Categoria: MUNDO

  • Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

    Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

    A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Em um revés para o governo Trump, a juíza Cynthia Rufe proibiu, em caráter liminar, a censura de uma exposição localizada no Parque Histórico Nacional da Independência, na Filadélfia. A mostra, instalada em 2010 na Casa do Presidente, contava a história de nove pessoas que foram escravizadas.

    A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos.
    De acordo com a decisão, o governo usou como base um decreto de março do ano passado que combate o chamado “revisionismo histórico”. Nela, afirma que existia um esforço coletivo para reescrever a história da nação, substituindo fatos objetivos por uma “narrativa distorcida impulsionada pela ideologia”.

    O decreto diz que exposições não deveriam conter conteúdos que depreciam americanos do passado ou do presente, mas sim destaquem “grandeza, progresso e realizações do povo americano”. Segundo essa determinação, as exposições minavam as conquistas dos EUA ao apresentar princípios sob uma “luz negativa”.

    A juíza do caso citou a obra “1984”, de George Orwell, para sustentar a liminar e comparou a situação ao conceito orwelliano de revisão histórica. A obra apresenta uma sociedade sob um governo totalitário, cuja informação é manipulada e é massivamente vigiada.

    Na decisão, Rufe conclui que, ao remover os 34 painéis da mostra, o governo agiu como se a verdade não fosse mais evidente, mas sim uma propriedade dos governantes para ser “escondida ou sobrescrita”.

    Ela compara a atuação governamental ao Ministério da Verdade, instituição presente no livro de Orwell, que se encarregava de estabelecer o que é falso e o que é verdadeiro, e ao Departamento de Registros, que destruía documentos para reescrevê-los conforme a conveniência política. Também usou o termo “Big Brother” para contestar a premissa de o governo escolher sozinho qual mensagem transmitir à sociedade.

    Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

  • Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

    Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

    Kristin Carbot foi flagrada nos braços do CEO da Astronomer, Andy Byron, durante um concerto dos Coldplay, em julho do ano passado. Agora, vai recordar a experiência e explicar como deu a volta à situação.

    Kristin Cabot, a mulher que foi flagrada abraçada ao CEO da Astronomer, Andy Byron, durante um show do Coldplay, vai dar uma palestra sobre estratégias de comunicação — e os ingressos custarão cerca de 800 dólares (cerca de 4 mil reais).

    Kristin Cabot, ex-diretora de recursos humanos da Astronomer, é especialista em comunicação de crise. Ela se viu no centro de uma polêmica em julho do ano passado, depois de ser flagrada em um momento romântico com Andy Byron durante um show em Massachusetts, expondo publicamente o relacionamento extraconjugal que mantinham.

    O momento viralizou principalmente pela reação assustada do casal ao perceber que seus rostos estavam sendo exibidos nos telões do estádio.

    Kristin e Andy eram colegas de trabalho na mesma empresa. Desde 2023, Byron integrava o conselho de administração da Astronomer, onde atuava como diretor-executivo. Cabot, por sua vez, havia se juntado à equipe em novembro de 2024, como diretora de recursos humanos.

    Agora, Kristin está pronta para relembrar a experiência e explicar como lidou com a situação. Daqui a dois meses, em 16 de abril, ela participará de uma conferência sobre comunicação de crise, em Washington, D.C., ao lado de outros especialistas. A sessão terá duração de 30 minutos e será intitulada: “Kristin Cabot: Taking Back the Narrative” (“Kristin Cabot: Retomando o Controle da Narrativa”, em tradução livre).

    No palco, a americana pretende explicar como alcançou sucesso por meio de estratégias de comunicação e oferecer conselhos que custarão caro: os ingressos variam entre 750 e 875 dólares — o equivalente a cerca de 635 a 740 euros.

    A polêmica e o vídeo viral

    A reviravolta na vida de Andy e Kristin começou quando foram flagrados pela tradicional “Kiss Cam” durante o show do Coldplay em Massachusetts. A prática é comum nas apresentações da banda: as câmeras focalizam casais na plateia, e as imagens são exibidas nos telões.

    Andy Byron e Kristin Cabot foram um dos casais escolhidos para esses minutos de fama — algo que provavelmente prefeririam evitar. Isso porque Andy era casado, e as imagens acabaram revelando sua infidelidade ao mundo.

    Ao perceberem que estavam sendo exibidos, os dois rapidamente se afastaram, visivelmente constrangidos, e tentaram esconder o rosto. A situação foi tão inusitada que até Chris Martin comentou no palco: “Ou eles estão tendo um caso ou são muito tímidos”, disse o vocalista.

    O vídeo foi amplamente compartilhado nas redes sociais, e muitos passaram a investigar a identidade dos protagonistas. Em pouco tempo, descobriu-se que se tratava de Andy Byron, CEO da Astronomer, e Kristin, diretora de recursos humanos da mesma empresa.

    Em meio à polêmica, quem acabou se beneficiando foi a própria empresa, que admitiu estar recebendo uma “atenção surreal”.

    “Os holofotes têm sido fora do comum e surreais para a nossa equipe e, embora eu nunca tivesse desejado que acontecesse assim, a Astronomer agora é um nome conhecido”, escreveu o empresário em sua página no LinkedIn, acrescentando que “a missão da empresa” é mais importante do que “qualquer momento”.

    Tanto Andy Byron quanto Kristin Cabot deixaram a empresa após a repercussão do caso.

    Na época, também foi revelado que o ex-marido de Kristin estava presente no mesmo show. O casal já estava separado e morando em casas diferentes havia várias semanas.

    Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

  • Inglaterra: GPS “engana” entregador e o leva à rota mortal

    Inglaterra: GPS “engana” entregador e o leva à rota mortal

    Motorista ficou atolado após aplicativo indicar rota pela histórica Broomway, trilha de mais de 600 anos conhecida por marés rápidas, nevoeiro intenso e histórico de acidentes no Reino Unido

    Um funcionário da Amazon acabou seguindo uma rota considerada a mais perigosa da Grã-Bretanha depois de confiar nas orientações do GPS enquanto fazia uma entrega na Ilha de Foulness, em Essex, na Inglaterra.

    O caso ocorreu na noite de sábado, 14 de fevereiro, quando o entregador se dirigia a uma residência na ilha. Com o celular ao lado e o sistema de navegação ativado, ele seguiu o trajeto indicado pelo aplicativo, que sugeriu a passagem pela Broomway, uma trilha histórica que não é recomendada nem para veículos nem para pedestres.

    Antes do início do caminho há, inclusive, uma placa de advertência informando que a Broomway não possui sinalização e é extremamente perigosa para quem tenta atravessá-la. Ainda assim, possivelmente por ser noite e não ter percebido o aviso, o motorista avançou pela rota centenária e acabou ficando preso no lodo.

    Sem conseguir prosseguir, ele abandonou o veículo e comunicou o ocorrido à empresa. No dia seguinte, a Amazon acionou um agricultor da região, que conseguiu retirar o carro atolado.

    A polícia foi informada apenas na manhã de domingo, por volta das 11h30, horário local. Segundo relato citado pelo jornal The Independent, um veículo de entregas havia entrado na Broomway. Equipes da Guarda Costeira de Southend foram enviadas ao local e, após confirmarem que não havia ninguém em perigo, deixaram a área.

    A Broomway tem quase 10 quilômetros de extensão e mais de 600 anos de história. No passado, era utilizada principalmente por agricultores e viajantes, antes da construção de estradas modernas. O trajeto é conhecido por ser rapidamente encoberto por marés e por nevoeiros densos que dificultam a orientação, mesmo para pessoas experientes.

    Atualmente, a área também integra um campo de tiro do Ministério da Defesa britânico, com acesso permitido apenas quando os exercícios não estão em andamento e os portões estão abertos.

    Ao longo dos anos, pelo menos 100 pessoas morreram ao tentar atravessar a Broomway. O último registro oficial de morte no local data de 1919. Ainda assim, o histórico de fatalidades faz com que a trilha seja conhecida como o “caminho mais perigoso” da Grã-Bretanha.

    Inglaterra: GPS “engana” entregador e o leva à rota mortal

  • Obama esclarece comentário sobre aliens: "Não vi qualquer prova. Mesmo!"

    Obama esclarece comentário sobre aliens: "Não vi qualquer prova. Mesmo!"

    O ex-presidente dos Estados Unidos veio garantir, mais uma vez, que não viu “qualquer prova” de que os extraterrestres são reais durante os seus mandatos na Casa Branca. A explicação ocorre depois de declarações de Barack Obama numa entrevista.

    Depois de afirmar, sem rodeios, que os extraterrestres “são reais”, o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou atrás para esclarecer suas próprias declarações.

    Em uma publicação no Instagram, na legenda do mesmo trecho que viralizou, Obama escreveu: “Eu estava tentando manter o espírito da rodada rápida, mas já que isso ganhou atenção, deixe-me esclarecer”.

    “Estatisticamente”, começou explicando o ex-presidente, “o universo é tão vasto que as chances de existir vida em algum lugar são grandes”. No entanto, ponderou: “As distâncias entre os sistemas solares são tão enormes que a probabilidade de termos sido visitados por alienígenas é pequena”.

    Obama também fez questão de reforçar — como já havia dito no podcast em que falou inicialmente sobre o tema — que nunca viu “qualquer prova” da existência de aliens enquanto esteve na Casa Branca.

    “Eu não vi qualquer evidência durante a minha presidência de que extraterrestres tenham feito contato conosco. Mesmo!”, garantiu.

     
     
     

     
     
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    As declarações iniciais do ex-presidente surgiram em entrevista ao youtuber e podcaster Brian Tyler Cohen, compartilhada no sábado, 14 de fevereiro.

    No fim do quadro de perguntas em “formato relâmpago”, Cohen perguntou: “Os alienígenas são reais?”.

    Obama respondeu, de forma categórica: “São reais, mas eu não os vi. E não estão sendo mantidos na Área. Não existe nenhuma instalação subterrânea, a menos que haja uma grande conspiração e tenham escondido isso do presidente dos Estados Unidos”, brincou.

    Logo depois, o youtuber perguntou qual foi a “pergunta que ele mais quis ver respondida ao se tornar presidente”. Ainda no clima da conversa sobre extraterrestres, Obama respondeu, rindo: “Onde estão os aliens?”.

    De onde vem a teoria sobre aliens na Área 51?
    A Área 51 é uma instalação militar da Força Aérea dos Estados Unidos localizada em Groom Lake, no sul do estado de Nevada.

    O complexo “não é acessível ao público e funciona sob vigilância 24 horas por dia”. Segundo a Enciclopédia Britânica, os funcionários da Área 51 chegam ao local de avião, partindo de um terminal restrito no Aeroporto Internacional McCarran, em voos não identificados autorizados a cruzar o espaço aéreo da região. Para aumentar o sigilo, imagens de satélite da instalação foram censuradas até 2018.

    Atualmente, a Área 51 pode ser vista no Google Maps. Ainda assim, seu único uso oficialmente confirmado é como centro de testes de voo. Mas como os extraterrestres entraram nessa história?

    A explicação remonta a 1989, quando Robert Lazar afirmou ter trabalhado com tecnologia extraterrestre no complexo. Ele contou ao jornalista George Knapp que teria visto fotografias de autópsias de alienígenas dentro das instalações e alegou que o governo dos Estados Unidos utilizava o local para examinar naves alienígenas recuperadas.

    Apesar de Lazar ter sido desmentido, suas declarações alimentaram uma onda de teorias da conspiração envolvendo o governo norte-americano — a maioria relacionada à vida extraterrestre.

    “De acordo com a CIA, os voos de teste do U-2 e de outras aeronaves militares posteriores são responsáveis por muitos dos avistamentos de OVNIs na região. Não há evidências de contato extraterrestre na Área 51 nem em qualquer outro lugar”, destaca a mesma fonte.

    Obama esclarece comentário sobre aliens: "Não vi qualquer prova. Mesmo!"

  • Khamenei diz que Trump não destruirá a República Islâmica

    Khamenei diz que Trump não destruirá a República Islâmica

    Em meio à segunda rodada de negociações em Genebra, líder iraniano critica exigências de Washington, reage a ameaças militares dos EUA e reafirma que Teerã não aceitará limitar totalmente seu programa nuclear e de mísseis.

    O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, criticou nesta segunda-feira a postura dos Estados Unidos nas negociações sobre o programa nuclear iraniano e afirmou que o presidente Donald Trump não conseguirá enfraquecer a República Islâmica.

    Durante encontro em Teerã com representantes da província do Azerbaijão Oriental, Khamenei afirmou que Washington tenta impor previamente o resultado das conversas. “Eles dizem: ‘Vamos negociar sobre a energia nuclear de vocês, mas o resultado precisa ser que vocês não tenham essa energia’”, declarou. Para o aiatolá, estabelecer condições antes do diálogo é “um ato incorreto e estúpido”.

    Irã e Estados Unidos realizam em Genebra a segunda rodada de negociações nucleares, em meio a um clima de tensão. O governo norte-americano reforçou sua presença militar na região, com o envio de um porta-aviões ao Golfo Pérsico e a mobilização de outra embarcação.

    Khamenei mencionou as ameaças militares e acusou Trump de tentar “dominar o povo iraniano”. Segundo ele, a própria declaração do presidente norte-americano de que, após 47 anos da Revolução Islâmica de 1979, os EUA não conseguiram derrubar o regime, é uma admissão de fracasso. “Ele disse que ainda não conseguiram destruir a República Islâmica. Eu digo: você também não conseguirá”, afirmou.

    O líder iraniano também rebateu declarações sobre o poderio militar dos EUA. “Um porta-aviões é certamente uma máquina perigosa, mas mais perigosa é a arma capaz de enviá-lo ao fundo do mar”, disse, acrescentando que forças militares consideradas poderosas podem sofrer golpes dos quais não se recuperam.

    As declarações ocorrem enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, participa em Genebra de conversas indiretas com a delegação norte-americana, liderada pelo enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e por Jared Kushner.

    Este é o segundo encontro entre Teerã e Washington desde a retomada das negociações, no início do mês, em Mascate, Omã, após a guerra de 12 dias registrada em junho de 2025.

    As posições seguem distantes. O Irã afirma que não aceitará interromper totalmente o enriquecimento de urânio nem limitar seu programa de mísseis balísticos, enquanto os Estados Unidos defendem restrições mais amplas como condição para um acordo.
     

    Khamenei diz que Trump não destruirá a República Islâmica

  • Vídeo mostra tentativa de sequestro de bebê em supermercado na Itália

    Vídeo mostra tentativa de sequestro de bebê em supermercado na Itália

    Homem de 37 anos foi preso após agarrar menina de 18 meses na saída de supermercado, em Bérgamo. Criança sofreu fratura no fêmur e suspeito responderá por sequestro e agressão qualificados.

    Um homem de 37 anos, de nacionalidade romena, foi preso após tentar sequestrar uma menina de 18 meses na saída de um supermercado em Bérgamo, no norte da Itália. O caso aconteceu no sábado, por volta das 13h, em plena luz do dia e diante de clientes que estavam no local.

    De acordo com a emissora italiana Rai, a criança caminhava de mãos dadas com a mãe quando foi agarrada pelo suspeito. A Polícia de Estado informou que a família deixava o supermercado no momento em que o homem, descrito como morador de rua e sem antecedentes criminais, se aproximou.

    Segundo as autoridades, o agressor puxou a menina pelas pernas com força, tentando tirá-la dos braços da mãe e arrastá-la de volta para o interior do estabelecimento. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança.

    As imagens mostram a mãe reagindo imediatamente, segurando a filha e pedindo ajuda. O pai da criança, que estava próximo, correu para auxiliar, assim como outras pessoas e seguranças do supermercado. O suspeito foi contido por populares até a chegada da polícia.

    A menina foi levada a um hospital da região e, segundo informações médicas divulgadas pela Rai, sofreu fratura no fêmur.

    O homem foi autuado por sequestro qualificado e agressão qualificada e permanece preso preventivamente à disposição da Justiça.

    Vídeo mostra tentativa de sequestro de bebê em supermercado na Itália

  • Trump ameaça Irã e fala em “consequências se não houver acordo”

    Trump ameaça Irã e fala em “consequências se não houver acordo”

    Presidente dos Estados Unidos pressiona Teerã antes de nova rodada de negociações em Genebra e afirma que prefere acordo diplomático, mas não descarta medidas mais duras caso as tratativas sobre o programa nuclear fracassem

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã antes da segunda rodada de negociações sobre o programa nuclear de Teerã e alertou para as “consequências” caso não haja um acordo.

    “Participarei dessas discussões, indiretamente, e elas serão muito importantes. Vamos ver o que pode acontecer. O Irã é um negociador difícil”, afirmou Trump na segunda-feira, durante conversa com jornalistas a bordo do avião presidencial, a caminho de Washington.

    O republicano disse esperar que as tratativas avancem e declarou preferir um entendimento diplomático a uma ação militar. “Espero que sejam mais razoáveis. Querem fechar um acordo. Não creio que queiram assumir a responsabilidade pelas consequências de não se chegar a um acordo”, afirmou, mencionando a possibilidade de envio de bombardeiros B-2 para atingir instalações nucleares iranianas.

    O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, já está em Genebra, na Suíça, onde ocorrerá a reunião. A delegação americana é liderada por Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e por Jared Kushner, genro de Trump. O encontro será realizado na embaixada de Omã, com o ministro das Relações Exteriores do país, Badr bin Hamad al-Busaidi, atuando como intermediário.

    Omã também sediou a primeira rodada de conversas indiretas entre Estados Unidos e Irã, em 6 de fevereiro. Negociações semelhantes já haviam ocorrido no ano passado, mas fracassaram após a escalada militar envolvendo Israel e Irã, que resultou em bombardeios contra instalações nucleares iranianas, inclusive com participação dos EUA.

    Enquanto as conversas diplomáticas avançam, a tensão militar segue elevada. Trump determinou o envio de um porta-aviões adicional à região. Já o Irã anunciou um novo exercício naval, o segundo em poucas semanas, segundo a televisão estatal iraniana. A operação envolve a Guarda Revolucionária e ocorre em áreas estratégicas como o Estreito de Hormuz, o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã — rotas por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

    Autoridades iranianas informaram que o exercício testa capacidades de inteligência e operação em vias marítimas consideradas essenciais para o comércio internacional. Durante manobras anteriores, no fim de janeiro, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA emitiu um alerta formal a Teerã.

    O governo Trump busca um novo acordo que limite o programa nuclear iraniano e impeça o desenvolvimento de armas atômicas. No domingo, o vice-chanceler iraniano, Majid Takht-Ravanchi, sinalizou que Teerã pode estar aberto a compromissos, desde que haja alívio nas sanções internacionais lideradas por Washington.

    Trump ameaça Irã e fala em “consequências se não houver acordo”

  • Vídeo e fotos mostram o momento do tiroteio em partida de hóquei nos EUA

    Vídeo e fotos mostram o momento do tiroteio em partida de hóquei nos EUA

    Disparos interromperam jogo juvenil em Rhode Island, deixando ao menos três mortos, incluindo o atirador. Imagens registram jogadores e torcedores tentando fugir enquanto tiros são ouvidos dentro da arena

    Pelo menos três pessoas morreram nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, após um tiroteio durante uma partida de hóquei no gelo em Rhode Island, nos Estados Unidos. Outras pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas a hospitais da região.

    De acordo com as autoridades, uma das vítimas fatais é o próprio atirador, que ainda não teve a identidade divulgada. A polícia informou que o caso teria sido um ataque direcionado, motivado por um conflito familiar.

    O crime ocorreu por volta das 14h, no horário local, na Arena Lynch, em Pawtucket, onde acontecia uma partida de hóquei juvenil. Entre os mortos está uma criança, conforme confirmou a prefeitura da cidade. As identidades das demais vítimas não foram divulgadas, e o estado de saúde dos feridos ainda não foi detalhado.

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que os disparos interrompem o jogo. Assim que os tiros são ouvidos, jogadores que estavam nos bancos se abaixam e, em seguida, tentam deixar o local. Parte dos atletas retorna ao gelo para escapar pelo lado oposto do rinque. Nas arquibancadas, é possível ouvir gritos enquanto o público corre em busca de abrigo.

    . Veja o vídeo abaixo:

    O governador de Rhode Island, Dan McKee, informou que acompanha o caso de perto. Já o chefe das autoridades locais, Don Cowart, classificou o ocorrido como um “incidente grave” na arena. “As informações ainda estão sendo apuradas, e estamos trabalhando ativamente com a equipe do evento e com as forças de segurança para entender o que aconteceu”, afirmou, em mensagem enviada às famílias.

    Do lado de fora do ginásio, familiares choravam enquanto jogadores, ainda com uniforme, aguardavam sob forte esquema de segurança. Viaturas policiais cercaram a área, e helicópteros sobrevoavam a região.

    Há dois meses, um homem de origem portuguesa matou duas pessoas a tiros na Universidade Brown, na cidade vizinha de Providence.
     

    Vídeo e fotos mostram o momento do tiroteio em partida de hóquei nos EUA

  • Rússia ataca várias regiões da Ucrânia com mísseis antes do início de negociações

    Rússia ataca várias regiões da Ucrânia com mísseis antes do início de negociações

    Kiev relata uso intenso de mísseis e drones em ofensiva que atingiu várias regiões, incluindo Odessa. Escalada ocorre horas antes de rodada de negociações em Genebra entre russos, ucranianos e norte-americanos.

    As Forças Armadas da Rússia lançaram nesta terça-feira um novo ataque em larga escala contra diferentes regiões da Ucrânia, poucas horas antes do início de mais uma rodada de negociações diplomáticas. De acordo com Kiev, o volume de mísseis e drones utilizados foi superior ao registrado em ofensivas recentes.

    A Força Aérea ucraniana informou, por meio do Telegram, que a Rússia disparou mísseis de cruzeiro contra áreas do norte, centro, sul e oeste do país. Além disso, diversos grupos de drones foram lançados ao longo da madrugada.

    A cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, também foi atingida. Segundo autoridades locais, houve danos a infraestruturas ainda não especificadas e a um prédio civil. Duas pessoas ficaram feridas. Até o momento, Kiev não detalhou a extensão total dos estragos provocados pelos ataques.

    Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou ter abatido mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov.

    Em Sebastopol, importante cidade portuária da Crimeia anexada por Moscou em 2014, o governador Mikhail Razvozhayev classificou a ofensiva como “um dos ataques mais longos dos últimos tempos”. Segundo ele, mais de 24 drones foram interceptados nos arredores da cidade, e há registro de feridos, entre eles uma criança.

    Na região de Krasnodar, no sul da Rússia, autoridades informaram que 18 drones foram neutralizados. O alvo teria sido uma refinaria de petróleo, onde um tanque de armazenamento foi danificado. Um incêndio atingiu cerca de 700 metros quadrados da instalação, e 72 bombeiros foram mobilizados para controlar as chamas.

    A escalada militar ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações em Genebra, na Suíça, que reúne representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. A delegação russa, liderada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, chegou à cidade suíça nas primeiras horas do dia, segundo a agência estatal TASS.

    Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “a Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente”. Já o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou que as questões pendentes são amplas e que o desfecho das conversas é imprevisível. Moscou defende não apenas uma pausa nos combates, mas um acordo duradouro que trate das causas do conflito.

    A guerra teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, alegando que a possível adesão de Kiev à Otan representava ameaça à sua segurança nacional.

    Também na segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que não repetirá “os mesmos erros” ao ceder território e defendeu que as ambições do Kremlin só podem ser contidas com “sanções totais” contra a Rússia.
     
     

     

    Rússia ataca várias regiões da Ucrânia com mísseis antes do início de negociações

  • A América não é apenas um país, mas um continente: Fatos surpreendentes

    A América não é apenas um país, mas um continente: Fatos surpreendentes

    Das civilizações antigas à cultura pop global, o Hemisfério Ocidental está repleto de conexões surpreendentes.

    Estendendo-se do Círculo Polar Ártico até o extremo sul da Patagônia, a América abrange vastas paisagens, culturas e histórias. Apesar de sua diversidade, os países de todo o enorme continente (comumente dividido em América do Norte, América Central e América do Sul) compartilha línguas, tradições religiosas, mudanças econômicas e desafios sociais em comum. Da herança indígena e das mudanças demográficas à música, ao cinema e ao esporte, forças poderosas conectam o norte e o sul. Essas curiosidades notáveis ​​revelam como o passado e o presente da região se entrelaçam.

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