afirmou que a conversa abordou temas como a parceria entre Brasil e Estados Unidos, terras raras, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, a situação política em Cuba e também a guerra envolvendo o Irã.

    O presidente brasileiro também relatou momentos descontraídos da reunião e contou que chegou a aconselhar Trump sobre sua postura diante das câmeras. “Trump rindo é melhor do que de cara feia”, afirmou Lula.

    Em outro momento, o presidente brasileiro comentou uma conversa informal entre os dois sobre futebol e a Copa do Mundo. Segundo Lula, Trump perguntou sobre a situação da seleção brasileira. “Ele me perguntou da Copa do Mundo, se a seleção brasileira estava boa. E eu falei: ‘olha, eu espero que você não venha a anular o visto dos jogadores da seleção. Por favor, não faça isso porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa’”, disse.

    Trump exalta boa relação com Lula: 'Discutimos tudo'

  • Vídeo: EUA atacam dois petroleiros iranianos. "Violavam bloqueio dos EUA"

    Vídeo: EUA atacam dois petroleiros iranianos. "Violavam bloqueio dos EUA"

    Os Estados Unidos atacaram dois petroleiros iranianos que, supostamente, tentavam furar o bloqueio no estreito de Ormuz, para chegar a um porto no Golfo de Omã. As embarcações foram atingidas nas chaminés por munições de aeronaves norte-americanas.

    “O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou nesta quinta-feira ter desativado mais dois petroleiros iranianos que, supostamente, tentavam romper o bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz.

    Na nota em que informa sobre o ataque às embarcações iranianas, o comando militar também compartilhou um vídeo do momento em que os navios são atingidos. Nas imagens, em preto e branco, é possível ver o exato momento do ataque e a nuvem de fumaça que se forma em seguida.

    Em comunicado, o CENTCOM informou que os navios foram impedidos de continuar navegando “antes que ambas as embarcações entrassem em um porto iraniano no Golfo de Omã, em violação ao bloqueio em vigor dos Estados Unidos”. A imobilização foi realizada por meio da ação de um F/A-18 Super Hornet (uma aeronave supersônica), que disparou “munições de precisão contra suas chaminés, impedindo que os navios em infração entrassem no Irã”.

    Além dessas duas embarcações, os Estados Unidos afirmam ter atacado uma terceira, inutilizando “o leme do petroleiro vazio, ao disparar várias rajadas de munição de 20 mm”.

    Segundo o CENTCOM, “nenhum dos três navios está agora atracado no Irã”. O comando acrescentou ainda que, desde o início do bloqueio, “vários navios” já foram imobilizados e que “mais de 50 foram redirecionados pelas forças do CENTCOM para garantir o cumprimento das normas”.

    Em Teerã, segundo informou a agência espanhola Europa Press, as autoridades iranianas disseram ter recuperado o corpo de um tripulante de um navio de carga atingido na noite passada em um ataque dos Estados Unidos, que também deixou dez feridos e cinco desaparecidos.

    Ainda não se sabe se o incidente tem relação com o ataque do caça norte-americano, embora Teerã afirme tratar-se de um navio civil.

    O governador da província iraniana de Minab, Mohamad Radmehr, confirmou o balanço provisório em declarações à agência de notícias semioficial iraniana Mehr, nas quais denunciou que os Estados Unidos atacaram o navio civil enquanto ele navegava próximo às águas da província.

    “Segundo informações preliminares, havia 15 tripulantes a bordo do navio, dos quais 10 ficaram feridos e foram levados a centros médicos para receber tratamento. Além disso, cinco passageiros estão desaparecidos, e uma operação de busca foi imediatamente iniciada para localizá-los”, afirmou.”

    Vídeo: EUA atacam dois petroleiros iranianos. "Violavam bloqueio dos EUA"

  • O que vai acontecer quando o cruzeiro atingido por hantavírus atracar na Espanha?

    O que vai acontecer quando o cruzeiro atingido por hantavírus atracar na Espanha?

    Governo espanhol prepara operação sanitária para receber embarcação com quase 150 pessoas a bordo após 3 mortes. Passageiros saudáveis serão repatriados e cidadãos espanhóis ficarão em quarentena em um hospital em Madri

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O navio MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus que já deixou três mortos e cinco casos confirmados, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), deve atracar neste domingo (10) no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, território espanhol.

    A chegada da embarcação, com cerca de 150 pessoas, marca o início de uma grande operação sanitária para retirada dos passsageiros. Nesta sexta-feira (8), o governo espanhol disse que os passageiros começarão a ser retirados no próprio domingo. Nos dias anteriores, autoridades espanholas disseram que a retirada aconteceria apenas na segunda-feira (11).

    “Teremos aviões disponíveis no mesmo dia e poderemos começar a repatriar essas pessoas”, disse o ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, à agência Reuters.

    Assim que o navio atracar, passageiros saudáveis que não são espanhóis serão levados de avião para seus países de origem.

    Os 14 cidadãos da Espanha a bordo da embarcação serão colocados em quarentena em um hospital militar em Madri. A duração do isolamento dependerá da possível exposição, já que o vírus pode levar até 45 dias para apresentar sintomas.

    O governo dos Estados Unidos disse nesta sexta que está organizando um voo para levar os cidadãos americanos que estão no navio, embora ainda não haja confirmação sobre quantos são.

    “Estamos em comunicação direta com os americanos a bordo e estamos preparados para fornecer assistência consular assim que o navio chegar”, disse o porta-voz, falando sob condição de anonimato.

    A bordo estão 88 passageiros e 59 tripulantes , depois de uma viagem que começou em 1º de abril, em Ushuaia, no sul da Argentina, com destino final a Cabo Verde.

    Após o governo cabo-verdiano negar autorização para desembarque dos passageiros, o navio permaneceu ancorado na costa africana desde domingo (3) e deixou a região na quarta-feira (6), com destino para a Espanha.

    Especialistas enviados pela OMS, acompanhados de médicos holandeses e de um representante do ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças), permanecem a bordo realizando exames, entrevistas epidemiológicas e rastreamento de contatos próximos.

    Até agora, três pessoas morreram. O primeiro morto foi um homem holandês, de 70 anos, que apresentou febre, dor de cabeça e diarreia poucos dias após o início da viagem. Ele morreu em 11 de abril, quando o navio já se aproximava da África, por insuficiência respiratória.

    O corpo foi retirado da embarcação em 24 de abril. A esposa dele, uma holandesa de 69 anos, desembarcou nessa mesma data e foi levada a um hospital em Joanesburgo, na África do Sul, já com sintomas da doença. Ela morreu no dia seguinte.

    Segundo a operadora Oceanwide Expeditions, outros 30 passageiros também deixaram o navio em Santa Helena. A OMS informou que alertou 12 países sobre o desembarque de seus cidadãos nessa parada: Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Nova Zelândia, São Cristóvão e Névis, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia e Estados Unidos. De acordo com a empresa, não há brasileiros a bordo.

    A terceira morte foi a de um passageiro alemão, que morreu a bordo da embarcação em 2 de maio. Até agora, apenas a mulher holandesa teve diagnóstico confirmado para hantavírus. As outras duas mortes seguem sob investigação.

    A empresa também informou que todos os passageiros que desembarcaram em Santa Helena foram contatados. Entre eles, estavam ao menos sete britânicos e seis americanos.

    Além disso, uma mulher que viajou no mesmo avião que a passageira holandesa antes de sua morte foi hospitalizada na Espanha com sintomas compatíveis com hantavírus. Segundo o secretário de Estado da Saúde da Espanha, Javier Padilla, ela estava no voo entre Joanesburgo e Amsterdã do qual a paciente precisou sair antes da decolagem.

    Ela foi transferida para um hospital e permanece em isolamento, em um quarto com todas as precauções necessários. Ela realizou exame PCR e aguarda o resultado.

    Países rastreiam passageiros de cruzeiro afetado por hantavírus

    Diversos países estão se esforçando para evitar a disseminação do hantavírus. Autoridades estão rastreando as pessoas que já haviam desembarcado antes de o vírus ser detectado e qualquer pessoa que tenha tido contato próximo com elas desde então.

    A Espanha coordena a chegada do navio, prepara voos de repatriação e reservou estrutura hospitalar para quarentena de seus cidadãos.

    Além de anunciaram a retirada de seus cidadãos, os Estados Unidos afirmaram manter contato direto com os americanos a bordo. O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) também monitora a situação e considera o risco à população dos EUA extremamente baixo neste momento.

    Na Holanda, autoridades acompanham pessoas que tiveram contato com a passageira holandesa morta após deixar o navio, incluindo tripulantes e passageiros que prestaram assistência.

    A Argentina disse que vai capturar e analisar roedores em Ushuaia, ponto de partida do cruzeiro, além da reconstrução do itinerário do casal holandês antes do embarque. O país também enviará 2.500 kits diagnósticos para laboratórios de cinco países.

    O que vai acontecer quando o cruzeiro atingido por hantavírus atracar na Espanha?

  • É preciso aproximar EUA e Brasil, diz deputada americana após encontro de Lula e Trump

    É preciso aproximar EUA e Brasil, diz deputada americana após encontro de Lula e Trump

    Congressista afirma que Brasil é parceiro fundamental na América Latina e defende cooperação. Para parlamentar, política externa de Washington tem buscado enfraquecer democracia e sistema judiciário

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, a deputada democrata Sydney Kamlager-Dove, copresidente do Brazil Caucus -frente suprapartidária do Congresso dos EUA dedicada às relações com o Brasil- afirmou estar satisfeita em ver “uma mensagem positiva saindo do encontro”. Ela disse ainda esperar que a administração americana “possa trabalhar para aproximar o Brasil, não afastá-lo”.

    Os chefes de Estado se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington. Após três horas de conversa, ambos avaliaram o encontro como positivo. Trump afirmou que Lula é um “bom homem” e “cara inteligente” e disse que eles tiveram uma “boa reunião”.

    Já o petista se disse otimista com a parceria com os EUA e falou até em “amor à primeira vista” com o republicano.

    À reportagem, Kamlager-Dove destacou que o “Brasil é um parceiro fundamental na América Latina” e afirmou lamentar que a política externa do governo Trump tenha “sido amplamente guiada por pessoas que buscam enfraquecer a democracia e o sistema judiciário brasileiro”.

    Segundo ela, essa abordagem gera ruídos desnecessários em uma relação que, na sua avaliação, deveria ser marcada pela cooperação e pelo diálogo institucional.

    Kamlager-Dove, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou por meio de carta junto a outros parlamentares que o presidente Trump abriu uma guerra comercial para “defender o seu colega líder da tentativa de golpe”. Eles pediam que Trump encerrasse “imediatamente seus esforços para minar a democracia brasileira”, suspendendo “tarifas ilegais que afetam a economia americana”.

    Agora, ela cita episódios recentes de tensão entre os dois países ao longo do último ano.

    Entre eles, menciona a imposição de tarifas que chegaram a 50% sobre determinados produtos brasileiros -posteriormente reduzidas após o primeiro encontro entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da ONU no ano passado- e a aplicação de sanções a autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, incluído na Lei Magnitsky no mesmo período.

    Para a deputada, esse conjunto de medidas teve impacto negativo na relação bilateral. Ela avalia que a “imposição de tarifas irresponsáveis, sanções a juízes brasileiros e ameaças de designar organizações como terroristas estrangeiras criaram atritos onde poderia haver cooperação”.

    A crítica dela acontece em meio ao momento em que os Estados Unidos, por meio do Departamento do Estado, estuda designar facções brasileiras como terroristas, enquanto o governo brasileiro trabalha para evitá-lo.

    O presidente Lula afirmou que o assunto não foi levado à mesa nesta quinta-feira, mas que entregou a Trump uma proposta de combate ao crime organizado.

    A minuta foi apresentada por integrantes do governo brasileiro a suas contrapartes americanas em abril e estaria mais robusta nesta reunião. Lula afirmou que o documento foi entregue em inglês para o republicano, que teria prometido ler durante a noite.

    É preciso aproximar EUA e Brasil, diz deputada americana após encontro de Lula e Trump