Categoria: MUNDO

  • Alemanha detém sírio de 22 anos por suspeitas de planejar atentado

    Alemanha detém sírio de 22 anos por suspeitas de planejar atentado

    As autoridades alemãs anunciaram hoje a detenção em Berlim de um sírio de 22 anos suspeito de preparar um atentado com motivação jihadista, num contexto de aumento da violência na Alemanha.

    O suspeito, preso no sábado no bairro de Neukölln, é acusado de ter planejado um “ataque com motivação jihadista”, informou um porta-voz do Ministério Público de Berlim à agência France-Presse (AFP).

    As autoridades não forneceram mais detalhes.

    O jovem está detido em um centro de custódia e deverá ser apresentado a um juiz de instrução na tarde de hoje.

    O suspeito é acusado de preparar um ato grave que coloca o Estado em perigo, acrescentou a fonte judicial.

    De acordo com o jornal Bild, durante buscas realizadas por forças especiais em três residências do suspeito em Berlim, foram apreendidos materiais que poderiam ser usados na fabricação de explosivos.

    O ataque teria como alvo a capital alemã, embora outros detalhes não tenham sido revelados, segundo o jornal.

    A Alemanha tem enfrentado, nos últimos meses, vários ataques fatais com armas brancas, além de atentados com motivações jihadistas e episódios de violência de extrema direita, o que tem colocado as questões de segurança em destaque.

    Berlim, uma das grandes metrópoles europeias, permanece sob alta vigilância, especialmente desde o atentado jihadista mais mortal ocorrido em um mercado de Natal, quando um caminhão atropelou e matou 12 pessoas em dezembro de 2016.

    Alemanha detém sírio de 22 anos por suspeitas de planejar atentado

  • Obama abandona discrição, entra na campanha para eleições locais nos EUA e fala em momento sombrio

    Obama abandona discrição, entra na campanha para eleições locais nos EUA e fala em momento sombrio

    Obama abandona discrição, entra na campanha para eleições locais nos EUA e fala em momento sombrio

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama (2009-2017) juntou-se à campanha do Partido Democrata às vésperas das eleições estaduais no país e, neste sábado (1º), criticou o atual mandatário, Donald Trump, por políticas que classificou de caóticas.

    Mais importante membro do partido atualmente, Obama foi ovacionado ao subir ao palco nos comícios de duas candidatas em pleitos de meio de mandato considerados decisivos em 2026: a ex-congressista Abigail Spanberger, na Virgínia, e a atual deputada democrata Mikie Sherrill, em Nova Jersey. Antes disso, ele vinha mantendo discrição.

    Analistas e políticos esperam que as próximas eleições influenciem as disputas de 2026. Nas eleições legislativas de meio de mandato, estarão em jogo as maiorias no Congresso –fator que pode impactar diretamente o avanço ou bloqueio de políticas da gestão de Trump.

    “Vamos encarar: nosso país e nossa política estão em um lugar bastante sombrio agora. É difícil saber por onde começar, porque todos os dias a Casa Branca oferece às pessoas uma nova dose de ilegalidade, imprudência, mesquinhez e simplesmente loucura pura”, disse a uma multidão de apoiadores de Spanberger na Universidade Old Dominion, em Norfolk.

    O ex-presidente criticou ainda as taxas de importação que Trump impôs a diversos países. “Os custos não diminuíram para as famílias comuns, mas aumentaram, graças a essa política tarifária desastrosa”, afirmou.

    Já em Newark, em Nova Jersey, para apoiar Sherrill, ele ironizou as reformas na Casa Branca. “Para ser justo, ele tem se concentrado em algumas questões críticas, como pavimentar o Jardim das Rosas para que as pessoas não sujem os sapatos de lama e construir um salão de baile de US$ 300 milhões”, disse.

    Pesquisas mostram Spanberger, 46, com uma vantagem considerável sobre a candidata republicana, a vice-governadora Winsome Earle-Sears, 61, enquanto Sherrill tem vantagem de um dígito sobre o republicano Jack Ciatterelli, 63, que se candidatou pela terceira vez consecutiva ao cargo de governador –em 2021, ele perdeu a disputa por três pontos percentuais.

    As eleições acontecem na próxima terça-feira (4). No mesmo dia, os moradores da cidade de Nova York irão às urnas para escolher seu próximo prefeito. O favorito até agora é o democrata Zohran Mamdani, 34, jovem deputado estadual mulçumano e socialista do Queens.

    Recentemente, ele foi apadrinhado por Obama –no sábado (1º), o ex-presidente telefonou para Mamdani, elogiou a campanha do correligionário e se ofereceu para ser seu conselheiro no futuro, caso ele vença a eleição. Nascido na Uganda, o jovem aparece bem à frente de seu principal concorrente, o ex-governador Andrew Cuomo, nas pesquisas eleitorais.

    Obama abandona discrição, entra na campanha para eleições locais nos EUA e fala em momento sombrio

  • Incidentes com drones? Ministro belga relaciona a tentativa de espionagem

    Incidentes com drones? Ministro belga relaciona a tentativa de espionagem

    O ministro da Defesa belga, Theo Francken, sugeriu hoje que os recentes voos de ‘drones’ sobre bases militares e aeroportos belgas podem ser tentativas de espionagem da Rússia.

    Em entrevista à emissora local VTM, o ministro admitiu que as autoridades belgas “não têm informações concretas sobre a origem dos drones”, mas apontou para um possível envolvimento de Moscou, em linha com outras incursões de drones no espaço aéreo de países bálticos e do leste europeu.

    “A polícia fez um bom trabalho, mas perdeu o contato quando os drones seguiram em direção à Holanda”, disse o ministro, referindo-se aos voos de drones não identificados que sobrevoaram, no dia anterior, a base militar de Kleine-Brogel — próxima à fronteira holandesa — e o Aeroporto de Deurne, perto da cidade de Antuérpia, no norte da Bélgica.

    As medidas de interferência ou bloqueio de drones destinadas a proteger zonas militares não surtiram efeito, segundo Francken, que demonstrou confiança na rápida implementação de um plano nacional antidrones, atualmente aguardando aprovação do governo.

    Esse plano será complementado por iniciativas europeias lançadas em resposta à recente série de incidentes no espaço aéreo de vários Estados-Membros da União Europeia (UE), incluindo a criação de uma “barreira antidrones” projetada para detectar, rastrear e interceptar aeronaves não tripuladas.

    Questionado sobre a possibilidade de os recentes incidentes no espaço aéreo belga terem sido causados por amadores, o ministro se mostrou cético.

    “Poderia ser, mas as multas são muito altas. Considerando a duração do voo, sabemos que não se trata de lazer. Estamos lidando com espionagem. Esses drones estão procurando algo ou mapeando a área. Portanto, parece provável que seja algo sério. Pensa-se, por exemplo, na Rússia — mas devo ser cauteloso, já que não há provas formais”, afirmou.

    Vários drones também foram avistados na base militar de Marche-en-Famenne, no sul do país, na noite de sábado.

    Incidentes com drones? Ministro belga relaciona a tentativa de espionagem

  • Reconstrução de Gaza exigirá quase metade de valor transferido para reerguer Europa após 2ª Guerra

    Reconstrução de Gaza exigirá quase metade de valor transferido para reerguer Europa após 2ª Guerra

    Quase metade dessa quantia será necessária, segundo organizações internacionais, para reerguer a Faixa de Gaza, território do tamanho de um quarto do município de São Paulo que foi devastado por dois anos de guerra entre Israel e Hamas.

    RENAN MARRA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos criaram o Plano Marshall para reconstruir a Europa capitalista após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e despejaram o equivalente hoje a cerca de US$ 170 bilhões (R$ 915,3 bi), no valor ajustado pela inflação, em 17 países do continente.

    Quase metade dessa quantia será necessária, segundo organizações internacionais, para reerguer a Faixa de Gaza, território do tamanho de um quarto do município de São Paulo que foi devastado por dois anos de guerra entre Israel e Hamas.

    A reconstrução da faixa, reduzida a escombros, poderá levar décadas e custará ao menos US$ 70 bilhões (R$ 377 bi), segundo as Nações Unidas. Desde outubro de 2023, quando o conflito começou, cerca de 80% das estruturas de Gaza foram destruídas ou danificadas, de acordo com o Centro de Satélites da ONU.

    Hospitais, escolas, redes de energia e sistemas de água e de esgoto foram comprometidos, o que deixou mais de 2 milhões de pessoas em situação de emergência humanitária. O restabelecimento desses serviços, segundo especialistas, exigirá esforço semelhante ao feito aos europeus no pós-guerra.

    A diferença é que, enquanto o Plano Marshall foi criado com ambiente de relativa estabilidade, os planos para reestruturar Gaza têm obstáculos que vão além de questões financeiras. O principal deles é político.

    O território continua sob bloqueio imposto por Israel e, mesmo com o acordo para cessar-fogo assinado há três semanas, tem sido bombardeado pelas forças de Tel Aviv. O Estado judeu acusa o grupo terrorista Hamas de desrespeitar o pacto e justifica as ações com o argumento de legítima defesa.

    “Embora Gaza seja relativamente pequena, a reconstrução será complexa por vários motivos: primeiro, não acontecerão investimentos massivos sem que o território esteja pacificado; segundo, a área está arrasada, e os volumes de materiais necessários serão muito grandes, porém não há serviços de ferrovia ou de rodovia”, diz o economista Marcio Sette Fortes, professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ.

    Fortes, ex-diretor do Banco Interamericano de Desenvolvimento, diz que os recursos para Gaza terão de ser transportados, sobretudo, pela via marítima, uma vez que o território não tem capacidade para produção própria. “Mesmo a Segunda Guerra não destruiu a infraestrutura completa dos países europeus, que conseguiram manter parte de seus meios de produção. Em Gaza, é diferente”, afirma.

    Somente nos próximos três anos, segundo a ONU, serão necessários US$ 20 bilhões (R$ 107,6 bi) para as primeiras etapas da reconstrução. Os recursos seriam usados para o restabelecimento dos serviços mais urgentes, caso da reconstrução de hospitais, dos sistemas de água e da remoção de entulho, uma etapa delicada devido à presença de materiais contaminados e de munições que não foram detonadas.

    Mais de 61 milhões de toneladas de detritos foram geradas em Gaza, dos quais apenas 81 mil (0,13% do total) tinham sido removidas até a metade de outubro. Para efeito de comparação, o volume é maior do que a deixada na guerra da Rússia contra a Ucrânia, ainda segundo estimativa das Nações Unidas, apesar de o conflito ter começado antes e de a fronteira ser bem mais extensa no caso do Leste Europeu.

    Cerca de 15% desse material pode estar contaminado por substância perigosas, incluindo resíduos industriais, metais pesados e amianto, um mineral tóxico que pode ser inalado quando as fibras microscópicas são liberadas ao ar, algo comum durante as demolições.

    Os riscos ambientais, portanto, são fatores de grande preocupação para a reconstrução, diz Jamon Van Den Hoek, professor associado de Geografia na Universidade do Estado de Oregon, nos EUA.

    Autor de projeto que mapeou as edificações atingidas no território, ele diz que a infraestrutura fundamental para a sobrevivência deve ser bem estabelecida antes que investimentos sejam alocados para qualquer projeto de reconstrução em larga escala. Isso inclui acesso à água e à eletricidade.

    Em paralelo, a recuperação do ecossistema é tida como essencial para a melhora imediata das condições de saúde e de segurança alimentar dos palestinos. Relatório do Unep, o programa ambiental da ONU, aponta que o colapso das estações de esgoto, a destruição das redes de encanamento e o uso de fossas sépticas improvisadas agravaram a contaminação do aquífero que abastece a população.
    Os danos provocaram crise hídrica, comumente relacionada ao aumento de doenças infecciosas. Casos de diarreia aguda, por exemplo, aumentaram 36 vezes desde o começo do conflito.

    A destruição também compromete a segurança alimentar: Gaza perdeu 97% das árvores e 82% das plantações, tornando impossível a produção de alimentos em larga escala. O colapso agrícola ocorre num contexto de crise humanitária severa, com mais de 500 mil pessoas em situação de fome.

    Em projetos de reconstrução, a ONU aponta como urgente a restauração dos sistemas de água e de saneamento, bem como a remoção de entulhos, para conter doenças e evitar novas contaminações. Numa etapa posterior, mas ainda no curto prazo, orienta limpezas em áreas rurais e monitoramento da qualidade dos alimentos; para o médio e o longo prazos, elenca entre as medidas necessárias o uso sustentável dos recursos hídricos, com técnicas de dessalinização, para recuperar o aquífero local.

    Já a remoção da maior parte das munições não detonadas levará de 20 a 30 anos, segundo Nick Orr, da Humanity & Inclusion, ONG com sede na França. Ainda assim, o trabalho não estará completo. “O material está no subsolo. Vamos encontrá-lo por gerações.”

    Não há definição sobre quando a reconstrução terá início nem quem assumirá o financiamento. Países árabes, integrantes da União Europeia, Canadá e EUA já manifestaram disposição em contribuir.

    Seja como for, Zaha Hassan, advogada e pesquisadora sênior da Fundação Carnegie, afirma que a estimativa de US$ 70 bilhões da ONU é conservadora. “Não tivemos uma avaliação real do terreno”, diz.

    “Há enorme necessidade de ajuda imediata. De 5% a 8% da população foi morta ou mutilada. Como remover os escombros, cujo processo levará décadas? E onde depositá-los? Como recolher os 10 mil corpos que, acredita-se, estão sob os escombros? Será necessário bem mais do que levar tratores”, afirma.

    Ações ambientais prioritárias na reconstrução de Gaza, segundo a ONU

    Medidas mais urgentes
    Priorizar a reconstrução dos sistemas de abastecimento de água e sanitários para minimizar surtos de doenças; Fazer a remoção de entulhos para facilitar a entrega de ajuda humanitária e o acesso à infraestrutura essencial; Estabelecer locais adequados para armazenamento temporário e descarte de entulhos, incluindo resíduos perigosos; Fazer triagem e o descarte seguro de entulhos contaminados e resíduos perigosos, incluindo amianto e metais pesados; Medidas para curto prazo

    Trabalhos de limpeza em áreas rurais, a fim de diminuir a contaminação na cadeia alimentar; Monitorar a qualidade da água e dos alimentos para orientar restrições e ações corretivas; Desenvolver estratégias para gestão de entulhos e resíduos; Implementar programa de reciclagem de entulhos em larga escala, minimizando impactos ambientais; Medidas para médio e longo prazos

    Planejar a utilização sustentável da água, inclusive com técnicas de dessalinização, para permitir a recuperação do aquífero local; Instalar redes de distribuição de água a partir de fontes de produção locais e transfronteiriças, com baixas taxas de vazamento e sistemas adequados de operação e manutenção; Desenvolver sistema de descarte de resíduos sólidos, incluindo sistemas de coleta, aterros sanitários e infraestrutura para reciclar e reutilizar materiais; Estabilizar e preencher túneis subterrâneos que ameaçam a estabilidade acima do solo; Fonte: Programa ambiental das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês)

    Reconstrução de Gaza exigirá quase metade de valor transferido para reerguer Europa após 2ª Guerra

  • Ataque a faca em trem na Inglaterra fere 10 pessoas

    Ataque a faca em trem na Inglaterra fere 10 pessoas

    A corporação descartou a possibilidade de terrorismo na manhã deste domingo. “Neste momento, não há nada que sugira que este tenha sido um incidente terrorista”, disse o superintendente da polícia de transportes britânica, John Lovelace, em entrevista coletiva. Mais cedo, o ministro da Defesa, John Healey, afirmou que o ataque foi um incidente isolado.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Dez pessoas foram esfaqueadas em um trem que ia da cidade de Doncaster, no norte da Inglaterra, à estação de King’s Cross, em Londres, na madrugada deste domingo (2). A polícia deteve dois suspeitos em Huntingdon (a cerca de 130 km da capital britânica), onde o trem fez uma parada de emergência, e afirma que, entre os atingidos, nove passageiros tiveram ferimentos graves.

    A corporação descartou a possibilidade de terrorismo na manhã deste domingo. “Neste momento, não há nada que sugira que este tenha sido um incidente terrorista”, disse o superintendente da polícia de transportes britânica, John Lovelace, em entrevista coletiva. Mais cedo, o ministro da Defesa, John Healey, afirmou que o ataque foi um incidente isolado.

    Segundo Lovelace, as duas pessoas presas sob suspeita do crime são um homem negro de 32 anos e um homem de ascendência caribenha de 35 anos, ambos nascidos no Reino Unido. Sobre as vítimas, afirmou que quatro pessoas já receberam alta, enquanto duas correm risco de morte.

    Olly Foster, que estava em um dos vagões, disse à BBC que viu uma pessoa correndo e avisando que um homem estaria esfaqueando tudo e todos. “Encostei nesta cadeira, olhei para a minha mão e ela estava coberta de sangue. Olhei para a cadeira, havia sangue por todo lado. Depois, olhei para a frente e havia sangue em todas as cadeiras”, disse.

    Outras testemunhas ouvidas pelo jornal The Times disseram ter visto um homem armado com uma grande faca e passageiros se escondendo nos banheiros para se proteger.

    Na manhã deste domingo, o trem continuava parado e interditado, e agentes da polícia científica trabalhavam no local. A companhia ferroviária LNER (London North Eastern Railway) pediu aos usuários que não viajem em suas linhas neste domingo.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chamou o incidente de terrível e profundamente preocupante, enquanto a ministra do Interior Shabana Mahmood disse estar profundamente entristecida e pediu que as pessoas evitem comentários e especulações.

    Isso porque o governo tenta impedir a propagação de rumores nas redes sociais após um incidente em Southport, no noroeste da Inglaterra, no ano passado, quando alegações na internet sobre o assassinato de três meninas jovens desencadearam dias de tumultos em todo o país.

    Ataque a faca em trem na Inglaterra fere 10 pessoas

  • EUA matam três pessoas em novo ataque contra navio no Caribe; vídeo

    EUA matam três pessoas em novo ataque contra navio no Caribe; vídeo

    De acordo com Hegseth, o ataque foi “cinético e letal” e ocorreu em águas internacionais, em uma rota conhecida pelo contrabando de drogas. Nenhum militar americano ficou ferido. O secretário afirmou que o navio transportava entorpecentes e fazia parte de uma rede de tráfico internacional.

    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou neste sábado (1º) que três homens morreram em mais um ataque militar americano no Mar do Caribe. A operação, realizada sob ordens do presidente Donald Trump, teve como alvo uma embarcação que, segundo autoridades norte-americanas, estaria ligada ao narcotráfico e a uma “organização terrorista designada”.

    De acordo com Hegseth, o ataque foi “cinético e letal” e ocorreu em águas internacionais, em uma rota conhecida pelo contrabando de drogas. Nenhum militar americano ficou ferido. O secretário afirmou que o navio transportava entorpecentes e fazia parte de uma rede de tráfico internacional.

    “Esses narcoterroristas estão trazendo drogas para o nosso país para envenenar americanos — e não terão sucesso”, escreveu Hegseth em publicação no X (antigo Twitter). Ele acrescentou que o governo continuará a “rastrear, mapear, caçar e eliminar” grupos criminosos ligados ao tráfico.

     

    Segundo dados do próprio governo dos EUA, desde setembro foram realizados 16 ataques contra embarcações suspeitas — nove no Caribe e sete no Pacífico — resultando em mais de 60 mortes.

    Autoridades norte-americanas afirmam que a ofensiva faz parte de uma estratégia para enfraquecer organizações criminosas supostamente ligadas ao regime de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Washington acusa Maduro de comandar um cartel internacional de drogas e considera o grupo como uma organização terrorista.

    Apesar do aumento das operações, Trump negou, na última sexta-feira (31), que haja planos de ataques diretos à Venezuela. O presidente declarou que “ainda não tomou decisão” sobre eventuais ações militares no país.

    O Pentágono tem divulgado poucas informações sobre as ofensivas. As identidades das vítimas e a quantidade de drogas apreendidas não foram reveladas.

    As ações, no entanto, vêm sendo duramente criticadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu a suspensão imediata dos bombardeios e classificou as operações como “execuções extrajudiciais”.

    Em comunicado, Türk afirmou que o aumento no número de mortes é “inaceitável” e cobrou que os Estados Unidos “ponham fim a tais ataques e adotem medidas para evitar execuções extrajudiciais, independentemente de qualquer suposta atividade criminosa”.

    As críticas reacendem o debate sobre os limites da atuação militar norte-americana em território internacional e a legalidade das ações contra alvos classificados como ligados ao tráfico e ao terrorismo.

    EUA matam três pessoas em novo ataque contra navio no Caribe; vídeo

  • Rússia admite "contatos" com Venezuela sobre possível ajuda a Maduro

    Rússia admite "contatos" com Venezuela sobre possível ajuda a Maduro

    O governo russo admitiu hoje que mantém contato com a Venezuela em relação a um possível pedido de ajuda do líder venezuelano Nicolás Maduro ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.

    Estamos em contato com nossos amigos venezuelanos”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à agência de notícias TASS, sem mencionar diretamente o suposto pedido de Maduro.

    De acordo com o The Washington Post, Maduro teria solicitado ajuda da Rússia, da China e do Irã para reforçar as defesas do país diante da pressão dos Estados Unidos.

    Peskov evitou comentar possíveis pedidos de ajuda, mas destacou que Rússia e Venezuela estão unidas por “obrigações contratuais”.

    Os dois países assinaram um acordo de parceria estratégica em maio, durante uma visita de Maduro a Moscou.

    Nesta semana, a Rússia reiterou seu apoio à Venezuela diante das “ameaças existentes e potenciais” provenientes dos Estados Unidos.

    Diversos relatos publicados na sexta-feira indicam que os Estados Unidos estão ampliando o contingente militar no Caribe ou até planejando ataques contra alvos na Venezuela.

    Segundo jornalistas especializados em defesa, os EUA devem ter, nos próximos dias, oito navios de guerra, três navios de assalto anfíbio e um submarino na região — totalizando 13 embarcações militares, o maior contingente desde a Primeira Guerra do Golfo (1990–1991), de acordo com um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

    Rússia admite "contatos" com Venezuela sobre possível ajuda a Maduro

  • Presidente do México lamenta vitimas de explosão em supermercado no norte

    Presidente do México lamenta vitimas de explosão em supermercado no norte

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, lamentou este sábado a morte de 23 pessoas numa explosão seguida de incêndio num supermercado em Hermosillo, capital do estado de Sonora, no norte do país, garantindo ajuda às vítimas e familiares.

    Minhas sinceras condolências às famílias e aos entes queridos das pessoas que faleceram no incêndio ocorrido em uma loja [da rede Waldo’s] no centro de Hermosillo”, afirmou a presidente em uma mensagem publicada nas redes sociais.

    A governante mexicana garantiu que tem mantido contato com o governador do estado, Alfonso Durazo, “para oferecer todo o apoio necessário”.

    Sheinbaum informou ainda que orientou a secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, “a enviar uma equipe de apoio para atender as famílias e os feridos”.

    O governador de Sonora, Alfonso Durazo, afirmou que sua administração “tomará todas as medidas necessárias” para ajudar as famílias e as pessoas afetadas.

    De acordo com o relatório oficial, o incêndio começou por volta das 15h (hora local, 21h GMT), na loja localizada no centro de Hermosillo, em um momento em que o supermercado estava cheio de clientes devido ao pagamento dos salários quinzenais e às compras antecipadas para o Dia dos Mortos.

    “A explosão ocorrida na loja Waldo’s, no centro, deixou uma profunda tristeza em todos os habitantes de Sonora (…). Até o momento, há registro de 23 mortos e 11 feridos”, informou Durazo.

    O procurador-geral do estado, responsável pela investigação, declarou que a maioria das vítimas morreu por inalação de gases tóxicos.

    “Até o momento, não há indícios de que o incêndio tenha sido provocado intencionalmente”, informou o procurador.

    Também há registro de pelo menos 12 pessoas feridas.

    Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Municipal e da Defesa Civil continuam na área afetada pelo incêndio, realizando trabalhos de resgate e avaliação dos danos no local, que permanece isolado enquanto as causas do incidente são investigadas.

    Presidente do México lamenta vitimas de explosão em supermercado no norte

  • EUA e China estabelecem canais de comunicação entre forças armadas

    EUA e China estabelecem canais de comunicação entre forças armadas

    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou hoje que Washington e Pequim vão estabelecer canais de comunicação entre as forças armadas, acrescentando que as relações bilaterais entre os dois países “nunca estiveram melhores”.

    Hegseth disse que conversou com seu homólogo chinês, o almirante Dong Jun, na noite de sábado, à margem de uma reunião de segurança regional, e que ambos concordaram que “a paz, a estabilidade e as boas relações são o melhor caminho para dois grandes e fortes países”.

    As declarações de Hegseth, publicadas na rede social X, foram divulgadas poucas horas depois de ele ter exortado as nações do Sudeste Asiático a manterem-se firmes e fortalecerem suas forças marítimas para combater as ações cada vez mais “desestabilizadoras” da China no Mar do Sul da China.

    “As reivindicações territoriais e marítimas da China no Mar do Sul da China vão contra os compromissos de resolver disputas de forma pacífica”, afirmou Hegseth durante uma reunião com seus homólogos da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) no sábado.

    “Buscamos a paz. Não buscamos conflitos. Mas precisamos garantir que a China não esteja tentando dominá-los”, acrescentou.

    O Mar do Sul da China continua sendo um dos pontos mais voláteis da Ásia. Pequim reivindica quase toda a região, enquanto membros da ASEAN — especialmente Filipinas, Vietnã, Malásia e Brunei — também reivindicam soberania sobre áreas costeiras e várias ilhas.

    As Filipinas, um importante aliado dos Estados Unidos, têm protagonizado frequentes confrontos com as forças marítimas chinesas.

    Manila tem repetidamente pedido uma resposta regional mais firme, mas a ASEAN tradicionalmente tenta equilibrar a cautela com os laços econômicos com Pequim, o maior parceiro comercial da região.

    Hegseth afirmou na rede X que conversou com o presidente norte-americano Donald Trump e que ambos concordaram que “as relações entre os EUA e a China nunca estiveram melhores”.

    A reunião de Trump com o presidente chinês Xi Jinping, realizada na Coreia do Sul na semana passada, “definiu o tom para uma paz e sucesso duradouros entre os Estados Unidos e a China”, acrescentou o secretário de Defesa, que deixou a Malásia neste domingo rumo ao Vietnã.

    As mensagens contrastantes — uma advertência severa na reunião da ASEAN seguida de uma linguagem conciliatória nas redes sociais — destacam o esforço de Washington para equilibrar dissuasão e diplomacia em meio às crescentes tensões com Pequim.

    “Trata-se de controle de danos. Mais importante ainda, reflete duas correntes diferentes nas relações entre Estados Unidos e China — uma que vê a China como uma ameaça e outra que a considera um possível parceiro”, afirmou a analista política do Sudeste Asiático Bridget Welsh, citada pela agência Associated Press.

    Hegseth instou a ASEAN, no sábado, a acelerar a conclusão de um Código de Conduta — há muito adiado — que vem sendo negociado com a China para regulamentar o comportamento no mar. O secretário também propôs o desenvolvimento de sistemas compartilhados de vigilância marítima e resposta rápida para dissuadir provocações.

    Uma rede de “consciência marítima compartilhada” garantiria que qualquer membro que enfrentasse “agressão ou provocação não estivesse sozinho”, justificou.

    Hegseth também elogiou os planos para um exercício marítimo conjunto ASEAN-EUA em dezembro, destinado a fortalecer a coordenação regional e defender a liberdade de navegação.

    A China rejeita as críticas dos Estados Unidos sobre sua conduta marítima, acusando Washington de interferir em assuntos regionais e provocar tensões com sua presença militar. Autoridades chinesas afirmam que suas patrulhas e atividades no mar são legais e têm como objetivo manter a segurança em território que consideram chinês.

    Autoridades chinesas também criticaram as Filipinas no sábado, chamando o país de “elemento desordeiro”, após Manila ter realizado exercícios navais e aéreos com os Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia no Mar do Sul da China.

    O exercício de dois dias, que terminou na sexta-feira, foi o 12º realizado pelas Filipinas com nações parceiras desde o ano passado, com o objetivo de proteger seus direitos nas águas disputadas.

    Tian Junli, porta-voz do Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular da China, afirmou que o exercício prejudicou gravemente a paz e a estabilidade regionais. “Isso prova ainda mais que as Filipinas são o causador de problemas na questão do Mar do Sul da China e um sabotador da estabilidade regional”, declarou.

    EUA e China estabelecem canais de comunicação entre forças armadas

  • Homem devolve crânio que roubou de catedral em Viena após 60 anos

    Homem devolve crânio que roubou de catedral em Viena após 60 anos

    Um alemão enviou por correio o crânio que havia levado da Catedral de Santo Estêvão quando era jovem turista. O caso surpreendeu o arquivista da igreja e reacendeu o interesse pela história das catacumbas que guardam restos de 11 mil pessoas em Viena

    Um homem do norte da Alemanha devolveu um crânio que havia roubado da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, na Áustria, sessenta anos depois do furto. A ossada foi enviada por correio e descoberta pelo arquivista da igreja, Franz Zehetner, que se surpreendeu ao abrir o pacote.

    “Não é algo que se espere encontrar”, disse Zehetner à BBC.

    Dentro da caixa havia também uma carta. Nela, o remetente confessava ter levado o crânio quando era um jovem turista, cerca de seis décadas atrás, e explicava que decidiu devolvê-lo para aliviar a consciência. Segundo o relato, ele retirou o osso durante uma visita guiada às catacumbas da catedral, que abrigam os restos mortais de aproximadamente 11 mil pessoas, entre vítimas da peste negra e de guerras dos séculos 17 e 18.

    “Foi comovente perceber que alguém quis reparar um erro da juventude”, afirmou o arquivista. “Ele cuidou do crânio por todos esses anos, em vez de simplesmente descartá-lo de qualquer maneira.”

    A Catedral de Santo Estêvão é um dos marcos mais emblemáticos de Viena e um símbolo nacional da Áustria. Localizada no centro histórico da capital, a construção começou em 1147 e passou por várias reformas e ampliações, assumindo o estilo gótico que a caracteriza hoje.

    O templo foi palco de momentos marcantes, como o casamento e o funeral de Wolfgang Amadeus Mozart, e sofreu graves danos no fim da Segunda Guerra Mundial, sendo restaurado e reaberto ao público em 1952. Atualmente, é um dos monumentos mais visitados do país.
     
     

    Homem devolve crânio que roubou de catedral em Viena após 60 anos